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    Capítulo 10

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    Artorias
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    Capítulo 10

    Mensagem por Artorias em Sab Dez 29, 2018 6:31 pm

    OFF – POST 1

    Todo post meu que começar por “POST x” quer dizer que é um post importante, no decorrer da campanha provavelmente serão necessários rever posts para ligar histórias, mistérios e outras coisas. Isso aplica-se a campanha principal, suas histórias se cruzam de alguma forma, todos os jogadores, vocês, descobrirão como os mundos se conectarão.

    Existe profundidade na história, a ideia é que soe como um épico sombrio, um grande livro de Tolkien recontando Beowulf, uma grande narrativa como Berserk, tentarei colocar a maior quantidade de elementos sensoriais para que tenham mais imersão, com imagens, sons, músicas, recortes de versos de clássicos da idade média.

    Esse mundo tem uma mitologia própria e aos poucos perceberão isso, baseio-me em várias influências claras, o importante não é necessariamente ser original, mas ser muito bom e bem feito.

    Com essa apresentação, deem o melhor em suas interpretações para que seja o mais divertido para todos, nunca podemos nos esquecer que isso é para ser prazeroso, espero que gostem e se empolguem com a campanha.

    ON


    Em um mundo que humanos dominavam as terras, muitos monstros e criaturas virariam lendas e motivos de descrença de que existiram realmente. Até mesmo a existência dos deuses, já que eles não interferiam no mundo, como se não existissem, passavam a virar apenas nomes de histórias para assustar ou colocar as crianças para dormir, cada vez menos pessoas acreditavam neles.


    Entre vários castelos, cidadelas, vilarejos e burguesias, há as terras de Midland, um reino próspero de proporções continentais, com um vasto domínio que se estende para muito além de suas muralhas, tudo deve-se a seu rei que fora um grande estrategista, conquistador de vitórias, fora das batalhas é reconhecido como bondoso e respeitado pelo seu povo, mas agora velho, com a morte próxima, preocupa-se muito com seu filho herdeiro.

    [...]


    “O filho do rei sumiu!”


    “O príncipe foi raptado!”


    “O que será de Midland?”






    As fofocas chegaram ao povo, o reino entra em crise política em pouquíssimo tempo com a desesperada notícia do rapto do príncipe, pois o risco de ele não voltar e o rei morrer causa um absurdo medo, pois quem poderia substituí-lo?


    [...]


    Informações sigilosas sobre a localização do herdeiro chegaram até o alto clero do reino. Então, foi formado um grupo de expedição secreta para essa missão de resgate. Era necessário fazê-lo assim para que não virasse notícia e nem chegasse aos inimigos.


    [...]


    Vocês estão no início de uma floresta, próxima às muralhas de Midland, como ponto de encontro dos guerreiros que foram solicitados e outros que se ofereceram para fazer o resgate (vocês).


    Dois cavaleiros se aproximam de vocês, um com uma armadura de aço que cobria todo seu corpo e outro que usava uma armadura improvisada, que certamente não garantia qualquer proteção a ele, com uma pintura de sol que se estendia de seu peito até umbigo.

    O primeiro falaria, sua voz era firme e séria – Vocês são os guerreiros que se ofereceram para essa missão secreta? – Seu tom era avaliador, era possível notar que estava observando e tirando algumas conclusões.

    O segundo, então, coloca a mão sobre o ombro do colega, após ele falar, diz em tom amigável – Eu sou Solaire de Astora e esse, ao meu lado, é Oscar de Astora, viemos de uma terra muito distante e lutamos juntos em muitas batalhas, somos guerreiros de Midland e vocês, quem são?



    (Da esquerda pra direita: Oscar de Astora e Solaire de Astora)



    OFF 2

    Boa diversão!

    OFF 3

    Seus personagens ainda não se conhecem, só para deixar claro Smile
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por einherji em Qua Jan 02, 2019 5:59 pm

    Khatar estudou muito em sua infância, sejam nas artes de combate, como no conhecimento passado pelos mestres da pena e pergaminho, não era sua parte favorita do conhecimento, mas era obrigado e entendia que seria útil algum dia para que pudesse governar, enfim com a desgraça do reino, o conhecimento habita sua cabeça sem muita utilidade, conhecia muito bem as regiões no entorno do reinado de seu pai, mas não sabia da região que os dois guerreiros falavam, tão pouco reconhecia os brasões de suas armaduras - um sol de raios vermelhos e as inscrições no fundo azulado do primeiro que lhes dirigiu a palavra. O que lhe pareceu um pouco estranho a princípio, mas as fronteiras do mundo erão tão gigantes que não seria nada impossível que muito mais coisas que não conhecesse pudessem surgir.

