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    Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

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    Guardião
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Guardião em Seg Maio 19, 2014 2:23 pm

    A batalha rugia em volta do padra peregrino. Ele vê todos os que estão em situação semelhante a dele reagir de alguma forma, ou ficarem inertes em suas posições. O ambiete está tomado das contantes risadas e deboches infernais daquelas criaturas, sons que lembravam Adso uma noite obscura, ocorrida há tempos atrás, quando conspurcaram sua inocência.

    Ali, naquele pesadelo infernal na qual Adso se via jogado, ele se sente cada vez mais abandonado. Sua fé por Tehlu parece ter sumido de seu coração, seu corpo passa a obedecer instintos totalmente fora do seu controle racional. Em sua febril fuga, acaba cercado por um novo grupo de demônios, que passam a castigar seu corpo com ataques.

    Até que Adso escuta a voz sibilante de uma das criaturas insinuando que era inútil fugir. A voz parecia próxima ao seu ouvido, soando semelhante a voz do primeiro garoto que o violou naquela noite sombria no mosteiro. Fugir.. Fugir... Eu preciso sair daqui... Não há nada... Há somente vazio, falta de sentido e um mal supremo por todos os lados... Tehlu não está aqui, pensa o padre tremendo em uma profusa confusão de pensamentos.

    Tomado novamente pelo desejo irracional de se afastar daquelas criaturas, Adso abre caminho entre os demônios de maneira completamente inconsequente, dando oportunidade para os monstros novamente atacá-lo por estar com suas defesas abaixadas. Seu corpo e mente caminham somente para fugir, tomado de maneira incontrolável pelo sentimento de insanidade que o havia tomado desde as risadas dos seres monstruosos.

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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por isaac-sky em Qua Maio 21, 2014 6:21 pm

    "Droga, droga, droga, droga..." praguejo diante da atenção que acabei causando para mim. Não adiantava mais esconder quem ou o que eu era: isso aqui era vida ou morte.

    Recuo e ergo as mãos novamente para o demônio em que usei o nome do vento.

    - Vou te mostrar o nome do inferno, seu chifrudo maldito!

    Sussurro dois nomes que significam a mesma coisa, e a magia é lançada contra o demônio.

    Spoiler:

    Usei Míssil Mágico, que ao 3o lvl me garantem dois mísseis.

    Rolagens (roladas no topico dos dadinhos):
    1d4+1 = 2 + 1 =3
    1d4+1 = 4 + 1 = 5


    Portuga
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Portuga em Qui Maio 22, 2014 12:57 am



    Algo estava estranho, sua visão estava embaçada e seus sentidos mais ébrios que outrora, o gargalhar ainda era ouvido, o zunido ecoava em sua cabeça. mesmo com as velas apagadas, dentro da escuridão da mente, a suspeita continuava, outrora via uma coisa, outrora outra e agora nada via! Apenas escuridão sentia!

    Não é nada - deve ser tudo coisa da minha cabeça, pensa!
    Merda o que está havendo! Que dor de cabeça!
    É alguma coisa - Não pode ser tudo coisa da minha cabeça!
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Charles Darren em Qui Maio 22, 2014 3:16 pm

    Percebi que ficar parado não resolvia nada então resolvi atacar a criatura mais próxima de min , talvez se fosse rápido o suficiente poderia salvar alguém mesmo que não conhece-se ou nunca tive-se falado.
    Segurei firme a minha espada em mãos novamente é dei uma investida numa das criaturas com minha espada.
    Conbate:

    *Ataque com Espada Larga.
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Srta. Moon em Sex Maio 23, 2014 12:52 pm

    Finalmente aconteceu o que ela mais temia o demônio avançava contra ela, até ficar a sua frente zombando de seu ataque, por um momento ela pensou em fugir. Vendo que não estava sozinha Artemisia ela continuaria na luta, sem muito que fazer e vendo que já estava ficando numa situação um tanto quanto complicada perto dos demais, ela guardava sua besta e novamente pegava de sua bolsa de componentes três pequenos frascos com areias coloridas quando as uniu em sua mão, novamente entoava suas rimas e versos antigos para conjurar mais outra magia, sem se importar com o que a maioria dos ali presentes, fossem falar mais tarde ou pedir alguma explicação.

    De sua mão direita ela concentrava sua magia na forma de um leque multicolorido quando completou a magia lançava a mesma em forma de cone contra os três demônios a sua frente na esperança de conseguir sair de perto das criaturas para continuar com seus ataques a distancia.

    Spoiler:

    Pericia: Concentração + 13
    Magia Leque Cromático
    Teste vontade criatura CD 15
    *Conjurar a magia na linha reta ali para ver se acerta tanto a criatura que ta me atacando quanto os outros dois monstros ali com o Charles e Noris.
    anderson
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por anderson em Sex Maio 23, 2014 2:52 pm

    Toda aquela situação. Toda aquela risadaria importunava a todos, mas o que parecia mais afetado era mesmo o padre peregrino. Já havia fugido das criaturas numa oportunidade e agora fazia uma segunda vez. Dessa vez sem se importar com o que aconteceria. As criaturas concentram ataques nas penas para que o padre não pudesse mais fugir. Um, dois, quatro golpes acertam as pernas do clérigo Tehliniano ao ponto em que ele desistira de correr e até mesmo da própria vida. Sua mente fraca desperta e ele duvida de Tehlu. "Ele não está aqui!" Diz uma voz em seu interior. Seus joelhos fraquejam e sua mente desafinava. Tudo estava perdido! Ele cai sobre os joelhos enquanto as criaturas se jogavam no chão rindo com as mãos juntas sobre o peito. Rolavam no solo de um lado a outro chorando de rir da desgraça que se abatia a todos.

    Enquanto o ébrio manuseador da corrente começa a recuperar a visão ele assiste, impassível a espada que vem ao seu encontro. Num golpe preciso, o jovem matador de demônios trespassa o corpo de Noris. A espada entra ainda até a metade. Uma espada larga, grande e cheia de sangue. Seu sangue se mistura ao do demônio já abatido. Uma lástima, pensa o homem que recupera a lucidez no momento da morte. Seu corpo cai inerte sobre uma imensa poça de sangue. Era triste ter aparecido naquele lugar de morte. Os demônios próximos se jogam no chão rindo e rindo de mais esta desgraça. Todos param um momento para ver o que ocorrera com melhor claridade. Vendo a oportunidade Charles e Nahir acertam golpes no inimigo. Charles é mais efetivo arrancando a asa direita e um pedaço do lado do monstro, enquanto Nahir fura o seu adversário com a lança.

    Nahir ainda usa mais uma de suas potencialidades mágicas. Dardos de luz saem de seus dedos acertando o peito do demônio que, chamuscado não se move mais no chão com seu sorriso zombador. Arthemisia, por sua vez faz gestos rituais e se utiliza de uma espécie de dança aliada a uns componentes coloridos que fazem um padrão hipnótico. Os três inimigos à sua frente parecem ter ficado observando aquele show à parte.

    Neste ponto um dos demônios pega a cabeça de Adso e a vira com brutalidade em direção aos humanos presentes. - Você tem que ver isso, padre.- Novamente a voz ecoa na cabeça de Adso. A voz era malévola e sibilada. Era cochichada, mas para ele era alta o suficiente.

