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    Introdução - Chris

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    Hunter
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    Introdução - Chris

    Mensagem por Hunter em Qua 24 Out - 13:05


    -

    Era noite, clima ameno. As pernas começavam a arder. Um passo após o outro, sem um destino fixo, sem pressa, sem... razão. Um rosto desanimado, afogando o desespero em uma expressão de entrega ao subconsciente, uma expressão fria, sem sentimentos, uma expressão de estrangeiros, um estrangeiro que estivesse a ter seu visto expirado. O que faziam os estrangeiros? O que Chris iria fazer? Perguntas surgia à mente, algumas sem sentido, vinda apenas para atrapalhar um raciocínio inicial que parecia promissor, que parecia que chegaria a algum lugar. Outras perguntas importantes, que ajudavam a edificar uma escada para sair daquele 'lamaçal', mas que não conseguia resposta, e assim, a escada acaba por chegar a lugar nenhum. Um situação desesperadora, de fato. Existiam outras pessoas assim? Sim! Os estrangeiros. Chris ganhava um presente de sua mente depois de um surto, uma ideia. O que teria acontecido com aqueles que já estiveram na mesma situação antes? As respostas podem ser obscuras... boatos já circularam em que os que não são úteis são descartados, mas quem estaria em situação comum ou parecida com a dele no momento? Os estrangeiros. Sim. Os estrangeiros vem a Romdo na fuga do clima lá fora, onde tudo é destruição. Onde o ar é poluído e rarefeito, nocivo a saúdo se exposto por muito tempo. Todos os recursos são raros e contaminados. SObreviver fora dos Domos é uma tarefa árdua e muitas vezes, falhas, então, os estrangeiros são recebidos em Romdo e formado esquadrões ao mando do governo. Um salário em troca de serviços ao governo e, caso seja obediente as regras, não cause problemas e forneça bons resultados, os estrangeiros ganham o título de cidadão. Chris já é um cidadão. Um cidadão esquecido. Um título com seu valor gasto.

    Mais alguns passos. A boca seca incomodava. A longa e dolorida caminhada havia surgido um efeito positivo no final das contas. Uma luz em meio a escuridão e o fedor úmido de lodo. Era assim, a parte mais baixa de Romdo.

    -

    Olhos vermelhos surgem do breu e o desperta do mundo das ideias. Chris paralisa por um breve momento antes de seu cérebro gritar para seu corpo: CORRA! As pernas vacilam e se curvam. Chris cai ao solo, de joelhos.


    Christiano Keller
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Christiano Keller em Qui 25 Out - 10:50

    @hunter

    Chris

    Isso não é jeito de morrer, vamos reaja, faça algo, sua sobrevivência está em jogo. Vamos corpo, reaja, nossa sobrevivência está em jogo.
    Se for um problema? Preciso me esconder mas no chão não dá.
    Há como fugir? As pernas não estão prontas.
    Há como lutar? Não sei se terei forças.
    Preciso ganhar tempo...
           -- Quem está ai?
    Hunter
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Hunter em Qui 25 Out - 17:22

    A criatura se mostra um AutoReiv ao sair da escuridão. Veloz, mas não tão veloz quanto um disparo. Ou melhor, dois disparos. Alguem surgiu como uma luz no fim do túnel. O android estava no chão, abatido, bem em frente do rapaz. Seu salvador se aproxima. Ele usa uma espécie de conjunto todo vermelho escuro, em suas mãos, a arma estilo pistola que foi usada para derrubar o AutoReiv (AR). Seu rosto lhe mostrou algo em comum. Um rosto de bobo, de desânimo. Era um estrangeiro.

    Estrangeiro: - Vo-você está bem?

    Ele estica a mão para auxiliá-lo a ficar de pé. Uma olhada no AR e está com um tiro certeiro no olho direito e outro no ombro.
    Christiano Keller
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Christiano Keller em Qui 25 Out - 20:16

    @hunter

    Chris

    Faço um pouco de força para levantar ainda olho um pouco para os lados procurando alguma ameaça adicional ou testemunhas. Depois também olho para o AR e vejo se há algo de valor que poderia pegar para pagar uma refeição.
             -- As pernas ainda estão meio bambas do susto dos disparos ou do AR que saltou da escuridão. Essa foi perto. Obrigado, você salvou minha vida... não sei seu nome. O meu é Chris.
    Hunter
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Hunter em Sab 27 Out - 2:42

    Não havia mais ninguém por ali, apenas um corpo no chão, sem nada de útil consigo e o rapaz de vermelho, que se abaixa analisando o AR.