    Como se aproximaram primeiro, provavelmente seriam os líderes da expedição - não imaginava que teria companheiros - mas sempre era melhor ter as costas cobertas ao lutar, seja com o que quer que fosse e se as suspeitas e rumores eram verdadeiros, o príncipe havia sido raptado. Nenhum rapto conhecido havia sido solucionado com palavras - e isso lhe dava uma certeza - haveria luta, torcia para isso, era a forma de resolver seus conflitos internos recuperar sua honra.

    Ergueu um pouco a cabeça, deixando que o cabelo saísse um pouco da frente de seu rosto, fazendo-se aparecer e olhando ambos os guerreiros que estavam a sua frente. Tinha a pesada arma em uma das mãos - como não seria usada para o combate imediatamente, era possível carregar com apenas uma das mãos, não havia uma bainha ou uma fivela de couro para que o machado pudesse ser carregado, estando sempre à disposição - mas o segurava próximo da lâmina, com pouco espaço do cabo, numa postura que não era ameaçadora para quem olhasse.

    - Sou Khatar de Mont-...

    Foi um impulso, visto que os dois guerreiros também se apresentaram falando de suas origens. Interrompeu sua fala imediatamente quando percebeu que diria o nome do reinado de seu pai. Um local perdido para ele e graças a ele, para todo o resto de seu povo, tomado por caos. Engoliu as palavras e fez um rápido lembrete mental, punindo-se para que nunca mais proferisse esse nome - Monte Ferro. Sabia que era difícil esquecer e talvez nunca esquecesse, mas não havia guerreiro o suficiente em si mesmo para se quer dizer as palavras. Enfim, retormou sua fala, completamento as informações e respondando aos dois guerreiros de Astora.

    - Sou Khatar. Sim, me ofereci para a missão.

    Então, desviou os olhos para o quarto homem, aguardando também sua apresentação. Deduziu que não estava com os dois guerreiros, visto que também fora questionado inicialmente.
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por Christiano Keller em Qua Jan 02, 2019 8:36 pm

    Chris Ka

           Um resgate de um príncipe, que oportunidade marcante. Se o resgate for bem sucedido certamente teremos o mundo aos nossos pés, no entanto se falharmos... acho que é melhor não voltar pra cá. Sempre é importante ter um plano para saber o que podemos fazer, improvisar é como correr pelas ruas e encontrar um beco sem saída. Como vou encontrar com os novos guerreiros acho importante mostrar o que sou capaz de fazer, mas em pequena escala como uma vela portanto levo uma vela em mãos que poderei acender e apagar com facilidade.       
            Ao chegar no ponto e encontro vejo que outros 3 homens já estão chegando também. São guerreiros fortes e de presença marcante. Será que já ouvi falar de Astora ou de Mont? Preciso puxar algo da memória. Eles não precisam falar nada, as armaduras ou armas são intimidadoras e passam um recado por si só. Podem julgar-me por não usar uma armadura e não ficarão contentes se não houver valor naquilo que verem.
    Olho nos olhos de casa um enquanto falo seus nomes e para o alto ao falar o meu e então mostro a vela na mão esquerda ainda junto ao corpo.
            --Olá Oscar, Solaire e Khatar, sou Chris Ka, trabalho com a distância do arco e o fogo, vejam um pequeno exemplo. Estendo a mão esquerda com a vela e acendo a usando magia de uma forma clara.
            Como muitas pessoas sabem que mágica existe é importante mostrar para eles agora do que assusta-los durante a batalha. Espero que as reações sejam simplórias.
            Após a vela ficar acesa por alguns poucos segundos apago a chama, tendo certeza que está apagada guardo em minha mochila de viagem para uma próxima ocasião. Ao fazer isso pergunto:
            --Bom, então senhores, o que sabem sobre a missão? Podemos ir andando e conversando?
            Verifico se a mochila está no lugar e caminho para bem perto dos homens.
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por Artorias em Qua Jan 02, 2019 11:05 pm

    OFF – POST 2


    ON


    Oscar e Solaire prestam atenção nos dois recrutas para expedição e pareciam aprovar o que viam, um guerreiro formidavelmente forte e um dominador de fogo, era provável que estavam pensando assim.


    “Bom, então, senhores, o que sabem sobre a missão? Podemos ir andando e conversando?” Chris Ka pergunta aos homens a sua frente, Solaire olha para Oscar esperando que ele dissesse alguma coisa, mas acaba que ele mesmo toma a iniciativa.

    – Bem, o que sabemos é que alguém do alto escalão descobriu uma informação preciosa sobre a localização do príncipe através de um informante desconhecido entre todos, mas garantiu ser de extrema confiança, temos conhecimento de o destino ser depois dessa floresta, rumo ao sul, não mais que isso, quem possui todos os detalhes é o nosso líder dessa expedição que ainda está para chegar com mais soldados... Ops, coincidência, olha ele chegando! – Solaire aponta para um cavaleiro charmoso montado que se aproximava acompanhado por mais seis soldados do batalhão de Midland montados, traziam consigo mais cavalos. Era notavelmente um belo homem de cabelos longos e prateados, jovem, com sua pele clara como neve, sua armadura era elegante, mas do tipo leve e não tão resistente. Aparentava ser da nobreza e nunca ter lutado uma batalha se quer, poderiam até pensar se ele seria capaz para essa missão.



