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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

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    Mensagem por Mellorienna em Sab Mar 09, 2019 6:21 pm





    O Jardim da Promessa


    Aurora
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    A luz no alto ficava cada vez mais distante. A velocidade de seus corpos cada vez maior.

    Um arrepio percorreu o corpo de cada um e souberam que bateriam contra o solo.

    Os olhos de Ana, Gerson, Guinnevere e Victor se abriram ao mesmo tempo, enquanto seus corpos instintivamente se retesavam para suportar o impacto. Que jamais veio. Estavam sentados nos sofás da casa de Irmã Graça, no Jardim protegido onde - dois anos antes? dezoito anos antes? - haviam jantado e dormido antes de partir para a missão de buscar o sangue Garou que os conduziria ao Impuro Perfeito.

    Estavam de volta.

    A última esperança de que tudo que houve no Sonhar se esvairia quando voltassem para casa se quebrou com a dor característica dos corações partidos. Não apenas nada mudou, todos os sentimentos ainda ali, todas as lembranças assolando suas mentes, como Diana Victoria estava desaparecida. O aperto no peito que todos sentiam era acompanhado por uma dor extra no caso de Guinnevere: ao redor de seu pulso esquerdo, linhas como vinhas de árvores queimadas na pele ardiam ao ondularem, um desenho marrom-escuro como sangue seco que ganhava vida e parecia se espalhar lentamente, espiralando. Danu, a Rainha das Fadas, a havia amaldiçoado - e estar no Plano Material não mudava o trágico destino da ruiva.

    Maldição de Danu escreveu:- Maldita seja! Que nunca exista paz, amor e descanso para você e toda sua linhagem, enquanto durar o Sol! A menos que o coração da Grande Sonhadora retorne para ser a vida da Yggdrasil! Maldita seja! TRÊS VEZES MALDITA! Que o coração seja sua ruína até o fim dos tempos!

    O Sol se erguia no campo além da janela, onde pássaros cantavam e insetos luziam entre as flores.

    Mayane vinha caminhando entre as árvores e avistou Doc do outro lado da campina, se aproximando da casa pelo outro extremo. De sob o caramanchão florido que havia atrás da casa, Antônio via as duas moças, Mayane a sua direita e Doc a sua esquerda. Dentro da casa, a movimentação indicava que havia um certo número de pessoas presentes.

    O peso do fim do mundo pendia sobre os ombros do trio, primeiros a se encontrarem diante da varanda da casa de Irmã Graça. A porta da sala se abriu, trazendo os quatro que estavam no Sonhar. Sete. Três haviam se perdido, sem notícias, sem esperanças, desde que se viram pela última vez. Não havia sinal de qualquer outra pessoa em todo o Jardim, a não ser por dois jovem sentados no gramado, de costas para a casa, cerca de trezentos metros a frente.

    O Sol nascente cobria com uma mágica luz dourada o campo gramado, cintilando no orvalho da manhã de inverno e se derramando em ondas pelo ar. Os adolescentes, sentados sob a carícia solar, estavam de mãos dadas e pareciam conversar. O rapaz loiro, vestido em jeans e camiseta preta, parecia ter dito algo muito engraçado, porque a moça, usando uma camisa de mangas compridas em xadrez verde e azul, ria a plenos pulmões. E os pássaros cantavam mais alto quando Aquela Que Vem Com A Aurora sorria.

    A movimentação dos sete Caçadores pareceu chamar atenção do garoto, que se virou para trás e então se colocou de pé, aparentemente pronto a defender a menina de qualquer um. Mas ela logo se virou e disse algo que fez com que o rapaz mudasse de disposição, parecendo mais perdido e envergonhado do que pronto a socar alguém. Quando Diana Victoria se colocou de pé ao lado do loiro, foi possível perceber que suas idades não eram muito diferentes. Ele era dois ou três anos mais velho que ela, se muito. Ela tomou a mão dele, entrelaçando os dedos aos dedos do rapaz.

    E a lembrança os atingiu como um soco no estômago.

    Semana dos Pesadelos escreveu:Por trás dos olhos vidrados, eles viam claramente: um campo coberto em trevas, por sobre o qual erguia-se uma assombrosa Estrela Rubra enquanto a Lua Cheia tingia-se em sangue. E havia dois adolescentes. E ao lado do rapaz - ou seria o próprio rapaz? - um enorme lobo castanho-queimado e branco, de olhos azuis que brilhavam na noite eterna. E sobre a moça erguia-se a Lua de Sangue.

    Gritos. Gritos na Escuridão.

    E eles viram, claro como dia, as figuras em asas negras ao redor da jovem dupla. E mais além, claro como a vida, os Espíritos e Criaturas dos Pesadelos que corriam para o casal. A menina sorria, alheia ao destino terrível prometido por aquela horda execrável. E a luz rubra que vinha do céu cobria seus cabelos com matizes sanguíneas e fazia as feições do rapaz, belas e fortes, lembrarem as de um corpo ensanguentado.

    Diana Victoria puxava o garoto pela mão para que se aproximasse dos Caçadores. Ele vinha, um passo atrás dela, muito corado, mas com uma determinação feroz nos olhos. O mau agouro que era a Estrela Rubra - Antélios, o Olho de Balor - brilhava ao lado do Sol, como um pequeno ponto de sangue maligno contra o céu profundamente azul.

    - Mamãe, papai, ess--- - o rapaz apertou levemente a mão da garota e ela interrompeu a fala, virando-se para olhá-lo enquanto ele deu um passo à frente, passando os olhos por todos antes de encarar Victor.

    - Senhor, eu sou Dmitri Campbell Ivanov, Ahroun Impuro dos Fianna e Presas de Prata, recebido por Gaia como o Impuro Perfeito, Campeão da Wyrm. - havia um leve tremor nas mãos do garoto, mas ele manteve os olhos presos ao olhos de Victor - Eu resgatei Diana Victoria do sonho em que estava presa... e me submeto à sua Justiça. Mas, senhor, ela merecia viver de verdade. Não o sonho de uma velha elfa em uma maldita árvore! - Dmitri deu mais um passo a frente, soltando a mão de Diana e se colocando entre ela e os sete Caçadores reunidos - Ela não tem culpa de nada. A responsabilidade é somente minha.

    Doc, Antônio e Mayane - desconhecendo completamente a relação entre Diana Victoria e seus amigos - apenas ouviam o eco das últimas palavras de Ana Rita, sopradas das portas da Morte:

    Ana Rita escreveu:Eu nasci com uma marca em forma de lua. E passei uma quantidade expressiva de sofrimentos. Mas eu não sou a Última Filha de Eva. Isso é importante: ela seria reconhecida por sua Marca da Lua. É dela a Cidade da Gehenna. Isso quer dizer que na Última Filha de Eva reside a última esperança. Ela é a chave para o Fim do Mundo.

    Eva teve uma escolha. A Serpente a despertou e ela percebeu que estava nua. E que Adão estava nu. E que ele era desejável. O coração de Eva se encheu de fogo por Adão. Mas ela podia ter dado as costas. Podia ter dito "não, esse cara é meu irmão, se somos os únicos Filhos de Deus". Mas Eva escolheu o Amor. Amor de perdição! Adão era só um pobre coitado... Já viu um homem que conseguiria resistir à tentação de ser amado acima de Deus?

    A doce e pura Última Filha de Eva será confrontada com a Primeira Escolha quando conhecer o desejo nos braços do Impuro Perfeito. E se ela escolher o Amor...
    ... ah não tenho muito tempo! Não tenho tempo nenhum...


    Os pássaros cantavam o nascer do Sol que tingia em dourado e vermelho o horizonte do Jardim no Fim do Mundo.

    DIANA VICTORIA, AQUELA QUE VEM COM A AURORA:
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    JIMMY CAMPBELL, O IMPURO PERFEITO:
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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Immemorabili em Sab Mar 09, 2019 7:38 pm

    A Elfa. A árvore. A revolta. Aquela cena ridícula inteira onde ela parecia jogar a culpa inteira em Guinnevere. Não fazia a menor ideia do que aquilo significava, mas os guardas desesperados ao redor, como se fossem um bando de espartanos sem general, deixava a situação ainda pior. Ele se via cada vez mais correto; aqueles que ousavam fazer mais, em um menor tempo, eram aqueles que se provavam mais capazes do que aquelas "criaturas antigas". Como detestava aquela porcaria de mundo mágico. Só não odiava tudo aquilo, porque havia dado-lhe uma filha mais inteligente, mais forte e mais capaz do que qualquer coisa que ele pudesse imaginar que teria na vida. Ao mesmo tempo, havia perdido muita coisa em pouco tempo, tanto quanto havia ganhado. Estava mais velho, havia tido tempo para maturar tudo que aprendera no início daquelas noites loucas. E ele não se esqueceu de um segundo de detalhe sequer. Sua mente era constantemente barulhenta.

    A sensação de desfalecer aos poucos já não era sequer desconhecida naquele momento. Jamais havia desmaiado em sua vida até entrar naquela vida confusa e difusa. Viu-se esvaindo-se no meio daquela confusão, tendo em vista que a tal "primeira elfa" ou seja lá o que ela preferia ser chamada, nada mais era do que uma criança com idade demais.

    Assim que abriu os olhos, ergueu-se usando os braços no chão, olhando ao redor. Os olhos castanhos leram os caçadores e tinha muitas coisas que poderia fazer e que queria falar. Mas a lembrança foi-lhe mais forte. Olhou para cima, para os lados. As visões. Quando viu o garoto com sua filha nas costas, tinha suspeitas. Mas a confirmação era ainda mais incômoda.

