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    Forjando o Destino (Ka)

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    Mensagem por Christiano Keller em Sex Fev 22, 2019 12:27 am

    Ka,

         Onde conseguiria alguém pra fazer isso? Pensei que na torre dos alquimistas haveria alguém para resolver isso. Talvez na ICB? Estariam dispostos a ajudar ou teria que levar Ricardo até lá? Vou falar com o mestre e expor o problema para tentar a ajuda com a magia branca ou de água conforme o recomendado. Se ele pudesse ir até lá seria ótimo, pois carregar Ricardo até a ICB seria trabalhoso.

         Devo estar ficando cansado de andar para todos os lados e pensando em o que fazer com a Jussara. Vou levar alguma coisa saborosa de acordo com a culinária local mas que não precise de muito trabalho, como uma carne assada (pernil de porco) que a gente tempera e coloca no forno para assar durante 1 hora com batatas. Haveria comida para 4 pessoas, sim era bastante, mas se o filho dela estivesse lá ou se mais uma pessoa aparecesse também haveria comida. O único problema que não levei em consideração foi o retorno pra casa durante a noite.

         Ao chegar na ICB e encontrar o mestre ou um dos ajudantes, explico todo o evento com Ricardo de modo sucinto e que precisamos da ajuda de alguém com o veneno.
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    Mensagem por Leomar em Sab Fev 23, 2019 12:21 pm

    Ka procura um mestre mago na igreja, explicando sua situação. Por fim mestre Regnaal aparece, pergunta os sintomas do doente e prepara algumas coisas.

    Ka: - Que bom que pode ajudar, mestre! Não podemos pagar muito, mas...

    - Nós só cobramos tratamentos de quem pode pagar. Não se preocupe. Porém não tenho lhe visto no templo... - Ka explica os problemas que estava tendo no trabalho. - É preciso disciplina para trabalhar menos, mas de forma mais eficiente. Me parece que não tem planejado seu sistema de trabalho, isto ajuda muito. E por mais que o trabalho seja importante, temos que ter em mente que nossa principal missão é ser humanos melhores, antes de qualquer outra coisa. Mas não há pecado já que não esteve ocioso. Porém participará do culto na Iniciadora? (Iniciadora era o primeiro dia da semana, sagrado para adeptos de Anĝelina, seria depois de amanhã).

    Eles chegam à forja, Regnaal coloca algumas velas ao lado de onde Ricardo está deitado, acende um incenso e faz uma oração em Yrdok, prepara leite quente com as flores secas e o faz tomar. Tem que ser meio empurrado pois Ricardo faz careta e bebe devagar.

    - Ele pode ficar deitado por mais algumas horas, até as velas queimarem todas. Depois disto creio que pode seguir a vida normal, a menos que os deuses acreditem que não há mais o que ele fazer aqui, mas creio que sobreviverá a Ades por mais uns anos.

    Após isto o mestre mago ficará o tempo de uma xícara de chá ou duas, e se não tiver mais o que conversar, irá embora dizendo que espera Ka na Iniciadora.

    Ka vai comprar um pernil, que era uma carne relativamente barata, pois a carne de porco podia ser um tanto controversa em Akaŝa: Em Ajros qualquer tipo de carne é considerada impura; em Gaja o porco é considerado um animal tão pobre com a carne tão impura que é uma vergonha dar carne de porco até mesmo para os escravos (mesmo se estes gostassem); em Akvlando também era considerada uma carne para pobres destinada mais para escravos ou marinheiros "ralé", embora alguns poucos cortes (bacon, principalmente) defumados ganhavam um pequeno "glamour" suficiente para conquistar a baixa nobreza (barões, viscondes, etc.); já em Fajr-Regno a carne era amplamente apreciada e até preferida por muitos, até pelo próprio Piro.

    Spoiler:
    Eu já tinha falado sobre carne de porco no cenário para a Tirel, então não tem como deixar passar.

    Pessoas que viviam a muito tempo na Ilha dos Excluídos não costumavam manter preceitos religiosos muito firmes (como regras alimentares), mas seria um grande mico se Jussara fosse gajana. Mas seria?

    Ela não tinha sotaque, seus cabelos eram negros e levemente ondulados, os olhos também escuros, portanto não parecia uma ajrense (loira, lisa, olhos claros), e como tinha alguma magia do fogo, é provável que fosse fajrense. Não era tão alta como as akvlandanas, nem baixinha como algumas gajanas. Algumas gajanas eram mais gordas, o que não era o caso de Jussara, embora provavelmente tinha coxas grossas. Os seios também eram fartos (como das gajanas), mas podia ser só porque Jussara já era mãe, porém tinha uma cintura bem feita (como akvlandas e fajrenses), então era mais provável que fosse fajrense. Mas era?

    Como dito, Jussara não era uma mulher muito atraente, mas tinha lá sua beleza (que ainda não parecia típica de nenhum continente específico), e com certeza era melhor que a maioria das mulheres da idade dela.

    Ka chega relativamente cedo à casa dela, levando o pernil e as batatas, assim daria tempo de cozinhar antes de cair a noite.

    - Oxi, trouxe uma peça bem grande de carne! Não tem como comermos tudo numa noite apenas! - Bom, se ela veio de algum lugar que abomina carne de porco, pelo menos não demonstrou. - Você prefere molho amargo, doce ou herbal?

    Se pedir amargo, ela preparará a carne com márgara, uma erva típica de Fajr-Regno, agridoce fará com abacaxi e gengibre e se pedir herbal fará com tempero de Ajros. Ela ainda prepara um pouco de môri (um grão parecido com feijão, mas roxo e um pouco mais doce, bem comum um Akaŝa) e uma salada pequena.

    Kandel não estava em casa e Jussara não sabia quando ele chegaria.
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    Mensagem por Christiano Keller em Sab Fev 23, 2019 1:08 pm

    Ka,

           O mestre estava certo, eu não havia ido ao culto durante a semana. O trabalho estava difícil com ou sem a ajuda de Ricardo.
           -- Mestre, irei ao culto na Iniciadora sim.
           Já pensando em como ficará a forja, se voltará a funcionar normalmente ou se Lester conseguiu algo, digo para Nester: Voltarei depois.

           Já na casa de Jussara.
           -- Pensei que mais é melhor que menos. Dou um sorriso bobo. Quanto ao molho, pode ser herbal? Não gosto de coisas amargas. Por que não diz como posso ajudar agora?
           Ajudo com tarefas na cozinha sempre deixando ela dar as ordens. Quando acabo a tarefa, comento:
           -- Agora a carne vai cozinhar um tempo, por que não fala mais de você? Sua magia me fascina.

    Spoiler:

    Não li os cenários dos outros jogadores muito detalhadamente, depois que comecei a jogar não os vi direito, vou reler.
    Fiquei preocupado se faria metajogo ao saber o que os outros estão fazendo.
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    Mensagem por Leomar em Sab Fev 23, 2019 11:16 pm

    - Pensei que mais é melhor que menos.

    - Ah, você é sempre muito generoso. Mas não vai comer com esta armadura pesada, não é? Pode tirar e deixar em um canto. Acho que não corremos perigo mortal dentro de casa.

    Quanto ao molho, pode ser herbal? Não gosto de coisas amargas. Por que não diz como posso ajudar agora?

    - Claro. Vou fazer levemente picante pois muitos acham fraco o tempero tal como Ajros faz. Você pode cortas cebolas, não é todo dia que conseguimos fazer homens chorar, hihihi.

    - Agora a carne vai cozinhar um tempo, por que não fala mais de você? Sua magia me fascina.

    - Ah, minha magia nem é forte, mal consigo algumas chamas. Há magos que são capazes de manipular até raios.

    Não há muito o que dizer... Hoje em dia a guerra esfriou, mas por volta de quando você nasceu, era bem pior.

    Eu era mãe solteira, analfabeta, não tinha muito lugar para mim na pequena ilha onde eu morava. Então tive que procurar uma ilha maior.

    Claro que escolher justo a Ilha dos Excluídos parece uma loucura, mas também não estava fácil em Akvlando. Eu pensei em ir a Fajr-Regno assim que aparecesse uma oportunidade, mas com Burnabad sitiada isto nunca aconteceu, e fui ficando...

