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    Hunter Hayes

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    Hunter Hayes

    Mensagem por Askalians em Dom Jan 06, 2019 1:01 pm




    Day 1

    A
    noite era de lua cheia, bem alta e clara em pleno verão. Eram 19:00 e ainda havia uma imensa quantidade de pessoas andando pelas ruas, como se aquela cidade jamais parasse. Luminosos piscavam, música ecoava no ar, instrumentos rugindo e o falatório sem fim de pessoas era o que diariamente ecoava pelas ruas da cidade. Lojas, armazéns, bares, clubes, padarias... tudo quanto era comércio ainda estava aberto naquele horário e não precisava nem ser alta estação ou período de férias para tal. Sempre cheia de visitantes e moradores locais, as ruas estreitas não tinham descanso nunca. Os bares e casas noturnas trabalhavam já a toda velocidade naquela hora da noite na Bourbon St.
    Ainda nem era Mardi Gras e a cidade já estava ceia de pessoas e tudo funciova a pleno vapor.
    A cidade também possuía outros tipos de atrações apreciados por muitas pessoas: a comida creoule, procurada por muitos. A fama do famoso Gumbo, Po Boy's, Jambalaya e Beignets havia cruzado o país e agora muitas pessoas desbravavam a noite da cidade procurando por algum desses práticos típicos e um bom drink para beber em meio à toda aquela agitação, música e show de luzes.
    A medida que as pessoas andavam pela cidade, os diferentes cheiros iam atraindo pessoas para as diversas diversões que poderiam imaginar, desde a comida, desde os drinks exóticos, desde as belas mulheres até o cheiro de produtos e frutos do mar frescos que vinham do grande mercado da cidade.
    Boatos do ocorrido cruzaram o país para todos os povos, desde humanos, vampiros, lobisomens e bruxos, o que acabou trazendo alguns curiosos à cidade. Esse era o caso de Hunter, que continuava em busca de respostas. Será que ele as encontraria em Nova Orleans?






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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Lucas Corey em Seg Jan 07, 2019 11:03 am

    Quando era funcionário dos outros, Hunter sempre chegava ao trabalho primeiro que todos e sempre ia embora por último. Agora que é patrão, não seria diferente. Às 19:00 horas daquele dia quente e de céu limpo, ele finalizava suas tarefas num escritório onde nem seus dois sócios estavam mais.

    Ao desligar seu desktop, ele olha distraidamente para o retrato de Maria sobre a mesa, e sua atenção é fisgada pelas lembranças. Quando criança, ele viveu numa casa velha de madeira num pântano que ficava no limite da região metropolitana de New Orleans. Ao se casar com Maria (que veio de New Jersey para estudar), eles se mudaram para um apartamentinho alugado que ficava também na metrópole, mas não na “cidade mágica”, como ela chamava Nola. Alguns anos depois, eles já residiam numa confortável casa de subúrbio, agora, finalmente, em Nola. Foi no caminho entre o ateliê de Maria e essa casa que ela sofreu o sequestro que arruinou seu espírito…

    Há seis meses, foram morar numa bela cobertura de US$ 3.15 milhões, a qual Hunter irá pagar ao longo de 20 anos em prestações que pesam um bocado em seu orçamento. "Nós não precisamos de tudo isso pra ser felizes", foi o que Maria disse da ideia de ir morar lá. Hunter acabou por convencê-la dizendo que uma cobertura sem nenhum prédio alto em volta e com um terraço enorme era o lugar mais ensolarado em que alguém poderia viver, e que a iluminação natural faz bem para quem sofre de depressão.



    Ele balança levemente a cabeça para os lados, um gesto de inconformismo e desgosto. Enquanto desce o elevador em direção à garagem do edifício, a raiva vai crescendo nele. Ao entrar no carro, ele se imagina chegando em casa, beijando uma mulher vestida de preto, sempre de preto, e depois se vê tentando inutilmente levar uma conversa animada com ela por toda a noite, até chegar a hora de irem dormir. E como Hunter quase não dorme, ele se levanta depois de um sono de umas duas horas para ir ao seu escritório particular, ou então vai treinar um pouco de kendo no terraço, ou simplesmente vai ver TV.

    Quantas vezes sua noite já não tinha sido assim, como ele agora previa, enquanto guiava o carro? A raiva e o inconformismo cresciam juntamente com a dor de ver Maria como a sombra da mulher que ela um dia foi. Num cruzamento em que ele devia ter virado à esquerda, acabou virando à direita para ir à delegacia de polícia. Iria, pela milésima vez, insistir em saber o que poderia ser feito para descobrir quem foi que sequestrou Maria. Todas as vezes em que fez isso antes, foi sempre durante o dia. Desta vez, ele iria falar com o responsável do turno da noite, pela primeira vez. Não tinha esperanças de conseguir resultados, mas, além de impaciente, ele costuma ser determinado (e teimoso).

    Já na delegacia, enquanto esperava ser atendido, Hunter pegou o celular e ligou para Maria a fim de dizer que ia se demorar num jantar de negócios. A voz dela estava sonolenta (valium, decerto). Ela iria dormir mais cedo que de costume.

    Ao desligar, ele pensa: "Esta conversa com o delegado da noite deve dar no mesmo nada que todas as outras conversas com delegados e investigadores, mas eu não vou deixar de tentar! Agora, quando sair daqui, não vou logo pra casa, não. Não esta noite! Prefiro ir para algum bar tomar umas e me distrair um pouco. Preciso esquecer a raiva e espairecer".

    Enquanto pensa, ele olha em volta sem prestar atenção às outras pessoas que estão ali à espera. Se alguém reparasse em seu rosto naquele momento, porém, não veria nada de distraído em sua expressão. Veria apenas determinação absoluta.
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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Askalians em Qua Jan 09, 2019 11:46 am


    ...

    A
    relação entra Hunter e Maria realmente era uma bela e tocante história de amor, apesar dos últimos acontecimentos estarem tirando não apenas o sono, mas também a sanidade de Hunter. Conviver com Maria estava ficando cada vez mais difícil. Ela não era mais nem a sombra do que já fora um dia, cheia de tristezas e amargura. Será que ao invés de arrastar essa situação por muito mais tempo o ideal não seria investir em um outro relacionamento? Hunter ainda era bem jovem para isso. A custo de que iria se condenar  a essa vida cheia de tristezas? Vivia inconformado e triste descontando sua raiva no kendo, mas até quando?

    Naquela noite ele dirigia a delegacia e planejava falar com alguém mais uma vez, mas o mais estranho de tudo era que essa informação ele já sabia, mas mesmo assim não desistia de forma alguma. Não importa o que precisasse fazer, mas iria descobrir quem sequestrou Maria e o que fizeram com ela.

    Quando chegou na delegacia, não foi atendido de imediato, afinal todos os detetives e policiais estavam ocupados, cobrindo um estranho caso de explosão em uma das ruas mais movimentadas da cidade, então ele precisou esperar. Em meio á espera, ligou para Maria para avisar, mas a resposta veio sonolenta demais naquela noite. Provavelmente ela não o esperaria acordada.

    Por mais determinado que fosse, a delegacia estava um chão e não havia ninguém para poder conversar com ele, então não tinha mais motivos para esperar ali, afinal o incidente havia consumido todo o corpo de policiais e detetive, então só lhe restava partir para algum bar, espairecer um pouco quem sabe.

    Bares era o que não faltava pela região, então logo encontrou um perto daquela delegacia:

    Bar:

    A decoração era bem colorida e naquela hora da noite ainda não estava tão cheio, então poderia aproveitar o lugar a noite toda. Talvez fosse o melhor que pudesse fazer para passar o tempo, distrair e se afastar um pouco da sua triste realidade.
    Belas mulheres iam e viam com bandejas na mão. Algumas inclusive estavam até sentadas no balcão ou até mesmo estavam detrás dele. Ao fundo, um belo som de jazz e blues animava o local e no ar, um delicioso cheiro de comida caseira vinha da cozinha e convidava os clientes a experimentarem dos  mais gostosos quitutes caseiros da cidade.

