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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Claude Speedy
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Claude Speedy em Sex Abr 19, 2019 11:30 pm

    Pigarreando, depois surrurando nos ouvidos de Rachel para não constrange-la e nem à ladina.

    -Eu disse justamente o contrário, Rachel... Esta tão ocupada em se manter na defensiva que não conseguiu se abrir para perceber que o principal questionamento de nossa amiga de cabelos azulados tem haver com armadilhas... Ela só fez isso porque temia ter falhado naquilo que vendeu... temia ter culpa... Eu na verdade estava tentando a tranquilizar. Não foi o sistema de segurança dela que falhou... O que aconteceu ia acontecer e Ublyn sabia.

    E quando Jack termina tenta apontar com a cabeça para ver se a bruxa percebia que tipo de dor a jovem Mayhem setia, que ele mesmo já tinha notado.
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    Mensagem por Dycleal em Sex Abr 19, 2019 11:46 pm

    Cristina se acomoda ao lado de Elenna em pé ao fundo próximo de onde se colocara o druida Niklyr, as sombras ajudavam a discrição e a conversa continua e polariza entre o mestre Ful'jin e o mago rabugento Davos, o Druida querendo proteger os aventureiros de uma verdade dura que poderia enlouquecer as mentes não treinadas e jovens como as nossas, a atitude protetora que se devia esperar dele e a opinião de Davos, típica dos estudiosos irresponsáveis que queria revelar a verdade dura e cruel sobre a manopla e que suportássemos as consequências disto.

    A curiosidade da Ranger se agradava com a conversa de Davos, a sua impetuosidade humana levava a aventura e ao arroubo do risco, mas a confiança que tinha no druida, ancião sábio e que seu pai sempre ensinara a respeitar a faziam silenciar e apoia-lo tacitamente e surpreendeu-se quando o drow que devia obediência a Ful'jin, manifesta-se publicamente a sua desaprovação da posição do mestre e Cristina dá uma exclamação voluntária que demostrava sua surpresa e censura: - Niklyr! E se abraça com Elenna, desolada, mas curiosa em saber o que o mago revelará.

    E o terceiro mestre, chamado pela alcunha de Spindler argumenta a favor do mago e por fim o druida capitula e responsabiliza o mago desaforado pela consequências daquele ato e todos ficam na expectativa da revelação.
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    Mensagem por Mellorienna em Sex Abr 19, 2019 11:52 pm









    Kate "MAYHEM" Khenistar




    Rachel descreveu os eventos de forma crua e direta, causando leves sobressaltos em Mayhem a cada revelação. A luta havia sido ali. Os Zentharim estavam envolvidos. Os sistemas de segurança da casa foram insuficientes - ou pior, ineficazes. Fosse qual fosse sua natureza, a tal manopla tinha poder de matar com um mero estalar de dedos. E a sala da casa do falecido Sr. Ublyn ia se enchendo cada vez mais, de modo que ao final das explicações da linda mulher, Mayhem viu-se às voltas com as revelações do Portador da Manopla Assassina em pessoa.

    Ao mesmo tempo, o trio mais velho discutia se seria uma boa ideia revelar a todos os presentes o que conheciam sobre o artefato. Em um canto da sala, uma elfa conversava com Balto em voz baixa. E da porção menos iluminada do lugar veio a voz grave e levemente rítmica do homem que mantinha o capuz sobre a cabeça, escondendo suas feições. Aparentemente ligado ao Círculo Druídico, pois chamava o velho druida - que havia dado sua torta para um urso comer! - de Mestre, o homem apontava que revelar a verdade era o único caminho para que estivessem prontos a combater os inimigos.

    Ao mesmo tempo, o Portador da Manopla Assassina relatava as ocorrências de seu ponto de vista, tomando cuidado de destacar que nenhum sistema de segurança poderia ter prevenido a tragédia que se abateu sobre o Sr. Ublyn. E as palavras "Abismo" e "abissal" eram faladas tão livremente quanto "vinho de sabugueiro" e "torta para o urso", dando pouco espaço para que a jovem fizesse mais que arregalar os olhos de tempos em tempos. O meio-orc mantinha-se em silêncio e o rapaz que havia chegado no pégaso ainda não voltara a se manifestar.

    Porém, parecia haver uma urgência para que as cartas fossem colocadas na mesa, resumida nas palavras de Elric. Mayhem percebeu os muitos olhares que ele havia lançado na direção de Rachel e - desconhecendo a animosidade entre eles - sentiu que suas suspeitas se confirmavam: eles fariam mesmo um lindo casal. Dada sua pouca desenvoltura em situações sociais, era nítido que algo perturbava a garota de cabelos azulados e havia uma tristeza crescente em seus olhos verde-musgo. Mas, tratando-se dos ritos fúnebres de um querido halfling, provavelmente ninguém suspeitaria da razão mais premente e sentimental para a opacidade do olhar da moça.

    Mayhem observou Elric do outro lado da sala, parado ao lado de um jovem ruivo absurdamente bonito, e ficou se sentindo ainda mais deslocada. Ela parecia ter entrado em um mundo superior, cheio de heróis e beldades, onde seu gigantesco blusão de lã de menina baixinha parecia não se encaixar. Quando deu por si, a elfa que antes falava com Balto estava ali, indagando sobre - "e lá vamos nós" - o Abismo. E Rachel, tão bela Rachel, começava uma discussão sem sentido - para Mayhem, que via tudo aquilo sem saber contextos - contra Elric. Confusa, a garota olhava da linda mulher irritada para o lindo homem do outro lado da sala, sem entender.

    "Tyr? Mas quem é Tyr?"

    E então Rachel se virava para o Portador da Manopla Assassina, chamando-o de Jack, e o atacava por ter supostamente culpado os sistemas de segurança pela falha que levou à morte de Ublyn. Definitivamente, Mayhem não entendia aquela mulher. Talvez a beleza tornasse as pessoas capazes de atos realmente impensados e incríveis. Ou quem estivesse sob muito pressão fosse ela, no fim. Rachel mencionou que começou a briga com os Zentharim e...

    - Não foi culpa sua, Rachel... - a garota apoiou a mãozinha delicada ao antebraço da mulher, tendo falado com ele em tom ainda mais suave, quase como se fosse começar a cantar a qualquer momento.

    "Vendo nós duas assim, uma ao lado da outra, a comparação deve ser mesmo bizarra..." - Mayhem afastou a mão do braço de Rachel e olhou primeiro para Elric, corando e dando um passinho de ajuste para trás, e depois procurando Splinder com o olhar. O mestre havia brincado com ela, perguntando se Elric era um velho conhecido, e com certeza estava em de seus dias mais engraçadinhos, porque agora sugeria que ela adoraria aventurar-se por aí.

    - Mestre Splinder, eu... - com tanta gente reunida na sala da casa de um halfling, e os sons do urso se refestelando na torta lá fora, a voz doce de Mayhem era quase engolida - ... ãhn... Há não apenas essa manopla, não é? Vocês mencionaram um conjunto, para o qual essa peça é a chave. - a garota não conseguiu evitar um olhar de soslaio na direção de Elric, para saber se o homem prestava atenção nela - Não sou uma aventureira, mas não é difícil presumir que a localização da manopla está comprometida. Os Zentharim retornarão. Não há motivos para acreditar que este ainda seja um lugar seguro. No Mar da Lua, até os espiões temem as sombras.

    Apesar de ter falado em voz não muito alta, seu timbre musical de rouxinol ajudava a chamar atenção - de forma negativa, em sua opinião pessoal, mas ainda assim útil.

