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    Capítulo X - Parte 2

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    Mensagem por Artorias em Qui Maio 02, 2019 3:11 pm






    Capítulo X - Parte 2 Cemite10

    Uma lápide em cruz


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    Mensagem por Artorias em Qui Maio 02, 2019 10:28 pm


    OFF – POST 1:


    Iniciará o segundo capítulo da saga de seus personagens, situações novas e diferentes da primeira estarão por vir, agora teremos a entrada de uma nova pessoa na equipe que irá acompanhá-los nessa jornada em busca de sentido para viver.

    @Caelestia, divirta-se!

    @Kether, @Dycleal e @Lnrd que comece a nova rodada!



    ON


    "Anoite eterna enlaça em seu leito
    A escuridão que transborda do chão ao céu,
    Deixando para trás a vida e o passado,
    Trazendo para o agora a morte apenas.

    Heróis de tempos de outrora
    Agora contemplam o fogo sagrado.
    Uma criatura colocara em risco o retorno de suas almas ao plano material,
    Que fora recente.

    Na necessidade de salvar uma vida,
    Uma inocente criança,
    Lutaram bravamente com a visão do inferno,
    Visão esta que tirará o sono dos guerreiros por um longo tempo.

    A batalha rendera muitas perdas,
    As quais os heróis nem se quer notaram:
    A igreja, monumento histórico da civilização que ruíra,
    E os corpos, que foram queimados com o incêndio.

    [...]


    Enquanto tentam descansar, um corpo sai das profundezas da terra...


    Seu corpo cadavérico tinha força e vontade própria para rastejar-se até a fogueira que jaz se encontram.
    Aos poucos o corpo rejuvenescia e tomava a aparência de uma jovem mulher,
    Suas vestes de tecido mostravam não ser uma guerreira como os outros,
    Era curioso verem como era o processo de retorno do mundo dos mortos para o mundo dos vivos,
    Ela não conseguia falar ainda, seus músculos ainda estavam dormentes e atrofiados, sua visão turva, mas capaz de notar o fogo e as sombras dos heróis presentes, seus lábios secos, a respiração precoce e a audição desorientada."


    [...]


    Adam de Catarina, a criança, levanta-se do chão e entrega um pouco de água para a mulher misteriosa, sua voz tímida e gentil deixara as seguintes palavras – Como será viver sabendo que não morremos mais? Será que os verei de novo? –, o jovem se entristece e fala, respondendo a algumas das perguntas feitas anteriormente a ele – Meu pai orgulhoso, mas atrapalhado, seguiu em rumo de glória para honrar o nome de nossa família, não sei onde está, talvez morto, minha mãe... morrera naquela igreja... meus irmãos também... estou sozinho...

    A questão era levantada nos conscientes dos heróis, afinal, se os que morrem retornam, ele poderia vê-los novamente, mas, sem a fogueira era impossível trazer a sanidade e o espírito de outrora, apenas são Vazios caminhando com suas carcaças agindo instintivamente com violência. Não era possível deslocar a fogueira e nem espalhar suas chamas, já que é um fogo que não queima materialmente, apenas espiritualmente.

    "Será que aquele monstro retornará de novo então?" poderiam pensar.

    Enquanto isso Eleonora Van Heick era incapaz de entender o que acontecia, apenas sentia um calor bom em seu corpo frio que revigorava seus sentidos, lentamente sentia-se mais viva.

    [...]

    O garoto parara de chorar e novamente volta a falar, olhando para o chão envergonhado, gagueja – A Fortaleza de Sen... é muito longe daqui... mas sei que existe um atalho... para adiantar...
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    Mensagem por Dycleal em Sex Maio 03, 2019 12:18 am

    Mewghoah ouve o corpo se arrastar até chegar próximo das chamas e como se devesse dar uma certa privacidade para este processo de ainda fragilidade, volta sua atenção para Adam e ouve a sua triste história que revela a sua solidão e o abraça enquanto ele chora e acariciando seus cabelos o acalenta e diz que será sua mãe nesta jornada e que não deixará nada de mal acontecer com ele e ele continua chorando baixinho e ela encosta seu rosto no dele e tenta aquecer a sua alma.

