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[!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

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Elminster Aumar
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por Elminster Aumar em Qua Set 19, 2018 12:15 am


Hardrada escreveu:- Não posso dar certeza. Mas esse globo tem um interior intrigante... eu diria que há algo a ver com o tempo... passado... futuro... Ou quem sabe pode nos levar a outros lugares...não sei...são apenas delírios de um mercador.

Tarja escreveu:- Me pergunto se essa joia esconde algum tipo de mapa de algum tesouro perdido maravilhoso. Será que poderia revelar algum segredo de um futuro, tal como uma profecia? Perdoe meus pensamentos sem nexos.

- Ambos são bons palpites - Lorenzo pareceu ficar satisfeito com as conjecturas a respeito do enigmático globo no punho da adaga. - Mas seja o que for, esse item é de propriedade de Pierre Corella. Talvez a verdadeira utilidade da adaga nunca seja revelada a vocês - disse, com um sorriso de canto da boca, como quem sabe que acaba de tirar o doce de uma criança.

Em seguida, Lorenzo e Zabuza novamente se estranhavam. Havia um clima entre os dois que piorava a cada momento, deixando o ambiente mais tenso e pesado.

Zabuza escreveu:- Solte minha mão fidalgo, é assim que você trata os visitante a Belmont? Pensei que os famosos mosqueteiros fossem cordiais, mas me vejo decepcionado com essa situação desprezível que você me coloca. Como um nobre cavalheiro pode me olhar desse jeito? Me sinto ofendido com essa afronta perversa, mosqueteiro. Afinal, por que eu chamei tanto sua atenção? Na verdade tinha uma frase que meu pai dizia, uma verdade pode ser uma mentira e uma mentira pode ser uma verdade. Acho que esta focando em um reles mercador quando devia estar focando em outras pessoas que aqui estiveram. Sou apenas um mercador e sei de algumas informações que teria o prazer de te contar em um jantar apenas nos dois em meu navio. Sabe que minha tripulação não é de ficar no meu navio a noite. Acho que seria uma grande honra recebe-lo e sanar suas preocupações.

O mosqueteiro soltou-lhe a mão, mas não antes de responder o capitão após todos os insultos que recebeu.

- Nós, da ordem de mosqueteiros, tratamos com cordialidade apenas àqueles que merecem tal tratamento. Aos nossos inimigos, somos implacáveis. Eu darei a você o benefício da dúvida, mas já adianto que tentar me enganar pode ser o pior erro da sua vida.

Zabuza escreveu:- Como será uma visita informal peço que apenas nos dois fossemos vistos jantando. Afinal, seria uma lástima ter que compartilhar segredos com outras pessoas que não vejo tamanha honra quando ao senhor. Devemos nos encontrar sozinhos, pois há boatos de conspirações entre os próprios mosqueteiros. Sugiro que venha ao meu encontro daqui a uma lua. Para conferir o que estou dizendo e agradar-lhe com algumas informações que te interessam muito. O que acha? Aceita meu convite?

Antes que Lorenzo pudesse respondê-lo, o vestenês havia explodido de raiva. Sua paciência com toda aquela discussão havia acabado, e ele gritou com todos a plenos pulmões, proferindo xingamentos e abrindo a porta da sala com um chute só. Hardrada o primeiro a se retirar do recinto. A jovem Tarja, um pouco assustada diante daquela inesperada selvageria, também se dirigiu à porta - agora escancaradamente aberta - e pediu permissão ao Lorenzo para se retirar. Ele apenas acenou com a cabeça; o próprio mosqueteiro parecia ter ficado aturdido com aquilo.

Eis, então, que eles são surpreendidos por Valentina. Querendo dar a impressão de ser uma frágil e delicada dama, ela finge um desmaio. O mosqueteiro a segura antes dela ir de encontro ao chão. Com ela aos seus braços, ele pergunta:

- Você está bem? - Por um momento toda a imagem digna e irretocável que a população nutria a respeito dos mosqueteiros pareceu se espelhar em Lorenzo. - Vai ficar tudo bem - ele voltou a dizer, assim que Valentina reabriu seus olhos. Ele, então, voltou-se à Zabuza e entregou aos seus cuidados a bela nobre, dizendo: - Cuide bem dela. A respeito do seu convite, capitão, pensarei com carinho. Agora podem ir. Como Tarja disse, eu preciso receber outros grupos.

Sendo assim, Zabuza e Valentina também se retiraram do local. Os dois logo alcançaram Tarja, e alguns metros à frente, estava o corpanzil do vestenês Hardrada. Eles saíram da capela e se dirigiram até a ponte. Enquanto passavam por alguns convidados que estavam na fila de espera para ver o artefato, uma voz foi ouvida.

- A RELÍQUIA DESAPARECEU! - Lorenzo surgiu à porta da capela, com uma expressão de puro ódio em seu rosto. O mosqueteiro apontou pros quatro indivíduos que acabaram de sair da sala privativa onde o artefato estava. - GUARDAS, PEGUEM-NOS! ELES ME DISTRAÍRAM ENQUANTO ROUBAVAM A ADAGA!

De um lado a outro da ponte, haviam guardas que pegavam em suas armas e avançavam em direção a eles. Hardrada, um pouco mais a frente, logo se via cercado pelos soldados, enquanto Tarja, Zabuza e Valentina também encontravam oponentes. O trio ainda tinha o azar de estar mais longe da saída. Lorenzo, cercado por seus homens, havia sacado a rapieira e estava pronto para qualquer enfrentamento.





