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    Capítulo 1: O Motim...

    Freak(out)
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por Freak(out) em Ter 26 Fev 2019 - 14:15

    Camilo e Kraven mantinham-se alertas. A situação não estava nada boa. Ambos estavam cientes da situação que haviam se metido, e da desvantagem que enfrentavam. Para a sorte do bestial bárbaro,

    Kraven notou rapidamente com seus sentidos aguçados a aproximação traiçoeira do que quer que estivesse vindo pelo seu flanco esquerdo, permitindo que ele desviasse facilmente da lâmina que terminou apenas por cortar o ar. Já Camilo não teve tanta sorte. O cheiro podre de algo maligno próximo somente foi notado quando era tarde demais; quando o ser já estava próximo demais. Felizmente, o golpe foi mal aplicado, o que fez com que armadura que Camillo levava sob as vestes recebesse todo o impacto. Isso não foi tudo! A lâmina quebrou um dos fracos de água benta que Camillo carregava...

    Instintivamente Kraven e Camilo recuaram com suas armas em punho. Agora eles podiam ver claramente os atacantes. Ambos usavam túnicas negras cerimoniais. Seus rostos e braços eram negros. Não negros de pele, mas sim negros como a própria noite. Tinham formas consistentes e humanoides, mas não era possível captar detalhes como lábios, olhos ou narizes. Até mesmo as espadas que carregavam eram feitas de uma espécie de metal negro brilhante, que lembrava carvão. O detalhe mais bizarro é que a espada tocada pela água benta de Camilo fumegava e derretia, e 0 metal se transformava em uma gosma densa, que pingava da lâmina em direção aos pés daquele ser. O cheiro de podridão era agora muito mais forte, acre e incômodo.

    Off: Esse odor causa uma penalidade de -2 dados em todos os testes.

    Enquanto isso, Beaumont, Machiavelli e aquele misterioso jovem se encaravam. Nenhum dos três dava conta de que alguém mais se aproximava...

    -- Paz, meu bom senhor -- Luna agora podia ouvir claramente alguém que não desejava lutar, ou ao menos assim queria parecer. -- Não temos contra o senhor qualquer inimizade. Sua voz pendia ao amargor de quem nada fizera e é injustiçado. Por que não nos deixa passar, e evitamos maiores conflitos desnecessários?

    -- Você possuí um objetivo, isso já é percebido. Eu não vou resistir e pelo visto este homem aqui também não. Nosso objetivo é apenas entregar uma encomenda, um mapa, nada mais. Somos membros do Clero e você claramente nos desrespeitou. Você tem certeza de que somos o seu alvo ? Não lembro de sequer conhece-lo. Você pode estar cometendo um engano abismal. -- Uma segunda voz persuasiva podia ser ouvida claramente. Luna agora estava tão perto que podia visualizar os três homens discutindo em um local mais desmatado.

    De alguma forma Luna repara que algo sobrenatural está acontecendo. As palavras daqueles dois homens não parecem apenas persuasivas; elas são praticamente controladoras, de alguma forma. Aquele rapaz começa a vacilar, a choramingar... Luna logo repara que aqueles dois não podem ser simples humanos.

    -- Vocês não entendem! -- diz o rapaz, tremendo. -- Vocês sabem o que vão trazer para o mundo?! Sabem o que vai acontecer se o amuleto cair nas mãos de Emerico ou alguém pior do que ele?! Eu tenho que matar vocês... eu... Eu não posso... Eles... Eles estão aqui!

    Reunindo forças retiradas de alguma vontade heroica ou fonte de poder igualmente fantástica, o rapaz grita e corre para longe de Machiavelli, em um ato desesperado de cortar sua influência. Quando o rapaz está prestes a se ocultar na densa vegetação, ele para e grita. Algo maligno surge diante dele de forma súbita.

    -- Não!!! Me deixem em paz!!!

    Uma espada longa atravessa seu peito penetrando-o pelas costas. Uma espada de metal negro e brilhante. O rapaz cai e seu corpo começa a dar espasmos. Ele sangra. Sangra muito.  Luna que olhava tudo de um ponto seguro, sente um cheiro horrível de podridão próxima de si. Nem mesmo a cena do jovem sendo atacado lhe impediu de perceber. Ao notar uma sombra vestindo uma túnica e empunhando uma espada próxima a ela, Luna recua e grita, revelando sua posição aos dois homens. Sem saber se deveria se aproximar deles ou não, Luna decide arriscar e recua em direção a eles, ao perceber que duas sombras idênticas também avança contra eles, com intenções claramente hostis. Nesse momento Machiavelli e Beaumont se veem ao lado de uma garota que eles não conhecem, com três sombras sinistras, de odor repugnante investindo contra eles.


    Off:

    1-) Esse odor causa uma penalidade de -2 dados em todos os testes.

    2-) Ordem de combate:

    Sombra 1;
    Camilo & Kraven (Ao mesmo tempo);
    Sombras 2, 4, 5 e Machiavelli (Ao mesmo tempo);
    Luna e Sombra 3 (Ao mesmo tempo);
    Beaumont.


    * * *

    A primeira sombra encarava Camilo com fúria. Era fácil de notar que ele era o alvo principal daqueles seres. Contudo ele possuía alguma espécie de poder maior protegendo-o, e  ele não podia ser tocado diretamente. Através de uma mágica negra, a sombra soltou sua espada e ela levitou no ar, apontando para Camilo como uma seta. Com alguns movimentos de mão no ar, a sombra controla a espada mentalmente, arremessando contra Camilo em uma velocidade assustadora.

    Camilo tenta desviar, mas tropeça. Por sorte, a grande espada atravessa o tronco de uma árvore que estava atrás dele. Furiosa, aquela criatura estranha emite um som semelhante a um sibilar. Tomados agora pela adrenalina, Kraven e Camilo se preparam.

    RESUMO DE BEAUMONT:
    Reserva de Sangue: 08
    Força de Vontade: 05/07
    Vitalidade: Ok.

    RESUMO DE CAMILO:
    Reserva de Sangue: 07
    Força de Vontade: 03/04
    Vitalidade: Ok.

    RESUMO DE KRAVEN:
    Reserva de Sangue: 17
    Força de Vontade: 07/08
    Vitalidade: Ok.

    RESUMO DE LUNA:
    Reserva de Sangue: 10
    Força de Vontade: 07/07
    Vitalidade: Ok.

    RESUMO DE MACHIAVELLI:
    Reserva de Sangue: 07
    Força de Vontade: 03/03
    Vitalidade: Ok.
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por mitzrael em Ter 26 Fev 2019 - 16:28

    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 E93a3066fe386702556a3fb9f5f69f98

    Malditos covardes como ousan enfrentar Kraven se escondendo .
    Ataquem como Guerreiros .


    Kraven se posicionava nas costas de camilo .

    Agora ta na hora de mostrar seu valor Padreco , prepare suas aguas parece que eles não gostam de banho .

    Pensando: O que será essas coisas ? eles não parecem vivos , será que sao controlados ?

    Kraven usava seus olhos da besta pra ver se tinha alguem escondido nas sombras .

    pensando: vamos ver se ele vai continuar se escondendo .

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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por Claude Speedy em Ter 26 Fev 2019 - 17:42


    Poucas coisas podem ser tão insuportáveis a pena de estar ao lado de um bárbaro pagão lutando contra as forças mais sombrias das trevas. Uma cria do sangue vingativo de Cristo que ainda não entendia que o propósito dos vampiros é tomar do sangue dos maus.

    -Senhor, perdoa esse teu filho Kraven, pois ele não sabe o que diz...E daí-me forças para fazer tua vontade...