    O pequeno para de chorar embora ainda trema um pouco enquanto assoa o nariz que se encontra congesto, efeito secundário ao choro e ele informa que a Fortaleza de Sen é muito longe, mas revela que conhece um atalho para ajudar a adiantar a jornada e a guerreira diz: - Que bom Adam, sabia que você era esperto e nos ajudaria, mas por enquanto fica no colo da velha Mewghoah e tente tirar um cochilo, amanhã será um longo dia e olhando para a mulher com vestes civis e vendo que ela está com uma aparência bem melhor se dirige a ela e diz: - Ola senhorita, me chamo Mewghoah, e seja bem vinda a uma nova vida, como se chama e qual a sua história, se quiser compartilhar, é claro...
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    Mensagem por Caelestia em Sex Maio 03, 2019 12:36 am

    Era como estar uma noite extremamente fria e escura, sem nenhuma estrela para ser vislumbrada. Mergulhada em um sono sem sonhos, vazio e desprovido de qualquer noção de espaço ou tempo. Era como flutuar no nada e ela gostava do nada.

    Mas então, como que guiada por alguma força além dela, sentiu uma mão levantar e romper a barreira do seu cárcere.

    Ela sentiu que emergia. Imediatamente, sua mente ainda muito confusa, borbulhou com as lembranças dolorosas de seus últimos momentos de vida. E em sua angustia ela inspirou.

    Água? Onde estava a água em que se afogava enquanto aquela pedra a levava ao fundo do lago? Tinha certeza que seus pulmões se enxeriam dela quando respirasse. Mas ao invés disso, havia ar.

    E calor. Havia calor.

    Sua visão estava turva, mas podia distinguir uma fonte de luz quente logo a frente. E como alguém que a muito tem fome, sentiu-se rastejar em direção a fonte de calor. De alguma forma seu corpo sabia que precisava daquilo para sentir-se melhor.

    Seu corpo inteiro doía e rastejar era angustiosamente familiar.

    Tudo ainda era muito vago e desconexo, mas a sensação de terror ao ser arrancada de dentro de uma carruagem e tropeçar, sendo arrastada pelo resto do caminho que levaria a sua morte, era vivamente perturbadora naquele momento. Sabia que, em sua aflição, havia tentado se agarrar ao chão, esfolando os dedos, que deveriam estar em carne viva.

    E foi com essa mesma determinação de se salvar que ela enfim alcançou o que agora mais de perto, sua visão ainda precária, permitiu perceber que era uma fogueira.

    Conseguiu se sentar com dificuldade e percebeu que haviam pessoas próximas.

    Seriam anjos?

    Ela havia morrido, certo? E ela sabia que apesar do vazio estava em algum lugar. Teria ela se unido a Deus, como parte de sua criação? Ela queria acreditar que sim. Afinal, quantas vezes na Bíblia havia lido que Deus era tudo e que tudo provinha Dele? Então não seria ela também uma parte de Deus?

    Mas agora havia dor e tormento em sua mente e corpo. E Deus não era dor, era? Deus não residia no fogo, certo?

    O fogo era reservado para os pecadores. Para os impuros. Os demônios residiam no fogo, então aquele lugar não poderia ser o paraíso, poderia?

    “- Óh, Senhor meu Deus, por que me deixastes?” – Ela suplicava em pensamento, quando viu que alguém, que ela ainda não conseguia distinguir muito além de se tratar de alguém bem jovem, se aproximava, lhe oferecendo o que parecia ser um copo enquanto falava algo que não consegui entender e era abraçado pelo que parecia ser uma mulher.

    Ao esticar as mãos para pegar o copo, percebeu que seus dedos não estavam tão esfolados como acreditava e que parecia se sentir melhor a cada momento próxima daquele fogo.

