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    Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

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    Portuga
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Portuga em Qua Jun 18, 2014 1:26 am

    Noris seguira seu instinto, com seu sobretudo e a roupa usual para andar despercebido, assim como de costume se misturou a multidão na igreja, fazia o sinal e os movimentos já conhecidos, era mais um ali, e logo ninguém mais se lembraria que passara por ali. E isso fazia seus serviços serem bem avaliados por seus clientes...

    Caminhando pelas sombras, passando despercebido pela atenção dos outros, ia em busca do Padre Francisco na intenção de lhe pedir uma "consulta", como lhe diria, pediria para o mesmo avaliar sua recém descoberta ferida, e se havia alguma relação com aquele maldito sonho, aqueles demônios!

    Assim faria, se não tivesse visto o padre levar uma jovem para ficarem à sós e logo depois ouvir: "levante logo essa blusa".

    Estarrecido e ao mesmo tempo excitado, sua curiosidade fazia seu jovem coração pulsar forte seu sangue, pensando besteiras e imaginando os segredos da jovem sendo descobertos, o já corado e endiabrado Noris, se desloca de uma coluna a outra, procurando um melhor angulo para espiar o ocorrido, não poderia perder uma ótima oportunidade de ver seu vício.

    Sua mente e corpo se deslocava nas sombras, seus ouvidos atentos e seus olhos procurando o pecado tão conhecido como prazeroso...
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por isaac-sky em Qua Jun 18, 2014 5:10 pm

    Não tinha raiva das crianças, mas eram elas que nunca deixavam de perguntar sobre as histórias de magia e se eu poderia fazer o que elas liam em livros.

    Se eu pudesse ter nascido como um humano comum e vivido a minha vida como um mercador feito o meu tio...tudo seria mais fácil.

    - Bom dia. Preciso encontrar um material bem antigo, é meio que uma pesquisa - Sei que é absurdo parecer sério quando se fala de dragões - Há algum livro sobre dragões aqui?

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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Guardião em Qui Jun 19, 2014 3:15 pm

    A medida que as carolas anciãs encadeavam em sequências infinitas de seus assuntos mundanos, Adso, como fiel servo de Tehlu, escutava. Tentava manter seu semblante da maneira mais simpática que sua dissimulação permitia, balançando a cabeça maquinalmente sempre que era convocado a concordar com os solilóquios das senhoras.

    Se Tehlu, ao encarnar, teve compaixão pela nossa pobre situação, eu como seu Servo, devo também me esforçar e suprimir o desejo de mandar as favas essas chatas senhoras...

    E então, acreditando que seguia fielmente os preceitos tehlinianos, Adso de Melk continuou a ouvir as senhoras. Entretanto, estava com um olho fixo na porta, crente na esperança de novamente ver a jovem moça de seu sonho.
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por anderson em Sex Jun 20, 2014 3:00 pm

    Artemísia Gentilieschi

    A moça fica ainda mais desconfortável quando o velho padre na investigação ao que ocorreu, passa a mão em seu ventre e até se aproxima colocando o ouvido primeiro, depois cheirando o lugar onde ficaram as marcas. O que quer que tenha sido esse sonho, havia sido real demais para ignorar. Ele olha novamente um lado e outro e depois acena para que ela se cobrisse.

    - Minha Florzinha falou sobre isso com alguém? Peço que me dê um tempo para investigar, mas não fale absolutamente nada com ninguém. Pode não ser nada, mas em todo caso vamos ser cautelosos, tá bem? - Ele guarda os desenhos e fica com apenas um na mão. Depois colocando em seu rosto o sorriso de outrora, caminha em direção à Nave, depois à entrada e continua. - Sim, sim. O trabalho. Este Cavaleiro, quem você acha que é? - Disse apontando no desenho. - Gostaria que pintasse um afresco destacando este Cavaleiro de uma forma gloriosa, com Arcontes a seguí-lo, num cenário jardinal. Consegue isso, minha Florzinha?


    Noris Cordun

    Noris, a sombra que espreita, estava escondido numa coluna e percebe as vãs tentativas do padre e da moça de procurar espiões. Ri consigo mesmo da situação e quando eles se distraem entre si novamente se aproxima para ver e escutar melhor. Não fora difícil. No momento em que o padre se abaixara ele vai para a coluna logo atrás deles, de modo que ficasse de frente para os dois e tivesse uma boa visão das costas da moça, com o padre parcialmente escondido e abaixado para examinar alguma coisa na barriga da moça. O que será que acontecera, pensa ele. De todos os religiosos que conhecera, este era o que mais confiava. Consegue ouvir bem o que se fala agora:
    Padre escreveu:- Minha Florzinha falou sobre isso com alguém? Peço que me dê um tempo para investigar, mas não fale absolutamente nada com ninguém. Pode não ser nada, mas em todo caso vamos ser cautelosos, tá bem? Sim, sim. O trabalho. Este Cavaleiro, quem você acha que é?