    O jovem arqueiro chorava ainda sua infelicidade. Ele abaixara para recuperar seu membro perdido e o segurava como quem segura um recém nascido com uma só mão. Era uma cena de cortar o coração. Mas que não durou muito. Sem que este se desse conta, um demônio aparece e enfia a mão no seu peito. Trás com a mão o coração ainda pulsante do jovem sem nome. Depois de comê-lo, solta seu hálito sobre os seus restos que são corroídos por uma nuvem arroxeada. Noris que estava deitado esperando a morte ainda pode ver o exato momento que a vida deixou os olhos do garoto. Era apenas uma criança e agora não mais existia.

    A isto sucedeu também uma investida poderosa de um dos demônios em direção a Charles. Confuso, como estava quase não viu chegar o inimigo que abriu um buraco na armadura e em seu estômago. Sangue e pedaços dos órgãos do rapaz voam e fazem a moça deixar escapar um pequeno grito. Não havia mais esperança. Outro demônio voa em direção ao feiticeiro, mas não o mata. Ele cai em cima de Nahir segurando suas mãos, fazendo seu rabo roçar em sua face e boca. Havia ainda uma intenção que ser cumprida. Nefasta certamente era.

    O demônio segurava os cabelos de Adso para que ele não perdesse um momento daquele show de horrores. Então o grupo que outrora estivera paralisado pega a moça pelos braços, rasga suas roupas e a arrasta para perto de Nahir, que também tem suas roupas rasgadas. Já passava na cabeça dos humanos quão nefasta seria a próxima fase de suas ações e eles começam a arranhar seus ventres fazendo desenhos rituais em seus corpos. Numa ação desesperada a boca de Nahir começa a sangrar e este tem seu corpo pendido entre os dois demônios que os seguravam. O feiticeiro mordera com violência a própria língua para não dar o gosto da completude do ritual para os inimigos, findando assim a sua vida.

    Risadas e mais risadas de escárnio se seguem a isso e os demônios começam a dividir o corpo do jovem. Esquartejaram-no, abriram sua barriga e repartiram entre si seus órgãos que, cada um comeu em frente ao clérigo e a moça. Depois fizeram coisas obscenas com seus restos e por fim urinaram na pilha do que um dia fora Nahir.

    O clérigo já não tinha mais forças quando percebe que as criaturas intencionavam concluir o tal ritual com ele no lugar do feiticeiro, filho do trovão. Eles tocam seu corpo e começam a rasgar suas vestes quando uma luz brilha atrás de si. Ele não consegue ver, mas a moça que tinha ampla visão percebe um cavaleiro brilhante, de armadura azul reluzente e uma arma radiante na sua mão direita. Era um martelo. O primeiro golpe fez o demônio que segurava Adso desaparecer e a terra tremer. O clérigo pendeu sem forças no chão. Não havia sido atingido que o comprometesse, mas não tinha forças para se erguer.

    Arthemisia assiste à luta incrédula. Mas um atrás do outro caíam os inimigos. Depois de um clarão vindo do cavaleiro que os cega por um tempo, os dois se percebem dentro de uma espécie de caverna e não havia mais só aqueles demônios de antes. Havia uma hora, incontável e o cavaleiro com seu martelo continuava a abatê-los um após o outro. Eles começaram a correr e fugir e, implacável, o cavaleiro os destruía. Seu martelo tinha um trovão que se manifestava a cada golpe. A terra tremia e uma luz brilhava cada vez que acertava um demônio.

    Os corpos dos humanos mortos estavam ali. Noris também via como num sonho todo o desenrolar. Não entendia porque não havia morrido ainda. Devido a gravidade de seus ferimentos já devia ter ido para o outro mundo.

    No fim muitos demônios fogem. Não há corpos para contar história, apenas dos humanos. O cavaleiro vem em direção deles. Levanta Noris com apenas uma mão. Então fala em direção a ele: - Você aceita seguir o meu caminho? Vai ter muita dor, mas, no fim, minha misericórdia te salvará no dia final.- Como quem esperasse uma resposta, aguardou e depois de um tempo lançou seu martelo na cabeça de Noris. Uma sombra translúcida sai do corpo do mestre da corrente e queima ao lado de fora. Ele passa a mão sobre Nahir e Charles e estes voltam a ser inteiros. Depois repete o rito com os dois ainda desacordados. Ao chegar na jovem Arthemisia ele põe sua capa sobre ela, lhe cobrindo o corpo. Seu toque a acalmara e suas mãos pareciam seda pura. - Você está bem, minha bela jovem?- Não era bem uma pergunta e ele não esperou a resposta.

    Passando por Adso ele diz: - Levanta, toma esses que te confiei e tenta de novo! O inferno está cheio de almas que precisam de auxílio e não será a tua incredulidade que os salvará. Escuta bem, pois teu martelo é o meu! Eles voltarão e tu os libertarás. Virão tempos difíceis, filho- Então uma martelada o acerta entre os olhos.

    Adso acorda como de um pesadelo numa cama e todo suado. Suas mãos estavam frias como a morte e um arrepio lhe corria a espinha. Ele se lembra detalhadamente do sonho todo e o repassa outras vezes. Seu primeiro ato é escrever todo o ocorrido. Depois ele repassa as informações teológicas que estavam contidas naquele sonho e começa a fazer relações com as revelações de até então. Nenhum clérigo, em nenhuma ordem atual recebera uma revelação de Tehlu.
    anderson
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por anderson em Sex Maio 23, 2014 4:45 pm

    Era manhã na vila de Shantagnahr, uma vila a Oeste de Ilian. Vila de mercadores com um porto invejável. Ficava próxima do Ademre e isto lhes trazia muitas oportunidades de negócios. Era uma vila bastante rica, quase tão boa quanto outras cidades em Ilian.

    Charles Darren


    Este motivo atrai várias pessoas à Shantagnahr, uma delas, o guerreiro Charles Darren, foi levado até lá fazendo a segurança de uma caravana que veio de Oberon ao Sul. Fora uma caminhada longa e demorada. Quatro meses se passaram e muitos salteadores foram mortos, alguns foram até presos e o jovem rapaz conquistou a simpatia do xerife de Shantagnahr, ao entregá-los antes mesmo de ser pago. Recebeu cinco Iotas como recompensa somado ao Talento de prata que havia combinado com chefe da comitiva. Não havia caravanas que voltassem a Oberon, muito menos para Tarbean de onde havia vindo em primeiro lugar, então resolvera ficar na vila, enquanto algo não acontecesse. Declinara o pedido para integrar a milícia local, mas caso não encontrasse outra função rápido poderia voltar a pensar no assunto. Tinha dinheiro que daria para viver bem por um ano e já fazia duas semanas que estava na estalagem O Canto da Sereia, na zona nobre da vila. À noite passada tivera um sonho estranho, mas não dera muita atenção a ele até que ao se levantar para se vestir encontrara na barriga um tipo de cicatriz. Um relevo que remetia a um corte do umbigo até quase o início do esterno. Mas fazia tempo que não lutava e, a não ser o sonho, não tinha nenhuma lembrança de fato que o ajudasse.

    Nahir


    Nahir passara algum tempo navegando procurando as respostas que tanto ansiava. Nahir estava há algum tempo com raiva de tudo e de todos. Sua última grande ligação no mundo fora ceifada e nada mais fazia sentido. Nada mesmo. Havia aportado em Shantagnahr há algum tempo e um dos marinheiros da tripulação de seu tio lhe conseguira abrigo. Estava na parte nobre da cidade. Era um alto funcionário que assumira o comando quando seu tio morrera. Tinha uma casa grande, uma bela esposa, seis filhos, espaço de sobra. Prometera abrigo ao rapaz enquanto ele precisasse e ele aceitara porque não sabia mais o que fazer. Tudo era náusea, até que à noite passada se viu cercado por demônios, lutou bravamente e sucumbiu a hora que não podia mais lutar. Tudo debaixo de seus termos. Estranhamente ficou consciente para ver seu corpo ser mutilado e todas as profanações que lhe fizeram os demônios. Então a salvação por um cavaleiro brilhante e um diálogo com ele. Por seu corpo haviam várias cicatrizes em relevo. Como se tudo aquilo houvesse sido mais que um sonho, mas Nahir não acreditava nisto. Nahir era dono de seu destino...

