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    [!ON!] 2ª Noite: O Sonhar

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    Mensagem por Mellorienna em Ter Jan 29, 2019 5:52 pm





    San Miguel


    Entardecer
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    Mais um dia quente e poeirento em San Miguel.

    A professora se despediu do último aluno, agradecendo pela maçã. Ana era muito querida por todos e, ainda que a estação já não fosse mais propícia, as crianças ainda a presenteavam com maçãs, sempre que podiam. "An apple a day keep the doctor away!" - ela sorria enquanto caminhava pelas ruas de chão batido varridas pelos ventos estéreis daquela terra castigada.

    Victor não demoraria a chegar. Como Sheriff a vida já não era tão sofrida quanto à época em que o marido era Texas Ranger. Ainda assim, Ana se preocupava. A estrela era a marca da lei, mas também trazia a ela uma sensação indefinida de desconforto. Principalmente desde que aquela estrela vermelha havia surgido no céu de San Miguel.

    Havia conversado longamente com Guinnevere sobre ela. A ruiva administrava sozinha o saloon local e era a melhor amiga que se poderia desejar. Esperta, de mente afiada, muito à frente de seu tempo. Enquanto as matronas sussurravam sobre superstições e maus-agouros, Guinnevere tinha sido clara com Ana: era algum tipo de cometa persistente, como um Halley que gostasse de entreter por mais tempo sua platéia. Ou era o Olho do Cramunhão, como andavam pregando na missa dominical. Tanto fazia. Enquanto houvesse gargantas secas, haveria saloons, e da porta do saloon para dentro, o único demônio que deveria preocupar alguém era a ruivinha com um rifle atrás do balcão.

    Corria à boca miúda por toda San Miguel as fofocas sobre Guinnevere e Gerson. Big Bad G tinha sido um dos piores ladrões de diligência daquelas paragens, antes de conhecer Lady Red, a dona do saloon. Diziam que eles haviam se conhecido ali mesmo, em uma mesa de bar. Biblicamente. Mas Guinnevere era moderna demais pra casamentos, e Big Bad G tinha a cabeça a prêmio lá pelas bandas de Santa Madre. No começo, Ana pensou que o marido estivesse louco, mas Victor fez de Gerson seu Deputy, dando ao homem uma renovada dignidade. Agora, era realmente o melhor braço direito que um Sheriff poderia ter: literalmente, no caso de distribuir uns socos por aí.

    O sol baixava no horizonte quando o Sheriff Victor entrou em casa, batendo a poeira da rua na soleira da porta antes de entrar na sala. Ana enfeitava a casa com flores agrestes, mas nenhuma era mais bela que a esposa.

    O sol baixava no horizonte quando o Deputy Gerson entrou no saloon já lotado de mineiros e trabalhadores da ferrovia, tirando o chapéu com aquele ar de patrão. Guinnevere sorriu atrás do balcão, porque não se importava o mínimo com o falatório das beatas.

    "E podia ser só mais um lindo entardecer em San Miguel... se eu não soubesse o que acontece quando a lua está no céu. Mas quem mora por ali sabe bem como as coisas são. Sei que essa noite eles virão. E não vai sobrar nada de ninguém."


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    Mensagem por antonio xavier em Ter Jan 29, 2019 6:56 pm

    Ana se sentia alegre pelo carinho que recebia dos seus alunos, ela conseguia cativar o interesse pelo estudo em cada um deles, mesmo que de maneiras distintas e particulares em cada aluno.

    Ela tinha sorte que a cidade era pequena e sua turma era formada por poucos alunos, o que possibilitava uma atenção especial às particularidades de cada um.

    Dentre os seus alunos, havia um menino com um talento especial para desenhos, o nome dele era Douglas. Ana observava o desenho que ele havia feito na aula do dia. Era particularmente assustador, um ser sobrenatural em um fundo bastante obscuro, chegava a gerar um mal-estar na menina.

    No momento em que Victor chega em casa, Ana sente inicialmente um alívio em ver o marido em casa, bem. A vida de Sheriff não era fácil e Ana nunca sabia quando alguma surpresa poderia surgir. Depois, ela se aproxima do desenho de Douglas, mostra para o marido e diz:


    "- Victor, como foi o seu dia? Olha que desenho incrível meu aluno fez hoje durante a aula. Chega a causar um arrepio, mesmo sendo algo sobrenatural, que sabemos que não existe, leva a um mal-estar não é? Imagina se seres como esse realmente existissem sem que nós soubéssemos."


    Após terminar sua fala, Ana olhou para um livro religioso na estante e pensou na fé que possuía em uma força maior que a protegeria.
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    Mensagem por Jolie_Scarlatt em Ter Jan 29, 2019 11:14 pm

    San Miguel era uma cidade pequena, pacata, onde todo mundo conhece todo mundo e como não há nada para fazer as fofoqueiras de plantão ficam todas na janela cuidando da vida alheia. Porém o assunto que elas mais gostavam de comentar era o movimento agitado do único Sallon da cidade, assim como da vida proprietária, a ruiva Diaba e o seu amante Gerson o Big Bad G. Mas Guinnevere não se importava com essas beatas e mal amadas queria mesmo saber era refrescar as gargantas secas dos seus clientes e alegrar um pouco os corações dos trabalhadores cansados com a sua música e suas deliciosas refeições, e se algum engraçadinho resolvesse soltar suas asinhas ou incomodar a harmonia do ambiente ela apresentava seu rifle que delicadamente o nomeava de esquenta - o - rabo. .

