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    Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

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    Lyvio
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    Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Lyvio em Qua Dez 05, 2018 11:23 pm

    A FLORESTA DA CONFUSÃO





    As notícias que o demônio Ougulash foi derrotado espalharam-se por todos os reinos, chegando até as terras fronteiriças do Conde do Eren no reino Élfico. Tal reino sofrera  com ataques advindos de Volken antes do Imperador ser derrotado e a parte norte de suas terras ser tomada por Vallys.

    Posteriormente, outras noticias chegaram informando que a destruída cidade de Valkeiskylä seria reconstruída e passaria a ser a capital da nova região, com isso e como agradecimento o Conde do Eren decidiu organizar uma uma caravana para ir até Valkeiskylä e lá dar os parabéns ao Rei de Vallys pela vitória, oferecer ajuda para reconstrução da nova região e iniciar conversas acerca de tratos comerciais.

    Para tanto ele decidiu que sua filha Melloriana, a Princesa do Eren como era conhecida, deveria tomar a frente desta missão, tendo em vista seu irmão mais novo ainda ser pouco experiente. Então, enviou a caravana que seguiu reforçada com soldados liderados por um mercenário famoso chamado Guilty.

    Eles traçaram três rotas, porém a mais viável e rápida chegaria a Valkeiskylä pelo oeste atravessando a famosa Floresta da Confusão, pois contornar a Cordilheira Estreita para chegar pelo Sul aumentaria em muitos os dias de viagem. A principal recomendação era evitar atravessar a floresta pela sua fronteira norte pois lá ela encontrava-se com os perigosos Morros do Enxame, um local infestado de criaturas insetóides e insetos gigantes e carnívoros. Essas criaturas atacavam constantemente a Floresta da Confusão atrás dos animais e dos seres feéricos que lá residem para se alimentarem.

    Após as instruções o grupo seguiu viagem durante alguns dias, depois cruzaram a fronteira e viajaram por mais alguns dias até alcançarem o oeste dos Pântanos Corrompidos.

    Atravessa-lo não era opção, a fama do local também não era das melhores, na verdade o caminho que vocês tiveram que seguir foi bastante arriscado, porém, o risco de encontros apesar de iminentes eram menores do que contornar a Cordilheira Estreita, onde vocês poderiam sofrer muitos ataques devido ao tempo da viagem.

    Vocês contornam o Pântano Corrompido pelo norte e um odor ácido e putrefato emanava do local, a magia era poderosa e vil alí era sentida até porquem não entendia patavinas de magia. A caravana acelerou os passos e alcançaram o leste dos Pântanos Corrompidos seguindo a estrada, no entanto os animais e homens já estavam cansados e vocês decidiram apesar do risco acampar na estrada que era a fronteira entre o Pântano e a Floresta, um local de alto risco.

    Quando a noite estava bastante avançada o que já era óbvil aconteceu: Uma horda de esqueletos e zumbis cercou o acampamento e atacou o grupo, por sorte a quantidade de inimigos não era das maiores e o grupo teve poucas perdas. O fato interessante foi que durante o combate Guilty e Melloriana se encontraram no campo de batalha observaram de onde vinha a horda e ao fundo perceberam que das sombras, pela luz do luar, uma figura esguia  de cabelos longos , brancos, prateados ou grisalhos que esvoaçavam. Não tem como ter certeza. Quando focaram o olhar perceberam um brilho avermelhado dos olhos do que quer que seja que os estava os observando. A criatura desapareceu em seguida. Nem Mellorianna com sua visão aguçada conseguiu perceber do que se tratava, alguma coisa não natural borrava a imagem que não era perceptível claramente.

    Vulto na Floresta:



    Por fim o grupo derrota os inimigos e segue, agora mais enfraquecidos e curiosos quanto a quem os observava.

    Sete horas depois o grupo alcança um posto militar avançado, estranhamente não tinha guardas, mas não parecia abandonado. Guilty avança com um destacamento de soldados pedindo que a Princesa do Eren aguardasse na carruagem por sua segurança. Ele abre os grandes portões que estavam entreabertos adentrando o local, porém nada é enxergado por ele, a não ser o que parecia com um estábulo, um depósito de comidas e o dormitório. As três estruturas ficavam lado a lado com o dormitório no centro.

    Subitamente uma nuvem escurece o local um vento forte surge repentinamente trancando os portões com vocês dentro, os soldados se assustam e o alerta de perigo dispara na mente de vocês. Não demora muito e  gemidos assustadores começam a aumentar, então, zumbis saem dos três prédios, curiosamente todos estavam vestidos com armaduras e o emblema do reino de Vallys...

    O combate se inicia e depois de matar alguns zumbis, Guilty, mais uma vez percebe o mesmo ser da noite passada observando de uma das janelas do dormitório e como antes sua imagem estava borrada. Assim que o combate termina e mais da metade dos soldados sucumbi vocês fazem uma varredura no local e nada encontram, então queimam os corpos para evitarem serem reanimados.

    Ainda mais fragilizados o grupo segue e adentra a Floresta da Confusão, provavelmente em um dia vocês iriam atravessa-la, porém, na prática as coisas não funcionaram assim. Passaram-se três dias e vocês ainda estavam na floresta, não conseguiam voltar ou avançar, parecia que andavam em círculos completamente perdidos e desorientados, a comida estava escassa e nenhum animal e sequer frutas foram encontrados desde o começo, pois o que reinava era o absoluto silêncio. Pior que isso, os caçadores da caravana desapareceram em busca de alimentos e não voltaram.

    O desespero já começava a tomar conta de alguns soldados e Guilty, juntamente com a princesa tentavam manter a calma e acalma-los, sem muito sucesso.

    Rota:



    - A LINHA VERMELHA É O CAMINHO QUE VCS SEGUIRAM

    -OS LOCAIS EM PRETO FORAM OS COMBATES

    -O PONTO EM LARANJA FOI ONDE SE PERDERAM.


    No Final da tarde, quando a esperança já estava enfraquecida, vocês percebem um elfo com o corpo coberto de tatuagem se aproximando. Ele tinha cabelos negros, olhos verdes e corpo esguio. Vestia um gibão de peles bem adornado e também da cor verde além de uma bota cano longo que ia até acima de seu joelho.

    Isladris, o Camuflador:


    Ele se apresenta a vocês reconhece o Emblema do Conde do Eren e durante a conversa explica que é um batedor de Valkeiskylä e que estava observando vocês desde a noite passada. Ele se oferece como guia e sem alternativas vocês o seguem. O elfo explica que tem estudado muito a floresta e tem um bom conhecimento dela, que os seres feéricos estão muito irritados pela guerra com os Morros do Enxame e que por sorte vocês não foram atacados. Esclarece também que ela tem propriedades mágicas que confundem os seres que adentram nela, mas que sabe o caminho, porém, não estava imune a ser retardado pela habilidade mágica da floresta.

    Ele guia vocês e parece se perder por alguns momentos, mas depois de algumas horas vocês conseguem alcançar os limites da floresta e saem dela respirando aliviados. O Elfo explica que vocês já estavam no final da floresta, e mesmo assim, estavam perdidos devido as propriedades mágicas dela.

    Agora ele guiaria vocês até Valkeiskylä .

    ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    OFF:


    Muito bem, deixei um espaço para vocês interagirem e indagar o elfo sobre o que quiserem.
    Tellurian
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    Samurai Urbano

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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Tellurian em Qui Dez 06, 2018 1:54 pm

    A noite ia longe na planície. O toque gelado do frio noturno na pele era mitigado pelo calor do fogo que crepitava, lutando para se consolidar na lenha ainda meio verde. A fogueira tingia de laranja e dourado tudo o que a luz tocava, refletindo na armadura que caía pesadamente no chão quando o guerreiro a retirava para aguardar o sono que já não tardava. Um vento noroeste agitou seus curtos cabelos negros e fez sua pele se arrepiar. Perguntou-se quanto tempo teria antes do inverno. Sentou-se mais próximo do fogo, que refletiu em seus olhos vermelhos, como se estivessem em brasa. Sentiu o estômago apertar, e lembrou-se que já fazia tempo desde sua última refeição. Encontrou uma maçã meio passada em sua mochila e mordiscou. O sabor férreo invadiu sua boca. "Tudo o que como tem gosto de sangue", pensou, enquanto observava a maçã mordida em sua mão.

    E então, como um fantasma que aparece pela visão periférica no meio da noite, ele percebeu a sua espada dentro do seu campo de visão. Algumas pessoas teriam dificuldades em chamar a imensa placa de aço afiada que carregava de "espada". O metal enegrecido e agourento, com manchas escurecidas de sangue e gordura, brilhava à luz alaranjada do fogo. Guilty sentiu os olhos desfocarem por alguns segundos enquanto olhava a espada, quase como se ela pudesse conversar com ele.

