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    Forjando o Destino (Ka)

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    Leomar
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    Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Leomar em Dom Out 21, 2018 9:39 am

    Hoje era mais um dia que Ka não conseguia ir à forja, a dor de cabeça voltara forte.

    Viver em Dafodil era em si uma dor de cabeça que não passava: demônios por todos os lados, gangues, grupos e facções de tudo que é tipo brigando entre si, insegurança de uma terra sem lei... Os habitantes aprendiam a não pensar muito nestas coisas, mas quando alguém parava pra pensar, era sempre uma dor de cabeça.

    Tudo ficara pior há cerca de duas semanas, num fatídico dia em que Ka, acreditando de daria sorte vasculhando uma formação antiga em busca de gemas, foi atingido por uma estranha tempestade. Os raios surgiram do nada, sem nuvens, sem trovões, eram simplesmente uma coisa inexplicável (pelo menos para ele). Tudo que sabe é que acordou depois de sabe-se-lá quanto tempo com uma terrível dor de cabeça. Voltou às duras penas para a cidade, e ao passar pelo portão norte ainda viu demônios de Ades lutando e matando demônios de Piro, e destruindo as trancas dos portões.

    Ele nunca se importou com estas disputas entre demônios que seguiam um ou outro deus, para ele quanto mais demônios se matassem, menos demônios haveria para se preocupar no mundo, independente de quem ganhasse. Mas aquilo poderia ser sinal de mais problemas para a cidade (como se já não houvessem problemas o bastante em Dafodil nos dias "normais"), Ka vivia na metade da cidade controlada pelos demônios adeptos do deus do fogo Piro, enquanto a outra metade da cidade era comandada por demônios adeptos do deus da morte Ades. A sua metade da cidade era um pouco mais "evoluída" (digamos assim por falta de palavra mais clara) do que a outra metade, e se os demônios do outro lado estavam mantendo o portão aberto, é porque queriam atacar este lado da cidade.

    E de fato, o ataque veio dois dias depois, quando Ka tinha finalmente se recuperado do choque da tempestade misteriosa. Dafodil não dava folga.

    Não era o primeiro e nem seria o último ataque de um lado da cidade contra o outro que ele presenciara. As rivalidades eram antigas e as disputas frequentes. Mas o ataque foi realmente grande, uma verdadeira guerra.

    Para ferreiros como ele, guerras simbolizavam bons lucros, e de fato tinha feito várias vendas e serviços no dia anterior. Mas para as forjas e ferrarias aquilo significava outra coisa: saques. E não deu outra, assim que a coisa estourou, pessoas correram à forja em busca de armas ou escudos, que queriam levar seja pagando, seja roubando, e Ka teve que defender seu espaço às marteladas.

    Ele sempre fora determinado, mas naquele dia lutava como nunca. Talvez fossem nós os hormônios da tensão da batalha, mas Ka sentia-se mas forte e rápido aquele dia, porém não parou para pensar nisto.

    Muitas casas vizinhas tinham caído ao ataque, os demônios de Ades ganhavam terreno, e por maior que estivesse sendo sua determinação, ele se viu encurralado por quatro demônios, e com mais outros vindo. Eles tinham entrado na forja e tinham matado um ajudante que trabalhava e lutava com Ka. Os dois tinham conseguido devolver alguns demônios para o inferno (três para ser mais exato) mas agora Ka ou se rendia, ou morreria (talvez ambos).

    Ele segurava o martelo com força, mas estava cansado. Um demônio que mais parecia um lupino com asas pula contra Ka com garras e dentes preparados. Parecia o fim.

    Mas algo no mínimo irônico acontece: No mesmo momento um histérico grito é ouvido ao lado deles, e uma outra demônio "cata" o outro demônio no ar e o joga longe. Era uma raça de súcubo enorme, devia ter uns 2,10 metros fora os chifres; os braços e pernas musculosos dariam inveja a muitos homens fortes. Ela pergunta:

    - Você é adepto de Ades?

    - Não! - Ka responde no instinto. Ele não sabia qual dos demônios ali lutava para qual lado, e sua resposta tinha 50% de chance de erro, embora ele nem tinha pensado nisto.

    - Bom pra você! - Por sorte tinha sido uma resposta certa.

    A demônio é atacada por outros três demônios, e simplesmente arrebenta com eles, partindo a coluna do último na joelhada e jogando-o longe como se não pesasse quase nada, depois ela simplesmente sai em busca de outros para matar, ignorando a presença de Ka.

