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[!ON!] Capítulo 1: O Mais Horrendo Espetáculo da Terra

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Elminster Aumar
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Re: [!ON!] Capítulo 1: O Mais Horrendo Espetáculo da Terra

Mensagem por Elminster Aumar em Dom Dez 02, 2018 10:25 pm


A reunião seguia acontecendo na sala privada na mansão do Senhor Alexandru. Quanto mais ele explicava sobre o caso, mais dúvidas surgiam entre os presentes.

Iam Smith escreveu:- Então pelo que acredito entender, se o circo sequestra suas vitimas e tem uma cota, seriam sete vitimas, significa que faltam três onde seria nossa chance de evitar ou eles não têm a quantidade e aproveitam as oportunidades.

- Em teoria, sim - respondeu Alexandru, alisando a barba. - Mas não faço ideia sobre quem poderiam ser os próximos alvos.

Teodor, por sua vez, sugeriu um plano de ação para o dia de apresentação do circo: irem de dois em dois. Além de evitar os olhares de suspeita que eles receberiam se fossem os quatro juntos, eles teriam um raio maior de alcance para poderem explorar o terreno e observar as situações por ângulos diferentes. Ele viu Alexandru concordar com a cabeça.

Em seguida, a Doutora Belcher levantou mais uma questão:

Leatrice escreveu:– Bem, antes de começarmos a formular um plano… Acho que é importante sabermos de uma coisa… Senhor Alexandru, acredita que os responsáveis por esses desaparecimentos desconfiem que o senhor está os investigando? Talvez eles saibam que Tyna era... Perdão, é sua filha. Eu tenho certeza de que ninguém sequestraria a filha de um dos detetives mais renomados no mundo intencionalmente, mas talvez o responsável tenha descoberto depois?

O detetive notou o pequeno deslize da doutora, mas pareceu não se importar com aquilo. Para alguém tão inteligente como ele, essa possibilidade não seria nenhuma surpresa. Essa foi a pergunta que mais fez Alexandru pensar para responder. Ele, de fato, pareceu bastante avaliar a questão.

- Eu prefiro acreditar que eles não sabiam que Tyna era minha filha - disse, por fim. - Porém ressalto que mesmo que soubessem disso, não sei se isso seria motivo o suficiente para eles não fazerem o que fizeram. Quem sequestra tantos jovens, mesmo à luz do dia, não parecer temer as autoridades. Acredito que estamos lidando com algo muito pior do que podemos imaginar.

Alexandru não completou mais o seu raciocínio, pois naquele instante, Nina Aiwaz falou, e toda a calma e o clima de hospitalidade que havia na sala se desfez.

@Nina Aiwaz escreveu:- Só há uma questão a ser tratada e tudo mais é perfumaria: que utilidade cada um de vocês realmente tem para a demanda? O que os torna indispensáveis? Porque, caríssimos, eu não pretendo arrastar o peso morto representado por nenhum amiguinho do contratante em nome de uma recompensa qualquer. Sem ofensas, Alexandru. -

Leatrice tentou relevar a situação, porém Teodor explodiu de fúria e retrucou.

Teodor escreveu:- Olha como você fala com as pessoas, garota! Eu estou pouco me fodendo com o que diabos você faz, mas já que se acha tão eficiente assim, por que é que não sai por aquela porta agora... E volta amanhã trazendo aqui Tyna e os outros três desaparecidos? Hum? Vamos abaixando esse narizinho para lidar com as outras pessoas. Ou quem sabe quando você precisar de algum dos "pesos mortos" dessa sala, você fique na mão.

Iam também se posicionou, revelando que atuava no submundo. Tudo foi muito rápido e até Alexandru pareceu se perder em meio àquela tempestade - a que ocorria no interior da mansão, e não na que acontecia do lado de fora. Teodor fez menção de se retirar da sala e ir buscar mais café.

- Por favor... - suplicou Alexandru, querendo apaziguar os ânimos. - Vocês atuarão como uma equipe! Eu não os chamaria aqui se não soubesse e confiasse nas habilidades de cada um de vocês, e acreditem, um irá precisa da ajuda do outro. - Ele não precisou olhar para Nina para que ela soubesse que a sua fala foi dirigida à sua descrença nas habilidades dos demais convidados. - Teodor, meu amigo, por favor, peço que fique por mais um momento.

Teodor já estava à porta, pronto para se retirar. Nina retomou a palavra:

Nina escreveu:- Minha intenção não é resgatar Tyna e os demais jovens. É obter respostas. Que poderão conduzir culpados à Justiça. Não há Ocultismo no mundo que possa reanimar os mortos. Alexandru, se a menina estiver viva, será trazida de volta. Mas a Esperança é o último Mal, o único que Pandora conseguiu prender na caixa. Não se deixe seduzir por bravatas inconsequentes de heroísmo. Se você precisasse de palavras de consolo, teria procurado um padre. Mas você veio a mim. Trarei suas respostas, com o auxílio da respeitável Dra. Belcher e do cavalheiro estrangeiro, Sr. Smith. Mas pretendo deixar que os demônios valsem sobre o sangue e os ossos do nosso compatriota romeno, caso na morte ele seja mais útil que a vida.