    O padre e a garota começam a caminhar para a saída e no relance Cordun tem a impressão de que já conhecia a garota de algum lugar, mas não lembrava de onde... A conversa vai ficando mais baixa até ficar inaudível.

    Nahir

    O homem franze a testa. Suas sobrancelhas se juntavam e formavam uma espécie de seta e Nahir teve uma ânsia de riso, controlada habilmente. Ele pensou e pensou. Depois foi lá dentro e procurou por uns dez minutos. Fazia barulho e levantava poeira, mas por fim trouxe dois rolos.

    - Acho que tudo o que eu tenho aqui sobre isso está aqui. Não sei se vai ajudar, já que são histórias que se contam de noite...

    Nahir não se surpreende. Muitas pessoas não acreditavam na existência de seres não humanos. Conseguiam conceber a existência de Tehlu encarnado, e por conseguinte, humano. Concebiam forçosamente que demônios existiam e incutiam maus pensamentos na mente de alguns, mas como ficavam no mundo dos encantados isso era deixado de lado. Principalmente porque neste mundo eles não se manifestavam...

    O jovem feiticeiro se senta numa cadeira e apóia os rolos na mesa. A letra com que é escrita as histórias é terrível, mas ele estava acostumado a decifrar os meandros tortuosos nos garranchos de sua gente. O primeiro era uma história de um nobre lendário que Nahir tinha certeza que era um Amyr, apesar de não haver nada que respaldasse essa afirmação. Seu nome era Art'eim Quiñones Kolubatroz III. Certa vez ele tivera que enfrentar sozinho um Dragão nos recantos de Yll. O animal feroz tinha rosto reptíleo e três cornos. Dois na testa e um no nariz. Suas garras espezinharam vilas e tinham o poder de destruir castelos. A criatura tinha asas como as de morcego, mas tão altas e imponentes que o leve tocar delas partia ao meio cinco cavalos de uma vez. Elas suspendiam a criatura que devia pesar mais que uma casa cheia de ouro. Sua cauda era comprida e tinham espinhos que iam do torso até a ponta arredondada e com chifres. Só o movimento dela fazia tombar cavaleiros.

    A luta singular foi tremenda e durara uma semana. O campeão havia castigado muito a vil criatura. Havia um diálogo entre eles. A criatura propôs que ele se tornasse seu servo. Altivo, ele declinou e propôs que ela se retirasse de Ilian. Retornasse ao reino dos encantados sem que destruísse mais nada. Então...

    Parecia que havia um rasgo na folha. Nahir abriu o outro rolo buscando o resto da história, em vão. Era uma nova história que ele nem se deu o trabalho de começar, muito menos de se lembrar. Aquela era uma boa história, num lugar real, com uma pessoa que parecia real e que estava destruída. Ele questiona o bibliotecário e não recebe boa resposta. Talvez o livro tivesse chegado lá assim. Talvez alguém tivesse escondido por algum motivo. Isso atiçou a curiosidade do jovem. Assim ele começa a questionar e reclamar com o balconista que fica nervoso. Volta a procurar algo e fica muito tempo lá dentro. Ele então vê entrar uma outra pessoa na biblioteca e, pasmen, reconhece como um dos que sonhara. O sacerdote.


    Adso de Melk

    O padre escuta todas as fofocas das senhoras e vai ficando angustiado. Já era tarde e a moça poderia ter ido embora. Ele então decide que era hora. Pede licença e vai em direção a entrada da Nave onde a havia visto. Nada. Havia perdido a janela da oportunidade.

    Havia uma história sobre uma palavra em Ceáldico antigo chamada Kairós, tempo. A história dizia que um homem havia sido preso e lhe foi revelado que ele teria sua liberdade de volta se observasse pelas grades da janela as pessoas que passavam. Num certo dia passaria uma pessoa, quase careca, com apenas três fios de cabelo em sua cabeça. Ele deveria agarrar esta pessoa pelos cabelos e isto lhe garantiria sua liberdade. O fato é que o homem esperou nas grades por um ano, por vezes agarrando pelos cabelos pessoas que tinham mais do que os três fios, até que ele desistiu. No instante em que ele desistira e se afastou da janela ele pode ver com certeza. Passou a pessoa com apenas três fios. Ele correu, mas era tarde. Gritou e a pessoa não voltou e ficou esperando... Nunca mais acontecera novamente. Passou o Kairós. O Kairós quer dizer isso. Existe uma janela pela qual a oportunidade chegará. Uma vez perdida a oportunidade, jamais ela retorna.