    Em um final de tarde, onde o vento era tão fraco que fazia apenas cocegas nas arvores, um céu colorido pelo por do sol, o Sallon estava bem agitado, amigos se encontravam em uma mesa no canto, casais de namorados escolheram um canto mais reservado, amigas barulhentas riam alto e jogavam  seus cabelos de um lado para o outro e flertavam com alguns homens que jogavam sinuca no canto perto do bar, no balcão estava ali alguns trabalhadores da ferrovia e mineiros que sempre passavam ali para aliviar o estresse do dia árduo com uma dose ou duas de bebidas fortes e dessa forma chegarem em casa, para suas esposas, filhos mais calmos.

    Era uma correria, Guinnevere estava servindo mais uma dose para um cliente, sempre assíduo do Sallon, ela não o conhecia muito bem, mas sempre notava que estava com o mesmo uniforme, mesmo relógio dourado no braço esquerdo, uma aliança na mão esquerda e um cordão dourado com um pequeno anel como pingente, seria a aliança da amada? e sempre com aquele olhar triste e perdido, ao servir mais uma dose para esse cliente, por um descuido, ou por se emocionar ao ver seu amado entrando pelo salão, derrubou o copo encima do balcão molhando tudo, inclusive o cliente, toda desconcertada pediu desculpa e limpou apressadamente o balcão encostando sem querer sua mão na do cliente, e nesse instante um calafrio subiu pela sua espinha, arrepiando todos os fios do seu corpo, e sua orelha esquerda começou a queimar. "que sensação ruim, algo estar para acontecer" pensou por um breve instante até caminhar sorrindo até Gerson, abraçando fortemente e dando um beijo ardente e cheio de amor e desejo, sem se importar com os olhares de desaprovação e comentários maliciosos das mulher amigas barulhentas. Logo em seguida sem motivo algum olhou para o seu relógio, e eram exatamente números iguais, e mais uma vez sentiu a sensação ruim e seu olhar ficou distante e seu rosto com marcas de expressão de preocupação.

    - O que foi meu amor? - disse Gerson ao observar sua amada.

    Guinnevere voltou para si .... e ao sorrir para aquele rosto de Bad Boy mais sexy apenas falou:

    - Só uma sensação ruim .... sei lá deve .... alias acho que é o meu corpo com saudades do seu .... ansiosa para fechar logo esse Sallon e ficar sozinha com você - Deu uma piscadela para ele e saiu para atender à uma mesa que estava solicitando um pedido.....
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    Mensagem por Immemorabili em Qua Jan 30, 2019 12:12 am

    Não se lembrava de quanto tempo passou olhando para a mesma direção, naquele dia. Trabalhos nunca faltariam para aquele homem que se recusava a descansar e virar mais um dos xerifes barrigudos que deixavam o seu povo "na mão". Mas de tempo em tempo, cinco ou quinze minutos observando o mesmo ponto onde o sol iria se por mais tarde, como se instintivamente esperasse ver algo ali ou, simplesmente, fosse o ponto favorito que os olhos paravam para deixar a mente divagar em suas próprias águas.

    A estrela em seu peito parecia mais estranha do que se lembrava, talvez sensação ilusória que vinha do aparecimento daquela estrela vermelha. Não era muito chegado nessas coisas de cigano e de índio, mas não podia evitar ter uma sensação ruim. Coisa que geralmente ele chamava de Intuição de Ranger. Apesar de seus dias de viagem em nome da Federação já estivessem há muito em seu fim.

    Ao menos tinha ao seu lado o então renomado "Big Bad G", até que fosse por fim apenas o melhor Deputy que já tivera. Parou na porta de casa e olhou na direção do pôr do sol mais uma vez. Dessa vez, com um pouco mais de sensação ruim do que outrora. Um calafrio na espinha ou qualquer coisa que fosse aquilo. Balançou a cabeça para si mesmo. - Ficando velho. Certeza. - Não era de desperdiçar muitas palavras; nem consigo mesmo.

    Entrou em casa e bateu a poeira na soleira, passando os pés no tapete de sola a levando a mão ao chapeu antes de colocar no suporte. Sacudiu o cabelo para longe do rosto com um jeito brutalhão de quem passara tempo demais longe de sociedade em seus dias mais jovens. Mas olhou para a esposa, dando um sorriso com o canto da boca. Ajustou o cinto com as duas mãos e caminhou na direção dela, tirando a mão direita dali para colocar nas costas da mulher, espalmada, tentando ser o mais delicado que podia mesmo sendo um brutamontes de mãos calejadas.

    - O dia foi parado. Todo mundo parecia meio cansado. Hmmm sobrenatural é? - Coçou a barba crescendo no queixo, erguendo as sobrancelhas e curvando a boca em uma careta de desaprovação leve. - Talentoso, mas meio ludibriado das ideias. - Levou a mão atrás de si em um pequeno pacote bem fechado na cintura, tirando dali e desamarrando. Mostrou uma pequena flor campestre alaranjada, mais incomum naquela região, com um pedacinho do talo amarrado em uma muda bem preparada. - O ambulante passou hoje, pedi isso semana retrasada. Achei que você ia querer fazer essa aqui vingar. Deixa as outras flores mais bonitas mas... bom... você sabe. - Pigarreou e deu um beijo na testa dela. - Você é mais bonita. - Disse um pouco baixo, quase como um garoto emburrado.

    Quando se tornou um Texas Ranger, não sabia que iria acabar daquela maneira. E pensava naquilo da melhor maneira possível; realmente pensou que acabaria morto em serviço, e não casado, sendo xerife de um local que até então parecia simples. Não que ele fosse realmente um exemplar nos rumos pacatos das coisas... afinal, qualquer bagunça para ele era apenas mais um dia na vida. Mas aquela calma ali em sua casa era especial.
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    Mensagem por Saskwatch em Qua Jan 30, 2019 2:52 pm

    Mais um dia se encerrando em São Miguel...

    A cidade estava bem parada, a população decidiu não sair de casa hoje, pelo menos aqueles que temiam o obscuro.

