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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 2 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Padre em Dom Mar 17, 2019 7:09 pm

    d o c


    Pensativa e com um ar um pouco mais tranquilo Doc entrava na casa, apesar de estar presente ali, sua cabeça estava com Dmitri, naquela hora tudo era imprevisível. Foi quando encontrou Mayane que seus olhos abriam em uma visível surpresa, afinal não existia um protocolo sobre como deveria agir naquela hora. Parando e encarando a amiga pensou em passar reto, mas só até notar a expressão no seu rosto, diferente do que a psicologa pudesse vir a pensar, Maria não a odiava, simplesmente haviam tido um dia difícil, o que não significa que saber disso fosse deixar a postura da médica mais leve em relação aos últimos acontecimentos. Mesmo assim, ela não seria a primeira a puxar assunto, se a mulher tinha algo pra dizer, ela deveria desembuchar.

    Após uma possível interação com Mayane, Doc se apressava para o seu banho visto que a fila começava a crescer, tinha algo que queria testar fazia um tempo e considerando que a cura oferecida pelo Impuro Perfeito não era a cura que esperava, utilizava seu tempo debaixo do chuveiro para treinar suas novas habilidades de cura, começava em si mesma tentando fechar os cortes que tinha aberto mais cedo. A cura que tentava alcançar era algo menos ritualístico e mais rápido, sabia que no campo de batalha a demora que exercia para realizar os procedimentos poderia custar caro para o seu grupo, então fazia o seu melhor.

    Após sair, comeu a primeira coisa que viu para o café da manhã, apesar de que podia jurar que era o horário da janta. Em seguida, se direcionou até a sala pra descansar um pouco se preparando para o que viria em seguida. Seu descanso durou até a chegada de Diana, Dmitri e cia, sentada no canto observava em silêncio com uma expressão apática, a explicação de Diana, a despedida de Dmitri, o apelo silencioso da garota, de fato haviam muitos fatores para serem considerados antes de tomar qualquer decisão ali, mas para Doc será que havia mesmo? Por algum motivo mesmo depois de tanta conversa tudo parecia muito simples e de fácil resolução pra ela. Assim que a menina terminasse, Doc de braços cruzados no canto tomaria a fala.

    Não há necessidade de ter um elefante no quarto, não querendo ser uma escrota heartless bitch, mas a decisão parece ser bem simples pra mim. ― Seus olhos passavam por Gar e então por Diana, apesar de tudo não fazia firulas, seu tom era sério e ela era assertiva com a mensagem que queria passar. ― Nada pessoal contra a Gar, mas Diana sequer pôde viver de verdade. Gerson pode ficar lá cuidando dela, pra quem já passou 16 anos ou whatever, o resto do tempo não vai ser nada. E também pelo que eu entendi Diana é "filha" de Victor e Ana, alguém aqui vai mesmo ter coragem de pedir que eles abram mão dela?

    Acendia então um cigarro e encarava Gerson diretamente.

    É melhor saber que ela está viva do que todos mortos nesse apocalipse, não é? ― Voltando a atenção novamente para Diana. ― Eu também não acredito em destino, se não minha profissão não seria medicina, mesmo que a profecia da Rita seja... Tensa, eu estou disposta a tentar a sorte contigo, guria.

    Dava uma piscadela para a garota. Doc devia um favor ao Impuro Perfeito e qual a melhor forma de pagar se não ficando do lado dela na discussão que estava prestes a estourar ali? Também nunca fui uma religiosa forte, aquela Adão e Eva fantasy era legal, mas ela gostava de fazer sua própria sorte, já não tinha mais nada a perder mesmo. Tragando seu cigarro continuava plena esperando pra ver como a discussão seguiria.


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    Mensagem por Saskwatch em Dom Mar 17, 2019 7:46 pm

    Ao entrar na casa, Gerson colocou Guinnevere na posição mais confortável possível, foi até a cozinha, separou um lanche e trouxe para repartir com ela.

    Pela primeira vez desde o inicio desta tenebrosa aventura estava sem apetite, preocupado com o futuro, de seus amigos e de sua companheira.

    Ouviu quieto e atento a fala de Diana e depois de Doc.

    Colocou-se então em pé, e irritado com toda a história, enchei o peito, e com dois dedos projetados nos lábios deu um assobio alto e agudo, para que se fizesse silencio e todos lhe dessem a devida atenção.

    - Oia só, antes de um de ocêis decidi que que vão faze com quem, acho que temo que perguntá o que eles querem né? Por mim defendo os Guri e minha Ruiva enquanto tivé força pra fica em pé. Se aquela rainha doida tá tão afim de fazê algo pelo mundo, vô lá e enfio ela de semente dentro daquela planta dos inferno.

    Virou-se para Guinnevere, segurou sua mão suavemente entre as dele, ajoelhou-se e falou.

    - Ruiva qual tua vontade, você qué vivê naquela mentira dentro do baguiuo? se quisé te acompanho, se não só te levam por cima do meu cadáver.
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    Mensagem por antonio xavier em Dom Mar 17, 2019 9:29 pm

    Ana estava realmente muito cansada, havia vivido um tempo muito longo nestes últimos dias, mesmo não sendo um tempo propriamente real: ela o havia vivido.

    Ela apenas ouvia e observava. Gastava toda a sua percepção e sua velocidade de raciocínio para compreender, da forma mais plena de empatia possível, cada situação que envolvia todos os que estavam naquele momento no Jardim.

    Eram muitas responsabilidades, muitas escolhas e um peso grande sobre cada reação que todas as ações geram. Ana já olhava o menino com compreensão, com certeza, não era nada fácil para ele. Olhava com carinho e orgulho para sua filha, sendo tão responsável e madura frente a momentos tão difíceis.

    Após a fala final de sua filha, Ana se aproximou na menina, passou a mão carinhosamente por seu cabelo e rosto e disse:

    "- Minha filha, tenho muito orgulho de você. Desculpe os meus erros, era uma decisão difícil e rápida para ser tomada: única coisa que soube era que eu precisava educar você e vê-la crescer. Acredito que profecias sejam apenas linhas, que ao se tentar evitá-las faz-se com que realmente se cumpram."

    Doc toma a palavra, Gerson fala em seguida e Ana pensa em revelar a todos um pensamento que já vinha passando por sua mente:

    "- Eu sou mãe de Diana, assim como Victor é o pai. Contudo, vivemos uma história de amor que gerou Diana, somente porque Guinnevere criou um mundo onde isso fosse possível: ela é a mãe do meu casamento com o Victor, graças a ela que Diana existe. Não há uma escolha a ser feita aqui."

    Ana olhou para os lados, como se estivesse em busca de algo ou alguém, e finalizou:

    "- Gostaria de saber onde estão aqueles que são nossos anfitriões nesta casa e neste mundo que desvendamos nos últimos dias? Cabe a eles uma experiência e uma responsabilidade por tudo isso. Acredito ser necessário ouvi-los!"
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    Mensagem por Nazamura em Ter Mar 19, 2019 4:54 pm

    A reunião com os caçadores.


    Mayane se encontra com Doc após tomar banho, estava mais aliviada e percebeu que tambem ela poderia estar tendo um dia dificil, para não atrapalha-la, Mayane apenas colocou a destra por sobre seu ombro com 2 leves tapinhas como quem diz "tá tudo bem" e sorriu de volta a ela deixando-a livre para relaxar um pouco.

    Ficou então acomodada próxima a janela na sala de estar enquanto esperava os outros caçadores se refazerem e virem para a reunião, ela então percebe que Doc ficara ao lado do impuro perfeito, Gerson também parecia inclinado a defender a ruiva enquanto sua mãe parecia desorientada esperando uma palavra de orientação

    - Gente, eu gostaria de falar. Enquanto eu estava esperando vocês, encontrei esse pergaminho misterioso por sobre um porta-joias que me instruiu a...   - e olhou para o impuro imperfeito - Matar você, mas não se preocupe, não vou fazer isso - Já disse de ante mão levantando a mão com o pergaminho e mostrando-o para Doc.  - Acho que você deveria dar uma olhada nisso, e agora sabendo que nossas opções são curtas e ambas envolvem mortes, eu fico um pouco perdida. Existe um jeito de alimentar a Yggdrasil sem sacrifícios ?  

    e colocou a mão junto ao peito preocupada enquanto seu olhar corria pelos olhos de todos passando pelos de Antonio onde tendeu um pouco mais ainda apoiada junto a parede observando os outros caçadores

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    Mensagem por Immemorabili em Ter Mar 19, 2019 5:37 pm

    Não tinha tempo para aquilo; nada daquilo. Amaldiçoava todo e qualquer momento que aconteceu desde a noite em que foi salvo e adquiriu a dívida para com aquela organização até ali. No final das contas, sua filha era apenas uma peça de manipulação para aquelas criaturas, fossem elas mágicas ou qualquer outra porcaria de nome que se encaixava. Crescia na boca de seu estômago um nojo quase nauseante daquele mundo, e uma vontade de fazer um verdadeiro genocídio nas criaturas das noites e até mesmo nas do sonhar, controlado apenas pelo pouco bom-senso que lhe restava e o fato de que Diana Victoria era o único ponto de luz. Também não acreditava no amor dela e de Dmitri, o tipo de coisa que vinha em sonhos e ilusões como fora o seu com Ana. Simplesmente achava que não funcionaria e que os dois iriam condenar a todos ou a si mesmos no futuro. Mas ele direto; não hipócrita. Não poderia ditar o que era ou deixava de ser entre Diana e o garoto. Mas simplesmente não acreditava naquela coisa teatral que faziam juntos; achava que o amor verdadeiro era feito em ações e palavras dignas.

    - O inferno está cheio de boas ações. Literalmente, parece. Não importa o quão correto "Jimmy" esteja, se ao final o espelho do resultado for caos e destruição, a culpa será jogada nele. Foi assim comigo, não seria diferente com ele, que é alguma peça do destino. Parte da culpa é minha por não ter sido mais desconfiado de Danu do que já estava. Sabia que não podia confiar em qualquer pessoa que se acha sábia só por ser mais velha. Na próxima vez farei questão de matar esse tipo de criatura. Se houver um amanhã. - Tirou do bolso seu carregador e as munições da arma, contando enquanto observava os arredores. - Não diria que é ser heartless bitch. Sua opção é o que a lógica impõe. Sendo ou não a minha filha envolvida, provavelmente essa seria a saída mais óbvia. Mas não estamos aqui para brincar de frieza, estamos? - Estalou o pescoço, soltando ar pelo nariz como um búfalo, após a resposta a Doc.