    - Os meninos precisam ser mandados para os parentes, o mais longe de Melvaunt possível. E não há caminhos no escuro, Mestres. - a garota olhou um por dos três velhos aventureiros que discutiam, ficando muito corada pelo esforço de falar tanto diante de estranhos - Somente a Verdade pode conduzir à vitória sobre os que tomaram a vida do Sr. Ublyn. Porém... Quanto menos pessoas souberem, melhor. Apenas os que se envolverão na demanda deveriam permanecer aqui.

    Dito isto, a moça acenou uma pequena reverência para os presentes, deslizando mais uma vez o olhar para onde Elric permanecia, junto ao ruivo.

    - Acho melhor ir v--- o urso... ele não vai me atacar quando sair da casa... ou vai?





    Kate "Mayhem" Khenistar @Melvaunt, Mar da Lua Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Tumblr_ojmi42oIwY1vxu8n6o1_400
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    Mensagem por Lyvio em Sab Abr 20, 2019 12:06 am

    Nalklyr não gostava de discordar de seu mestre, porém, ele tinha pensamentos, opiniões e personalidade, não poderia simplesmente obedecer e concordar cegamente com tudo que Ful'jin fazia, o próprio elfo sabia que Nalklyr era um jovem ousado com freio apenas pelo que é um Meio-drow.

    O druida volta-se para , toca em seu ombro com ar fraternal:

    -Cristina, sabemos que o velho Ful'jin as vezes é excessivamente protetor, por isso esse seu pensamento. Você e Elenna sabem que sempre tive pontos de vista e costumava discutir sobre eles. Não foi uma desobediência a ele, porém, uma simples discordância, talvez a terceira o quarta em dezoito anos... Entenda, nós precisamos ter medo, precisamos saber que carregamos um fardo pesado e de um risco extremo, assim, nos manteremos alerta o tempo todo e estaremos preparados para os desafios que estão por vim, o velho Ful'jin precisa deixar que nós comecemos a alçar vôos sozinhos. Faz parte da Vida.

    Dito isso, ele balança levemente o ombro da moça.

    -Coragem meninas, coragem par o que está por vir, confiem no tio aqui!

    Encerrava Nalklyr se referindo a sua idade se comparada a idade das meninas.
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    Mensagem por Claude Speedy em Sab Abr 20, 2019 12:26 am

    Finalmente, depois de terminar o bolo e laber os dedos ferrosos da Mão Negra metálica que amaldiçoou todos a ficarem com Jack ali, esse se põe a falar.

    -Elric, eu entendo que possa confiar nos sacerdotes de seu templo. Eu mesmo fui também educado em uma Congregação e também levaria a mim memso para lá, mas o que percebo é que esses senhores tão hábeis em falar não nos querem revelar todos segredos que provavelmente já sabem há tanto tempo sobre isso.

    Ergo a manopla com recheio de chocolate entre os dedos.

    -Poderia certamente eles nos dizer tudo, se não ficarem tão isolados em seu clubinho particular mandando pobres e inocentes Trolls para serem seus escravos ao invés de lutarem pessoalmente...
    Jack faz uma pausa e gesticula para o Troll como pedisse que ele não se manifestasse para dizer nada.

    -Não diga nada, Mestre Troll da Montanha, eu te defendo. Pode escravo... Esses homens não só sabiam do ocorrido como Davos me confessou que viu o perigo que passavamos! Entendo que você seja valoroso, Elric e creio que a senhorita Mayhem, que esta tão disposta a conduzir as crianças te ache mais valoroso ainda... *Pausa dramática para apontar  para Mayhem e a deixar mais sem graça aidna* -MAAaass...Não sabemos bem se algum sacerdote ou mesmo fiel dentro do templo de Tyr, mesmo que bem protegido, não possa saber o que esta acontecendo aqui... Algo à acrescentar, Mestre Troll da Montanha? Não? Achei que não. Por hora eles podem nos explicar o que essa coisa é! Se não tiverem mais nada que possa ser feito aí pensaremos sobre o templo...
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    Mensagem por Edu em Sab Abr 20, 2019 12:31 am

    Rachel ouvi a explicação de Jack e fez uma cara de surpresa.

    - Ah! é? Minhas desculpas então, eu tinha entendido exatamente o contrario. Parece que eu me confundi então, minha sinceras desculpas - diz um pouco envergonhada com a sua atitude anterior mal pensada.

    Ela sorri para Mayhem com o consolo dela.

    - Obrigada, mas eu fui imprudente naquele dia - responde ela um pouco sem graça.

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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por scorpion em Sab Abr 20, 2019 1:31 pm

    A discussão continua, quando Nalkyr discorda de seu mestre... O velho elfo é muito inexpressivo, como todo druida muito velho, incapaz de envelhecer e muitas vezes sendo mais outra coisa do que um simples elfo.

    Davos: Está vendo? Até o seu aprendiz, mesmo tendo metade de um cérebro consegue compreender!

    Ful'Jin: Eu já disse... faremos à sua maneira, então.

    Davos: Ótimo.... mas antes.

    Ele olha para Jack e grita.

    Davos: Seu imbecil, filho de mil pais! Qual o seu problema? Esse Troll não vai entrar se eu não o mandar entrar! E outra... pare de conversar ocm ele como se ele fosse vivo! Isso é uma invocação... por mais que eu ache difícil, ele tem menos cérebro do que você!

    Dizendo isso, o velho cancelou a invocação do Troll.

    Foi quando Jack tentou pegar um pedaço da torta que estava no chão, do lado de fora, mas foi afugentado por um rosnado de um urso atroz de quase 3,5m de altura.

    O clérigo então sugere que todas as cartas sejam postas na mesa e trazidas à luz da verdade...

    Davos: Vocês podem ter esse tipo de conversinha depois... afinal, temos muita coisa urgente pra conversar aqui e até onde sei, nós três já deveríamos estar indo atrás dos outros membros se quisermos ter uma chance... eu acho que vocês não estão dando a devida importância aqui.

    Splinder: Como assim?

    Davos: Não é óbvio? Há disputas de egos aqui... problemas pessoais e, o pior... QUE PORRA AS SUAS APRENDIZES ESTÃO FAZENDO, FUL'JIN?

    O velho apontava para Elenna e Cristina, onde uma estava abraçada na outra e Elenna tinha a cabeça no ombro de Cristina.

    Ful'Jin: ...Isso é... novidade para mim.

    Davos: Escutem, suas fadinhas... Acho que eu não me fiz claro quando disse que o Destino de toda a Faerun está sendo discutido nessa sala fedendo a erva Halfling... e vocês estão aí sonhando com os deuses abençoando essa felação de vocês, como se a minha grande sabedoria merecesse ser pregada para essas paredes?!

    Ful'Jin: Eu lidarei com elas depois... Retorne ao assunto...

    A situação deixou todos um pouco desconfortáveis ali...

    Jack falou então sobre tudo o que aconteceu... e Davos continuou.

    Davos: Se Ublyn chamou você é porque ele sabia de algo.... talvez algo que você e eu saibamos... mas ele não era esperto o suficiente pra saber que isso só poderia piorar as coisas.

    Mayhem comenta com Spindler sobre a manopla e os Zhentarim.

    Spindler: Sim... nós lutamos contra os Zhentarim há muitos anos... e eles nunca desistem de seus objetivos. O braço deles se estende por toda a Faerun, logo.... tirar a manopla do Mar da  Lua não é a solução.

    A Ladina então comenta sobre as crianças...

    Balto: De forma alguma! Eu sou servo da mestre Lin, agora! Só ela pode dispensar meus serviços...

    Já Milty ficou quieto na sua...

    Mayhem ia sair para fazer algo e perguntou sobre o Urso.

