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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por scorpion em Qua Abr 17, 2019 2:36 pm

    INTRO: ELENNA SIANNODEL



    Elenna era uma das Druidas do círculo de Ful'Jin Siannodel e sua neta... Além disso, ela era conhecida do Druida Meio-drow que havia deixado o seu círculo há poucos dias e rumado para as bandas de Meulvaunt.

    Naquela manhã, a druida foi encontrar-se com seu avô. O velho estava sentado à raiz de uma grande árvore, acompanhado do enorme urso que costumava a andar sempre em sua companhia. Porém, ela via algo que nunca viu em sua vida... o velho druida possuía duas lágrimas escorrendo por seus olhos. Elenna nunca tinha visto o velho Druida chorar... ela nem sabia se ele poderia.

    Elenna: Vovô? O que foi? Está chorando?

    O velho falou sem se virar para ela...

    Ful'Jin: Sim... o Velhor Rouxinol partiu para a casa de seus antepassados.

    Elenna: O Velho Canário?

    Ful'Jin: Sim... o pequeno canário... meu velho amigo, Ublyn Blackalbuk. Ele faleceu esta noite... pela mão dos servos da Mão Negra.

    Os Servos da Mão Negra era como eram chamados os seguidores de Bane, mais provavelmente os Zhentarim.

    O homem se levantou e mandou embora uma coruja que estava pousada em seu ombro... por acaso, deveria ser ela quem informou o velho.

    Ful'Jin: Venha, minha cara... Nós devemos partir.

    Elenna: Quando?

    Ful'Jin: Agora... se Ublyn morreu, então toda a Faerun está em risco.

    Elenna: Mas, vovô...? Vamos partir assim? Não devemos nos preparar?

    Ful'Jin: Qual a preparação que você precisa que Silvanus não pode ter dar a qualquer momento?

    Elenna: Sim, mas... não é perigoso?

    O velho começou a caminhar e disse...

    Ful'Jin: "Mesmo que eu ande pelo vale das Trevas, eu não temerei mal algum... Pois eu sou o ser mais perigoso deste vale... e estou muito descontente!"

    O urso atroz rugiu e trotou para o lado do seu mestre.

    Ful'Jin: Ah, sim, Aramuk... e tenho o maior urso do Vale, também!

    --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    INTRO: MAYHEM



    A "pequena" Mayhem estava, como sempre, em sua pequena casa e oficina fazendo os seus afazeres e tomando o seu chá. Ela espantava um gato que havia subido em sua mesa e bagunçado algumas coisas que ela não queria que ele bagunçasse. Foi quando bateram à sua porta. Quem poderia ser? Talvez um cliente? Ou um cobrador? Bem... era tarde demais. Ela já havia ido até a porta e aberto.

    Era um mensageiro... e ele trazia uma carta para a moça.

    Mayhem entrou, foi até a oficina e abriu a carta com um abridor. Era uma carta curta, mas vinha de um de seus melhores clientes... Ublyn Blackalbuk, uma das poucas pessoas que a chamavam pelo nome verdadeiro.

    Saudações, minha querida Kate, como tem passado?

    Estou enviando esta carta para agradecer o carrossel de brinquedo que você fez para Balto e Milty... Ele ficou excelente e totalmente funcional. As suas habilidades sempre me surpreendem.
    Infelizmente Balto acabou quebrando, porque ele achava que Milty não sabia girar a roldana e ele queria que o carrossel fosse mais rápido. Crianças... sabe como são, não é?

    Além disso, eu peguei todos os artefatos que você montou pra mim e os doei para o templo de Gond. Eles carregam a sua marca e talvez isso sirva para divulgar o seu trabalho. Fiz isso porque não precisarei mais deles e acho que aqueles clérigos arrumarão uma excelente utilidade para eles. Não sei se comentei com você, mas quem havia me indicado o seu trabalho foi Tallon Spindler, um dos homens que te ensinou uma coisa ou outra sobre engenharia. Bem... nós fomos parceiros de aventuras e hoje ele está recebendo uma carta minha também.

    Enfim... como está a sua vida?

    Ublyn Blackalbuk, A.H.

    Ps: Quase esqueci de dizer... Eu morri nesta sexta. Meu enterro será domingo, pela manhã. Se quiser vir, acredito que teremos um banquete. Traga uma de suas deliciosas tortas.


    Aquilo chocou Kate! Como alguém envia uma carta dizendo que está morto? Foi quando seu raciocínio foi cortado pela batida na porta. Kate ainda estava boba, quando abriu e viu ele... Tallon Spindler, um antigo professor. Ele estava com uma carta em sua mão...

    Tallon: Mayhem? Arrume suas coisas... nós precisamos ir a Melvaunt.

    ------------------------------------------------------------------------

    INTRO: GALADOR GUINERAN



    O jovem Mago estava em sua casa juntamente com seu mentor, Davos. O velho mestre havia chegado fazia 10 dias e parecia não ir embora. Aquilo não era de todo ruim, afinal... Davos era um professor e sua cabeça transbordava conhecimento.

    Naquela noite, mestre e aluno estavam jantando e, por mais que Davos envelhecesse, quanto mais isso acontecia, mais resmungão ficava o velho.

    Davos: Galador... você tem muitos talentos, mas cozinhar não é um deles. A carne está rançosa e esse ensopado tem o cheiro das minhas axilas. É assim que você agradece ao seu mestre depois de tudo que fiz por você, garoto?

    Galador não sabia o que responder. A comida não parecia de todo... ruim. Parecia?

    Davos: Você sabe... na minha época comíamos uma comida decente. Se eu soubesse que teria de viver para comer esse tipo de comida, teria deixado aquele Beholder me devorar quando teve a chance. Desta maneira nem vale a pena sobreviver...

    Mesmo assim, o velho comia.

    Galador: Desculpe, mestre. Eu vou melhorar o tempero.

    Galador foi pegar os pratos, mas recebeu uma cajadada na cabeça.

    Davos: Deixe esta porcaria aqui, rapaz! Não está vendo que estou comendo? Ora, pelos Deuses... que educação a sua!

    Galador sabia que sempre era difícil agradar ao velho Mago... então ele nem tentava se preocupar com isso. Foi quando o velho soltou o garfo...

    Davos: Oh, não...

    Ele levantou-se com pressa...

    Davos: Rápido, imbecil! Onde tem uma bacia de água? Me arrume uma superfície que reflita!

    Galador correu e pegou um espelho. O Mago fechou os olhos e falou palavras mágicas, enquanto gesticulava. Estava usando uma Magia de Adivinhação, Galador sabia. no espelho, aparecia uma batalha... diversas pessoas lutando contra Zhentarim e, no fim... um halfling caído nos braços de um meio-drow.

    Davos: Oh, não.... Ublyn...

    Ele levou as mãos a cabeça e meneou.

    Davos: Se vista, moleque! Temos de partir!

    Galador: Para onde?

    Davos: Para o seu destino... e talvez do mundo todo!

    Depois disso, Davos invocou um pégaso...

    Davos: Me encontre na casa de Ublyn Blackalbuk! Este pégaso saberá chegar lá... só tente não morrer no caminho, garoto!

    Dizendo isso, o Pégaso alçou vôo, rumo ao desconhecido...

    ---------------------------------------------------------------------------------------------------

    [OFF]: @Shamps eu acabei trancando o outro tópico antes de você responder ao halfling... então, se quiser, pode responder no começo do seu post.

    CASA DE UBLYN BLACKALBUK



    Era um domingo frio... como se o Inverno tivesse chegado ainda mais cedo. Não haviam raios de sol e a neve chegava até a canela de alguns... Os heróis estavam na parte de trás da casa, ao lado de um pomar familiar. Havia uma lápide com o nome de Jayne Blackalbuk que os pequenos informaram ser a sua avó.

