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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    scorpion
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por scorpion em Dom Abr 21, 2019 11:47 pm


    Os heróis partiram cedo naquela manhã. Apesar de haver neve assentada no chão, ela não estava caindo, mas também não havia sol. Como a casa de Ublyn ficava um pouco afastada e não haviam serventes limpando a neve, os heróis tiveram de caminhar quase 4 horas por um terreno que não facilitava para chegar até Melvaunt.
    Isso era algo extremamente curioso sobre o Mar da Lua e Melvaunt, em específico... o governo não investia em estradas. Quase todo o comércio com as outras grandes cidades, como Hillsfar, Mullmaster e o Forte Zhentil era feito via embarcações... e por mais que comercializassem entre si, nenhuma destas cidades nutria qualquer simpatia ou vontade de aliança com a outra. Estradas só facilitariam para que tropas marchassem e incomodassem as outras cidades, então... as estradas eram precárias ou inexistentes.

    Enquanto isso, Mayhem acordou na casa de sua irmã... ela já havia saído para trabalhar, mas deixou um pouco de café, que já estava morno e alguma comida em cima da mesa. Mayhem se alimentou e depois foi ao mercado comprar coisas para a incursão... Então, ela voltou e aguardou os seus amigos. Eles demoraram algum tempo até chegar... A irmã de Mayhem não era muito rica e trabalhava num açougue... então ela morava perto do portão leste da cidade, onde era o subúrbio.

    Quando chegaram, Mayhem se juntou a eles e eles partiram em direção a casa de Angus Stonehard...

    Antes de chegarem lá, os heróis tiveram de cortar caminho pelo centro... justamente onde ficava o mercado... e o mercado vivo! no mercado, vendedores ficavam gritando preços, produtos e mentiras...

    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando 44d58542599ce197442059c64279ed4f

    Porém, no mercado vivo, a única coisa que era negociada era algo que dispensava apresentações: Escravos.
    Haviam 3 palanques no mercado vivo, cada um com um leiloeiro, que puxava por correntes no pescoço alguma infeliz vítima para ser comprada como escrava. Em sua maioria, os escravos eram Orcs capturados nas montanhas, humanos endividados ou então prisioneiros de batalha. Porém, uma coisa chamou a atenção dos heróis... Uma mulher muito bem vestida estava sendo puxada e subia no palanque.

    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando F452d255071504a27ce58a7df333e18e

    Leiloeiro: Muito bem... aqui temos uma excelente peça! Trata-se de uma Hillar, a filha mais nova! Virgem, por sinal, até onde ouvi dizer... então não aceitarei menos do que 300 peças por esta peça!

    Depois de muitos gritarem, a mulher foi vendida por 700 peças de ouro para um homem trajando uma armadura escura. Ele cobriu a moça com sua capa e foi esgueirando-se pelo meio da multidão.

    O leilão continuou, mas muitos dos heróis não tinham estômago pra ficar vendo aquilo, então continuaram...
    Depois de caminhar, os heróis passaram por diversas ruas e podiam ver que quanto mais para o Oeste iam chegando, melhor a qualidade de vida ia ficando... foi quando chegaram até o endereço dado por Milty.

    Milty: bem... é aqui...

    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando 1b9e6f1af75d67f36959f15fb98a8584

    Não havia erro... No muro de pedra havia uma inscrição talhada na própria rocha com o nome "STONEHARD". O portão era alto... deveria ter 3m de altura, com aquelas lanças pontiagudas por todo o muro... O portão era gradeado e podia-se ver uma escadaria de pedra que dobrava a esquerda, levando até uma enorme casa de 2 andares. Quando tentaram abrir, os heróis podiam ver que ele estava trancado, mas havia um sininho na porta, que funcionava como campainha. Um dos heróis o tocou, mas por 5 minutos, não houve qualquer reação... com exceção de uma sombra na janela de cima... mas era uma janela empoeirada e suja e os heróis não podiam discernir quem era... mesmo porque... eles sequer sabiam como Angus Stonehard era...

    Por fim... mais de 5 minutos e estava claro que ninguém apareceria...

    E então... o que fazer?

    [OFF] 1 POST pra cada um, ah não ser que seja diálogo!

    [OFF2]: A imagem da casa é essa, pois vocês comseguem olhar pelas grades, mas os muros são altos (3,45m e possuem lanças para espantarem os ladrões e invasores. Da imagem, desconsiderem apenas o muro.
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Artorias em Seg Abr 22, 2019 12:45 am





    Kvothe

    "O Cabelo de Fogo"



    Após ter me normalizado, tive que conhecer os novos companheiros que ainda não conhecia, fui a cada um apresentar-me:

    Chego até Galadon Guineran, levanto a mão em um aceno e sorrio – Olá, companheiro, sou Kvothe, o bardo, vejo que tu és diferente e destacado, fale-me de sua pessoa!

    [...]

    Depois avanço até Mayhem, esboço o melhor sorriso galanteador e aproximo-me beijando sua mão – Sou Kvothe, o de Cabelos de Fogo, prazer! E senhorita, como chamas? ... Devo admitir que sua beleza brilha de longe o horizonte que se destaca das estrela durante a noite!

    [...]

    Por fim vou até Minhyukllin Juhonil e apresento o meu cavalheirismo sem diminuir sua figura de guerreira – Com licença, sei que lutamos em combate, mas não chegamos a conversar antes, devo admitir que tu lutas tão bem quanto és bela, chamo-me Kvothe, o bardo, substituto do falecido mestre-bardo agora para trilhar nas redondezas com histórias e músicas, como tu se chamas?

    [...]

    Era dia de jornada, seguíamos por uma longa estrada e no meio desse rumo passamos pela zona mercantil, converso com Jack – Como vai, rapaz, quer uma mãozinha? –, tento divertí-lo com uma piada referente ao peso da responsabilidade de carregar a manopla – Devemos beber bastante quando surgir a oportunidade! –, não pergunto, afirmo com expressão de um bom e velho camarada.

    [...]

    Após ver escravos sendo levados e muito deles eram orcs, não era possível controlar a vontade de soltar uma piadinha para meu amigo Ta'burz Crohar, aproximo dele e dou uma cotovelada em seu braço e comento zombeiramente – Está saindo da jaula o monstro... Ei, acho que esqueceram tu e deixaram solto conosco! –, começo a rir e rapidamente afasto-me para não correr o risco de apanhar. Então paro ao lado de Elric, sinto que ele poderia estar incomodado com aquela situação e falo de maneira séria – Triste tratarem seres racionais como gados...

    [...]

    Uma linda mulher a venda, admito, fiquei com vontade de comprá-la, instintos e pensamentos mundanos não são possíveis de fugir, fiquei quieto enquanto acontecia sua venda.

    Leiloeiro escreveu:Muito bem... aqui temos uma excelente peça! Trata-se de uma Hillar, a filha mais nova! Virgem, por sinal, até onde ouvi dizer... então não aceitarei menos do que 300 peças por esta peça!


    – EU DOU 301!!!!!! – Grito, meus impulsos foram maiores, olho para meus colegas constrangido e digo – É brincadeira! –, tendo simular uma atuação caricata, fingindo que imitava um comprador do outro lado, como sou um ótimo ator, provavelmente devo ter convencido de que fora brincadeira, assim espero...

    [...]

    Chegando até a casa eu aperto a campainha e passo a reparar no local, pairava no ar uma sensação de mistério, após esperar um tempo pergunto aos meus companheiros – Vamos ficar aqui aguardando eternamente?

    Lyvio
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Lyvio em Seg Abr 22, 2019 12:54 am

    No dia seguinte Nalklyr recolhe seus materiais, apenas a jovem garota de cabelos azuis se recusou a receber o dinheiro que ele ofereceu e saiu estranha da casa, talvez por ele ser um Meio-drow, não antes de dizer que sabe identificar valores de item. Isso ficou na cabeça do druida para quando a encontrasse novamente. Os preparativos dele foram o mesmo de todos os dias, acordou mais cedo, orou a Lolth para poder usar suas magias de druida e agradeceu por ter sobrevivido mais um dia.

    Ele ajusta sua mochila e coloca sua besta obra prima nas suas costas, a sua sabe e sua cimitarra na cintura e sua adaga num espaço no seu braço para adagas. escondeu Shivra em sua mochila, colocou seu capuz que só deixava seus olhos a amostra e suas roupas de frio que cobriam todo o seu corpo para esconder sua pele.

    Foi até Galadon para pedir um favor a ele:

    -Galadon, poderia usar seu cão para guardar uns equipamentos meus? Tem essa espada obra prima, essa besta obra prima, essa besta comum, essa armadura de couro batido e esse escudo grande de madeira, seria possível ele carregar tudo e de modo discreto? Caso ele não posso ficar com tudo, deixe pelo meno os itens maiores.

    O druida então clocou a parte das moedas da jovem de cabelos azuis em uma pequena bolsa que conseguiu na casa do hafling e seguiu com o grupo, guarnado essa bolsa por baixe de suas vestes.

    A viagem foi dura devido a nevasca, ja que as estradas eram escassas e mal cuidadas, por vezes inexistentes. Após quatro horas chegam a cidade. Aquilo não era exatamente novo para o Meio-drow, ja havia ido a cidades antes, porém pouquíssimas vezes. Ele reajusta suas roupas e adentra a cidade com o grupo.

    Porém ao ver o leilão, algumas lembranças de sua infância e adolescência voltavam.Elas remetiam ao mercado drow de sua cidade natal, lá ele via todo o tipo de raça sendo vendida como escravo, inclusive drows, aquilo faz sua expressão se entristecer um pouco, como druida ele sempre prezou pela liberdade dos animais e das pessoas de modo geral, aquela cena só refletia o quão atrasada ainda é a sociedade, não importa a raça. Os humanos odeiam os drows, mas eles são mais parecidos do que imaginam...

    O jovem balança a cabeça em sinal negativo até que o bardo solta uma:

    – EU DOU 301!!!!!!

    Mesmo nas circunstâncias Nalklyr não podia deixar de admitir que esse humor negro do bardo foi engraçado, ele s contém por respeito e para não chamar atenção e segue.

    Ja na casa da jovem de cabelos azuis, o meio-Drow pega a bolsa com as moedas que seriam dela e entrega em sua mão.

    -Por favor, aceite...

    Dito isso ele dirige a palavra a ela sobre a curta conversa que tiveram anteriormente.

    -Você disse que pode identificar valores de itens correto? Temos alguns aqui que podemos tratar disso antes de sairmos da cidade e você se encarregaria de vende-los, o que me diz?

    Nalklyr não queria entrar nos motivos que causaram aquela reação estranha na moça, preferiu guardar para si.

    Então, apos mais uma boa caminhada o grupo chega até a casa do mago. Ela era um tanto sinistra e estava trancada, a campainha era um sino que foi tocado diversas vezes e ele não deu sinal algum.

    Muito estranho... Pensava o meio-drow e continuava a pensar: Talvez se eu enviar o Tufo ele possa descobrir algo, no entanto...casas de magos são perigosas.

    -Saiam da frente pessoal, pretendo enviar o Tufo para ver o que esta acontecendo na casa, mas estamos falado de uma casa de um mago...



    O druida ergue suas mãos a frente e aponta para a casa, ele fecha os olhos enquanto pronuncia algumas palavras de poder. Ele tentava identificar se existia magia ali, as localizações delas, seu poder e sua  intensidade.


