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    Gael Gemini - The night of Ophelia

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    Mensagem por Bastet em Seg Dez 31, 2018 5:39 am


    Cidade Vermelha




     The night of Ophelia










    Gael Gemini - @Padre
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    Mensagem por Bastet em Seg Dez 31, 2018 9:47 am

    SOMETHING IN THE DARK

    29 de Dezembro de 2018
    05:35 am
    Inverno


    Apesar de todo luxo e Glamour, ser uma celebridade tinha uma série de desvantagens que ninguém, fora desse meio, costuma imaginar. Desde que ganhara o Drag Race, Gael vinha experimentando as belezas e as dores que os mundos dos famosos poderiam proporcionar. Sendo um vampiro, ambas as coisas se agravavam ainda mais: era bastante fácil, com seus dons, tirar vantagens da mídia e dos influenciadores... Mas, apesar disso, a sua vida como criança da noite se tornava mais e mais difícil de esconder.  Muitas entrevistas, muitos fãs, muitos olhares e bafafá... Manter a alimentação em dia e sua identidade sob as leis da Máscara se tornaram tarefas trabalhosas.

    Naquela semana, a drag não tivera tempo para si mesma. Com o final de ano chegando, vários shows e compromissos foram marcados e o vampiro não ousava recusar. Sabia que essas coisas traziam fama e fama trazia poder. O poder, no mundo dos humanos, consequentemente era poder no mundo vampírico: informações, tendo os Ventrue controlando o governo local, era algo difícil de conseguir sem um custo alto... E, bem, ele estava no centro do furacão, ouvindo cada fofoca feita nos bastidores.

    [...]

    Era quase seis da manhã quando Gael finalmente conseguiu sair do Succubus Nightclub, na área nobre da cidade.  Um encontro entre a comunidade Queer local havia sido organizado, após a entrevista dada pela drag, para o HuffPost, ser postada e tomar dimensões nacionais. Todos estavam exaltando a Drag Vampiresca de Redmond, pedindo para tirar fotos, para dar autógrafos e, por fim, fazer uma apresentação no palco da casa noturna. Era visível que aquela comunidade em Redmond, uma cidade tão tradicionalista, estava clamando por alguém que os desse voz... E, quando Gemini o fez, se tornou um ídolo local quase instantaneamente.

    Era até mesmo engraçado, e um tanto irônico, ver que muitas pessoas se vestiam como ele em seus ensaios mais sombrios, utilizando uma maquiagem branca como a dele e, até mesmo, presas de vampiro falsas. As palavras dele eram tão bem aceitas que nem sempre o jovem entendia o porquê de tantas regras entre os vampiros... Não seria lindo que essas pessoas soubessem que ele viveria por centenas de anos?

    [...]

    Apesar da velocidade aumentada, sempre que estava montado o vampiro preferia usar o carro, para não estragar as suas perucas. Sendo assim, com o trânsito matinal, demorou mais de 20 minutos para chegar no Red District, área pobre da cidade na qual a House of Chaos fora contruída no passado.  O caminho fora um tanto aterrorizador, pois ele podia ver o sol começar a surgir nas montanhas da cidade... Se não fosse inverno,  aqueles últimos minutos até chegar em casa teriam sido fatais... Mas, como sempre, a sorte não lhe faltara. Estacionou na rua mesmo, em frente à porta do antigo “bar”, e correu para dentro, no refúgio livre de luz solar.

    Sentiu algo dentro de si doer. Precisava se alimentar... Mas não tinha como sair naquele momento, nem bolsas de sangue na geladeira.

    Quando finalmente decidiu ir para o segundo andar, onde ficava o quarto e o escritório, se sentou na frente da penteadeira, ligando as luzes amareladas e se olhando no espelho... Admirando a imagem que todos tanto gostavam. Havia se tornado uma pessoa que  o seu antigo eu humano era capaz de admirar?

    Enquanto colocava a peruca na cabeça de madeira, para pentear os fios negros naturais, viu um envelope desconhecido apoiado na beira da escrivaninha. No selo, a marca da Guilda dos Toreadores, um T bem antiquado com uma rosa cheia de espinhos o envolvendo.  Enquanto levava a mão até o envelope, algo chamaria a sua atenção: o tilintar de algo, logo atrás de si.

    Pelo espelho, um vulto. A luz ofuscante da penteadeira não permitia ver bem na escuridão do resto do quarto... Mas havia alguém sentado na sua poltrona de leitura.  E pelo cheiro, estava bebendo o seu whisky mais caro... Com sangue.