    Mesmo assim, sem movimento na delegacia. Com aval do Sheriff, Gerson partiu para o Sallon.

    - O que foi meu amor? Disse para a ruiva, ao ver sua amada correndo aflita para a segurança de seus braços.

    - O movimento tava poco e a chefia me dipenso mais cedo hoje, então vim te vê.

    - Sei que ta tudo muito estranho, o ponto vermeio no céu, também to com uns calafrio disso, mais vamo dexa o medo lá fora, que aqui ta pra mais de animado.

    - Vô pra trais do balcão te da uma força, e embebedá esse povo, que logo vão embora e você pode esquentá meu peito com esse cabelo de fogo.

    - Manda o pedido pro Big aqui que resorvo os teus pobrema!
    - Falou alto para todo o Sallon ouvir, animar a noite e mostrar que estava alí.

    Spoiler:
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    Mensagem por antonio xavier em Qua Jan 30, 2019 3:10 pm

    PEDRA DE PERMEIO
    Se não te procuro tanto
    Na verde ternura das folhas,
    Não creias que perco o fio das sombras, não;
    É porque o tempo - velho anacoreta
    De olhos escorridos e duros,
    Que divisa, tremendo, a alquimia das estações,
    Lá, desde o tonitruante cume
    Da imortalidade - vive na poeira
    De um caminho oblíquo,
    Nas finas arestas e outras insignificâncias,
    Onde as árvores são cada vez mais raras.
    Por ele podemos, se soubermos, partilhar
    Brisas fugidias ou luzes frágeis de caminho,
    Mas nada sustêm o passo que nos leva,
    Mesmo pisando uma ou outra
    Pedra de permeio.

    Ana segurou a bela flor campestre alaranjada e sorriu para o marido:

    "- Muito obrigada! Cuidarei desta flor delicada e ela irá florir bravamente cada dia mais".

    Ela olhou para o pequeno jardim que ela havia cultivado, passou as mãos por uma flor branca, que floresce em regiões difíceis como aquela em que viviam, e sempre brilhava ao luar: era a flor favorita da menina. Ana colocou o presente recebido bem ao lado da flor branca e pensou: "Esta flor irá te proteger".

    Ana se sentia bem ao estar perto de seu jardim, se sentia protegida de todo o mal que existia, era um outro mundo as flores e ela.

    "-Victor, coma alguma coisa, descanse um pouco do seu dia. Você sabe as noites são diferentes por aqui."
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    Mensagem por Immemorabili em Qua Jan 30, 2019 4:27 pm

    - Mm-hm. - Concordou com a esposa e acenou com a cabeça, tirando a mão das costas dela devagar enquanto passava para o outro lado do cômodo. Pegou manteiga na despensa e pão, levando uma faca com serra também. Pendurados no armário fechado estavam carnes tratadas no sal e pimenta para durar mais, prontas para consumo bom mesmo se levasse alguns dias. Ele comia pela proteína; havia perdido a noção de gosto depois do contato constante com rações e o cheiro de pólvora das suas épocas de combate.

    Comeu o pão com carne e manteiga recém-preparada, regalias que o Xerife poderia ter numa cidade onde ele se dedicava ao máximo. Numa cidade também deveras estranha e especial.

    No fim, Victor havia trabalhado em sua juventude num ramo que não costumava ter muitos aposentados. E isso alterou sua necessitade de dormir ou comer, por várias noites ficando acordado no quarto, ao lado da esposa, enquanto ela dormia. Aquele dia seria igual, caso ele tivesse alguma chance de se deitar tranquilamente com ela. Caso.

    Terminou de comer o que seria bastante para o seu corpo e se levantou para tirar a camisa, levando ela na mão consigo para o lavabo do quarto. Havia uma bica perto de uma banheira, trazendo água com pressão. Empurrou a banheira de madeira para o lado e colocou um balde ali, destravando a bica e usando o trabalho braçal para puxar água com a alavanca de pressão, enchendo o balde de água para colocar na bacia de lavar rosto, frente ao espelho.

    Lavou-se no dorso cheio de cicatrizes e marcas de bala usando a bacia, buchas e sabão, e depois lavou o próprio rosto e o cabelo, olhando-se no espelho. Encarou a estrela que apontava para o teto, presa na camisa colocada ali do lado. O símbolo oficial de Xerife. O distintivo de Ranger ainda estava ali em algum canto do closet.

    Suspirou, piscando lentamente e se olhando no espelho. Sensação estranha, que ele não sabia o nome. Uma sensação chamada Déjà-vu.
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    Mensagem por Mellorienna em Qua Jan 30, 2019 4:47 pm





    San Miguel


    Noite
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    Havia uma sensação indefinida de urgência no ar de San Miguel. O tipo da sensação traiçoeira e pegajosa, que vai crescendo feito erva-daninha, tornando as pessoas silenciosas, fazendo com que ninguém quisesse se sentar de costas para uma janela aberta.

    Guinnevere percebia o humor taciturno dos clientes, ainda que a maioria tivesse reagido com vaga simpatia aos gracejos de Big Bad G. O homem era carismático, isso era fato. Mas, enquanto limpava as mesas, a ruiva certamente tinha muito mais a admirar sobre ele. Eram um par. Completavam-se e funcionavam em conjunto como mais ninguém. E Gerson sabia que a Ruiva Diaba, armada até os dentes com aquele humor ferino e a famosa Esquenta-O-Rabo, era na verdade uma mulher doce e sincera, companheira e divertida. Ambos se sentiam abençoados por terem o abrigo da união que compartilhavam naquela noite de ventos sinistros. E quando o tropel do cavalo baio do jovem índio ecoou na poeira de San Miguel seus olhares se cruzaram antes que qualquer ação fosse tomada.

