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    Suspiro Esmeralda (Tirel Ciela)

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    Mensagem por Leomar em Qua Jan 16, 2019 10:03 pm

    Tirel estava sentada numa tenda que armaram na praça dos Sonhos Pequenos, uma praça mais ao sul da cidade, onde o número de exilados de Ajros é grande e que não oferecia tanto perigo como o resto da cidade. Era um local onde comerciantes iniciantes, que não queriam ou não podiam pagar altas taxas de proteção, ou que apenas não queriam dores de cabeça, ficavam. Não era o lugar mais lucrativo da cidade, ela e seu irmão já ficaram em lugares melhores, mas um pouco de sossego ai bem, por enquanto.

    Desde o estranho acontecimento no deserto, que além da tristeza de ter perdido o pai, Tirel vem tendo dores de cabeças frequentes. O dia de hoje não estava ajudando. Era começo de primavera, mês de Sereia, isto significava noites bem mais escuras até que Hélius Blua (segunda estrela de Akaŝa) voltasse a brilhar no verão; Psikê, a lua vermelha, tinha sofrido um eclipse* e deixado tudo ainda mais escuro; para piorar, ainda tinha caído uma rápida, mas incômoda, chuva de gelo. Com tudo isto, as ruas ficavam quase vazias.

    *obs.: Akaŝa tem duas luas e duas estrelas principais, portanto eventos de eclipse são um pouco mais frequentes, uma vez a cada dois meses, aproximadamente, ocorre algum tipo, total ou parcial, solar ou lunar.

    Ela estava sentada, na sua frente um baú grande onde deixavam alguns de seus produtos, e em cima da tampa dele, uma adaga flamígea que Tirel observava com fixação. Ela podia jurar que já viu os sulcos das linhas-guias da arma ficarem vermelhos uma vez, quando se aproximara.

    - Vamos! Muda de cor! Brilha para mim! O que aconteceu com você?

    Ela aproximava e afastava a mão, olhava de perto, de longe, tentava pensar como fazer a adaga reagir. Vez ou outra olhava para fora da tenda, para ver se havia algum movimento, mas naquele frio poucos eram os malucos que saiam de casa. Ela mesma começava bater os dentes, apesar de estar de casaco e com uma grossa manta de couro nas pernas.

    - As facas não querem obedecer?

    - AAAAHHHHHHHH

    A voz bem ao seu lado, onde não deveria ter ninguém, faz Tirel pular, com a mão em cima do coração. Ela olha para o lado quase em choque. COMO aquela figura tinha se materializado do seu lado, sem fazer um único barulho e sem que ela tivesse visto entrando na tenda?

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    Tirel analisa a sujeita: com certeza tinha sangue demoníaco, pois a pele cinza e o rabo não deixavam dúvidas. Se tivesse asas poderia ser uma súcubo, pois era bastante atraente, mas não tinha, portanto deveria ser uma híbrida, como Miela. Mas a namoradinha do irmão era uma meia-diaba (por sinal nem era tão bonita), já aquela na sua frente devia ser no mínimo uma meia-súcubo.

    Os olhos de Tirel correm pelo corpo dela, mas especialmente pelas armas, e não gosta disto:

    Na cintura duas armas bem diferentes: um say e um kratak. (Kratak é uma espada de lâmina curta, reta e fina, parece quase um estilete grande. As lâminas originais, e aquela parecia uma, eram feitas com o lendário aço-16, um aço muuuuito especial, e tinham a fama de cortar absolutamente tudo, até rochas ou outras espadas).

    Se fossem as únicas, Tirel poderia imaginar que era alguém da Escola Izete, já que são armas símbolos de Jara e Piro, e poucas pessoas usariam armas tão diferentes com destreza. Mas ainda tinha outras:

    Ela tinha um cinto atravessado na cintura com duas facas típicas dos melhores trilheiros de Gaja (uma de caça, outra de arremesso), que eram o único tipo de faca, ou melhor o único tipo de armas de Gaja que podia rivalizar com as armas de Akvlando. Na coxa, uma tira de couro prendia também mais uma faca e nas costas ela tinha uma katana e um bastão em forma de gancho. Uma mistura de armas realmente estranha.

    Usava uma armadura feita para mostrar mais do que proteger (provavelmente algo feito para seguidoras de Piro) e nos pés uma bota de couro certamente bem macio, próprio para quem quer andar sem fazer barulho.

    - Mm, minha irmã também gosta de falar com as armas dela.

    - O que? Quem? Como? Por quê? - Mesmo depois da rápida análise, Tirel ainda estava assustada. A demônio estava sorrindo, e isto também era assustador. Ela parece não dar a mínima para a estupefação da humana:

    - Parece uma boa adaga. É uma das que fizeram?

    - Si-sim!

    Ela coloca um papiro em cima do baú, era um panfleto que Tirel e seu irmão deixavam em alguns lugares da cidade.

    - Então vocês trabalham com Armas Esmeralda?

    - Esmeradas! - Já um pouco menos assustada.

    A demônio dá mais uma olhada no papiro. - Ahn, é, tá... - Ela pega uma pequena e longa caixa que também tinha amarrado nas costas, e põe em cima do baú, dentro da caixa havia uma espada, cuja lâmina quebrara em quatro. A lâmina era verde e muito bem trabalhada, além de algumas linhas-guia, tinha ornamentos ao longo dela e parecia muito bem afiada. Se não tivesse quebrada, seria uma obra de arte.

    - Esta é a Suspiro. Será que você pode consertar?

    Consertar uma espada era algo muito, mas muito mais complicado do que forjar uma espada. Ela teria de ser aquecida até quase o ponto de fusão para ficar próximo do metal que faria o remendo, e isto era o menor dos problemas. Tirel não sabia exatamente o que colocaram naquele metal para ter uma cor verde tão marcante, e a chance de que um emendo, mesmo trabalhado para não ficar aparecendo, conseguisse manter a resistência original da arma era extremamente baixa. O que a demônio pedia era quase impossível, ainda que era parecesse uma cliente de posses que seria muito interessante agradá-la.
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    Mensagem por Lalalady em Qui Jan 17, 2019 10:21 am

    A praça dos Sonhos Pequenos era ideal para quem não queria muita dor de cabeça com ladrões, com taxas ou outros problemas. E dores de cabeça Tirel já tinha tido até demais nos últimos dias. Eles poderiam ter ficado na loja da rua Safira, mas os donos estavam fazendo reparos nas estruturas quando Tirel e seu irmão chegaram de viagem e isso impossibilitaria que mais pessoas ficassem no local, pelo menos durante algumas semanas.

    Além da enxaqueca constante, Tirel tinha perdido seu pai, o que lhe causara enorme tristeza, porém mais ainda o peso da responsabilidade fora jogado em seus ombros, juntamente com seu irmão gêmeo Tirion. Ela, uma habilidosa artesã de armas, ele, um bom negociante. No entanto, Tirion andava meio abobalhado depois que tinha se juntado com aquela namorada ciumenta e abusada...

    O mês da Sereia já começava com um eclipse de Psikê e uma chuva de gelo. Tava frio e não parecia com perspectiva de muitos clientes. Tirel estava concentrada na adaga flamíngea, que vinha reagindo estranhamente à sua aproximação, o que a estava deixando curiosa e intrigada.

    Uma híbrida sensual e armada até os dentes apareceu não se sabe de onde e nem como, o que deixou Tirel com um arrepio na espinha. Depois do choque inicial, ela veio com o panfleto que eles tinham confeccionado, cujo título era "Você quer uma ARMA ESMERADA com a melhor qualidade artesanal de Akvlando? Venha comprovar e conhecer nossos produtos!"

    Mas por que diabos todo mundo confundia arma esmerada com armas esmeraLda? Já não era a primeira vez que alguém vinha perguntar se ela fazia armas esmeralda e para que serviam... Claro que com o tempo Tirel passou a tirar vantagem disso e conseguiu convencer alguns clientes a incrustar gemas verdes em suas armas, mas ela nunca tinha visto uma arma com a lâmina verde como aquela que a demônio havia trazido para que ela analisasse.

    Era um trabalho para um habilidoso artesão e precisaria de um olhar muito meticuloso. Felizmente, a demônio havia procurado a pessoa certa.