    Molhando a mão da manopla na água benta do frasco partido eu seguro com toda fé a cruz em meu peito.[/justify]
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por John Milton em Ter 26 Fev 2019 - 21:39

    Machiavelli havia se regorzizado quando opusera sua vontade por sobre seu nemesis.

    Vê-lo tropeçar nas próprias pernas, balbuciando, quase o havia enebriado. Um momento a mais ele teria perseguido sua presa, em um jogo mental, até destruí-la e tomar-lhe a vitae, saciando a besta, efêmera, mas presente, dentro de si.

    Mas o Demônio cuidava dos seus. Em um momento de cautela, que durara pouco mais de um segundo, o jovem tomou a dianteira, para encontrar seu fim na cúspide aguçada do ser abissal que ali surgia.

    O Ser abismal surgia acompanhado de outras sombras como ele, tal qual um teatro chinês de péssimo gosto.

    Aquele odor que acompanhava os seres invadia cada poro do seu corpo morto vivo.

    Os instintos primais alçaram a superfície do ventrue naquele instante. Poucos foram os momentos de urgência que fizeram o Sangue Azul alçar vida nas suas já mortas veias, bombeando vitae nas carnes insepulcras de seu ser.

    Em um instante, o poder de seu sangue invadia seu corpo, dando-lhe destreza e força. A mão que antes estava nua e pálida, agora brilharava uma aurea, quiçá sadia, em volta do punho de osso da amada Cinquedea do Ventrue.

    No canto da sua visão ele acompanha o movimento de seus companheiros, torcendo que seguissem a mesma ideia q se formava n psique do Sangue Azul.

    Tomando uma posição passivo agressiva, Machiavelli aguarda, com a arma em riste, retaliar o primeiro ataque e, com a guarda aberta de seu algoz cortar-lhe a pérfida carne de seu corpo.

    Off::
    Machiavelli direciona 3 pontos de vitae para cada uma das características físicas e pretende retaliar o a investida com um contra ataque
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por Black Thief em Qua 27 Fev 2019 - 1:08


    Escondida na vegetação e na escuridão, Luna percebia a situação através dos sentidos aguçados, sua audição primeiramente, depois de um pouco mais de aproximação, a visão, a visão que se mesclava com a escuridão de forma tão natural que parecia sempre conseguiu fazer isso. Ela ficava à deriva e observava a conversa de dois homens de boas vestes, deviam ser senhores de algumas terras ou afiliados à Igreja. Luna estreitou seus olhos observando mais, via que um deles parecia querer evitar um conflito, pacifico. Luna continuava a observar e via algo mais na fala daqueles dois sujeitos, a voz de um deles era tão bonita, como a música acompanhada de um trovador. Havia alguma coisa na voz dos dois, eram misteriosas, atrativas... Aquilo era...

    "Cuidado com a sua própria espécie; estão em todo lugar..."

    Luna arregalou os olhos pensando na possibilidade, e um pequeno medo começou a se instaurar, não queria se aproximar de sua espécie, eles eram hostis, era assombrosos e não sabia o que fariam com ela caso a pegasse próximo, os via como animais que não gostavam de concorrência, tinha medo deles. Ela viu o sujeito que os ameaçava ser enfeitiçado por uma influência tinhosa e maligna, algo que só quem entregara sua alma ao diabo para a servidão eterna e para ferir a Deus seria capaz de fazer, tudo em troca do poder. Ela viu bruxaria de alto nível e não queria correr o risco de ser pega na bruxaria também, pois via os efeitos que estavam causando no homem, ele agia de forma incomum e assombrada e fugia, até que observando ele fugir, balbuciando coisas sem sentido, algo sobre Emerico, e Luna tentava lembrar de onde conhecia esse nome...  Mas não se recordava de nenhum Emerico. Independente disso, ele ameaçava os Amaldiçoados por Deus e afortunados pelo poder do Diabo, como ela, e dizia que tinha de matá-los para prevenir algo... Aquilo estava confuso, e aleatório... E então ele começava a correr. Luna se espantou com a reação dele, não imaginou que isso fosse acontecer, até algo ainda mais surpreendente... Algo vindo diretamente do Inferno surgia da terra, algo assombrado e demoníaco e trespassava o homem que teria a alma levada pelo mal para sempre e sofreria nas mãos dos demônios. Luna levou as duas mãos à boca para evitar um grito de espanto, não podia deixar que ninguém a visse. Ela viu aquele homem morrer de uma forma horrível e chocante, sua mente simples já voltava-se para a ideia de fugir dali o mais rápido que podia antes que fosse tarde. Ela sentiu o cheiro horrível dos mortos se erguerem e das almas condenados virem buscá-lo para prendê-lo com elas no meio do enxofre do demônio, imediatamente Luna parou de respirar, ela não precisava mais desde que seu corpo fora saqueado e sua alma levada e não queria sentir o cheiro dos condenados subindo de volta à Terra para levar quem mais conseguisse com eles. Quando estava para sair, pois já havia se provado uma tolice de sua parte vir averiguar àquilo, reparou de uma criatura do mal que havia a percebido, com uma espada ceifeira de almas, ele talvez não fosse levar a alma de Luna, mas faria com que ela sentisse a dor que os condenados do mundo dos mortos sentiam. Luna se apavorou, nunca esteve tão próxima de algo tão profano. Como uma forma de reação, ela imediatamente se levantou gritando.

    -NÃO!!!! SE AFASTE CRIATURA VIL!!!! PARA TRÁS!!!

    Em um impulso, ela correra em direção aos seus iguais, que nem mesmo eles, sendo o que eram, pareciam ser piores do que o horror que se aproximava de Luna com o véu dos mortos e o aço da condenação eterna. Quando gritou, precisou novamente inflar os pulmões de ar para soltar aquele grito de desespero ao ver tal malignidade tão perto de si. Quando se viu estava já a caminho dos outros de sua espécie, rezando internamente para que a acudissem e não a pegassem como a Besta do Inferno certamente o faria.

    Quando Luna se aproximara dos dois, com o arco na mão, olhava para as outras criaturas de negro malignas se aproximando contra os outros dois. Ela olhava para os dois.

    - Milordes... Por favor... Me ajudem!!! Eu não quero morrer!!!

    Dizia à Beaumont e Machiavelli quase em lágrimas de sangue e medo, suplicando pegando em seus braços. Ela então se vira contra as pragas das trevas e gritava para eles.

    - SE AFASTEM ENVIADOS DE SATÃ!!! NÃO VÃO ME LEVAR, NUNCA!!!

    Luna então guardava seu arco, nas costas, suas mãos tremiam com o medo, ela afiava suas garras fazendo-as crescer, seus olhos brilhavam num vermelho intenso e bestial, suas presas saltavam como o de um animal rosnando para se defender da ameaça. O sangue que corria em suas veias mortas se alastrava pelo seu corpo inteiro a fim de se tornar uma predadora mais eficiente. Foram poucas as vezes que fez aquilo, e quando o fez, sentiu muita fome, mas precisava fazer denovo e caçar depois, pois se não conseguisse afastar o mal de seu encalço, nem mesmo sofrer para caçar alimento conseguiria mais.

    _____________________________

    OFF: Gasto 4 pontos de sangue: 1 para Garras da Besta, 2 Para Destreza e 1 para Força. Considerar Luna na defensiva até que as garras cresçam. Mesmo que cresçam, ela vai acompanhar os movimentos do inimigo que vier engajá-la para contra ataques com garras. Considere como uma ação também que Luna estará parando de respirar para evitar o cheiro horrível, salvo as exceções que ela precisou falar, pois naturalmente precisou do ar. Mantenho os Olhos da Besta ativados e os sentidos aguçados também.