    Ela olhou para os dois que estavam perto dela e com muita dificuldade falou:

    - Então meu Senhor Deus finalmente me enviou para o inferno?
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    Mensagem por Kether em Sex Maio 03, 2019 11:48 am

    off:

    Personagens na Cena:

    Os Heróis:

    Mewghoah MacKenna: uma nobre escocesa do século VII. Odeia ser diminuída como pessoa por ser mulher ou ser dominada porque os homens são ditos "superiores". Procura ajudar as pessoas embora não goste de preguiçosos.

    Ignastacia: uma guerreira madura que sofre com os fantasmas dos mortos que agiam sob seu comando quando viva e com a vergonha dos seus atos no fim da vida.

    Guillaume de Retz: um jovem de temperamento amigável, mas extremamente protetor e leal aos seus amigos e valores. Ele se alegra em ajudar aqueles que mais precisam. Porém possui uma dificuldade em confiar nas pessoas, sobretudo nas que se tornam mais próximas. Isto tudo devido a sua morte que fora arquitetada pelo próprio irmão.

    Eleonora Van Heick: uma mulher bastante resiliente. De temperamento decidido e calmo, ela é Bondosa e amigável e suportou bem os reveses da vida, quando esta lhe tirou tudo o que tinha. Busca o reencontro com seu Deus pois se sente ainda desolada por se sentir abandonada por Ele.

    O NPC:
    Adam de Catarina: garoto salvo pelos heróis Mewghoah, Ignastacia e Guillaume de um monstro numa igreja que teve parte consumida por chamas durante o combate.


    Estava sentado observando a atitude de Mewghoah com o garoto ela parecia querer força-lo a ser seu, ser sua cria, seu filho.

    "Mas por quê ela o trata assim? Qual o interesse dela por trás deste ato? Será que ela já tramava o assassínio de todos nós disfarçando-se nessa postura maternal?

    E Ignastacia? Será que ela não se sentia apertada com o uso do elmo? Por que ela se escondia todo o tempo? Será ela também um demônio que está ali conosco para nos trucidar quando dormirmos?"
    - pensava.

    Como será viver sabendo que não morremos mais? Será que os verei de novo? - diz o garoto.

    "Não morremos!? Então aquela coisa irá se levantar!?" - temi em pensamento.

    O pensamento da possibilidade daquele monstro retornar tira o pouco da minha tranquilidade, mas ainda sentia meu corpo se recuperando e pelo menos ele não estaria mais com a temível arma que trazia antes.

    Os pensamentos que atormentavam são distanciados por um momento quando ouço um ruído se aproximando, parecia um corpo se arrastando. Levo minha mão até o cabo de minha velha e fiel companheira e fico atento. Observo com terror a transformação do cadáver numa jovem mulher, porém ao reparar que ela trajava roupas que lembravam as freiras de minha época fico aliviado e retiro a tensão da empunhadura da espada.

    "Deus seja louvado! Ele demonstra a sua força trazendo mais um de seus servos!"

    – A Fortaleza de Sen... é muito longe daqui... mas sei que existe um atalho... para adiantar... - revela o garoto.

    - Que bom Adam, sabia que você era esperto e nos ajudaria, mas por enquanto fica no colo da velha Mewghoah e tente tirar um cochilo, amanhã será um longo dia...

    Esta atitude maternal de Mewghoah alimentava em mim dúvidas e trazia lembranças ruins, que são rapidamente dissipadas quando ela volta a sua atenção para a freira que passava possivelmente pela mesma experiência que havíamos passado a pouco tempo.

    - Olá senhorita, me chamo Mewghoah, e seja bem vinda a uma nova vida, como se chama e qual a sua história, se quiser compartilhar, é claro... - diz Mewghoah para a estranha.

    - Então meu Senhor Deus finalmente me enviou para o inferno? - sussurra a freira.