    - Nossaaaaa! Que bela espada você tem! - disse ela enquanto olhava mais de perto os ornamentos na lâmina e os pontos onde havia se quebrado. Não deu para segurar a empolgação com a arma ricamente ornada - Posso fazer um conserto nela sim, mas é possível que não consiga manter a resistência original do metal. Ficaria honrada em trabalhar com uma arma tão delicada e deixá-la novamente própria para seu uso. Aliás, você ainda não me disse seu nome. Eu sou Tirel, artesã de armas de Akvlando... - disse ela ainda meio sem jeito diante da beleza da demônio e de seu imponente arsenal de armas junto ao corpo.

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    Mensagem por Leomar em Qui Jan 17, 2019 5:12 pm

    A demônio sorri de orelha a orelha.

    - Mmm que bom! Até agora todos os ferreiros que procurei recusaram o serviço. Pensei que eu teria de nadar até Nag* para conseguir consertá-la.

    Nag era um dos reinos de Akvlando. Teoricamente todos os reinos têm igual importância, mas isto muito teoricamente. Na prática Jarailê e Jaraŝé eram os dois reinos "gêmeos" mais importantes, e Nag o segundo reino em importância. Ela ter mencionado Nag especificamente pode ser indício de que a arma foi originalmente feita lá, ou no mínimo que os artesões especializados NAQUELA lâmina são de lá.

    - Ah, prazer, Tirel; eu sou Kapitulina, heroína da Cour des Miracles.

    La Cour des Miracles (pronuncia cu de mirracle, em um idioma antigo, esquecido no tempo) controlava, direta ou indiretamente, 40% de tudo que acontecia na parte "civilizada" da cidade. Outros 40% pertenciam ao Yüksek Kan, e ambos se odiavam hepaticamente. Os 20% que sobravam tentavam sobreviver aos dois grupos. Isto foi uma das primeiras coisas que Tirel aprendeu a primeira vez que esteve em Dafodil, fazia parte do guia de sobrevivência básica.

    No idioma atual eram conhecidos como "A Corte dos Milagres", e tinha membros deste as mais baixas até as mais altas castas da cidade. Muitos costumam dizer que a Corte dos Milagres são para pessoas que são um milagre ainda estarem vivas. A maioria é formada por meros criminosos: ladrões, mendigos, vagabundos, assassinos, prostitutas, charlatães, líderes de mercados negros... os que se tornam muito bons em serem muito ruins ganham destaque, e alguns conseguem muito destaque.

    Havia uma parte desta "corte" que estava envolvida com magia, mas Tirel ainda não sabia exatamente como eles agiam (ninguém sabia de tudo sobre La Cour).

    Ao se apresentar como Heroína, dava para saber que ela participava das mais altas lideranças, bem diferente dos criminosos pé-de-chinelo da base da filiação. E nada na aparência dela sinalizava um blefe neste aspecto. Muito pelo contrário.

    - Espero que faça o melhor! Normalmente seria melhor comprar uma arma nova... - Ainda bem que ela sabia disto - ...mas a Suspiro Esmeralda é um tanto especial, e muitas pessoas não querem substituí-la em hipótese nenhuma. Sinto-me um pouco mal com isto, já que ela quebrou nas minhas mãos. Mas então, o que poderá fazer por ela, e por mim? Sei que pode ser um trabalho complicado...

    Off: se quiser, pode rolar comércio com 2d10 mas como vai ser uma empreita MUITO difícil, melhor ficar com a arma por dois ou três dias para estudar primeiro antes de tentar qualquer negociação.
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    Mensagem por Lalalady em Sab Jan 19, 2019 10:26 pm

    Kapitulina escreveu:- Ah, prazer, Tirel; eu sou Kapitulina, heroína da Cour des Miracles.

    Era uma heroína da Corte dos Milagres na tenda de Tirel. Seu primeiro reflexo foi olhar para fora para ver se não tinha ninguém do Yusef Kan por perto. Era sempre bom um grupo não saber que se estava negociando com outro e vice-versa. Tirel tentava se manter neutra em meio ao racha de ambos, afinal, tinha que ganhar dinheiro, não importa de quem. Outro pensamento que começou a lhe passar pela cabeça é que sendo uma heroína da Corte e tão armada assim, agora era mais importante do que nunca fazer um trabalho decente, ou não teria mais cabeça para passar nenhum pensamento, nem mesmo aquela incômoda enxaqueca...

    Kapitulina escreveu:- Espero que faça o melhor! Normalmente seria melhor comprar uma arma nova... - Ainda bem que ela sabia disto - ...mas a Suspiro Esmeralda é um tanto especial, e muitas pessoas não querem substituí-la em hipótese nenhuma. Sinto-me um pouco mal com isto, já que ela quebrou nas minhas mãos. Mas então, o que poderá fazer por ela, e por mim? Sei que pode ser um trabalho complicado...


    - Então vejamos - disse Tirel com um sorriso animado em retorno ao sorriso de Kapitulina - poderia ficar com essa sua bela espada para analisar por uns dois ou três dias para então lhe dar um preço adequado? - ela tentou parecer o mais simpática possível.
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    Mensagem por Leomar em Seg Jan 21, 2019 10:52 pm

    - Quebrada assim ela não iria me servir mesmo. Então pode ficar o tempo que quiser, não tenho pressa. Quer dizer, seria bom se eu pudesse devolvê-la a seus donos semana que vem, como se nada tivesse acontecido, mas provavelmente você não trabalharia tão rápido! - Tirel balança a cabeça instintivamente. - Então talvez eu ainda tenha que fazer uma missão ou duas em Ĵokona, se Piro quiser terminamos com as pendências em Fajr-Regno e poderei retornar, mas antes possivelmente devo fazer uma última viagem diplomática à Akvlando no mês da Aranha ou do Urso, aí sim seria bem útil eu já tê-la novamente. Acredita que pode deixa-la perfeita até lá? É fun-da-men-tal que ela esteja perfeita!

    O Mês da Aranha ou do Urso significavam dois ou três meses. Era mais do que suficiente para forjar uma espada, mesmo uma daquela qualidade e grau de detalhes. Já para consertar, o problema seria descobrir a liga exata de que era feita, bem como pontos de fusão, solidificação, resistência... Ela poderia gastar um mês inteiro só para descobrir isto. E mesmo com as respostas, haviam várias possibilidades de, na tentativa de se concertar a arma, simplesmente deixá-la ainda pior. Tirel já aceitou o serviço, mas seria prudente negociar uma cláusula para se a lâmina acidentalmente derretesse antes de soldar. De qualquer forma, em três dias dava para ela voltar atrás, se achasse que era impossível consertar.

    Tirion aparece na tenda para ver se a irmã precisa de alguma coisa. A demônio sorri maliciosa.

    - Oooooiiii - Tirion se apresenta, ela fala da espada que levou, etc. - Então, você que é o responsável por vender estas belezinhas? - Ela brinca com a adaga que Tirel estava observando antes. - Mmm... Quem sabe você não me mostra TUDO que tem de bom para vender? Pode fazer um demonstração de seus produtos a QUALQUER hora. Eu não acharia ruim se me procurasse nas horas mais inconveniente possíveis. E se por acaso eu estiver dormindo, não tenho medo de me acordar de forma rude. Pode puxar meus cabelos, ou me dar alguns tapas. - Ela segura a mão dele, enquanto enrola o rabo no seu pescoço, Tirion parecia ter dom para atrair mulheres com rabo. - Aliás que tamanho de mão heim! Isto deve fazer um estrago! Faz bem deixar sua irmã no trabalho delicado. Eu tenho uma gêmea também, ela não é muito delicada, mas também deixo o trabalho mais chato para ela, hihi, enquanto fico com a parte divertida.

    Mesmo não sendo um homem tímido, Tirion acaba enrubescendo levemente, eles ficam neste jogo por um tempo.

    - Então eu passo aqui amanhã para ver se estão cuidando bem de minha espada.

    - Amanhã? Mas não vai deixar ela aqui três dias? - Reclama Tirel.

    - Claro, vou sim, mas não custa nada eu passar aqui para ver os progressos. Posso vir amanhã, depois de amanhã, depois de depois de amanhã... Não me incomodaria de fazer várias viagens para ver você... digo, a espada... Vão mesmo cuidar bem dela? - Falando para Tirion.

    - Pode ter certeza que daremos nossa máxima atenção!