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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por Freak(out) em Qua 27 Fev 2019 - 16:19

    Kraven, o bestial, concentrou-se e ativou seu dom. A ideia de ataques traiçoeiros irritavam o barbado que, idealizando a honra, não considerava tal manobra digna de guerreiros verdadeiros. Contudo, nada mais foi encontrado nas sombras. Apenas aqueles dois seres materializados estavam ali. Um deles obviamente já sofria os efeitos da água benta que Camilo levava consigo e, tirando vantagem disso, o Lasombra não perdeu tempo em invocar os poderes superiores para auxiliar a dupla no combate contra esses seres grotescos.

    Off: Camilo conseguiu dois sucessos no teste de Fé.

    Talvez fosse o frasco ou talvez fosse um dom divino natural, mas o Lasombra demonstrou uma facilidade fantástica em conjurar as energias das hostes superiores. Camilo chegou a brilhar com uma leve aura dourada (off: vide bônus do item) e assumindo uma postura de combate, aguardou a investida dos seres. Mesmo naquela tempestade de noite escura, pode-se sentir a expansão de calor no ar que emanava de Camilo. Aquela sensação causava incômodo; não apenas nas criaturas, mas também em Kraven, o bestial. O ar se tornava cada vez mais quente e, mesmo sendo valente para não fugir daquela sensação hostil e desagradável que nunca antes havia experimentado, o bárbaro começou a flanquear Camilo, se afastando dele. Aquela sensação era ruim e lhe causava raiva, mas ainda assim o valente gangrel não deixava o campo de batalha, tampouco perdia seu inimigo de vista.

    As sombras se tornaram estáticas, como que paralisadas graças ao poder de Camilo. Em um momento a expansão energética em forma de calor foi tão alta que elas emitiram um grito estridente, que se propagou pela noite. Ambas as sombras derreteram, formando uma grande poça de algo gosmento e concentrado, de um mau cheiro extremo. Nessa hora Kraven e Camilo sentem um gosto ruim na boca e acabam por cuspir instintivamente. A saliva saiu negra, e como se o líquido tivesse vida própria, arrastou-se para junto da poça, fundindo-se a ela. A forma gelatinosa que parecia ter consciência própria deslizou para dentro da vegetação, como se procurasse um alvo mais fácil.

    Off: Penalidade do "mau cheiro" cancelada.


    Nessa hora uma mulher surge por de trás de ambos. Era bela e pareceu se materializar subitamente. A voz era a mesma voz que havia falado sobre o mestre que desejava Camilo.

    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 8cf892c787e55cb936ee8ab8007ee4b6

    -- Guerreiro -- disse ela, docemente para Kraven. -- Posso ver que está aqui contra sua vontade. Posso lhe dar a liberdade, e algo mais, se me ajudar a tomar o servo do nazareno. Se me ajudar a derrotá-lo, não só terá a liberdade de volta, como também partilharei contigo o poder do nosso mestre... assim que tomarmos o coração dele para nós, antes dos seus falsos amigos.

    A desconhecida mostrou para Kraven uma visão astral, em que um um amuleto de ouro e rubis podia ser visto na forma de uma corrente com uma cabeça de touro na ponta. Kraven sentiu-se estranhamente atraído por aquele objeto.

    -- Eu sei que este não é o seu lugar. Você pode ser mais do que o servo de um Príncipe. Você pode ter tudo o que quiser ao meu lado... incluindo a mim.


    * * *

    Seguindo seus instintos, Luna parou de respirar. Não havia necessidade, afinal ela era uma cainita. Contudo, algo estava errado. Parecia que a mera lembrança do cheiro era o suficiente para atrapalhá-la, como se o odor a tivesse contaminado de alguma forma. Machiavelli se preparava para o pior, fazendo o sangue em seu organismo bombar, se tornando mais feroz. Beaumont parecia vacilante e não sabia o que fazer naquele momento.

    As sombras os analisaram durante algum tempo. Um momento de tensão desconfortável onde nada acontecia acabou por se propagar por mais tempo do que eles imaginavam. Logo a razão do silêncio foi revelada: um ato traiçoeiro e vil. Por sorte Machiavelli e Luna notaram uma poça de gosma densa, da mesma consistência de seus oponentes, que parecia se locomover como se fosse autoconsciente. Contudo, o vacilante malkaviano Beaumont não foi rápido o bastante. Quando ele se deu conta do que havia acontecido, a gosma fétida saltou do chão e lhe penetrou a boca. As outras duas sombras assumiram também assumiram formas gelatinosas, derretendo e avançando contra Beaumont, penetrando-lhe pelas orelhas.

    Beaumont se levantou, mas não parecia o velho Beaumont. Seus olhos eram negros como a noite e veios negros  e pulsantes se espalhavam por todo o seu rosto e corpo. Até a saliva que saia em excesso pelos cantos da boca era negra. Ele também estava mais musculoso e alto, com uma vontade de destruir e esquartejar qualquer um que estivesse diante dele. Rosnando e guinchando, ele ameaçadoramente olha para Machiavelli e aquela menina que ele sequer conhece.

    Off: Beaumont pode gastar 1 PDF para controlar o personagem por um turno.

    RESUMO DE BEAUMONT:
    Reserva de Sangue: 08
    Força de Vontade: 05/07
    Vitalidade: Ok.

    Força +4
    Destreza +4
    Vigor +4

    RESUMO DE CAMILO:
    Reserva de Sangue: 07
    Força de Vontade: 03/04
    Vitalidade: Ok.

    RESUMO DE KRAVEN:
    Reserva de Sangue: 17
    Força de Vontade: 07/08
    Vitalidade: Ok

    Testemunha das Trevas (Metarmofose 1) Ativada.

    RESUMO DE LUNA:
    Reserva de Sangue: 06
    Força de Vontade: 07/07
    Vitalidade: Ok.

    Destreza +2 (3/3)
    Força +1 (3/3)
    Garras da Besta Ativada (Metarmofose 2)
    Testemunha das Trevas (Metarmofose 1) Ativada.

    RESUMO DE MACHIAVELLI:
    Reserva de Sangue: 04
    Força de Vontade: 03/03
    Vitalidade: Ok.

    Força +1 (3/3)
    Destreza +1 (3/3)
    Vigor +1 (3/3)
    Beaumont
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    Beaumont
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por Beaumont em Qui 28 Fev 2019 - 8:46

    Definitivamente eu não estava preparado para o que estava por vir. Algo naquela noite havia me avisado desde o primeiro trovão que ecoou no céu. O prelúdio da maldade, o inicio das trevas corrompendo a minha alma já não tão lúcida. As criaturas se formaram das sombras, como lendas demoníacas das histórias mais tenebrosas já contadas pela minha Lady. As criaturas seguiam o rastro da indecisão, do medo, sentiram que eu era um neófito vazio de conhecimento e se aprofundaram do meu ser em questão de segundos. Minha mente então foi mastigada por um ódio profundo, consegui me lembrar que assim como na noite passada. A besta tentava me consumir, ela sempre tentava. Meus sentidos ficaram confusos, minha percepção se alterava. Era eu, mas eu sentia que não era apenas eu . Minhas palavras soaram profanas...

    Beaumont : - Nunca mais... eu já controlei meu medo por tempo demais . Agora, somente haverá raiva... Apenas o meu ódio pode me destruir...

    Meu corpo não era mais o mesmo, minha alma não era mais a mesma. Minhas palavras eram discorridas não por mim, mas por uma entidade acima da minha própria vontade. Esse poder que percorria o meu corpo e me fazia me sentir tão bem, poderia arrancar uma arvore com pouco mais de um soco. Era mais forte que o poder sanguíneo da Fortitude dos Gangrels ou a Potencia dos Nosferatus. Meu poder estava incontrolável. Mas, isso não já estava fugindo dos limites. 

    (Gasto 1 de FDV) +2 PDS em destreza para ficar mais rápido e ágil.  