O detetive se recostou na poltrona, parecendo de repente cansado.

- Façamos assim então. Seguindo o plano de Teodor, vocês se dividirão em dois para amanhã. Sugiro que Nina vá com Iam Smith e a Dra. Belcher acompanhe Teodor. Me parece ser o melhor a fazer diante dessa situação. O que vocês acham?
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Re: [!ON!] Capítulo 1: O Mais Horrendo Espetáculo da Terra

Mensagem por Sparkles em Ter Dez 04, 2018 9:25 pm


Alexandru parecia estar com dificuldade para responder a pergunta de Leatrice, e a resposta dada não satisfez a doutora. Questionava o raciocínio do detetive, se os criminosos realmente soubessem que Tyna era sua filha, eles teriam escolhido qualquer outra garota ou garoto, não tinham nenhum motivo para se arriscarem daquele jeito… Bem, a menos que quisessem que Alexandru fosse atrás deles.



A situação se intensificou e culminou com Teodor se levantando e caminhando em direção a porta. O russo também se levantou, mas se manteve mais calmo do que o outro homem, ele se identificou como Iam Smith, um nome bastante incomum para alguém de sua nacionalidade, e confirmou aquilo que Leatrice já desconfiava.

Nina continuava com sua estranha demonstração… Leatrice não gostava da tal ocultista, se esforçava para não demonstrar a aversão que sentia pelo comportamento da moça, mas tinha que concordar com algo dito no meio de seu discurso venenoso, duvidava que encontrariam Tyna ou qualquer um dos jovens desaparecidos com vida. Porém, o pequeno momento de concordância entre as duas mulheres não durou muito, pois quando a ocultista finalmente confirmou que iria a apresentação no dia seguinte, declarou que só desejava a ajuda do “cavaleiro estrangeiro” e da “respeitável Dra. Belcher”, ao mesmo tempo que duvidava da utilidade de Teodor…

Absurda… Essas pessoas… Essa situação… No que eu fui me meter? A doutora olhava para baixo, encarando o resto de café em sua xícara. Tudo o que queria era que Alexandru colocasse um fim naquela discussão…

Felizmente, Alexandru finalmente interveio. O detetive repreendeu, justificadamente, Nina e suplicou para que Teodor ficasse. O velho homem então recostou em sua poltrona, visivelmente cansado, e anunciou que seguiriam o plano de Cardei, iriam para o circo em pares, Nina e Iam iriam juntos, enquanto Leatrice ficaria com Teodor, aquelas eram as melhores opções, considerando o que acabara de acontecer.

– Por mim tudo bem… – Leatrice respondeu e se virou na direção da porta, olhando para Teodor. – Senhor Cardei?
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Re: [!ON!] Capítulo 1: O Mais Horrendo Espetáculo da Terra

Mensagem por Camuel em Qua Dez 05, 2018 3:50 am


Diante de todo aquele momento, a voz de Alexandru clama por união.

Alexandru escreveu:- Por favor... Vocês atuarão como uma equipe! Eu não os chamaria aqui se não soubesse e confiasse nas habilidades de cada um de vocês, e acreditem, um irá precisa da ajuda do outro. Teodor, meu amigo, por favor, peço que fique por mais um momento.

Nesse mesmo momento Iam percebe que seu afeto por Teodor é além do que imaginava. Realmente o velho tem certa afeição por ele. Alexandru cansado vai em direção ao sofá e se senta, algo dizia que ele já tinha terminado quando continuou:

Alexandru escreveu:- Façamos assim então. Seguindo o plano de Teodor, vocês se dividirão em dois para amanhã. Sugiro que Nina vá com Iam Smith e a Dra. Belcher acompanhe Teodor. Me parece ser o melhor a fazer diante dessa situação. O que vocês acham?

Nem bem Alexandru tinha acabado de pronunciar a ultima palavra, Leatrice completa:

Leatrice escreveu:– Por mim tudo bem…

Parecia que era tudo que ela desejava.

- Bela dupla! Responde como se alguém estivesse perguntado algo a ele. - Sendo assim, concordo com a ideia. - Ele se aproxima ate Nina, e sussurra em seu ouvido: - Sem magoas, acredito que daremos uma boa dupla e quem sabe você possa me mostrar um pouco do seu ocultismo e olha que minha mente e bastante fértil. - Ele se afasta alguns passos e espera a resposta dos demais.
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Re: [!ON!] Capítulo 1: O Mais Horrendo Espetáculo da Terra

Mensagem por Bravos em Sab Dez 08, 2018 3:00 pm


O pedido de Alexandru fez com que Teodor parasse sua caminhada em direção à cozinha. De fato, o velho amigo não tinha culpa da falta de educação e de elegância de seus convidados. A fala seguinte de Nina era um perfeito disparate e com aquilo ela conseguiu todo o desprezo que poderia conseguir de Cardei. Quando pensou em responder, o amigo suspirou se encostando na poltrona e em consideração a ele, não estendeu a discussão. Já estava resolvido, por fim das contas, e o pragmatismo de Teodor sobrepujou a demonstração de arrogância barata da mulher.