    - E teria esta máxima atenção pra dona também? Sabe como é... Uma garota ingênua e delicada como eu pode se sentir um pouco carente e desprotegida quando fica desarmada.
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    Mensagem por Lalalady em Qui Jan 24, 2019 9:48 am

    Tirel ia acertar os detalhes com Kapitulina quando Tirion entrou na tenda e a demônio parece ter tido um frisson das orelhas até o rabo. O que ele tinha que as deixava assim? "Por sorte não herdei esse apelo sexual", pensou.

    Ela ainda tentava falar com Kapitulina, mas as atenções dela estavam aparentemente focadas apenas em Tirion. E pra completar, ela ainda queria vir todos os dias para ver o seu progresso com a espada, como pretexto para ver Tirion...

    Bem, Tirel teria tempo para consertar a espada até o prazo de entrega e poderia até mesmo forjar outra igual paralelamente, como um plano B, caso o conserto desse errado. O prazo, afinal, não era de todo ruim.

    De todo modo, toda aquela conversa melosa de Kapitulina para o lado de Tirion, juntamente com a enxaqueca, já estavam deixando Tirel irritada. E se Miela chegasse e pegasse o rabo de Kapitulina enroscado no pescoço de Tirion, não iria sobrar nada inteiro na tenda. Não seria uma ideia sensata ficar ali para ver o que iria acontecer.

    - A-ham - pigarreou Tirel - já que é assim, vou agora mesmo dar uma volta e procurar algumas matérias-primas que podem ser adequadas ao conserto. Vou deixá-los na companhia um do outro enquanto resolvo alguns problemas. Tenho certeza que vão estar melhor sem mim do que comigo. Até mais! - disse ela saindo da tenda.
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    Mensagem por Leomar em Qui Jan 24, 2019 11:26 pm

    Tirel leva só um dos quatro pedaços da espada quebrada consigo, melhor deixar os outros três guardados e ficar com um para procurar algo parecido.

    Ela deixa o irmão entretendo a demônio e sai, pensando em como resolver seus problemas. Mesmo tendo tempo para fazer o trabalho, era melhor começar logo, a afinal de contas, não tinha nada de melhor para fazer NAQUELE momento mesmo.

    O eclipse de Psikê durou cerca de uma hora e meia, mas a escuridão maior apenas cerca de meia hora. Ela pensa onde pode conseguir informações a este horário.

    Uma opção eram as forjas de aluguel. Falando com outro ferreiro ele talvez conhecesse sobre o material daquela lâmina. Esta ideia a atrai, pois o tempo estava meio frio, e uma forja sempre tinha calor sobrando, mesmo horas depois de apagada. Além disto algumas oficinas trabalhavam até bem tarde. Não estava tão tarde ainda, mas Hélius Flava não duraria muito, e Hélius Blua agora era só um pequeno círculo ao lado da estrela maior.

    Ela também poderia buscar informações no mercado negro. Mas para isto precisava de um ou dois (ou três, melhor ainda quatro) homens para acompanha-la, pois uma mulher sozinha no mercado negro era um risco grande demais para correr por pouca coisa.

    Como estava perto do bairro sul, poderia procurar algum especialista de Ajros. A vantagem do bairro sul era que era bem menos perigoso que o resto da cidade, devido o maior número de pessoas vindas (por vontade ou exiladas) de Ajros, com um pouco de sorte podia se ver até um anjo por lá. A desvantagem era que a espada era akvlandana, não ajrense. Teriam os artesões de Ajros o conhecimento que ela queria?

    Fora isto, ela teria que procurar alguma informação em algum livro. Haviam poucos lugares em Dafodil onde se podia achar estes tipos de livros, a maioria em igrejas ou templos. Além de ter que contar com a sorte de ter alguma anotação sobre aquele metal em algum livro, ainda deveria ter a sorte de achar este livro. Era um trabalho mais tedioso (embora às vezes podia dar sorte de achar algo bom pra ler, mesmo não sendo o que queria). Ela tem sorte de seus pais terem insistido em alfabetiza-la.

    Enquanto caminha, ela pensa em quais outras possibilidades poderia procurar e achar as informações certas.
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    Mensagem por Lalalady em Sex Jan 25, 2019 11:33 pm

    Tirel começou a pensar nas possibilidades que poderia ter naquele horário para obter alguma informação pertinente. Ela tinha ouvido falar que na biblioteca do Templo de Piro havia alguns livros interessantes sobre armas e metais e, com alguma sorte, poderia ainda encontrar algum sacerdote que a ajudasse com sua dor de cabeça, mas por enquanto a prioridade era encontrar algo relacionado ao metal esverdeado daquela espada. Sendo uma espada akvlandana, talvez em livros do idioma Sella fosse mais fácil de encontrar algo, isto se houvesse livros nesse idioma na biblioteca do Templo. Teria que contar com a sorte mais uma vez, ou pesquisar por mais tempo em livros de idioma Moloke. Decidiu fazer ambos.

    Talvez pelo templo pudesse encontrar ainda algum alojamento para passar a noite, se a pesquisa se estendesse demais, assim poderia também se livrar do irmão por mais algumas horas, já que aquela dor de cabeça, juntamente com o jeito abusado de Miela não estava sendo uma boa combinação ultimamente. Pôs-se na direção do Templo.
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    Mensagem por Leomar em Sab Jan 26, 2019 10:24 am

    O Grande Templo de Piro é a maior construção de Dafodil, fácil de achar até mesmo para quem não conhece a cidade. Se havia uma biblioteca na cidade, seria lá que estaria.

    O templo era feito com linhas totalmente assimétricas, partes com um, dois ou três andares, e a grande torre do lado com quatro andares. Era todo feito com pedras brancas, o que fazia se destacar ainda mais das outras construções (a maioria das casas de Dafodil tinham tom marrons ou cinza, e a maioria feita de madeira, pouquíssimas feitas de pedra). Recentemente esta parte da cidade fora atacada pela Necrópole, e o templo de Piro foi um dos alvos, por isto uma parte dele tinha sido derrubada (parte 6), mas já estava sendo reconstruída.

    Suspiro Esmeralda (Tirel Ciela) Templodafodil

    Haviam várias barracas e tendas no pátio, ao que parece, onde feridos aguardavam ajuda (ou a morte, o que chegasse primeiro). A entrada principal (1) era guardada por dois humanos, altos e fortes, um negro, o outro de pele clara.

    Os templos de Piro eram os únicos frequentados por híbridos ou demônios (pelo menos daquele lado da cidade), pois nos outros ou os de sangue demoníaco não podiam entrar, ou não tinham interesse, normalmente as duas coisas.

    As armas deviam ser deixadas na primeira antecâmara. 96% das pessoas em Dafodil andavam armadas e Tirel também tinha levado sua espada. Ao deixá-la na mesa destinada a isto, ela repara as outras armas com a curiosidade natural da profissão:

    Havia 22 armas na antecâmara, como algumas pessoas usavam mais de uma, deveriam ter umas 16-17 pessoas no templo. A maioria eram armas simples e até pouco conservadas, indicando pessoas de baixas posses. A diversidade era grande: adagas, espadas e até arcos. Alguns martelos que estavam mais para ferramentas que para armas poderiam sugerir a presença de um artesão no templo. Duas espadas eram leves, assim como a dela ("armas femininas", pensa na hora). A arma que mais chamava atenção era uma espada que estava em um canto da sala, grande demais para ser usada por humano, certamente mais pesada que uma espada de duas mãos, haviam detalhes em ouro rosa na empunhadura (uma liga feita de ouro, ferro e um pouco de cobre, se fosse uma arma de Gaja, talvez um pouco de tungstênio também, mas como provavelmente era de Fajr-Regno, era possível que a liga tivesse estanho).

    A temperatura dentro do templo era sensivelmente maior que a de fora, portanto bem mais agradável, as paredes brancas faziam parecer mais cedo do que realmente era. Tirel se impressiona com a beleza do lugar. Haviam muitos objetos de arte ali: quadros, vitrais, estátuas e algumas pinturas feitas diretamente na parede. Incensos queimavam aqui e ali e haviam também algumas pequenas pias com água (mesmo sendo um templo do deus do FOGO, usar água abençoada parecia praxe para todos os quatro deuses verdadeiros).