    Talvez ficar por ali a noite toda fosse o melhor a se fazer...







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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Lucas Corey em Sex Jan 11, 2019 12:05 pm



    Hunter não conhecia aquele bar. Não era luxuoso como os que ele costuma frequentar, mas era um ambiente bastante agradável, e o espaço pequeno gerava uma sensação de privacidade. Ele pega um cardápio e se senta numa das mesas encostadas à parede. Como não havia jantado, pede um hambúrguer artesanal e uma de suas cervejas favoritas - Dum Petroleum.

    A bebida não estava muito gelada, como convém para essa qualidade de cerveja, o que demonstrava o profissionalismo do barman. Enquanto bebe e espera a comida, a irritação consigo mesmo, com sua insistência irracional, vai amainando. Ele olha ao redor. Há duas mulheres bonitas no bar. "Melhor nem pensar nisso", diz consigo mesmo...
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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Askalians em Sab Jan 12, 2019 4:10 pm


    ...

    L
    ogo que se senta observando o cardápio, uma bela e gentil garçonete lhe atende:

    - Boa noite senhor, posso notar seu pedido?

    Hunter então pede um hambúrguer e uma cerveja. A garçonete então se retira do local, porém rapidamente volta com a cerveja em mãos, ela coloca um daqueles discos de descanso para copos sob a mesa de madeira maciça e a cerveja na garrafa gelada sobre aquele descanso. Como era típico da cidade, ela não lhe trouxe um copo pois era uma long neck, mas iria perguntar de qualquer forma, já que era sua função.

    - Gostaria de um copo para a cerveja senhor?

    Ela aguarda a resposta e depois se retira do local, indo levar o pedido do hambúrguer para a cozinha e voltando as suas funções atrás do balcão.

    Infelizmente Hunter não havia achado que a cerja estava gelada do jeito como ele queria que estivesse, mas ela estava gelada, afinal cerveja quente ninguém merece e enquanto ele bebia e esperava a comida, que pelo menos iria demorar uns 10 minutos para ficar pronta, observava as duas mulheres no bar. Uma o observava de volta, curiosa e a outra estava começando a achar sua bebida mais interessante do que qualquer outra coisa naquele recinto.

    A que lhe observava brincando com um canudinho entre os dedos era uma bela ruiva em trajes pretos. Ela hora brincava com o canudo, hora olhava para ele. Parecia ser uma jovem beirando os vinte e poucos anos e seus longos cabelos ruivos, desenho dos lábios e olhar chamavam bastante a atenção e ela parecia estar sentada alí sozinha naquela noite.

    A bela jovem ruiva:

    10 minutos depois chega o seu tão esperado e apetitoso lanche com fritas, que veio de brinde. Parecia um sanduíche bem mais alto do que ele havia imaginado e a porção de fritas estava bem bonita e crocante. Não pareciam nada com aquelas fritas encharcadas como provavelmente ele estava pensando que encontraria naquele lugar.

    Lanchinho apetitoso:




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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Lucas Corey em Seg Jan 14, 2019 8:18 pm

    - Sim, eu prefiro no copo. Foi o que Hunter disse para a bonita garçonete quando ela perguntou. Antes mesmo que ela trouxesse o copo, os olhos de Hunter já haviam percebido as duas mulheres atraentes que bebiam ali.

    "Este lugar parece ser bom de mulher! Pena que não sou mais solteiro". O primeiro pensamento lhe soou divertido. Já o segundo…

    Quando disse para si mesmo que era melhor não ficar pensando nessas coisas, imediatamente checou o celular, mais para distrair-se do que por preocupação com e-mails e mensagens - afinal, ele conferia o celular com frequência, como qualquer homem de negócios.

    Enquanto bebericava, passou os olhos distraidamente pela mesa de uma das clientes bonitas e teve a impressão de que ela o olhava. Discretamente, olhou de soslaio para ter certeza. Sim, definitivamente, ela tinha olhado para ele, e com expressão um tanto curiosa.

    Quando veio um sanduíche grande e ainda com fritas - ótimo, sobretudo para quem não tinha jantado -, ele se pôs a comer sem devolver os olhares dela. Ao terminar, Hunter pensou em pagar e ir logo embora. Estava só esperando a garçonete se virar para pedir a conta quando flagrou outro olhar da moça para ele.

    Ela tinha pele bastante clara, cabelos longos com uma cor ruiva de tom natural e um rosto bem proporcionado. Quando a garçonete se virou, Hunter acabou pedindo mais um cerveja. Enquanto bebia, ele começou a devolver os olhares da ruiva. Como o bar era pequeno, não precisou falar alto para conversar com ela.

    - Oi! Meu nome é Hunter Hayes. Sabe, eu não tô com vontade nenhuma de voltar pra casa agora, mas também não gostaria de ficar aqui sem ter ninguém pra bater papo. Se por acaso você também quiser alguém pra conversar um pouco… pode dividir mesa comigo.

    Falou sem premeditar o que estava fazendo e as possíveis consequências disso. Ainda assim, deu seu melhor sorriso quando fez o convite para a bela ruiva.
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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Askalians em Qui Jan 17, 2019 12:19 pm


    ...

    R
    ealmente a mulher o olhava de forma bem curiosa de seu lugar, pois parecia que nunca havia visto aquele rapaz por ali antes. A ruiva o observava de cima a baixo, hora ou outra sorria para ele e brincava com aquele canudo em deus lábios carnudos não era coisa que pudesse ser ignorada. Ela o olhava do balcão onde estava sentada porém parecia que Hunter preferia muito mais ficar no celular e depois comer do seu imenso lanche ao invés de responder aos olhares dela que o convidavam para se sentar ao seu lado. Ele estava resistindo ao máximo.

    Hunter era um homem casado mas mesmo sendo casado será que não poderia conversar com mais nenhuma mulher em sua vida? Conversar não oriá significar nada, a menos que ambos quisessem isso. Então o que ele estaria perdendo com aquilo? Será que não poderia aliviar suas tristezas da situação com sua esposa naquele momento?

    E então lá foi ele, sem precisar se levantar de onde estava uma vez que o lugar não era muito grande, acabou por convidar a garota para se sentar ao seu lado. Ela pegou o copo de drink que bebia e foi até a mesa de Hunter e sentou-se frente a frente com ele.

    - Meu nome é Clairy... Muito prazer senhor Hunter...

    E entendeu a mão para cumprimenta-lo e depois disso ela continuou falando:

    - Realmente não é muito agradável passar a noite sem uma boa conversa, ainda mais neste lugar tão aconchegante não é? É bem mais agradável quando se tem companhia e ela é atraente...

    E ela começava a dar mais em cima dele. Como Hunter reagiria?






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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Lucas Corey em Sab Jan 19, 2019 11:14 am

    Ela veio e se sentou com movimentos elegantes. Hunter não pôde deixar de notar que aquele vestido preto era de muito bom gosto e contrastava perfeitamente com o tom de pele da jovem. Ela parecia ser do tipo que não perde tempo...

    - Essa é a primeira vez que ouço a palavra "atraente" vindo de uma mulher assim tão atraente como você é!

    Hunter é canhoto e, ao levar o copo de cerveja aos lábios, logo depois de dizer essa frase, foi com a mesma mão em que trazia a aliança. Ele podia ter usado a outra mão, podia ter tirado a aliança por debaixo da mesa e colocado no bolso da calça, mas preferiu que ela visse. Até fez questão de prolongar um pouco o gole para que a aliança ficasse mais tempo visível.