    Oscar de Astora e Solaire de Astora prestam continência se curvando para o líder da expedição, então, ele que já parava ao chegar perto de vocês, diz – Que bom vê-los de novo, Oscar e Solaire, será bom ter vocês nesta missão! –, em sua voz havia muita leveza, mas sabia impor austeridade e respeito com ela.

    Oscar pronuncia-se – Esses dois homens aqui são os voluntários – indicando com o olhar – Khatar e Chris Ka! – então, o jovem montado em seu cavalo olha para vocês com um olhar sério de predador, como uma águia, mas desfaz sua feição, mudando para uma face meiga e sorri – Prazer, eu chamo-me Griffith, General da Fênix Branca, como vocês já sabem, nossa missão é secreta, faremos o resgate do príncipe, por isso iremos em um número pequeno para não chamar atenção. – fez uma pausa e retoma categoricamente – O informante disse que para além dessas florestas encontraremos uma caverna com o pico da montanha parecendo uma cobra, nesse covil deve estar o príncipe e os responsáveis pelo sequestro. Quanto mais rápido formos mais chances teremos de ele estar vivo. – Aponta o dedo para vários cavalos –Então, peguem esses cavalos que trouxemos e sigam-me.

    Ele avança para a floresta e seus soldados vão juntos.


    Solaire chama vocês para irem pegar seus cavalos junto com ele e Oscar.


    Após montarem sem dificuldade vocês acompanham atrás dos soldados do batalhão ao lado dos cavaleiros de Astora. Solaire parece interessado em saber mais de vocês enquanto Oscar continua focado.

    [...]


    Cada vez mais a visão do reino de Midland minimiza-se e a expedição chega mais perto de seu objetivo...




    OFF 2 -


    Som dos cavalos avançando e pássaros cantando próximos a floresta.

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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por Christiano Keller em Qui Jan 03, 2019 2:31 am

    Chris Ka,

           Andar a cavalos, é uma experiência prática que sempre li, mas na hora de executar é mais trabalhoso do que lembrava. Certamente ficarei com parte do corpo dolorido após uma cavalgada assim. Os cavalos são animais bonitos e bem alimentados, farão o trajeto sem problemas. No entanto são muito barulhentos e saberão que estamos chegando de longe. Penso que poderia falar algo, mas não creio que podemos contestar as ordens de um nobre.
           A cavalgada é agitada e faz com que a adrenalina suba no corpo. As sensações são mais aguçadas e o calor fica intenso. Aos poucos o suor escorre pela pele.
           Ao andar no cavalo converso com Solaire de Astora sobre amenidades, de onde ele é, como luta e abordo a pergunta que não sai da minha cabeça:
           -- Como crê que faremos ao chegar lá com animais tão barulhentos? Todos saberão que estamos chegando.
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por einherji em Qui Jan 03, 2019 6:07 pm

    Kathar não tinha o costume de andar a cavalo, na verdade - não era uma atividade na qual sentia-se bem. Ele sabia como, mas não se sentia completamente à vontade. De qualquer forma, tomou o animal pelas rédeas e o montou, encontrou um espaço entre o punho da sela e o assento para que pudesse deixar o machado preso, de modo que não o ferisse e não ferisse também, seu novo companheiro. Acenou rapidamente para Oscar e Solaire que fizeram as apresentações e então, para Griffith, que parecia ser o líder da expedição. Durante o caminho, olhar para o lado assim que Ka cita sobre o barulho dos animais - faz sentido, pensou consigo - mas esperaria o retorno de quem liderava a expedição ou qualquer um que pudesse responder a respeito daquela indagação, enquanto isso, olhou para o cavaleiro um pouco mais animado - Solaire, pigarreou e disse, por fim.

    - Onde fica Astora?
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por Artorias em Qui Jan 03, 2019 9:09 pm

    OFF – POST 3


    ON


    Chris Ka conversa com Solaire, devido ao som das cavalgadas, arbustos sendo ultrapassados e galhos quebrando-se com as pisadas dos cavalos, as vezes se perdia o que era dito – Como eu luto? Ora, vejamos, eu sou um homem comum, apenas luto com minha espada e [...] – suas palavras perdem-se ao distanciarem um do outro para contornar uma árvore no caminho, após ultrapassarem, aproximam-se – [...] Oscar é um guerreiro mais forte que eu!


    “Como crê que faremos ao chegar lá com animais tão barulhentos? Todos saberão que estamos chegando.” Chris Ka pergunta.


