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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Ryan Schatner
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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 3 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Ryan Schatner em Qua Abr 03, 2019 6:17 am



    Antônio ficou satisfeito em ver que o grupo captou seu ponto de vista sobre proteger os seus, e por concordarem com ele. Sentia a confiança de que aquele ECB amadurecia cada vez mais, rumo a um grupamento sólido, unido e eficaz. O aceno positivo de Maria era a confirmação final daquele sentimento para o agente.

    Retornava para o lado de Mayane ao perceber que ela parecia não se sentir muito bem. Tomou-a pelas mãos, tentando entender do que se tratava o tal zumbido que a incomodava tanto, mas logo a atenção do grupo voltou-se ao retorno de Dmitri, que jazia gravemente ferido no exterior da casa. Observou enquanto as mulheres cuidavam dele e ao ouvir que Ana Rita estava bem, seu coração se encheu de esperança. No final das contas, ela estava liberta de todo sofrimento.

    Mas é nos momentos de calmaria que costumamos esquecer de que eles precedem os de tempestade; e quando notou a mudança celeste e a agitação entre as árvores no horizonte, seu corpo se retesou. Alcançou uma das armas em sua bolsa e a entregou para Doc, apoiando a mão em seu ombro em seguida:

    — Esqueça as intrigas, Mari! Isso é como um casamento, na alegria e na tristeza, certo?! Vamos passar por isso juntos!

    Como Victor tinha sugerido, auxiliou os que se manteriam na casa a identificar pontos vulneráveis e maneiras de bloquear as entradas o mais rápido que pode, a fim de voltar à linha de frente. Ao retornar, se deparou com aquela que lhe roubava cada vez mais olhares e suspiros, com as mãos unidas na altura do peito, orando fervorosamente na campina. Parecia ela mesma, um arcanjo, fazendo o incredível ofício de contar o movimento do tempo e dos astros.

    Acompanhou então a chegada dos lobisomens, figuras curiosas sobre as quais pouco sabia. O modo como se portavam e comunicavam soava um pouco confuso para o exorcista, mas tinha que confessar que eram um reforço muito bem-vindo naquela hora obscura.

    Foi quando pode notar a aproximação da horda. Parecia que o próprio inferno seguira Dmitri até o Jardim, em busca de vingança pelo resgate de Ana Rita. Seus números eram absurdos e Antônio temeu pelo destino dos seus. Sua expressão de espanto foi anulada por Gerson, ao qual respondeu de pronto:

    — Boa ideia, meu caro! Ali na minha bolsa tem várias armas longas, fique à vontade. Subimos quando estiver pronto.

    Correu até Mayane, se aproximando por trás e da forma mais delicada possível, visando não quebrar sua concentração, lhe deu um beijo doce na bochecha e lhe disse ao pé do ouvido enquanto lhe acariciava a cintura:

    — Fique viva, querida! Nossa história não termina aqui, ok?

    Uma vez no telhado com Gerson, colocou seu rifle de lado e sacou do bolso uma caneta.

    — Venha cá, garoto. Se me lembro bem, nossas marcas eram iguais, certo? Não sou um artista, mas acho que posso tentar copiar as minhas em você. Dá aqui o braço!

    Da melhor forma que conseguisse, reproduziria as marcas rituais em Gerson da mesma forma como fora feito consigo, dias atrás. Após, tomaria posição em um dos cantos do telhado, com um olho na marcha inimiga e o outro em seu grupo, pronto a enfrentar os primeiros e proteger os segundos.

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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 3 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Nazamura em Qua Abr 03, 2019 8:52 am

    @Nazamura escreveu:

    Continue


    Mayane sorria enquanto rezava, sentia seu corpo vibrar quando conseguiu retardar o efeito do eclipse, mas logo sentiu que lhe era necessário um enorme esforço para continuar mantendo a situação como estava, para que os seus tivessem alguma chance, porem logo fora surpreendida com um reforço inesperado em seu momento de fé.

    Tony escreveu:lhe deu um beijo doce na bochecha e lhe disse ao pé do ouvido enquanto lhe acariciava a cintura:— Fique viva, querida! Nossa história não termina aqui, ok?

    Mayane levemente abre a boca e deixa escapar um suspiro quando beijada e a fala ao pé do ouvido fez um arrepio correr toda a sua espinha, ela levemente abriu os olhos graciosamente olhando para Tony enquanto assentia positivamente com a cabeça em um sorriso misturado com as suas orações para que sua concentração não fosse quebrada até vê-lo correr de volta para casa em direção ao campanário. Seu coração batia de emoção pulsando tão forte que era quase que possível senti-lo na garganta

    - O..Obrigada - deixou escapar em meio as orações voltando a concentrar-se em prece e em sua fantasia de menina pôs-se a orar com mais firmeza, imaginando grandes asas alvas emplumadas saindo de suas costas, sorria consigo mesma de se imaginar assim e logo continua

    "Deus, Jesus, Joana, Arcanjos do Pacto, Mel, Ace, Meus amigos espirituais, obrigada por terem me atendido,
    sua serva se coloca a disposição mais uma vez para continuar detendo o eclipse pela graça da sua vontade
    faça de mim um instrumento de seu poder e proteja nossos amigos, proteja a terra e toda a humanidade
    Que a luz vença a escuridão em nossos corações, purificando almas, resgatando espíritos, pois afinal ... "


    Nesse momento de sua oração apaixonada, Mayane abriu os olhos para a linha de inimigos a sua frente, sentiu compaixão deles, um impulso doutrinadora de ir conversar com cada um, não sentia raiva e nem julgava o merecimento de continuar vendo o nascer do Sol tal qual Victor Capelo bradava e continuou

    "... Todos são filhos de Deus, inclusive, nossos inimigos que estão temporariamente ignorantes do amor do Pai"

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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 3 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por antonio xavier em Qua Abr 03, 2019 4:00 pm

    Ana já não pensava frente a tantos acontecimentos sucessivos ao longo dos 3 dias, que para ela foram anos, apenas reagia de forma automática e quase vazia. A sua sede por conhecimento a havia levado por caminhos por demais tortuosos e isso a machucava interiormente. Sair da Caverna doía mais do que permanecer na escuridão. Muitos dizem que não enxergamos no escuro, que ficamos cegos. Estes talvez não conheçam a força da luz, que pode ser tão brilhante, que cega, tornando inviável compreender por onde andar, o caminho a seguir.

    Ana via os garous chegando, pareciam uma grande família, e ao olhar distanciada para como eles se relacionavam com Diana e Dimitri. a moça se sentiu como se estivesse em uma grande comemoração, que daria o início de uma nova vida. Isso não significava que venceriam, apenas que uma nova etapa começaria, mesmo que essa etapa fosse o destino natural de todos aqueles que vivem.

    Após o chamado de ajuda para romper a película, ela caminhou junto de Guinnevere e começou a se esforçar para conseguir atingir seu objetivo: ela romperia a barreira para terem ajuda e usaria sua besta para vencer a batalha.

    Remorso

    Às vezes, uma dor me desespera...
    Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
    Cismo e padeço, neste outono, quando
    Calculo o que perdi na primavera.

    Versos e amores sufoquei calando,
    Sem os gozar numa explosão sincera...
    Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
    Mais viver, mais penar e amar cantando!

    Sinto o que desperdicei na juventude;
    Choro, neste começo de velhice,
    Mártir da hipocrisia ou da virtude,

    Os beijos que não tive por tolice,
    Por timidez o que sofrer não pude,
    E por pudor os versos que não disse!

    Olavo Bilac
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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 3 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Mellorienna em Qua Abr 03, 2019 8:58 pm





    O Jardim da Promessa


    Manhã
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    Gaherys conduzia Ana e Guinnevere na sutil arte de rasgar a Película, enquanto Mayane orava aos céus por misericórdia e Gwenhwyfar recebia o símbolo de boa-vontade de Victor na forma do emblema de seu esquadrão nas Forças Armadas. Gerson e Antônio subiam no telhado da casa, onde o Agente reproduziu com bom grau de sucesso os Sinais da Consagração nos antebraços do companheiro de luta. Tomando de uma faca, Victor fez o mesmo, marcando novamente a Tríade dos Tutores na parte interna do pulso.