    Ful'Jin: Não... Aramuk é controlado. Apenas não o perturbe...

    Davos: Bem... agora podemos continuar, certo? O que vocês... ou melhor... VOCÊ tem nas mãos não é um simples item... Não é um simples artefato. Ele trata-se da própria Mão Negra.

    O que aquilo significava? A maioria não sabia....

    Davos: Entendam... isso não é uma simples manopla. Esta é a própria manopla de Bane, conhecida como Mão Negra. Há dezenas de anos, Bane foi mortalmente ferido em seu plano. Alguns deuses, considerados seus aliados traíram sua confiança... invadiram o seu plano Natal, chamado Barreiras da Destruição o de Desespero e enfrentaram o Senhor das Trevas. Por mais que seja extremamente poderoso, Bane foi derrotado... só que... dezenas de anos em alguns planos podem ser dias, semanas ou meses aqui.... para nós, significou 12 anos. Porém, Bane é ardiloso... Ele mostrou-se como morto, mas enviou diversas partes de sua armadura para Faerun... e enquanto elas estivessem por aqui, sua essência também estaria... e a chave para a sua ressurreição...

    Ele deu uma pausa, fumou o cachimbo e continuou...

    Davos: A manopla é a mais poderosa de todas... Ela não só é o símbolo de sua igreja, como... possui o sangue de Bane. Isso mesmo... quando foi mortalmente ferido, parte de seu sangue escorreu para dentro desta manopla... e agora, ele está aí. Quando você diz que "ele falou em uma língua estranha", não foi exatamente esse porcariazinha.... foi o próprio Senhor Negro quem estava falando. Sua voz profana, sua língua... E é por isso que ele suga a sua vida, toda vez que você usa a manopla. Entendeu?

    Spindler: E agora, a melhor parte....

    Davos: Por mais absurdo que possa parecer o que vou dizer agora, vocês devem se preparar.... pois o objetivo deste curioso "grupo", assim como o nosso é simples: Nós temos que salvar Bane.

    [OFF]: Pausa para os posts dos jogadores e depois continuamos....
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Kether em Sab Abr 20, 2019 3:29 pm









     Elric Melniboné
    "Revele a verdade, puna os culpados, corrija os errados e sempre seja verdadeiro e justo em suas ações. Leve a vingança aos culpados em nome daqueles que não podem realizá-la." - fragmento da oração a Tyr.
    Elric Melniboné





    - Pela honra e glória de Tyr! - Exclamo ante a revelação do que era a manopla.

    Me viro para ele e espantado exclamo:
    - Como é? Salvar Bane!

    Como uma relíquia daquelas poderia estar em posse de tais pessoas? Ela deveria ter sido aprisionada em um local com dezenas de selos arcanos, divinos e do que mais possa existir. Havia agora um perigo muito maior que todos podiam imaginar em seus maiores pesadelos. Estar com a Mão Negra é um problema imenso e agora mais que nunca eu deveria tomar partido em proteger Jack.

    Então uma vez que os mais velhos perdiam tempo discutindo entre si, eu me aproximo do ladino.

    - Jack, agora que foi revelada a natureza daquilo que está aprisionado em você. É minha missão mantê-lo vivo e encontrar uma forma de remover isso de você. Um item com tamanho poder, com a essência de um deus poderá com o tempo corromper seu espírito e corpo.

    Toco no ombro dele de forma amigável.

    - Ouvi você clamar por um dos deuses aliados de Bane. O Senhor das sombras Mask. Por isso eu tenho de lhe perguntar. Você está com os homens que nos atacaram? Pois os Zentharin são um dos braços da Igreja de Bane que tem por sua vez aliança com o Senhor das Sombras Mask. Estava observando você para tentar descobrir mais sobre seu envolvimento com tudo isso. Por isso pedi para que todas as verdades fossem postas para todos.

    Levo minha mão ao cabo de minha espada, mas meu olhar para Jack que acabara de lutar ao nosso lado era de tristeza pelo simples vislumbre de que deveria sacar a espada.

    - Como disse é minha missão agora mantê-lo vivo até que possamos remover a manopla de você para protegê-la dos seguidores e aliados de Bane: Malar, Loviatar, Mask, e Talona. E nesta guerra temos Tyr e a Tríade com Torm e Ilmater, e seu mais valoroso aliado Lathander! E vocês se perguntam o motivo de todo o meu cuidado?

    Então paro e observo Jack e sua resposta.




    Elric Melniboné @Rio, 20/04/2019 e 15:26 Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Sword-transparent-lightning-4
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por raviollius em Sab Abr 20, 2019 4:14 pm

    A pequena casa estava lotada mas fornecia abrigo à fria manhã de outono, e para Galadon isso era mais que o suficiente. Descansava em silêncio, acompanhado por Atlas e Thea num canto do cômodo enquanto ouvia Davos bradar com ainda mais ácido que o normal... parecia que não estava lidando bem com a morte do companheiro.  

    Davos escreveu:QUE PORRA AS SUAS APRENDIZES ESTÃO FAZENDO, FUL'JIN

    Não mesmo. O velho mago tinha o hábito de fazer longos discursos e se perder em tangentes, mas hoje ele seu foco parecia quase inexistente. Compreensível em sua posição, mas ainda assim ouvi-lo era demasiado desgastante - em suma, a tal manopla supostamente se tratava um item mágico perigoso. O quão perigoso, pensou, olhando para o homem que a portava usá-la para comer bolo sem maiores dificuldades - ainda não está claro.

    Davos escreveu:Esta é a própria manopla de Bane, conhecida como Mão Negra.

    Que!? - levantou-se rapidamente, se aproximando enquanto alternava seu olhar incrédulo entre Davos e o metal sujo de bolo da manopla, tentando adivinhar se se tratava de uma rara piada do mago. Fazendo uma pequena contagem mental, xingou baixinho por não ter preparado Detectar Magia naquela manhã. Galadon não tinha um único osso religioso em seu corpo - salvo a devoção à Mystra, e aquilo era diferente - mas pelo que entendia da explicação de Davos, estava diante de um artefato mágico incrivelmente poderoso. E maligno. E sujo de bolo. Sua mente ficava retornando àquele detalhe contra a sua vontade.

    Davos escreveu:Por mais absurdo que possa parecer o que vou dizer agora, vocês devem se preparar.... pois o objetivo deste curioso "grupo", assim como o nosso é simples: Nós temos que salvar Bane.

    O guerreiro de imediato se pôs a falar com o portador da Manopla de Bane com Bolo, falando algo sobre espírito e igrejas e deuses e outras coisas que Galadon nunca tivera o mínimo interesse em conhecer. Mais importante, ele cortou a linha de visão do mago aprendiz para com o artefato, fazendo-o perceber que estava o encarando, perdido em seus pensamentos. Só então as últimas palavras de Davos - dramático como sempre - registraram em sua mente, o absurdo de tal afirmação libertando sua voz. - Como assim salvar Bane!? Mestre, estava sob a impressão que você pretendia se livrar do item - preferencialmente de alguma forma definitiva? Como diabos isso se converte em salvação?
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Kether em Sab Abr 20, 2019 4:22 pm

    @Kether escreveu:








     Elric Melniboné
    "Revele a verdade, puna os culpados, corrija os errados e sempre seja verdadeiro e justo em suas ações. Leve a vingança aos culpados em nome daqueles que não podem realizá-la." - fragmento da oração a Tyr.
    Elric Melniboné





    -Davos: Por mais absurdo que possa parecer o que vou dizer agora, vocês devem se preparar.... pois o objetivo deste curioso "grupo", assim como o nosso é simples: Nós temos que salvar Bane.