    O que me ajudou foi o conhecimento de ervas. Aqui neste solo é ruim de fazer algo crescer, mas ironicamente não é tão difícil conseguir ervas em Dafodil, já que mercadores vem dos quatro lados, literalmente. Conseguindo arrumar ervas de cada um dos quatro continentes, consegui fazer minhas vendas, a assim sobrevivo todos estes anos.

    Meu dom despertou aos quinze anos, mas nunca consegui evoluir. Tentei tomar tudo que é tipo de chá que aumenta a mana vermelha, mas nunca saí destas pequenas chamas nas mãos. Não era o bastante para impressionar um mestre mago, apesar que não procurei muito também. Mas o que importa!

    Apesar de todos os problemas, Dafodil parece ter um tipo de bolha negativa, tipo: aqui todos os dias estão lutando, as maiores disputas, planos grandes, estas coisas. Mas enquanto eles estão atrás de pessoas importantes, nós, pobres, não temos interesses para lado nenhum, e somos simplesmente largados, o que é bom para quem não interessa em grandes lutas. Ironicamente estamos nesta bolha negativa, onde corremos menos perigo por sermos menos importantes.

    Bom, minha vida não é muito interessante, não tem muito mais que eu possa dizer. Vivo como herbanária, e... só! Não é tão emocionante, não é mesmo?
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    Mensagem por Christiano Keller em Dom Fev 24, 2019 12:39 pm

    Ka,

           -- Mas a profissão de vendas é sempre um desafio, todos os dias buscando alguém para comprar seus produtos. Tem que manter um relacionamento com clientes, oferecer novas experiências para alguns, novos sabores. E você está certa sobre a sobrevivência, somos de pouca importância para os grandes, assim não somos relevantes pra eles e sobrevivemos mais tempo. Vou tirar a armadura e ficar com a roupa leve. Sabe, não é sempre que tiro essa coisa.
           Coloco as coisas todas amontoadas em um canto longe da porta.
           -- Não sabia que há chás que potencializam a mana, nem que há um tipo específico pra cada uma. Outro dia tomamos um chá que deu um calor, verdade? Era como aquele? Fui até a ICB procurar saber se tenho algum potencial e disseram que devo ter, mas parece travado de alguma forma. Faço uma cara de quem vai contar um segredo. Posso te contar uma coisa? Mas precisa prometer que não vai contar pra ninguém.
           Se ela prometer que não vai contar, comento em voz baixa perto dela sobre o dia que estava procurando pedras preciosas no deserto e fui atingido pelos raios de luz, detalho a cor de cada um.
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    Mensagem por Leomar em Seg Fev 25, 2019 9:21 pm

    - No começo foi mais difícil, mas nunca fiquei sem vender. As pessoas adoecem demais nesta cidade, portanto é irônico, mas o mal para elas acaba sendo o meu bem. E conseguir algum sabor aqui também não é fácil. Então de certa forma ser uma "bruxa" me deu sorte!

    Sabe, não é sempre que tiro essa coisa.

    - Percebe-se! Até parece a armadura da justiça!* (depois que tira, ela comenta) Tem que ser forte para carregar tudo isto, heim!

    *Em Akaŝa a Justiça é representada sem a venda e com uma armadura de guerreira bem pesada (o peso da justiça), ela usa uma tiara ou coroa (mais para coroa, a justiça reina), a balança (a medida da justiça, o símbolo mais óbvio) e no ocidente costuma ser retratada com espada, enquanto no oriente costuma ser retratada mais com escudo, ela pisa em cima de um chacal (a força da justiça contra os maus).

    Às vezes ela aparece ao lado de outra mulher, esta sim com venda, carregando também uma balança e vários livros (às vezes com vários outros símbolos dependendo da região), esta mulher é chamada de Ponderação, e embora alguns digam que é uma forma de representar a Justiça, a Ponderação aparece mais como uma ajudante da Justiça.

    E por vezes aparece uma terceira mulher, nua e com uma serpente ao lado ou enrolada no corpo, esta é a Verdade. A Verdade às vezes é representada como segunda ajudante, mas ela é sempre baixinha, para lembrar que a Justiça é maior que a Verdade.

    Alguns poucos artistas pintam uma mulher com características misturadas destas três e chamam sua arte de A Temperança. Mas a Temperança é menos homenageada que a Verdade, que é menos homenageada que a Ponderação, que é menos relevante que a Justiça.

    - Não sabia que há chás que potencializam a mana, nem que há um tipo específico pra cada uma. Outro dia tomamos um chá que deu um calor, verdade? Era como aquele?

    - Oxi! Como não! (Jussara faz até um certo "charminho" para falar) A diferença entre uma herbanária como eu e um alquimista é só que eles colocam uns gels de Aloe ou algumas "bases" alquímicas junto com as mesmas ervas que uso e chamam de "poção" ao invés de "chá", com isto cobrando bem mais caro.

    Ela preparava a carne enquanto conversavam.

    - A maioria destas bases nem são grandes segredos, podem ser compradas no mercado, e eu mesma consigo fazer. Se quisesse poderia me chamar de alquimista! Só que alguns destes grupos dizem que, mesmo a gente sabendo fazer o que eles fazem, para ser um alquimista "de verdade" você tem que ser aceito numa escola "de verdade" e treinada por outros alquimistas "de verdade" mais experientes, etc. Quando se é mulher, eles dificultam para você, quando se é mãe, dificultam mais, e sem chance de aceitarem uma mãe analfabeta na linha deles.

    (suspiro)

    Então resta à gente sobreviver de chazinhos...

    (pausa, põe carne para assar)

    - Ah, e sim, aquela vez tomamos chá de orquídea de fogo, não foi? Eu gosto dele pois potencializa minha mana vermelha. Foi o que lhe expliquei quando achou que tínhamos ficado com febre. Você não tinha prestado atenção, não é? (Ka cora) Tudo bem, não é algo que os quietos prestem muita atenção mesmo. Mas quem sabe você deixa de ser um quieto.

    A orquídea de fogo é meio cara, mas já tentei usa-la de várias formas para potencializar minha mana. De fato ajuda, mas não é o bastante para aumentar meus poderes, só manter. Se soubéssemos qual o seu elemento, poderíamos saber o que tem mais afinidade com você.

    As orquídeas de fogo e orquídeas de água têm nomes óbvios demais, são grandes potencializadoras. Há uma orquídea da terra também, mais eles não chamam de orquídea da terra. Aliás chamam vários tipos de orquídeas de orquídeas da terra... Bom, mas a que potencializa a mana verde tem um nome "chique": malrastéria.

    Fui até a ICB procurar saber se tenho algum potencial e disseram que devo ter, mas parece travado de alguma forma.

    - Sei como é! (ela põe a mão no ombro dele) Viver travado parece pior que não ter poder nenhum. Eu poderia tentar lhe dar algumas coisas, se soubéssemos os seus elementos. Aliás até torci um pouco quando disse que a orquídea de fogo lhe deixou quente, mas talvez não seja seu elemento. Mas só um mago mesmo pode lhe ajudar de verdade. Aff, olha eu até falando como eles!

    Ka fala sobre os raios no deserto.

    - Bom, não entendo muito disto, mas quando eu era nova, falavam muito da era dos magos e do fim da era dos magos, que foram dois tempos de inconstância em tudo que era ligado à magia. Diziam que quando os magos ficaram poderosos demais, eles dominaram o planeta como ditadores. Bom, pouco depois do Ragnarök, que foi quando Piro quase acabou com o mundo, este tipo de tempestade era comum, assim como terremotos, furacões, etc. E parece que durante esta era dos magos isto acontecia também, mas ninguém sobrevivia a este tipo de coisa. É o que me disseram.