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    Mensagem por Padre em Qui Jan 03, 2019 1:51 am

    THE FACE AND THE MASK



    Não é preciso ser um gênio da arte moderna pra saber que eu vou ter lidar depois com aquelas... Criaturas deploráveis. Talvez eu receba um avisinho ou quem sabe eu me torne um renegado de todos os clãs, haha, isso seria estupendo. Eu chamaria de “a primeira obra de arte realista do século XXI”, mas, naaah, eles me odeiam demais pra isso e sabe o que dizem... O ódio caminha ao lado do amor.
    Falando em amor, não posso esperar pra ver o resultado que o dia de hoje trará, pro bem ou pro mal eu estarei lá pra ver as consequências, humanos e vampiros, seres tão triviais e manipuláveis por tão pouco. Destrua o mundo, acabe com a paz, mate inocentes ou digladie-se entre os de sua própria raça, não importa o quão longe a raça humana caminhe, ela está fadada a cometer os mesmos erros para sempre e sempre, isso não é lindo? Arte é criação, mas também destruição... Ou seriam os dois a mesma coisa?


    Gael Gemini
    29 de Dezembro de 2018
    05:35 am
    Inverno

    Eu preciso ir, genteeee, a noite terminou com um saldo positivíssimo hoje, vamos manter o ritmo. Obrigada por hoje. Byeeeee! — Entre a fama e a glória, Gael despedia-se de mais uma noite, parte dele não aguentava mais a rotina incansável em que havia se colocado, sua maior fonte de prazer nesses últimos dias era chegar em casa, se desmontar e arrancar toda aquela maquiagem que pesava em seu rosto. Caminhava lentamente como se estivesse em uma passarela, passava a mão pelos cabelos como se fosse uma modelo profissional. Esperou até que estivesse suficientemente longe enquanto mantinha o ritmo até o seu carro e diria conversando consigo mesmo enquanto andava. — Eu não esperava que as coisas fossem seguir por esse lado meeeeeesmo. Quando será chega a parte em que eu apenas relaxo e aproveito os prazeres de ser uma estrela? Fuck me. Ser uma estrela é difícil

    O som do salto alto ecoava alto pela rua a cada passo que dava. Se fosse em outro momento de sua vida, com certeza estaria de vigia, os tempos nunca foram tão intolerantes como são agora, principalmente para um homem de vestido, maquiagem, dois metros de altura e com salto alto caminhando pelas ruas nebulosas de Redmond as cinco da matina. Ser um vampiro vinha a calhar em um momento como aquele, mas, viver dependendo do sangue humano e de tirar vidas alheias valia a pena? Durante a caminhada, Gael sorria enquanto, era como se ouvisse em seu ouvido cada palavra dita por esta narração. Sua vida sempre foi acompanhada de muitas questões não resolvidas, mas essa definitivamente não era uma delas. Se valia a pena viver daquele jeito?

    Vale cada gota de sangue. — Dizia após passar a língua pelo lábio superior. O estacionamento era um pouco longe, o que dava tempo certo tempo para que Gemini pudesse perder-se em seus pensamentos em meio a reflexões sobre sua vida, que por sinal estava um completo caos.

    O Succubus estava mais cheio do que o normal hoje, participar daquela droga de show realmente deu bons frutos. É bom saber que mesmo em tempos sombrios a comunidade queer não se cala, pelo contrário, ela só cresce e cresce forte. Surgia um sorriso involuntário em sua face, um sorriso inocente que rapidamente tornava-se malicioso. I'm a bitch, but i'm a cool bitch... Se eu ficar sorrindo por aí, vão descobrir que eu tenho coração e ter coração faz mal pros negócios. Por um tempo caminhava de cabeça limpa, eram três minutos livre, até se lembrar das obrigações que ainda tinha com os toreadores e toda a comunidade. Meu poder de manipulação beira o espetacular, é torturante ter que guardar um segredo como aquele... Eu aposto que se dissesse quem eu sou HOJE, eles me adorariam ainda mais amanhã, não faz sentido, Gael, lutar pela liberdade e continuar preso. Não faz sentido!

    O estacionamento finalmente chegava.


    [...]

    Enquanto dirigia, Gael sentia a tensão que era não saber se chegaria a tempo em casa, aquela era uma das primeiras vezes que corria contra o tempo pra esconder-se do sol. Ai, menina, que inferno de comunidade. Eu nunca gostei de sol mesmo, mas isso não é vida. Suspirava enquanto sentia parte da maquiagem escorrer com o suor provocado pela tensão. Se pudesse, com toda certeza arrancaria sua montação a força naquele momento, mas segurou as pontas. Enquanto o sol esforçava-se para fazer a própria aparição, Gael corria para esconder a sua. Dentro de casa, apoiava-se em uma das colunas do bar abandonado, seus pés doíam.