    Solaire apoia sua mão, que estava folgada, abaixo de sua cabeça num gesto de reflexão, ele olha para Oscar e repete a pergunta a ele, então, seu companheiro responde como se a resposta fosse a mais óbvia – Os cavalos serão para adiantar nosso caminho, mais a frente, quando avistarmos o topo de uma montanha sugestiva, saberemos ser o momento para deixar nossos cavalos e seguir o trajeto a pé! – Solaire bate em sua própria cabeça e emite uma onomatopeia como sinal de ter reconhecido ser uma coisa óbvia e foi mentecapto de não pensar nessa possibilidade – Claro, a montanha é bem alta, será possível ver a distância na própria floresta! – Falou em tom autoafirmativo.


    [...]


    “Onde fica Astora?” Kathar pergunta.


    [...]


    Solaire não responde, provavelmente não ouviu a pergunta, então, Oscar que estava mais próximo dele é que acaba respondendo – É uma terra longínqua, poucos conhecem, já fora um reino próspero, mas afundou em caos, eu e Solaire tivemos de presenciar isso infelizmente... – Kathar pode reconhecer a dor dessas palavras, por mais que Oscar não demonstrasse muito, sendo bastante discreto, poderia ter empatia por saber como é perder o próprio lar.


    [...]


    Provavelmente um dia de cavalgada se passara, aquelas árvores dificultavam a noção de tempo, então, Griffith irrompe o barulho de cavalgada de todos com sua voz austera, fazendo que parassem – Ali! – Aponta com sua espada de esgrima para cima – O topo da montanha que se parece com uma cobra, vocês, amarreis seus cavalos, a partir daqui faremos o resto a pé!


    Aquele esbelto homem tinha presença e parecia saber o que fazia, vocês heróis não poderiam deixar de reparar em sua figura e pensar “Quem é ele?”.
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por Christiano Keller em Sex Jan 04, 2019 12:07 am

    Chris Ka,

           Após tanto cavalgar até que preciso de uma caminha para colocar as pernas no lugar. Estico as pernas e observo onde os outros homens estão amarrando seus cavalos. Pode ser algo bobo como apenas dar o nó em uma árvore, mas quanto de corda deixar e onde ele vai ficar pode ser a diferença entre a vida e a morte do animal. Na dúvida então pergunto:
           -- Solaire, não estou acostumado a lidar com animais, onde o amarro e quanta corda deixo solta?
           Assim que o animal está preso conforme as instruções de Solarie começo a arrumar-me para o confronto. Mochila e aljava verificadas e prontas nas costas. Escudo pequeno pendurado de fácil acesso nas costas sobre a mochila, bastaria pegar a cinta trespassada e segurar o escudo. Arco na mão esquerda e flechas com acesso para mão direita. Espada curta também na bainha. Coloco as luvas leves, não oferecem uma proteção significativa, mas é melhor que nada. Verifico os caçados. Por fim e não menos importante a máscara, o buraco dos olhos é grande para não atrapalhar a visão e o objetivo dela é apenas proteger o nariz ou a boca como se fosse um lenço.
           Enquanto caminhamos pela mata observo as condições do local referentes a umidade ou efeitos do fogo. Um fogo controlado é uma boa coisa, já um fogo descontrolado poderia ser um incêndio florestal de grandes proporções. Busco por referências do local em riachos ou correntes de água. Se há vida há água em algum lugar, se isso está seco é provável que tenha que lidar com um incêndio depois. No entanto fico pensando em quanto de fogo precisarei fazer para queimar meus inimigos, o pensamento sobre um churrasco veio a minha mente. O cheiro de carne queimando tomando conta do lugar. O fogo chama a atenção, as pessoas fazem barulho tentando apagar e nessa hora que a gente acerta eles. No entanto prefiro acertar uma flecha que mata em silêncio para ataques surpresa do que o fogo que gera distração e chama atenção.
            Certamente não ficarei na linha de frente dos soldados e buscarei por uma linha de visão de um dos flancos de Solaire, Oscar e Khatar. Assim posso dar cobertura para os soldados sem que eles fiquem em minha frente bloqueando os alvos. Oscar e Khatar são grandes guerreiros que irão para a linha de frente, Solaire não parece linha de frente. Agora quem será esse Griffith? Tenho um pressentimento ruim em relação a ele que não posso explicar.
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por einherji em Seg Jan 07, 2019 10:14 am

    Entendia bem as palavras de Oscar, quando explicou a respeito de Astora - a situação de alguns reinos como Monte Ferro era muito mais comum do que parecia, mas mesmo assim, não diminuia em nada a dor sentida com relação ao ocorrido - ainda mais, quando você era o total responsável por isso. Talvez não fosse esse o caso de Oscar e Solaire, via que ambos ainda usavam insígnias que poderiam respresentar sua região, enquanto Khatar jamais teria coragem ou mesmo a vontade de usar qualquer tipo de traje que lhe lembrasse de Monte Ferro depois de todo o ocorrido - o que poderia significar que, embora tivessem uma situação de região parecida, não eram os responsáveis por isso.