    O que ele queria com Clairy? Não desejava trair Maria. Não podia abandoná-la, pois sabia que ele era a única coisa que ainda a mantinha minimamente sã. Mas ele estava chegando ao seu limite. E uma mulher como Clairy…!

    Sim, Hunter também começou a dar em cima. E a conversa ia fluindo bem. "Ela é inteligente e tem espírito", ele pensa. Num dado momento, resolve dizer, sem rodeios:

    - Você deve ter percebido que eu sou casado. Eu nem devia estar tendo esta conversa com você. Mas as coisas não vão muito bem lá em casa… Eu não quero deixar minha esposa. De modo algum! Mas também não gostaria que esta noite em que conheci uma mulher tão bonita e inteligente como você terminasse com um 'adeus, quem sabe um dia a gente se vê de novo'. Gostaria de pedir seu telefone, se você não se importar.
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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Askalians em Ter Jan 22, 2019 5:31 pm


    ...

    A
    traente não era penas a palavra que descrevia aquela mulher sentada a sua frente. Ela era incrivelmente sexy, sensual, provocante e aqueles seu lábios poderiam fazer qualquer homem pensar em "n" coisas até mesmo ligeiramente nojentas e desprezíveis do que fazer com eles. Que tipo de pensamente poderia passar pela mente de Hunter?

    Clairy sorri com o comentário dele e percebe que o rapaz é canhoto, como ela e não podia negar que reparou na aliança, mas não ia fala nada e nem dizer nada só porque viu aquilo, afinal na atualidade, nunca se sabe se tudo é realmente verdade ou não, afinal existem pessoas que mantém simplesmente uma aliança no dedo porque não querem ter nenhum envolvimento com ninguém, outros porque se divorciaram mas manter a aliança alí era mais do que um hábito ou até mesmo um pedido inconsciente de fazer a ex voltar ou tudo podia simplesmente ser a mais pura verdade. Quem sabe... Ela não iria dizer nada a menos que ele mencionasse algo. Iria esperar e observar.

    Ela continuou bebericando o seu drink e fazendo gracinhas com o canudo, por mais que Hunter fizesse questão de lhe mostrar aquela aliança enquanto bebia sua cerveja, até que ele começou a falar.

    Clairy, com um leve sorriso, ouvia cada umas das palavras que ele disse, sobre ser casado, sobre não querer deixar a esposa e bla bla bla.  Ela então repentinamente se aproximou dele mais um pouco dele e lhe deu um beijo quente porém no rosto... na bochecha, mas... um pouco perto de seus lábios e lhe sussurrou perto do ouvido logo em seguida:

    - Ninguém está pedindo que a deixe...

    A voz de Clairy era uma voz doce, gentil e meiga, porém parecia estar cheia de vontades e desejos eróticos. Ela então voltou a tomar uma pequena distância entre eles e disse:

    - Tem certeza que você só quer mesmo o meu telefone?

    E Clairy olhava profundamente nos olhos de Hunter, como se quisesse ler o que havia no interior da sua alma. Hunter não podia negar que havia algo naquela mulher que o atraia mais do que deveria e que chegava até a faze-lo esquecer um pouco de Maria. Era algo bem forte, para balançar demais com ele, mas ele precisava dizer realmente o que queria... se era apenas o telefone dela ou outras coisas, uma vez que ela já havia demonstrado claramente o interesse, a ponto de até lhe dar um beijo no rosto bem repentino...



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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Lucas Corey em Qui Jan 24, 2019 4:19 pm

    Hunter teria dificuldade de admitir até para si mesmo, mas o fato é que a resposta de Clairy foi exatamente a que ele sonhava ouvir! Afinal, por que um homem diria a uma linda mulher que é casado, que não pretende largar a esposa "de modo algum", mas que deseja saber o telefone dela, a menos que tivesse esperança de ouvir que o casamento não seria empecilho?

    Assim, quando a ruiva o beijou perto dos lábios e sussurrou as palavras mágicas, o sorriso largo de Hunter revelou imediatamente sua surpresa e sua alegria. E ao ouvir em seguida a pergunta "tem  certeza que você só quer mesmo o meu telefone?", ele a fitou por alguns instantes, e foi quase como se Maria tivesse deixado de existir num passe de mágica.

    Afastou o copo para o lado, segurou a mão de Clariy, levantou-se um pouco da cadeira, e aplicou um beijo naqueles lábios maravilhosos; um longo beijo. Quando voltou à posição anterior, mas ainda segurando a mão delicada e perfeita, disse:

    - Além de querer esse beijo, eu também quero saber seu telefone. Mas não agora. Prefiro que seja amanhã de manhã… se você topar uma noite comigo no Hotel Bourbon.

    Um hotel chique como aquele não costuma receber clientes só para uma noite. Mas não foi para impressionar que Hunter o sugeriu. Foi apenas porque uma mulher como Clairy desejar um homem como ele era um acontecimento único na vida, aquela sorte rara como um prêmio de loteria, e algo assim merecia uma comemoração no mais alto estilo que ele pudesse pagar.
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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Askalians em Sex Jan 25, 2019 3:55 pm


    ...

    A
    aquele sorriso que Clairy viu era bem o que ela queria em meio aquele rosto preocupado e meio triste que ele mostrava. Quem sabe assim já não  era o primeiro passo para uma mudança significativa no rumo das coisas? Hunter precisava muito disso... um rumo diferente na sua vida, para sair daquele ciclo vicioso de tristezas e amarguras que vivia e a ruiva veio bem a calhar ali, para quem sabe virar sua cabeça  um pouco e tira-lo da realidade. Até que ponto ele iria permitir isso?

    Clairy gostou muito do longo beijo que havia ganhado do belo rapaz naquele momento. Achou bem imprevisível pois o beijo não estava combinando com o discurso que ele tinha feito antes, mas mergulhou nos lábios dele, meio timidamente no começo mas aos poucos com desejo, carinho, sensualidade e até um pouco de algo mais profundo. Com todo aquele entrelaçar de línguas, apesar da posição meio desconfortável que Hunter parecia estar, o beijo foi bem longo, fazendo com que se ambos estivessem pensando em mais alguma coisa, teriam parado logo nos primeiros minutos do beijo. Agora era mais o instinto se ambos que falava e quem sabe até mesmo um pouco do coração também estivesse balbuciando algumas coisas.

    Hunter parecia ser bem romântico e gentil aos olhos dela, pois havia segurado sua mão antes de beija-la e mesmo depois do beijo continuou segurando suas mãos. Era difícil pensar em algo em meio aquelas sensações que despontava em peito, fazendo seu coração pular e suas pernas tremerem. Era muito gostoso aquilo tudo. Bem que as coisas poderiam ser mais simples e objetivas, não é?

    E então veio o convite para passar uma noite no Hotel Bourbon. Clairy aceitou ainda que bem corada, tremula e desconcertada após o beijo. Apesar de ter sido ela que deu em cima dele, o beijo de língua partiu dele, já que ela havia dado apenas um beijo em sua bochechas. Apesar de ter bebido um pouco, a ruiva não havia perdido a cabeça, mas queria perder com aquele homem e como queria bem naqueles braços... Naquela boca.... Naquele corpo....

    - Hotel Bourbon? Você tem certeza disso?

    Ela iria com ele para qualquer lugar se ele soubesse pedir, mas sabia muito bem que esse hotel era bem caro e não queria que ele simplesmente fizesse aquilo para se exibir. Pela forma como se vestia, ele aparentava ter dinheiro. Aliança de ouro grossa no dedo, rolex no braço... chave de carro sob a mesa... Ela iria aparentar uma prostituta chegando em um hotel caro com um jovem rico, só para tirar seu dinheiro em uma noite. Não era prostituta, mas aqueles que sabiam sobre seus segredos a consideravam como tal. Não era de sair com outras pessoas e nem de se envolver, mas aquela noite foi algo diferente.