imagem ilustrativa da ponte

OFF-GAME (Todos):
Pessoal,
Entramos em nossa primeira sequência de ação. Como ninguém está ainda acostumado com o sistema, vou colocar um passo a passo de como devemos proceder.
Primeiramente vocês devem me informar em OFF o Método que utilizarão em suas próximas ações. Ou seja, o que pretendem fazer na cena.
Depois eu lhes direi a quantidade de dados que vocês precisarão jogar (baseado no atributo+perícia), e dessa forma definiremos a quantidade de apostas que cada um terá.
Vocês estão "enfrentando" dois pelotões de brutamontes, com 5 guardas em cada pelotão, além de Lorenzo.
Para derrotar um guarda do pelotão, deve-se gastar uma Aposta. Se você quiser derrotar três guardas de uma vez, por exemplo, deve-se gastar 3 Apostas.
Para chegar próximo do Lorenzo, vocês devem gastar 2 Apostas, pois os guardas ao seu redor farão de tudo para protegê-lo. Para feri-lo, deve-se gastar mais 1 Aposta por Ferimento desejado.  
Pular da ponte é um Risco. A Consequência é que vocês levam 5 de Ferimentos pela queda (podendo anular até 3 Ferimentos com o gasto de 1 Aposta por Ferimento). A Oportunidade é que vocês escapam de todos os guardas.
Existem outras possibilidades, vai da criatividade de cada um. Todo tipo de ação é possível, desde que dentro de um contexto lógico. Também tem a opção de simplesmente se render. Como avisado antes, o sistema tem um caráter cinematográfico, então os guardinhas dificilmente irão representar algum perigo real aos seus personagens, que são Heróis, porém eles ainda podem causar alguns Ferimentos.  
Não postem no ON até termos resolvido essas questões e sanado quaisquer dúvidas que irão surgir.

Legenda da Imagem Ilustrativa:
Azul: Hardrada
Amarelo: Tarja
Marrom: Zabuza
Roxo: Valentina
Vermelho: Guardas
Preto: Lorenzo
Iyue
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por Iyue em Sex Set 28, 2018 8:40 am

Tarja se virou ao escutar Lorenzo gritar que a relíquia desapareceu. Olhando em volta ela observou os batalhões se aproximando, e em uma tentativa desesperada de distrair os guardas, ela foi recuando os passos para se aproximar dos demais nobres que estavam esperando, tentando deixar essas pessoas na frente dela. Foi recuando até chegar encostar em uma das paredes. Tarja abaixou para evitar qualquer espada colidindo com seu pescoço, suas mãos vasculharam todo o seu corpo para ter certeza de que não colocaram aquela porcaria de adaga em suas vestes. Ela murmurava, quase que em um choramingo. “Lugar fechado demais, pequeno demais, muitas chances de morte”

A loura conseguia escutar a decepção da trupe, a necessidade de sair da cidade rapidamente quando a chance de conseguir se apresentar para um nobre de maior escalão se esvaia de suas mãos. Se fugisse estaria alegando confirmar a teoria do mosqueteiro, mas se ficar poderia sofrer consequências físicas, e isso ela não gostaria de ter. Sua mente ficou ainda mais em pânico quando pensou na possibilidade de que poderiam colocar em suas mãos aquela adaga quando ninguém mais perceberia e incrimina-la injustamente!

Estava certo que gostava de larapiar comida aqui e ali, e ajudava seus companheiros nos furtos, mas não tinha sequer motivos para roubar aquela adaga. Iria usar para que? Cortar frutas? Para isso ela já tinha a faca em sua bota! E se fosse vender o cristal ao centro provavelmente acabaria em alguma fogueira, ou com feijões mágicos, ou sabe-se lá ela!

Mas dentre o turbilhão de pensamentos desesperados, algo não fazia sentido para ela. De todos ali, o ruivo explosivo a frente viu pouco interesse também na adaga, a nobre junto ao capitão parecia estar passando mal, e o capitão, não sabia nada sobre ele, mas não parecia querer roubar um artefato quando a atenção negativa do mosqueteiro pairou sobre ele. Seu olhar cruzou com a face do mosqueteiro, e começou a observar qualquer indício que traísse o ódio que apresentava. Poderia ser um risco grande, mas algo gritava em sua mente para ter cuidado com ele, não por suas habilidades com luta, mas talvez com algum tipo de máscara que usava.
kellmsa
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por kellmsa em Sab Set 29, 2018 9:46 pm

Ela se deixou ficar imersa em seus pensamentos enquanto permanecia inconsciente.  

O que diabo afrontoso era aquilo?, pensou enquanto deixava sua mente se distanciar dos comandos do seu corpo. Seu plano não estava indo para direção que queria. Haviam planejado com todo cuidado sua permanecia por ali,  seu disfarce, suas palavras. E tudo parecia desmoronar? Ela não deixaria isso acontecer.
 
- Você está bem? Vai ficar tudo bem.

Valentina sentiu braços a enlaçarem e a puxarem para longe do chão. Um gesto delicado, mas em si um tanto bruto. Concentrada em seus pensamentos, demorou um pouco para abrir os olhos e conseguir tomar os comandos do seu corpo novamente, foi passada para os braços do senhor Zabuza como um saco de batata. Uma fúria cresceu dentro dela. Quem aquele mosqueteiro achava que era? Que autoridade ele tinha para tratar-me daquele jeito repulsivo?  

Ergueu-se de uma vez trazendo vertigem aos seus olhos no mesmo momento em que preferia isso a ter que se manter nos braços de alguém tão desprezível e boca grande quanto o tal de Zabuza. Levantou as saias do seu vestido de uma maneira lenta, já que ainda recuperava energia e foi em direção a saída. Não se manteria nenhum segundo a mais naquele lugar. Caminhou para fora daquele recinto, passando por pessoas que ainda iriam entrar para ver o tal artefato.  

- A RELÍQUIA DESAPARECEU! GUARDAS, PEGUEM-NOS! ELES ME DISTRAÍRAM ENQUANTO ROUBAVAM A ADAGA!

Ouviu Lorenzo praticamente gritar, seu corpo gelou e se reteve. Tremia de ódio, nunca havia sido tão maltratada e tratada de maneira tão repulsiva. Sou Valentina Hayes, da tradicional e rica casa Hayes. Eu não serei tratada como uma criminosa, estando em meu país ou não. Endireitou ainda mais a coluna, levantou o seu queixo e ainda tentando controlar a sua ira, se virei lentamente para Lorenzo. Eu sou uma líder de nascença e não serei tratada como uma bandidazinha por um homem daqueles.