Teodor voltou à sua poltrona e sentou-se, satisfeito consigo mesmo. - Faremos um digno par, Doutora Belcher. - Respondeu-lhe com um discreto sorriso. Aqueles eram na verdade os únicos pares possíveis. Depois daquele fato, Teodor evitaria até mesmo dirigir a palavra para Nina e quanto a Iam... Bem, não adiantava um dirigir a palavra ao outro pois não falavam sequer um idioma em comum. Ficaria difícil trabalharem juntos. A não ser que o fizessem tanto a ponto de não precisarem falar entre si. Porém, o romeno duvidava dessa possibilidade. - Uma vez que estamos decididos, creio que poderemos voltar para nossas casas e descansar para o dia de amanhã. A não ser, claro, que o caro Alexandru tenha algo a adicionar. - Olhou para o amigo, esperando que dissesse mais alguma coisa. Quando estivessem liberados, após vestir seu sobretudo e pegar seu chapéu, Teodor se aproximaria da doutora Belcher e lhe falaria a baixa voz: - Acha que devemos nos encontrar antes de ir ao circo e conversarmos melhor? Podemos tomar um café, algo do gênero. Nos preparar para o que quer que nos aguarde.
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Re: [!ON!] Capítulo 1: O Mais Horrendo Espetáculo da Terra

Mensagem por Mellorienna em Sab Dez 08, 2018 3:58 pm


Ah era muita conversinha mole! Nina olhou para Iam com um brilho ferino nos olhos muito claros, mas não se dignou a responder. Escutou Alexandru com o mesmo ar blasè que mantinha quase sempre. Não se deu ao trabalho de prestar atenção nas combinações para o circo no dia seguinte.

A verdade é que Nina não se importava. Achava irrelevante todo aquele teatro para enganar Romanov: se ele era metade da criatura que ela imaginava que fosse, não enganariam mesmo que se esforçassem. De onde estava, todos naquela sala pareciam se preocupar demais com detalhes irrelevantes, como subterfúgios diante do demônio e traquejo social. Talvez, dentre todos os presentes, só Alexandru merecesse jogar uma partida de xadrez contra ela. Talvez fosse exatamente o que ele estava fazendo.

Nina voltou a se focar em seu palácio da mente, registrando e arquivando informações, acessando conhecimentos anteriores. Esperaria até Alexandru dispensa-los, essencialmente para não perder qualquer dado que ele pudesse passar, e então sairia dali direto para a chuva. Havia algo de fascinante nas grandes tempestades. Uma beleza profundamente selvagem. A mente hiper treinada e racional de Nina ansiava pelo descanso naquilo que é indômito.

... e nesse momento ela olhou para Teodor Cardei - "covarde" - e depois para Iam Smith - "louco suicida" - antes de desviar os olhos acinzentados de volta para a janela, onde os raios iluminavam a noite e faziam cintilar os cabelos de um dourado pálido da jovem Ocultista.
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Re: [!ON!] Capítulo 1: O Mais Horrendo Espetáculo da Terra

Mensagem por Elminster Aumar em Sex Jan 04, 2019 12:32 am


O apelo do velho detetive para que Teodor Cardei permanecesse na sala havia funcionado, o que fez Alexandru suspirar aliviado. A respeito das duplas sugeridas por ele, a Doutora Belcher foi a primeira em concordar com a escolha. Ela faria dupla com Teodor, enquanto Iam Smith iria investigar o circo ao lado da misteriosa Nina. Iam tentou puxar um assunto com a ocultista, porém a mulher simplesmente o ignorou. Ela dava todos os indícios de estar ali contra a sua vontade. Talvez ela tivesse se arrependido de ter aceitado se reunir com um grupo tão leigo.

Teodor escreveu:- Uma vez que estamos decididos, creio que poderemos voltar para nossas casas e descansar para o dia de amanhã. A não ser, claro, que o caro Alexandru tenha algo a adicionar. Acha que devemos nos encontrar antes de ir ao circo e conversarmos melhor? Podemos tomar um café, algo do gênero. Nos preparar para o que quer que nos aguarde.

Diante dos questionamentos de Teodor, Alexandru olhou para fora da janela no momento em que um forte raio caía, iluminando as ruas de Budapeste e a própria mansão.