    - Não se preocupeis irmã, vosso corpo retornarás ao normal em algum tempo. Repouseis ante a fogueira que terás vossa força reestabelecida. E não duvideis das obras do Altíssimo, assim que despertei neste lugar também me indaguei se eras aqui a morada dos ímpios. Mas a existência de bondade nestas pessoas me fizera perceber que não.

    Eu olho para Ignastacia e volto para a recém chegada.

    -Sou Guillaume de Retz. Esta é Ignastacia. Ficaremos aqui até que estejas forte o suficiente. Enquanto isso também nós necessitamos nos fortalecer para seguir em nossa caminhada a qual serás bem vinda.

    Eu olho para a mulher mais madura depois para Mewghoah.

    -Ignastacia e Mewghoah, esta jovem traja roupas similares a das noivas de Deus de meu tempo. Estas senhoras não costumavam levar a vida de guerra, mas trazendo o alívio as dores dos sofredores e levando tratamento aos feridos e mais necessitados. Por este motivo acho que devemos aguardar que ela se reestabeleça para que sigamos com ela até a Fortaleza Sen e podemos seguir o caminho que o jovem Adam conhece. O que vocês acham?

    Depois me viro para a freira.

    - Aceitarás nossa ajuda irmã?
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    Mensagem por Lnrd em Sex Maio 03, 2019 12:53 pm




    Zelador da loucura
    Paralise minha infância
    Petrifique o berço vazio
    Traga esperança a eles e a mim

    Zelador da loucura
    Testemunhe minha vaidade
    Mortalize minha memória
    Engane os feitos do diabo

    Tolere meus ciúmes
    Reconheça minha necessidade desesperada

    Zelador da loucura
    Identifique meu destino
    Reviva o sonho vivo
    Perdoe os gritos de suplicas deles

    Sele a doação das sementes deles
    Adoeça o pesar que respira




    ... Enquanto usava aquele pós-batalha para recuperar-se dos vários golpes que recebera, tentando sem muito sucesso polir as armas que a acompanharam da tumba, entoava baixo uma antiga canção. Era um poema solene sobre desespero.

    Quando ao equipamento avariado, avaliava que era também necessário desempenar a armadura. Teria de encontrar logo uma oficina, uma ferraria, se é que havia alguma naquelas terras, ou teria em breve problemas.
    Não só ela.

    Quanto aos pensamentos, ruminava sobre aquele estado macabro das coisas, sobre a fera humanoide da igreja e sobre os rumos a seguir: o menino não tinha lugar para ir, mas a ideia de carrega-lo numa jornada por terras desconhecidas e hostis não a agradava nem um pouco. Mewghoah, por outro lado, parecia particularmente apegada a ele. Talvez fosse uma forma de recordá-la de tudo o que havia perdido, de lembrar da própria humanidade de antes da morte.  

    Mas não só aquelas coisas ocupavam a mente da guerreira: o que inicialmente parecera-lhe um novo adversário aproximando-se, um ser rastejante e em ruínas, tratava-se na verdade de outra criatura que, amaldiçoada como as que ali se encontravam, retornava desorientada da morte.
    Talvez tivesse sido mais justo e misericordioso descer-lhe a espada no pescoço, poupando-a de toda aquela situação. Por que Solaire de Astora não fizera simplesmente o mesmo ao ver aquele trio ressuscitando?

    Para além de tudo, a natureza daquela estranha chama de estranhos deuses, a mesma sobre a qual o cavaleiro não tivera tempo de explicar melhor, era motivo de atenção. Se tombassem novamente e não tivessem uma destas por perto, retornariam como monstros? Agradecia-se mentalmente por ter decapitado a besta derrotada, mas questionava-se sobre ser aquilo suficiente ou não.

    E havia a jovem, a nova desperta juntando-se ao grupo.