    Quando terminam, passam a comer, o gosto era bem exótico, estranho no começo, mas agradável no final. Caso Ka ache fraco, tem molho de pimenta na casa dela.
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    Mensagem por Christiano Keller em Ter Fev 26, 2019 11:28 am

    Ka,

           -- Puxa, uma comida feita por uma alquimista. Está uma delícia. Você é cheia de surpresas e muito habilidosa, estou certo de que é mais competente que muita gente por ai. Após alguma interação simples durante a refeição, comento: Será que poderia comprar algo para mana branca, mana vermelha e mana verde? É que foram as cores dos raios que me atingiram, imagino que algum deles esteja dominante e gostaria de tentar despertar esse poder. Com a cara da realidade que vivemos acrescento: Não creio que me ajudariam sem ter nenhum poder, exceto na ICB. Falando nisso, preciso ir lá na iniciadora.
            Dou uma olhada pela janela para ver que horas são, se está tarde ou cedo, pois tenho a preocupação de retornar para a forja.
            -- São várias as obrigações que temos todos os dias, verdade? Arrumar clientes, entregar os pedidos, conseguir os produtos e torcer para tudo dar certo no meio do caminho, o trabalho dignifica as pessoas. Sua ajuda com aquela poção deve salvar meu colega na forja. Ele tomou a poção e aguardamos os efeitos da cura, creio que ele deve ficar bom. Suspiro. Se fosse mago, poderia ajudar as pessoas, fazer coisas por elas, não sei bem o que pois cada um precisa de alguma coisa, mas nas atuais condições estou preso nesta situação. O trabalho é digno, mas tenho um desejo por mais, algo a mais que apenas trabalhar para viver. Suspiro, olho pra ela nos olhos. Creio que são sentimentos dos jovens, sempre querem algo a mais, as vezes sem noção do que fazem por falta de experiência.
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    Mensagem por Leomar em Qui Fev 28, 2019 3:15 pm

    - Puxa, uma comida feita por uma alquimista. Está uma delícia. Você é cheia de surpresas e muito habilidosa, estou certo de que é mais competente que muita gente por ai.

    - Vamos torcer para você não se transformar num sapo depois de comer a comida de uma bruxa!

    (risadas)

    Será que poderia comprar algo para mana branca, mana vermelha e mana verde? É que foram as cores dos raios que me atingiram, imagino que algum deles esteja dominante e gostaria de tentar despertar esse poder.

    - Mm, tentamos a orquídea de fogo da outra vez e não deu muito certo; A malrastéria, como eu disse é cara, e muito difícil de se achar por aqui, talvez só se encontre no mercado negro; a pesar de que há outras ervas para potencializar mana verde, mas a malrastéria é a melhor. Eu poderia ver o que tenho para mana branca.

    Não creio que me ajudariam sem ter nenhum poder, exceto na ICB. Falando nisso, preciso ir lá na iniciadora.

    - Mm.

    Ka olha pela janela e calcula que teria mais uma hora de luz e uma hora de penumbra antes do por de Hélius.

    Se fosse mago, poderia ajudar as pessoas, fazer coisas por elas, não sei bem o que pois cada um precisa de alguma coisa, mas nas atuais condições estou preso nesta situação.

    - Há muitos magos no mundo, mas poucos que usam o dom para ajudar os outros. Bom, há alguns que ajudam em pequena escala e dizem que há os que se dedicam a controlar a natureza para que Akaŝa não colapse de vez, mas nunca vi destes aqui em Dafodil. Muitos cansam quando veem o trabalho que dá estudar e treinar, outros são corrompidos pelo poder... - Jussara se dá conta que seu pessimismo poderia estar começando a ficar inconveniente. - Bom, mas se disseram que seu potencial é grande, melhor que não desista. Pode ser a diferença que há muito esperamos.

    O trabalho é digno, mas tenho um desejo por mais, algo a mais que apenas trabalhar para viver.

    - Entendo.

    Creio que são sentimentos dos jovens, sempre querem algo a mais, as vezes sem noção do que fazem por falta de experiência.

    Jussara sorri.

    - Há quem diga que, entre os humanos, os jovens têm a motivação, mas não a inteligência, enquanto os velhos têm a inteligência, mas não têm mais a motivação. Às vezes penso que estou começando ficar velha, mas vejo vocês com um pouco de inveja. Vocês têm o fogo da vida, um tipo de chama nos olhos. - Jussara segura a mão de Ka - Espero que você consiga realizar seu desejos Ka, sem perder a generosidade que têm. Dizem que a magia vem dos sentimentos. Manter sentimentos nobres talvez seja uma prova que muitos falham quando começam manipular a magia para desejos egoístas.
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    Mensagem por Christiano Keller em Qui Fev 28, 2019 5:05 pm

    Ka,

           Jussara estava certa em vários momentos e em várias coisas. Será que a magia vem dos sentimentos? Seria mais fácil que eles viessem das ações de cada um e não dos sentimentos em si, no entanto ações não são a expressão física dos sentimentos? Precisarei pensar sobre isso.
          Beijo a mão de Jussara e digo:
           -- Jussara querida, está ficando tarde e creio que preciso ir. Por conta do acidente lá na forja com o Ricardo o local pode estar ainda cheio de gente ou com outros problemas. Suspiro. São muitas coisas pra fazer. Suspiro. Pode ajudar-me com a armadura?
           Enquanto coloco a armadura, penso que poderia ter perguntado pra ela que tipo de comida ela gosta para o jantar.
           -- Sabe, estou certo que precisarei de sua ajuda no futuro, seja com ervas ou chás ou mesmo sua experiência. Dou uma piscada com um sorriso. Então qual prato que eu devo pensar para um outro jantar? Algo que você goste, claro.

           Vários pensamentos estão rodando em minha mente no momento e a distração é fácil, no entanto preciso focar a atenção na tarefa em minhas mãos. O sucesso de um primeiro jantar ou encontro com Jussara poderia definir nossa relação para o futuro. Certamente ela me vê como um filho e eu não tive uma figura de mãe por alguns anos, então ter alguém para conversar e interagir é importante.
            Lá no fundo de minha mente aparecem os temas:
            -  ICB, frequentar a igreja, falar com o mestre, praticar a bondade e a paz entre as deusas;
            - Ricardo, será que está vivo? Houve sequelas? Vai me pagar? Vai sair de fininho para fugir de suas obrigações? Será que me importo com o resultado? Creio que o importante é que ele fique bem e que venha o próximo cliente.
            - Tiberius, faremos a casa de banho? Será que vai ser uma boa ideia? Penso em vantagens pessoais pra mim com essa empreitada, seria muio bom poder ter algum dinheiro sem ter que trabalhar tanto.
            - A armadura para o cavalo ou centauro da corte, talvez o projeto mais importante, mais enrolado até o momento. Preciso ver como estão Lester e Nester. Se poderemos usar outra forja para aproveitar o Liônio e terminar peça. Além de terminar a peça precisaremos adicionar o couro.

            Bem no fundo está a questão do sentimento e a magia. Durante a luta que tive no mercado tinha um sentimento pela sobrevivência em jogo, aquele gatilho disparou alguma coisa, uma coisa fraca, mas disparou algo. Sei que senti algo naquele momento. Porém qual sentimento estaria ligado a cada magia? Desejo estaria ligado com fogo, qualquer desejo? Talvez a bondade estaria ligada com a magia do AR de Angelina, como o caso na ICB? Então o que estaria ligado com a magia verde?

           Opções:
           Imaginando que seria dispensado por Jussara retornarei para a forja.
           Se ela quiser que fique mais tempo, ficarei.
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    Mensagem por Leomar em Ter Mar 05, 2019 10:32 am

    - Já vai? - Ela olha pela janela. - Mm, entendo. - Deixe-me guardar o resto da carne para você levar!

    - Ah, não precisa. Fique para você e seu filho.

    - É mesmo um rapaz muito generoso! Deixe-me então preparar algo para tomar depois, para ajudar testar sua magia. - Ela mistura três ou quatro coisas num saquinho. - Aqui. Não dá para preparar algo para três elementos, pois até onde sei o melhor é tomar algo para cada um separado. Não tenho muita coisa potencializadora de terra, então tome isto para potencializar o ar. Coloque em água fria ou morna duas ou três horas antes de preparar, e esquente só até começar a ferver, quando a água aparecer as primeiras bolhinhas, já tire. Até poderia ferver para realçar o sabor, mas se ferver, terá de beber ainda fervendo, pois se esperar esfriar depois de fervido, o efeito terá passado. Você pode por um pouquinho de raspas de casca de limão e açúcar, mas não exagere, pode parecer meio sem graça sem açúcar, mas elas irão harmonizar bem seus fluxos. Alguns estudiosos de Ajros dizem que o melhor momento para se tomar é no alvorecer, enquanto se pratica meditação antes do desjejum, mas qualquer momento até lá pelas 15:00, quando ainda tem muita luz de Hélius pode ser tomado. Só evite tomar a noite ou de madrugada.