    O homem havia enrolado o tartan no braço. A ruiva apenas observou. Então se feriu com a faca. E aí proferiu um grande discurso motivacional. Apenas ao fim de suas palavras a Garou demonstrou reação, desatando a camisa xadrez do braço de Victor com movimentos suaves e então colocando-a sobre os ombros do homem:

    - Vista. - era um pedido, mas ela aguardou. Apenas depois que o homem encaixou-se corretamente na roupa, ela voltou a falar - Que o tartan dos Campbell te proteja e guarde seu coração de todo o Mal... - ficando na ponta dos pés, a mulher beijou suavemente os lábios do Caçador, quase como o roçar das asas de uma borboleta - ... Victor Capello.

    Gwenhwyfar sorriu. E ela tinha sardinhas no nariz e covinhas nas bochechas que davam a ela ares de menina. Com a memória que tinha, Victor fatalmente reconheceria as palavras: foram as mesmas palavras e gestos usados por Diana antes que Dmitri partisse para o inferno.

    Enquanto isso, Andrei, Nikolayev e Bedwyr, nascidos sob a Lua Cheia, investiam contra a horda que ganhava o gramado em suas formas Crinos, iniciando a carnificina. E Ana, Guinnevere e Gaherys obtiveram sucesso em seu trabalho: algumas dezenas de Lobisomens, todos em forma de batalha, avançavam pelo Jardim. Dmitri colocou-se de pé, já quase completamente recuperado. E Mayane resistiu ao impulso de ir até os inimigos e doutriná-los no caminho da paz de Deus.

    - Vocês ouviram, Escolhidos de Gaia! - a voz da ruiva se erguia acima da batalha recém-iniciada e dos primeiros tiros disparados do telhado da casa - A longa noite nos braços da Mãe acabou! Rompe a aurora de sangue da nova era! - os lobisomens se agitavam e uivavam às palavras de Gwenhwyfar, que lançou um longo olhar para Victor, antes de sorrir novamente. Ele havia dito tudo, afinal - ÀS ARMAS, NAÇÃO GAROU!

    O uivo de dezenas de lobisomens em conjunto fez tremer a própria terra sob os pés de todos. Doc, que permanecia à distância, com a arma de Antônio em mãos, percebeu os primeiros ferimentos despontarem nos terríveis três que lançaram-se em batalha primeiro. Seguindo-se ao chamado às armas, os Garou partiram em peso para o combate. Para trás, apenas Gaherys, que voltou-se para Guinnevere e Ana com fogo nos olhos cinzentos:

    - Ajudem a amiga de vocês. Nenhuma oração é tão boa que não possa ser melhorada. - e só então partiu o Líder da Seita para o combate, onde as linhas inimigas eram aniquiladas por lanças, garras, presas e balas.

    Tal era o estado das coisas, que notaram os inimigos a Profetisa no meio do campo, envolta em luz solar, quando o mundo já deveria estar coberto de trevas. E, para o desespero de Antônio - em seu pico de visão privilegiada - lançaram as criaturas de pesadelos flechas e lanças contra Mayane que, de olhos fechados, orava por um milagre.

    Os disparos contra os inimigos não adiantavam mais. E atirar nas armas que singravam o ar em busca de ceifar a vida da médium era apenas uma medida desesperada: era improvável acertar e impossível deter ou desviar todas elas.

    Diana Victoria deu um grito agudo ao ver a chuva de flechas e lanças convergindo para a médium.

    Mayane estava condenada.

    Spoiler:

    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 3 E909369445970E3696884F15977B53A3559AC8B0

    O clangor de metal contra metal estalou tão próximo que a Profetisa perdeu a concentração em sua oração. Diante de si, três figuras, inteiramente vestidas de preto. Dois deles giravam lâminas no ar, impedindo que a saraivada de flechas atingisse o ponto em que ela estava. Enquanto o que estava mais ao centro desviava lanças no ar com uma espada de ferro negro.

    Os lobisomens já haviam voltado a dar trabalho suficiente para que um novo ataque contra ela não fosse tão imediato. Mayane viu os três se ajoelharem muito rapidamente, usando gorros e máscaras negras, que se desfizeram como fumaça quando ergueram os olhos para ela:

    - Lady Ilyena. - dois deles disseram antes que as máscaras tornassem a surgir.

    O terceiro, Mayane conhecia muito bem. Os olhos castanhos do homem a fitavam com intensidade tal que era de tremer as pernas. Mas ele nada disse. Conjurando novamente a Máscara Negra, símbolo de sua ordem, Mirzam levantou-se e - ao lado de seus outros dois companheiros - partiu para a batalha enquanto o eclipse retornava com força total ao seu propósito de engolir o Sol.




    Como vai funcionar a batalha?


    • Cada um de vocês poderá aniquilar um número de inimigos equivalente ao seu valor de Destreza + Armas de Fogo/Armas Brancas, pelo menos, por turno. Não será uma tentativa! No post de vocês, narrem o sucesso em destruir os inimigos, indicando qual o método usado, como isso foi feito, quantos inimigos vocês destruíram etc. Personagens Exorcistas ganham x2 nesse número, sem sofrer efeitos adversos (ver o item seguinte).

    • A cada X inimigos aniquilados vocês receberão 1 nível de Vitalidade de dano, onde X = Vigor + Prontidão do personagem.

      Exemplo: José aniquilou 15 inimigos nesse turno (Destreza + Armas de Fogo = 9, então o limite mínimo foi respeitado). O valor de Vigor + Percepção de José é 7. Como José aniquilou 15 inimigos, ele sofrerá 2 níveis de Vitalidade de dano (7+7=14, acumulando 1 para o próximo turno). Caso José fosse um Exorcista, e tivesse aniquilado 30 inimigos (15x2), ainda assim sofreria apenas 2 níveis de Vitalidade de dano.

    • Uma das causas para o Eclipse Total será que o número de inimigos derrotados chegue a 666 (sim, é de propósito). As orações de Mayane (e Ana e Guinnevere, caso optem por ajudar), diminuirão a quantidade de inimigos à razão de inimigos totais do turno ÷ Humanidade de quem está fazendo a Oração. Por isso, se as três se juntarem, vão deter por mais tempo o fim de tudo.

    • Toda vez que o número de inimigos derrotados pelos companheiros naquele turno for menor que a soma da Humanidade das pessoas orando, quem está orando recebe DOIS níveis de Vitalidade de dano. Então, não atacar para se proteger pode custar a vida das Profetisas. E atacar demais pode custar a própria vida. Tenham isso em mente!

    • A cada 50 (cinquenta) inimigos derrotados, Diana Victoria sofrerá 1 nível de dano de Vitalidade.

    • Victor, Doc e Guinnevere, Tutores do ECB, podem curar os amigos à razão de um aliado por ronda! Ou seja, vocês declaram em seus posts que querem curar Fulano, e só podem curar novamente após o meu próximo post. No post de cura, nenhuma ação de combate pode ser realizada, porém vocês podem postar mais de uma vez dentro do período de tempo de uma ronda. Só evitem double post, de resto, fiquem livres. Cada um de vocês poderá curar os aliados em 1 nível de Vitalidade - Guinnevere (está sem os Sinais, está amaldiçoada), 2 níveis de Vitalidade - Victor (está com o triângulo no pulso), 5 níveis de Vitalidade - Doc (portando os Sinais completos e Caminho da Cura). A cura NÃO funciona em si mesmo!

    • Há duas outras causas prováveis para o Eclipse Total, independente de orações. Caso o Eclipse aconteça, as forças do Mal ganharão bônus imensos.


    Dúvidas, mandem no grupo do Whats <3
    Lembrem-se: esses efeitos serão automáticos. Descrevam lindas cenas épicas para seus personagens. É o momento!
    Go go roleplay~




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    Mensagem por Saskwatch em Qui Abr 04, 2019 9:34 pm

    Gerson foi até os equipamentos de Antônio e escolheu duas armas de cano longo, não sabia o nome, mas pareciam adequadas, e sentiu que estava familiarizado o suficiente para usá-las.

    Dirigiu-se rapidamente ao telhado, e colocou-se num ponto onde podia manter Guinnevere no seu campo de visão.

    Preparou a arma, e deu um tiro para medir a distancia em que poderia acertar alguém e esperou até que os primeiros monstros com armas de fogo aparecessem neste perímetro.

    - Tonho, vô nos que tão armado primero, se tivé alguma ideia vai falando que vamo trabalhá junto!

    Iniciou os disparos, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7. Ficou suspreso como foi natural o uso da arma, 8, a cada tiro os inimigos foram caindo no chão.