    OFF: Nalklyr Detectar Magia e ficará analisando por um bom tempo OFF.
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por shamps em Seg Abr 22, 2019 2:45 am





    Logo após o jantar preparado pelos garotos halflin, Lin agradeceu-os e rumou até o aposento onde descansaria durante a noite e despiu de sua armadura. Trajando roupas mais confortáveis, ela levou seu escudeiro para fora da casa com o intuito de testa-lo. Um teste rápido para saber quais eram os pontos fortes e fracos do garoto, sua tolerância ou se era do tipo que desistia fácil das coisas. Nada demorado demais ou que o cansasse em demasia. De posse da resposta, ela libera o pequeno e volta para o lugar reservado para sua meditação. Por dormir um pouco menos que os outros, ela usa esse tempo para se exercitar pela manhã, na parte externa da casa. Um alongamento para se ajustar à caminhada que teria pela frente. Era também uma boa hora para treinar Jack, caso ele tivesse interesse.

    Após o café da manhã, ela segue com os outros, ainda com suas desconfianças. Deixou que seu escudeiro carregasse sua mochila, tomando-a para si quando notasse que Balto não aguentaria mais, sem deixar de lhe entregar um sorriso gentil.

    Durante o caminho, era o bardo que a interpelava, o qual ela sorriu ao respondê-lo.

    - Chamo-me Minhyukllin Juhonil. Muito prazer, Kvothe – ela o ouviu falar que substituiria Ublyn como bardo, o que fez a jovem revelar certo pesar – você não o substitui. Ele será sempre o bardo Ublyn. Você faz a sua própria história agora, como Kvothe, não como Ublyn. Agradeço os elogios – e por fim sorriu mais amigavelmente.

    O caminho tortuoso e com neve era novidade para a elfa, mas ela tinha treino para lugares estranhos e prosseguiu sem reclamar. De fato, em viagem a elfa era quieta e atenta.
    Ao chegar à cidade, não via problema algum em caminhar por cidades humanas, eram sempre estranhas e interessantes, por mais que fedessem, ela era curiosa sobre os hábitos deles. Claramente nem todos esses hábitos eram interessantes; o mercado escravista era desprezível e enojava a guerreira, mais que qualquer fedor daquele lugar.

    - Eu não vou ver isso – falou baixo e com muita indignação, virou de costas e se afastou do leilão, esperando o resto grupo em um ponto mais distante, mas sem tirar os olhos deles. Mantinha-se atenta a todos que passavam por ela e exigiu a mesma atenção de Balto.

    Na casa do mago, viu que Kvothe tocou a campainha várias vezes, mas sem nenhum resultado. Ela viu a sombra na janela de cima, mas nem sua visão mais apurada conseguiu discernir quem era.

    - Milty, como é esse mago?

    A pergunta do bardo era relevante, não podiam esperar para sempre, mas vindo de uma cidade cheia de magos, sendo filha, neta, prima, sobrinha de magos, ela sabia que o lugar devia estar infestado de proteções. Apenas cruza os braços e comenta:

    - Eu não vou entrar aí até que o próprio Stonehard nos convide a entrar. Esse lugar deve ter umas cem armadilhas mágicas só daqui do portão até ali – e aponta para o inicio da escada. Nalkyr tende a enviar o morceguinho dele, o que faz o coração da elfa apertar, pois ele era tão bonitinho – tem certeza disso? Ele pode não voltar... um raio pode sair do chão e fritar o bichinho. Você não tem coração, não? Seu desalmado... Hey, vocês que entendem dessas coisas mágicas não conseguem ver nada? – perguntou olhando diretamente para Galadon. Após perguntar isso para o mago, o próprio druida faz sua pesquisa. Ela sabia bem o que ele estava fazendo e bufa.

    - Exibido! – ela falou baixinho.



    Norox
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Norox em Seg Abr 22, 2019 4:49 am

    Interações Passadas:

    Nalklyr escreveu:O Meio-Drow sorri quase gargalhando, ele observa o meio-orc e de fato era um dos que el se agradou desde o começo apesar de sua aparência emburrada também parecia ser boa pessoa.

    -Não precisa ser ladrão para procurar equipamentos de inimigos mortos Ta'burz, basta uma olhada rápida em seus bolsos, mortos não precisam de objetos que não vão utilizar debaixo da terra. hahahaha.

    - Hm... Nesse caso... - Ta'Burz pega sua parte do Dinheiro após certificar-se de que não era roubado.

    • • •

    Balto escreveu:Balto: Hey, hey, pera...!

    Ele segura o machado de mal jeito tão grande que nem precisa do empurrãozinho do Bárbaro pra cair pra trás.

    Balto: Isso é muito pesado! Não posso lutar com algo assim...

    - Hahahaha... Relaxa moleque... - O Meio-Orc pega de volta o machado da mão do garoto. - Um dia vai conseguir, pode apostar!

    Elric escreveu:- Você está bem? - pergunto para o menino halfling - O que está acontecendo aqui? Será que você é tão idiota ou tem o coração tão maligno que não se importa com o bem estar desta criança? Você ainda é metade humano? Ou é apenas uma fera bestial?

    Crohar toma mais um gole de sua cerveja e levanta a cabeça, agora sério. Olhava nos olhos do Clérigo sem abrir a boca para responder, como se o desafiasse à se aproximar e falar aquilo na sua cara.

    Lin escreveu:- O senhor está louco? – indagou com indignação para o bárbaro – senhor Elric está bem? E você, pequeno Balto? Muito obrigada por correr em auxilio ao meu escudeiro – agradece ao clérigo e depois olha com cara feia para o meio-humano – hmmmf... seu grosso!

    Dessa vez o Bárbaro levanta uma sobrancelha e se senta, resmungando sozinho.

    - Devo ser... Idiotas...

    • • •

    Jack escreveu:V-vamos atrás desse tal mago... E Nalkyr, vou precisar de uma dessas bestas e pode deixar que eu vou estudar a manopla. Escute seu morcego e avalie o que puder, eu vou lá para dentro ver o que posso descobrir dessa Mão Negra... E nem pense em nos roubar... Já há ladrões demais entre os Drows para que um que é apenas metade dele, falando em má fama de ancestrais... Ta'Burz, vou precisar de sua ajuda! Também preciso treinar duro em combate e você é o mais valoros de nós... Estaria disposto a me ajudar durante a viagem?

    • • •

    O ladino se volta para o meio-orc.

    -Algo que não envolva decaptação é claro...

    - Hum... - O Meio-Orc expressa incredibilidade na fala do garoto, como se não acreditasse que ele pudesse um dia empunhar uma arma de verdade. Ta'burz pousa sua caneca vazia sobre a mesa. - Que seja, vai ser divertido te dar umas porradas.

    • • •

    Nalklyr escreveu:O druida parecia quase indignado com a teimosia do ladino, afinal, não sabia das habilidades arcanas dele. Porém, o que o irritou foi ele ter falado em alto e bom som que Nalklyr era um meio-drow. O jovem baixa a cabeça, retira o capuz na frente de todos, se morcego ainda tento puxar o capuz para baixo mas sem sucesso. Ele ainda abre sua mochila e deixa que Shivra saia, a aranha vai até o ombro direito dele e o morcego pousa em sua cabeça escondendo-se em seus cabelos.

    Ele tinha a pele escura quase tão escura quanto os drows, seus olhos não eram vermelhos e sim azuis e seus traços não eram tão afilados quando o traço dos elfos, o que mostrava uma feição mais humanizada, seus cabelos eram prateados, curtos e desgrenhados e ele tinha algumas argolas em sua orelha direita e uma no seu lábio inferior.

    Na hora que o Meio-Drow abaixa seu capuz e revela sua verdadeira origem, o Meio-Orc fica olhando para ele boquiaberto. Crohar já tinha escutado algumas histórias sobre Drows em suas viagens, e a maioria não era boa, mas ele nunca tinha entendido ao certo o que eles tinham de tão assustadores assim, até porquê ele próprio fora criado longe da civilização.

    - Pu-ta-que-pa-riu... - O Bárbaro fala pausadamente e depois completa. - Mas tu é feio heim... Bota esse capuz de volta...

    Lin escreveu:– não se preocupem, vou garantir que vocês dois não sejam uma ameaça – olhou para o meio-drow e o meio-orc e apoiou a mão no cabo da espada – estou de olho, viu?

    Nessa hora o Bárbaro olha para a Guerreira, depois encara o Meio-Drow e, por fim, dá de ombros. Não compreendia que tipo de ameaça a Elfa estava se referindo.

    Viajar naquela manhã fria, cheia de neve, era tão desanimador quanto limpar esterco de Jumento. O Meio-Orc acordou cedo naquela manhã, como fazia todos os dias, e logo se pôs à fazer suas tarefas matinais, como se alimentar, lavar a cara e arrumar suas coisas, mas antes de partir ele não deixou de ir conferir como estava Leopoldo, seu jumentinho. Aquele animal era tudo o que ele tinha de sua vida passada como fazendeiro, a única coisa que o ligava à sua família. O animal tinha ficado no pequeno celeiro abandonado que havia por ali. Chegando aonde estava o animal, o Bárbaro começou a agir de uma forma doce, delicada e amigável com o bicho, coisa que talvez trouxesse estranheza caso algum dos outros aventureiros vissem.

    Ele passa sua mão sobre as costas do animal e dá algumas batidinhas em seu dorso.

    - Calma... Calma amigão, como você está? Passou bem essa noite? - Ta'burz rodeia o animal até ficar de frente para ele. - Eu sei, eu sei que aqui não parece legal, mas é temporário. - O Grandalhão puxa um bocado de feno para perto do bicho. - Vou precisar sair acompanhando esse bando de malucos, mas é por pouco tempo, prometo. Você vai ficar bem.

    Ele acaricia a testa do jumento antes de voltar para a casa e se juntar ao grupo.

    • • •

    O caminho até a cidade tinha sido bastante complicado, a neve como o fator principal, mas depois de chegarem ao seu destino, Ta'burz até que estava desejando voltar para a estrada. Preferia mil vezes caminhar no frio do que se aventurar no meio daquela confusão de pessoas, o que fez o Bárbaro ficar mais atento aos estranhos que estavam à sua volta. Só o seu tamanho já chamava a atenção, isso sem contar o seu sangue Orc, Crohar estava começando a achar que a ideia de se esconder atrás de um capuz e de uma capa, assim como o Meio-Drow, talvez fosse uma boa ideia.

    E após andarem no meio daquele amontoado de pessoas, ainda se depararam com um mercado de escravos. Foi a primeira vez que o Meio-Orc viu aquele tipo de coisa, o que o fez pensar que os Humanos talvez não fossem tão amigáveis assim, mas deixou de lado.

    "Depois dizem que eu sou a aberração..."

    @Kvothe escreveu:Após ver escravos sendo levados e muito deles eram orcs, não era possível controlar a vontade de soltar uma piadinha para meu amigo Ta'burz Crohar, aproximo dele e dou uma cotovelada em seu braço e comento zombeiramente – Está saindo da jaula o monstro... Ei, acho que esqueceram tu e deixaram solto conosco! –, começo a rir e rapidamente afasto-me para não correr o risco de apanhar. Então paro ao lado de Elric, sinto que ele poderia estar incomodado com aquela situação e falo de maneira séria – Triste tratarem seres racionais como gados...

    - Ora, seu... - O Meio-Orc range os dentes.

    Ele fecha o punho pronto para virar e acertar o Bardo na boca, mas este já estava colado ao Clérigo.

    - Rrrh... - Crohar olha feio para ele mostrando seus caninos saltados antes de voltar a prestar atenção à sua volta.

    • • •

    De frente para a casa de pedras do tal Mago, Ta'burz ainda coçava a cabeça sem entender o que tinha sido aquela venda de escravos, principalmente da Hillar, que em comparação aos outros não tinha nada de escrava. O Bárbaro olha para a inscrição talhada na rocha e fica um pouco receoso de perguntar o que estaria escrito, imaginando que pudesse ser alguma coisa do tipo "Home Sweet Home".

    - Essa é a única entrada?

    O Bárbaro dá uma boa olhada de um lado à outro da calçada, observando a extensão do muro.