- Quem o senhor pensa que é, Senhor Di Castilla? - Falou com o tom de voz controlado e ao mesmo tempo alto para que todos ouvissem. - Quem o senhor pensa que é para realizar acusações tão impuras e maldosas para minha pessoa? Gritar aos guardas para que me pegue como se eu fosse uma filha de camponês que devesse sair correndo de susto a qualquer menção de furto?

Valentina se virou para o que ainda se mantinham na fila.

- Há alguma dama ou criada que possa me ajudar a tirar esse vestido para ser revistada? - Falou com ar sério. - Não serei acusada na frente de todos por um insolente soldado que não mede suas palavras - Valentina começou a puxar os laços que seguravam seu vestido. Ela encarou Lorenzo que mantinha a rapiera em sua direção, ela não se intimidou e deu dois passos lentos na sua direção. - Abaixe sua  arma, Senhor.  No que tange as leis do rei, sangue de nobre é muito valioso para ser derramado. - Ela cravou seus olhos nos de Lorenzo para logo em seguida olhar em volta. - Você lança acusações levianamente senhor. Mas será que o senhor não viu a oportunidade de roubar o artefato enquanto permanecia sozinho com ele e colocar a culpa no último grupo que havia saído?

Valentina mantinha sua ira sob controle, mas o ódio a deixava ofegante.

- Me revistem - ela quase gritou. - Atestem logo minha inocência, que uma vez manchada não voltará a ser a mesma de sempre. Agora, se caso não quiserem me revistar e insistirem nessa falsa acusação, saiba que Avalon responderá com força e firmeza a qualquer mal feito a minha pessoa.

Valentina se calou, mas suas mãos trabalhavam em tentar tirar seu vestido.
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por gabrielsulino em Dom Set 30, 2018 1:53 pm

Zabuza previa uma grande batalha a vir, mas sentia que estava sozinho e teria que bolar um plano para escapar de uma situação desprezível. Viu Valentina enfrentar Lorenzo e Tarja tentar se esconder de algum modo. Começou a bolar em sua cabeça uma forma de sair dessa armadilha.

Fez um sinal para que um dos seus homens ficasse atento e avisasse para os outros que modificasse o barco para parecer com um navio que transportava mercadoria e outro sinal para vigiar e lhe manter seguro a partir de uma distância, ou seja, caso fosse preso seus homens dariam um jeito de livra- lo daquele situação. E então executou o plano. Com as seguintes palavras:

- Para que tamanho desespero, como homem digno que sou nunca roubaria nada. Se você quiserem tiro minha roupa inteira e vocês a podem me revistar.

Em seguida começou a tirar a roupa lentamente até ficar nu deitado no chão esperando que essa cena não fizesse ele um culpado. Olhou para Valentina, mesmo sabendo que não gostava dele, pensou no seu bem estar, pois tinha uma certa simpatia por ela .
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por Ninja em Ter Out 02, 2018 9:51 am

Harald estava puto, dum jeito que apenas vesteneses ficam. A perda de tempo naquele lugar, aquela troca de farpas sem sentido, uma "nobreza" chula, aquilo o cansava rápido. Ia descontar toda sua raiva na comida. Pensar na comida começou a acalma-lo. Já havia caminhado dois terços da ponte quando ouviu o grito do mosqueteiro. Sua mente demorou um pouco para digerir o que ele havia gritado, tal o absurdo dito pelo mesmo.

A adaga tinha sumido? Como assim? Espera? Ele estava... me culpando.

Meu amigo que acompanha essa ação, deixe-me lhe contar uma coisa:

Você já viu alguma vez um Vestenês realmente puto? Se não, levante as mãos ao céus e agradeça. Agora, imagine o que deveria fazer ao encontrar um Vestenês super puto, que estava frustrado por ter pedido amigos e conhecidos e estava atras de rastro de sequestradores que ele não sabia como encontrar, imagine agora aquela aglomerado de raiva e ódio caminhando para longe de você, ultima coisa que você iria querer, é chamá-lo de ladrão.

Porém foi isso que o mosqueteiro fez. Até ali, o seu dia havia sido bem ruim, mas aquilo... aquilo foi a gota d'água.

Harald para, como se pensasse em algo, em sua mente apareciam mil e trezentas e seis maneiras de matar e torturar aquele mosqueteiro insolente. Ele apenas vira a cabeça, lentamente na direção do mosqueteiro, sem virar o corpo. Uma veia saltava de seu pescoço, e seus braços estavam tão tensos que parecia haver cordas no lugar das veias.

Ele diz, quase rosnando entre os dentes:

- O... QUE!?

Não era possível. Aquela alma ansiava tanto assim pela morte? O Poderoso Pai de todos devia estar lhe dizendo que seu povo estava morto e ele deveria se juntar a eles, porque aquilo era um convite para uma batalha sangrenta sem sentido. Ele lentamente se vira, seu inconsciente tentava acalma-lo, mas não estava indo muito bem nesse serviço.

- Você... - sua voz saia entrecortada, ele tentava dizer a frase sem gritar ou alterar a voz. - Você ... ousou... - ele começa a caminhar em direção ao mosqueteiro. Havia apenas ódio e morte nos seus olhos. -... me acusar... de roubo?- Seu subconsciente desistiu de acalma-lo e chutou o balde. - QUEM VOCÊ ACHA QUE EU SOU? - O grito reboou pelo corredor, pegando todos de surpresa. - EU NUNCA ACEITARIA TAMANHA AFRONTA! EU SOU... HARALD HADRADA!

Sua mão foram em direção as armas, ele iria começar um massacre ali, quando estava perto de alcança-las, sua visão encontrou, no canto, a dançarina de antes, ela apenas choramingava em desespero, enquanto se apalpava, na intenção de provar que não havia nada com ela, ele havia simpatizado com ela, mais do que com os outros dois, parecia ser ela uma boa pessoa. Ele então para. Sua imaginação volta a imaginar e ele vê nela projetada talvez algumas jovens de sua vila, quando atacada, com medo, choramingando.