    - Meu nome é Vincent. Vincent Law. Essa foi por pouco! Desculpe, mas terei que arrolar você como testemunha.

    Vincent Law

    Apesar do rapaz ter salvo sua vida, sua aparência era comum, estatura mediana, sem nada especial, aparentemente. Apenas uma mira excelente, que no caso foi crucial. Sua função como "caçador" do governo era comum estre os estrangeiros, nisso lembrou-se de seus pensamentos antes do acontecimento. Surgiu naturalmente então, a curiosidade: Seria aquele homem, Vincent, um estrangeiro? Um estrangeiro em busca de seu título de cidadão?
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Christiano Keller em Sab 27 Out - 13:20

    @hunter

    Chris

           -- Obrigado Vincent. Ajudarei como puder. Você é um funcionário do governo e devemos colaborar. Entretanto você parece estrangeiro, estou certo? -- Faço um gesto de que fiz uma pergunta inadequada -- Sinto pela pergunta, é que o trabalho como caçador parece uma ótima oportunidade para todos que buscam recolocar-se e contribuir com a ordem.
           Trabalhar para o governo poderá colocar um prato de comida na minha frente todos os dias. Sede, fome, será que eles vão oferecer algo enquanto espero para prestar testemunho?
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Hunter em Seg 29 Out - 7:27

    Desviava o olhar quando mencionou o fato de ser estrangeiro. A xenofobia ainda era uma coisa real mesmo numa era tão avançada, mas não era o caso ali.

    - Então esta é a sua situação, Sr... ? - Aguarda por um nome. - Me pergunto o que aconteceu com você... isso não é muito comum, não é? - tentava entender um pouco quem estava a sua frente. - Posso ver o que consigo fazer, se quiser uma ajuda. Não é uma vida de rei, mas é uma vida.

    Longe dali. Em um lugar extremamente limpo, atrás de uma mesa transparente onde imagens apareciam em sua superfície. No canto, quieto, estava Vincent. Na frente, de pé, uma Entourage. A imagem era de uma pessoa. Uma pessoa desconhecida para Chris. O copo d'água sobre a mesa já estava vazio, e uma espécie de ração também já havia sido consumido. Chris havia saciado seus necessidades.

    Entourage: - O senhor, por acaso, conhece esta pessoa? - Embora a pouca idade de Chris, o protocolo de tratamento era igual para todos com o pronome de tratamento. - Preciso que me relate o que viu, uma vez que no local onde ocorreu o incidente não havia alcance de câmeras, seu depoimento é muito importante. Acho válido lembrá-lo que estamos monitorando seus batimentos, então, peço que não minta nem tente esconder nada. - Vincent assentia positivamente coma cabeça, indicando para que falasse.
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Christiano Keller em Seg 29 Out - 17:41

    @hunter
    Chris

         --Obrigado por ouvir meu depoimento. Respondendo sua pergunta, eu não conheço o AR e acabei de conhecer Vincent. Deixe-me descrever como o conheci:
    Eu, Chris, cidadão de Romdo, caminhava pela passagem onde ocorreu o evento. Naquele local e momento eu estava pensando em coisas que poderia fazer, como trabalhar para o governo. Então olhos vermelhos e ameaçadores surgiram na escuridão. Fiquei assustado e quando pensei em correr para salvar minha vida, simplesmente cai no chão. Ainda pensando que poderia ser alguém ou alguma coisa mas não uma ameaça perguntei: "Quem está ai?" Mas foi um erro, a coisa saltou da escuridão na minha direção e ia me matar. Foi neste momento que ouvi os disparos. Este homem, Vincent, salvou minha vida. Ele ajudou-me a levantar e só então percebi que a coisa no chão era um AR. Depois Vincent se identificou e disse que precisava do meu depoimento. Então identifiquei-me e disse que faria pois todos devemos apoiar funcionários do governo. Então aqui estamos.