    Noris Cordun


    Noris já era cliente do "Tapinha n'aquilo lá" um conhecido bordel da periferia de Shantagnahr. Ele acordara de sobressalto numa cama rústica coberta com palha e um lençol meio limpo. Estava todo coberto com outro lençol meio limpo branco e assustara Divina. Sua companhia do dia. Todas as noites cercava a proprietária, Lucy. Que sempre conseguia um jeito de escapar. Para não ficar sem companhia ele encontrava outra das "donzelas" e as levava para o quarto 13. Tinha um quarto numa boa estalagem no centro, mas como passava a maior parte do tempo ali, tinha um quarto, quase, só dele. Depois de descoberta a moça, pode ver mais claramente o que fizera até ali. Levava uma vida devassa entre bebedeiras e putas e, para ele, isto era motivo de orgulho. Estava vivendo seu sonho. A moça, uma negra de seios bonitos estava nua, assim como ele ao seu lado da cama. Tinha os cabelos duros agora, mas na noite anterior eram cacheados e bonitos, com um batom rosa e um vestidinho transparente.

    A moça fica assustada com o sobressalto do rapaz, depois fica encarando o lado esquerdo do quadril de Cordun. Ele pensa que ela estava impressionada com a ereção matinal, mas não. Havia uma cicatriz em relevo naquela área, e nem ela, nem o jovem se lembravam de como fora feita, a não ser que sonhos pudessem fazê-lo. Noris se recorda vagamente de ter lutado ao lado de outras pessoas contra uns demônios... Não fazia sentido...

    Divina:

    Artemisia Gentilieschi


    Cansada da vida dupla que levava, a herdeira da família Gentilieschi, reuniu forças e disse a seu pai o que realmente queria. Apoiada em seu tio, Artemisia mostrou o panfleto da universidade de magia e depois de muita discussão, conseguiu convencer seu pai a deixá-la estudar. Por fim seu pai percebe o grande negócio que faria se tivesse um filho formado pela universidade, em Imre. O fato deste filho ser uma filha era só um detalhe. Com essa pressão Artemísia fez uma péssima entrevista. Ficara nervosa e quando viu sua matrícula custar mais que o planejado vociferou contra os professores e mostrou suas habilidades, invocando o nome do fogo. A magia saiu de controle incendiando todo o lugar. As barbas de Hemme ficaram chamuscadas e a moça fora expulsa antes mesmo de entrar. Ela se lembra das histórias de seu tio sobre as aventuras que tivera para desenvolver os seus poderes mágicos. As bibliotecas que visitara e tudo o mais e com o dinheiro que tinha a moça resolve partir numa jornada de conhecimento.

    Fora uma viagem e tanto até as bibliotecas de Atur. Passara algum tempo lá, enquanto dava aulas de geometria aos filhos dos nobres e ganhava um bom dinheiro. Depois ouviu falar de um eremita que vivia numa torre além do Ademre e pegou uma embarcação para lá. E foi assim que Artemisia, de intelecto afiado, chegara a Shantagnahr.

    O velho Amadeu foi difícil de dobrar, mas Artemisia não tinha bem para onde ir depois de ter feito toda a viagem até ali. Então o velho a aceitar em troca de serviços escravos. Era mesmo assim que a moça se sentia. Todo o trabalho braçal ficava para ela, em troca ele falava para ela sobre TUDO. O bestiário de Amadeu era o mais completo que ela já vira na vida. Havia imagens e informações que ela sequer sabia que existiam. Artemisia era certamente a única pessoa nos quatro cantos que já havia visto um hipogrifo. Mesmo. Depois de um dia falando sobre as magias de invocar o velho Amadeu realmente invocou uma besta mágica saída de um sonho. Era um trabalho duro, porém honesto e recompensador.

    A noite anterior fora uma grande incógnita para a jovem. Estava cercada por criaturas demoníacas, pessoas que não conhecia e, ainda por cima, um cavaleiro brilhante a salvara de um ritual. Acorda desse sonho arfante e, convencida que era apenas um sonho, recomeça seus afazeres.  Levanta-se e recolhe seus lençóis da cama improvisada na sala. Apenas Amadeu tinha quarto, por isso dormia de roupas. Ela lava o rosto e começa a cozinhar batatas doce, ferver o leite, recolher o pão deixado em sua porta gentilmente por Oscar com manteiga para o dia. Amadeu nunca tivera essa gentileza e desconfiava da relação da moça com o homem já velho e casado, mas nunca falara nada. Quando ele se aproxima da cozinha, o livro pesado cai no chão.

    - O que é isso??? - Pergunta com as mãos na boca.
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por isaac-sky em Sex Maio 23, 2014 5:17 pm

    "Humpf, agora dei pra me acertar enquanto durmo?" digo, de frente para o espelho, diante das novas cicatrizes.

    Coloco uma muda de roupa limpa e saio do quarto em que estou hospedado. Desço as escadas e vou até a mesa, para o café da manhã.

    - Bom dia, pessoal - digo e me sento, ainda me sentindo avoado pensando no sonho que tive.

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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Guardião em Sab Maio 24, 2014 12:05 pm

    Adso levanta de seu catre sem ao menos pensar onde está no momento. Tenho que escrever... Devo registrar cada detalhe para poder avaliar com calma depois..., pensa febrilmente o padre enquanto acende um candelabro, retira de seus pertences um tinteiro e um pergaminho e começa a registrar seu sonho.

    Após uma hora, o peregrino termina seu relato. A materialidade da palavra escrita gravada no couro animal permitem Adso finalmente refletir sobre tudo aquilo que vira, sentira e ouvira. Na dureza dos caracteres maquinalmente produzidos pela sua treinada mão, Adso começa a revisar seu sonho pata ternar dar um sentido àquela forte experiência onírica.

    Ainda sente frio e seu corpo treme, o que não o permite o clérigo avaliar seu texto e suas memórias da forma exegética como fora treinado em sua educação religiosa. Além disso, Adso não era um grande erudito, fora treinado em um mosteiro, não em um seminário. Para interpretar aquela profusão de imagens reveladas em sonho, Adso deveria se valer de sua é e de sua intuição.

    Em um caminho interpretativo que o padre percebia ser estreito, o sonho possuía um sentido alegórico com sua própria vida, dando a experiência aspectos de pesadelo.

    O som das risadas demoníacas, os sibilares provocativos e os atos libidinosos das criaturas com o jovem esquartejado evocavam no clérigo a lembrança da noite em que fora violado pelos seus colegas de mosteiro. O padre reviveu nas imagens do pesadelo a sensação de inércia e o desejo de fugir que sentira na infância quando o seguravam na cama e o forçavam a fazer coisas horrorosas. Naquele inferno, Adso reviveu o sentimento de ausência de seu amado deus, o sentimento de vazio que fez posteriormente a fé do padre vacilar em muitos momentos.

    Mas, para além do sentido alegórico, relacionado diretamente aos acontecimentos passados de Adso, havia naquela sonho um sentido mais subliminar, simbólico e teológico, que o padre ia percebendo a medida que relia e relia seu relato e comparava com suas memórias e sensações.