    Saco duas estacas e arremesso uma no chão, rumando para o interior da floresta. Precisava ficar sozinho, precisava entender o que estava acontecendo comigo. Aquele poder era incrível, eu precisava entendo-lo e manipula-lo. 

    Caso eu conseguisse ficar sozinho eu tentaria um dialogo comigo mesmo. 

    Beaumont : - O que é você ? Como isso pode me ajudar ? O que você quer de mim ? Eu posso ser realmente útil ?
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por Claude Speedy em Qui 28 Fev 2019 - 21:28

    Ali se manifestava a verdade... Era esse o propósito do Senhor se revela diante de Camilo sobre a Terra.

    Derrotar o mal é algo que o Todo-Poderoso sempre fará, mas Satanás era ardiloso e já tentava seduzir o pobre bárbaro com palavras gentis.
    Voltando-me para ela erguendo ainda o crucifixo, agora na direção da mulher.

    -Queres meu coração, bruxa? Pois saibas que não tens poder algum aqui! E por isso tentas desvirtuar a mente de Kraven, prometendo alívio para leva-lo à escravidão. Esta escrito que Deus amor, mas também é um fogo consumidor que não tem o injusto por justo, nem o culpado por inocente.

    Pausadamente eu caminho entre as pedras recitando o Salmo 91.

    Qui habitat in adjutorio Dei Altissimo latebat in umbra omnipotens...

    Em Latim.

    Quoniam tu es, Domine, Deus meus, et refugium meum,robur meum et salvator meus fiducialiter agam et ego...


    Andando devagar, pedindo que São Domenique inteceda por mim e enquanto rezo me sinto agradecido pela graça de Cristo ter deixado tais relíquias aos meus cuidados.
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por John Milton em Sex 1 Mar 2019 - 10:45

    O luar refulgia na Cinquedea às mãos do Ventru, enquanto ele fazia vezes de espectador naquele mundo que o engolira.

    Machiavelli sempre fora pautado pela razão. Causa e efeito, números indiscutíveis, teias de controle. No entanto, desde aquela maldita mensagem em sua Casa de Tolerância, tudo virara de cabeça para baixo. Não que o Sangue Azul não estivesse familiarizado com o lado oculto dos Cainitas, suas viagens pelo mar mostrara que havia mais coisa entre o céu e a terra do que julgava sua vã filosofia. Mas agora, ele estava envolvido naquilo tudo.

    Nunca se vira obrigado a participar de uma luta corpo a corpo, mas agora dividia ombros com uma patrulheira que do nada surgira, fazendo frente a um clérigo que havia acabado de ser possuído pelas forças demoníacas que vieram ao seu encontro impedir que cumprisse o contrato "mágico" que firmara.

    "Mágico". o som daquela palavra descia como bílis pela garganta de Machiavelli.

    O Ventrue estava pronto para o inexorável fim nas mãos daquela criatura, mas para sua surpresa o avançar da criatura e estancado, talvez pelo resto de consciência que ainda residia naquele corpo titânico que tomara forma e, em um lapso de segundo vê a monstruosidade correr para dentro da floresta.

    Naquele instante o Ventrue suspirara. Não por necessidade, uma vez sua não vida, mas pelo sentir que mais uma vez escapara do inadiável fim.

    Sem largar a sua arma ele enfim olha para a patrulheira que surgira.

    Percebe seus traços, lendo em sua tez e maneiras de quem se tratava.

    As garras que saltavam das suas mãos e os olhos refulgindo não podiam lhe enganar

    -Milady, ele ainda ofegante faz uma saudação com a cabeça.

    - Muito obrigado pela sua ajuda. Folgo em saber que um Membro de nossa Espécie ainda conhece as boas maneiras

    Guardando sua arma em sinal de paz ele lhe oferece a Mão em saudação

    - Me chamo Nicollo Machiavelli, e acho que não podemos perder muito tempo aqui, com essa criatura a solta
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por Black Thief em Sex 1 Mar 2019 - 14:27

    Luna vira tudo acontecer como num pesadelo em que só aqueles sobre o manto de Satã poderiam testemunhar. Ela vira e cuspira um pedaço da alma do demônio que pretendia dominá-la, sentiu nojo e medo, mas aquilo felizmente não conseguiu possuir seu corpo, mas conseguiu o de outro membro de sua medonha espécie. Ela vira e se afastava, o pavor de ver um dos membros a quem ingenuamente achou que poderia procurar refúgio era grande e ela logo começava a cogitar fundir-se debaixo ao solo como faz todos os dias para se esconder dos olhos de Deus que a queimavam para que ela fosse embora, longe de seus filhos. Antes que ela o fizesse, o lorde jogava para eles duas estacas de madeira, e logo as lendas e contos dominavam sua mente sobre uma forma de destruir sugadores de sangue com estacas de madeira. Ela pega uma das estacas e pergunta para o outro Lorde depois que o monstro possuído pelo diabo fugia com suas ultimas forças até que satã o possuísse por completo.

    - Milorde, isso pode ajudar?

    Disse ela estendendo a estaca para ele a fim de questionar sobre a utilidade.

    Machiavelli escreveu:- Muito obrigado pela sua ajuda. Folgo em saber que um Membro de nossa Espécie ainda conhece as boas maneiras

    Luna engole a seco e responde:

    - Perdão Milorde, mas não sou uma lady, sou uma humilde plebéia, sem sobrenome, sem família, pobre e sobrevivendo na floresta. Chamo-me Luna, filha do caçador Ysgramor

    Ela dizia em tom servil.

    Machiavelli escreveu:- Me chamo Nicollo Machiavelli, e acho que não podemos perder muito tempo aqui, com essa criatura a solta.

    Ainda em tom servil, ela respondia:

    - É uma honra conhecê-lo, Milorde Machiavelli, peço mil perdões por não cumprimentá-lo com a mesma cortesia, mas assim como sou plebéia e não sou digna de tais honrarias, ainda acho adequado manter minhas garras para caso o demônio volte, mas Milorde está certo. Devemos fugir.

    ________________________________

    OFF: Caso Luna conhecer um local considerado seguro, ela irá guiar Nicollo até esse lugar, caso não achar, ela deixará que ele a guie, porém ao menor sinal de civilização, ela esconderá as garras e como não sabe que seus olhos ficam vermelhos como de monstro quando encherga no escuro, ela irá desascender os olhos da besta quando achar que o ambiente já está claro o suficiente.
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por Freak(out) em Dom 3 Mar 2019 - 18:27

    -- O que é você? Como isso pode me ajudar? O que você quer de mim? Eu posso ser realmente útil?

    Os seres dentro de Beaumont respondiam, embora a resposta fosse aparentemente sem sentido. Vozes de timbres infantis murmuravam ao mesmo tempo uma única frase: "Mate pelo mestre. Seja como o mestre!". A cabeça do malkaviano começou a doer e as vozes, embora baixas e inocentes, começaram a penetrar em seu crânio como facas. Seus ouvidos começaram a doer também e seus olhos começaram arder ainda mais. A dor aumentou, como se o crânio estivesse inchando e fosse partir. Um pequeno filet de sangue escorreu pelo nariz de Beaumont, enquanto as vozes continuavam:

    "Mate pelo mestre. Seja como o mestre!"


    Beaumont gritou, tamanha foi a intensidade que a dor alcançou. Sua vista escureceu e seus ouvidos começaram a zumbir tão forte que ele não conseguiu ouvir mais nada. Contudo, subitamente, tudo passou...