    Dane-se a opinião das outras pessoas. Sendo o destino o hotel ou até mesmo qualquer outro lugar, ela iria de qualquer forma com aquele homem. Ela já havia aceitado ir e mesmo sem esperar a resposta dele, ela terminou de tomar seu drink e pagou por ele.

    Até que Hunter resolvesse se levantar da mesa para saírem do lugar, ela ficaria sentada ao seu lado, de mãos dadas com ele sobre a mesa, como se já fossem um casal de namorados curtindo uma noite juntos. Hora ou outra ela passaria as mãos nos próprios cabelos dela, hora acariciaria os dele, passaria as mãos pelo rosto dele, lhe roubaria um beijo e sorria para ele.

    - E agora... O que será que você quer mais de mim, senhor Hunter...

    Perguntava ela de modo provocante, aguardando para ver o que ele pretendia dizer e fazer, até que se levantou, pagou sua conta, terminou sua cerva e a levou para o seu carro. Ele estava parado próximo dali e de mãos dadas como um jovem casal se aproximaram do luxuoso Áudio TT prata que Hunter possuía.

    Não era possível de disfarçar, mas aquele carro chamava bastante atenção,  ainda mais por ser considerado um carro de alto padrão, que só  pessoas que viviam com certo luxo poderiam ter. Aquilo enxia os olhos da ruiva e moviam ainda mais a sua curiosidade sobre onde é que ela estaria se enfiando com aquele rapaz...

    Timidamente ela entrou no carro, já  que ele foi romântico o bastante para abrir a porta para ela primeiro antes de ele entrar. Sentada no banco da frente ao lado dele ela observava os detalhes internos do carro e reparou em algo: havia pendurado no retrovisor interno do carro uma espécie de enfeite artesanal de bomba de gasolina antigo. Embaixo do enfeite tinha um coração com um nome feminino dentro “maria". Era um efeito bonitinho e bem masculino para se ter em um carro. Pelo pouco que conhecia de Hunter, parecia bem a cara dele aquilo.

    - Sua esposa que fez?

    Enfeite:

    Ele então girou a chave na ignição e partiu.




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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Lucas Corey em Sab Jan 26, 2019 3:18 pm

    De início, Hunter pensou em dar um beijo rápido, só com os lábios, e depois aguardar a reação da bela. Mas quando as bocas se tocaram, ele não queria mais parar! E ela também se empolgou, pois as carícias com os lábios foram se prolongando, tornando-se mais sôfregas, até que começou o entrelaçar de línguas. O efeito daquilo foi estonteante para ele.

    Ao terminar, ao invés de esperar pelo que ela diria, Hunter se apressou em propor que eles fossem a um lugar onde ele poderia realizar as coisas que lhe passaram pela cabeça durante o beijo. Mas a reação da ruiva o surpreendeu! Se de início ela agia sem hesitação alguma, agora sua resposta soou insegura, meio tímida, e ela estava até ligeiramente trêmula…

    Demorou um momento até Hunter perceber o quanto havia sido inábil em ir logo mencionando uma das hospedagens mais caras da cidade. "Maldita impaciência!", pensou. Segurando a vontade de fazer um facepalm, explicou-se:

    - Puxa, me desculpe, Clairy. Você deve estar fazendo uma péssima imagem de mim, agora. Não tô fazendo ostentação. E nem quero, de maneira nenhuma!, que você pense que eu considere necessário gastar alto com hotel para ter a sua companhia.

    Ele diz essas palavras com um sorriso meio sem graça. Depois, sua expressão recobra o ar esperançoso.

    - É só que esta noite não estava sendo nada boa pra mim, até que, de repente, a mulher mais linda que eu já conheci aparece do nada e eu troco um beijo maravilhoso com ela… Eu nunca me hospedei no Bourbon (afinal, moro aqui), mas queria que esta noite, que se transformou em algo tão especial, terminasse também de maneira muito especial!

    Ele achou que Clairy pareceu satisfeita com a explicação e que estava à vontade de novo. Os dois ficaram um tempo sentados lado a lado, trocaram carícias e beijos, como dois namorados de muito tempo, e se olhavam com desejo. Quando ela o provocou - "o que será que você quer mais de mim, senhor Hunter?" -, foi a deixa para que deixassem o local.

    No caminho para o veículo, de mãos dadas com a ruiva, ele pensava: "isso aqui tá acontecendo mesmo!?". Só voltou a cair em si quando Clairy perguntou sobre o enfeite de carro feito por Maria.

    - Hããã… é… ela é artista… não vive de fazer enfeites… faz esculturas, pinturas, instalações… isso aí foi um presente… só pra mim.

    Ele arrancou com mais velocidade do que deveria. Sempre gostou de dirigir rápido - daí aquele esportivo -, mas agora corria em excesso numa tentativa inconsciente de esquecer a perturbação. Pensa: "O que eu fiz! O que tô fazendo agora!?". Para quebrar o silêncio em que tinha se fechado, perguntou de modo abrupto:

    - Quer ouvir uma música?

    Perguntou quando já estava pondo um velho rock da banda The Police para tocar: "Every little thing she does is magic...".

    Quando chegaram ao Bourbon, Hunter estava calmo de novo. No caminho, Clairy havia conseguido fazê-lo esquecer quase completamente que não devia estar ali…

    Hunter alugou um quarto standard (ainda tinha receio de que ela desconfiasse das suas intenções, caso gastasse demais) e pediu uma champanhe de preço mediano para os padrões do lugar.

    Quando fechou a porta do quarto pelo lado de dentro, virou-se e admirou Clairy naquele bonito vestido de renda preta, o cabelo ruivo contra o vermelho vinho da parede atrás dela, seu coração até acelerou!

    Em pé, os dois se abraçam, se beijam com desejo crescente, as carícias vão se tornando mais ousadas. Enquanto a morde no pescoço, a mão procura por debaixo da cascata de cabelos perfumados até descobrir se o vestido era fechado com zíper ou com botões. Uma das coisas mais excitantes para ele sempre foi despir a mulher enquanto é despido por ela. Só quando os dois já estavam completamente nus é que Hunter a segura com firmeza pelas nádegas e se joga com ela na cama. A champanhe ficou esquecida no balde de gelo até que tudo terminasse.
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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Askalians em Sab Jan 26, 2019 6:51 pm


    ...

    S
    entada no banco da frente do carro, ela observava aquele pequeno adereço que a esposa de Hunter havia feito. Ela observava o enfeite até que ele perguntou se ela gostaria de ouvir uma música. Disse que sim e ele colocou uma música bem agradável. Gostava bastante daquela música, principalmente pela letra e pelo ritmo. Talvez aquela música tenha sido simplesmente uma simples coincidência ou talvez não...

    "Embora eu tenha tentado dizer a ela
    o que sinto por ela no meu coração
    Cada vez que eu me aproximo dela
    Eu apenas perco minha coragem
    Como eu fiz no começo

    Cada coisinha que ela faz é magica
    Tudo que ela faz me excita
    Ainda que minha vida tenha sido trágica
    Agora eu sei que meu amor por ela continua"

    As intenções de Clairy naquela noite era de passar um tempo mais do que agradável em meio a uma companhia muito especial. Estava contente com o que estava acontecendo entre ela e Hunter, porém sabia que precisaria se esforçar um pouco para fazer com que o rapaz aproveitasse ao máximo também, pois havia uma outra mulher na jogada e ela estava bem empenhada em fazer com que ele esquecesse dela bem rapidamente, nem que para isso tivesse que apelar um pouco para sua magia.