- Sim, eu tenho algumas coisas para adicionar, meu caro - disse o detetive. - Primeiro quero dizer que vocês podem passar a noite aqui. A chuva não está dando trégua e temos muitos quartos vagos. Anastácia poderá conduzi-los aos quartos de hóspedes. Caso vocês precisem de algum equipamento que não está aqui com vocês, vocês podem pegá-los amanhã, lembrando que o Circo só irá abrir de noite. A propósito, quero reforçar para que vocês tomem cuidado. Eu não irei amanhã com vocês - ele fez uma pequena pausa antes de prosseguir. - Além de eu só ter adquirido quatro ingressos, estou um tanto velho para ajudá-los como eu gostaria. Receio que mais atrapalharia do que ajudasse. Contudo continuarei com as minhas pesquisas para munir vocês com o máximo de informações possíveis. Espero que me entendam.

Ele fez uma nova pausa, esperando a anuência dos convidados.

- Também gostaria de sugerir para que não se arrisquem tanto no dia de amanhã. O Circo estará lotado e qualquer deslize pode colocar em risco a investigação... além das suas vidas. Não, caso vejam algo de suspeito, será melhor esperarmos um dia mais apropriado para investigar a fundo.  

Ele olhou de soslaio para Nina, e perguntou:

- Senhora, há algo que eu possa fazer por você?




OFF-GAME:
Pessoal,
Este é um post intermediário. Sei que foi curto, mas no meu próximo post já colocarei vocês entrando no Circo de Romanov. Peço que aproveitem este post para dizerem o que seus personagens farão neste resto da noite e no dia de amanhã, antes da apresentação do Circo começar. Se ficarão na mansão de Alexandru ou não, e como irão para este evento. Fiquem a vontade também caso seus personagens queiram interagir entre si ou com algum NPC.
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Re: [!ON!] Capítulo 1: O Mais Horrendo Espetáculo da Terra

Mensagem por Bravos em Seg Jan 07, 2019 11:40 pm


Teodor não se incomodava de passar aquela noite da casa de Alexandru. Provavelmente os outros se incomodariam. Mas ele já conhecia a casa há anos e já havia passado noites ali em outras ocasiões. Conhecia bem o clima local para saber que a chuvas quando vinham se demoravam. Escutou com dispersa atenção o resto da fala do amigo. Sabia que eram apenas conclusões e avisos. Logo que ele havia terminado, levantou-se, pegando seu sobretudo. - Assim será, meu caro. Obrigado pela hospitalidade. Ficaremos muito bem instalados, sem dúvida. - Protocolo. Foi em direção do anfitrião e saudou-lhe com um - aí sim - genuíno aperto de mão. E voltou a tornar-se para Doutora Belcher: - Amanhã tornamos a conversar e nos acautelar para a visita ao circo. Hemos de ser prudentes como sugeriu Alexandru. - Virou para o russo e arriscou um inglês cheio de sotaque: - Good night. - E com visível desgosto, mas mantendo sua educação, despediu-se de Nina. - Passar bem.

Deitar-se na cama foi um alívio agradável. Não estava propriamente cansado, mas havia uma certa tensão do conflito que tivera na reunião. Nada que fosse lhe tirar o sono. E de fato, uma vez deitado, Teodor dormiu como um bebê até o outro dia. Ele seria acordado por uma das filhas de Alexandru, avisando-o que o café estava servido, mas só viria realmente a descer e fazer seu desjejum quase meia hora mais tarde. Não era habituado aos horários matutinos daqueles que trabalhavam nos horários comerciais. Depois disso, leria as notícias no jornal com franco desinteresse, mas como parte do modus operandi padrão dos homens de seu tempo. Na primeira oportunidade que encontrasse a doutora Belcher, convidaria-a para um café pelo período da tarde. Onde conversaria amenidades e eventualmente o que ela havia achado de toda a cena com a jovem ocultista bizarra.

Depois de deixar a física, Teodor apanharia tudo que precisaria para estar preparado para o que quer que fosse necessário no circo. Estaria com sua bengala e com seu chicote, cuidadosamente dissimulado sob sua roupa. Encontraria com seu par no horário marcado, cheirando a café e a nicotina e a algum perfume forte que tentasse encobrir esses dois outros odores por demais fortes. Normalmente ele cheirava melhor. O charuto e o café, contudo, faziam ele pensar melhor, e ele queria estar de olhos bem abertos durante aquela apresentação circense.
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Re: [!ON!] Capítulo 1: O Mais Horrendo Espetáculo da Terra

Mensagem por Mellorienna em Qui Jan 10, 2019 7:47 pm


Alexandru havia se juntado a Nina na janela e questionado se havia algo que pudesse fazer por ela. Então, a velha raposa amigável havia notado. A Ocultista sorriu, de costas para os demais na sala, um pequeno sorriso sincero e triste.

- Tudo ficará bem, prieten vechi. - o uso do romeno para dizer "velho amigo" soou natural e justo para a jovem - Eu ficarei bem.

Tocou com suavidade a mão do anfitrião com a sua, macia e delicada, acenando com a cabeça à despedida de Cardei. Respirou aliviada quando o homem saiu da sala, mas não permaneceu tempo suficiente para que os demais investissem em um diálogo pouco provável.