    O sacerdote ficara muito triste e procurara por toda a igreja. Nada. Enquanto se lamentava de sua sorte ouvia um homem gritar. Não conseguia entender bem sobre o que era, mas seguiu a bagunça. Da porta da biblioteca pôde ver um homem em frente ao balcão com um rolo reclamando com o balconista. O homem era conhecido. Não pode ser. Mas era. O homem também era um dos que estiveram em seu sonho. Não deixaria passar mais esta oportunidade e entra pela porta...
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por isaac-sky em Sex Jun 20, 2014 5:25 pm

    - Caramba! Colocam um adolescente pra cuidar da biblioteca e você não vê que rasgaram esse pergaminho? Tem noção do quão importante é ele? Tenho cara de trouxa é? Como isso veio assim?

    Perco a paciência com o balconista. O dia tinha começado de mal a pior desde o pesadelo.

    Respiro fundo, tento acalmar os ânimos.

    - Você possui o registro de quem e quando enviaram este pergaminho para cá? Nomes, endereços, datas, qualquer coisa...
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Moon em Sab Jun 21, 2014 9:11 pm

    Houve silêncio por um momento Artemisia ainda estava olhando para o lado sentia a pele queimar deveria estar bem corada nas bochechas para seu desespero Francisco a alisava onde estaria às marcas sem jeito forçava-se para ficar firme na frente do velho quando ele encostou seu ouvido no seu ventre ela chegou ao seu limite deu um passo pra trás já fechando sua blusa no instante que ele a mandara fazer isso, não conseguia o encarar por enquanto, tocava seu ventre e via as cicatrizes que até então ela não tinha visto, pois achava que teve apenas um pesadelo.

    Timidamente e num tom baixo respondia a Francisco que faria o que ele pediu sem problemas só teria que colocar seus pensamentos em ordem, quanto ao Cavaleiro ela apenas indagou se não seria algum campeão da igreja devido ao fato do velho Francisco querer uma pintura do mesmo bem elaborada.

    Já nervosa e cansada pelo sufoco que passou na sala, ela segurava firme a batina do Francisco o parando no caminho com uma expressão de preocupação conseguia o encarar sem jeito assim como seu tom de voz que saia baixa mostrando que ainda não estava a vontade com o velho depois do que aconteceu- O que esta acontecendo desde o momento que o Senhor pegou os desenhos até agora com as cicatrizes no meu corpo o Senhor começou a se interessar pelo pesadelo que tive... Sim foi um pesadelo até então eu não estava preocupada com isso, mas no momento em que descubro que tenho marcas iguais que recebi no sonho pelas criaturas isso realmente esta me assustando, o Senhor tem que me falar o que é isso, pois não vou sair daqui sem nenhuma resposta eu não me cortei nem nada como... Apertava forte as vestes do Francisco com cara de desespero _Como ganhei isso o que esta acontecendo por que você esta fazendo tanto mistério? Esperava alguma resposta de imediato do velho para tentar encaixar as coisas bizarras que viu no sonho junto a cicatrizes e aquele cavaleiro que ela ainda não sabia quem era.
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Guardião em Sab Jun 21, 2014 9:56 pm

    Quando Adso percebe que o homem no balcão também estava em seu sonho, o padre fechou rapidamente os olhos e fez um breve prece. Obrigado, Tehlu, por essa nova oportunidade. Não deixarei o Kairós novamente passar.

    Adso vê que o homem reclama de algo referente a um pergaminho danificado. Para não parecer um clérigo insano, e também para não chamar a atenção do balconista, o padre decide se aproximar do homem primeiro como alguém tentando auxiliá-lo em sua busca. Dirige-se até o balcão e, na qualidade de Padre de Tehlu, garantida pelas suas cinzas vestes sacerdotais, fala ao homem:

    - Bom dia, caro senhor. Que a graça e compaixão de Tehlu sempre o acompanhe. Posso lhe ajudar em alguma coisa?
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por anderson em Dom Jun 22, 2014 8:52 pm

    O padre vê o desespero da menina e se compadece. Quando se chega a uma determinada idade a pessoa, mesmo os padres, se ligam as pessoas realmente importantes. Artemisia era uma delas para o padre Francisco.

    - Minha florzinha, eu não estou a esconder nada de ti. Tenho sim muita preocupação, mas não falemos disto agora. Deixe-me estudar o assunto. - Falou o padre bem baixinho e dando um terno abraço na moça a despede sem mais.
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Portuga em Seg Jun 23, 2014 5:20 am

    Noris observava a tudo nas sombras, entre uma pilastra e outra coluna da já conhecida igreja de outrora, por fim, parecia que sua descrença no padre fora despropositada, parecia apenas que examinou a barriga ou talvez partes mais intimas da moça, de forma consentida por sinal.