    Durante todo o caminho para o hotel, Clairy observava a paisagem, as construções da cidade onde viva... tudo. Ia acompanhando com os olhos o caminho que ele fazia atentamente. Vez ou outra ela colocava a mão na perna dele quando ele parava em algum semáforo, ora simplesmente o olhava e sorria. Até que depois de um tempinho, chegaram. Hunter parou o carro na frente do hotel. Um manobrista já veio correndo na direção deles, abrindo a porta do carro para Clairy, que agradeceu gentilmente. Hunter entregou a chave ao homem, foi até sua bela ruiva, pegou-lhe uma das mãos e foi entrando no hotel.

    Lá dentro, ele tratou de escolher um quarto de alto padrão, mas nada que pudesse deixar a garota preocupada com o quanto de dinheiro estava sendo esbanjado. Pediu também um champagne para o quarto e então foram aos aposentos pelo elevador.

    Ainda empenhada em cuidar bem do sue companheiro, no elevador ela fez questão de abraça-lo, roubar-lhe mais um gostoso e rápido beijo e até a deitar suavemente sua cabeça no ombro e Hunter, demonstrando bastante carinho e até uma meiguice de menininha. Fazia tanto tempo que Hunter não sabia o que era alguém fazendo isso com ele que acabava se entregando cada vez mais àquela nova sensação.

    Chegando o quarto, ambos trocaram alguns olhares, admirando um ao outro antes dos beijos retornarem, agora mais quentes e ousados, cheios de desejo e lascívia. Parecia que ambos tinham sede de amor. Sede do amor um do outro...

    Em pé o casal se beijava, mas não de forma louca e desesperada, mas sim beijos profundos, com línguas se tocando, se entrelaçando pouco a pouco progressivamente. Hunter a abraçava pela cintura, tentando encontrar uma maneira de abrir o vestido rendado de sua companheira, nas costas, por debaixo duas longas madeixas ruivas. Ela, por sua vez, o abraçava pelos ombros, hora ou outra tocando o pescoço dele com ambas as mãos, ora alisando seu peito sob a camisa, enquanto habilmente já abria aluns botões.

    Quando Hunter começa a descer um pouco os beijos para o pescoço dela e lhe dá uma pequena mordida no pescoço, Clairy não se aguenta e deixa escapar um leve gemido. Corada, ela vira de costas para ele, levanta sua cabeleira ruiva delicadamente e ele então podia ver um zíper na roupa da mulher, que ia do pescoço até a região lombar. Com o zíper aberto, o vestido simplesmente deslizou ao chão, revelando a bela lingerie que ela usava.

    Lingerie:


    Após ser despida, foi a vez dela tirar a roupa dele.

    Para começar, ela voltou a beija-lo mais um pouco enquanto ia terminando de abrir a camisa e a joga-la em um canto. Depois, dando umas leves arranhadas com as pontas dos dedos no peito delineado de Hunter, ela deu uma voltinha, indo para as costas dele, como se estivesse olhando para o rapaz, o analisando. Então, nas costas dele, como suas alturas eram bem semelhantes, ela deu uma leve mordiscada na orelha de Hunter e começou a abrir o cinto da calça, depois o botão e por final o zíper, até que a calça deslizasse pelas pernas do rapaz e caísse no chão com uma certa ajuda, já que havia um considerável volume.

    Provocando o rapaz mais um pouco, ela começa a acariciar o rapaz em seu volume, o suficiente para começar a faze com que ele perdesse um pouco mais a noção de realidade e do que estavam fazendo.

    A ruiva estava cheia de idéias em sua cabeça do que fazer para que Hunter nunca mais quisesse sair dos braços dela e nem do meio de suas penas, então estava disposta a usar todo o seu conhecimento na arte de sedução daquele homem. Sabia até que bastante, depois de conversar com umas amigas e também ler um pouco, do que homens gostavam e que geralmente pouquíssimas mulheres sabiam fazer, então era hora de partir pra ação.

    Clairy, mais uma vez, voltou a ficar frente a frente com o rapaz e o beijou, mordiscando de leve seus lábios e descendo pelo peito dele, dando leves beijos, passando a língua suavemente, até que chegou onde queria. Ficou então de joelhos no chão e retirou a cueca de Hunter. Frente a frente com o membro, ela começou gentilmente a dar curtas lambidas nele, o suficiente para sentir o seu gosto. Depois de alguns minutos, ela o segurou entre as mãos e começou pouco a pouco a colocá-lo inteiro em sua boca, começando primeiro com a cabeça e depois com o resto. Aos poucos começou a aumentar a pressão que fazia enquanto o sugava como também os movimentos que fazia com sua cabeça. Aos poucos estava também fazendo com que o membro entrasse e saísse por sua garganta.

    Após alguns instantes, ela parou de usar as mãos para segurar o membro enrijecido, para retirar seu sutiã e segurar o próprio cabelo.O membro estava ficando cada vez mais e mais duro e alumas veias começavam a parecer que estavam pulsando, por toda a extensão dele, sinal que estava gostando daquilo.

    Só em estar fazendo aquilo, já estava ficando bem excitada, tanto que enquanto provia Hunter com todo aquele prazer, que seus lábios, língua e garganta podiam aguentar, ela começa a se tocar e a se acariciar sobre sua calcinha. Fazendo isso, não conseguia segurar certos pequenos barulhinhos e gemidinhos, mesmo com o som saindo abafado, proveniente do falo de Hunter estar todo em sua boca.

    A excitação de ambos cada vez só aumentava mais, até que ela para se acariciar e também de sugar Hunter. Ela volta a ficar de pé na frente dele e o olha toda corada. Queria senti-lo dentro de sí e queria agora, então como se ele pudesse decifrar o olhar da ruiva, a pega pelas nádegas, colocando as pernas da mulher entrelaçada em sua cintura e vai com ela para a cama.

    Os seios fartos da garota pulavam com o movimento de ambos deitando na cama, mas ainda havia mais uma pequena peça de roupa para ser tirada daquela garota, ou do jeito que estava a situação nem precisava, pois a calcinha que usava podia ser apenas afastada um pouco para o lado, para então toda aquela excitação chegar ao fim.



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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Lucas Corey em Ter Jan 29, 2019 12:53 pm

    Assim que os dois caíram na cama, Hunter arrancou a última peça de roupa que ela ainda usava. Ela tinha lhe proporcionado uma deliciosa sessão de sexo oral, e ele queria o caminho bem livre para fazer o mesmo. Começou só roçando a vulva muito de leve com o lábio inferior, para dar-lhe uns arrepios. Depois é que trabalhou com a língua, focando principalmente no clitóris. Prolongou o ato por um bom tempo, deliciando-se com os gemidos de Clairy, até ela o puxar pelos cabelos para que ele viesse por cima.

    Começaram então a variar as posições para a penetração. Trocavam todo tipo de carícias, mas, em cada posição, havia uma carícia que Hunter achava mais excitante fazer. Quando ele estava por cima, gostava principalmente de beijá-la nos seios volumosos. Quando ela vinha por cima, ele gostava de introduzir o dedo médio, mas só até a primeira falange, no ânus da garota. Quando Clairy ficava de quatro, ele gostava de aplicar uns tapas leves nas nádegas. Com aquele tom de pele tão claro, ela logo ficava cheia de marcas vermelhas em forma de dedos, mas que sumiam em pouco tempo.

    De alguma maneira, ela sempre adivinhava o momento exato para mudar de posição logo antes de Hunter chegar ao gozo, e assim eles puderam recomeçar várias vezes, prolongando a noite de amor por mais de duas horas.

    Quando ambos já estavam satisfeitos com seus orgasmos, foram para o banheiro da suíte tomar uma longa ducha juntos, abraçaram-se e beijaram-se mais, embaixo do jato d’água, e voltaram para a cama. Só então se lembraram que havia uma boa champanhe para beber. Fizeram um brinde a "uma noite mais que perfeita" e brincaram de entrelaçar os pulsos ao sorver das taças, como fazem os casais nas festas de casamento. Deitados lado a lado, Hunter sorriu, entregou seu celular a Clairy e disse:

    - Agora, finalmente, eu gostaria que a senhorita adicionasse seu número à minha lista de contatos.
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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Askalians em Qua Jan 30, 2019 12:14 am


    ...