    Os heróis cavaram uma cova e depositaram o corpo do halfling lá. Algumas pessoas que conheciam o halfling passaram por lá, jogaram uma flor ou tiraram seus chapéus e depois simplesmente partiram. Poucas foram as palavras de condolência para os dois jovens. Balto chorava muito, mas sem fazer barulho, mostrando que não sabia lidar com aquele tipo de dor. Milty já era mais centrado e estava apenas triste... o que quer que tivesse chorado, já o havia feito antes.

    Então.... 6 pessoas distintas chegaram...

    A primeira foi um homem muito velho, portando um cajado. Ele se aproximou da cova e apenas disse...

    Davos: Você simplesmente foi, não é? Ainda não te perdoei por lambuzar minhas barbas de mel e soltar abelhas no acampamento... mas você foi um bom amigo.

    Ele olhou para quem o estivesse olhando e disse...

    Davos: O que foi? Nunca viram um velho? Estou sujo de esterco, por acaso? Humpfff!

    Então, mais dois chegaram.... Tratava-se de um homem encapuzado com um cavanhaque grisalho e um tapa-olho e uma menina baixinha... que deveria ser um gnomo, talvez, mas era mais robusta.

    Spindler: Hahaha! Aquele episódio foi lendário.... Como vai, velho?

    Ele aproximou-se do túmulo e disse.

    Spindler: Vou sentir sua falta, Canário. Ninguém aprontava como você...

    Logo depois, dois conhecidos de Cristina e de Nalkyr chegaram... Tratava-se de Ful'jin e sua neta. Ele simplesmente chegou e meneou a cabeça para o druida e a ranger... então entrelaçou os dedos na frente de sua cintura e olhou para baixo.

    Por último um jovem chegou montado em um Pégaso... quando ele desceu, o Pégaso se desfez em luz e entrou no cajado do velho.

    Davos: Humpff! Atrasado como sempre... não sei como te aceitei como aluno.

    Estavam todos ali naquele momento... e poderiam interagir como quisessem...

    O Mago então irrompeu o silêncio...

    Davos: Só vou perguntar uma vez.... Quem de vocês infelizes está com a Manopla?

    TODOS ESTÃO NA CENA E TODOS PODEM INTERAGIR.
    raviollius
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por raviollius em Qua Abr 17, 2019 4:33 pm

    Mais uma noite entediante se passava na presença do rabugento - não que tivesse coragem de chamá-lo assim em voz alta desde o último incidente. Amava o homem, de coração, mas passar horas sucessivas em sua presença era um teste de paciência. Mais que isso - ele, Galadon, era um mago! E daí se carne estava meio crua? Se o feijão queimou? Com dez segundos - e uma dobra das leis da realidade - ele poderia consertar tudo isso.

    - Desculpe, mestre. Eu vou melhorar o tempero.

    ...isto é, se Davos não o tivesse proibido de utilizar magia no preparo das refeições. Por algum motivo bizarro que era incapaz de adivinhar, mas apostava que não faria sentido fora da mente insana do velho. Que seja, pensou, tentando se lembrar dos temperos que poderia utilizar enquanto removia os pratos da mesa - ao menos até ser expulso dos seus pensamentos por uma cajadada na cabeça.  

    Deixe esta porcaria aqui, rapaz! Não está vendo que estou comendo? Ora, pelos Deuses... que educação a sua!

    Após anos disso, Galador vivia num estado além da irritação por algo tão pequeno. Sua respiração calma, seu corpo sob perfeito controle e a mente leve sabendo que amanhã o Mestre acordaria para descobrir uma terrível infestação de pulgas em suas meias. Sim, em breve o mundo entraria em equilíbrio.

    O estalar dos talheres trouxe sua atenção de volta à Davos, a face deste subitamente séria, o que nunca era um bom sinal.

    Oh, não...

    Rápido, imbecil! Onde tem uma bacia de água? Me arrume uma superfície que reflita!

    O aprendiz correu em direção à cozinha em busca de uma bacia, mudando de ideia no meio do caminho e trazendo do banheiro um pequeno espelho de prata ao invés disso. Sem perder tempo o velho mestre conjurou uma Adivinhação além de sua capacidade, a superfície do espelho revelando uma casa em chamas com diversas pessoas lutando dentro e fora dela. Com um gesto do mago a cena se alterou, mostrando o interior da casa, o final do conflito e o que parecia ser um drow carregando um halfling caído em seus braços.  

    Oh, não.... Ublyn...

    Se Galadon já não estivesse alarmado, a palidez no rosto de Davos teria o feito. Algo está muito errado. Mas o quê?

    Se vista, moleque! Temos de partir!

    Experiente com os caprichos do velho - e mais do que só um pouco preocupado com o mesmo, correu para obedecê-lo sem questionar. Felizmente não havia muita diferença entre seus trajes de trabalho e os de viagem, o trabalho no vilarejo exigindo trajes mais resistentes. Com a mínima hesitação ele jogou a mochila nas costas e assoprou o apito que carregava num cordão, chamando para perto de si o cão que servira tanto de companheiro quanto de guarda-costas nos últimos anos - sua coruja pousando por conta própria nas suas costas, sentindo sua apreensão pela conexão empática entre ambos. Só então ele ousou perguntar:  

    - Para onde? A antiga excitação pela ideia de viver uma aventura ressurgia, mesmo contra a sua vontade. Estava disposto a apostar metade do seu dinheiro que o destino era a tal casa. Mas onde ela se encontrava?

    Para o seu destino... e talvez do mundo todo!

    O comentário que faria sobre o amor do velho por falas dramáticas morreu em sua garganta - eu conheço esses movimentos. Não.

    - Não! - disse, dando um passo para trás, o grande cão se acuando com um ganido de dar pena conforme Davos invocava o monstro que assombrava os seus pesadelos desde pequeno. Para o horror de ambos, uma energia invisível os tomou, arremessando-os para o lombo da criatura que passava a correr mais rápido que o mais veloz dos homens.

    Me encontre na casa de Ublyn Blackalbuk! Este pégaso saberá chegar lá... só tente não morrer no caminho, garoto!

    E com isso o monstro levantou vôo, levando um mago aprendiz(agarrando-se ao pescoço deste pela sua vida), um cão(imitando o último, agarrado à sua mochila) e uma coruja, que alternava entre voar por conta própria e descansar as asas, pousada nos ombos do dono.

    - Eu odeio esse cavalo idiotaaaa...



    ____________________


    Alçar voo só não era tão ruim quanto pousar com a besta. Descer em alta velocidade enquanto fazia o possível para não ser derrubado do lombo da criatura que é ao mesmo tempo a sua salvação e o seu potencial algoz nunca foi algo divertido para Galadon, mas por algum motivo o velho sádico sempre foi fã desse truque em especial. A besta mal tocou os cascos no chão e o jovem mago com seu cachorro se atiraram de cima dela, caindo de joelhos no chão e tirando um momento para se recompor com grande dignidade.

    Eu te amo chão, que nunca nos separem novamente. - pensava, desejando que seu coração parasse de bater tão rápido.

    Humpff! Atrasado como sempre... não sei como te aceitei como aluno.

    Galadon engoliu as três primeiras respostas que lhe vieram à mente como de costume, levantando-se e só então percebendo a presença de outras pessoas no local, e do silêncio que trouxe com a sua chegada. Ou talvez o silêncio se devesse ao fato da besta tê-lo levado diretamente a um enterro. Ótimo. Enquanto torcia para não ter que ser aquele a se pronunciar primeiro, a voz de Davos lhe trouxe ao mesmo tempo alívio e confusão:

    Só vou perguntar uma vez.... Quem de vocês infelizes está com a Manopla?