    Quando Diana começou a falar, Victor apenas franziu o cenho, apesar da boca não demonstrar raiva ou qualquer outra coisa. E Dmitri interveio, apresentando-se. "Campeão da Wyrm". Mesmo sabendo do risco que aquilo demonstrava, o "mero humano" não demonstrou medo, mas sim um olhar perfurante que encontrava-se com o do jovem. Enquanto ele terminada a frase, o homem puxou a arma do coldre com velocidade e a encostou na testa do garoto, sem mudar a expressão. Os olhos estavam frios e ele ergueu a mão livre para sua filha. - Quieta. - Disse sério, como era poucas vezes com a mesma no tempo em que passaram juntos.

    - Você. Lobos costumam mostrar as presas ao se apresentar. Essas são as minhas. - Soltou ar pelo nariz, sem demonstrar raiva ou fúria. - O que é "verdade", Dmitri Ivanov? Eu vivi uma vida de mentiras do lado de fora do Sonhar. Vivi mentiras dentro e vivi também verdades enquanto lá. Vivi dezoito anos, dos quais dois foram um amor que já não mais mereço, mas dezesseis deles geraram a pessoa mais verdadeira que já existiu, a pessoa pela qual você parece ter se apaixonado. Me diga, então. O QUE É A VERDADE!? - As últimas palavras foram gritadas com uma força tão alta de raiva guardada, que ecoaram ao redor como se fossem um trovão na voz rouca do homem. - Eu sei que você não vai hesitar com essa arma. E você sabe de alguma maneira, que não vou atirar. Não é a minha justiça que você deve temer. É o fato de ter agido sem pensar antes. Você estaria disposto a condenar a realidade e transformar TUDO em uma mentira sem volta, para provar o seu ponto? Você OUSA dizer que o que Diana viveu ao meu lado foi mentira, simplesmente porque VOCÊ não estava lá? - Ele girou a arma, deslocando o pino e colocando-a no coldre novamente, piscando e retornando-se à postura normal.

    - Eu morri três vezes nessa vida. E aprendi aque a Primeira Elfa nada é mais do que uma criança que se julga sábia. Então espero que você aja com sabedoria de um bom humano, ao invés de depender do sangue impuro. Use a cabeça. Espero que esteja ao nosso lado para tentar impedir essa desgraça de fim do mundo. Ou você só terá tirado Diana de uma "ilusão" para vê-la perecer em outra pior, junto de tudo que você acha importante. - Ofereceu a mão para que o rapaz apertasse. E assim que soltou, deu-lhe um soco na lateral do rosto; o tipo de soco que era para entregar uma mensagem, e não ferir de fato. - Isso é por ver minha filha nua. - E se aproximou de Diana Victoria, puxando-a para um abraço e beijando o topo de sua cabeça. - Bem-vinda ao mundo de fora. Você vai ver que não é tão diferente do que você viu até agora; com exceção do fato de que tudo que lhe ensinei sobre o oculto da natureza e da sociedade irá incomodar e fazer bastante barulho. - Depois que a largasse, acariciaria a lateral de seu rosto, virando-se para os outros Caçadores.

    - Doc, Antônio e Mayane. Essa é Diana Victoria. Quando estivemos no Sonhar, vivemos dois anos de uma vida que era completamente diferente e separada desta, onde cada um de nós foi uma pessoa distinta. O fruto disso para mim e para Ana foi Diana, Aquele Que Vem Com a Aurora. Ela, na profecia, é aquele que traz a chave para o mistério do perecer de tudo. Ao menos, de uma das facetas dessa coisa toda. Vivemos então, eu e Ana, dezesseis outros anos dentro da segunda camada do Sonhar, onde criamos e ensinamos tudo que podíamos à nossa filha. Até que Dmitri, o Impuro e sei lá quais outros cem títulos ele deve ter, a arrancou dessa segunda camada, para desespero da Primeira Elfa e os elfos e fadas do Sonhar. Esses dois... estão relacionados com o "fim". Mas aprendi que as criaturas antigas nada são mais do que crianças "velhas", com pirraças e atitudes diferentes. E não sei até que ponto podemos confiar nas teorias. Ana sabe mais dos pormenores do que eu e irá explicar o que sabemos. Onde estão os outros? - Disse, olhando ao redor, não só sobre os "outros" como também os caçadores que não via.
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    Mensagem por antonio xavier em Sab Mar 09, 2019 9:54 pm

    Ana sentia uma sensação desagradável, ela não saberia dizer a origem da angústia que apertava a garganta e sufocava: eram muitas possibilidades. Viver anos em dias, a separação, o sequestro, o retorno...
    Incrível que nada disso parecia ser a origem, não era o passado, o presente, seria o futuro? Não possuía mais forças para resistir as linhas tecidas pelas três grandes fiandeiras, era preciso aceitar e agir. A vida tinha lhe pregado uma grande pulha e ela, que sempre queria saber, parecia cada vez mais impulsionada à ignorância. Sair da caverna é doloroso, permanecer muitas vezes pode ser um presente.
    Não havia tempo para incursões em si mesma e Ana afasta os pensamentos retornando à realidade que a acerca. Imediatamente seus olhos paralisam na visão de sua filha, não era possível definir o que se passava no interior dela naquele momento: podemos dizer que ela materializava em si um poema barroco.
    Ana observava com seus olhos atentos cada movimento e cada atitude de Diana e Dimitri. A menina não era boa em disfarçar os sentimentos e ficou satisfeita com a atitude de Victor. Enquanto, ele falava com o rapaz, que a havia ignorado, Ana olhou para a filha, pegou em suas mãos com carinho e disse: 
    "- Diana, minha filha, fico feliz em vê-la bem. Não se engane, vivemos a nossa vida, a nossa verdade. Tanto que está aqui, uma mulher. Foram 16 anos para nós e o que está em seu peito e em sua mente é a verdade que te forma. Não conheço o rapaz, mas vejo que você o conhece há algum tempo, espero que use tudo que te ensinamos para fazer um julgamento justo de suas atitudes e das ações dele. Contudo, vi apenas dois momentos desse rapaz. Em um primeiro momento, agiu como se o que ele acha e compreende fosse mais importante que todos: isso pode fazer um grande herói, mas também um grande antagonista. Muitas vezes, eles vêm juntos em um mesmo pacote. No segundo momento, esse menino te colocou em uma posição subalterna e de objeto, como se você não fosse sujeito de suas ações e não tivesse voz. Você não é Marília, nem Capitu. Você é Diadorim, Diana."

    Ana olhou para o rapaz com desgosto, não dirigiu nem uma palavra a ele. Pensou em se afastar, mas se manteve firme. Colocou a mão na bolsa, onde havia uma pequena seta de prata e a segurou com firmeza.
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    Mensagem por Saskwatch em Sab Mar 09, 2019 10:44 pm

    Quando estava pronto a defender seus amigos dos guerreiros elfos, tudo se desfez, e em segundos acordou de volta ao jardim...

    Ao chegar não ficou tão surpreso, só achou que foi rápido demais, que a jornada de volta seria árdua, e demoraria semanas, ou mais tempo, como fora anteriormente, ou será que não demorou de verdade.

    Levantou-se, e de olhos fechados, socou a palma da mão, segurando seu punho, e pôs-se a lembrar de seus planos para achar o filhote de lobisomem e a filha de seu amigo. E de repente ouve a voz da menina. Abre os olhos e testemunha Victor conhecendo o rapaz, e o ameaçando, assim como Ana recebendo a filha, severa, preocupada com quais serão suas decisões.

    Lembrou-se então, de sua amada, estava ferida, e foi até ela para ajudar-se a levantar e ver a gravidade de ferimento.

    De repente percebeu que os demais caçadores também estavam ali, sem perder tempo chamou Doc:

    - Dotora, aquela bruxa dos inferno machuco feio a minha Ruiva, você pode dá uma olhada por favor!

    Ainda estando a uma certa distancia, irritado, bradou em voz alta se dirigindo ao filhote de lobo.

    - É Gurizada, ceis dão trabalho pra cacete hein! Piá, oce trata de se comporta, que essa minina tem familia, e eu também to aqui olhando por ela. - Encarou o rapaz por um tempo e voltou-se para cuidar de Guennevere.

    Puxou-a para perto de si e beijou seu rosto, segurando firme, o braço que não estava ferido, preocupado, com a face triste, murmurou para ela:

    - Que foi que essa bruxa do djanho jogo de mandinga noce ruivinha...
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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Padre em Dom Mar 10, 2019 1:43 am

    d o c


    Tanto tempo presa dentro da própria cabeça, demorou até que a médica percebesse que finalmente estava amanhecendo, seus olhos passavam por cada uma das bases daquele jardim se perguntando qual era o significado daquilo, se estava louca, se havia entendido errado ou se havia entrado em uma distorção temporal. De um jeito ou de outro, não importava, tinha outras preocupações e por mais que quisesse pensar em outras coisas, era inevitável não lembrar do seu dia e dos detalhes mais terríveis.

    Olhando de canto de olho percebia a presença dos outros dois, Antônio e Mayane. O primeiro, como já havia constatado no dia da visita ao necrotério era um saco de lixo irrecuperável, mas por que em seu coração ela também sentia certo rancor de Mayane? Talvez seja a maldição da expectativa, encontrar uma psicóloga e esperar que aquela mulher seja estável e um suporte para os outros foi um erro, um terrível erro cometido por Maria Ivri, no final, por vezes ela mesma foi obrigada a desempenhar o papel de "mãe" do seu grupo. Estava cansada daquilo. Sem saber o que esperar dali pra frente, de cabeça erguida olhou pra frente sem se importar em cumprimentar os outros.

    Diante da varanda da irmã graça cruzava os braços, observava a chegada dos outros, para Maria a última vez que havia os visto tinha sido na noite anterior, bem recente, só o fato deles chegarem inteiros (inclusive a novata) já demonstrava que eles eram melhores e tinham maior sintonia que o seu grupo. Onde ela havia errado? Era o que pensava. Não deixava de notar também a presença dos dois jovens que estavam um pouco longe dali, não se recordava deles nas memórias de Mel da Paixão, o que era estranho por si só. O clima romantico também fazia com que a médica revirasse os olhos.