    Ela massageia os ombros e braços de Ka antes de colocar a armadura. - Tanto metal direto no corpo deve ser doloroso!

    Ka pergunta sobre o que trazer da próxima vez.

    - Ah, não tenho muita frescura, como o que tiver, carne ou salada... - Já que agora sabia que era akvlandana, e não fajrense como suspeitara, ela de fato não mostrou frescura ao pernil, que no continente dela é tida como uma carne inferior. - Eu sempre faço qualquer coisa com os temperos que tenho, e Kandel de tempos em tempos consegue frutas no porto. É a vantagem de se trabalhar lá, hihi. - Frutas são raras em Dafodil, o grosso das vendas é de frutas secas, passas ou no máximo polpa. Frutas frescas são caríssimas e normalmente chegam pelo porto, um dos muitos motivos que faz o porto ser um dos pontos mais disputados da cidade.

    Depois que sai, Ka sente o cheiro pesado da cidade, e percebe como o cheiro da casa de Jussara era agradável, e principalmente o cheiro de Jussara, agora que percebeu que ela estava perfumada, um dos motivos pelo jantar ter sido tão agradável.

    Ele começara acostumar com aquele carinho maternal, mas ainda estava meio confuso. Gostava deste carinho, mas não conseguia parar de pensar no decote dela também. Jussara até usava um decote discreto, mas suas curvas eram generosas, e olhadas furtivas para o seu seio eram inevitáveis. Ka até pensa que seria bom se ela fosse gajana: as gajanas usam roupas pesadas que escondem a cintura e principalmente as pernas, mas usam decotes bem generosos pois a cultura adora símbolos de fertilidade, e nada representa mais a fartura do que mamas grandes.

    Sua mente dava voltas com vários assuntos, e acaba chegando à forja mais tarde do que pretendia, pelo menos não fica reparando nas misérias da cidade. A noite vinha chegando, a forja ainda estava com uma cara de "morta", mas já não tinha ninguém do lado de fora. A fornalha tinha sido limpa, algo que só faziam totalmente duas, três vezes por ano e portanto ainda estava apagada. O calor não tinha dissipado totalmente, e ainda seria o bastante a noite toda para não sentirem frio, mas não seria uma noite quente como todas as outras.

    Os ferreiros, "semi-oficiais" ou aleatórios, se apinhavam na metade mais afastada da forja. Até a ajudante de Lester, Naari, tinha deitado num canto, perto do seu instrutor (ambos muito bem vestidos e sem segundas intenções, mas bem pertinho). Lester acaba acordando quando Ka chega. Ele também estava acostumado dormir mesmo com o barulho (às vezes infernal) da forja, mas se levanta quando percebe o colega.

    - Ah, que bom que voltou!

    - E o Ricardo? Está melhor?

    - Está, está. Tem mesmo certeza que valeu esforçar tanto para salvá-lo? (pausa) - Mas veja, consegui forjar um molde em outra forja e o teste com peso foi ótimo!

    Ele tinha duas das placas praticamente prontas, a direita e esquerda lombar, juntando com as placas traseiras a armadura estaria praticamente pronta.

    - Fez teste de perfuração?

    - Tá louco? Estragar um material deste com teste sendo que ele nos apertou o tempo? Se aquele seu pergaminho for preciso, não creio que seria preciso teste de perfuração. E esta liga parece ser não reaproveitável. - Isto significava que, se a peça quebrasse, não poderia ser re-fundida, pelo menos não numa forja comum. - Mas veja o peso, e tenho quase certeza que a resistência equivale da Cr-Mo!

    A peça estava mesmo bem leve. O "quase" e a falta de teste poderiam ser problemas para alguém obsessivo com certeza, e a armadura tinha ligas diferentes em partes diferentes, isto impediria dela ficar 100% perfeita, mas poucos perceberiam, e com um pouco de sorte, a armadura dificilmente encararia uma situação real além de seus limites, mas só o futuro diria. Caso estivessem dispostos a deixar alguns detalhes passar, era só fazer as peças menores (provavelmente de aço mesmo) e já conseguiriam entregar no fim do dia seguinte ou no próximo.
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    Mensagem por Christiano Keller em Ter Mar 05, 2019 11:51 am

    Ka,

           Jussara foi muito bondosa, gentil e aquele corpo não saia de minha cabeça, por que? Os corpos das mulheres em geral sempre chamam a atenção, mas depois de fazer uns 15 anos eles começaram a ficar mais interessantes. Aahh aquele decote...

           Ao chegar na forja e conversar com Lester vejo que ele tem razão. Posso até dizer que optamos por materiais diferentes para oferecer proteção diferente para as partes vitais com o valor que estava disponível. No entanto creio que o que fará maior diferença será a parte de couro do tal peixe do demônio. Até penso na armadura cheia de flechas, mas o usuário sem nenhum ferimento instigando o terror nos inimigos pois ele não cai.
           -- Bom trabalho Lester, realmente um bom trabalho. Usaremos isto para terminar a armadura e diremos que usamos materiais diferentes tentando melhorar a a proteção de cada parte do corpo. Logo poderemos adicionar o couro e terminar com isso. Faço uma pausa olhando ao redor. Posso dormir aqui perto hoje? Volto e confiro se a porta ficou fechada direito. Como conversei com Lester posso ter me distraído, até reparei em Naari que deve ter um corpo bonito apesar de não usar decote.

           Me acomodo ali perto de uma parede, não colado à parece ou aos outros, apenas perto. Deixo a mochila no lado da parede meio com travesseiro e o martelo do outro lado para não afaster-me do local. Por um momento lembro do comentário de Jussara sobre noites frias e a chegada do inverno. Um sentimento de solidão se aproxima de mim, estaria sozinho neste mundo? Sem família? Sem amigos? Lester comentou se eu tinha certeza que valeu esforçar-me tanto para salvar Ricardo, ora, uma vida deve ser salva. Não é o mesmo que eliminar o mal, Ricardo tem seus defeitos mas tem um espírito que pode ser salvo. Porém será que seria o mesmo comigo? Se ocorresse algo pensariam se vale o esforço por salvar-me? Não importa se eu fizer boas ou más ações, apenas pensarão de forma egoísta se vale a pena para eles salvar-me.

           Faço uma prece silenciosa para Angelina.

           Após a prece o sentimento desaparece pois lembro que há bondade no mundo. Há a minha bondade. Eu ajudei Jussara quando ela foi atacada, eu ajudei Ricardo quando ele se envenenou. Eu fiz muitas outras coisas boas e continuarei fazendo coisas boas sem me importar com o que os outros pensarão de mim. Digo baixinho assim pra mim mesmo apenas escutar minha voz saindo, como se fosse para a deusa onipresente escutar:
           -- Obrigado Angelina.

           A iniciadora seria depois de amanhã, será que deveria tomar a bebida antes do culto ou do treinamento? Ou deveria tomar amanhã mesmo para dar um tempo e no outro dia na segunda a segunda dose poderia ter um efeito melhor? Bom, ela disse pra tomar no alvorecer, enquanto se pratica meditação antes do desjejum. Vou fazer isso, não sei se estas ervas podem estragar até o outro dia.

          Ainda envolto em meus pensamentos as coisas se misturam e o sono chega silenciosamente fazendo uma lambança com as imagens em minha mente de Angelina, decotes e a armadura.