    Em sua casa, no fim da rua principal, o Sheriff sentiu o perigo segundos antes de ouvir os cascos pisotearem as ruas enluaradas. Tinha seguido o conselho da jovem esposa, e sentou-se para jantar com Ana. Ela dava graças de olhos fechados antes de todas as refeições. Adorável. Victor não sabia que boas estrelas haviam brilhado em seu destino para que uma moça tão linda e meiga houvesse se interessado por um Ranger meio quebrado como ele. Mas ali estavam. Eram um par. Completavam-se e funcionavam em conjunto como mais ninguém. E quando o Sheriff sentou-se na cama, sobressaltado pelo tropel do cavalo do jovem índio, Ana saltou imediatamente de pé, com aqueles olhos castanhos atravessando os olhos dele.

    Velas nas janelas, alguns homens enfiando a camisa desajeitadamente para dentro das calças já no alpendre das casas. Alguns bêbados gritando para que o Apache tomasse o caminho de volta, porque o mercado só abriria de manhã. San Miguel mantinha um comércio fraco com as tribos locais, mas a relação comercial nunca havia levado um pele-vermelha até à cidade à noite.

    O Deputy Gerson e o Sheriff Victor haviam chegado à rua no mesmo instante - cada um vindo de um extremo da rua principal. Guinnevere e Ana estavam logo atrás - a taverneira com sua espingarda em mãos, enquanto a professora carregava uma besta pronta para o disparo: naquelas paragens, mesmo a mais terna das damas sabia a hora de se armar até os dentes. Os revólveres de Gerson e Victor - duas armas para cada, além da faca na bota - permaneciam no coldre, enquanto os homens caminhavam pela rua sob a imensa Lua Cheia.

    O vento sacudiu a poeira em uma espiral negra no exato instante em que o jovem Apache caiu do cavalo, sem forças para continuar. Ana, Gerson, Guinnevere e Victor correram para acudir o menino - ele não devia ter mais de quatorze anos - ao mesmo tempo que outros cidadãos corriam para ajudar ou de volta para as casas - para se armar.

    - O Wend--- - a boca gorgolejante do índio estava tingida de sangue - O Wendigo... está vindo... - havia marcas de cortes profundos nos braços e no peito do rapaz, que cuspia sangue, agarrando-se as mangas da camisa de Victor - ... Sheriff, o Uivad--- o Uivador Branco! Salv--- salve-se quem puder!

    O cavalo baio relinchou e disparou, espumando em desespero, enquanto os olhos vidrados do menino índio indicavam que a morte havia chegado a San Miguel.


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    [!ON!] 2ª Noite: O Sonhar Empty Re: [!ON!] 2ª Noite: O Sonhar

    Mensagem por Immemorabili em Qua Jan 30, 2019 5:53 pm

    Sempre que Ana dava as graças de olhos fechados, ele fechava os próprios olhos por um momento também, antes de olhar para ela. Não era um homem muito versado na ciência social; o treinamento como Ranger lhe dava sabedoria sobre algumas coisas e ensinava-o como agir como "Homem do Governo" se necessário. Mas não tinha a mesma fé que ela, e não via em si mesmo a virtuosidade que ela possuía. Havia sido criado parte da vida como uma arma viva e na outra parte, um cumpridor de leis, arauto de notícias fortes e nem sempre boas. E nem sempre recebido de maneira pacífica também, como as cicatrizes mostrariam.

    A sensação ruim. Aquela maldita sensação ruim que nunca o traíra antes; "Instinto de Caçador", alguns de seus amigos apaches diriam.

    Sentou-se na cama por fim, olhando nos olhos de Ana. Se levantou e colocou a camisa sem abotoar, mostrando parte de suas "marcas de guerra" para o mundo, fechando o cinto ao redor de suas calças. A estrela de xerife estava ali também. Sempre que algoa contecia na noite daquela maneira, era um mau sinal, e em maus sinais, o Sheriff era o primeiro a ter que se envolver.

    O cinto tinha a pistola winchester de xerife, padrão federal; mas também segurava sua colt de calibre alto, prateada e engravada, "prêmio" por ter sido um bom soldado. Grande prêmio; uma arma para alguém que matou por obrigação.

    Enfiou os pés nas botas e empurrou a porta de lado, saindo com a escopeta em postura pronta, olhando para as pessoas que se agregavam. Se fossem bandidos, já teriam fugido para dentro de casa. E então, focou seus olhos no ponto em que Gerson também chegava.

    Acenou a cabeça positivamente para seu Deputy e foi até o jovem Apache.

    - Ya'ateh - Não sabia um pingo de outras línguas, mas tinha amigos o bastante para ao menos dizer oi a um Apache, ainda que de maneira um tanto urgente. - Calma aí, amigo. - Ele caiu do cavalo e se aproximou depressa para erguer suas costas. Teve que abanar a mão na frente do rosto pela estranha espiral negra que subiu. Índios nunca faziam coisas normais; e ele dizia isso para si mesmo em tom neutro. Nunca sabia se aquilo era bom ou não.

    - Wendigo? - Rangeu os dentes com aquele nome. Viu os cortes agora que segurava o rapaz e franziu o cenho, indiferente ao sangue, mas não à pessoa que morria em seus braços. - Uivador branco. Shite. Gerson, mandem acordar o contador de histórias se ele não estiver acordado, ele deve saber alguma coisa desse tal de Uivador Branco. O restante, em suas casas, com suas armas, fiquem atentos até segundo sinal! - Observou o cavalo fugindo em desespero. Fosse o que fosse, nenhum cavalo fugia daquele jeito sem significar problemas, isso se tivessem como ignorar aquelas marcas e ferimentos no garoto. Aquilo não tinha tamanho de um lince e muito menos de um coiote.
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    [!ON!] 2ª Noite: O Sonhar Empty Re: [!ON!] 2ª Noite: O Sonhar

    Mensagem por Saskwatch em Qua Jan 30, 2019 10:03 pm

    Das manhas da rua Gerson entendia, mas nada de superstições...