    Mantinha sempre os olhos na Ruiva, esperando que logo viesse a se juntar no telhado, para ajuda-los nos disparos.

    Também estava observando todos que podia enxergar e mantinha seus ouvidos atentos, a alguém que estivesse precisando de cobertura.

    Acompanhou junto a Antônio o avanço contra Mayane, e sofreu colocando-se impotente junto a ele, por não haver tempo para uma ação eficaz, "se fosse ca Ruiva num sei o que ia fazê".

    O Frio na barriga passou com achegada dos seres mascarados, "esses parecem parsa", sentiu que sua amiga estava segura e votou novamente sua atenção ao campo de batalha.
    Padre
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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 3 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Padre em Dom Abr 07, 2019 9:23 pm

    [quote="Padre"]
    d o c


    O comentário arisco de Victor não fazia Doc demonstrar incômodo, mas definitivamente incomodava. Por mais que fosse difícil pro rapaz acreditar, o grupo não era composto só por ele e a médica tinha certeza de que alguns membros do grupo sentiam-se os personagens principais de algum filme classe B de ação. Ela não o considerava burro, incapaz ou seja lá quaisquer conclusões que ele achava que ela tinha chegado sobre ele, mas um padrão começava a ser montado e ficava cada vez mais difícil não torcer o nariz quando ela percebia isso sobre ele. No mais, aquilo eram negócios, então engolia seco e com toda calma e seriedade do mundo corrigia uma de suas falas.

    Acredite no que você quiser, soldado, se você realmente é claramente ciente do que eu acabei de falar, bom pra você, mas não se engane, você nunca me protegeu e não é hoje que vai começar, isso ainda é um time, no final do dia. Saiba o seu lugar, que eu sei bem do meu.

    Quando o ataque estava prestes a começar, ouviu mais uma vez o rapaz, dessa vez, focando no problema, concordou com a cabeça e olhou para Antônio.

    Victor tem mais experiência nisso do que eu, talvez você também, a questão da organização fica por conta de vocês. E sobre Dmitri... Bom. ― Virava-se então para o Impuro Perfeito e olhava em seus olhos. ― Você já é grandinho e já foi literalmente até o inferno, onde você quer ficar?

    No que se tratava de dar direções, ela poderia ser útil, mas Dmitri já era grande e ela não poderia tomar aquela decisão por ele, fosse se matar junto deles na batalha ou se recuperando na linha de fundo, só esperava que o rapaz não demorasse pra responder, já que o tempo estava acabando.

    Maria não deixava de notar também a bravura em Mayane que não via a tempos, um sorriso escapava sem querer de seus lábios, não sabia exatamente o que a amiga pretendia com aquela oração, mas só de ver que ela não estava chorando, mas preparada com eles, já era motivo pra se sentir orgulhosa. Levantando-se do chão, encarava-a nos olhos.

    Bem vinda de volta, May.

    Pegando a arma entregue por Antônio, se preparava, encarava cada um de seus companheiros e relatava seus planos.

    As coisas vão piorar bastante a partir daqui, então eu serei a responsável pelas curas, por isso é seguro dizer que eu vou ficar atrás de todos e todos que se machucarem devem vir até mim. Eu tenho uma arma pra utilizar numa última instância, mas com a organização necessária vamos passar por isso-

    Aquele som... Aquele maldito som. Travada pela tensão virava-se com a arma apontada enquanto tentava ignorar o incômodo causado pelo som. Quando a primeira das criaturas se revelava, os olhos de Doc passavam rapidamente por Dmitri e Diana, deixando claro que o garoto conhecia seja lá quem fosse aquela criatura e que ela não era flor que se cheire, segurou então a arma com mais força.

    O Impuro... Ele os conhece, talvez ainda não seja a hora de abrir fogo.


    Mais lobisomens surgiam e sua presença era imponente, era difícil acreditar que algo tão ficcional quanto aquilo pudesse estar acontecendo diante de seus olhos e não saber se eram aliados ou inimigos não melhorava as coisas.

    Acompanhar o retrocesso para a forma humana entretanto dava a impressão de que poderia respirar mais tranquila, além de continuar impressionada com o que estava presenciando. Quando a ruiva, dona de uma beleza exuberante, se aproximou dela e fez uma reverência, Doc ficou um pouco surpresa, mas não perdeu a seriedade, repetiu a atitude demonstrando o mesmo respeito que aquela mulher havia demonstrado, apesar de não entender com certeza o que estava acontecendo.

    Em seguida, observiu Gaherys se aproximar e fazer sua apresentação, a médica então respondia não só a ele, mas a todos os recém-chegados.

    Maria, mas vocês podem me chamar de Doc. Imagino que vão lutar ao nosso lado. Caso se machuquem, estarei no fundo do campo de batalha realizando as curas em quem precisar, é um prazer conhece-los.

    Ainda parada, via a interação do mesmo rapaz com Ana e Gar, não entendia o que acontecia e nem se esforçava muito para entender, mas se sentia agradecida. Torcia para que independente do que fosse aquilo, fosse o suficiente para aquela batalha. Também percebia em seguida a breve interação da mulher com Victor e ali entendia que ela era mais importante do que aparentava, calada, limitou-se a ouvir e observar todas as interações e absorver todas as informações novas que chegavam daquele grupo, talvez por isso acabou sendo pega de surpresa pela atitude inesperada do outro Garou. Recebia o beijo com tranquilidade, afinal, quem naquele grupo já não tinha feito isso? Até retribuiu, atraída pelo gosto da menta na boca do rapaz. Quando ele finalmente se afastou, ela continuou séria, apesar de dar uma leve corada.

    Se precisar de mais alguma coisa para performar a cura, pode deixar que eu mesma aviso.

    A mulher então se preparava e virava-se para o grupo deixando o charmoso rapaz para trás, mas ele conseguiria ver um sorriso se formando na boca dela antes que o rosto dela fugisse completamente de seu alcance.

    E não precisa dizer duas vezes... E se for cair, não caia, o mesmo vale para você, Victor e para todos os outros. Talvez eu não consiga, mas vou fazer tudo ao meu alcance para que nenhum de nós morra hoje. Se acontecer, estaremos preparados, mas vou dar o máximo que não. É a hora, eles estão vindo, preparem-se.

    Dirigiu-se então para o fundo do grupo, lá era onde ficaria provendo o suporte necessário para o grupo. Ao ver os lobisomens partirem contra a horda sentiu um aperto no seu coração. Sabia que teria trabalho e não ia demorar, mas torcia para que eles conseguissem ser melhores que os inimigos, por sorte, tinham também um exército para contar.

    Os três primeiros que haviam investido contra os inimigos já se encontravam feridos, mas infelizmente teria que espera-los retornar, ela como parte da defesa não poderia se colocar no meio, aquilo era o básico para combate 1v1. O médico tinha que ser o último a cair. Torcia para que eles continuassem conscientes o suficiente para retornar e receber a ajuda que precisavam. Foi quando ia tentar alcança-los com a sua voz, que viu Mayane ser alvejada pela chuva de flechas.

    MAYANE.

    Era tudo o que a médica conseguia dizer, estava chocada com o prosseguir da cena, confusão era o nome daquilo, mas estava feliz que a amiga e os outros estavam bem.

    BEDWYR.

    Gritava em voz alta, esperando que ele entendesse o recado e viesse (ou trouxesse o companheiro mais ferido). Enquanto os caçadores continuassem intactos, ela iria dedicar sua ajuda aos lobos, assim que ele se aproximasse, realizaria o procedimento de cura para manda-los de volta ao campo de batalha.


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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 3 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Jolie_Scarlatt em Dom Abr 07, 2019 11:23 pm

    Guinnevere e Ana trouxeram os lobisomens para a guerra, mas sabia que não seria o suficiente para o apocalipse e pelos monstros que estavam vindo, precisava de mais ...  queria tanto subir naquele telhado onde seu amado estava, batalhar ali de cima, e estar ultimas horas da sua vida ao seu lado, mas tinha aquela "maldita maldição" que queimava seu corpo e deixava ela fraca e com falhas e talvez poderia atrapalhar, pois não sabia exatamente até quanto iria durar ... e poderia ate atrapalhar ... então ficou pensando e lembrou das falas da fada, que ela era a pessoa sonhadora ... e quer fazia as pessoas acreditarem (mais ou menos isso... pois suas ideias ainda estavam confusas) mas pensando sobre isso e vendo Mayane ali sozinha em uma especie de ritual controlando a entrada de mais males pensou em juntar-se com a moça, e rezaria, oraria, profetizaria com toda a sua força até onde não aguentar mais em pé, fincaria sua raiz ali, e com o seu coração seguraria o máximo das trevas longes dos seus amigos .... 


