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    Capítulo 1: Como chegar à estação?

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    Capítulo 1: Como chegar à estação? Empty Capítulo 1: Como chegar à estação?

    Mensagem por Lnrd em Seg Abr 08, 2019 1:15 pm

    Scholomonariu e a Corte do Amanhã


    Capítulo 1
    Como chegar à estação?


    Capítulo 1: Como chegar à estação? 46399_10


    O estranho corvo pulou para fora da nuvem e desceu como uma flecha preta. De diferente, tinha menos massa que outros que partiram naquele início meio nublado de manhã.
    O pequeno pássaro não só era certificado oficialmente como hábil a transmitir mensagens escritas – não por ele, o que seria um pouco demais –, como também era daquelas variedades capazes de replicar alguns sons humanos, palavras curtas como “comida”, “saidaqui” etc. Aquele gralhava repetidamente um nome – tal qual o resto da revoada, com um diferente para cada.
    Não eram os próprios nomes, entretanto. Eram os que vinham escritos nas cartas que levavam.

    Ia com muita rapidez e até certa temeridade, deixando-se levar numa queda livre vertiginosa, acelerada pelo como usava a aerodinamicidade do corpo para cortar a atmosfera. Tendo passado por ermos e descampados, vilas e cidades, finalmente encontrara o destino designado para a importante mensagem, aproximando-se certeiramente do alvo.

    É bom dizer-se aqui que aves como essas, ou ainda pombos etc., não saber ler mapas cartográficos, pedir informações ou qualquer coisa similar. Limitando-se a, por exemplo, usarem os aguçados instintos para retornar ao local onde nasceram, não podem ser simplesmente mandatas à padaria e depois ao shopping.
    Ao menos não aquelas que não foram ensinadas por bruxaria.

    Já quase beijando o chão, abriu as miniasas, deixando o ar enchê-las. Gradualmente diminuía o ritmo em direção a uma bela nota final: encaixou o papel na caixa de correio e repetiu mais umas três vezes o nome da pessoa à qual pertencia a encomenda.
    Teria feito mais, se não tivesse sido atacado por um pulguento gato doméstico.

    No interior do envelope – lacrado com um selo de cera furta-cor que vinha marcado com um curioso brasão – dormiam três folhas simples, escritas numa bonita caligrafia. Na primeira, via-se tal juntação de letrinhas:




    SCHOLOMANCE
    ESCOLA DE ENCANTAMENTOS E MALDIÇÕES
    Avalonia Pendragon, Hierofante
    (Scholomonar, Mistagoga)



    Jovem [              ],
    Temos o imenso prazer de incluir seu nome nas candidaturas ao preenchimento de uma vaga para a turma inicial em Scholomance - Escola de Encantos e Maldições.
    A recepção de estudantes dar-se-á no próximo Equinócio (20 de Março). Esperamos poder contar com a sua presença.
    A confirmação de interesse deve ser enviada no mais tardar no último dia de Janeiro.
    Favor observar as instruções anexas.

    Atenciosamente,
    Titânia Primaurora
    Mistagoga Representante, Cabeça da casa Vinterlaughen



    Titânia Primaurora
    Hierofante-na-ausência





    A página seguinte era mais uma lista seguida de curtas instruções. Lia-se, da mesma forma clara:




    Favor, trazer à cerimônia de iniciação neófita e ao primeiro dia de estudos:

    1 Varinha de condão
    1 Grimório (+pena e tinta apropriadas)

    A seguinte lista de livros

    - “Duelos em Três Passos”. Flamboyant Spartacus. Editora Três Magos.
    - “O Ato de Não Cair ou Como Domar Vassouras Selvagens”. Splin Valauron. Editora Basilisco.  
    - “Introdução Resumidíssima à História da Magia Vol. ½.”. Edição Revisada. Augusta Astaurugin. Editora Três Magos.
    - “O Pequeno Grande Grimório para Varinhas Novatas”. Anne-Antoine Lukács. Editora Sete Ventos.
    - “Chamariz & Repelente”. Valéria Andalousia Martins. Editora Valah.
    - “Bestiário Místico das Criaturas Estranhas”. Silvana Amazonita Altos. Editora Errática.
    - “Panta Rhei e os Tempos Imprevisíveis”. TriKarla Panova. Editora Vira-Volta.
    - “O Jardim da Bruxa: Guia Prático de Herbologia – Versão Comentada”. Irmãvera Anais Lux. Editora Era.
    - “A Tábua Ainda Verde: Misturando e Brincando”. Joyce Ulf. Editora Marota.
    - “O Que É Teologia Bruxa?”. Hipólita Sophia de Aelxandria. Editora Novolhar.
    - “Tente a Sorte”. Leirica Vendolho. Editora Valah.