    Havia outros como ele naquele sonho. Pessoas que pareciam muito reais, jamais vistas pelo padre. Esse era o primeiro indício de que aquela experiência não fora somente fruto de um ficção de sua mente para expressar de forma onírica suas frustrações e medos. Havia algo de real ali, algo que passava a experiência individual de Adso para ser compartilhado com outras almas perdidas e confusas.

    E aqueles jovens resistiam. Adso tentara, de todas as formas, ajudá-los, mas tudo que conseguiu fora correr. Era sua fé vacilando. Não havia outro sentido no fato de o demônio fazer questão do padre participar com os olhos do esquartejamento do  jovem: o inferno era a provação da fé de Adso e a demonstração de sua falha como portador da vontade Tehlu.

    Quando sentira a total ausência de deus, o cavaleiro de armadura azul brilhante adentrou naquele cenário de maldade e desesperança. O martelo brilhante, punidor dos maus e redentor dos arrependidos, trouxe esperança naquela desolação infernal. Era a prova de que Tehlu, em sua compaixão e misericórdia, havia ali se materializado para salvar aquelas pobres almas.

    Adso viu o cavaleiro rechaçar os demônios e trazer de volta à vida todos aqueles que haviam sido mortos. Mais importante ainda era o convite de Tehlu ao arrependimento e o Batismo do Martelo executado em todos. As palavras finais do cavaleiro brilhante a Adso ainda ecoavam em sua mente. Aqueles jovens que parecerem no sonho eram agora sua responsabilidade. Era seu dever sagrado guiá-los nas adversidades futuras que Tehlu profetizou.

    O sonho assim não era uma simples alegoria. Ao perceber isso, Adso sorri com seu rosto iluminado de felicidade enquanto molha a pena em seu tinteiro e escreve o título de seu relato: "A Revelação".

    Há tempos que não se ouvia falar de uma revelação entre os sacerdotes tehlinianos. O corrompimento da Igreja era alarmante e  possivelmente os superiores de Adso leriam seu relato como um texto herético. O melhor é manter segredo sobre os significados da Revelação. Tenho uma missão dada diretamente por Ele a mim. Tehlu, meu martelo é teu, e em teu nome auxiliarei aqueles que padecem de sofrimento pois tu, que encarnou como homem, sabe que nossa existência é penosa e necessita de compaixão, pensa Adso enquanto começa a enrolar o pergaminho para guardá-lo em um local seguro.

    A martelada de Tehlu em Adso fora uma purgação. Seu amor e confiança ao deus não mais vacilariam.

    O padre sabia agora que suas errâncias com peregrino haviam acabado. Ele agora possuía um propósito: deveria encontrar aqueles jovens e guiá-los com sua fé renovada e seu martelo sagrado a Tehlu.
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Portuga em Sab Maio 24, 2014 4:52 pm

    Noris acordará, a moça ficara assustada com o sobressalto e arregalava seus olhos para seu poderoso membro, fazendo Noris, rasgar seu rosto com um belo sorriso e ar de masculinidade. Mas logo perceberá que algo estava errado...algo havia marcado seu corpo, uma marca que não estava ali na noite anterior...

    Um pouco ébrio ainda, confuso pelas poucas lembranças da noite anterior e seu sonho, ambos se misturavam e era difícil saber até que parte de suas lembranças eram sonho ou não, perguntas sem respostas ficam no ar: Sua nova cicatriz? Como teria chegado ao quarto? E como Divina estava com ele.

    Noris gostava daquela vida, não apenas pelos prazeres, aquilo era o bônus, mas sim por ser livre, livre da sociedade, livre de sua família, livre dos preceitos egoístas e mesquinhos do mundo...bem dos dos outros é verdade, enfim, apesar disso, Noris não era burro, sabia que aquela marca representava alguma coisa, algo ruim, era o seu sentimento...

    Por hora, analisa o que poderia ser feito naquele momento, então como o bom cafajeste que era, sem perder a compostura, acaricia sua bela companhia enquanto a questiona...

    - Como viemos parar aqui, minha linda, minha cabeça ainda sente os efeitos da noite anterior, relembre me, por favor....hum como você é gostosa...
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Srta. Moon em Dom Maio 25, 2014 6:05 pm

    Oscar sempre foi uma pessoa gentil com Artemisia e como forma de pagamento naquela manhã a jovem após receber os pães do velho Oscar, ela pediu que ele esperasse um pouco para lhe presentear com uma pequena caixinha de fumo do velho Amadeu afinal ele tinha um bom estoque do mesmo guardado.

    Quando entregou uma pequena caixa contendo um pouco de fumo ela ainda escutou o barulho de algo cair ao chão – O q
    ue é isso? Artemisia nem o respondeu quando viu Amadeu percebia o mesmo pasmo com as mãos na boca certamente aquele velho teria um ataque ali, ela pessoalmente não sabia o quanto ele amava seu fumo. Amadeu esperou Oscar sair para dar um sermão à jovem que já estava no limite da paciência com o trabalho, terminou de por a mesa para o café e saiu, já havia comido algo mais cedo saia para comprar algumas especiarias no mercado.

    Caminhando pelas ruas ela já estava pensando em mudar de Vila já tinha aprendido muito com o Velho Amadeu, fora a magia que aprendeu o seu ganho foi ter conhecimento sobre a existência de inúmeras criaturas graças aquele velho a única coisa que estava a incomodá-la, era o fato de trabalhar como uma escrava, bom por um lado saia no lucro em apenas cozinhar e cuidar dos afazeres da casa poderia ser pior. Seu outro pensamento naquele momento foi o sonho estranho que teve com pessoas que até então ela nem conhecia, pois aquele sonho parecia real quando chegasse em casa tentaria fazer um esboço no papel das criaturas e pessoas que ela tinha sonhado.

    Pensando em esboços no meio do mercado já com as compras feita ela teve a idéia de seguir até a Igreja local para ganhar uma grana extra, veria se aqueles fanáticos religiosos não estavam com vontade de gastar o dinheiro ganho em dízimos com algumas pinturas religiosas afinal fazia tempos que ela não exercia sua profissão. Teria ela que conseguir dinheiro, pois suas viagens já haviam esgotado tudo que ela tinha, mas Artemisia não se arrependerá de nada tinha aprendido muito em suas viagens só sua condição atual não estava lhe agradando muito. E mais tarde quem sabe transcrever algumas magias para seu Grimório completando mais seu conhecimento arcano, pelo visto seu dia já estava completamente planejado.