    Então Guinnevere vestiu uma capa preta e pegou sua arma, caso fosse preciso no seu ultimo desespero usaria na linha da frente, e seguiu para perto de Mayane, olhou para ela com o olhar de companheirismo e fincou se ali do lado dela, fechou os olhos e concentrou o seu coração, sua mente, sua alma para lutar contra aquelas trevas. Sentia seu corpo arder, e parecia que todo o seu ser estava uma luz ... e pedia com toda a sua força para que todo o mal se acabasse, que todos deixasse de existir junto com aquela maldita fada. Se sentia uma chama em pessoa .. e sentia a vibração vindo de Mayane também .... estávamos ligadas ... estavam em combate em uma corrente só ....
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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 3 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Immemorabili em Seg Abr 08, 2019 1:59 am

    Victor tombou a cabeça e ergueu as sobrancelhas, cético. Olhou para Doc da mesma maneira que olhava para qualquer superior de escritório que gritava com eles nos dias antigos, ou qualquer político que bradava alto demais ao desabotoar a camisa na altura do umbigo para falar sobre algo com uma visão pequena. Não a desprezava, não tinha menos respeito pelas suas habilidades. Mas o quanto não se importava com aquele discurso chegava a beirar o zero absoluto. - Eu estou fazendo minha parte, vou manter suas costas quentes assim como qualquer outro aqui. Se você quiser se matar ou explodir seus próprios miolos, o problema é teu. Estou te tratando igual trato qualquer outra pessoa, pois você claramente não sabe o seu lugar pra falar tanta coisa com propriedade assim, como se fosse a única sã num grupo de "subdesenvolvidos". O que eu disse é que eu sou a peça de sacrifício aqui; não valho nada para o grupo e não consigo me importar com pessoas como você. A diferença é que nem por isso vou te tratar como uma qualquer ou deixar de tomar uma bala por você se precisar; não pense que é por eu gostar da sua maravilhosa essência ou achar que você precisa de mim, é meio que o oposto disso. Achar que eu ainda tenho apenas valores de soldado após anos vendendo informações e espionagem só é prova de que você é menos perceptiva do que pensei que fosse. Mas... no final do dia não vou estar mais aqui para te incomodar. - Virou-se calmamente caso ela não tivesse nada para falar. E se tivesse, apenas lhe daria o respeito da atenção antes de se virar sem dizer nada mais.




    Por fim, ergueu uma das sobrancelhas para a mulher ruiva quando ela lhe beijou os lábios. Realmente não entendia aquela cultura e, pelo jeito natural com qual ela agira, dar um pequeno beijo nos lábios daquela maneira não era considerado nada grandioso ou estranho. Honestamente, perguntava-se o que dois namorados faziam quando se encontravam, então. Mas fora o leve arregalar dos olhos, nada mais fez. Girou o sobretudo para fora do corpo enuquanto ela lhe colocava nos ombros. Soltou ar pelo nariz, agradecendo com um lento menear educado. - O Mal mora no meu coração, Madame. Mas obrigado. Que você consiga a glória que merece. Semper fidelis. - Os olhos sem brilho viram as covinhas e as bochechas quase infantis da mulher. Também as mesmas palavras usadas por Diana antes que Dmitri fosse em sua empreitada quase-de-martírio. Aparentemente ele realmente havia ensinado algumas coisas à sua filha naquele tempo. No final das contas, havia sido bom não ter disparado uma bala na cabeça do rapaz. Ainda detestava o apelido "Jimmy", no entanto.

    Virou-se para Antônio e Gerson, farfalhando as vestes no ato de se colocar em postos, apenas a parar e fazer o discurso, dando a palavra à mulher ruiva logo depois, acenando com a cabeça ao ouvir o uivar. Sua prioridade passou a ser atirar de maneira que cercasse o movimento dos inimigos que se aproximavam, disparando contra flanqueadores e quaisquer um que tentassem atacar por pontos cegos de aliados, usando oito das suas balas de alto impacto, em sua pistola importada. Considerava inevitável que saísse daquele turno sem ajuda de alguém, mas protegeria mesmo aqueles que lhe eram humanos um tanto irritantes. Não julgou que podia fazer muito pelos Garou, dada a velocidade e força dos mesmos.

    Olhou para a saraivada de flechas em arco, na direção de Mayane. Em uma situação ideal, não havia alguém simplesmente orando no meio de um campo de batalha. Mas não era como se ele julgasse que aquela porcaria de fim de mundo obscuro fosse propícia a alguma regra natural ou bom-senso. No final das contas, ele e qualquer um ali, em sua própria visão, eram um bando de coadjuvantes jogados como bucha de canhão no meio de uma confusão que já estava em vias de acontecer. E do seu ponto de vista, Diana e Dmitri talvez fossem os únicos com algum protagonismo naquele lugar. E automaticamente as forças egoístas ao redor deles - como Danu - haviam condenado caos a qualquer um que se aproximasse dos dois pombinhos.

    Tinha pouca esperança, apesar de atento para tentar ajudar a mulher de qualquer maneira que pudesse. E... espadachins estranhos surgiram, defletindo os projéteis como se fossem algum tipo de filme de ação hollywoodiano sobre samurais. Voltou a se movimentar para flanquear e defender o resto, se necessário. Pularia do telhado, se precisasse preparar-se na aproximação de algum aliado com problemas.
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    Mensagem por antonio xavier em Seg Abr 08, 2019 2:24 pm

    A mente de Ana não parava de trabalhar, estava ligada de maneira permanente em suas ansiedades. Ela revivia o passado e temia fortemente o futuro. A menina estava em um paradoxo temporal e não conseguia permanecer presente: ela era ausência, muitos remorsos a corroíam, sua mente era naquele momento uma algema, que ela arrastava buscando lutar e sobreviver.

    Não podia ver sua filha lutando. correndo riscos de ser ferida. Ela não tinha decidido ter o bebê para que ela fosse....aquele destino não podia estar certo. Como Ana não conseguia se desligar de remorsos ou dos temores futuros, ela resolveu fechar os olhos, esvaziar a mente e orar da maneira mais fervorosa que podia encontrar dentro de si.

    Assim, Ana caminhou até Mayane e uniu-se à psicóloga. Iria orar e doar tudo de si para que aquele Apocalipse não ocorresse.
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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 3 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Ryan Schatner em Ter Abr 09, 2019 1:54 am




    Antônio jazia impassível deitado sobre o telhado da choupana, frente à marcha das tropas inimigas que avançavam sobre eles. O maxilar encaixado na coronha de seu rifle, mão direita envolta no punho da arma, esquerda apoiada sobre o guarda mão, com ambos os olhos abertos. Seus disparos eram de uma precisão cirúrgica, compassados, e derrubavam alvos escolhidos a dedo a distâncias assombrosas. Buscava num primeiro momento, auxiliar e proteger os garous que combatiam na linha de frente, abatendo inimigos que aparentavam representar maior ameaça, ou que poderiam surpreender seus aliados os flanqueando ou atacando pelas costas.

    Uma figura calva e monstruosa se destacava em meio à horda e parecia direcionar e coordenar as ondas de ataque. Era corpulento como os lobisomens, de pele amarelada e feições disformes, trazendo enormes machados de batalha em ambas as mãos. Quando os aliados alcançaram o território da besta, uma fúria notável transbordou em seus olhos e de braços abertos, ela soltou um pavoroso urro de guerra. A monstruosidade correu pesadamente em direção aos garous, atropelando e lançando ao solo inclusive seus próprios “homens” no percurso. Antônio exalou o ar de seus pulmões, semicerrou os olhos e enquadrou o alvo na alça e massa de seu fuzil. Contava os batimentos cardíacos que pareciam pulsar dentro de seu ouvido e exatamente entre um bater e outro, apertou o gatilho. Dentro do armamento, a engenhosa armadilha foi acionada em um tilintar metálico, libertando o martelo que pressionou o percussor contra a espoleta, dando ignição a uma reação que elevava a temperatura dentro do cartucho a quase 2000°C. O propelente incendiava e os gases resultantes empurraram o projétil a uma pressão de 3500 BAR através das estrias helicoidais impressas na alma do cano. A bala singrou o ar e atravessou o campo de batalha em seu movimento de rotação e translação, deslocando-se vertiginosamente acima de amigos e inimigos até penetrar a carne e a caixa craniana do general inimigo, que tombou desfalecido na campina escura, enquanto o cartucho vazio ejetado da arma do agente rodopiava pelo ar.