    Não é permitida a entrada no colégio de nenhum item pessoal encantado fora estritamente o listado ou, em caso de necessidade comprovada, o previamente aprovado. Qualquer pessoa que se furte a obedecer essa diretriz terá o item confiscado.

    É possível trazer familiares (animais, não parentes).

    Obs. I: a caravana da vila de Hermanstadt parte ao pôr-do-sol do Equinócio. A via mais segura até lá é o Expresso Transmundial.

    Obs. II: em caso de dúvidas, escreva à carta.




    A última parte vinha quase completamente em branco, excetuando-se o cabeçalho:




    Pergunte-me “como?”




    Você, como um seleto grupo de crianças, acaba de receber uma cópia igualzinha à do pobre corvinho.
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    Capítulo 1: Como chegar à estação? Empty Re: Capítulo 1: Como chegar à estação?

    Mensagem por Claude Speedy em Ter Abr 09, 2019 11:36 am

    Mais um dia comum, me levanto cansado... Caminho tranquilamente pela rua, perdido...

    Capítulo 1: Como chegar à estação? 180px-Madelyne_PryorX-Men11
    Mari: -Oh, meu homenzinho! Finalmente chegou o grande dia.

    Confuso eu lembro que ela me deixou na estação. Aquela mulher que me fez crescer, agora...me colocava em um trem... Pouco depois de aparecer pela primeira vez diante de mim portando um crânio.

    Era aquilo real?

    O livro em minhas mãos, algumas literaturas extras...Tantos...livros...

    Eu não fazia ideia daquele grimório... E minha "pena" era pedaço de osso, enquanto sangue não coagolado era minha tinta.

    Capítulo 1: Como chegar à estação? Necronomicon1_1024x1024

    Peguei o livro no sótão. E Ugath me acompanhou...

    Capítulo 1: Como chegar à estação? Ulthar_cuzlqt

    Eu estava com pequeno animal de estimação indo viajar?
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    Capítulo 1: Como chegar à estação? Empty Re: Capítulo 1: Como chegar à estação?

    Mensagem por ScorpioKS em Qua Abr 10, 2019 3:23 pm

    Link estava voltando para casa, depois quase uma hora de caminhada pela região. Ele gostava disso, de caminhar sem muito rumo no período da manhã, apenas vendo os redores e as pessoas em suas rotinas, indo tomar um café com leite e comer um donuts na cafeteria perto da sua casa... era o mais próximo de uma vida normal que ele poderia ter, era o seu momento, normalmente acontecendo antes de sua mãe. Ter de cuidar dela era cansativo. Não que ele amaldiçoasse sua mãe, ele tinha completa noção de que ele não estaria onde estava sem a mulher, mas... era um tanto cansativo, não tinha como negar. Ele tinha sentimentos mistos.

    Link:
    Capítulo 1: Como chegar à estação? 5ed574fdf2cbc0fe060f66617fe42986

    Estava virando a esquina de sua casa, quando ouviu latidos furiosos. Link logo reconheceu de quem era o latido, era de Dark, seu familiar.

    Dark:
    Capítulo 1: Como chegar à estação? 94ef3da9088a911089aef27ac818d52e6f71f557_hq
     
    Resolveu apertar o passo, só para chegar mais rápido e acalmar seu parceiro. Quando chegou próximo ao cercado de sua casa, o "animal" já havia parado de latir e estava ao lado da caixa de correspondências, e aparentemente havia coisa nova ali. Achou estranho, porque ele tinha pegado as cartas antes de sair.

    Mas enfim...

    Pegou a correspondência e assim que viu o que era, seu estômago deu uma cambalhota. Aquele brasão que selava o envelope lhe era bem familiar: sua mãe, em momentos raros de conversas tranquilas que eles conseguiam ter, havia mostrado materiais dela da época de estudante.

    Era uma carta de Scholomance.