    - Manopla? - murmurou para si, observando a reação dos presentes.
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Mellorienna em Qua Abr 17, 2019 5:53 pm









    Kate "MAYHEM" Khenistar
    Undone. Uproar. Unravel.





    Ublyn Blackalbuk, A.H. escreveu:Ps: Quase esqueci de dizer... Eu morri nesta sexta. Meu enterro será domingo, pela manhã. Se quiser vir, acredito que teremos um banquete. Traga uma de suas deliciosas tortas.

    Os olhos verde-musgo de Mayhem releram pela terceira vez o trecho, tentando encontrar entrelinhas que pudessem explicar aquela piada mórbida ao final. Certamente o amigável Sr. Ublyn, espirituoso como era, estava tentando pregar-lhe uma peça. Ou transmitir algum tipo de mensagem cifrada. O que era aquele "A.H." ao final? Era evidente que o velho halfling não poderia estar mesmo morto... não é?

    A batida à porta sobressaltou a moça, que deu um pulo na cadeira que desprendeu mechas de seus cabelos azulados do coque alto e meio frouxo em que os havia prendido. Deixando a misteriosa carta sobre a mesa de projetos, Mayhem caminhou devagar até a porta, onde seus olhos incrédulos deram com ninguém mais, ninguém menos, que Tallon Splinder, em pessoa.

    - Mestre Splinder. - a garota abriu passagem, meio sem saber o que mais poderia fazer. Há alguns anos não tinha contato com seu antigo professor e, como se a estivesse convidando para tomar chá na varanda, ele repentinamente aparecia e dizia que deveriam part---

    ... Splinder tinha uma carta nas mãos. Com o mesmo pergaminho usado por Ublyn na carta que recebeu.




    Houve questionamentos. Houve indecisão na hora de arrumar suas coisas. Houve um longo par de minutos em que olhou suas roupas e percebeu que jamais havia estado de luto na vida. E, por mais que Tallon Splinder ralhasse e brigasse, Mayhem negou-se a partir sem uma torta. Sim, uma torta. Era o último desejo de Ublyn Blackalbuk, "traga uma de suas deliciosas tortas", e Tallon Splinder podia espumar de raiva o quanto fosse: a jovem simplesmente fez a massa mais perfeita e douradinha possível, com um trançando intrincado em cima, e recheio de morangos e arônias - o velho Ublyn adorava a adstringência das chokeberries. Juntou ao conjunto uma garrafa de vinho de sabugueiro. E peças para o carrossel dos meninos. E só então partiram.

    Agora ali estavam. Mayhem havia deixado a torta e o vinho no interior da casa, onde parou para verificar o carrossel igualmente. E então seguiu para o gramado onde abriram a pequena cova para o maior dos halflings.

    As crianças, em seu momento de dor, reagiam cada uma a sua maneira. Aproximando-se dos dois enquanto os velhos companheiros de Ublyn diziam adeus, a moça pegou Balto pela mão - onde colocou um parafuso - e depois pegou a mão de Milty - na qual deixou uma arruela.

    - O carrossel é como a família. Unidos, vocês fazem funcionar. Separados, a beleza que havia será apenas uma memória distante. - a jovem não sabia muito bem o que mais poderia fazer por eles - Um Blackalbuk caiu. Dois se erguem. Vivam de modo a deixar Ublyn orgulhoso. - com um último olhar denso de significados e compreensão para os netos que ficavam para trás, Mayhem se afastou.

    Havia ali um conjunto de pessoas desconhecidas, alguns encapuzados, alguns absolutamente incríveis - "de onde o velho Ublyn conhecia esse meio-orc mesmo?" - mas nada que se comparasse à chegada espetacular do homem e seu cachorro em um pégaso de energia. Mayhem era uma moça simples, criada nas praias púrpura do Mar da Lua, e que vivia semi-reclusa em uma casinha nas montanhas. Aquilo era simplesmente...

    - ... fascinante. - a moça de longos cabelos azulados observava intrigada o cajado do velho mago, sem ousar se aproximar. Ele questionava algo sobre uma manopla, mas Arcanos eram loucos, nos melhores casos, e Mayhem não prestou muita atenção a isso.

    Estava em Melvaunt. De volta ao lar. Deveria arranjar tempo para ir ver as irmãs. Talvez dormisse na casa de Kelly dessa vez, para que finalmente parasse de reclamar de que era a menos amada de todas. Olhou instintivamente as próprias roupas - um imenso blusão de lã caramelo, que ia até os joelhos, calças de couro marrom bem escuro e botas macias no mesmo material. Definitivamente, Kimberly seria só críticas e Katherine ia perguntar se pretendia esconder mais alguém sob as roupas, de tão largas que eram.

    A baixinha suspirou. A tristeza por Ublyn e a antecipação das chateações em família se misturavam em sua garganta, dando à Mayhem um desejo intenso pelo vinho de sabugueiro que trouxe de Mulmaster.



    Kate "Mayhem" Khenistar @Melvaunt, Mar da Lua Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Tumblr_ojmi42oIwY1vxu8n6o1_400
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Claude Speedy em Qua Abr 17, 2019 7:47 pm

    Quando Elric ergueu seu símbolo de prata, pouco depois de professar tamanha fé em seu deus Tyr e a aliança que esse fez com Lathander e sobre nunca ter visto outras crianças Jack se solidarizou a ele. Apesar de que o próprio Jack acreditava pelo que lhe foi ensinado que todos esses outros ditos deuses na verdade eram "máscaras" de Lorde Ao e não fazia sentido acreditar em amizades ou batalhas entre divindades ou quaisquer histórias que as várias seitas criavam ao redor das máscaras que cultuavam... Jack acreditava sim entre raças se enfrentando que deram à Trama várias Máscaras de acordo com sua imagem e semelhança... Era por isso Jack respeitava a Máscara, mas pouco sabia do que era inventado delas.

    Diferente do clérigo, o Trapaceiro ainda teve uma infância nas Terras do Vale das Sombras com outras crianças antes de seu pai o levar até Tenthir. Mas nenhuma palavra sai da boca dele para explicar como ele via tudo aquilo, ele apenas se aproxima de Rachel, timidamente tentava ficar ali e de cabeça baixa enquanto olha para seus amigos cuidando de enterrar Ublyn...  Ele via outros chegando e pensava apenas que o halfling sabia que não passaria desse dia.

    Os servos de Ao sabiam também...  Assim como a misteriosa figura que o abordou para vir até aqui com Rachel.

    Ele foi um instrumento de alguém na estrada que disse que ele era um Portador. A maldição caída sobre Jack foi planejada... E ele não deixava de se sentir culpado.
    Coberto por um manto ele apenas observa a chegada dos demais.

    Os pensamentos só vieram a se dissipar quando o ancião, que parecia um mago, volto-se para Jack.

    -Eu estou... Por quê, senhor? O corpo de um halfling bom sequer pode ter um minuto de repouso e já quer toma-la?

    Comentava o rapaz já se preparando para absorver algo, caso ele soltasse alguma evocação ou feitiço sobre ele.
    (off: Preparei uma ação para absorver magia, caso o mago conjure algo.)
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Sandinus em Qua Abr 17, 2019 9:17 pm

    Após a carta de Ulblyn o alerta de Nalklyr se intensificou, pessoa chegariam para prestar condolências e se despedir do Halfling, que provavelmente, pela sua idade era famoso e talvez conhecesse muitas pessoas. Ele enterrou o corpo com os demais que ali estavam, ordenou que Shivra entrasse em sua mochila, recostou-se no pomar cobriu-se com seu capuz, colocou a mão em seu bolso e baixou um pouco a cabeça.