    Retomava a respiração, animado pela pequena vitória. Entretanto, suas entranhas congelaram ao ver com o canto dos olhos a saraivada de flechas e lanças que choviam em direção de sua paixão. De imediato, pensou em incendiar suas hastes com a mente, a fim de prejudicar sua trajetória, mas não havia mais tempo. Antes que pudesse sequer gritar o nome de Mayane numa tentativa desesperada de alertá-la sobre o perigo, um choque de tensão e alívio percorreu seu corpo quando desconhecidos se colocaram entre ela e a ameaça, desviando habilmente o ataque.

    “De nada adianta eu ajudar a linha de frente e descuidar dos que estão próximos”.

    — Gerson, os lobisomens são mais fortes que nós e sabem se cuidar, precisamos proteger os nossos! Do meio pra cá é meu, e do meio pra lá é seu, ok?! Vamos fazer de tudo para não deixar eles se aproximarem!

    Voltou sua atenção novamente ao campo e buscou limpar o caminho entre as profetizas e o fronte de batalha. Era hora de tocar fogo no inferno! Girou o seletor de sua arma para a posição “automático” e fez chover disparos contra os inimigos, que caiam em grupos, retalhados pelas rajadas do fuzil que parava aberto com a câmara fumegante. Alcançou um carregador em sua bolsa e rapidamente recarregou sua arma, continuando a eliminar com eficácia ímpar qualquer ameaça que ousasse se aproximar do grupo, principalmente das profetizas.

    kills:
    Inimigos abatidos = 28 (14x2)
    Vitalidade -2

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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 3 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Mellorienna em Ter Abr 09, 2019 6:43 pm

    [quote="Mellorienna"]




    O Jardim da Promessa


    Manhã
    - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -



    Mayane, Guinnevere e Ana oravam diante da horda inimiga, com fervor incomparável. Como era de se esperar de inimigos inteligentes, eles buscavam atingi-las, porém Antônio e Gerson haviam formado uma dupla coesa e efetiva de ataque. De onde estavam, eram atingidos por flechas ocasionais, que começavam a causar incômodo. Mas estavam vencendo. Generais inimigos caíam e as Profetisas permaneciam incólumes: uma ou outra flechada não poderia estragar a glória daquele momento.

    Ainda mais porque, regados a adrenalina, a dor era uma mensageira distante. Victor atirava, buscando manter a filha segura, buscando aniquilar todos os seres que jamais deveriam ter existido, buscando por um caminho. O sacrifício soava natural, quase bem-vindo. Mas ainda não era seu momento. Diana Victoria tinha se despedido de Dmitri com um abraço apertado, e o rapaz agora - na forma Crinos - rasgava caminho entre as fileiras de monstruosidades. A guarda e proteção da Última Filha de Eva - sua única filha - era uma responsabilidade dele.

    Protegendo aquelas que oravam, os Máscaras Negras abriam clareiras inteiras com suas lâminas frias, forjadas das almas dos mortos. E os Garou, ferozes combatentes em nome da Mãe Gaia, rasgavam caminho para a vitória, que parecia questão de tempo. Contudo, assombrosamente, algo parecia errado. A medida que as fileiras inimigas iam diminuindo, a Última Filha de Eva se encolhia, como se sentisse um desconforto. Diana Victoria estava se aproximando de Doc, que curava com grande habilidade os lobisomens que iam e vinham do front (dando apoio aos próprios healers que pareciam haver entre eles), quando emitiu um grito agudo de dor e caiu de joelhos na relva, segurando o ventre com as duas mãos. Através da saia do vestido, um filete rubro de sangue escorreu pelas pernas da menina, que olhava desesperada para a médica do grupo.

    - Doc! Doc! O que é isso? O que está acont--- argh!--- O QUE ESTÁ ACONTECENDO COMIGO?!

    Os tiros continuavam a ecoar pelo ar, em uma sinfonia de beleza e destruição. As orações das três mulheres no meio do campo pareciam ser um fator determinante para aquela vitória: os inimigos surgiam do chão, em poços de piche e podridão, urrando e xingando em mil línguas, corrompendo toda a natureza ao redor. Mas a casa permanecia intocada. Um oásis de dourada luz solar, sob um eclipse lento, espalhando-se como gordura sobre o disco do Sol.

    Enquanto isso, sangrava de joelhos a Última Filha de Eva, atraindo a atenção do Impuro Perfeito, no meio do campo de batalha, cercado de poços de corrupção por todos os lados. O uivo de Dmitri sacudiu as árvores, que caíam diante da imundície dos inimigos. Alertados pela reação do garoto, alguns dos Garou viraram-se para a casa e os Caçadores humanos, tentando entender o problema. Entre eles, Aurora Serena. Farejando o sangue da garota, a Galliard dos Fianna virou-se...

    ... e foi transpassada por uma imensa lança, cuja ponta de prata surgia ensanguentada entre os seios da mulher, a medida em que retornava à forma humana. O uivo de Fúria cega que se elevou dos Garou era o som mais terrível que os Caçadores já haviam escutado. A sanidade abandonou os Guerreiros de Gaia e os lobisomens se voltaram uns contra os outros, ao mesmo tempo em que ainda batalhavam com os inimigos. Os grandes olhos azuis de Gwenhwyfar se tornavam cada instante mais opacos, enquanto Andrei e Bedwyr, cegos de dor e desespero, matavam qualquer coisa que se move-se ao redor, tentando por todos os meios alcançar a ruiva. Tropeçando, mas decidida a se manter de pé, a mulher cuspia um sangue claro e aerado. Mesmo àquela distância, Doc sabia: ao menos um dos pulmões havia sido perfurado. Nikolayev havia sumido no meio da loucura que se abateu sobre a seita Garou. Gaherys, na vanguarda da batalha, tentava em vão cruzar os poços de piche que o separavam da irmã mais nova.

    E Dmitri, estático entre inimigos que recuavam diante de sua expressão vazia, parecia cobrir-se de trevas.




    Spoiler:
    • Inimigos abatidos: 50

    • Diana Victoria está com -1 nível de Vitalidade

    • Gwenhwyfar está gravemente ferida



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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 3 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Jolie_Scarlatt em Sex Abr 12, 2019 11:24 pm

    Guinnevere estava tão concentrada em suas orações sentia as vibrações do corpo de Anna e da Mayane, sentia-se como uma luz em chamas em meio ao rio negro das trevas passando  nos seus pés e sabia que conseguiam derrubar alguns inimigos, mas ainda eram poucos diante do exercito que estranhamente sentia chegar, e sabia também que seu corpo não aguentaria muito tempo ali, e que logo iria abandonar seu posto pegar sua arma e ir em frente atirando até o seu corpo permitir. 

    De repente sentiu uma vibração estranha, que não vinha dos seus inimigos, ao abrir os olhos deparou com os lobos brigando entre si, já não atacavam a treva, mas se atacavam, via também a Gwen voltar desnorteada, pisando cambaleando sobre o rio negro, será que estava feriada??? - pensou Guinnevere - estavam todos insanos?? a Treva estava brincando com todos??? Olhou para o telhado e viu que Gerson ainda estava ali atirando ... atirando ... e atirando e sentiu um pouco de alivio, mas quando olhou para casa percebeu que algo não estava bem, Diana!!! Diana estava sangrando ... era isso mesmo???  ficou tentada em sair dali e correr em direção da garota, mas logo pensou que seria injusto com a amiga Ana ... então esperou a amiga despertar do transe para ver o que faria naquele momento, pois afinal uma precisava ficar ali dando apoio para Mayane pois tudo estava picando um caos e fora do controle.   
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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 3 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Immemorabili em Sab Abr 13, 2019 4:34 am



    " Ah, caralho. " Simplesmente não tinha palavras para descrever aquela situação inteira. É claro que as coisas não permaneceriam positivas depois de todo aquele problema. Embora ele tivesse munição o bastante para ferir inimigos e que as coisas houvessem começado de maneira positiva, a sua filha foi o primeiro ponto de preocupação. Quase trincou os dentes quando Diana caiu daquela maneira. Não fazia ideia do que estava acontecendo e ele mesmo não estava em uma situação confortável; mas naquele ponto, todas as suas preocupações consigo mesmo iam desaparecendo. Exceto o fato de que precisaria se manter vivo ao menos o bastante para ajudar a filha. Mas, obviamente...