    Nós mal voltamos e já estamos na gravação de "Diário de Uma Paixão 2"?

    Quando o menino os percebeu e se levantou para defende-la como se eles fossem uma espécie de ameaça, começou a rir.

    Eu deveria comentar isso? Eu sinto que deveria, mas vou ficar quieta.

    Via então os jovens se aproximarem e quando ela se referia a Ana e Victor como "mamãe e papai", foi impossível, gargalhou empolgada enquanto encarava levemente incrédula os dois.

    É sério? ― Era tudo o que conseguia perguntar antes de voltar a rir sem conseguir se controlar. ― A missão de vocês foi bem sucedida mesmo, não foi? O menino nem consegue te encarar direito, soldado.

    Só parava de rir quando o menino fazia a sua apresentação. Um impuro dos fianna, o impuro perfeito... Aquilo estava ficando cada vez mais interessante. O militar e a garota timida, o que eram aquelas atitudes de ambos diante daquela situação? Os dois haviam mudado e se haviam realmente passado dezesseis anos ou o que fosse, talvez aquilo pudesse ser realmente mais prejudicial do que benéfico pro grupo, pelo menos era o que Maria pensava, mas... Ela se importava? Não. Na verdade já estava considerando fazer algum comentário com o mesmo tom debochado de segundos atrás, mas então ouvia as palavras da legista mais uma vez, tão nítidas como se houvesse acabado de ouvir a alguns segundos atrás. Engolia seco, mas não hesitava.

    Antes que isso continue. ― Falava e parava esperando que fizessem o silêncio para que ela passasse as informações que queria. Respondia a pergunta de Victor, mas também dirigia-se a todos, eles precisavam saber daquilo. ― A nossa missão falhou. Ana Rita se tornou uma noturna, nós a matamos. Lá tinha uma humana, nós também a matamos. Dom Inácio sumiu... ― Doc fazia uma breve causa enquanto seu olhar se perdia na tristeza que tanto tentava esquecer. Logo como se nada tivesse acontecido, retomava o tom normal. ― [color=#9900cc] Então a essa altura já deve ter se tornado um noturno também, afinal ele não se marcou como o resto de nós, mas ele sabia do risco, assim como o resto de nós também sabe, então realmente não faz muita a diferença. ― Aquele era o tipo de comentário que poderia causar desconforto em alguns dos caçadores, mas Maria realmente não ligava sobre como suas palavras sairiam, não depois do dia que tiveram. ― [b] E... Antes de morrer Ana Rita nos passou uma mensagem bem clara e eu acho que essa é a resposta que você quer, militar. Você também Ana. Ela disse o seguinte: "Dizem que Caim, Primeiro Assassino, foi marcado por Deus e amaldiçoado pelos Arcanjos com a condição vampírica. Sozinho na Terra de Nod, Caim sofreu. E então criou progênie, arrastando outros para a maldição que carregava e agravando ainda mais o seu crime diante de Deus Pai. Sua progênie gerou progênie, e esses eram os netos de Caim. E governaram as cidades, reinando sobre a humanidade, os descendentes de Set, terceiro filho de Adão e Eva. Por serem os humanos filhos de seu irmão mais novo, Caim sentia-se responsável por eles. E assim ensinou aos seus filhos e eles aos filhos deles.

    Entretanto, a Terceira Geração a partir de Caim cresceu em número. E em crueldade. Renegaram os ensinamentos de Caim e abusavam dos Filhos de Set. E então o Pai Sombrio retornou e os confrontou. E Malkav, do alto de seu orgulho, julgando conhecer todas as coisas, se opôs a Caim. Caim, primeiro filho de Adão. Caim, que matou seu irmão Abel diante do altar do Senhor. E, sendo senhor de toda a progênie vampírica, Caim impôs a Malkav o verdadeiro conhecimento sobre todas as coisas. E conhecer tornou Malkav louco.

    É do sangue de Malkav que eu, Ana Rita, herdei a insanidade. Todas as coisas foram reveladas para mim e eu quebrei, como um graveto pisoteado pelos cascos do Demônio. A tortura foi ruim, não se engane. Bem ruim MESMO. Mas o conhecimento é a pior de todas as armas. O veneno do saber. Ah eu poderia falar eternamente sobre isso. Mas não tenho muito tempo. Não tenho muito tempo.

    Eu nasci com uma marca em forma de lua. E passei uma quantidade expressiva de sofrimentos. Mas eu não sou a Última Filha de Eva. Isso é importante: ela seria reconhecida por sua Marca da Lua. É dela a Cidade da Gehenna. Isso quer dizer que na Última Filha de Eva reside a última esperança. Ela é a chave para o Fim do Mundo.

    Eva teve uma escolha. A Serpente a despertou e ela percebeu que estava nua. E que Adão estava nu. E que ele era desejável. O coração de Eva se encheu de fogo por Adão. Mas ela podia ter dado as costas. Podia ter dito "não, esse cara é meu irmão, se somos os únicos Filhos de Deus". Mas Eva escolheu o Amor. Amor de perdição! Adão era só um pobre coitado... Já viu um homem que conseguiria resistir à tentação de ser amado acima de Deus?

    A doce e pura Última Filha de Eva será confrontada com a Primeira Escolha quando conhecer o desejo nos braços do Impuro Perfeito. E se ela escolher o Amor...
    ... ah não tenho muito tempo! Não tenho tempo nenhum...
    "


    Cravava seu olhar Dmitri, não percebeu a gravidade da mensagem de Ana Rita até que finalmente encontrou o impuro perfeito, após a emoção da morte daquelas duas, com um olhar mais frio deixava a decisão final para os outros.

    Considerando que Diana é a última filha de Eva, me corrijam se eu estiver errada, mas isso tudo aí já começou com data de validade. Vocês estão fadados a darem errado. ― Ficava quieta por mais alguns segundos encarando o impuro e Diana e então sorria cinicamente. ― Mas... Eu não me importo, agora se me dão licença, tem gente precisando de mim.

    Ainda com o olhar meio vago, ainda ignorava as presenças de Mayane e Antônio, passava por Victor e Ana sabendo que talvez houvesse dado mais informação do que eles poderiam lidar, também lembrava mais uma vez das mortes, das ações feitas por elas que deram no que deram. Talvez Ana e Victor pudessem perceber a amargura escondida no olhar da médica, mas já não fazia diferença. Levantava-se então e ia na direção de Gerson tentando evitar pensar que possivelmente já estavam todos arruinados e fadados a morte.

    Oi Gerson, como que tá a situação aí? Apenas um comentário: Eu percebi que a última vez que conversamos você falava igual um nóia e agora você voltou falando igual um caipira, na verdade parece que tá meio misturado. Eu devo perguntar? Me diz que não. ― Tentando entender o que era a "ruiva" que Gerson falava, de primeiro momento achou que era o apelido dado para alguma parte do corpo dele, como haviam passado "dezesseis anos" fora, já não esperava mais nada. Demorou uns segundos até perceber que ele estava falando da novata, então Doc caía no riso mais uma vez. ― Ah... Entendi direito agora. Ela vai ficar bem, pode ficar tranquilo. Eu percebi que "algo" está acontecendo, então por favor não estranhe o que vai vir em seguida, ok?

    Considerando que Dom Inácio foi um completo inútil no último ritual, já estava confiante nas suas habilidades e de que poderia tratar a menina sozinha. Usando novamente o seu crachá que ainda estava consigo, abria outro corte no antebraço, dessa vez menor, o suficiente para as feridas nos pulsos da menina.

    Antes de mais nada, vamos lá, eu não lembro o seu nome, ele era difícil, então vou te chamar te Gar, ok Gar? SEGUNDO, seu pulso tá bem feio, eu não sei até onde vão as extensões das minhas habilidades, mas espero que seja suficiente pra isso. Terceiro, me desculpem por isso, os dois, mas é necessário. ― Olhava tanto para ela quanto para Gerson. Indo até ela, dava um beijo em sua boca, exatamente do mesmo jeito que havia feito com Antônio noites atrás. Em seguida, usava o seu sangue e repetia o mesmo procedimento feito com Mayane e Antônio agora com Guennevere. Apoiando suas mãos sobre os pulsos da mulher, repetia as palavras que já haviam se tornado um mantra. ― Mayim Hayim. Mayim Hayim. Mayim Hayim.

    Não via a hora do seu "milagre" funcionar. Doc tinha planos, precisava tomar um banho, precisava testar algumas coisas, precisava falar com algumas pessoas, inclusive a senhora Da Paixão, mas isso ia ficar pra outra hora.

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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por antonio xavier em Dom Mar 10, 2019 4:32 pm

    Ana ouve atentamente as palavras da profecia ditas por Ana Rita e transmitidas naquele momento por Doc: "E se ela escolher o amor...", não havia a oração principal que complementaria o significado daquela possibilidade. Poderia ser positivo ou ser negativo, naquele momento não era possível saber.
    Ana pensou em agradecer a informação à Doc, mas a médica já estava distante buscando curar as feridas da amiga Guinnevere.
    A curiosidade havia sido despertada e Ana tentava solucionar o enigma pelas muitas pistas espalhadas nas palavras de Danu e na passagem citada por Doc. Seria o destino de Diana o mesmo de Eva? A mesma atitude em circunstâncias diversas trariam o mesmo resultado? Ou tudo seria relativo?
    "Eu quero saber, não posso dormir, o que tá acontecendo, eu vou descobrir."
    Ana não diz nada, mas seus pensamentos trabalhavam intensamente, mesmo sem esquecer "que tentar evitar uma profecia é o caminho para concretiza-la"
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    Mensagem por Nazamura em Seg Mar 11, 2019 9:35 pm

    No Jardim.