    - Que merda...
    Edu
    Semi-Deus
    Edu
    Semi-Deus

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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Edu em Seg Abr 22, 2019 1:47 pm

    Estava muito cansada andando quase caindo, tinha ficado praticamente quase todo o dia anterior pesquisando sobre os itens que tinha pego do falecido Harkness. Depois disso acabara descobrindo um novo poder seu, agora podia escalar paredes como uma aranha. Era uma coisa de louco, falava a palavra "Macabra" e estava apta a subir em superfícies perpendiculares. Acabara passando muito tempo se divertido com o novo poder e dormira muito pouco.

    Na casa de Mayhem ela apoiou o cotovelo na mesa e mão no queixo enquanto as suas pálpebras teimavam em cair e ela entrar e sair do mundo dos sonhos. Em determinado momento estava na casa da ladina e em outro estava no meio de um milharal. Uma brisa frisa corria lenta quase como um lençol passando pela pele. Não tinha neve no chão, mas reparando melhor estava todo ele repleto de diamantes negros espalhados.

    Voltou a acordar e nesse momento estavam todos saindo para ir para cidade. Ela os seguiu, varias conversas rolava ao seu redor mas não prestava atenção, pareciam musica lenta. Notou que estavam num mercado de escravos um lugar ruim para estar e um pouco deprimente. Percebeu o bardo fazer uma piada sem graça e o meio-orc tinha tido quase que uma reação violenta.

    Felizmente seguiram o caminho e chegaram a casa do tal mago. Com o seu cansaço pelo dia anterior ela não reparou muito na fachada da casa, mas pelo pouco que viu parecia mais um mausoléu.

    - Gente isso tá parecendo mais um tumulo que a casa de alguém que possa nos ajudar. Eu aposto uma duas moedas de ouro que esse mago ai é um necromante - Ela bota mão no ombro de Elric - espero que você saiba lidar com mortos vivos.

    Boceja e fala:

    - Bem pessoal eu vou descansar os meus olhos por uns instantes quando vocês resolverem essa entrada ai me chamem.

    Ela passa a mão nos olhos, senta no chão, abraça as próprias pernas e começa a dormir.
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Kether em Seg Abr 22, 2019 3:06 pm







     Elric Melniboné
    "Revele a verdade, puna os culpados, corrija os errados e sempre seja verdadeiro e justo em suas ações. Leve a vingança aos culpados em nome daqueles que não podem realizá-la." - fragmento da oração a Tyr.
    Elric Melniboné




    Flashback:

    Eu estava ali olhando a pequenina para saber o que acontecera, quando ela ao levantar os olhos se joga sobre mim e me abraça forte como se não houvesse amanhã. O corpo pequeno e magro dela mas ao mesmo tempo macio me deixava perdido... o cheiro dos cabelos também era bom de sentir.

    Ela chorava, chegando a soluçar e eu apenas fiquei ali sentindo o corpo dela junto ao meu, já havia abraçado outras mulheres mas nenhuma havia sido desta forma, parecia que eu era tudo o que Kate precisava e desejava e ao sentir todo esse carinho me fazia muito bem, mais do que isso me fazia desejar mais ainda o abraço dela.

    Sentia o calor do corpo de Kate e meu coração começava a bater mais forte, trouxe uma sensação de um nó na garganta, minha face começava a queimar. Meu corpo respondia como nunca havia sentido responder e a proximidade da bela jovem me fazia ficar mais nervoso.

    "E se ela reparar que? O que ela vai pensar? Mas se eu a afastar ela vai pensar que eu estou rejeitando ela... " - pensei.

    Neste momento Kate entre soluços me faz uma pergunta delicada de ser respondida
    - Elric, por quê? Por que os deuses justos do nosso mundo permitem que atrocidades aconteçam com pessoas boas? Os drow sequestram crianças, raptam garotas e... Nalklyr tem olhos humanos, Elric! Por que os deuses permitem tamanho flagelo sobre nós?

    Ela toma fôlego e tenta parar as lágrimas e soluços mas continua

    - Nós não somos especialmente hábeis, como os elfos, ou de forte constituição como os anões. Não temos a astúcia dos gnomos nem a agilidade dos halflings. Somos apenas... criaturas insistentes, teimando em prosperar contra as adversidades de um mundo que não nos acolhe. Os deuses odeiam os Humanos, Elric? Por que permitem que nossa linhagem seja profanada e nossas crianças sejam geradas da violência, em túneis escuros longe do sol?

    Quanto mais ela falava os soluços se tornavam mais constantes o que fazia com que ela parasse mais uma vez, enquanto eu olhava-a nos olhos e secava suas lágrimas.

    - Eu preferia não saber... preferia ignorar que sob nossos pés choram os filhos daquelas crianças por quem o Mar da Lua jurou uma vingança que jamais chegou ao Underdark. Perdidos em disputas ridículas entre nós, nos enfraquecemos diante de um inimigo poderoso e maligno. Mas, agora que eu sei... É responsabilidade dos que sabem fazer algo pelos que não sabem. É responsabilidade dos que conhecem fazer algo a respeito das atrocidades. Eu... sinto que devemos isso a eles. A essas crianças. Que nunca poderão ser Humanas, mas não deveriam sofrer sob as botas de seus pais, criminosos e imundos.

    Paro alguns segundos para limpar minha mente e pensar em tudo o que ela falou, o que é bem difícil devido a nossa proximidade...

    - Sei que estas criaturas são mais cruéis e malignas, mas homens também cometem estes crimes. Os Deuses possuem suas batalhas entre si para a manutenção do equilíbrio, sei que parece e é crueldade. Mas estes eventos lastimáveis são necessários para que nos lembremos de ser sempre vigilantes e estarmos preparados para os dias sombrios. Pois, não saberíamos dar valor aos momentos bons como este que estamos passando agora. Se não houvessem as dificuldades.

    Eu passo a mão pelo cabelo dela fazendo um afago em sua face secando uma lágrima que corria no lado esquerdo. E a puxo carinhosamente para junto do peito para que se aconchegue melhor.

    - Mas estas mulheres são vistas pelos Deuses como mártires. O crime deve ser punido, mas o fruto do crime deve ser protegido e levado para o caminho do bem. O filho não deve ser punido pelos crimes dos pais, bem como os pais não devem ser punidos pelos crimes do filho. Os crimes são apenas daquele que o comete.

    Lhe dou um beijo carinhoso no alto da cabeça e a envolvo com meus braços nesse momento ela se aninha como uma gata no meu colo e pousa uma das mãos no meu peito e fica ainda entre soluços cada vez mais espaçados, deixando sua mão correr para cima e para baixo. Enquanto a outra ela se agarra ao meu pescoço.

    Eu fico ali fazendo carinho nas costas com uma das mãos enquanto com a outra afago seu rosto. Quem olhasse pela janela poderia ter a noção que era um casal de namorados, mas neste momento essa ideia nem passava pela cabeça. Apenas aproveitava aquele sentimento, a vergonha não era presente..

    Abaixo a cabeça em busca do rosto de Kate, mas ela também vinha a meu encontro... Nossos olhos se cruzam, meu coração dispara, ela se move lentamente buscando um melhor apoio que eu liberto um pouco o abraço... nossos rostos se aproximam e meus olhos se fecham, já conseguia sentir a respiração dela próxima ao meu rosto e ela também respirava acelerado como eu...

    Então de súbito ela me dá um beijo na bochecha, me pede desculpas e eu não consigo entender direito o que ela fala, pois ela falava rápido e com palavras atropelando umas as outras. Tento dizer que a acompanharia até onde ela iria, mas ela diz que eu não conseguiria voltar em segurança e que eu estava sem minha armadura e itens e até me arrumar já estaria muito tarde. Pelo menos foi isso que eu entendi.

    Ela olha novamente para mim e sorri, eu sorrio em resposta para ela

    - Tenha muito cuidado Kate... Não sei o que seria de mim se acontecesse algo com você.

    Digo isso e agora eu dou um beijo no rosto dela. E fico observando-a partir. Sinto meu coração ficar apertado com a separação, ela olha para trás e eu aceno para ela. Ela faz o gesto de quem manda um beijo se vira e vai.

    Eu respiro fundo, um suspiro...

    "Kate" - penso e sorrio.

    Pela manhã eu faço minhas orações matinais e visto minha armadura e pego meu equipamento, resolvo deixar parte das moedas de ouro que tinha na casa num pequeno baú que havia no quarto. Desejo bom dia para todos e dou o recado que Kate havia deixado.

    - Mayhen já partiu para a cidade, ela possui familiares e pediu que nos encontrássemos com ela na casa deles. Ela estará nos esperando. Ela me disse onde fica a casa da irmã.

    O reencontro com Kate foi tranquilizador e deixo transparecer que estava feliz em vê-la, fico por último para falar com ela e olho para o bardo com ciúmes pela forma como ele falou com ela. Por fim dou um abraço um pouco mais demorado que os demais. Ao voltarmos a caminhar pela cidade me aproximo e falo para o bardo.

    - Diminua o seu ímpeto meu bom amigo...

    A cena do leilão faz com que meu sangue aqueça e minha mão vai diretamente para o cabo da espada ainda mais com a brincadeira do bardo. Kate repara e toca na minha mão e acena negativamente com a cabeça. Fato que é reparado também pela elfa e Jack. Com a interferência deles partimos sem que eu fizesse nada apenas acompanhar o deslocamento do homem estranho que havia comprado a jovem.

    Ao chegarmos na casa do mago que procurávamos reparo num vulto.

    - Vocês viram aquilo na janela?

    Depois de aguardarmos por um tempo e nenhuma respostas.

    - Vou tentar identificar por alguma coisa viva dentro da casa.

    Pego meu símbolo sagrado e em celestial conjuro a magia em oração breve:
    Magia usada:
    Sense Life

    - Meu Deus me permita encontrar por vida neste lugar...





    Elric Melniboné @Melvaunt, Mar da Lua Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Sword-transparent-lightning-4
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por raviollius em Seg Abr 22, 2019 3:35 pm

    A sua tentativa de desvendar o código do livro fora um fracasso.

    Dez horas de trabalho árduo, cabelos perdidos e muitos xingamentos depois, Galadon não se via mais próximo de quebrar o código do mago do que quando começara. Ele sabia que não seria um processo simples ou rápido, mas a total ausência de progresso era fonte de grande frustração para o aprendiz. Decidindo voltar-se para atividades mais produtivas, usou os equipamentos do laboratório do finado halfling - tal descoberta uma fortuita surpresa - para identificar o líquido azul que a mulher lhe entregara. Uma poção com efeitos curativos...? Decidiu por guardar o frasco consigo até este que fosse solicitado, ou necessário.

    O resto da noite correu como esperado, o mago gastando uma pequena fortuna em materiais para escrever palavras de poder nas páginas de seu grimório. A única surpresa foi a invasão do bardo ao que rapidamente estava destacando como seu espaço pessoal, se apresentando. Kvothe era seu nome aparentemente. O mago o cumprimentou e se apresentou rapidamente, de forma a voltar aos seus escritos o mais rápido possível. Talvez lhe solicitasse uma história ou duas num momento futuro - mas agora, ele tinha trabalho a terminar.

    Dormiu dentro do próprio laboratório, o velho saco de dormir e o calor de Atlas companheiros de longa data, enquanto Thea vigiava o sono de ambos como de costume.

    Galadon acordou cedo na manhã do dia seguinte, se refrescando e memorizando as magias para o dia como de costume. Considerava sua seleção suficiente para a missão que lhe aguardava, decidindo-se por evitar antagonizar o outro mago, se possível. Existia sempre a possibilidade de cooperação e, embora o ego comum entre os conjuradores tornasse esse caminho algo improvável, manter portas abertas pagava dividendos. O poder arcano que inscrevera no seu grimório na noite anterior era um exemplo disso disso.