    Aaaah... — Gemia com a dor que a vestimenta lhe causava, correr de salto alto era um inferno, mesmo para um vampiro como ele, o espartilho ridiculamente apertado também não ajudava e ainda mais. — Logo agora. Eu preciso comprar bolsas de sangue, que porra. Quando eu tirar isso talvez eu ligue pra maricona.

    Levava a mão instintivamente até a barriga, a dor era incomoda e o jovem rapaz que sentia que lentamente sua maré de sorte estava acabando. Antes que perdesse o controle, resolvia organizar suas ideias.

    Calm down, queen. Mantenha o controle. Primeiro passo é tirar isso tudo, vai.

    Conversar consigo mesmo era um tanto relaxante, subiu até o segundo andar, seu canto favorito da casa, sentou-se e ligou as luzes. No momento em que revela-se o seu reflexo naquele velho espelho, era como se o mundo parasse, uma das suas mãos instintivamente ia até o espelho enquanto tentava tocar o próprio rosto.

    Gael Gemini... Que pessoa linda você é. Sortudos são os que tem o prazer de me encontrar, fuck, eu queria me encontrar só pra poder me admirar. Você conseguiu, Gael, você chegou até lá. Se sinta orgulhoso.

    O jovem rapaz então sorria para o próprio reflexo enquanto retirava sua peruca para guardar.

    Gael Gemini - The night of Ophelia  XaLB

    Procurando pelo pente encontrou um envelope, no selo, uma marca que conhecia muito bem. Admirava a marca que era o simbolo de seu clã, eles tinham estilo, Gael admitia isso. Então eles já agiram... Isso foi mais rápido do que eu esperava, logo aquela cacura vem até aqui me mata- Seus pensamentos eram interrompidos por um som, não era desesperado a ponto de fazer movimentos bruscos, pelo contrário, adorava uma entrada dramática, não dava pra ver direito pelo espelho, mas ali com ele tinha alguém, disso tinha certeza.


    Pelo cheiro, Whisky carimbado. Delicious, baby. Você veio pra ficar me assistindo ou... — Não perdia seu tempo dando ibope pra seja lá quem fosse aquele, começava a pentear os cabelos de sua peruca com cuidado enquanto esforçava-se para ignorar a dor. Com um tom provocativo, sorriu maliciosamente. — ...veio pra dormir comigo? Já é de manhã, se não apressar, vai perder a hora, gatinho.
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    Mensagem por Bastet em Sab Jan 05, 2019 3:35 am

    SOMETHING IN THE DARK




    A última vez que o jovem Gemini havia entrado naquela casa, tão esbaforido como estava agora, a antiga “House of Chaos” ainda estava em seu auge... Mas, nessa época  ele não fugia do sol, fugia da maldade humana, das mãos abusivas de seu pai adotivo... E do cinto dele, que só se satisfazia após ver a carne cortada das nádegas do jovem recentemente recebido em sua casa.

    Gael se lembrava de sentir o mesmo desespero. Se lembrava da sensação de um coração batendo e da adrenalina correndo em suas veias, enquanto ele corria pelos becos escuros do Red District, ouvindo os gritos  daquele homem tão ordinário. Se lembrava de ter algo que, em meio aos gritos e ao medo, o fez seguir em frente. Uma música.  Como o canto de uma sereia, a voz de Angel, a Drag fundadora da casa,  o guiou pelos becos escuros do Red District, até a porta do que seria sua casa até os dias atuais. Na época, a entrada parecia maior, mais iluminada... Mais glamourosa.  

    Após o incêndio,  as entradas se tornaram apenas portas de ferro, pichadas pelos traficantes locais. As janelas também não eram as mesmas: Gael havia escolhido janelas bem feias, de ferro. Tivera de aprender que, após se transformar... Não era sempre a beleza que importava.

    O vampiro ergueu o olhar para si mesmo no espelho, amaldiçoando quem disse que aquele tipo de beleza não era bem visto. Sabia que era uma drag linda e tinha certeza que Angel se orgulharia. Ela o ensinou a por o lace de forma natural, como contornar os olhos de forma a ganhar personalidade, como preencher os lábios de forma sedutora... Entre outras coisas.

    Quando ouviu o tilintar logo atrás de si, o único sinal de surpresa no rosto de mármore de Gael foram os lábios se separarem – no que seria um pequeno “oh”, caso ele não tivesse impedido a voz de sair – e as presas aparecerem, prontas para um ataque instintivo. Aquilo não era bonito. A boca se deformando levemente para trás, as presas surgindo, os olhos adquirindo um tom assassino que não costumava estar ali.

    Será que de sua outra face, Angel se orgulharia?