    A guerra na cidade dura mais algumas horas, mas nenhum outro demônio ataca onde Ka estava. Indiferente à esta e todas as outras guerras, Hélius Flava (o grande sol de Akaŝa) levanta no outro dia e aos trancos e barrancos as pessoas vão tentando retomar suas vidas. A batalha fora desproporcional: cerca de 2000 demônios de Ades contra pouco mais de 200 soldados de Piro, fora alguns civis como Ka que tiveram de lutar pela vida. Ainda assim os soldados de Piro tinham ganhado.

    Muitas casas tinham sido destruídas ou queimadas, muita gente morreu, mas Dafodil não parava por causa de mortos, pelo contrário: muitos começaram a comemorar a vitória, e o caos reinava por mais dois dias.

    Isto tudo aconteceu há duas semanas (talvez um pouco mais), e Ka tinha se recuperado, mas hoje a dor de cabeça voltava atacar, e ele se vê obrigado a não trabalhar neste dia.

    O dia era uma Iniciadora (o primeiro dia da semana), portanto templos da Igreja Cisne Branco ou outros ligados à deusa do ar, Anĝelina, recebiam os seus fiéis. Para todos os demais que não eram devotos da deusa a cidade continuava como sempre foi.
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Christiano Keller em Qua Out 31, 2018 8:23 pm

    @Leomar OFF: desculpe a demora, não vi a mensagem e estava ansioso por jogar. Já marquei o tópico para supervisionar e não acontecerá novamente.

    Ka

    Ficar aqui na forja sempre pareceu uma boa ideia já que os soldados de Piro são fortes, mas estou preocupado. A falta de um objetivo e uma necessidade por sobrevivência sempre marcaram minha vida. Forjando um almoço para ter uma janta.

    Fico parado um momento olhando para praticamente o nada. Então levanto e digo em voz alta:

            --A vida tem que ser mais que isso.

    Tomo um susto com minha própria reação. Falar em voz alta assim pareceu bobo mas era um sinal, um desejo de mais, uma ambição por algo que estava nascendo.
    Mas por onde começar? Bela pergunta... hoje é uma Iniciadora então porque não dar uma volta e passar perto de um templo do AR?
    Preciso de clientes novos talvez seja uma oportunidade de lucros, sim vamos unir o útil ao agradável.

    Uma mudança de ares também pode ajudar com a dor de cabeça, coisa que martelos não vão ajudar.
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Christiano Keller em Qui Nov 01, 2018 6:50 pm

    @Leomar

    Caminho até a Igreja do Cisne Branco no nordeste da cidade, é perto e talvez seja mais fácil procurar clientes.
    Cada passo é uma martelada em minha cabeça, tum, tum, tum, como queria que a dor parasse. Se ao menos soubesse como fazer ela parar.

    Uma vez quando um de meus colegas se machucou mencionaram que teria que pedir ajuda na Catedral do Cisne Branco. Se a dor não passar e não conseguir nada na pequena Igreja, talvez possa tentar a Catedral.

    Tum, tum, tum, chego na rua da Igreja e já vejo onde ela fica. Preciso focar minha mente na tarefa a frente, a dor precisa sumir, preciso conquistar um cliente para poder comer essa semana.
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Leomar em Sab Nov 03, 2018 11:37 pm

    A Igreja Cisne Branco (ou pelo menos aquele templo no subúrbio) é uma construção que não se destaca demais. É feita de madeira, e em comparação com outras casas de Dafodil até que é bem-feita, bem conservada e está limpa, mas não demonstra muito luxo. É do tamanho de uma casa média, tem entalhes de cisne em baixo-relevo na porta e uma placa escrita "Blanka Cigno" em Esperanto, além de um leque e um say (que deveria ser um tridente, mas provavelmente tiveram que adaptar) pendurados na placa.

    O culto da manhã tinha começado a pouco, e a igreja estava cheia. Este culto da Iniciadora é aberto ao público. Quando chega perto da porta, Ka ouve um sacerdote pregando em Sella (idioma de Akvlando), mas algumas partes são repetidas por um ajudante sacerdotal em Esperanto, e também algumas expressões em Yrdok (o idioma dos anjos) fazem parte da liturgia. Ka não pega todo o sermão, mas parece que estavam discorrendo sobre a importância do aprendizado para os adeptos da igreja.

    Não haviam demônios ou híbridos ali, apenas humanos, uma característica da igreja. Um homem com vestes brancas e uma faixa laranja na cintura (algo típico de alguns religiosos de Anĝelina) se aproxima. É um humano de seus quarenta e muitos anos, cabeça raspada, nada que destaque muito.

    Obs: ignore o fundo da imagem, a parte de Dafodil que estão é bem mais "caidinha" que da foto.
    Spoiler:

    - Olá! Que a Luz da Virgem sustente o seu dia, e que encontre ventos favoráveis aos viajantes entre os nossos! É a primeira vez aqui, viajante? O culto está no meio, mas se quiser participar, todos são bem vindos. Não há lugar para sentar mais, mas se quiser esperar para pegar o próximo no começo e talvez com mais lugares para sentar, teremos outro culto em cerca de 44 minutos.