    Anteriormente ele foi auxiliado pelo Meio-Orc para juntar os demais corpos e o agradeceu com um obrigado e um sorriso de satisfação.

    De volta, o druida queria evitar a qualquer custo se destacar de alguma forma, apesar de que alguém na posição dele chamaria atenção exatamente por estar assim, mas sem dúvidas chamaria menos do que se meter a falar com todos ali no meio. Porém ele sempre erguia um pouco sua cabeça para observar os recém chegados.

    Os perigos para Nalklyr eram grandes, o druida Ful'Jin sempre o alertou que evitasse o máximo as cidades e se não tivesse como tentasse passar despercebido, mas não pode se conter ao vê-lo novamente com Elenna que fazia parte do circulo do Meio-drow o que o reconfortava um pouco, fazendo-o respirar com certo alívio.

    Ele cumprimenta ambos com um aceno devolvendo o cumprimento enquanto um humano idosos com ar de mago indagava sobre a manopla. A menção ao artefato fez o druida fechar sua face com seriedade e erguer um pouco a cabeça para observar o desenrolar da situação. Muitos rostos novos e mal Nalklyr tinha conseguido interagir com todos os anteriores. Isso o preocupava.

    OFF: Pessoal, meus posts provavelmente serão feitos pelo celular a partir de amanhã, portanto, não terá aprofundamento suficiente, porque ODEIO, digitar pelo celular, peço perdão, mas também só postarei se julgar necessário. Porém, a partir de domingo a noite provavelmente as coisas voltem ao normal.OFF
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    Mensagem por shamps em Qua Abr 17, 2019 9:50 pm




    Espantada e sem reação ao ver crianças no meio daquela situação estressante, Lin mal prestou atenção à discussão que acontecia entre os humanos e os dois meio-humanos, que suas vozes eram barulhos distantes. Como falavam... eram muito tempestuosos.
    Suas análises quanto à natureza da afobação daquele peculiar grupo foram interrompidas pela discussão dos pequenos, e para sua surpresa, um dos meninos correu até ela, com certa animação. Ele narrou seu feito e de maneira acelerada falou que tinha interesse em suas habilidades. Lin ficou paralisada, sem saber como lidar com ele. O meio-humano bárbaro depositou sua manzorra na cabeça da criança e Lin achou que devia fazer igual.

    - Hum? Sabe cozinhar? – ela por fim sorriu e se agachou – podemos nos dar muito bem, Balto... sou péssima cozinheira – ela achou que poderia iniciar uma conversa civilizada com o pequeno agora que tinham algo em comum – eu tinha mais ou menos a sua idade quando comecei a treinar... é um caminho muito duro. Acha que está preparado? – depois ela voltou a sorrir e espalhou os cabelos do menino com o toque suave de sua mão – essa armadura dá bastante trabalho para eu vestir... hmmm... uma ajudinha não seria nada mal... acha que dá conta?

    O bardo se manifesta, no que a elfa põe a se apresentar.

    - Ah sim, claro... Permitam que eu me apresente de maneira adequada. Sou Minhyukllin Juhonil, nascida em Evereska e atualmente estou em uma missão de escolta, por isso estou temporariamente nesse lugar perigoso. Foi um dos grandes sábios que me falou para procurar Blackalbuk. Agora faz sentido o porque...

    O dia seguinte trazia o frio e a tristeza do funeral do halflin bardo e Lin permanecia solene, segurando a mão do pequeno Balto, apenas observando os que se aproximavam e partiam.
    A chegada de um grupo mais velho deixou claro para a elfa que se tratavam dos companheiros de aventura do velho aventureiro. Com eles vinham também alguns jovens, possíveis discípulos? Ela não saberia dizer. Um deles, uma moça de cabelo azul, se aproximou dos meninos e disse palavras gentis. A elfa respeitou o momento deles, ela parecia conhecer os pequenos.
    O outro rapaz era mais estranho ainda, pulando feito doido no chão.
    Humanos eram mesmo fascinantes, engraçados e estranhos, mas a elfa logo deixou isso de lado, afinal, o assunto do momento era a manopla e toda a confusão que ela representava. Ela apenas olhou do velho mago para Jack, preocupada e curiosa pelo desfecho da indagação.


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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Kether em Qua Abr 17, 2019 10:05 pm

    Fiz uma prece silenciosa enquanto o corpo do halfling era sepultado ao lado da esposa como ele havia desejado em seu último pedido revelado naquele triste testamento-carta de despedida.

    - Espero que tenhamos realizado tudo como o senhor Blackalbuk desejava. - falei com a voz triste.

    Ver todas aquelas pessoas que vieram dar o último adeus para o velho halfling demonstrou o quanto ele era influente na região. Quando ele já pensava que terminaria os prováveis amigos do falecido chegavam. Um mago ranzinza, talvez pela idade avançada, talvez por conta de nada mais lhe ser desafiador ou mesmo ele era um cara amargurado.

    O segundo chegou com uma pequenina, era mais carismático que o primeiro e apesar do clima tenso e pesado ele trouxe uma leveza com suas palavras humoradas. A jovem era quieta e observava, não parecia mais experiente que nós o que poderia dizer que ela era uma aprendiz dele...

    Segundo par se une ao evento, estes pareciam conhecer o druida e a ranger. Talvez mais dois membros do círculo dos protetores das florestas... Assim como o par que chegara antes deles também pareciam mestre e aprendiz.

    Já me perguntava se o velho rabugento não teria um aprendiz também, quando uma criatura fantástica pousa trazendo um rapaz que demonstra extrema satisfação ao pisar no chão. E tão logo o garoto pisa no solo a criatura se desfaz no ar em uma massa de energia mágica que segue para o cajado do mago.

    Ele repara que eu o observava e logo destila sua rabugice para mim. Decido que é melhor ignorar o fato. Porém quando ele fala sobre a manopla, assim como o druida meu olhar assume um ar severo. Mas Jack rapidamente responde de forma impaciente ao mago.

    Eu então dou um passo parando ao lado esquerdo de Jack.

    - O senhor Blackalbuk deixou uma carta e acredito que os senhores sejam os convidados de quem ele comentava e devem desejar ler suas últimas palavras... E agora, uma vez que todas as honras já foram prestadas, devemos conversar dentro da casa.
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Claude Speedy em Qui Abr 18, 2019 12:08 am

    Jack estava indignado, sequer conseguiu ajudar seus companheiros a enterrar os mortos por medo da manopla fazer qualquer coisa sombria ou necromancia.
    Aquilo já o estava consumindo por dentro, uma raiva surgia quando via a forma autoritária no tom de voz com a qual Davo tentava chamar atenção.
    Havia poucas coisas que ele odiava no mundo tanto quanto o despotismo... Talvez por isso ele se dispôs tão rápido a vir para cá.

    Elric escreveu:- O senhor Blackalbuk deixou uma carta e acredito que os senhores sejam os convidados de quem ele comentava e devem desejar ler suas últimas palavras... E agora, uma vez que todas as honras já foram prestadas, devemos conversar dentro da casa.

    -Ouviu, senhor "barbas de mel"? Que tal ter a decência de respeitar os seus amigos mortos e vivos antes de gerar mais alarde para espiões Zhentarim entre nós? Ou é para isso mesmo que o senhor esta falando em voz alta sobre a manopla?