Não, ele não poderia por tudo a perder, de maneira nenhuma ele poderia desistir de seu objetivo assim por causa de um pedaço de lixo de merda como aquele.

Uma, duas, três... infinitas vezes ele respira de olhos fechados, e finalmente relaxa a mão, se acalmando. Quando abre os olhos, o capitão estava nu, e a outra mulher gritava que o mosqueteiro estava acusando falsamente. Insinuava ate mesmo que ele havia roubado e posto a culpa nos visitantes.

Aquilo fazia sentido.

Apenas para conferir, ele rapidamente começa a se apalpar, vendo se não poderia o mesmo ter colocado a adaga nele. Mas era impossível, mal tivera contato com o mesmo, o único que poderia ter essa culpa era o capitão, pois o mosqueteiro o havia segurado e talvez a outra mulher nobre, pois quando desmaiara, o mosqueteiro a havia entregue nos braços do capitão.

-Escute!- Harald tentava, muito a contragosto, falar de maneira menos furiosa possível. - Cuidado com o que você haverá se supor agora, senhor mata-mosca... as consequências do que acontecer aqui serão suas e apenas suas.

Ele suavemente começa a andar em direção a dançarina. Ela era a que estava mais desprotegida, e ele, por ter simpatizado com ela, sentiu que deveria protege-la.
Elminster Aumar
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por Elminster Aumar em Qua Out 03, 2018 12:34 am


Quando Lorenzo irrompeu na ponte soltando acusações aos quatro ventos, ele ocasionou os mais diferentes tipos de reações. Os guardas, pegos de surpreso, imediatamente sacaram suas armas e se moveram em direção às pessoas apontadas pelo mosqueteiro, enquanto os demais convidados, assustados com aquela movimentação, buscaram se afastar do foco do problema. Dos acusados, Valentina Hayes foi a primeira a manifestar a sua indignação.

Valentina escreveu:- Quem o senhor pensa que é, Senhor Di Castilla? Quem o senhor pensa que é para realizar acusações tão impuras e maldosas para minha pessoa? Gritar aos guardas para que me pegue como se eu fosse uma filha de camponês que devesse sair correndo de susto a qualquer menção de furto?

Tarja, por outro lado, buscou rapidamente se esconder como podia, e dois primeiros guardas que vinham em sua direção ficaram confusos sobre quem deveriam abordar. O Capitão Zabuza, talvez o mais racional do grupo, tentou manter a calma e lançar algum tipo de sinal previamente combinado com os seus marujos. Era difícil saber se os marujos, que estavam com botes a remo no nível do mar, haviam compreendido os sinais estando tão longes. E Harald, talvez o mais irritado de todos, deu meia-volta e começou a ir em direção ao Lorenzo. Os guardas que deveriam impedi-lo pareceram temerosos por um momento: o vestenês era uma figura grande, forte e ameaçadora até mesmo para homens treinados.

Lorenzo manteve-se firme em sua posição, e encarava Harald Hadrada com um olhar inabalável. Tudo indicava que haveria um confronto, porém não foi assim que as coisas aconteceram.

Valentina escreveu:- Há alguma dama ou criada que possa me ajudar a tirar esse vestido para ser revistada? Não serei acusada na frente de todos por um insolente soldado que não mede suas palavras. Abaixe sua  arma, Senhor. No que tange as leis do rei, sangue de nobre é muito valioso para ser derramado. Você lança acusações levianamente senhor. Mas será que o senhor não viu a oportunidade de roubar o artefato enquanto permanecia sozinho com ele e colocar a culpa no último grupo que havia saído?

Valentina ainda tentava provar a sua inocência, e rebatia com veemência as palavras do mosqueteiro.

- Como ousas questionar a minha integridade e lealdade para com Belmont e toda a nação de Montaigne? - disse Lorenzo, empertigando-se todo. - Prestei juramentos diante dos deuses e do l’Empereur, você deveria medir suas palavras antes de se dirigir a mim!

Vendo toda aquela situação, Tarja procurou se revistar a fim de ver se haviam colocado a adaga em sua vestimenta para incriminá-la, porém ela não estava de posse do artefato. Harald teve o mesmo ato ao ver a jovem dançarina, porém ele também estava "limpo". Aquela altura os guardas já haviam se aproximado dos acusados, formando quase um cerco ao redor deles, inclusive de Tarja, que por mais que tivesse tentado escapar sorrateiramente, eram muitos olhos e a ponte estreita demais para passar despercebida.

Valentina escreveu:- Me revistem. Atestem logo minha inocência, que uma vez manchada não voltará a ser a mesma de sempre. Agora, se caso não quiserem me revistar e insistirem nessa falsa acusação, saiba que Avalon responderá com força e firmeza a qualquer mal feito a minha pessoa.

A nobre insistia em ser revistada. Ela mesma estava começando a tirar o seu próprio vestido para provar sua inocência. Um ou dois guardas não esconderam seus olhares de expectativa. Zabuza, então, preferiu ele mesmo fazer do seu jeito, e começou a se despir na frente de todos sem nenhum pudor. Isso, ao menos, desviou a atenção dos guardas de Valentina. Dois guardas se aproximaram de Zabuza e o agarraram, enquanto um terceiro revistava as peças de roupa jogadas ao chão. Nada foi encontrado.

- Revistem-nos a todos - ordenou Lorenzo. Com a situação aparentemente controlada, ele havia embainhado novamente a rapieira. Os guardas então fizeram o seu trabalho, porém a adaga não foi encontrada com nenhum deles. - Isto não prova nada, pois sabemos que a feitiçaria corre nas veias de quem tem sangue nobre - garantiu o mosqueteiro, olhando para Valentina. - Levem-nos aos calabouços.