    As coisas ficariam piores.

    Aparentemente distraída, "Gwen" - por mais que ele não se esquecesse, era um nome terrível de se pronunciar - havia sido mortalmente ferida, causando um frenesi enorme em todos os aliados, que agora viravam figuras neutras. Eram tão dependentes assim de um líder? Em teoria, era algo bom. Na prática... bom... aquela era a prática. " Nenhuma criatura é realmente mais inteligente ou menos inteligente que os humanos, pelo visto. Somos todos um bando de selvagens. Os Garou, A Elfa Escrota, os Cainitas... todos eles. Todos nós. " Saltou do ponto e rolou pela grama de um ponto seguro que não fosse no meio dos inimigos, claro, e que não arriscasse quebrar os tornozelos. - Me cubram, por favor! - Disse em voz sincera.

    - DMITRI, GAROTO, JIMMY! CONCENTRE-SE OU AS DUAS MULHERES QUE VOCÊ AMA IRÃO MORRER! SEJA O HOMEM QUE VOCÊ QUER SER POR ELAS! - Berrou na potência de seus pulmões, estendendo a mão para o garoto. Sentiu algo estremecer-lhe por dentro, como se sua própria alma gritasse junto, olhando para a ruiva. Havia sentido aquele tipo de coisa antes, quando estava dentro daquele maldito mundo falso por dezesseis anos. Algo que poderia estar muito errado, na época. Algo que havia sabotado a sua própria mente. Pressionou os punhos, xingando a si mesmo mas sentindo aquela maldita energia correndo por dentro de si. Que se formasse então da necessidade, a única coisa que podia fazer. Mesmo que falhasse. E olhar Gaherys tentando alcançar desesperadamente a irmã era algo que lhe remetia memórias dolorosas.

    Não importa o quanto você fosse um bom soldado, o caos era uma arma usada pelo terror. Mães choravam por filhos. Havia pessoas arrependidas, e pessoas que usavam de toda arma covarde possível. Perder um líder; perder um filho; perder a esperança... e ultimamente, perder a humanidade. A vida de um soldado, bombeiro, socorrista ou policial. Não importa o profissional da área de saúde ou segurança... a primeira criança ou o primeiro inocente perdido era sempre um peso fora de tamanho. Depois disso, as coisas se tornavam mais cinzentas. Quantas vezes havia visto alguém desesperado como Gaherys tentando correr para dentro de um tiroteio para salvar alguém importante? Quantas vezes bombeiros haviam segurado uma pessoa que tentava saltar meio ao fogo por um ente querido?

    Inferno. Aqueles uivos também não haviam ajudado. Seu próprio coração estava disparado.

    Concentrou toda a sua vontade em Gwenhwyfar que estava no meio de todo aquele piche estranho, estendendo as duas mãos como se agarrasse o ar e berrando para tentar puxar o corpo dela para si com a Telecinese, como se sentisse o peso da ação em seu próprio corpo, em sua própria alma. Com sorte, ao menos conseguiria puxá-la o bastante para que Gaherys a trouxesse aos curandeiros. - VAMOS LOGO, INFERNO! - Sentiu o suor escorrer pela lateral de sua têmpora na direção do rosto. É CLARO que queria largar tudo e correr até sua filha. É claro que queria que toda a quela merda fosse um sonho. É claro que queria esquecer tudo aquilo e voltar à vida onde os demônios eram apenas humanos mascarados. Mas voltar já não era uma opção; especialmente porque o mundo ao qual pertencia antes era tanto mentira quanto aquele no Sonhar.

    Antes era cego, por mais que tivesse uma boa visão dentro de seu pequeno escopo mortal.

    - GAHERYS, SUA IRMÃ! ME AJUDE A AJUDÁ-LA! - Disse por entre os dentes, com medo de falhar. Medo real. Pelo efeito-dominó. Por saber que por mais que não devesse se importar com aquela pessoa, ao final, sua filha morreria, mesmo que a salvassem, caso ele não fizesse algo pelos Garou.

    Havia um Deus naquele mundo, decerto. Algo que dava visão a todas aquelas possibilidades, que usava os próprios humanos para gerar todos aqueles poderes, fosse no Sonhar ou nos cantos mais sombrios. Fosse na Gehenna ou em qualquer outro dia profetizado. Havia algo que ditava as curvas e as linhas de sangue que descreviam as palavras do destino, desafiado por aqueles que não se prendiam às cordas intangíveis e palavras tortas que eram ditas por criaturas que se faziam de deuses quando na verdade eram marionetes de forças, tanto quanto os outros. Mas na visão do Black Broker, aquela entidade não se importava como uma mãe que segurava os filhos. Era como se todos fossem bactérias vivendo dentro daquela... coisa. O que seria a morte de 15 bilhões de bactérias senão um mísero momento dentro de algo tão maior? Mesmo que elas tirassem força da própria existência daquela entidade, não passavam de bactérias ao final de sua vida ínfima. Não queria depender de apenas prece para se fazer o que fosse necessário. Talvez as profetizas sim, mas alguém como ele, não. Era uma arma transformada em um homem perigoso, para só depois se tornar pai e sentir na pele que seus próprios sonhos só serviriam para ferir os outros e deixá-lo sozinho. Sentiu raiva de si. Sentiu raiva de tudo. Sentiu raiva de Deus. E havia ódio em seus olhos obstinados em tentar resolver ao menos um pouco daquela situação.
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    [!ON!] 3ª Noite: Gehenna - Página 3 Empty Re: [!ON!] 3ª Noite: Gehenna

    Mensagem por Ryan Schatner em Seg Abr 15, 2019 3:03 am



    Do alto da casa do Jardim, a atenção de Antônio voltou-se ao terrível uivo de Dmitri. Garous e caçadores podiam observar o Impuro congelado em meio ao campo de batalha, aflito ao ver sua amada que sangrava por entre as pernas, ajoelhada no gramado. A garota não parecia ferida, e a julgar por seu amadurecimento sobrenatural, o agente deduzia que o sangramento da moça poderia muito bem ser oriundo de causas da natureza feminina.

    Não se deixando distrair-se pelo ocorrido, o exorcista volta seu foco ao campo de batalha a tempo de perceber um inimigo investir contra Gwen com uma lança de prata. Seu instinto célere o enquadrou na mira e acionou o gatilho do rifle em um disparo temerário que traçou uma linha de fogo milímetros acima do ombro de Aurora Serena. Mas era tarde... a bala explodiu a cabeça da criatura ao mesmo tempo em que a lança transpassou com gravidade o peito de sua aliada, que retornava agonizando à sua forma humana.

    Um caos de insanidade detonou entre os lobisomens como dinamite que fez irmão se voltar contra irmão e tornou os aliados em máquinas de matar dominadas pelo frenesi, destruindo tudo à sua volta. Victor apelava a Jimmy para que assumisse o controle da situação e pedia cobertura para que pudesse ajudar Gwen. O exorcista elevou sua voz e fez coro com o tutor:

    — HEY JIMMY! GAROTO, AGORA É A SUA VEZ! ASSUMA A LIDERANÇA DA MATILHA E NOS AJUDE A AJUDAR SUA FAMÍLIA!

    Voltou-se então para Gerson e tentou traçar com ele algum tipo de plano.

    — Gerson, dê cobertura para Victor. Eu vou tentar levar a Doc até Gwen, ok?

    Do promontório, se dirigia à Maria Ivri:

    — Hey Mari! Eu vou abrir caminho para você até a Gwen! Ela é a nossa melhor chance de controlar essa baderna e você é a nossa melhor healer! Confie em mim, vou te manter a salvo!

    Calculou então o trajeto entre Doc e Gwen e rabiscou o campo com rajadas traçantes de seu fuzil, eliminando com eficácia os que se colocavam entre as duas.

    Kills:
    Inimigos eliminados = 14 (7x2)
    Vitalidade -1

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    Mensagem por Nazamura em Seg Abr 15, 2019 11:51 am

    Reforços - Mirzam chega para salvar o dia


    Mayane deveria ter notado que ficou sozinha no meio do campo de batalha, quis continuar lá detendo o eclipse solar que sequer percebeu, mas teve tempo de abrir os olhos e ver a saraivada de flechas e lanças em sua direção... estava condenada, olhou para trás seus olhos procuravam o de Antonio, ela mal teve tempo de dizer Adeus...