    Off: suponho que foi sem levar o martelo e o elmo, já que não costumamos sair de casa para um templo levando armas, mas caso tenha levado (em Dafodil é bem comum andar armado quase o tempo todo) o sacerdote pedirá que os deixe na porta, antes de entrar no templo, o que pode ser um pouco arriscado, já que Dafodil é uma cidade onde coisas são roubadas com frequência. Se tiver de armadura, não têm problema, embora uma tão pesada como a sua não seja algo que comumente se usa para ir na esquina comprar pão. O sacerdote parece um cara relativamente comum e relativamente amigável, pelas roupas simples você acredita que não deve ter um posto muito elevado, pois sacerdotes de alto escalão costumam usar roupas mais chamativas. Se precisar de alguma ajuda ou informação, ele provavelmente dará sem problemas, só não permitirá mesmo que entre com armas no templo, pois é uma das regras da igreja, mesmo se for mais ferramenta do que arma.
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Christiano Keller em Dom Nov 04, 2018 5:33 pm

    @Leomar

    Ka

    Ka sempre anda com todos os seus pertences, são poucos mas não tem onde deixar as coisas, nem mesmo na forja.
    Retiro o capacete, segurando nas duas mãos como uma cesta de pedinte e respondo da maneira mais polida que posso:

         --Olá ilustre senhor, obrigado pela inspiração. Sou vizinho, morador e trabalhador na forja de Dafodil, mas é minha primeira vez aqui. Não sei bem o que faço aqui pois não conheço as regras da igreja. Sinto-me até meio perdido pois tenho um desejo de melhorar de vida e trazer paz para minha mente, mas parece que sou uma ovelha desgarrada lutando um dia após o outro. Por ventura sabe de alguém que precise dos serviços de um ferreiro ou se posso oferecer meus serviços aqui?

    Como desejo que ele saiba de um possível cliente ou que talvez ele perceba minha dor.
    Se ele não ajudar em nada, aguardarei aqui. Acompanharei a saída do culto atual e a entrada do seguinte, imagino que poderei pegar o final do culto na catedral se não houver nada aqui e ir pra lá.
    Não imagino que ele teria algum argumento que me faça esperar aqui e assistir ao culto sem um serviço ou uma solução para minha dor de cabeça.
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Leomar em Dom Nov 04, 2018 7:08 pm

    O sacerdote sorri, percebendo que Ka era amigável.

    - Se buscas paz, veio ao lugar certo. A paz é a maior aspiração dos membros da Cisne Branco. Quando lembramos de todas as dádivas dadas a nós pelas deusas-mães, só temos a agradecer, e nada trás mais alívio às almas cansadas do que a gratidão. Viemos até elas, para que elas nos aliviem!

    Não temos regras complicadas aqui, o culto aberto ao público pode ser assistido por qualquer um que queira conhecer ou simplesmente orar ao nosso lado. Só pedimos que tenham um desejo sincero de trilhar nos caminhos das virtudes. Pedimos apenas que ninguém entre com armas no templo, pois seria um desrespeito ao solo sagrado, e também para demonstrar que aqui não buscamos ferir ninguém.

    Como adoramos as duas Grandes Deusas, nossos cultos são simples, para que todos possam participar. Baseamo-nos na palavra simples, assim cada dia um missionário fala sobre um tema das virtudes, de forma clara e prática. Você pode apenas ouvir, ou se quiser pode participar de grupos de estudo depois dos cultos. Mas todo nosso trabalho é voluntário, e claro, temos também muita procura por jovens que despertam o dom ou que querem aprender mais sobre os elementos das deusas, principalmente nas artes de cura.


    Neste ponto Ka comenta que conhecer um mago de cura no momento seria uma boa ideia, e diz que está com dor de cabeça.

    - Claro, claro. Assistimos também muitas pessoas enfermas que nos procuram. Infelizmente a procura é maior que nossa capacidade de atendimento, pois esta terra está semeada com seres dos infernos e adoradores de Ades! Estamos também sempre a procura de novas mãos solidárias que possam nos ajudar, bem como de doações para manter a igreja funcionando. Mas creio que no momento há um irmão curador que pode sim, lhe ajudar.

    Ele pede para aguardar um momento, vai dentro da igreja e volta.

    - Temos três magos curadores em serviço hoje, dois estão envolvidos no culto, mas o Irmão Daniaal está livre, caso o seu caso for urgente.