           
          Agora imaginando que o depoimento foi de acordo e suficiente, faço uma cara de cão abandonado e pergunto:
           
           --Há algo mais em que posso contribuir?
    Hunter
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Hunter em Qua 31 Out - 5:14

    Entourage: - Ok! Aguarde um momento.

    Ambos saem para uma sala ao lado, passando pela porta deixando-a entreaberta. Pela fresta, é possível ver Vincent e o AR argumentando em uma mesma direção. A conversa ali parece ser tranquila, sem muita expressão por conta de Vincent Law. Prestando mais atenção, acima da porta existe um enunciado em luzes minimalista em brando no estilo led e futurístico, dizendo "CMD de Fração".

    Alguns minutos depois, a entourage sai do ambiente seguida por Vincent, passando por Chris. Atrás vem um home ruivo com um papel e uma caneta.

    Xanthus Sohu

    - Chris, discutimos brevemente a possibilidade de incluí-lo nessa fração de operações que me encontro e tomo conta. Meu nome é Xanthus Sohu e sou o encarregado desse pessoal. Caso tenha interesse, preencha esse formulário com seus dados. - Ele coloca o papel sobre a mesa e com o indicador, desliza até chegar a Chris, depois coloca a caneta ao lado. - Não é nada anormal, apenas dados básicos. Eu sei que posso conseguir seus dados de uma forma mais tecnológica, mas é que eu tenho um fetiche com papéis, enfim, antes de começar, deixe-me explicar alguns detalhes. - Ele toma a cadeira na outra extremidade da mesa e a posiciona ao contrário, sentando com as pernas abertas cruzando os braços no encosto da cadeira. - Esse é um grupo de homens que são destinados a procura e execução de máquinas infectadas. É um trabalho árduo e arriscado, com alto nível de dificuldade no quesito combate. Então, não é algo que um cidadão comum faça em prol do governo. Geralmente são destinadas aos estrangeiros que querem um espaço em nossa cidade para se livrar do tempo lá fora. Não existe muitos que conseguem chegar até aqui, então nosso pessoal são poucos. Então, não podemos descartar um interessado no serviço, pois necessitamos de mais gente, de voluntários. Disponibilizaremos um lugar e os mantimentos bancados pelo governo, caso aceite se juntar a nós. Ah, sim. Teremos algum tipo de treinamento para te incluir nesse mundo de caçador. Acredito que um jovem como você não terá problemas com essa parte. - Ele levanta, arruma a cadeira e caminha para a sua sala. - Estarei na minha sala, se decidir que sim, entre sem bater e me entregue o papel, se não, está liberado. Agradeço pelo depoimento prestado.
    Christiano Keller
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Christiano Keller em Qua 31 Out - 15:12

    @hunter
    Chris

    Era essa a oportunidade que buscava, fazer parte da engrenagem novamente. Leio o formulário atentamente, a final de contas é papel e não não dá pra apagar. Preencho o formulário com as informações pedidas, entretanto destaco minhas habilidades em desmontar e reaproveitar ARs. Minha experiência com defeitos mostra como incapacitar, destruir ou remontar ARs com ou sem memória. Até sugiro que poderia reaproveitar partes destes ARs abatidos para montar soldados kamikaze guiados por controle remoto, o que talvez ajude com a falta de pessoal.

    Levanto, pego o papel e a caneta e caminho até a sala. Na entrada vejo se a porta esta aberta, se estiver fechada entrarei sem bater, se houver alguém lá esperarei a pessoa sair. Ao entrar entrego o formulário e a caneta.
    -- Sr Sohu, aguardo instruções. -- e sorrio pois é uma ótima oportunidade.
    Hunter
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Hunter em Sex 2 Nov - 6:42

    A porta estava apenas encostada. Lá dentro, tudo era diferente. Era um quarto antigo, com coisas antigas. Os móveis de madeira rústica e um papel de parede que deixava o lugar bem retro. Ver aquilo nos tempos atuais era praticamente uma viajem ao passado. Até o cheiro parecia diferente.

