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    Fantasmas

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    Hannibal Smith
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por Hannibal Smith em Sex Set 14, 2018 7:55 pm

    Uma noite realmente maravilhosa. O boquete interrompido de Sophia foi compensado pelo presente de Rosanne, que por Gaia, essa vampira do caralho sabia muito bem como presentear os lobisomens. Hannibal havia amanhecido na esbórnia. Álcool, drogas e sexo. Era uma diversão e tanto e ainda sobrou um tempo para descansar e depois buscar o irmãozinho que desembarcaria no aeroporto. 

    "Saudade de zuar aquele mané..."


    Pensa Hannibal enquanto coloca suas roupas dando um trato no cabelo e na cara. Não era fácil passar uma noite tão divertida quanto aquela e continuar... fascinante, se assim pode-se dizer. Montou em seu Mustang 69 e foi até o aeroporto. Gostava de andar com seu próprio carro. Sabia exatamente o horário que Jack desembarcaria e por isso se adiantou uns 20 minutos antes para uma pequeno surpresa. Foi até uma recepção de uma agência qualquer, pediu uma cartolina e um canetão. Com alguns trocados que ainda tinha no bolso, comprou algumas flores e então... 

    "PARABÉNS PELA REHAB, JACK!!! VOCÊ VENCEU O CRACK!!"

    - HAHAHAHAHAHHAHA... Ele vai ficar puto!


    Era a gargalhada que soltou após a ideia incrível de boas vindas que havia tido para seu irmãozinho.

    "Eu sou muito bom sacaneando ele..."


    Agradeceu pelo cartaz e foi até a ala de desembarque esperar por ser irmão. E então Jack veio e abriu um largo sorriso, porém, algo estava errado... 

    "O que aconteceu... ele não é assim..."


    Estava sério, com a cara trunfada, com passos firmes e largos. Abriu os braços para um abraço, mas nada... sem abraços. Apenas um sussurro em seu ouvido onde Hannibal arrepiou toda a espinha. Jack tinha visto Yasmin e por isso estava tenso.

    "Maldita..."


    Jack dá as flores pra uma moça qualquer. Hannibal tem alguns segundos para fazer algumas análises do que Yasmin pretendia com aquilo. Obviamente que era buscar informações, mas porque? Para matar todos? Claro, porque não. Se era vingança que buscava, um planejamento perfeito e tudo sairia bem. Aquilo era preocupante. O sorriso aberto do Ragabash dá espaço à um sorriso meia boca. O comportamento de Jack não era o que esperava e entendia perfeitamente o porque daquela apreensão. Deixa que o Ahroun passe dando alguns passos e vira-se para a velhinha do lado cuja a mesma tinha visto o cartaz e rido dos dizeres.

    - Infelizmente ele não tá bem. Faz parte da abstinência.


    A velhinha fez uma cara de "óh, que pena..." e Hannibal fez uma cara de "pois é, infelizmente...". Deu dois tapinhas no ombro da velhinha e nesse momento nota sua prima Valerie acenando. Estava com o restante da matilha. Acenou de volta e sinalizou que já estava indo. Foi até Jack colocando a mão em seu ombro o parando alguns segundos antes de irem adiante e disse:

    - Jack, tem muita coisa que você não sabe sobre nossa irmã e se ela está aqui, boa coisa não é. Ela quer nos matar, mas não vai conseguir fazendo isso com todos nós aqui, não agora, então relaxa e vamos pensar em algo juntos. Se algo acontecer, fica tranquilo, eu te protejo, irmãozinho.


    Sorriu para Jack, deu um tapa na sua bunda para seguir adiante. É então que um gatinho preso numa gaiola de mão tenta arranhar Jack. Nota que o irmão expressa algo para si de não ter medo sobre gatos e reis, e então não perde a oportunidade sendo bem irônico e sacana.

    - Olha, uma briga de animais! Um gatinho tentando arranhar um viado!


    Sorri gargalhando discretamente para seu irmãozinho. Até chegar próximo de Valerie e Jack já explana logo de cara que Yasmin tava lá.

    "Caralho, esse muleque não sabe controlar seus medos. Talvez lhe falte ódio..."


    Sua prima lhe fuzilava com os olhos e Hannibal mantinha um semblante de paz interior, afinal, se apavorar, tremer, ficar nervoso ou com medo não adiantaria de nada. No entanto, sua prima era esperta. Sabia que havia problemas. Sussurra algo no ouvido de Jack e tenta disfarçar. Rapidamente Hannibal diz para todos ouvirem, em especifico para seu irmão:

    - Relaxa, Jack. Soube há algum tempo atrás que ela estava em Bela-Noite. Talvez ela só quer nos fazer uma visita amigável, afinal, somos a família dela.


    Olhou para Valerie e aquele olhar para sua prima significava que tinham problemas, mas ali não era a hora e nem o local para discutirem aquilo. E então volta-se para os demais. Gwen e Antonio. Faltava Leonardo e também tinha o Niko que desconhecia, mas agora sabia, pela sua raça pura que emanava, que era da matilha.

    - Olá, pessoal! Gwen, Antonio. É legal estar com vocês novamente. Me sinto em casa.


    Sorriu sendo bem simpático. Mentira. Nem sempre era legal. As vezes tinha algo mais interessante pra fazer, mais ficava junto porque era uma matilha e como uma matilha deveria se comportar, fazia sua parte. E então vira-se para Niko, o recém-chegado.

    - Eai, parceiro. Tudo dentro? Me chamo Hannibal Smith, irmão do Jack, esse kiwi grandão que você chegou junto... - olhou para Jack e disse - Grandão e peludo por fora, uma fruta por dentro. - Riu da própria piada sem se importar com quem ia ou não gostar. -  e primo da Valerie. Estamos quase em família aqui.

    Esticou a mão para cumprimenta-lo e aguardava a manifestação dos demais irmãos de matilha.
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por antonio xavier em Sex Set 14, 2018 8:26 pm

    Ainda sentia a dor do Avô em sua alma, machucava ver um espírito tão poderoso com grilhões martirizantes, doía ainda mais vê-lo protegê-los repleto de carinho por aqueles filhos que buscavam ajudá-lo.

    Após a despedida, os pés pesavam. Não queria abandona-lo, mas era preciso reconhecer que faltava sabedoria e crescimento necessários para poder realmente fazer algo. Dayenne estava absolutamente certa, ela era uma boa líder, era uma grande honra poder ser um instrumento de sua liderança.

    A rocha se fechou, poderam ver em poucos segundos a imagem assustadora da menina que submetia e subjulgava aquele espírito tão grande. Gaia precisava nos dar força para prosseguir, precisavam salvar o Avô.

    Não lembrava do caminho de volta para casa, estava completamente absorvido pelos pensamentos e pelas emoções vividas naqueles instantes. Enquanto esperava por Dayenne, sentado no sofá da sala, os olhos fechados, meditava totalmente imergido no lobo interior. Tinha compreendido naquela noite o quanto era importante equilibrar o lado homem com o lado lobo, eram duas faces da mesma moeda que precisava saber utilizar da melhor maneira quando necessário.

    No caminho para o aeroporto, onde encontrariam os outros companheiros de matilha, Dayenne informou que conheceriam um nobre Garou russo chamado Niko. Já no aeroporto, os três sentaram juntos no saguão para esperar Jack e o novo garou. Hannibal estava com um cartaz irônico em suas mãos, era engraçado vê-lo de tão bom humor pela manhã. Nunca tinha tido um irmão, apesar de ter crescido com muitos outros garous, mas mesmo assim compreendia aquela brincadeira implicante comum entre aqueles que cresciam na mesma casa e dividiam os mesmos pais. Podia sentir o aborrecimento de Dayenne: ela ficava ainda mais bonita com azedume.