    - Não vou iniciar nenhum tipo de conflito contra Gerson ou Guinnevere simplesmente porque em algum lugar está escrito que as coisas devem ser de tal maneira. Se o assunto inteiro é sobre o quanto profecias são imbecis, deve ter alguma entrelinha nessa história. Se eu fosse uma peça de sacrifício provável, me ofereceria, mas não valho nada nessa situação após ter cumprido meu papel como pai da garota da profecia. - Olhou de soslaio para ana, enquanto procurava algo em seus bolsos, encaixando as balas de impacto de volta no carregador, já revisadas. - O que eu e Ana vivemos foi real naquela vida gerada pela... sonhadora, é isso?. Claro, não sinto raiva nenhuma disso, Guinnevere. Mas o amor que estava ali foi condenado assim que recuperamos nossa memória e morreu no decorrer de dezesseis anos. Não possuímos laço algum fora Victoria. - A filha sabia, o pai só a chamava pelo segundo nome quando estava sério, nos seus momentos de maior frieza.

    Guardou a arma, no entanto, sem ameaçar qualquer pessoa e sem alterar a expressão gélida, voltando os olhos para Mayane. - As saídas óbvias são um sacrifício idiota, tentar achar um "Plano C", ou deixar com que tudo morra. Mas parece que as criaturas da noite, do sonhar e sabe-se-lá qual outra merda flutua nesse cosmo não parecem ser nada unidos e nem tão inteligentes quanto fazem pose. Parados contra a brisa, com toda essa postura de sabedoria. E agora Mel e a patota dos Ghostbusters sumiu e a gente nem sabe se irão dar uma de Danu e chegar falando pra gente o quanto entendemos menos das coisas do que eles. - Os olhos piscavam lentamente. - Bom. Esperem o pior. E por favor, me ajudem a manter Diana e Guinnevere seguras até a gente chegar em algum ponto justo. Eu detestaria uma mini-guerra civil no meio desse grupo, muito menos explodir o crânio de alguém sem precisar. Porque honestamente, quero que tudo vá pra p*ta que pariu. - Arrumou o sobretudo, caminhando na direção da casa, passando por Gerson e dando-lhe dois tapinhas no ombro. Dessa vez esperaria para ver se podia ao menos se recompor antes de fazer alguma coisa, parando entre sua filha e a doutora, primeiro para observar Vic e depois para falar com a outra.

    Os olhos foram até Doc.

    - Parece que a última noite te fez atravessar algumas linhas que não costumava atravessar. Estou educadamente falando que você está maluca. Mas não parece descontrolada. Talvez eu precise de sua ajuda quando a situação exigir que ao menos duas pessoas façam algo impensável. - A voz grave carregava um tom ainda menos mutável do que estava antes de toda essa confusão acontecer.
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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 2 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Padre em Ter Mar 19, 2019 8:56 pm

    d o c


    Doc ouvia tudo o que eles tinham a dizer criando uma impressão específica de cada um, algumas a surpreendia e outras nem tanto, mas no geral continuava apática. Respondia primeira a Gerson.

    Você é livre pra perguntar o que elas acham, mas faz mesmo a diferença? No final uma decisão precisar ser feita. Se quer tanto protege-la, vai lá, entra na árvore e toma o lugar dela e nós vemos o que acontece. Ou melhor, se todos concordarem nós deixamos o mundo acabar de vez. Ninguém decide e todo mundo morre, eu pelo menos não ligaria, como eu já disse pro sósia do Watson ali. ― Apontava para Antônio com a cabeça. ― Nós somos tão ruins quanto os noturnos, eu estou aqui pela missão, mas não vejo nosso lado ganhando como uma vitória.

    Em seguida olhava para Ana, continuava a manter o tom calmo.

    Ana, semana passada uma mãe foi até o hospital porque a filha tava no hospital relatando dores no peito, ela estava desesperada e em determinado momento me chamou para conversar, então me perguntou se era sério e disse que se precisasse ela faria o que fosse preciso para ver a filha bem, mesmo que significasse ela mesma ficar mal. Essa história é só uma das milhares que se repetem todo dia, mas a constante é a mesma, o amor de uma mãe é feroz, ainda assim você parece não possui-lo. Eu não vejo em seus olhos a ferocidade que eu via no olho deles. Mel e Ace não voltaram, eles são prós mas ainda assim estão sujeitos a morte, inclusive vocês todos deveriam se preparar pra não ter o papai e a mamãe pra sempre, se o mundo for acabar mesmo e ninguém achar uma solução, o que vai ser? A mãe do seu casamento ou a sua filha, que pelo que eu me lembro, nunca pode viver a vida real.

    Em seguida, aquietava-se novamente no seu canto, Mayane lhe trazia um papel que era prontamente lido pela médica, mas a ela nada remetia, mesmo com seus conhecimentos de ocultismo, aquilo não tocava nenhum sino na sua cabeça trazendo a resposta que esperava. De qualquer jeito, olhava para Mayane acenando positivamente enquanto guardava o papel no bolso.

    Não é morte. ― Corrigia a amiga. ― Ninguém disse que alimentar a Yggdrasil significa morrer. Eu não vejo outros furos além de outra pessoa que não seja as duas alimentar a árvore ou de deixamos ela seca e vermos no que dá e é por isso que acho que devemos decidir, ficar flutuando na dúvida só nos faz perder tempo.

    Por último, mas não menos importante, finalmente chegava em Victor.

    Isso não precisa se tornar uma nova guerra civil mesmo, só nos cabe o bom senso, se eu fosse Gar, a sonhadora de não sei o que, com certeza eu já estaria lá, ela não parece uma má pessoa, então não seria legal saber que enquanto ela estiver lá, vai ser a mulher mais importante do mundo? Isso é algo que ninguém aqui vai esquecer, nem mesmo eu. ― Tossia e então tentava projetar bem a voz pra todos. ― Talvez vocês não entendam a gravidade da situação, então eu vou tentar explicar pra vocês pra ver se vocês se movem logo e caminham para uma decisão final. No caminho pra cá eu recebi uma ligação no meu mentor, ele não está por perto agora, mas fez questão de me passar umas informações bastante interessantes. Ele disse: "Não foi apenas aqui, Mary, não só em Bela Vista. Pessoas ao redor do mundo todo surtaram. E estão transmitindo pela televisão o que parece ser uma luta contra um vampiro especialmente poderoso. Claro, não foi o que a mídia disse quando a notícia passou ao vivo, três horas atrás. Mas amigos meus no Conclave dos Magos analisaram as imagens. Jogaram três bombas nucleares, Mary... três bombas nucleares para matar a criatura. E era dia. A criatura lutou a luz do dia." E então, ainda no caminho eu passei por uma loja de eletrodomésticos, as televisões exibiam a imagem impossível de três cogumelos atômicos disparados sobre Bangladesh. A cifra absurda de vinte milhões de mortos aparecia na legenda. Vocês tem ideia da proporção de pessoas que morreram? Imaginem que Bela Vista se juntou com São Paulo... Ainda não daria o número de mortos em Bangladesh.

    Sentava-se novamente, percebia que Victor estava perto e queria conversar. Fazendo questão de manter tudo reservado entre eles, ouvia o que ele tinha a dizer.

    Impensável tem sido meu sobrenome, cowboy. A arma que o Antônio me deu, eu já devolvi, mas diga o que precisa.

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    Mensagem por Jolie_Scarlatt em Qua Mar 20, 2019 12:02 am

    Guinnevere ouvira cada palavra pronunciada por aquela jovem, e seus olhos cruzavam com os dela, e via ali dentro da sua iris o reflexo do medo e de culpa, queria abraçar aquela menina, queria proteger aquela menina e de uma maneira estranha também sentia mãe daquela menina ... 
    Guinnevere sentiu sendo carregada por Gerson para dentro de casa ... o cuidado que aquele homem tinha por ela, sentiu o calor de sua mão segurando a mão dela, um homem que era capaz de dedicar sua vida para com a dela! lembrou de tudo que viveram, por mais que fosse em uma realidade alternativa, foi significativo para ambos que perpetuou para essa realidade, do contrário do amor entre Ana e Victor que se desfez, o da ruiva e Gerson cresceu....mas o destino brinca com a gente, a profecia nos segue com uma fúria de destruição, e iria destruir a todos ... todos que Guinnevere aprendera amar .... então Guinnevere pediu licença para todos, deu um beijo em Gerson e foi tomar um banho, precisava de um banho era a unica maneira que conseguia pensar .... 
    Ao tirar a roupa, viu a marca da maldição tomar conta do seu corpo, cada raiz espalhando como um rio poluído, queimando o seu corpo por inteiro, sentindo a água quente cair no seu corpo, começou a chorar, e suas lágrimas  misturava com a água do chuveiro .... abaixou ali  e ficou por ali deixando cair a água no seu corpo, por muito muito  e muito tempo!!!!! refletindo tudo, desde o momento que chegou naquela casa, tudo que tinha vivido e conquistado, olhou para aquela maldição tomando o seu corpo ... e teve uma unica certeza, aquilo tinha que acabar, e tinha que acabar com ela, ninguém mais iria sofrer, aqueles jovens precisavam viver, e não iria tirar isso deles ... Gerson iria sofrer, mas logo ele iria entender o meu sacrifício, e logo ele iria encontrar alguém que o amasse e o fizesse feliz.... então decidida no que fazer, desligou o chuveiro, secou delicadamente o seu corpo, vestiu uma roupa limpa, fez uma trança em seu cabelo e seguiu até a sala.
    - meus queridos, quero agradecer a todos pelo convívio, vocês me resgataram de mim mesmo, me deram amigos, amor e um motivo para lutar, não quero mais sacrifícios, se eu sou a sonhadora, o Glamour, a maldição está no meu corpo, me queimando por dentro e me poluindo por fora, não tem como me salvar mais ... irei me sacrificar por cada um de vocês, serei o coração daquela maldita arvore, e vocês terão uma vida ... será meu presente de agradecimento para cada um de vocês  - disse Guinnevere para cada um presente ali na sala
    - meu amor - olhando para Gerson agora - quero que não me proíba, eu preciso fazer isso, por mim e por você, quero que tenha uma vida longa, quero que você encontre alguém e a me tanto ou mais como me ama agora, e quero muito agradecer pelo amor que me dedicou, e por me enxergar e em pouco tempo me fazer feliz e amada - dizendo isso deu um beijo em Gerson
    - pequena Diana, quero que viva a sua vida, que cresça e aproveita cada momento que ela  ira te proporcionar, e ame e cuide de Ana e Victor por mim .... - 