    Acenou a cabeça aceitando a tarefa passada pelo Sheriff, mas antes de sair se dirigiu às senhoras:

    - Minha Ruiva, acho mió ocê e a Dona Ana ficarem de tocaia, num sei o que ta vindo, mas coisa boa não é. Já já eu volto, eu e o Chefe devemo ficá na linha de frente.

    O Rapaz correu da melhor forma que pôde, aflito por deixar seus amigos e sua mulher sem a sua proteção.

    Chegou a casa do velho senhor, que costumava ficar o dia todo na varanda do Saloon contando historias às crianças e outros interessados.

    Socando forte a porta, se apresenta em voz alta:

    - Acorda véio! Aqui é o Big, tamo precisando urgente do sinhô!

    Aguardando o velho senhor o rapaz continuou muito tenso, sempre cuidando de suas costas, e tentando ouvir ao longe, para saber se estava tudo bem.
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    [!ON!] 2ª Noite: O Sonhar Empty Re: [!ON!] 2ª Noite: O Sonhar

    Mensagem por antonio xavier em Qui Jan 31, 2019 4:51 pm

    Ana estava ao lado de Guinnevere e observava atentamente a movimentação do índio que vinha cavalgando, ela olhou para o alto e viu uma imensa lua no céu, por um instante, a menina teve a impressão de ver uma lua desenhada em suas mãos: seria um reflexo da forte luz que o satélite naquele momento emitia?

    A espiral negra contrastando com a luminosidade da noite derrubava de forma violenta o índio, que nos momentos finais de vida pronunciava palavras finais que vinham como um alerta para todos que estavam na pequena cidade. Quando ouviu a palavra "uivador", Ana olhou novamente para a Lua, lembrou do desenho sombrio de um de seus alunos: seria possível haver um mundo sobrenatural? Aquela pergunta permanecia insistentemente em sua cabeça. Ela olhou para o marido e ouviu, mesmo que sem discernir bem as palavras, um comando de Gerson direcionado a Guinnevere.

    Ana sabia, ouvia o alerta interno, era preciso sobreviver, era preciso compreender a situação. Ela pensou rapidamente observando o que a rodeava, só havia uma forma de unir a compreensão e a sobrevivência: era preciso se esconder de forma que fosse possível ver tudo e atacar se necessário.

    Assim, Ana pegou sua besta e se posicionou de modo furtivo a espera do inesperado.
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    [!ON!] 2ª Noite: O Sonhar Empty Re: [!ON!] 2ª Noite: O Sonhar

    Mensagem por Jolie_Scarlatt em Sex Fev 01, 2019 12:52 am

    Guinnevere estava ao lado da Ana, observando atentamente tudo a sua volta, o que estava acontecendo? Em um instante estava dentro do seu Sallon, admirando o seu amado e agora estava ali, olhando aquela pobre criança, "o que será que tinha acontecido com ela? como conseguiu aqueles cortes nos braços?".

    Olhou para a lua, noite de lua cheia, parecia ouvir o uivo de um lobo, mas já não tinha a certeza se era uma pegadinha da cabeça por conta das ultimas palavras do pequeno Apache, ou lembranças das historias que sua avó contava antes de ir dormir todas as noites, historias de lobisomens, wendigos, contos que ouvira dos índios da região e que eram passados de geração para geração, estava tudo misturado ... como se a noite tivesse uma certa magia e brincava com sua lucidez. E imersa nesse transe foi desperta com a voz do seu amado dizendo para que ficasse com Ana de tocaia enquanto ele e o Sheriff iriam ficar na linha de frente, não conseguiu se despedir e dizer para tomar cuidado, Gerson partiu correndo em direção ao contador de historia.

    "mas porque o contador de história? Sera que os contos que foram feitos para assustar crianças desobedientes poderiam ter um pouco mais de realidade?"  - Guinnevere afastou seus pensamentos, não era momento de ficar filosofando .... pois se era verdade ou não, algo atacou o Apache, algo estava a caminho .... e ela e sua amiguinha Esquenta-o-Rabo estariam prontas para o que tiver que enfrentar. Então correu em direção a Ana, que essa  já estava posicionada para o ataque.

    Com frio na espinha pegou a sua arma e a preparou "crack-crack" e disse para si, talvez para tentar se acalmar, fortalecer, arrumar coragem ... _ - pode vim que a Diaba Ruiva está pronta e bem acompanhada.
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    Mensagem por Mellorienna em Sex Fev 01, 2019 11:27 pm





    San Miguel


    Noite
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    Alguns dos cidadãos atenderam à ordem do Sheriff, retornando às suas casas, passando o ferrolho nas portas e apagando as velas. Outros, apareceram armados nas varandas, com ares de quem não ouviria um Texas Ranger dizê-los para recuar. Algumas crianças, em pontos mais isolados da pequena rua principal San Miguel acordaram aos prantos. Os choros estridentes eram os agudos que acompanhavam as batidas surdas do musculoso Deputy à porta do ancião local - que como todo bom velhinho, adorava contar histórias.

    Aquele era um senhor simpático! Sempre às voltas com as crianças, sempre disposto a ouvir e brindar a todos com sua sabedoria e bons conselhos. Quando Victor fez de Gerson seu braço-direito, ele havia sido o primeiro a manifestar sua aprovação. As batidas sem resposta de Big Bad G ecoavam pesadamente no coração de cada um dos que estavam pela rua principal - nenhuma casa era muito longe, e a do simpático ancião não era diferente.