    Jack entrou no saguão e tinha um comportamento estranho. Falou algo ao ouvido de Hannibal e depois fez o mesmo com Dayenne. Aquilo era preocupante. Soltou algumas palavras soltas para cada um. Não faziam muito sentido: esperaria uma conversa mais detalhada e só assim se pronunciaria.

    Hannibal chegou em seguida fazendo uma saudação e então respondi:

    "-  Oi, Hannibal. Tudo bem!"

    Em seguida, me dirigi ao novo garou:

    "- Sou Antonio. Muito prazer, Niko. Espero que tenha feito uma boa viagem."
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por kaiosilveira89 em Sab Set 15, 2018 3:47 pm

    O desembarque acontece como qualquer outro: com demora na hora de receber os pertences. Nikolayev não tinha muitos pertences, muito pelo contrário, carregava apenas uma mochila. Não uma mochila qualquer. Uma grande mochila de viagem que por questões de tamanho não pode ser levada na cabine. Consigo havia apenas uma pequena necessaire com utensílios pessoais.

    Quando finalmente a mochila chegou, Niko colocou-a nas costas. Ele viu que Jack  já havia saído e resolveu acompanhar a movimentação do companheiro de viagem. Sabendo a respeito dos perigos que haviam naquela cidade 'cosmopolita', como por exemplo metamorfos, aparições, vampiros e caçadores, apostou que o 'déficit de atenção' de Jack Smith não seria algo negligenciado por sua matilha. Certamente haveria alguém ali a sua espera. Talvez a mesma pessoa que fosse receber o brutamontes também estivesse junto de quem receberia o russo, afinal, Garous andam em matilha.

    O pressentimento do jovem estava correto. Não havia apenas um Garou aguardando o Sr. Smith, mas sim, toda uma matilha. Esta matilha parecia ser mista. Nela havia muitas etnias reunidas, e pelo visto, de todas as classes sociais. Desde um 'indiano' low profile, que poderia muito bem ser um Portador dada a simplicidade como se portava, a um sujeito de alta classe, elegantemente vestido um terno negro e gravata de grife, ao que parecia.

    * Mais um senhor das sombras? *

    Seguro da naturezas daquele grupo, Nikolayev se aproximou de todos quando finalmente viu Jack terminar de lhes cumprimentar.  

    O Presa-de-Prata não teve tempo de se apresentar. Sua linhagem sanguínea, bem como, a sua nobre estirpe já haviam lhe revelado. As roupas velhas e surradas, a aparência desgasta disfarçadas por uma barba e cabelo bagunçado, tudo foi em vão. Nenhuma daquelas tentativa de parecer um ‘sujeito qualquer’ serviu para lhe ocultar a identidade. Mas uma vez ele voltava a ser o primo da Rainha Tamara.

    O elegante sujeito foi o primeiro a lhe recepcionar. Ele o fez de uma maneira bem calorosa. Se chamava Hannibal Smith, e apesar do semblante de um assassino frio e calculista, parecia ter um enorme senso de humor dado ao passo que caçoava do irmão mais novo, o colossal Jack Smith.

    A mão de Smith ainda estava estendida. Niko nem havia se apresentado quando foi chamado pela mesma forma carinhosa com a qual sua mãe sempre usava ao lhe dirigir a palavra.

    Foi então que o russo estranhou toda a situação. Sabia que os brasileiros eram um povo acolhedor, mas, aquilo lhe deixou desconfiado. Desconfiado porque quando em casa, na Rússia, muitos foram os monarquistas conspiradores da dinastia Tvarevich que tentaram se aproximar dele daquela mesma maneira. Um dos motivos que o fazia Nikolayev esconder sua ascendência nobre era aquela. As pessoas sempre se aproximavam dele por interesse.

    Jack apesar de ser um touro cego foi um dos poucos garou que ao primeiro contato não tentou parecer gentil ou forçar uma intimidade que não existia. Ao ouvir o jovem 'indiano' lhe chamar de "Niko", o jovem Presa não sabia qual a motivação que conduzia aquele rapaz. Teria ele investigado o passado de Nikolayev e estava tentando se aproximar do jovem russo por conta de sua ascendência nobre? Ou era só preguiça de dizer seu nome completo?

    Qualquer que fosse a intenção dele, para o bem ou para o mal, o Filho-do-Falcão já estava desconfiado. A desconfiança foi tamanha que a atitude simpática do irmão de Jack chegou a ser questionada também.

    '- Tudo que posso dizer é que seu irmão é um bom sujeito. Um tanto desatenta, mas um bom sujeito. Muito gosto em conhecê-los, senhores. Me chamo Nikolayev…’

    Cumprimentou o Smith mais velho. Em seguida, Ao passo que largou a mão de Hannibal, respondeu o 'indiano' o olhando nos olhos. Não fez questão de transparecer a desconfiança que estava sentindo. Ficou apenas atento as intenções dele.

    ‘- … A viagem foi um tanto cansativa, Sr. Antônio. ’

    A voz do Presa-de-Prata era uma voz fora comum. Os outros simplesmente não podem ignorá-la. Quando Niko dá ordens, os outros se encolhem. Quando seduz, os outros se desmancham. Seja ele trovejante, gentil, persuasivo ou simplesmente conversando, sua voz encantadora chama a atenção.
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por Hannibal Smith em Sab Set 15, 2018 5:20 pm

    Diante da resposta de Antonio, Hannibal sinaliza com a cabeça com um meio sorriso. Depois quem lhe manifestava a atenção, era nada e nada menos que o Nikolayev.

    "Nome difícil do caralho..."

    As roupas do sujeito eram bem batidas, meio surradas, carregava apenas uma mochila grande e parecia meio perdido no mundo das grifes. Barba mal feita, porém parecia ser bem atencioso. Virou-se então novamente para Nikolayev. Disse para o recém-chegado:

    - Pois é, Nikolau. Tenho tentado ensinar o que posso e ele tá melhorando. Eu compenso ele com a atenção e ele me compensa com a brutalidade.


    Sorriu mais uma vez com um meio sorriso olhando para Jack, depois Nikolayev e agora talvez um semblante mais frio.

    "Muito gosto... que sotaque de merda... pelo amor de Gaia... Pra que esses russos dobram tanto a língua?!"


    Nikolayev poderia até não ter percebido, por seu semblante no momento ser sério, mais havia chamado de "nikolau" por puro sadismo e sacanagem. Era mais fácil chamar de Nikolau de que Nikolayev e dobrar a porra da língua. O Presas de Prata tinha uma voz bonita e isso balanceava um pouco as coisas.

    "Uma voz tão bonita dessas com um nome tão rídiculo..."

    Por fim aguarda a manifestação da Alpha e vê qual vai ser, e até que as apresentações se aprontem, Hannibal olhava para os lados discretamente procurando ver se encontrava sua irmã Yasmin. 

    "Preciso ver ela antes que ela me veja, ou então... fodeu..."
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por Gwen O'Dyna em Sab Set 15, 2018 7:21 pm


    Clouds of mystery pourin'
    Confusion on the ground

    --- Creedence Clearwater Revival, Who'll Stop The Rain


    Aurora Serena estava distraída. Desde a noite anterior parecia desatenta, quase insólita. Primeiro, a corrida alucinada ao pôr-do-sol mata a dentro. O encontro com o Totem da Matilha. As visões do Apocalipse. Andrei. Gaherys. O Totem do Avô. A menina com dentes de tubarão. A manhã nascia sem que tivessem a oportunidade de parar, conversar, decidir. Sem que tivessem sequer dormido. A ruiva estava sentada na cadeira do aeroporto trançando e destrançando distraidamente os cabelos, os olhos desfocados como quem fitava distâncias impossíveis.

    Usando shorts jeans curtos e um blusão de lã bem clarinha, de coturnos e sem nenhuma maquiagem, Aurora Serena viu as pessoas chegaram uma a uma ao saguão, notando Jack assim que o Ahroun adentrou o recinto. Hannibal tinha uma piada pronta. Dayenne e Antonio também se movimentavam para a recepção, mas a Galliard permaneceu sentada, sorrindo de forma amigável e cansada para o jovem Senhor das Sombras.

