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[!ON!] Capítulo 2: Repercussões

Elminster Aumar
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Mensagem por Elminster Aumar em Ter Abr 09, 2019 12:03 am


Capítulo 2: Repercussões

Bucareste, 12 de Agosto de 1895

- Você podem ter colocado tudo a perder. - Os investigadores estavam novamente reunidos na sala de Alexandru, e o detetive parecia um pouco decepcionado com o relato dos acontecimentos. Ao conseguirem fugir do Circo de Romanov, todos se encaminharam para a mansão, e a Dra, Belcher fez questão de contar tudo nos mínimos detalhes para o detetive. Ela também parecia um pouco incomodada com o modo de agir do grupo. - Pelo menos estão todos vivos - disse Alexandru, tentando enxergar o lado bom de toda aquela história.

Eram três horas da manhã, mas ninguém estava com sono. Os investigadores ainda estavam pilhados por tudo o que viveram e presenciaram naquela noite. Só agora eles se davam conta de que podiam ter morrido, e ainda nas garras de um lobisomem. A Dra. Belcher parecia ser a única que ainda se recusava a aceitar que lobisomens realmente existiam. Alexandru, sentado em sua poltrona, conjecturou acerca das preocupações que corriam em sua mente.

- Eles agora sabem de vocês. Viram os seus rostos, suas características... vocês formam um grupo bastante singular, e isso facilitará o trabalho para eles descobrirem mais sobre vocês. Deveremos planejar os nossos próximos passos com cuidado. Voltar ao Circo pode ser extremamente perigoso, ainda mais com um lobis...

- Então você acredita? - questionou a Dra. Leatrice, interrompendo-o. - Realmente acredita que se tratava de um lobisomem?

- Acredito - disse o detetive, sem pestanejar, mas parecendo carregar um pouco de culpa em seu semblante. - Talvez eu devesse ter sido mais franco com vocês... ter alertado mais sobre os perigos que vocês estavam correndo. O Circo de Romanov está cheio dessas histórias malucas. Eu não teria chamado uma ocultista se não acreditasse que seu conhecimento poderia ser extremamente útil para a investigação - ele claramente se referia à Nina. Ela, assim como os demais, estava colocando os pensamentos em ordem.

- E como você espera que lidemos com um lobisomem? - perguntou a Dra. Belcher.

- Eu espero que vocês não precisem lidar com ele novamente, mas, se por ventura acontecer isso, vocês precisarão estar preparados. Teodor é o braço forte do grupo para este tipo de situação, verei em conjunto com ele sobre o que podemos preparar para enfrentar o lobisomem. Dizem que estas criaturas são mais vulneráveis à armas de prata.

Um silêncio tomou conta da sala por um breve instante. Todos eles tinham muita coisa para refletir sobre aquele dia, porém, Alexandru, que até agora só ouvira a versão contada pela doutora, queria saber dos demais.

- E então, o que mais vocês descobriram de relevante? Conseguiram tirar algumas conclusões de tudo que viram e ouviram nesta ida ao circo?


OFF-GAME:
E assim iniciamos o nosso segundo capítulo. O nome deste capítulo pode ou não ser provisório. Conto com a colaboração de todos para darmos seguimento à aventura com um bom ritmo de posts.
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Mensagem por Mellorienna em Ter Abr 09, 2019 10:09 pm


Nina chegou à mansão aos prantos. As filhas de Alexandru, doces meninas que se lembravam da loira em dias melhores, a ampararam e levaram para longe de Leatrice Belcher - que inacreditavelmente continuava cética diante da sobrenaturalidade do mundo. A moça apenas se deixou levar. Como uma boneca semiviva, foi despida e mergulhada pelas meninas em uma banheira de água quente e essência de lavanda. Aprovou a escolha do ativo - a lavanda era um conhecido calmante - e se pegou finalmente percebendo onde estava e tudo que havia acontecido.

Tinha feito papel de louca.

Envergonhada, saiu do banho e agradeceu às filhas do anfitrião pela delicadeza e amizade. Vestiu-se com o vestido que as meninas trouxeram - rendas negras macias e translúcidas - e dirigiu-se descalça ao escritório de Alexandru, onde já estavam os demais investigadores reunidos, conversando sobre o fiasco do que deveria ter sido um passeio lúdico de reconhecimento do local.

Calada, a loirinha entrou de olhos baixos na sala exatamente quando a Dra. Belcher manifestava sua incredulidade na existência de lobisomens. Era incrível. A mulher havia visto, com os próprios olhos, a besta diante de si. E ainda duvidava! Aquilo não era uma mente científica: era simples teimosia.

Porém, Nina nada disse. Provavelmente o grupo esperava alguma resposta ácida da Ocultista, mas ela simplesmente se manteve em silêncio, de olhos baixos, sentada meio encolhida em sua poltrona cativa. Apenas quando Alexandru pediu que contassem sobre o ocorrido, Nina ergueu o olhar para o anfitrião. Em voz bastante baixa - doce e triste - a Ocultista falou de forma reticente:

- Havia uma criança. Eu... - "não queria que a criança fosse até aquele palco, porque intuí que algo sairia mal" - ... eu fui uma tola. Sinto muito. - Nina baixou os olhos para as mãos, que permaneciam pousadas em seu colo, apertando levemente a saia do vestido entre os dedos - Meu conhecimento sobre licantropos é limitado. Nunca havia encontrado uma tal criatura ao vivo antes. O que posso dizer é que alguns retém certos níveis de consciência e são até mesmo capazes de discernimento e comunicação. E parecem ter maior vulnerabilidade à prata, o que é um traço comum entre outras criaturas sobrenaturais. Porém, preciso estudar mais.

Ousando finalmente, a loira olhou os companheiros um a um. A Dra. Belcher continuava ali, com ares de superioridade intelectual, mas - manca ou não - estava viva e incólume. "Menos mal. Já basta de sangue inocente..." - um calafrio arrepiou a pele perolada da Ocultista, que apertou com ainda mais força a saia entre os dedos. Havia alvejado um homem sob a lona do Circo de Romanov. Sentiu os olhos marejarem e respirou fundo. Não podia chorar ali, não de novo. A vergonha...

... a vergonha era uma mancha violácea sobre a reputação de alguém.

Iam Smith parecia tão bem quanto a médica. Os dois estrangeiros tinham levado a melhor no território romeno. Nina esboçou um sorrisinho muito tímido, com o cantinho dos lábios, ao perceber que o homem continuava inabalável como sempre. Eles tinham se divertido na feira às portas do circo, não é? Não sabia o que havia acontecido com ele depois que ela foi para o palco, mas apostava que nada tão ruim quanto o caos que se instaurou no picadeiro. "Foi tudo minha culpa?" - o pequeno sorriso morreu e a moça empalideceu um pouco, sabendo que sim. Mesmo que não pudesse prever que um lobisomem se transformaria diante dos olhos do público no meio de um espetáculo lotado, mesmo que não tivesse atingido aquele homem inocente por querer, Nina sabia que era a culpada.

Porque ela buscava o perigo e a morte.

Incapaz de encarar Teodor Cardei diretamente, a moça deslizou o olhar pelo corpo do homem, em busca de ferimentos e sinais da batalha. Ele havia sido mordido. Na canela, nitidamente. Talvez em outras partes. As mãos tinham os esfolados padrão de uma luta. Antes que pudesse se deter, Nina ficou de pé e caminhou até Teodor e...

... "ele vai recusar meus cuidados. Leatrice está aqui para isso. E ele não tem motivos para nutrir simpatia por mim." - com a imagem mental de si mesma aos prantos, chamando-o de "amor" enquanto a médica a arrastava para fora do circo, Nina corou violentamente e ficou ali, de pé diante do homem, com os olhos nos próprios pés descalços.

Em romeno, e numa voz ainda mais baixa, a loira disse:

- Obrigada, Sr. Cardei. Eu... - ela estendeu a mão em um gesto delicado, tocando as costas da mão de Teodor com as pontinhas dos dedos - ... sinto muito pelos seus ferimentos e... - erguendo os olhos finalmente para fita-lo, Nina sentia o coração batendo na garganta quando deslizou os dedos para a parte interna da mão do homem - ... por todo o resto.

Ainda com as bochechas muito vermelhas, a Ocultista se afastou com gestos suaves, murmurando para todos e para ninguém em especial:

- Eu... estarei na biblioteca... se precisarem de mim.

A menos que alguém a impedisse de sair, deixaria o escritório e se refugiria na biblioteca da mansão.
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Mensagem por Camuel em Qua Abr 10, 2019 11:37 pm


Alexandru estava bravo, talvez nem todo seu dialogo com o grupo era entendido por Iam, alguns trechos citados em outro idioma e outros no seu idioma, mesmo assim Iam sabia que não era por mal afinal ele estava preocupado com os acontecimentos. Olhando para cada canto da sala percebia-se que os investigadores se comportavam como crianças quando são repreendidas depois de fazer algo errado, uns olhavam para o vazio e outros tentavam se defender.