Os guardas pegaram algemas para prendê-los. Sob o olhar e a proteção de Harald, eles foram gentis ao apertarem o fecho da algema ao redor dos pulsos de Tarja, pois não queriam machucá-la e suscitar mais um ataque de ira do vestenês. Sem muitas opções, os quatro acusados se viram algemados e foram guiados nas entranhas da ilha, descendo cada vez mais andares até alcançarem as masmorras. Sem nenhum pertence além das roupas do corpo, foram todos postos numa mesma cela.   

A cela não tinha mais do que oito metros quadrados, era totalmente escura exceto pelo limiar da luz de um lampião acesso no corredor principal, e não havia janelas. A porta era gradeada de ferro, e apesar de provavelmente serem bem antigas elas não aparentavam fraquezas ou fragilidades. Assim que trancou à chave a porta da cela, o carcereiro comentou:

- Vocês agora devem aguardar o julgamento e o esclarecimento dos fatos. Se tentarem fugir... bom, espero que vocês tenham êxito, pois caso contrário...

Ele deixou a frase sem terminar e foi embora pelo corredor, deixando os quatro sozinhos num clima desolador.



OFF-GAME (Todos):
Pessoal,
Os seus PJs estão presos. Aproveitem os próximos posts para interagirem entre si, afinal não há muito mais o que se fazer numa prisão. Levando em contar que vocês formarão um grupo, será importante aproveitarem essa cena para desenvolverem os laços entre os seus personagens.
Podem postar a vontade.
Iyue
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por Iyue em Qui Out 18, 2018 8:30 am


A dançarina tremia de medo enquanto toda a discussão rolava sobre eles terem roubado ou não, que quando o vestenês se aproximou, ela levantou o olhar cheio de receio do que poderia vir para ela. Os olhos dela observaram os dele, e um sentimento de segurança começou a acalmar ela aos poucos. O senhor Hadrada realmente a lembrava de seus tios, principalmente o conforto da segurança que eles passavam.

Enquanto os guardas a revistaram, Tarja tentava manter seus pensamentos longe daquela situação, com medo que se mantivesse sua mente ali, iria perderia sua dignidade. Apenas voltou a si quando o mosqueteiro falou que a ausência da adaga em qualquer um deles não provava a inocência de ninguém.

Virando o corpo inteiro de frente para ele, ela abriu a boca para falar tudo o que vinha a sua mente, mas sua voz não saia. Desistindo de retrucar, ela continuou a encarar o mosqueteiro, ainda buscando qualquer sinal que traísse aquelas palavras proferidas. Medo estava dando lugar a raiva, que voltava a dar espaço para o pânico, pois estava sendo algemada e conduzida até uma prisão. Observava tudo, tentando memorizar o possível caminho de volta que teria de fazer caso fugisse.

Ao chegar enfim a cela, ela observou os demais companheiros, antes de focar novamente ao vestenês. Ela se aproximou cautelosamente, antes de falar. - Obrigada senhor, tive medo do que os guardas poderiam fazer. Escutei seu nome, mas acredito não ter me apresentado, meu nome é Tarja. Prazer em conhecer-lo, mesmo que em situações não tão boas... - ela disse com um sorriso triste de estar ali. Quando terminou de cumprimentar o homem ruivo, ela se voltou para Valentina. - Desculpe-me senhorita, sei que tudo deve ter passado rápido. Gostaria de ajuda para ajustar novamente as suas roupas? Digo, não devem ter te dado tempo para ajustar as roupas após terem revistado - ela indagou, tentando ajudar a dama, antes de olhar de relance para o capitão, e respirar fundo. Não sabia exatamente o que dizer para ele, então preferiu ficar em silêncio.
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por kellmsa em Qui Out 18, 2018 10:00 pm

Valentina  cerrou os cenhos e suas mãos se fecharam em punho diante da acusação. Seus olhos focavam em Lorenzo, manteve seu erguido assim que os guardas a seguraram. Fermentou a raiva em seu interior e a controlou no seu exterior e colocou uma expressão neutra no rosto. Estava atônita com tudo aquilo, mas ela havia sido preparada para situações assim, situações surpresas em que as coisas sairiam do controle.  

Eles haviam previsto algo daquele tipo, não algo tão sério e embaraçoso daquele tipo, mas Sor James e Lady Mary a treinaram para conseguir se livrar de qualquer situação e mesmo se fosse difícil para ela, eles viriam.

Espreitando, dedinhos finos, intenções maliciosas, desejo, ambições, ganância, e marionetes. Essa era a ordem de tudo. Ela estava imersa nesses pensamentos, deixando a calma toma-la quando percebeu que já haviam chegado nas celas. As algemas foram retiradas. Ela precisava meditar na situação um pouco. Encarou o carcereiro enquanto o mesmo falava. Aquilo era uma  piada, uma trama dentro de outra trama. Quantas teias teria que rasgar até chegar as aranhas que a colocaram naquela cela? Isso não era mera coincidência.

Se ajoelhou no meio da cela e sentou-se sobre as pernas calmamente. Ela olhou em volta, pobres diabos, sem culpa nenhum e presos erroneamente. Mas seu olhar se voltou para Zabuza como uma faca de gume afiado e venenoso.

- Desculpe-me senhorita, sei que tudo deve ter passado rápido. Gostaria de ajuda para ajustar novamente as suas roupas? Digo, não devem ter te dado tempo para ajustar as roupas após terem revistado.

Valentina teve uma pequena surpresa assim que a dançarina falou com ela. Seu nome era Tarja, não havia esquecido.

- Eu agradeceria muito - falou dando um sorriso simpático para ela - Difícil tirar essa coisa, impossível vestir sozinha.

Ela deu um longo suspiro.

- Bem - Valentina começou a dizer alto. - Não irei perguntar se algum de vocês roubou a tal adaga, acho provavelmente impossível. Vocês não são o tipo que fariam tal burrice. Creio meus caros, que fomos jogados em uma teia de intriga onde somos o bode expiatórios de quem quer que tenha roubado a adaga. Resta a nós descobrir quem foi.

Ela encarou o vestenês e se virou para dá uma olhada em Tarja. Ignorou Zabuza.