    Após bater e chamar mais uma vez, Gerson parou. Escutando. Estalos. Nenhuma voz. Esguichos. Algo se movia na escuridão da casa do ancião.

    Gerson mal teve tempo de se afastar da porta, andando de costas, quando esta foi brutalmente arrancada das dobradiças por algo que não deveria existir. A Lua Cheia, gigantesca no céu, iluminava a figura de um lobo colossal, sobre duas patas, ereto como um homem. Branco como os ossos expostos do meio cadáver do simpático ancião, dividido meridionalmente por garras que dilaceravam e mordida que esmigalhava ossos, carne e entranhas.

    A criatura humanoide devia medir cerca de três metros de altura e tinha a cernelha ainda mais larga que os ombros de Big. Os olhos, verdes e inteligentes, pousaram sobre o homem que recuava, enquanto atirava longe os restos mortais do ancião de San Miguel. De suas presas, uma saliva fétida e esverdeada escorria em meio ao sangue espumante do bom velhinho, manchando sua pelagem horrenda e doentia. As garras, negras e afiadas, eram promessas de morte. O cheiro de podridão e carniça que emanava do grande homem-lobo era tão pungente que mesmo Ana e Guinnevere, protegidas no alpendre do saloon, atrás da cocheira, enojavam-se ao sentir.

    Entretanto, contrariando a lógica animalesca de atacar a vítima mais próxima, a criatura deu as costas à Gerson e disparou - em velocidade assombrosa - contra outro cidadão de San Miguel (o açougueiro, que havia ficado na varanda de casa com uma garrucha em mãos). Os disparos nem sequer diminuíram a velocidade do gigantesco monstro branco, que arrancou a cabeça do corpo do açougueiro em uma só mordida.

    Terrível de se contemplar era a visão da máquina-de-matar, rumando em disparada para seu próximo alvo: o pai de Douglas, armado com uma besta que tremia em suas mãos.

    E lá estava Douglas, aos sete anos, de pé logo atrás do pai, parado na soleira da porta de casa, congelado de medo e incapaz sequer de chorar.


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    Mensagem por Saskwatch em Dom Fev 03, 2019 5:47 pm

    Antes que pudesse se preparar para a criatura sobrenatural que o jovem índio falou, lá estava ele.

    Monstruoso, o lobisomem deixou Gerson com as pernas moles, congelado, sem tempo nem de rezar ou rever suas memorias.

    Porém sem explicações o grande lobo saiu em outra direção.

    Ainda se recuperando do choque, o rapaz observou para onde ia o imenso monstro, um pai e seu filho eram seu alvo: "vai matá mais da nossa gente!".

    Num momento em que a adrenalina e o dever falaram mais alto, o rapaz levantou rapidamente, apontou sua arma para cima e disparou dois tiros, tentando chamar a atenção do animal, e gritou:

    _ Lobão do Djanho!!! No meu turno ocê num vai matá mais ninguém não!!!

    Enfurecido olhando na direção do grande lobo branco, se armou com as duas pistolas, pronto para atirar.
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    Mensagem por antonio xavier em Dom Fev 03, 2019 7:46 pm

    Ana observa atentamente enquanto a porta abre em frente a Gerson e um Lobisomem branco imenso aparece. A menina automaticamente pensa sobre o desenho do seu aluno: "O sobrenatural existe e esta em frente a mim, pronto para me derrubar da ilusão que é a vida".

    O Lobisomem salta por cima de Gerson e começa a atacar outros moradores da cidade, Ana percebe que o "monstro" não é como contavam para ela na infância, irracional, que ataca por instinto. Aquele inimigo era inteligente e agia de acordo com seus pensamentos e não de acordo com seus meros instintos. Ela viu que ele ia em direção ao pai de um de seus alunos, não sabia como agir ou o realmente o que fazer. Havia perguntas que percorriam sua mente: "Por que ele não atacou Gerson?", "Qual era a razão para as escolhas de ataque que eram feita?"

    Ana carregou a besta com uma flecha de prata e a posicionou mirando no "monstro", não atacava ainda: a menina esperava resolver os enigmas de sua mente, mas protegeria suas "crianças".
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    Mensagem por Jolie_Scarlatt em Dom Fev 03, 2019 9:59 pm

    Uma das únicas iluminação da rua .... era a grande lua cheia no meio do céu, mas era nítido a imagem que Guinnevere enxergava, mesmo naquela distancia...  "macacos me mordam o que seria esse animal que atacou o contador de historia?" "ai meu Big Band ..." eram os seus pensamentos por um instante, até percebem que tudo que estava acontecendo era real, não era um conto da sua avó, não era um pesadelo, pois ao mesmo tempo deu um beliscão em si para tentar acordar.

    Sem ter tempo de assimilar todas as informações, de acalmar o coração com o susto de ver o seu amado tão próximo daquele animal horrendo, de imaginar o pobre contador de historia morto tão brutalmente, "por que ele afinal?" "por que atacou o pequeno Apache?" eram os seus pensamentos, quando percebeu que o mesmo passou por Gerson e foi em direção à uma próxima vitima "será que o animal não é tão irracional, que ataca apenas por instinto, mas escolhe suas vitimas .... que animal seria esse? que olhos brilhantes são esses que mesmo longe fui capaz de ver o brilho?" quando percebeu a pequena criança ali, tão próxima do animal presenciando seu pai sendo brutalmente atacado, sem pensar duas vezes preparou sua esquenta-o-Rabo apontou para cima .... e quando ia atirar ... alguém teve o mesmo pensamento.... e no meio de choros ouviu-se dois tiros ... e suas pernas ficaram moles, seu mundo parou quando reconheceu de onde vinha os tiros e ouviu aquela voz ... a voz que aquece seu espirito ... a voz do seu amado Gerson...