A expressão de Iam não era diferente dos demais, parado, imóvel, observava a doutora fazer o seu relato para Alexandru. Só o que me faltava, ate onde eu vi em nenhum momento essa velha manca reagiu, agora vem querendo dar uma de certinha, quem sabe se ela pedisse emprego no circo como aberração seria o melhor dos disfarces.

Nesse momento perdido em seus pensamentos enquanto tudo era esclarecido Iam deixa um rápido sorriso de canto escapar, mas logo se recompõe.

Ate que então é a vez de Nina, ela parecia confusa, às vezes se culpava depois se desculpava em meio a suas explicações o arrependimento por um inocente ferido e suas lembranças ou alucinações. Mesmo assim Iam percebe um rápido sorriso quando ela olha em sua direção. Parece que finalmente ela teve uma boa lembrança, mas ela precisa perceber que muitas vezes achamos que os fantasmas moram em lugares assombrados, mas não é. Ela segue em direção à doutora e, mas uma vez o incompreensível idioma Romeno é falado na sala.

Droga de idioma, será que pelo menos uma vez todo dialogo nessa sala não vai ser dito de uma maneira que eu possa entender! Devagar ele leva as duas mãos a cabeça depois de um segundo ele ajeita o cabelo e então percebe que Nina estava se retirando da sala.

- Espera! - Fala em um tom elevado, com o intuito de que ela continuasse na sala.

Ele se levanta de onde estava caminha ate a janela, se mantem por segundos olhando para fora e logo depois olha em direção a todos e fala em inglês:

– Sei que tivemos nossos erros, talvez por não ter uma estratégia antes, deixamos nossos sentimentos... Como posso dizer... Dominar. Confesso não estar na hora do caos, cheguei ao final e tentei ajudar, não é muito o meu perfil, como todos sabem sou um assassino ou soldado de uma facção, poderia ficar sentado e observar o final de tudo aquilo, mas... Tenho uma obrigação que por falar nela fui até o camarim, lá encontrei dois guardas que protegiam a porta, para entrar precisei agir da maneira que eu bem sei fazer, depois de entrar tinham vários artistas no qual descrevi a imagem de Tyna como se fosse uma amiga que na confusão se perdera, um dos artistas chegou a dizer que se ela estava com o chefe, coisa boa não ia acontecer.

Iam prosseguiu:

– Só quero dizer que estamos aqui se lamentando sobre o que aconteceu onde na verdade precisou acontecer já que fomos descobertos, dessa vez não vamos precisar se esconder, vamos entrar com tudo porque sei que lá estão as repostas para nossa investigação.

Depois de suas explicações Smith vai e serve de uma bebida. Deu até sede.
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Mensagem por Bravos em Sex Abr 12, 2019 10:24 am


Teodor estava sentado à poltrona. Respirava devagar enquanto ia começando a sentir as dores que se espalhavam no corpo depois de uma briga. Na hora você não sente nada, mas depois... Ah, depois parece que você foi atropelado por uma carruagem puxada por quatro cavalos. Alexandru não estava exatamente contente com o feito deles e não era à toa. Ainda que Cardei estivesse completamente tranquilo, pois fez aquilo que ele fora chamado para fazer. Não costumava raciocinar sobre o que era culpa de quem. As coisas simplesmente aconteciam e se reagia da melhor forma possível.

A Dra. Belcher era um poço de incredulidade à cerca do lobisomem. Ia falar quando Nina entrou na sala. Um misto de impressões passaram-se na alma do romeno. Tentando não se deixar levar por elas falou pela primeira vez, virando-se para a médica: - É verdade, Dra. Belcher. Não é a primeira vez que eu encontro um lobisomem. Inclusive, se estou aqui, é por conta desse encontro anterior que tive quando estava no Império Áustrio-Húngaro. Obviamente, naquela ocasião não tinha a presença de espírito de hoje e fui salvo por um caro colega. - Seus olhos correram a sala e pararam na ocultista, que estava cabisbaixa. Alexandru continuou falando e comentou da vulnerabilidade à prata. Adicionou então um comentário: - Pelo que pude notar hoje, as balas comuns não são sequer capazes de feri-lo. Imaginei que elas causariam feridas leves, mas nem isso.

Nina então começou seu relato. Ela parecia confusa e constrangida. Francamente Teodor não a entendia. Sua personalidade era demasiado volátil para que ele tivesse algum juízo completo. Já estava um pouco absorto quando a viu se levantar e caminhar em direção dele. Tocou-lhe a mão e se desculpou. Fez aquilo em voz baixa e em romeno. Ele levantou-se e pegou-lhe a mão, envolvendo-a com a sua. Respondeu-lhe também em romeno e também em baixa voz: - Não se preocupe... Eu também sinto muito.

Ela já se afastava em direção a saída quando Iam falou algo. Cardei voltou a se sentar e aguardou pacientemente que alguém lhe traduzisse o que falava o russo. Quando o fizeram, voltou a comentar: - Temos então um caminho a seguir: encontrar o dono do circo.
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Mensagem por Elminster Aumar em Sab Abr 13, 2019 11:04 am


Nina foi a primeira a se pronunciar. A ocultista pedia desculpas pelo seu ato, uma atitude bastante diferente da primeira vez em que se reuniram ali. Parecia que a sua vivência no Circo a havia "fragilizado" de alguma forma, e não era por menos. Ela havia baleado um inocente e ainda não se sabia o estado de saúde da vítima.

Nina escreveu:- Havia uma criança. Eu... eu fui uma tola. Sinto muito.

- Esqueça isso... - pediu Alexandru, sentindo que talvez ele tivesse pego pesado demais com o grupo. - Erros acontecem, e é bom saber que vocês possuem tamanha coragem. Francamente, Teodor... enfrentar um lobisomem de peito aberto? Isso não é para qualquer um. A coragem muitas vezes é confundida com estupidez, mas partindo de você, meu amigo, tenho certeza que foi a primeira opção.

Nina escreveu:- Meu conhecimento sobre licantropos é limitado. Nunca havia encontrado uma tal criatura ao vivo antes. O que posso dizer é que alguns retém certos níveis de consciência e são até mesmo capazes de discernimento e comunicação. E parecem ter maior vulnerabilidade à prata, o que é um traço comum entre outras criaturas sobrenaturais. Porém, preciso estudar mais.

Teodor escreveu:- Pelo que pude notar hoje, as balas comuns não são sequer capazes de feri-lo. Imaginei que elas causariam feridas leves, mas nem isso.

Alexandru assentiu com a cabeça.

- Arranjaremos balas de prata para você Teodor, e, Iam, sei que não é o seu forte, mas devo ter uma adaga de prata em algum canto nessa casa. Irei emprestá-la a você para que possa ajudar Teodor se houver necessidade.

Enquanto se discutia como eles poderiam enfrentar Adolf, Nina se aproximou de Teodor. Os dois tiveram uma interação intimista, os demais mal ouviram as trocas de palavras entre eles. Houve uma singela troca de olhares e pedidos de desculpas de ambos os lados. Os dois pareciam ter se acertado, afinal. Alexandru, percebendo que não seria mais necessário dividir o grupo para que todos cooperassem, não deixou de sorrir de canto de boca ao ver a cena. Nina declarou sua intenção de ir para a biblioteca, mas as palavras de Iam a impediram momentaneamente de ir.

Iam escreveu:- Espera! Sei que tivemos nossos erros, talvez por não ter uma estratégia antes, deixamos nossos sentimentos... Como posso dizer... Dominar. Confesso não estar na hora do caos, cheguei ao final e tentei ajudar, não é muito o meu perfil, como todos sabem sou um assassino ou soldado de uma facção, poderia ficar sentado e observar o final de tudo aquilo, mas... Tenho uma obrigação que por falar nela fui até o camarim, lá encontrei dois guardas que protegiam a porta, para entrar precisei agir da maneira que eu bem sei fazer, depois de entrar tinham vários artistas no qual descrevi a imagem de Tyna como se fosse uma amiga que na confusão se perdera, um dos artistas chegou a dizer que se ela estava com o chefe, coisa boa não ia acontecer.

Aquelas informações eram novas para todos os demais. Alexandru se mexeu em sua poltrona, como se a esperança tivesse renascido dentro dele.

- Você tem certeza disso? De quem você tirou essa informação? - o detetive fez logo duas perguntas, não se controlando. - Isso é muito importante para nós, Iam, isso mostra que estamos na direção certa. O chefe... não posso mais negar para vocês depois de tudo o que vocês presenciaram. Lembram dos boatos que eu havia dito que o próprio Romanov ainda liderava o seu Circo depois de trezentos anos? Pois bem... não devemos descartar essa possibilidade.

A Dra. Belcher ainda parecia incrédula com a naturalidade que certas coisas eram ditas.

- Você está querendo dizer que pode haver outras dessas criaturas? Não só lobisomens mas todo o tipo de aberração saída das lendas que ouvimos?

- Sim, doutora. - Alexandru foi categórico. - Existe uma grande chance de vocês toparem com outras criaturas da noite.