          No dia seguinte ao acordar preparo a bebida conforme as instruções de Jussara. Coloco em 500 ml de água fria três horas antes de preparar, enquanto isso ajudo a acender o fogo da forja e faço uma meditação como aprendi na ICB com a vasilha no colo. Esquento com distância do fogo só até começar a ferver, quando aparecem as primeiras bolhinhas, já tiro. Aguardo esfriar um pouco para não me queimar e bebo a infusão como se fosse remédio. Ainda bem que a comida de ontem foi boa, pois após 3 horas esperando pra comer a fome já tá chamando.
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    Mensagem por Leomar em Sab Mar 09, 2019 11:09 am

    Forjando o Destino (Ka) - Página 5 IMG_20190309_085657

    ...diremos que usamos materiais diferentes tentando melhorar a a proteção de cada parte do corpo.

    Lester coça o queixo: - Precisamos dizer? Vai que ele não pergunta.

    A névoa toma conta das ruas a noite. Quando a névoa ficava densa assim (o que era comum em Dafodil) coisas estranhas aconteciam. Alguns acreditavam que eram atividades de fantasmas que desencadeavam isto, outro que era a névoa que desencadeava atividade de fantasmas. Há quem acredite que a névoa está ligada aos portais planares. De qualquer forma deve ser algo ligado ao plano espiritual.

    Seria uma noite fria, e provavelmente triste. A forja ainda mantinha seu calor latente, mas não tanto como outras noites, Ka sente um pouco de frio. De manhã a névoa continuava densa. Gemidos difusos e espaçados foram ouvidos a noite e de manhã continuam. Manhãs assim costumam espalhar corpos pelas ruas (seja por conta do frio, assassinatos ou suicídios) e algumas carroças passarão para arrastar o "lixo" para o porto (ainda assim muitos esbarrarão com corpos aqui e ali, os lixeiros não fazem questão de trabalhar bem nem rápido).

    O clima não estava disposto a ajudar, mas Ka estava decidido a não se abater. Já que a forja tinha sido limpa à força, ele põe o carvão novo na fornalha (algo que não faziam com muita frequência) o que faz diminuir metade do estoque (daria para vários dias ainda, mas terá de ser reposto futuramente). Toda a estrutura da forja geme com a mudança de calor até reestabilizar. Ela esquenta mais rápido do que esfria, ainda assim demorará um tempo até seu ponto normal.

    O gosto do preparado não era nem bom nem ruim, apenas sem-graça, como tomar água quente num copo gorduroso com mato dentro.

    OBS.: Ka está fisicamente bem. Talvez até se for fazer qualquer coisa ligado à percepção, ganhe uma pequena vantagem. Percepção envolve qualquer um dos cinco sentidos e até as "intuições" mágico-místico-espirituais.

    Mentalmente não sente esta diferença a menos que queira gastar uns minutos para treinar ostensivamente a percepção. Mas há de levar em conta que o clima não está ajudando, pois não tem como ficar feliz demais enquanto a névoa opressiva estiver pairando.

    Forjando o Destino (Ka) - Página 5 IMG_20190309_0856577043a454f05cfd29

    off: Bom, o que há para se fazer é basicamente tudo que tinha para se completar no dia anterior. A armadura está quase pronta para ser montada, falta as peças de arremate (que você pode fazer ou deixar na mão dos outros) e falar com o coureiro Yasfen e com Ĥarin.

    Ela vai apresentar algumas pequenas falhas, pois vocês correram e tiveram que usar ligas que ainda estavam testando, mas ainda assim é o bastante para apresentar mesmo não estando perfeita. Pode talvez negociar mais tempo, levar as peças já prontas até a Torre do Alquimista ou se achar melhor pode perguntar se Ĥarin não poderia ir até a forja para ver o trabalho quase pronto. Pode fazer isto logo cedo ou pode esperar mais um dia para ter tempo com as peças de arremate.

    Não vai precisar se preocupar com Ricardo por enquanto, ele tá melhorando, embora provavelmente não vá trabalhar hoje.

    Diga perto de qual número no mapa provavelmente passará mais perto. Mesmo que queira deixar as coisas da armadura e/ou templos para mais para tarde ou fim de tarde, considere que está explorando a cidade (ocupando-se de assunto menores, como pequenas compras, sair pra comer ou só por andar mesmo).
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    Mensagem por Christiano Keller em Sab Mar 09, 2019 10:28 pm

    Ka,

    O novo chá desceu sem graça, talvez se eu tentar algo com a magia aconteça algo. Como gosto do fogo da forja, sempre fiquei a observar como queimava e o fluxo de ar ajuda o fogo. Sendo que tomei algo para mana branca, supostamente do AR, penso no gesto que fiz com a mão na luta mas num gesto de empurrar o AR para o fogo. Não é um abano propriamente dito, mas um aumento no fluxo de ar poderia ser notado no fogo ajudando a perceber se algo estava acontecendo. Vou ficar ali tentando, brincando com o fogo, orando um pouco por pelo menos 1 hora. Até falo baixinho:
    -- Como Angelina fez Piro, ajude o ar dar vida ao fogo. Penso, se me ouvirem falar isso vou ser visto como louco, talvez por inalar muita fumaça. Então resumo os pensamentos e meu desejo de ver o ar acender o fogo. Como Angelina fez Piro, ajude o ar dar vida ao fogo. Procuro sentir a magia passando por mim, acumulando em minha mão direita, antebraço direito e saindo como um jato ou fluxo de ar para dentro do fogo. Observo o alvo sendo atingido pelo ar, a força do golpe de ar, o carvão em chamas recebendo o ar fresco, a força vermelha do ar no carvão até que o fogo brilha forte para crescer e penso para onde o ar vai após acertar o alvo e subir pela chaminé.

    Não é que eu seja um bundão, mas já que tem alguma coisa estranha acontecendo lá fora prefiro deixar os outros irem na frente. Se eu estiver morto não vou ajudar ninguém. Um dia quem sabe eu possa enfrentar essa névoa espiritual. Penso em Jussara e seu filho por um momento, o que me trás para o mundo real. Há coisas para fazer. Aviso Lester:
    -- Lester, bom dia. Você está certo, não vou mencionar nada sobre os materiais diferentes se ele não perguntar, porém já temos uma resposta combinada. Vou ver o coureiro, quer algo da rua? Faço uma pausa para ouvir a resposta dele, passo a mão na cabeça e faço uma cara de quem lembrou algo. Pensei em trazer alguma comida e uma bebida para comemorarmos esta armadura, o que acha de um jantar simples de comemoração quando recebermos?

    Para as atividades que tenho que fazer passarei na seguinte ordem: 4 na ida para ver o coureiro, depois 6 para comprar as coisas de Lester ou até meus pequenos suprimentos para jantar e 5 para retornar para a forja.
    Preciso melhorar minhas habilidades com trabalhos manuais. Acho que refazer este elmo seria uma boa ideia, talvez possa fazer um elmo novo pois este está bem ruim. Treinarei por 3 horas hoje, ao final do dia, as minhas habilidades manuais.
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    Mensagem por Leomar em Dom Mar 10, 2019 4:20 pm

    Depois de colocar fogo nas primeiras pedras de carvão, Ka brinca com a fornalha. A principio ele imaginava forçando o ar para alimentar as pedras que ainda não estavam incandescentes, depois as que estavam, depois alguns lugares na fornalha... mas nada acontecia. Ele tentava fazer o mesmo gesto que fez no mercado negro, mas não tinha sucesso.

    Bate-lhe um pequeno desânimo. Ele percebe uma parede de metal da fornalha estalar, algo que sempre acontecia quando era reaquecida. Ka faz um gesto com a mão acompanhando a onda de calor de baixo para cima, ao lado da parede. Enquanto ela vai esquentando, ele percebe estas ondas e micro-correntes de ar, gesticulando na direção delas. Até aí, nada demais.

    Ka começa tentar prever como estas ondas de calor vão subir. Parecia bobo (ou criança) brincando com as mãos, mas aos poucos ele percebe que, embora as colunas de ar subissem aleatoriamente, ele conseguia perceber seus movimentos antes delas mudar. Com um pouco de treino, Ka começou a perceber quando e onde uma nova onda de ar ia surgir ou pra onde ia virar antes delas surgirem ou virar.