    Falava apontando diretamente para ele com o indicador da mão sem manopla, ainda pronto para "receber algo" se ele mandasse não perdia os olhos diante dele ou do rapaz que veio de pégasus depois e o aguardava se mover.
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Dycleal em Qui Abr 18, 2019 12:36 am

    Cristina estava pensativa, não conseguira achar os rastros que procurara e parou para pensar enquanto os fatos se desenrolavam, começa a pensar se encontraria a sua mãe ainda viva, pois a crueldade dos Zentharin não tinha limites e só voltou a realidade quando a carta de Ublyn foi revelada pelos seus netos e lida revelando o que o dono da casa já previa a sua morte e praticamente passava o cajado para eles e Cristina sabia que não era uma opção aceitar ou não a missão, era destino e se não adentrasse na luta contra os Zentharin, teria pouca chance de encontrar a sua mãe e muito menos viva e procura um lugar para descansar para um dia mais desgastante, que seria o triste dia do funeral, uma despedida daquele grande homem e deita no seu saco de dormir em um canto da sala.

    A tristeza da ocasião refletira no clima do dia seguinte e o céu não revelara nenhum raio de sol e a neve passava do joelho de uma boa parte dos presentes e assiste o enterro ao lado do druida, como para lhe dar um apoio tácito e logo chegam os convidados do pequeno anfitrião da noite anterior, um velho rabugento e apoiado em um cajado, falando de forma ríspida com todos e cobrando do morto alguma brincadeira jocosa que o morto fizera com ele, algo que envolvia mel, barba e abelhas e a sisuda ranger ri sozinha imaginando a cena e coloca a mão a frente da boca para esconder.

    Logo chega uma menina bem pequena, parecendo uma gnomo bem robusta acompanhada de um homem com cavanhaque e capuz que faz um comentário sobre a cena que o primeiro velho reclamou e Cristina concorda com ele balançando a cabeça pois achou a cena que imaginou, bem épica mesmo.

    Por fim o sorriso logo aparece nos seus lábios quando o velho druida Ful'jin e sua bela neta Elenna chegam e logo o velho se aproxima do tumulo e respeitosamente cruza as mãos a frente do corpo, após fazer uma saudação para a jovem ranger e o druida meio drow. Elenna sorridente como sempre se aproxima dela com discrição e após saudar o drow na língua dos druidas, a cumprimenta e fica próxima ao seu lado e Cristina, coloca o braço em torno da sua cintura e encosta a cabeça no seu ombro e pensa: -Como seria bom, se fosse a minha mãe.
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Norox em Qui Abr 18, 2019 1:00 am

    O dia amanhecera sem vida, um clima frio, sem os raios de Sol e com o vento gelado como uma tumba antiga. O Meio-Orc não tinha conseguido dormir direito naquela noite, os pesadelos daquela madrugada pareciam envolver sua esposa, seu filho, o Halfling e os Zhentarins. Toda vez que fechava os olhos, via uma casa pegando fogo com três pessoas do lado de dentro.

    Levantando da cama cedo, Ta'burz passou o tempo até o enterro afiando seu machado e se arrumando para o fatídico evento. Por incrível que pareça, essa atividade deixava sua mente mais calma e serena.

    • • •

    De pé ao lado da cova, o Bárbaro vestia roupas escuras, tinha seu cabelo amarrado em um rabo de cavalo trançado, não portava nenhuma arma e, o mais curioso, estava com o corpo quase todo pintado com desenhos e sinais. Os símbolos, para o Meio-Orc, tinham muitos significados, mas naquela ocasião eram retratados como uma homenagem ao falecido Halfling, desejando que a alma do pequenino se desprendesse do corpo mundano e conseguisse encontrar o caminho até o paraíso eterno.

    Crohar pouco se importava se estivesse chamando atenção, na verdade aquilo para ele era completamente normal.

    E ali permaneceu durante todo tempo, ao lado da cova, de cabeça baixa, olhos fechados e posição rígida. Quase como se estivesse rezando por ele, mas na verdade estava se lembrando de sua própria família falecida, o que o fez ficar irritado por lembrar que ainda não tinha conseguido encontrar aqueles que destruíram sua vida.

    Só vou perguntar uma vez.... Quem de vocês infelizes está com a Manopla?

    Ta'burz abriu um dos olhos a tempo de ver um velhote se pronunciando. Ainda sem se mexer, o Bárbaro apenas aguardou para ver o que iria acontecer, já que Jack e o Clérigo pareciam estar querendo criar confusão.
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por scorpion em Qui Abr 18, 2019 11:16 am

    Balto ficou empolgado em poder servir Lin.

    Balto: Claro! Sei sim! Eu a servirei como o melhor escudeiro! Pode confiar em mim...

    Depois que todos chegaram, algum tipo de interação ocorreu ali.

    Mayhem aproximou-se de Balto e Milty e deu a eles seus presentes, com palavras de apoio.

    Balto: O carrossel já estava quebrado quando eu o peguei...

    Milty: Isso é mentira...

    Balto: Mentiroso é você! Você quebra tudo! Agora pare de me aporrinhar, ou eu lhe dou um soco na bunda!

    Milty só meneou a cabeça negativamente...

    Jack então foi desaforado com Davos... e ainda se colocou em posição de absorver qualquer magia que o mago fizesse. O Mago, como sempre, não podia perder a discussão...

    Davos: Seu pequeno inseto... se você ao menos soubesse com quem está falando, já teria entrado naquela casa pra limpar as suas calças e cagar o resto que falta no pinico daquele halfling. Se dirigir a palavra a mim de novo e eu não gostar, você vai se arrepender, ouviu?

    Então, o clérigo sugeriu que entrassem na casa para discutirem.

    Ful'Jin: Aquela é uma toca halfling... por mais que seja adaptada para pessoas maiores, pois Ublyn sempre foi espalhafatoso, somos muitos e não vamos caber ali. Acredito que seja melhor fazermos aqui...

    Entretanto, Jack não segurou sua língua e chamou o Mago de "Barbas de Mel".

    Spindler: Ah, não... lá vamos nós de novo...

    O Mago olhou para Jack e começou a dizer palavras mágicas (CD16 em Identificar Magia, quem quiser).

    Jack estava preparado para absorver qualquer magia que fosse lançada diretamente contra ele, mas nada aconteceu... Os outros podiam ver que uma enorme criatura, verde e com traços arbóreos, como galhos e plantas apareceu atrás dele, surgindo do chão em um brilho azulado.

    A criatura urrou e com uma de suas mãos agarrou Jack pela cabeça, erguendo-o do chão... (Se quiser se soltar, no próximo turno teste contra a imobilização dele... O troll tem +6 FOR, +4BBA e +4 elo tamanho grande).

    Ful'Jin: Davos, já chega...

    Já Splinder cutucou Mayhem com o cotovelo e disse...

    Splinder: É sempre bom ver o velho trabalhando. Ele invoca cada coisa...

    Davos aproximou-se de Jack e disse.

    Davos: Eu podia fazer o meu troll te espremer como uma azeitona, seu desaforado de uma figa... Você se acha muito esperto... mas acha que eu não sei o que você é? Acha que eu não sei o que você tentou fazer com a Manopla?

    Ful'Jin: Chega, Davos... precisamos dele também.

    Splinder: É, Davos... o moleque estava só brincando...

    Davos olhou por cima do ombro... ele não suportava os deboches de Splinder, mas respeitava Ful'Jin. Acenou co a cabeça para o troll que soltou Jack, que caiu sentado na neve. Não estava ferido, mas a sensação de ter a cabeça espremida foi horrível.