    E então ouviu o som de cascos. Dois cavalos se aproximavam pela planície. Ele jogou a maçã no fogo e apanhou o cabo de sua espada, erguendo-se. Deixou a ponta da arma apoiada no chão enquanto virou-se para os estranhos que já desmontavam a cerca de vinte metros de distância. A escuridão não deixava que Guilty identificasse as figuras encapuzadas em seus mantos esvoaçantes, mas reconheceu quando o mais alto ergueu a mão em sinal de paz. O jovem guerreiro ergueu sua própria mão, respondendo o sinal de paz e permitindo que os estranhos se aproximassem. Claro, manteria a espada por perto. Em tempos difíceis, confiança é uma moeda rara e valiosa.

    Quando a dupla se aproximou, Guilty reconheceu as cores de Érenn nos broches que prendiam as capas. Azul, branco e verde. Altos Elfos, longe de casa.

    -"Alassëa, viajante. Podemos nos aquecer um pouco? A noite está fria."- o mais alto, que ainda espalmava a mão em sinal de paz, falava. Tinha os olhos azuis e os cabelos prateados.

    -"Tenho apenas chá e algumas tiras de carne seca. Mas eu posso oferecer o fogo."- Guilty fez sinal para que os elfos se sentassem próximos a fogueira. Seu tom de voz, rouco e grave, era monocórdio, embora amigável. O guerreiro sentou-se, e começou a procurar as tiras de carne seca em sua mochila.

    -"Temos nossa própria comida, obrigado."- O viajante élfico colocou a mão espalmada sobre o peito, em sinal de agradecimento, e sentou-se próximo a fogueira, junto com seu companheiro mais baixo, de cabelos igualmente prateados, mas olhos violeta. Guilty percebeu que ambos usavam cotas de malha por baixo de seus mantos, e estavam armados com espadas longas e arcos longos, característicos de sua raça.

    -"Meu nome é Eleänor, filho de Éleön. Este meu companheiro silencioso é Rudéin, filho de Rudéir. Somos emissários do Duque de Érenn. Ele envia seus cumprimentos à Guilty, o Bastardo."- os olhos do elfo eram corteses, mas faiscavam à luz do fogo em atenção aos movimentos do guerreiro.

    Guilty ergueu os olhos, sem tirar os dentes da sua dura tira de carne seca. O Elfo prosseguiu a mensagem, contando-lhe que uma caravana partiria de Érenn com destino a Valkeiskylä, onde a filha do Duque cumpriria missão diplomática para seu povo. A comitiva precisava de segurança, e eles gostariam que Guilty liderasse a guarda pessoal da duquesa. Ele permaneceu em silêncio por alguns momentos, ponderando a proposta. Aquilo envolveria fazer parte de uma comitiva, e não era como Guilty costumava trabalhar. Ele precisou de alguns momentos em silêncio, pensando, e nisso Rudéin perdeu a paciência

    -""- Ele disse, em élfico, de forma rude a seu companheiro de viagem.

    -""- ainda em élfico, Eleänor respondeu a seu amigo exaltado. Ambos sinalizaram que iniciariam uma discussão, mas foram interrompidos pelas palavras, também em élfico, de Guilty.

    -""- Guilty não falava em tom de ameaça. Mas exalava confiança. Os olhos de Rúdein faiscaram em fúria, mas a coragem lhe faltou. E Eleänor sorriu para o Bastardo.

    OFF::
    falas entre < > são traduzidas do idioma no qual se fala.

    ***

    Os líderes da caravana gastaram algum tempo discutindo rotas de viagem. Guilty não conhecia as rotas, mas ficou por perto para poder se inteirar sobre os riscos envolvidos e potenciais ameaças para a segurança da Duquesa. O intendente providenciava todos os pedidos que Guilty fazia, ou pelo menos todos os que considerava razoáveis. O próprio intendente era um homem bastante razoável e flexível, então as negociações eram tranquilas. Guiltu teria recursos e pessoal mais do que suficiente para garantir a segurança da comitiva durante a viagem. O velho intendente franziu o cenho quando Guilty disse que a carruagem da Duquesa deveria ficar no centro da comitiva, onde seria mais fácil protegê-la de eventuais ameaças. Ele disse que a Princesa Mellorienna não concordaria em tomar lugar à uma carruagem, e que provavelmente exigiria cavalgar junto com os demais. O guerreiro sacudiu a cabeça em reprovação e disse que isso não seria uma opção. Riscos desnecessários. Em um cavalo, à céu aberto, a duquesa estaria exposta a emboscadas que seriam facilmente prevenidas caso ela estivesse protegida em uma carruagem.

    Guilty organizou a segurança da comitiva em uma vanguarda e uma retaguarda. Separou uma dúzia dos homens mais hábeis para proteger a carruagem, enquanto ele assumiria o comando da vanguarda. Mensageiros levariam as suas ordens à retaguarda e à guarda pessoal da duquesa, e batedores montados em cavalos leves seguiriam a frente para verificar o caminho e avaliar potenciais ameaças. Enquanto organizava os homens e estabelecia a cadeia de comando, a Duquesa surpreendeu Guilty ao quebrar o protocolo e avisar que gostaria de falar com ele pessoalmente.

    O guerreiro odiava conversar com nobres. Muita bajulação, muitas exigências sem sentido. A maioria era mimado e sem a menor conexão com a realidade, com a dureza do mundo. Ele já tinha participado de missões com o intuito de proteger nobres antes, e sempre eram missões complicadas. Aquela, pelo jeito, seria uma missão daquelas. Mas, ajeitou-se o quanto pôde e seguiu rumo à tenda da duquesa. Surpreendeu-se quando soube que ela não estava em sua tenda, e que conversava pessoalmente com o pessoal da caravana, perguntando se tudo estava em ordem e se precisavam de alguma coisa. Assim, vagou pela caravana procurando a sua protegida. Encontrou-a próxima aos taifeiros que organizavam os barris de água.

    O queixo de Guilty caiu. Ele imaginava que ela seria bonita, mas não imaginou que seria linda.

    Os olhos esverdeados brilhavam com estrelas. Os cabelos morenos caíam sobre seus ombros em ondas de seda. Sorria um sorriso iluminado enquanto falava com suas aias e os taifeiros cansados do duro trabalho. Sua voz acalmava e relaxava. Trazia calor a corações duros. A mais elfa entre todas as elfas que Guilty já vira. Princesa não lhe fazia justiça. Ela percebeu o jovem estatelado a olhando, e seus olhos faiscaram fúria.

    Discutiram durante quase uma hora sobre a questão da carruagem. Mellorienna exigia cavalgar junto a todos, sem tratamento especial. Era uma mulher difícil! Guilty tentava expor seu ponto de vista, sem sucesso. Ela tinha argumentos poderosos. Era voluntariosa e passional. Mas cedeu, depois de muita argumentação, quando notou que aquilo era realmente importante para seu jovem comandante de guarda. Guilty se sentiu exausto, e deu graças aos deuses.

    A comitiva seguiu tranquilamente durante dias. Guilty já acreditava que seria tranquilo até a chegada em Valkeiskylä, quando sofreram o primeiro ataque. Mortos Vivos. Os batedores deram o sinal, e a vanguarda de Guilty chocou-se contra as criaturas. A imensa espada ressoava e estraçalhava os adversários com a ferocidade animal característica do estilo de luta de Guilty. Algumas vezes, a mente apenas atrapalha.

    Quando a batalha acabou, Guilty ordenou que se fizesse um levantamento de baixas. Várias perdas.

    A duquesa mostrou seu valor, não apenas em batalha, onde se revelou uma maga competente. Mas também ao administrar os ritos funerários dos caídos em combate. Guilty encontrou Mellorienna após os ritos, e a agradeceu pelas palavras. Tinha uma nova idéia a respeito da moça élfica agora. Conversaram sobre o vulto na floresta, e trocaram impressões sobre as possibilidades. A mente da duquesa era afiada, e os instintos do guerreiro eram vivos. Um necromante, era a possibilidade que Guilty cogitava.

    Sete horas de viagem depois, nova emboscada. Quando o vento soprou e trancou as portas do forte atrás, Guilty ordenou que seus homens mantivessem a posição. Quando as hordas de mortos-vivos surgiram, Guilty fez o melhor que pôde para organizar as suas fileiras. Seu pensamento foi direto para a princesa élfica que deveria proteger. Ele virou seu cavalo para correr de volta até a caravana, e proteger a princesa. Mas seu cavalo foi agarrado e ele caiu pesadamente ao chão. Vários mortos vivos foram para cima dele. E então, ele deixou a mente sumir.