    Mas eis que surge Mirzam e seus aliados do nada rebatendo as flechas mais rapido que os ninjas japoneses...

    Máscaras Negras escreveu:- Lady Ilyena. - dois deles disseram antes que as máscaras tornassem a surgir.

    - Amigos, vocês vieram! obrigada por me salvar

    Mas logo ela nota que um terceiro membro a encarava no fundo de sua alma, era Mirzam... ele porem nada disse e partiu para a batalha lançando culpa em seu amor não correspondido pela psicologa, logo os 3 foram abrindo caminho protegendo-a e Mayane então decide ficar no meio do campo de batalha mantendo a oração firme

    - Ah Mirzam... me perdoe, me perdoe.... - era tudo o que ela conseguia dizer, parafraseando Mirzam que dizia o mesmo sobre ela nos momentos que tiveram quando se viram pela ultima vez. O coração da jovem psicologa batia descompassado, por um instante quase morrera, fora salva, mas sentiu-se culpada por seu coração ter preferido outro homem a aquele q ela amou na ultima vida quando se chamava Ilyena



    Pouco tempo depois, ela sente a presença de Guinnevere e Ana próximo dela orando junto a si e instintivamente se vira para as profetisas segurando as mãos delas como quem quisesse formar um triângulo de orações

    - As batalhas impossíveis são essas a que devemos lutar, não devemos apenas sobreviver, temos que viver. Olhem para tudo o que vivemos até agora, não vale a pena vibrar e salvar esse mundo, os amigos que fizemos? - Mayane então nota que Guinnevere sentiu um impulso de querer sair dali e ir ajudar Dianna que sangrava pelo ventre - Temos que confiar em Doc, nos nossos amigos, tenham fé amigas, a verdadeira fé que deteve o eclipse, que protegeu o campo de batalha e que vai nos salvar no final, não importa o quão impossivel e desesperador seja o vale das sombras e da morte que estamos atravessando

    Mayane manteve-se em oração, mesmo apos ouvir a lança atravessar o peito de uma de suas aliadas, e de verem os lobos em frenesi uns contra todos, o clima era de desespero, mas ela já teve sinais que estava no caminho certo, retardou o eclipse, seus aliados a salvaram e seu coração voltou a se concentrar em Joana, Mel, Ace e todos os demais amigos entoando a oração do pacto que usara muitas vezes imaginando raios de luz vindo do ceu e purificando o campo de batalha.

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    Mensagem por Mellorienna em Ter Abr 16, 2019 7:00 pm





    O Jardim da Promessa


    Manhã
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    O mundo desacelerou para uma câmera lenta incômoda. O pai rosnava e uivava enquanto dilacerava amigos e inimigos, mas todos os sons ao redor estavam estranhamente abafados. O cheiro do sangue de Vic e de sua mãe reinava sobre todo o piche e sobre todas as flores. O sangue delas incendiava tudo ao redor.

    Havia um tambor incessante ribombando em algum lugar. Os ecos falavam de lugares profundos na escuridão. Vic tinha olhos lindos como o Outono. Ele a amou desde a primeira vez que a viu: de forma inocente e fraternal no começo, mas cada vez mais apaixonada agora. Levou um tempo semieterno para perceber que o tambor eram as batidas sofridas de seu próprio coração.

    O que havia de errado com ele, afinal? Supostamente, ele deveria ser Perfeito. E lá estava - cercado de trevas, como se conjurasse a podridão ao seu redor. A voz da sua mãe era a música das estrelas. Como uma lança poderia silenciá-la para sempre? No fundo, Dmitri ainda achava que os pais eram heróis imbatíveis de vida eterna.

    De todos os tios, ele era mais próximo de Bedwyr. O augúrio guerreiro os aproximava, mas não apenas isso: o irmão mais velho de sua mãe era a personificação da Honra. O jovem Garou se espelhava nele com o fervor típico dos adolescentes. E agora via Bedwyr rasgando tudo que se movesse, com presas e garras maculadas do sangue dos Guerreiros de Gaia. A loucura cantava na mente de Dmitri, mas gritava na do grande Ahroun. O garoto, mesmo em sua forma Crinos, era uma cabeça mais baixo que Bedwyr. O cheiro das entranhas sangrentas da Nação Garou erguia-se do frenesi destruidor que se apossou do poderoso guerreiro Fianna.

    "SEJA O HOMEM QUE VOCÊ QUER SER POR ELAS!"

    O pai de Vic tentava arrastar sua mãe para a segurança. Virando-se devagar, Dmitri viu Antônio dar cobertura para que Doc se aproximasse o suficiente de Gwenhwyfar. E a médica corria para o meio da luta. "Tola. Vai apenas morrer." - o pensamento era distante e não era exatamente dele. O jovem Garou se surpreendeu ao perceber que algo pensava em sua mente.

    - A prata... - a voz saiu num gorgolejo rosnado e Dmitri lembrou que estava em Crinos. Os Caçadores humanos não poderiam entender. "A Pequena Fada está morta. O primeiro amor do seu coração. Mas eu vou amá-lo para sempre..." - aquela voz continuava pensando alto em sua cabeça e Dmitri ouviu Antônio gritar que era hora de ele assumir seu papel para a proteção de sua família. Morta? Victor conseguiu puxar sua mãe do piche e Doc havia chegado até eles. Seria tarde demais?

    ANTÔNIO:
    Doc havia chegado até a lobisomem ruiva e Victor. Mas o celular não parava de vibrar! Sendo um agente treinado, Antônio normalmente apenas ignoraria. Porém, algo como um frio sorrateiro se enrolava em sua espinha a cada vibração do aparelho. Victor poderia proteger Maria Ivri por dez segundos, não? Só para ver a tela e...

    - Filho? Graças a Deus. Como é bom ouvir sua voz. - ele não ia atender, mas era sua mãe. Como não atender a própria mãe às portas do Armagedom? - Você está bem? Está seg--- cof - cof - cof --- está seguro? - havia um crepitar indistinto ao fundo da ligação. E sons de esmigalhar. Por que a mãe estava sussurrando? - Filho, há algo de errado no mundo. Os mortos se levantaram para se alimentar dos vivos. Seu pai... seus irmãos... - o frio se espalhou por todo o corpo do agente - A casa está em chamas. Eu coloquei a casa em chamas. Era a única maneira. Eu fui mordida. Eu logo não me lembraria mais de que pessoas não comem outras pessoas e... - aqueles gritos insanos, aquelas vozes, eram dos seus irmãos? - ... eu vou salvar a alma de todos. O batismo de fogo... Filho, não venha pra casa. Eu amo você.

    O som de madeira se partindo em lascas foi a última coisa que o agente ouviu antes da ligação cair.

    GERSON:
    Engraçado como as coisas são: nenhuma vez seu celular tinha tocado desde as mensagens recebidas no grupo dos Caçadores sobre o Museu. Achava que era falta de sinal, mas o celular de Antônio parecia funcionar. O homem tinha parado de atirar pra atender. Gerson precisou redobrar os tiros, para cobrir o colega.

    Mesmo dando seu melhor nos disparos, viu quando Guinnevere, lá em baixo no gramado, ergueu os olhos para ele. Ah, ela era linda. Cada raio de sol parecia se refletir em matizes ígneas nos cabelos dela. E as sardas davam um charme impossível de ignorar. Era difícil imaginar que tinham arriscado a própria existência para salvá-la da Árvore, mas por nenhuma outra mulher aquele sacrifício seria mais devido. Guinnevere era única.

    Entretanto, o amor cobrava um alto preço. Os lobisomens enlouquecidos no campo de batalha eram prova disso. A ruiva deles havia caído. Doc e Victor tinham chegado até ela, mas era difícil manter os inimigos afastados. De alguma forma, a lança parecia alojada de forma letal, e Maria Ivri se esforçava muito para obter um meio de livrar a mulher-lobo da arma que a empalava. Mas Gwenhwyfar permanecia de pé. Era mesmo incrível o poder e o orgulho que aquelas criaturas tinham.

    E foi quando Gerson viu. A linha das árvores tremeluzir como a chama de uma vela. Como uma miragem. Por trás, uma grande tempestade. Um raio cortou o campo de batalha e criou uma enorme fenda no chão. E dela surgiram abominações imundas aos milhares sem fim. Tornados giravam na distância, aproximando-se. Ao mesmo tempo, vaga-lumes piscaram onde antes não havia nenhum.