    D
    epois de todos aqueles orgasmos em meio a tantas coisas que fizeram naquela noite, só um banho mesmo e depois uma bela taça de champanhe é que seria o final perfeito para tudo, depois de tantas brincadeiras e tantos exercícios que ambos haviam feito. Simplesmente delicioso e perfeito, mas ambos precisavam descansar um pouco. Quem sabe depois de descansar um pouco Hunter não demonstraria que gostaria de provar um pouco mais o gosto e o fogo daquela ruiva que tinha em seus braços?

    Acima de tudo, apesar do que acontecera entre ambos ter sido algo bem carnal, ambos agiram com muito amor e carinho, principalmente Hunter com todas suas carícias. Ele virou Clairy em tudo quanto foi posição que ambos adoraram ele se sentia muito bem com aquela mulher em seus braços. Era muito gostoso e bem romântico o fato de Hunter abraça-la enquanto estavam deitados lado a lado. Muitos beijos rolavam e muito mais carícias românticas também e após as brincadeiras com a bebida e os beijos, ele finalmente fez aquela pergunta do telefone dela e lhe passou o smartphone. Quando Clairy pegou o celular de Hunter, ela sorriu e disse:

    - Claro, vai ser um prazer mas... será que você vai mesmo entrar em contato para nos vermos de novo em breve?

    Era só olhar para os olhos da bela ruiva que Hunter poderia ver como quela noite tinha sido muito boa e muito especial para ela, por isso ela questionava o quanto ele iria realmente manter contato com ela e o quanto iriam realmente voltar a se ver. Clairy sabia que homens não gostavam muito de ser pressionados com isso e que muitas vezes poderiam até mentir se iriam ligar ou não, mas ela precisava saber isso dele.

    Ela adiciona o número àquele celular sorrindo e lhe devolve o aparelho após adicionar.

    - Agora... que tal fazermos alguns planos para quando amanhecer? Hoje eu estou de folga e gostaria muito de ficar com você...

    Clairy vai de andando de 4 para cima de Hunter, voltando a ficar sentada sobre ele, sem se importar que estava completamente nua olhando para ele.

    - O que acha? Podemos planejar o café da manhã depois de uma noite com muito mais sexo ainda do que já fizemos?

    Ela o beija mais uma vez e o provoca, se mexendo um pouco no colo dele para que ele fique excitado não só com o que ela está fazendo, mas também com o convite.

    - E antes que eu me esqueça, me passa o seu número também? - ela se levanta da cama nua, vai até a bolsa caída em um canto do quarto e pega o celular. Volta depois para a cama, desfilando nua na frente dele e lhe entrega o aparelho. Era um modelo mais simples do que o que ele usava, mas iria se certificar que também teria o número daquele homem.

    Depois de tudo aquilo que haviam feito, o mínimo que podia fazer também era dormir um pouco para que pudessem descansar um pouco e recuperar as energias, pois o efeito do álcool estava sendo em fazer ambos relaxarem ao ponto que se fossem beber mais do que uma taça, o sono iria acabar batendo eventualmente.

    O que será que Hunter faria dessa vez? Continuar a noite e dormir um pouco ao lado da bela ruiva e se preparar para quando acordarem tomarem um gostoso café da manhã ou ele iria embora dalí e voltar para a tristeza e mediocridade de sua vida com aquela mulher?




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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Lucas Corey em Qui Jan 31, 2019 12:25 am

    Clairy deu um beijo rápido no pescoço de Hunter ao pegar o smartphone dele, e perguntou se ele iria mesmo ligar para ela em breve.

    - Nem tenha dúvida disso...

    Era a resposta que ela queria ouvir, mas foi dita num tom de voz melancólico, e os olhos dele ficaram com uma expressão perdida por um momento. É que no mesmo instante em que respondeu, tomou consciência da sua nova situação: "agora eu sou um homem de vida dupla!".

    E ao ver nos olhos da mulher ao seu lado o quanto a noite havia sido boa para ela também, soube que não havia retorno, não havia como fingir que aquela noite não aconteceu; não havia como abandonar Maria ou Clairy.

    Aquelas sensações de melancolia e culpa não duraram muito, porém, já que a ruiva continuou com sua arte de amor e sedução. Propôs que ele ficasse para os dois tomarem café no hotel juntos, que fizessem algo durante o dia, e, sentada no colo dele, mexendo de leve os quadris e dando-lhe beijos, prometeu novas noites de prazer. Ele já estava tendo ereção novamente, e só não se dispunha a recomeçar tudo pelo cansaço físico.

    Ela então se levanta, pega o celular dela e o entrega a Hunter para que ele adicionasse o seu número. Com o aparelho na mão, ele olha para Clairy com uma expressão entre alegre e triste, e diz:

    - Sim, eu vou acordar ao seu lado para tomarmos o café da manhã aqui. Mas eu não estou de folga, infelizmente. Tenho muito trabalho amanhã… ou melhor, hoje, que já é madrugada.

    Ele apoia a cabeça numa das mãos para olhar para Clairy e prossegue.

    "- The nights are long but the years are short when you’re alive…". Esses versos de Brendan’s Death Song, dos Chilli Peppers, me dizem muito. De um ano pra cá, minhas noites têm sido longas, bem longas, porque minha esposa sofre de depressão crônica e toma remédios que a fazem dormir até tarde, enquanto eu quase não preciso de sono. Num ponto é bom, porque assim eu trabalho mais. Por outro lado, as horas da noite são bem solitárias.

    Ele admira novamente o contraste entre o cabelo ruivo da mulher diante dele e o vermelho vinho daquela parede. Volta a ficar melancólico quando diz:

    - Eu não posso passar o dia com você. Mas, ainda que eu pudesse, ia preferir sair com você à noite. Porque esta noite em que estamos juntos foi a primeira de todo um ano em que não me senti sozinho.

    Ele digita seu número no celular e entrega a ela enquanto diz essas palavras.

    - Eu vou te ligar para sairmos, meu anjo; mas será no começo da próxima noite.

    Depois, ele se enfia embaixo dos lençóis, deita-se de lado e dá uns tapinhas no espaço vazio diante dele, convidando-a para se aninhar ali, na chamada "spoon position" ou "dormir de conchinha".
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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Askalians em Sab Fev 02, 2019 12:38 am


    ...

    E
    la iria acreditar em Hunter, então se prometeu que ligaria é porque iria fazer isso, mas será que estaria certo da parte dela em fazer isso? Será que por ele ser casado não deveria pegar mais leve com as coisas? Não, afinal ela não era assim e não mudaria seu jeito de ser por conta daquela inusitada situação.

    Clairy 01:

    Por mais difícil que aquela situação dupla e até mesmo melancólica fosse para Hunter, ele não podia negar que anoite com aquela mulher foi o que melhor poderia ter lhe acontecido em mais de ano em sua vida e de alguma forma não poderia simplesmente deixar aquela mulher escapar de suas mãos, mas havia Maria também.
    Dalí para frente, os dias seriam de Maria e as noites de sua bela ruiva Clairy, que sempre lhe daria todo o amor, carinho e prazer que Maria já não fazia mais. Será que com o tempo ela venceria nessa batalha pelo coração de Hunter?

    - Tudo bem... eu entendo, mas ficarei feliz se pudermos tomar o café da manhã juntos.

    Ela o olhava ainda deitada na cama, já que ele estava um pouco cansado para mais sexo, e simplesmente se contenta em ficar deitada ao lado ele. Parcialmente enrolada nos lençóis Clairy ouvia atentamente as palavras de seu belo date, cheias de pesar e ao mesmo tempo alívio de agora ela estar na vida dele, podendo dividir o fardo que quela vida estava sendo para o jovem empresário.