    Dois íncubos estavam no corredor, falando com uma humana. Um dos íncubos usava um colete de couro que deixava ver o peito forte e os braços trabalhados, a humana usava um vestido longo, mas com decote chamativo que certamente não seria aceito se o templo fosse da mãe de Piro. Em outro corredor, uma senhora parecia recitar algo em frente a uma imagem em alto-relevo de uma humana martirizada em uma espécie de roda, a senhora segurava um pergaminho, o que podia ser um bom sinal. Fora isto o templo estava bem vazio, parecendo ter movimento só na parte que estava sendo reconstruída (6 na imagem).

    Ela se aproxima para perguntar sobre a biblioteca, mas a senhora primeiro fala em Tareno, depois em Esperanto. Quando Tirel fala "Sella aŭ Moloke?" ela faz um sinal para Tirel esperar ali.

    Pouco depois um senhor, com provavelmente mais de 60 anos, vai a seu encontro. Ele falava Moloke.

    Suspiro Esmeralda (Tirel Ciela) Taoist_by_phoenixlu-d2zrcdb

    - Gap ni bidnii zürkh dulaatsuulaach! Bi bol Kuryang-Fah nomyn bagsh yum. Zaluu mini, bap tand yuu khiij chadakh ve?
    (Que o fogo aqueça nossos corações! Sou Konyang Fah, mestre espiritualista. Em que posso ajudá-la, jovem?)

    O moloke dele, assim como de Tirel e a maioria dos humanos que aprendiam Moloke como segundo idioma, era menos gutural que dos demônios. Ele dizia "gap" ao invés de "ganah" e "bap" ao invés de "baeitah", também falava "zaluu e khiij" ao invés de "zlu e kij", o que dava um sotaque de trans-tareno, e portanto ele deveria ser do sul de Fajr-Regno.

    Tirel se apresenta, pergunta sobre a biblioteca. Mestre Fah percebe algumas caretas involuntárias, ela diz sentir um pouco de dor de cabeça, e agora que ele lembrou do assunto, a dor parece até ter aumentado quando entrou no templo. Mestre Fah a leva até a Nave Sagrada*, propondo uma pequena oração antes de ir para a biblioteca.

    off escreveu:*obs: "nave" em arquitetura significa as partes principais de um templo, não tem nada haver com aeronave ou espaçonave. As catedrais católicas têm a Nave Principal e as Naves Laterais (ou transversas), já o templo de Piro possui a Nave Sagrada (4 na imagem) e a Nave Sacratíssima (3 na imagem).

    A Nave Sagrada era bem impressionante, redonda, alta, qualhada de obras de arte, mas o que mais impressionavam eram oito estátuas entre dois a três metros cada que estavam dispostas em forma de semi-círculo. A maior delas Tirel reconhece fácil como sendo de Piro, ela estava no meio do semi-círculo (meio, não centro). Uma de suas mãos estava voltada para cima, duas outras voltadas para as demais estátuas, noma posição de doação de energia e a última pousada na cintura, segurando um violino.

    À direita de Piro estava uma estátua de uma demônio de rosto muito belo e curvas sensuais; à direita desta demônio estava um demônio já não tão bonito e à direita deste uma estátua de uma sereia.

    À esquerda de Piro estava uma anjo; à esquerda dela estava uma estátua de um centauro e à esquerda dele estava a menor de todas as estátuas, uma mulher com asas que pareciam de uma borboleta (uma fada? Provavelmente) e à esquerda dela, a última estátua era de um humano.

    Todas as estátuas, com exceção da fada com asas de borboleta e da de Piro, estavam segurando uma espada com a ponta voltada para o centro do semi-círculo (a fada apontava a mão nua). O humano, a anjo e a demônio seguravam seus elmos na mão esquerda, os demais não tinham elmo.

    Todos usavam um tipo de uniforme, uma espécie de túnica e capa preta com uma faixa vermelha na frente que ia do peito até altura dos joelhos (as estátuas eram cinzas, mas Tirel viu pessoas no templo usando uniformes parecidos então deduziu as cores). Nas estátuas o uniforme variava em vários detalhes: o humano usava armadura ao invés de túnica, o centauro usava só a capa e a faixa na frente do corpo, a demônio usava um decote muito generoso, além duma fenda para deixar toda sua coxa e cauda a mostra enquanto a anjo usava a túnica bem larga e sem nenhum decote.

    Suspiro Esmeralda (Tirel Ciela) 456733f069bd4b721e3087924431c9fc

    Haviam alguns bancos em frente a estas estátuas (onde obviamente se davam os cultos), Tirel senta em um, mestre Fah fica atrás dela, com as mãos em sua cabeça e ombros, falando algo em trans-tareno. Mas ao invés da dor ceder, ela lateja ainda mais. Mestre Fah pede para chamarem alguém no templo.

    Pouco depois uma demônio enorme aparece. Apesar de não ser tão bonita como as súcubos normalmente eram, ela devia ser uma súcubo. Tinha 2,10 metros, isto fora os chifres, pele vermelha, braços e pernas musculosos, várias cicatrizes, inclusive nas asas.

    Suspiro Esmeralda (Tirel Ciela) 180?cb=20111208112823&path-prefix=pt-br

    Tirel fica com um pouco de medo, é tipo quando um amigo tem um rottweiler em casa: não importa se diga que ele é manso, continua sendo um rottweiler, e dá medo. A súcubo se aproxima e a observa rapidamente:

    - Isto não é uma dor de cabeça. É o dom se manifestando!

    Tirel sente a mão da demônio em sua nuca, e então sente um choque da base de sua coluna até a mão dela. Ela grita, e desmaia. Quando acorda, está numa cama, as paredes brancas eram parecidas com as do templo. Mestre Fah esperava numa caideira ao lado, lendo.

    - Olá! Sente-se melhor? - (Já traduzido do Moloke) Tirel respira fundo, se move um pouco e confirma com um gesto de cabeça, parece que tinha passado mesmo. - Desculpe a pouca delicadeza de Keela... Mas já ouviu falar nos wanamki?

    Tirel não conhecia muito, mas como fabricava armas algumas vezes para pessoas com o dom, sabia que um(a) wanamko (plural é wanamki) era alguém cujos poderes não controlava direito e que podiam ser bem perigosos.

    - ...Creio que o seu dom está despertando...
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    Mensagem por Lalalady em Dom Jan 27, 2019 6:08 pm

    Tirel senta na cama, ainda sem entender muito bem o que estava acontecendo. Havia um cheiro remanescente de incenso no ar, algo que a deixava estranhamente confortável. Era muita coisa para processar e muitas perguntas sem resposta.

    - Mestre Fah, desculpe, esse é o seu nome se eu me lembro, mas me diga, quanto tempo eu fiquei desacordada? Onde estou? E que história é essa de dom? O único dom que eu tenho é o de fazer armas akvlandanas, até onde eu sei, que é exatamente o que me trouxe aqui. Está me falando que tenho um dom tipo aqueles de magia? Isso talvez explique o que se passa com uma arma que tem reagido à minha aproximação... O que o senhor acha?

    Ela pára um pouco e olha ao redor. As paredes brancas pareciam sugerir que ainda estavam no templo.

    - Ainda estamos no templo, não é mesmo? Tem algumas perguntas que gostaria de fazer, se o senhor não se incomodar em responder... Quando cheguei, vi que entre as armas havia martelos que sugerem que havia artesãos frequentando o templo. O senhor saberia me dizer se existe algum artesão de armas ou alguém que trabalhe em uma forja que visite o templo regularmente? - poderia ser uma boa oportunidade de conseguir informação a respeito do metal da espada - Outra coisa que fiquei pensando quando entrei, foi sobre a estátua de anjo do lado da de Piro? O que ela representa? Só curiosidade... E aquela súcubo enorme que me deu um golpe na nuca, o que foi aquilo????

    Tirel se levanta e convida Mestre Fah para uma volta até a biblioteca, sugere essa volta enquanto conversam sobre as dúvidas que ela tem.

    - Se o senhor tiver ainda algum tempo, poderia me responder essas perguntas enquanto vamos até a biblioteca? Ainda estou meio desorientada e não sei quanto tempo fiquei nessa cama, mas tenho que fazer uma pesquisa para concluir um trabalho.
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    Mensagem por Leomar em Dom Jan 27, 2019 8:39 pm

    Fah a segura pelos punhos, ele ia responder as perguntas, mas Tirel emendava uma na outra, então ele fica em silêncio esperando ela fazer todas. Pelo jeito dos dedos dele, Tirel imagina que estava conferindo sua pulsação.