    Olhou para os lados, tentando ver se tinha alguém suspeito nos redores... alguém que pudesse dar a ele respostas. Mas claro, não havia ninguém. Por que ele achou que teria? Sinalizou com a cabeça para que Dark o seguisse para dentro de casa, e antes de terminar de fechar a porta, já estava abrindo o envelope, e logo viu o que era. Estava sendo convidado a estudar na escola de bruxaria. Ele sabia como parte das coisas funcionava, dado o conhecimento que adquiriu com sua mãe, mas... bem, teria de usar o sistema de tirar dúvida para resolver uma coisa ou outra. Estranhamente não estava ansioso, por mais que uma pergunta aqui e ali surgisse em sua mente.

    Porém, a maior dúvida que tinha era: será que conseguiria ser um aluno minimamente razoável? Sua condição era complicada, e a última coisa que queria era decepcionar alguém... principalmente a si mesmo.
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    Capítulo 1: Como chegar à estação? Empty Re: Capítulo 1: Como chegar à estação?

    Mensagem por Katerine Le Blanc em Sex Abr 12, 2019 1:53 pm

    Aquele dia para Akane seria bastante puxado e de algum jeito sua família já sabia o que iria acontecer e sendo assim a mesma acordava indo ao banheiro em quanto tentava acordar por completo, porem, ela logo jogava uma água no rosto enquanto olhava seu próprio reflexo no espelho esperando despertar por completo fazendo suas necessidades rapidamente em quanto Zenox adentrava o banheiros começando a latir chamando a sua atenção a fazendo acordar de certa forma em quanto ela descia para tomar um bom café da manhã.

    Zenox:

    Capítulo 1: Como chegar à estação? Husky

    Assim que Akane sentava-se na mesa seu fiel companheiro logo se sentava ao seu lado como se estivesse cuidando da mesma em quanto comia sua própria comigo naquele manhã em quanto ela comia um pão com recheio, conhecido como Baozi em chinês, e o caldo de arroz em quanto ela ainda abria a boca de sono em quanto seu pai foi pegar as correspondência em uma delas havia uma carta em nome de Akane ao qual dizia.

    Jovem Akane Sato,
    Temos o imenso prazer de incluir seu nome nas candidaturas ao preenchimento de uma vaga para a turma inicial em Scholomance - Escola de Encantos e Maldições.
    A recepção de estudantes dar-se-á no próximo Equinócio (20 de Março). Esperamos poder contar com a sua presença.
    A confirmação de interesse deve ser enviada no mais tardar no último dia de Janeiro.
    Favor observar as instruções anexas.

    Atenciosamente,
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    Akane começava a ler a mesma atenciosamente em quanto ela abrias um sorriso no seu rosto demonstrando ao seus pais que ela iria para Scholomance em quanto ela os abraçava seu pai em quanto ele percebia que havia outra página limpando a sua voz em quanto observava a mesma por alguns minutos se virando para Akane em quanto dizia que era melhor arrumarem sua mala já em quanto lia o restante da carta.

    Favor, trazer à cerimônia de iniciação neófita e ao primeiro dia de estudos:

    1 Varinha de condão
    1 Grimório (+pena e tinta apropriadas)

    A seguinte lista de livros

    - “Duelos em Três Passos”. Flamboyant Spartacus. Editora Três Magos.
    - “O Ato de Não Cair ou Como Domar Vassouras Selvagens”. Splin Valauron. Editora Basilisco.  
    - “Introdução Resumidíssima à História da Magia Vol. ½.”. Edição Revisada. Augusta Astaurugin. Editora Três Magos.
    - “O Pequeno Grande Grimório para Varinhas Novatas”. Anne-Antoine Lukács. Editora Sete Ventos.
    - “Chamariz & Repelente”. Valéria Andalousia Martins. Editora Valah.
    - “Bestiário Místico das Criaturas Estranhas”. Silvana Amazonita Altos. Editora Errática.
    - “Panta Rhei e os Tempos Imprevisíveis”. TriKarla Panova. Editora Vira-Volta.
    - “O Jardim da Bruxa: Guia Prático de Herbologia – Versão Comentada”. Irmãvera Anais Lux. Editora Era.
    - “A Tábua Ainda Verde: Misturando e Brincando”. Joyce Ulf. Editora Marota.
    - “O Que É Teologia Bruxa?”. Hipólita Sophia de Aelxandria. Editora Novolhar.
    - “Tente a Sorte”. Leirica Vendolho. Editora Valah.

    Não é permitida a entrada no colégio de nenhum item pessoal encantado fora estritamente o listado ou, em caso de necessidade comprovada, o previamente aprovado. Qualquer pessoa que se furte a obedecer essa diretriz terá o item confiscado.