    Após ouvir a curta apresentação, balançou a cabeça em sinal de respeito e assentindo as palavras. Seguindo com a cavalgada pelo restante do dia e chegando no destino inicial, ouviu as palavras do líder da expedição e desmontou o cavalo, então o amarrou próximo dos outros. Esticou os braços e pernas - vivendo como vivia, estava mais acostumado a caminhar. Aproximou-se do cavalo e botou sua testa na cabeça do mesmo, sussurrou então:

    - Obrigado.

    Foi até a sela, pegou o machado e segurou próximo da lâmina - daí, seguiu o caminho com o restante do grupo.
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por Artorias em Seg Jan 07, 2019 2:16 pm

    OFF – POST 4


    ON


    O esquadrão da expedição de resgaste seguia o caminho que o líder, Griffith, General da Fênix Branca, orientava, estando ele à frente de todos. Apresentava-se estar bastante sério, havia nele preocupação, provavelmente era importante para ele cumprir com sua missão de resgatar o príncipe.



    Chris Ka passa a observar aquele homem enigmático e Solaire repara – Ele chama atenção, não é? –, fala em tom baixo o suficiente para que somente eles, Oscar e Khatar pudessem ouvir, depois de uma pausa retoma – Griffith é um homem intrigante, dizem que ele sempre consegue o que quer, apesar de não parecer ele tem origem plebe e antes de ser quem é, era um líder de um exército de mercenários, estrategista nato e exemplar esgrimista fizeram-no conquistar reconhecimento de nosso rei tornando-se general oficial do mais poderoso exército do reino e ganhar status de nobreza. – Solaire falava admiradamente, mostrando muito respeito por sua figura, como uma grande referência e exemplo a ser seguido.


    Oscar entra na conversa com objetividade, como se quisesse apenas acrescentar uma informação – E este homem é agraciado de tamanha sorte que casará com a maior beldade de todos os reinos, com a filha do rei, não existe princesa mais venusta no mundo! –, dizia com ares de inveja.


    Vocês, heróis, poderiam refletir sobre isso.


    [...]


    Griffith sinaliza a todos com um gesto e demonstra que chegaram a caverna, no topo da montanha era possível ver o rosto de uma cobra, era aquela caverna que poderia estar o príncipe.



    Ao entrarem notam um silêncio absoluto, apenas som de gotas caindo, seus passos fazem muito barulho, era necessário cuidado em cada passo para não criar eco e denunciarem a presença de vocês ao inimigo consequentemente.

    OFF 2:


    Som ambiente da caverna

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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por Christiano Keller em Seg Jan 07, 2019 3:32 pm

    Chris Ka,

           Ao ouvir as palavras e Solaire e Oscar faço uma cara estranha que graças aos céus está coberta pela máscara. Vou repassar alguns pontos mentalmente:
    o Dizem que ele sempre consegue o que quer;
    o Era um líder de um exército de mercenários, estrategista nato e exemplar esgrimista;
    o Ele é general e se casará com uma princesa;
    o O príncipe é o herdeiro atual;
    o Sem o príncipe ele se tornará o próximo Rei.
           Falo baixo para responder aos comentários dos homens:
           -- Isso vai dar merda, consigo sentir isso em meus ossos. Parece que estamos caminhando para uma armadilha. Fiquem preparados.
           Como vamos para uma caverna imagino que o arco será de pouco uso, tiro o escudo das costas e coloco o arco no lugar. Vejo que a mão livre está preparada para soltar uma magia, mas me ofereço para carregar uma tocha ao cuidar da retaguarda. Dentro da caverna observarei marcas na lateral, solo e teto... são muitas formas de matar pessoas em uma caverna e posso imaginar várias delas:
    o A falta de estacas de suporte pode facilitar o soterramento;
    o Muita umidade pode ser por afogamento ao liberar um pequeno lago em uma reserva de água;
    o Armadilhas de acionamento remoto;
    o Buracos para liberar óleo e queimar a todos;
           No entanto ao caminhar penso que talvez haja mais uma ou duas peças neste jogo. Este homem precisaria de testemunhas que contem seu incansável esforço para trazer o futuro rei de volta, mesmo que ele morra no caminho de volta. Mas a peça que falta poderia ser uma armadilha montada pelo príncipe para eliminar um possível adversário, um homem talvez mais nobre que ele próprio que já tem o apoio do Rei, dos exércitos e talvez da princesa.
           A única certeza que tenho é que alguém vai morrer, mas se será o príncipe, Griffith, os bandidos ou nós, eu não sei.
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por einherji em Seg Jan 07, 2019 3:52 pm

    Apertou os olhos a medida que avançavam e chegavam próximos da floresta, não era muito - mas era importante acostumar-se aos poucos com menor quantidade de luz possível. As chamas de tochas não iluminavam tão bem e sabia que o óleo usado para manter o fogo aceso por um longo tempo, ao ser queimado, prejudicava também a visão. Preferia usar o que tinha e entrar já preparado para uma situação completamente adversa. Era um preparo físico e também psicológico e enquanto sua mente focava nessas preocupações, ouvia as informações que eram passadas tanto por Solaire como por Oscar. Havia muita admiração de ambos com relação ao líder da expedição, Griffith.