    Me viro para ele e espantado exclamo:
    - Como é? Salvar Bane!

    Aquela nova revelação bate com um aríede na cabeça de Elric que deixa os ombros caírem.

    Como poderia Tyr fazer aquilo com ele. Lhe enviar para uma missão para salvar seu maior inimigo! Aquilo sobrepujava a inteligência do jovem clérigo. Que começa a ruminar tudo aquilo e murmura baixinho.

    Não entendo... Senhor me traga algum sinal para compreender isso...




    Elric Melniboné @Rio, 20/04/2019 e 15:26 Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Sword-transparent-lightning-4
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Edu em Sab Abr 20, 2019 4:56 pm

    O queixo de Rachel cai quando ela ouve falar que aquela manopla era do próprio Bane. Ela olha pra Jack e pensa: " Se ele soubesse no que estava se metendo nunca teria pego essa manopla". Tinha acabado por se perder em pensamento e só voltou quando o mago falou em salvar bane.

    Ela tossiu em reação a fala do mago.

    - Salvar Bane? Estou toda a ouvidos para saber o porquê - Diz ela assustada e intrigada ao mesmo tempo.
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Claude Speedy em Sab Abr 20, 2019 6:08 pm

    O ladino ouviu atentamente as palavras de Davos, especialmente dizendo que o Troll não tinha mente, mas foi curioso como o velho mago não sabia nada sobre lutar com as próprias mãos para dizer que "Trolls fazem isso", sem ser específico sobre o modo que a criatura o agarrou.

    Jack dessa vez ouviu atentamente Davos, apesar de ainda não concordar que seres evocados não estão sendo controlados mentalmente e que talvez estejam sendo magicamente escravizados, mas esse era um debate que ele deixaria para depois.

    Quando revelam que a manopla é a mão de Bane, Jack apenas viu o item como um artefato maligno para ele Bane é apenas uma representação simbólica do Ódio e Tirania presente no mundo criado por Lorde Ao. Quando o ancião continua e diz que todos terão de "Salvar Bane" ele até pensa em tentar formular uma pergunta que possa sintetizar a tamanha confusão que passa em sua mente nesse momento. Seria algum tipo de figura de linguagem? Afinal o próprio Davos disse que isso era absurdo... Ou será que se tratava especificamente de que o mago assim como Elric acreditava nos falsos deuses...? De qualquer modo, quem criou essa luva mágica certamente acreditava que o nome "Mão Negra" criou uma lenda poderosa o bastante para talvez ter inventado até mesmo os detalhes sobre as histórias de um Deus da Tirania.

    Elric escreveu:- Jack, agora que foi revelada a natureza daquilo que está aprisionado em você. É minha missão mantê-lo vivo e encontrar uma forma de remover isso de você. Um item com tamanho poder, com a essência de um deus poderá com o tempo corromper seu espírito e corpo.

    -Unhum. Agradeço sinceramente, sacerdote.

    Falava ainda em um tom meditativo olhando aos demais.

    Rachel escreveu:- Salvar Bane? Estou toda a ouvidos para saber o porquê.
    O jovem trapaceiro ainda estava meio mexido com o fato que foi ele o responsável por dizer para Rachel a dar o primeiro disparo... Já que a instigou sobre o tédio da qual ela reclamava, a bruxa as vezes deixava Jack distraído pela sua bela forma de se impor tanto quanto a novata de cabelos azuis por seu modo comedido de reagir envergonhada...Mas ele tentava não se entregar à tais beldades enquanto ouvia o mago Davos e seus companheiros explicar sobre o artefato.

    -Acalme-se, Rachel. Estaremos juntos nessa! E tenho certeza que salvar Bane deve ser algum tipo de expr...
    Galadon escreveu:Como assim salvar Bane!? Mestre, estava sob a impressão que você pretendia se livrar do item - preferencialmente de alguma forma definitiva? Como diabos isso se converte em salvação?

    E com isso se silencia de novo, notando que ao que parecia ali as pessoas ao redor realmente acreditavam que Bane era real! E foi em seguida que isso piorou.

    Elric escreveu:- Ouvi você clamar por um dos deuses aliados de Bane. O Senhor das sombras Mask. Por isso eu tenho de lhe perguntar. Você está com os homens que nos atacaram? Pois os Zentharin são um dos braços da Igreja de Bane que tem por sua vez aliança com o Senhor das Sombras Mask. Estava observando você para tentar descobrir mais sobre seu envolvimento com tudo isso. Por isso pedi para que todas as verdades fossem postas para todos.

    -Olha, eu... vou comentar com você... não se ofenda, mas... não sei muito sobre a mitologia...Digo, a religião de vocês... Eu só aprendi que existe um único Deus, o Lorde Ao, cujo poder rege toda a Trama. Ele escolhe seus servos e os capacita a lutar pela verdade, todos outros deuses são apenas representações dos desejos dos mortais. Quando eu disse "Máscara" é uma forma genérica de me referir à Lathander, Tyr, Bane, Tymora...Na verdade são todos apenas fagulhas de nomes que as pessoas dão à Ele... Mesmo Bane... São apenas Máscaras que ele usou com o tempo. Então eu... aprendi que apenas Lorde Ao é realmente Deus...Os demais são poderes Dele. Mas... eu respeito sua fé, você tem lá sua liberdade para pensar e agir como quiser e é isso... Só tenho certo receio de ir com você para um templo, certo? Por isso quando me falam que uso a "Mão Negra" de Bane encaro que é algo perigoso, mas muito mais simbólico do que que exista exatamente um ser em si com esse nome... É o mesmo que dizer que Lathander que é a esfera de fogo que surge pela manhã é um homem jovial...Entenda, não se ofenda.

    E pensava "E agora que me acusou diante de todos do absurdo de ser aliado dos Zhentarim, quero menos ainda." para depois tentar ficar mais perto de Rachel quase a abraçando pelo medo que agora lhe vinha de ser levado por Elric para algum sumo sacerdote da região que também acreditasse em Bane. Claro como algum tipo de antagonista de sua igreja, mas ainda assim...

    Elric escreveu:Não entendo... Senhor me traga algum sinal para compreender isso...


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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Lyvio em Sab Abr 20, 2019 6:27 pm

    OFF: Mestre, a copia do bloco de notas também não saiu completa, re-postei para complementar o post, apague o post anterior porfavor!OFF

    Parece que as palavras de Nalklyr foram levadas em consideração, e finalmente o mago falastrão começa a contar tudo o que sabia sobre ela, a diferença para o que o druida percebeu foi não ter a certeza se era ou não de bane, mas aquela dúvida se dissipou no momento da revelação que era de Bane, inclusive tinha o sangue dele ali.

    Não tinha certeza disso, mas agora está confirmado, porém, quanto ao sangue é novidade para mim...É pior até do que até o que eu imaginava...Ela é a mão negra!

    O druida balança a cabeça em sinal negativo e volta sua atenção para o restante do relato, sua mente borbulhava de preocupação. Sem saber o que fazer, porém, como se não bastasse veio uma revelação bombástica:

    Davos: Por mais absurdo que possa parecer o que vou dizer agora, vocês devem se preparar.... pois o objetivo deste curioso "grupo", assim como o nosso é simples: Nós temos que salvar Bane.

    Os olhos do druida se arregalam e ele olha incrédulo sobre o que acabou de ouvir, a tal ponto que ele acabou saindo das sombras mas sob a proteção do seu capuz em direção ao Ful'jin.

    -Como assim mestre Ful'jin!? O que vocês estão falando não tem a menor lógica! Como assim salvar Bane!? Isso não entra na minha cabeça...