    Daniaal era mais jovem, tinha cabelos e olhos claros, típicos de alguém nascido ou descendente de Ajros. Parecia mais um aprendiz de mago que um sacerdote, embora nada impedia que fosse os dois. Ka percebe que eles não eram irmãos de verdade, nem todos os religiosos costumavam chamar a si de irmãos, na verdade ele se pergunta se seria algum costume específico dos Cisnes Brancos. Ele sabia que adeptos de Jara não tinham este costume.

    Spoiler:

    Eles convidam para um cômodo ao lado do templo. Daniaal entendi bem Esperanto, mas não dominava muito para falar, assim ele conversava com o sacerdote num idioma que provavelmente era Yrdok, e o sacerdote traduzia.

    O cômodo era simples, haviam três camas, uma delas ocupada por uma mulher, provavelmente enferme, coberta até o pescoço, uma mesa num canto e alguns tamboretes. Ka se senta em um deles e Daniaal fica atrás dele. Enquanto ele prepara algumas coisas, o sacerdote comenta sobre a pergunta sobre trabalho feita antes.

    Ele diz que não conhece ninguém que esteja precisando de um serviço específico de ferreiro, mas comenta que nestes tempos de guerra e principalmente nesta cidade, alguém sempre precisa de ferreiros. Não é permitido oferecer serviços dentro do templo, mas qualquer um podia oferecer seus serviços às portas, após o culto, comentando que muitos mestres artesões levam seus trabalhos para exibir na frente e assim vão se tornando conhecidos pelos crentes.

    Depois de ouvir isto que Ka se dá conta que haviam mesmo vários vendedores com seus produtos diversos na rua em frente ao templo quando ele chegou. Ka não tinha percebido pois era comum ver vendedores ambulantes em QUALQUER lugar de Dafodil, mas pensando agora, fazia muito sentido se reunirem perto de templos em dias onde os crentes se reúnem lá, pois o número de gente circulando ali era maior que em outros lugares.

    Daniaal diz que é melhor Ka tirar a armadura para deixar o corpo absorver melhor a magia, poderia deixar as coisas em um canto e pega-las assim que terminassem, ele explica:

    - O corpo SEMPRE reage à magia. Mesmo sendo uma magia de cura, e mesmo você querendo ser curado, seu corpo irá resistir contra. Há várias técnicas que baixar estas defesas naturais, mas elas requerem prática. O que pode fazer é tentar relaxar o máximo, pensar em coisas positivas e calmas, como uma paisagem no campo ou na praia, por exemplo, também ajudam.

    Ele lhe dá uma tigela de prata cheia de água para segurar, e também asperge gotas d'água em seu corpo, enquanto entoa algo que pode ser uma oração ou um ritual ou uma mistura dos dois, Ka não manja muito destas coisas. Ele também pergunta se pode tocar sua cabeça e costas, para poder transmitir a energia mágica do corpo dele para o seu. Os dois mostravam pelo menos ser bem educados.

    off: rola 2D10 no tópico de rolagem para resistência à magia. Quanto menor for o resultado da soma, menos você irá resistir, assim a magia dele fará mais efeito. Não será um teste difícil, mas medirá como são seus reflexos involuntários à magia. Se der 2, 3, 19 ou 20, role novamente.
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Leomar em Seg Nov 05, 2018 5:30 pm

    O mago procura seus pontos de energia, Ka tenta relaxar, ele ouve uma suave música que cantavam na igreja, bem como o entoar ritualístico do mago nas suas costas, a água na tigela em suas mãos chega a borbulhar, mas aquilo parecia uma simples massagem, pois a dor de cabeça não diminuía em nada. Depois de um tempo o mago desiste, parecendo cansado.

    - Daniaal diz que nunca viu uma resistência à magia como a sua, e que é impossível vencer suas barreiras! (breve pausa) Por acaso você é um mago negro?

    - Que eu sabia, não sou mago de tipo nenhum. - A pergunta pega Ka de surpresa, então ele responde automaticamente.

    - Bem, como disse antes, há pessoas cujo corpo inconscientemente protege contra magia, seja boa, seja ruim. A parte boa disto é que você conseguirá evitar efeitos ruins caso um mago lhe ataque usando magia. A parte ruim é que não conseguiremos lhe ajudar. O Irmão Daniaal gastou boa parte de sua energia e não conseguiu passá-la para seus chakras. - O ajrense começa falar, e o outro traduzir. - Há uma barreia em você, alguns magos treinam muito para construir uma barreira assim, e você desenvolveu inconscientemente. Isto pode ser sinal de um despertar de um dom. Poucas pessoas despertam o dom depois de adultas, mas pode vir a ser o seu caso. Temos alguns irmãos experientes em treinar magos iniciantes, se tiver interesse em que algum deles lhe analise...
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Christiano Keller em Seg Nov 05, 2018 7:51 pm

    @Leomar

    Ka

    -- Minha nossa, um mago, eu? Ainda acho muito estranho, mas se alguém pode ajudar-me eu gostaria de conhecer essa pessoa.