    O Mago abaixou-se e falou baixo para Jack... (só que pode ouvir é quem somar 9 ou mais em OUVIR - não rolarei dados).

    Davos: Você é um completo imbecil se acha que deve sair mostrando sua herança do Fogo Primordial para qualquer um para se exibir. O que? Está bobo de como sei disso? Acha que não observei vocês todos antes de dar a minha cara aqui? Eu sou velho o suficiente pra observar tudo, antes de me arriscar... e se você não estivesse com essa manopla, eu já teria levado você e o estaria dissecando como um peixe no meu laboratório. Aprenda a guardar seus segredos, seu tolo... nem todos são bonzinhos como o velho Davos aqui.

    Dizendo isso, o Mago se levantou. O Troll ainda estava lá, ao lado de Jack...

    Ful'Jin: Muito bem... agora sabemos quem está com a manopla... e sabemos que ela não pode ficar aqui.

    Davos: Devíamos ter tirado ela do Mar da Lua há muitos anos, como eu disse, bando de imbecis...

    Ful'Jin: Ublyn optou por ser o guardião dela... Ela não estaria mais segura em outro lugar.

    [OFF] O s velhos continuarão falando, mas estou abrindo agora pros posts, para que vocês postem as reações a tudo. Nem todos precisam postar, se não forem fazer nada... a noite eu continuo as falas dos velhos, independente de quem postou ou não.
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Edu em Qui Abr 18, 2019 2:32 pm

    Rachel durante todo o velório ficou quieta no seu canto, não tinha nada para adicionar a conversar e também não queria falar nada. Talvez fosse o seu lado mais antissocial falando mais alto. Depois de toda a confusão com o mago em relação a Jack ela se aproxima botando a mão do seu ombro e o afastando do mago.

    - Não adianta nada ficar dando murro em ponta de faca, não fique dando munição para ele. No momento só podemos tentar procurar soluções, enquanto ao mago, um dia as ações se voltam contra ele. Agora no momento só você tem a perder - Disse ela baixo no ouvido do ladrão.

    Deu dois tapinhas no ombro e saiu andando sem muita direção, puxou da sua mochila o anel que tinha pego de Harkness e ficou olhando. "O que será que essa porcaria faz?" Fica observando tentando identificar as marcas, será que já tinha visto algo parecido?

    Sentou-se na neve olhando para o anel agora não mais tentando identificar mais nada, mas sim perdida em pensamentos.

    - Até hoje não aprendeu a lição Rachel - uma jovem voz veio de um lugar perto dela.

    A warlock olhou na direção e viu uma menina com olhos negros parada a encarando. Rachel deu um pulo para trás e praguejou, quando olhou novamente não tinha mais nada lá.
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Naruto em Qui Abr 18, 2019 3:49 pm

    Elenna cresceu feliz, e seu avô Ful'jin foi o pai que conheceu, mas conhece a história do seu pai e da sua mãe e o quantos eles se sacrificaram por ela. A elfa cresceu e se desenvolveu como uma druida, amando os animais e a sua floresta e a mata, amando a sua mãe Mielikki e respeitando o seu pai Silvanus e desde pequena se apegou ao seu gorila de Estimação Zook, e o treinou e hoje já esta com o bisneto de Zook que também se chama Zook e é seu companheiro fiel de todos os tempos e obedece-a cegamente. Elenna gosta de música e de agradar o avô que a trata com muito amor e ao mesmo tempo rigor e naquele dia ela voltava de uma busca por ervas raras que crescem no sopé das montanhas e ela está retornando para o círculo quando vê o avô com um pássaro no ombro e de costas para ela consegue perceber que ele chora.

    A jovem druida nunca tinha visto seu avô chorar, alias pensava que isto seria algo impossível de acontecer e descobre o porque, ele a informa que seu grande amigo o halfling e bardo talento Ublyn tinha falecido e mandara um convite para o seu enterro. A elfa fica intrigada de como alguém convida para o próprio enterro, mas quando se tratava do pequeno Canário, ela não duvidava de nada, e ficou mais perplexa quando seu avô diz que tem que ir imediatamente e que ela iria com ele.

    Elenna tenta argumentar que se foram os Zentharin os responsáveis pela morte do poderoso halfling, eles precisavam se preparar, mas seu avô descartou essa possibilidade e disse que seu poder era o maior do vale e ninguém era mais perigoso do que ele e o seu imenso urso fica gruindo afirmando que ele também era a fera mais feroz e Zook fez coro a Aramuk afirmando que a maior fera era ele e seu avô diz que são o urso e gorila mais poderosos e que não precisam brigar pelo posto. A druida se viu em minoria e sorrindo disse: - Com tantos guarda-costas poderosos, que perigo poderei passar? E sai cantando uma ode a Mielikki e segue o poderoso cortejo.

    Logo estão chegando ao lar do amigo e a neve castiga o grupo, mas seu corpos são protegidos pela magia do avô protetor e ao chegar ela se alegra em ver Niklyr, a quem cumprimenta em druídico e Cristina, que há algum tempo não via, e ela crescera e se transformara em uma bela jovem e lembrou das brincadeiras que brincaram juntas e dos segredos pueris que já tinham trocado e se aproximou e a amiga a recebeu com alegria e pousou o braço em torno da sua cintura e repousou a cabeça ruiva no seu ombro e Elenna se sentiu acolhida e aquecida pelo calor humano da normalmente sisuda ranger.

    Os velhos começaram a discutir sobre a manopla que Ublyn protegia e o que fazer com ela agora e o velho Davos ranzinza como sempre estava discutindo com o desrespeitoso rapaz que estava com a manopla vestida na mão e coloca um Troll para agarra-lo o aterrorizando, o mago depois falou algo para Jack e curiosa a elfa usa seus sentidos aguçados para tentar ouvir e entender o porque desta confusão e se prepara para uma longa discussão entre Davos, Splinder e seu avô, mas confia que seu avô no fim fará que se decida pea opção mais sabia e aproveita aqueles momentos para tentar conversar algo com Cristina...
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    Mensagem por Mellorienna em Qui Abr 18, 2019 5:22 pm









    Kate "MAYHEM" Khenistar
    Undone. Uproar. Unravel.




    A situação começava a se complicar sensivelmente. Talvez fosse difícil para as pessoas ali reunidas lidar com a dor da perda, mas de certo aquela disputa sobre uma manopla não ajudava em nada a reconfortar a família que pranteava o velho Sr. Ublyn. Possivelmente era uma forma de aliviar a tensão e levar a mente para longe da tristeza. Mas, mesmo não sendo a mais experiente das pessoas, Mayhem percebia o erro que era iniciar uma briga durante um funeral.

    No começo, só teve olhos para as crianças, e então para o pégaso, e agora para a disputa. Porém, repentinamente, uma voz chama atenção da jovem de cabelos azulados:

    Elric Melniboné escreveu:- O senhor Blackalbuk deixou uma carta e acredito que os senhores sejam os convidados de quem ele comentava e devem desejar ler suas últimas palavras... E agora, uma vez que todas as honras já foram prestadas, devemos conversar dentro da casa.

    Antes que desse por si, Mayhem tinha levado as duas mãos unidas à boca, com os olhos verde-musgo arregalados pela surpresa. Ao redor, percebia que os sons da briga pioravam. Em algum canto da sua mente uma vozinha gritava "INVOCARAM UM MALDITO TROLL!", mas a moça não saberia dizer o porquê. As vozes eram muitas e distantes. O coração falhando batidas repetidamente e expulsando todo o ar dos seus pulmões.