    A imensa espada cantou, e os mortos-vivos tombaram diante da fúria do Bastardo. Abrindo caminho pelas fileiras de mortos vivos com sua espada como um explorador abre caminho na floresta com um facão, Guilty retornou até o lado de Mellorienna, e lá ele sustentou sua posição, defendendo a duquesa com tudo o que tinha, até o último morto-vivo cair.

    Urrou em vitória, e foi respondido pelos seus homens. Metade das vozes silenciaram para sempre.

    Mellorienna mais uma vez ministrou os ritos em honra aos caídos. Guilty observou a elfa enquanto ela dizia as palavras. Ele tocou as bandagens em seus braços. Ela havia cuidado pessoalmente de seus ferimentos.

    Guilty começou a ir mais vezes até a carruagem após o acontecido. Deixava a Vanguarda com mais frequencia, e conversava com a duquesa elfica. Ela mesma se movimentava bastante entre as fileiras, à contragosto de Guilty, perguntando se todos tinham tudo o que precisavam, e ajudava quem precisava de ajuda. Uma princesa diferente, o guerreiro pensou mais de uma vez.

    Quando os guias da caravana se mostraram perdidos, Guilty ficou furioso. Mellorienna o acalmou com palavras doces de compreensão. Fizeram o melhor que podiam para deixar os homens confiantes e calmos, mas Guilty achou melhor começar a se preparar para um possível motim.

    O silêncio era ensurdecedor. A fome era crescente.

    Guilty deixou de comer para que outros pudessem comer mais. Seus homens precisavam estar fortes. E uma barriga cheia acalma o coração.

    Quando o Isladris apareceu, Guilty rapidamente se preparou para responder a uma ameaça. Mas o emblema da Corte de Érenn trouxe esperança ao coração de Guilty. Quando eles finalmente saíram da floresta, os homens urraram em comemoração, e o guerreiro comemorou com eles.

    -"Devemos bastante a você, Isladris. Lamento que não tenhamos te encontrado mais cedo. Vidas preciosas teriam sido poupadas. Fomos atacados duas vezes por mortos-vivos. Nas duas ocasiões, vimos um vulto à margem do campo de batalha. Não podemos precisar o que exatamente era, pois nem a visão poderosa de meus colegas élficos foi capaz de distinguir a forma da criatura. Mas o mal nos segue. Você tem algum palpite do que possa ser?"
    Mellorienna
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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Mellorienna em Qui Dez 06, 2018 6:39 pm



    Mellorienna




    Ficha: >AQUI< | Cor: Sunset Orange #FF5050


    O azul, branco e verde dos símbolos de Érenn tremulava em flâmulas esguias sobre as tendas e barracas menores no acampamento improvisado à beira da estrada. Tanto Isladris, que era do Povo¹, quanto Guilty, que Não Era do Povo², queriam se apressar em direção a Valkeiskylä, como se estar às margens da floresta por mais uma noite pudesse representar perigo mais mortal que todas as noites que passaram dentro dela. Entretanto, a filha do Duque de Érenn foi categórica: não chegaria a Valkeiskylä correndo em desespero para os portões como uma refugiada. Aquela era uma missão diplomática, afinal. Acampariam pelo restante do dia, caçariam, comeriam dignamente, seus homens teriam o descanso merecido e só então, antes do primeiro raio-de-sol, marchariam para a Nova Capital. Pretendia entrar em Valkeiskylä com os raios dourados do Astro Rei coroando de luz sua comitiva, que deveria apresentar-se com a altivez e dignidade esperada dos Érennish³.

    A certa distância, acompanhou Guilty interpelar o elfo que os guiou para fora do labirinto de ilusão que a floresta havia se transformado. Floresta da Confusão. A jovem elfa deixou o pensamento vagar e teve que ser chamada duas vezes antes de perceber que a estavam questionando sobre preparativos para a refeição. Ela queria uma verdadeira festa! Comida e música, e que dançassem a avaleen diante das fogueiras! Seu sorriso contagiava aqueles ao redor e fazia as elfas darem risadinhas maliciosas quando os humanos se perguntavam o que era a avaleen...

    Mellorienna achava todo aquele séquito desnecessário e havia discutido por quase um mês com seu pai, o Duque de Érenn, enquanto mensageiros percorriam a terra em busca do Capitão da Primeira Tropa de Infantaria da lendária Tropa do Tigre Branco. Visões haviam sido concedidas na Torre de Ilíria. Aquele a quem chamavam Guilty, o Bastardo da Guerra, deveria conduzir a Érenn-Lia até Valkeiskylä. O sucesso da empreitada parecia repousar na união do Tigre Branco e da Fênix. E presságios são presságios, mas será que era preciso todo um destacamento daqueles? Mellorienna teria cavalgado sozinha ao lado do Capitão dos Tigres Brancos e batido às portas da Nova Capital empoeirada da estrada e em calças de montaria, se tivesse escolha.

    Infelizmente, não tinha.

    A dignidade de sua posição exigia uma comitiva, com todas as aias e damas que jamais teve, com todos os guarda-costas que jamais teve, com a maldita carruagem oficial na qual jamais havia entrado. Ela odiava aquela carruagem com as forças de seu coração. Uma caixa sobre rodas, ainda pior que uma gaiola, porque pelas pequenas janelas mal podia apreciar o trajeto durante os longos e tediosos dias de viagem ao lado das outras moças de Érenn, todas estressadas por se verem presas por horas e - ao mesmo tempo - ridiculamente empolgadas com a presença do Bastardo da Guerra na vanguarda da caravana.

    Verdade seja dita, o tal grande Capitão seria pouco mais velho que ela, caso fosse um elfo. Ou ao menos assim ela interpretava sua aparência humana. Apesar disso, não devia ter muito mais que vinte anos. O que alguém tão jovem, com tão pouco tempo de vida sobre a terra, com tão poucas experiências, poderia realmente saber do mundo ou do campo de batalha? Por que era tão fundamental que fosse ele, e não alguém do Povo, a liderar o caminho para Valkeiskylä? Ela constantemente se fazia essas perguntas, desde o primeiro instante em que o viu, ainda no pátio de pedra da casa de seu pai, em Érenn. A comitiva se preparava para sair e ela cuidava dos últimos ajustes - não seria correto deixar tudo nas mãos do intendente, se era ela quem usufruiria das comodidades e vivenciaria as agruras ao lado daqueles homens. Havia enviado recado de que precisava falar com o comandante da tropa (para demovê-lo da ideia absurda da carruagem).

    E então viu pela primeira vez aqueles olhos ígneos.

    Mellorienna sentia as bochechas arderem novamente toda vez que se lembrava do quanto havia corado diante do Senhor Capitão dos Tigres Brancos. Quando deu por si, estava discutindo com o rapaz, sem a mínima concentração, jogando palavras e argumentos meio quebrados apenas para manter a conversa aparente. Enquanto isso, sua mente tentava entender o que havia naqueles olhos. Sangue ou brasas? Os Humanos não costumavam ter olhos tão impressionantes. Seria o guerreiro um herdeiro longínquo de uma longa linhagem de demônios? Ela ficou na carruagem e ele marchou vitorioso para longe dela, caminhando como se fosse dono do mundo, aqueles ombros largos muito retos e a expressão dura de quem teria tudo que desejasse da vida. A jovem elfa se perguntou que o coração de Guilty guardaria algum desejo secreto.

    Então vieram os dias na estrada. O falatório infinito das moças sobre os guerreiros ao redor, com destaque para o Beleg' Arr, Aquele Que Foi Profetizado. E, no fim de cada dia, ao pararem, Mellorienna descia da carruagem maldita que a confinava e caminhava através do acampamento para encontrá-lo. Porque queria saber se tudo tinha corrido bem, se tinham provisões suficientes, se todos estavam em boas condições. E porque queria ver aqueles olhos de novo, por mais que nunca houvesse sequer esboçado o pensamento de forma consciente, nem para si mesma.