Iam escreveu:– Só quero dizer que estamos aqui se lamentando sobre o que aconteceu onde na verdade precisou acontecer já que fomos descobertos, dessa vez não vamos precisar se esconder, vamos entrar com tudo porque sei que lá estão as repostas para nossa investigação.

Teodor escreveu:- Temos então um caminho a seguir: encontrar o dono do circo.

- Sim, mas não pensem que será fácil. Vocês deverão ser mais sorrateiros do que se apresentaram essa noite, não é com força física que conseguiremos desmascarar os horrores reais por detrás do Circo de Romanov. Contudo, receio estar tarde já e vocês todos tiveram um dia e tanto. Discutiremos os próximos passos a serem tomados amanhã, durante o almoço que prepararei para vocês. Por hora, tratem de descansar a mente e o corpo.

Alexandru estava notadamente mais empolgado com o curso da investigação. Eles haviam adquirido algumas pistas, afinal. Nina, agora, estaria livre para se retirar para a biblioteca. Ela e Teodor saíram da sala de Alexandru praticamente juntos. Iam se retirou em seguida, enquanto a Dra. Belcher parecia ainda querer discutir algo com Alexandru.  Enquanto Iam caminhava pelos corredores até os seus aposentos, ele se encontrou com Anastácia. De fato, parecia que a filha de Alexandru estava à sua espera o tempo todo. Anastácia se aproximou, acanhada.

- Obrigada por tudo o que você está fazendo por nós - disse, e, ficando na ponta dos pés, lhe deu um beijo tenro na boca.  


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@Bravos e @Mellorienna, fiquem à vontade para fazerem uma interação entre vocês, agora com os personagens num ambiente mais reservado.
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Mensagem por Camuel em Ter Abr 16, 2019 2:13 am


Alexandru escreveu:- Arranjaremos balas de prata para você Teodor, e, Iam, sei que não é o seu forte, mas devo ter uma adaga de prata em algum canto nessa casa. Irei emprestá-la a você para que possa ajudar Teodor se houver necessidade.

- Tudo bem.

Assim que suas ideias e relatório foram passados Alexandru nem bem esperou finalizar.

Narrador escreveu:- Você tem certeza disso? De quem você tirou essa informação? - o detetive fez logo duas perguntas, não se controlando. - Isso é muito importante para nós, Iam, isso mostra que estamos na direção certa. O chefe... não posso mais negar para vocês depois de tudo o que vocês presenciaram. Lembram dos boatos que eu havia dito que o próprio Romanov ainda liderava o seu Circo depois de trezentos anos? Pois bem... não devemos descartar essa possibilidade.

- As informações foram conseguidas com um dos artistas que parecia fazer o papel de gigante. - Aquelas informações foram à ignição para que Alexandru se animasse novamente, e esquecesse por um momento todo o caos ocorrido, dessa vez os planos seriam andar em grupo munido de armas de prata.

Pelo menos dessa vez se algo der errado ninguém fica para contar historia. Os pensamentos de Iam não foram contra a ideia, mas sim o fato de ser sarcástico.

Todos se retiram menos a Dra. Belcher, que insistia em saber mais detalhes de Alexandru, Nina saiu conversando com Teodor. Iam resolve ir para seus aposentos, segue em pelo corredor entre um passo e outro admirava certas pinturas nas paredes, quando e surpreendido por Anastácia parecia que ela estava esperando a um bom tempo próximo ao seu quarto.

Ela se aproxima:

Narrador escreveu:- Obrigada por tudo o que você está fazendo por nós - disse, e, ficando na ponta dos pés, lhe deu um beijo tenro na boca.

Nossa... Os olhos dele arregalaram pela surpresa, nem teve a oportunidade de responder ao agradecimento, mesmo assim rapidamente a corresponde.

Suas mãos delicadamente seguram na cintura dela, que por sinal são as medidas perfeitas, não demorou ele pressiona o corpo dela ao dele como se fosse fundir em um só, sua respiração estava ofegante e a dela não parecia diferente, mas logo ele desperta e finda o beijo olhando nos olhos dela e diz:

- Desde o momento que te vi imaginei esse momento, claro que partindo para um momento mais quente - fala com um sorriso e continua. - Não quero que esse momento termine agora, mas também não podemos ficar aqui no corredor alguém pode aparecer e... - Sem terminar a frase ele faz um gesto com a cabeça de algo errado, porque suas mãos ainda continuavam a segurar a cintura dela. - Podemos ir para meu quarto agora, o que acha?

Ele espera a resposta sentindo o cheiro do cabelo dela que eram lisos, longos e sedosos com cheiro de flores.

OFF:
Eu ia prosseguir mas decidir esperar a resposta dela.

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Mensagem por Bravos em Ter Abr 16, 2019 10:16 pm


Com as informações que Iam trazia, Alexandru pareceu se animar de novo com a possibilidade da investigação trazer algum fruto. Pelo menos agora tinham a confirmação que o dono do circo efetivamente existia e era perigoso, dado a expressão usada pelo próprio circense. Agora, se as lendas eram verdadeiras... Teriam que descobrir por si sós. Teodor também se animava com aquilo, Contudo, seu papel era claro. Alexandru sabia disso e agora os demais também. Ele era a linha defensiva.

Quando o anfitrião os liberou, dizendo-os que descansassem, Nina foi a primeira a sair, pois já o intencionava fazê-lo antes e o teria feito se não fosse a intervenção. Teodor se levantou em seguida. Era evidente que precisavam conversar. A relação dos dois estava demasiado conturbada para prosseguir assim. De forma, que a ocultista nem sequer havia terminado de cruzar o corredor depois da porta e o romeno estava fechando a porta atrás de si. Pigarreou para chamar-lhe a atenção e a alcançou com alguns passos largos. Deu-lhe o braço, para que pousasse o seu sobre o dele.

- Sra. Aiwaz... - Não sabia exatamente o que falar. Sabia que algo a perturbava pessoalmente, pois já havia visto alguns veteranos da guerra franco-prussiana tendo surtos semelhantes àqueles que Nina tivera. Sabia que eram por traumas. Quais? Não tinha certeza. - Entendo que tenha sido... forte os acontecidos. Acidentes mexem conosco, nos fazem nos sentir... impotentes. - Enquanto falava, conduzia-os até uma sala de estudos reservada que conhecia bem na casa.

- Creio que começamos mal e agora sabemos que precisaremos contar um com o outro. - Talvez aquela frase devesse estar no plural, mas... Abriu a porta e pegando a mão de Nina, que estava sobre seu braço, convidou-a para entrar na sala. Sua mão era pequena e aveludada na mão grande e acostumada ao chicote e à espada de Cardei.

- Iremos procurar por um dono de circo secular e talvez devêssemos saber mais que os nomes e as supostas profissões que temos. - Enquanto ela entrava na sala e ele fechava a porta atrás de si a observava. Era talvez a primeira vez desde que se desentenderam que Teodor se apercebeu da beleza daquela mulher.
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Mensagem por Mellorienna em Qua Abr 17, 2019 11:00 am


Nina parou quando Iam pediu que esperasse. Ao contrário da noite passada, em que simplesmente daria as costas aos investigadores reunidos por Alexandru, a loira ficou. E até mesmo esboçou um leve sorrisinho ao ver a esperança retornando ao semblante do anfitrião. Quando era novinha – o que ela ainda era, mas sentia como se não fosse – passou um verão encantador em Bucareste, no qual se tornou bastante próxima de Annya – “Anastácia é um nome muito grande”, elas diziam. Naquele mesmo ano, ela voltou para a Valáquia no outono e…

… Alexandru os dispensou, para que descansassem. A Ocultista fez uma breve reverência – herança de dias melhores que voltaram à tona naquela noite – e ganhou o corredor, pretendendo trancar-se na biblioteca até cair adormecida sobre os livros. Porém, foi alcançada em menos de três segundos por Teodor Cardei, que estendia o braço para ela, falando sobre acidentes e sensação de impotência. Nina aceitou em silêncio a condução do romeno até a sala de estudos. Ergueu os olhos cinzentos para fitar Cardei quando o homem mencionou o mal começo que tiveram e o fato de que, independentemente de qualquer coisa, precisariam contar um com o outro naquela empreitada.

Teodor Cardei escreveu:- Iremos procurar por um dono de circo secular e talvez devêssemos saber mais que os nomes e as supostas profissões que temos.

A porta se fechou suavemente atrás dele, e Nina corou ao perceber que ele a observava, desviando os olhos para os móveis da sala de estudos enquanto tentava disfarçar a timidez repentina.

- Na verdade, podemos começar pelos nomes e profissões uns dos outros, eu acho. – a loira sentou-se na ponta direita de um sofá de dois lugares (móvel que ela conhecia pelo nome de namoradeira) e acendeu a luminária na mesa de apoio ao lado – Aiwaz é o nome do primeiro demônio que fui capaz de contatar. Meu sobrenome é Van Hausen. Por casamento.