    A resposta saiu mais rápido que minha mente processou o fato. Todos os magos que conheci tinham condições boas de vida e o desejo por riqueza é forte, talvez seja por sua falta. Também pensei na Succubus que  salvou minha vida, desejaria ter o poder dela, a força, a beleza, a luxúria... muitos desejos, alguns talvez não tão certos quantos os outros. A paz poderá centrar-me com os pés no chão e guiar-me para os meus desejos mais adequados.
    A ansiedade, será que sou um mago ou será apenas um outro efeito, alguém em que a magia não funciona. Qual a resposta? Preciso saber a resposta.
    -- Vamos para a análise da minha magia.

    Baixa a ansiedade, respira devagar no ritmo da forja, na cadência do martelo, talvez a mesma resistência que tenha para as magias eu tenha para fazer e o que parece uma boa notícia não será lá essas coisas.
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Leomar em Qua Nov 07, 2018 6:32 pm

    Ka se anima, mas o sacerdote logo pede prudência:

    - Calma... O dom se manifesta em cada um se forma diferente, normalmente dando seus sinais aos 13 ou 14 anos, depois dos 18 é quase impossível que alguém desperte um grande dom.

    Ka tinha 18, mas provavelmente eles pensam que ele tem mais, talvez ele estaria "no limite".

    - Claro, pode haver exceções, e se for o caso ficaremos felizes em ajudar, mas entenda: o dom desperta de maneiras misteriosas, e por mais que possamos desenvolver, não podemos controlar quem recebe ou não. Filhos de magos podem nascer quietos*, heróis e nobres podem jamais conseguir dominar a magia até dobra-la*, enquanto escravos sem qualquer instrução podem tornar-se wanamki*.

    algumas definições:
    *Quando falam de "dom" é qualquer dom mágico, pode ser de água, terra, fogo, ar, magia negra, forte ou fraco.

    "Quieto" é como chamam qualquer pessoa que não tem dom.

    "Dobra" é quando você é capaz de dominar a magia o bastante para manifestar na natureza, ou seja, criar algo com magia (seja uma neblina, uma bola de fogo, ou fazer uma planta crescer rápido), no cenário alguns heróis podem ter dom, mas não ser capazes de dobrar a magia, assim usam a magia só e si mesmos, ficando mais fortes ou rápidos, usando telepatia ou vidência, etc. Ou são capazes de fazer magias só com uso de artefatos. Há também os chamados feiticeiros, que possuem o dom mas só são capazes de usar ou em rituais (normalmente em grupo) ou em encantamentos, como preparar uma arma mágica. Algumas pessoas no cenário consideram feiticeiros como algo inferior aos magos.

    Wanamki é o plural de wanamko, que são pessoas que despertam o dom de forma intensa e abrupta. Eles são muito raros, pois o normal é despertar o dom aos poucos. Além disto o wanamko mostra um poder mais forte que a maioria dos magos comuns, mas isto raramente é bom, pois a falta de controle os leva a ferir-se ou ferir pessoas a sua volta, mesmo sem intenção.

    - A água que estava segurando, reagiu ao ritual. Isto pode ser um bom indício de que você conseguiu canalizar inconscientemente a mana através da prata*. Por outro lado pode ser também efeito de sua alta resistência à magia: A resistência pode ter bloqueado toda ação da mana de Daniaal em seu corpo e transferido direto para a água. De qualquer forma seria uma demonstração de resistência incomum, e você pode treinar para trabalhar esta resistência de forma mais eficiente, imunizando-se de toxinas mágicas, por exemplo.

    *É de conhecimento quase geral que a prata é um dos elementos que melhor canaliza energias mágicas, por isto os magos valorizam coisas de prata, como a tigela que deram para você segurar. Em alguns casos, alguns magos podem dar mais valor a uma ferramenta de prata do que de ouro.

    - Se quiser podemos colocá-lo em contato com um mestre mago. Nossa igreja treina iniciantes gratuitamente, mas pedimos dedicação e responsabilidade, pois não é fácil desenvolver os dons mágicos. Se aceitar fazer os testes, um mestre lhe ensinará o básico, sempre em horários combinados, até que possa acreditar que esteja preparado para ser um iniciado. Este compromisso porém não garante que se torne um iniciado, mas se você tiver mesmo aptidão é o melhor caminho...

    opções:
    off: há um mestre mago na igreja onde se encontra e uma mestre maga na Catedral, ambos são maduros e parecem sérios. Para aceitar testá-lo e treiná-lo eles dirão que precisa participar de pelo menos um culto da igreja, pois se não gostar da doutrina deles, eles não podem lhe aceitar como aluno. Você tem a escolha de voltar pra casa, pesquisar por conta própria sobre a Igreja Cisne Branco, e voltar outro dia, mas eles dirão que vão exigir que participe do culto assim mesmo.