    Presa na carruagem com a aurora, livre por instante ao crepúsculo, presa na tenda pelo resto da noite, Mellorienna passava quase todo o tempo com um livro nas mãos, sorrindo de maneira educada para as moças e atendendo qualquer chamado que pudesse colocá-la em liberdade por mais uns minuto sequer. Até que veio o primeiro ataque. Fogo cruzou o ar, partindo de suas mãos, enquanto a enorme espada de Guilty estraçalhava inimigos. A presença nefasta que perceberam ao longe não pôde ser detida ao identificada. E a Fênix de Érenn percebeu, finalmente, para que serviam realmente as grandes comitivas oficiais: para que outras pessoas morressem no lugar da estimada filha do Duque. Com o coração pesado de culpa, a jovem conduziu os ritos funerários. Pensou em seu irmão mais novo, Lhandros, e em quantas pessoas teriam de morrer um dia por ele, quando recebesse o Cetro de Alfirin, símbolo do poder da Casa de Érenn. Naquela noite, a elfa chorou antes de dormir e quis fugir dali, deixar tudo para trás, libertar aquelas pessoas para que pudessem viver ou morrer por suas próprias escolhas. Mas quem era ela, além de uma escrava de seu dever? E no dia seguinte recomeçaram o trajeto, deixando as sepulturas pontilhadas de flores para trás.

    Mal havia se recuperado do primeiro choque, foram novamente emboscados. Dessa vez, o Beleg' Arr havia sido separado dela. A Maga recitou e torceu o Tecido, enquanto muitos caíram a seu lado, sob os olhos da mesma figura sinistra que os atacara anteriormente. E, quando a exaustão tomou seus sentidos, completamente drenada pelo esforço da conjuração arcana, e tudo parecia perdido, Guilty surgiu dela, em sangue inimigo e glória, tomado de um frenesi letal que dava leveza à sua espada descomunal, pegajosa de vísceras escarlate quando manteve posição junto à carruagem. E assim venceram. Mas a grande custo. Metade de seus companheiros de viagem estavam mortos. Algumas das aias, que nem ao menos sabiam lutar, não representavam perigo para ninguém. Mellorienna ouviu as suspeitas de Guilty sobre atividade necromântica. E, como os reis do passado, ergueu grandes piras entremeadas de flores e ervas, onde encomendou as almas dos que partiram para o Deus da Justiça - ela os veria vingados.

    E foi assim que, para a fascinação das moças restantes, Guilty passou a vir até a carruagem ao longo do dia, ao invés de esperar pela meia dúzia de palavras que trocavam com o cair da noite. Apesar de não ter treinamento específico nas artes de cura, Mellorienna havia cuidado do Capitão o melhor que podia e trocava suas ataduras com frequência - apesar dos leves protestos do homem (já não podia mais chama-lo de rapaz, tivesse a idade de uma criança dos elfos ou não). E mesmo quando a comida se tornou escassa, a Érenn-Lia sorria para o Capitão irritado - ela sabia que o humor dele piorava porque estava deixando de comer para alimentar os demais. Quando Guilty parecia prestes a perder a cabeça com os batedores, que se perdiam e não encontravam caminho para fora da floresta, a elfa simplesmente tocava seu braço. Então, ele olhava para ela, que sorria enquanto via a expressão do guerreiro se abrandar, muitas vezes deixando no lugar um ar de cansaço. Seria a falta de alimento e o medo de ficarem perdidos até que a floresta os matasse, sem água ou comida? Ou seria um desespero ainda maior, mais profundo e mais afiado que esse?

    Fosse como fosse, Isladris os havia encontrado. E reconhecido os símbolos oficiais de Érenn. E agora estavam ali, a salvo, em campo propício para a caça, a coleta de vegetais e o abastecimento de água. Ainda que não fosse uma região rica e abundante, qualquer córrego com um pequeno arbusto de frutinhas silvestres pareceria um grande banquete para quem mal comia há dias (e Mellorienna havia dividido suas parcas rações diárias com as outras moças, alegando que não vinha se sentindo bem para comer, apenas para que elas não recusassem).

    Portanto, os sobreviventes mereciam uma noite de acampamento digna das melhores fogueiras!
    E a Érenn-Lia daria aos homens que se arriscaram por ela o melhor que era capaz de dar.

    Após terminar de providenciar os últimos detalhes operacionais, juntou-se a Isladris e Guilty, ainda a tempo de ouvir a resposta do elfo à pergunta do guerreiro. A Fênix de Érenn teria vingança. Talvez não imediata, mas ela não se esqueceria. Era Érennish e tinha todo tempo do mundo para encontrar o desgraçado. E fazer um colar com suas tripas.

    - E insisto que fique conosco essa noite, Isladris. Eu dançarei a avaleen para o Beleg' Arr à luz da fogueira. - a elfa desviou os olhos de um para o outro, sorrindo de um jeito meigo e corando ao dar com os olhos rubros do guerreiro sobre si - Em honra à Espada Em Seu Coração, Guilty-n'Thréllor, à sua coragem, que foi o meu escudo contra o mal.

    A maga então voltou-se novamente para Isladris, aguardando a resposta do elfo ao questionamento do guerreiro.




    ¹ Do Povo: Elfo
    ² Não do Povo: Não elfo
    ³ Érennish: os elfos de Érenn (usado como sinônimo de "Alto Elfo" pela personagem)




    OFF: Adorei a música, Lyvio! Bom jogo pra nós, gente! o/


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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Lyvio em Sex Dez 07, 2018 9:52 pm

    Isladris consegue com sucesso tirar o grupo perdido da floresta, estava satisfeito pois mesmo que não tenha saído em busca de caravanas pôde salvar a vida de algumas pessoas e foi agradecido de modo muito gentil pelos dois líderes do grupo. No caminho eles se apresentaram e antes que o elfo indagasse sobre algo diferente o humano robusto chamado Guilty fez um curto relatório que chamou a atenção do batedor.

    -"Devemos bastante a você, Isladris. Lamento que não tenhamos te encontrado mais cedo. Vidas preciosas teriam sido poupadas. Fomos atacados duas vezes por mortos-vivos. Nas duas ocasiões, vimos um vulto à margem do campo de batalha. Não podemos precisar o que exatamente era, pois nem a visão poderosa de meus colegas élficos foi capaz de distinguir a forma da criatura. Mas o mal nos segue. Você tem algum palpite do que possa ser?"

    O elfo respira fundo e baixa a cabeça balançado em sinal negativo, põe a mão no queixo e encara o solo, mas era visível que ele não estava alí e sim em seus pensamentos.

    -Então é como o Vice Rei me informou antes de me enviar para averiguar a região. Há um aumento considerável de globinóides e mortos-vivo rondando pelos arredores da capital, há relatos de batedores que dizem ter visto até um tipo de demônio menor e grupos compostos entre mortos-vivo, goblins e demônios, todos misturados e agindo pacificamente entre si. Com a  confirmação de vocês eu não tenho mais dúvidas sobre atividades suspeitas na região e imagino pelo que já descobrimos onde estão se concentrando...

    De toda forma, podem ser resquícios dos servos de Ougulash... No entanto... hummm...Eles não se manteriam unidos dessa forma sem seu líder...Como era esse vulto visto na floresta? O que percebeu nele?

    Isladris para por mais um momento pensativo e logo arregala os olhos voltando sua atenção para vocês:

    -Vocês passaram pelo posto avançado antes de entrarem na floresta? Ou visitaram o pequeno vilarejo ao norte do posto?

    Isladris parecia preocupado, e enche o grupo de perguntas. Logo a Princesa do Éren, a bela elfa Mellorienna que pede a Isladris que passem a noite alí. E que haveria uma apresentação cultural em homenagem a bravura dos guerreiros e de Guilty.

    E insisto que fique conosco essa noite, Isladris. Eu dançarei a avaleen para o Beleg' Arr à luz da fogueira. - a elfa desviou os olhos de um para o outro, sorrindo de um jeito meigo e corando ao dar com os olhos rubros do guerreiro sobre si - Em honra à Espada Em Seu Coração, Guilty-n'Thréllor, à sua coragem, que foi o meu escudo contra o mal.

    "Eles merecem..."
    Pensava ele.

    O elfo respira fundo, preocupado com o pedido, dá uma olhada no horizonte ao redor, mas aceita o pedido da moça e ficaria ali com eles, mesmo com a  preocupação.

    -Esta bem, ficarei com vocês esta noite. É inegável que seus homens estejam cansados e abalados física e emocionalmente. Apesar do risco creio que nada acontecerá. Desde cedo eu averíguo essa área e não vi nada estranho. Um momento de distração e descontração seria importante para eles.