- Não ficarei presa o resto da vida por algo que não fiz e espero que vocês também não se conformem com tal situação.

Impulsivamente Valentina se levantou e foi na direção de Zabuza.

- Você só piorou nossa situação, seu grande cretino burro - murmurou em um pequeno rompante de ódio. - Você deu a ele informações que podem ser usadas contra nós.

Ela engoliu o resto da raiva  e voltou para o centro da cela.

- Me desculpe, Tarja. Poderia continuar a me ajudar a vestir essa mortalha novamente?


Sentou-se sobre as pernas novamente e manteve-se impassível.
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por gabrielsulino em Qui Out 18, 2018 10:10 pm


Zabuza olhou para todos e ficou apreensivo , pois não sabia o que iria acontecer. Em seguida percebeu que Tarja não o cumprimentou, mas o capitão não se importava muito com essas formalidades, pois tinha coisas demais para odiar, por exemplo, traidores e delatores. Estava tranquilo sabendo que fez a jogada certa e que sua prisão acabaria em angariar mais recursos e mais indivíduos para derrubar os governos opressores.

Zabuza via Tarja como uma pessoa que podia confiar plenamente, ao contrário de Harald, porque aparentava ser um sujeito estranho , misterioso. Enquanto Valentina sempre o surpreendia, contudo, sempre mantinha um passo atrás com a aristocrata perigosa. Não sabia em quem mais confiar, nem mesmo sabia se podia sair de lá um dia. Mas sabia que podia contar com a sorte. Então cumprimentou todos da cela com um aceno de cabeça .

Esperou então em silêncio para ver se alguém interagia com ele. Aguardava algum acontecimento para poder passar uma imagem e causar algum tipo de desconfiança em relação ao cretino do Lorenzo, ou mesmo jogar Lorenzo contra o governo corrupto. Arquitetava diversos planos em sua mente e esperava paciente o próximo capítulo da trama. Valentina começou a falar, falava com confiança, indignação e coragem; ela estava sentada no meio da cela e parecia alguém que se preparava para uma batalha. Mas de repente ela foi na direção de Zabuza.

- Você só piorou nossa situação, seu grande cretino burro. Você deu a ele, informações que podem ser usadas contra nós.

 Zabuza ficou vermelho e já estava prestes a levantar e responde-la a altura, quando ela se afastou. Ele se levantou irritado, mas resolveu ignorar aquilo, mas passou a andar de lá para cá na cela.
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por Iyue em Qui Out 18, 2018 11:48 pm

Tarja tinha começado a amarrar o corselet de Valentina quando a mesma fez a pergunta retórica. Suas mãos trançavam gentilmente as cordas das vestes quando deu sua opinião. - Não tenho motivos para pegar uma adaga, eu tinha a minha que funcionava para proteção e alimento, mas não duvido de suas palavras - ela disse antes da nobre ter um surto de raiva e sair em direção ao capitão gritando com o mesmo.

Tarja suspirou e voltou a olhar para Hadrada. - O senhor veio de Vestenmennavenjar ou de Terras Altas? - Ela indagou ainda com o semblante calmo. - Perdoe, é que o senhor me lembra muito de meus tios, eles são de Terras Altas, mas minha tia viveu por muitos anos em Vestenmennavenjar.

A loura se voltou novamente a Valentina quando ela se voltou ainda com raiva. Ela assentiu com a cabeça, enquanto amarrava as roupas novamente. Ajustou para que a dama conseguisse se mover livremente, já que algo em sua cabeça dizia que eles poderiam precisar para o futuro. Quase terminando, viu que o capitão andava de um lado para o outro.

- O senhor ficará zonzo assim - ela disse gentilmente. - Ou acabará criando um buraco no chão desse lugar - sua voz tentava manter um clima leve entre eles. Melhor ter amigos do que inimigos no momento. - Desculpe, não consegui gravar seu nome ainda… - Ela disse tentando conversar com todos, mantendo sua mente com foco em algo.

Quando o silêncio voltava a pairar sobre eles, Tarja soltou o cinto de moedas falsas da cintura, amarrou em sua mão, criando um ritmo para a música que cantava em voz baixa. Em sua cabeça, música poderia manter todos mais calmos, e no pior dos casos, quem sabe a trupe conseguia a encontrar assim.
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por Ninja em Sex Out 19, 2018 8:23 pm


Harald se deixou prender, muito a contra gosto, não fazia sentido ele lutar ali naquele momento. Observou os guardas terem cuidado ao prenderem a jovem dançarina, pelo menos nos guardas ele havia imposto algum medo. Foi despejado na cela junto com os outros três, não havia muito o que fazer agora. A garota dançarina começou a falar com ele, usava de uma simplicidade acalmadora em cada palavra, Harald relaxou um pouco.

- Obrigada senhor, tive medo do que os guardas poderiam fazer. Escutei seu nome, mas acredito não ter me apresentado, meu nome é Tarja. Prazer em conhecer-lo, mesmo que em situações não tão boas...

Ele se permite um suave sorriso. Aquela menina era suave como uma brisa.

- Como você deve ter me ouvido gritar, meu nome é Hadrada, Harald Hadrada.- Diz enquanto sacode o mais suavemente que pode as suas mãos, o que ainda assim era muito forte.

- O senhor veio de Vestenmennavenjar ou de Terras Altas? Perdoe, é que o senhor me lembra muito de meus tios, eles são de Terras Altas, mas minha tia viveu por muitos anos em Vestenmennavenjar.


- Sou vestênes, minha pequena.- Disse ele, enquanto soltava um pesado suspiro. - Mas isso não me é muito útil na minha situação geral, pois não impediu que o que anda acontecendo comigo e meu povo, acontecesse. - Ele percebe que pode acabar falando demais e para, suspira de novo, pensando. Como poderia descobrir o que aconteceu a seu povo estando preso? Novamente estava preso numa encruzilhada, só que dessa vez ela tinha grades lhe impendido.

Precisava de tempo para digerir tudo que acontecera.