    Então deu com os olhos no novato.

    Nikolayev, ele disse? Aquele era definitivamente um nome eslavo. Dayenne tinha mencionado um príncipe de algum tipo, mas Gwen não tinha realmente prestado atenção. Agora se lembrava. Tinham ido buscar um russo. E Hannibal devia estar se achando engraçado com toda aquela apresentação ridícula. Aurora Serena ficou de pé e jogou os cabelos dos ombros para as costas, criando reflexos ígneos nos fios aos primeiros raios do sol da manhã.

    Caminhou sem pressa seus três ou quatro passos, tocando de modo amigável o braço de Jack e então afastando de propósito o mais velho dos Smith, posicionando-se de frente para o Garou recém-chegado. Ele era alto. Usava roupas batidas e tinha a barba mais feia que já tinha visto na vida. Mas havia algo de nobre e gentil nos olhos do russo. A ruiva gostava especialmente de como a voz dele soava, em oitavas harmoniosas, com aquele sotaque diferente, com sabor de Velho Mundo.

    - Nikolayev, eu sou Gwenhwyfar O'Dyna, ceannard de Dayenne Valerie. Dobro pozhalovat'. - talvez ele não soubesse que ceannard queria dizer Beta em gaélico, mas certamente reconheceu o "bem-vindo" que a ruiva disse ao final. Ela era pequena quando comparada às russas, mas a pureza de sua linhagem era distinta como um farol. E ela cheirava como um campo de camomilas ao sol: quente e doce, como seus sorrisos de menina-mulher.

    Virando-se para os demais, a Galliard completou baixinho em sua voz melodiosa:

    - É dia. E ainda não levamos esperança ao Avô. A menos que os assuntos com a irmã de vocês sejam urgentes, sugiro que sigamos. É preciso instruir Nikolayev e um saguão de aeroporto é definitivamente o pior lugar possível. Wyld is calling us home. - o bom do Inglês é que wild e Wyld tinham a mesma pronúncia, o que disfarçava de forma eficaz o real significado daquilo que disse.

    Relanceando os olhos para o novato mais uma vez, a Fianna perguntou por fim:

    - Seria muito esperar que, entre tantas regiões, pudesse me dar notícias de Oymyakon, irmão? - os olhos azuis da Galliard tinham um brilho de mistério e uma tensão se espalhou por sua postura de bailarina.

    Hagen
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por Hagen em Dom Set 16, 2018 1:16 am

    Jack enfim respira e suspira, equilibrando sua mente e seus sentimentos, entrando em uma sensação de proteção familiar, A Aliança de Luna estava ali, sua família estava com ele. Como um ataque de pânico, seus sentimentos ficaram alertas e em estado de perigo iminente, a euforia tomou conta de sua respiração, cadenciando e reverberando como estava sua pulsação desconexa em uma sinfonia cardíaca, mostrando um nevorvismo exasperado.

    "Yasmin aqui, me recepcionando... Haniball revelando que ela quer nos matar...que boa chegada ao Brasil..."

    Jack fica cego e primeiro se reporta à sua alfa que era um amor fraterno intenso, sua vontade era a de abraçar A Alfa como uma irmã, mas não cabiam esses momentos, que eram mais íntimos e aconteciam apenas em uma particularidade distinta e desde que Gwen e Antônio foram morar com Dayenne, Jack nunca se sentiu a vontade para ser mais caloroso com sua prima/irmã. De um modo ou de outro, ele era mais ligado à Valerie do que Hanniball poderia ser com a prima, talvez fosse a figura materna perdida ou mesmo que ele idealizava Yasmin na prima, por isso, era extremamente fiel à alfa, assim como também era o braço direito do irmão ragabash. Jack via os três como os pilares da Aliança de Luna, morreria pela sua família, mataria por eles, mas preferia aniquilar "com' eles, o poder sendo retratado em três senhores das sombras em uma matilha, era o que deixava o Ahroun em uma plena confiança dentro da Aliança de Luna, não confiaria em um líder que não fosse da própria tribo e na visão de Jack, todos tinham sorte de ter um crápula como um dos Ragabashs, mas era um crápula essencial, era o crápula do irmão.  

    Valerie fala sobre Niko, que era o tagarela que vinha conversando amenidades na viagem. O Senhor das Sombras meneia com a cabeça para o Presas de Prata, que vinha à se apresentar, não esboçando reação e se mantendo sempre com uma tez fechada, o que era comum quando estava desconfortável, sua irmã depois de anos sem saber seu paradeiro, o deixou desconcertado, ainda respirava profundamente e passada a confusão mental, sua mente iria equilibrando e retomando uma estabilidade que o fazia pensar nas palavras do irmão: "Yasmin quer nos matar..."

    Antônio sempre mais calado e Gwen se apresentando para o novato. Tudo ia conforme os protocolos normais da matilha, até que Gwen fala: "Se não for urgente assuntos fraternais."

    Jack fecha a cara para a galliard, de uma maneira visivelmente fria e fulminante, cortando o ar com seus olhos negros como a noite e fitando os olhos da ruiva, as palavras doces dela desceram amargas para os ouvidos do Senhor das Sombras, Jack apenas se dirige para a ruiva:

    - Tá brincando ao questionar sobre minha irmã ou quer mesmo ir embora? Se quiser leva o Niko e pergunta sobre Oymikon, miakon, seja lá o que for! Cê tá louca? Desde quando família não é importante?!

    Jack ficara puto com o ar meio blasé de Gwen e o tanto faz dela, Jack estava preocupado com a cena que viria e queria respostas, sem esperar uma resposta da galliard, coloca as mãos envolta dos ombros do irmão e gentilmente com sua força o desloca para caminhar de uma maneira sutilmente bruta. Com a força, era bem tranquilo fazer com que seu irmão caminhasse e iniciasse uma conversa rápida, de forma bem tranquila e ameaçadora, Jack fala pausadamente nos ouvidos do irmão, que sabia que o caçula falava sério, ainda não tinha respondido à uma brincadeira e Yasmin, papai e mamãe eram algo que mexiam com Cólera-das-Sombras.

    - Ou você fala o que sabe ou destruo a porra do carro que você ama. O que sabe? Yasmin quer nos matar? Abra a boca!

    precisava de alguns segundos de reunião pacífica entre irmãos, Jack sabia que Hannibal iria falar alguma coisa, sabia que ele se importava com esse assunto e não confiava nos outros para falar abertamente, eram a porra de Senhores das Sombras, e segredos de família, eram sempre segredos.
    Algo que aprendeu nessa caminhada, que nem tudo era coincidência, Yasmin com a matilha e o Niko ali era algo que não podia ser uma mera coincidência.. Jack exalava raça pura, era intimidador e possuía uma força descomunal, e estava irritado dessa vez, ponderado, mas bem irritado e queria respostas e uma conversinha com seu irmão.


    kaiosilveira89
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por kaiosilveira89 em Dom Set 16, 2018 2:37 am

    * Ceannard, já ouvi isso antes, mas onde?*

    ‘- Bolshoye spasibo.’

    Significava muito obrigado(a), em russo. Respondeu Gwen sorrindo e surpreso com seu conhecimento em russso.

    ‘-  Seu russo é realmente excelente, lady O'Dyna.’

    Em seguida olhou para seu colega de viagem, e de forma cortês o corrigiu. Nikolayev sabia que o jovem Smith estava visivelmente abalado, mas não sabia com o quê. Não quis entrar na discução que estava se formando. Limitou-se apenas a corrigir a falta de apreço com a qual ele havia se referido para com sua terra natal.

    ‘- É Oymyakon, bravo Jack. Fica na Sibéria. Um imenso deserto branco, coberto por neve o ano inteiro, que pertenceu aos Puros mas que há muito foi compartilhado com Presas de Pratas que por lá buscavam abrigo. Lá também é o meu berço Garou. Cresci com os Siberakh, guerreiros implacáveis e poderosos, que vem resistindo a inimigos por todos os lados durante eras.’