    Outra coisa que falarão é que, caso sua aptidão mágica seja para magia negra, eles também não lhe treinarão, pois não aceitam magos negros em suas linhas.

    O primeiro culto já está acabando, se quiser pegar o segundo, ou se quiser pegar o da Catedral, será o seguinte:

    O sermão principal do dia é sobre educação, o pregador diz que é fundamental para a doutrina da Sagrada Conduta (doutrina de Anĝelina) que se leia muito para adquirir conhecimento, ele comenta como a doutrina de Anĝelina é densa e complicada, e que por isto muitas interpretações erradas surgem. A doutrina de Jara (O Equilíbrio) por outro lado é bem mais simples, enquanto o livro sagrado de Anĝelina tem 60 capítulos, o de Jara tem apenas 3. Assim a Igreja Cisne Branco ensina a aprender sempre e estudar com afinco, mas mantendo o foco principalmente nos ensinamentos e interpretações mais simples, pois sem conhecê-las, não há como interpretar as mais complexas de forma correta.

    Além do sermão principal, o pregador e um de seus ajudantes comentam sobre virtudes importantes para a doutrina, como conversar com respeito, principalmente com pessoas mais velhas, e ajudar os amigos. Algumas músicas suaves e calmantes são cantadas durante o culto. Há momentos em que a congregação fica toda de pé, outros em que se sentam, você vai na imitação. No final eles terminam com uma oração decorada:

    Divinas deusas-mães,
    Benevolentes, amantíssimas,
    Agradecemos a tudo, agradecemos a absolutamente tudo.
    Bendizemos seu nome Jara,
    Bendizemos seu nome Anĝelina,
    Agradecemos à vida, pois sois as mães da vida.
    Agradecemos ao mar, agradecemos ao céu
    Agradecemos à vida do mar, agradecemos à vida abaixo do céu.
    Agradecemos à nossa vida, pois de vós a recebemos.
    Que nossa vida seja testemunho de gratidão,
    Ou que sejamos julgados indignos de vossas bênçãos,
    Agora, e para sempre.
    Pela vossa glória.
    Nisto cremos, por isto testemunhamos.


    Ao final do culto, pode fazer perguntas para o mestre mago ou para a mestra maga.
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Christiano Keller em Qua Nov 07, 2018 9:45 pm

    Ka

    Olho atentamente aos comentários deles e lembro de palavras do meu pai "Não importa quão duro seja, o metal irá dobrar na temperatura certa". Papai sabia mais sobre mim do que eu mesmo sei.

          --Senhores, gostaria muito de participar, mas tenho algumas limitações. Sou muito pobre e uso estas ferramentas para trabalhar. Para poder dedicar-me com a responsabilidade adequada, haveria tempo para que possa trabalhar por meu sustento? Também não posso entrar com as ferramentas na igreja pois são consideradas armas, mas não tenho onde as deixar, haveria algum local seguro que poderia deixar as ferramentas enquanto estou na Igreja?

    SE qualquer das respostas for negativa, agradecerei e direi que preciso resolver estes problemas primeiro e partirei em busca de clientes perto da entrada do templo, talvez algum mercador precise de ajuda.
    SE ambas respostas forem positivas agradecerei e seguirei para assistir ao sermão e então para falar com o mestre mago. Talvez visite a mestra maga em outro momento, mas este é o mais próximo da forja, minha fonte de sustento.
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Leomar em Sex Nov 09, 2018 10:45 pm

    Os dois conversam rapidamente:

    - Pode ficar tranquilo! A Igreja Cisne Branco presa muito pelas responsabilidades de seus membros, afinal "O trabalho dignifica o homem"! Nossos mestres sempre ensinam em horários combinados justamente para que não se prejudique outras responsabilidades dos protegidos. Quanto às suas coisas, bem, se é por um bem maior, comprometo a vigiá-las pelo tempo que precisar para conhecer nosso sagrado trabalho.

    Ka acompanha então o culto. Apesar de não entender boa parte da ritualística, o sermão é razoavelmente simples, talvez até um pouco interessante. O cheiro do incenso suave e as entoações de cantos com melodia agradável e vozes afinadas fazem o ambiente parecer agradável. Ka até esquece um pouco a dor de cabeça, ainda incomodava, mas não muito. O culto termina com uma oração.