    Então virou para Doc e disse:você sabe como faço voltar para aquela realidade e acabar de vez com toda essa confusão??
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    Mensagem por Ryan Schatner em Qua Mar 20, 2019 5:25 am



    A princípio, tivera a impressão de que ao reagruparem-se, as coisas ficariam mais simples e com um claro norte a seguir. Mas o dia começava um pouco labiríntico no Jardim. Victor, que até então parecia não estar bem com Dmitri, agora confiava nele como guardião de sua filha. O Impuro, por sua vez, “curava” Doc na base da porrada – “Se eu soubesse que era simples assim, tinha feito isso lá no salão”.

    E as explicações não acabavam nunca. Muita conversa deixava Antônio nervoso e nestas situações, sua mente sempre tendia a desligar e vagar para outros rumos. O lobisomem falava sobre quem vai para a umbra e quem vai para o inferno – “Porque pro céu, pelo jeito, ninguém aqui vai, né?!” – E se ofereceu para buscar Ana Rita do colo do capeta. Embora duvidasse de que aquilo fosse realmente possível, ficou satisfeito em ver uma ponta de esperança em Maria. Não estavam bem um com o outro, isso até cego via, e nem sabia se um dia voltariam a se dar, mas apesar de tudo, ele ainda a queria bem.

    Voltando ao pandemônio de informações, a novata estava aparentemente amaldiçoada e alguns caçadores, juntamente com o casal vinte e um, tentavam ajudá-la com isso. Após interpretar as marcas no braço de Guinnevere, Diana anuncia a todos – "A Árvore da Vida está morrendo! E ela mesma ou Guinnevere devem servir de alimento para a árvore!"

    “Velhooo, isso vai dar um problemão!”

    – Pausa para cena romântica –

    Após a saída empoeirada de Dmitri, Diana continuava falando sobre como a casa pode se mover entre os planos e que agora estava no mundo do meio. “Terra Média?! Sempre me falaram que eu pareço com o Bilbo.” – divagava Antônio. Mas uma coisa podia notar, a menina sempre revirava os olhos quando esbarrava no assunto da profecia, como se aquilo fosse a coisa mais estupida do mundo.

    Em contrapartida ao que fora tratado até agora, as próximas palavras da moça começavam a fazer girar as engrenagens de sua mente. Diana dizia que a tal “Danu” enfeitiçou a todos para que ela fosse concebida para alimentar a árvore, enganou-os para ver cumprida a Profecia.

    E agora, a Árvore da Vida está morrendo e os Mundos se partirão sem ela.

    A garota temia pelo lobisomem que incursionara ao inferno para resgatar Ana Rita. Não tinha como negar, o rapaz parecia honrado e tinha boas intenções. Porém, seria apenas mais uma no local para onde fora.

    O debate seguia e os caçadores então começavam a ponderar sobre quem deveria se entregar para a “Celeste” do Castelo de Danu. Doc assumia que Diana merecia uma vida de verdade, em desfavor de Guinnevere – “E eu é que sou o monstro, hein?”. Gerson, surpreende dizendo que ninguém pode decidir por elas sobre as opções, a não ser elas mesmas. E que se por sua vontade, defenderia ambas as mulheres e o jovem. – “Justo! Honrado e justo!”. E evoluindo a conversa, Ana sabiamente decreta que não há uma escolha a ser feita!

    E definitivamente, não havia. Deveria estar fora de questão sacrificar qualquer um ali naquela sala. Antônio que até então estava sem saber o que pensar a respeito, começava a se alinhar com Gerson e Ana sobre proteger a todos, já haviam perdido demais. Assim como Ana, queria muito saber onde estava os da Paixão.

    Enquanto as pessoas continuavam a contenda, Antônio sentiu seu estômago roncar. Com os ouvidos ainda na sala, perscrutou a geladeira e apanhou um pouco de presunto cru, queijo e tomate, com os quais preparou dois sanduiches. Retornou à sala bem no momento em que Mayane falava sobre as instruções mortíferas do pergaminho que encontrara no quarto de Mel. Recostou-se na parede bem ao lado “dela” e apanhou um dos sanduiches, oferecendo o outro para a psicóloga. A olhava com um tom amável de dedicação e cumplicidade.

    — Toma, May! Tu precisa comer, tá de barriga vazia desde a biblioteca. Não demora a passar mal desse jeito.

    Pensava na mensagem do pergaminho enquanto mastigava. Ao que parecia, alguém estava se esforçando muito para ver o jovem lobo fora do caminho. Mas quem?

    Os ânimos voltavam a se agitar. Victor voltava aos típicos discursos de amargor, enquanto mexia com sua arma – tentando cravar um ponto, quem sabe – mas Antônio simplesmente não entendeu a mensagem e deu de ombros. Ele e Doc chegaram ao ponto inclusive de  ponderar sobre a possibilidade de uma “Guerra Civil” entre os caçadores – “Gente, pelo amor de Deus, vocês tem que sair mais! Tão assistindo muito filme!”. Doc tentava escalar a ocasião citando sobre os ataques nucleares e quando se referiu ao agente como “sósia do Watson”, Antônio sorriu nervoso e pensou consigo – “Essa cosplay de Polaris já tá me dando no saco! De novo!”

    Por fim, Guinnevere dá um passo à frente no altar dos sacrifícios, se colocando à disposição para o suplício. Antes que qualquer um pudesse responde-la, o exorcista interrompe o grupo para expor suas teorias.

    — Não tão cedo, pica pau. Escuta o policial dessa vez! Gente, minha teoria pode parecer maluca, mas raciocinem comigo! Diana disse que a tal “Danu” enfeitiçou o grupo que estava no Sonhar para usá-la como alimento para a Árvore, correto?! Ela enganou vocês porque – frisava bem estas palavras – queria ver a profecia cumprida! Bom, supondo que para alimentar a árvore, Diana deveria ficar sozinha lá para sempre, isso implica que ela e Dmitri nunca se encontrariam. Se isso é o cumprimento da profecia, podemos supor que o casal vivendo juntos e felizes evita a destruição total do mundo, certo?

    Desencostou-se da parede e jogou o último pedaço do lanche na boca, caminhando em direção à Guinnevere com o dedo para cima, como quem pede atenção.

    — Humn! – sonorizava enquanto acabava de engolir – E ainda sobre a árvore... Na minha opinião, essa bruaca está interessada apenas em salvar o rabo dela! Dela e do estilo de vida deles. Pensem comigo! Se o Sonhar foi criado, rudimentarmente falando, pela imaginação humana, ele veio depois de nós, certo?! E a árvore faz parte do Sonhar, né?! Então a Terra independe dessa árvore! Já caminhávamos aqui antes dela! Nós a criamos! Eles dependem de nossos sonhos, não o contrário! Então, meus amigos, eu voto por proteger nossas mulheres e crianças e deixar os elfos definharem... e que os humanos herdem a Terra!
    Dedução:
    Por gentileza, um teste de Raciocínio + Investigação (dif-2, Lógica Excepcional) para deduzir novas possibilidades e/ou melhores interpretações sobre a profecia, o casal e a Yggdrasil. Antônio é esperto, o Ryan é lerdo. Laughing

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    Mensagem por Saskwatch em Sex Mar 22, 2019 11:48 am

    Que loucura, Gerson devia ser uns dos poucos que ganhou algum objetivo na vida com o começo desta bagunça sinistra.

    Até conhecer o terror do mundo sombrio ele vivia um dia após o outro, e agora tinha amigos, colegas, um amor na sua vida, e novas vidas, jovens na flor da idade querendo sobreviver e viver.

    Então ficou em pé, e se dirigiu  seus companheiros:

    - Dona dotora, acho que a maioria de ocêis num quiria tá aqui, e eu tamém prifiria uma vida tranquila no meu moquifo, mais isso foi até eu conhece ocêis de verdade. Agora temo amizade, temo amor, e temo as criança aí.
    - Posso inté tá sendo egoista, mas queria podê colocá oceis tudo atrais de mim e aquentá as pancada, mas pelo que entendi pra entra na arvore do capeta tem que sê uma das minina, se não eu entrava no lugar sem pensá.


    Se a unica solução é deixar Guinnevere seguir o seu destino, ele não se oporia, a pesar do sofrimento.

    - Ôh minha ruiva, se for o unico jeito, e ocê quizé isso mesmo, vô com ocê até os inferno de novo. Mas se tivé otro jeito, tamém brigo com quem tivé que sê pra ocê vivê livre pra sê feliz.

    - E se for assim, depois de resolvê os assunto que sobrá, eu volto pro lado dessa arvore e fico lá, protegendo ela como pudé, até que meus dia se acabe.
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    Mensagem por Immemorabili em Sex Mar 22, 2019 9:09 pm

    - Acredito em você, Doutora. Mas até chegar a hora, não vou saber o que precisamos fazer. - Victor respondeu em mesmo tom, voltando atenção para a ruiva e Gerson. Aquela história de sacrifício dava nos nervos tanto quanto a situação inteira na qual estavam metidos. Estava realmente cansado daquela porcaria, e as notícias trazidas de que o mundo ainda estava pior do que isso eram nada relaxantes. - Imagino que há outras células e grupos tentando evitar o pior dessa confusão. Se bobear, tem pessoas fazendo algo tão importante quanto nosso dilema da árvore, nesse momento. - Disse sem soar como quem tinha certeza.