    Sendo assim ela seguiu para a Igreja da vila quando chegou à porta ajeitava seu cesto de compras procurava algum padre ou até mesmo o responsável pelo lugar andaria ali inquieta, se demorasse muito talvez ela mesma puxasse um religioso pelo braço para atendê-la e sem perder tempo tentaria oferecer seus serviços como pintora para fazer alguma pintura Religiosa por algumas peças de ouro ou prata.
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Charles Darren em Qua Maio 28, 2014 1:26 pm

    Aquele sonho realmente foi estranho...
    O que mais me assustava era acordar de um sonho e encontrar uma cicatriz em meu corpo. Refleti um pouco mais sobre esse sonho em quanto terminava de me vestir e de me equipar com minhas armas é minha armadura de fato uma armadura considerava a alma de um guerreiro.
    As coisas andavam meio paradas na minha vida. Tinha conquistado algumas pessoas, ganhei dinheiro, terminei um trabalho. Mais nada disso importava mais, fiquei ansioso pesando em algo novo para fazer, entrar para a milícia não era meu forte.
    Sai da estalagem para andar pela vila e pensar, talvez arrumar um novo trabalho, sim isso sim não queria ficar parado e sossegado.
    Andaria pela vila mais um pouco até enjoar daquilo e ir até uma taberna.
    Entraria na taberna de cabeça baixa e ainda pesando no sonho que tive, sentaria em um banco colado ao balcão é pediria ao balconista um copo de leite, sim um ''copo de leite'' , não me importaria se algum bebado ou algum cara metido rissem de min, apenas começaria a beber meu copo de leite e pensar.
    -Poderia me dar um copo de leite ? -
    Aproveitaria tal momento também para perguntar ao balconista se ele saberia de algum trabalho para min.
    - Por acaso Sr balconista saberia de algum trabalho qual eu possa realizar ?
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por anderson em Qua Maio 28, 2014 8:18 pm

    O dia se arrastava em Shantagnahr. Chegaram cerca de quarenta pessoas pelo porto em duas embarcações. Uma delas carregada de fumo, ervas e grãos em geral, a outra com destilados, fermento e hortelã. Chegara ainda por volta de vinte estrangeiros em três caravanas e uma trupe dos ciganos Ruh.


    Charles Darren


    Charles estava mais perdido do que quando chegara. Nalgum momento o dinheiro ia acabar e, se não fosse o dinheiro seria ele. Não suportava ficar parado num lugar sem nada para fazer. O sol ainda não estava a pino, era por volta do oitavo sino. Ouviu quando se vestia o som que o badalo fazia. Pouco observava na rua. Um homem vomitava na entrada de uma casa à sua esquerda. Uma mulher batia com um cabo de vassoura noutro mais a frente. Nada fora do comum. Sua confusão era tamanha que saiu de sua própria estalagem, a qual já havia pago pelo desjejum farto que estava incluído em seu pacote e fora caminhando perdido em pensamentos até uma taverna há cinquenta braças de sua estalagem. Entrara como por instinto e pedira leite. Sua introspecção não permitia conhecer qualquer que fosse a reação à sua volta. Ainda pensativo fala com Valter, o balconista. Ele limpava as canecas com um pano surrado e um pouco sujo. Nada que Charles já não vira noutros lugares. Não se intimida e bebe o leite quente que o homem lhe serve. Depois pergunta-o sobre trabalho. O homem se senta num banco alto atrás do balcão.

    - Se quer um trabalho em que tenha que bater em pessoas, pode procurar o velho Bill, no porto. Ele deve ter alguma coisa lá para um cara forte como você. Carregar umas mercadorias e tal. Soube que chegaram uns mercadores aí, o Bill deve contratar. Mas se quer algo em que use a sua espada o Xerife é quem sabe.

    O hálito do homem era puro chorume. Havia um ar de álcool bem ao fundo, mas, de novo, não era nada que Charles não tivesse experienciado em sua vida. Nem todos tinham dinheiro para hortelã...

    Noris Cordun

    Noris acordara ao lado de Divina e muitas dúvidas rodeavam aquele quarto. Como chegara ali?  Ele escolhera aquela moça? Que cicatriz era aquela? Que lugar era aquele? A verdade é que o mestre das correntes estava lúcido pela primeira vez em muito tempo. Sua mente estava confusa, mas afiada. Consegue fazer várias suposições enquanto se aproxima da moça. Sua última memória de ontem era a negativa delicada de Lucy. Ela havia dito que precisava falar com um cliente, mas ele a vira entrar numa sala com Claudius um careca nojento que Noris achava que era uma espécie de cafetão dela, ou amante, ou qualquer coisa assim. Assim ele começara a beber muito e não recorda mais. Não sabe como escolhera Divina, apesar de saber o porquê. A melhor resposta que tinha para a cicatriz era que havia sido ferido num sonho, como se isso fosse plausível. Por último, sabe que aquele não era o quarto 13 do Tapa N'aquilo lá, não era o seu quarto pessoal no Canto da Sereia e a verdade é que estava perdido. Levado pelo costume ele começa a tocar a moça, mas sua libido não atingira o êxtase conhecido. Enquanto passava a mão pelo corpo da moça, esta se afasta e ele não compreende, sua reação e a dela. A moça deixa o lençol cair e vai até a mesa pegar um vestido que ela coloca devagar, bem devagar.

    - Nós viemos para cá porque você foi expulso do tapa, não lembra? Eu sei que sou gostosa, por isso mesmo eu cobro por hora. Se você pagar eu derrubo esse vestido de novo e nem ligo para o que quer que seja isso aí. - Diz apontando para a cicatriz. Uma das alças do vestido caídas até o antebraço e outra pendurada entre dois dedos da mão esquerda. - Mas sem grana, sem sexo!


    Artemisia Gentilieschi

    Preocupada com a rabugisse do velho, a moça nem lhe dá tempo de nada falar. Vai à rua fazer compras necessárias à casa. Queria fazer alguma comida diferente e não tinha ingredientes em casa. O melhor que podia fazer era uma sopa de coelho, mas com os ingredientes certos poderia fazer um guisado do leporídeo com batatas. Leporídeo pensa consigo mesma. Nunca aprenderia tal nomenclatura na casa de seu pai. A jovem arcana segue até os subúrbios onde havia uma feirinha e parecia que a feira estava para ser abastecida. Uma menininha de nove anos fala para ela que seria melhor voltar em duas ou três horas quando os homens já teriam carregado os condimentos para a feira e ela poderia comprar o que quisesse mais barato do que agora. Rutinha já era conhecida de Artemisia, era uma garotinha esperta que ajudava os pais na vendinha. Era a mais velha de seis irmãos e, por isso, tinha um ar muito maduro, mas no fundo era apenas uma criança. Artemisia sempre contava histórias de longe de Shantagnahr para a mocinha e brincava de várias coisas como o jogo da pedra.

    O sino toca oito vezes, a celebração das sete havia acabado e a moça sabia que era a melhor hora para falar com o padre Francisco. Então a moça segue o caminho para a igreja. Olha em seu caminho as coisas do dia a dia de Shantagnahr. Havia uma mulher dando com o cabo de uma vassoura no lombo de um homem. Ela pode ouvir: "- Com aquela vagabunda denovo? Perdeu dinheiro no beco...." A jovem se lembra de uma vez em que vira cena semelhante em sua terra natal. A verdade é que tinha saudades de lá. Cruza com pessoas na rua, uma mulher e suas crianças, um guerreiro de armadura, um homem vomitando à direita... Coisas de qualquer lugar.

    Ao chegar na igreja, Artemisia faz o sinal ritual da roda, começando na testa depois o ombro esquerdo, aí abaixo do peito, ombro direito e testa novamente. O sinal que lembrava a roda em que Tehlu fora queimado com o demônio Encanis. A igreja era de longe a maior construção da vila. Não chegava a impressionar como a catedral em Imre ou outras que a moça já vira, mas era maior e mais suntuosa que outras que já havia visto e de longe nesta cidade. Vira o padre na Nave falando com um casal. Entrou pela esquerda e saiu num corredor de uns quatro metros de lado que seguia por uns vinte metros, mas entrara numa por uma passagem a direita que dava para a Nave. Depois parou e esperou que o Padre terminasse a conversa. Às suas costas passou um homem com vestes sacerdotais e sentira que ele o observava. Por fim o homem saiu e ela o olhara quando saíra. Havia uma sensação que não conseguia descrever, mas sentia que aquele homem era conhecido.