    - Sim, estamos em uma sala de descanso que fica no próprio templo. Temos algumas delas, não o bastante para todos, todos os dias, mas quebra um galho. Você não dormiu muito tempo, até esperava que descansasse mais. Ficou menos de uma hora, creio, ou pouco mais. Não conheço os artesãos todos que frequentam o templo, mas sim, recebemos não só artesãos, mas pessoas de todos os tipos no templo: ferreiros, coureiros, cozinheiros, ladrões, meretrizes, estudiosos e aventureiros errantes... Como estamos refazendo parte do templo, creio que encontrará alguns trabalhando aqui constantemente. Pode procurá-los pessoalmente se quiser, ou me dê um tempo e eu pesquisarei quem poderia melhor lhe ajudar.

    (pausa)

    - E sim! Como deve imaginar, o dom que despertou é mágico. Como disse Keela, aquela súcubo enorme que te acertou na nuca, este despertar que estava lhe causando dor de cabeça.

    (pausa)

    - Mas não foi um "golpe" propriamente dito, no pescoço fica o quinto chacras, um poderoso ponto de poder. Ao lhe segurar ela não quis lhe machucar (pelo menos não muito, acredito), mas controlar o fluxo de mana que passava neste chacras. Por favor, não me pergunte sobre o que é este fluxo, sou um mestre espiritualista e não um mestre mago. Aliás seria bom você falar com Keela depois... (pausa) ou algum mestre mago que você possa confiar...

    O que posso dizer é que sua mana vermelha, a mana que controla o fogo, é alta. Como veio ao templo do deus do fogo isto deve ter "cutucado" ainda mais seu dom. Se Keela não tivesse intervido, era possível que você queimasse mana ali nos bancos mesmo. Ah, "queimar mana" é outra coisa que terá de perguntar aos mestres magos.


    (pausa)

    - Quanto às estátuas, são heróis da Cour des Miracles. Elas já estavam aqui quando eu tinha metade de sua idade. Porém não poderei lhe dizer o nome da anjo, pois ninguém sabe. O artista que criou estas maravilhas levou o nome deles para o túmulo, alguns dizem que foi um acidente, por morrer pouco depois de concluir a obra, outros que foi de propósito, ou um segredo, ou alguma filosofia para que pensássemos na obra como todo, e não nos heróis separadamente. A anjo poderia ser Coroa de Luz, Lady Rierlumo, Lady Nitasse, talvez a própria Evea. Eu acho muito parecida com Sankta Haĉoŭri, talvez mãe, ou avó, embora isto seja especulação, até porque nem sabemos se Haĉoŭ...


    Tirel encosta na parede, que no mesmo instante brilha fortemente, ela se assusta dando um pulo.

    - Calma! Hehehe, muitos se espantam a primeira vez. O templo é feito com phosmanita, uma rocha que tem a propriedade de emitir luz e calor ao receber qualquer estímulo mágico. Mesmo uma pessoa sem dom pode ativá-la ao toque.
    - Mestre Fah passa os dedos em outra parede, que brilha de forma bem mais discreta, formando um rastro de luz onde ele toca.

    - Por isto o templo é bem mais quente por dentro? - Deduz Tirel.

    - Uma bela vantagem numa cidade fria, não acha? Graças a você esta sala deve estar 4° mais quente.

    (pausa)

    - Em qual biblioteca você gostaria de ir? Nem todos nossos livros são de acesso público, mas se eu puder ajudar...




    off: faça uma rolagem de "História e Geografia" só para ver se você ouviu alguma história (verdadeira ou não) sobre os wanamki. A rolagem é 2d10 como seu Q.I. é 12 e a perícia média, tem que tirar menos de 10 na soma para dar certo. Se tirar 9, só sabe que são pessoas que não controlam seus poderes, e desconfia que eles te colocaram como uma desta. Se tirar 8, já ouviu uma história (provavelmente trágica) sobre eles, se tirar 7 deve ter ouvido duas histórias, e assim por diante.

    Aproveitando o off, viu o tópico "4 coisas sobre"? Se quiser brincar um pouco com perguntas lá, novatos também podem, e não precisa ser necessariamente algo a ver com sua personagem, podem ser apenas curiosidades aleatórias.
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    Mensagem por Lalalady em Dom Jan 27, 2019 10:06 pm



    Tirel escuta o que Mestre Fah estava dizendo.

    - Agradeço sua bondade em relação a buscar um artesão para mim, no entanto, acho que eu mesma darei uma volta depois para ver se encontro algum que esteja trabalhando aqui... Sobre a súcubo, ela me pegou de jeito, deu um choque na minha espinha e eu acordei aqui. Pra mim parece um golpe... O senhor falou sobre wanamki, não é isso? Aquela gente que não sabe controlar os poderes? Quer dizer que eu sou isso aí? E se eu não quiser falar com Keela agora, tem algum risco????

    - Wooooooowwww! Que coisa mais doida essa da parede!!! Quer dizer que se eu encostar de novo, vai ficar mais quente aqui?
    - ela olhou curiosa para ele enquanto colocava o dedo indicador mais perto da parede ameaçando encostar, com um sorriso brincalhão no rosto. Mas ela logo se endireitou quando ele perguntou em qual biblioteca ela queria ir.

    - Tem mais de uma biblioteca?? - ela fez uma cara de surpresa - Veja, estou pesquisando sobre armas akvlandanas feitas na região de Nag ou mesmo algo sobre metais com cor esverdeada. Onde poderia encontrar livros sobre isso?
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    Mensagem por Leomar em Seg Jan 28, 2019 7:17 pm

    - Agradeço sua bondade em relação a buscar um artesão para mim, no entanto, acho que eu mesma darei uma volta depois para ver se encontro algum que esteja trabalhando aqui... Sobre a súcubo, ela me pegou de jeito, deu um choque na minha espinha e eu acordei aqui. Pra mim parece um golpe... O senhor falou sobre wanamki, não é isso? Aquela gente que não sabe controlar os poderes? Quer dizer que eu sou isso aí? E se eu não quiser falar com Keela agora, tem algum risco????

    - Como queira! Nós acreditamos que você despertou seu dom como uma wanamko: despertou de forma repentina, já depois da adolescência, com um potencial muito acima de magos comuns e sem controle, portanto são todos os indícios de que é uma wanamko. - Ele fica sério: - Os wanamki podem se tornar muito poderosos, mas sem treino e estudo, se tornam uma armadilha engatilhada. Infelizmente a literatura tem mais tragédias do que glórias para estas pessoas. São contados relatos de pessoas que, ao queimarem sua mana de forma incontrolável, mataram seus maiores afetos: filhos, esposos, pais, amigos e alguns simplesmente explodiram.

    Ele comenta isto com o tom mais amigável possível, mas suas palavras não eram tão reconfortantes.

    - Keela bloqueou parte de seu poder. Não é nada permanente, e ela pode desbloquear quando você pedir. Isto deve mantê-la estável por algum tempo, então não tem problema não falar com ela agora, MAS é altamente recomendável que procure um mago vermelho nos próximos dias.

    - Wooooooowwww! Que coisa mais doida essa da parede!!! Quer dizer que se eu encostar de novo, vai ficar mais quente aqui?

    Konyang Fah gargalha.

    - Estou neste templo a tanto tempo que para mim é a coisa mais comum do mundo. A phosmanita é uma rocha que veio de Ajros, direto da Montanha Sagrada, um dos lugares mais sagrados de toda Akaŝa. Seu brilho e calor vai só até certo limite. Se não fosse assim este templo se tornaria uma fornalha capaz de derreter metais, pelo tanto de magos que frequentam aqui. Se usar magia aqui dentro, defensiva ou ofensiva, as paredes vão brilhar como uma lanterna.

    Onde Tirel tocou ficou brilhante de chegar a incomodar a visão, aquele deveria ser o limite da rocha. Se TODO o templo se ascendesse ao mesmo tempo, aquilo deveria iluminar umas duas quadras e ser visto lá do outro lado da cidade.

    - Tem mais de uma biblioteca??

    Ele dá um sorrisinho orgulhoso:

    - Bom, não somos a Biblioteca da Sagrada Montanha, nem tão grandes como as bibliotecas dos continentes, mas Piro tem certa estima pela cultura, então buscamos guardar um pouco de cada coisa sobre um pouco de cada coisa.