    Gael Gemini - The night of Ophelia  U9aosSS

    Enquanto penteava a peruca recém tirada, ouviria ser desconhecido ajeitando o corpo sobre o couro do assento.  Uma pequena risada ecoou no quarto e imediatamente Gael soube quem era – É um convite? Você sabe que eu não recuso dormir em um lugar como esse. A adrenalina de um trombadinha entrar e roubar tudo é sempre excitante – o homem disse, balançando o copo com a bebida batizada.

    Era um dos carniçais de Vicenzo, chamado Gin alguma coisa em coreano que ele não lembrava Walsh. Um carniçal que ensinou coisas... interessantes para Gael, após a transformação. Como o ato de se alimentar sem matar a presa... Ou como conseguir prazer com a mordida. Gael detestava o fato de ter gostado daqueles dias que passara na casa da “maricona”, aprendendo com alguém teoricamente mais fraco que ele.
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    A consciência de que estava na presença de um humano, com sangue O-, seu preferido, e o cheiro que vinha do copo com sangue fez algo acordar dentro de si. Algo que queria ser saciado e não estava satisfeito com a demora. Algo que parecia arranhar as garras afiadas desde a garganta do vampiro até o seu estômago. – Algo que doía. E doía muito. Doía fundo. Algo. Que. Estava. Com. Fome. – Acostumado em respirar para parecer mais humano, Gael sentia a fome aumentar a cada respiração, devido ao esforço exigido. Inspirava, e sentia o cheiro que parecia cada vez mais forte no quarto; expirava, sentindo o clamor do corpo, fazendo seus ombros se arquearem pra frente, buscando uma posição mais confortável. Como havia se deixado chegar àquele ponto?

    - Tsc, Tsc, criança... Como pôde se descuidar tanto assim? – a voz do homem era irritante, embora com uma certeza digna de muitos anos vivendo entre os Toreadores – Eles te observam... E você deu sorte de ser eu a estar aqui hoje. Sabia que eles queriam te dar uma lição? – Ouviu o homem se levantar. Logo veria o corpo do carniçal se aproximar atrás de si, com a camisa aberta, tão musculoso e bronzeado quanto se lembrava. A luz amarelada deixou os contornos do homem ainda mais destacados. Uma das mãos fortes foi pousada pelo pescoço delicado do vampiro.

    Gael Gemini - The night of Ophelia  Original

    - Mas... Um convite chegou – a outra mão se juntou no pescoço, apertando um ponto de tensão que Gael não sabia existir, após a transformação. Ele aproximou os lábios do ouvido da Drag semi-desmontada, olhando nos seus olhos, pelo espelho, quando voltou a falar  – E o mestre resolveu ser bonzinho... Com uma condição –  Ele colocou o copo na penteadeira, logo a frente de Gael, deixando o próprio corpo tocar no do outro, no movimento. O cheiro de Gin era inebriante... Tão próximo e com tamanha fome que o vampiro sentia... Mas Gael sentiu outro cheiro.

    Sabia de quem era o Sangue no Whisky. Era de Vicenzo.

    Gael tinha três opções, naquele momento.  Mandar Gin sair dali; Abrir o convite, que provavelmente havia salvado a sua pele... Ou beber o sangue contido no copo e aproveitar o corpinho fresco e delicioso logo atrás de si, saciando a fome que o aplacava, enquanto ainda estava no controle de seus instintos.

    Será que se esperasse um pouco mais um pouco, a fera não tomaria o lugar daquela Bela Drag?

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    Mensagem por Padre em Qui Jan 10, 2019 9:04 pm

    THE FACE AND THE MASK



    E se o mundo não corresponde em todos os aspectos a nossos desejos, é culpa da ciência ou dos que querem impor seus desejos ao mundo?

    Como uma ótima e bem sucedida noite havia se tornado aquilo? Gael ainda e perguntava isso, na medida que a fome aumentava. Era engraçado, porque se entrassem naquele lugar alguns anos pra trás, era bem provável que encontrassem o seu velho eu vendendo o próprio corpo em troca de uma mísera recompensa e dependendo do ponto de vista, se entrassem hoje, encontrariam-no fazendo o mesmo, as únicas diferenças eram a aparência, o som e os frequentadores daquele lugar.

    Não se engane, Gael é uma criatura que ama o seu lado sexual mais do que tudo, explorar esse lado não se limitava apenas ao prazer, mas também uma jornada de auto-conhecimento que ele gostava e apreciava, mas, algo naquela situação o incomodava, se sentia um escravo, não no sentido literal, mas um escravo de seus desejos, de seus novos hábitos, de seu mestre, a situação se tornava levemente sufocante, pois um escravo era tudo que Gael jamais seria.