    Não era um bom sentimento, mas sentia inveja. Aquele homem que liderava a expedição era o que Khatar poderia ser em Monte Ferro, não fosse tudo o que acontecera desde que assumiu o posto de seu pai. Não conquistou aquele posto, herdou e mesmo assim, causou problemas e trouxe destruição. Mas uma coisa ficou presa em sua cabeça enquanto ouvia a conversa "ele sempre consegue o que quer", talvez fosse esse o segredo, Khatar não tinha ambições próprias, ele fazia as coisas pensando nos demais e deve ser esse o problema para líderes, às vezes é preciso balançar os peões, não se colocar no lugar deles. Talvez realmente não fosse feito para isso. Balançou a cabeça afastando o pensamento, ao mesmo tempo que ouviu as próximas palavras de Ka.

    - Percebeu algo de errado, portador de chamas?

    Disse de forma breve, percebendo a inquietação de Ka. Como pareciam ser os únicos que não sabiam de muita coisa, seria bom estar próximo ao mesmo e confiar no mesmo - levou a segunda mão ao machado, essa no cabo - os dedos envolviam a madeira e pareciam espremer as fibras. Rapidamente, sua mente esvaziou e deixou que o instinto tomasse conta por alguns momentos, respirava junto com as batidas do coração, com os passos e movimentos do corpo, os momentos de aspiração serviam para aguçar os ouvidos e tentar perceber o mesmo que Ka percebera.
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por Artorias em Seg Jan 07, 2019 5:39 pm

    OFF - POST 5


    ON -


    Chris Ka começa a juntar as peças do quebra-cabeça, começa a criar uma teoria conspiratória em sua mente, como um indivíduo estranho no meio do ninho é possível ver com outros olhos a natureza de cada um, mas poderia errar no julgamento também. Solaire e Oscar aparentavam conhecer muito bem o general, eles deveriam desconfiar de alguma coisa caso fosse algo provável de ser verdade o que Chris Ka pensa.


    Enquanto isso, Khatar ficara comparando-se com as personalidades presentes, antes era Oscar, agora Griffith; ele concluíra que sua natureza era diferente de Griffith e, talvez, fosse a diferença crucial que distanciava o seu fracasso com o sucesso dele, uma ambição.


    A caverna ficava mais escura e o ar mais rarefeito, isso certamente dificultaria o uso do fogo para Chris, até mesmo as tochas teriam o tamanho de suas chamas reduzidas.


    [...]


    Após uma longa caminhada e atenta, deparam-se com dois caminhos – Oh, droga! –, exclamou algum soldado, Solaire fala então olhando a Griffith – Como iremos proceder agora, general? –, ele demonstra estar pensativo, depois de alguns instantes daria as ordens – Vocês, soldados do batalhão de Midland, acompanharam-me nesse túnel da esquerda enquanto Oscar irá liderar a equipe de Solaire e voluntários para o caminho da direita. Um desses dois trajetos levar-nos-ão até o príncipe, não sabemos o que poderemos encontrar no caminho, sejam cuidadosos, quem voltar para cá deixe algum rastro ou indicativo que retornaram! –, então, ele finca uma faca na parede e desenha um “X” – Isso deverá ajudar a reconhecer o nosso ponto de partida!





    A expedição divide-se por fim.


    – Vamos! – Diz Oscar, em tom de ordem.


    [...]


    Esse caminho que seguiam era mais estreito e cheio de deformações, Khatar poderia perceber que estando combate sofreria desvantagens devido ao seu tamanho e de sua arma.


    Solaire decide puxar assunto enquanto seguiam em sua busca – Vocês conhecem a história de Lorde Gwyn e Nito? – Olha para seus companheiros esperando algum sinal... – Lá vem você com essas lendas! – Resmunga Oscar.
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por Christiano Keller em Seg Jan 07, 2019 8:41 pm

    Chris Ka,

    Falo com a voz baixa para Solaire.
    --Solaire, não conheço essa história, mas espero que ela não fale sobre soldados indo para uma armadilha. Tenho impressão que vamos para uma armadilha. Fogo será difícil num ambiente fechado assim. Peço humildemente para que façamos silêncio para não expor nossa posição ao inimigo.
    A cada poucos passos faço uma marca na parede indicando o caminho da saída (com este formato apontando pra saída <--) e também no chão. Aproveito para observar se há outras marcas. No entanto se passarmos por um túnel ou passagem além das marcas na parede montarei uma pilha de pedras indicando de onde viemos (com este formato apontando pra saída <--). Sei que posso demorar um pouco mas farei o possível para manter a velocidade.
    Como estou habituado ao fogo sei que não devo mante-lo perto de mim e deixo a tocha afastada. Enquanto a carrego penso se serviria bem como um porrete caso fosse necessário.
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por einherji em Ter Jan 08, 2019 9:22 am