A luz quente da luminária se refletia em matizes dourados sobre os cabelos muito claros da moça e era cada instante mais nítido o quanto ela era jovem.

- Meu marido era...“um conde”… médico. Eu era sua auxiliar. Enfermeira. Houve uma epidemia de varíola na fronteira com a Moldávia. Eu não sabia que estava grávida quando insisti em acompanhar a expedição. Adoeci e perdi nosso bebê. Perdi Lúkin três dias depois.

A loira finalmente voltou a olhar para Teodor.

- Mas o demônio não me queria no Inferno. E, acredite, eu tentei de tudo. Acabei dedicando cada minuto dos meses que se seguiram a encontrar uma forma de estar de com Lúkin novamente. Há charlatanismo por toda parte, mas descobri alguns rituais, a maior parte em sânscrito e... Quando percebi, estava sendo consultada por pessoas importantes sobre o Oculto. Mas, no fim, não há um caminho que traga o que se perdeu. A Morte é a fronteira final. Já faz pouco mais de dois anos...“dois anos, três meses e nove dias”… e só agora eu finalmente aceito isso. Precisei atingir um homem inocente com um tiro para entender que há caminhos efetivamente sem retorno.

A moça torceu as mãos sobre o colo nervosamente e então sorriu, de forma quase triste, enquanto corava mais uma vez:

- Ser intratável com as pessoas ao redor parecia a melhor forma de garantir que não sofreriam se eu morresse de repente, entende? E não posso negar que tenho buscado ativamente pela morte, por tempo demais... – ela suspirou. A verdade é que estava cansada – Enfim, desviei do assunto sem querer, mas era importante para explicar que Nina também não é meu nome. Era o apelido carinhoso pelo qual Lúkin me chamava. Vem de “menina”. Ele era dez anos mais velho que eu.

A loirinha fitou Teodor e sorriu de forma doce, sentindo arrepios leves ao encarar o homem de perto.

- Meu nome é Sophia.

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Mensagem por Bravos em Ter Abr 23, 2019 2:16 pm


Sentou-se no outro espaço da namoradeira e escutou o que a ocultista ia falando. De onde estava, podia ver o corpo dela sutilmente coberto por um vestido rendado que deixava entrever sua pele e suas formas. Inspirou fundo e tornou a olhá-la nos olhos. Ela contava que na verdade seu sobrenome não era aquele que ela havia se apresentado.

- ... - Com respeito e atenção escutou o triste relato daquela vida infeliz. Infeliz pelas diversas perdas que tivera no caminho. Quiçá agora Cardei entendia o agir bizarro e incompreensível de Nina. Já ia dizer algo, pois achava que era o momento de dizer, quando ela explicou que seu nome também não era aquele. O romeno reclinou-se na cadeira, pois até aquele momento não estava propriamente encostado, ligeiramente boquiaberto. Aquela mulher... Sophia, havia tentado, e em grande parte conseguido, manter todos longe do que quer que pudesse ser ela. Esse era um momento que Teodor ficaria novamente exasperado com aquilo tudo, mas o olhar doce e cinzento o desarmou. - Você tem uma história triste, Sophia. - Se ela já o começava a aceitar, não seria ele a dizer que não é bem assim. - Se fosse eu, teria tomado outras atitudes. Mas não fui. Então não importa. É bom saber quem és de verdade. - Sorriu levemente, um sorriso de acolhimento. Sua mão esticou-se e com o dorso dos dedos indicador e médio, acariciou de leve a mão da ocultista que, pela primeira vez talvez, não estava tão oculta assim.

- Minha família é feita de comerciantes. Homens inteligentes que sabem fazer o dinheiro multiplicar-se e mulheres astutas que mantém as lojas em perfeito funcionamento sob sua supervisão.- Nesse momento, retraiu a mão, pois sua história era também um pouco triste, de outra maneira. - Nunca tive talento nem para uma coisa, nem para a outra. E por isso me mandaram para o Império Áustrio-Húngaro para estudar. - Um homem a admitir suas falhas. - Foi o pior investimento que fizeram, visto que o estudos não são meu forte. Lá esperavam que eu aprendesse Administração e a fazer negócios e o que aprendi foi Cannes de Combat e aprimorei minha capacidade de provocar adversários. - Sorriu consigo. Afinal era bastante orgulhoso das próprias capacidades. Era problema da família que não valorizasse o mesmo que ele.

- O resto do tempo - e do dinheiro - eu gastei com festas e mulheres. - Disse-lhe olhando nos olhos. Já que Sophia havia dito-lhe quem era, não iria negar o que era para ela. - Até que um dia cruzei com um monstro como aquele do circo. Teria morrido se não fosse Antoon. - Seus olhos se afastaram um pouco. Fazia tempo que não sabia de Antoon. Torceu para que estivesse vivo e bem. - Ele interviu e me apresentou esse... lado da existência.

Levantou-se então da namoradeira. Ao fazê-lo, inclinou-se um pouco na direção da mulher a sua frente e sentiu o perfume que ela usava. Andou até um pequeno bar que ali tinha, serviu-se um copo. Olhou para Nin... Sophia. Com o olhar perguntou-lhe se também desejava. Quando sentada o corte do vestido fazia suas pernas ficarem à mostra. Saberia ela o efeito dessas coisas sobre os homens?

Certamente sim.

- Sobre caminhos sem retorno. Acho que já entramos em um. - Disse enquanto voltava à cadeira com sua bebida e a dela, se ela aceitasse.
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Mensagem por Elminster Aumar em Dom Abr 28, 2019 9:47 pm


Após alguns segundos de beijo, Iam e Anastácia se desgrudam. Eles pareciam felizes e de certo modo eufóricos com aquele momento. Iam não demorou a fazer um convite para um lugar mais reservado, talvez temendo que Alexandru os pegassem ali no meio do corredor.

Iam escreveu:- Desde o momento que te vi imaginei esse momento, claro que partindo para um momento mais quente. Não quero que esse momento termine agora, mas também não podemos ficar aqui no corredor alguém pode aparecer e... Podemos ir para meu quarto agora, o que acha?

Anastácia se surpreendeu com aquele convite e por um momento parecia não saber o que dizer.

- Eu... eu não sei... - ela demonstrava insegurança e um certo receio. - Meu pai... se ele descobrir... - Ela deixou o resto da frase no ar. Respirou fundo duas vezes e balançou a cabeça. - Tá bom. Eu já sou uma mulher adulta, acho que também posso me divertir um pouco... - disse, se decidindo, afinal. - Vamos para o seu quarto.

Anastácia pegou na mão de Iam e o conduziu a passos rápidos até os seus aposentos. Todos os quartos de hóspedes da mansão eram espaçosos e continham algum luxo, no caso do quarto em que foi cedido ao Iam, a mobília era de primeira mão e a cama era de casal, o que seria perfeito para o momento. Ao entrarem no quarto e fecharem a porta, a única luz que adentrava o recinto era aquela que vinha dos postes da rua do lado de fora e passava pelas janelas abertas. Ela soltou a mão de Iam e começou a caminhar pelo quarto.

- Meu pai teve um bom gosto ao planejar esta casa - comentou, ao colocar a mão sobre um guarda-roupas de madeira refinada. - Aqui é o nosso porto seguro, sabe? Quando Tyna desapareceu, as coisas reviraram de cabeça para baixo. Passamos a nos sentir todos desprotegidos, mesmo aqui dentro de nossa casa.

Anastácia parecia ter ficado nervosa ao ficar a sós com Iam em seu quarto, e o seu nervosismo era o que a fazia falar naquele momento.

- Quando eu te vi pela primeira vez, senhor Iam, senti uma energia boa. Senti pela primeira vez desde o desaparecimento que estava segura. Senti e ainda sinto que vocês conseguirão trazer minha irmãzinha de volta, e isso traz novas perspectivas a todos nós. - Ela se virou para Iam, sem conseguir olhar diretamente em seus olhos. - Me desculpe... eu não tenho muita experiência... nunca me relacionei com alguém antes.  

Era difícil para ela admitir isso. Iam sentia que ela queria, mas não sabia como fazer. Ele teria que tomar as rédeas naquele momento.  

OFF:
Apenas lembrando que nessa época era normal as mulheres se relacionarem apenas após um pedido oficial de namoro. Por vezes só se relacionavam depois do casamento.

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Mensagem por Camuel em Sex Maio 03, 2019 2:10 am



Ele esperava sua resposta, de inicio imaginou que estava indo longe demais com sua proposta percebeu ao ver Anastácia surpresa, foi quando ela depois de segundos pensando responde:

Anastácia escreveu:- Eu... eu não sei... Meu pai... se ele descobrir... Tá bom. Eu já sou uma mulher adulta, acho que também posso me divertir um pouco... Vamos para o seu quarto.

Iam toca levemente seu queixo da um sorriso e a beija rapidamente. Ela segura sua mão e o conduz para o quarto dele. Ao chegarem eles verificam se a porta foi fechada, a luz que vinha da rua clareava o quarto e dava um clima romântico, ela andava pelo quarto admirando as mobílias.