    Veja, estou pesquisando sobre armas akvlandanas feitas na região de Nag ou mesmo algo sobre metais com cor esverdeada. Onde poderia encontrar livros sobre isso?

    - Mmm... Talvez possamos ter algum problema... Uma das partes do templo que foram atingidas é onde ficavam alguns dos livros mais relevantes em Sella e Palla. Nós temos alguns em Tareno e Trans-Tareno... - Tirel informa que só fala Sella e Moloke - Talvez exista algum em Moloke em algum lugar, mas eu não saberei dizer onde, metais não são muito meu forte.

    Ele te leva a outra sala, mas antes lhe mostra dois braceletes de ferro.

    - Importa-se de usar isto? É só uma precaução. Sabe como é... ambiente com muitas coisas de papel. Obra valiosas em pergaminho... podem não combinar bem com magos do fogo...

    Em uma das salas, haviam três montes de livros meio entulhados: um monte em bom estado, mas empilhados sem muito ordem, um segundo com documentos aparentemente recuperáveis, mas meio danificados e um terceiro monte com escombros de documentos provavelmente perdidos para sempre.

    - Estamos reconstruindo o templo, depois iremos reorganizar a biblioteca, arquivar quais livros foram perdidos, quais podem ser recuperados... Temos poucos voluntários dispostos a trabalhar com livros no momento, por isto está esta bagunça... Mas se conseguir garimpar algo...

    off busca:
    Você pode gastar um tempo vasculhando os documentos ali, cada rolagem de 2d10 significam 30 minutos de pesquisa no monte ou em algum documento que tenha encontrado antes, o alvo é 11 (Q.I.-1), eu já fiz o primeiro teste e deu 6, então foi sucesso. Você pode fazer quantas rolagens quiser, mas quanto mais fizer, mais cansada ficará pelo tempo gasto. Se quiser focar a pesquisa em achar livros parecidos com os que deu no primeiro momento, o alvo passa ser 12.

    Fah não domina os idiomas de Akvlando, mas ainda pode ficar ali um tempo, tentando talvez achar algum índice ou sinal de estrutura naquele amontoado de documentos ou algo que o valha, o bônus dele na pesquisa seria pequeno, mas nunca se sabe. Ele poderia também procurar algo em trans-tareno em outra biblioteca, você precisaria de um tradutor depois, mas nunca se sabe... Pode fazer rolagens para ele também, independente das suas, mas ele pode rolar no máximo duas vezes, pois só pode ficar uma hora te ajudando.

    Aquilo parecia pior que o quarto de Tirion quando eram pequenos, mas Tirel dá uma olhada. Haviam pergaminhos e livros de verdade, o que era algo raro naquela parte do mundo. Ela procura pelos títulos e encontra vários temas: romances, plantas, alquimia, história... em 30 minutos ela consegue achar dois sobre metais, um em Sella, um em Palla.

    O livro em Sella tinha um "2" marcado, portanto deveria ser de uma coleção (aquilo impressionava). Ela lê algo sobre ligas, não era algo básico demais, mas ela já sabia a maioria das técnicas ali. Ainda assim eram um livro interessante. O livro 1 da coleção certamente era mais básico, mas haveria um 3 ou quem sabe até um 4? Um livro 4 deveria ser bem avançado, e um 5 era improvável demais.

    O livro em Palla dava para ser lido também, com uma ou outra dificuldade, mas não impossível. Ele falava de metais exóticos: ferro-fantasma, liônio, ósmio, ouro-rosa (para Tirel ouro-rosa não era tão exótico) o livro parecia promissor, e mesmo que não tivesse sobre o metal verde, parecia ter informações realmente interessantes para alguém como ela, seria bom vê-lo mais tarde, ainda que daqui algumas semanas.
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    Mensagem por Lalalady em Seg Jan 28, 2019 10:53 pm

    Tirel pondera tudo o que Mestre Fah tinha a lhe dizer sobre os wanamki. A ideia de explodir realmente não era muito animadora. E para ela que já era conhecida pelo pavio curto poderia significar uma tragédia anunciada. Ela foi ficando mais calada à medida que se aproximavam da outra sala que o mestre queria levá-la. Ali, pôs os braceletes que ele recomendou e começou sua pesquisa.

    - Mestre Fah, então Keela é uma maga vermelha? Ou teria alguém mais recomendável para procurar? - disse ela enquanto folheava alguns dos papéis.

    Ainda com a cara nos papéis, ela continua falando com Mestre Fah.

    - Sabe, mestre, essa coisa de anjos sempre me impressionou. Desde criança, sempre quis conhecer um anjo... O senhor estava falando sobre as possibilidades daquela estátua lá da Nave Sagrada, que poderia ser Coroa de Luz ou Sankta Hackouri, poderia me falar um pouco sobre os dois? O senhor tem uma companhia agradável e eu não gostaria de ficar aqui pesquisando sozinha... - ela parecia insegura com a ideia de colocar fogo na biblioteca.

    Eles ainda ficam por ali mais meia hora depois de Tirel encontrar o livro sobre metais, mas parece que a busca estava infrutífera a partir dali. Passou mais uma vez os olhos no livro sobre metais exóticos e decidiu tomar nota sobre alguns metais que a deixaram curiosa: ferro-fantasma, liônio e ósmio. Talvez desse uma volta com Tirion depois para procurar essas matérias-primas.

    - Acho que perdi a noção do tempo... Mestre Fah, o senhor acha que já está muito tarde para eu voltar à minha tenda? Será que ainda consigo descansar até amanhã aqui no templo? - ela boceja enquanto se levanta.

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    Mensagem por Leomar em Qua Jan 30, 2019 12:38 am

    - Mestre Fah, então Keela é uma maga vermelha? Ou teria alguém mais recomendável para procurar?

    - Uma das mais poderosas! Mas nossa escola é para magos rubro-negros, sendo assim temos vários outros mestres do fogo a quem poderia recorrer, se não quiser treinar com ela. Até porque Keela não é bem uma mestra, embora lhe treinaria o básico, se não tiver medo de um treinamento um pouco puxado.

    - Sabe, mestre, essa coisa de anjos sempre me impressionou. Desde criança, sempre quis conhecer um anjo... O senhor estava falando sobre as possibilidades daquela estátua lá da Nave Sagrada, que poderia ser Coroa de Luz ou Sankta Hackouri, poderia me falar um pouco sobre os dois? O senhor tem uma companhia agradável e eu não gostaria de ficar aqui pesquisando sozinha...

    - Aqui é meio difícil mesmo encontrar um. Só no bairro sul eles aparecem e só muito raramente. No templo nunca recebemos um anjo. Quer dizer... o primeiro que pisou aqui faz pouco tempo e... bem, isto não importa...

    Coroa de Luz é também conhecida por outros nomes, dependendo do idioma; creio que em Yrdok seja Prakàaska Akïlilí. Ela era um pouco mais velha que Piro, e foi uma das que o ajudou ensinar, quando ele ainda era jovem. Naquele tempo nada desta ilha existia, Gaja era muito menor e não havia o Desfiladeiro Selvagem entre Fajr-Regno e Ajros. Dizem que era muito sábia e bondosa, treinou o deus para que pudesse criar suas próprias criaturas, apesar que este não foi o maior forte de Piro. Foi também uma guardiã que impediu muitos portais infernais serem abertos, na época eles eram raros! E foi uma das poucas que apoiou quanto Anĝelina criou uma segunda esposa para Piro, vendo que ele não conseguiria ser monogâmico mesmo: Evea foi feita nos mesmos, digamos, "moldes" dos anjos, embora algumas pessoas se recusem chamá-la de anjo, mas que ela tinha no mínimo sangue de anjo, isto é certo.

    Sankta Raĉoŭri é uma heroína da Escola Atemense. Como Evea, não temos certeza de sua raça, embora sabemos que Raĉoŭri é mais do que humana, mas não é demônio, nem sereia, então ninguém sabe qual sua raça, nem sua história mais antiga. Sabemos que ela TEM, pois ainda está viva, pelo menos 60 anos, embora pareça bem menos. Ela roda o mundo combatendo injustiças, principalmente lutando contra escravistas. É também uma grande maga curadora. Como não sabemos sua origem, alguns acreditam que seja filha ou neta de anjos, embora há quem acredite ser filha do próprio Piro.


    - Acho que perdi a noção do tempo... Mestre Fah, o senhor acha que já está muito tarde para eu voltar à minha tenda? Será que ainda consigo descansar até amanhã aqui no templo?