    Xanthus: - Sente-se – Indicou uma das duas poltronas que ficava em frente de sua charmosa mesa de madeira. Sobre ela algumas pilhas de papel, organizadamente distribuído entre pequenos quadros, um cinzeiro e uma luminária. Atrás uma estante fechada que tomava todo o fundo da sala. Não era uma sala grande, nem pequena. Era um tamanho razoável. Em cima da instante estava empilhados caixas de papelão. Na parede contrária, embutido na parede, estava uma parede de aço, com um painel pequeno no centro, tendo um visor apenas. – Lembra-se de eu ter informado que nosso efetivo é escasso? Pois bem. Agora somos em três. Isso, porque perdemos um integrante em uma das missões. Não quero assustá-lo, mas tem que saber que o risco é real. Mas isso você já sabe, não é mesmo? – Levantou-se e foi até a estante, onde agarrou uma das caixas acima e jogou ao lado de Chris. – Aqui estão as vestimentas, creio que o tamanho vai lhe cair bem. – Depois foi novamente até o armário e o abriu, revelando um grande arsenal de livros. Puxou a gaveta e pegou algo que se chacoalhou metalicamente. – Pensa rápido. – Jogou um molho de chave com um papel pendurado. - Este será o lugar onde você vai morar enquanto trabalhar conosco. O endereço está no papelzinho. – Tirava um cigarro do bolso interior de sua jaqueta e oferecia para Chris... Acendia. – Agora vem a parte legal... – Caminha até a parede de aço e posiciona a mão sobre o visor. A parede cede uma passagem, parece que nem tudo era retro ali. Ele some lá dentro e volta sem demorar, com uma caixa pequena, de plástico duro, fechado com presilhas de própria caixa. Ele colocou a caixa sobre a mesa e acionou as travas das presilhas que se abriram. Dentro, uma espécie de pistola com dois carregadores, além do carregador já alimentando a arma. Xanthus sorri. – Isso é tudo. Vá para casa e aguarde instruções. Entraremos em contato.
    Christiano Keller
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Christiano Keller em Sex 2 Nov - 20:07

    @Hunter

    Observo a sala e entendo o recado na situação, ele deve entender que boa parte dos ARs estão comprometidos se não o sistema inteiro. Se é um virus ou uma evolução não sabemos, mas assim como o homo-sapiens destruiu o homo-erectus os ARs poderiam destruir os homo-sapiens, nós. Este seria um evento de extinção, bateu até um receio mas eu também seria extinto, então era algo mais pessoal, de sobrevivência.

    --Não fumo, mas obrigado.

    Verifico o endereço na chave, se há dúvida de como chegar, pergunto, se não fico quieto.

    A parte mais tecnológica é algo mais mecânico, sem inteligência artificial... talvez este seja o ponto de controle, tarefas mais simples e menor automação. Minhas habilidades de reciclador seriam mais úteis que nunca.

    Pego as coisas e sorrio.

    -- Obrigado pela oportunidade senhor.
    Hunter
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Hunter em Qua 14 Nov - 22:32

    A campainha soa. Vincent aparece com sua cara de coitado, como sempre. Havia se passado algumas semanas e treinamentos básicos foram aplicados em Chris. Era um cidadão formado, sendo remodelado para um novo propósito. Um cidadão novo, com uma bagagem anterior que poderia causar alguma vantagem futuramente.

    Vincent Law: - Olá, Chris. Parabéns por se juntar a nós. Lamento a falta de pessoal, então por enquanto, serão só nós dois. Espero que possamos fazer um bom trabalho juntos... - Ele enfiava as mãos no bolso e tirava um papel. - Eu sei que é meio atrasado, mas o Sr Sohu só me passa o que fazer através desses papéis. Aqui consta um mapa. O local é nos lugares baixos, como aquele em que nos encontramos. Temos de verificar algo lá. Houve mais uma vítima e tudo indica que pode ser mais uma consequência do vírus. Se prepare e me encontre nesse lugar para iniciarmos. - O papel era uma cópia. Um mapa com alguns círculos vermelhos. Atrás, estava marcado o ponto zero, onde se encontrariam. - O sr Sohu está ansiosa em vê-lo como se sairá. Bom, até lá.
    Christiano Keller
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Christiano Keller em Qui 15 Nov - 21:58

    Chris

    -- Vincent, é bom ter você na equipe. Quer aguardar enquanto me arrumo ou vai na frente?