    Ele vira-se para Davos visivelmente confuso:

    -Por...porque devemos confiar na sua palavra Davos!? Quem aqui pode garantir que você não está manipulando e manipulou todos nós inclusive mestre Ful'jin, Ulblyn e Spindler? Mestre Ful'jin, sei que talvez vocês tenham histórias juntos, mas não vivem juntos o tempo todo, como podem nos garantir que Davos não foi corrompido? E está enganando todos nós?

    Nalklyr estava confuso, ele olhava para Ful'jin querendo que ele o acalmasse com uma explicação plausível, como sempre fazia.

    Enquanto isso os demais voltavam a se desentender, Elric e Jack discutiam sobre religião. O pensamento de Jack é estranho quanto a religião, o discípulo de Daos também o indagava e Rachel parecia indignada com a proposta, era se se imaginar.
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Norox em Sab Abr 20, 2019 6:47 pm

    O Meio-Orc estava completamente fora de sua zona de conforto, Ta'Burz nunca foi muito religioso ou estudioso, mas aquela revelação era, de certo modo, preocupante.

    O Bárbaro então vai até a mesa de comida resmungando sozinho.

    - Primeiro essa manopla maligna e sugadora de almas, depois a revelação de um Deus das trevas e destruição - Crohar enche um copo de cerveja e senta pesadamente em uma cadeira. - E agora temos que salvar essa Divindade maluca. Eu definitivamente não consigo entender vocês...

    O Grandalhão dá algas goladas na cerveja, seca a boca com as costas da mão e aponta para Jack com a mesma mão que segurava a caneca.

    - Se nós temos que Salvar esse tal Bane, o que os Zhentarim querem com essa merda na mão do moleque??

    O Meio-Orc traz a caneca para perto da boca para dar outra goleada, mas ele para o movimento no meio do caminho olhando para o líquido espumante.

    - Profanar o Deus? ... Você não quer dizer que... - Ta'Burz olha para Davos com uma cara de confuso. - Nós vamos trazer esse Deus maligno para o lado do bem, não né??

    O Meio-Orc pousa a caneca de cerveja na mesa, talvez fosse melhor ele não beber.
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por shamps em Sab Abr 20, 2019 6:55 pm




    As conversas eram calorosas no pequeno aposento onde todos estavam, teve até bolo e um urso enorme com eles. Por sorte o mago idoso, Davos, recolhia o troll, deixando o ambiente mais ameno e menos fedorento do que já era. Trolls tinham um cheiro de mato podre de banhado bem desagradável. Por que ele tinha que invocar algo tão desagradável só para provocar um coitado que já estava em maus lençóis sozinho? Por que velhos são tão chatos? Ela esfregava suas têmporas para não se estressar com ele. Mas ele era um velhinho e velhinhos deviam ser respeitados, fossem humanos ou élficos, até esses ficam chatos com a idade. Ela se lembra de seu mestre de armas, que era chato igual... ela apenas suspira com tais lembranças. A verdade é que ela queria comer aquele bolo que o mago comeu e depois deu para o urso.

    Passado isso tudo, ainda tinha o assunto sério em pauta, a manopla, que o velho revelou ser a mão negra. Com um esforço, ela se lembra das aulas e associa o nome à pessoa e arregala os olhos com a revelação. Nesse instante todos tiveram basicamente a mesma reação às palavras do velho. Ele prosseguiu e a coisa só foi piorando.
    Elric indagou Jack e a pergunta dele era a mesma que passava pela cabeça da elfa, Bane e Mask, até onde ela sabia, eram malignos, mas não sabia dizer se eram aliados ou não, mas gente má é sempre amiga até um apunhalar o amigo pelas costas.

    - Puxa, quanta gente amigável, senhor clérigo de Tyr... mais algum adorável e gentil deus que a gente deva ter conhecimento e chamar para festa? – ela não queria, mas seus olhos foram mais rápidos e passaram pelos meio humanos. Depois ela balançou a cabeça envergonhada de sua atitude. Ela cresceu ouvindo sobre seus inimigos e seu mestre era o mais fervoroso nesse ponto. Ela estaria sendo uma vergonha para ele agora? Estando num mesmo recinto com um filho de Gruumsh e de Lolth? Mas, se eles eram tão maus e horríveis assim, eles estariam lá, na reunião de Ulblyn? Certamente que seu avô jamais a mandaria para uma armadilha. Suas divagações foram repentinamente interrompidas com a afirmação do mago.

    - Pelo arco de Sehanine – sua exclamação saiu mais alta do que ela esperava, pelo espanto – salvar Bane? Como assim? Nós não deveríamos combate-lo? E se ele se apossar do corpo dele – e apontou para Jack. Aparentemente ela e o druida tiveram a mesma reação ao mesmo tempo e ela olhou com desdém para ele, ainda mais depois das indagações dele – oras... meu avô que me mandou para cá, ele jamais me mandaria para uma armadilha. Eu serei deserdada se ajudar um deus maligno – ela respirou fundo – isso deve ser um engano... é isso.



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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Edu em Sab Abr 20, 2019 8:20 pm

    Rachel olhou desconfiada para Jack se aproximando. Até que onde sabia não tinha dado qualquer intimidade, poderia não ser nada ou poderia se mais alguma intenção. No momento preferiu não fazer nada.

    Ela apoiou o cotovelo esquerdo na mesa e o queixo na mão, assumindo uma posição reflexiva enquanto observava aquele discussão toda. Coçou a cabeça e falou, por fim:

    - Eu queria tem algo de significativo para dizer, mas essa declaração de salvar Bane me pegou tão de surpresa que estou sem palavras. Imagino que exista um bom motivo para isso, como faríamos isso? Se é dificil destruir essa manopla, imagino que seja uma tarefa muito mais árdua trazer um poder morto de volta a vida. Como faremos isso?

    Ela olha diretamente para o mago:

    - Davos você um mestre da magia, sabe quantas partes da armadura de Bane estão espalhadas por Faerun? Segundo o quê você falou ela foi repartida e espalhada em vários lugares, se temos mesmo que salvar esse deus é melhor começarmos a reunir as partes dele.
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Mellorienna em Sab Abr 20, 2019 8:47 pm









    Kate "MAYHEM" Khenistar




    Mayhem ia saindo, vez que acreditava que apenas os diretamente envolvidos com a demanda - fosse ela qual fosse - deveriam permanecer na sala e ouvir acerca da natureza secreta da Manopla Assassina. Porém, com tantas pessoas reunidas em um cômodo tão pequeno, a moça teve certas dificuldades, pedindo licença bem baixinho e tentando se esgueirar sem acabar se esfregando em ninguém e...

    ... acabou por ouvir todo o discurso do velho Mago.

    Bom, mesmo Milty e Balto haviam escutado tudo, em que pese a garota acreditar que eles não tinham idade suficiente para entender. Mayhem era nativa dali, de Melvaunt, e morava em Mulmaster há três anos: todo uma vida passada no Mar da Lua. Não tinha grande conhecimento de religiões, sabendo reconhecer alguns símbolos dos maiores deuses de Toril, mas muito mais como quem identifica algo sobre o qual não sabe nada além do nome. Porém, a Igreja de Bane tinha forte presença na região, e a moça de cabelos azulados sabia que seus devotos muitas vezes tinham atitudes questionáveis. Os malignos Zentharim estavam entre os muitos adoradores de Bane que havia no Mar da Lua. Os olhos verde-musgo de Mayhem voltaram-se imediatamente para Elric, que de fato demonstrou indignação com a proposta (algo estapafúrdia) de que deveriam se unir para salvar Bane.