    Mayane então chega ao jardim, um lugar seguro, um ponto de refugio... estava suja, já estava amanhecendo, ela viu Doc ignora-la por completo e tambem viu Antonio... logo Victor chega até ela contando uma história incrivel

    Victor escreveu:- Doc, Antônio e Mayane. Essa é Diana Victoria... vivemos 2 anos... vivemos outros 16 anos... onde estão os outros
    - Padre Inacio, Dra. Ana Rita e Lucy não conseguiram.... - disse em um tom meio triste... - Se me der licença, eu preciso entrar....

    Foi imediatamente procurar um quarto, algum armário talvez, houvessem roupas femininas, afinal ainda estava trajada como homem, meia babada e vomitada e também as roupas estavam sujas do sangue que outrora foram do capanga que Antonio abateu, ela queria muito tomar um banho, se limpar, comer alguma coisa, dormir quem sabe... não estava nem no pique para conversar, seu tom alegre da primeira vez já não estava mais estampada como antes.

    Toda essa conversa de Impuro perfeito e Filha de Eva não estavam conseguindo mante-la interessada no que quer que estivessem falando no momento.

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    Mensagem por Jolie_Scarlatt em Ter Mar 12, 2019 2:20 am

    Sabe aquela sensação de que você estava tendo um péssimo sonho ... ai você acorda dentro do sonho .... e percebe que era um sonho do sonho???  mas ai você acorda de dentro do sonho ... do outro sonho??? Loucura né?? era essa a sensação de Guinnevere ao acordar naquela casa onde tudo começou ... engraçado que ela sempre estava dormindo e acordando no mesmo lugar ... mas agora era diferente .... pois literalmente estava vivendo a "hora do pesadelo" e isso era muito real, a dor que sentia em seus punhos mostrava que era real, aquela nuvem negra invadindo o seu interior, os gritos estridentes daquela maldita Elfa a amaldiçoando, o mundo caindo em outra dimensão e podendo ser o fim de tudo nessa dimensão também, seus amigos, que em um instante dividiam segredos, sorrisos ... agora eram novamente estranhos naquela sala, e pior de tudo todos pareciam sem almas ... carregando o seu próprio pesadelo ....Apenas aqueles dois jovens estavam ali ... parecendo radiante!!!!  e agora fracassaram em sua missão??? 
    Não conseguia pensar direito .... pois nesse mesmo instante que despertava desse sonho, sentia o calor da mão de Gerson, Ahhhh Gerson que ainda continuou ali ... e sendo sua ancora ... o único bom acontecimento na vida de Guinnevere, arrastando a ruiva para uma mulher com aparência de médica ... e ai as coisas ficaram mais complicadas ainda ... pois nesse instante estava sendo beijada por ela, e logo em seguida dizia palavras estranhas .... e tudo começou a  queimar .,... seu corpo começou a queimar ... uma dor absurda que Guinnevere não conseguia mais ficar em pé .... não conseguia mais pensar .... não conseguia mais estar ali .... tudo doia .... e ficou parada em um momento de transe .... perdida ali dentro do seu corpo com a dor e o peso da maldição .... e tudo ficou turvo ... apenas ela, a dor e a maldição ....
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    Mensagem por Ryan Schatner em Ter Mar 12, 2019 5:11 am



    Antônio se perguntava se atravessar entre “planos” de existência era algo que demandava tempo. Bem ali debaixo daquele pergolado, observava confuso os primeiros raios de sol a surgir no horizonte. Com o cenho franzido em uma expressão de dúvida, pensava com seus botões – “Mas que diabos?! Quando saí da ‘Terra’ mal tinha anoitecido?!”

    As luzes que escapavam pela janela e a audível movimentação no interior da casa, denunciava a presença dos demais caçadores no local. Conforme caminhava em direção à residência, avistou Doc se aproximando pela esquerda, o que o fez revirar os olhos e mudar de direção. Já pelo caminho da direita, não conseguiu disfarçar o sorriso estampado na cara ao cruzar com Mayane. Quando alcançou a varanda, o grupo que tinha incursionado no “Sonhar” saiu pela porta que se abria. Antônio tinha esperanças de rever os colegas até então desaparecidos, mas nenhum deles estava lá.

    A luz da alvorada se lançava sobre o belo jardim, revelando aos olhos do agente o casal de adolescentes sentado a alguns metros dali. Com a aproximação dos caçadores, eles se levantam e a lembrança dos sonhos grotescos que tivera no hospital atinge o agente como uma paulada na cabeça. Seu corpo se arrepiava ao constatar que eram exatamente aquelas pessoas as que vira dois dias antes, até a posição de seus corpos e dos astros no céu batiam. A princípio, o jovem se colocou em uma postura defensiva, mas assim que a moça em sua companhia caminha em direção ao grupo, arrastando-o pela mão, sua fisionomia aparentou certo embaraço.

    Foi aí que a coisa começou a ficar confusa para Antônio! A menina – que julgou ter por volta de seus quinze anos – chamava Victor e Ana de pai e mãe. Isso não era possível! Até onde sabia, os dois não tinham relação alguma, nem sequer se conheciam antes de se encontrarem nos fundos daquele infame petshop, dias atrás. Teriam adotado uma jovem crescida no Sonhar? Ou ela era a filha deles vinda do futuro para avisar sobre alguma besteira que fizeram? “Com a maluquice que é este novo mundo, vai saber né?”

    Ao passo que prestava atenção, tentando botar um pouco de ordem em seus pensamentos, o garoto insere uma nova variável em sua equação com sua introdução. Era ele próprio, o Impuro Perfeito, o fruto do amor proibido entre os dois lobisomens que os caçadores procuravam, bem ali, no quintal de casa. Em seu discurso, com a prepotência típica dos adolescentes, dizia sobre como havia salvo a menina do sonho, da elfa e da árvore. A situação soava até como o subtítulo de algum livro de fantasia. A julgar pelo número de criaturas sobre as quais tomava ciência dia após dia, o menu de um caçador parecia ser bem extenso.

    “Espera! Se ele é o Impuro Perfeito, então a filha de Ana e Victor só pode ser... A última filha de Eva!” – constatava em pensamento ao mesmo tempo que a voz de Ana Rita voltava a assombrar suas memórias.

    Ana Rita escreveu:Eu nasci com uma marca em forma de lua. (...) Mas eu não sou a Última Filha de Eva. Isso é importante: ela seria reconhecida por sua Marca da Lua.

    Mas seu raciocínio foi interrompido. Temendo por um enfrentamento, se colocou em prontidão e levou a mão à sua pistola tão logo Victor sacara a sua para o jovem lobisomem, porém, logo percebeu que a atitude do colega era só encenação e tranquilizou-se. Em sua alocução, o militar falava sobre os vários anos em que viveram em diferentes camadas do Sonhar, da “Primeira Elfa”, do amor e da criação da filha. Ao que parecia, aquele outro plano possuía uma espécie de dilatação temporal, coisa que Antônio só tinha visto em filmes. Pensava se o tempo no Jardim também não corria da mesma maneira ao sentir uma leve ardência nos olhos e uma vontade de bocejar.

    Quando achou que estava tudo tranquilo e todos na mesma página, Victor desfere um soco no rapaz, por conta de uma cena de nudez envolvendo os jovens. “Essa juventude tá adiantada hein?! Na minha época não tinha essas coisas não!” – Por um momento, sentiu-se tão velho quanto achava que seu pai era, quando ele bradava – “Bela Vista? Quando eu vim pra cá, metade dessa cidade era tudo mato!”

    Observar Victor lidar com sua filha era no mínimo curioso. Um homem que aparentava ser tão seco e durão, parecia se derreter em uma conversa amável com a garota. Não o conhecia bem – na verdade, não conhecia ninguém dali desse jeito – mas o comportamento dele o lembrava um bordão de sua mãe, dessa vez. “Vocês só vão saber o quanto uma mãe ama um filho quando vocês tiverem os de vocês!” – Parecia verídico.

    O militar então apresentou sua filha e explicou com mais detalhes pelas situações que passaram quando “do outro lado”. Aos poucos, a vivência deles ficava um pouco mais clara na mente do agente, mas ainda assim, não completamente desprovida de desordem. Estendeu a mão para a jovem em cumprimento e sorriu, observando-a discretamente, em busca da “marca da lua”.

    — Prazer em conhece-la, Diana. Sou o Antônio, mas pode me chamar de Tony – e voltando-se para Victor, o cumprimentou e continuou – É bom te ver inteiro, Victor. Parece que passaram por bons bocados do outro lado, hein?

    Não teve tempo de responder sobre os outros e resumiu-se a observar Ana e Diana conversando enquanto Doc – que passara por ele e Mayane como se não existissem – interrompia com um ar de deboche, como o de quem quer se aparecer. Ela narrou sua versão dos fatos e deu inclusive um parecer agourento sobre o casal da profecia. Saiu quando Gerson a interpelou, clamando para que ela ajudasse Guinevere, que estava ferida pela mandinga de uma bruxa. “Porra! Quantos tipos de criaturas existem nesse mundo?!” Antes de sair, ele também adverte o jovem lobisomem. Antônio levantou as sobrancelhas, apertou os lábios e disse a Dmitri:

    — É cara... O negócio aqui parece que não tá muito bom pra você não.

    Assim que Doc se distanciou, Antônio retomou a conversa com Victor e os demais. Relatou de maneira resumida todo o dia anterior, desde o apartamento onde viram as investigações sobre Maria Lucia, até a biblioteca. Sobre Mayane mergulhar em uma piscina de ácido e os enigmas da sala secreta.

    — Don Inácio simplesmente desapareceu no ar. Provavelmente tragado pelas sombras, assim como Ana Rita no museu ou o capanga que fugiu. Já no salão, Lucy se preparava para cravar um punhal no peito da legista e Doc, movida pela emoção, acertou três tiros nas costas da moça. Eu não a culpo, teria feito o mesmo no lugar dela. O que não sabíamos era que ela era humana, não muito boa da cabeça, mas humana. Desconfio que era algum tipo doentio de “bicho de estimação” para os noturnos. Já para Ana Rita, era tarde demais. Os desgraçados já haviam transformado ela... – olhou para baixo, pesaroso – Ela nos atacou e eu tive que derrubar ela. Infelizmente, acho que isso foi demais para a Doc – dizia olhando na direção da casa.