    Enquanto continuava a se desmontar, era tomado por um sentimento, um que conhecia muito bem e que a muito tempo não experenciava, desespero. Ao fechar o olho, revivia com clareza algumas de suas mais dolorosas memórias, a saliva descia seca e rasgando pela garganta, era difícil se manter estável na frente de seu visitante. A cada piscada que dava, era um flash de surra que surgia em sua mente induzindo-o as mais terríveis sensações.

    Quando era menor, sua luz salvadora havia sido Angel, sua drag mother, com quem mantinha um laço mais forte do que poderia manter com qualquer “mãe de verdade”. A verdade é que as pessoas são constituídas de relações e experiências e tudo o que tanto ele, quanto Angel havia passado, resultava numa linda relação que era tão forte (se não mais) quanto o amor de pai pra filho. Hoje, entretanto, havia perdido tudo. Se não fosse por sua melhor amiga e única familia restante, Detox, já teria perdido tudo e que bem ter tudo e ao mesmo tempo não ter nada lhe traria?

    Levantando a cabeça, encarava-se no espelho, recuperar a compostura era difícil, mas não impossível, ainda mais sendo quem ele era. Nunca foi o tipo de pessoa que se lamentava ou perdia a empolgação se recordando do que viveu, em seu coração tinha certeza de que seja lá onde Angel estivesse, estaria orgulhosa, Gael também tinha todos os motivos do mundo pra se orgulhar de si mesmo, por mais obscuro que fosse o seu caminho, ele sabia disso.

    A aparição do recém chegado era provocante, os instintos de Gael se atiçavam e seus dentes tomavam formas animalescas de quem estava pronto pro abate. De fato, aquela era uma sensação horrível, mas Gael não seria Gael se não desse um jeito de sempre encontrar beleza mesmo na mais horrível das criaturas. Existia algo naquela forma bestial que o atraía.

    Finalmente recebia uma resposta do misterioso homem que o vigiava da escuridão.

    Gin... Alguma coisa. Eu me lembro bem de você, se a sua soberba for tão grande quanto o seu... Ego, vamos nos dar bem. ― Riu de maneira discreta, talvez fosse possível  enxergar o rosto de Gael pelo espelho. ― O que você está fazendo aqui?

    Aquele homem era lindo, Gael não negava isso, mas odiava que aquela precisava ser a ponte entre ele e o seu próprio clã. Em seus olhos, fazer aquilo só demonstrava a tremenda falta de respeito dos Toreadores com ele próprio e então... Qual o sentido de respeitar um grupo que não tem o mesmo sentimento por você? Gael cresceu em uma família, família por sinal mais unida que a de muitos por aí, aquilo em que estava nada mais era do que um filme de baixo orçamento com um drama barato ficando apenas atrás de crepúsculo.

    Estar em sua presença lhe causava um misto de sensações que levavam mais pro lado incomodo do que beneficial, primeiro, o aprendizado que havia acontecido com ele gerou um receio vindo de algum lugar dentro de Gael que o mesmo não sabia explicar. Segundo, suas experiências com o rapaz lhe provocavam um prazer imenso, prazer esse que odiava sentir, sentia-se enojado. Terceiro, sua lealdade desenfreada com Vicenzo, se duvidar essa era a característica que mais odiava, mas não era errado dizer que no fim tudo se resumia a orgulho.

    A situação era engraçada, pois Gael em entrevistas com um tom voltado ao humor já havia citado frases polêmicas como “o p**** é tão bonito, pena que vem o homem junto” e agora sentia-se igual, seu sangue favorito, mas tinha que ser o de Gin? A agonia crescia e na mesma medida o desejo, sentia a fome passar por cada parte do seu corpo acordando cada membro o instigando a agir.

    Sua respiração tornava-se cada vez mais pesada a medida que o tempo passava, Gin finalmente cortava o silêncio usando aquele tom com ar de arrôgancia que Gael conhecia muito bem.

    Você ama ouvir sua própria voz, não ama? ― Alongava os braços ainda sentado na cadeira se olhando no espelho, tentando distrair a mente dos próprios instintos. ― Não há nada que você diga que eu já não saiba. ― Olhava pra trás com um sorriso provocante buscando o homem com seus olhos naquela escuridão. ― E a julgar pelo jeito que você falou, devo supor que está preocupado comigo?

    Independente de todos os sentimentos que sentia em relação a Gin ou a qualquer outro, se tinha algo que lhe trazia prazer, erea provocar os outros, fosse numa intensidade mais baixa ou numa mais alta, enquanto fosse capaz de causar sensações desconfortáveis nos outros, estava feliz.