    Não teve o retorno de Ka, mas continuou a observar os movimentos e palavras dos presentes - até a divisão da caverna. Fazia sentido um grupo menor seguir pelo caminho mais árduo. Não teria problemas com relação ao trajeto, mas seria complicado brandir sua arma naquele pequeno espaço, caso chegassem a essa necessidade em algum momento da expedição. Reparou nos amontados de pedras que eram preparados por Ka, indicando o caminho de saída, o homem de máscara e que brandia fogo era um bom aliado para se ter, pensou consigo - preocupado demais, mas isso aumenta as chances de sobrevivência. Ou talvez tivesse mais a perder do que Khatar, de qualquer forma, continuou prestando atenção a sua volta, ainda mais depois de anunciar que talvez chegássemos ao ponto de uma armadilha.
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por Artorias em Ter Jan 08, 2019 1:54 pm

    OFF – POST 6


    ON


    Solaire olha para Chris Ka enquanto ele falava, consentiu com o silêncio como resposta ao pedido do manejador do fogo, pareceu desapontado não poder falar.

    – Vejo que tu conseguiras aquietar meu camarada! Ha ha! – Comenta Oscar, falando baixo e gargalhando mais baixo ainda para que não chamasse a atenção.


    O grupo seguia avançando, desde que se separaram do bando, talvez já tivesse passado uma hora, talvez duas horas ou até quatro horas, na realidade, era difícil tomar conhecimento de quanto tempo estavam já seguindo pelo túnel, parecia não ter fim, se não fosse uma linha reta poderiam jurar que estavam andando em círculos. Depois de um tempo o caminho passou a manter um padrão e não dava indícios de estarem chegando ao fim dele.


    [...]


    Oscar para então e exclama em tom de surpresa – O quê? –, vocês perguntam o que houve e ele aponta com o indicador para parede à frente, havia um desenho de seta riscado, o mesmo que Chris Ka havia feito.

    – Como pode isso? – Solaire questiona pasmado.

    – Não sei como, mas de alguma maneira voltamos para um caminho que já passamos! – Diz Oscar pensativo.

    OFF 2:



    E agora, rapazes? XD
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por einherji em Ter Jan 08, 2019 2:09 pm

    - Devemos seguir as marcações até a marcação inicial, deixada por Griffith. Com o tempo que caminhamos, já deveríamos estar no interior da montanha.

    Iria aguardar o posicionamento de todos, mas ao mesmo tempo em que as palavras saiam - caminhou até uma das paredes da caverna e bateu na parede com as costas das mãos. Não sabia exatamente o que esperar, além de contar com a sua experiência e memórias - quando mais jovem, ouvira falar em caixas de truques nas quais as paredes se moviam, dando a impressão de um labirinto eterno. Queria muito visitar locais que tivessem uma, mas seu pai não tinha interesse em nada desse tipo e dizia "isso não é mágica, Khatar. É enganação, uma sala com paredes que se mexem, nada mais, por que um príncipe iria querer brincar de rato?". A lembrança trouxe um sorriso fraco a seu rosto.
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por Christiano Keller em Ter Jan 08, 2019 2:58 pm

    Chris Ka,

    Deveria ter marcado um número nos desenhos... dá muito trabalho e fui preguiçoso. Este tipo de coisa deve ser uma magia que nos empurra para fora da caverna cada vez cruzamos um determinado ponto ou disparamos uma armadilha.
    -- Amigos, entendo que não há uma marca de passagem, a pilha de pedras que deixei no chão, apenas a marca na parede que é sinal de um corredor contínuo. Tenho uma sugestão senhores. Podemos fazer uma trilha de pedras no chão ou apenas uma marca de arrasto. Assim que regressarmos até aqui mais uma vez seguimos a marca com cuidado até que desapareça no chão mais a frente, ali será o último lugar que chegamos pelo túnel antes de ser transportados até aqui. Quando encontrarmos o local tentamos alguma coisa. Solaire, por que não conta a história? Agora não faz mais sentido manter o silêncio. Duvido que seremos atacados aqui.
    Espero alguma reação deles e na primeira marca que aparece marco um sinal adicional (I), depois (II), depois (III), (IV), (V) e assim por diante.
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por Artorias em Ter Jan 08, 2019 6:10 pm

    OFF – POST 7


    ON


    Os cavaleiros de Astora prestam atenção nos companheiros voluntários para decidirem o que fazer, Khatar sugere retornar para o ponto de partida e Chris Ka apresenta uma solução nada prática de demarcação, porém efetiva – Podemos fazer isso então, não vejo outra alternativa... –, dizia Oscar meio aborrecido, provavelmente estava incomodado de estar preso numa caverna.