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    Mensagem por Mellorienna em Ter Mar 12, 2019 7:29 pm





    O Jardim da Promessa


    Aurora
    - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -



    Quando a arma de Victor deixou o coldre e mirou a testa de Dmitri, Diana Victoria arquejou. E embora a admoestação do pai - sempre tão carinhoso - tenha sido efetiva, o que de fato a calou foi ouvir a voz do jovem Garou em sua mente.

    - Gostei do seu pai, Vic.

    A garota se controlou para não sorrir, vendo Dmitri ali muito sério, muito vermelho também, mexendo as mãos nervosamente. Uma das mulheres, com ares debochados, havia falado que o rapaz mal aguentava encarar Victor, e talvez ela estivesse certa. Agora estava fazendo uma espécie de ritual com sangue sobre queimaduras de uma outra mulher! As primeiras palavras de sua mãe se perderam em meio à cena, mas logo Ana começava a lecionar sobre as impressões que teve da conduta de Dmitri. Diana abriu a boca para dizer que não era bem assim e - BANG! - o pai acertou um soco na cara do rapaz! Os olhos arregalados de Diana Victoria se encontraram com os olhos azuis de Dmitri por um instante, antes que ele se virasse para encarar Victor novamente.

    - Eu não olhei... Vic, juro pela coroa de Gaia que eu n---

    - Eu sei, Jimmy. Eu sei.

    Então era a vez do pai abraça-la. E então das apresentações aos amigos dos pais. Enquanto isso, Dmitri era ameaçado por um homem musculoso que logo se uniu ao ritual de sangue em torno da ruiva com queimaduras.

    - O que é uma diabolim?

    - Hahaha é Diadorim. É uma personagem de um liv--- bom, depois eu te mostro. Marília. Capitu. E Diadorim. Podemos ler juntos. Ah Jimmy... eu vejo você corando daqui...

    O garoto tossiu, como se tentasse disfarçar um embaraço qualquer, no mesmo instante em que o terceiro homem daquele grupo o abordava, esse com ares mais amigáveis. Mas ele também trazia uma pistola. Dmitri parecia confuso, e Diana o achava muito engraçado, estufando o peito e tentando não coçar o queixo por causa do soco que levou de Victor.

    Uma das mulheres para quem o pai a apresentou entrou na casa, em busca de algum conforto. Diana não a culpava. Estava visivelmente exausta. O estranho ritual de sangue continuava e a ruiva parecia queimar por dentro. Talvez algo estivesse dando errado.

    Quanto à profecia, o semblante de Dmitri mudou ao ouvir aquelas palavras. Coisa que Diana Victoria não entendia. Ela, fruto de uma, não acreditava realmente em profecias. Porém, ouvir o relato de Antônio entristeceu a garota.

    - A vida é como uma árvore. Os galhos crescem para tocar o sol, mas não se sabe qual ramo dará flor. - a voz de Diana Victoria era tão linda, tão doce e tão melodiosa que os pássaros no Jardim se calaram por um instante, para ouvi-la. E a expressão de Dmitri desanuviou, trazendo um sorriso singelo e breve ao rosto sério do rapaz - Pessoas não deveriam ser bichos de estimação de monstros... - os olhos da menina escureceram por um instante, para um castanho profundo...

    ... até que o jovem Garou tomou sua mão.

    - Se o preço da sua tranquilidade for o coração de Danu, eu o trarei pra você.

    - Imagino o meu pai revirando os olhos e a minha mãe tendo um ataque de fúria se você dissesse isso em voz alta hahaha!

    Diana Victoria virou-se para o rapaz e sorriu, meio segurando o riso, achando ainda mais divertida a expressão perdida no rosto muito ruborizado de Dmitri. E os olhos dela voltaram a ter aquele tom esverdeado de outono. Ainda estava sorrindo para o loiro quando o moço desviou os olhos para fitar Ana.

    - Vic... quando foi que eu te coloquei em uma posição subalterna e de objeto?

    - Hmm... acho que a mamãe ficou ofendida quando você assumiu toda a responsabilidade por me tirar da Árvore.

    - Mas... mas... Isso não faz sentido. Você me chamou. Disse que seus pais se foram e você continuava presa, abandonada. Ela teria achado melhor se eu deixasse você lá? Ou se eu culpasse você?

    - Talvez ela se sinta culpada, Jimmy. Meu pai eu sei que sente...

    O rapaz estava em conflito, Diana Victoria percebia. Mas o ritual de sangue protagonizado pela mulher com ares de deboche, a ruiva e o homem musculoso finalmente chamou atenção de Dmitri. Ele soltou a mão de Diana com delicadeza e caminhou até o trio, observando.

    - Vic? - a garota olhou na direção dele, percebendo que o tom parecia grave - Isso parece ser uma maldição sídhe.

    Desvencilhando-se dos pais com um beijo em cada um, Diana foi até Doc, Gerson e Guinnevere. Nessa hora, Antônio pode ver - assim como qualquer um dos Caçadores que estivesse observando a moça de costas - que no pescoço de Diana havia uma marca em forma de Lua Crescente, avermelhada, como de um machucado recém-curado.

    A queimadura no braço de Guinnevere estava visivelmente melhor, mas as linhas marrom escuro, como sangue seco, continuavam ondulando e se espalhando lentamente em direção ao cotovelo.

    - É uma maldição de Danu. - Diana encarou Guinnevere, depois Doc - Vê como o desenho espirala? É como uma hera crescendo. Uma erva daninha. - a garota olhou para Gerson e então de volta para Guinnevere - Eu posso ler a maldição para você... Decifrar. Mas saber com exatidão os termos do geas vai acelerar o processo. A médica shaman pode tirar sua dor e tirar a queimadura. Mas a marca vai se espalhar, como uma tatuagem. Cada vez mais rápido. Você quer que eu leia sua maldição, moça? Ou quer tentar descobrir sozinha o que fazer?

    - Ler a maldição? Isso parece---

    - Perigoso?

    - ---coisa de Theurge. Mas perigoso também se aplica hehehe.

    - Tá rindo do que? Eu posso mesmo fazer isso hahaha!

    - Eu sei. Você é minha pequena fada. Pode fazer tudo que quiser.

    Diana Victoria corou repentinamente e Dmitri acariciou os cabelos dela antes de dar um passo para o lado e estender a mão esquerda na direção de Doc:

    - Senhora, o seu sangue não pode fazer mais nada pelos ferimentos da sua amiga. Se me permitir... - ele indicou que gostaria de cuidar do ferimento dela.




    Enquanto isso, dentro da casa, Mayane não demorou a localizar toalhas limpas no armário do banheiro, proporcionando a si mesma um merecido banho. Estava no chuveiro quando ouviu a voz dos jovens em sua mente, levando um pequeno susto. Ouvir sussurros das almas dos mortos era uma coisa, mas ouvir os pensamentos dos vivos?

    Saiu do banho, acompanhando o diálogo íntimo entre o Impuro Perfeito e a Última Filha de Eva. Algo a fazia pensar que os dois se comunicavam telepaticamente através da Umbra, e ela - por ser médium - conseguiu captar a frequência da conversa. Eles eram mesmo bem jovens. Mayane encontrou um guarda-roupa com diversas peças que provavelmente pertenciam à Mel da Paixão: calças, blusas, camisetas e um mar de vestidos. A mulher parecia ter uma queda por saias rodadas e corpetes acinturados. Havia algumas blusas de lã também. E sapatos.

    Alguém parecia ter sido amaldiçoado. Os jovens "falavam" disso em seus pensamentos. Mayane já estava quase pronta quando interceptou-os:

    - Sobre a profec---

    - Jimmy, não faz o menor sentido falar nisso agora.

    - Hmm... Vic, você é Aquela Que Vem Com A Aurora. Nascida sob uma estrela de esperança. E, se eles estiverem certos, você é a Última Filha de Eva. A última luz da Humanidade...

    - É uma interpretação um bocado exagerada...

    - Eu nasci sob estrelas negras, Vic. Para corromper tudo que eu prezo, tudo que eu amo...

    - Não é verdade, Jimmy. Não é verdade. Você me salvou. Você me libertou do sonho da Yggdrasil. Você é... eu sinto que...

    A comunicação falhou, como se o fluxo de pensamentos houvesse sido direcionado para outro ponto. No mesmo instante, Mayane percebe, pela visão periférica, um caixinha de música no quarto, que se abre sinistramente, sem que qualquer pessoa a manipulasse para isso, revelando um papel dobrado que cai aos pés da bailarina giratória de louça.



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    Mensagem por Padre em Ter Mar 12, 2019 8:23 pm

    d o c


    Doc dava seguimento ao ritual que já estava padronizado em sua cabeça, ele estava funcionando o que era uma boa notícia, mas aquilo não era só um ferimento, com os olhos treinados para feridas reais aquela observação não passava em branco para a médica. Seus olhos continuavam nos pulsos de Gar.

    Isto não é um ferimento normal, eu sequer sei se é SÓ um ferimento. O que vocês passaram lá?

    Então, percebendo um cochicho atrás de si, seus olhos desviavam rapidamente e depois voltavam, apenas a tempo de perceber o recente interesse do novo casal em seus afazeres, não disse nada, mas estava intrigada para ver onde aquilo ia dar. Percebendo o êxito no ritual, notou que suas constatações estavam certas.

    Esse é o melhor que eu consigo fazer, Gar. Esse ferimento não é normal e está fora do meu alcance. Talvez quando Mel e A-.

    Era interrompida por Diana, que pela primeira vez causava uma impressão de verdade em Maria, fora isso a menina poderia ter passado por ela na rua que a médica não teria percebido.