    O toque de Gin sobre seu ombro fazia com que pela primeira vez o vampiro desviasse o olhar, que seguia da mão, até os olhos do rapaz.

    Você nunca ouviu falar em consentimento?  ― O rapaz continuava e quando a segunda mão finalmente chegava ao seu pescoço lhe trazendo uma sensação que era difícil de resistir. O copo era colocado na mesa, fazendo com que Gael mordesse os próprios lábios e finalmente se levantasse, sentando-se na penteadeira ficando de frente pro humano. Tomando o copo em mãos, encarava Gin e antes de beber lhe dizia mais uma coisa. ― Você teria tanto potencial se não fosse um lacaio barato daquela mary...

    Bebia o copo com uma sensação de desgosto, por mais ótimo que fosse ser provar daquilo, o gosto ainda seria ruim aos olhos da jovem drag que encarava Gin com certa raiva.

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    Sabe... ― Com o copo ainda em mãos, saia da penteadeira e chegava próximo a Gin, colocando sua boca bem próxima a do coreano. ― Você podia ser tão, mas tão melhor...

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    Ao fim da frase, Gael subia sua lingua pelos lábios de Gin, deixando um pequeno rastro vermelho do sangue que havia acabado de tomar, um sorriso canalha se formava em seu rosto enquanto com seus olhos provocantes o encarava.
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    Gael Gemini - The night of Ophelia  Empty Re: Gael Gemini - The night of Ophelia

    Mensagem por Bastet em Sab Jan 19, 2019 4:53 am

    SOMETHING IN THE DARK




    No começo, quando Gael se mostrava apenas uma beleza selvagem, as coisas eram diferentes.  Não havia humanos, não havia serviçais ou carniçais... Vicenzo cuidava dele como um bibelô precioso, dando todos os mimos e desejos que o jovem Gemini podia querer em sua nova vida como a criança mais bela da noite... Mas, quando ele demonstrou que, além da selvageria de beleza peculiar, ele possuía um senso totalmente deturpado de ordem e hierarquia, as coisas mudaram.

    O neófito entenderia, muito tarde, que o mestre era dado aos belos prazeres, mas mudava de opinião muito fácil. A frivolidade é algo perigoso... Dá demais e tira tudo, quando não é mais satisfeita. Gael fora convidado a se retirar do quarto do mestre... Não era mais convidado para as reuniões do clã... Nem informado quando sangue novo chegava na cidade.

    Foi deixado de lado.

    E Gin era a personificação dessa quebra. Quando o mestre não quis mais ensinar, o carniçal ensinou. Quando o mestre não quis mais alimentar, o carniçal ensinou como conseguir alimento. Quando o jovem vampiro deixou de ser bem vindo na mansão do italiano, Gin conseguiu o contrato do prédio abandonado que Gael estranhamente queria.

    Era bom se sentir livre das amarras de Vicenzo... Mas quão bom era ser livre de qualquer respeito entre os vampiros?

    Talvez atravessar a ponte entre um carniçal com alguma influência pudesse ser um atalho. Ter alguém de dentro não é algo ruim, é? Mas é certo usar um humano, a raça que tanto prezava, para conseguir o que queria?

    Essas perguntas poderiam surgir na cabeça do jovem vampiro, ao descobrir que alguém de tão volúvel era sempre escolhido como seu ponto de contato com o clã.

    Humanos tendem a ser tão acessíveis.
    E um humano com o sangue de Vicenzo no corpo? Teria adquirido a curiosidade pela beleza que o mestre tinha?

    Se interessaria  Gin por algo tão diferente, após tantos anos entediado na mansão Ettore?

    ***

    Enquanto Gael pensava, e questionava o motivo do coreano estar em seu quarto, o cheiro daquele corpo moreno, que tanto causava dúvidas no vampiro se tornava mais forte, principalmente ao se aproximar. Cada vez que o vampiro dava uma resposta atravessada, um sorriso safado e irônico surgia nos lábios. O movimento daqueles lábios era hipnotizante... Era a fome ou “algo” fazia o sangue que restava no corpo do vampiro correr para regiões pouco ao sul da linha do equador de seu corpo?... Certamente os sentimentos dúbios que Gin causava estavam se tornando ainda mais contrastantes... E esse contraste fazia o vampiro se questionar sobre as próprias intenções. O que queria ele fazer, com aquele humano, vestido de maneira tão... Escassa, em seu quarto?


    "― Você ama ouvir sua própria voz, não ama? ― Alongava os braços ainda sentado na cadeira se olhando no espelho, tentando distrair a mente dos próprios instintos. ― Não há nada que você diga que eu já não saiba. ― Olhava pra trás com um sorriso provocante buscando o homem com seus olhos naquela escuridão. ― E a julgar pelo jeito que você falou, devo supor que está preocupado comigo? "
    .