    O casal falava com o Padre sobre um casamento, conseguiu escutar a moça. Quando concluíram o padre abre os braços e diz sorridente: "- Minha florzinha! Como estais vós? Que Tehlu sempre lhe proteja! O que lhe trás aqui?"- O padre se aproxima com os braços abertos e a abraça. Depois faz o sinal circular em sua testa, dando-lhe a benção e então concluí segurando-a pelos ombros. A moça já o conhecia da igreja em sua cidade. O padre a vira bem pequenininha. Era já um senhor de quase cinquenta anos e tinha muito afeto por ela. Os dois já haviam se encontrado antes em Shantagnahr.


    Adso de Melk


    Depois de escrever o sonho rico em detalhes, o padre começa a meditá-lo. Percebe que alguns fatos ocorridos são mais que o próprios fatos. São sinais de coisas que já aconteceram, estão acontecendo ou podem acontecer. Ele interpreta os sibilos e toda a tentativa de hecatombe como uma volta ao passado, à sua história. Tomara para si a presença de outras pessoas e as palavras do Cavaleiro da armadura azul como um sinal de pessoas que precisavam ser guiadas, mas para onde? A verdade é que nessas horas o padre desejava ter se esforçado mais nas aulas de hermenêutica. Depois de duas horas de meditação ele percebe que só a sua sabedoria seria infrutífera. Precisava de algo mais e foi até o salão de perscrutação. Lugar onde os sacerdotes, seminaristas e fiéis mais instruídos faziam momentos de contemplação e leituras diárias das escrituras. Onde os escritos sagrados de Tehlu o levavam a entender um pouco mais sobre várias situações cotidianas. O sino toca as oito badaladas. Já era tarde para fazer a oração da manhã, mas o sacerdote havia recebido uma visão. Tudo, até mesmo as laudes, poderiam esperar.

    Na sala da perscrutação, Adso teve vinte e cinco minutos a sós com a palavra e pode consultar as cento e cinquenta e oito páginas que escrevera sobre o sonho. Consultara os escritos de Anathot, o visionário, e viu quantas coisas Tehlu lhe falava em sonhos arrebatados mesmo durante o dia. O santo homem recebera a visita de um Arconte. Vira coisas tenebrosas que se cumpriram na vida do povo em Ilian. Diante disso se abateu, e achava que sua experiência podia ter sido apenas um sonho juvenil. Guardara seus escritos quando chegaram as primeiras pessoas. Adso precisava combater muito consigo mesmo quando outras pessoas adentravam a sala. Muitas pessoas não conseguiam ler sem falar, mesmo que baixo e o padre era mais uma delas. Ele então sai para fazer a oração da manhã, jé bem tarde.

    No corredor passa próximo a Nave no caminho para a capela. Há uma moça à porta. Ela lhe lembra a moça em seu sonho e o padre para por uns dois minutos a observá-la e, quando percebe que estava sendo incômodo, segue seu caminho.

    Faz a oração tão rápido e desleixado, porque não conseguia parar de pensar que havia encontrado uma pessoa de seu sonho. Isso renovava seu ânimo, mas o deixava desajuizado. Certamente que haveria buchicho se alguém o visse ter a conversa que pretendia ter com a moça. Ele sai da capela e se dirige à Nave, mas ouve:

    - A esta hora, irmão de Melk? Já passou da hora das laudes, não? Se sente bem? - Adson reconhece apenas pela voz. Era dona gertudes, uma carola da igreja, acompanhada de dona Carmosina.

    Nahir

    Nahir escolhera o caminho mais fácil. Melhor seria se o sonho fosse apenas um sonho ridículo, afinal estava vivo ali. Se o sonho fosse real estaria morto. As cicatrizes se podem explicar com uma incrível ação de ácaros que habitavam a cama onde estava hospedado. Havia um pequeno quarto fora da casa que servia aos empregados. Dentro do quarto havia um fogão rústico de pedra, já com alguma lenha, uma cama grande onde caberiam até três pessoas, um armário para roupas e uma mesa com duas cadeiras. Nos fundos da casa havia um grande terreno onde o patrão permitira ao casal de criados fazerem uma casa segundo o próprio coração. Estava bem de vida o homem.

    O rapaz se veste e vai até a casa de Mardoquesin, seu anfitrião. Senta-se a mesa, saúda a todos e joana lhe serve o desjejum. Dona Efigênia fica a olhar para ele, as crianças já haviam tomado os desjejum e já passara das oito badaladas há algum tempo.

    - O que é isso, meu filho? - Diz a mulher apontando o pescoço do rapaz. Ele trazia marcas por todo o corpo e para escondê-las precisaria de um capuz ou algo do tipo. Veste que não combinava em nada com o tempo em Shantagnahr.
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Srta. Moon em Sex Maio 30, 2014 10:23 pm

    Artemisia tinha perdido a noção de tempo fora cedo para o comercio chegará ao local no momento em que estavam descarregando as mercadorias, pensava no que iria cozinhar até o caminho do comercio. Ficou emburrada quando se lembrou disso na proteção de seu pai ela nunca precisou aprender sobre a culinária,pois tinha tudo nas mãos novamente percebeu que estava quase se tornando um a dona de casa ela repensava que deveria sair dali o mais rápido possível partir para alguma missão quem sabe tinha medo de cair na rotina e tornar-se uma simples dona de casa.

    Com seus pensamentos interrompidos pela jovenzinha Rutinha, Artemísia prestava atenção em suas dicas com um sorriso, em pensar aquela criança a salvou certa vez em outras compras. Ficava ali um pouco a conversar com a jovenzinha quando escutou o sino tocar Artemisia apenas entregava o cesto e mais algumas peças de ouro a jovem pedindo que ela comprasse em sua venda as especiarias mais tarde ela passaria para buscar sua cesta com as compras feitas.

    Lembrou-se que tinha que pedir serviço na Igreja ainda bem que ela tinha um conhecido por lá queria ver se ele poderia ajudá-la e quem sabe comentar sobre seu sonho estranho, no caminho se deparava com varias cenas do dia-a-dia poucas delas á lembravam sua terra natal, isso lhe trazia um pouco de saudades quem sabe ela não voltaria para sua casa, passou sem muito caso pelas pessoas até então seu foco era a Igreja.

    A frente da igreja a jovem apenas fazia o sinal ritual da roda apesar de não ser muito religiosa ele só tinha um pouco de respeito com o Senhor Francisco ele estava ali cuidando daquela Igreja a jovem já tinha adentrado em outras Igrejas maiores e mais luxuosas talvez ela não saísse do lugar com uma boa grana.

    Quando viu o Padre tratou de ir ao encontro do Padre ficou a esperá-lo em um canto, no mesmo instante por ela passava um homem com vestes sacerdotais, fora o fato da sensação de estar sendo observada pelo homem também sentia que o conhecia de algum lugar não se lembrava de onde, talvez tenha passado por ele na rua quem sabe, mas a sensação de conhecê-lo ainda assim era mais do que isso a jovem apenas o viu sair movida pela curiosidade.

    Levou um susto quando escutou Padre Francisco -Minha florzinha! Como estais vós? Que Tehlu sempre lhe proteja! O que lhe trás aqui? Depois de ser abraçada e ganhar a benção do Padre Artemisia até ficava encabulada como ele ainda a tratava como uma criança ela nem era mais chamada de florzinha há muito tempo, quando disfarçava envergonhada olhando para os lados ela voltava a encará-lo depois que o vermelho de seu rosto passasse com um sorriso o respondia.