    É claro que maldições existem também. ― Seus olhos passavam por Diana e então repousava novamente em Gar. Enquanto a menina explicava o funcionamento daquilo, Doc saia de perto de Gar e se aproximava do casal, mas ainda encarava a ruiva. ― Ela tem razão, eu não consigo fazer mais nada com isso, Gar, não é uma ferida normal, aceite a ajuda dela, meu papel acabou aqui.

    Preparava-se então para entrar, precisava tomar um banho, encontrar Mel, dar um jeito nas suas feridas, aquela já era a segunda vez que se machucava apenas para ter um link com os feridos, estava se tornando cansativo.

    É Doc e o seu é Diana... Certo? Prazer. ― Apesar da mente fora do lugar, uma coisa continuava imutável na personalidade da médica, ela respeitava aqueles que gostavam de ajudar os outros, foi por isso que ela se tornou uma médica, apesar de não se lembrar. ― E sou só uma médica mesmo, das tradicionais, shamanismo não está no meu repertório, ainda.

    Se colocando a entrar na casa, teve sua atenção chamada agora pelo rapaz que agora gentilmente se oferecia para realizar "uma cura" nela. Ficou parada por alguns segundos admirando o homem e inclusive não segurou a cara de interesse, mordendo os lábios discretamente.

    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna 3cJH

    Senhora está no céu, nossa diferença de idade deve ser de no máximo 10 anos. ― Então oferecia a mão para o rapaz segurar. ― Então, Impuro Imperfeito, como você pretende fazer isso? Aqui nós só conhecemos um método para realizar as "curas".

    Então, encarava o rapaz esperando a resposta.


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    Mensagem por Ryan Schatner em Qui Mar 14, 2019 8:27 am



    Diana tinha uma presença quase que celestial. O modo como se movimentava, suas palavras e traços eram de tamanho encanto que chegavam a incomodar. Um incômodo estranhamente bom, mas ainda assim, importuno. Pensava ser ela o tipo de mulher pronta a colocar não só os homens, mas toda a humanidade aos seus pés – e esse pensamento forjava uma ruga de preocupação na face do agente.

    Mal conseguiu prestar atenção ao que a moça dizia sobre as árvores e o sol. Seus olhos estavam fixos em no tom castanho esverdeado dos olhos dela, só despertando de “transe” quando eles escureceram enquanto ela retomava a conversa sobre a relação entre Lucy e os noturnos. Ciente de quão ofuscante era a visão dela, o exorcista desviou o olhar rapidamente, respondendo:

    — E dentro em breve, a coisa tende a ficar ainda pior...

    O jovem casal se afastava e Antônio falava sozinho ao passo que caminhavam rumo à choupana. A cena parecia passar em câmera lenta diante dos seus olhos que constatavam a marca da lua no pescoço da garota.

    — A Última Filha de Eva...

    Engoliu em seco diante do que julgava ser um impasse. “E agora, qual é a da profecia? Esses dois juntos é bom ou ruim? Por conta de Eva, perdemos o paraíso. Será que por Diana, perderemos o mundo?” – Percebendo que ainda estava entre os demais, tratou de explicar seus devaneios.

    — A filha de vocês tem a marca da lua da qual trata a profecia – usava o indicador para apontar em seu próprio pescoço – bem aqui, como uma cicatriz ou marca de nascença. Tudo se encaixa agora, as traduções de Carolina sobre a Tábula de Osíris, a mensagem de Ana Rita... Diana é de fato a Última Filha de Eva!

    Quando falou da legista, lembrou-se dos corpos das jovens no IML e de suas tatuagens e cruzes. Se perguntava se aquilo também não teria ligação com alguma tentativa dos noturnos em consolidar seja lá que planos teriam para com a Última Filha de Eva. Se lembrou também, que a própria Ana Rita tinha uma marca que a princípio parecia mais com uma fatia de melancia, mas que agora, à luz de novas informações, poderia muito bem ter sido confundido com uma meia lua. Preocupado, esfregava a mão no queixo e a textura que sentia denunciava que há dias não se barbeava.

    — Ana, Victor... eu acredito que a filha de vocês corre perigo aqui em nosso mundo. Ana Rita tinha uma marca semelhante à dela, e por isso eles a pegaram. Vocês mesmos disseram que lá no museu o ritual que vitimou a Dra. Guerra servia como uma espécie de bussola para localizar a Última Filha de Eva, certo? Neste exato momento, deve ter uma legião de noturnos caçando mulheres com “marcas de lua” pelas ruas de Bela Vista. Nós temos que protege-la!

    “Protegê-la, sim. Dos noturnos! Mas quem nos protegerá dela?” – pensava.

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    Mensagem por Nazamura em Qui Mar 14, 2019 10:36 am

    Um descanso merecido


    era o que ela precisava, de um banho, uma ducha bem quente, deixava os pensamentos correrem soltos enquanto se molhava, ficava repassando todos os acontecimentos olhando para suas próprias mãos sujas de sangue, o sangue de não ter feito nada para salvar Ana Rita e Lucia. Quanto mais divagava em pensamentos, mais sentia tristeza ao misturar as lagrimas com a ducha do chuveiro. Entretanto quando estava para terminar começou a ouvir interferencias de pensamento. Estava ouvindo dois jovens conversarem sobre uma maldição

    "Mas como eu estou ouvindo o pensamento deles? será que tem a ver com a umbra? já que aqui é bem facil de fazer intercambio? será ?"

    Saiu do chuveiro e foi até o quarto de Mel da Paixão enquanto examinava as roupas que ela possuia envolta em uma toalha. Viu que ela era bem adepta de corpetes e saias rodadas, corou ao se imaginar usando uma delas, mas preferiu algo mais simples como um vestido de alça florido com um decote no busto em forma de V que realçava sua postura, elevando sua auto-estima que já andava em baixa ultimamente, dada as ultimas situações que viveu. O vestido ia até o joelho levemente colado ao seu corpo que fez Mayane sorrir ao se ver no espelho, onde retocou a maquiagem e adicionou adereços no cabelo prendendo o já curto para trás.

    "Otimo agora eu vou encontrar com ... "

    The story so far escreveu:No mesmo instante, Mayane percebe, pela visão periférica, um caixinha de música no quarto, que se abre sinistramente, sem que qualquer pessoa a manipulasse para isso, revelando um papel dobrado que cai aos pés da bailarina giratória de louça.

    Mayane assustara-se com o que acontecia, essas coisas nunca são do nada, era provavel que havia algum espirito no quarto que queria lhe passar alguma mensagem, Mayane então começou a rezar e notou o papel aos pés da bailarina
    " que melodia mais linda... argh... e assustadora ... "

    Foi quando pegou o pergaminho e o leu ...

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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Immemorabili em Qui Mar 14, 2019 1:51 pm



    Certo. Mensagem foi dada ao "Dmitri". Esperou que ele compreendesse, quando tudo passasse. Após abraçar sua filha, deixou que a mãe tivesse o seu momento. Nesse ponto, já não tinha qualquer vínculo a Ana senão um respeito de amizade e a necessidade de agir como time, se assim fosse preciso. Em uma vida comum, numa situação mundana, provavelmente amaria alguém da mesma maneira por toda a vida. Mas havia vivido dois anos de uma mentira, para depois viver mais dezesseis anos onde apenas Diana era verdadeira.

    Olhou para Doc sem mudar muito a expressão de seu rosto, apenas levando a mão ao queixo. Muita coisa ruim havia acontecido no "outro lado", enquanto tentavam resolver os problemas com Danu, apenas para perpetuar a mesma coisa que acontecia em todos os lugares mágicos/místicos, pelo visto. A mensagem de Ana Rita foi incômoda, no entanto. Aos poucos ia montando a situação em sua cabeça. Soltou ar pelo nariz. - Entendo. Obrigado pelas informações, Doc. Ainda não podemos assumir muitas informações, no entanto. Até agora essas "profecias" só serviram para piorar as coisas. Parece um grande telefone sem fio, onde os mais antigos passaram à frente o que eles julgaram ser o sentido correto das profecias, ao invés de algo prático. - E olhou para Gerson, enquanto Doc se aproximava dos dois aproximava. E pressionou os lábios levemente, franzindo o cenho com o beijo. Por fim, deu de ombros, não sabendo qual parte daquilo era a aparente loucura da mulher e qual fazia parte de algum ritual estranho que acontecia naquela porcaria de mundo oculto.

    Não fez qualquer pressão no garoto. Não precisava, também. Ana parecia ter essa parte coberta. Decidiu prestar atenção nos arredores, com todas as informações que viriam após o que sua filha falou, completando apenas com - Sabedoria vem com experiências, não com idade. Pode-se viver mil anos em um. Mas vocês precisam aprender a parar e observar o que está acontecendo. Com a importância que vocês dois têm, Dmitri e Diana, suas ações podem condenar o mundo inteiro simplesmente por não terem parado para pensar no que aconteceria. Agir por impulso é o pior defeito humano. Ou não haverá mundo para vocês vivenciarem quando isso acabar, além de terem causado a morte de todos nós. - Virou-se para Gerson, acenando com a cabeça como se perguntasse "tudo bem com você"?

    Deu atenção a Antônio, tendo Victor por si só se afastado um pouco dos dois jovens, apenas o bastante para que as outras pessoas lhes dessem atenção. Agora parecia mais pensativo e calado, apesar de prestar atenção no que o homem dizia. Procurava não deixar as atitudes estranhas de Doc afetar muito a seriedade da situação, embora tivesse impressão de que alguma coisa havia queimado os fuzíveis da mulher. Talvez a situação inteira que narraram tinha sido muito pior, visualmente, do que deveria ser. E para ele, isso tinha a sensação de ter acontecido quase duas décadas atrás, apesar de sua mente lembrar-se de qualquer coisa nitidamente.