    - MAS QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO??? - gritou Guinnevere .... porém nesse instante sentiu-se ficar tudo turvado ... e suas pernas não sustentavam mais o seu corpo, seu coração estava acelerado, suas mãos tremulas e seus olhos encheram de lágimas imaginando o pior ... mas algo mudou dentro de si, uma força explodiu dentro do seu peito e como uma western preparou sua arma e disse:

    - hoje não haverá mais morte por aqui .... muito menos do meu amor  - e juntou-se com Ana ... esperando defender tudo e a todos com a sua própria vida se fosse possível ...


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    [!ON!] 2ª Noite: O Sonhar Empty Re: [!ON!] 2ª Noite: O Sonhar

    Mensagem por Immemorabili em Dom Fev 03, 2019 11:33 pm

    Ele estava ciente das reações. Afinal, era a sua cidade. Dividiriam-se entre aqueles que se esconderiam e aqueles teimosos o bastante para ficar ao lado de um Texas Ranger, fosse por vontade de lutarem juntos ou simplesmente por desafio a um homem da lei Federal aposentado. Naquele momento, era a única coisa que podia garantir fazer. Se ergueu, deixando que carregassem o corpo quando fossem se esconder. Se aquela noite acabasse com um pingo de vida, seria importante que mandassem entregar o corpo do jovem aos apaches.

    Mas aparentemente não era hora para se preocupar com aquilo. Pegou sua arma mais potente; tambor de nove disparos, balas de impacto o bastante para atravessar latão de barreiras. E ainda tinha uma péssima sensação de que aquela pólvora, ferro e chumbo não seriam o bastante para garantir uma noite muito segura. Vira os ferimentos do jovem garoto, e viu também aquela lua gigante. Péssimos sinais. Mas o medo... o medo não estava ali da mesma maneira que antes. Depois das guerras civis, depois das caças, dos criminosos e de todas as suas cicatrizes, não tinha aquele luxo de se acovardar.

    Sentia muito por Ana, no entanto. Casada com um homem que não tinha todos os medos que devia. Que não era tão inteligente quanto ela merecia, num mundo que parecia diferente, onde peões, guerreiros e exploradores davam lugar aos inventores, estudiosos e escolares.

    Olhou na direção de Gerson e se movimentou com a pistola o mais rápido que pôde.

    - OY GERSON - Gritou, quando viu o lobo... homem? Coisa? Partir em distância e com velocidade sobrenatural, para se dizer o mínimo. O ancião. Aquele resto de pessoa no chão era um homem? Completamente destruído. Conhecia aquela porcaria de cheiro, ou ao menos grande parte dele. Estava lá quando teve que enterrar aliados, amigos, irmãos. - Mas o que... - Arregalou os olhos, olhando na direção do açougueiro.

    Balas funcionariam contra aquela criatura? Fariam ao menos o mínimo de diferença, com aquela velocidade e tamanho? - Todos saiam de vista óbvia, escondam-se! Gerson, essa coisa não vai sentir tiro algum, precisamos... atrasar isso, ou arrumar uma ideia melhor. - Passou correndo ao seu lado, apontando o revólver para tentar atrasar a criatura. - Não! O QUE É VOCÊ!? - Vira aquela criatura correndo; vira aqueles olhos. Tinha algo diferente, estranho e incompreensível. - O QUE VOCÊ QUER!? - Dispararia apenas em último caso. Pernas, qualquer coisa que pudesse atrasar a criatura. Não desperdiçaria balas, pois aquela coisa não parecia se importar.

    Por que ele não atacou Gerson? Estava grato por isso, mas não era comum de algo que se parecia com uma besta.
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    Mensagem por Mellorienna em Seg Fev 04, 2019 1:05 pm





    San Miguel


    Noite
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    Eles estavam prontos?

    A ideia de Gerson atrasou a criatura por um segundo, quando a incrível massa de pelos e músculos virou-se para encarar o Deputy de San Miguel, atirando em desafio para as estrelas. O monstruoso lobo humanoide emitiu um som, entre o rosnar e o uivar, olhando diretamente para Gerson, antes de virar-se na direção de onde Guinnevere e Victor reagiam ao estampido dos revólveres. E, com aquela pata enorme cravada de garras negras, a criatura gesticulou na direção de Victor, fechando o punho e apontando na direção do açougueiro, enquanto encarava o Sheriff com aqueles olhos muito verdes e sagazes.

    Não foi mais que três segundos, mas os habitantes de San Miguel, com suas espingardas e garruchas, aproveitaram o momento para abrir fogo contra a criatura, que recebeu uma saraivada desordenada de tiros de diversos calibres. O cheiro da pólvora atingiu o olfato logo depois dos disparos arrancarem um rosnado gutural do monstro lupino, que ergueu os punhos para o céu - para a Lua Cheia - e urrou de forma aterrorizante antes de baixar as patas dianteiras até o solo, rasgando a terra ressequida como se fosse papel.

    E as garras brilharam como prata afiada ao luar.

    Vendo o homem-lobo voltar-se novamente na direção do açougueiro, era difícil entender a cena. Por um milésimo de segundo, o tempo de um piscar de olhos, o grande lobo branco reluzia à Lua Cheia, em pelagem viçosa e límpida como a primeira neve, com garras prateadas quase espelhadas, poderoso e belíssimo, como um híbrido divino de homem e lobo cujos olhos de esmeraldas prometiam justiça. O alvo dele era uma criatura coriácea, cinzenta, de aparência doentia, com olhos pequenos e uma bocarra imensa, longos braços finos terminando em mãos ossudas com garras e...