    Beaumont abriu os olhos. Não sentia mais dor ou desconforto algum. Ele não sabia dizer se havia perdido a consciência e, em caso positivo, quanto tempo havia se passado desde que a recobrou. O sangue no seu rosto estava quase que totalmente coagulado e no chão lamacento ele -- ou alguém -- havia escrito um nome, que já começava a sumir novamente, graças a água. O nome era:

    "Moloch"

    Beaumont não sabia explicar com certeza o que aconteceu, mas parece que, de alguma forma, ele conseguiu forças para voltar ao controle, embora soubesse que aquelas entidades, fossem o que fossem, ainda estavam nele. Isso se confirmou quando, agora uma única voz, que parecia ser de uma menina entre sete e dez anos, disse a frase uma última vez, de uma forma um tanto débil e até mesmo inocente:

    "Mate pelo mestre. Seja como o mestre..."


    * * *

    -- Queres meu coração, bruxa? Pois saibas que não tens poder algum aqui! E por isso tentas desvirtuar a mente de Kraven, prometendo alívio para leva-lo à escravidão. Esta escrito que Deus amor, mas também é um fogo consumidor que não tem o injusto por justo, nem o culpado por inocente.

    Camilo não pareceu se preocupar com uma possível traição por parte do bárbaro pagão ao seu lado. Mantendo-se convicto em sua fé, ele ergue o crucifixo contra a aparição à sua frente, recitando salmos em latim.

    -- Qui habitat in adjutorio Dei Altissimo latebat in umbra omnipotens... Quoniam tu es, Domine, Deus meus, et refugium meum,robur meum et salvator meus fiducialiter agam et ego...

    Kraven não esboçava reação. De alguma forma ele parecia tentado a aceitar a oferta, embora ainda analisasse aquela estranha que agora era confrontada por Camilo.

    A bruxa, como Camilo chamou, recuou, apesar de não demonstrar desconforto. Antes de desaparecer, ela fala algo no idioma de Kraven -- algo que Camilo não consegue entender -- e então tira um cordão do pescoço, arremessando aos pés de Kraven. O cordão tinha o dedo indicador de um esqueleto, dentro de uma pedra transparente cor de ciano, como se o dedo tivesse sido mergulhado em uma substância que se solidificou posteriormente.

    Off: A frase da mulher eu vou mandar por whats em privado para o Mitz.

    * * *

    Luna e Machiavelli estavam aliviados. A confusão, aparentando antes ser inevitável, pareceu dissipar-se sem grandes problemas. A dupla pareceu se entender bem -- ou ao menos assim pareceu, de acordo com a cortesia de ambos -- e agora apenas uma única coisa parecia urgente e sensata: sair da tempestade e sair da floresta. As horas do sol agora estavam mais próximas e, embora Machiavelli soubesse que Kraven e Camilo ainda estavam por aí, em algum lugar, seu senso de sobrevivência falava mais alto que sua camaradagem.

    Sem perder tempo, Luna se lembra que não muito distante do acampamento cigano em que estava se alimentando, um grupo pequeno de pessoas vivia isolada em uma pequena cabana, onde havia um poço, um estábulo e um esterqueiro. A cabana, com um pouco de improviso, poderia ser um bom refúgio contra a tempestade, o sol e os demais perigos, mas o que ela faria? Mataria todas as pessoas da cabana e tomaria o refúgio? Pessoas que ela nem conhece? E além disso, seria prudente para ela confiar demais em um homem que ela acabou de conhecer, só porque ele tem bons modos e um falar doce?

    E quanto a Machiavelli? Realmente abandonaria a todos e a missão? O que será que o Ventrue trama agora, uma vez que o acidente faz com que o plano necessite de adaptações?

    Off - O resumo é o seguinte: Beaumont, Camilo e Kraven estão agora nos ermos, em uma tempestade; ou seja, estão por conta própria em um lugar hostil e que não oferece, por si, abrigo contra o sol. Luna pode guiar Machiavelli para o esconderijo, mas como ela fará isso já são outros quinhentos. Decidi não avançar muito mais por agora caso vocês queiram pensar em alguma alternativa, tentar de alguma forma se reagrupar ou qualquer outra coisa que vocês possam cogitar. Tirando o fato de que o esconderijo é habitado e que Luna não conhece as pessoas, Machiavelli e ela tem uma chance; o resto de vocês, se continuarem sozinhos, terão muito mais dificuldades.

    RESUMO DE BEAUMONT:
    Reserva de Sangue: 05
    Força de Vontade: 04/07
    Vitalidade: Ok.

    Força +4
    Destreza +4
    Vigor +4

    Destreza +2 (3/3)
    -1 PDS (Efeito da Possessão)

    RESUMO DE CAMILO:
    Reserva de Sangue: 07
    Força de Vontade: 03/04
    Vitalidade: Ok.

    RESUMO DE KRAVEN:
    Reserva de Sangue: 17
    Força de Vontade: 07/08
    Vitalidade: Ok

    Testemunha das Trevas (Metarmofose 1) Ativada.

    RESUMO DE LUNA:
    Reserva de Sangue: 06
    Força de Vontade: 07/07
    Vitalidade: Ok.

    Destreza +2 (2/3)
    Força +1 (2/3)
    Garras da Besta Ativada (Metarmofose 2)
    Testemunha das Trevas (Metarmofose 1) Ativada.

    RESUMO DE MACHIAVELLI:
    Reserva de Sangue: 04
    Força de Vontade: 03/03
    Vitalidade: Ok.

    Força +1 (2/3)
    Destreza +1 (2/3)
    Vigor +1 (2/3)
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por mitzrael em Seg 4 Mar 2019 - 16:10

    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 E93a3066fe386702556a3fb9f5f69f98

    Kraven vi o quanto a criatura se mostrava imponente diante a seu aliado , mesmo ele recitando
    o poder de seu Deus , ela se mantinha firme e ainda conceguia usar de atimanhas para falar na mente de Kraven
    e isso chamava sua atenção .

    Kraven segurava sua espada e o escudo com força ficando em pose de ataque .

    Kraven via o estranho objeto sendo jogado perto se seus pés , ele olhava pro objeto e olhava pro seu aliado , e se abaixava com cuidado e pegava o amuleto

    e Soltava uma grande gargalhada , abafada pelo seu elmo .

    -HAAAAAHHAAAHHAAA

    Voce me faz promeças vagas , e sem sentindo , eu não sou escravo , e tao pouco estou aqui obrigado , eu sou KRAVENNNN , tudo que eu faço e por mim , pra mim .
    Sou homem , guerreiro , e não e vc nem ninguem que vai me comprar com uma simples joia assim ? o principe me deu essa armadura , essas armas , e mesmo assim ele não é meu senhor
    HAHAHAAAHHAA

    -Olha o que eu faço com sua joia bruxa , Irina .


    Kraven estendia a mão segurando a joia e a quebrando com sua grande mão e soltando o pó


    Twisted Evil Twisted Evil


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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por John Milton em Seg 4 Mar 2019 - 23:15

    A noite de Machiavelli estava perdida, ele sabia, devia agora tentar conter o máximo de estragos.

    Diante de si, a Cainita não demonstrava ter muito conhecimento do que era ser uma Criatura da Noite. Decerto havia tido uma instrução pobre, ou mesmo nenhuma, isso poderia ser vantajoso.

    Com um meneio de cabeça, ele responde a Cainita

    - Milady Luna, filha de Ysgramor, em nosso mundo particular, vir do povo pode não fazer muita diferença .  Vejo em Vossa Senhoria grande poder, precisando somente ser corretamente aplicado

    Em seguida ele olha para a estaca e continua

    . esse item poderá ser de grande valia em um futuro próximo. Rogo lhe que guarde.

    Ele olha em volta achando-se isolado dos demais e continua

    - Caso deseje, após estarmos em um local seguro, posso lhe dar mais informações sobre nossa condição. Nesse momento no entanto, devemos nos apressar. Nada sei sobre o adiantado da noite ou mesmo em qual horário estamos.

    Ele parte em direção a floresta fechada.