    Apesar de não estar tão próximo quanto a evocadora de fogo, a criança perdida ou o heroico jovem, respondeu à conversa, mais praguejando e reclamando com o mundo do que realmente dirigindo-se à moça:
    - Não. É o inferno mesmo. O purgatório em si. A própria cloaca do mundo, é o que isso é. Não sabemos em que reino estamos, nem em que data estamos, tudo o que conhecemos é essa fogueira vermelha, esse céu escuro e os demônios entre uma coisa e outra... Me perdoe – não que não houvesse motivo, mas as perspectivas a deixavam farta, de modo que por alguns instantes esquecera que ela própria havia sido como aquela morta-viva, aquela mulher-verme saindo da terra, faz pouquíssimo tempo. A desorientação não havia sido agradável.

    - Precisamos encontrar algum vilarejo, algum lugar para respostas e recuperação. Olhem para vosso estado. Essa criança pode nos ser um importante guia, e um atalho virá a calhar, mas devemos priorizar a segurança dela. Temos de encontrar algum lugar, alguém que possa oferecer um teto e comida para ela. Há algum lugar assim nas proximidades, ou no caminho da Fortaleza, garoto? Se essa – disse apontando para a recém-chegada – desejar nos acompanhar, devemos partir assim que ela estiver em condições.

    Capítulo X - Parte 2 Ssss10
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    Capítulo X - Parte 2 Empty Re: Capítulo X - Parte 2

    Mensagem por Artorias em Seg Maio 06, 2019 6:25 pm

    OFF – POST 2:


    Gostaria de aproveitar para esclarecer que o universo de Almas Atormentadas não é linear, mas é um quebra-cabeças onde as peças se encaixam com o tempo, temos três narrativas diferentes nesta campanha e todos tratam/tratarão sobre o fim e o início do mundo humano.

    Para os interessados e com disponibilidade, saibam que vale a pena acompanhar os outros arcos, a experiência será aumentada e o universo criado fará mais sentido, pois neste arco, assim como seus personagens, vocês jogadores não entendem muito bem o que acontece, pois tudo é nebuloso e talvez muita coisa continue sem explicações mesmo chegando ao fim, mas que nos outros arcos seja possível encontrar respostas.



    ON


    Passara-se um tempo desde o retorno da jovem Eleonora Van Heick ao mundo, agora seu corpo estava forte quase como antes, era capaz de falar, de ouvir, de enxergar e de respirar normalmente, estranhos estavam diante de seus olhos e o mundo que não reconhecia causava estranheza. O fogo era o que trazia o conforto como a voz de uma mãe que tranquiliza seu filho.


    [...]


    Diante de uma certa agitação entre os presentes a criança responde Ignastacia – Tem uma burguesia não distante daqui, que contorna o Reino Caído, acredito ter tudo que precisam... –, então calara-se novamente.


    [...]


    O garoto sentia uma enorme incógnita nos heróis renascidos e o silêncio o deixava inseguro, então retorna falar em tom de certa incerteza, mas sério –
    Eu percebo que vós desconheceis muito dos ocorridos nesse mundo que não pertenceis-vos, contarei um pouco do que sei através do que me foi contado pelo meu pai...


    MÚSICA CLIMÁTICA:




    "O mundo nem sempre fora assim, houve vida entre os vivos, luz e noite para estes, e houve morte para aqueles que chegavam no fim da vida, restando apenas a escuridão a eles, quando nasci já não era mais assim...


    As escrituras dizem que deuses traziam ordem aqui, dentre eles Lord Gwyn, o senhor da luz e da vida, que iluminava os dias, e Nito, o senhor da morte, que levava os mortais quando chegava a hora e traria descanso a eles."