    Parou-se no movimento de caminhar para um dos cômodos da casa quando Antônio começou a falar. Levou a mão ao queixo, pensativo. - Imagino que Guinnevere tenha atrapalhado os planos dela, então. Mas como ela falou uma caralh*da de mentiras, acho que podemos descartar grande parte dos ensinamentos da elfa velhota. - Piscou lentamente, claramente incomodado. Os olhos semi-vivos foram até Diana e ele torceu os lábios como se ponderasse alguma coisa importante.

    - É nobre que você queira se sacrificar, Guinn. Mas... Talvez isso não ajude nada, se significar algum tipo de controle ou vitória de Danu. Eu ainda nem sei ao certo até que parte ela está envolvida com a confusão que está no resto do Brasil e do mundo. As profecias são confusas, difusas e cheias de detalhes chatos. E eu detesto toda essa 'magia' ou seja lá qual for o nome, detesto de verdade. Talvez seja melhor a gente fazer o que Antônio disse, deixar o legado daquele povo da árvore acabar. Ou, no mínimo enfiar Danu dentro da árvore e obrigar ela mesma a ser combustível obrigado a queimar para salvar suas orgias milenares de elfos e fadas. - Verdade fosse dita, se dependesse dele mesmo, daria um belo tiro no meio da testa daquela mulher. Mas não tinha nem certeza de que iria ajudar fazer algo. O plano de Antônio até aquele momento havia soado com mais sentido; mas o ex-militar não sabia quais fatores deveria considerar quando se tratava daquela confusão obscura de cultos e raças sombrias.

    - Mas essa decisão não deveria ficar nas minhas mãos. Eu realmente não sou a melhor pessoa para medir o que é correto e errado nesse caso. Estou envolvido pessoalmente e muito. muito cansado dessa situação. Esses últimos dias foram 18 anos para mim.
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    Mensagem por antonio xavier em Sab Mar 23, 2019 11:43 pm

    Ana ouve atentamente as palavras de cada um e percebe que ela não havia conseguido se fazer entender. Enquanto ouvia, lutava consigo mesma entre se importar ou não com o que diziam sobre ela. 

    Quando ela começava a formular novamente uma forma de expor sua opinião, Antonio inicia sua fala e expõe o Ana sentia e pensava.

    Assim, Ana faz um carinho em Diana e toma a palavra:

    "- Eu concordo com o que Antonio disse. Vamos proteger aquelas que estão ao nosso lado. Não cabe a nós lutar a luta de Danu, assim como não cabe a nós escolher o caminho de Diana e Dimitri. Se eles se amam que sejam felizes! Guinnevere, estou do seu lado. Protejo você e Diana, dou minha vida para que vocês estejam em segurança."

    Enquanto Ana falava, ela caminhava pelo aposento buscando alguma pista ou algum conhecimento que os ajudassem naquele momento. Será que no livro "da família" havia algo importante?
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    Mensagem por Mellorienna em Dom Mar 24, 2019 9:38 pm





    O Jardim da Promessa


    Manhã
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    INTO THE STORM:
    A tempestade rugia em ventos negros quando, tropeçando à beira de um abismo, o rapaz por pouco conseguiu equilibrar-se. A mulher que ele trazia no colo tinha os olhos muito escuros arregalados e uma expressão mista de surpresa, alívio, preocupação e medo em seu rostinho oriental. Quando seus pés tocaram o chão áspero e estéril do promontório açoitado pela chuva torrencial, o garoto que a havia trazido até ali cambaleou e caiu de joelhos, cuspindo sangue entre grunhidos baixos de dor.

    - Você... você me salvou... - há muito tempo atrás ela havia sido médica. Legista. Abaixou-se ao lado do rapaz e tentou iniciar um pequeno exame, mas ele gesticulou enfaticamente para que ela se afastasse - Você me salvou, mas está muito ferido. Eu só quero... agradecer por me resgatar do Inferno.

    O loiro era um moço bastante jovem e tinha ferimentos suficientes para que - se fosse humano - estivesse morto. Cortes profundos, lacerações e pelo menos algumas costelas quebradas. E ainda havia as queimaduras: no Inferno, ela havia sido condenada a reviver eternamente a hora de sua morte, e - para tira-la de lá - ele a abraçou em chamas. Os braços e o tronco do rapaz pagaram o preço de fogo por seu heroísmo e a outrora médica olhava com dor os ferimentos de seu salvador desconhecido.

    Limpando o sangue da boca com as costas da mão, em um gesto quase brusco, o garoto sentou sobre os calcanhares e ergueu o rosto para o céu tempestuoso que rugia acima de suas cabeças. A escuridão cinzenta era tudo que havia ali e o vento era tão forte que ameaçava empurrar a médica, que tratou de se posicionar longe da beira do abismo. Despindo os frangalhos das roupas que usava - uma camisa de flanela destruída e uma camiseta preta - o rapaz trincou os dentes com a dor das queimaduras sendo lavadas pela chuva, mas continuava mantendo-a afastada. Exasperada, a médica gritou:

    - Eu sou médica! Deixe-me ajudar! Nunca terei como pagar o que fez por mim.

    Para seu espanto, o jovem abriu os olhos e a encarou, sério:

    - Eu sou apenas uma arma. Sua salvadora é Maria Ivri.

    Dentro da casa, acalorados debates e despedidas de quem na verdade não partiria preenchiam o momento. Diana Victoria havia ficado feliz com a benção de sua mãe, mas temia que fosse tardia. Dmitri havia partido para o Inferno. E ela o abençoou para o combate, encomendando sua alma! Como  não havia percebido que estava mandando Seu Segredo para a morte? A dor da culpa e da incerteza cresciam em Diana Victoria e um zumbido tomava sua cabeça.

    Porém, o que a garota não sabia é que Mayane ouvia o zumbido também. Como uma pequenina abelha no começo, mas cada vez mais alto agora, chegando ao ponto de impedir que a psicóloga escutasse as voz de seus companheiros. Diana Victoria olhava ao redor e a médium pôde perceber que a moça procurava a fonte do barulho. Será que mais ninguém estaria ouvindo?

    - Jimmy... - a adolescente desvencilhou-se dos braços da mãe e correu porta a fora, de volta ao Jardim. Quase no mesmo instante, o grito agudo de Diana Victoria se fez ouvir, colocando todos os Caçadores em alerta. E o zumbido atingiu níveis insuportáveis para Mayane, obrigando-a a tapar os ouvidos.

    Sobre a relva diante da casa, o jovem Garou estava caído, sem camisa, coberto de queimaduras, cortes e lacerações. A calça jeans dava real sentido à palavra destroyed agora. Diana Victoria havia corrido até ele e apoiava a cabeça de Dmitri em seu colo. Lágrimas escorriam pelo rosto da garota, que o jovem lobisomem tocava com suavidade, tentando sorrir.

    - São só uns arranhões, Vic. Não chore.

    - Só uns arranhões?! SÓ UNS ARR---

    - Gaia vai cuidar de mim, Meu Destino. Só preciso de uns minut--- Mas que zumbido horrível é esse?!

    Com esforço visível, o garoto abandonou o colo de Diana Victoria, sentando-se na grama. Era possível para todos ver que os ferimentos realmente terríveis que carregava fechavam-se muito lentamente, como se a cura fantástica daquelas criaturas sobre-humanas estivesse mais lenta em Dmitri. O rapaz virava a cabeça de um lado para o outro, como se buscando um inimigo. Não tendo encontrado nada, deteve seus olhos sobre Mayane por um instante:

    - Senhora, Joana manda um recado. Os refugiados do Maelstrom se abrigaram na Penumbra do Monte Ararate, na Turquia. Atravessaram Portais dos Caminhos e Pontes da Lua para chegar até lá. Com a ajuda da Theurge humana, Alana Raf--- Não, ela disse que esse era o nome que aquela alma teve muitas gerações atrações. - o rapaz se interrompeu, voltando a olhar ao redor. O zumbido o deixava confuso - Mel da Paixão. E o Guardião dela. Joana está com eles. Reuniram a velha matilha, dos tempos em que eram vivos e amigos. E agora defendem o último refúgio das Almas na Umbra. A freira pede que seja forte, senhora. - voltando-se para Doc, o rapaz tentou sorrir - Ana Rita está com Joana. E os caminhos foram selados após a passagem das duas. Ela pediu para dizer... - a dor e o zumbido foram demais, obrigando o garoto a se deitar novamente no colo de Diana Victoria - ... Ana Rita pediu para dizer que finalmente voltou para casa.

    Dmitri fechou os olhos e a garota o aninhou cuidadosamente, observando com aflição a demora na cicatrização dos ferimentos do rapaz. Entretanto, antes que providências pudessem ser tomadas, o zumbido simplesmente silenciou - deixando uma sensação de opressão em seu lugar.

    E, para o espanto dos Caçadores, um ponto negro deslizou sobre a borda do sol recém-nascido: um eclipse acabava de se iniciar! Na linha das árvores, tremores e vultos. Que moviam-se com propósitos sinistros.  




    OFF: Eu sei que estou devendo o XP de vocês hahaha! Mas sim, vamos começar a Última Batalha! Eu vou distribuir o XP amanhã, se nada der errado. Desculpem mesmo por ter falhado até agora.

    Entendam que, na cena atual, seja o que for que vem lá, ainda está longe. Não dá pra ir no "eu ataco", ok? No meu próximo post teremos update da posição dos inimigos e da natureza deles. E só então o combate em si vai começar.

    Lembrem-se: Guinnevere continua amaldiçoada!


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    Mensagem por Padre em Seg Mar 25, 2019 4:47 pm

    d o c


    Observando as despedidas de Gar, apesar de tentar, não entendia o porquê de tanto drama, se estivesse no lugar da mulher, ela mesma se sacrificaria. Nenhum dos companheiros que estavam no sonhar parecia interessado em falar com intensidade e clareza o que estar com aquela maldição realmente representava, mas no que se tratava de discordar, parecia que de repente todos ganhavam opiniões muito claras a respeito daquilo.