    Aquilo deveria ser alguma coisa. Ele queria direcionar o ar para um direção, mas já que não conseguia, e se seguisse com as mãos as direções que o ar escolhia por "vontade própria"? Ka sente micro-variações, como se ao fazer isto as correntes ficassem mais fortes por partes de segundos. Com isto as chamas subiam mais alto. Apesar do efeito pequeno, ele se entusiasma, vendo a fornalha aquecer bem mais rápido.

    "Eu consigo 'ver' o caminho que a mana do ar faz?"

    Ka se afasta um pouco da fornalha, afinal já estava começando ficar quente demais. Ao ver Lester ele sugere uma comemoração, que pega o colega meio de surpresa.

    - Um jantar de comemoração? Nunca fizemos nada disto antes! Mas é uma ideia muito boa! Pode pegar uma parte do meu lucro para ajudar neste jantar. Já vai entregar hoje? Será que ele pagará tudo?

    Faltavam ainda um ou outro ajuste, mas se Ka quisesse, a armadura poderia ficar pronta até a hora do almoço. Se segurasse mais um dia ou dois, poderia rever as imperfeições, mas Ĥarin estava cobrando velocidade, ele teria que engolir um ou outro defeitinho se quisesse ela entregue em tempo recorde.

    Ka resolve que a primeira coisa a fazer é ir até Yasfen. A névoa ainda estava densa, mas não tinha como não encará-la, pois poderia demorar dias daquela forma. Yasfen tinha terminado sua parte. O estofado era de couro de peixe-demônio por cima e outro um pouco mais macio embaixo. Yasfen reclama que se não o tivesse apressado tanto ele poderia ter feito ainda melhor. Yasfen fez as costurar inferiores e deixou um aprendiz fazer as da parte de cima.

    Quem olhasse bem realmente perceberia a diferença das duas costuras, a parte de baixo estava quase perfeita (e teria ficado perfeita com mais três dias) e a de cima ficou apenas boa. Porém no geral era uma peça de qualidade acima da média, embora não perfeita.

    - Talvez a costura ceda depois de quatro, cinco meses de uso, e tenha que ser refeita, mas é o que deu para fazer com este prazo, e não vou dar desconto por isto, aliás o preço ficará 50 kons acima do que tinha combinado.

    Ka adianta 20 kons e diz que negociará o resto. Sabia que Ĥarin não reclamaria de 30 kons a mais, 50 já não tinha certeza. Yasfen passa as últimas medidas e Ka fica satisfeito que sua parte de metal tinha ficado quase dez quilos abaixo do que o coureiro calculou como "possível dar problema", graças a Lester ter conseguido manipular a última peça com aquele tal liônio.

    Ele volta à forja com o acolchoado, ainda não eram onze horas, poderia levar tudo à Torre do Alquimista, ou pedir para Ĥarin ir até a forja logo após o almoço. Clientes muito frescos poderiam achar incomodo demais (ou indigno de suas 'nobrezas') terem que IR até a forja. Ĥarin parecia um pouco exigente, mas não tão fresco. Se ele aceitasse ir até a forja, Ka poderia fazer ajustes de última hora, que não poderiam ser feitos se ele tivesse que levar até a Torre do Alquimista. Na pior das hipóteses, Ka perderia mais um dia se tivesse que levar a armadura, trazer de volta, ajustar e levar mais uma vez, a no dia seguinte ele ainda queria ir na Igreja Cisne Branco.

    Após resolver o que fazer em relação à armadura, Ka vai fazer algumas compras, preferindo uma área comercial próxima. A névoa ainda está densa e compromete a visão a uns 5 metros a frente, sendo praticamente impossível ver além de 8 metros.

    (R.Oc. Percepção passando na rua 6)

    Ka escuta alguns rosnados atrás de si, pareciam cachorros e ainda estavam longe, mas mesmo longe, ouvir um cachorro e não conseguir vê-lo era um problema.

    Ka redobra a atenção, procura fazer as compras o mais rápido possível. Era estranho que algumas pessoas que também estavam na área do comércio, pareciam nem ter ouvido os rosnados. Mas outras ouviam, e inevitáveis "você ouviu isto?" eram falados aqui e ali, mas as pessoas viravam o pescoço para vários lados e não viam muita coisa.

    Ka resolve voltar pela rua 5, ao lado das galerias e minas. As galerias eram um lugar no mínimo curioso, onde luxo e lixo andavam juntos num caos de dar inveja a alguns infernos.

    (R.Oc. falha, fuuuu)

    Ka se apressa, bastaria virar a esquerda e correr, se trancar na forja e o que for que tivesse rosnando ficaria para trás. O som aumenta. A pressão de Ka também aumenta. Ele vê coisas brancas nos telhados, se movendo. Com a maldita neblina pareciam nuvens densas correndo no meio de nuvens menos densas. Antes que ele pudesse entrar em sua rua, uma destas "coisas brancas" corre pelos telhados mais rápido que ele, e pula na rua com muita agilidade, esta "coisa branca" tinha o tamanho de um cachorro, e aos poucos vai parecendo com um, embora nenhum cachorro normal pularia de um telhado para a rua daquele jeito.

    Para piorar, outra "coisa branca" passa por trás de Ka. Ele tem a impressão de que a coisa atravessou ele, ou teria pulado por cima de sua cabeça, o empurrando? Ele cai para frente. Quando se levanta, tem a impressão de ver algo assim:

    obs.: só que seriam mais brancos que a imagem, se confundindo com a neblina, como envoltos em fumaça que por sua vez estava envolta na neblina.

    Forjando o Destino (Ka) - Página 5 Chupacabra-myth

    O que quer que fosse aquilo, não eram cachorros, e Ka conta pelo menos três, dois já nas ruas e um nos telhados.

    off - opções:
    terá de jogar destreza, seja para atacar, seja para correr.

    opção 1) atacar o que está na rua da forja.
    Desvantagem: mesmo se acertar ele, terá de fazer outro teste de destreza para correr, e dificilmente escapará de lutar com no mínimo mais um deles.

    opção 2) atacar o que está na frente.
    Desvantagem: você fica na raça, lutando com cada um deles. É bem honrado, se sobreviver...

    opção 3) correr para as galerias.
    Desvantagem: já viu aqueles mercados árabes, que ficam em ruas cobertas, cheios de gente e barracas? É daquele esquema. Não tem lugar para correr sem esbarrar em um milhão de obstáculos. Mas pelo menos tem muita gente e as "coisas brancas" podem atacar elas ao invés de você, vai ser um caos.

    opção 4) correr para frente.
    Desvantagem: mais a frente, embora não seja rua sem saída, as minas fazem um beco. É possível que as "coisas" te encurralem lá na frente caso falhar na destreza, neste caso ainda poderá jogar uma segunda destreza para ver se consegue uma entrada para as minas.

    opção 5) correr para as minas (é como entrar nas galerias, mas ao invés de virar para um lado, vira pro outro).
    Desvantagem: lá dentro é fácil te encurralar. Você pode até dar sorte de um ou dois irem caçar nas galerias e te esquecer, ou se perderem dentro das minas (tem alguns recursos que pode usar lá dentro), mas dependendo do inteligência e olfato deles, você pode vir a precisar lutar com todos. Tente não suar.

    Qualquer outra opção menos óbvia, rola 1D12.

    Dos testes de Trabalhos Manuais, acertou só um, mas como treinará a noite (se chegar vivo antes da noite) ainda não falei nada. Precisa mais dois testes para conseguir aumentar a perícia, mas isto pode ficar pra outro dia.
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    Mensagem por Christiano Keller em Seg Mar 11, 2019 12:21 pm

    Ka,

          Em uma fração de tempo tomo a decisão de correr para as galerias. Em minha mente pensei apenas:
          Merda, merda, merda, correr ou lutar ou esconder?
          Não dá pra vencer uma coisa dessa na corrida. A última luta que me meti era quase um pra um e não deu certo, agora três pra um é um sinal de que vai dar problema. Sobrou a opção de esconder-me em meio as outras pessoas na galeria.
          Corro e seguro o martelo firme com as duas mãos...

          ...ao tirar o pé do chão para iniciar a corrida tenho uma pequena visão do que seria meu futuro se conseguir chegar na galeria...
    OFF:
    Não sei se conseguirei passar no teste de corrida, mas veja a loucura a seguir. Achei que seria mais dramático do que cair na rua e ser subjugado pelos animais.