    - Oi! Fico feliz em vê-lo novamente só vim até aqui por dois motivos, o primeiro deles é que a Igreja não esta a fim de me contratar para eu fazer algumas pinturas religiosas eu cobraria bem pouco por conhecer o Senhor... Artemisia pausava sua fala com um pouco de receio sobre o que ia falar talvez levasse um sermão do velho Francisco mas sua curiosidade era bem maior e seguia meio receosa -O outro motivo que venho até aqui foi um sonho estranho que tive, este sonho foi bem estranho tinha demônios e até um homem metido a salvador... Depois do pedido de emprego Artemisia contava com os detalhes que se lembrava sobre seu sonho ao Padre pedia desculpa pela flata de detalhes e pedia para ele alguma caneta e papel ela poderia fazer algum rascunho sobre as criaturas do sonho, forçava em sua mente com seu conhecimento arcano sobre a forma das criaturas para tentar dar algum detalhe mais preciso ao Senhor Francisco.
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Guardião em Dom Jun 01, 2014 12:16 pm

    Enquanto Adso consultava escritos de antigos sábios da Igreja e analisava as semelhanças entre sua experiência e a de Anatoh, o visionário, ele não deixava de pensar que aquele local de estudo era sempre barulhento. A medida que mais pessoas entravam, aquele som baixo dos lábios traduzindo os signos do papel para a linguagem humana o enervavam, ainda que ele mesmo emitisse tal som. Certa vez vira um monge, Ambrósio, em frente ao papel em silêncio. O padre nunca soube se ele lia o papel para si, sem necessitar gesticular o que via no papel, ou se somente fingia estar estudando. O fato é que, daquela maneira, o Salão da Perscrutação era um dos lugares mais barulhentos da Igreja.

    Seguindo para cumprir suas orações diárias, o padre viu uma moça com traços idênticos a uma das pessoas que estavam com ele no sonho. Minhas interpretações estavam corretas! Não foi uma mera ilusão!, pensou o entusiasmado clérigo. Lembrou então de sua fé renovada e de sua missão divina enquanto observava maravilhado a jovem. Quando percebeu que estava sendo incomodo, resolveu seguir seu caminho, pois ali dentro da Igreja seria um péssimo local para se apresentar.

    Com as rotinas dos dogmas tehlinianos cumpridas maquinalmente, Adso sai da Capela em direção a Nave quando é interpelado por duas ferrenhas frequentadoras da Igreja.

    Indagado sobre sua rotina, Adso não deixa de pensar. Oras, mulher! Quem é você? Minha Madre Superiora?. A seguir, Adso se envergonha de tal pensamento, pois Dona Gerturdes é uma fiel devota de Tehlu, assidua frequentadora da Igreja da Vila de Shantagnahr, e deveria ser tratada com respeito.

    Buscando expressar serenidade em sua fala e sua face, Adso fala para as mulheres:

    - Dona Gertrudes, Dona Carmonsina, bom dia. Acordei indisposto sim, mas agora estou recuperado. Apesar da hora, devo sempre reforçar meus laços de fé com Tehlu. Ele me perdoará por ja estar tão tarde. E as senhoras, como estão? Necessitam de algum aconselhamento? Uma prece? Ou desejam elucidar algum pequeno meandro da belíssima doutrina tehliniana? Aceitam uma pequena benção?

    Adso tentará responder as senhoras da melhor maneira tal como fora treinado para atender as pessoas simples que seguem Tehlhu. Quando terminar de dar atenção a elas, fara o simbolo da roda no ar em direção as senhoras e rogará o seguinte: "Que a graça e misericórdia de Tehlu lhes acompanhe sempre."

    Depois, seguirá para a direção onde vira a moça acreditando que, se ela veio até a igreja e não estava na Capela, provavelmente conhece alguém ou presta serviços para a religião. Não pretende ainda abordá-la para não assustá-la, imagina o quão estranho é ser uma mulher ser abordada por um sacerdote dizendo que sonhara com ela. Adso deseja pelo menos saber o nome da moça e onde ele vive.
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Portuga em Ter Jun 03, 2014 12:40 am

    Divina era linda tanto quanto era mercenária, bem, acho que até nesse ponto, nada de surpresa pela "profissão" que exercia.

    Como ela era linda, como ela conseguia subir aquele vestido e encobrir seus segredos de uma forma tão...inapropriada...tão devassa...sua mão já ia em direção a bolsa onde guarda o dinheiro, estaria estendendo o valor e muito provavelmente gastaria mais algumas horas com seus exercícios físicos preferidos...mas com a mesma rapidez que Divina levantou seu "impeto", o fez para abaixa-lo, tudo ia perfeitamente bem, quando a mesma mencionou...

    "... e nem ligo para o que quer que seja isso aí."

    Isso fez com que a realidade ou fantasia ou o sonho ou seja lá o raio que o parta, batesse na porra da minha cara! Que merda eu estava fazendo ali mesmo, com a porra de um cicatriz que surgiu do nada!?!

    Com sua delicadeza e bom trato já conhecido por aquelas lindas meninas, se veste e se despede de Divina, com um último beijo, roubado, em sua boca, acompanhado de um perspicaz e gostoso aperto em seu macio bumbum.

    ................................

    Noris saira do quato, sua mente estava confusa, e a única prova de seus delírios era uma cicatriz, sua preocupação se tornava grande, afinal já tinha as possíveis represálias que seu antigo e atual trabalho ofereciam, mas pelo menos aquilo era conhecido, aquela cicatriz não tinha explicação...ha não ser que fosse mágica, uma maldição talvez....

    Só restava uma saída, procurar seus contatos, um sacerdote a quem fizera um serviço recentemente poderia ajudar, esperava que ele ainda estivesse na cidade...
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Charles Darren em Qua Jun 04, 2014 10:51 am

    -Obrigado!- Falou Charles jogando o pagamento no balcão e saindo da taberna.
    Decidiu caminhar até a milícia local, de fato não queria um trabalho pesado um que usa-se suas habilidades já estava de bom tamanho.
    Já era amigo do xerife e pensava que ele não se importaria de dar um pouco de seu tempo.
    Adentraria a milícia e procuraria pelo xerife, caso ele não estive-se perguntaria a outra pessoa se teria algum tipo de trabalho.
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por isaac-sky em Ter Jun 10, 2014 6:07 pm

    - Não é nada, acho que me arranhei dormindo - toco no ferimento brevemente e tento cobri-lo com a camisa. Prossigo tomando meu desjejum.

    - Hoje eu vou continuar minha pesquisa, na verdade, recomeça-la do zero praticamente - olho para baixo, perdido em pensamentos e memórias.

    "Talvez eu devesse ir para o porto e simplesmente ir para onde não tenha ido antes...mas será que encontrarei essas respostas em bibliotecas?" penso.

    anderson
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por anderson em Seg Jun 16, 2014 12:05 am

    Charles Darren

    Charles caminha pela rua novamente perdido em pensamentos. Não que os tivesse demasiado sobrando. Sua mente funcionava perfeitamente até o cabo da espada. Precisava de trabalho. Precisava de ouro. Precisava cortar alguém.
    A simplicidade do jovem era um grande escudo contra os males deste mundo. Já vira muitas pessoas sofrerem através de subterfúgios imundos. Males amorosos, Estelionato, Herança. Essas coisas não norteavam a cabeça do jovem que chega à porta da milícia. Havia umas cinco pessoas lá dentro e, ao todo, ela devia contar com no máximo dez. Nunca precisaram de mais e rezavam para não precisar.