Anastácia escreveu:- Meu pai teve um bom gosto ao planejar esta casa. Aqui é o nosso porto seguro, sabe? Quando Tyna desapareceu, as coisas reviraram de cabeça para baixo. Passamos a nos sentir todos desprotegidos, mesmo aqui dentro de nossa casa.

Iam percebe que as filhas de Alexandru pareciam não ter a liberdade que apresentavam, talvez devido ao desaparecimento de Tyna. Ele recostado ao lado móvel no qual ela admirava responde:

– Eu sei como é se sentir sozinho, mas precisa acreditar que sua irmã será encontrada e tudo voltara como era e não deixarei que nada aconteça a você.

Ele se aproxima dela percebendo que todo aquele assunto era para encobrir sua timidez.

Anastácia escreveu:- Quando eu te vi pela primeira vez, senhor Iam, senti uma energia boa. Senti pela primeira vez desde o desaparecimento que estava segura. Senti e ainda sinto que vocês conseguirão trazer minha irmãzinha de volta, e isso traz novas perspectivas a todos nós. Me desculpe... eu não tenho muita experiência... nunca me relacionei com alguém antes.  

Iam segura Anastácia pela cintura, sua respiração ofegante não negava o desejo por ela competindo com sua paixão através de seu olhar e caricias.

- Promete que quando nos dois estivemos sozinhos você não vai me chamar de senhor? - Fala olhando em direção aos olhos dela. Nesse momento seus corpos juntos haveria a possibilidade se ao se calarem um sentir os batimentos do coração do outro. - Fico feliz em saber que se sente segura comigo.

Mesmo depois de escutar sua confissão de nunca ter se relacionado com alguém antes ele a beija com bastante euforia, ele ergue o corpo dela poucos centímetros do chão encostando-a no guarda-roupa.

Ele afasta seus cabelos lentamente e alisa levemente o pescoço dela com ponta de seus dedos. Fazendo-a se arrepiar de prazer, sua boca encostar-se à região demonstrando a sua paixão e desejo por ela, suas mãos seguram firme a dela acariciando-as. Ainda segurando as mãos ele eleva os braços dela que se mantem curvados sobre a cabeça enquanto ele sentia o seu perfume e sussurrava em seu ouvido.

Nesse momento ele para, como se despertasse de um sonho, de olhos fechados ele deita sobre o ombro dela e diz:

- Desculpa. - Ele se afasta alguns centímetros e continua. - Não posso negar que assim que te vi pela primeira vez fiquei encantado pela sua beleza e logo depois tivemos a oportunidade de conversar tive a certeza que você é à garota que eu sempre procurei.Mas preciso entender que você tem sonhos, e um deles é que esse momento seja depois de seu casamento, não sei se me sentira bem sabendo que antecipei esse momento ou as consequências que podem surgir...

Ele se afasta indo em direção ao oposto com se estivesse confuso.

- Tudo que mais quero é ter você, talvez fosse melhor continuarmos nos encontrando e depois que tudo isso acabar conversarei com seu pai sobre nós.
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Mensagem por Elminster Aumar em Seg Jun 03, 2019 9:19 pm


Iam e Anastácia, a sós no quarto, seguiam conversando quase que com palavras sussurradas. A filha de Alexandru demonstrava os seus receios, enquanto Iam tentava tranquilizá-la.

Iam escreveu:– Eu sei como é se sentir sozinho, mas precisa acreditar que sua irmã será encontrada e tudo voltara como era e não deixarei que nada aconteça a você.

Ela assentiu com a cabeça. Estava reflexiva naquele momento, e Iam só podia imaginar o que se passava em sua cabeça.

Iam escreveu:- Promete que quando nos dois estivemos sozinhos você não vai me chamar de senhor?

- Como devo chamá-lo? - perguntou Anastácia, de certo modo tentando fazer com que a conversa não terminasse num incômodo silêncio novamente.

Depois da resposta de Iam, ele se aproxima novamente de Anastácia e a beija com paixão. Anastácia, tímida no inicio, se solta e retribui o beijo da melhor forma. Fazia dias que Iam Smith não sentia de perto o calor que uma mulher podia proporcionar. Iam tratava de acariciar o rosto de Anastácia e alisar os seus cabelos sempre que podia, revelando um cuidado e um carinho que certamente rendia pontos a seu favor. Ele fazia parte de uma organização criminosa, mas sabia como tratar uma mulher e ganhar o seu coração.

Quando se desgrudaram, Iam mudou o tom da cena.

Iam escreveu:- Desculpa. Não posso negar que assim que te vi pela primeira vez fiquei encantado pela sua beleza e logo depois tivemos a oportunidade de conversar tive a certeza que você é à garota que eu sempre procurei.Mas preciso entender que você tem sonhos, e um deles é que esse momento seja depois de seu casamento, não sei se me sentira bem sabendo que antecipei esse momento ou as consequências que podem surgir...


Anastácia olhou para baixo, parecendo confusa por um instante também. Iam começou a se afastar.

Iam escreveu:- Tudo que mais quero é ter você, talvez fosse melhor continuarmos nos encontrando e depois que tudo isso acabar conversarei com seu pai sobre nós.

Ele estava indo em direção oposta à Anastácia, provavelmente para sentar-se à sua cama onde poderia esperar a saída dela de seu aposento. Iam a queria, mas sabia que não podia força-la. Quando estava chegando próximo a cama, ouviu a voz de Anastácia logo atrás de si.

- Eu quero. - Iam se virou para ela, e ambos ficaram novamente um de frente pro outro. - Eu sei que jamais me perdoaria se deixasse essa oportunidade passar. Eu gosto de você, Iam. Quero que tenhamos esse momento, só nosso.

E eles voltaram a se beijar, com mais ardor do que antes, pois ambos sabiam que o que eles viveriam àquela noite jamais seria esquecida.




Na sala de estudos, Cardei e Nina trocavam confidências como raramente haviam feito com outras pessoas. Eles trocaram relatos em perfeita cumplicidade e até dividiram uma velha bebida de Alexandru. Ficaram até tarde conversando, e apenas quando Nina adormeceu em sua poltrona é que Cardei se deu conta da hora tardia. No dia seguinte, os dois foram os últimos a despertar na mansão.




- O homem morreu.

Alexandru estava sentado com um jornal em uma das mãos e uma xícara de café na outra. Ele lia a reportagem de capa onde relatava alguns episódios ocorridos na noite anterior, durante a apresentação do Circo de Romanov.

- Os relatos são os mais confusos possíveis, mas ninguém cita nenhum lobisomem. É claro. - Ele parou para bebericar sua xícara por um momento. - A maioria das pessoas que o jornal ouviu disseram que os lobos saíram do controle, causando toda aquela confusão. Uma ou outra pessoa alegam que viram uma mulher atirando uma pistola e que pode ter sido a responsável pela morte do visitante.

Nina estava na sala, assim como os demais investigadores, e ouvia em silêncio.

- Ninguém sabe os seus nomes, o que parece um ponto positivo, porém novamente o Circo conseguiu sair praticamente impune. O máximo que ele irá sofrer é de uma multa.

Naquele momento se ouviu uma agitação na sala de estar, no térreo. As filhas de Alexandru estavam falantes e surpreendentemente alegres. Deixando a xícara e o jornal de lado, Alexandru foi até a porta da sala e ao abri-la se deu de cara com Christine.

- Minha filha! - Alexandru a abraçou fraternalmente. - Não acredito que você veio!

Christine
[!ON!] Capítulo 2: Repercussões IMG_20190512_212133038_HDR  

Christine estivera estudando em Nova York por um longo período e finalmente retornara para a sua casa, após saber do desaparecimento de sua irmã caçula. Os outros investigadores se contagiaram com a felicidade de Alexandru - todos, com exceção de Nina, que não escondeu o seu desgosto.

- Senhores - Alexandru se virou pros investigadores, orgulhoso de poder apresentar a sua filha -, esta é Christine. Já devo ter falado dela para vocês.

- Já a conheço - respondeu friamente Nina, novamente não escondendo o seu ranço. - Estudamos juntas não há muito tempo atrás, não é mesmo? - indagou com um olhar penetrante. As duas iniciaram juntas os estudos sobre o Ocultismo, e por muito tempo elas se viram como rivais.

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Mensagem por Bravos em Sex Jun 07, 2019 11:22 am


Conversaram até tarde da noite. De certa forma poderiam dizer que fizeram definitivamente as pazes. Cardei ainda não sabia dizer no que aquela relação poderia se tornar. Acompanhou-a até o quarto dela, mas naquela noite apenas se despediu tocando carinhosamente seu rosto. Voltou ao seu quarto e dormiu um sono pesado.

No dia seguinte, levantou-se tarde e ainda tomava café quando foi chamado à sala onde estava Alexandru. Levou consigo sua xícara e sentou-se numa poltrona, muito à vontade. Até o momento que o anfitrião confirmou que o homem alvejado havia morrido. - Para o grande público, o Circo saiu impune mesmo. A questão é o que nós vamos fazer quanto a isso. - Disse enquanto bebia um longo gole de sua xícara, praticamente terminando-a. Pousou-a na mesinha de lado enquanto chegava uma das filhas de Alexandru. Teodor a conheceu bem menor e fazia anos que não a via.