    Dito isso ele cumprimenta a moça com um sorriso contido e volta sua atenção para Guilty. Encarando ambos Isladris esperava respostas.
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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Mellorienna em Sab Dez 08, 2018 5:11 pm



    Mellorienna




    Ficha: >AQUI< | Cor: Sunset Orange #FF5050


    Goblinóides, mortos-vivos e demônios, trabalhando em harmonia. Aquilo não soava nada bem. Ainda que Valkeiskylä fosse um cenário de guerras longas e sangrentas, o que de certo atrairia certa atividades de cada um desses grupos de criaturas, a cooperação entre eles - mormente de forma coesa - era algo incomum e digno de nota. Deveria haver algum tipo de informação ali, para a qual Mellorienna tentou dirigir sua mente. Teria lido sobre uma tal aliança em algum momento, em algum registro do passado? Seria um indício de algo já visto ou estariam diante de um mal completamente novo sobre a terra?

    Rolagem: História +5:
    Mellorienna efetuou 1 lançamento(s) de dados (d20.) :
    13

    À questão levantada por Isladris, a jovem elfa respondeu com certo pesar tingindo a voz:

    - Mesmo aqueles do Povo não conseguiram distinguir as feições da vil criatura. Havia uma espécie de névoa, um obscurecimento, ao redor de sua figura. Tivesse estado um pouco mais perto, ou em situação que permitisse alguma segurança, eu poderia tentar identificar que tipo de trama a criatura teceu para nublar-se aos nossos olhos. Mas meu treinamento na conjuração é ainda muito recente e o pouco que posso agarrar do tecido da Magia antes de me exaurir completamente mal foi útil em batalha... - a elfa baixou os olhos de estrelas para os próprios pés - ... algum fogo arcano, alguns raios mágicos, e minha mente se esvazia. Érenn provavelmente nunca teve uma defensora tão ineficaz para a Torre de Ilíria.

    A Maga ergueu o queixo e olhou para os membros da caravana. Quase como se os estivesse contando. Aquelas mortes pesavam sobre os ombros da jovem elfa e uma tristeza começava a escurecer seus olhos quando Mellorienna olhou para Guilty. E sorriu, acendendo novamente o brilho de sua expressão com a leveza que era tão presente em seu rosto alegre.

    - Por sorte, contamos com a bravura dos homens-de-armas. E essa noite é para celebrar, antes que o amanhecer nos encontre em Valkeiskylä. Diga-me, Isladris, ao chegar à cidade há algum meio de que o Vice Rei saiba da minha presença imediatamente? Seria realmente interessante poder conversar a respeito dessa incomum aliança de goblinóides, mortos vivos e demônios.



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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Lyvio em Sab Dez 08, 2018 6:33 pm

    Resultando Mellorienna 18 Conhecimento (História).

    Buscando em sua memória Mellorienna lembra de três situações que sempre eram repassadas quando se tratava de história em seus estudos:

    A Primeira e mais famosa é sobre um velho e poderosos mago-elfo chamado Audriel. Ele era demonologista e ao se aprofundar em seus estudos acabou sendo corrompido a abriu um portal para a Deusa Dragão Tiamat vir para este mundo. Ele juntou um exército de Elfos traidores, Mortos-Vivos, Demônios e criaturas como Orcs e Goblins e devastou boa parte do norte do Reino Élfico. Por fim, foi derrotado e o portal que havia aberto foi fechado antes que Tiamat viesse a este mundo.

    A segunda foi quando uma poderosa Xamã Orc, líder de um Culto a o Lorde Demônio Orcus, senhor dos mortos vivos. Eles não buscavam dominação, mas vítimas para sacrificar e agradar Orcus. Para em seguida com seus corpos criarem mortos vivos e aprisionar a alma dessas pessoas nos corpos putrefatos para escraviza-los.

    Quando o culto foi descoberto e atacado, a fortaleza deles estava infestada de demônios e mortos-vivo, além de raças humanoides como kobolds, orcs e humanos.

    A terceira foi resultado da segunda. A xamã orc conseguiu escapar e reestruturou o culto a Orcus, então capturou um Dragão e o matou transformando-o num Dracolich, porém, para a surpresa do culto o dragão não pôde ser controlado e exterminou todos. Ele recusou-se a servir Orcus, fugindo para as montanhas ao extremo oeste, lá fundou uma citadela de Mortos-Vivos e passou a expandir seus domínios em busca das riquezas.

    Posteriormente ele foi derrotado e toda a cidade destruída. Em suas hostes, não só tinha mortos-vivos em suas grande maioria como também escravizou alguns demônios resultantes do culto e raças inferiores como goblins e Gnolls.

    Por fim houve o evento atual, o próprio Domônio Ougulash tinha em seu exército a união entre Mortos-vivos, demônios e humanoides.
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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Tellurian em Sab Dez 08, 2018 10:10 pm

    Guilty ouve detalhadamente as histórias contadas por Isladris. Uma reunião entre mortos vivos, demônios e goblinoides? O jovem mercenário já havia tido o desprazer de encontrar e enfrentar tais criaturas em outras oportunidades. Talvez não demônios, mas já tinha ouvido histórias a respeito. Era uma aliança inusitada. Sem dúvida, se algo do tipo estava acontecendo, provavelmente era fruto do trabalho de um lider forte. Seria a criatura que os perseguia?

    Apertou o cabo de sua imensa espada com preocupação.  A duquesa queria ficar, mas isso significava um dia -e pior, uma noite- a mais na estrada, sob perseguição de um inimigo desconhecido, detentor de forças incomuns e organizadas. O risco era enorme.

    Mas, ainda havia um longo trajeto até Valkeiskylä. Nada garantia que não sofreriam novas emboscadas, e teriam de reagir a elas com homens famintos, exaustos e assustados. E tinha disponível agora apenas metade da força que deixara Érenn dias atrás.

    Mellorienna estava certa, o mercenário sabia. Os homens precisavam curar seus corpos e suas almas. Um banquete e dança de belas donzelas élficas certamente elevariam a moral. A estrada era relativamente segura, poderia dispensar parte do efetivo para que participassem da festa em turnos curtos. Poderiam recuperar suas forças e seu vigor antes de seguir viagem, e responderiam melhor a qualquer ameaça. Talvez realmente valesse a pena.

    Ele parou um tempo olhando a duquesa élfica. Sentiu o coração bater descompassado por alguns momentos quando ela disse que dançaria pra ele . Corou como uma criança estúpida. Tentou retornar o assunto para a segurança da duquesa.

    -"Certo. Eu concordo com o banquete e com acamparmos. Mas, princesa. Eu irei permanecer ao seu lado a noite inteira. Não saia de perto de mim."

    Quando percebeu o que disse, já havia dito. Corou novamente, e baixou os olhos. Fingiu ter visto algo de errado com um dos cavalos e foi gritar algo aleatório para os cavalariços.

    Então disfarçadamente, foi organizar a tropa de modo que todos possam realizar turnos e aproveitar o banquete. Nenhum soldado estaria autorizado a tomar mais que duas canecas de cerveja até chegarem a Valkeiskylä e todos deveriam permanecer alertas, de modo que todos também aproveitem a festa.
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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Mellorienna em Dom Dez 09, 2018 1:02 am



    Mellorienna




    Ficha: >AQUI< | Cor: Sunset Orange #FF5050


    Tiamat. A mente da Maga trabalhava rápido, juntando detalhes. Orcus. Seria prudente que, antes de entrarem na Nova Capital, discutisse com o Senhor Comandante sobre as possibilidades que aquelas perspectivas representavam. Chegou a virar-se para Guilty para começar o assunto, mas desistiu. Quantos anos ele tinha mesmo? Os olhos ígneos do homem pareciam banhados na violência de milhares de batalhas. Mellorienna sentiu-se incapaz de assombrar o guerreiro com ainda mais demônios. Ainda mais quando ele disse que concordava com o acampamento desde que ela não saísse de perto dele. Aos olhos da elfa, Guilty era incapaz de relaxar e aproveitar o momento. Porque ela era uma missão, uma princesa inútil em uma carruagem idiota que havia custado a vida de metade do contingente que tinham. Quando o guerreiro se afastou bruscamente, gritando para os cavalariços, a Maga suspirou pesadamente. E só então se lembrou da presença de Isladris.

    - Acho que não temos cerveja suficiente para que os homens se arrisquem, mas deve ter sobrado algum hidromel, que eu estaria honrada em dividir, Isladris. Seu resgate providencial nos salvou da morte certa na borda de uma floresta da qual talvez jamais saíssemos. Érenn tem uma dívida de gratidão para com você e sua casa. Que esta seja a hora em que começaremos a pagar. - a elfa sorriu e então, pedindo licença para o guia e convidado, foi ter com as aias para saber dos preparativos da pequena comemoração.