    Enquanto se preparava para sair, apertando as correias que prendiam a pesada armadura à Atlas, Nalklyr o indagava quanto a usar o animal para carregar coisas discretamente. Ou o tão discretamente quanto um cão de 45 kg poderia carregar. O mago encarou o druida, olhou de relance a tal pilha de armas e equipamentos e voltou a encará-lo com uma expressão impassível. Não tinha certeza se Atlas sequer era capaz de carregar tudo aquilo, respondendo, incrédulo: - Atlas não é uma mula de carga.


    ________________________________________________


    A cidade de Melvaunt não era como esperava. Davos às vezes reclamava sobre a falta de civilização nos Vales mas, fora o uso excessivo de pedras nas construções, o aprendiz via pouca civilização no local. Acostumado aos espaços abertos e poucas pessoas de sua vila, Galadon se sentia sufocado no meio de tanta gente. Atlas pro sua vez lidava um pouco melhor com a situação, mais por disciplina que por afinidade. A pior parte era o barulho: mais de duas dúzias de pessoas gritando constantemente, oferecendo seus produtos - inclusive outras pessoas. O mago observava os escravos com óbvio desgosto - quem em sã consciência compraria um escravo orc?

    Mais à frente, uma mulher bem vestida era puxada para o centro do palanque dos leilões. Escrava de dívidas? - se indagava, dando ouvidos à acirrada disputa que se sucedia para comprar os direitos à tal. Quando Kvothe teve a brilhante ideia de participar dele, Galadon se restringiu a lançar um olhar de clara desaprovação.

    Milty escreveu:bem... é aqui...

    A casa de Stonehard era imponente e intimidadora, com muros altos e estacas de ferro, a mensagem a terceiros bem clara: “cai fora”. Galadon simpatizava com o sentimento - valorizava a própria privacidade, afinal – mas infelizmente a situação exigia que importunassem o mago. Tocou o sino de imediato, seguindo os costumes determinados pelo seu futuro anfitrião... e nada. Um minuto se transformou em dois, e então em cinco, e nem sinal do homem. Se não fosse uma sombra próxima à janela do segundo andar, estaria disposto a acreditar que o mago não estava em casa. Claro, se tratando da residência de um mago, as possibilidades para a identidade da sombra eram infinitas.

    Nalklyr o surpreendeu com seus gestos arcanos: o meio-drow não tinha a mínima estirpe de mago, mas Galadon aprovava a sua cautela. A importância do fato lhe escapava, porém, pois a elfa estava falando com ele.

    ”Minhyukllin” escreveu:Eu não vou entrar aí até que o próprio Stonehard nos convide a entrar. Esse lugar deve ter umas cem armadilhas mágicas só daqui do portão até ali (...) Hey, vocês que entendem dessas coisas mágicas não conseguem ver nada?

    A ligeira ofensa, a dispensa de sua alma mater como algo trivial lhe passou despercebida na excitação de respondê-la.

    [Élfico] – Eu vejo que há alguém nos observando, cara Minhyukllin, talvez o próprio Angus. Não me surpreenderia se acreditasse que viemos atacá-lo; nove pessoas armadas aparecendo sem convite em sua casa? Eu também estaria receoso.

    Tirando os olhos da elfa com algum custo, Galadon buscou em sua mochila a ferramenta que almejava usar para resolver o problema, dizendo: - Antes de tomar alguma uma atitude rude, é bom declarar as nossas intenções. O Sr. Stonehard pode entender uma invasão de sua propriedade por qualquer outro lugar como um ataque. Ou pior, olhou de relance para o meio-orc, ele pode ter deixado uma surpresa bem desagradável no muro externo - é o que eu faria em seu lugar. O portão tem a função de admitir pessoas ocasionalmente, é menos provável estar protegido por algo letal.

    Finalmente encontrando o que procurava, Galadon tirou da mochila uma varinha coberta de runas arcanas por toda a sua extensão. Aproximando-se do portal, o mago diz ao grupo:

    - Um último gesto de boa-vontade para o caso de estarmos assustando o homem com a nossa presença inusitada. E com isso ele liberta o poder arcano contido na varinha, focando a sua atenção no lado interno do muro, onde letras garrafais passam a brilhar em azul:

    Sr. Stonehard,
    Nossas intenções são benignas.

    Viemos discutir um assunto referente ao falecido
    halfing Ublyn e seus atos de última vontade.

    Há uma recompensa para você nisso.
    Por favor, venha pessoalmente ou desobstrua o caminho.

    ~Galadon Guineran

    ____________

    OFF:
    Conjurando Imagem Silenciosa a partir da varinha(20->19 cargas)

    Silent Image
    Illusion (Figment)
    Level: Brd 1, Sor/Wiz 1
    Components: V, S, F
    Casting Time: 1 standard action
    Range: Long (400 ft. + 40 ft./level)
    Effect: Visual figment that cannot extend beyond four 10-ft. cubes + one 10-ft. cube/level (S)
    Duration: Concentration
    Saving Throw: Will disbelief (if interacted with)
    Spell Resistance: No
    This spell creates the visual illusion of an object, creature, or force, as visualized by you. The illusion does not create sound, smell, texture, or temperature. You can move the image within the limits of the size of the effect.
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Mellorienna em Seg Abr 22, 2019 7:39 pm









    Kate "MAYHEM" Khenistar





    ELRIC + KATE:
    Sob a árvore, sentada na terra fria, Mayhem percebeu a aproximação de Elric apenas quando o Clérigo já estava ajoelhado diante dela. Secando suas lágrimas e se dispondo a ouvi-la. Havia nos olhos celestes do homem uma ternura que a garota não se lembrava já ter visto fora dos olhares dos familiares uns para os outros. Eram olhos que abraçavam. Sentindo-se perdida e massacrada por aquela realidade temível, Mayhem jogou-se nos braços do Clérigo, aos prantos, superando a timidez envergonhada de que se revestia: o mundo ruía aos seus pés e não achava realmente que alguém que não tivesse crescido com as histórias e terrores que ela cresceu pudesse entender.

    Mas Elric a salvaria... não é?

    - Elric, por quê? Por que os deuses justos do nosso mundo permitem que atrocidades aconteçam com pessoas boas? Os drow sequestram crianças, raptam garotas e... Nalklyr tem olhos humanos, Elric! Por que os deuses permitem tamanho flagelo sobre nós? - o coração do homem batia forte contra o peito, despido da armadura, e Mayhem se aninhava a ele como se quisesse nunca mais sair de seus braços - - Nós não somos especialmente hábeis, como os elfos, ou de forte constituição como os anões. Não temos a astúcia dos gnomos nem a agilidade dos halflings. Somos apenas... criaturas insistentes, teimando em prosperar contra as adversidades de um mundo que não nos acolhe. Os deuses odeiam os Humanos, Elric? Por que permitem que nossa linhagem seja profanada e nossas crianças sejam geradas da violência, em túneis escuros longe do sol?

    Ele era um clérigo. Talvez pensasse nela como herege ou blasfema... mas quem melhor que um campeão divino para trazer luz às trevas que oprimiam seu coração de menina? Com delicadeza, Elric enxugava suas lágrimas e, as palavras continuavam saltando da boca da pequena e desolada moça, que não conseguia parar de pensar nos olhos do meio-humano.

    - Eu preferia não saber... preferia ignorar que sob nossos pés choram os filhos daquelas crianças por quem o Mar da Lua jurou uma vingança que jamais chegou ao Underdark. Perdidos em disputas ridículas entre nós, nos enfraquecemos diante de um inimigo poderoso e maligno. Mas, agora que eu sei... É responsabilidade dos que sabem fazer algo pelos que não sabem. É responsabilidade dos que conhecem fazer algo a respeito das atrocidades. Eu... sinto que devemos isso a eles. A essas crianças. Que nunca poderão ser Humanas, mas não deveriam sofrer sob as botas de seus pais, criminosos e imundos.

    O silêncio cresceu entre eles, pontuado pelos soluços desconsolados de Mayhem, mas não demorou para que Elric tomasse a palavra:

    - Sei que estas criaturas são mais cruéis e malignas, mas homens também cometem estes crimes. Os Deuses possuem suas batalhas entre si para a manutenção do equilíbrio, sei que parece e é crueldade. Mas estes eventos lastimáveis são necessários para que nos lembremos de ser sempre vigilantes e estarmos preparados para os dias sombrios. Pois, não saberíamos dar valor aos momentos bons como este que estamos passando agora. Se não houvessem as dificuldades.

    "Momento bom? Estamos reunidos para um enterro onde eu me deparei com um drow de olhos human----" - o Clérigo deslizou a mão pelo cabelo da garota, contornando seu rostinho em um carinho enquanto secava uma lágrima que corria por suas bochechas. E então a puxou carinhosamente para junto do peito, aconchegando-a melhor ao seu corpo forte, fazendo com que Mayhem relaxasse os ombros e suspirasse profundamente - "Sim... Ter alguém com quem dividir os momentos ruins é algo a se celebrar. A sabedoria da Grande Lliira sorri para você, Clérigo de Tyr" - a moça apoiou-se contra o peito do homem, respirando bem fundo.

    - Mas estas mulheres são vistas pelos Deuses como mártires. O crime deve ser punido, mas o fruto do crime deve ser protegido e levado para o caminho do bem. O filho não deve ser punido pelos crimes dos pais, bem como os pais não devem ser punidos pelos crimes do filho. Os crimes são apenas daquele que o comete.

    Mayhem estava pronta para dizer que sim, e que aquele é um dever que tinham: resgatar essas crianças das mãos dos ignóbeis drow... quando Elric deu um beijo carinhoso no alto da cabeça dela. A moça sentiu todo seu corpo se arrepiar a partir do local onde os lábios do Clérigo a tocaram, e quando ele a envolveu com aqueles braços fortes, Mayhem não teve forças para mais nada, além de se deixar aninhar por ele. Alguma parte muito tímida da mente da moça gritava que ela estava no colo daquele homem e deveria sair correndo, mas a baixinha apenas pousou uma das mãos no peito de Elric, sentindo aquele coração bater cada vez mais rápido a medida em que se permitia deslizar suavemente o toque para baixo e para cima, dedilhando os músculos dele. O choro já havia praticamente cessado. Mas não a determinação. Jamais.

    Aninhada feito uma gatinha manhosa aos braços de Elric, a jovem suspirou algumas vezes com os carinhos que ele fazia por suas costas e seu rosto. Mas talvez ele achasse que ainda eram suspiros de tristeza. O que era possível. O conflito de sentimentos era grande na mente da garota naquele momento, tanto que nem se lembrou que poderiam ser vistos pelos que estavam na casa. E mal-interpretados. Elric não era namorado de Rachel?

    Quando ergueu o rosto para talvez questioná-lo sobre isso, deu com ele muito perto. Seus olhos se cruzaram, e o coração do rapaz disparou sob o toque da mão dela, fazendo Mayhem perceber que não era a única a sentir aquele BOOM CLAP marchando no peito. Moveu-se lentamente, buscando um melhor apoio, sabendo que esfregava seu corpo no dele ao faze-lo, o que a deixou instantaneamente corada. Seus rostos se aproximaram e Mayhem fechou os olhos, tremendo suavemente com os arrepios que a respiração dele próxima aos lábios dela provocavam. Ela nunca havia sido beijada, mas sabia como deveria acontecer - tinha três irmãs mais velhas, afinal.

    Mas Elric não a beijou.

    Com o coração aos saltos, ela virou o rosto e deu um beijo na bochecha do Clérigo.

    - Euprecisoirevocêprecisaentrareversuagarotaesaberseelaestábemeexplicarquenãohouvenadae... - Mayhem se interrompeu, saltando de pé, para longe dos braços de Elric. Estava falando tão rápido quanto um gnomo!