    Talvez, ao ouvir falar da Sibéria, Jack lembrasse do cavaleiro da Deusa Atenas chamado Hyoga de Cisne. Se aquele fosse o caso, e se sua mente conseguisse tomar o controle de suas emoções, ele notaria a evidente semelhança entre a personalidade de Niko com a do cavaleiro de bronze.

    Voltando seu olhar para a ruiva, Nikolayev tratou de responder a respeito de Oymyakon. Pelo visto, ela não conhecia russo à toa.

    ‘- É Inverno nas Terras Puras, milady. O Inverno é a nossa estação. Nosso povo fica mais forte e mais resistente durante o inverno e assim também o é com nossas terras.’

    Naquele momento uma ‘epifania’ aconteceu. Niko soube exatamente onde havia ouvido falar na palavra Ceannard.

    * Sim! Aquele bracelete de ouro... mas é claro! Como eu conseguiria lembrar desta palavra se ao ouví-la pela primeira vez a pronúncia foi feita completamente errada!? *

    Niko não conhecia o gaélico, mas chegou a ter contato com ela devido sua convivência com outros garous. Oymyakon era lar de muitos renegados em busca de redenção, ou... de um frio e solitário fim.
    Gwen O'Dyna
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por Gwen O'Dyna em Dom Set 16, 2018 11:57 am


    Now allow that we unite our fires
    Shout it out
    Give yourself to me

    --- Helloween, Hell Was Made In Heaven


    Aurora Serena não havia escutado os sussurros trocados entre os Senhores das Sombras e nem havia percebido a situação problemática que a presença da irmã Smith representava (Percepção 2). Para a ruiva, tratava-se até então de uma Parente - como outras tantas daquela Tribo que infestava Bela Noite - que havia ido ao aeroporto ver um irmão que retornava de viagem. Não deveria ser um acontecimento tão relevante assim, tão groundbreaking... Mas Jack estava anormalmente agitado.

    Quando o caçula dos Smith explodiu com ela, a Galliard o fitou longamente direto nos olhos e acompanhou o movimento que este fazia para acercar-se do irmão mais velho, em sussurros que eram quase rosnados pelo Ahroun. E então ela compreendeu (Empatia 3). Havia algo a mais acontecendo, algo que tornava a presença da irmã Smith tão insustentável que fazia com que os Senhores das Sombras da Aliança de Luna decidissem debater o assunto em um maldito saguão lotado de um maldito aeroporto da Weaver.

    A Fianna então teve sua atenção irremediavelmente capturada pelo novato. Ele era de Oymyakon. Ele havia crescido com os Siberakh. O coração de Aurora Serena mudou de compasso, batendo forte e levando um rubor expressivo a sua face. Delicadamente, apoiou a mão direita ao braço esquerdo do recém-chegado, quase na altura do ombro, e disse com a suavidade de sua voz doce:

    - Nikolayev, eu tocarei você de uma maneira pouco usual. Peço que mantenha a calma. - antes que o russo tivesse tempo de se perguntar o que exatamente a ruivinha queria dizer, a Galliard distendeu sua mente, alcançando e conectando toda a Aliança de Luna. Aqueles que eram unidos sob a Onça-Pintada vieram a ela com facilidade, mas o novato representou um grau extra de esforço, que Aurora Serena empreendeu sem percalços.

    Agora que estavam todos unidos, a Fianna - usando da Comunicação Telepática, disse para todos:

    (Com.Tel.) - Irmãos, a presença de Yasmin Smith causa em vocês uma preocupação maior do que eu imaginei a princípio. Desculpe-me, Jack. Família vem sim em primeiro lugar, Gaia sabe que concordo com você, meu amigo. Mas o saguão de um aeroporto no seio da Weaver é um lugar perigoso para nós, Garou. O que está acontecendo? Como podemos ajudar? Usem o elo mental. Isso vai limitar os possíveis espectadores da conversa. - com os olhos fixos no novato, ela continuou - (Com.Tel.) Nikolayev, este é um Dom que Gaia me deu, diante de Luna, que me recebeu entre os Garou como Aurora Serena, Galliard dos Menestréis Fianna. Enquanto o elo de Comunicação Telepática permanecer, você precisa apenas pensar, apenas formular as frases em sua mente, e toda a Aliança de Luna, sua nova matilha, irá escutar claramente.

    A ruiva retirou a mão do braço do Garou e sorriu, aquele sorriso encantador de partir galáxias, ainda corada nas bochechas por uma razão desconhecida para os demais.

    (Com.Tel.) - A Noite de Samhaim trouxe revelações e missões para a Aliança de Luna, mas o momento oportuno para discutirmos isso será determinado por Dayenne. Porém, Nikolayev, saiba que sua chegada da Sibéria é um presságio para nós. Um bom presságio.

    Desdobrando a extensão do elo mental para fechar apenas os dois, Aurora Serena afastou o cabelo para trás das orelhas e inclinou a cabeça para o lado, de forma graciosa, dizendo APENAS PARA NIKOLAYEV ESCUTAR:

    (Com.Tel.-Nikolayev) - E Lady O'Dyna é muito formal... para os amigos, apenas Gwen.

    Hannibal Smith
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por Hannibal Smith em Dom Set 16, 2018 1:26 pm

    De repente Hannibal se vê ignorado pelo Nikolau. Havia feito um comentário, esperava um sorriso ou talvez algum desgosto, mas não, não vem nada. Simplesmente havia sido ignorado ou não dado importância para uma amizade à primeira vista.

    "Tudo bem... se ele tem poucos amigos, eu muito menos..."

    E daí, Gwen o afasta de propósito para cumprimentar o recém-chegado. Hannibal apenas olha aquilo e deixa estar. Fazia parte do protocolo e talvez Gwen quisesse que sua beleza e sua voz doce fosse notada, afinal, era digna de ser notada. Escuta tudo que é dito e de repente um comentário da Galliard deixa o Ragabash surpreso. Era óbvio que se fosse urgente já estaria sendo resolvido e aquele comentário havia sido infeliz, justamente porque Jack estava nervoso com tudo aquilo e não lidava direito com aquelas emoções e daí...

    "Era o que eu previa..."


    O irmãozinho deu uma bela de uma resposta na Galliard. Riu quando falou 'oymikon, miakon'. Bom, não tirava a razão de seu irmão. Família era importante sim, principalmente para Jack que não sabia o que estava acontecendo e por isso era necessário intera-lo para não ficar nesse desespero que estava. Dava pra ver no rosto de seu irmão que estava nervoso e a ponto de explodir. Talvez se sentia acuado. Deixou que o braço de Jack o envolvesse e preferiu não responder Gwen por hora. Olhou para Valerie, sua prima e com um olhar sinalizou com a cabeça 'relaxa, tá tudo bem' um sinal que com certeza ela saberia que estava tudo bem por hora. E então escutou o comentário de seu irmãozinho o ameaçando para falar tudo que sabia e a pior parte disso era que além de ameaçar, ameaçava a integridade de seu carro. Seu irmão sabia do valor que aquele carro tinha, dizer que quebraria, era uma ameaça muito grave. Lançou um olhar frio, tão frio quanto o alaska bem no meio dos olhos de Jack. Ele conhecia aquele olhar e demonstrava seriedade em suas palavras. Aquilo sim era razão pra ter medo. Aquele olhar deveria dar mais medo do que Yasmin de pau duro atrás dos dois. Disse então:

    - Jack, se um dia você ousar se quer arranhar meu carro, eu espero você dormir, arranco seu saco, tiro suas bolas e grampeio nas suas orelhas como brinco. E não me ameace assim de novo se não faço algo pior aqui e agora. Quando quiser saber algo, é só perguntar. Sou seu irmão, porra!