- Senhores. - despediu-se com uma mesura curta e formal, novamente refletindo aquela etiqueta típica da nobreza da Europa Oriental, rígida e inflexível.

Precisava se entregar à tempestade. Deixou a mansão e caminhou lentamente, sentindo o açoite da chuva ricochetear contra seus ombros. Inundando-a. Tornando o longo vestido de rendas e transparências um peso negro amortalhado contra seu corpo esguio. Já havia ganhado a rua a alguns quarteirões quando se permitiu parar, abrir os braços e erguer o rosto contra o céu em guerra. Girou pela calçada, valsando com os trovões da Romênia. Demorou muito tempo no curto trajeto até a pensão onde tinha se hospedado.

Eles tinham imóveis na capital. Ela e Lúkin. Mas havia se desfeito de todos, com exceção da propriedade nos Cárpatos. Não porque precisasse do dinheiro, mas sim pelo peso das lembranças. Entretanto, os Cárpatos eram seu lar. Antes dele, com ele, após ele. As montanhas tinham raízes profundas. As montanhas permaneciam.

Despiu-se inteiramente no pequeno quarto alugado, contemplando sua nudez pálida como uma pérola no espelho baço de baixa qualidade do toucador. As duas alianças pendiam de uma fita de cetim negro em seu pescoço. Por direito, poderia exibi-las juntas, no mesmo dedo, como era próprio às mulheres em sua condição. Mas renegava a pena que via nos olhares das pessoas ao saberem de sua tragédia. Ainda tão jovem, elas diziam, sem uma criança que lhe possa adoçar o regaço. Era sempre o papo sobre crianças. Nina não se ressentia da ausência de um filho. Ela só sentia falta de Lúkin.

Penteou cabelos gelados pela chuva e os enrolou em uma toalha felpuda, deitando-se nua sob as cobertas. Antigas, gastas, remendadas. Mas limpas e quentes. Tinha fome, tiritava de frio e sentia-se miseravelmente sozinha. Cada minuto de cada maldito dia. Agarrada às alianças, fez uma pequena prece: para que Romanov e seu circo infernal fossem sua passagem para a morte. Chorou em silêncio até que o sono a tomasse, carregando-a para longe dali.

Na manhã seguinte, de acordo com os rituais, não comeu nada e nem bebeu o que não fosse água pura. Pagou pelo quarto e saiu, levando sua valise negra, pelas ruas marcadas pela tempestade da noite anterior. Não queria voltar à residência de Alexandru. Mas, racionalmente, aquele era o melhor plano de ação. Não deixaria o fato de que todos os homens romenos se parecem estragar o trabalho que poderia finalmente premiá-la com o que tanto queria.

Foi recebida com a educação e as honrarias condignas de sua posição, ao que pediu às meninas que encurtassem as mesuras. Aos protestos de "mas Condessa...", ela atalhou friamente:

- O Conde está morto. É apenas Nina. - as filhas de Alexandru eram bem-educadas e sensíveis, e aceitaram sem questionar. A Ocultista foi instalada o mais longe possível do Sr. Cardei e pediu que avisassem ao anfitrião de que estaria à disposição, na biblioteca. Não havia motivos para que buscasse qualquer um dos três outros contratados. Não acreditava que eles entendessem algo de seu ofício, e jogar conversa fora seria uma perda de tempo, visto que não pretendia formar amizades. Se não pretendia sobreviver à missão, era melhor que a desprezassem. Se pensassem "já foi tarde" não sofreriam por ela. Aquele era o maior gesto de humanidade que poderia fazer por eles.

Dedicou-se à anotações e leituras, pesquisando acerca do número 71 e o que esse intervalo de anos poderia significar. Ficção e não-ficção, tudo a interessava, vez que muitas vezes até a mais fantasiosa das obras tinha um pé em verdades escabrosas. Estando sozinha, permitia-se brincar com as alianças entre os dedos, deslizando-as pelo cetim atado ao pescoço, repousando-as novamente junto aos seios apenas quando estavam quentes de tanto serem manipuladas. Era uma forma quase infantil de emular o calor no coração que Lúkin representava. Mas Nina sentia que assim ele não estava perdido para sempre.

Com a aproximação do crepúsculo, deixou a biblioteca e buscou novo isolamento, agora para um banho. Brilhando de limpa, vestiu-se novamente de preto - quando a Condessa deixará o luto? - um vestido longo e cinturado, revelador e recatado: esse era seu estilo básico. Escovou os cabelos dourado-prateados até que reluzissem como a Lua. Permitiu-se um leve rouge nos lábios, que atenuasse a palidez de sua tez de marfim. E brincos. Joias de família.