    - Pensou melhor na minha proposta, jovem? Certamente precisaremos de um braço forte!- Diz o homem ao saber da nova. - Tenho um primeiro trabalho perfeito pra você! Há um boato que o Bill está colocando contrabandistas de Dremona aqui. Segundo consta eles se instalaram nas minas de sal. Você pode investigar para mim? Leve Caio com você, mas primeiro ponha o nosso chapéu. Ele é o sinal da ordem em Shantagnahr. Com ele você será considerado como nós.


    Noris Cordun

    Dentro do salão da igreja pessoas rezam, outras choram. Havia um movimento considerável de pessoas. Noris entra como um crente qualquer e faz o sinal da roda. Depois passa pela passagem aberta a esquerda e começa a caminhar nas sombras. Em pouco tempo, ninguém mais se lembraria que passara por ali e ninguém o veria como era costume.

    Há coisa de uma onzena havia feito um serviço para o padre Francisco. Uma dupla de ladrões haviam roubado a coisa mais valiosa que havia na igreja. Era uma roda banhada a um metal reluzente chamado Dummy. A igreja não tinha ouro para gastar, muito menos para cobrir os objetos santos do altar, então usaram esta liga metálica que simulava o ouro. Os ladrões não sabiam isto e talvez até encontrassem quem os pagasse um bom dinheiro na liga sem conhecimento. Pior. O maior valor que ali constava era o nome dos familiares falecidos no último ano, colocados ali a muito custo por seus entes queridos. Havia um costume de que a roda fosse preenchida com o nome dos falecidos e depois levada ao fogo na festa da colheita, no último dia da pira do ano. Segundo o costume os falecidos encontrariam a graça de Tehlu na outra vida o que lhes permitiria um descanso tranquilo e feliz. Do contrário seriam lançados na mansão dos demônios onde sofreriam eternamente.

    Noris recuperara a roda e, sabendo da situação da igreja local, o fizera como um trabalho pro bono. Padre Francisco lhe devia um favor. Era hora de cobrar este favor... Ficou de tocaia atrás de uma coluna, se esgueirando e se escondendo quando passava uma pessoa ou outra. Viu quando o padre levava uma jovem para um lugar onde ficaram "à sós" . O jovem força a audição naquela direção e fica estarrecido com o que ouve.

    "- ... Vamos, levante logo essa blusa ..."

    Artemisia Gentilieschi

    A moça começa a contar o sonho para o padre que olha aos lados, procurando saber se havia alguém escurando a conversa. Pessoas tinham pesadelos o tempo todo, mas apenas a menção à palavra demônio já podia tirar a paz de alguns. Não havia ninguém muito perto e a moça começa a fazer uns esboços das criaturas que havia visto com o melhor que conseguia em sua habilidade. E faz um trabalho muito bom. Parece que algo impressionou o padre que leva a moça ainda um pouco mais longe, onde ninguém os podia ver também. Quando lá chegaram o padre olha fixamente o desenho.

    - Você já teve contato com algum livro onde viu essa imagem? Este Cavaleiro também se parece muito... Uma cicatriz, você diz. Deixe-me vê-la. - A moça ficara constrangida e dera um passo atrás, mas o padre continua. - Você veio aqui para conseguir respostas e eu só posso te dar respostas se tover todas as informações, Florzinha. Vamos, levante logo essa blusa. Estamos sozinhos aqui e eu te conheço desde menininha. Não há nada com que se preocupar...

    Adso de Melk

    O padre exercita a paciência ao ter de responder as duas senhoras. A cidade não era grande e Adso sabia que logo todos saberiam que dormira até tarde. Não importava. As senhoras jogam conversa fora por muito tempo e uma conversa vai puxando outra e outra e outra.

    - O filho da Jezebel, roubou ovo do meu galinheiro, tenho certeza que o vi...- Parecia que nunca terminaria...

    Nahir

    Nahir tinha uma pesquisa pessoal que o impelia a encontrar a origem dos estranhos dons que o cercam. Aquele sonho ainda não saíra de sua cabeça. E essas marcas. Nahir não gostava de dar explicações sobrenaturais para as coisas, mas talvez tudo, o sonho e as marcas, fossem fruto de alguma habilidade latente sua que estivesse em desenvolvimento. Não acreditava nessas coisas, mas também não acreditava que pudesse sair fogo da palma da mão de alguém...

    Tomou seu café apressado, principalmente para fugir das perguntas da família que o acolhia. As crianças iam fazê-lo perder a paciência. Saiu. Não acreditava que a biblioteca da igreja o ofereceria algo novo, mas era melhor que ficar na casa e ser interrogado.

    Saiu e tomou o longo caminho até a igreja. A casa de seu anfitrião era próxima ao porto e tinha que atravessar "toda" a cidade até chegar na igreja. Pediu informações sobre a biblioteca e foi até lá. A sala era iluminada por duas tochas. Sabia que não era a melhor forma de iluminar uma biblioteca. Faria Lorren, o Arquivista-mor se remexer nos sonhos. Mas era o que a igreja usava. Havia um molecote de uns catorze anos por trás de um balcão e atrás dele duas estantes cheias de tomos. Era possível ver na sala por detrás das estantes alguns rolos...

    - Bom dia! - Disse ele com um sorriso de olhos escuros a preencher o rosto.
    Srta. Moon
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Srta. Moon em Ter Jun 17, 2014 4:06 pm

    Artemisia ficava surpresa com a expressão do velho pensou para si mesma que foi um erro ter pronunciado a palavra “Demônio” a situação ficou estranha  quando ela mostrou os desenhos que conseguiu fazer isso deu mais um motivo para ele a conduzir até outra parte da capela afastada dos demais frequentadores do lugar.

    Artemísia guardava seu kit para desenhos assim ela chamava ajeitava suas vestes era bem raro ver ela de saia e blusa como estava naquele dia, costumava andar a maior parte do dia em viagens uniformizada como uma aventureira, agora ela andava mais a vontade sem armas só estava carregando seus tinteiros e alguns papais,  foi quando Francisco olhava pela terceira vez seus desenhos e ficava realmente curioso com o que via, já começava com suas perguntas. A jovem afastou-se muito envergonhada quando ele pedia para ela levantar a blusa por mais que Artemisia tivesse sido quase criada com ele, ela havia crescido já não era mais uma criança pequena.

    Completamente envergonhada ela falava sem jeito era nítido isso pelo tom de sua voz _Eu já não sou mais uma criança! Ficava cabisbaixa segurando firme sua blusa tinha total confiança no Francisco só que isso não era o normal ficar ali se mostrando para um homem mesmo sendo o Senhor Francisco, mas se ele viu os desenhos e achou algo estranho ele provavelmente teria alguma resposta para ela quando visse as cicatrizes se é que tinha alguma, pois ela nem teve tempo de ver se realmente tinha alguma cicatriz em seu corpo. Demorou alguns minutos de relutância até que ela abria sua blusa deixando de amostra “apenas” seu ventre para ele ver se tinha alguma cicatriz protegendo suas demais partes de olhares curiosos.

    Muito sem jeito ela continuava a falar olhando para os lados não tinha coragem de encará-lo _Que eu me lembre foi só em sonhos ainda não pesquisei nos livros arcanos sobre as criaturas e o cavaleiro o Senhor o conhece? Isso foi só um sonho o que tem demais? Eu poderia fazer o desenho das pessoas que estavam no meu sonho também se o senhor assim desejar... Virava a cara para o outro lado _Deu posso fechar minha blusa não estou a vontade com essa situação... Seguia ali parada pensando no que foi que ela se meteu.
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

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