    Ele iria investigar alguma coisa, talvez a garota estivesse enferma, pensa, por fim, conclui que agira certo, ele parecia saber das coisas, e poderia avaliar e investigar sua pele e sua recente marca, esperava assim se tranquilizar com aquilo que vinha atormentando seus fúteis pensamentos sobre seu lugar e rotina favorita!

    Escutou até onde pode, observou na calada das sombras, esperando o momento certo para se aproximar, por fim, o padre se despede da garota, agora era sua chance, poderia então ter um pouco de prosa com um possível especialista...

    Assim saindo das sombras que o cercaram, dando a volta, e indo em direção as costas do padre, sem chamar a atenção, passa a mão em seu ombro, o chamando.

    -Caro amigo, se lembra de mim? Preciso de sua sabedoria, acredito que possas me ajudar em algo que recentemente está desviando meus bons pensamentos! Pra encurtar, e não perder o vosso, nem o meu tempo, em algo que pode ser apenas um desvaneio de minha cabeça, lhe direi o seguinte.

    -Na noite anterior, tive um pesadelo, algo como se o inferno tivesse me chamado, fogo, risadas e enxofre pra todo lado, no fim, eu morri, ao acordar, duas coisas estranhas, primeiro surgi em um lugar o qual não faço a mínima ideia de como fui parar, não, não me olhe assim! Mesmo bêbado, tenho o meu lugar fixo pós porre, não iria pra outra cama! A segunda coisa e a pior, foi essa marca
    lhe mostra a face da pele nua

    -Não tinha essa marca antes, isso até a ...., uma recém cliente dos meus serviços, que o senhor conhece bem, pode afirmar, a protegi, a incauta, coitada, estava em apuros e fiquei de guarda a noite ao seu lado, ou pelo menos isso foi o que pensara....viu, até eu já começo a ficar a confuso, lembranças, pesadelos e o que eu achara que fiz, tudo misturado na minha cabeça! Não sei mais distinguir o que foi sonho, efêmero, do que fora real.

    Vê o meu problema?!? E essa marca!? Como ele pode ter surgido sem eu ao menos desconfiar!?! O que pode ser isso?! Algo vil? Feitiçaria? Ou eu estou delirando? Diga-me!
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por isaac-sky em Seg Jun 23, 2014 10:01 pm

    Haviam duas coisas que odiava mais do que tudo, mas a maior delas era a Igreja.

    Olho para o padre que interfere na discussão e subitamente me recordo do ódio a qualquer servo de Tehlu que nutro desde criança...a queimadura ainda estava ali, mas talvez esse pudesse realmente me ajudar.

    "Ah...olá. Eu estou numa pesquisa importante e o garoto aqui não sabe cuidar do material dessa biblioteca. Sabe quem é o dono desse lugar aqui?" digo, mantendo a calma.

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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Guardião em Seg Jun 23, 2014 10:41 pm

    Adso sabia que deveria manobrar as palavras com cuidado naquele momento. Tehlu havia lhe dado uma missão e o padre já havia deixado o Kairós passar uma vez com aquela moça. Não deixaria aquele erro novamente acontecer.

    Interessado no que aquele homem estava pesquisando, Adso continua a conversa:

    - A biblioteca pertence a Santa Igreja, filho. O responsável maior aqui é o Bispo de Shantagnahr, administrador desse templo, mas especificamente em relação a biblioteca o responsável seria o Bibliotecário Chefe. O rapaz que você xinga agora é somente um monge seminarista designado a buscar os pergaminhos na estante...

    O padre olha então para o pergaminho e diz:

    - É provável que esse rolo tenha sido danificado pelo próprio tempo ou pelo manuseio... Nos, servos de Tehlu, guardamos todo o conhecimento humano produzido em nossos templos, mas a verdade é o suporte físico aguenta menos tempo do que nossa vontade de preservar. Se me permite a intrusão, o que pesquisas? Não sou  formado em um seminário, mas tenho alguma erudição. Talvez eu possa ajudar.

    O clérigo então percebe que aquela era a oportunidade de uma rápida aproximação:

    - Que maneiras as minhas! Sou o Padre Adso de Melk, outrora conhecido como Peregrino - quando fala isso, curva-se de maneira cortês em direção ao homem - No momento somente estadio nesse templo... Poderia saber o seu nome, filho?
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por isaac-sky em Seg Jun 23, 2014 11:08 pm

    Coloco o pergaminho no balcão e cruzo os braços. Aquele padre era estranhamente amigável.