    E então aliviando seu semblante diminuindo aquele olhar frio e amedrontador de antes, completou.

    - E só não te contei antes para te proteger. Na verdade, nem sei se seria bom você saber, mas diante de nossa irmã estar tão perto, você merece estar preparado para o pior.


    Tirou o braço de seu ombro e olhando para Jack disse.

    - Quando titio Robert morreu, em seu celular eu achei um video gravado por Yasmin dizendo que nós seríamos os próximos, que mataria a gente e com certeza isso ta ligado aos segredos de nossos pais que você sabe muito bem. Eles mexeram com algo grande, Jack e pra nossa irmã ter virado uma vampira e querer nossa morte, boa coisa não é. Foi um susto pra mim quando vi esse video porque também não esperava que ela tivesse viva, mas está, ela já estava no meu encalço na Porão, recebi essa informação de uma amiga, e as coisas tendem a piorar, parece que ela tem aliados. Não queria ter te contado antes e não queria te contar agora, porque em meus planos, iria resolver isso pelo bem ou pelo mal dando minha vida se fosse preciso para poupar a sua. Nosso sangue não pode morrer, irmão e parece ser isso que ela quer. Acabar com nossa linhagem de lobisomem e levando a dela da Wyrm para a eternidade.


    Preferiu não dizer o nome do tal Phelippe Lacraire até ter certeza do que esse maluco estava se envolvendo. As palavras de Hannibal eram duras e sabia que iriam impactar muito Jack, por isso pôs a mão em sua nuca acalmando aquela montanha de músculos. 

    - Agora essa luta é nossa e devemos ter cuidado. Ela não vai fazer nada aqui, só se ela for burra. O que ela quer é exatamente isso, espalhar o medo e o caos. Se você se comportar assim, ela vai se fortalecer. Seja forte, e quando ela aparecer, teremos mais respostas e nesse momento nosso futuro será decidido, até lá, seja o irmão que eu sempre tive orgulho, assim como papai e mamãe.


    Deu dois tapinhas na nuca de Jack e nesse momento, por comunicação telepática, escutou Gwen invadindo sua mente e dizendo suas palavras sobre sua irmã. Escutou tudo com calma, que provavelmente Jack também escutaria e então respondeu também pela comunicação em sua mente.

    - (Com. Tel.) Nossos problemas nós resolvemos, Gwen. A matilha não faz parte disso e se for preciso, nós pediremos apoio. Não existe mais lugar seguro para nós e quanto menos vocês souberem por hora, é melhor.

    Não queria e não devia envolver a matilha em um problema que era seu e de seu irmão, e talvez de Valerie também. Cada um ali já tinha problema suficiente pra resolver pra se preocupar com mais um daquele nível. Se tinha uma pessoa que talvez pudesse ajudar quando a coisa ficasse preta, era Valerie, mas não havia necessidade de nada disso por hora. A fase nesse momento era de reconhecimento de intenções, saber o que Yasmin planejava e o porque daquilo. Dizendo em voz alta, completou somente para Jack.

    - Entendeu, irmãzinho? Agora seja um Senhor das Sombras e aja como um, seja frio, seja forte e seja implacável. Nós venceremos.


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    Re: Fantasmas

    Mensagem por DayenneValerie em Dom Set 16, 2018 3:08 pm

    A agitação de Jack e o recém-chegado Niko contagiaram os irmãos de matilha que estavam no saguão do aeroporto. De repente, muitas conversas e olhares trocados. Hannibal olhou para Valerie, que entendeu perfeitamente que eles precisavam conversar sobre Yasmin, mas não ali. Ele sorriu para Gwen e Antônio, cumprimentou Niko com um comentário jocoso a respeito de Jack, se identificando como primo dela. Por hora, Valerie estava apenas analisando o tal príncipe russo, altivo e nobre, mas vestido como um mendigo. Estava intrigada com aquela contradição.

    Em seguida foi a vez de Antônio cumprimentar o forasteiro, tentando ser o mais amigável possível. Dias atrás, os anciões do Caern confiaram a Valerie a tarefa de buscar Nicolayev Tvarevich, um nobre Garou russo. Era isso tudo o que sabia. Naquele dia, tomara nota do tal nome do homem que deveria buscar, mas o papel, onde tinha colocado? Nikolau, Nikolei, Nikolave, Nikolas, como era mesmo o nome dele? Bem, não importava. Ela não lembrava. Por isso, tinha dito a Gwen e Antônio que o nome dele era Niko, mas não achava que Antônio iria chamá-lo pelo nome que ela tinha dado assim, logo de cara, sem esperar que ele dissesse o nome primeiro. Fez cara de paisagem esperando a reação do outro Garou. Ele respondeu firme, olhando de volta nos olhos de Antônio.

    Foi quando Valerie ouviu a voz deliciosa de Nikolayev. Era como ouvir a voz do locutor do programa de rádio Momentos de Amor, da Rádio Cidade Bela Noite FM. Quantas noites tinham sido embaladas pela voz marcante daquele locutor, chamando aquelas músicas românticas em seus momentos tórridos com seu ex, Bruno Rosas? Os pêlos do braço de Valerie arrepiaram de repente, ela perdeu a compostura por um segundo, olhou para os lados, ninguém percebeu. Que alívio.

    Valerie fez menção em cumprimentar o nobre Garou, mas Gwen se adiantou distraidamente ignorando tudo ao seu redor. Foi até o novato e o cumprimentou. Depois virou-se para os demais da matilha e disse algo sobre levar esperança para o Avô e sugeriu esquecer os assuntos de família, a menos que fossem urgentes. Valerie ficou surpresa com o comentário de Gwen, afinal, ela parecia valorizar a relação dela com seus irmãos, nos momentos que conversaram, ela sempre se referiu a eles com muita fraternidade. Talvez algum ciúme pela maneira como Jack buscou o apoio de Valerie como Alpha, já chegando e se dirigindo a ela. Também, pudera. Jack e Valerie eram muito chegados, tinham crescido juntos, treinado juntos, tinham afinidades em comum pelas artes marciais, eram da mesma tribo e ainda família. A amizade de Gwen significava muito para Valerie, mas Jack era sangue do seu sangue, assim como Hannibal. E havia algo grande acontecendo ali. Antes que Valerie pudesse dizer algo, Jack, que estava se acalmando, ficou mais uma vez irritadiço.

    Jack escreveu:- Tá brincando ao questionar sobre minha irmã ou quer mesmo ir embora? Se quiser leva o Niko e pergunta sobre Oymikon, miakon, seja lá o que for! Cê tá louca? Desde quando família não é importante?!

    E então Jack puxou Hannibal de lado buscando por respostas a respeito de Yasmin. Valerie observava a cena. Niko e Gwen começam uma conversa em russo, algo sobre o inverno nas terras siberianas. Foi quando veio a comunicação telepática de Gwen:

    Gwen escreveu:(Com.Tel.) - Irmãos, a presença de Yasmin Smith causa em vocês uma preocupação maior do que eu imaginei a princípio. Desculpe-me, Jack. Família vem sim em primeiro lugar, Gaia sabe que concordo com você, meu amigo. Mas o saguão de um aeroporto no seio da Weaver é um lugar perigoso para nós, Garou. O que está acontecendo? Como podemos ajudar? Usem o elo mental. Isso vai limitar os possíveis espectadores da conversa. - com os olhos fixos no novato, ela continuou - (Com.Tel.) Nikolayev, este é um Dom que Gaia me deu, diante de Luna, que me recebeu entre os Garou como Aurora Serena, Galliard dos Menestréis Fianna. Enquanto o elo de Comunicação Telepática permanecer, você precisa apenas pensar, apenas formular as frases em sua mente, e toda a Aliança de Luna, sua nova matilha, irá escutar claramente.