    - Por favor me acompanhe. E adianto que não precisa se preocupar quanto o que ocorrerá. Tenho bons servidores

    Off:
    Caso Luna acompanhe, assim que Machiavelli sair da clareira e ficar sob a proteção das árvores ele vai fazer o sinal combinado.
    [/i]
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por Beaumont em Ter 5 Mar 2019 - 10:56

    A dor era imensuravel e com ela vinha o desespero. Desespero de perder o controle novamente, eu tinha medo de não estar no controle de minhas próprias ações...A fuga, The Lady já tinha me dito que eu precisava saber lidar com meus surtos, mas que surtos  ? Como lidar com uma coisa que está além da minha compreensão? Eu sinto dor...Não é uma dor qualquer, é muita dor !!! AHHHHHHHHH !  Eles me mandam matar, mas eu não posso me entregar assim ! Que tipo de pessoa eu vou ser ? Se eu obedecer essa vontade bestial toda vez que ela quiser ? Eu só queria ela aqui comigo agora...Mãe ? Não...The Lady eu preciso dela...Eu preciso fazer o que ela disse que eu precisava fazer, eu preciso conquistar a confiança do príncipe de Toledo....Eu precisoooooooo !!!

    A dor cessou repentinamente. Por que ? Por que ? Moloch, finalmente um nome, um ponto de partida ! Quem é você criança ? Eu procurei para ver se encontrava alguém, logo me peguei girando em círculos a procura da suposta voz que martelava em minha cabeça. Ela queria morte e sangue, olhei para mim mesmo através da água e me perguntei. 

    Beaumont : - Você quer morte ? Você me deixará em paz depois disso ? Moloch ? Esse é seu nome ?

    Olhei para ver onde eu estava, não sabia direito como havia chegado ali ou como sair. E se o sol aparecer antes de eu encontrar abrigo ? Lembro-me que a minha diligencia se partiu com a tempestade, eu precisava achar um lugar seguro. 

    Beaumont : - Eu preciso achar um lugar pra ficar, voce quer mortes ? Guie-me até a idade mais próxima e lhe darei as mortes que quiser...Por favor...
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por Black Thief em Qua 6 Mar 2019 - 9:19

    Machiavelli escreveu:- Milady Luna, filha de Ysgramor, em nosso mundo particular, vir do povo pode não fazer muita diferença . Vejo em Vossa Senhoria grande poder, precisando somente ser corretamente aplicado

    Ao ouvir aquelas palavras, a mente da plebeia sofre uma especie de explosão de euforia. Ela erguia um grande sorriso ao saber que suas origens reles não seriam algo a ser julgado no mundo amaldiçoado em que viviam, mas logo ela desfez o sorriso imaginando se poderia mesmo confiar nas palavras daquele homem, afinal acabara de conhecê-lo e ele era da sua espécie. O medo de algo não se esvai com facilidade, mas não sabia se deveria continuar com ele para aprender mais sobre sua espécie ou se deveria deixá-lo para sempre. O simples conviver de segundos com outros membros de sua espécie lhe rendeu a exposição a um perigo vindo diretamente do inferno, não queria acabar como aquele outro que foi possuído por forças satânicas, poderia ter sido ela a ter sido possuída, e com um corpo vago, sem alma, seria fácil para o Diabo fazer.

    - Entendi... Obrigada...

    Dizia em leve desconfiança. Ser chamada de Lady, apesar de ser plebeia, e por simples cortesia de que nunca foi merecedora, ainda era muito estranho e desconfortável. Luna guardou a estaca que ele havia dito que seria útil no futuro debaixo das vestes negras e perguntou enquanto iniciaram a caminhada.

    - Mesmo Milorde? É como diziam as histórias? Se acertar no peito mataremos o mal?

    Perguntava curiosa como uma criança, se fosse mesmo verdade e fosse uma forma eficaz de se defender da sua espécie, certamente levaria mais consigo de agora em diante.

    Machiavelli escreveu:- Caso deseje, após estarmos em um local seguro, posso lhe dar mais informações sobre nossa condição. Nesse momento no entanto, devemos nos apressar. Nada sei sobre o adiantado da noite ou mesmo em qual horário estamos.

    Luna não sabia se ficava animada ou se ficava assustada com aquela proposta, não diria nada sobre aquilo por enquanto, aceitar ou recusar a oferta, a voz doce do Lorde Machiavelli fazia Luna querer acreditar que, assim como ela, não desejava mal a ninguém, mas tinha medo de confiar e não sobreviver mais depois disso. Estava indo bem sozinha, na medida do possível, mas até quando não saber como sua espécie age lhe manteria a salvo dela? E até que ponto o Lorde Machiavelli iria mesmo contar toda a verdade pelo bem dela? As criaturas sem almas são vistas com desconfiança, se não repulsa pelos olhos de Deus, porque não as tem no coração. Luna olhava para o céu e observava as nuvens, o faro para sentir o orvalho era ofuscado pela tempestade, mas não tinha problema pois só de saber um pouco a direção do vento, apesar da tempestade, as posições das nuvens, separar o leste do oeste e achar a posição da Lua por trás de uma das nuvens de chuva com seu olhar aguçado, Luna já sabia o quanto faltava para o amanhecer:

    - Faltam 4 horas para a alvorada, Milorde. Ainda temos tempo para procurar abrigo, mas não devemos tardar pois a má sorte ainda pode nos alcançar.

    Machiavelli escreveu:- Por favor me acompanhe. E adianto que não precisa se preocupar quanto o que ocorrerá. Tenho bons servidores

    Vendo que Machiavelli ia em direção à floresta, Luna, que era boa conhecedora das regiões ermas de Toledo graças à caça, dizia à ele parando-o sem tocá-lo.

    - Milorde, se me permite... Há um outro lugar que é mais seguro do que as matas a essa hora da madrugada. Há uma pequena cabana onde vive uma gente simples. Eles podem oferecer abrigo se Milorde os enfeitiçar com a bruxaria que o vi fazer hoje contra o homem que foi morto pelo demônio, e se Milrode possui bons servidores, eles podem protegê-lo e negociar, ajudá-lo a conseguir esse abrigo. Tenho uma outra ideia de como proteger Milorde Machiavelli do amanhecer, mas acredito que não irá gostar...

    Luna não estava preocupada com ela mesma, podia descer ao solo e adormecer a qualquer momento, mas na próxima noite teria que começar a caçada pois o sangue que consumira em suas forças e suas garras deixava a visão do sangue mais atrativo.

    "Cuidado com a falta de sangue; será dominada pela fome"
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por John Milton em Sex 8 Mar 2019 - 0:42

    Enquanto caminhava para dentro da floresta, afastando-se, assim, de mais perigos, Machiavelli enfim assumia que sua nova companhia não possuía a menor instrução.

    Era praticamente selvagem e devia, decerto, conhecer apenas lendas e algumas rasas informações.

    Tal suspeita era corroborada pela ingênua pergunta quanto a estaca.

    Atento ao qualquer outro movimento, ele responde, ainda caminhando, olhando de relance, mas respeitosamente, ao que ele presumia ser uma Gangrel

    - Deveras Milady Luna, essa estaca bem colocada e no ponto adequado pode parar o mais poderoso de nossa estirpe. És sábia ao ouvir meu conselho e guarda-la.

    Ele volta a cogitar consigo mesmo enquanto a Cainita fazia o que parecia apreciar o tempo... Ela era bela a sua maneira. Nada que fosse digno de nota, mas com a conduta necessária e etiqueta, ela passaria de patrulheiros a cortesã, algo que o Ventrue apreciaria. Ter uma dama hábil em armas ao seu lado para defende-lo... Talvez nas noites seguintes ele pudesse usá-la adequadamente.