    Nisso, o homem misteriosos de capuz e voz melodiosa, bem como o aprendiz do velho Mago e também Rachel levantaram suas vozes contra a ideia, questionando o senhor que parecia decidido a causar tumultos naquela manhã. A eles, seguiu-se a elfa, e Mayhem acompanhou com certo fascínio ela invocar o nome de sua deusa (ao menos a garota achava que Sehanine devia ser a deusa élfica de algo relacionado ao arco). Então, Elric e Jack aprofundaram-se em uma discussão teológica. Aparentemente, Elric queria que a Manopla - e, portanto, Jack - fosse para um Templo de uma divindade chamada Tyr, da qual Mayhem nunca havia ouvido falar. Jack, por outro lado, defendia que os deuses não existiam, eram meros aspectos de um único e grande deus, a quem ele chamava de Ao. Mayhem até entendia a sedução que aquele pensamento herético representava, mas era claro para ela que um único deus jamais poderia ser Lliira e Loviathar ao mesmo tempo. Por mais que houvesse mais de uma face em uma pessoa ou entidade, nada nem ninguém poderia ser tão multifacetado assim.

    "Isso é sugerir que há um único deus fractal e infinito. Isso seria o mesmo que dizer que não há deus nenhum, pois seria impossível acessar um deus assim." - Mayhem não era especialmente instruída quanto à religiosidades fora o culto de Nossa Senhora da Alegria, mas o conforto das pequenas bênçãos diárias de Lliira iluminava seu coração. Sentiu certa pena de Jack, que desconhecia o colo amoroso dos deuses. E sentiu crescer ainda mais sua admiração por Elric, que falava tão eloquentemente sobre aquelas questões.

    Estava de novo encarando o clérigo (Jack o havia chamado de sacerdote) quando o meio-orc falou algo sobre converter Bane para o Bem. Ok, agora aquilo estava ficando esquisito. Ali de perto da porta, através daquele mar de pessoas, Mayhem olhou o grupo de heróis e beldades ali reunido e teve medo. Eles pareciam perdidos (o que era natural), desunidos (o que era de se esperar) e - essa era a parte triste - dispostos a confiar na palavra de um velho Mago louco sobre a natureza do tal artefato e do próprio deus que (supostamente) estaria por trás (ou por dentro?) dele.

    Os debates continuavam e lá ia Mayhem, espremendo-se entre as pessoas, de volta para onde Jack meio que se abraçava a Rachel - "mas ela não era namorada do Elric?" - enquanto debatia teologia com o clérigo. Ao se aproximar, aproveitando de sua estatura delicada para se infiltrar novamente na conversa, Mayhem posicionou-se entre Jack e Elric e falou, com seu costumeiro tom baixinho de rouxinol:

    - Certa vez, um homem usando os símbolos de Lathander salvou minha vida... - Mayhem ficava cada segundo mais corada e tentava fixar os olhos em Jack, mas acabava desviando-os para os próprios pés, extremamente consciente da presença de Elric ali ao seu lado - ... aqui mesmo, nessa cidade. Havia uma criança faminta e um furto de maçãs. Os Zentharim a perseguiram até um beco, onde a ajudei a escapar. Mas... eu sou um pouco baixinha... estava de capuz e acabaram me confundindo com ela... - Mayhem baixava cada vez mais a voz, enquanto sentia o rosto todo pegar fogo de tanta vergonha - E esse homem, em um gesto altruísta, enfrentou os homens que pretendiam me executar. Por duas maçãs. E eu... estava assustada, saí correndo e... - a garota finalmente ergueu os olhos verde-musgo para Elric - Eu sinto muito. Lliira me concedeu uma grande bênção ao me permitir estar aqui, e mesmo neste dia de tristeza e revelações assombrosas, encontrar a felicidade de poder finalmente agradecer pelo que fez por mim. - a moça voltou-se então para Jack, e seus olhos brilhavam com uma luz fervorosa - Entendo seus receios, Jack, mas Elric foi a pessoa que me mostrou que, mesmo nos confins do Mar da Lua, o Bem e a Justiça encontram um caminho. Eu não conheço... Tyr?... mas não vejo motivos pelo qual um templo de um deus justo não possa ser um bom destino.

    Normalmente, Mayhem guardava suas opiniões para si. Mas seu amadurecimento, apesar da juventude, indicava que deveria passar por cima de sua timidez, engolir seus receios de ser ridicularizada e falar o quanto sabia.

    - Agora que a natureza profana da Manopla se revelou... gostaria de acompanhá-los. Posso não ser de grande valia, mas apreciaria a oportunidade de saldar minha dívida, protegendo-o na estrada sombria que se revela, o melhor que puder.

    Mayhem olhava novamente para Elric ao dizer isso, absurdamente corada, e sabendo que devia soar ridícula: propondo-se a proteger um homem em que ela batia no meio do peito e tinha que erguer o queixo para poder fitar diretamente os olhos azuis.



    Kate "Mayhem" Khenistar @Melvaunt, Mar da Lua Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Tumblr_ojmi42oIwY1vxu8n6o1_400
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    Mensagem por Kether em Sab Abr 20, 2019 9:02 pm







     Elric Melniboné
    "Revele a verdade, puna os culpados, corrija os errados e sempre seja verdadeiro e justo em suas ações. Leve a vingança aos culpados em nome daqueles que não podem realizá-la." - fragmento da oração a Tyr.
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    Levanto minha cabeça após o baque e falo:
    - Perdoe-me Jack. Mas Ao não tem mais nenhuma influencia em nosso Plano. Lord Ao assumiu há muito tempo a posição de Juiz e Governante dos Deuses. E cada um dos Deuses é um ser distinto e não uma faceta de Ao. Apesar dele ser o criador de Abeir-Toril, ele não tem sacerdotes nem empresta seu poder para os seus seguidores. Portanto numa visão simplificada em como funciona a cosmologia e empoderamento de nós clérigos, nem todas as magias poderão fazer efeito sobre você por não ter a fé num Deus influenciador e nem num aliado daquele Deus cujo servo está intercedendo a seu favor.

    Respiro fundo com mais uma indagação de alguém

    - Puxa, quanta gente amigável, senhor clérigo de Tyr... mais algum adorável e gentil deus que a gente deva ter conhecimento e chamar para festa?

    - Acredito que Corellon pois ele também se opõe a Bane.  - respondo para a elfa.

    - Eu queria tem algo de significativo para dizer, mas essa declaração de salvar Bane me pegou tão de surpresa que estou sem palavras. Imagino que exista um bom motivo para isso, como faríamos isso? Se é dificil destruir essa manopla, imagino que seja uma tarefa muito mais árdua trazer um poder morto de volta a vida. Como faremos isso? - disse Rachel que me trouxe um fio de luz.

    - Obrigado Lord Tyr!  - respondo mentalmente

    Eu paro um pouco refletindo em todo o conhecimento que eu havia ganho na minha pequena existência.

    - Deuses quando morrem perdem os seus domínios, que são tomados por outros que passam a exercer seu lugar. Talvez por isso, nós devamos salvar Bane. Devemos manter o equilíbrio da balança celestial. Se Bane for obliterado outro ser irá tomar seus domínios ou irá trazer para si estes domínios aumentando assustadoramente seu próprio poder. Tanto que em nenhuma parte da doutrina de Tyr está a destruição de seu inimigo, está a palavra derrota. Derrotar não quer dizer matar o inimigo, mas frustrar os seus planos.  

    Eu então olho para o mago e pergunto:

    - Poderia um mortal com todas as partes da armadura de Bane, exigir o seu poder?

    Neste momento, Kate se aproxima de mim e diretamente fala todas aquelas palavras abrindo seu coração que me levaram ao que acontecera a alguns meses, talvez um ano não estava certo mas...