    Bem, ela estava certa, afinal. Ali não era hora nem lugar para falar daquilo. Foi quando ouviu a resposta de Hannibal por comunicação telepática. Agora tinha que ouvir as tretas até dentro da cabeça dela. Que lástima. Hannibal estava falando demais com Jack ali naquele saguão, cujas paredes têm olhos e ouvidos. Precisava tirar todos dali e tinha que ser logo. Em voz alta, disse a todos da matilha:

    - Então gente, podemos encontrar outro lugar mais confortável para conversar em vez de um hall de aeroporto, não é mesmo? Que tal sairmos daqui? Jack e Hannibal, vejo que têm muito a conversar, por isso, sugiro que vão no mesmo carro. Antônio, Gwen e Niko... Nikola... Nikolay... Nikolayev... Que nome complicado! Venham comigo na Pajero. Nos encontramos logo mais lá na Casa Rosa. - era assim que se referiam à casa de Valerie, cuja localização era conhecida de poucos.

    E dizendo isso, saiu em direção ao estacionamento. No carro falaria apropriadamente com o recém-chegado.
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por antonio xavier em Dom Set 16, 2018 3:50 pm

    Iria responder ao novo Garou, quando uma quantidade enorme de informações e ações são arremessadas pelos companheiros de matilha. Faltava tranquilidade para pensar a melhor ação a ser tomada frente às ameaças que rondavam. Gwen, preocupada com o Avô, não percebeu a urgência do "caso de família", mas não merecia a resposta que recebeu. Muitas vezes, erramos por não olhar devidamente para o outro: parece que há sempre uma série de ruídos que interveem na compreensão do outro.

    Assim, entendia que era melhor ficar em silêncio, observando cada um de seus companheiros com o máximo de atenção, quando houvesse a necessidade de alguma intervenção, faria. Hannibal e Jack se afastam e Gwen se comunica telepaticamente com todos. Ali, em público, não era o melhor lugar para tais discussões, era preciso saírem do aeroporto para conversarem melhor sobre o assunto. Não achava que os problemas familiares não eram problemas da matilha, na verdade, entendia, justamente, que a matilha era uma família. No momento que iria buscar a comunicação mental para expor a visão sobre o assunto, percebi que algo mexia com os sentimentos de Valerie, era melhor ouvi-la primeiramente.

    Aquela mulher tão altiva, segura, deixou passar em seus olhos uma leve emoção que não havia conhecido antes. Seriam os problemas familiares, seria a lembrança recente sobre a situação do Avô: não saberia dizer.

    Valeria fala em voz alta para todos ouvirem e dá uma sábia ordem, era como se ela estivesse lendo o que havia pensado .

    Apenas concordei levemente com a cabeça e ao me aproximar de Dayenne, falei em um leve sussurro para que apenas ela ouvisse:

    "- Que bom. Não poderia ter sido em hora melhor!"
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por Hagen em Seg Set 17, 2018 12:44 am

    Assim que fala com Gwen, antes de conduzir de forma "cortês" pela força o irmão, Nikolayev vem corrigir, falando que era Oymyakon. Jack dá um sorriso cortês e conduz seu irmão para o lado, O presas de prata começa a explicar e Jack não se importava muito de onde o maltrapilho tinha vindo, queria saber mesmo do seu irmão o que sabia, mas era educado e não iria destratar o gentil presas de prata, mantendo um sorriso...

    "Não faz diferença Niko..."


    Caminhando e ainda puto da vida com a situação, Jack tem em sua mente a presença de Gwen, estabelecendo o seu costumeiro elo telepático, a principio o pedido de desculpas fora bem aceito pelo Senhor das Sombras, mas usar o elo mental naquele momento e para aquele assunto estava fora de cogitação, a não ser que fosse estabelecido para falar apenas com Hanniball e Valerie, esse assunto familiar pertencia aos Smiths, Jack não abriria a boca normalmente e nem usaria desse artifício para papear sobre isso. Jack interrompe o elo telepático apenas dizendo com a voz da mente e logo em seguida encerrando-o:

    (Com. Tel Gwen) - Esta mente está desligada ou fora da área de cobertura...Caixa postal, Purezinha, tente mais tarde.


    Finalmente a conversa com seu irmão se iniciara e Hanniball começa protegendo seu amado carro, era sua fraqueza, Jack sabia muito bem disso e era um filha da puta de um senhor das sombras, porque mais usaria a fraqueza do irmão, se não fosse um maldito filho da tribo dos manipuladores, era ensinado a usar a fraqueza do adversário em benefício próprio.

    As palavras de Hannibal começavam a fluir de forma límpida, o Ragabash tendia a ser sincero com o irmão, quando não o manipulava para conseguir algo ou para o convencer de se unir, era normal, apesar de muitas das vezes Haniball achar que ganhou na manipulação e na verdade Jack tinha apenas cedido por vontade própria. As palavras começavam a encher os ouvidos de Jack de informação, e veio primeiro a palavra proteção na assimilação do ahroun. Sabia que o irmão mais velho tinha um certo cuidado, era o jeito dele, entendia perfeitamente esse ponto.

    As informações vieram e assim Jack sabia resumidamente sobre o que estava ocorrendo, o Ahroun apenas olha para o irmão e diz:

    - O guerreiro aqui sou eu...


    As informações caíram como uma bomba, mas era o esperado e depois do que tinha vivido nesses últimos dias em relação a Helena, era comum ter coisas na vida que não eram bem satisfatórias. Estavam em guerra, próximos do apocalipse, e Jack via sua irmã como uma inimiga agora, infelizmente.
    Jack estava desconectado da comunicação mental, justamente para conversar com seu irmão sem interferências e assim, do nada começa a rir, gargalha, e toca o ombro de Hanniball.

    - Tinha que ver a tua cara, quando disse que ia destruir seu carro! KKKK, tu é um viadinho mesmo! Ficou com o cu na mão né! hahaha... Aprendi com um irmão mais velho a pegar as fraquezas do oponente, a tua é um carro... seu cuzão!


    Valerie então os chama para irem embora, Jack joga a mochila nas costas e ergue sua mala, olha para Hannibal e fala:

    - Vamos, zé cu, tá na hora de fazer um jantar pra família e chamar nossa irmãzinha querida... Fazer um prato especial pra ela.... Merecido...


    Jack ri, estalando os dedos com um ar de que irá caçar sua irmã, custe o que custasse, Haniball percebe o olhar do irmão ahroun... saindo andando na frente, obedecendo a ordem da alfa, Jack e se adianta, na frente de todos, que o avistam de costas, alto e forte, trabalhado em muitos músculos se direcionando para o estacionamento.

    Jack se adianta justamente para coçar o olho, disfarçando que descia uma lágrima, seus olhos estavam um pouco marejados, era inevitável... porém, era a vida... triste, mas era a vida, o Senhor das sombras não mostraria sua tristeza e a partir daquele momento, iria combater a wyrm e aniquilar quem estivesse em seu caminho, nem deixaria se abater, mas era um sentimento muito ruim, perder a esperança... justo a esperança.


    "Uma pena irmã... uma pena... Sonhava em um dia te ver e poder ser seu amigo... uma pena..."


    Jack enxuga os olhos e rapidamente se recompõe olhando para trás e para Haniball.

    -Vamos seu zé roela... vou com você naquela sua lata velha...

    Jack ri para o irmão e vai andando na frente, peito estufado, olhar ao horizonte, músculos sobressaltando...


    e a tristeza escondida...
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por DayenneValerie em Seg Set 17, 2018 12:17 pm

    Valerie saiu pisando firme em direção ao estacionamento, quando ouviu o sussurro gentil de Antônio:

    Antônio escreveu:"- Que bom. Não poderia ter sido em hora melhor!"

    Ele sorriu e olhou para Antônio com cumplicidade. Ele era um Garou muito razoável em seus pensamentos e opiniões. E razoabilidade era algo que Valerie apreciava muito. Então, a Alpha segurou sua mão por um breve momento, enquanto iam em direção ao carro, apertando rapidamente como em um gesto de agradecimento pelo apoio em relação ao seu apoio.
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por kaiosilveira89 em Seg Set 17, 2018 1:22 pm

    Nikolayev ficou assustado quando Gwen anunciou o que iria fazer.