    É possível trazer familiares (animais, não parentes).

    Obs. I: a caravana da vila de Hermanstadt parte ao pôr-do-sol do Equinócio. A via mais segura até lá é o Expresso Transmundial.

    Obs. II: em caso de dúvidas, escreva à carta.

    E mais a baixo estaria em branco com os dizeres. -Pergunte-me “como?” - Seu pai repetia várias e várias vezes sem entender exatamente o final em quanto levava Akane para seu quarto em quanto ela começava a pegar suas coisas e arrumar sua mala.

    Grimório:
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    Capítulo 1: Como chegar à estação? Empty Re: Capítulo 1: Como chegar à estação?

    Mensagem por Lnrd em Sex Abr 12, 2019 5:31 pm

    Capítulo 1: Como chegar à estação? Le-cha10


    De acordo com “qualquer pesquisa básica de opinião”, das conduzidas com seriedade pelo pessoal do Ministério da Magia, daquelas de qualidade duvidosa encomendadas pela Gazeta Marota ou simplesmente as resultantes de uma pergunta lançada a esmo durante o café-da-manhã, o ano da criança bruxa de 11 anos seria comumente descrito segundo tal divisão: primavera, verão, outono, inverno e aquela-interminável-estação-entre-o-recebimento-da-carta-de-convite-e-o-início-das-aulas.
    Não necessariamente em tal ordem.

    Os vários e arrastados dias de espera entre a data limite de confirmação e o equinócio alternavam-se entre surtos de euforia e crises de ansiedade. Não que não houvesse uma ou outra pessoinha que preferisse arranjar uma desculpa para não ir, uma ou outra meditativa demais para se afetar por aquelas vibrações.

    Não estava em jogo ali apenas a questão de que ir para um internato era algo enorme no pensamento de qualquer “pré-adolescente”, mas a perspectiva de adquirir a sonhada “licença-varinha” era deveras animadora: até então, só se era permitido utilizar magias através de itens pré-encantados, como tênis autoamarráveis, os populares ouvidos musicais e variados “facilitadores” de atividades domésticas. Mesmo vassouras voadoras eram consideradas perigosas e só liberadas no meio de famílias confiantes demais, deveras “libertárias” ou bastante desligadas. Claro, não contando aquelas “emprestadas” durante a ausência de pessoas adultas.
    De qualquer forma, ter autorização de porte e uso de uma varinha era poder, finalmente, realizar os próprios encantos, evocar as próprias magias.

    Aquele “entreato” era reconhecidamente um momento estressante para se visitar lojas especializadas, com brigas em filas, crianças perdidas, caça por preços menores, pequenos furtos, reclamações sobre altas de preços em relação ao ano anterior, itens esquecidos e negociações de livros de segunda-mão. O famoso Molly Mall, um casarão de estilo antigo transformado num “shopping” onde cada quarto fora reformado para receber uma exótica loja, era a opção mais corriqueira, mas o catálogo Merlin Express era igualmente bastante utilizado. Nada como a comodidade de realizar compras apenas folheando uma revista, podendo-se até “tocar” cada produto.. .

    No “dia médio” em si, quando dia e noite ocupavam o mesmo tempo de céu, não importava o quanto de preparação estivesse em jogo. Havia sempre uma quota (grande) de imprevistos, desde um familiar – como um cachorro mágico particularmente malcriado, não a irmãzinha menor de alguém – que havia comido um livro ou o outro par de um conjunto de meias que simplesmente fora tragado por gremlins sumidouros – mesmo que o governo nunca tenha confirmado a existência de tais monstrinhos especializados em “sumir” com as coisas, algumas vezes apenas para devolver, na cara de pau, momentos depois. A teoria de que mães-bruxas as assustavam, apesar de debatida profundamente, nunca chegara a um consenso na comunidade estudiosa.

    A maioria dos pormenores e arranjos que não estivessem claros, preocupação principalmente entre jovens sem criação bruxa, eram em boa parte resolvidos pelo plantão de dúvidas de cada escola, folhas em branco recheadas com as “dúvidas mais frequentemente perguntadas”. Bastava-se escrever no papel perguntas tais quais “Como pagar pela escola” (no caso, a resposta seria “é de graça!”) ou “Como dominar o mundo sendo que não tenho poderes suficientes para isso e nem tenho muita paciência nem riqueza?” (tipo de questão não só para além das capacidades daquele manual interativo, mas que provavelmente ativaria uma notificação ao departamento de orientação psicopedagógica de cada instituição).