    E o Caçador percebeu que os muros entre as realidades começava a se dissolver.

    ANA:
    Sua filha sangrava na relva do Jardim.

    Ana gostava de pensar em si mesma como uma mulher bastante razoável. Conseguia entender porque Doc - apesar de estar do lado de Diana - tinha saído correndo para atravessar poços de piche num campo de mortandade a fim de ajudar a Garou. A mulher-lobo parecia deter algum grau de importância entre os seus, sua queda disparando muitos dos lobisomens em uma espiral negra de loucura crescente. Eles agora se alimentavam da carne uns dos outros. Gwenhwyfar era a chave para deter aquela insanidade. Ana entendia. Ana era uma mulher razoável.

    Mas Victor era um filho da puta.

    O desgraçado havia visto a própria filha sangrar inexplicavelmente, gritar e chorar de dor. E tinha dado as costas à menina, sem nem ao menos uma palavra de alento, para correr para a ruiva casada com quem ficou aos beijos diante da Batalha do Apocalipse. Ana era uma mulher centrada, calma, sensata. Mas Victor morreria por suas mãos, maldito seja!

    Ao se aproximar da filha, a Caçadora percebeu que o sangue efetivamente vinha de onde ela supunha, mas não era daquele tipo. A garotinha - sua garotinha! - olhava para ela com seus grandes olhos assustados e já sem nenhum traço de riso.

    - Mamãe, mamãe, é a Árvore. A Yggdrasil... aaargh... Mamãe, eu sou o Fruto Não Colhido. Eu nasci real do amor que não foi real, eu cresci real dentro do mundo que não foi real, eu... argh isso dói muito! - Diana Victoria se curvou sobre o próprio ventre - A Árvore está tentando drenar de mim A Semente. A Semente que eu sou. A Semente que eu guardo. A Yggdrasil está morrendo, mamãe! Todos os Reinos serão um! E o Maelstr---- - um raio cavou uma profunda fenda no campo de batalha, fazendo com que Diana arregalasse os olhos - É tarde demais... a Umbra e o Sonhar estão aqui.

    MAYANE:
    Ela cuspia sangue, sentindo o chão de pedra fria às suas costas, arquejando sem conseguir encher os pulmões esmagados. Os olhos negros de Mirzam choravam. Ele correu para ela, desesperado. O choro de Rand havia cessado para sempre no berço.

    - Ilyena, meu amor, não! - os braços do marido a envolveram. Dor. Suas costelas estavam destruídas. Seu corpo, violentado e quebrado, estava às portas da morte. Mas suas lágrimas não eram por si mesma, e sim por seus filhinhos, seus bebês. O choro de Rand havia silenciado com a morte, que também ceifou a pequena vida que trazia no ventre. Mirzam chorava enlouquecido, e provavelmente teria quebrado suas costelas de tanto apertá-la, se ainda houvesse alguma intacta.

    Queria dizer que o amava. Queria dizer que a guerra que assolou seus reinos não era culpa dele. O ataque surpresa do inimigo ao castelo era imprevisível. Ele voltou o mais rápido que poderia e ela estava feliz por vê-lo uma última vez. Quando ele decidiu que apenas a força pararia as atrocidades do reino vizinho, ele decidiu com o coração. O povo tinha nele um herói. Ela tinha orgulho de ser amada por ele.

    Mas seus pulmões vazios não deixavam que articulasse as palavras. Ele a embalava junto ao peito enquanto seu corpo tremia, morrendo afogado no próprio sangue. Mirzam chorava copiosamente.

    - Ah Ilyena, me perdoe... me perdoe...

    Com suas últimas forças, ela tentou avisar o marido de que um inimigo havia invadido o quarto. Mas a espada longa atravessou seus corpos, empalados juntos, sem que pudesse fazer nada além de ser sacudida por espasmos até morrer.

    GUINNEVERE:
    Quando o raio dividiu a terra do campo de batalha, criando uma fenda da qual jorraram abominações, Guinnevere sabia que tinha que tirar Mayane dali. O eclipse era ruim, claro. Mas ser arrastada para aquele rio negro de criaturas do piche era ainda pior. Precisavam sair dali, correr para a casa, para o telhado, para a segurança dos braços de Gerson. Havia percebido algo entre Mayane e Antônio igualmente. Aquela era a melhor saída - talvez a única. Ana estava com Diana e caberia apenas a ela cuidar da Profetisa restante, que parecia perdida em algum lugar fora de alcance dentro dos próprios pensamentos.

    A ruiva havia visto Doc e Victor tentando cuidar da outra ruiva. E viu quando um dos amigos mascarados de Mayane foi atingido por sucessivos golpes de uma arma que parecia de plasma. Mas nada explicava o estado atual da médium. Por outro lado, uma tempestade rugiu atrás da linha das árvores, e a sombra de tornados se delineava à distância, enquanto vaga-lumes piscavam em meio à chacina do campo de batalha. Um medo sobrenatural, maior que qualquer outra coisa, invadiu a alma da Caçadora quando, do meio das flores atrás da casa, viu a forma da Mais Bela de Todas As Criações do Mundo emergir do próprio ar rarefeito. Danu. Ela vinha armada com um imenso arco de prata e escoltada por uma legião de elfos e fadas.

    E foi quando Guinnevere ouviu as palavras de Diana Victoria:

    - É tarde demais... a Umbra e o Sonhar estão aqui.

    Maria Ivri tentava curar a mulher-lobo, enquanto Victor fazia o melhor possível para protegê-las das criaturas de pesadelos que surgiam da fenda no chão, cerca de vinte metros da posição onde estavam. Andrei continuava matando tudo que via pela frente, enlouquecido, e Victor viu quando o Garou branco como a neve caiu na fenda aberta pelo raio. O outro lobisomem, o gigantesco que parecia ser um dos parentes da ruiva, saltou sobre a fenda, mas ainda não tinha conseguido vencer os amigos e inimigos que o separavam de Gwenhwyfar. Talvez quando chegasse ali atacasse Victor e Doc igualmente. Aparentemente, Bedwyr estava absolutamente cego para qualquer coisa que não a ruiva ferida.

    Gaherys estava na linha das árvores quando tudo começou, e apenas com muita força de vontade havia conseguido chegar até a borda da fenda. Mas as abominações jorravam aos milhares daquele corte no seio da terra, e mesmo um lobisomem poderoso como ele - que parecia ainda liderar os que não haviam sido consumidos pelo frenesi - tinha dificuldades para lidar com um número colossal de inimigos. Sem conseguir atravessar, mas sem desistir, o Garou gritou em palavras humanas - mesmo sem sair de sua forma Crinos:

    - TIRE A PRATA DE PERTO DELA! TIRE A PRATA!

    Doc tinha uma ruiva semiconsciente nas mãos, de pé, que se negava a cair por um milagre do orgulho. A Cura ia bem, mas a lança era quase da grossura do antebraço da Caçadora: não tinha força suficiente para movê-la e mais - tinha medo de que remover a peça ali, naquelas condições, pudesse ser fatal.

    E foi nessa hora que Victor viu surgir das flores atrás da casa as legiões feéricas, lideradas pessoalmente por Danu, cujos olhos negros como os poços do Inferno cravaram-se em Diana Victoria, do outro lado do campo de batalha.


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    Mensagem por Saskwatch Ontem à(s) 4:41 pm

    Gerson, estava perdido, não sabia mais em quem atirar primeiro, inimigos surgindo de todos os lados, e agora do chão.

    "Até a bruxa doida veio" Chegou a mirar em Danu...  Parou sacudiu a cabeça com força e respirou fundo, proteger seus companheiros era mais importante.

    Como o pedido por Antônio iniciou a cobertura, protegendo a chegada de Doc até a loba ruiva.

    Em seguida voltou-se para Guinnevere e gritou:   - Vem pra cá Ruiva e traz a Guria Junto, oceis reza pra nois daqui!

    Dividiu-se então entre proteger Doc e o caminho de Guinnevere e Mayane até o telhado, caso estas se dirigissem até lá.

    Mesmo ocupado não conseguia parar de pensar em Danu. "Essa bruxa véia não encosta nocê de novo Ruiva", pensou travando os dentes enquanto atirava.

    * 16 Disparos na rodada.
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