    * Como assim??? *

    Mas logo depois ele se surpreendeu com a capacidade telepática dela. A Srta. O'Dyna se revelava uma Garou cheia de truque e muito cautelosa. Ela sabia bem as consequências que uma conversa aberta, ainda que inaudível aos ouvidos normais, poderia ocasionar. A preocupação dela era a mesma que Niko sentia em momentos como aquele. O Presa de Prata era cuidadoso com sua ascendência nobre. Jamais a mencionava. Evitava assim cair em joguetes políticos. Não era por acaso que ele utilizava um sobrenome qualquer para tal fim.

    Enquanto a conversa mental seguia, a sensação de ouvir vozes em sua cabeça ao passo de nenhum movimento labial ser feito parecia surreal. Durante a conexão, Niko conseguiu captar muitas informações sobre o grupo. Descobriu que o nome daquela matilha era Aliança com Luna e também entendeu a razão do pavor de Jack: Yasmin Smith. Mas, quem era ela? Que perigo lhe acometia?

    O aeroporto era muito movimentado. Muitas pessoas transitavam. Certamente, agentes da Wyrm e outras criaturas sobrenaturais, todos dissimulados entre os humanos poderiam muito bem já estar a espreita do grupo. Velar o dialogo através de um elo telepático e cair fora o quanto antes foram as melhores decisões possíveis.

    Durante a última mensagem da ruiva, que se passou em uma frequência que só os dois poderiam ouvir...

    @Gwen O'Dyna escreveu:(Com.Tel.-Nikolayev) - E Lady O'Dyna é muito formal... para os amigos, apenas Gwen.

    … Nikolayev não soube como fazer para que sua resposta não caíssem na 'conferência telepática'. Ele apenas evaziou a mente e deu um leve sorriso, maneou a cabeça positivamente em alusão ao que lhe foi pedido. Tentaria não utilizar da formalidade da Corte Russa para com Gwen novamente.

    Valerie já havia ordenado a retirada da matilha e instruído Niko que lhe passaria o briefing no carro. Então, restava a ele apenas seguiu junto com o grupo. O Presa notou Jack e Han fazerem o mesmo, porém, mais afastados. Pareciam ser carne e unha, corpo e sombra. Nikolayev entendia bem aquile tipo de relação.
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por Hannibal Smith em Seg Set 17, 2018 6:22 pm

    E então Jack muda sua postura após suas palavras. Passava a ostentar um sorriso no rosto e sua resposta era uma tiração de onda com seus sentimentos pelo carro. Hannibal até ri com um sorriso de meio rosto, até que faz um sinal para Jack irem caminhando até o carro enquanto diz:

    - Um carro é um carro, Jack. Gosto muito dele, mas se fosse preciso compraria outro. O que não teria preço é o tamanho da sua audácia.

    Ri para o irmão dando aqueles conselhos valiosos ao passo que seguia caminhando. Nota então que Valerie chama para ir para a Casa Rosa. Sabia o caminho. Sugere ir em seu próprio carro e é isso que faria. Faz um sinal para ela de "ok" e segue seu destino. Jack faz uma nova brincadeira sobre fazer um jantar para Yasmin e Hannibal comenta após isso.

    - É assim que se fala, irmão! Nem parece que você tava cagando nas calças de medo agorinha pouco! Hahahaha...

    Ri Hannibal diante da tentativa de Jack de passar a impressão de monstrão. O assunto mexia consigo, imagina com seu irmão. Apesar de serem Senhores das Sombras, não haviam tido tantos familiares e Yasmin era sempre um assunto delicado.

    - Agora vamos... temos muito pra conversar.


    Percebe que Jack tenta esconder aquela tristeza. Vai um pouco na frente, dá uma disfarçada, faz brincadeiras e evita em alguns segundos o contato visual.

    "É irmãozinho, eu sinto por nós e nossa tristeza pelo jeito só está começando..."

    E então outro comentário sobre sua "lata velha". A esse ponto já estavam chegando no carro. Saca a chave do bolso e enquanto entra, responde Jack.

    - Essa lata velha aqui é pra quem tem bom gosto, cuzão! Hahaha...

    Entrou dentro do carro ligando a máquina e sentindo o ronco do motor v8.

    - Aqui é OldSchool porra!

    Riu para Jack. Então se pôs a andar pela estrada rumo a Casa Rosa de Valerie. No carro sozinho com seu irmão, disse:

    - Jack, a gente precisa ser forte. Sinto que algo grande vai acontecer com a gente por esses dias e sinto que vai ter a ver com nossa irmã. Ela guarda muito ódio de nós e o motivo disso ainda não sei. Eu sei muito pouco, você também. Temos que estar preparado sempre e quanto mais pudermos evitar de envolver a matilha nisso, melhor. Não quero que veja a gente como dois irmãos incompetentes que não conseguem resolver uma briga familiar comum, entende?

    "É, talvez não é tão comum assim, mas também não deixa de ser briga de irmãos..."

    Olha para Jack e espera alguma reação de seu irmão. Ele poderia perceber que seu tom de voz havia endurecido mostrando seriedade agora.
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por DayenneValerie em Seg Set 17, 2018 6:36 pm

    Seguiram então para o estacionamento. Antônio ao lado de Valerie, enquanto Gwen ia um passo atrás com Niko. O dia estava bonito, não era de um sol aberto, mas estava numa luminosidade agradável. Valerie colocou seu ray ban modelo aviador e amarrou seus cabelos em um coque antes de puxar as chaves do bolso da calça, ao lado da Pajero. Virou-se então para Niko:

    - Não tivemos a oportunidade antes. Muito prazer. Meu nome é Dayenne Valerie, sou professora de administração na Universidade Chico Xavier, aqui em Bela Noite. Acredito que estaremos mais seguros para conversar sobre outros assuntos quando entrarmos no carro - dizia ela enquanto olhava para os lados checando o perímetro ao redor. - Vou lhe chamar de Niko, certo? Seu nome é impossível de decorar e eu não estou com muita paciência. A noite foi muito longa. - encerrando a frase, deu um sorriso mais forçadamente simpático possível e estendeu-lhe a mão para um aperto de mão formal.

    Ela era a Alpha, mas estava incomodada com o fato de os anciões do Caern não terem passado mais informações sobre Niko. Perguntaria sua designação em Bela Noite tão logo entrasse no carro.

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    Re: Fantasmas

    Mensagem por Hagen em Seg Set 17, 2018 8:50 pm

    Jack se acomoda no possante V8 de Hanibal, como o irmão também achava foda aquele carro e lembra quando uma vez o "roubou" sem carteira, para impressionar Ísis, sua finada amiga, - "Aquele dia foi louco." Agora não precisava fingir para a matilha, estava com seu irmão, e agora revela verdadeiramente sua reação, fecha a cara e o cenho era compenetrado e austero, colocando o cinto, Jack acomoda um pouco o carona e deixa mais ereto, era provável que Hanibal tenha comido Sophia naquele banco, daquela forma.

    - Sim, concordo com você... Interrompi a comunicação da Galliard por isso, não quero ninguém envolvido, a não ser você e Valerie, são os que confio, mas até mesmo Dayenne devemos manter afastada, Gwen e Antônio morando com ela, nos impossibilita um pouco de trocarmos segredos, além do mais, nunca confiei nessa comunicação telepática da ruiva, um dia ainda pergunto à um galliard da nossa tribo, como isso funciona. - Jack olhava as árvores passando e seu irmão acelerando o carro, aquela sensação era deliciosa e remetia quando o mesmo o levou pra passear pela primeira vez, quando era um adolescente e Hanibal comprara seu primeiro carro. - Se yasmin não é mais da família, devemos despachar ela para o outro mundo e aqui temos o que precisamos para pôr um fim nisto, um ragabash com contatos e muitas armas e um ahroun com força e sem misericórdia.