Ele caminha até a cama do local, na falta de uma, se deitaria no chão mesmo, com as mãos segurando a cabeça enquanto olhava para o teto e ouviria a conversa que se seguiria. Ele nota que Tarja tira uma bolsa de moedas e começa a fazer um som rítmico com o tilintar. Ele sem perceber começa a assoviar, uma musica de sua terra, que lembrava mares e espumas. Isso iria acalma-lo.
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por kellmsa em Qua Out 24, 2018 2:08 pm


Valentina se senta displicentemente  no chão. Ela havia chegado naquela cidade sozinha. Belmont. Mas havia várias pessoas espalhadas pela cidade para lhe dá suporte caso precisasse, será que já sabiam que ela havia sido presa? Será que Avalon reagiria a altura a sua prisão?

Sua família era uma das cinco mais ricas do reino, mas se mantinha distante da corte, será que eles fariam algo independente para salva-la ou implorariam àquela que sentava-se no trono desmerecidamente.

Ela ignorou Zabuza que andava de um lado para o outro da cela. Apenas esticou os lábios para o Vestenês grandão, não queria ser simpática demais com ele, mas também não queria qualquer inimizade. Algumas coisas seriam com o tempo.

O silêncio recaiu sobre eles, mas sua mente funcionava a mil, sua coragem e esperança ainda estava ali. Não perderia nenhum dos dois até o último minuto. De repente ouviu uma música tomando o ambiente, se virou e olhou para Tarja. A música era linda. Fechou os olhos e apenas deixou sua mente vagar.
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por Iyue em Qui Out 25, 2018 10:06 am


- Como você deve ter me ouvido gritar, meu nome é Hadrada, Harald Hadrada.

Tarja sorriu para o vestenes. - O prazer é todo meu senhor Hadrada. - A loura permitiu suspirar de alívio, ali nenhum dos demais companheiros pareciam bravos com ela. Seria bom não terem conflitos entre eles enquanto estivessem juntos.

- Sou Vertenes, minha pequena. Mas isso não me é muito útil na minha situação geral, pois não impediu que o que anda acontecendo comigo e meu povo, acontecesse.

A dançarina repousou a mão delicadamente sobre o ombro do grande homem. - Espero que o que te aflige e aflige seu povo seja resolvido logo - ela disse, percebendo que ele não queria conversar mais sobre isso. - Não sei se ajudaria, mas talvez pudesse conversar sobre o assunto com meus parentes quando sairmos daqui, talvez eles possam te ajudar mais do que eu.

Cantando sua música, percebeu que Valentina tinha relaxada um pouco, e escutou a música que Hadrada assobiava, mudando lentamente o ritmo, ela foi trocando de música para uma similar ao do vestenes, e por entre ritmos e assobios, ela comentou novamente, olhando para todos antes de repousar o olhar sobre o capitão.

- Não acham estranho? Não sou muito estudada além das linguagens de um vilarejo para outro, mas Montaigne não tem muitas boas relações com Castilha, ou tem? Não acharia que teria depois das palavras do Senhor Lorenzo... - ela disse pensando por entre as batidas das moedas. - Admito não entender muito das relações, a trupe com a qual eu vivo parece estar longe de qualquer situação ruim, ou devo ser apenas uma criança para o assunto - ela diz com um sorriso inocente como se realmente não tivesse noção das palavras que proferia.
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por gabrielsulino em Qui Out 25, 2018 4:33 pm


Zabuza se acamou com as palavras de Tarja, uma moça gentil de sua mesma classe. Ao contrário do que acontecia com Valentina no qual cada vez mais desconfiava da aristocrata, enquanto a alguns elementos levantados sobre Harald nada dizia sobre ele. Ficou pensativo esperando alguém se algum coisa acontecer. O capitão tinha a característica de não falar muito sobre algumas coisa, preferia ficar em silêncio no seu canto, elaborando formas de se livrar daquela infeliz situação. Então proferiu as seguintes palavras:

- Em Montaigne se vê muita pobreza por causa do governo local que apenas causa infelicidades para a população mais pobre, por isso comprei um navio e logo sai daquele lugar, onde apenas se observa tristeza e pobreza. Não tem muito o que se esperar de uma pessoa que serve algum soberano a não ser que partilhe da mesma ideia. Afinal os nativos de Montaigne conhecem bem essas pessoas.

Depois sentou-se em silêncio e olhou com um olhar de fogo para Valentina que tanto o culpava
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por Ninja em Qui Out 25, 2018 8:32 pm

A unica pessoa ali que parecia disposta a unir a todos era Tarja, pois todos os outros dois não pareciam nem um pouco interessados em dar o braço a torcer. Pareciam mais preocupados em trocar acusações, insultos e olhares incriminatórios.

Ele para um pouco o assovio e suspira, vendo que não iriam muito longe daquele jeito. Complicado. Quando estava pronto a entregar os pontos, aquela pequena lhe dá, sem perceber, um novo fio de esperança, dizendo que talvez seus amigos saibam como ajudá-lo em sua busca. Ele olha para ela, e sorri, ele estende a mão e faz um suave afago na sua cabeça, com o sorriso cordial no rosto.

- Muito obrigado, pequena - ele diz, pensando um pouco - Você acaba de me dar animo para não desistir. - Ele suspira enquanto para para pensar mais um pouco - Mas antes de tudo... a gente deveria sair daqui não acha?

Ele volta, um pouco mais animado a sua posição anterior, enquanto sussurra para Tarja:

- Alguma ideia de como apaziguar esses dois?
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por gabrielsulino em Sex Out 26, 2018 11:35 am

Passado algum tempo, Zabuza com mais calma, pensou que podia estar sendo muito impulsivo em relação a Valentina. Então elaborou em sua cabeça estrategias para conseguir conversar com a mesma. Em seguida se aproximou e disse a seguintes palavras em voz baixa para que todos os outros não ouvissem o que estava querendo falar:

- Desculpe Valentina pelo que fiz se eu fiz algo que te incomodasse. Não era minha intenção te colocar em situações difíceis, mas nesse momento precisamos nos unir para bolar uma estrategia para sair dessa emboscada que acredito que o próprio Lorenzo tenha nos colocados. Então acho que precisamos nos conhecer melhor para sabermos de nossas vantagem em relação a essa situação. Bom, se você quiser pode falar um pouco sobre o que você conhece e tem de vantagem em relação a essa situação. Você pode conversar comigo sobre isto?