- Christine! Talvez não se lembre de mim, sou Teodor Cardei, amigo da família já há tempos. - Apresentou-se de novo pois sabia que conhecidos que não se vêem há anos não são obrigados a lembrarem-se uns dos outros. Observou em silêncio o leve atrito que havia entre a menina e Sophia. Aparentemente ela era assim, espinhosa a todo primeiro contato. Não pode evitar um breve sorriso ao olhá-la contrariada.

- Detesto cortar as boas-vindas, mas suponho que precisemos pensar rápido. Pode ser que após esse incidente o Circo pegue a estrada e daí nossas chances acabaram de vez. Temos que agir de modo certeiro dessa vez. - Não que ele tivesse algum plano em mente. Era, porém, um bom duelista e sabia que o mais importante num combate é contra-atacar na hora certa.
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Mensagem por Iyue em Sab Jun 08, 2019 2:35 pm


A jovem estava conversando com as irmãs enquanto caminhava em direção a sala de estudos de seu pai. Entre abraços e exclamações, ela viu seu pai abrir as portas, e com um sorriso grande, ela acelerou seus passos rápidos, abrindo os braços para abraçar ele. - Meu querido pai! O quão bom é revê-lo, mesmo na situação que estamos - Christine disse, antes de dar alguns passos para trás, segurando as mãos dele. - Claro que eu vim, mas devo admitir que ainda estou chateada com o senhor, pois quem me avisou foi a senhora minha mãe, e não o senhor - ela disse, fazendo um mini beiço, antes de deixar seu pai apresentar ela aos demais convidados da casa.

- Um grande prazer em conhecê-los, e peço desculpas pela minha falta de educação por não ter cumprimentando-os antes, mas estive tão ansiosa para ver minha família que não me contive - ela disse, e com um sorriso no rosto, caminhou até Teodor.

Teodor escreveu:- Christine! Talvez não se lembre de mim, sou Teodor Cardei, amigo da família já há tempos.

Christine o abraçou com o mesmo carinho que abraçou Alexandru, mas o senhor conseguiu perceber, agora tão próxima, o quão esbelta a filha de Alexandru era, quase como se estivesse doente de tão magra que era. - Lembro vagamente, mas é um grande prazer conhecer o senhor novamente. Como tem passado? - Ela comentou, com uma certa admiração. Lembrava de alguma das histórias que seu pai comentava sobre o senhor Teodor. Ela se virou para os demais convidados, até que escutou Nina falando.

Nina escreveu:- Já a conheço. Estudamos juntas não há muito tempo, não é mesmo?

Expressão no rosto de Christine
[!ON!] Capítulo 2: Repercussões Original

Toda a animação, o sorriso carinhoso e convidativo pareceu esvair rapidamente de Christine. Seu olhar, tão intenso e gélido quanto de Nina, se cruzaram. - Nina. - Ela disse, ignorando qualquer outra palavra que a outra ocultista soltasse, se voltando para a Dra. Belcher e Iam, o sorriso voltou para o rosto da bela mulher. Ela observava o grupo que seu pai selecionado, e buscou uma das poltronas mais distante de Nina para se sentar, escutando as palavras de Teodor.

Teodor escreveu:- Detesto cortar as boas-vindas, mas suponho que precisemos pensar rápido. Pode ser que após esse incidente o Circo pegue a estrada e daí nossas chances acabaram de vez. Temos que agir de modo certeiro dessa vez.

Os olhos azuis de Christine ficaram gélidos novamente, e os lábios rubros franziram em um beiço. - Após qual incidente? E por favor, me falem que não estão falando das chances de recuperar minha querida irmã? - ela questiona, não gostando nem um pouco do que estava escutando. Seu olhar se levantou para Teodor. - Independente do caso, parece quem estão precisando de qualquer outro auxílio que possam contar. Estou à disposição para auxiliá-los. Quero aumentar qualquer probabilidade de trazer Tyna de volta - Christine disse com a voz cheia de confiança.
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Mensagem por Camuel em Seg Jun 17, 2019 7:27 pm


Por mais pressa que tivessem se amaram devagar. Ele intercalava as carícias com pequenas declarações. Ela sentia prazer em perceber o prazer que dava a ele. Talvez esse fosse o primeiro e o último encontro ou o primeiro de vários. Mas como não sabiam se concentraram em aproveitar o momento da melhor forma.

O mais difícil para Iam era conviver com essa montanha-russa de sentimentos, onde em um momento tinha certeza que não ia acontecer novamente pelo fato de ser membro de uma organização criminosa, ser mais velho que ela e em outro ficava louco pra estar em seus braços. Era totalmente tumultuado viver assim com esse conflito interno. Talvez ela lidasse melhor com isso tudo.

O desejo estava à flor da pele para os dois. Tiveram um encontro mais quente e apaixonado. Embora jovem e teoricamente inexperiente, ela o fez se sentir a homem mais desejado. Anastácia se revelou como uma mulher que sabia como agradar a um homem na cama. Seu beijo era suave, suas mãos eram firmes.

No amanhecer do dia seguinte assim que ele desperta já não a ver mais ao seu lado. Claro ela precisou sair mais cedo, não podia deixar que alguém desconfiasse sobre os dois, logo ele se levanta rapidamente sabia que era logo mais aconteceria uma nova reunião com todos envolvidos no caso.

Já na sala de reunião Iam observava Alexandru ler seu jornal sobre o acontecido no circo, Nina não era mais a mesma estava quieta sem opinar afinal todo o caos fora atraído por ela.

Narrador escreveu:Naquele momento se ouviu uma agitação na sala de estar, no térreo. As filhas de Alexandru estavam falantes e surpreendentemente alegres. Deixando a xícara e o jornal de lado, Alexandru foi até a porta da sala e ao abri-la se deu de cara com Christine.
- Minha filha! - Alexandru a abraçou fraternalmente. - Não acredito que você veio!

Ver Alexandru sorrir foi uma novidade desde a chegada de Iam.

Alexandru escreveu:- Senhores. Esta é Christine. Já devo ter falado dela para vocês.

Christine já conhecia Teodor assim que se abraçaram pareciam através das risadas e olhares relembrar do passado, mas Nina sim demonstrava desgosto pela surpresa. Mas tudo ficou tão claro quando as duas se cumprimentaram com seus olhares frios.

A Dra. Belcher quase não falava, continuava pensativa como sempre mais isso não mudou muito depois de um olhar e um sorriso como cumprimento vindo de Christine em direção da doutora e Iam ele responde com um leve sorriso.

Confesso ela é bonita, tem os olhos bem atraentes que combinam com seus lábios. Quem diria Sr. Alexandru ter uma ovelha longe do rebanho que decidiu viver sem a proteção do pastor, pensava enquanto Christine cobrava respostas sobre o incidente no circo.
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Mensagem por Elminster Aumar em Qua Jun 26, 2019 8:44 pm


A chegada de Christine não podia ter vindo em melhor hora, com os investigadores já reunidos para planejarem os próximos passos.

Christine escreveu:- Meu querido pai! O quão bom é revê-lo, mesmo na situação que estamos. Claro que eu vim, mas devo admitir que ainda estou chateada com o senhor, pois quem me avisou foi a senhora minha mãe, e não o senhor.

Alexandru sorriu novamente, mas desta vez sem muita graça.

- Desculpe minha filha - disse com cautela, tentando encontrar as palavras certas -, eu apenas pensei em te manter segura, mesmo que lá no fundo eu estivesse ansiando por tê-la aqui. Nina é uma grande ocultista, assim como você, e as duas podem somar forças para nos ajudar com este caso.

Nina continua se portando de forma gélida com Christine, e a respeito das últimas palavras de Alexandru, ela encrespou os lábios.

Teodor escreveu:- Detesto cortar as boas-vindas, mas suponho que precisemos pensar rápido. Pode ser que após esse incidente o Circo pegue a estrada e daí nossas chances acabaram de vez. Temos que agir de modo certeiro dessa vez.

Christine escreveu:- Após qual incidente? E por favor, me falem que não estão falando das chances de recuperar minha querida irmã? Independente do caso, parece quem estão precisando de qualquer outro auxílio que possam contar. Estou à disposição para auxiliá-los. Quero aumentar qualquer probabilidade de trazer Tyna de volta.

A Dra. Belcher foi a primeira a se manifestar.

- Estamos falando exatamente sobre as chances de recuperar a sua irmã. Ontem à noite fomos até o Circo e por algumas atitudes questionáveis deixamos escapar uma boa possibilidade de descobrir mais a respeito do sumiço de todas essas jovens. Houve um confronto no palco com um dos integrantes do circo, que alguns supõe tratar-se de um lobisomem...