    Não. Não, lá estava. O açougueiro. Homem gentil, de vida simples, casado com a costureira de San Miguel. Ana tinha mandado fazer um vestido de uma fazenda lindíssima, com pequenas flores, com a qual o marido a havia presenteado. Victor era aquele tipo de marido: dos pequenos presentes, dos gestos discretos de amor. E Guinnevere havia aprendido a dar seus próprios pontinhos com ela. Mulher maravilhosa, de temperamento tão calmo. E a criança? Douglas era um menino artístico e sensível, preso em um mundo árido. Aquela era uma família tão doce!

    E a horrenda criatura, com sua pelagem branca e opaca como um osso seco, com suas garras negras e presas manchadas por uma saliva podre, agora fatiava a todos. Todos. Açougueiro. Costureira. Douglas. Os tiros vindos das armas dos habitantes de San Miguel pareciam ferir o monstro tanto quanto um tapinha de Ana e Guinnevere feria Victor e Gerson. Os disparos eram um incômodo menor, que fazia com que o homem-lobo rosnasse e agitasse o corpo de tempos em tempos. Mas os ataques, brutais e certeiros, não paravam.

    Agora, Laurence, um dos bêbados do saloon. Armado com uma faca. Uma faca! A criatura o rasgou em pedaços como se Laurence fosse feito de pano. Guinnevere e Ana não estavam na linha direta de visão do monstro, escondidas de forma eficiente, mas o lobo humanoide voltou a gesticular para Victor e Gerson. Juntando os punhos e então os separando com força. Como quem quebra grilhões.

    Olhando nos olhos dos dois homens, ele se aproximou, caminhando. Um passo. As garras negras pingavam sangue. Um passo. O corpo do monstro se agitava para repelir o incômodo dos tiros. Um passo. Gritos, gritos por toda parte - os cidadãos de San Miguel gritavam para que seus homens-da-lei saíssem dali, para que fizessem algo, para que reagissem:

    - MATEM A BESTA-DA-LUA! MATEM! MATEM!

    Matem a Besta-da-Lua e vocês ficarão aqui para sempre...


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    Mensagem por Immemorabili em Seg Fev 04, 2019 9:02 pm

    Franziu o cenho severamente ao encarar a besta musculosa. Enquanto este observava Gerson com uma mistura estranha de uivar e rosnar. O fato de não ter atacado seu Deputy havia incomodado o homem como nunca. Algo que pegava no fundo de sua consciência, de uma maneira que não podia ignorar. O seu bendito - ou maldito - senso de intuição de Ranger. Seu dever era o defender os cidadãos e era isto que fazia, mas a chance de conseguir fazer algo contra aquela criatura colossal ia diminuindo e se esvaindo a cada vez que o lobo-homem ignorava balas como se fossem míseros tapas ou petelecos.

    E não obstante, a criatura gesticulou em sua direção. O homem parou depois de um disparo, arregalando os olhos para o que parecia... o fechar de punho? E o que significava aquele apontar? Bom, nada muito importava, pois nada que faziam realmente influenciava a investida daquela criatura. Apenas pequenos atrasos em uma... coisa... que não conseguiam evitar ou impedir, matando uma por uma das pessoas que não fossem até o momento ele e Gerson. Estaria Ana segura?

    - Gerson. Protege as duas, custe o que custar. Desperdiçar chumbo aqui não vai ajudar. VÁ! Vou tentar distraí-lo. Ele parece ter algum tipo de esperteza. - Cuspiu no chão e ajustou a arma, adicionando balas de seu cinto no tambor do revólver. - VÁ! - Gritaria para Gerson caso ele protestasse. Poderia parecer um pouco egoísta, mas era muito pior imaginar que algo acontecesse com qualquer uma das duas. Primeiro por respeitar Guinnevere, segundo por obviamente amar Ana. Mais do que achou que conseguiria ter o direito de amar.

    Bufou, erguendo os dois braços quando viu a criatura fazer o gesto de quem quebrava grilhões. Se aproximava, como um negociador em guerra.

    - O que você quer dizer? O que você quer!? Quem está preso!? - Não podia mentir para si mesmo; meio que sentia que iria acabar morto naquela mesma cena. Mas no mínimo esperava poder ganhar tempo para que as pessoas fugissem. Quantos segundos iria conseguir ganhar com aquele monstro? Um? Dois? Talvez acertar um tiro em um tendão caso fosse atacado, antes de perder a consciência e morrer? Na melhor das hipóteses - e deveras improvável em sua mente - aquela coisa iria aceitar negociar de alguma maneira. Ele matava, mas não parecia comer ninguém fora ter arrancado a cabeça do ancião. Não agia como se estivesse em fúria como um coiote.

    Como funcionavam aquelas criaturas?
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    [!ON!] 2ª Noite: O Sonhar Empty Re: [!ON!] 2ª Noite: O Sonhar

    Mensagem por Saskwatch em Ter Fev 05, 2019 10:48 pm

    "Que caraio esse bixo tá quereno" pensava o chucro rapaz enquanto se preparava para gastar até a ultima bala no monstro.

    E então que veio a ordem, proteger as mulheres.

    Pensando por um segundo Gerson ficou com muita raiva do Sheriff, pois era do tipo que, como diz o ditado, "dava um boi para não entrar numa briga, mas dava uma boiada para não sair".

    Respirou fundo e agarrou-se ao dever, até por que queria muito ver como estava a sua Ruiva.

    - Se encrespá, me grite que to aqui em dois palito, no galeto.

    Correu em direção as damas, para a posição de tocaia que guardavam.

    - Ruiva, meu amor, cê tá boa, tava preocupado com ocê?

    Segurou forte na mão da moça e virou-se para Ana:

    - Dona Ana, tenho ordem de tirá oceis daqui, então ceis corre prum lugar seguro, que vo vortá pra apoiá o Chefe, ligero, que se não ele me corta os ovo.
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      Data/hora atual: Ter Jun 18, 2019 11:45 am