Pouco antes do horário acertado, colocou-se a postos, escondendo bem as alianças entre os seios com uma prece final. Que Cardei tomasse outra entrada para o circo, que não precisasse vê-lo naquela noite e que Romanov fosse rápido e eficaz em ceifar sua vida.
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Re: [!ON!] Capítulo 1: O Mais Horrendo Espetáculo da Terra

Mensagem por Camuel em Sex Jan 11, 2019 3:21 am


Naquele momento Iam acreditava que a reunião tinha acabado, quando Alexandru se manifesta.

Alexandru escreveu:- Sim, eu tenho algumas coisas para adicionar, meu caro. Primeiro quero dizer que vocês podem passar a noite aqui. A chuva não está dando trégua e temos muitos quartos vagos. Anastácia poderá conduzi-los aos quartos de hóspedes. Caso vocês precisem de algum equipamento que não está aqui com vocês, vocês podem pegá-los amanhã, lembrando que o Circo só irá abrir de noite. A propósito, quero reforçar para que vocês tomem cuidado. Eu não irei amanhã com vocês. Além de eu só ter adquirido quatro ingressos, estou um tanto velho para ajudá-los como eu gostaria. Receio que mais atrapalharia do que ajudasse. Contudo continuarei com as minhas pesquisas para munir vocês com o máximo de informações possíveis. Espero que me entendam.

Depois ele faz uma pausa e em seguida Teodor se aproxima e fala algo, pela situação parecia agradecer devido aos cumprimentos. Em seguida ele vai em direção a Smith e arrisca o inglês.

Teodor escreveu:- Good night.

Encostado com os braços cruzados e sua perna direta por cima da esquerda ele responde com um sorriso: - Boa noite.

Então ele percebe que chegou sua vez, vai ate Alexandru e agradece aceitando o convite da hospedagem. De onde ele estava olha em direção de Nina e assim que termina com Alexandru segue em direção a ela. Iam se aproxima com cuidado afinal não queria piorar a situação no ambiente.

- Serei breve, talvez tenhamos propósitos diferentes ou não, mas gostaria de poder sentar com você e combinar qual vai ser nossa estratégia, enfim estamos juntos.

Mas logo em seguida ela reage.

Nina escreveu:- Senhores.

Ao ignora-lo ele se mantem na mesma posição no qual conversava enquanto ela se retira. – Tudo bem pelo jeito estou sozinho . Ele reage falando consigo.

Anastácia surgiu e o conduz ate aos seus aposentos, durante o caminho ele não diz uma palavra, mas sua cabeça fervia em pensamentos. Assim que chega ao local ele desperta de seu mundo.

- Obrigado, desculpe o meu silêncio ate aqui, mas garanto que amanha será outro dia.

O cansaço também contribuíra, ele se senta a beira da cama retira seus calçados, sua camisa e deita. No dia seguinte pelo horário parecia que todos ali já haviam despertado, ele vai em busca de seu dejejum que foi rápido e sai pela casa a procura de Anastácia. Quando a encontra ele se aproxima dizendo em um tom amigável:

- Bom dia Anastácia! Alexandru já despertou? E os demais convidados? Poderia conversar você sobre sua irmã? - Enquanto ele caminhava em sua companhia entre uma pergunta e outra não deixava de demostrar sua apreciação pela sua beleza sempre com jeito tentando arrancar sorrisos.

- Pois você deve sentir bastante falta de sua irmã, eu acredito que vocês deveriam ser bastante confidentes e como você sabe estamos aqui para ajudar seu pai a encontra-la. Sabe dizer como era o dia a dia dela na escola? Quais suas amizades, mas próximas? Sei lá algo que eu possa encontrar um caminho. Claro pretendo terminar logo esse caso acredito que tudo terminará bem e vou poder ver seu sorriso, mais vezes.

Elminster Aumar
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Re: [!ON!] Capítulo 1: O Mais Horrendo Espetáculo da Terra

Mensagem por Elminster Aumar em Seg Fev 11, 2019 7:04 pm


Um a um os convidados foram se retirando da sala. Com a exceção de Nina - que não aceitou a hospedagem ofertada por Alexandru -, todos os demais foram conduzidos aos aposentos no último andar da mansão. Eram quartos grandes e espaçosos, confortáveis para abrigá-los por uma noite. Nem mesmo a Doutora Belcher, acostumada ao alto padrão da sociedade, teria algo a reclamar. À porta do quarto de hóspedes, Iam trocou gracejos com Anastácia, que sorriu de forma doce e genuína antes de se despedir com um "Boa noite, Iam".

A ocultista Nina havia tomado o rumo até a pensão em que estava hospedada. Era início de madrugada, a chuva ainda caía forte e as ruas estavam desertas. Nina caminhava sem medo e deixava que a água lhe molhasse até o último fio do cabelo. Naquele momento não haveria uma figura mais amedrontadora em Budapeste do que Nina vagando solitária em meio à tempestade. Ao chegar em seu quarto, se viu pensando em Lúkin e todo o peso de sua história lhe caía sobre os ombros. Foi uma noite difícil, atormentada por pesadelos.