    Uma fogueira bem estruturada, com pelo menos dois passos de largura em qualquer direção, foi montada no centro do acampamento. Outras três fogueiras menores foram montadas no limite da luz do fogo da primeira, onde as principais caças eram assadas com esmero por homens e mulheres famintos. A pouca bebida foi trazida de todos os cantos e reunida longe do fogo, sobre troncos cobertos de musgo frio. Canecas e copos de metal ou barro começaram a se encher com cerveja, hidromel ou vinho - tudo levemente diluído em água, para render. Havia poucas reservas e muitas bocas sedentas de diversão e risos, e ninguém reclamou sequer uma vez do arranjo encontrado para a ocasião. Os poucos vegetais foram assados nas brasas e estavam corados e macios. As frutas eram ainda em menor quantidade e haviam sido arranjadas de modo que a Fênix de Érenn pudesse comer sem notar que eram as únicas. Seus companheiros e companheiras de viagem já haviam notado que, se Mellorienna desconfiasse do tratamento especial, recusaria a comida. Mas as aias sabiam que ela adorava framboesas e amoras selvagens, e por isso enganaram a Érenn-Lia. Entre sorrisinhos e amoras maduras, os lábios da elfa estavam rubros como rosas de inverno quando, em sua tenda, vestiu-se para dançar a avaleen.

    A noite cerrada era preenchida de música e vozes, brindes e gargalhadas. Mellorienna esperou até ter certeza que a lua estava alta no céu, clareando o acampamento, para só então deixar sua tenda. Nunca havia dançado à luz de uma fogueira antes, e sentia borboletinhas agitarem-se em seu estômago. Caminhou quase na ponta dos pés até parar diante de Isladris e Guilty, vestida inteiramente para a dança da lua.

    Ou "vestida", alguns dos Humanos poderiam pensar. Mellorienna tinha o abdômen inteiro exposto, os pés descalços e pérolas de luz brilhando entre os cabelos. A saia longa era inteira formada por diversos véus diáfanos, em azul, branco e verde, quase completamente transparentes. As fendas entre os véus revelavam inteiramente as pernas da elfa quando se movia, seja para caminhar ou para dançar. Um cinto bem baixo repleto de contas farfalhava quando ela movia os quadris e as mulheres começaram a cantar estalando a língua quando a filha do Duque de Érenn começou a dançar diante de Guilty.

    Ela estava a menos de dois passos dele. Os tambores que marcavam o ritmo da avaleen pareciam ser inteiramente coordenados pelos movimentos do quadril de Mellorienna, e pelas ondulações de seu corpo recém revelado. A jovem elfa mantinha os olhos reluzentes cravados à expressão do guerreiro e sorria com doçura para ele, movendo as mãos ao redor em gestos fluidos e convidativos. A avaleen era uma dança sinuosa, que explorava curvas e flexibilidade. E Mellorienna explorava a avaleen com sorrisos carismáticos e graciosidade de gestos, aproximando-se e então afastando-se do guerreiro, como se quisesse atraí-lo para sentir os movimentos.

    E foi quando ela chegou tão perto que Guilty podia sentir o cheiro feminino que vinha da elfa que, em um único movimento, ela arrancou o véu da lateral direita de sua saia, expondo completamente a lateral do quadril e da perna e arrancando vivas em Élfico e Comum dos que assistiam. Rindo e girando como uma serpente hipnótica, Mellorienna jogou o véu - azul - para Guilty e então, já de costas para o guerreiro, puxou de um só golpe o tecido translúcido da outra lateral da saia, revelando o lado esquerdo e arrancando gritos e assovios de incentivo dos expectadores.

    Com este véu - verde - nas mãos, ela girou em um rebolado lento e profundo até que seus olhos voltassem aos olhos de Guilty. Então, enrolando lentamente o tecido ao redor de um dos pulsos, depois do outro, ainda mantendo a dança ondulando os quadris de forma serpenteante, a Érenn-Lia deu o último passo na direção do Capitão, erguendo os pulsos amarrados diante do corpo, para ele, enquanto os tambores reverberam o ritmo de seu rebolar incessante.

    - Você desfaz a amarra em meus pulsos... - Mellorienna sussurrou para Guilty enquanto dançava, mais mexendo os lábios para formular as palavras que proferindo-as em si - ... ou passa o primeiro véu pelo segundo, e me guia amarrada para longe de outros olhos. - a elfa estava muito corada e sorria de forma confiante enquanto dançava.

    Ela não fazia ideia do que realmente acontecia quando não desamarravam as mãos da dançarina. As risadas e assovios de incentivo estavam ensurdecedoras no acampamento e Mellorienna ria junto, divertindo-se com a dança de forma inocente e completamente alheia ao caráter sensual que a cena poderia tomar.



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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Tellurian em Dom Dez 09, 2018 7:09 pm

    Guilty passou o dia organizando o esquema de guarda. Dividiu os homens sobreviventes em quatro turmas, de modo que houvessem duas turmas de serviço e duas folgando, aproveitando a festa. Das duas turmas em serviço, uma se dividiria em postos fixos de vigia, enquanto uma realizaria patrulhas no perímetro. O dia se passou em avaliações do terreno para que se pudessem escolher os postos de vigia mais eficientes e as melhores rotas de patrulha. Na hora de dividir o horário de serviço das turmas, os homens insistiram que Guilty ficasse de serviço apenas no primeiro turno, quando o banquete estaria no início, e as danças ainda não teriam começado.
    -"O senhor tem um compromisso com a duquesa, comandante! Não deixe a princesa esperando!" diziam, entre sorrisos maliciosos e tapinhas nas costas. Guilty coçava atrás da cabeça e sentia o rosto corar, mas não conseguia esconder o sorriso.

    Enquanto cumpria seu turno de vigia, sentia as entranhas se revirarem no seu estômago. "Ela dançará a Avaleen pra mim". Quando lhe perguntou o que era a Avaleen, Mellorienna se limitava a sorrir e dizer com olhos risonhos "você verá". Talvez estivessem sob ataque de um mago incrivelmente poderoso, capaz de distorcer o espaço-tempo. Porque Guilty era capaz de jurar que as quatro horas de serviço que deveria cumprir duraram doze.

    Quando acabou, recolheu-se a sua tenda e tomou um banho. Não tinha muitas roupas, então escolheu a sua única camisa que poderia ser chamada de "roupa de festa", se vista por um observador otimista: uma camisa larga de algodão vermelho e uma calça de linho preta. Lutou internamente com o pensamento se deveria ou não manter a imensa espada em punho. Seu dever era proteger a princesa. Decidiu que deixaria a espada próxima ao local da fogueira, e manteria a adaga na bota. Mas não levaria a imensa placa de aço para a fogueira, pois não queria estragar a noite de Mellorienna.

    Quando chegou até a festa e ouviu a música, sentiu as entranhas revirarem mais uma vez. Já tinha algum tempo que não via a duquesa, e se dividia entre preocupação e expectativa.
    Encontrou Isladris, que lhe cumprimentou amigavelmente e lhe serviu um copo de vinho. Guilty tomou um gole, e sentiu novamente o gosto férreo. gosto de sangue. As suas entranhas se acalmaram. O sorriso abandonou seu rosto. Se sentiu estúpido. Era um soldado. Um guerreiro. O que estava fazendo ali, aguardando como uma criança ansiosa a dança de uma donzela élfica? Os olhos escarlates faiscaram quando olharam em direção a fogueira e encontraram a sua espada repousando recostada sob uma árvore ao fundo, quase fora do alcance da luz. Sentiu-se nu sem ela. Não ouvia mais os comentários que Isladris tecia sobre as curiosidades da dança que se desenrolaria em momentos. Sentiu-se envergonhado de achar que merecia relaxar por uma noite. Não. Aquilo não era o seu mundo. Ele deveria partir. Virou-se para pegar a espada e voltar ao seu posto de guarda, quando a viu.

    O coração de Guilty parou.

    "Linda" seria um insulto. Ela era muito mais do que linda.

    O guerreiro esqueceu completamente sua espada. Esqueceu o acampamento. Esqueceu os inimigos, os aliados, a missão. Por um momento congelado na eternidade, só havia ela: a coisa mais linda que os olhos vermelhos ja tiveram diante de si.

    As estrelas nos olhos dela refletiram nas brasas dos olhos dele. E ela sorria um sorriso iluminado. Guilty percebeu que estava segurando a respiração, e nem sabia porquê. Talvez tivesse esquecido de respirar.

    Os movimentos da elfa eram hipnóticos. Havia música? Se perguntassem ao guerreiro na manhã seguinte, ele não saberia responder. Ele só percebeu que estava sorrindo quando ouviu seus homens gritando piadas.

    Avaleen. Guilty não era grande conhecedor das tradições élficas, mas esta certamente era sua nova preferida. Que a alma do inventor desta tradição habite o mais sublime dos paraísos. Um fenômeno matemático habitou a mente do excitado guerreiro: quanto mais véus Mellorienna tirava de seu figurino, mais Guilty achava que ela estava com véus demais.