    No fim, o imprescindível era chegar em tempo para o Expresso Transmundial, tarefa cuja dificuldade variava de caso a caso: era necessário tão somente achar uma estação de trens “trouxas”, levando-se em conta a proximidade de uma, e entrar em alguma linha. Qualquer uma.

    “Como...?”. Uma vez dentro, precisava-se alcançar alguma porta de entre vagões e, sendo uma pessoa bruxa, repetir três vezes “Expresso Transmundial, Expresso Transmundial, Expresso Transmundial” antes de atravessar. Voilá! Estava-se sacudindo sobre a rodovia mágica.
    Era necessário, obviamente, pagar à equipe sempre disposta a bloquear o transito de quem tentasse alguma gracinha... .

    Capítulo 1: Como chegar à estação? Studio10
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    Capítulo 1: Como chegar à estação? Empty Re: Capítulo 1: Como chegar à estação?

    Mensagem por ScorpioKS em Dom Abr 14, 2019 11:11 pm

    Link apertava a alça da sua mochila (até que bem pequena, dado o que estava ali dentro) com um certo nível de ansiedade. Seu olhar varria a estação vazia o tempo inteiro, enquanto esperava o trem chegar e cantarolava uma música qualquer... ou melhor, nem era qualquer coisa, já que o seu ouvido musical estava tocando um rock pesado, como se tentando "exorcizar" o seu nervosismo. Até parecia que o artefato sabia o que seu espírito estava precisando no momento.

    One Step Closer - Linkin Park:

    O trem chegou um minuto depois que ele estava ali. Dark rapidamente se levantou, pronto para entrar no veículo e também pronto pra tentar dar suporte para seu dono, que parecia ter ficado mais ansioso com a presença do trem. O menino estava nervoso por um simples motivo: ele estava sozinho, era só ele e seu familiar... e isso não seria tão difícil, mas para ele poderia ser bem problemático.

    O trem parou a sua frente e abriu sua porta. Sem pestanejar, Dark puxou seu dono, e em um solavanco da coleira o fez entrar. Bom, pelo menos a estação era deserta, Link se preocupou em ir para uma estação assim. Sua situação não permitia ser de outra forma, ele com certeza chamaria a atenção se fosse fazer o procedimento de ir para o Expresso Transmundial. Mas naquele lugar ele sabia que estaria menos exposto... pelo menos ele não achava que chamaria a atenção do único velho dormindo na outra ponta do vagão que eles estavam. Assim que o trem começou a andar, o loiro já foi para frente da porta que daria para o próximo vagão, respirou fundo e concentrou-se muito, pensando "Expresso Transmundial" três vezes.

    Nada.

    OK, aquilo estava complicando. Ele estava pensando que poderia usar suas capacidades de magia não-verbal (mesmo que poucas), principalmente porque ele não pode depender de sua mãe para muita coisa. Foi tentando algumas outras vezes, e nada acontecia, o que fazia sua ansiedade ir escalando rapidamente a níveis preocupantes. Link precisava dar um jeito de ir para o expresso o quanto antes, pois o trem estava começando a se aproximar de estações mais movimentadas. O som de alguma música qualquer tocando em sua orelha se misturava ao barulho do trem se movimentando, e isso parecia só piorar tudo.

    "Expresso Transmundial. Expresso Transmundial! EXPRESSO TRANSMUNDIAL!"

    Sem saber se ele tinha falado isso ou se era só seu pensamento, em segundos Link estava sentindo um balanço diferente sob seus pés. Um latido rápido de Dark o fizeram despertar, juntamente com a visão de um homem uniformizado a sua frente.

    - Tem o dinheiro para entrar, meu jovem? - foi perguntado a ele de forma controlada, apesar de não mal-educada. Com um fôlego silencioso, o bruxinho enfiou a mão dentro do bolso traseiro de sua calça e entregou algumas moedas, já contadas antes de sair de casa - Bem vindo ao Expresso Transmundial. Fique à vontade para explorar o local.

    Link deixou que o homem partisse, e olhou para baixo, vendo a evidente empolgação de seu familiar.
    Tinham conseguido.
    Finalmente estavam indo para Scholomance.
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    Capítulo 1: Como chegar à estação? Empty Re: Capítulo 1: Como chegar à estação?