    FLASHBACK:
    Último dia em Melvaunt, e Mayhem precisou alugar um cavalo - que pudesse ser entregue em Mulmaster e de lá alugado por outra pessoa, de volta até ali. Era uma transação simples e por isso mesmo a moça não imaginou que haveria qualquer problema no caminho. Envolta em sua grossa capa com capuz (o Festival do Inverno tinha passado há pouco e exatamente para as festas em família ela tinha ido à cidade natal), a garota andava pelas ruas despreocupada...

    ... até que ouviu os sons de uma confusão.

    Tudo se passou muito rápido a partir dali. Uma menina, com não mais de dez ou onze anos, maltrapilha e muito magra, trombou com ela ao virar a esquina. Carregava maçãs. Aquele era um beco sem saída, onde os fundos da tavernas se alojavam, e que Mayhem havia tomado por ser o caminho mais curto (saindo do estábulo, atravessou a taverna e pretendia seguir dali até a rua principal - era melhor que contornar dois quarteirões inteiros). Mas a menina parecia apenas perdida. Assustada. E faminta. Os sons das botas dos soldados se aproximavam e, sem pensar nas consequências, Mayhem ajudou a menina a pular o muro. Duas maçãs caíram aos seus pés enquanto a criança ganhava a segurança de uma parede sólida de rocha entre ela e seus perseguidores.

    Porém, Mayhem era bem pequena. E estava encapuzada. E havia as maçãs.

    Quando deu por si, estava sendo arrastada pelas ruas por gente do pior tipo. Em direção a uma possível execução sumária. Por causa de duas maçãs. Mesmo naquele momento, Mayhem encontrou espaço em seu coração para se alegrar - dom que Liira inspirava - por ter sido ela a estar naquele beco: a criança estava livre. E comeria maçãs naquele dia. Agora, havia o problema da sua morte iminente, e era realmente algo terrível. A garota estava completamente aterrorizada e chorava e se debatia. Tudo parecia perdido.

    Até que ele surgiu.

    Mayhem nunca esqueceria aquela voz. Nem aqueles olhos. Era um homem jovem, alguma espécie de campeão da fé, usando os símbolos de Lathander. Seu conhecimento religioso era precário e não saberia dizer se ele era um sacerdote ou algum tipo de guerreiro sagrado. Mas, sozinho, enfrentou os zentharim para protegê-la. E ela, que era baixinha e fraca, desarmada e inexperiente, saiu correndo dali - "Corra, criança", ele tinha dito, "Corra e não olhe para trás" - e quando alcançou a segurança do templo de Liira ela chorou.

    Não saberia dizer quanto tempo ficou ali, chorando na casa sagrada de Nossa Senhora da Alegria. Mas, após um tempo, decidiu que voltaria. Precisava saber se o homem estava bem. Sentia-se envergonhada por ter obedecido e corrido, como se realmente fosse uma criança assustada. Ela já tinha quase vinte anos e havia deixado um homem para a morte! Contudo, quando voltou à rua - pé ante pé, movendo-se pelas sombras - não havia mais qualquer sinal do homem ou dos inimigos. Nada além de um pedaço de tecido azul - provavelmente parte da indumentária do jovem que a salvou - não maior que a palma da mão delicada da moça, com um pequeno sol de Lathander bordado em dourado.

    Que Mayhem guardou. E que, em cada momento, trazia consigo junto ao peito. Para se lembrar da bondade que havia nas pessoas, mesmo ali, nos confins violáceos do Mar da Lua. Para que um dia, pelas graças de Liira, pudesse devolvê-lo ao homem de olhos celestes. E agradecer por ter salvo sua vida.


    Mestre Splinder havia falado algo com ela, e a jovem simplesmente acenou positivamente com a cabeça, ainda incapaz de desviar os olhos do homem por um instante sequer. Havia passado os últimos meses - já fazia quase um ano, afinal - imaginando e reimaginando como seria o diálogo caso, de forma fortuita e improvável, encontrasse o jovem campeão da fé pela rua. E agora que estava ali, há cerca de dez passos dele, simplesmente não sabia o que fazer.

    Não se atravessa um gramado coberto de neve, durante um enterro, enquanto um Mago louco tenta matar uma ou duas pessoas, e se diz "oi, obrigada por aquele dia das maçãs, significou muito para mim".

    Mayhem finalmente baixou os olhos, fitando os próprios pés. Aquilo estava ficando cada instante mais complicado. Como Ublyn poderia saber sobre o incidente com as maçãs, se aquele era um segredo que não havia contado a absolutamente ninguém?



    Kate "Mayhem" Khenistar @Melvaunt, Mar da Lua Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Tumblr_ojmi42oIwY1vxu8n6o1_400
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Norox em Qui Abr 18, 2019 6:14 pm

    A primeira reação do Meio-Orc ao ver aquele Troll monstruoso aparecendo foi a de sacar seu machado, isso se estivesse com ele. A mão do Bárbaro catou o vento e, lembrando-se de que havia deixado suas armas guardadas na casa, se xingou em pensamentos. Por sorte, a confusão não chegou às vias de fato e, com isso, Ta'burz ficou mais relaxado. Aqueles 3 velhos eram, nitidamente, muito poderosos, que bom que eram amigos do antigo dono da casa.

    Crohar então olha em volta, vendo o Meio-Drow quieto em um canto e a Bruxa sentada na neve analisando algum pequeno objeto, isso tranquilizou um pouco o Bárbaro.

    "Nossa..." Pensou consigo mesmo. "A forma como os humanos se cumprimentam ao se conhecerem é um tanto quanto estranha e agressiva. Depois vão falar que o encrenqueiro e sem educação é o Bárbaro..."

    Respirando fundo, o Meio-Orc colocou a mão no rosto coçando os olhos.
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Kether em Qui Abr 18, 2019 7:32 pm

    Acompanhei o que acontecia ao lado de Jack até o momento no qual aquele troll agarrara o companheiro pela cabeça. Ao reparar que os ânimos poderiam se exaltar e muito de nós não se encontravam armados para um combate e ante os visitantes. Mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa um deles falou com o mago que se aproximou de Jack e fez com que sua criatura o largasse.

    Ao reparar que aquilo acabara naquele momento, eu consegui relaxar um pouco.

    - Está bem Jack? - perguntei para ele me aproximando e ajudando ele a se levantar logo que o mago se afastou dele.

    No movimento de ajuda reparei que a menina de cabelos azuis me observava atentamente mas sem animosidade, mas como se estivesse vendo alguém que já conhecia. Eu não me recordava dela e com certeza uma pessoa de cabelos azuis não seria algo fácil de se esquecer. Eu então sorrio para ela amistosamente. Reparo que as crianças se movem constantemente para manter-se aquecidas...

    - Por favor, aqui está muito frio! Vamos entrar e conversar. Todos estamos com nossos destinos interligados com a vida, ou o final dela, do senhor Blackalbuk. Precisamos realmente apaziguar os animos e conversar sem animosidade. Não é hora para disputas, contendas ou demonstrações de poder. Nós fomos reunidos pelo senhor Blackalbuk que por algum motivo iria nos confiar uma tarefa, que conforme suas últimas palavras os senhores poderiam nos auxiliar a partir deste momento. Novamente peço para que entremos. - falo num tom de voz em que todos pudessem me ouvir.

    Como Jack não havia sofrido nenhum ferimento maior que o de seu ego aparentemente eu me afasto dele e caminho até a jovem que havia desviado o olhar e passava a olhar os próprios pés. Não pude deixar de reparar que o homem que a acompanhava, seguiu meus passos com o seu olhar mas não fizera nenhuma ação para que eu não me aproximasse.