    Após isto, Ka é apresentado ao mestre mago. Ele se chama Regnaal, é mais velho, expressão séria, usava roupas com as cores da igreja, mas sem muita ostentação.



    Vocês conversam brevemente. Ele diz que pode treinar em três horários diferentes, dependendo das demais responsabilidades que tivesse. O ensino era gratuito, mas era exigido que se tivesse responsabilidade com a Igreja também, ou seja, além da magia, iria ser ensinado sobre os dogmas. (teoricamente) Ninguém era obrigado a aceita a Igreja, os atendimentos, por exemplo, eram oferecidos mesmo para os não-adeptos, mas a parte iniciática era só para quem compartilhava de suas crenças.

    O mestre mago também diz que as provas iniciáticas se davam em três tempos: havia testes mínimos para ver se o pretendente aceitaria a Igreja e se a Igreja aceitaria o pretendente, depois um treinamento pre-iniciático e então um teste de iniciação. Ka imagina que isto deveria ser só o começo, embora o dom costume se apresentar cedo, não são muito os magos jovens conhecidos no mundo, portanto não deveria ser mesma a coisa mais fácil de se desenvolver. Por um lado os "pré-requisitos" deles pareciam fundamentados (afinal, pq alguém ensinaria um inimigo?) e relativamente razoáveis. Mas toda oportunidade tinha seus "poréns", restava saber quantos ainda seriam descobertos...

    No mais as pessoas responsáveis pela Cisne Branco num primeiro momento se mostravam no mínimo amigáveis, e isto numa cidade como Dafodil já era alguma coisa para um humano médio.
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Christiano Keller em Sex Nov 09, 2018 11:42 pm

    Ka

       --Mestre Regnaal, vamos combinar o treinamento na parte da manhã? Creio que desta forma terei mais energia para o treinamento e depois dedicarei meu tempo ao meu sustento.

    Estou animado com a oportunidade de aprender magia. Será algo muito bom. Também fico curioso com os ensinamentos da Igreja, será que os aceitarei ou pensarei que são bobos e superficiais? A preocupação com o sustento durante o treinamento cresce, mas seria um investimento no futuro.

    Se o dia estiver acabando retornarei para a forja para dormir. Se houver tempo oferecerei meus serviços aos mercadores perto do templo.
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Leomar em Seg Nov 12, 2018 11:10 pm

    O dia vai correndo, Ka pega alguns serviços básicos perto do templo, como não tinha levado algo pronto, resolve pelo menos procurar nova freguesia. Entre alguns serviços de amolação e pequenos concertos, consegue 5 kons de lucro. Não foi dos seus melhores dias, mas já dá para comprar o almoço e janta de amanhã e ainda sobra 1 kon para cerveja ou cachaça (ou suco, vai da preferência dele).

    Sem muita inspiração para dar tudo de si no trabalho, devido o incômodo da dor, ele dorme cedo. Até que funciona, pois no outro dia ele acorda sem dor de cabeça.

    Como combinado, ele volta à igreja cedo para falar com o mestre mago.

    Vocês trocam informações básicas, ele explica como a magia circula no corpo de QUALQUER ser vivo, mesmo as pessoas mais refratárias à magia, como centauros, tem sempre parte dos três planos no corpo: físico, espiritual e mágico, portanto todo mundo tem um pouco, ainda que pouco, de magia, seja um humano, seja uma moita de grama.

    Esta magia flui por meridianos e pontos de energia, chamados chacras. Há algumas centenas de chacras e algumas dezenas de meridianos, embora sete deles se destaquem. Caso Ka passasse nos testes, ele aprenderia muito sobre estes chacras. O mestre diz que não é preciso pressa, pois pode-se passa ANOS estudando isto.

    Como todo mundo tem magia, todo mundo também têm resistência à magia. O mestre pede para Ka beber uma série de poções, fazer uma série de exercícios (que não chegam a ser difíceis, mas ele não entende o propósito) e até entoar alguns mantras ritualísticos.

    No final ele comenta que por enquanto os testes só confirmam o que já sabiam, que a resistência mágica de Ka é alta. O mestre diz que, falhar nos primeiros testes de elementos (para ver se têm afinidade com algum elemento) é comum, e não se descarta um dom só pelos testes iniciais, mas que nos outros dias poderão fazer testes cada vez mais complicados.

    Ele explica que uma resistência alta pode ser bom para técnicas de defesa mágica, que dependendo do esforço do discípulo, a habilidade poderia se tornar algo como um bom escudo. Regnaal diz não ser especialista em usar a magia de forma de ataque ou defesa (a linha dele é mais cura e alquimia), mas caso Ka quisesse um treinador mais "militar", isto também poderia ser arrumado, mas de qualquer forma os ensinos básicos sempre serão prioridade.