    Tsc.

    De braços cruzados ouvia a pergunta de Gar, com certeza ela não sabia voltar para aquela realidade, mas era algo que podiam descobrir, isso se não a interrompessem novamente em seguida.

    "Não tão cedo, pica-pau". Falando igual um velho de 80 anos ele vai fazer eu parecer uma adolescente, cristo... Mas ele tem um bom ponto, quem dera essa faceta dele não fosse seletiva e ele agisse igual um ser humano por mais vezes... Essa atitude até que cai bem nele.

    Como ser-humano, Doc ainda contabilizava pontos negativos contra Antônio e por conta do seu orgulho evitaria concordar com ele diretamente, mas, assim que ele a olhasse nos olhos, ela faria um aceno com a cabeça, passando a mensagem de "mandou bem, pelo menos uma vez". Victor, Gerson e Ana eram os próximos a expor como se sentiam diretamente para Doc, a mulher ouvia tudo calada enquanto tragava calmamente seu cigarro olhando nos olhos dos três sem esboçar reação aparente e assim continuaria enquanto ponderava sobre cada uma das respostas. A verdade é que Maria Ivri não estava satisfeita, ela é uma mulher de certezas e tudo que não tinha naquele momento era isso.

    Ok. ― Respondia enquanto jogava as cinzas no chão da sala. ― Nós faremos as coisas do modo de vocês, protegeremos todos e veremos no que dá, mas antes eu preciso dizer uma última coisa, é importante que todos aqui tenham ciência da decisão que estamos tomando e do peso dela, afinal, isso não é sobre nós, mas sobre tudo. Independe de vocês não gostarem de profecias, mensagens do fim do mundo, do além ou seja o que for, vamos nos ater aos fatos: Gar ainda está amaldiçoada e com dor, o mundo ainda está acabando lá fora enquanto vampiros lutam debaixo do sol ardente e até a umbra está sendo destruída. Nós estamos falando disso como se fosse algo distante e sem ligação direta com a gente, mas TÊM. Esses são os fatos e o que temos são só suposições, se nós falharmos, nós morreremos, Gar morrerá, Diana morrerá, a porra do planeta todo vai morrer e isso não é uma suposição, isso TÁ ACONTECENDO. Raças inteiras e famílias podem ser aniquiladas por essa decisão de agora, então, isto dito, novamente reitero,  nós viemos aqui sabendo que poderíamos morrer, mas o mundo não deveria pagar pelas decisões, hoje nós não somos um grupo de caçadores amiguinhos inseparáveis, nós temos mais valor que a porra do presidente dos Estados Unidos, eu vou seguir com esse plano e confiar em vocês, mas, preparem-se para o pior caso as suposições estejam erradas. É só isso.

    Os comentários ali ditos de certa forma a irritavam, não por discordar dos pontos de vista apresentados, inclusive reconhecia que Antônio havia chegado em lugar que ela não chegaria naquele momento, mas o nível da discussão e os comentários feitos não faziam jus a algo que afetava a vida de milhares de pessoas. Ela mesma já havia participado de cirurgias de risco e sabia o peso que qualquer decisão errada que ela tomasse poderia afetar pra sempre a vida de um paciente, imagina então quando se tratava de mundos inteiros. Na sua concepção, entendia que os colegas PRECISAVAM entender aquilo, não por maldade, mas porque tinham uma responsabilidade. No fim, se aquilo a fizesse a antagonista do grupo, que fosse, o papel dela de alertar havia sido feito. Ao terminar o seu discurso, ouvia o grito de Diana, Jimmy estava de volta...

    Provavelmente seus companheiros tinham coisas a dizer, mas tudo o que ela tinha pra dizer e sua decisão já estavam feitos, então timidamente seguiu a filha dos seus companheiros, nem o surto de Mayane era percebido pela médica que naquele momento buscava uma resposta. Suas mãos cobriam sua boca quando finalmente via o estado que o Impuro Perfeito havia retornado, imediatamente correu até ele, mas se manteve atrás de Diana respeitando o seu momento.

    Encarando-o com seriedade, o via entregar a mensagem de Joana e de... Ana Rita. Então ela estava a salvo, sorria involuntariamente e nesse momento voltava os olhos para Mayane e para Antônio, seus olhos estavam marejados, mas a lágrima não escorria, pelo menos até ouvir que ela mandou dizer que estava em casa, então chorava olhando pra frente, discreta, tentando evitar os holofotes. Agachava na altura do Impuro e virava-se para Diana.

    Talvez eu possa ajudar... Ele cura a alma, mas no que se trata do físico, aí é comigo. Obrigada... Aos dois, de verdade. ― Falava numa altura baixa que fosse ser audível só para os dois e ainda com uma lágrima escorrendo do olho direito, direcionava-se apenas para o Impuro. ― Essas são feridas adquiridas no próprio inferno, então não sei o quanto minha cura pode fazer nesse momento, mas seria uma honra se me deixasse ajudar ou pelo menos tentar. Posso?

    A pergunta era direcionada tanto a Diana quanto ao Impuro, eles já haviam visto ela realizar o seu ritual antes, então sabiam o que envolvia, caso a permissão fosse concedida, se aproximaria dele e o daria um beijo, visto que ainda não sabia como performar aquilo sem a troca de fluídos.

    Torçam para que eu consiga ser útil, por favor. ― As mãos passavam então de ferida em ferida, Doc faria questão de dar o máximo para que uma boa cura fosse performada, era o mínimo que poderia fazer. De canto de olho percebia que um eclipse estava começando e que não estavam sozinhos, quando completasse o ritual, tendo sido bem sucedida ou não se levantaria e se prepararia.

    Preparem-se, eles estão aqui... Antônio! ― Dirigia-se ao homem pela primeira vez desde os acontecidos na biblioteca, seu olhar era mais firme do que antes e ela faria questão de que ele percebesse isso. ― Intrigas pra depois? Me dê uma arma. Quem tem mais poder de ataque, fique na linha de frente, Diana, você e Dmitri entrem, as coisas vão ficar feias por aqui. Eu vou ajudar com o poder de fogo, mas no momento que alguém se machucar, a gente reveza até eu conseguir performar a cura. Talvez alguns de vocês não vão com a minha cara, mas agora o inimigo é maior que nós e não temos opção se não lutar, estamos juntos nessa.

    Olhou nos olhos dos caçadores, de cada um deles, sua confiança estava em alta, seu papel havia sido feito e agora que Ana Rita estava de volta, lutaria pelo mundo dela, lutaria até que não sobrasse energia e se fosse pra caírem, cairiam juntos.

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    Mensagem por Immemorabili em Ter Mar 26, 2019 11:27 pm

    - Você está pregando para a pessoa errada, Doutora. Eu sei muito bem o que isso tudo significa, embora você de alguma maneira ache que eu sou burro demais para ligar as coisas. Eu só não me importo, mesmo. Se o mundo inteiro está nas mãos do que nós decidirmos fazer, é porque já deveria ter implodido há muito. Para o inferno com essas criaturas da noite. Até onde sabemos toda essa baboseira que você narrou pode ser um monte de palavras distorcidas saídas do cu de uma Danu ou alguém parecido. Então sim, eu sei bem onde estamos nos metemos. Mas eu não sou o militar que você achou que eu fosse no primeiro dia em que me apresentei, aquele homem morreu muito antes de eu chegar aqui. Meu trabalho até lá é tentar, em minhas capacidades humanas proteger a vocês e os inocentes que encontrar no meu caminho. Se salvar o mundo é queimar aquela árvore, enfiar Danu lá dentro, pular todo mundo no galho, roubar uma semente e plantar noutro lugar... isso não me interessa. Fodam-se todas as criaturas mágicas, místicas ou da noite. - Ele chegou até mesmo a piscar lentamente, o tom de voz mantendo o mesmo nível, o mesmo gélido, o mesmo cansaço.

    Talvez o problema dele fosse sua falta de... compaixão. Tinha respeito pela humanidade e apego à justiça, mas de alguma maneira se sentia muito menos humano e mais como algum tipo de robô configurado para fazer o que achava correto. Não era hipócrita ao ponto de pensar que sua justiça valia mais do que a de qualquer um, mas também não iria negar o fato de que ele estava sempre disposto a fazer o que fosse necessário. Talvez dar um tiro na testa de Danu não fosse resolver muito sua vida, no entanto. Provavelmente a Lei de Murphy agiria e sairiam rosas de sua pistola, ou Danu iria virar um Super Saiyajin, do jeito que as coisas estavam indo. Em outro ponto, ou havia criado sua filha muito bem, ou ela havia se tornado uma garota com complexo de princesa da Disney, porque havia um sentimento tão artificial no sentimento dela e de Dmitri, por mais que fosse verdadeiro, que era como estar assistindo a uma novela mexicana.

    Bom talvez isso fosse problema dele, e não dos dois. Meh.

    Acompanhou enquanto ela corria para o lado de fora e os olhos do ex-militar seguiram a grama até chegar no Garou completamente destruído, parecia ter saído de um filme de ação onde ele foi o dublê dos carros. Não havia sido informado bem o bastante para saber de toda a importância que aquela coisa com Ana Rita tinha, além das informações básicas que recebera. Mas... bom, tinha pequena esperança de que fosse algo realmente bom.

    Se aproximou "d'O Impuro" e deixou que Doc falasse com sua competência especialista. Continuou observando, pensando secamente se simplesmente tirar a pistola e efetuar um disparo direto no meio da cabeça do menino não ajudaria em alguma coisa, talvez aliviando parte dos problemas ou da razão de tantas pessoas caçarem-nos. Talvez não. Talvez ainda estivessem em maus lençóis assim mesmo. Também tinha o fato de que a filha passasse a odiá-lo com isso. Não se importava, caso fosse o problema. Ser odiado por mais uma pessoa não era exatamente o fim do mundo; ainda tentaria protegê-la mesmo de longe.

    Mas não. Não parecia que seria algo prático matá-lo agora.

    Queria na verdade matar Danu.