    Gin só respondeu à provocação quando estava próximo ao vampiro,  acariciando o pescoço branco e delgado da drag quase desmontada. – Eu me preocupo com coisas belas... E incompreendidas.  Por que eu iria querer que eles deixassem essa pele marcada? – a mão era assertiva, subindo e descendo pelo pescoço, indo até a orelha e voltando, usando a unha pra causar certo arrepios por ali – Muito melhor eu vir, você não acha? Pra eu poder marcar brevemente essa pele... E você poder marcar a minha... Se eu me lembro bem, quando ninguém está olhando, você gosta de fazer uma bagunça, enquanto se alimenta – sorriu e se abaixou,  para agora falar bem baixo, com a voz rouca, no ouvido do vampiro – Você não gosta de ouvir minha voz, Gael? Por que não me cala? – deu um pequeno beijo, na pele onde o lábio tocou, e se afastou, para explicar sobre o convite e sobre a condição do mestre.

    Gael Gemini - The night of Ophelia  Giphy


    "―Você nunca ouviu falar em consentimento?  ― O rapaz continuava e quando a segunda mão finalmente chegava ao seu pescoço lhe trazendo uma sensação que era difícil de resistir. O copo era colocado na mesa, fazendo com que Gael mordesse os próprios lábios e finalmente se levantasse, sentando-se na penteadeira ficando de frente pro humano. Tomando o copo em mãos, encarava Gin e antes de beber lhe dizia mais uma coisa. ― Você teria tanto potencial se não fosse um lacaio barato daquela mary..."
    .


    O carniçal deu espaço para que Gael se levantasse, o observando de cima a baixo, agora que estava de pé. Não era discreto... Comendo as pernocas e o corpo do vampiro com o olhar. Estava já com uma linha de presunção no rosto, pela reação do vampiro ao seu toque... E essa linha se tornou um sorriso aberto, quando ele disse aquilo. Deu um passo na direção de Gael.

    - Você teria tanto potencial se pensasse com sua cabeça, ao invés de agir por instinto – viu a raiva aumentar um pouco mais no rosto do vampiro, que bebeu do copo sem muita vontade... Mas em uma atitude inteligente. As pessoas que tratariam com ele, caso recusasse a oferta amigável, não seriam tão legais... “Ou bonitas”, Gin pensou para si mesmo.

    Quando se deu conta, o vampiro já estava próximo de seu corpo, com o copo na mão e a palavras afiadas. Dessa vez não respondeu, puxando a cintura de Gael pra mais perto, quando sentiu a lambida percorrendo  seu rosto, até chegar a boca. Ele capturou a língua do vampiro nos lábios, a sugando de leve e iniciando um beijo leve e terminando ele subitamente. Pegou o corpo da mão de Gael, tomando o restinho da bebida batizada e colocando o copo na penteadeira, fazendo o outro andar para trás, nesse movimento, e encostar o corpo no móvel.  – Sabe o que me deixa melhor? Sangue... E poder. Não muito diferente de vocês – disse, puxando as pernas da drag, para que se sentasse na penteadeira, iniciando um beijo mais quente e ávido.

    Embora o sangue na boca de ambos fosse de Vicenzo, a sensação do desejo era amplificada mais de dez vezes com o sabor do sangue.  Para Gael, o sexo ainda era bom e prazeiroso... Mas aos poucos o jovem vampiro descobria que a principal fonte de prazer de um vampiro era beber ou compartilhar sangue... E, quando ambas as sensações eram misturadas, era difícil de controlar os impulsos e desejos.

    As mãos de Gin eram certeiras, desamarrando as roupas que o vampiro ainda usava, sem se desconcentrar do beijo. Quando finalmente ele tinha o torso nu, o carniçal desceu os lábios até o pescoço do vampiro, dando uma mordida forte, apesar de não arrancar sangue. Deu um sorrisinho, tirando ele a própria camisa, que já estava semiaberta, se encaixando novamente entre as pernas de Gael.

    - O que você vai querer comer primeiro? – deu um sorriso safado, forçando o quadril, com um volume já consideravelmente firme, contra a pélvis de Gael... E insinuando de leve o pescoço na direção dos lábios dele.