           ...estaria eu transformando-me em um covarde? Ao fazer isso colocaria a vida de inocentes em risco, poderia tornar-me uma pessoa má? O sentimento sombrio aperta meu coração e num momento de puro desespero, até talvez loucura; paro logo na entrada, porém dentro da galeria, me viro para observar a rua e grito para as pessoas por ali:
          -- Animais ferozes na rua, animais ferozes na rua! A decisão foi tomada, iria lutar para defender as pessoas inocentes e este seria meu destino. O martelo da forja seria o martelo da justiça, a paz seria o exemplo de Angelina e Jara, porém o fogo de Piro seria usado para transformar o mundo. Que a sorte esteja do meu lado.
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    Mensagem por Leomar em Qua Mar 13, 2019 9:54 pm

    Ka dispara em direção às galerias. Normalmente não era de correr muito, mas o sentido de auto-preservação fala mais rápido, e ele ignora o peso da armadura. Ka correndo era tão barulhento como uma banda de demônios tocando percussão, só sua visão correndo como um doido numa armadura de forjador, fazendo barulho como um terremoto e gritando já deixava outros em pânico, quando as criaturas aparecem atrás dele, aí o terror se alastra.

    Mas a névoa estava densa para aquelas pessoas na galeria também, e muitos olhavam sem entender o empurra-empurra e de onde vinha o perigo ou o que era perigo, alguns inclusive corriam para a rua lateral, onde as coisas brancas caninoides estavam.

    Não tinha como aquilo não dar merda!

    Ka poderia se esconder e proteger no tumulto, era um instinto de preservação, e ninguém poderia julgá-lo, afinal não era um guerreiro. Mas vendo tantas pessoas em perigo, um sentimento ainda mais forte e faz parar. Ele empunha o martelo, esperando que outros pudessem fazer o mesmo, embora a maioria das pessoas em volta ainda estavam sem entender o que estava acontecendo.

    (R.Oc.)(R.Oc.)

    Como tragédia pouca é bobagem, no meio do corre-corre empurra-empurra, uma criança (aproximadamente 5-7 anos) fica parada no meio da rua, andando olhando para os lados, provavelmente procurando os pais no meio da névoa e do caos. Era um alvo fácil.

    "Por favor, não vá pro lado dos cães!" - Pensa Ka.

    A criança vai pro lado das bestas.

    (R.Oc.)

    Ka alcança o menino na mesma hora que a fera ataca, ela morde a criança no braço, e Ka desce o martelo no seu pescoço logo em seguida. Mas ele sente que não acerta.

    Ou melhor: até acerta, mas a criatura vira fumaça, literalmente. E o martelo de Ka bate no chão.

    "Teria sido uma maldita ilusão?"

    O menino chora, e seu braço está sangrando. Sem o elmo e com a adrenalina a mil Ka analisa em uma fração de segundo que a ferida não era profunda. Cortara-o certamente, portando não podia ser uma ilusão, mas a ferida era superficial. Um cachorro normal arregaçaria o braço da criança numa única mordida.

    Uma mancha branca surge na névoa, e outra... Ka empurra o menino para trás de si, em choque, ele não faz nada a não ser chorar e se encolher. As bestas atacam.

    (R.Oc.)

    Duas daquelas coisas pulam em Ka, uma o mordendo no braço. Sua armadura o protege, mas ele sente os dentes da besta puxando. Uma ilusão também não poderia fazer aquilo. Ele sente novamente as criaturas passarem através dele, empurrando-o. Mesmo com a armadura ele sente um corte. Jogando o martelo, outra criatura vira fumaça na sua frente.

    "Por que Akaŝa tinha que ser tão estranha?"

    As criaturas não conseguiam ferir Ka gravemente, mas ele também não conseguia acertá-las, e tinha a impressão de que, depois de virarem fumaça, as coisas se "condensavam" novamente e voltavam atacar. Porém ele não podia fazer mais nada. Outra figura branca aparece nos telhados, próximo já. Aquilo não estava nada bem.

    Mas uma segura figura, mais escura de mais humanoide, também chama atenção de Ka para os telhados, pouco depois ouve-se um grito de uma criatura atingida.

    Ka continua tentando afastar as coisas com o martelo, protegendo a criança, quando um homem vestido de azul pula do telhado para trás de uma das criaturas, e a acerta com uma espada. O bicho grita, não como um cão, mas como um porco. Se contorce no chão, e acaba virando um monte de fumaça branca também. As bestas esquecem de Ka e se viram contra o novo atacante.

    (R.Oc.)

    Nova estocada, mais uma criatura no chão. Outra tenta fugir, mas o guerreiro a persegue, ele vira apenas uma mancha azul escura no meio da névoa, mas enfim um novo grito de dor, e então tudo fica silencioso.

    Ka se esforça para não perte a mancha de vista, até que ela se aproxima, tomando forma.

    Forjando o Destino (Ka) - Página 5 3.5_concept_legion_elyos

    O guerreiro usava camisa de mangas compridas e um tipo de saia longa, azul escuro. Sua camisa parecia couro, mas olhando de perto dava para ver que era um tipo de tecido mais grosso. Usava um peitoral de metal por cima. Sua espada estava limpa, não parecia ter derramado sangue, mas desta vez as criaturas não pareciam se "condensar" no ar novamente, e não houveram mais ataques.

    O guerreiro guarda a espada: - A criança está bem?

    Ka agora se volta para o menino, este saindo do estado de choque tenta correr para a névoa, mas Ka o segura pelo braço, sem ser duro, mas com força bastante para uma criança.

    - Não é seu filho, certo? - O outro se aproxima, e também observa o braço do garoto, ele grita algumas coisas, mas não era Esperanto. - Sabe que língua é esta? - Ka balança a cabeça. - Ele tem que ser tratado. - O guerreiro olha de um lado para o outro, depois volta para a criança, segurando a barra da própria saia, ele põe o tecido sobre o ferimento e segura o braço da criança. - Acho que não foi profundo, mas consegue encontrar os pais dele enquanto olho isto?

    observações:
    Passado o primeiro momento de espanto, você pode parar para analisar um pouco a cena. Se o guerreiro ajudou, não há porque ter medo dele. Ele não se apresentou, mas deve ter sido só porque está preocupado com a criança.

    Você pode fazer uma ou duas perguntas rápidas para ele, enquanto olha na névoa, para ver se algum pai ou mãe parecem estar procurando uma criança.

    O menino parece bem, só muito amedrontado, e ele não fala Esperanto, o guerreiro fala algumas palavras de incentivo para o garoto, mas provavelmente ele não entende bulhufas.

    Rola percepção, se sair de 10 até 14, o pai vai aparecer, procurando a criança, se sair menos de 10, aparece a mãe, mais de 14 uma ou outra pessoa aparece receosa, tentando ver o que aconteceu e se o perigo passou, mas não conhecem a criança nem viram seus pais, estavam só fugindo do perigo.

    Nenhuma nova criatura aparece por enquanto.
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    Mensagem por Christiano Keller em Qui Mar 14, 2019 12:47 am

    Ka,

          -- Me chamo Ka, senhor. Vou procurar os pais da criança. Levanto e olho para os lados procurando adultos que se pareçam com a criança, talvez roupas similares. Também digo ainda perto do guerreiro. Se puder ensinar-me como se livrou das criaturas ficarei lhe devendo 2 favores , senhor. Essas coisas não são venenosas, certo? Se ele responder agora, ouvirei a resposta, se não sigo à procura dos pais da criança. Algo me diz que não terei tanta sorte.
          Dou alguns passos mas não muito longe e falo em Moloke e Esperanto algumas vezes. Criança perdida, criança perdida. Em alguns lugares é comum colocar a criança nos ombros para que os pais ou pessoas que a procuram a vejam, mas com essa neblina é difícil ver qualquer coisa.
          Penso enquanto procuro que talvez tenha feito a coisa certa apesar de ter começado errado. Um sentimento de gratidão enche meu coração e "Obrigado Angelina" aparece em minha mente. Ainda bem que esse guerreiro apareceu pois aquelas coisas teriam feito picadinho de mim. Agora como acharei os pais desta criança?
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    Mensagem por Leomar em Sex Mar 15, 2019 9:39 pm

    - Ka? Isto é diminutivo de que?