    Subiu os olhos ao mesmo tempo que as pessoas próximas, suspirando fundo. Suas armas estavam carregadas, mas a chance de morrer ali parecia ser no mínimo real, se todos aqueles sinais fossem, cada um deles, ao menos miseramente perigosos como tudo fora até ali. Ainda mais com um eclipse encaminhado. Escutou Doc mais uma vez, os olhos escuros indo dela para Antônio. - Não tenho nada contra você. Mas uma linha de frente contra essa quantidade aparente de inimigos não é uma boa ideia, especialmente por serem grandes o bastante para nos cercar. Deveríamos usar a casa como defesa e reforçar o que pudermos. Independente disso, Antônio, diga aos que ficarão lá dentro para barricar qualquer parte que quiserem e se prepararem para uma invasão. Façam um perímetro onde um defende as costas do outro, nunca sejam pego sozinhos. Os que tiverem bom disparo, mirem munições com impacto maior em junções das criaturas; parecem depender de algum tipo de autonomia reconhecível. Se for mais fácil matar alguns deles, mirem em pontos vitais apenas depois de ter certeza. Um tiro em um joelho pode salvar a vida de um colega. - Virou-se para Doc. - Posso carregar Dmitri e voltar rápido, se quiser. Me diga onde colocá-lo.
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    Mensagem por Jolie_Scarlatt em Qua Mar 27, 2019 2:48 am

    Guinnevere ainda estava analisando todas as informações e começou a perceber que lá no fundo aquele homem, o Antonio, tinha razão, que somos apenas peças no jogo daquela maldita elfa, e que no fundo não podemos deixar cair no jogo dela,  afinal ela pode ser apenas parte do nosso sonho do qual se tornou um grande pesadelo. E todo aquele encantamento que tivemos ao chegar naquela  cidade está de desfazendo junto com a concretização da tal profecia, será afinal que tudo isso é real??? ou a profecia pertence só aquele mundo? que aquele mundo só existe por que fomos nos que "sonhamos com ele"??? afinal fadas existem apenas nos nossos sonhos e contos??? talvez toda essa fúria foi que conseguimos enxergar que aquela fada era na verdade uma verdadeira bruxa e maquiavélica??? Eram os pensamentos de Guinnevere e ao mesmo tempo percebia o olhar de indignação e indiferença de Doc., e a ruiva sentia vontade de dar uns três tapas na cara de deboche daquela mulher, afinal não era ela que estava queimando por dentro, e cada segundo que passava não era o seu corpo que deixava de existir pois estava sendo dominado por uma força que parecia ervas daninas.... não era ela que estava sobre uma maldição que a cada minuto tomava sua vida ....
    ... mas a ruiva não teve tempo de ir perguntar para aquela mulher  qual era a dela, pois percebeu a movimentação no jardim e viu  o Garou caído e a pequena Diana abraçada ao lobinho, viu suas feriadas e sabia que o mal estava próximo e precisava estar preparada para lutar... Guinnevere foi até os aposentos que havia tomado banho e descansado um pouco e pegou uma arma ... e a preparou.

    - posso estar ardendo por dentro, mas meus amigos ninguém mais vai tocar!!! Se precisar ir na linha da frente, pode contar comigo, já estou morrendo mesmo!!!!!! - e seguiu segurando a arma com firmeza e determinação. 
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    Mensagem por Nazamura em Sex Mar 29, 2019 11:12 am

    O Plano de Mayane


    Mayane sente seu coração bater forte quando Antonio se aproxima dela e lhe oferece um pouco de seu sanduiche
    Antonio escreveu:Recostou-se na parede bem ao lado “dela” e apanhou um dos sanduiches, oferecendo o outro para a psicóloga. A olhava com um tom amável de dedicação e cumplicidade.— Toma, May! Tu precisa comer, tá de barriga vazia desde a biblioteca. Não demora a passar mal desse jeito.
    - O.. obrigada... - dizia enquanto comia tentou segurar ele pelas mãos, mas logo Antonio envolveu-se na discussão acalourada que prosseguia. Ela então ficou a observar seus companheiros trocarem ideias quando começou a ouvir um zumbindo que começou baixo e foi ficando tão alto que ela acabou tampando os ouvidos e a voz de seus companheiros começou a ficar abafada.

    - Vocês estão ouvindo isso? - dizia Mayane tentando conter-se - Está ficando insuportável

    Dimitri escreveu: A freira pede que seja forte, senhora.

    - Joana, está com eles? ela está bem, Ana Rita está bem? Aii que barulheira ensurdecedora! - dizia Mayane sentada em uma poltrona quando do nada... o zumbido se desfez, o silencio mórbido anunciava a calmaria antes da tempestade... Ela então tirava as mãos de seu ouvido e começava a prestar atenção no plano de defesa proposto por Maria Irvi, falando de pegar em armas e organizar uma linha de defesa, Joana pediu para ela ter fé, acreditar, ser forte. Via então seus colegas irem a frente da casa organizar uma linha e ouvira também Victor dizer que é insanidade encarar tudo aquilo de frente

    - Victor eu admiro sua coragem e estratégia para barricar e proteger a casa, mas também reconheço o plano de Maria em colocar quem tem poder de ataque a frente para resistir a onda deles, mas acho que agora eu posso fazer algo por vocês que ainda não fiz o tempo todo, posso me colocar a frente junto com vocês, não tenho armas de fogo e nem poderes especiais, mas posso trazer esperança em meio a desesperança - Mayane posiciona-se juntando ambas as mãos contra o peito na altura de seu coração - Posso invocar os arcanjos do pacto para ajudar a detê-los assim que eles saírem detrás das arvores e virem em nosso encontro. Se aqui no jardim o contato com o plano espiritual sempre foi facilitado e Joana sempre falou melhor comigo aqui, eu acredito que mesmo estando próximo do fim e... - Olhando para o céu vendo o eclipse se formar - Mesmo as chances sendo pequenas eu tenho fé que serei ouvida e tudo dará certo - dizia sorrindo fechando os olhos e se concentrando pensando em Joana, pensando em Mel e Ace e vibrando em emoção como fez da primeira vez que a oração ajudou a frente do museu no combate contra o vampiro.

    Trigger Action:
    O plano de Mayane é invocar uma chuva de fogo vinda dos céus, tal qual Angel's Fire assim que as tropas inimigas deixarem a linha das árvores. Imaginando toda a cena de uma chuva de fogo com o sol brilhando forte ao fundo e disparando a rezar com a verdadeira fé dos que crêem em salvação

    "Arcanjos do Pacto ouçam meu chamado
    Joana minha guardiã, de-me forças para não ser vã
    enfilerem a luz do sol, para que seja o nosso farol
    direcionem o fogo divino ao manto, para que purifiquem o campo destruindo nossos inimigos
    honrando o sangue do pacto, mantenha-nos intacto protegendo os nossos amigos"



    Saskwatch
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    Mensagem por Saskwatch em Sab Mar 30, 2019 6:21 pm

    "Chegou a hora de mostrar serviço" Pensou Gerson ao preparar suas armas e munição.

    Armou-se e deixou a munição que tinha disponível ao alcance. Preparou-se cabisbaixo, pensando em Guinnevere, e o quanto ele sentia-se impotente por não ter ferramentas ou conhecimento para acabar com a maldição.

    Com um sorriso forçado no canto dos lábios, buscando esperança e empatia dos seus amigos falou com Victor, direcionando sua voz também para Guinnevere e Ana:

    - Vamo mantê nossa melhó formação. Eu cubro os ponto cego do Sherif, a Ruiva e a Dona Ana ficam embarricada na retaguarda, em San Miguel nois era imbativel. Vô dá tudo de mim por oceis, se dependê de mim, nenhum bixo entra na casa. Alguém na casa sabe refazê aquelas marca de combate que a Dona Mel ensinô?

    Tentando passar confiança colocou um tom nostálgico em seu discurso, querendo despertar também o sentimento de união e amizade que tinham, durante o sonho, em seus amigos.

    Posicionou-se no ponto que teria melhor visão de onde os invasores viriam, mantendo-se na visão de seus companheiros, era o único jeito que conhecia para lutar em grupo.

    Fez o sinal da Cruz usando sua Colt 45 na mão direita, encerrando cm um beijo na munição. Por um momento fitou sua Ruiva, buscando no olhar dela a coragem necessária para que pudesse proteger a todos da melhor forma.

    Fechou os olhos, respirou fundo, e ficou aguardando o primeiro sinal de aproximação dos inimigos.
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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 2 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Mellorienna em Sab Mar 30, 2019 10:56 pm





    O Jardim da Promessa


    Manhã
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    Com o aval de Diana Victoria e do próprio Dmitri, Doc beijou o garoto e iniciou o procedimento de cura, que cada vez mais vinha com naturalidade à médica. Mesmo com a dedicação de um coração repleto de gratidão, a Caçadora via os ferimentos fecharem-se muito mais lentamente do que todos os demais que havia tratado até aquele momento. As lágrimas da Última Filha de Eva haviam secado, mas seus olhos continuavam arregalados e preocupados, refletindo sua pouca idade e inexperiência.

    Victor teve pensamentos bastante sombrios acerca de maneiras de acabar com aquele espetáculo de dor de vez, mas a aproximação dos inimigos fez com que o Caçador se centrasse novamente. Antônio e Gerson se preparavam, como Exorcistas do grupo, apesar de que as marcas no gangster haviam praticamente sumido, enquanto as do Agente continuavam intactas. Os mais de dois anos passados no Sonhar haviam cobrado um preço, afinal. Guinnevere e Ana, além de Victor, também não apresentavam mais os Sinais da Consagração, a não ser por leves sombreados e pontinhos perdidos nos antebraços.

    Por sua vez, Mayane assumia uma posição de protagonismo nunca antes ousada pela psicóloga. Com o coração pulsante daqueles que têm Fé no propósito divino, a médium entoava orações diante do eclipse, buscando com suas palavras atingir os Domínios do Altíssimo e trazer o Fogo dos Anjos em auxílio dos Caçadores que lutavam em defesa da Humanidade. Ao mesmo tempo, Doc recebia uma arma de Antônio - Dmitri ainda estava ferido, mas agora já conseguia se sentar quase sem fazer caretas de dor. O restante da cura, a herança incomum dos Garou teria que fazer pelo garoto: o tempo deles estava acabando e a médica precisava tomar parte na difícil matança à frente.