    "Nahir. O nome é Nahir" digo, ainda desconfiado. "Estou buscando sobre dragões: lendas, histórias, qualquer coisa. Esse pergaminho citava um tal de Art'eim Quiñones Kolubatroz III, mas sua história está incompleta. Um rasgo no lugar certo..."
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Guardião em Seg Jun 23, 2014 11:35 pm

    A atitude defensiva do homem em cruzar os braços mostrava a Adso que o Nahir não estava muito receptivo a sua presença. Ele não me reconhece.. Também, a visão foi minha, o que eu esperava? Que ele me visse e me chamasse de seu guia espiritual'?

    O padre decidiu então continuar o assunto:

    - O senhor seria um folclorista, então? Adoro as histórias que se contam para dormir. Apesar de o dogma tehiliniano considerar tais narrativas somente "histórias da Carochinha", acho que elas são belíssimas alegoriass, guardam um saber antigo e profundo. Quando pequeno, adorava ouvir minha mãe contar histórias sobre valentes cavaleiros que erravam por Ilian lutando contra dragões para salvar donzelas.

    Adso estende a mão a Nahir e diz:

    - Posso dar uma olhada na danificação? Não acredito em uma censura deliberada por parte de alguém da Igreja, mas não seria improvável se alguém tivesse... bem... tivesse arrancado esse trecho para ter somente para si. Ainda mais se o texto é importante. Como pode ver, qualquer um pode ter acesso a esses pergaminhos e a vigilância aqui não é muito rígida...

    Com o pergaminho em mão, Adso tenta manter sua voz no tom mais normal possível enquanto pergunta:

    - Já nos vimos antes, Nahir? Seu rosto me parece familiar...
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por isaac-sky em Seg Jun 23, 2014 11:59 pm

    Talvez o rosto fosse familiar, mas eu não estava muito a fim de reconhece-lo. Talvez eu não quisesse lembrar do rosto do padre que me deu a cicatriz.

    Entrego o pergaminho para Adso.

    "É folclorista, bom nome" digo o respondendo. "Não, acho que nunca nos vimos antes. Preciso dessas...histórias urgentemente. Cheguei de viagem faz pouco tempo e ela se mostrou bem improdutiva. Não busco somente por histórias clássicas de dragões mas os segredos que lhes circundam"

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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Guardião em Ter Jun 24, 2014 12:27 am

    As suposições de Adso estavam corretas, o homem não o reconhecia. Terei que tomar muito cuidado, se não esse homem pensará que sou um clérigo louco .

    Enquanto analisa o rasgo no pergaminho, Adso continua a falar:

    - Bom, quem sabe já nos vimos alguma vez aqui pela vila... Também não estou aqui há muito... Enfim, podemos descartar a hipótese de ação do tempo. Esse rasgo foi deliberado. Justamente quando começava uma nova história...

    Para continuar a conversa, o padre se apega a última pista deixada por Nahir em sua fala:

    - Filho, em uma biblioteca pública de um templo de Tehlu você não encontrará muita informação sobre o que busca. Como bem sabes, os segredos por detrás das figuras mitológicas do dragões possui relação com os segredos arcanos, um enorme tabu... Nos Quatro Cantos, o melhor local para buscar esse tipo de informação é na Universidade da Magia. Talvez, com permissão especial de um Cardeal, seja possível também acessar as lendárias bibliotecas dos Seminários da Igreja.

    De alguma maneira, o padre precisava tocar no assunto da Revelação. Lembrava desse jovem, era o que havia manipulado as palavras de poder do elemento fogo contra os demônios. Junto com aquela jovem que vira antes na entrada da Igreja, Nahir havia sido marcado pelos demônios com horrendos símbolos no ventre antes de Tehlu, em sua brilhante glória e compaixão, todos salvar. Talvez seja um arcano, tal como me foi Revelado, ou talvez um dia será... Sua pesquisa deve ter a ver algo com com suas habilidades mágicas. Talvez busque algo sobre si mesmo... Talvez seja eu que deva guiá-lo! Sim, aquilo que ocorreu no sonho não acontecerá novamente!

    - Nahir, como lhe disse, não sou um erudito treinado em Seminário, mas já li e escutei muitas coisas em minhas andanças. Sei mais do que muitos padres formados em mosteiros. Quem sabe não nos sentamos em uma mesa de leitura para eu compartilhar um pouco do que lembro sobre o assunto enquanto aguardamos o jovem auxiliar de biblioteca voltar com respostas sobre essa danificação no pergaminho?
    Moon
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Moon em Ter Jun 24, 2014 7:22 pm

    As palavras do Padre Francisco ainda não haviam a deixado calma, foi só quando ele a abraçou que ela se sentiu mais calma sentia a falta da proteção de seus pais talvez voltasse para casa o mais rápido possível quem sabe. Antes de se despedir ela o comunicava que voltaria no outro dia a Igreja começar sua pintura e ver o que ele descobriu sobre o sonho.