No dia seguinte, a cidade amanheceu sob névoa. Enquanto os hóspedes de Alexandru tomavam um café da manhã e faziam seu desjejum, Nina retomava o caminho até a mansão. Ao longo do dia os investigadores puderam conversar e conhecer um pouco melhor cada uma das sete filhas presentes do detetive, assim como a sua esposa. Todas elas sentiam muito falta de Tyna, a caçula da família. Não demorou muito para que Iam se encontrasse com Anastácia.

Iam escreveu:- Poderia conversar você sobre sua irmã?

- Sim, claro - respondeu Anastácia, quase como se já estivesse esperando por algo do tipo. Os dois haviam se encontrado na escadaria que levava de um andar a outro. Talvez não fosse o melhor lugar para se ter aquela conversa, porém não havia mais ninguém por perto. - Como eu posso ajudar, Iam?

Anastácia estava com os cabelos longos amarrados num coque e vestia um vestido longo de seda, todo preto. Ela aguardou Iam se pronunciar.  

Iam escreveu:- Você deve sentir bastante falta de sua irmã, eu acredito que vocês deveriam ser bastante confidentes e como você sabe estamos aqui para ajudar seu pai a encontra-la. Sabe dizer como era o dia a dia dela na escola? Quais suas amizades, mais próximas? Sei lá, algo que eu possa encontrar um caminho.


- Eu sinto muita falta de Tyna - começou Anastácia, capisbaixa por possivelmente estar relembrando momentos em que viveu com ela. - Todas nós somos muito unidas, sabe? - Ela se referia às suas irmãs de uma forma geral. Anastácia suspirou. - Tyna é uma menina exemplar, educada, comportada... sempre tirando notas boas na escola. É um orgulho para a família. Suas amizades são livres de quaisquer suspeitas. Nunca a vi andar ou conversar com alguém que seja estranho, que não seja confiável... Eu me surpreenderia muito se alguém próximo a ela tivesse feito o que fez. Quem conhece Tyna jamais faria mal à ela, de tão doce e pura que ela é.

Anastácia parecia bastante convicta com as suas afirmações, assim como Iam estava confiante em resolver aquele mistério o quanto antes.

Iam escreveu:- Pretendo terminar logo esse caso, acredito que tudo terminara bem e vou poder ver seu sorriso mais vezes.

- Obrigado Iam, o senhor é muito gentil - Anastácia sorriu para Iam e se aproximou um pouco mais dele. Então lhe deu um beijo em sua face, antes de seguir o seu rumo, pois Alexandru a estava chamando.

No período da tarde, Teodor e Leatrice se reuniram para conversar sobre o evento da noite, entre outros assuntos. Leatrice colocava calmamente o açucar em seu café, quando foi perguntada sobre o que ela achou do episódio da noite anterior, entre Teodor e Nina.

- Sinceramente? Achei deveras perturbador, mas não surpreendente. Nina não é a primeira ocultista louca que já conheci, e provavelmente não será a última. Quem trabalha num ramo tão incerto como esse, corre o risco de se endoidar em algum momento.

A conversa prosseguiu por um bom tempo. Os dois não tinham pressa e podiam desgustar do bom café de Alexandru. Conversa vai e conversa vem, a doutora resolve pergunta à Teodor:

- Qual será o nosso disfarce para a noite? Iremos como um casal de amigos?

Enquanto os dois tinham essa conversa numa das salas privativas da mansão, Nina Aiwaz se enfiou na biblioteca para poder realizar algumas pesquisas. Ela passou a tarde toda reclusa, fazendo anotações e lendo diversos trechos dos mais variados livros. Ela não encontrou nenhuma referência ao número "71", contudo, naturalmente ela sabia que o número sete era muito poderoso. E o número de desaparecidos eram sempre sete. Não podia ser uma mera coincidência, ela sabia disso. Ao cair o crepúsculo, Alexandru falou com todos, desejando boa sorte. E, em seguida, cada um tomou o seu caminho rumo ao Circo de Romanov.  



O circo havia se instalado na região central de Budapeste, dentro de uma área que continha um parque de diversões. Ao adentrar o parque, os investigadores não notaram nada de anormal; eles passaram por várias tendas feitas de madeira e tecido que continham as mais variadas brincadeiras, e as pessoas se divertiam tentando ganhar os prêmios de maior pontuação. A última das tendas e a maior de todas era cercada por grades, e um letreiro gigante em cima do portão de entrada indicava: O CIRCO DE ROMANOV.

Uma longa fila se formava enquanto a entrada à tenda não era aberta. As duplas estavam separadas, como fora o combinado. A Dra. Belcher e Teodor foram os primeiros a chegar, e portanto, conseguiriam sentar-se perto do palco se quisessem. Nina e Iam chegaram dez minutos depois. Pontualmente no horário marcado a entrada foi liberada e as pessoas, alvoraçadas e animadas, adentravam o circo. Aos poucos todos foram se acomodando em seus lugares, ansiosos para o início do show.