    A discussão estava entre barricar a casa - onde Guinnevere havia entrado em busca de uma arma - e formarem uma linha de frente quando um estampido surdo se fez ouvir às costas do grupo. Tensos como estavam, viraram-se os Caçadores de armas em punho, deparando-se com uma visão de tirar o fôlego.

    A primeira das criaturas meio-homem meio-lobo que viram era vermelha e branca como uma raposa e devia medir pouco mais de dois metros. Tinha um andar bípede bastante feminino, apesar da forma guerreira em que se apresentava, e fez Dmitri passar protetoramente Diana Victoria para trás de si, mesmo ainda sentado no gramado.

    - Màthair. - o Impuro Perfeito corou e se sobressaltou quando outros estampidos surdos se seguiram ao primeiro, trazendo outros quatro lobisomens, um após o outro, para o gramado do Jardim.

    Nas árvores, as sombras se agitavam e cresciam, e uma risada gorgolejante e maligna arrastava-se pelo ar, combatendo a prece de Mayane. Os quatro Caçadores que estiveram no Sonhar reconheceram imediatamente Anoitecer Selvagem, em sua forma Crinos, grandioso homem-lobo de pêlos brancos como a neve. Ao lado dele, vinha outro que era em tudo semelhante, o que provavelmente indicava certo parentesco. Esses estavam à esquerda da Garou vermelha. À direita, dois homens-lobo de pêlos castanho queimado e branco. Um deles, portando um cajado gravado com glifos e adornado com penas e ossos. O outro, de cerca de três metros e meio de altura, era o maior Garou que já tinham visto, e trazia uma lança igualmente imensa nas mãos.

    - Otets... Dyadya... eu---

    A medida que os Garou caminhavam na direção do grupo, iam se tornando em formas humanas, revelando suas faces e dando-se a conhecer.

    - Silêncio, filhote! O Ard-righ fala! - a Garou vermelha se apresentava como uma bela ruiva de olhos profundamente azuis, com uma voz macia e quente que era um arrepio de contraste com o tom lúgubre que a cena inteira apresentava. Ela encarou o garoto, que desviou os olhos respeitosamente, e então fixou o olhar sobre Diana Victoria por alguns segundos, antes de virar-se para esquadrinhar o grupo. Após olhar um por um, parou e voltou-se para Doc, com uma breve reverência de cabeça.

    Anoitecer Selvagem - uma versão maior, mais forte e mais velha do próprio Dmitri - permanecia a postos, ao lado de um homem de pele branca, cabelos negros e belos olhos claros. Os dois eram realmente semelhantes, apesar das diferenças, como apenas os parentes o são entre si. Apesar de estarem visivelmente preocupados com o estado do garoto, não se moviam. As feridas do Impuro continuavam fechando-se lentamente.

    Os outros dois homens eram nitidamente parentes da ruiva. O mais alto, apoiado à lança que havia cravado no chão, tinha os cabelos loiros levemente avermelhados, olhos escuros como as sombras das árvores e uma expressão badass que parecia ampliar ainda mais sua estrutura: cerca de dois metros de músculos atléticos e um sorrisinho de quem sabia dar mais de uma destinação a eles. O outro, mais baixo, devia medir seus 1.85m e era forte de um jeito esguio, longilíneo, com os cabelos castanho-queimados cortados bem rente, em desenhos na lateral que eram como nós celtas. Era o único a usar a camisa aberta - naquele mesmo padrão xadrez azul-marinho sobre verde-floresta que viram Diana e Dmitri usar - e trazia uma bonita tatuagem de um cervo cobrindo o torso definido.

    E foi este que se aproximou, parando diante de Doc, a poucos passos:

    - Eu sou Gaherys. Viemos para a batalha. - o homem sorriu de modo confiante - Agora não há tempo. Mas venceremos. E falaremos de novo.

    Olhando ao redor, o tatuado se afastou, indo na direção de Ana, com os olhos em Mayane no processo.

    - Precisamos rasgar o Véu para trazer os Escolhidos de Gaia... hmm... os lobisomens para cá. Esta casa fica no território de um caern, mas está agora fora do alcance do Mundo Material. E o Maelstrom impede a maior parte de nós de alcançar esse lugar. Você teve a Marca da Lua na testa, eu posso ver. E posso sentir. Mesmo que eu queira abrir passagens para todos, pode ser tarde demais quando eu tiver terminado. - os olhos acinzentados do Garou buscaram ao redor, encontrando Guinnevere, Victor e, novamente, Maria Ivri - Moça dos cabelos-de-fogo, eu vejo a Maldição das Fadas tomar seu coração. Mas essa pode ser uma boa graça. Por causa dela, você poderá ajudar. Vamos, estendam as mãos à frente, assim. Olhos fechados. Tateando. Sentiram? Rasguem. Uma aqui, a outra ali, isso. Eu ficarei perto das árvores. Confiança!

    Enquanto isso, Mayane entoava suas orações fervorosamente, conseguindo o impressionante feito de deter por alguns instantes o progresso do eclipse. Aquilo era impossível, é claro, mas a Profetisa estava cercada por um verdadeiro milagre. Enquanto Gaherys tentava instruir Ana e Guinnevere sobre modos de abrir caminho para o exército Garou, Anoitecer Selvagem e Sangue de Dragão, seu irmão, acercaram-se dos Caçadores armados, integrando a primeira linha de defesa da casa. Isso não sem antes um breve momento com Dmitri, em que trocaram abraços e recomendações amorosas, sob o olhar inflexível da ruiva bonita.

    Por sua vez, a mãe do Impuro Perfeito aproximou-se de Victor, tocando sem maiores cerimônias o ombro direito do Caçador com sua mão esquerda. Ela não era uma mulher muito alta, talvez na casa dos 1.60m, mas tinha uma beleza avassaladora apesar de não ser mais tão jovem - quarenta e poucos anos, talvez? Contudo, a voz ainda era o dado mais impressionante: passava dos ouvidos direto para um canto escuro e maravilhoso do cérebro, retornando as palavras à compreensão apenas depois de mergulhadas em certo formigamento.

    - Como pai da menina, - era evidente que ela tratava de Diana Victoria - ofereço a proteção do tartan do meu clã, se aceitar. - a mulher despiu a camisa xadrez que usava (que era realmente enorme para ela, provavelmente pertencendo a algum dos outros lobisomens), e ergueu diante de Victor - Meu nome é Gwenhwyfar. Mãe do Jimmy.

    Por sua vez, o mais alto dos Garou se aproximou de Dmitri e Diana Victoria, dando um tapinha amigável nas costas do garoto e trocando algumas palavras em uma língua desconhecida. Na sequência, seguiu sorrindo daquele jeito até Doc, fincando a gigantesca lança no chão novamente diante da mulher:

    - Se a cura funciona na base do beijo, caileag... - o Garou deu um beijo suave nos lábios da médica, que pôde sentir o sabor de menta (não artificial, mas sim da planta mesmo) no hálito fresco dele. Talvez o beijo menos conturbado de todo aquele dia, entre vômitos, maldições e pessoas queimadas pelo fogo do Inferno - ... melhor garantir, uh? - ele tinha mesmo um sorriso charmoso quando se afastou um passo, tomando a lança de volta nas mãos. Gaherys e Gwenhwyfar reviravam os olhos, enquanto Andrei e Nikolayev (aquele era o nome do irmão) tentavam disfarçar as risadas - Não sei se precisa do meu nome para os encantament----

    - Pelos Chifres do Gamo-Rei, Bedwyr, foco! Não é a celebração de Beltane, mas sim a maldita Batalha do Apocalipse!

    A ruiva ralhou, séria, ainda segurando a camisa xadrez diante de Victor. O tatuado apenas balançava negativamente a cabeça, enquanto continuava tentando ensinar Ana e Guinnevere a encontrar as fendas no Véu. Os Garou russos trataram de parecer ativos, mudando novamente para a forma Crinos de batalha e afiando as garras prateadas e brilhantes na terra do Jardim.

    - ... então, é Bedwyr. - ele sorriu e deu de ombros, girando a enorme lança com habilidade invejável - Use a arma apenas depois que eu cair, Maria-banrigh. Até lá, cure. E que a graça de Gaia esteja sobre você.

    Mayane mantinha-se em prece elevada diante do sol, que ia lentamente sendo engolido pela sombra. A médium intuía que, caso sua Fé vacilasse, a velocidade do eclipse mais que quadruplicaria. Concentrada, ela não poderia se dar ao luxo de temer as criaturas que avançavam sobre o Jardim. Com o rosto erguido para o céu, de onde clamava ajuda, Mayane não viu quando a linha das árvores foi tomada de escuridão.

    Mas Antônio e Gerson viram. Enquanto Ana e Guinnevere permaneciam de costas para os invasores, tentando rasgar a Película, Doc era beijada (mais uma vez) e Victor tinha diante de si a Garou ruiva com a camisa xadrez estendida, os dois Exorcistas viram o exército inimigo ganhar os primeiros metros no campo aberto à frente. Criaturas horrendas, distorcidas, como homens cinzentos e mutilados, portando todo tipo de armas e armaduras - desde placas de couro e espadas, até cotas de malha, arcos, coletes de kevlar e submetralhadoras. Em uma confusão de épocas, as linhas inimigas pareciam se formar de cadáveres afogados e criaturas de filmes de fantasia (orcs e goblins, em sua maioria). Ambos os Exorcistas contaram cerca de duas centenas em marcha cerrada de quatro ou cinco fileiras - e aumentando!

    Enquanto isso, Diana Victoria ajudava Dmitri a ficar de pé, agora já quase inteiramente recuperado dos ferimentos que trouxe do Inferno.

    Formas dos Lobisomens:

    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 2 Werewolf__the_apocalypse__garou_forms__by_jiggsokeken-d4n2ntu


    Caçadores, terá início a Batalha do Apocalipse. Para facilitar o combate, farei adaptações na forma de julgar os ataques e defesas de vocês, levando em conta as fichas como parâmetro! O post ficou bastante longo, por isso explicarei a mecânica na próxima ronda. Porém, não se preocupem: será uma medida para aumentar a eficácia de vocês, sempre. E buscando um tom épico!