- É um lobisomem -  disse Alexandru, suspirando. - A despeito de suas descrenças, doutora, tudo indica que o Circo de Romanov tem ligação com eventos sobrenaturais. E isto justifica a sua fama. - Virando-se para Christine, continuou: - Entende porque eu estava receoso em chamá-la? Estamos falando aqui sobre enfrentar lobisomens, gigantes ou seja lá quais outras criaturas o circo possui. Pesquisei o Circo durante mais de um mês. Eles se apresentam em Bucareste sempre a cada 71 anos. E, nestas visitas, ocorreram o sumiço de sete jovens. Você sabe melhor do que eu que o número 7 é mágico, não é mesmo? Não parece mera coincidência. Bom, seja como for, temos que encontrar um jeito de voltar ao Circo.

O velho detetive indicou Iam com um gesto de cabeça.

- Ele descobriu indícios de que de fato Tyna esteja com eles. O que precisamos agora é entrar novamente no Circo, mas desta vez eu não escolheria uma data em que eles estejam se apresentando, mesmo porque alguns de vocês já viraram cartas marcadas para eles. Não, tem que ser de madrugada e de forma sorrateira. Não pensei ainda em como vocês farão isso, mas procurem pelo dono do Circo. E, é claro, cada um de vocês que souber usar uma pistola deverão levar algumas balas de prata.  

Neste momento, Nina se levantou subitamente de sua poltrona.

- Alexandru - disse, com todo o orgulho que poderia reter - acredito que meus serviços já não serão mais de grande valia. Eu não sou uma boa combatente, fato este comprovado pelo lamentável incidente de ontem a noite, e também não sou boa em passar desapercebida por guardas ou coisa que o valha. E o meu conhecimento acerca desse outro lado do mundo que poucos conhecem... bem, a adorável Christine aqui poderá ajudá-los nisso. Estarei torcendo para que encontrem Tyna - com vida, só faltou ela dizer. Com um último olhar para Teodor, complementou: - Sr. Cardei, foi um prazer conhecê-lo um pouco melhor ontem à noite. Se precisar de mim, sabe onde me procurar.

Nina, então, se retirou da sala.
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Mensagem por Iyue em Qui Jun 27, 2019 11:17 pm


Alexandru escreveu:- Desculpe minha filha, eu apenas pensei em te manter segura, mesmo que lá no fundo eu estivesse ansiando por tê-la aqui.

Sentada em sua poltrona, a mulher sorriu para Alexandru - Me deixaste ir para Nova Iorque apenas por que sabia que eu estaria dentro da proteção dos acadêmicos de ocultismo - ela comenta levantando o dedo indicador da mão direita, como se estivesse dando uma lição, e assim continuou falando, com o sorriso jovial presente no rosto. - Onde a grande maioria desses acadêmicos são focados justamente em prevenção e combate ao oculto, o que significa que teria pessoas o suficiente para me proteger - ela finaliza rindo de maneira leve e descontraída até escutar as últimas palavras do anfitrião.

Expressão de Christine
[!ON!] Capítulo 2: Repercussões Original

Alexandru escreveu:- Nina é uma grande ocultista, assim como você, e as duas podem somar forças para nos ajudar com este caso.

Tais palavras pareceram claramente para os demais convidados entristecer a filha de Alexandru, uma vez que a mesma apenas sustentou o olhar do mesmo por alguns segundos silenciosos. Christine o encarava como se estivesse perguntando a Alexandru se ele realmente desejava que ela cooperasse com Nina, e se vendo em uma batalha perdida, ela apenas concordou com um suspiro. - Se é isso que deseja, meu caro pai, quem sou eu para discordar.

Para todos que conheciam ambas as ocultistas, era claro como o dia o desgosto que Nina e Christine sentiam uma pela outra. Talvez sua família nunca tivesse compreendido a razão do desprezo que Chrissy sentia por Nina, porém suas irmãs e mãe respeitavam seu desejo de manter longe, e principalmente de não comparar ambas de maneira alguma. A mulher tentava relevar, pois a situação de sua irmã era de fato de extrema urgência, mas a mágoa que sentia não facilitava.

Buscando se distrair do pedido, Christine então começa a escutar os relatos da doutora, observando a aparência da doutora enquanto falava. Quão diferente tal mulher era, uma peça enigmática e aparentemente, tão cética quanto os ensinamentos de sua profissão. Estava intrigada para saber o que a médica realmente achava sobre a situação, mas para qualquer ação de questionar a médica quando escuta sobre as 'atitudes questionáveis'.

Virando a cabeça para encarar Nina, Chrissy buscou ver as reações da loira sobre a frase, antes de olhar os outros brevemente. - Atitudes questionáveis - ela não havia perguntado, apenas soltado a frase, como se não estivesse nem um pouco surpresa. Novamente, era claro para todos quem Christine achava que era autora das atitudes. Pedindo para que a conversa continuasse, ela continua a escutar os relatos.

Alexandru escreveu:- É um lobisomem.

Com a menção de tal criatura, a mulher começa a tamborilar os dedos nos braços da poltrona, como se estivesse fazendo contas rápidas de cabeça. - Armas de prata. - Novamente uma frase solta no meio da conversa, mas diferente da última ocasião, dessa vez, Christine parecia pensar seriamente sobre a situação.

- Vocês viram gigantes? E quais outras criaturas? - Christine indagou os investigadores, ainda tamborilando os dedos, antes de responder Alexandru - Tyna está em perigo, e assim como o senhor me ensinou, eu enfrentarei monstros e pesadelos para trazer ela em segurança para casa, meu caro pai, pois sou como o senhor, ou até pior que o senhor em teimosia, então nem ouse me impedir - Christine disse com toda a certeza do mundo. Era teimosa, talvez a mais teimosa das irmãs, ou até mesmo da família, e ela não fazia questão alguma de esconder tal traço de sua personalidade.

Seu pai apenas continuou a conversa, indicando Iam sobre o informante do possível paradeiro de Tyna. Rapaz distinto que claramente não falava sua língua, mas felizmente falava o Inglês. Quais segredos guardava? Era a principal questão que rodava a mente de Christine ao observar Iam.

Quando a filha de Alexandru ia questionar sobre o plano, Nina que decidiu se pronunciar. Fechando os olhos, Christine se levantou, escutando cada palavra de Nina. 'Adorável'. A mulher estava já na porta da sala, segurando a maçaneta com toda a força, abrindo-a para Nina.

- Senhorita Nina - ela chama a atenção de todos, principalmente de Nina que estava prestes a se retirar. - És uma das melhores ocultistas que eu conheço, sendo muito prestigiada dentre nossos mentores. Mas a cada comentário sarcástico relacionado a mim que você solta, apenas diminui o respeito que tenho por ti - Christine diz, encarando-a com todo o ódio que sentia por Nina - Agradeço por ter auxiliado minha família, e saiba que iremos trazer Tyna de volta para casa, seja viva ou morta. Mas quero que saiba, que se a 'atitude questionável' tiver tirado qualquer chance de encontrar minha irmã viva... Será o sangue dela que estará eternamente em suas mãos - As palavras ácidas de Christine saíram em um tom baixo, e a mesma continuava a encarar a loira até que a mesma saísse do recinto. Não acreditava na atitude que a outra ocultista havia tomado, mas também não suportaria ficar no mesmo recinto que Nina por muito tempo.

- Podemos continuar a planejar? - Ela questiona, caminhando de volta para a poltrona que estava sentada anteriormente. - Devemos esperar os seguranças que farão a ronda pelo local, sabe da aparência que eles possuem? Ou das principais atrações que o circo possui? - Christine indaga, tentando ainda dissipar o ódio que estava sentindo. - Pois se o senhores estiverem correto, e haver mais espécies de criaturas sobrenaturais, devemos levar muito mais do que apenas balas de prata.
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Mensagem por Camuel em Qui Jul 04, 2019 5:08 pm


O clima na sala era tenso, em um momento todos tentavam explicar suas estratégias no outro o silencio fazia-se presente. Iam só observava como se estivesse em um grande dialogo com os seus pensamentos. Dra. Belcher se manifestava como sempre em suas palavras deixava claro que não acreditava no que viu, mas Iam acreditava, ele sabe que neste mundo de tudo existe um pouco era por isso era por isso que ele entendia os comportamentos de Nina que naquele momento parecia não estar se agradando.

Foi então que Alexandru em suas palavras menciona Iam com um gesto explicando a Christine o seu relatório sobre o circo. Ele confirma com um gesto com a cabeça.

Christine escreveu:- Vocês viram gigantes? E quais outras criaturas?

- Sim, eu vi e vai saber o que mais pode existir nesse circo - responde Iam à pergunta de Christine. Preciso me atualizar, lutar só com facas não dá. Enquanto pensava em sua forma de lutar o esperado acontece.

Nina escreveu:- Acredito que meus serviços já não serão mais de grande valia. Eu não sou uma boa combatente, fato este comprovado pelo lamentável incidente de ontem a noite, e também não sou boa em passar despercebida por guardas ou coisa que o valha. E o meu conhecimento acerca desse outro lado do mundo que poucos conhecem... Bem, a adorável Christine aqui poderá ajudá-los nisso. Estarei torcendo para que encontrem Tyna...