Depois disso se afastou um pouco e esperou a resposta da monarca que tanto desgosto expressava em relação a sua pessoa.
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por Iyue em Sab Out 27, 2018 10:32 am


- Muito obrigado, pequena. Você acaba de me dar animo para não desistir. Mas antes de tudo...a gente deveria sair daqui não acha?

Tarja concorda com um sorriso. - Acredito que sim, senhor Hadrada, mas não tenho noção ainda de como sair daqui, apenas uma noção do caminho por esses labirintos de corredores - ela disse antes de prestar atenção no capitão que tinha começado a falar.

- Em Montaigne se vê muita pobreza por causa do governo local que apenas causa infelicidades para a população mais pobre, por isso comprei um navio e logo sai daquele lugar, onde apenas se observa tristeza e pobreza. Não tem muito o que se esperar de uma pessoa que serve algum soberano a não ser que partilhe da mesma ideia. Afinal os nativos de Montaigne conhecem bem essas pessoas.

Tarja coçou a cabeça tentando entender tudo o que o homem tinha dito. - Então, nem você, nem o povo de Montaigne gostam do governo, mas, o mosqueteiro é de Castilha, e, aíaíaí, isso é confuso - ela disse, sem compreender muito. - Mama Odi fala que eu sou de Montaigne, mesmo ela sendo de Avalon, se bem que, ninguém da trupe é realmente filho da nação que nasceu, se não, não estaríamos juntos, mas não sei dizer se me oponho ao governo, ou se eu apoio, eu só quero poder fazer as pessoas felizes, isso seria o bastante, mentira! Ter comida na mesa também seria algo bom... - Ela começa a falar palavras sem sentido depois de um tempo, sem prestar muita atenção ao seu redor, antes de escutar as palavras de Hadrada no cochicho.

- Alguma ideia de como apaziguar esses dois?

Tarja enfim olhou para ambos Valentina e Capitão, e viu que o Capitão tinha se aproximado da aristocrata para conversar baixo. Ela sorriu e se voltou para Hadrada, cochichando de volta. - Acho que ele já está tentando fazer isso. Minha opinião é que sempre uma boa música e tempo ajudam as pessoas a se acalmarem e se desculparem. Talvez, conversar com cada um separado depois para descobrir o que deixou ambos com tanta raiva? - Com isso, Tarja voltou a cantar uma música alegre para animar um pouco o ambiente.
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

Mensagem por Elminster Aumar em Seg Nov 05, 2018 10:57 pm

Presos numa cela pequena e isolada, o exótico grupo que parecia ter se unido por um acaso do destino permaneceu junto por longas horas. Enquanto Tarja tentava manter todos felizes e para cima, buscando conhecer as particularidades de cada, Zabuza e Valentina ainda não se davam tão bem apesar das tentativas do capitão em zerar as mágoas. Harald, por sua vez, parecia se importar apenas com Tarja; se antes ele já tinha se afeiçoado à "pequena", convivendo com ela e a conhecendo mais a fundo tornou mais forte a relação dos dois.

No início, muito graças às canções alegres de Tarja, não pareceu tão ruim a estadia na cela. Porém, com o passar do tempo, o clima foi ficando pesado e a fome começou a bater. Haviam-se passado várias horas, porém ninguém podia precisar ao certo quanto tempo já estavam ali uma vez que não haviam janelas para o lado de fora. Já deveria ser noite ou início da madrugada quando o grupo finalmente ouviu uma movimentação de alguém se aproximando. Passos leves ecoavam pela escadaria de pedra. À luz do lampião que já não iluminava como antes, todos notaram a sombra de uma única pessoa que vinha em direção à porta da cela. Quando a figura prostrou-se em frente a cela, por entre as grades de ferro era possível ver os contornos do visitante, e o chapéu emplumado não deixava dúvidas de quem era.

- Ora ora ora - a voz de Lorenzo foi ouvida. - Aqui estão vocês.

O mosqueteiro em pessoa havia vindo sozinho fazer uma visita aos prisioneiros. Nem sinal do carcereiro ou de outros guardas que deviam vigiar aquele local.

- Acharam que escapariam fácil, não é mesmo? Não sei quais truques vocês usaram para roubar a Adaga Estelar, só sei que o meu governante não está nada satisfeito com isto. Sim, antes que vocês digam, nós já os revistamos e não encontramos o artefato com vocês, porém isso não atesta a sua inocência. Vocês foram os últimos a estar na câmara quando ocorreu o lamentável fato.

Por vezes, Lorenzo se mostrava uma pessoa difícil de ser lida. Se por um momento ele parecia estar zombando dos prisioneiros, por outro lado dava a impressão dele estar genuinamente incomodado com aquela situação.

- Eu não vim aqui para me alongar muito - disse. - Estou aqui pois preciso que vocês confessem o crime. É a única maneira disso acabar bem. Vejam bem, se vocês não confessarem, a investigação poderá levar semanas, quiça meses, e ninguém irá soltá-los até que isto termine. Sei o quão difícil deve estar sendo para vocês estar nessa cela. Estou dando o atalho que vocês precisam para que esse sofrimento acabe o quanto antes. E, como acredito que apenas um de vocês foi o responsável pelo furto, basta que um confesse o crime e todos os outros estarão libertos no momento seguinte. E à quem confessar, eu, Lorenzo de Castilha, irei garantir que o culpado não sofra as piores consequências e que tenha condições melhores do que a que vocês se encontram atualmente.

O mosqueteiro deu um passo a frente, porém ainda permanecendo em distância segura em relação às grades.

- E então, o que me dizem?
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Re: [!ON!] Ato I: A Adaga Estelar

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