    - Seria prudente passar a noite aqui, está mesmo um pouco tarde. Poderia ficar naquele quarto que te colocamos quando desmaiou, ele inclusive tranca por dentro, embora creio que ninguém seria tão estúpido de atacar qualquer outra pessoa DENTRO do templo. Mas se fizer questão de voltar, posso pedir alguém de confiança para lhe escoltar.
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    Mensagem por Lalalady em Qui Jan 31, 2019 9:32 am

    - Bem, então acho que vou ficar aqui mesmo essa noite. O senhor poderia me levar até aquele cômodo onde estávamos?

    Enquanto Mestre Fah a está levando até a sala de descanso, ela comenta:

    - Muito obrigada por todo o conhecimento que o senhor me ofereceu hoje. Amanhã procurarei Keela pela manhã e em seguida darei uma volta pela área do templo que está sendo reconstruída para ver se encontro alguém que trabalhe bem com metal, para trocar algumas ideias.

    Ao chegar no cômodo, ela agradece mais uma vez a hospitalidade:

    - Obrigada por tudo, mais uma vez. Que as chamas de Piro nos aqueçam o corpo e o coração nessa noite.  
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    Suspiro Esmeralda (Tirel Ciela) Empty Re: Suspiro Esmeralda (Tirel Ciela)

    Mensagem por Leomar em Qua Fev 06, 2019 11:50 am

    Embora relativamente simples, as acomodações do templo eram agradáveis. Mas limpas que 98% das tavernas de Dafodil, e ainda era bem quentinho.

    O inconveniente era que a phosmanita sempre imitia calor e luz, não tento como ficar só no calor. Quando ela tocava na parede, a parede brilhava. Tirel tira a blusa e a enrola nos olhos, dorme com o pé encostado na parede e finalmente consegue conforto.

    A noite foi bem tranquila, e como estava dentro do templo, o primeiro chamado é ouvido como um trovão (O Grande Templo de Piro toca seus didgeridoo umas três vezes por dia, algumas poucas vezes mais, às 6:00, por volta das 11:00 e por volta das 19:00), não tem como ela não acordar.

    E como já estava no templo mesmo, ela descobre que costumam servir uma sopa para necessitados ou viajantes por ali. Mais pela curiosidade que pela fome (embora com um pouco de fome também), ela resolve entrar na fila. Alguns diabos e híbridos conversavam na fila:

    - Estou te falando cara, primeiro apareceu um centauro, depois um anjo-negro, algo está acontecendo.

    - Ah, centauros não são incomuns na corte!

    - Em Fajr-Regno, aqui em Dafodil quando vimos um? Só há muitos anos atrás! E o anjo caído?

    - Esta coisa de anjo caído não existe!

    - Deixa de ser bobo, faz dias que um passa no templo de tempo em tempo. Cara tá acontecendo algo.

    - Eu também vi! Ele tinha grandes asas negras, e nem se incomodava em mostrá-las!

    - Grande coisa. ASAS negras? Ele pelo menos era negão?

    - Não, é branco.

    - Então é só um anjo, vocês são umas toupeiras. Vão insistir que existe uma vampira branca também?

    - Cara, mas é verdade, tem anjos-negros em Akaŝa, uma raça de anjos que renegaram os céus, e a Zar-Arat-Kir também é real, dizem que ela é uma das protegidas da Anciã!

    - Se tal demônio existisse, seria mais provável que a Anciã fosse protegida dela, não o contrário.

    - E se for?

    - Cara, isto são lendas! Akaŝa já não é complicada demais com todas as tosquices que existem, vocês ainda acreditam em histórias de bardos bêbados? Meu avô já ouvia falar de histórias de uma vampira branca, mas ninguém nunca viu ela, será por quê?

    - Seu idiota, você acha que não está cheio de demônios que vivem uns bons séculos? Se as histórias são do tempo do seu avô ela pode ainda estar viva. Quantos anos você acha que a Anciã tem? Mais de duzentos com certeza, e não duvidaria se falassem que tem mais de quatrocentos!

    - Nenhum demônio pode ir aos planos celestes. Nem anjos podem ir aos planos infernais?

    - Se os anjos se tornarem almas malditas?

    - Mesmo assim deixariam de ser anjos.

    - Mas poderiam.

    - Nem sei porque estou discutindo com vocês. Intelectuais da mais baixa casta do Primeiro Círculo Infernal. Nem demônios puros vocês são e querem provar que estas lendas existem, mas a mana branca é veneno para demônios, assim como a negra é veneno para anjos. Ninguém pode mudar isto, é como rio que só corre para baixo.

    - Antes dos Grandes Assentamentos haviam rios que corriam para cima.

    - Ah, vai tomar no...

    - Galera, AINDA estamos em terra sagrada!

    - Vai tomar sopa, vai. E pensar na sua insignificante insignificância.

    - Dector Azendi! Evetor Azendi! - (estes versículos eram muito repetidos no templo, quase sempre em Tareno, embora a intenção do cara na fila parecia ser debochar do outro cara na fila).

    A sopa era servida com um pão preto e duro, típico de marinheiros. Não eram todos que gostavam, mas ele resistia mais ao tempo do que pães brancos ou amarelos, era quase sempre comido com sopa justamente para quebra sua dureza molhando nela.

    A sopa era principalmente de abóbora-vermelhíssima, típica de Fajr-Regno, mas com uma diversidade de legumes não muito comum em Dafodil: cenoura, ervilha, repolho, beterraba... devia dar trabalho para as pessoas do templo cozinharem para tanta gente, embora seria quase certo que ela acabaria antes da fila acabar.

    Tinha também uma porção de farinha (aparentemente de milho) e uma de toucinho frito que algumas pessoas podiam pegar para engrossar sua sopa. A carne de porco podia ser um tanto controversa em Akaŝa: Em Ajros qualquer tipo de carne é considerada impura; em Gaja o porco é considerado um animal tão pobre com a carne tão impura que é uma vergonha dar carne de porco até mesmo para os escravos (mesmo se estes gostassem); em Akvlando também era considerada uma carne para pobres destinada mais para escravos ou marinheiros "ralé", embora alguns poucos cortes (bacon, principalmente) defumados ganhavam um pequeno "glamour" suficiente para conquistar a baixa nobreza (barões, viscondes, etc.); já em Fajr-Regno a carne era amplamente apreciada e até preferida por muitos, até pelo próprio Piro. Servir porções à parte parecia ser uma forma de respeito à diversidade da cidade.

    A abóbora-vermelhíssima era uma espécie que raramente crescia fora de Fajr-Regno, e era considerada mais forte que qualquer outro tipo de abóbora. Segundo alguns, era bem apreciada com magos do fogo. A ervilha era um símbolo de fartura, em Akvlando, do mendigo ao rei todos comiam ervilhas, e em casamentos elas eram jogadas nos noivos.

    off:
    Primeiro, desculpe a demora, fiquei uns dias sem internet, e ontem a noite tava com febre.

    Tomei a liberdade de colocá-la na fila da sopa só para dar uma ilustrada no cenário. Gosto de colocar detalhes fora da aventura principal para dar uma cor. Sendo assim, não é preciso interagir com ninguém da fila ou durante a refeição, embora SE QUISER pode interagir a vontade.

    Quando dou detalhes do cenário, sua personagem pode também gostar ou desgostar de qualquer um destes detalhes livremente, a não ser algumas vezes que eu pedir para jogar 1d12 em algum detalhe que não quero deixar despercebido. Isto normalmente para comida, música, ou qualquer coisa ligada à cultura.

    No d12, o maior resultado é sempre melhor, assim, um 12 significa que você gostou muito de alguma coisa, o 1 que gostou o mínimo ou até odiou. Alguns jogadores fazem rolagens assim só de curiosidade, como o Nergal que rolou para ver se gostava de conhaque. No caso você não precisa rolar nada, mas SE QUISER rolar para o pão e/ou a sopa para ver se estão gostosos, fica a vontade. No caso da sopa, mesmo tirando 1, ela estaria apenas sem graça, mas nunca ruim, já que foi feita com cuidado pelos cozinheiros do templo, já o pão se sair 1 é pq tá duro de engolir mesmo. Mas isto tudo é só detalhe, não voltarei a fazer este tipo de observação depois.