    Faziam o caminho de volta, dessa vez avançavam mais demoradamente, pois para cada quantidade de passos era feito por Chris Ka uma nova marcação numérica de valor progressivo na parede.

    O fogo da tocha de Oscar estava apagando-se, ele pega óleo e um trapo velho que carregava para atiçar o seu fogo – Acabou o meu óleo, espero que tenhamos fogo até sair desse... –, diminuía a voz até que no final da frase terminaria de maneira incompleta, falava enquanto estava olhando para Chris Ka e, então, lembrou-se que seu colega era dominador de fogo. Ganhara um ar de tranquilidade após perceber que isso não seria mais um problema – É bom termos vossa pessoa conosco!

    Khatar segue desconfiado, as paredes, para ele, poderiam não ser verdadeiras, somente assim poderiam estar presos em um labirinto. As paredes eram uniformes, quem sabe uma diferente poderia indicar alguma coisa, algo fora do padrão.



    “Solaire, por que não conta a história? Agora não faz mais sentido manter o silêncio. Duvido que seremos atacados aqui.” Dizia o mascarado ao guerreiro de brasão de Sol – Está bem! – confirma Solaire, entenderia que falar ajudaria acalmar os ânimos e faria o tempo passar, então não perdera tempo para começar a narrar a história.

    “Hoje pouco se fala dessas histórias, nossos povos tornaram-se céticos devido a bestialidade que essas guerras centenárias vêm causando, a vida mundana e material afastaram-nos dos deuses e limitaram a nossa imaginação. Nossos tempos são tão infelizes e vazias... – Solaire cai em devaneio e depois de um tempo retoma a fala – Há tempos as civilizações acreditavam na história de Lorde Gwyn e Nito, os responsáveis pela formação de nosso mundo e humanidade. Havia uma cantiga para ela, pois, assim, as crianças aprendiam desde pequenas a respeitar as verdadeiras autoridades desse mundo. Uma pena eu não lembrar dos versos – Fala entristecido, recompõe-se e prossegue – Antes do mundo ser como nós conhecemos, havia somente estrelas e escuridão, apenas Deuses e seres titânicos existiam, no entanto, os titãs eram dragões que invejavam o sangue puro dos nascidos deuses e ansiavam por controle e poder, dessa inveja surgiu a guerra dos titãs contra as divindades, conhecido como Titanomaquia.”







    “De todos os seres divinos aquele que se destacou foi Lorde Gwyn, o senhor da luz e dos raios, sábio e confiante, somados a sua força e bravura fora capaz de conter por milênios a força dos titãs. Mas o mundo continuava constantemente em caos e desordem, pois, assim como os deuses, os titãs eram imortais, nunca haveria fim, era uma guerra imortal.”







    “Então, Lorde Gwyn decide aliar-se ao Deus mais menosprezado dentre eles, uma divindade tímida, recolhida, rejeitada, que não possuía encanto algum, Nito, deus da morte. Ele conhecia o segredo da existência e, a pedido do senhor da luz, retirou a imortalidade dos seres titânicos. Os raios de Gwyn eram a fraqueza deles, unidos foram capazes de derrotar os grandes dragões, a guerra encerrara-se.”







    “Contudo, algo inédito aconteceu a partir disso tudo. O fogo que saía dos dragões, com os raios de Gwyn e as pragas de Nito trouxeram mudanças imprevisíveis no mundo, da terra vazia surgiram vulcões, nuvens, oceanos, plantas, seres vivos e, por fim, humanos. Sim, viemos como resultado de uma batalha entre seres onipotentes. Havendo o receio de nós um dia rebelarmos ao nosso criador, Gwyn aceitou a proposta de Nito de retirar de nós a imortalidade, pois, como mortais, reconheceríamos sermos inferiores. Todos nós portamos a luz de Gwyn em nossas almas, a finitude material da vida determinado por Nito mais a chama do desejo dos titãs.”







    “Lorde Gwyn até hoje ainda vigia-nos, trazendo-nos luz! –
    Solaire gargalha – Venerar o sol! Nós devemos! – Ele levanta os braços formando um sinal de louvor e preza a sua divindade.”
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    Re: Capítulo 10

    Mensagem por Christiano Keller em Ter Jan 08, 2019 7:22 pm

    Chris Ka,

    --Khatar, por que não testa algumas pareces enquanto caminhamos? Talvez o som ou o material sejam ou até a mobilidade seja diferente das outras.
    Sei que isso parece um joguete infantil, mas apenas empregaria isso se estivesse perto de algum lugar que não quero que seja encontrado. Sigo acompanhando a numeração e as marcas. Se ao menos tivesse uma forma de saber a orientação dentro da caverna, pois se retornamos ao mesmo lugar fizemos um círculo ou foi mágica e determinar um dos dois já resolveria muitos problemas.
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    Re: Capítulo 10

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