    Gentil e cavalheiro, Elric insistiu em acompanhá-la onde pretendia ir, mas a garota - após insistir um bocado - convenceu o Clérigo a encontra-la em Melvaunt na manhã seguinte:

    - Não se esqueça, euvouestarnacasa da Kelly. Não deixe quetentemtedesviar para a casa dasoutras! Cada uma moranumdistrito diferente. E Kimberly, por Lliira, mora do outro ladodacidade! - aquilo não era relevante e ela sabia. Estava apenas ganhando tempo, para acalmar seu coração, parar de falar como um gnomo e despedir-se de Elric.

    Ele sorria para ela, e o mundo inteiro parecia se iluminar ao redor dos cabelos escuros do homem.

    - Tenha muito cuidado Kate... Não sei o que seria de mim se acontecesse algo com você. - o Clérigo a beijou no rosto e o coração de Mayhem acelerou no peito novamente, como asas de um passarinho.

    "Vai ser impossível me acalmar se continuar aqui!" - ela ficou na ponta dos pés e, puxando-o para si, encostou a testa na testa de Elric, acariciando o nariz do homem com seu narizinho de fada delicada.

    Então disparou pelo caminho, virando-se uma vez para trás, surpreendendo-se ao perceber que ele a olhava. Quando o Clérigo acenou para ela, soprou para ele um beijo, repreendendo-se mentalmente por isso logo após - "oras mas que diabos foi isso?" - sua timidez ganhava força a medida que seus pés ganhavam velocidade. E Mayhem correu, rindo e corando como uma criança.

    Na manhã seguinte, Mayhem acordou cedo - ninguém que tivesse tantos sobrinhos dormia por muito tempo - mas Kelly já havia saído para o açougue. Katherine e o marido trabalhavam com alfaiataria e armaduras de couro, no distrito ao lado. E Kimberly havia feito o tal "bom casamento", tendo agarrado um comerciante de bebidas com um golpe da barriga. Mas, apesar de as outras irmãs terem melhores condições, Mayhem era mais próxima de Kelly - que fazia uma comida horrível e um café ainda pior, mas tinha um grande senso de humor.

    Esperou pelos companheiros do lado de fora da casa, tendo passado o fim da tarde e boa parte da noite trabalhando em algo para eles. Quando viu o grupo de se aproximar, trancou a casa, deixando a chave no local de costume e foi ter com eles na calçada. Elric parecia feliz em vê-la, o que ela retribuiu com doçura tímida, tocando levemente a mão do Clérigo em um aperto com sua mãozinha pequena, bem discretamente, soltando-o em seguida.

    Então, foi interpelada pelo bardo, que apresentou-se aos galanteios, fazendo-a corar violentamente até a raiz dos cabelos azuis, oculta sob a franjinha. Apenas gaguejou algo, não chegando realmente a responder nada, pois logo foi abordada pelo meio-humano, que trazia um saco com o que pareciam ser as moedas que abandonou na noite anterior. Mayhem fez questão de aproveitar-se de sua baixa estatura para olhar Nalklyr por baixo do capuz ao aceitar o dinheiro. "Olhos humanos". Havia uma determinação cintilando nos olhos da mocinha, mas ela nada disse, apenas acenando uma reverência curta com a cabeça. Aceitou as gemas que ele ofereceu, pedindo que as avaliasse e vendesse. Ganharam as ruas já agitadas da cidade, acompanhados pelo lindo cão de armadura que parecia pertencer ao Mago (havia chegado com ele no pégaso, afinal), com o qual Mayhem ficou conversando e fazendo carinhos. Balto e Milty estavam por ali também. Os pais das crianças moravam na cidade. Talvez estivessem apenas sendo prestativos, mas logo fossem para casa? Mayhem esperava que sim.

    Passar pelo Mercado era sempre interessante e foi ali que a jovem se separou momentaneamente do grupo:

    - Retorno com o dinheiro. - a moça colocou o capuz e sumiu antes que pudessem questionar. Vendeu as gemas por um preço que achava absurdo, mas sob a promessa de que os comerciantes em questão avaliaram uma proposta de seus sistemas de segurança. Alcançou o grupo novamente já no Mercado Vivo, chegando bem a tempo de impedir que Elric sacasse a espada bem no meio de um leilão. Seus olhos verde-musgo olhavam fixamente para os olhos do Clérigo, que se deixou convencer a não agir de forma drástica. O meio-orc parecia ultrajado com algo, mas a garota não estava ali quando o que quer que fosse aconteceu. Apenas guiou os companheiros para fora da praça, com ajuda dos gêmeos halfling, pensando que Elric tinha razão: os Humanos eram bastante cruéis por si mesmos.

    Diante da casa do Mago Stonehard, o Clérigo buscou identificar se havia criaturas vivas no interior da construção, em especial após uma sombra aproximar-se da janela da segundo andar. Por sua vez, Galadon sacou de uma varinha, e - após conversar em uma língua desconhecida com a guerreira elfa (que Mayhem supunha que pudesse ser a linguagem natal da moça), procurou criar algum tipo de efeito que desse ao dono da casa a ideia de que eles eram bem-vindos. Rachel observou, com certo grau de acerto, que a mansão parecia um mausoléu. A mão que a belíssima mulher colocou no ombro de Elric não passou despercebida por Mayhem, que corou por trás de sua costumeira e enorme blusa de lã. "Eles não são namorados... ele não teria me abraçado daquela forma se fossem... Mas talvez... ela esteja querendo que sejam" - o pensamento distraiu a moça por um instante, e quando deu por si, o Bárbaro havia feito a ótima pergunta: seria aquela a única entrada? Enquanto isso, a elfa e o meio-humano discutiam sobre a validade de mandar o morcego de estimação - será que poderia se referir a ele daquela forma? - de Nalklyr para averiguar o perímetro. E o Bardo, impaciente em seus cabelos vermelhos, queria saber se aguardariam para sempre.

    - Ãhn... gente, antes de entrarmos, e aproveitando que estamos todos aqui... - a mocinha aproximou-se de um por um, entregando uma pulseira de metal trançado, com um sorrisinho tímido. Demorou-se um pouco mais em Ta'burz, Nalklyr, Jack e Elric. Os três primeiros, porque sentia que era com eles que a Humanidade havia falhado, e o último porque... porque sim - Quando partida, a pulseira irá brilhar em lugares escuros assim que uma das outras chegar perto. Não, não é uma magia. É só imãs e... bom, funciona. Em um alcance de cerca de 100 passos. Assim não perderemos uns aos outros... - a garota corou - ... mesmo na escuridão dos lugares mais profundos.

    PULSEIRA:
    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando 5284889

    Mayhem queria que entendessem aquele como um gesto de amizade, é claro. Mas era mais que isso. "É uma promessa, Meio-Humano. As crianças verão a luz do sol." - ela esperou um pouco mais, e como nada acontecesse, voltou a se manifestar, já com sua pulseira presa ao pulso fino.

    - Acho que Tufo poderia voar ao redor do perímetro, para verificar a existência de outras entradas. Mas sem se arriscar. - retirando a mochila e colocando no chão, Mayhem despiu a capa com capuz e então puxou a enorme blusa de lã pela cabeça, jogando-a sobre a mochila - Por via das dúvidas, vou checar os sistemas de segurança do portão.

    A garota era mesmo bem alheia a nuances - e nunca na vida teria parado para perceber se algum dos presentes estava surpreso com a revelação das roupas de trabalho dela: inteiramente vestida em couro bem escuro, macio e bem colado ao corpo, de forma a garantir máxima liberdade de movimentos sem nenhum tecido que pudesse se agarrar em cantinhos, Mayhem era bem diferente da massa de lã macia anterior. As curvas acentuadas do corpo da jovem pouco condiziam com a figura que fazia até então. E quando ela ergueu os braços para prender os cabelos azuis em um coque alto, a curva dos seios era realmente um escândalo!

    Baixando os óculos com lentes de aumento, a moça se inclinou para a fechadura, pouco ciente de que estava ali em calças de couro desenhadas ao corpo, numa posição daquelas.

    - Só estou olhando! Só olhando! - ela abriu a algibeira, de onde retirou uma pinça longa - Só me deem uns minutos, sim?




    Kate "Mayhem" Khenistar @Melvaunt, Mar da Lua Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Tumblr_ojmi42oIwY1vxu8n6o1_400
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Claude Speedy em Seg Abr 22, 2019 9:37 pm

    Junto do escudeiro de Lin, o Trapaceiro treinava atentamente o uso de armas mais pesadas que seus chutes, socos e adagas. Ele sentia que se houvesse uma armadura pesada forjada pelos servos de Bane para usar, ele tinha de estar preparado e o modo como foi educado por seu pai e os livros sobre arcanismo na escola da Igreja de Lorde Ao não lhe seriam o bastante para se mover em metal pesado ou carregar pesadas armas. Se sentiu animado que o meio-Orc também o ajudaria, ele precisaria dominar bem a arte de combate. Mas ao que parecia, nem sua disciplinada guerreira e nem o imponente bárbaro eram bons lutando sem armas.

    Com seus punhos Jack conseguia até golpear mais rápido, usando a manopla com socos que ele já estava acostumado a usar. Mas não era disso que ele queria ir atrás ao pedir a ajuda deles, por um tempo pensou que o fundamental mesmo seria aprender a armaduras mais pesadas caso mais gente das seitas pagãs tivesse batizado armas com o nome de Bane ou tenha feito outros equipamentos era fundamental também saber usa-los em breve

    caso a maldição se ampliasse. Era melhor começar a aceitar o fato que ele poderia nunca mais se livrar daquela manopla enquanto vivesse, especialmente quando pesquisou o que ela era capaz de fazer.

    Mas imaginou o trabalho que teria agora com essa mão metálica para vestir uma.  Por uma tarde ele participou e viu que sabia se virar bem, mas c Ele fica pensando como poderia lidar com armas pesadas, mas ainda confiava que Lorde Ao o salvaria de tamanha condição, aliás, foi tentando usar do dom de que recebeu do Fogo PrimordiAo que ele tentou se livrar da manopla...
    Mas de certo não era tempo ainda de perturbarções mentais e sim de melhorar para saber quando seria o momento de tirar o item e de fato, na mente do Trapaceiro seria após avançarem sobre os Zhentarim.

    Ele reuniu mais alguns outros objetos no dia anterior, viu Kvothe se apresentar para todos de forma empolgada e finalmente se apresentar aos demais. Obviamente ele flertou com Kate Mayhem, algo que o Ladino sabia que ele faria. Assim como o próprio se sentia tão confusamente atraido por ela e pela jovem Rachel, as duas eram um contraste de mulheres de forma que o fazia perder a direção. Elric era quem pela manhã contou sobre onde encontrar as demais...

    O jovem não comentou nada com o Druida sobre o preconceito que ele demonstrou em acreditar que porque Jack era aparentemente um aventureiro distribuindo golpes de faca e ataques por subterfúgio que não saberia o básico sobre as forças da Trama... E o próprio Ladino não viu nada demais em dizer que os Drows eram conhecidos por serem saqueadores tão perigosos quanto os Orcs, o rapaz até entendia que tal fama também sufocava o rosto de Nalkyr atrás de um gorro escuro da mesma forma que agora o próprio Jack também era obrigado a usar capuz e por isso a explosão de palavras que ele fez pouco depois do comentário jocoso sobre "má fama" racial. Mas era curioso que alguém vindo do Vale das Sombras, um dos locais mais atacados, como Jack  não tivesse nenhum preconceito com nenhum tipo de criatura inteligente... Sequer o Troll que foi convocado para esmaga-lo. E não era porque aprendeu que todos eram filhos de Ao, criados por Ele para serem livres... Ele sincera e realmente tinha também passado parte de sua viagem até aqui em Elventree¹, onde juntos dos ministros de Lord Ao conviveu com elfos, meio-elfos, anões, orcs, drows e ogros que habitavam como refugiados não humanos da Grande Lei da Humanidade de Hillsfarn². Foi o último lugar em que viu seu pai, também de nome Jack e segundo da família "dos andarilhos"... Ele seria o terceiro. Naquela região, o bando de homens felizes enfrentava os lucros da tirania das arenas de Hillsfarn... Essa era uma atividade que a Máscara mais agia, livrando.