    Capítulo X - Parte 2 Lord_g11
    (Lord Gwyn no seu auge)


    "Lord Gwyn, que vivia em Anor Londo, tinha com ele guerreiros fiéis, os melhores, para auxiliá-lo na ordem do plano material, chamados de 'Os Quatro Cavaleiros': Artorias, Ciaran, Ornstein e Gough, cada um era responsável por um papel importante no mundo humano e no mundo divino. Ciaran agia secretamente controlando a informação sobre os segredos do mundo; Ornstein era conhecido como Matador de Dragões, os Dragões são nomes que demos aos Titãs que lutaram com os deuses antes do mundo existir, logo são seus maiores inimigos, até então haviam sido extintos, mas Khatar, Chris Ka, Oscar de Astora e Solaire de Astora (Os heróis, com exceção de Eleonora, reparam no nome familiar sendo mencionado pelo garoto) são responsáveis pela libertação do mais poderoso dos Dragões, Viribus; Gough era o gigante e o melhor arqueiro, era capaz de acertar seu inimigo a qualquer distância, servindo como protetor do reino; e Artorias, o mais poderoso dos quatro, liderava o exército de Lord Gwyn devido a suas habilidades e a sua lealdade, fazia seu papel para manter a paz."

    Capítulo X - Parte 2 Dragon10
    (DA ESQUERDA PARA DIREITA: Gough, Ciaran, Artorias, Ornstein e um rosto desconhecido)


    "Mas algo aconteceu... uma maldição fora lançada, os deuses tiveram de fugir de seus tronos e suas responsabilidades foram deixadas para trás, mas antes que tudo pudesse ficar assim para pior, Artorias entrara sozinho em O Abismo, o submundo onde a escuridão e a maldade reinam, reconhecendo ser o único capaz de enfrentar naquele lugar por ser o mais forte dos cavaleiros, e lutara contra as forças mais poderosas e desconhecidas para conter a maldição, mas o poder do mal era maior e ele foi sucumbido..."


    Capítulo X - Parte 2 Artori10
    (Artorias tentando resistir à força de O Abismo)


    "Todos os cavaleiros de Lord Gwyn cederam-se a maldição e o eclipse chegara, marcando o fim de uma era. A maldade tomou conta deste plano, os mortos foram amaldiçoados para nunca morrerem e os vivos nunca terem paz."


    Capítulo X - Parte 2 Nito10
    (Nito, senhor da morte, e o fogo da vida em sua mão)


    "Mas meu pai dizia haver uma lenda que poderia mudar tudo quando chegasse o momento de ser concretizado: Quando um morto-vivo não ceder ao Vazio e surgir com a disposição de um herói e a bravura de um Deus, ele será o 'morto-vivo escolhido'. O escolhido que será capaz de quebrar a maldição após chegar ao reino dos deuses para trazer a vida aos vivos e a morte aos mortos."



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    Mensagem por Lnrd em Ter Maio 07, 2019 10:58 am

    - Uma... profecia?!

    A Immacolata d'Argoliath conhecia o estranho poder da esperança, farol que guia e luz que cega. Quantas vezes usara ela própria tal expediente? Mesmo descrente, já a usara ou observara-lhe os efeitos por diversas vezes, com resultados bastante díspares: batalhões inúmeros já haviam marchado para derrotas certas, mas, avivados pela sombra do troféu, virado o jogo impossível; e um mesmo quinhão havia tombado, adubando o chão de sangue, enganado por falsas promessas de vitória.

    Por baixo do elmo batido, um pequeno riso parecera-lhe escapar.
    - Então, no fim das contas, talvez haja realmente um propósito para estarmos aqui... – reconhecia que as visões mais positivas de Mewghoah e Guillaume pudessem ser melhores que a dela, porém... – Isso é, se não se tratar apenas de uma história de ninar.

    A novata, apesar das condições precárias, parecera-lhe num estado bem melhor que o inicial, já recuperada por aquela chama inusitada, com a qual começavam a ter alguma familiaridade. Todos aqueles nomes e lendas, entretanto, eram difíceis de lidar. Será que tudo o que acreditava antes simplesmente era mentira, com aqueles sendo os reais Deuses da humanidade? Eram simplesmente outros nomes para aqueles das velhas religiões? Ou será que se passara tanto, mas tanto tempo que as figuras das antigas crenças haviam perecido e cedido lugar a novas entidades? Pelo pouco que conhecera das companhias de viagem, parecia que elas não abandonariam tão facilmente as próprias crenças.
    Já para ela, a única fé que tinha era a no ferro frio que empunhava. De qualquer forma, aquele fogo parecia bem mais crível que um bando de famintos orando por chuvas que podiam nunca vir.