    A jovem saia mais calma da Igreja voltaria para o comercio onde pegaria seu cesto com Rutinha, pediria para o pai da garotinha que a deixa-se levar como sua ajudante durante todo o dia e pagaria uma moeda de ouro pela ajuda da guria durante aquele dia, na verdade o motivo era que Artemisia estava com medo de dormi sozinha não queria ter outro tipo de pesadelo.

    Depois ela dava seu jeito inventaria algo para o velho Amadeu, a quem ela aprendera muito sobre suas magias, não tinha muito que reclamar do velho, pois ele já havia a ensinado muitas coisas que ela levaria anos para aprender em uma universidade de magia, fora o fato de ter perdido algum tempo na Igreja certamente o Senhor Amadeu ranzinza como só ele iria reclamar da demora.
    anderson
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por anderson em Qui Jun 26, 2014 9:08 pm

    Noris Cordun

    O mestre das correntes saiu de seu esconderijo quando o padre deixou o corredor. Ao passar pela passagem para a Nave, ele retoma um ar natural que não espanta os outros frequentadores da igreja. Ele então se senta lá no fundo, esforçando-se ao máximo para ouvir a conversa e pode ver quando o padre abraça a moça e se despede. No momento em que o padre passa ao seu lado ele estica o braço e alcança o ombro do padre.
    Noris escreveu:-Caro amigo, se lembra de mim?

    O padre reconheceu a voz. Olhou um lado e outro e pondo um papiro dentro da túnica sentou-se ao seu lado enquanto ouvia toda uma história, quase sem pausa. Quando o jovem começa a falar de seu sonho o padre arregala os olhos, mas não diz mais nada. No fim, quando ele ameaça mostrar algo em suas vestes o padre o pára.

    - Aqui não, meu jovem. Vamos a um lugar mais reservado.

    Havia uma espécie de "casa" construída de madeira nos fundos da Nave à esquerda. Ali, as pessoas entravam quando queriam uma direção espiritual. Geralmente, as fofoqueiras marcavam horário e falavam de tudo ali dentro. O padre Francisco ficou famoso por expulsar uma Dona de nome Dorotéia que não parava de falar da vida dos outros. Quando esta se recusou o padre jogara água nela até que ela foi embora.

    Noris entra lá com o padre e abre logo a blusa. Os olhos do padre se estreitaram e ele passou a mão por cima da cicatriz. Era um relevo no lado esquerdo do quadril. Estava quente, mas parecia menor do que hoje mais cedo. O padre coloca o ouvido por um tempo e depois cheira. Três fungadas profundas e Noris enrubesce. Não era de seu feitio, mas todo o esforço que fizera para ocultar seu passatempo noturno caíra quando o padre sentiu o cheiro do sexo...

    Depois de algum tempo o padre se levanta e fala devagar.

    - Francamente eu não sei o que é isso. Se me permite irei estudar e procurar com a graça de Tehlu, a fonte desta coisa. Diga-me: Você me permite estudar por hoje? Amanhã depois da celebração devo ter respostas...


    Artemisia Gentilieschi

    A jovem maga sai da igreja em direção à venda de Rutinha. Lá, já havia uma cesta preparada com várias ervas, frutas e hortaliças. Quatro gusas pagaram uma cesta bem cheia e Artemisia deu uma pelo bom trabalho da mocinha. Ela então pede ao pai da moça que lhe deixe levá-la e o homem resistente não permite. Dizia que hoje chegou muita mercadoria e que ela não podia deixá-lo. Precisava dela. No máximo permitiria que ela ajudasse a levar as compras.

    A moça então se juntou a Rutinha por todo o caminho até a torre do velho Amadeu. No caminho conversavam muito e a menina, curiosa, perguntara como que aquela torre fora erguida. Ninguém da cidade a havia levantado e sua avó conta que um dia aquele lugar estava vazio e no outro a torre estava lá. As duas riram muito quando a jovem maga falara que a torre havia crescido de um feijão mágico...

    As duas se despedem no portão e depois Artemisia caminha solitária com as compras até a entrada da torre. Era uma torre de quatro pisos. No primeiro havia uma espécie de celeiro com um cavalo, duas vacas, uma cabra e muitas galinhas. O segundo era o aposento de Artemisia e contava com uma cozinha com uma boa mesa. Quando a jovem queria dormir, tinha que empurrar a mesa e se deitar num saco de dormir. Era um andar complicado, pois se esquecesse a portinhola aberta acordava com todas as galinhas sobre si. Cheia de excrementos e bicada. Já havia acontecido algumas vezes... No terceiro piso ficava a sala onde Amadeu fazia tudo quanto era coisa de magia. Seus tomos estavam ali e o Grimório onde Artemisia estudava também estava ali. A moça desconfiava que aquele não era o grimório particular do velho. A jovem nada sabia sobre o último piso, já que nunca tivera permissão de ir até lá. Era onde Amadeu dormia e havia chave para entrar.