    A situação era difícil e dramática demais, ela podia sentir. Estava feliz com o que havia conquistado em tão pouco tempo, pois depois do último relacionamento que havia tido, quase que suas esperanças haviam se esgotado de vez. Mas, até quando será?

    Clairy 02:

    - Eu vou esperar... para ficarmos juntos na próxima noite mais uma vez...

    Ela não conseguia demonstrar muito bem, mas estava bastante insegura também, apesar de procurar estar agindo com bastante naturalidade, procurando seguir o calor do momento e o que seu coração dizia para fazer. Depois iria se preocupar com até onde aquilo tudo iria, mas por enquanto era hora de aproveitar o passeio então, deixando todas aquela bagunça de sentimentos de lado, ela o beia mais uma vez e ambos dormem de conchinha até o dia seguinte, para o tão esperado momento...




    [...]




    A mesa posta e o cheirinho de café inundava todo o ambiente... Havia também torradas, geléia, pão, frios... tudo de bom e do melhor, afinal estavam em um hotel de alto padrão.
    Junto com a mesa de café, vieram também algumas rosas pois afinal depois de alguns gemidos e até gritinhos de prazer um pouco mais altos, o hotel resolveu presentear o casal: A dama recebeu flores e o cavalheiro recebeu 2 charutos.

    Mesa de café da manhã:




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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Lucas Corey em Dom Fev 03, 2019 4:05 pm

    Após um café da manhã à altura do que se espera de um hotel como aquele, e com dois charutos Rocky Patel no bolso do blazer, Hunter se despede de Clairy. Estavam em frente à portaria e, quando o manobrista trouxe o carro, Hunter abraçou Clairy pela cintura e lhe deu um último beijo. Quando foi embora, olhou no retrovisor, viu sua amante cheirar as flores que ela tinha recebido como cortesia, e sorriu feliz.

    Mas ele acelerou o carro logo ao dobrar a esquina e foi direto para a cobertura. Maria ainda ia dormir um bocado, eram apenas 6:40 da manhã, mas ele precisava chegar em casa antes da empregada e trocar de roupa para fazer de conta que havia dormido ali.

    Feito isso, seguiu para o escritório e conseguiu chegar mais cedo que todos, embora mais tarde do que de costume. Naquela manhã, ele achou as reuniões de trabalho um tanto tediosas, pois já começava a se sentir ansioso para rever Clairy. Ao meio dia, foi para casa tomar o lunch com Maria. Fez isso todos os dias de trabalho nos últimos oito meses, começando logo depois de Maria ter tentado suicídio ao misturar grande quantidade de Rivotril com vinho.



    Ela parecia mais bem disposta do que de costume naquele dia, e Hunter não pode deixar de sentir medo e culpa quando ela o recebeu com um beijo. Depois da rápida refeição e de um pouco de conversa sobre o trabalho artístico dela, o empresário avisou que ia voltar para casa tarde porque estava com sobrecarga de trabalho, e voltou para o escritório. No carro, ia assobiando a melodia de uma canção inglesa dos anos 90, mas sem atinar para o título ou para a letra.

    No período da tarde, seu desejo de ver Clairy foi se intensificando, sobretudo quando ele agendou o passeio que fariam à noite. De início, ia comprar dois tíquetes para um passeio VIP no Steamboat Natchez Dinner Cruise, mas sentiu receio de que algum conhecido pudesse vê-lo com Clairy. A probabilidade de isso acontecer era muito baixa, mas Hunter não gosta de riscos desnecessários, e lembrou-se também de que, hoje em dia, todo mundo filma, fotografa e compartilha tudo com smartphones, especialmente passeios turísticos, então acabou optando por algo mais privado.

    Durante a tarde, assobiou aquela mesma canção mais três ou quatro vezes enquanto analisava gráficos de tendências de preços de ações. Quando todos já haviam deixado o escritório, ele se apressou para finalizar a avaliação dos relatórios financeiros e telefonou para Clairy.

    - Oi! Tudo bem, Clairy? Que bom que já tô livre pra ver você! É o seguinte: nós vamos passar a noite no meio do lago Pontchartrain, num iate que eu aluguei. Vai ser incrível! Onde quer que eu te pegue?  

    No caminho para o local do encontro, Hunter ia sorrindo consigo mesmo e assobiando a melodia daquela velha canção. Foi só ao parar num cruzamento que ele se perguntou que música era aquela. Sim!, era Friday, I’m in Love, da banda The Cure. E aquele dia era exatamente sexta-feira…

    Ele não assobiou mais. Quando saiu com Clairy na noite anterior, queria uma aventura sexual, embora tenha apreciado mais do que a beleza dela. Mas a ansiedade que sentiu ao longo do dia, somada à forma inconsciente como aquela música ficou plantada em sua cabeça, mostravam que um elo mais forte já havia se formado. Ele temia que o elo se fortalecesse. Mas não conseguiria parar mesmo que desejasse.
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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Askalians em Seg Fev 04, 2019 12:20 am


    ...

    D
    espedidas não eram muito agradáveis de se fazer, mas a promessa de que iriam se ver de novo era algo que lhe daria forças para se despedir daquele homem que começava a fazer a sua vida ganhar um novo brilho. Parecia muito bobo isso para uma mulher mas, não podia negar que estava começando a ficar apaixonada por ele, já que Hunter era o tipo de homem que ela gostava em todos os aspectos, desde aparência e principalmente personalidade. Não ligava para o fato de ele ter dinheiro e aparentemente de sobra para ambos. Não era isso que ela se interessava afinal uma bruxa poderosa como ela não precisava mesmo daquilo. Tudo o que ela queria era amar e ser amada.

    Depois de um gostoso beijo à porta do Hotel, Hunter precisava ir para o trabalho e com aquelas flores nos braços, ela voltaria para sua casa. Pediu um Uber pelo celular e seguiu todo o caminho suspirando por aquela noite anterior, pelo café da manhã romântico e por aquelas lindas rosas vermelhas que exibia com o maior orgulho.

    Ela não havia dito para o rapaz e ele também não havia perguntado, mas a mulher morava no distrito Tremé, bem nas pontas da cidade, quase já no Bayou. Era um local com casas simples e antigas, da época das colonizações. Não eram casas preservadas pelo patrimônio histórico da cidade, mas também não eram casas caindo as pedaços. Era simplesmente um bairro bem antigo e afastado de tudo e todos, sem falar do detalhe de que ela preferia se esconder por alí, ao invés de morar no French Quarter como várias bruxas que conhecia preferiam. Preferia se isolar alí com as bruxas mais velhas e poderosas, de quem ela gostava da companhia, pois aprendia muito. Esse era o caso de sua avó.
    Morava sozinha com sua avó. Sua mãe havia infelizmente morrido na mesma época da antiga regente dos vampiros. Ela suspeita que a morte da mãe tinha sido parte de tudo o que aconteceu, pois houveram baixas inclusive entre alguns lobos mais velhos e outros bruxos e bruxas, sem falar da vampira Cláudia.

    Assim que chegou em casa cantarolando com aquelas flores, foi logo dando um enorme beijo na bochecha da avó que estava tricotando na sala, em sua cadeira de balanço favorita. A velha parecia feliz em ver sua neta super feliz, porém tinha alguns receios e disse meio que berrando, pois Clairy já estava subindo correndo para o seu quarto.

    - Você não se encontrou de novo com aquele vampiro, se encontrou!?

    Clairy riu alto e respondeu aos berros também:

    - Não vovó... esse aqui é de sangue quente!

    E a velha berrou de novo:

    - Um lobo?

    E Clairy riu mais uma vez e disse:

    - Não vovó... é humano... bem humano....