    [Se ele aguardar ou não, farei o mesmo]
    Olho para o lugar em que estou e talvez apenas agora entenda o que preciso fazer com minha vida neste trabalho, preciso mudar a tecnologia. Dos processadores inteligentes e mapas com GPS que podem ser rastreados e usados contra mim, o papel ou outras formas de escrita física não podem ser hackeados. Preciso adaptar-me, mudar para sobreviver. A sensação de insegurança cresce por um momento, no entanto lembro que monto e desmonto essas coisas como peças de um brinquedo, sei como funcionam e como são desligadas.
    Bem, já que vamos para a missão preciso colocar o uniforme de trabalho, a roupa que escolhi é escura mas não é inteira da mesma cor, tem pequenas mudanças de tom e linhas horizontais que fazem uma camuflagem com o ambiente de Romdo, unicamente é feia, mas para os leitores ópticos dos ARs é apenas uma parte do código da imagem. Ainda um pouco apreensivo com o trabalho faço algo que não fez parte do treinamento, adiciono 2 peças de metal que preparei como armadura por baixo do uniforme, uma no peito que é uma placa mais dura e outra no formato de escamas mais flexível na região da barriga. Não sei qual delas será melhor, mas sinto-me mais seguro ao ter uma proteção.
    Também pego a arma, confirmo se está tudo certo pois é minha primeira vez. Verifico a munição e os pentes extras.
    Entretanto as armas não são minha função principal, carrego uma maleta executiva com alguns truques:
    - o primeiro e mais simples é que ao abrir a maleta ela se torna uma forma de escudo balístico com 50 cm de largura e 100 cm de altura, não sei se será muito eficiente, mas sei que o metal poderá parar balas;
    - o segundo truque se é que posso chamar assim é que tenho algumas ferramentas para desmontar e investigar ARs, são ferramentas rusticas para o campo e não para laboratório, algumas que eu mesmo criei por necessidade e falta de recursos;
    - o terceiro é um computador pessoal antigo com bateria para algumas poucas horas que poderei usar para fazer uma conexão com algum AR no local, uma pena que ele não tem conexão com a rede de dados, é apenas notebook com acesso a cabo.

    Ainda tenho tantas coisas que gostaria de ter feito ou conseguido como luvas, algo para cabeça como chapéu ou capacete, um calçado melhor que um simples tênis. Até para o lar, o apartamento é simples, o banheiro continua com um pequeno vazamento de água do chuveiro, a área de fazer comida tem apenas 1 fonte de calor funcionando, a geladeira apenas com água gelada e o varal de secar roupa na sala. Pelo menos a cama ficou boa, a sala parece uma oficina e a dispensa agora tem prateleiras firmes, mas vazias.

    Olho o papel com as referências e tento memorizar. Guardo em um dos vários bolsos da roupa e percebo que esqueci meus documentos. Pego minha carteira com documentos. Verifico se não esqueci nada e verifico como está o apartamento, todo trancado, pedaços de madeira cortados para impedir a abertura de janelas e um toque de paranoia ou medo, prego uma pequena fita com uma palavra escrita na porta, assim quando a abrirem ela se soltará e saberei que a porta abriu.

    Já do lado de fora pego o papel do bolso e antes de abrir tento lembrar das informações e de uma rota de fuga. Abro o papel e vejo que a memória está mais ou menos, preciso treinar mais, perder o hábito de consultar as ferramentas que podem estar infectadas.

    Enquanto sigo para o ponto de encontro olho a cidade e pratico minha orientação dentro dela, o que vejo no horizonte dentro do domo, ruas, prédios, pontos de interesse. Imagino que se houvesse um local físico na cidade mas que alguém tivesse apagado sua referência virtual será que alguém perceberia? Será que um local assim existe?

    Minha nossa, no que nos tornamos, escravos da tecnologia ou apenas egocêntricos ao não ver o que ocorre ao nosso redor? A sensação de insegurança parece crescer dentro de minha mente.

    Consulto meio escondido o ponto de encontro novamente no papel e vejo que já memorizei melhor desta vez a rota de fuga.
    A proximidade do local apenas aumenta minha ansiedade, minha primeira missão real vai começar.
    Hunter
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Hunter em Qui 22 Nov - 22:12

    Chris seguia os coordenadas conforme o mapa no papel. Podia-se perceber que o papel era de péssima qualidade, e que se desfaria em não muito tempo no meio-ambiente.