    Após comer, Tirel pergunta sobre Keela para quem tivesse mais perto. Parece que TODOS naquele templo conheciam o nome dela, e sem muita dificuldade Tirel é levada para o segundo andar, onde um humano dá um sinal com os didgeridoo do templo (diferente dos chamados tradicionais, óbvio), e em pouco tempo Keela aparece voando no teto do templo.

    - Ora, enfim a garota acordou! - a súcubo gifar entra pela janela. - Então? Mestre Fah deve ter conversado com você...

    Ela bebe algo de um cantil, depois do gole faz um sinal para você, como perguntando se quer também. Tirel também observa que, aquela espada enorme, com empunhadura de ouro-rosa que tinha visto ontem, era de Keela; aquilo não surpreende, mas uma artesã sempre observa armas dos outros. Tendo ou não aceitado a bebida dela, Keela simplesmente espera que você diga o que espera.
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    Suspiro Esmeralda (Tirel Ciela) Empty Re: Suspiro Esmeralda (Tirel Ciela)

    Mensagem por Lalalady em Qua Fev 06, 2019 12:36 pm

    A noite realmente não tinha sido ruim, apesar da posição incomum para conseguir uma maneira de pegar no sono. Dormir em um lugar quente depois de passar alguns dias batendo queixo em uma tenda tinha sido uma excelente ideia e Tirel já se sentia revigorada mesmo ao som do primeiro chamado.

    Ao sair do quarto, viu uma fila para algo que estava sendo servido e decidiu provar, poderia deixar passar e comer algo mais tarde, mas estava curiosa para saber o que era. Enquanto esperava, um grupo de diabos e híbridos conversava algo sobre centauros e anjos caídos. Ela ouviu uma ou duas partes da conversa. Seria mesmo possível haver um anjo caído? Anjos eram um assunto que a interessava, afinal.

    Mas logo a fila andou, as pessoas pareciam com fome. O sabor era sem graça, por isso Tirel decidiu acrescentar farinha de milho para pelo menos tomar algo mais grosso. Ao passar pelo toucinho, fez uma careta. Tirel nunca tinha comido carne de porco e seus pais a diziam que não deveria. Mas bem, pelo menos a sopa tinha ervilhas e isso já deixa Tirel satisfeita.

    Ao chegar no segundo andar, Keela aparece pouco após um chamado. Ela era mesmo... grande. Tirel não consegue evitar se sentir levemente intimidada por sua figura cortando o céu.

    Keela escreveu:- Ora, enfim a garota acordou! - a súcubo gifar entra pela janela. - Então? Mestre Fah deve ter conversado com você...

    - Ora, mas é claro que eu acordei, felizmente aquele golpe que você me deu na nuca não me fez dormir para sempre - ela disse aceitando o gole de bebida que Keela oferecia e tentando parecer o mais descontraída possível, tentando disfarçar o quanto estava desconfortável - Sim, Mestre Fah conversou comigo e gostaria de saber se poderia me ajudar a controlar meus poderes. Ele disse que você é uma maga do fogo excepcional e tenho certeza que, se me conceder a honra de pelo menos algumas lições, posso desenvolver meu potencial e conseguir obter controle sem explodir a mim e outras pessoas... - Ela começa a olhar para baixo preocupada. Na verdade, apesar de tentar parecer mais direta e objetiva possível, ela não tinha muita coragem de olhar para cima e encarar Keela. Vai que ela dava outro golpe daqueles... Tirel tinha mais o que fazer naquele dia do que ficar no Templo dormindo.
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    Mensagem por Leomar em Sex Fev 08, 2019 10:39 pm

    Tirel faz uma leve careta ao tomar um gole da bebida de Keela. Ela não sabia bem o que era aquilo, mas era forte (mais forte que conhaque e com gosto mais amadeirado que whisky).

    - Não se preocupe, não é meu objetivo que durma para sempre, senão não teria acordado. É, eu bloqueei 50% de seu potencial mágico, você estava com dor de cabeça pois estava a ponto de queimar mana, o que apesar de válido em algumas situações, é a pior estratégia de um mago. Mas não precisa me olhar com esta cara, é um bloqueio temporário, posso desbloqueá-la se quiser, quer que eu faça agora ou mais tarde? - Ela espera a resposta, depois continua. - O mestre me pediu mesmo para dar-lhe um suporte, mas eu ajudaria mesmo só pela curiosidade de trabalhar com uma wanamko. Quando pretende começar?

    Tirel pergunta se teria tempo de falar com algum dos artesões do templo, Keela não se incomoda, diz que tinha tempo sobrando, e podia esperar ela fazer seus trabalhos.

    Indo à parte que estavam reconstruindo do templo (já estavam bem adiantados) havia no momento quatro homens trabalhando. Enquanto ela começava conversar com eles, outra coisa também chama sua atenção:

    No fim do corredor Tirel vê um anjo andando pelo templo.

    Em toda sua vida, Tirel vira apenas dois anjos, sempre de longe. A primeira vez em Nesopry, um anjo trazia exilados de Ajros para aquela cidade, mas ele não saiu do barco, a e mãe de Tirel também não a deixou aproximar. A segunda vez viu um voando para fora da cidade, também de longe.

    Ela observa o anjo ali, era um macho, tinha pele clara (como todo anjo) e asas negras, andava sem pressa, portanto provavelmente ainda ia ficar um tempo no templo.
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    Mensagem por Lalalady em Sab Fev 09, 2019 11:53 pm



    - Nossa, que bebida... forte. Não é de se jogar fora, mas também não é algo que eu andaria sempre no meu cantil. Mesmo assim, obrigada por oferecer - disse ela devolvendo a bebida.


    Keela escreveu:- Não se preocupe, não é meu objetivo que durma para sempre, senão não teria acordado. É, eu bloqueei 50% de seu potencial mágico, você estava com dor de cabeça pois estava a ponto de queimar mana, o que apesar de válido em algumas situações, é a pior estratégia de um mago. Mas não precisa me olhar com esta cara, é um bloqueio temporário, posso desbloqueá-la se quiser, quer que eu faça agora ou mais tarde? - Ela espera a resposta, depois continua. - O mestre me pediu mesmo para dar-lhe um suporte, mas eu ajudaria mesmo só pela curiosidade de trabalhar com uma wanamko. Quando pretende começar?

    - Então, você pode desbloquear o restante do meu potencial mágico antes da nossa primeira lição? Gostaria de entender de quanto potencial estamos falando...


    Depois de acertado com Keela um horário mais tarde para começar os treinamentos, Tirel foi até o lugar onde estavam reconstruindo o templo. Ao chegar lá, procura um dos quatro homens que esteja trabalhando com metal e se dirige a ele:

    - Bom dia. Que Piro nos abençoe com sua força. - ela não era muito boa com esse tipo de saudação, mas parecia uma moda entre os devotos das religiões - Desculpe incomodá-lo em seu trabalho, mas gostaria de saber se pode me ajudar com uma coisa. O senhor conhece sobre ligas metálicas ou já ouviu falar de metais com cores esverdeadas ou alguma liga que alcance esta coloração? Meu nome é Tirel Ciela, sou artesã de armas de Akvlando. - ela estendeu sua mão em cumprimento ao homem.

    Enquanto ele falava, ela começou a observar algo inusitado. Era um ANJO caminhando no Templo de Piro. Ela esfregou os olhos, era mesmo real. Um anjo com asas negras caminhando pelo templo! Então os rumores eram verdadeiros? Será que havia mesmo um anjo caído?

    Após o homem terminar de falar, ela agradeceu as informações e saiu andando em direção ao anjo, que andava calmamente pelos corredores, como se nada estivesse acontecendo.

    - Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiii!!!!!! Você aí!!!!!! Genteeeeeeeeeeeeeee - ela andava rápido para alcançar o anjo, que apesar de andar devagar, era mais alto do que ela e por isso levava vantagem na caminhada. - Você é um anjo de verdade! - disse ela um pouco esbaforida após alcançá-lo - Desculpa a minha empolgação, é que só vi dois anjos na minha vida, à distância, e sempre tive muita curiosidade de conhecer um pessoalmente! Nenhum dos anjos que vi tinham asas assim... Posso pegar? - diz ela rodeando o anjo - Ah, vai, por favor, deixa! Ai, devo estar sendo mal-educada, mas é que isso é uma enooooorme novidade para mim!

    Ela estava com os olhos brilhando de empolgação.  

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