Iam balança a cabeça em forma negativa, espera Christine se despedir dela, se e que se pode chamar de despedida na verdade o encontro das duas se resumi em uma frase : “O destino sabe o que faz. ”. Assim que ela termina ele segue ate Nina e fala em tom baixo evitando que os demais escutassem e desse inicio a outra discussão.

- Posso ate estar enganado, mas o pouco tempo que te conheci mesmo como algumas atitudes imprevisíveis suas, sempre acreditei que era uma maneira de você se defender, talvez tenha tomado a decisão certa, a equipe sentira sua falta, achava que poderia conhecer mais suas habilidades mas enfim preciso encontrar Tyna não só por Alexandru mas sim por Anastácia.

Então depois de sua despedida ele volta para seu lugar.

Christine escreveu:- Devemos esperar os seguranças que farão a ronda pelo local, sabe da aparência que eles possuem? Ou das principais atrações que o circo possui?

- Eu tive contato com os seguranças inclusive matei dois deles facilmente, então me parece ser humanos, sobre as atrações acredito que isso podemos encontrar em jornais locais e se tem outras criaturas sobrenaturais acredito que sim só não sei dizer quais. Em minha opinião podemos entrar no local e sequestrar alguém de valor e fazer algumas perguntas ate chegar ao local onde ficam as pessoas desaparecidas no circo ate porque quando perguntei sobre a Tyna eles pareciam cientes do que acontece por la.
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Mensagem por Bravos em Qua Jul 10, 2019 10:42 am


Na verdade, a relação da filha de Alexandru e Sophia não era um simples atrito, mas de real rivalidade. Que inclusive culminou com o anúncio de que ela iria embora. Teodor ficou um tanto quanto atordoado com aquilo tudo e mal pode responder à mulher com quem passara a noite conversando. Ela já se afastava quando ele a puxou levemente pelo braço e falou baixo, para que somente ela o escutasse: - Nem tudo precisa ser levado assim, à ferro e fogo... Voltarei a falar contigo. Quando estiver terminado.

Trocaram um olhar e ele a deixou ir. Sabia que não iria retê-la. Observou-a sair e então suspirou e voltou ao assunto que ali conversavam. Christine questionava sobre os seguranças e possíveis atrações. A verdade é que eles viram tão somente uma. Iam contou do seu encontro com um gigante e Cardei aguardou impaciente que a Dra. Belcher traduzisse para ele o que era dito. - Talvez seqüestrar alguém de valor chame muita atenção, pois darão falta logo de quem seja. Poderíamos interrogar com veemência algum empregado menos importante, mas que ande sempre pelos bastidores. - Coçava sua barba enquanto dizia isso. Já haviam chamado atenção demais.

- Assim teremos uma direção... Na pior das hipóteses, se quem pegarmos não souber nada das crianças seqüestradas, poderá nos dizer que tipo de... seres... são as atrações do circo. - Olhou para Alexandru e sua filha. - Seria uma etapa preliminar antes de um plano de ação.

Precisavam investigar e evitar agir de peito aberto, como fizeram da última vez.
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Mensagem por Elminster Aumar em Seg Ago 12, 2019 9:36 pm


Christine escreveu: - Me deixaste ir para Nova Iorque apenas por que sabia que eu estaria dentro da proteção dos acadêmicos de ocultismo. Onde a grande maioria desses acadêmicos são focados justamente em prevenção e combate ao oculto, o que significa que teria pessoas o suficiente para me proteger.

A essa fala da sua filha, Alexandru não pôde negar.

- Quando essa situação terminar, minha filha, teremos que ter uma longa conversa - Alexandru falou em particular para Christine, deixando-a curiosa sobre qual exatamente seria o tema da conversa. Ela nunca vira o seu pai com uma expressão tão carregada e séria como naquele momento.

Christine pergunta sobre quais outras criaturas havia no Circo, mas ninguém sabia dizer ao certo. Ela teria que trabalhar com o que tinha em mãos: ao menos um lobisomem e um gigante. Ela e Nina voltaram a trocar farpas, o que culminou na declaração de Nina que ia deixar a investigação.

Christine escreveu:- Senhorita Nina. És uma das melhores ocultistas que eu conheço, sendo muito prestigiada dentre nossos mentores. Mas a cada comentário sarcástico relacionado a mim que você solta, apenas diminui o respeito que tenho por ti. Agradeço por ter auxiliado minha família, e saiba que iremos trazer Tyna de volta para casa, seja viva ou morta. Mas quero que saiba, que se a 'atitude questionável' tiver tirado qualquer chance de encontrar minha irmã viva... Será o sangue dela que estará eternamente em suas mãos

Nina deu um dar de ombros.

- Eu gosto tanto ou até mais das suas irmãs do que talvez você própria. Afinal, eu estava aqui desde o começo... Mas cada um vê da forma que quiser.

Antes de se retirar completamente da sala, Teodor e Iam se despediram da ocultista.

Iam escreveu:- Posso ate estar enganado, mas o pouco tempo que te conheci mesmo como algumas atitudes imprevisíveis suas, sempre acreditei que era uma maneira de você se defender, talvez tenha tomado a decisão certa, a equipe sentira sua falta, achava que poderia conhecer mais suas habilidades mas enfim preciso encontrar Tyna não só por Alexandru mas sim por Anastácia.

- Acredito que você saiba exatamente o que eu faço. São as suas habilidades que ainda permanecem um mistério, Sr. Smith - disse Nina, que em seguida saiu do aposento.

Alexandru parecia atordoado com a sequência daqueles acontecimentos. Certamente não era isso que ele estava esperando que acontecesse. Ele apalpou os bolsos da sua jaqueta com as mãos, procurando por um charuto, que seria logo aceso. Era uma forma de se acalmar e reordenar seus pensamentos.

Christine escreveu:- Podemos continuar a planejar? Devemos esperar os seguranças que farão a ronda pelo local, sabe da aparência que eles possuem? Ou das principais atrações que o circo possui? Pois se o senhores estiverem correto, e haver mais espécies de criaturas sobrenaturais, devemos levar muito mais do que apenas balas de prata.

Dessa vez, foi a Dra. Belcher quem falou.

- Durante a confusão da noite anterior, eu consegui notar alguns guardas disfarçados com roupas de palhaços. A chance é grande de sempre houver mais guardas do que os nossos olhos podem contar. Nunca vi um circo tão bem armado como esse.

Iam escreveu:- Eu tive contato com os seguranças inclusive matei dois deles facilmente, então me parece ser humanos, sobre as atrações acredito que isso podemos encontrar em jornais locais e se tem outras criaturas sobrenaturais acredito que sim só não sei dizer quais. Em minha opinião podemos entrar no local e sequestrar alguém de valor e fazer algumas perguntas ate chegar ao local onde ficam as pessoas desaparecidas no circo ate porque quando perguntei sobre a Tyna eles pareciam cientes do que acontece por la.

Teodor escreveu:- Talvez sequestrar alguém de valor chame muita atenção, pois darão falta logo de quem seja. Poderíamos interrogar com veemência algum empregado menos importante, mas que ande sempre pelos bastidores. Assim teremos uma direção... Na pior das hipóteses, se quem pegarmos não souber nada das crianças sequestradas, poderá nos dizer que tipo de... seres... são as atrações do circo. Seria uma etapa preliminar antes de um plano de ação.

- A apresentadora do Circo seria perfeito - opinou a Dra. Belcher. - Ela me parece frágil e ao mesmo tempo alguém que está por dentro do que acontece nos bastidores daquele lugar. Não adiantará muito sequestrarmos algum guarda qualquer se ele não tiver as informações que necessitamos. Notarão a falta dela, sim, mas não é como se nós fossemos ter muito tempo de qualquer maneira.

- Bom - disse Alexandru após um longo tempo em silêncio -, me parece que vocês estão no caminho certo. Independente da forma que escolherem fazer, façam rápido. Não é apenas a vida da minha filha que está em perigo, mas a de outras tantas adolescentes, se nossas suposições estiverem certas. Eu já verifiquei que na próxima segunda-feira não haverá apresentação do Circo de Romanov, o que nos dá uma boa data para invadirmos o local - Isso queria dizer que o grupo teria dois dias para se preparar da melhor forma. - Não sabemos que mais criaturas haverão lá, mas... eu me precaveria contra vampiros. São criaturas bem conhecidas e temidas, especialmente por aqui na Romênia, e eu não duvidaria que haja um ser desses junto com o Circo.

OFF-GAME:
Pessoal, acredito que já podemos adiantar pro dia em que vocês invadirão o território do circo. Façam as interações necessárias a este post, e já digam em seus posts o que vocês farão nos dois dias "livres" que seus personagens terão. Isso inclui possível compra de equipamentos, assim como tentar investigar algum outro ponto que possa dar mais dicas sobre o ocorrido nesse caso.
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