    Virou-se novamente para a criança, querendo esclarecer um detalhe:
    - Mas e quanto ao atalho que mencionara antes? É o mesmo que leva a essa paragem ou devemos optar por um ou outro?

    Sabia que Solaire orientara a ida à Fortaleza de Sen, mas se houvesse algum dragão ou titã por lá, achava melhor estar mais bem preparada.
    - Solaire... – repetiu baixo para si. Estava envolvido naquilo tudo.
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    Mensagem por Caelestia em Ter Maio 07, 2019 12:54 pm

    Ela se sentia quase como hipnotizada por seus dedos que seguravam o copo.

    “- Esfolados... Sei que estavam esfolados... e no entanto, agora...” – Ela pensava enquanto percebia que lentamente se sentia melhor, mais forte e revigorada. Respirar não era mais doloroso e seus sentidos, outrora turvos ou confusos, agora lhe permitiam entender o que estava ao seu redor.

    Enquanto seus olhos tentavam reconhecer o lugar onde estava, não captou mais do que algumas frases soltas em meio a tudo o que foi dito pelos demais adultos.

    A aterradora sensação de pavor que tomava conta dela naquele momento, fazia com que essas palavras girassem em sua mente, tentando de forma desesperadora se encaixar de em alguma explicação minimamente aceitável para aquilo que estava sentindo e vendo.

    Não podia. Isso não estava certo. Não era possível alguém simplesmente reviver, levantar-se de seu tumulo, de sua morada eterna nos braços do Pai Criador, e caminhar por entre as pessoas como se nada lhe houvesse ocorrido. Pensar sobre isso chegava a ser ridículo, pois era como querer se igualar ao Senhor Jesus Cristo que, após sua morte, levantou de seu tumulo para guiar os homens junto ao Pai Altíssimo.

    Sendo assim, para ela só havia uma explicação: Sim, ela estava no inferno. Finalmente havia sido enviada para a morada dos impuros. Uma pecadora. Uma mulher desprezível que havia miseravelmente falhado junto aos propósitos de seu Criador. Que como punição tinha sido enviada para passar a eternidade em um lugar de trevas e sofrimento.

    “- Óh Deus, perdoe-me se falhei contigo. Nunca quis me afastar deu sua bondosa mão. Guia-me Senhor... Por favor... Não me abandones...” - Ela orou baixinho, enquanto fechava os olhos e levava uma das mãos centro do peito e apertava com força, como se quisesse pegar o coração que ali batia.

    Mas então ela ouviu o menino falar e olhou para ele. Almas tão jovens deveriam ser puras. Não deveriam ser condenadas a uma eternidade de sofrimentos. Ela parou de orar e ouviu o que ele tinha para dizer.

    “- Deuses pagãos... vida para os vivos e morte para os mortos... um propósito... Talvez... Talvez seja isso! Talvez Deus tenha um propósito ao me enviar para um local de impuros... Talvez até mesmo aqui resida algum equilíbrio que foi quebrado... Talvez seja Deus misericordioso me dando, em morte, a oportunidade de ajudar e fazer o que não fiz em vida...” -  Ela pensou

    Ela olhou para todos que ali estavam e respirou fundo, tentando falar da forma mais audível possível.