    A caminhada se iniciou, enquanto o Trapaceiro Arcano ficava meditando se realmente havia a "terrível disputa entre tiranos" que eles falavam ele tinha de pensar em uma forma de Lord Ao absorver todos esses papéis e modificar defitivamente as condições entre todos esses ditadores. Pelo ambiente em que cresceu poucas coisas irritavam Jack tanto quanto a Lei da escravidão que era presente entre todos os ordeiros locais.

    Jack sentiu um rancor imenso, imaginou se Davos também conseguiu sua evocações assim do mesmo modo que o mercador de escravos? Talvez fosse algo até pior... Pensava...

    Afinal de onde vinha uma criatura evocada? Será que algum crente em Bane colocava uma série de espécies em um quartinho mágico e vendia para elas surgirem por meio de palavras mágicas?

    Davos alegava que o Troll não sofria... Mas como? A Arte³ era cheia de meios para intervir na vontade, percepção e desejos de alguém. Encantamentos certamente existem aos montes...
    E a Mão Negra que cobria seu punho bem demonstrava isso... Ele precisava descobrir um meio para se livrar desse problema. Ele veio até aqui por conta dos Zhentarim...

    Quando o mercado de pessoas se apresentou, Jack ficou estarrecido e pensou de imediato em como quebrar aqueles grilhões, sua mente comparou com os absurdos de Hillsfar de imediato! Em que alguém se sentia superior aos outros. E seu amigo Kvothe reagiu da forma mais maligna que que o Ladino poderia imaginar. Quando ouve esse dar um lance, ele dá um tapa de leve na nuca do cantor.

    -Esta louco, Kvothe! Isso não é brincadeira que se faça! Precisamos dar um jeito de soltar essas pessoas todas, se não tiver dinheiro para comprar todas daqui nem comece! Eu vim aqui justamente para acabar com essa tirania e...

    Olhando para o clérigo que parecia que não esperava que Jack fizesse isso, o ladino sabia que certamente se não tivesse batido ficava claro que o golpe do bárbaro teria sido de fato para machucar. Tentando não ser tão enérgico em demonstrar o que sentia por aquilo, ele conteve seu ímpeto e engoliu seu desejo de libertador bem no fundo de uma amargura imensa e continou em direção à casa.

    Lá, o sacerdote ficou atento se havia mais alguém por meio de seus dons divinos e ele recebeu uma pulseira imantada...Mas era evidente que o couro sobre as curvas do corpo da garota complementaram a atenção de Jack quando ela tão habilmente começou a olhar a fechadura...

    Tentando não se distrair com a conta a "capacidade" demonstrada na posição da garota, e tentando fingir que não estava reparando nela o Ladrão de Magias se vira para Rachel e pergunta.

    -Também sabe fazer isso? Se não sabe, podemos ir pela porta da frente...
    Ele mesmo responde sem esperar que ela diga algo.

    Legenda:
    1- Elventree já foi uma promissora cidade élfica, mas acabou desmoronando. E depois de alguns anos é um espaço autonômo para refugiados fugidos das arenas de Hillsfar. A descrição é de um grupo muito mais amplo do que os elfos e meio-elfos que costumam viver na região, o que demonstra que a comunidade em que viu seu pai pela última vez já é ainda mais obscura que a que é comum em Elventree.

    2- Hillsfar: Onde raças lutam até a morte para a diversão dos humanos e há uma lei que defende a pureza racial humana. Os pais de Jack ajudaram a libertar várias pessoas dessas arenas durante o período em que ele foi educado pelos "ministros de Lord Ao", esses libertos muitas vezes eram recrutados pelos servos de Mask para servir como batedores e recrutas tanto na comunidade de Hillsfar como em Elventree.

    3-A Arte é como muitas vezes a magia Arcana é chamada em Forgothem, Jack obviamente só acredita que existe esse tipo, mesmo a magia divina para ele se trata de técnicas e conhecimentos da "Arte". Encarando o conhecimento religioso que ele sequer arranha ainda como meras simbologias. O debate mental que ele faz é se uma criatura que é trazida por magia também não é escravizada.
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por scorpion em Seg Abr 22, 2019 11:19 pm

    Os heróis estavam agora às portas do Casarão do Mago e decidiam como e se deveriam entrar.

    Mayhem abaixou-se e começou a analisar a fechadura,,, Parecia ser muito complexa, mas ela acreditava que podia fazer algum trabalho nela. Porém, antes disso, ela procurou para ver se não haviam dispositivos estranhos na fechadura e percebeu que não... Não haviam...

    Enquanto isso, Elric e Nalkyr esticavam suas mãos para tentar captar algum tipo de informação do ambiente...

    Elric estava preocupado em descobrir que formas de vida haviam no lugar, enquanto Nalkyr queria descobrir que formas de magia haviam no lugar.

    Enquanto isso, Rachel sentava no chão e começava a cochilar até que os outros conseguissem fazer algo.

    Já Galadon, por sua vez, escreveu uma mensagem com a varinha por dentro dos muros da casa, mas mesmo assim... nenhuma resposta houve.

    Elric passou um bom tempo se concentrando e começou a sentir a vida que havia no ambiente.... Ele podia sentir plantas, uma ou outra borboleta, minhocas, lagartas e talvez um coelho moribundo procurando comida....

    Já Nalkyr tentou sentir magia, especialmente no portão, antes de Kate tentar abrí-lo, mas o portão mostrou ser um portão ordinário...

    Kate demorou por volta de 3 minutos tentando abrir o portão (1,5 minutos por jogada, ela errou a primeira e acertou a segunda) e a ladra finalmente conseguiu...

    Enquanto isso, Lin perguntava para o seu aprendiz sobre o Mago. Balto apenas dava de ombros.

    Balto: Sei lá... Angus é nome de gente gorda... então ele deve ser um gordo.

    Já Milty se prontificou...

    Milty: Nós não sabemos nada sobre este mago... nunca o vimos. Porém, "Stonehard"... Tudo indica que ele seja de descendência anã, ou gnomo... difícil dizer...

    Kate finalmente destrancou o portão e os heróis entraram...

    Durante todo o caminho, Nalkyr e Elric foram detectando o que tinham de detectar.... Quando chegaram próximos à porta, Eles puderam sentir algo...

    Nalkyr estava sentindo magia.... e a sua magia já estava para se esgotar (duração de 3 min)... Então, antes que ela se esgotasse, Nalkyr conseguiu sentir magia nas porta da frente e nas cortinas dentro da casa, que cobriam as janelas... Ele também conseguiu sentir mais três focos de magia nos 18m que adentravam a casa, mas como não podia ver, apenas sentiu a sua presença... Não eram focos poderosos, mas também não eram dignos de serem ignorados.

    Já Elric conseguiu sentir apenas UM foco e vida, no andar de cima... Era um foco de vida poderoso, mas ele não sabia o que era. Estava próximo da janela onde os heróis haviam enxergado uma sombra...

    Adiantando, a porta da frente estava trancada... O heróis deveriam decidir agora o que iriam fazer...
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Norox em Ter Abr 23, 2019 12:05 am

    Mayhem escreveu:- Ãhn... gente, antes de entrarmos, e aproveitando que estamos todos aqui... - a mocinha aproximou-se de um por um, entregando uma pulseira de metal trançado, com um sorrisinho tímido. Demorou-se um pouco mais em Ta'burz, Nalklyr, Jack e Elric. Os três primeiros, porque sentia que era com eles que a Humanidade havia falhado, e o último porque... porque sim - Quando partida, a pulseira irá brilhar em lugares escuros assim que uma das outras chegar perto. Não, não é uma magia. É só imãs e... bom, funciona. Em um alcance de cerca de 100 passos. Assim não perderemos uns aos outros... - a garota corou - ... mesmo na escuridão dos lugares mais profundos.

    Ta'burz ainda tentava olhar por cima do muro quando a pequenina de cabelos azuis se aproximou lhe oferecendo alguma coisa, o Bárbaro abriu sua manzorra para que a criança depositasse ali o que ela queria e, vendo que se tratava de uma pulseira, ele fez uma cara de confuso.

    - Ham... - Não conseguiu agradecer devido a tamanha surpresa, apenas ficou olhando incrédulo para o objeto enquanto a menina explicava.

    Mayhem escreveu:(...) retirando a mochila e colocando no chão, Mayhem despiu a capa com capuz e então puxou a enorme blusa de lã pela cabeça, jogando-a sobre a mochila (...)

    Em seguida o Bárbaro coloca a tal pulseira em seu pulso esquerdo, pois o direito era o bom e ele não queria que o objeto o atrapalhasse, e voltando a prestar atenção na tal garotinha, ele se depara com uma cena um tanto quando inusitada. A menina de cabelos azuis, que ele acreditava se tratar de uma criança devido à sua estatura e porte físico, encontrava-se debruçada sobre o cadeado do portão. O problema -ou não- era que de criança ela não tinha nada, exceto a estatura. As roupas que ela usava por baixo de seu enorme blusão eram todas de couro e bem justas, marcando cada curva que a garota possuía.

    O Meio-Orc olhava boquiaberto para a menina perdendo completamente o foco do que estava ao seu redor, como se tivesse acabado de levar um murro na cara. Incrédulo, ele pisca algumas vezes e fala baixinho sem pensar.

    - Quantos anos tem essa garota?

    CLICK

    O destrancar do portão acorda Crohar de seu transe temporário e faz o Meio-Orc fechar a boca e olhar para os lados, meio desconfortável.

    - Hm... Uhum... - Ele limpa a garganta. - Então... Ham... Vocês já pararam pra pensar que talvez fosse melhor esperar? - Ele coça a cabeça, na verdade nem ele estava pensando em nada direito após aquela cena. - Assim, isso pode ser considerado invasão... Não quero ser recebido com nenhum ataque e muito menos arrumar problemas com a guarda local.

    O Bárbaro coçava o queixo, nitidamente tentando não fazer contato visual com a pequena Mayhem.
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Lyvio em Ter Abr 23, 2019 12:10 am

    Tudo ocorreu relativamente tranquilo. Apesar do leilão Nalklyr e Mahyem conseguiram vender os equipamentos e ganhar umas boas moedas relativas a eles. Antes disso a jovem entregou algumas pulseiras aparentemente mágicas para o grupo, porém, logo ela revelou que não eram mágicas e Nalklyr achou que fossem objetos alquímicos.

    Não importava, ele gostou da preocupação da moça.

    -Ah...sim, muito obrigado senhorita Mahyen, sem dúvidas vai ser de grande valia.

    A gentileza dela contrastou com o tom seco que veio a mente do druida quando mago se referiu a Nalklyr assim que ele perguntou sobre o cachorro dele carregar itens, porém, o meio-drow já estava acostumado com esse tratamento.

    Não precisava disso, desse tom...


    Ele lança um leve olhar para o mago durante a lembrança, mas nada agressivo. Já no portão do mago, muita coisa aconteceu até que entrassem, a bruxa dormir ali mesmo chamou a atenção de Nalklyr.

    Rachel estava cansada, passou a noite analisando itens, não a culpo...

    Ao mesmo tempo, ele lembrou que iria perguntar a ela e a Jack sobre o que descobriram dos itens assim que fosse mais propicio. No portão o ruida tentava identificar magia nele área após ele, porém sem sucesso, foi quando ouviu um "trick" e abriu os olhos mantendo a concentração e percebeu Mahyen com uma roupa bem diferente da que usava, a roupa detalhava suas curvas e valorizava seu corpo, tentando ser discreto por debaixo do capuz, ele olha a jovem de cima a baixo e acha tudo aquilo basante interessante, só depois que el percebeu que ela arrombou o portão.