    - Entendo. - Disse a Antônio. - Dmitri certamente fará de tudo para protegê-la, pelo que ele deixou a entender. Garoto; - Chamou a atenção dele com um tom grave e alto. - Tenha em mente que seu orgulho vale menos do que a vida dela, se é que você a ama de verdade. Então fugir com ela ou saber quando não agir vai ser a diferença entre a vida e a morte. Talvez de vocês dois. Talvez do mundo todo. Quem sabe. - Suspirou por fim, virando-se de maneira que todos ali ainda presentes o escutassem. - Eu deixei de ser militar há alguns anos e me tornei um Black Broker. Antônio ali poderá dar mais detalhes sobre pessoas como eu, se quiserem. Sou um especialista em compras, vendas e trocas de informações secretas. Às vezes classificadas, às vezes secretas. Às vezes inclusive, trabalhando para governos. Isso quer dizer que tenho uma gama de possibilidades às quais posso ter acesso. Para o restante das pessoas, sou apenas um professor de artes marciais e meditação. - Sinalizou para os dois jovens. - Fiquem próximos de nós, e sempre em alerta. Temos que decidir o que fazer. - Dali, pretendia tomar um banho rápido antes de se hidratar e sentar-se para pensar um pouco melhor.
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    Mensagem por Mellorienna em Qui Mar 14, 2019 8:07 pm





    O Jardim da Promessa


    Aurora
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    Dentro da casa, Mayane tomou o papel nas mãos, experimentando sua textura encorpada. Era quase um tecido, similar ao linho, mas - ainda assim - papel. Irritantemente em branco. A médium já ia abandonar a estreita faixa de volta na caixinha de música, quando uma mancha negra começou a se espalhar suavemente sobre a superfície antes imaculada.

    Mate o Filhote de Lobo. Mate o Filhote de Lobo. Mate o Filhote de Lobo.




    Do lado de fora da casa, Victor dizia algumas palavras tenebrosas sobre o Fim do Mundo, que faziam Diana Victoria revirar os olhos - de costas para o pai, para que ele não visse. Dmitri, ao contrário, havia olhado com atenção para o Caçador ao ser chamado e confirmou cada palavra de recomendação para a proteção d'Aquela Que Vem Com A Aurora com um aceno de cabeça. Sentia-se honrado por ter recebido a confiança para ser seu Guardião, mas estava preocupado: metade do grupo parecia não querer ter nada a ver com ele, e isso incluía a mãe da moça. Pensou em sua própria mãe e no poder e autoridade que ela, e sua avó materna antes dela, exerciam. A inimizade instantânea de Ana era um espinho para o rapaz, que não sabia o que fazer para reverter a situação e tornar o olhar da mulher favorável.

    Por outro lado, havia toda aquela afirmação constante de que estava apaixonado por Diana Victoria e de que a amava... Dmitri não conseguia mais olhar nos olhos dela sem corar como uma criança, o que o fazia ficar irritado. Ele nunca tinha se declarado para ela, não com aquelas palavras. Quando foi até ela diante dos Fogos de Beltane estavam em um sonho. Com sua pele e seus desejos reais nunca havia tocado a garota daquela maneira. Mas Diana parecia conhecer toda a verdade de seu coração. Ela sorria para ele de uma forma doce e misteriosa, e Dmitri teve que dar as costas à moça para conseguir se concentrar na tarefa de curar a mulher chamada Doc.

    Que o olhava com ares lascivos.

    O Impuro Perfeito encarou a mulher, deixando aos poucos de corar. Apenas Diana Victoria provocava aquele efeito ridículo nele. Diante de Doc, o rapaz parecia muito mais à vontade com a demonstração explícita de intenções.

    - Nem dez anos. - ele tinha um tom simpático, apesar de não sorrir - Vai presenciar uma cura diferente agora, Doc. - dito isso, o garoto ergueu uma mão para o céu e, ao tornar a baixar o braço, Maria Ivri pôde ver que a mão dele havia mudado para a forma de uma pata de pelos brancos como a neve e garras de prata - A Mãe não permitirá que sinta dor. - e Dmitri desferiu uma patada certeira contra o peito de Doc, que só não voou pelos ares porque o próprio Garou a amparou com o outro braço.

    Incrivelmente, não sentiu mesmo qualquer dor. Era como observar um estranho ser socado e pensar "vai doer", mas nunca chegar a sentir. Porém, uma vontade de chorar começou a crescer no peito da médica.

    - Eu lamento pela sua perda. - os olhos de Dmitri eram de um azul bem profundo, bem sólido, entre o marinho e o celeste, e estavam fixos nos olhos de Maria Ivri - A Escrava está perdida para sempre. Aquela de nome Lúcia. Escravos da Wyrm são humanos, no fim das contas, e as almas humanas vão para a Umbra quando deixam a vida. Porém, a Umbra está em pedaços. Não há mais lugares seguros. A destruição final e o esquecimento alcançaram a grade Cidadela dos Mortos, Estígia. - Dmitri soltou Doc assim que teve certeza de que a médica poderia ficar de pé, mas o nó no peito não diminuía, como se antecipando algo - Porém, a outra era uma Criatura da Wyrm. A morte a levou para o Inferno. E eu posso busca-la para você.

    O Impuro Perfeito encarava Maria Ivri, enquanto Diana Victoria aguardava uma resposta de Guinnevere quanto à Maldição de Danu, e Victor e Antônio começavam a traçar os planos para a defesa da Última Filha de Eva.


    Padre
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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Padre em Qui Mar 14, 2019 11:06 pm

    d o c


    Encarando o Impuro Perfeito ria com o comentário sobre os dez anos, aquela seriedade era algo que a atraia e por mais que aquele jovem pudesse ser bem mais novo que ela, ela não estava morta. Suas chances entretanto iam até o chão quando ele decidia seguir com a cura de outra forma, ela só não esperava que fosse de um jeito tão assustador.

    O que você pretende fazer com... ― Seus olhos arregalavam enquanto ela encarava as mãos que retornavam dos céus como uma pata de lobo. Entretanto fechava os olhos e não arredava o pé, se preparava pra sentir a patada, como ele disse já imaginava que não sentiria dor, mas espera sentir... Algo. Pelo menos o impacto estava lá, teria voado se não fosse o rapaz, teria se segurado nele se conseguisse. Seus braços amoleciam enquanto seus olhos desfaleciam, aquela maldita sensação...

    Seus olhos acompanhavam o garoto novamente, a frase dita por ele faziam os olhos da médica marejarem. Franzia a testa tentando impedir a lágrima de cair. A cada informação dada Maria entendia cada vez mais sobre o que aquilo realmente era.

    Por que ele está me contando isso? Nós já sabíamos que D'arc não poderia voltar, pra que ele tá fazendo isso?

    Ao ser finalmente solta pelo rapaz caía de joelhos, suas mãos se apoiavam no chão enquanto ela respirava fundo. A última frase dita pelo Impuro Perfeito entretanto, fazia com que Doc parece e continuasse estática tocando no chão. Ela tinha uma sentimento agridoce que não conseguia descrever, era difícil de digerir tudo aquilo.

    Vá. ― Não pensou duas vezes antes de responder, "inferno" era uma palavra de peso e se Dra. Rita estava passando por um terço do que ela imaginava que estava, ela iria fazer de tudo para pelo menos alivia-la. ― Nós já fizemos ela passar por mais do que qualquer um de nós presentes irá passar algum dia, sua alma está quebrada. Se o que você está dizendo é realmente possível... Só vá, por favor.

    Levantava-se então e encarava o grupo e logo voltava os olhos para o Impuro. Após ele dizer tudo o que tinha pra falar, ela se afastaria e iria para dentro tomar um banho e organizar os pensamentos. Havia sido pego de guarda-baixa, mas ainda tinha coisas para fazer.


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    Mensagem por Saskwatch em Sex Mar 15, 2019 11:55 am

    O Rapaz arregalou os olhos e se segurou para não puxar Guinnevere quando percebeu que Doc ia beija-la, ficou atento, e de olho no ferimento. Ao ver que estava tendo efeito, simplesmente abraçou firme para dar suporte ao sofrimento que a garota apresentava durante o processo de cura.

    - Dona Doc, depois de tudo que aconteceu com nois, num tenho achado nada tão istranho assim, valeu o esforço, brigadão.

    Gerson viu seu amigo Victor acenando a cabeça e e respondeu da mesma forma, com olhar sério e assertivo, como qum diz "vou dar um jeito nisso".

    A pesar do ferimento de Guinnevere ter melhorado, a marca da maldição ainda aumentava, e a Ruiva pareceu sentir enorme desconforto durante o processo de cura oferecido por Doc, o que o deixou extremamente preocupado.

    "agora tenho que dá um jeito nisso, depois vejo o que posso faze pelo povo, tenho que salva minha muié" - pensou

    Acompanhando a fala de seus companheiros, e o "golpe de cura" que Dmitri ofereceu a Maria, pensou em recorrer ao jovem. Parecia a pessoa mais competente entre os presentes para ajuda-lo.

    - Oh Piá! Antes de í busca a guria que morreu, ocê pode dá uma olhada na minha Ruiva, num sei se tem jeito de ocê faze alguma coisa aqui, mais se pudé me dá um norte, posso í atrais de como tirá esse incosto dela.

    Falou em tom alto, pois sabia que a menina, Diana, também poderia ter alguma informação para ajudar, pois parecia ter um conhecimento nato sobre todo o que acontecia.
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    Mensagem por Nazamura em Sex Mar 15, 2019 9:40 pm

    Eu já vi esse filme


    Mayane arregala os olhos quando o estranho bilhete começa a repetir as palavras "Mate o filho do lobo" e ela acaba por solta-lo por sobre a penteadeira

    - Matar? Nunca! já não basta tantas mortes? - Dizia olhando para o lado como quem estivesse a procurar alguma entidade que por ventura estivesse psicografando no pergaminho a sua frente

    Seu coração disparava assustada, ela tinha que fazer alguma coisa, pensou em Antonio e Doc. Pegou o pergaminho, enrolou-o novamente e quando estava pra sair do quarto deteve-se por um instante

    - Ela me odeia...  mas eu tenho que contar pra ela, eu não sei o que fazer com isso, talvez ela saiba o que fazer, precisamos unir os dois e não matar um dos dois...