    Mensagem por Lnrd Ontem à(s) 4:27 pm

    Sem que o jovem Link desse conta daquele pequeno ocorrido, concentrado em transpor o portal de entrada para o trem dos mistérios, o senhor adormecido abrira os olhos por um curto instante, reajustando-se no banco para encontrar uma posição menos incômoda. Os olhos antigos dele piscaram e se espreitaram, em dúvida e surpresa sobre o que vira. Talvez fosse um sonho, devia ter concluído antes de deixar aquilo de lado e voltar ao sono.
    – Onde já se viu... cachorro no trem... – resmungando para si, retornara ao bom descanso.

    Uma das mais respeitadas regras da bruxaria, um limite que poucas audaciosas almas se atreviam a cruzar, era nunca, jamais mexer com a riqueza de alguém. Antes de um ato de nobreza, aquilo se justificava por algo bem mais simples: ganancia não era incomum naquela vida e a mistura de magia com vingança não era nada saudável. Assim, não era de espantar que a companhia responsável pelo expresso fosse deveras precavida em relação ao próprio investimento, evitando a todo o custo qualquer ameaça à margem de lucros que cultivava com o cuidado de um jardim: não só o “staff” interno era conhecido por ser equipado com poderosos feitiços de abjuração, encerrando prematuramente viagens clandestinas, mas as entradas possuíam feitiços de ilusão que dificultavam avistamentos por “trouxas” – fora de tal maneira que, para o velhinho, Link havia simplesmente passado com o cão para o outro lado e fechado a porta atrás de si. Independente dela ter uma janela de vidro que dava a ver o outro lado.

    O interior da máquina era das típicas locomotivas europeias puxando vagões cheios de cabines, daquelas de dois bancos frente a frente. Eram bastante adequadas para longas viagens, uma vez que, num dia de sorte ou de dinheiro sobrando, era totalmente possível e esperado pegar um lado inteiro do cubículo e deixar-se afundar no aconchego daquele sacudir ritmado.
    Esta, porém, não era uma dessas ocasiões. Azar de quem não gostava muito de interações.

    Link superara o cobrador, devidamente equipado a receber tanto moedas bruxas quanto de qualquer nacionalidade trouxa – essas últimas eram importantes uma vez que era sempre necessário interagir com o mundo comum, apesar de ser proibido criar-se dinheiro trouxa, algo que facilmente desequilibraria a economia dessa comunidade.


    Capítulo 1: Como chegar à estação? Train-10


    Ao andar pelos corredores acarpetados, era fácil concluir que praticamente todos as divisórias estavam pré-ocupadas, muitas por crianças de caras estupefatas e movimentos desastrados, particularmente quando obrigadas a dividir o trajeto com alguém mais velho - o que não era de todo comum, uma vez que a lei da natureza sobre iguais se atrairem parecia particularmente verdadeira lá, reforçada pelos olhares de estudantes veteranos que parecia dizer um silencioso "vaza" a "pirralhos". A ecologia de colégios, não importava o tipo, era sempre similarmente excludente.
    Mas nem sempre o caso era esse.

    Num dos poucos pontos ainda vagos, um rapaz mais velho sentava-se recostado à vidraça, deixando à escolha de quem chegasse sentar-se ao lado dele ou numa das duas vagas de frente para ele. Mantinha o rosto enfiado num livro. Não era possível avistar nenhum familiar próximo a ele.

    Não só na entrada daquela cabine, mas em vários lugares do veículo, era possível avistar placas em que lia-se os dizeres “PARA SUA SEGURANÇA, MANTENHA-SE NO SEU VAGÃO”.

    Capítulo 1: Como chegar à estação? B4ddee10
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    Mensagem por Katerine Le Blanc Ontem à(s) 6:49 pm

    Era o grande dia e Akane sabia disso e sendo assim seus pais a levaram para o expresso transmundial e sendo assim ela preferia se manter quieta apenas na companhia de seu família, porém, ela logo dava um beijo em seus pais assim que embarcou no expresso se sentando em um vagão vázil em quanto olhava pela janela apenas esperando pela partida.
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    Capítulo 1: Como chegar à estação? Empty Re: Capítulo 1: Como chegar à estação?

    Mensagem por Claude Speedy Ontem à(s) 7:02 pm

    Aquilo tudo parecia uma loucura para o garoto...

    Mas ainda assim ele seguia sem rumo naquela direção inusitada...

    É então que ele olha a garota de olhos de cores diferentes bem preocupado e fica vidrado por um minuto.
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