    Quando ela lhe disse que deveria decidir entre soltar as amarras ou "levá-la para longe dos olhos de outros", Guilty corou tanto que seu rosto ficou quase da cor de seus olhos. Mas, passou o primeiro véu pelo segundo, e guiou a sua princesa élfica para longe da fogueira, sob uma chuva de vivas, aplausos e piadas lascivas de seus companheiros.

    Perto do acampamento, havia uma pequena colina. Foi para lá que ele a levou. Virou-se para a elfa. A cada segundo que passava, ela era mais linda. As suas mãos atadas lhe pareceram erradas, e ele as soltou.

    Sem que pudesse perceber o que estava fazendo, tocou o rosto de Mellorienna, afastando uma mecha do seu cabelo para trás de sua orelha.

    -"É uma tradição de seu povo, princesa. O que eu faço agora?"
    Lyvio
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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Lyvio em Dom Dez 09, 2018 8:10 pm

    OFF:
    Fiquem a vontade para continuar a interação entre os seus personagens, quando terminarem, procurem o Isladris e ai sim postarei. Aliás, vocês estão de parabéns pela interação! bounce cheers
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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Mellorienna em Dom Dez 09, 2018 8:27 pm



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    A Maga riu quando percebeu que o guerreiro tinha corado e arregalou os olhos de surpresa quando ele passou o primeiro véu pelas amarras em seus pulsos e passou a conduzi-la para longe das fogueiras. Os companheiros de viagem gritavam incentivos e faziam piadas, e Mellorienna gargalhou quando ouviu algumas delas, andando de uma forma quase saltitante atrás do Humano que a guiava para a colina.

    Guity havia levado a sério o conceito de "longe de outros olhos", pelo que a elfa percebeu. Estavam no alto de uma pequena colina, de onde apenas a luz das fogueiras era visível. Os companheiros perdiam-se na distância, mesmo para seus olhos élficos. A jovem sentiu um leve arrepio e voltou os olhos verdes de estrelas para o homem, que desamarrou com surpreendente gentileza seus pulsos. Sorriu de forma tímida diante do questionamento dele.

    - Sinceramente, eu não sei, Guilty-n'Thréllor. - Mellorienna estava corada e sentia o rosto queimar onde o guerreiro a havia tocado, como se os dedos dele traçassem arrepios de fogo em sua pele - É a minha primeira vez... - a elfa notou que olhava para os lábios do homem enquanto falava e se sentiu tão envergonhada que girou nos calcanhares, ficando de costas para ele - ... quer dizer, sempre desamarram minhas mãos, para que eu concluísse a avale-- - interrompendo-se, Mellorienna virou-se novamente para Guilty, sorrindo daquele jeito luminoso - É claro! Sente-se! - a elfa empurrou suavemente o forte guerreiro em direção ao chão, com a mesma eficácia que uma criança teria para derrubá-lo. Mas não era difícil conseguir a cooperação do homem, vez que não havia motivos para resistir - Eu vou terminar a dança da lua. Sob o luar. Para você.

    Não havia música, mas a jovem elfa não se deixaria abalar por isso. Com suavidade, ela começou a cantarolar, enquanto marcava o ritmo com palminhas suaves e movimentos do quadril. Sentia-se estranhamente livre ali, em uma colina sob o luar, longe dos olhos do mundo, diante de Guilty. Se deixasse sua mente racional examinar a situação, perceberia que havia algo de surreal na sensação de bem-estar que dançar para o capitão de olhos rubros representava. Mas havia bebido hidromel, comido amoras silvestres e sobrevivido a dois ataques de um necromante. Não queria pensar. Queria apenas viver e sentir.

    - Minha avó era uma dançarina. De taverna, sim. - ela continuava dançando daquela forma sinuosa e sensual, enquanto falava - Meu avô desfez um noivado com uma moça de família nobre para se casar com ela. As lendas na família dizem que foi por causa da avaleen. - Mellorienna riu e as contas em sua cintura chacoalharam com o rebolado dela - Minha mãe era a terceira filha deles. Nem sequer pensava que poderia receber o Cetro de Alfirin um dia. Acabou se apaixonando pelo Capitão da Guarda. Meu pai e ela eram tão felizes juntos! Eu já tinha... o equivalente aos seus sete ou oito anos humanos quando Érenn foi atingida por uma praga que levou meus tios. E o dever bateu às portas da nossa família, arrastando-nos para o castelo e a corte e as frivolidades da nobreza.

    A Maga dançava com graça e leveza, exibindo grande domínio dos movimentos, fazendo tudo parecer tão fácil. O ventre completamente descoberto ondulava de forma hipnótica enquanto ela falava e sorria, girando e fazendo barulhinhos rítmicos com as contas do cinto.

    - Eu não nasci princesa, Guilty-n'Thréllor. Talvez por isso eu prefira coisas simples e tenha tanto medo de cometer erros. Eu tinha cerca de quinze anos humanos quando minha mãe morreu. Criei meu irmão quase como um filho e assumi o lugar de sacerdotisa da Magia diante do meu Povo. Mas eu era muito jovem... Acabei não descobrindo o que acontece quando um rapaz não desamarra as mãos da dançarina, porque nunca dancei em outro lugar que não o salão do meu pai. Eu me dediquei inteiramente ao meu dever e... Bem, a nobreza não é um privilégio. É uma obrigação. Talvez seja esse o motivo pelo qual eu odeio a carruagem em que você me prendeu por dias.

    Mellorienna riu, uma risada límpida e feliz. Segurou dois véus nas mãos, os que cobriam a parte da frente de suas coxas, e os puxou de um só golpe, girando no ar a agitá-los, como asas de fada. Então parou novamente de frente para Guilty, serpenteando os quadris de forma lenta e profunda, com as pernas inteiramente à mostra e apenas um véu diáfano ainda preso à frente do cinto.

    - Guilty-n'Thréllor... - ela deixou os véus escorregarem por suas mãos até caírem no chão ao lado de seus pés - Eu te contei a minha história. Agora é sua vez.

    Em momento algum ela parou de dançar e sorrir, encarando o homem com seus brilhantes olhos de elfa.

    Tellurian
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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Tellurian em Dom Dez 09, 2018 9:31 pm

    Guilty sentia como se estivesse sonhando. A mulher mais linda do mundo dançava e sorria para ele, com uma roupa que diminuía a cada movimento da dança . Tinha a lua e as estrelas acima de si, e fogueiras que brilhavam como estrelas abaixo. A moça derrubou-o com facilidade, e ele se acomodou no solo, rindo, enquanto a donzela contava-lhe sua história. Como ascendera ao posto de princesa élfica, e a história de amor de sua família. Como se armasse uma armadilha para sua atenção, Mellorienna não deixava de dançar ou de sorrir enquanto falava. Guilty sentiu a sua atenção se desfazer em alguns momentos, sobretudo quando a moça removia mais um véu, expondo um pouco mais da pele acobreada e macia. Mas manteve a atenção na história.

    -"Consigo entender perfeitamente seu avô." disse, quando a elfa contava-lhe o fato da Avaleen ser o gatilho da paixão de seus avós.

    Ao longo de sua vida, Guilty lutou contra muitos inimigos ferozes. Goblinoides, mortos vivos, mercenários, soldados... Monstros de toda sorte, situações das mais adversas. Mas, nenhum inimigo lhe fora mais difícil de resistir do que a vontade de agarrar Mellorienna naquele momento. Apenas a vontade de continuar vê-la dançar lhe permitia manter a disciplina.

    Quando ela lhe pediu que contasse a sua história, Guilty coçou a cabeça. Sentiu as entranhas se revirarem.

    -"Não há muito o que dizer. Minha vida não tem a importância da de uma princesa que carrega um dever tão nobre. Um órfão de guerra, adotado por uma tropa de soldados. Lutei desde que consegui levantar a espada do chão. Éramos uma família. Até que... a imagem do Eclipse ecoou na mente de Guilty. Ele cerrou os punhos. Conseguia sentir o cheiro do sangue ainda.

    -"a tropa foi massacrada. Eu fui um dos poucos sobreviventes. Desde então, ganho a vida como mercenário."- ofereceu um sorriso à elfa. Inspirou profundamente, e a brisa noturna lhe trouxe o cheiro da pele da moça.