- Até que enfim... - comentou a Dra. Belcher ao lado de Teodor, quando luzes se acenderam ao redor do palco. Ela estivera entediada com a espera.

As luzes revelaram uma mulher no centro do palco. Ela estava maquiada com o rosto se assemelhando a de um palhaço. Tinha cabelos ruivos armados numa singular forma e vestia um corselete vermelha com bolinhas brancas, além de estar usando uma saia curtíssima.

Apresentadora do Circo de Romanov

- Sejam todos bem-vindos ao Circo de Romanov - anunciou, com uma voz alta e esganiçada. - Aqui, os seus piores pesadelos se tornam realidade, e ninguém vai embora da mesma maneira com a qual entrou. - A platéia se agitou. Crianças riam e adultos esfregavam as mãos, esperando para ver quais horrores seriam apresentados. - A espécie humana esconde o que pior há dela, mas aqui, todos os segredos serão revelados. O primeiro a se apresentar será Adolf, o Domador de Lobos! Que comecemos o mais horrendo espetáculo de suas vidas!

As luzes se apagaram e tambores começaram a ser tocados. Havia alguma movimentação no palco, mas pouco dava para ver, mesmo com os esforços dos investigadores em não perder nenhum detalhe. Quando as luzes voltaram a se acender, a apresentadora havia dado lugar a uma cena perturbadora: havia um homem no centro, e ao redor dele, havia nada mais nada menos do que uns vinte lobos adultos, sentados em espécies de bancos que foram colocados para esse propósito. O mais perturbador é que não havia nenhuma rede de proteção entre os lobos e a platéia. O homem era corpulento e possuía bastante pelos em sua barba densa e nas costas de suas mãos. Ele estava com uma das mãos levantadas, e todos os vinte lobos pareciam mirar esse ponto.

- Os lobos se sentem bem com a minha presença - rugiu o homem para a platéia -, e logo vocês verão que eles obedecem à mim. Mas antes de demonstrar alguns truques, eu gostaria de voluntários para que desçam e venham ao meu lado. Quem são os corajosos que se habilitam?

Algumas pessoas levantaram às mãos. Uma criança em particular sentada ao lado de Nina - não devia ter mais do que 10 anos - não parava de acenar, pedindo para ser a escolhida.
Bravos
Antediluviano
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Re: [!ON!] Capítulo 1: O Mais Horrendo Espetáculo da Terra

Mensagem por Bravos Ontem à(s) 9:56 pm


- Você tem razão, Dra. Belcher. Esse tipo de ocupação deve deixar as pessoas desequilibradas. - Disse, concordando e ao mesmo tempo pensando que aquilo não a desculpava de ser doida. Depois conduziu a conversa como um bom cavalheiro a quaisquer coisas diversas, vez ou outra voltando ao tema do circo e como iriam se portar. - Creio que cairá muito bem tal "disfarce". Às vezes a verdade é como uma cortina de fumaça diante dos mentirosos. - Disse aquilo um pouco se deleitando consigo mesmo, por tal enunciado. Pareceu ter saído de algum livro, sem dúvidas. E talvez tivesse saído, embora não fosse Teodor o mais voraz dos leitores. Estava, em uma saudável medida, ansioso pela noite.

No horário marcado estavam lá, ele e Dra. Belcher, aguardando a entrada do soberbo Circo Romanov. Até a entrada do palco principal tudo parecia correr dentro da normalidade. E isso ao mesmo tempo que era um pouco decepcionante, era o esperado. - Se fossem demasiado chocantes desde o lado de fora, dificilmente conseguiriam os incautos espectadores. - Comentou com a médica. Não que ela mesma não houvesse chegado àquela mesma conclusão.

Nina e Iam chegaram depois e estavam alguns lugares atrás na fila. - Sentemos bem à frente, vamos ver esse espetáculo de perto. - Logo que liberaram a entrada, o casal de amigos foi conseguir o melhor lugar para sentar. E o melhor lugar não era aquele bem em frente ao picadeiro, mas um pouco lateral. Assim eles poderiam ver melhor as entradas e saídas da cortina, enquanto os demais ficavam olhando para o ponto de distração.

A apresentação logo começou com uma apresentadora que anunciou o domador de lobos. Teodor se esforçou para ver a mudança de cenário. Seus olhos, ainda poucos acostumados com a escuridão súbita, não acompanharam como ele desejava. Momentos depois havia m homem barbado e peludo no centro do picadeiro, rodeado de muitos lobos. As sobrancelhas de Cardei se ergueram diante de tamanha ousadia: o domador pedia um voluntário. Ao lado de Nina, eles podiam notar um garotinho que pedia animadamente que fosse ele o escolhido. Num breve sussuro, Teodor confidenciou à Dra. Belcher: - Se ele for sozinho, eu irei com ele.
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Re: [!ON!] Capítulo 1: O Mais Horrendo Espetáculo da Terra

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