    Jack era um jovem legal e extremamente simpático, solicito e boa praça, mas não deixava de ser um senhor das sombras e gostava de classificar a sua volta, com impressões. Por mais que tivesse o racíocinio lento, era extremamente inteligente, pensa que para sobreviver deveria ao mínimo começar a melhorar certos poréns.

    - Nossa matilha é muito diferente em si. Dayenne é metódica e lidera com sensatez, Antônio tende sempre à paz o que ao meu ver não é um caminho bom, estamos em guerra. Gwen é ótima na oratória, mas o drama acompanha a ruiva como as sombras nos acompanham e Leonardo é o porra louca que some... Sobre o Nicolau, se for como os Presas de Prata sempre são, podemos classificar como um príncipe louco.

    Jack estava falante, verdadeiramente a vontade e passado o momento de exasperação por ver sua irmã, agora começa a maquinar as coisas.

    - Essas semanas conheci algumas feras diferentes dos garous, uma longa história que depois te conto com calma... e você... algo de importante por aqui? Alguma pista que leve a Yasmin?

    Jack estava sério e direcionado, com seu irmão o diálogo era fácil e na cabeça dele, por serem os extremos dos augúrios, eram uma dupla perfeita, como o policial mau e o policial psicopata, a sombra e a escuridão.
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por kaiosilveira89 em Seg Set 17, 2018 8:59 pm

    A Alfa estava visivelmente sem paciência para muitas conversas. Tanto era que ela foi direto ao ponto.

    Apesar de não gostar dos rituais e cerimônias, Nikolayev conhecia quase toda liturgia dos Presas de Prata. Ele havia sido adestrado logo que retornou da Sibéria. Foi obrigado a aprender todo o manual de protocolo, como mandava o figurino da Tribo. Mesmo assim, ele também nunca foi de dar 'muitas voltas'.

    Compreendendo o problema de Valerie, não fez objeção ao pedido dela. Entendia que seu nome era um estorvo para estrangeiros. Diante disso foi flexível a proposta de ser chamado pelo modo mais fácil, afinal ele mesmo era alguém simplista. Sua mãe já fazia aquilo. Por carinho. Nunca por comodidade. De toda forma, o russo já estava acostumado pelo nome Niko.

    Aquelo lhe abriu os olhos para toda a situação que estava imerso. Nikolayev percebeu que a nova Seita não havia revelado quase nada a respeito de sua identidade para a matilha Aliança com Luna. Naquele momento se sentiu culpado pela desconfiança lançada sobre o pobre Antônio. Aquele singelo Garou nem ao menos imaginava com quem estava lidando. Como poderia ele estar querendo tirar proveito da alta posição social que Niko detinha? Precisava ser honesto. Até o momento não havia sido verdadeiro com todos.

    Olhando para a Senhora da Sombras que havia acabado de se apresentar e agora lhe estendia a mão, o russo lhe respondeu:

    ‘- Não me oponho a vossa reinvindicação, milady… digo… senhorita Valeire. Não concedo somente a você, mas a todos aqui presentes nesta manhã. Até o momento todos foram hospitaleiros comigo. Um pedido deste é pouco frente ao débito que já tenho convosco. Sou bastante grato por tudo...’

    Dito isso pegou a mão da mulher em resposta ao seu cumprimento.

    Apesar das unhas bem feitas, pele macia e cheirosa, tudo era uma máscara superficial. Niko sentiu de imediato uma mão calejada. Principalmente no dedo indicador. Aquele era um sinal claro de que Valerie já havia puxado muitas vezes um gatilho. A delicadeza não passava de aparência.

    Todos aqueles detalhes implícitos foram tirados em uma fração de segundo. Niko ainda tinha os dedos daquela dama entrelaçados aos seus. Antes de desfazer aquela conexão, e querendo evitar um acidente automobilístico caso o que tinha a dizer fosse feito no interior do veículo, Nikolay finalizou o cumprimento sendo honesto com todo que estavam ali.

    Fazendo o uso daquela voz tremendamente encantadora, Niko colocou todas as cartas desviradas sobre a mesa:

    ‘- … Eu me chamo Nikolayev… Nikolayev Tvarivich. Herdeiro da Casa da Lua Crescente, onde sou primo legítimo da Rainha da Corte, "sua majestade" Tamara Tvarivich. Até o presente momento estou desempregado; Como foi dito anteriormente, poupemos o ‘layev’, e agora também, o título de princípe.’
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por Gwen O'Dyna em Seg Set 17, 2018 9:41 pm


    Ao ouvir acerca da linhagem nobre de Nikolayev, a ruiva apenas fita o Garou que caminhava ao seu lado, os olhos esquadrinhando seus traços. Sim, era possível perceber a pureza de sua linhagem, mas isso não levava ao imediato parecer de que - de fato - se tratava de um Príncipe dos Presas de Prata. Ao pensar naquelas palavras, Aurora Serena instintivamente levou a mão à delicada corrente que trazia no pescoço e puxou o floco-de-neve para a mão esquerda, apertando o pingente.

    Sorriu de forma doce para o Garou quando ele deixou claro que não queria ser tratado como realeza. Disso entendia um pouco, afinal. Quando se nasce sob o peso de uma linhagem ancestral que descende diretamente do maior herói das lanças Fianna... bem, você aprende a apreciar a discrição e a ausência de olhares. Ninguém naquela matilha - naquele país, a bem da verdade - era diretamente informado do que ser a Herdeira de Diarmuid Ua Dhuibne queria realmente dizer. E aquela era uma bênção pela qual Gwenhwyfar dava graças a Gaia.

    Manteve-se em um pensativo silêncio, sem desviar os olhos muito azuis de Nikolay--- Niko. Se tivesse nascido nas Highlands, seria Nik. Era provável que pensasse nele mais assim do que de qualquer outra forma. Os modos muito polidos dele agradavam às sensibilidades da Galliard, mas havia algo mais. Algo que Aurora Serena sentia que estava lá, mas que escapava pela curva de seus pensamentos.

    Aguardou que Dayenne abrisse o carro. Teria uma conversa com Nik a sós em casa. Mas não agora. Não ali.
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    Re: Fantasmas

    Mensagem por antonio xavier em Seg Set 17, 2018 10:04 pm

    Caminhava ao lado de Valerie, quando senti a aprovação através do toque de suas mãos pelas breves palavras proferidas: podia sentir uma energia firme e delicada provindo daquela mulher. Ao se aproximar do carro, ouvia atentamente a conversa entre Valerie e Niko, mas os pensamentos flutuavam entre as preocupações sobre o Avô e sobre a irmã de Jack e Hannibal.

    As palavras de Niko eram de visível humildade e empatia frente ao vocativo que adotamos ao chamá-lo. Não sabia que o nome do Presas de Prata era Nikolayev e me sentia um tanto tolo por ter me antecipado e sem saber ter utilizado de um nome mais íntimo. Tudo bem, agora ele era parte da família e não havia nada mais íntimo que isso.

    No momento em que Niko revela sua ascendência nobre, pensei diretamente sobre os ensinamentos de Lao Tzu sobre simplicidade e humildade. Era possível perceber a nobreza do cavalheiro, mas ao mesmo tempo o fato de que ele não desejava chamar atenção para si, era um ato verdadeiramente nobre.
    Ao entrarmos no carro, me dirigi a Niko:

    "- Sou Antonio Xavier, theurge dos Portadores da Luz. Os garous me chamam "Dor-serena. Seja muito bem-vindo a nossa matilha.".

    "- Muito me alegra a sua postura de humildade, é uma grande lição. Faz-me lembrar das palavras de Lao Tzu: "“Um homem com a mais alta virtude não tem consciência da virtude; é por isso que possui a virtude. Um homem com a mais baixa virtude jamais perde de vista sua virtude. É por isso que não possui a virtude.”
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