    Façam seus posts descrevendo não apenas às reações às interações com os NPCs, mas também quais serão suas estratégias em combate. Ana e Guinnevere ajudarão Gaherys a trazer os Garou para o Jardim? Mayane continuará entoando suas orações - será que ela consegue gerar mais algum efeito se ampliar os pedidos? Doc vai partir para o ataque ou vai permanecer curando à distância? Victor vai aceitar a camisa - considere que há tempo para desenvolver esse diálogo antes que os inimigos saiam da linha das árvores, ok? Gerson e Antônio vão se abrigar para atirar, subir no telhado da casa, sair correndo para o meio do combate...? Enfim! Lembrem-se: nenhum de vocês jamais é obrigado a nada e tudo pode ser tentado (nem sempre com resultados positivos, mas...).

    Boa sorte para nós!


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    Mensagem por Saskwatch em Sab Mar 30, 2019 11:40 pm

    Gerson estava se concentrando, e imaginando o que iriam enfrentar, quantos seriam, que tipo de monstros. Não fazia ideia do que enfrentariam depois de toda essa imersão no mundo das trevas.

    De repente começaram chegar os lobisomens, o que o deixou extremamente inseguro, até que ouviu a risada de Anoitecer Selvagem, o que o fez esboçar um sorriso tímido "Óia que da pra tê uma chance agora"

    Não deu muita importância para o que eles fizeram ao chegar, ficou nervoso pela maneira que pareciam tranquilos, estavam destemidos, enquanto ele preocupado.

    Mas a calmaria não durou muito, e o Jovem congelou ao ver o tamanho do "exército" inimigo. Então sentiu que não havia chão sob seus pés.  Por um momento suas pernas amoleceram, e suas armas quase caíram no chão. Começou a tossir, engasgado com a própria saliva.

    Balançou a cabeça vigorosamente, como quem quer se recobrar do sono, procurando foco. Virou-se rapidamente e foi até Antônio.

    - Piá do céu, acho que o que tenho não vai dá conta desse mundareu de flhote do djanho. Aqui em baixo os lobo deve dá conta, precisamo de vê melhor o terreno. É bom ocê tê mais uns trabuco pra nois, vamo subi em cima da casa, de lá acertamo mais, aqui vamo só atrapalha os cara. Vito! Bora lá também?

    - Ruiva, não vô dexa ninguém chegá perto do cê, me segue assim que termina o trampo ai! Te amo, num se esquece não, vamo saí vivo dessa.


    Caso Antônio aceitasse a proposta, ajudaria ele a levar o equipamento até o telhado e se posicionaria para atirar, mirando inicialmente nas criaturas que tinham armas de fogo, e também daria cobertura aos que ficassem na linha de frente.
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    Mensagem por Immemorabili em Qua Abr 03, 2019 1:31 am

    E Doc beijava mais uma pessoa. Aquele era um tipo de cura deveras estranho, embora ele não pudesse dizer muito sobre rituais. Talvez fosse imune a herpes e coisas do tipo por ter um fator de cura envolvido? Queria nunca ter que descobrir. As lágrimas da filha também não lhe passavam despercebidas, mas ele não tinha tempo para perder com sentimentos descontrolados. Nesse ponto, estava um pouco feliz que Diana fosse tão diferente do pai. Talvez fosse para melhor.

    E tal como pensava de maneira sombria, também não perdia sua compostura. Se fosse simplesmente fácil decidir matá-lo assim, provavelmente não estaria naquela situação. Embora não deixasse de pensar que alguns problemas se resolveriam com ações tão... frias, também tinha noção de que sua vida poderia piorar muito. E não era exatamente com a sua própria vida que estava preocupado, para falar a verdade. Mas quem dera ter tempo para decidir e medir o que deveria ou não ser feito. Qualquer ação até aquele momento parecia uma mistura de ilusões e desilusões. Um homem menos integrado consigo mesmo, ou ao menos com o sangue menos frio, teria se tornado um verdadeiro poço de amargura depois do amor verdadeiro e ao mesmo tempo falso que tivera com Ana. Ele... só queria que aquela confusão acabasse, para retornar a algum semblante de vida normal ou morrer fazendo algo digno.

    - Ora, acho que ao final você estava certa, Doc. Ponto para você. Parece que teremos uma linha de frente, se as coisas forem como parecem ir. - Disse, quando percebeu que as figuras que se aproximavam não eram agressivas - ao menos não contra eles -. Tratavam-se então de uma figura chamativa e um grupo de pessoas, ao menos um dos quais ele viria a reconhecer depois, além do impuro perfeito reagir de maneira familiar. Victor não puxou suas armas ou mudou sua postura, soltando ar pelo nariz. Lembrou se de algo ao ver as criaturas; afinal de contas... ele não conseguia se esquecer. Olhou para o pulso que havia marcado anteriormente... dezoito anos atrás. E também, "horas" atrás. Naquele maldito tempo relativo. E havia apenas uma marca ali. Se perguntou se aquela marca que havia feito lhe ajudaria em algo, caso a repetisse.

    Reconheceu Anoitecer Selvagem no meio dos outros. Bom, julgando pelo tamanho e a periculosidade que todos ali pareciam ter, se quisessem-nos mortos, provavelmente já teriam-nos matados a todos.A conversa entre eles - ou melhor, a falta de conversa - não lhe interessava muito, mas não havia visto muito que lhe indicasse encontrar uma lupina que parecesse mais uma grande raposa selvagem. Muito menos que se transformasse em uma mulher ruiva de aparência arrebatadora e olhos profundos; muito mais vívidos do que os dele por uma margem tão absurda que pareciam completos opostos. Pela maneira como agiam... pensou que ela fosse a mãe do Impuro mesmo que dissesse alguma coisa. As formas humanas deles não eram tão imponentes quanto as outras, mas imaginou que todos eles deviam ser bem mais fortes não importa em que forma estivessem.

    Distraiu-se observando os outros e o que diziam aos outros membros do grupo. Rasgar? Mas que porcaria era aquela? Ficou ligeiramente contrariado quando sentiu a mão em seu ombro, simplesmente por não gostar muito de contatos desnecessários. Mas por Tutatis, aquela mulher era simplesmente linda, ainda mais com a voz que lhe reverberava de maneira sobrenatural. E.... por conta de todo o nojo Victor estava sentindo de coisas mágicas, ficou mais contrariado ainda. Como se a própria beleza contextual dela fosse prova de que a magia era pútrida, egoísta e depravada.

    Soltou ar pela boca ao vê-la remover a camisa xadrez. Sabia um pouco de vários contextos militares para saber um pouco do que aquilo significava, apesar de achar um desperdício. - Meu nome é Victor Capello, vocês sabem quem eu sou. Não represento a todos nós como um clã, infelizmente. Não posso lhe garantir uma união de alma e não conheço todos os seus costumes. Mas ofereço um símbolo que para mim é tão importante quanto. - Levou a mão ao bolso interno de seu sobretudo e dali removeu lentamente um símbolo militar. Não de sua instituição, mas de seu esquadrão; o que jazia bordado na lateral de seu antigo uniforme, a águia em cima de uma caveira. Franziu levemente o cenho quando ouviu a ruiva invocar o Gamo-Rei e a ofereceu seu brasão, pegando a tal camisa. Sequer sabia se era exatamente daquele jeito que as coisas eram feitas, mas dobrou com a perícia de um soldado e amarrou o tal tartan ao redor do seu braço direito.

    - Sinto que há uma boa possibilidade de eu morrer essa noite. Se for o caso, peço por favor cuidem de Diana por mim, tal como seu filho prometeu. Meu corpo humano é frágil e eu estou realmente cansado. Não tenho lugar nas profecias e destinos mais, imagino. - Acabou de amarrar e ergueu as mangas do sobretudo, mostrando o mesmo pulso onde havia se marcado tempo atrás. Pegou a faca militar e a girou com perícia, voltando a marcar a pele com o mesmo símbolo que havia feito. A dor sequer lhe incomodava mais. Naquele ponto... pouca coisa parecia realmente surtir algum sentimento humanizado no homem. Os olhos que encaravam a ruiva eram quase tão sem-brilho quanto o ponto central do eclipse.

    Soltou ar pelo nariz e olhou para Gerson, que conversava com Antônio. Falou alto, olhando para as criaturas distantes, cada vez mais próximas. - Assumam um parâmetro de defesa óbvio! Essas criaturas parecem um tanto quanto agressivas demais, vão fazer algum tipo de avanço de bando, ou algo do tipo. Mantenham as costas e os ângulos um do outro protegidos! Qualquer união será o trunfo contra essas coisas. Não se apoiem nas forças um dos outros, mas sim ofereçam os apoios para suas fraquezas. Se vocês lutaram até aqui, é porque merecem viver. Seja lá qual seja o fruto que lhes trouxe até essa hora obscura, ou até mesmo se julgam ter perdido parte da humanidade ou sanidade em toda essa confusão apocalíptica das últimas noites... ou das últimas duas décadas, que seja. A história é contada do ponto de vista dos vitoriosos, e os Garou e os Humanos viveram essa maldita linha inteira desafiando destinos, previsões idiotas, manipulações e sonhos ilusórios forjados por aqueles que NÃO MERECEM viver um novo nascer do Sol ou erguer da Lua. Quando em batalha, todos são irmãos ao mesmo lado. NÓS somos Band of Brothers aqui. - Terminou destravando sua arma de calibre quase exageradamente alto, as balas de impacto com quatro pontas, "Hollow Point" que se desfaziam em uma espiral aberta ao atingir o alvo, deixando destruição completa do ponto de impacto.

    Passou ao lado de Gerson. - Fique com um pé atrás, como sempre. Tente sobreviver. Você tem alguém para quem voltar e algo pelo quê lutar, diferente de mim. Não se sacrifique por um homem morto. - Disse baixo, seguindo o plano do homem que se provara não só seu amigo como alguém muito mais afiado e esperto do que várias pessoas que se julgavam "superiores".
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