    Por um breve momente, Crhis se pegou olhando aquela paisagem linda e ao mesmo tempo horrível. Era incrível a perfeição da arte da arquitetura. Os ângulos, as retas perfeitamente paralelas, alguns edifícios exóticos que chagavam a desafiar a lei da gravidade. E o pensamento brotava na mente de Chris. A humanidade estava refém de sua próprias proezas. Até onde eles chegariam? Até quando se manteriam no topo da cadeia alimentar. Havia algo obscuro. Havia algo na escuridão com capacidade o suficiente para bater de frente.
    ----
    - Hey! - Dizia Vincent chegando ao local. - Você chegou primeiro hein, eu dei uma confundida no mapa. Esse lugar parece igual com vários outros que já fui. As vezes penso que estamos num labirinto gigante. haha. Mas vamos lá. Eu não sou um grande agente, nem tenho habilidades especiais mas, como sou um pouco mais experiente, a orientação foi para que eu liderasse essa missão... - Dizia ele, um tanto desconfortável. Era claro que o dom de liderança não era o seu forte, mas a situação exigia ações fora dos padrões de todos. - Então, eu não sei direito o que comandar, mas acho que o mais seguro seja: eu vou na frente em todos os momentos e verifico tudo. Qualquer coisa que for diferente disso eu aviso. E qualquer coisa que der errado, não tenha vergonha de correr. Eu mesmo já utilizei muito desse recurso, e nem é preciso ter um contato para isso. Apenas identificando uma situação muito desvantajosa, eu abandono a missão e fujo... - Coçava a cabeça com uma expressão de coitado, como era típico dele. Provavelmente, estava sempre com medo e, provavelmente, era isso um dos atributos positivos dele: O MEDO. O medo lhe fazia sobreviver.
    Vincent: - É Aqui dentro. - Apontava um edifício largo e abundante em janelas do outro lado da rua. Várias das janelas estavam quebradas. O lugar estava abandonado fazia um tempo. Tempo suficiente para ervas daninha brotarem em seu interior. - É aqui que fica a localização do nosso alvo. Geralmente, todos traçam um percurso em comum de fuga quando são infectados e desejam partir. Porém, este foi um pouco diferente. Está com a perna danificada e com sua locomoção prejudicada. Em minha análise e experiência, esse AR deve ter vindo para cá para se esconder, já que se fosse tentar o percurso dos outro, seria uma presa fácil. Acredito que esteja criando alguma estratégia ou caminho alternativo... o que acha? - Queria uma opinião, uma maneira de dividir a responsabilidade, mas também de demonstrar valor para com seu companheiro. - Certo... eu planejo entrarmos furtivamente e fazer uma caçada silenciosa... alguma sugestão fora essa?
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Christiano Keller em Sex 23 Nov - 11:46

    Chris

    Conforme Vincent falava eu fazia pequenos gestos com a cabeça, como confirmando e entendendo o que ele dizia.
    -- Vincent, é bom ter alguém mais experiente na liderança e confio em você. Bem, se eu estivesse com a perna machucada e tentando me esconder um prédio seria uma boa opção. Certamente uma rota alternativa ou manutenção seriam as melhores escolhas. Vamos ver o que havia aqui? Seria uma empresa ou residências? Agora se precisarmos correr, que tal combinar de nos encontrarmos ali? No entanto você disse algo que chamou minha atenção "todos traçam um percurso em comum de fuga quando são infectados e desejam partir", estão indo para o mesmo lugar neste mesmo caminho? -- aponto um local que possamos nos proteger ou uma parede de esquina.

    Todos os AR fazendo um mesmo percurso neste labirinto arquitetônico. Há algo que estão buscando ou um local que estão se reunindo, mas se estão fazendo um mesmo caminho isto indica 2 coisas, uma origem e um destino. Depois preciso perguntar ao nosso chefe Xanthus se há um mapa com estas informações ou se podemos fazer um.
    Hunter
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Hunter em Seg 26 Nov - 22:40

    Vincent saciava as dúvidas primárias de Chris, enquanto compartilhava de seus planos e pensamentos.