    No fundo do seu raciocínio ele, enfim escuta Luna informar o tempo que faltava para o amanhecer e com isso um misto de apreensão e cuidado saltaram para o seu rosto.

    - Temo que tenhamos gastado muito de nossa força no embate que acontecera. Creio que tenhamos que nos alimentar na próxima noite, o que me preocupa a certo ponto.

    Mesmo distante ele ouvia os grilhões que mantiam a Besta segura ficarem cada vez mais frouxos. Ele teria que lidar com esse problema o quanto antes. Caso desejasse manter sua integridade.... Noblesse oblige.

    Com isso ele sente o toque em sua pele, e, nesse momento, ele pesa com cuidado suas próximas palavras.

    - Caríssima Milady Luna, nesse momento ele teve o cuidado de carregar de sotaque italiano o nome da Cainita Lua, em minha língua materna, e como tal guia nosso caminho, pelo negrume da noite sem fim, ouvir dizer da existência de pessoas próximas a nós e um bálsamo aos meus ouvidos.

    Ele sorria para ela, sua voz melodiosa reverberando por entre as árvores

    - Peço a gentileza que nos guie até lá. Vamos negociar nosso quinhão de assistência neste local, tenho certeza .

    Com isso Machiavelli convoca os servidores com o sinal apropriado
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por Black Thief em Sex 8 Mar 2019 - 11:15

    Machiavelli escreveu:- Temo que tenhamos gastado muito de nossa força no embate que acontecera. Creio que tenhamos que nos alimentar na próxima noite, o que me preocupa a certo ponto.

    Mantendo sempre o capuz do manto negro, e ainda com as garras em mãos, pois não considerava que estavam completamente seguros, ela respondia:

    - Sim, Milorde. Tenho sede, acho arriscado me alimentar do sangue dos vivos a esse ponto, pretendo caçar animais ao erguer da próxima lua, e depois me alimentar dos vivos. Não quero deixar a influência do mal dominar minha vontade.

    O gosto do sangue animal sem dúvida era muito inferior ao gosto do sangue de um humano, mas ainda servia para se alimentar e conter a sede de quando for se alimentar de algum vivo, não queria se descontrolar e matar ninguém, primeiro porque não queria deixar de ser uma pessoa pra virar mais monstro, e segundo porque isso era uma questão de sobrevivência, não poderia deixar um rastro de assassinato para que a nobre milicia viesse caçá-la como um lobo perigoso rondando e atacando viajantes, ou um homem santo viesse em seu encalço querendo destruir a ameaça que o demônio enviou para aterrorizar a cidade.

    Machiavelli escreveu:- Caríssima Milady Luna, - nesse momento ele teve o cuidado de carregar de sotaque italiano o nome da Cainita - Lua, em minha língua materna, e como tal guia nosso caminho, pelo negrume da noite sem fim, ouvir dizer da existência de pessoas próximas a nós e um bálsamo aos meus ouvidos.

    Luna virava para Machiavelli com um breve olhar de espanto, primeiro porque ainda não ficava confortável com um tratamento que não lhe era devido, mas contrariar um Lord era tolice também.

    - Mas não devia Milorde, com todo o respeito... Nós somos mortos, não devíamos caminhar entre os vivos com alegria. Já dizia-se na igreja, os filhos de Deus são privilegiados, e os abandonados por Ele são escória que devem estar à margem dos abençoados. Nos alimentamos porque fomos amaldiçoados, já perdemos a alma, mas em momento algum, alegro-me em tê-los por perto. Pelo menos o demônio devemos manter afastados de nossos corpos vazios, para que ele não os possua. Preservar o corpo é tudo que nos resta, e eu sinto o demônio querer invadi-lo a todo momento, como conseguiu com o Lord que estava com você, hoje.

    Apesar da voz encantadora que Lord Machiavelli tinha, Luna ainda não via como ficar feliz perto dos humanos, não queria despertar a Furia de Deus, ela se alimentava e fugia sempre o maximo que podia.

    Machiavelli escreveu:- Peço a gentileza que nos guie até lá. Vamos negociar nosso quinhão de assistência neste local, tenho certeza .

    - Sim Milorde, mas peço perdão, não irei me refugiar da alvorada com o senhor, eu irei me refugiar na mata, irei guiá-lo até o ponto em que possa encontrar o caminho por si. Devo apenas alertá-lo que mais cedo, uma mulher e uma criança foram atacados por alguém de nossa espécie, não muito distante daqui, é possível que ela tenha ido procurar refugio e achado a cabana também. Tome cuidado com ela se ela estiver lá, estará assustada e atenta a estranhos.

    Machiavelli nem mesmo cogitou na segunda ideia de Luna sobre como protegê-lo do sol, ou saber do que se tratava, ela já alertara a ele que talvez ele não fosse gostar e preferiu confiar que não gostaria mesmo e já considerou apenas a cabana. A garota então se atentava ao sinal que Machiavelli fazia e ficava atenta ao seu redor.

    __________________________________________

    OFF: Pode considerar que Luna só vai levar Machiavelli a um ponto que ela possa explicar à ele como chegar na cabana. Em hipotese alguma ela vai se mostrar para mortais, e também não vai abaixar as garras. A ideia depois que deixar Machiavelli no caminho, ela se separe dele e vá buscar um local que ela possa se fundir com a terra e se desfundir, com segurança de não ser vista.
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por Claude Speedy em Sab 9 Mar 2019 - 9:24

    Ao ver que Kraven recusa à sedução da bruxa e estilhaça a segunda joia "del Diablo" naquela noite, me sinto mais aliviado.

    -Essa mulher e seus escravos nos separaram dos demais, precisamos agora achar um jeito de encontra-los. Eu sabia que não foi uma boa ideia tentar confiar no Príncipe para ajudar o Malkaviano, mas não achei que ele nos enviaria para essa armadilha.

    Falo enquanto repouso o cruscifixo sobre o peito.
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por Freak(out) em Sab 9 Mar 2019 - 18:21

    Camilo sentia uma ponta de esperança ao ver que Kraven, o Bárbaro, recusava com desdém o presente da feiticeira. Camilo estava prestes a guiar o seu novo "futuro cristão" em auxílio aos demais companheiros de viagem que se perderam, quando uma ventania aparentemente não natural intensificou-se na região, durando apenas alguns segundos. Kraven, que ainda segurava os fragmentos partidos do amuleto pôde ver que, tanto os fragmentos do estranho vidro brilhante, quanto os fragmentos dos ossos que formavam o dedo indicador, desfizeram-se no ar em pó, levados pelo vento, de uma forma que nem mesmo a chuva intensa conseguia molhar. Nesse momento, uma risada estranha, descarnada e sufocada ecoou no ar e tanto Camilo quanto Kraven puderam ouvir. Não era uma risada de mulher, tampouco de homem ou criança. Parecia a risada de uma criatura inominável para os padrões da vida como os mortais e imortais a conheciam; e isso não foi tudo. Após o término dessa gargalhada bestial, a voz da bruxa voltou a soar das matas, dessa vez de forma etérea e distante, como se trazida pelo próprio vento de um lugar remoto ou mesmo do mundo dos espíritos. Ela riu, mas dessa vez falou em língua local, permitindo que Camilo também compreendesse suas palavras.  

    -- Fui tola ao te julgar mais sábio que esse serviçal. Você não passa de um idiota, Kraven. Contudo, este será o único erro que cometerei com você! Eu não iria arriscar te dar poder sem um "porém", no caso de você ser tolo o suficiente de se rebelar contra mim, que foi exatamente o que aconteceu, não é mesmo? Há! Há! Há! Há! Há!