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    Gael Gemini - The night of Ophelia  Empty Re: Gael Gemini - The night of Ophelia

    Mensagem por Padre em Qua Jan 23, 2019 5:57 pm

    THE FACE AND THE MASK



    A sua nova realidade de fato era incomoda, mas não tanto quanto ter que aguentar os beberreiros de Vicenzo no pé de seu ouvido. Gael não era idiota e admitia sem pudor, seu "mestre" tinha um algo a mais que era cativante e no fundo mexia com ele, mas quanto mais tempo passavam juntos, mais os defeitos na personalidade do amante apareciam. Como poderia aquele homem ainda exigir respeito e ordem, quando tempos atrás estava de quatro na sua cama recebendo linguadas e gemendo igual uma cadela? A verdade é que aos olhos do jovem vampiro o mestre era infantil, forçado e controlador, isso sem contar a falta de senso. "Eu no papel dele faria uma papel melhor na hora de instruir os novatos", pelo menos era assim que Gael se sentia, seus olhos se reviravam só de lembrar do infeliz.

    A forma ignóbil como o mesmo ainda lidava com a drag, no começo era decepcionante, mas no fim só servia de combustível para que ele montasse seus próximos planos e movimentasse as peças da forma que melhor podia. Diferente de Vicenzo, Gael era paciente e pessoas pacientes geralmente tendem a conseguir aquilo que querem. Por um lado, torcia o nariz, em sua nova realidade agora estava preso, preso a um ser humano normal, inferior que de utilidade apenas tinha sua lealdade a maricona e seu conhecimento, mas por outro, Gael sabia que eventualmente a situação em que estava, seria a que o levaria ao topo.

    Se fosse outra época, se Vicenzo fosse outra pessoa, talvez se questionasse se o que estava fazendo era certo, porém havia se colocado num caminho sem volta e não sentia o menor remorso por isso.

    A medida que a conversa com Gin avançava, Gael não conseguia evitar, sentia-se atiçado, se o charme que fazia não fosse uma característica sua e o clima não estivesse tão bom, com certeza já teria pulado em cima daquele homem. Recebia os carinhos do homem enquanto esticava o pescoço pra trás pra facilitar o movimento, sentia-se como alguém da realeza recebendo os mimos de um criado habilidoso, ouvia cada palavra ser dita. Estava curtindo, pelo menos até ouvir a frase sobre a bagunça que fazia enquanto se alimentava, aquela provocação era sexy e irritante, ao ser chamado para cala-lo, finalmente se virava.

    Se não quer que eu bagunce mais do que deveria, melhor parar, coração. ― Endireitando a postura, desta vez olhava nos olhos de Gin. ― Eu posso ser bem malvado quando eu quero... E você não quer isso.

    Caminhando lentamente na direção do carniçal, andava ao seu redor repetindo o movimento circular enquanto suas unhas dançavam pelo pescoço de Gin.

    Você se preocupa tanto com o meu potencial, entretanto diz como se eu já estivesse morto. ― Parava então na frente do asiático com uma feição de quem pouco se importava. ― Acredite quando eu digo, você ainda não viu o melhor de mim.

    Deixava então o rapaz conduzir o seu corpo da melhor forma que sabia e pra Gael, Gin sabia muito bem. Sentado na penteadora retribuía o beijo de Gin de uma forma mais lenta e envolvente, entrelaçavam suas com vontade. Mesmo que o sangue na boca da drag fosse de alguém tão repugnante, estava com mais fogo do que já havia sentido em toda a sua vida humana e isso era difícil de resistir.

    Gin ousava e a mordia seu pescoço após começar a despi-lo e aquilo o deixava louco, Gael estava começando a sentir-se como um preguiçoso, principalmente após a frase dita por Gin. O rapaz definitivamente sabia como instiga-lo, enquanto ele aproximava o pescoço, a drag decidia que era a hora de tomar as rédeas da situação, pegando então com certa agressividade, o agarrava pelo pescoço com uma das mãos e se levantava o guiando até a cama e em seguida o empurrava com força enquanto terminava de se despir.

    Você está se esquecendo de uma coisa, amor. ― Subindo por cima do corpo do rapaz, sentava-se sobre a sua virilha, fazendo questão de ajeitar-se para ficar mais confortável ali. ― Eu sempre fico por cima.

    Apoiava então as duas mãos em seu abdômen, mas apenas a direita subia até o pescoço, Gael pegava Gin pelo rosto e o virava com delicadeza deixando a área do pescoço do rapaz livre e então com delicadeza dava um breve beijo na área antes de finalmente fincar suas garras. Ele poderia fazer direito, apenas se deliciar e continuar, mas pela provocação de mais cedo, não deixaria barato, ao finalmente se levantar, o sangue de Gin escorria por toda sua boca.

    Então, fincava os dentes em seu pulso e se inclinava sobre o peito nu de Gin com uma cara de atentado que estava louco pra continuar. Oferecia então o braço para o rapaz mas não o forçava.

    Não vai me deixar só, vai?
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