    E a velha aparentemente se tranquilizou e voltou a balançar sua cadeira e tricotar.

    Aparentemente para Clairy, Hunter parecia humano, mas ela não tinha muita certeza disso, se bem que, na altura do campeonato, se por acaso ele fosse lobo não seria nenhum problema. Para sua  avó, o pior seria ver a neta se envolvendo com um vampiro, então um lobo até serviria.

    Em seu quarto, Clairy se senta atrás de uma tela de pintura e branco, coloca seus fones de ouvido e com um longo pincel em uma mão e uma paleta com gotas de tinta meio borradas e misturadas em outra mão ela começa a pintar enquanto ouvia música. Como estava feliz, na certa que ela iria pintar o retrato de Hunter para poder passar seu dia admirando ele.

    Depois de algumas horas, finalmente terminou o belo quadro. Agora era apenas questão de esperar secar. Será que Hunter ficaria feliz ou triste se soubesse que Clairy era uma exímia pintora e desenhista? Ela não fazia peças de arte como a esposa de Hunter, mas fazia pelos quadros e desenhos, tudo desde pessoas, animais e até mesmo paisagens. Talvez algum dia ela contaria isso para ele, como talvez contasse que é bruxa também. Não podia correr o risco logo de cara de que ele não aceitasse essa questão sobrenatural em sua vida.

    Quando desceu as escadas para comer alguma coisa, encontrou sua avó dormindo na cadeira de balanço com o seu tricô quase terminado no colo. Ela estava fazendo um belo vestido para a neta. Clairy sorriu quando viu e aproveitou para cobrir a avó com sua mantinha favorita enquanto ela iia comer um pouco de gumbo que ainda devia ter na geladeira.

    Após a comilança, ela escreveu um bilhete para a vó e deixou na geladeira, avisando que precisaria sair para aquela famosa reunião e voltaria assim que possível.

    A tão famigerada reunião dos bruxos iria acontecer em uma antiga capela no distrito francês. Seria uma reunião interna de todas as bruxas após a reunião geral dos clãs na casa do prefeito. Ir agora nesse suposto encontro era o mínimo que Clairy podia fazer, já que não foi na reunião.

    Essa reunião na casa do prefeito já havia acontecido, agora todos os seres mágicos iriam conversar sobre que medidas iriam tomar com relação ao que foi proposto na reunião e também em medidas preventivas para sua própria segurança contra tudo e todos. Bruxos e bruxas eram extremamente desconfiados e só não viviam em constante medo de lobos e vampiros porque contavam com elementos bem fortes em seu clã. Elementos como Clairy e Allison, que poderiam facilmente ir de frente com eles, então para isso, precisavam traçar planos de ações emergenciais, para caso fosse necessário.

    Clairy finalmente resolveu tomar uma rápida ducha e trocou de roupa, pegando uma camiseta, um jeans bem confortável e botas para então sair de casa com sua moto. Dessa vez queria ter mais liberdade para ir e vir mais rápido, já que outro Uber naquele dia estava um pouco caro para o seu bolso. Colocou o capacete e partiu.



    A moto que a garota tinha era uma California 1400 Touring. Para bons entendedores, era um motocicleta cara, avaliada em cerca de pouco mais de vinte mil euros. Aquela moto, a bruxa havia ganhado como forma de pagamento por um serviço feito para um cliente. O rapaz queria se livrar da moto que apenas lhe trazia lembranças ruins e Clairy ficou feliz com o pagamento recebido, pois iria ser algo bem útil à sua vida.

    A renião ocorreu de forma calma e tranquila, apesar da cabeça de Clairy estar em outro lugar, ela até que conseguiu ser útil. Mal saiu da reunião quando o seu celular tocou no bolso. Assim que viu que era Hunter, seu coração deu pulinhos de felicidade então atendeu rapidamente:

    - Oi meu amor, tudo bem com você? Que bom que você já está livre... eu também estou... um passeio no lago!? Mas que romântico!! Me pegar? Eu estou na rua e não estou muito bem arrumada... mas...

    Ela olhou em volta onde estava e teve uma ideia. Com a influência que tinha, podia pedir para Allison, que trabalhava em uma bela boutique ali perto, para emprestar umas belas roupas. Ainda bem que Allison ainda não tinha saído da capela ainda. Mal Clairy fez um sinal e a morena já percebeu que tinha sobrado pra ela.

    Vestida para Matar:

    E então ela continuou falando com ele no telefone.

    - Então... me encontre aqui no quarteirão francês na rua daquela antiga capela, sabe onde é? Estou por aqui te esperando...

    Música!!:

    Depois que desligou o celular, ela foi correndo com a amiga na loja há algumas quadras dalí trocar de roupa. Escolheu uma bela camisa e uma saia sociais. Pediu para a amiga guardar suas roupas, que depois ela viria pegar e pediu também para guardar a moto. Estava lindíssima e só para ele tudo aquilo.

    Fez uma rápida maquiagem e então estava pronta para o seu amor.

    Vestida para Matar 2:




    Lucas Corey
    Neófito
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    Re: Hunter Hayes

    Mensagem por Lucas Corey em Qua Fev 06, 2019 11:12 pm

    Hunter viu Clairy na calçada e aproveitou que o farol estava fechado para parar o carro, abrir a porta, pôr metade do corpo para fora, e acenar. Os poucos segundos que a ruiva demorou para dar uma corridinha até o carro já foram suficientes para Hunter se impressionar com a aparência dela. Se na primeira noite ela usava um vestido de renda preta muito chique, estilo clássico e com padrões bastante elaborados, agora ela estava vestida num estilo que combinava elegância, casualidade e sensualidade.

    Logo que ela entrou no carro, os dois se beijaram de forma breve, mas calorosa; Hunter instintivamente apoiou sua mão na coxa exposta ao fazer isso. Ele segue caminho em direção ao lago e conversa somente sobre a noite de sexo que tiveram na véspera. De modo mais ou menos consciente, ele tentava circunscrever o relacionamento deles ao prazer, e nada mais.

    O sol já tinha mergulhado quase completamente no horizonte quando chegam à beira do lago Pontchartrain. O iate tinha apenas dois tripulantes e, normalmente, servia para passeios de 2 horas com não mais de seis passageiros. Mas Hunter negociou um preço especial para que passassem toda a noite nele, e com privacidade.

    Foram conduzidos até o deck superior, acima da cabine do piloto, de onde podiam apreciar a paisagem. Já havia uma boa garrafa de vinho branco e comida à base de peixe e frutos do mar esperando por eles ali. Sentaram-se lado a lado num longo sofá branco para brindar e comer. Viram a lua e as estrelas refletidas no meio do lago enquanto os reflexos das luzes da cidade iam se afastando.

    A embarcação foi ancorada e os tripulantes esperaram o casal terminar sua refeição antes de deixá-los sozinhos. Deram instruções de como usar o rádio comunicador para pedir ajuda, caso houvesse algo inesperado, e foram embora num dos dois botes salva-vidas. Antes mesmo que o bote desaparecesse na noite, Hunter olhou nos olhos de Clairy e disse:

    - Lá embaixo tem uma suíte com uma cama de casal decorada com pétalas de rosas. Podemos ir lá agora ou, se você estiver gostando dessa brisa morna…

    Ele bateu com as palmas das mãos sobre as suas próprias coxas numa sugestão para a amante sentar-se em seu colo. Quer ela escolhesse a suíte de luxo ou sexo ao ar livre, Hunter prosseguiria tentando manter o relacionamento entre os dois restrito ao prazer físico. Uma tarefa difícil, considerando que o coração do homem de negócios começou a se acelerar já no primeiro instante em que ele viu o brilho da lua nos olhos de Clairy e sentiu uma vontade poderosa de saber mais sobre ela, de conhecer-lhe a alma.
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    Re: Hunter Hayes

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