    Vincent Law: - Aqui era antigamente, uma empresa de telecomunicações. - Caminhava alguns passos à frente, pressupondo a estar próximo a entrada no local. – Eu não sei ao certo se devemos nos encontrar aqui. A princípio, seria bom sempre ficarmos juntos, mesmo na fuga, mas caso nos separarmos, temo que não teremos o luxo de ter um lugar para um reencontro, se houver um lugar assim, será em sua casa, depois de algum tempo escondido ou então depois de ter certeza absoluta de ter despistado seja quem for. Então, se tivermos que fugir, não há possibilidade de reiniciar a missão antes de reportarmos tudo ao Xanthus. Ele decidirá o que fazer em nosso próximo passo. Pelo menos, é assim que prossigo desde o início.

    Ele sacava a sua arma dentre as vestes e dava uma checava se estava carregava e em pronta para uso. Depois de satisfeito, guardava de volta soltando um suspiro. Claramente, não era um ofício de que apreciava, mas o que necessitava para ser um cidadão normal.

    - Sim... – Continuava a conversa. – Eles, normalmente traçam sempre a mesma rota, com algumas raras exceções, como é o nosso caso de agora. Nos, a parte mais baixa da pirâmide, somos carentes de informações, então soltam fragmentos delas, apenas o necessário para cumprirmos a missão, outros detalhes, acabamos por descobrir no dia-a-dia. – Sorriu estranhamente. Chacoalhou a cabeça. Caminhava furtivamente e avançava. – Venha, vamos começar. Olha onde pisa e cessa a voz.

    Adentravam então dentro do lugar. Estava abandonado, como notado. Os elevadores, obviamente inoperantes e pequenos animais e insetos faziam morada entre os poucos móveis metálicos fixos ao chão. As escadas era a única maneira de subir internamente. Sem pressa, um passa após o outro, passavam a subir os degraus, já que o térreo, apesar de amplo, estava praticamente vazio e de fácil visualização. Não havia nada ali, mas havia algo pela escadaria a ser observado. Líquido. Rubro escuro. Manchado o solo e parte do corrimão.

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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Christiano Keller em Seg 26 Nov - 23:50

    Chris

    Agora em silêncio, prestando atenção onde piso e seguindo Vincent acompanho as marcas no solo escada a cima.
    Fico imaginando o que faria eu se estivesse no lugar desta coisa, uma armadilha, um engodo para distrair meus perseguidores?
    Oho para os lados e outros pontos sem tirar Vincent do campo de visão. Amostras do líquido podem ser encontradas depois e é possível que sejam mais frescas.
    Com a arma pronta e a maleta também o coração bate mais forte e rápido, a primeira missão está começando.
    Hunter
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Hunter em Qua 28 Nov - 2:05

    Vincent sobe as escada furtivamente, sem pressa. As marcas por vezes sumiam no solo, devido a sujeira e as ervas que invadiam o lugar. O lugar ainda estava escuro, mas alguns pontos já recebiam luzes do amanhecer, mesmo que timidamente. Vincent não fazia um varredura muito detalhada. Olhava pelas janelas quebradas por um momento e avançava. A sensação era de que, talvez pudesse estar deixando algo para trás, porém, vasculhar todo o lugar de cabo a rabo seria algo tremendamente trabalhoso. Um barulho veio do andar de cima. Aparentava uma cadeira, ou mesa caindo ao solo...
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    Re: Introdução - Chris

    Mensagem por Christiano Keller em Qua 28 Nov - 8:23

    Chris

    Ao ver que Vincent não observa muito os detalhes percebo sua determinação ao perseguir nosso alvo e confiança de que darei cobertura na retaguarda. Olho pra trás a cada poucos passos ou após passar por portas para ver se com um angulo diferente posso ver algo relevante, mas sempre de maneira furtiva e no ritmo de Vincent.
    As luzes da manhã também são um sinal de que haverá mais movimento e respectivos sons com o passar do tempo. Este som de móvel caindo pode ser uma forma de cobertura, uma mesa tombada pode servir de esconderijo ou dependendo do material até como proteção. No entanto isto também pode significar que alguém ou algo sabe que estamos chegando.
    A tensão aumenta, a adrenalina começa a fluir e a atenção aos esconderijos ou armadilhas podem fazer a diferença.
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    Re: Introdução - Chris

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