    - Não, senhor, é só Ka mesmo!

    - Mm, ok Zans Ka. Eu sou Anphilóphio Teobaldo Quelane Terceiro, mas pode me chamar só de Êlane. - Em Akvlando Êlane era nome masculino, mas em Fajr-Regno e Ajro era feminino, o que seria engraçado numa situação normal, mas Ka não comenta nada. - Bom, a explicação básica é que minha espada é banhada em águas sagradas. De qualquer forma fizestes bem ao atrasar as bestas. Se seu martelo fosse abençoado, talvez tivestes devolvido uma ou duas para os infernos. Eram bestas demoníacas do Primeiro Círculo*, são relativamente fracos, mas dão trabalho. E podemos dizer que são venenosos. Fostes ferido?

    Ka retira a luva, e mostra que a tal besta demoníaca havia deixado uma pequena marca com dois furos e um arranhão na pele.

    *Círculos: acredita-se que existam, nos planos espirituais, sete Círculos Infernais e sete Círculos Celestes, embora alguns acreditem haver outros lugares diferentes destes quatorze, eles são os mais famosos. No caso o Primeiro Círculo Infernal é de onde vêm os demônios mais fracos, o Segundo Círculo são um pouco mais fortes, do Terceiro um pouco mais ainda, e por aí vai. A sorte do Plano Material é que demônios dos últimos Círculos não conseguem invadir o Plano Material.

    - Sua armadura protegeu bem. Mantenha limpo e não deverás ter problemas. Tens sabão? Caso contrário se lave no rio. - Embora possa ter soado um pouco esnobe, Dafodil era uma cidade pobre, e muitos consideravam sabão um artigo de luxo. Talvez Êlane nem tenha percebido o tom. Ou talvez era um pouco arrogante mesmo. - Mas tenho que cuidar da criança. Sabes onde fica o templo mais próximo?

    - O mais próximo é o Grande Templo de Piro. - Ka aponta, mas Êlane faz careta.

    - Qual é o segundo templo mais próximo?

    Ka indica como chegar ao templo da Cisne Branco.

    - Vou levar a criança ao templo, se encontrares os pais dela, digam que procurem a mim. Ou se tu passares mal, procures a mim também. Senão talvez encontremo-nos no dia sagrado.

    Ele coloca a criança no colo, e caso não tenha mais nada urgente a falar, ele sai correndo. E corria rápido para um humano. No cartão tinha algumas letras estranhas, provavelmente Yrdok e também escrito em Esperanto: "Teobald Kelan, Caçador de Demônios, Ônix, 54. Só a Virgem nos trará Paz"

    Não imediatamente, mas de forma rápida após a morte das bestas, a névoa fica bem menos densa, e todos já podem ver quase normalmente. Ka talvez fique preocupado quanto o ferimento, mas num primeiro (e segundo) momento não sente nenhuma dor ou algo estranho na mão e punho, talvez não precisasse se preocupar com isto até o dia seguinte, quando teria culto.

    Quanto à criança também não podia fazer nada por enquanto, sabe-se lá pra onde os pais tinham ido na confusão ou mesmo se estavam com ela na hora do tumulto. Mas por enquanto ela parecia entregue a boas mãos.

    Apesar de tudo, isto ocupou só uma pequena parte da manhã. Quando voltar pra forja, já com o estofado de Yasfen, Lester vai estar acertando detalhes na armadura. Por ele, vocês trabalhariam mais um dia ou dois, mas se quiser apresentar o trabalho já, ele termina de montar rapidinho.
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    Forjando o Destino (Ka) - Página 5 Empty Re: Forjando o Destino (Ka)

    Mensagem por Christiano Keller em Sab Mar 16, 2019 12:30 am

    Ka,

         Que dia, penso comigo mesmo. Demônios na névoa. Acho que preciso mesmo frequentar a ICB.
         Recupero o fôlego, penso onde arrumar sabão e se não vejo ninguém procurando pela criança nos minutos seguintes, vou embora comprar sabão.

         Uma vez em segurança na forja, lavo o ferimento com sabão, comento para Lester e Nester que podemos entregar a armadura amanhã a tarde, teremos mais tempo para ajustes finais e eu poderei ir até a celebração na ICB.
         Vou trabalhar com eles as minhas habilidades em trabalhos manuais para finalizar a armadura e treinar algumas coisas. Hoje não pretendo sair mais.

         Com o término destes trabalhos, o que poderia fazer agora? Qual objetivo seguir? Fico pensando nestes assuntos até a noite chegar. Faço uma oração pensando em Angelina e Jara antes de dormir.
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    Mensagem por Leomar em Qua Mar 20, 2019 7:32 pm

    Não importava o que acontecesse em Dafodil, aos poucos as coisas iam voltando ao normal e quase tudo se esquecia. Assim foi mais uma vez. A névoa se desfez, Ka não viu ninguém procurando a criança e por fim acabou parando de procurar também. Voltou para a segurança da forja.

    Havia um pouco de tumulto, mas isto acontecia com frequência em noites frias. Agora a forja estava quente novamente e até um pouco menos fedida, pela limpeza feita e o carvão novo, assim muita gente usava desculpa de fazer algum trabalhinho ali para ficar a noite. Como Tiberys cobrava um pequeno aluguel por estes trabalhos (mesmo que poucas moedas) ele não se importava se na verdade a maioria fosse apenas vadios procurando calor.

    Ricardo, que normalmente ficava controlando estes alugueis, já estava melhor, mas não tinha dado as caras ainda (Lester e Ka até agradeciam isto). Nester estava de mal humor, guardando tudo que podia num baú de ferro e praguejando, aparentemente um conjunto de pinças tinha sumido e não dava pra saber quem ali pegou. Não era um conjunto caro, mas ninguém gostava que suas ferramentas fossem mexidas, menos ainda roubadas.

    Lester arrumava detalhes na armadura. Como sempre ele gostava sempre dos detalhes menores, parecia um artista. Ka precisava de um novo elmo, e depois de ajudar Lester, começa trabalhar o novo molde. Ele pensa que, com o trabalho que Lester fez no liônio, um pouco de molibdênio sobraria. Quem sabe ele poderia usar um pouco para seu elmo...

    O molde fica melhor que sua tentativa frustrada da outra vez, no dia seguinte poderia escolher uma liga. Estava acostumado com a armadura extra pesada para o trabalho duro da forja, mas medita sobre o que aconteceria se usasse uma liga mais leve, isto prejudicaria seu trabalho? ou ajudaria?

    Também mantendo cuidado para que suas coisas mais pessoais não ficassem dando bobeira, Ka enfim dorme.

    Estava disposto a ir no primeiro culto da manhã, para não ter imprevistos, e assim o faz, depois da higiene básica e desjejum, ele parte para o templo.

    Muito do culto era passado em Sella ou Palla, e Ka fica meio perdido. O sermão porém era traduzido para Esperanto, e falava da vida após a morte. O Magna Calicem (como são chamados sacerdotes de média-alta hierarquia da Igreja Central. A Cisne Branco tinha sacerdotes próprios, mas também recebia sacerdotes da Igreja Central ou Sagrada Conduta.) começa perguntando quantos dos presentes se preparava para o pós-morte, se a única certeza dos humanos no mundo era a morte. Num sermão curto e objetivo (como costuma ser os voltados a Jara) ele explica que O Equilíbrio (doutrina de Jara) leva em conta apenas ações. Intenções podiam ser usadas para guiar a vida, ou justificar pequenos deslizes cometidos sem conhecimento pleno de causa, mas boas intenções não eram contadas no pós-vida, apenas suas ações práticas. "Até no Inferno há boas intenções!"

    Como Êlane tinha sugerido na véspera, ele acaba participando do culto da manhã e Ka facilmente o percebe entre outros membros no culto. Também estavam presentes os sacerdotes que tinha interagido na semana passada. Assim que acaba o primeiro culto, a maioria das pessoas sai sem demora, mas não os verdadeiros devotos.
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