    Flashback:

    Caminhava pela cidade, tinha de sair dali o mais rapidamente possível. Minha missão já havia terminado a carta para o Sacerdote de Lathander fora entregue, mas os malditos Zentharin chegavam na cidade e um deles já havia me visto antes, quando eu viajei com a caravana da Ranger Cristina. O Sacerdote me emprestou vestes de sua igreja para que eu pudesse partir em segurança. Agradeço e parto...

    Quando cruzava a praça onde acontecia uma feira vejo uma criança, carregando maçãs, correndo sendo perseguida por dois homens de armaduras leves e espadas. Aquelas armaduras eram conhecidas, Zentharins! Passo a segui-los mas perco-os de vista, volto a encontrá-los arrastando a menina para o encontro de seus pares. Se chegarem até eles será o fim dela. Não posso permitir!

    - Lord Tyr me empreste seu poder para que possa levar a sua justiça.

    Peço pela benção de meu Deus e corro ao encontro dos homens. Numa carga com meu escudo acerto o homem que prendia a menina


    - Corra criança! - digo com um sorriso para ela a levantando - Corra e não olhe para trás!

    O elemento surpresa se fora, agora o combate se desenrolaria. Por sorte com o golpe com o escudo consigo derrubar um dos dois. Só teria um para combater... O inimigo era um exímio duelista me deu bastante trabalho, mas consegui me desvencilhar dele e fugir. Durante a fuga recebo um golpe nas costas e caio a visão começa a escurecer, sinto meu corpo caindo.

    "Não tive sorte desta vez... Me encotrarei contigo Lord Tyr, me perdoe por não ter sido forte..." - penso.

    [...]

    "Como... estou vivo..." - penso ao abrir meus olhos.

    - Então você está vivo sacerdote! Me chamo Kvothe o encontrei caído na entrada da cidade e o trouxe para o Templo de Lathander!

    - Elric, me chamo Elric. Muito obrigado... - respondo em sentando na maca onde estava.


    Abro um sorriso para a jovem ao me recordar de tudo o que acontecera.

    - Agora que a natureza profana da Manopla se revelou... gostaria de acompanhá-los. Posso não ser de grande valia, mas apreciaria a oportunidade de saldar minha dívida, protegendo-o na estrada sombria que se revela, o melhor que puder.

    - Kate, não diminua a sua importância. Todas as vidas são de grande valia e será uma honra tê-la ao meu lado.  E fico imensamente feliz que os deuses tenham feito nossos caminhos se cruzarem novamente, não há dívida alguma a ser paga. Mas vou lhe fazer um pedido, desta vez protegeremos um ao outro, que tal?





    Elric Melniboné @Rio, 20/04/2019 e 15:26 Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Sword-transparent-lightning-4
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por scorpion em Sab Abr 20, 2019 10:16 pm

    [OFF] Elric e Kvothe... antes de "entrelaçarem" o passado de vocês, me consultem. Desta vez passa, mas este tipo de coisa deve ser arranjada comigo antes... até porque, eu não quero todos vocês interligados desde o começo. Beijo... [/OFF]

    Alguns - se não todos - ali presentes ficam perplexos com a revelação de Davos. Seu próprio discípulo o questiona sobre isso...

    Davos: Destruir? Me diga, então, meu genial aprendiz... como você pretende destruir algo que um Deus maior criou? Não pode ser feito... é impossível.

    Ful'Jin: Nós sabemos o quanto isso pode soar loucura, mas... não há outra maneira de ser feita.

    Então, o meio-orc e a Bruxa parecem intrigados com o que deveria ser feito... porém, Nalkyr questiona seu mestre e ainda se Davos não estava sendo manipulado por Bane.

    Davos: HAHAHAHA! Seu carrapato desaforado de orelhas pontiagudas! Você por acaso não conhece o seu próprio mestre? Ludibriar um Druida mais velho até mesmo que eu? Você só pode ter fumado a mesma erva que Ublyn vivia fumando!

    Ful'Jin: Não fale sandices, aprendiz... Davos é um dos meus amigos mais velhos e um homem de vontade inabalável... Dobrar sua vontade e enganá-lo é algo que desconheço quem possa ter poder para tal. O que ele fala tem um tom catastrófico, mas é por demais a mais pura das verdades. Esta foi a razão que Ublyn quis manter a manopla a salvo.... para garantir que Bane ficasse em um pseudo-estado de hibernação... dormente... latente.

    Davos: Acontece que desde que alguém ali enfiou a mão na manopla... o contato com o sangue de Bane fez com que ele despertasse.

    Ful'Jin: Nós não sabemos que deuses estão envolvidos... mas é certo de que Cyric e Loviatar estejam. Cyric já tentou destruir Bane antes, mas não teve sucesso... e Loviatar é ardilosa e almeja galgar os degraus de poder divino...

    Spindler: Eu tenho monitorado as atividades dos clérigos de Loviatar.... eles têm estado em polvorosa nestes últimos anos. Incluindo eles têm recebido ajuda em forma de ... "patrocínio" dos Zhentarim. Assim como a igreja de Cyric. O que podemos supor é que algumas outras divindades estão envolvidas... e que Fzoul Chembryl tem um pacto direto com Cyric... afinal... Se Bane caiu, quem está dando poder aos clérigos da Mão Negra e aos Zhentarim?

    Davos: Cyric... PFFTT! - O velho escarrou no chão quando disse este nome.

    Balto: Porco! ... Desculpe, mestra. Ficarei calado...

    Davos: cale a boca, ignóbil.... deixe-me continuar! Nossa suspeita é que Fzoul e os Zhentarim estão atrás da Manopla e das outras partes da Armadura de Bane, para convocá-lo, aqui, neste plano... onde ele tem muito menos poder... e quando estará fraco... e usar os poderes da sua armadura e da manopla... e mais quinze mil Zhentarins para destruir Bane e assumir seu posto divino! Porém...

    Ful'Jin: Ele tem algum pacto com Cyric... E se ele cumprir o que deve a Cyric e ainda ascender ao posto de divindade...

    Spindler: Bane vai ser como um passeio no parque. Simplesmente teremos os deuses negros mais poderosos controlando a força militar mais cruel do mundo.

    Davos: É melhor um diabo velho.... que dois diabos novos.

    O velho Ful'Jin levantou-se.

    Ful'Jin: Nós já falamos demasiado! Nós iremos reunir os nossos antigos companheiros e depois nos prepararemos para lidar com Fzoul Chembryl e os seus Zhentarim. Vocês... se acham que devem ir ao Templo de Tyr falar com os clérigos, o façam.... mas eu sinceramente não sei o que eles poderiam saber que nós não sabemos. Deveriam se ocupar em descobrir onde estão as outras partes da armadura, porém.... ainda não temos nenhuma pista de onde possam estar.

    Davos: A única pessoa que estava começando a mapear onde as peças caíram foi o velho Canário e o seu grupinho... mas agora, não fazemos ideia de onde....

    Milty: Hey! Meu tio deixou esse diário aqui comigo! Ele disse...

    O velho deu uma cajadada na cabeça do Halfling e tomou o diário, rápido como alguém que não parecia ter 90 anos.

    Davos: Seu fedelho comedor de estrume! Estamos até agora rodando como baratas na luz sem parar e você aí com o diário do velho Blackalbuck?! Me dê esta porcaria agora, antes que eu te transforme num pinico e te use!

    Ele pegou o diário e o abriu... Olhou... folheou... virou de ponta cabeça.

    Davos: Mas que porcaria de língua é essa?!