    Levantou-se, batendo a terra da calça de linho. Estava a dois passos de distância de Mellorienna. Os olhos dela eram lindos.
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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Mellorienna em Dom Dez 09, 2018 11:18 pm



    Mellorienna




    Ficha: >AQUI< | Cor: Sunset Orange #FF5050


    - Eu vejo a sombra tomar seus olhos. - Mellorienna parou de dançar. De pé diante do guerreiro ainda era quase uma cabeça mais baixa, apesar de sua estatura. A brisa leve da noite estrelada agitava os poucos véus de sua saia, assim como seus longos cabelos negros pontilhados de pérolas luminosas.

    Ela queria saber o que tinham visto os olhos vermelhos. Mas que direito tinha de continuar a perguntar? Guilty não tinha motivos para confiar nela. Afinal, havia sido sua presença que atraíra os ataques sofridos na estrada. Ou não? Mellorienna não tinha certeza, porém sentia que havia falhado em seu dever de representar esperança e estabilidade para o Povo de Érenn. Ordem em meio ao Caos. Confiança em meio à Dúvida. A longa vida dos elfos era pontilhada de sofrimentos que a breve trajetória da Humanidade não conseguia perceber ou alcançar. E, apesar de jovem para sua raça, a Maga havia vivido mais que muitos anciões dos Humanos. Por isso, sabia que Guilty escondia uma verdade dolorosa por trás de suas palavras reticentes. Entretanto, era muito inexperiente na arte de obter informações que as pessoas se negavam a compartilhar.

    - Você permite que eu toque sua pele, Guilty-n'Thréllor? - a elfa falou baixinho antes de tocar o cotovelo esquerdo do guerreiro com sua mão direita, que passou a deslizar lenta e suavemente pelo antebraço do homem, até tomar sua mão com a ponta dos dedos. Antes, ela o havia empurrado para o chão pelos ombros, cobertos pela camisa, sem tocá-lo diretamente - A minha vida não é mais interessante ou preciosa que a de ninguém. E a sua vida não é menos importante para mim. - a moça ergueu lentamente a mão do homem em direção ao seu ventre, repousando a palma da mão de Guilty contra seu umbigo.

    Um arrepio perceptível percorreu o corpo da jovem elfa, que corou violentamente. Presa de uma emoção que variava entre o absoluto terror da timidez e uma ferocidade libertária, a Maga voltou a ondular suavemente o corpo, dançando sob o toque áspero da mão do guerreiro. Nunca havia sentido algo semelhante em seus mais de noventa anos de vida. O toque de Guilty despertava sentidos que a elfa desconhecia: aguçava seu tato, arrepiando a pele, esquentando o ar em que seus pulmões; aprimorava seu olfato, embriagando a mente de Mellorienna com o cheiro másculo do homem; abria seus olhos para a visão de Guilty diante de si, fazendo escapar um sorriso entre inocente e indecente que era a deixa perfeita para o homem deslizar ambas as mãos pela cintura esguia da elfa dançante.


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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Tellurian em Dom Dez 09, 2018 11:37 pm

    Ela via através dele. Ela conseguia enxergar a sombra em seu coração. Porém, Guilty não se incomodava. A voz de Mellorienna lhe trazia conforto. Lhe trazia paz. Ela era a luz que lhe faltava. E sentiu os pulmões se esvaziarem quando percebeu o toque da pele sedosa dela contra a sua. Ela era pequena, e frágil. Mas ainda assim, forte. Não em termos de força física, mas em presença. Em personalidade. Mellorienna era muito mais elfa do que Guilty era homem. E o guerreiro não se sentiu intimidado. Ele se sentiu feliz.

    Quando suas mãos tocaram o abdome da moça, ele sentiu como se eletricidade percorresse seu corpo. Ela também sentia algo parecido, pois o jovem mercenário era capaz de sentir a sua pele se arrepiando ao seu toque.

    A distância entre ambos se encurtou de forma inevitável, como se um magnetismo sobrenatural os atraísse sem que percebessem ou notassem. As mãos de Guilty deslizaram da cintura para as costas da elfa, e gentilmente a puxavam de encontro a si. Com olhares conectados, estavam tão próximos que sentiam o hálito um do outro. O dela tinha cheiro de hidromel e de amoras.

    -"você ja sentiu como se não tivesse lugar no mundo? Como se não pertencesse a lugar algum? Eu me senti assim a minha vida inteira. Mas, de alguma forma, hoje, nesta colina, eu sinto como se estivesse exatamente onde deveria estar."
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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Mellorienna Ontem à(s) 4:25 pm



    Mellorienna




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    "Exatamente onde deveria estar." Mellorienna ainda não tinha parado de dançar. Com o queixo erguido para encarar o homem nos olhos ígneos, as mãos soltas ao redor do corpo, a elfa movia o quadril como se uma serpente se enrolasse a sua coluna. Ergueu as mãos em movimentos suaves e igualmente sinuosos, enquanto Guilty a mantinha junto ao corpo, enlaçada pela cintura.

    Era verdade que Mellorienna era inocente, como era verdade que jamais havia sido tocada por um homem que não seu pai e o irmão mais novo. Mesmo quando ficava doente era tratada por fisicistas elfas e todo o contato físico que conhecia era de moças e parentes. Afora breves cumprimentos, com o beija-mão padrão das cortes, a Maga jamais havia sido alvo do calor do toque alheio. Mas nem por isso ela deixava de entender que dançar a avaleen tão próxima de Guilty era se esfregar no guerreiro.

    De forma íntima.

    Mellorienna juntou as mãos acima da cabeça e girou no lugar, ficando de costas para o capitão. E então pousou suas mãos delicadas sobre as dele, entrelaçando seus dedos nos dedos homem, incentivando-o a manter o abraço em que a prendia. "Exatamente onde deveria estar." Os movimentos da avaleen ondulavam as curvas da elfa contra o corpo do guerreiro e ela descansou a cabeça contra o peito de Guilty, enquanto o quadril se agitava - e se esfregava - contra seus músculos tensos.

    - Há uma palavra em dracônico para essa sensação. Hadie'nnar. O Lar do Coração. É uma palavra de fogo. Die'n é uma runa ligada ao Fogo Vivo. De dragões e das entranhas do mundo. Acho que talvez seja a melhor de todas as definições, embora não seja a mais romântica. - ainda dançando de costas para o guerreiro, a elfa ergueu o queixo levemente virado para encara-lo com seus olhos luminosos de estrelas - Não há frutos mais doces que aqueles que queimam.



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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

    Mensagem por Tellurian Hoje à(s) 12:30 am

    Mellorienna dançava e sorria para ele, hipnotizando-o. A pele macia dela era tão delicada que o guerreiro temia que seu toque bruto e áspero pudesse machucá-la. Mas, era incapaz de recolher as mãos, que acariciavam a pele sedosa, acobreada e fervente. A elfa ardia em seus braços, e talvez nem ela tivesse notado a própria respiração se aprofundando junto da dele.

    A mente de Guilty estava enevoada. Ele se sentia bêbado. Não de vinho, que só havia tomado uma única taça (e que aparentemente lhe dera mais coragem do que imaginava). o que inebriava a mente do jovem mercenário era o cheiro que emanava do corpo da elfa. Notas adocicadas, que ele não conseguiria descrever, mas que despertavam no homem um desejo enlouquecedor. Um cheiro quente, que ficou ainda mais evidente quando Mellorienna girou e seus cabelos se agitaram.

    As pequenas mãos élficas tocaram as grandes mãos do humano e se uniram em um abraço. A moça ondulava em seus braços. esfregava-se nele. A respiração de Guilty estava em crescendo quando Mellorienna começou a falar-lhe da palavra Haddie'nnar. Guilty entendeu o significado profundo que apenas uma língua erudita como o Dracônico poderia fornecer. Porém, discordava da elfa. Achava que as palavras que melhor descreviam a sensação era as suas nativas. Desejo. Paixão.

    Viu o pescoço da donzela exposto, e os delicados pêlos de sua nuca. Deslizou a ponta do nariz suavemente pelo pescoço da moça, saboreando o seu cheiro de mulher. Viu a pele da elfa se arrepiar, e percebeu ela erguendo o queixo para fitá-lo nos olhos.

    Nem ao menos perceberam quando seus lábios se uniram. Foi tão natural, tão óbvio, que o universo não faria sentido se não tivesse acontecido. Guilty sentiu a maciez dos lábios de Mellorienna, e o gosto de amoras silvestres. Sentiu calor. Sentiu frio. Sentiu o coração galopar desenfreado. Tinha a mulher mais linda do mundo nos braços, e provava de seus lábios. Sentiu que podia morrer de felicidade.
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    Re: Mellorienna e Guilty (A Sombra de Orcus)

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      Data/hora atual: Ter Dez 11, 2018 9:09 am