    Milhares de vozes masculinas começaram a ecoar das matas quando ela -- a feiticeira -- se silenciou. Eram vozes constantes de lamúrios, de gemidos de sofrimento. Pareciam ser pelo menos cem vozes diferentes e a dupla, de início, não sabia dizer se as vozes estavam dentro ou fora de suas mentes, até que a visão de dezenas, talvez centenas de corpos nus apareceram vagando de dentro das matas. Eram todos decompostos, com pedaços faltando e vermes deslizando por suas carcaças negras e inchadas. Todos eles tremiam da cintura para cima de forma convulsiva, como se estivessem constantemente sendo atingidos pelos raios da tempestade e seus olhos, embora ausentes em muitos deles, emitiam uma luz vermelha sinistra, que brilhava com a mesma intensidade de uma tocha. Camilo podia sentir, de alguma forma, que aquelas criaturas não pareciam ser apenas simplesmente mortos que voltaram a caminhar. Sua fé lhe dizia que algo muito mais hostil e diabólico se ocultava por trás daquela legião...

    * * *

    -- Você quer morte ? Você me deixará em paz depois disso ? Moloch ? Esse é seu nome ?

    Quando Beaumont disse isso, ele pôde ver um vislumbre de uma imagem que pareceu ser "jogada" em sua mente. Uma imagem aterrorizante de um ser antigo, perverso e tão obscuro quanto o próprio Cain:

    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Ccb2398b162a4a2f6b511df65a30de63

    O poder sentido pelo malkaviano era antigo, era imenso e, ainda assim, reconfortante de alguma forma. Aquele ser, aquela criatura, de alguma forma parecia simpatizar com ele. De alguma forma aquele monstro abissal parecia desejar uma aliança com o lunático.

    -- Eu preciso achar um lugar pra ficar, voce quer mortes ? Guie-me até a idade mais próxima e lhe darei as mortes que quiser...Por favor...

    Dessa vez aqueles seres que agora moravam dentro do malkaviano voltaram a falar:

    -- A morte te fará forte com a relíquia do mestre... A morte trará de volta o mestre, e você será recompensado. Mas não agora! Agora deves descansar, deves se alimentar!

    Beaumont, já abalado pelos acontecimentos, sentiu-se ainda mais ameaçado e tenso quando um uivo muito alto e atroz ecoou pela noite, não muito longe de onde ele estava agora.

    -- Corra, corra! -- disseram os seres. -- Sendo caçado você está agora! Deixe-nos guiá-lo, em nome do mestre!

    Beaumont notou uma pequena luz vermelha em forma de orbe, que flutuava a poucos metros à sua frente. Ele não sabia se aquilo estava em sua mente ou se algo realmente se materializou externamente, mas parecia apontar para o caminho certo; parecia guiá-lo.

    * * *

    Luna e Machiavelli caminhavam lado a lado, como dois amigos. Ao mesmo tempo que um estava feliz de estar próximo do outro, por questões de sobrevivência, também estavam cautelosos. Luna não sabia o que esperar do homem de fala doce e ele, por sua vez, não podia prever o que uma vampira jovem e de pouca instrução "na malícia da noite" poderia fazer em nome de um falso senso de moralismo litúrgico. A inocência nem sempre prejudicava somente o inocente, e Machiavelli sabia disso, embora ainda tivesse planos para a sua nova guarda-costas; e foi então nesse momento que ele revelou a ela o seu trunfo: homens armados em dois grupos de quatro. Mercenários a serviço dele, que os seguiam desde Toledo.

    Algo mais além dos diálogos reflexivos entre eles fez com que a dupla se adiantasse em seus planos: um uivo longo, que se prolongou na noite. Um uivo muito forte e intenso para ser de um lobo comum. Como combinado, Luna caminhou ao lado de Machiavelli, guiando-o pelos ermos até que ele pudesse, por conta própria, encontrar o esconderijo que Luna havia dito -- com possíveis pormenores que ela, de bom grado, havia alertado. Contudo algo chama a atenção da dupla: Mesmo com a chuva, o cheiro da terra e de toda a natureza ao redor, tanto Machiavelli quanto Luna puderam sentir cheiro de sangue; sangue humano e sangue de vampiro. Havia sangue seco nos troncos próximos que aos poucos se diluia com a água da chuva que escorria das copas altas e largas, metros acima. O cheiro parecia se intensificar à medida que a dupla se aproximava mais da área da cabana.

    * * *

    Beaumont caminhou aos trambolhões, seguindo aquele orbe de luz vermelha, enquanto ouvia constantemente aquelas vozes dizendo "Cheiro de sangue... Cheiro de sangue...".  Ele subitamente surgiu entre uma trilha estreita de árvores de copas longas e altas, onde a intensidade da chuva era menor, devido a proteção natural das folhas. Nem mesmo Luna que, com sua audição privilegiada, teve tempo de se esconder adequadamente ou avisar Machiavelli de que algo se aproximava rápido demais. Quando todos perceberam, eles estavam novamente juntos, uns diante dos outros. Luna e Machiavelli de um lado, olhando para um Beaumont que os encarava do outro. O malkaviano parecia agora mais controlado, mas era possível notar, fosse pelo seu olhar perturbador, fosse pelo seu fisico alterado, que havia algo de errado com ele, ainda. Ele não estava sozinho. Aquelas criaturas ainda estavam no seu corpo, vez ou outra causando-lhe tiques, espasmos ou breves tremedeiras. Beaumont, por sua vez, notava que mais milicianos armados estavam com eles. Quem eram ou como eles haviam chegado lá, ele não sabia dizer, mas podia supor que Machiavelli, de alguma forma, era responsável por isso.  

    RESUMO DE BEAUMONT:
    Reserva de Sangue: 05
    Força de Vontade: 04/07
    Vitalidade: Ok.

    Força +4
    Destreza +4
    Vigor +4

    Destreza +2 (1/3)

    RESUMO DE CAMILO:
    Reserva de Sangue: 07
    Força de Vontade: 03/04
    Vitalidade: Ok.

    RESUMO DE KRAVEN:
    Reserva de Sangue: 17
    Força de Vontade: 07/08
    Vitalidade: Ok

    Testemunha das Trevas (Metarmofose 1) Ativada.

    RESUMO DE LUNA:
    Reserva de Sangue: 06
    Força de Vontade: 07/07
    Vitalidade: Ok.

    Destreza +2 (1/3)
    Força +1 (1/3)
    Garras da Besta Ativada (Metarmofose 2)
    Testemunha das Trevas (Metarmofose 1) Ativada.

    RESUMO DE MACHIAVELLI:
    Reserva de Sangue: 04
    Força de Vontade: 03/03
    Vitalidade: Ok.

    Força +1 (1/3)
    Destreza +1 (1/3)
    Vigor +1 (1/3)
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

    Mensagem por mitzrael em Ter 12 Mar 2019 - 13:44

    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 E93a3066fe386702556a3fb9f5f69f98

    -- Fui tola ao te julgar mais sábio que esse serviçal. Você não passa de um idiota, Kraven. Contudo, este será o único erro que cometerei com você! Eu não iria arriscar te dar poder sem um "porém", no caso de você ser tolo o suficiente de se rebelar contra mim, que foi exatamente o que aconteceu, não é mesmo? Há! Há! Há! Há! Há!

    Como tu ousas me chamar de idiota ? eu sou KRAVEN !!! lembre bem desse nome pois será o que te levará pro tumulo
    Tu achas que um ventinho e uns morrinbudos são suficientes pra me por medo ?

    Sua corvadia me enoja , usa mortos e ventos , isso so vai atrasar o que vou fazer com vc .

    Padreco ta na hora de vc mostrar o quanto sua fé é poderosa .

    Twisted Evil Twisted Evil
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    Capítulo 1: O Motim... - Página 2 Empty Re: Capítulo 1: O Motim...

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      Data/hora atual: Qui 5 Dez 2019 - 22:42