    Milty: Meu tio criou uma língua nova pra escrever neste diário.... a língua funciona através de cálculos e posicionamento do diário... Ele fez isso pra que ninguém pudesse lê-lo sem conhecer a maneira de lê-lo... nem mesmo magia pode decifrar isso, já que não é bem uma língua...

    O halfling cruzou os braços como se estivesse orgulhoso.

    Davos: Filho da.... DE QUE SERVE ISSO SE NÃO PODEMOS LER?! HEIN? ME RESPONDA, SEU....

    O garoto se protegeu de outra cajadada e disse.

    Milty: Eledissequeseprecisassetíniamosdeacharummagochamadoangusstonehardquemoraemmeulvaunt....

    O mago parou a cajadada no meio....

    Davos: Um mago que ajudou ele a criar um idioma? Mas que Halfling desgraçado....

    Ele jogou o diário em cima da mesa e se levantou.

    Davos: Muito bem! Alguns de vocês, peguem esse pivete e o levem até Melvaunt.... achem este mago e decifrem este diário! Os outros, peguem este paspalho de manopla e o levem para o tal templo... e descubram o que puderem! Eu não quero saber... resolvam! O mundo conta com vocês e conosco!

    Ful'Jin chega perto da mesa... Ele coloca um cesto... dentro, algumas frutas saem rolando.

    Ful'Jin: Aqui... dividam isso entre vocês, da melhor forma possível. Eu mesmo criei estas frutas.... Elas podem ajudar na sua missão.

    Davos revira os olhos...

    Davos: Ah.... agora estamos dando presentes? Que seja...

    Ele vai até Galadon e diz.

    Davos: Moleque... você é tonto como um asno... mas ainda sim... é um dos meus melhores alunos. Não posso negar que em meu âmago até tenho uma ponta de orgulho de tudo que você aprendeu. Pegue isso.... pode lhe ser útil em algum momento.

    Ele colocou quatro pergaminhos enrolados.

    Davos: Não vai agradecer, filho da mãe ingrato? Quer que eu pegue de volta???

    Por último, Spindler aproximou-se de Mayhem...

    Splinder: Pegue isso. Pode salvar sua vida.... já salvou a minha.

    Ele entregou em sua mão uma pistola com um gancho de arpéu, extremamente bem feito.

    Davos: Agora nós vamos... parem de nos atrasar. Nós nos veremos em breve.... tentem não morrer!

    Dizendo isso, a trupe se preparava para sair.

    Ful'Jin: Cristina e Elenna.... voltem a Passoestrela. Eu ficarei ausente por muito tempo e o círculo precisa de proteção.

    Ambas anuiram com a cabeça e partiram com eles.

    [OFF] PESSOAL.... Eles vão sair. Se alguém tiver qualquer pergunta, interação, ou qualquer coisa pra fazer (inclusive identificar itens), aproveite pra fazer agora. Eu pretendo fechar logo este tópico...[/OFF]

    [OFF2] Aproveitem e já dividam os grupos.... Quem vai pro Monastério e quem vai atrás do Mago. Sugiro que dividam em números iguais.... pois cada aventura foi pensada pra grupos de 4 personagens... se um for com 5 vai achar mais fácil, mas a que for com 3 vai achar um perigo de morte bem maior [/off]

    [OFF3] As frutas que Ful'Jin deixou, se consumidas recuperam 1d8+3 PVs... Ele deixou o equivalente a 13 frutas. @Raviollius , Davos te entregou 4 pergaminhos. Permitirei que você escolha quais são.... São 2 pergaminhos de 1º círculo e 2 pergaminhos de 2º círculo. Você deve escolher no seu próximo post, ou eu sortearei pelo LdM... @Mellorienna , você recebeu de seu mentor um "Grappling Hook" Obra-Prima. Ele se encontra no Livro Completo do Aventureiro.
    Lyvio
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    Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário - Página 3 Empty Re: Capítulo 2: O Legado do Pequeno Canário

    Mensagem por Lyvio em Sab Abr 20, 2019 11:19 pm

    Ful'Jin: Não fale sandices, aprendiz... Davos é um dos meus amigos mais velhos e um homem de vontade inabalável... Dobrar sua vontade e enganá-lo é algo que desconheço quem possa ter poder para tal. O que ele fala tem um tom catastrófico, mas é por demais a mais pura das verdades. Esta foi a razão que Ublyn quis manter a manopla a salvo.... para garantir que Bane ficasse em um pseudo-estado de hibernação... dormente... latente.

    Aquela repreensão soou maravilhosamente bem para o druida, que assim que ouviu as palavras de seu mestre tudo pareceu se tranquilizar um pouco mais. pelo visto era exatamente o que eles tinham que fazer, Salvar Bane. Os próprios Zatherins que eram conhecidos pela sua fidelidade a Bane agora queriam destruir seu mestre e com o apoio de Cyric e Loviatar.

    Nunca imaginei que defenderia Bane para evitar que Cyric ou Loviathar o destruíssem e tomassem para sí o poder dele...De fato, isto não pode acontecer, seria uma catástrofe se um dos dois ou ambos multiplicassem seu poder...


    -Pois bem...fico feliz pelas suas palavras mestre Ful'jin! E obrigado pelo presente...Cristina e Elenna, vão com ele para defender nosso círculo, vejo-as depois de tudo solucionado!

    Eram nove pessoas que tinham duas missões, mas seria prudente dividir o grupo? A manopla deveria ser protegida por todos, mas as demais partes e os inimigos deveria ser localizados de modo preventivo.

    -Não sei vocês, mas acho melhor nos preocuparmo como seguiremos estes caminhos, mas antes disso tenho algo para nós...mesmo vocês novatos, já que a partir de agora trabalharemos juntos.


    O Druida abre sua mochila e retira uma grande bolsa cheia de moedas e algumas armas, era exatamente 732PO 1025PP 830PC , 1 bestas leves(obra prima) 1 Besta leve comum, 2 espadas longas(obra Prima) e um machado de Guerra (Obra Prima). Ele espalha sobre a mesa e começa a dividir as moedas e os itens.

    -Somos nove pessoas portanto, cada um ficará com: 81PO, 146PP e 102PC, eu peguei uma das bestas leves, todas são de extrema qualidade fiquem a vontade para escolherem as demais armas. Ainda tenho uma esmeralda pequena e dois topazius pequenos, não sou bom em avaliar valores das coisas, mas não poderemos transforma-los em moedas aqui, por enquanto guardarei eles.

    Nalklyr recolhe sua parte das moedas e deixa que os demais peguem as suas, enquanto isso ele retira o anel que a bruxa lhe deu e passa a analisa-lo, do alto da sala um minusculo morcego desce voando e pousa na cabeça do Druida, ele parecia curioso quanto ao anel que seu mestre analisava.

    Obs: Escolho 20 em conhecimento Arcano.

    Após analisar o Anel o druida volta-se para a bruxa e os demais, queria saber sobre a besta e os estranhos virotes negros e as capacidades e poderes que a manopla possuia.

    -Se quiserem, posso tentar identificar também as propriedades da besta e dos virotes negros...Mas, se puderem fazer isso e acharem melhor, façam. Mas sugiro não ter pressa para essa análise...Quanto a Manopla, preciso fazer mais uma análise dela....


    Dito isso o Drow Aproxima-se da manopla e apontando para ela, analisando toda a sua estrutura física buscando algo mais do que sua história. Quando se dirigia até a manopla, seu morcego agarrou a gola de sua roupa atrás de seu pescoço e tentava puxar ela para que ele não fosse se aproximar do item, mas sem sucesso.

    -Tenha calma, Tufo...vai dar tudo certo!

    Escolho 20 em conhecimento Arcano.

    O Meio-drow, esperava obter muitas informações úteis para esclarecer ao grupo.



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