    Nesse momento ele olhou ao redor, pousando seu olhar por um tempo em Lin, curioso quanto a ela sem armadura...

    Foco Nalklyr...foco...

    Como se não bastasse Shivra se debateu dentro da mochila, provavelmente sentiu o que seu mestre sentia e imaginou que fosse com alguma das meninas, principalmente a elfa do sol. O Jovem meio-drow balança a cabeça e gira os olhos, mas mantém seu foco e adentra com o grupo, para sua obvia surpresa a casa estava tomada por magia, portas, cortinas e três coisas que se destacavam dentro da casa com um nível de poder moderado, o que já ligava o alerta.

    -Até que não esperamos muito Kvote! Pois bem pessoal, há magia por todo lugar, janelas, cortinas, portas e dentro da casa percebi três focos mágicos que merecem cautela e atenção, parecem perigosos...

    Ele ergue suas sobrancelhas, põe a mão no queixo e lembra-se das palavras de Galadon em élfico e as repete para ele e Lin:

    [Élfico] – Eu vejo que há alguém nos observando, cara Minhyukllin, talvez o próprio Angus. Não me surpreenderia se acreditasse que viemos atacá-lo; nove pessoas armadas aparecendo sem convite em sua casa? Eu também estaria receoso.

    E continua

    [Élfico] Talvez você e Tab'uz estejam certos...foi um erro fazermos isso, talvez devêssemos ficar aqui e esperar ele perceber que não somos ameaças, a não ser que seja tarde de mais...

    Ele suspira um tanto desapontado

    -Acho que é tarde mas, não devíamos ter invadido, concordo com o Tab'uz...

    Nalklyr abaixava a cabeça meio arrependido do que fez mas volta-se pata Elric curioso quanto a magia que ele utilizou:

    -Elric, o que você conseguiu?

    Terminava ela aguardando a resposta.
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Claude Speedy em Ter Abr 23, 2019 1:06 am

    Tab'uz escreveu:
    - Hm... Uhum... - Ele limpa a garganta. - Então... Ham... Vocês já pararam pra pensar que talvez fosse melhor esperar? - Ele coça a cabeça, na verdade nem ele estava pensando em nada direito após aquela cena. - Assim, isso pode ser considerado invasão... Não quero ser recebido com nenhum ataque e muito menos arrumar problemas com a guarda local.

    -Guarda local? Que serviço irão fazer, nos vender como escravos? Guarda local... As leis dessa cidade não significam nada e se esse mago poderoso apoia esse tipo de absurdo venha ele e aguarda local! Nosso tempo urge! Eu esperava mais coragem de sua parte, sábio Ta'burz... Não vê que Galadon nos ofereceu a distração perfeita com o ardil de suas palavras consoladoras! Conseguiremos agora invadir o reduto sem problemas. Coragem, homem! Cadê o combatente que eu confio para arrancar meu braço se o Todo Poderoso Ao usar a máscara de Bane? Nosso mago genialmente com Ilusões pode continuar a distrai-lo enquanto o pegamos desprevinido! Anime-se! Deve ter sido um ardil suficiente

    Comento puxando Rachel de seu sono.

    -Certo, agora precisamos abrir a porta. É bom lembrar que devem haver mortos de todos tipos por aí...
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Norox em Ter Abr 23, 2019 2:11 am

    Jack escreveu:-Guarda local? Que serviço irão fazer, nos vender como escravos? Guarda local... As leis dessa cidade não significam nada e se esse mago poderoso apoia esse tipo de absurdo venha ele e aguarda local! Nosso tempo urge! Eu esperava mais coragem de sua parte, sábio Ta'burz... Não vê que Galadon nos ofereceu a distração perfeita com o ardil de suas palavras consoladoras! Conseguiremos agora invadir o reduto sem problemas. Coragem, homem! Cadê o combatente que eu confio para arrancar meu braço se o Todo Poderoso Ao usar a máscara de Bane? Nosso mago genialmente com Ilusões pode continuar a distrai-lo enquanto o pegamos desprevinido! Anime-se! Deve ter sido um ardil suficiente

    Sentido a alfinetada, Ta'Burz balança a cabeça como se quisesse afastar seu ego abalado.

    - Rrrh... Não se trata de coragem Tagarela, é mais sobre não fazermos besteira como, por exemplo, colocar a mão aonde não devíamos... - Ele olha feio para a Manopla na mão do rapaz. - Mas que seja... Quais ideias as mentes brilhantes de vocês tem para acrescentar??

    O Meio-orc bufa e cruza os braços.
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Kether em Ter Abr 23, 2019 9:52 am







     Elric Melniboné
    "Revele a verdade, puna os culpados, corrija os errados e sempre seja verdadeiro e justo em suas ações. Leve a vingança aos culpados em nome daqueles que não podem realizá-la." - fragmento da oração a Tyr.
    Elric Melniboné



    Eu conjurava minha magia e começava a sentir seu efeito por enquanto apenas roedores e insetos, ainda estávamos muito distantes da casa então não conseguia ter uma melhor percepção da vida dentro dela.

    - Sim, sei como lidar bem contra mortos vivos. - respondo enquanto ainda tentava sentir as fontes de vida maiores.

    Kate me entrega uma pulseira que coloco no meu braço esquerdo, o braço do escudo para ficar mais protegido.

    - Obrigado... lin... Kate. - respondo agradecendo ao presente

    Kate então despe o camisão revelando para todos o corpo que somente ele havia sentido quando ficaram abraçados na tarde anterior. Os olhares e comentários dos demais o encheram de ciúmes ainda mais com a forma moleque da jovem que fica numa posição digamos constrangedora.

    Quando ela consegue abrir o portão e o grupo vai passando com o Druida na frente e comigo logo ao seu lado, eu olho para a janela onde o vulto havia aparecido presto atenção ao que ele fala de suas percepções e quando ele me pergunta tão diretamente me surpreendo e resopondo.

    - Talvez se tivéssemos vindo com um grupo menor formado por quatro ou cinco de nós seríamos menos ameaçadores, o restante poderia ter ficado no mercado e aguardado um dos animais companheiros buscá-los. Mas fica a experiência para próximas incursões deste tipo. Você disse que reconheceu três fontes fortes de magia, eu encontrei apenas uma fonte de vida neste casarão, lá encima perto da janela. Acredito que a pessoa quviemos encontrar está lá.

    E então olho para o mago que olhava mais que os outros para a minha Kate, e digo.

    - Mago, pare de babar pela Kate. - era nítido os ciúmes na voz do clérigo - E se tiver uma forma de mandar uma mensagem para a criatura viva que está próxima a janela seria muito melhor. Diga que estamos arrependidos de invadir a casa dele mas estamos aqui com os netos do senhor Ublyn e precisamos ter com ele com certa urgência sobre a pesquisa que realizavam.

    Olho para a bruxa e digo para ela.

    - Nós sacerdotes de divindades benignas tratamos com a expulsão e obliteração de mortos-vivos. É uma das nossas atribuições, expulsar estas criaturas que não deveriam estar no Plano Material. Detre nossos poderes está criar uma área segura onde estas criaturas não possam entrar por um tempo. E hoje posso criá-la então acredito que posso ajudar se este for o caso.

    Depois digo para Jack

    - Jack, não apronte nada. Você identificou o que esta coisa na sua mão pode fazer? Seria bom que nós soubéssemos para que não sejamos pegos de surpresa com algum efeito que possa nos ferir ou levar a morte.

    Depois como um sacerdote tento imbuir um pouco de inspiração e animo ao grupo.

    - Estamos juntos nessa e precisamos confiar uns nos outros para conseguirmos realizar esta odisséia ilíada! A cada momento que passa parece que entendo mais como Ublin pensava. Nossas habilidades não são únicas mas nossas personalidades sim. A minha fé inabalável, a postura pragmática Nalkyr, a força de Tab'uz, a incredulidade de Rachel, a força dos elfos em Lin. Agora com a chegada do mago e seu poder, e com o amor, digo com a esperteza de Kate temos um grupo poderoso. Aliado a tudo isso temos Kvote que nos inspira e poderá ser o algo mais para alcançarmos a vitória. E claro imortalizar nossos feitos em histórias que serão contadas aos quatro cantos de toda Faêrun.

    Faço uma pausa olhando para Kate

    - E Kate, bom trabalho no portão... e... você está linda.





    Elric Melniboné @Melvaunt, Mar da Lua Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Sword-transparent-lightning-4
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Claude Speedy em Ter Abr 23, 2019 1:20 pm

    Minhyukllin Juhonil escreveu:Eu não vou entrar aí até que o próprio Stonehard nos convide a entrar. Esse lugar deve ter umas cem armadilhas mágicas só daqui do portão até ali (...) Hey, vocês que entendem dessas coisas mágicas não conseguem ver nada?
    -Eu poderia ajudar a senhora a aprender mais sobre a Arte, Lin. Até porque os elfos são famosos mestres tanto das artes de guerra quanto dos encantamentos... E creio que é coerente que mylad faça jus à essa fama!

    Nalkyr escreveu:-Até que não esperamos muito Kvote! Pois bem pessoal, há magia por todo lugar, janelas, cortinas, portas e dentro da casa percebi três focos mágicos que merecem cautela e atenção, parecem perigosos...


    -Você também é, meu caro Nalkyr... E conto com isso para sermos bem sucedidos.
    Falava tentando motivar o meio-elfo drow.  
    -E me desculpe por qualquer coisa ontem... Senti certa frustração em sua voz, mas saiba que é pelo preconceito de homens como os que convivem com a escravidão que alguns temem o diferente e esse não é o meu caso.

    Ta´Burz escreveu:- Rrrh... Não se trata de coragem Tagarela, é mais sobre não fazermos besteira como, por exemplo, colocar a mão aonde não devíamos... - Ele olha feio para a Manopla na mão do rapaz. - Mas que seja... Quais ideias as mentes brilhantes de vocês tem para acrescentar??

    -Ei! Era o destino! Ublyn sabia o que estava fazendo e por isso também estaremos preparados! Tem de crer mais na vontade de Lorde Ao e em como o halfling previu que agiriamos.

    Elric escreveu:- Mago, pare de babar pela Kate.  E se tiver uma forma de mandar uma mensagem para a criatura viva que está próxima a janela seria muito melhor. Diga que estamos arrependidos de invadir a casa dele mas estamos aqui com os netos do senhor Ublyn e precisamos ter com ele com certa urgência sobre a pesquisa que realizavam.


    -Exatamente! Deixe eu fazer isso! Digo, deixe-me babar pela Kate. Você Galadon tem de tentar mandar um outro recado mais convincente enquanto invadimos pela porta da frente.  Tente ser mais poético nas palavras, meu caro mago, talvez fazer letras maiores! Não, não! Melhor... Faça um texto maior com letras menores, isso vai impressionar ainda mais, porque ele vai ter de tentar ler as letras miúdas...Isso, boa ideia, Elric! Com um pedido melhor extra a distração é maior! E assim podemos ter uma chance mais eficiente de entrar!


    Elric escreveu:- Talvez se tivéssemos vindo com um grupo menor formado por quatro ou cinco de nós seríamos menos ameaçadores, o restante poderia ter ficado no mercado e aguardado um dos animais companheiros buscá-los. Mas fica a experiência para próximas incursões deste tipo. Você disse que reconheceu três fontes fortes de magia, eu encontrei apenas uma fonte de vida neste casarão, lá encima perto da janela. Acredito que a pessoa que viemos encontrar está lá.

    -Talvez... Vocês fazem barulho demais. Mas agora já foi! Não temos tempo à perder!

    Elric escreveu:- Sim, sei como lidar bem contra mortos-vivos...