    Eles comentam também sobre a visão da Igreja Cisne Branco. A ICB é considerada uma das filiações mais pacifistas de Akaŝa, isto porque seu fundamento já foi uma tentativa de "fazer as pazes" com ensinamentos de Jara e Anĝelina. As deusas irmãs já se ajudaram muito, já demonstraram muito amor fraterno entre elas, bastante respeito, maaaas... Apesar do respeito e consideração, elas também mantém certa competitividade.

    Para a ICB, esta competitividade entre parentes, principalmente irmãos, é uma praga, pode ser vista até como uma maldição, da qual nem os deuses estão livres. E devido esta competitividade, até as deusas tiveram divergências, e nem todas as divergências delas terminaram bem.

    Como era o primeiro encontro, o mestre não detalha demais para não cansar, mas ela explica que, quando as deusas estavam criando as várias formas de vida, de peixes a aves, de árvores a insetos, elas começaram a intrometer cada vez mais uma no trabalho da outra (Jara, p.ex., achou terrível a ideia de Anĝelina criar os insetos, pois via que aquilo ia virar praga, infelizmente a deusa do ar já tinha os criado, e a deusa da água, não podendo destruir totalmente a criação da irmã, fez com que os insetos pelo menos fossem fonte de proteína para vários outros, e criou muitos animais que comem insetos. A Siriema é um exemplo de criação de Jara, embora as aves costumem ser mais associadas à Anĝelina).

    Isto foi piorando, piorando, até uma época em que elas estavam com tanta raiva que começaram discutir suas divergências "no tapa". Só que quando duas deusas brigam, as consequências não ficam só entre elas, e mesmo brigas "pequenas" (do ponto de vista delas, claro) poderiam destruir o mundo que elas mal tinham começado a criar.

    Nisto, como uma oferta de paz, elas estipularam limites sobre até onde uma se intrometeria nas criações da outra e sobre limites sobre o nível de poder que criações novas poderiam ter, para que nenhuma criasse algo que perturbaria com o equilíbrio de todo o planeta. Para selar este acordo, criaram uma criatura que lembraria as duas deusas e esta criatura foi o cisne branco, daí virou símbolo da igreja. O cisne não foi a primeira criatura criada em parceria, mas algumas pessoas especulam que pode ter sido a última.

    Depois destas explanações, o mestre pergunta quais as principais dúvida ou aspirações que Ka teria sobre a magia ou sobre a igreja.



    Off: você que é jogador novo, leia o primeiro post deste tópico, e pode pensar em curiosidades sobre a cidade que gostaria de saber. As perguntas não precisam ser totalmente voltadas para uma necessidade do personagem, pode ser só algo pra distrair mesmo:

    4 COISAS SOBRE DAFODIL
    Christiano Keller
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Christiano Keller em Seg Nov 12, 2018 11:53 pm

    Ka

          --Mestre Regnaal, muito obrigado pelos ensinamentos, são muitas coisas novas pra mim.
    -- suspiro -- Eu realmente não sei meu propósito neste mundo, mas creio que a ICB poderá ajudar-me. Se ficar claro que tenho mais potencial para magia de defesa, creio que seria importante explorar isso e não insistir em coisas que não tenho potencial.
          Paro por alguns segundos como que tentando formular a pergunta seguinte, como morador de Dafodil já separei a cidade em área segura e área de problemas, então conhecer sobre áreas que não pretendo ou posso circular hoje não serve para nada e de forma insegura digo:
          --Aproveitando o tema, como morei na forja durante muito tempo consegui sobreviver a conflitos entre os servos de Ades e de Piro. Como fica a minha situação fazendo parte da ICB, sabe quem são inimigos ou amigos?
          Enquanto ele responde presto atenção nos detalhes pois isto pode significar vida ou morte nas lutas lá fora. Uma resposta rápida salvou minha vida a alguns dias, mas será que darei sorte novamente? Melhor não arriscar. Saber o que cada lado quer pode ajudar a sair do caminho. Um pouco mais curioso, pergunto:
          --Também vejo as constantes lutas aqui na cidade, o que essas pessoas querem?
          Tento entender a razão, se é que há alguma razão além de território e controle. Então a curiosidade se torna diferente, talvez com um toque de malicia pergunto:
          --E o que a ICB quer aqui além de promover a fé?
          Se vou entrar neste barco, será pra fazer o que, né? Essa parte precisa ficar clara. No entanto meu semblante muda para algo mais prático, mais real:
          --Então no meio disto, o que eu deveria fazer para tornar-me um mago poderoso sem ter que lutar pelo almoço do dia?
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    Re: Forjando o Destino (Ka)

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