    E saiu do quarto de volta ao jardim com o estranho bilhete em mãos, mas com uma expressão visivelmente preocupada  - sabia que era do "Impuro Imperfeito" que o bilhete falava "Não imaginava que seria eu no papel da Selene protegendo Michael - apertava o passo lembrando do filme "Anjos da Noite" que havia assistido na noite anterior ao inicio de toda essa confusão

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    Mensagem por Jolie_Scarlatt em Sab Mar 16, 2019 12:08 am

    Guinnevere estava tão cansada, o ritual pareceu sugar todo o seu ser, mas o que mais era estranho que sentia nada mudar, e seu corpo ainda queimava, e aquela marca no seu braço estava invadindo todo o seu ser, escurecendo a sua alma, e aquela marca estava enraizando no seu corpo, e o medo a consumia.... o medo que poderia acontecer com ela e com seus amigos, será que ela estaria se transformando em um impuro, já que tinha falhado em sua missão???  Guinnevere observava Doc ficar exausta tentando reverter a maldição, mas sabia, lá no fundo que nada iria resolver, pois isso estava fora da ossada de um humano, ate mesmo para Doc. 
    Olhava para todos em sua volta, e via a pequena confusão que acontecia com a menina Diana, o garoto logo e Victor, ela mesmo tinha vontade de ir até lá e dar uns tapas no focinho daquele lobo, afinal a dor que estava sentindo e toda aquela profecia maluca era por culpa dele ... mas ao mesmo tempo olhava para o guri e percebia que ele era tão jovem, e talvez ele também seria tal vitima quanto todos envolvido, que os verdadeiros culpados e justamente os "deuses", "superiores" e "Danu" ... e somos apenas marionetes nesse espetáculo. 
    Guinnevere observava o casal de adolescentes  aproximando dela, e estava admirada o  quanto Diana era linda, como poderia ser mais linda do que Ana, tinha uma áurea límpida e iluminada, parecia um verdadeiro anjo. Assiim como Dmitri, era um jovem bonito, daqueles que faria qualquer menina do ginásio se apaixonar e sentiu Diana tocar em sua marca ... e observou o jeito como ela as analisava! E quando a mocinha perguntou se ela queria saber sobre a maldição .... seu coração gelou .... e apenas respondeu:
    - Sim Diana, quero a tradução disso tudo, quero saber como acabar com essa dor que está me consumindo, mas ao mesmo tempo tenho medo que seja tarde demais, ou pior ainda que não existe cura ou que não consigamos quebrar essa maldição - dizendo isso finalmente começou a chorar, chorou por todo estresse que passou nesse período curto que ao mesmo tempo foi longo ..... e olhou desesperadamente para aquela jovem ali parada na frente dela.
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    Mensagem por Mellorienna em Dom Mar 17, 2019 5:34 pm





    O Jardim da Promessa


    Manhã
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    Doc deixou Dmitri com uma missão, afastando-se rumo à casa. Ao entrar, encontrou Mayane, que parecia perturbada mesmo depois do banho e troca de roupas. Logo Victor também entrava na casa. Começava a se formar uma pequena fila para banhos e trocas de roupas, além de café-da-manhã. Aos poucos, os Caçadores iam se organizando para atender às necessidades de seus corpos cansados.

    Do lado de fora, Diana Victoria permanecia junto a Guinnevere e Gerson. Com uma mão sobre as marcas que se espiralavam no pulso da ruiva, a garota tinha os olhos brilhantes - quase como os olhos dos elfos, e movia os lábios como em uma prece silenciosa.

    - Venham. Todos precisam ouvir. - a garota deu um passo na direção da casa e então se virou e tomou Dmitri pela mão - Você também, Jimmy. Antes de partir. Venha.

    Entraram todos na casa, que efetivamente não tinha mais ninguém além deles. Nada de Mel da Paixão, Ace, Guilherme ou Irmã Graça. Com todos os Caçadores reunidos, Diana - de mãos dadas com Dmitri, enunciou:

    - Essa é a maldição de Danu, Rainha do Sonhar. Guinnevere tem o Coração da Grande Sonhadora. Uma fonte inesgotável de Glamour, matéria e forma da criação. O Inverno se aproxima e com ele o fim de toda inventividade. A Árvore da Vida, sustentáculo dos mundos, está morrendo. O Glamour d'Aquela Que Vem Com A Aurora alimentou a Yggdrasil. Mas, para que a Árvore possa sobreviver ao Inverno, Guinnevere deve agora se unir ao Coração da Yggdrasil... ou entregar Aquela Que Vem Com A Aurora para que dela se alimente a Árvore. Sem isso, a Yggdrasil morrerá. E todos os mundos morrerão com ela... antes da próxima aurora.

    Diana apertou levemente a mão de Dmitri, que virou-se para ela com preocupação estampada no rosto. Porém, antes que mais pudesse ser dito, a garota pediu licença por um instante. Dois minutos depois, retornava à sala usando um vestido até os joelhos e uma blusa de lã (que Mayane reconheceu como roupas de Mel da Paixão). A camisa de flanela, que antes havia servido de vestido para a moça, agora vinha em suas mãos. E, quando ela parou diante dele, Dmitri corou como um menino.

    - Vic, você não prec---

    Ficando nas pontas dos pés, Diana Victoria cobriu o rapaz com a camisa xadrez.

    - Que o tartan dos Campbell te proteja e guarde seu coração de todo o Mal. - ela ficou novamente na ponta dos pés e tocou os lábios de Dmitri com os próprios lábios, rápida como o pulo de um coelhinho.

    - Eu voltarei para você... Meu Destino. - a voz do rapaz falhou, nitidamente emocionado, mas ambos conseguiram sorrir um para o outro antes que Dmitri sumisse no ar em uma névoa negra que veio e se desfez com impressionante velocidade.

    Apenas então Diana Victoria voltou a encarar o grupo, evitando olhar para o pai e a mãe, extremamente corada.

    - Esta casa nesse jardim viaja entre mundos, entre planos de existência. E, dentro de cada Reino, ela se move entre lugares. Foi esse jardim que eu acessei quando tinha dez ou onze anos e... descobri que minha vida não era real. Eu acordei e percebi que era tudo artificial, como um sonho. As pessoas todas, os lugares, os acontecimentos. Só vocês eram reais... - ela olhou rapidamente para Ana e Victor antes de voltar a encarar os demais Caçadores - ... mais nada. Eu... achei que estava ficando louca. Mas então fui dormir e... meu sonho dentro do sonho me trouxe aqui. E Dmitri estava aqui também. Ele ainda não tinha passado pela Primeira Mudança, mas começava a sentir os sinais. E tinham contado para ele que seu destino era ligado à Profecia do Apocalipse. - Diana Victoria revirou os olhos por um momento - Eu não acredito em profecias, sabem? Não existem destinos imutáveis, mas sim caminhos prováveis diante de certas escolhas. Enfim... Dmitri e eu nos encontramos todas as noites desde então, quando dormíamos. Crescemos juntos, entendem? Ele era... a única outra pessoa real que eu conheci... antes de vocês, claro. - ela sorriu para os Caçadores reunidos - E quando eu pedi a ele que me resgatasse da Yggdrasil, Dmitri me trouxe para cá. Porque este jardim pode acessar qualquer parte, inclusive onde estamos agora: Tel'aran'rhiod, o Reino do Meio. Há pouquíssimos seres capazes de acessar Tel'aran'rhiod, por isso... Jimmy achou que eu estaria segura aqui. Porém... - a moça olhou para Guinnevere - ... minha partida retirou a fonte vital da Yggdrasil. A minha concepção foi inteira planejada para que eu servisse de nutrição para a Árvore, como uma Semente. Danu enfeitiçou e enganou a todos para ver cumprida a Profecia. Mas... Jimmy me salvou. E agora a Árvore da Vida está morrendo e os Mundos se partirão sem ela...

    Diana Victoria torcia as mãos uma na outra, nervosa.

    - E agora ele foi ao Inferno resgatar outra pessoa que está sofrendo, presa onde não deveria estar. Parece que Jimmy está sempre salvando alguém, só para ver seus atos serem transformados em resultados terríveis...

    A moça se calou, olhando pela janela, para o campo além, como se temesse nunca mais voltar a ver o Impuro Perfeito.




    OFF: Considerem que todos conseguiram tomar banho, comer e trocar de roupa. Todos estão reunidos: se é na sala ou na cozinha, vocês escolhem, mas estão dentro da casa. Mayane é a única que já esteve em Tel'aran'rhiod antes. Todos ouviram a interpretação da Maldição de Danu sobre Guinnevere. Nesse momento, Dmitri está buscando a alma de Ana Rita no Inferno e Diana Victoria é a única NPC disponível. Ela já disse aos Caçadores tudo que sabia.

    Vocês já estão de posse de todas as informações que podem receber para informar a escolha que farão. Agora, vocês precisam tomar uma decisão: unir ou afastar Diana Victoria e Dmitri. Todo tipo de artimanha é possível, inclusive matar um dos dois (ou os dois). Além disso, precisam escolher entre sacrificar Diana Victoria ou Guinnevere para suprir a vida da Yggdrasil. Caso consigam pensar em um outro caminho que forneça Glamour infinito para a Árvore, a hora é agora.

    Os elementos começam com a Tábula de Osíris, na 1ª Noite, e vêm até aqui. Qualquer dúvida, é só me falarem :3


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      Data/hora atual: Ter Maio 21, 2019 11:56 am