    - Olá... - digo para o homem e depois para a jovem completo - Gostaria de convidá-los e a seus companheiros que entrassem para que possamos nos abrigar deste frio e tratar do assunto que possivelmente motivou esta reunião.

    Me viro para a jovem, pego a sua mão e a trago para próximo do meu rosto e faço um meneio com a cabeça e após este cumprimento ousado digo:

    - Me chamo Elric Melniboné... Não pude deixar de reparar que me acompanhavas e me desculpe pela indelicadeza da pergunta, mas... já nos encontramos antes?


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    Mensagem por Artorias em Qui Abr 18, 2019 8:53 pm

    Kvothe

    "O Cabelo de Fogo"



    Era um novo dia, um dia de encontros e de despedidas, estava eu sentado dedilhando no meu alaúde, estava mais introspectivo e melancólico, seria o inverno ou a morte do mestre-bardo? Não saberia dizer, faço a trilha sonora adequada a ele enquanto as pessoas chegavam, não conversei com ninguém, apenas tocava, nem sempre era capaz de ser o alto astral, pois já acumulava muitas dores, meu coração estava em cacos.


    Meus pensamentos resgatavam a dor da perda, quando eu era criança, era feliz e inocente, viajava com minha família, todos eram artistas, havia palhaços, mímicos, músicos, ilusionistas, contadores de histórias, pessoas talentosas e tudo mais, tudo mudara quando uma seita que até hoje desconheço seu nome e propósitos mataram todas as pessoas que eu amava.


    Aprendi a viver nas ruas e pude conhecer o pior do homem, pessoas poderosas e esnobes que se camuflavam pela aparência, pelo status e pela etiqueta, mas, que no fundo, eram repugnantes.


    Fui capaz de superar os obstáculos e criar uma imagem de um grande artista e encontrei o amor novamente, dessa vez não era um amor de filho para mãe, mas o amor de um homem com uma mulher, seus cabelos loiros como ouro faziam sentir-me um verdadeiro afortunado, de corpo que parecia ter sido esculpido pelos anjos, sua voz era uma melodia para meus ouvidos e de um olhar que penetrava a minha alma.


    Tiraram ela de mim, a mesma seita, no final, sempre acabo solitário, seria esse o meu fardo?


    [...]


    Olho para Elric e pergunto com um olhar perdido, como se eu não estivesse mais lá, minha voz era serena, mas cabisbaixa – A realidade é crua, apenas aprendemos a apanhar, há momentos que fico sem forças para lutar contra esse mar de sofrimentos... –, digo sem esperar alguma resposta.
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    Mensagem por Sandinus em Qui Abr 18, 2019 8:56 pm

    Nalklyr observava tudo falado, com leves maneios com sua cabeça para os fatos mais importantes. Não se agrada usando Jack desafia o mago. Uma leve olhada para o grupo de aventureiros experientes e logonpercebe-se que a experiência deles é algo que se deve temer e respeitar.

    O mago comprovou isso com a ação de invocar um Troll. Uma magia poderosa que demonstrava a força daquele grupo experiente.

    Nalklyr também cumprimenta seus amigos de círculo druidico , seu líder e a neta dele apenas com um sinal. E matinha-se discreto observando o andamento das coisas.
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    Mensagem por Mellorienna em Qui Abr 18, 2019 10:49 pm









    Kate "MAYHEM" Khenistar
    Undone. Uproar. Unravel.




    Presença de espírito.

    Esse era o nome da qualidade fundamental que tornava as pessoas aptas a reagir de forma graciosa, vívida ou espirituosa diante do inesperado. Qualidade que Mayhem, com a língua colada ao céu da boca desde que percebeu a aproximação do homem, simplesmente não tinha.

    Elric Melniboné escreveu:- Olá... Gostaria de convidá-los e a seus companheiros que entrassem para que possamos nos abrigar deste frio e tratar do assunto que possivelmente motivou esta reunião.

    "Assim tão de perto, ele é ainda mais bonito do que eu me lembrava..." - o pensamento disparava raios pela mente da garota, que apenas ficou ali, sabendo que devia parecer uma idiota, muda como as árvores e corada como---- "Oh! Pelo riso magnífico de Liira!" - o homem havia tomado a mão dela e aproximado do rosto!

    Elric Melniboné escreveu:- Me chamo Elric Melniboné... Não pude deixar de reparar que me acompanhavas e me desculpe pela indelicadeza da pergunta, mas... já nos encontramos antes?

    "Elric."

    A pele clara da moça estava tão rosada de vergonha que o rubor começava em alguma parte que a franjinha azulada ocultava e descia de seu rostinho delicado para o pescoço, sumindo nas profundidades enigmáticas da enorme blusa de lã caramelo que escondia as formas de seu corpo pequeno. Mayhem sentia que as bochechas pegavam fogo, o que era de todo inédito - e pairava entre o absurdo e o preocupante em sua mente. Abriu e fechou a boca uma ou duas vezes, sem conseguir se lembrar como se articulavam as palavras. O tecido azul bordado com o sol que há meses trazia junto ao peito pesava imensamente em seu coração.

    - Mayhem... - a voz da jovem lembrava o trinado dos rouxinóis, clara e doce voz de passarinho, que ela odiava odiava e odiava, por ter a sensação de que a deixava ainda menor, aquela porcaria de voz de fadinha - Na verdade, Kate. Kate Khenistar. Mas poucas pessoas ainda usam esse nome e... - "eu estou tagarelando como uma tonta" - ... não creio que se lembre de mim...

    Subitamente consciente da presença de Splinder logo ao seu lado, e de todos os demais presentes à cerimônia fúnebre, Mayhem puxou a mão em um gesto claramente tímido, dando meio passinho atrás enquanto encarava a neve sobre as próprias botas.

    - Eu trouxe uma torta. As crianças precisam se aquecer. Eu... - "vou fugir de novo, porque sou uma covarde" - ... vou indo na frente, sim?

    Caso não fosse interrompida, Mayhem prestaria uma última homenagem a Ublyn, e então rumaria para a entrada da casa.



    Kate "Mayhem" Khenistar @Melvaunt, Mar da Lua Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário Tumblr_ojmi42oIwY1vxu8n6o1_400
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    Mensagem por Kether em Qui Abr 18, 2019 11:05 pm

    A reação da jovem me deixou confuso, ela parecia que o conhecia mas ela simplesmente fugiu!

    Eu ainda tentava entender o que aconteceu com a Kate, quando reparo que meu bom amigo estava com problemas. Olho a jovem saindo e prestando uma homenagem a Ublyn e em seguida saia com as crianças. Percebo que Kvothe, tinha o olhar extremamente pesaroso e vê-lo daquele jeito me fez entristecer também.

    Olho nos olhos de meu amigo, dou um meio sorriso e encolho os ombros, me aproximo.

    - Fantasmas? Meu amigo, estamos aqui todos nós unidos num mesmo propósito. Agradeço por suas palavras quando me perdoou por não ter confiado antes em ti. Mas agora precisamos seguir em frente, nos levantar deste monte de dor e tristeza. E buscar uns nos outros forças para seguir em frente.

    Eu aperto a mão dele como os guerreiros costumam fazer (segurando no antebraço). E falo baixo para ele.

    - Somos amigos e pode contar comigo para ajudá-lo quando lhe faltar forças. Preciso de seu conhecimento e de seu jeito com as pessoas Kvothe. Você pode ser exatamente o que esse grupo precisa. Alguém que se importa com as pessoas e não com os desígnios dos deuses do das forças da natureza ou mágicas.

    Então solto seu braço e pergunto:

    - Você entendeu aquela garota? Parecia que me conhecia e do nada me deixou plantado falando com o vento!
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