    Ouve em resposta do clérigo ao que comentou sobre a suspeita do Trapaceiro que um necromante não estaria despreparado sem cadáveres animados como defesa. E vê ele diretamente

    Elric escreveu:- Nós sacerdotes de divindades benignas tratamos com a expulsão e obliteração de mortos-vivos. É uma das nossas atribuições, expulsar estas criaturas que não deveriam estar no Plano Material. Detre nossos poderes está criar uma área segura onde estas criaturas não possam entrar por um tempo. E hoje posso criá-la então acredito que posso ajudar se este for o caso.

    Rachel dá mais uma daquelas rajadas matadoras de Zhentarim na porta desse mago escravista para evitar sermos pegos por alguma armadilha e nisso a Mestra Lin e Mestre Ta´burz nos protegem avançando e eu vou com eles. Clérigo prepare-se para usar seu conhecimento na Arte contra os mortos-vivos!

    Elric escreveu:- Jack, não apronte nada. Você identificou o que esta coisa na sua mão pode fazer? Seria bom que nós soubéssemos para que não sejamos pegos de surpresa com algum efeito que possa nos ferir ou levar a morte.

    -Eu contive os poderes dessa manopla por um tempo, ela não vai agir ainda. Tivemos sorte de ter sido eu o amaldiçoado por ela. Relaxe, prepare-se para enfrentar o que o necromante mandar.

    Elric escreveu:- Estamos juntos nessa e precisamos confiar uns nos outros para conseguirmos realizar esta odisséia ilíada! A cada momento que passa parece que entendo mais como Ublin pensava. Nossas habilidades não são únicas mas nossas personalidades sim. A minha fé inabalável, a postura pragmática Nalkyr, a força de Tab'uz, a incredulidade de Rachel, a força dos elfos em Lin. Agora com a chegada do mago e seu poder, e com o amor, digo com a esperteza de Kate temos um grupo poderoso. Aliado a tudo isso temos Kvote que nos inspira e poderá ser o algo mais para alcançarmos a vitória. E claro imortalizar nossos feitos em histórias que serão contadas aos quatro cantos de toda Faêrun.

    -Isso muito bem dito! Com o Amor de Kate! E pela fé de Rachel em si mesma e em nós!
    Erguia o punho da Mão Negra empolgado como complementando o discurso pronto para avançar...

    Jack percebia que o melancólico sacerdote de Tyr não respondia a questão se tinha sentido algo por lá, mas pelo menos disse que conseguia lidar bem como citava algo incompreensível sobre uma tal "Odisséia Ilíada"¹ não lembrava o suficiente sobre os demais planos materiais primários para saber o que era tais adjetivos especificamente, mas por alguma razão lembrava que alguma coisa haver com os mitos sobre Tyche¹: a máscara da Fortuna.   Tyr e Tyche eram nomes parecidos, será que teriam alguma história em comum?

    Mais uma vez ele se amaldiçoava por ter lido o bastante sobre as crenças das religiões. Afinal ele precisava saber qual era o comparativo do qual ele estava fazendo, porque provavelmente ele tinha um plano pensado. Talvez se o sacedote não fosse tão dramaticamente autoritário e eles poderiam conversar sobre o que significavam aquelas palavras "Odisséia Ilíada¹", mas Jack preferiu guardar a perguntar para o "sabe-tudo" Kvothe mais tarde. Até porque apesar de ter demonstrado gentileza e prometido protege-lo, o crente em Tyr tinha um lado ríspido militarizado que fazia o jovem lembrar das tropas de Hillsfar, até mesmo sobre o que ele ouviu falar do Zhentarim. Certas vezes sentia que o clérigo ficava deprimido, mas quando pedia para uma convicção que quase rivalizava com o otimismo sempre presente e tão perigoso que o Trapaceiro Arcano emanava pelos poros, Jack o acompanhava animado como se sentiu na batalha em que sentiu a benção dele e as notas músicais de Kvothe o inspirar.  

    Mas naquele momento as palavras sobre os companheiros se mesclavam com algo sobre uma tal "Odisséia Ilíada¹" que por alguma razão lembrava de algo que Jack leu sobre Tyche levava o Ladino a lembrar de outra frase que ele lembrava que também tinha haver com esses aspectos citados pelo clérigo e após urrar erguendo o punho exautando a tanto a Ladina quanto a Bruxa ele terminou a frase.

    -Vamos! A sorte persegue o audaz¹!
    Nota explicativa:

    Legenda: 1-Tyche, Odisséia e Ilíada são elementos da cultura grega. Apesar de Jack não ter tanto conhecimento planar quanto o clérigo para lembrar da Ilíada ou Odiséria considerei que por conta do jovem conhecer Tyche, a deusa que se dividiu em duas dando origem à Tymora e Beshaba ele arranha sobre o assunto muito superficialmente ao tentar puxar pela memória onde ouviu aquelas palavras juntas antes e no final citou uma frase constantemente repetida por Alexandre, o Grande: "a sorte persegue o audaz" . Notem que tudo isso é figurativo. A interpretação se existiu algum contato do clero de Toril com o das ilhas gregas é também dúbia e as palavras Odisséria Ilíada poderiam ter outros significados tanto para o clérigo Elric que as invocou quanto o contexto geral da trama Tymora e Beshaba estariam ligadas a ela. De fato tudo que existe nessa legenda seria uma mera metalingaguem sem importância caso Elric não conheça a Ilíada objetivamente... Só fiz essa comparação porque achei que deixaria a frase mais divertida e eu aproveitaria para comentar para quem não sabia que Lorde Ao também prendeu a deusa da Fortuna em Forgothem Realms assim como as demais divindades que eu havia comentado antes.
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por raviollius em Ter Abr 23, 2019 1:36 pm

    Galadon lança um olhar de reprovação a Nalklyr quando este imediatamente repete suas palavras. Ele está tirando sarro com a minha cara? Pelo menos a informação de que o portão externo estava livre de feitiços fora útil.

    A pequena garota - Mayhem, se sua memória não lhe falhava - aproximou-se, oferecendo uma de pulseira de luz para cada um. Concentrado em sua magia, o mago fez uma nota mental associando a pulseira à um bastão solar e ignorou o resto. Estudaria as minúncias item quando tivesse tempo para tal. Não obstante, a garota despiu-se de suas grossas roupas revelando sua idade real - e muito mais, considerando a vestimenta que deixava muito pouco à imaginação. As letras no interior da propriedade piscaram algumas vezes, mas Galadon conseguiu manter a concentração na magia - seu duro treinamento sob Davos pagando dividendos. Em alguns momentos, o portão estava aberto e o mago tomava cuidado de não estar entre os primeiros a fazer qualquer coisa na propriedade.

    Elric escreveu:- Mago, pare de babar pela Kate.

    O aprendiz suspirou, e só não virou os olhos pela necessidade de manter-se concentrado na magia. Só me faltava essa, tenho lidar com o ciúme alheio agora?

    Elric escreveu:- E se tiver uma forma de mandar uma mensagem para a criatura viva que está próxima a janela seria muito melhor. Diga que estamos arrependidos de invadir a casa dele mas estamos aqui com os netos do senhor Ublyn e precisamos ter com ele com certa urgência sobre a pesquisa que realizavam.


    Gesticulou, fazendo as letras azuis voarem até si e dançarem diante do Clérigo. Estás atrasado, clérigo. Quem quer que esteja nos observando do segundo andar ou não sabe ler ou ignorou a minha mensagem - mas sinta-se livre para gritar algo pra ele. Imagino que vai ser tão efetivo quanto. E com isso quebrou sua concentração, as letras azuis se dissolvendo sobre Elric ao abandoná-lo.

    Ouviu de alto o seu nome sendo mencionado por Jack numa conversa com o meio-orc e, apesar de entender o seu ponto de vista - crescera ouvindo histórias de invasões à mansões exatamente como essa, afinal - Galadon acreditava que deveria frisar alguns pontos para o grupo, antes que a situação saísse de controle. Se aproximou apenas o suficiente para conseguir a atenção de ambos, falando em voz alta: Antes de entrarmos, é bom lembrar: nosso objetivo é conseguir uma informação do dono da casa. Ou, na falta disso, encontrar algo que nos ajude a decifrar o diário. Já estamos invadindo; vamos tentar causar a mínima destruição possível, sim? De nada nos adianta sair daqui com os bolsos cheios e falhar a nossa missão. Mensagem dada, o mago foi até à porta para analisar a suposta magia que Nalklyr estava vendo ali enquanto Elric pregava aos demais. Ele poderia confirmar as palavras do druida usando do próprio poder arcano, mas isso seria ineficiente...

    Minutos depois, em sua opinião de especialista o meio-drow estava correto: havia alguma magia ali. Repassou a informação ao demais: De fato as portas estão sob algum efeito mágico; infelizmente, eu não consigo identificar qual. Uma magia de alarme faria sentido, assim como uma armadilha mágica menos letal, pelos mesmos motivos que citei no portão. Afastando-se da tal porta, virou-se aos demais: - Ah, e eu cubro a sua aposta, minha jovem: se eu tivesse um casarão desses eu nunca o encheria de mortos-vivos. Eles fedem. Constructos, por outro lado... Er, então, quem quer ser o primeiro?
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Norox em Ter Abr 23, 2019 3:07 pm

    Jack escreveu:-Ei! Era o destino! Ublyn sabia o que estava fazendo e por isso também estaremos preparados! Tem de crer mais na vontade de Lorde Ao e em como o halfling previu que agiriamos.

    Galadon escreveu:Antes de entrarmos, é bom lembrar: nosso objetivo é conseguir uma informação do dono da casa. Ou, na falta disso, encontrar algo que nos ajude a decifrar o diário. Já estamos invadindo; vamos tentar causar a mínima destruição possível, sim? De nada nos adianta sair daqui com os bolsos cheios e falhar a nossa missão.

    Depois que o Mago se afasta, Ta'burz se aproxima de Jack e fala baixinho, olhando para as costas de Galadon.

    - O que ele acha que nós somos? Ladrões?

    Ta'burz dá de ombros, saca seu Machado e fica preparado.

    - Que seja então... Se vocês querem tanto isso, estou pronto.

    E aguarda o grupo, pronto para entrar na frente assim que a porta estivesse obstruída.
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    Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando Empty Re: Capítulo 3: Coisas que se mexem quando não se está olhando

    Mensagem por Edu em Ter Abr 23, 2019 3:53 pm

    - Nyaahhh - acordou com o chamado de Jack e se espreguiçou - Já abriram o portão? Ou alguém saiu lá de dentro?

    Ela olhou ao redor e viu que o portão estava aberto de a maior parte do grupo já tinha entrado na casa. Foi passando os olhos tentando se situar na cena e rapidamente reparou nas roupas de Mayhem. Levantou uma sobrancelha e pensou "ousada,precisava ser bem confiante para usar algo assim". Levantou do chão e foi andando para dentro do quintal da casa.

    Ouviu Jack perdir que usasse uma das suas rajadas para arrebentar a porta e respondeu:

    - Não sei se é boa ideia. Olha esse lugar, parece fruto de uma historia para assustar crianças. Explodir a porta da casa de um mago é ótimo motivo para ele mandar todos os demônios dele para cima da gente. Precisamos da ajuda desse homem não podemos fazer ele nos odiar.

    Ela estava parada observando a casa ouvir o clérigo lhe responder sobre os mortos vivos

    - Bom para nós então, tenho uma sensação que precisaremos das suas habilidades. Espero que não tenha nenhum ressentimento de antes - Diz ela para Elric enquanto olhava para o segundo andar.

    Decide continuar andando agora avançando e passando pelo meio drow e chegando a Kate Mayhem ela para ao seu lado.

    - Bom trabalho com o portão. E suave e sutil como só uma mulher pode conseguir. Acha que consegue fazer o mesmo na porta da casa? - Ela olha para Elric e de volta para Kate se aproxima da ladina e fala no ouvido dela - e Elric precisa do seu amor.

    Sorri para a ladina e sai andando parando ao lado do mago.

    - Não seria tão rápido em excluir os mortos vivos - responde ela a subida de aposta de Galadon.
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