    Ao subir encontrara o segundo lugar pouco diferente. Havia duas poltronas no lugar onde ficava a mesa que desaparecera. Numa estava sentado Amadeu, na outra estava sentada uma mulher negra com os cabelos duros armados, também negros, mas salpicados de branco aqui e ali. Seus olhos eram negros e suas bochechas cheias. Seus lábios eram bastante grossos, mais do que ela podia suportar. O corpo era jovem e ela fumava um cachimbo, assim como Amadeu. Estava envolta numa túnica verde-musgo. À frente deles havia uma das cadeiras da mesa.

    - Senta aí, garota. Vamos conversar. Onde foi que você conseguiu isso?


    Nahir e Adso de Melk

    À entrada de uma nova pessoa na conversa fez com que Nahir se acalmasse um pouco mais. O feiticeiro se esforçava, mas era nítido demais. Sonhara com este homem esta noite. Era uma coincidência enorme. Neste dia, nesta hora, numa biblioteca que nem queria visitar, encontrara uma história interessantíssima sobre Dragões, reveladora até. Até a presente data, Nahir nunca ouvira falar de que os Dragões tivessem a faculdade da fala. Em seus estudos encontrara que os Dragões tinham um apetite voraz e um estômago capaz. Suas mandíbulas tinham a força para destroçar prédios, mas a faculdade da fala era um nível totalmente diferente. A fala envolvia diversos órgãos que não tinham como função principal este aspecto. Os pulmões que para os seres humanos a função primária era o sistema respiratório, como funcionariam para os Dragões? Afinal estas criaturas também cuspiam fogo pelo que se diz. Logo seus pulmões teriam tripla função? Isso faria das criaturas muito mais evoluídas que a espécie humana. A boca, a língua, a laringe e a glote. Todas tinham funções diferentes e para os Dragões muito mais. Como isto se dava nestas fascinantes criaturas? Todas essas perguntas pululavam na mente do homem das cicatrizes, mas quando aquele sacerdote adentrou o recinto a coincidência, e Nahir não acreditava nisto, era tremenda. As cenas assaltam a mente do jovem de forma violenta.

    Demônios, rituais, morte, horror, suicídio. Nahir dedicava sua vida a busca de sua identidade e de suas habilidades, mas ali estava algo maior. Se este homem é real, as criaturas também podem ser reais. Se este homem é real, eu posso ter cometido suicídio. Se este homem é real, aquele cavaleiro que sussurrou algo para mim também é. O que ele me disse? Se este homem é real, estou perdendo tempo. Preciso conseguir novas respostas! Pensava o jovem, frente aos acontecimentos recentes. Sua mente vibrava com as possibilidades. Como parara naquele local? Era o mundo dos encantados? Como saíra? Como revivera? Como acordara de volta na casa onde se hospeda? Como conseguira estas cicatrizes, se aquilo não era real? O senhor das perguntas perde controle. Estende a mão após a última frase do padre em sinal de calma. Respira muito fundo e decide. Depois voltará a este rolo!

    Adso lembrara da chance perdida com a garota. Era padre e, socialmente, poderia gerar confusão ao se aproximar de uma moça desconhecida com suas intenções. Com Nahir não. Ele tinha a chance perfeita, visto que o homem causava um pequeno incômodo na biblioteca. Sentira que o homem era duro. Não estava afim de fazer amizade, mas a missão que sentia era maior. Assim ele tenta de todas as formas se aproximar do homem. Sabia que a biblioteca não tinha muitos tomos. Era já um milagre que tivesse aqueles. Os seminários guardavam todos a literatura criada por santos homens que vieram antes deles e escreveram sobre revelações, a encarnação, moral, doutrina social e de fé. Mas escritos sobre Dragões pertenciam a outro ramo de literatura, se é que assim se pode chamar.

    Os Dragões que Adso conhece, são formas as quais alguns santos homens designam os demônios. Através do tempo a própria palavra demônio tornou-se desgastada e muitas outras foram empregadas em seu lugar. A população num modo geral, chamava-os de encantados. Alguns clérigos os chamavam diabos, outros de inomináveis. Não era difícil ouvir histórias nas noites em volta das fogueiras sobre elfos e fadas, anões malvados e gnomos ladrões. Alguns tinham nome, outros não. Os Dragões eram normalmente associados a espíritos demoníacos que possuíam pessoas que detinham muito poder e que por algum período histórico perseguiram a igreja. Havia um rumor atual sobre um Dragão associado a uma perigosa seita demoníaca. Mas Adso não tinha vocação para estas empreitadas... Até agora!

    Enfim, Adso acha que o que Nahir procura é infantil. Dragões são apenas nomes! Mas falar isto para um homem fechado e já chateado não era uma boa forma de fazer amigos. Ele decide que poderia contar as histórias que conhecia para amaciar o possível amigo e talvez entrar no assunto que interessa. Uma coisa chamou a atenção do Peregrino de Ilian: "urgentemente". Este homem tem mais a dizer do que realmente está falando...



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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Charles Darren em Sex Jun 27, 2014 6:43 am

    Como sempre o Xerife me respondeu simpaticamente , ele e bom. Faz seu trabalho com a eficiência de um verdadeiro Xerife.
    - Sim... sim ... vou aceitar esse trabalho. Contrabandistas hã ? Espero que sejam fortes é esse Bil também.- Coloquei o chapéu em quanto visava de baixo a cima Caio.
    Espero que ele não me atrapalhe ou seja um covarde!-Falou olhando seriamente para o rapaz mais logo voltou a uma face sorridente é alegre.
    Antes de sair pela porta olhei para o Xerife mais uma vez e então falei.
    - Cuidado , você meche com gente perigosa por aqui...-
    Esperei Caio até que o mesmo estive-se pronto para sair, ainda estava vestindo meus trajes de muitas batalhas junto a minha fiel e companheira espada.
    - Então Caio, prazer sou Charles Darren . Como ainda não sei o caminho poderás me levar até la ? - Falei continuando com a minha personalidade alegre é contagiante, para meus inimigos aquele sorriso poderia ser até assustador.
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Portuga em Sab Jun 28, 2014 1:04 am

    Noris fez o que o Padre sugeria e desconfiado, escuta o crente ser pedir para estudar o assunto. Noris não era bobo, percebera todas as caras e bocas que o mesmo fez, e o interesse por parte dele no exame da marca, diga-se de passagem, até minucioso de mais para seu gosto, onde já se viu ficar fungando naquele lugar...se o mesmo demorasse mais, pensaria que estava prestes a sofrer um boqut...merda...tinha que eliminar mais um pensamento da cabeça!

    -Porra tu tá de sacanagem né! Tu dá umas fungadas no meu piru e não sabe!!! Porra para de zoar com a minha cara, fala logo! Duvido que você faria isso a toa!
    Noris, então para, percebia que sua linguagem não era apropriada com um Padre, mas também não podia deixar aquilo como estava...

    -Padre, sei que talvez você possa não ter certeza do que seja, mas se não fosse nada, você não faria o que fez! Então me diga o que achas que é?
    Noris precionava, queria algo para poder absorver, aquela resposta não era a contento! Não ficaria na mesma, queria algo para diluir com o vinho que o esperava, mesmo que não fosse algo definitivo.

    Assim continuaria pressionando...

    -Você não deu aquelas fungadas por nada, não é? Posso não te conhecer tão bem, como a outrora garota que viste antes de mim, mas conheço as faces das pessoas, você desconfia de algo, não é, me diga!

    -Que papiro era aquele que estava tentando esconder? Ta escondendo o que de mim? Não fica bem um Padre da sua estatura e reconhecimento, ficar omitindo fatos! Falando em não ficar bem, me diga, o que você estava fazendo ao examinar o ventre da menina de agora a pouco? Ela está enferma? Ou é algo que você também omitiu pra ela!

    Por fim, Noris, estava até sendo um pouco desrespeitoso e irônico, sabia disso! Mas queria ter certeza, certeza de que seu pesadelo fora apenas isso, e voltar para sua vida normal...
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    Re: Os demônios de Ravencrowl - Grupo 2

    Mensagem por Moon em Sab Jun 28, 2014 6:21 pm

    Artemisia ficava chateada não conseguiu com que a Rutinha passasse a noite na torre, a jovem teria de tomar muito café para ficar acordada não queria dormi para ter outro pesadelo fora isso sua caminhada até a torre do Amadeu foi muito divertida. Rutinha a fazia esquecer seus problemas por alguns minutos foi só quando se despediu da garota no portão andou até a entrada da torre como sempre desviava das galinhas que muito lhe aprontaram, quando adentrou na cozinha Artemisia era pega de surpresa Amadeu estava com visitas e isso era raro ambos estavam vestindo uma túnica verde musgo a mulher também fumava um cachimbo isso sim era estranho.

    Coitada como sempre não teve tempo de falar nada e novamente já estava sendo interrogada pelo Amadeu e sua mania de desconfiar das coisas e pessoas quando ele falou - Senta aí, garota. Vamos conversar. Onde foi que você conseguiu isso?
    Sem saber o que fazer ela sentava a cadeira com o cesto no colo -Isso o que?  Artemisia esperava não ter deixado Amadeu bravo.
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