    - Chamo-me Eleonora. Estas vestes... Éramos chamadas de beguinas, praticávamos caridade e éramos muito religiosas, mas não freiras... Então, por favor, não me chames de irmã, pois não mereço tal título... Tinha o dom de curar as pessoas... Mas alguns descontentes me acusaram de bruxaria e fui condenada a morte... – Nesse momento ela se levantou – Por favor, não quero vos ofender, mas não sei onde estou e prefiro acreditar que Deus tenha um propósito para tudo isso. Portanto se me aceitares, gostaria de acompanha-los.
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    Mensagem por Dycleal em Ter Maio 07, 2019 2:38 pm

    Mewghoah sempre gostara de ouvir seu pai contar as histórias de capa e espada dos grandes heróis e por isso acabara se tornando a maior heroína e verdadeira lenda do seu povo e ao ouvir a criança falar sobre a cosmogonia daquele mundo ficou fascinada e orgulhosa do conhecimento daquele menino e do zelo do seu pai em instrui-lo e era isso que fazia a duquesa ser diferente, ela acreditava em princípios, na fé, na família, em fazer o bem, na coragem, em proteger os fracos, ela acreditava que tinha que fazer a sua parte e que isto faria a diferença, na verdade, para ela fazer a sua parte, era maior do que ela mesmo, era o princípio de tudo e da sua fé, naquele Cristo que aprendera a amar em contra posição ao deuses dos picnos e dos saxões e ficou pensando qual seria a história deste lorde Gwyn e como ele chegara a ser um deus...

    E a mulher que emitia o fogo purificador se pergunta, quem era tão poderoso a ponto de lançar uma maldição que destruía deuses e seus cavaleiros? E enquanto pensava em quem poderia ser este ser ouve a moça recém chegada do vale da morte declarar que acreditava que Deus tinha um proposito para todos estarem ali e que queria acompanha-los para poder cumpri-lo e a guerreira olha para Eleonora e diz: - Sim, também acredito que Deus tem um proposito em suas ações e por isto que tenho uma atitude positiva frente esta nova provação que ele colocou em nosso caminho, acredito fortemente que é uma oportunidade de crescimento no caminho de volta para os seus braços e por isto temo que dar o nosso melhor e fazer tudo ao nosso alcance para trazer a luz para esse mundo tenebroso e triste.

    Ela remoe alguns sentimentos que já nem lembra quais são, mas que transitam na sua mente e olha para Adam e continua a fazer perguntas: - Adam, meu bom jovem, escutei atentamente a narração da cosmogonia deste mundo e fiquei aqui pensando, que ser tão poderoso que lançou essa maldição que colocou deuses para correr e se esconder a ponto de abandonarem a sua criação e corromper os seus quatro paladinos? E porque Solaire de Astora e seus companheiros libertaram esse pavoroso e maligno Viribus, afinal, foi esse Solaire quem nos recepcionou a este mundo e nos indicou a fortaleza de Sen como destino, será que enfrentaremos algum desses titãs ou o próprio Viribus? Se for, precisamos nos preparar melhor... Para um pouco para pensar e após uma pequena pausa, continua: - O que você nos aconselha garoto, procurarmos este condado ou burguesia como você chama ou prosseguiremos pelo atalho? São caminhos muito diferentes, os dá para confluir os dois em uma só senda? e fica serena olhando para o pequeno, aguardando respostas.
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    Mensagem por Kether em Ter Maio 07, 2019 6:23 pm

    As palavras duras de Ignastacia sobre nossa realidade foram como um choque de realidade em minha mente. Nós estávamos num lugar onde não podíamos nos dar ao luxo de termos fé? Não podíamos acreditar que podemos fazer a diferença e trazermos um pouco de alento nem mesmo a esta criança? Ela falava de deuses então era uma pagã assim como o cavaleiro que nos encontrara anteriormente.

    Já me sentia completamente recuperado de meus ferimentos na carne mas meu espírito combatente e crente em Deus ainda estava ferido e sangrava ante a posição melancólica de Ignastacia. Eu ia falar algo mas o jovem Adan começa a explicar sobre o que aconteceu neste lugar. E conforme ele ia explicando, mais eu duvidava de minha própria sanidade.

    Escuto cada palavra que o infante fala e a cada momento me sinto mais distante de minha terra natal, nada daquilo fazia sentido para mim. Um mundo com deuses e maldições que afetavam até mesmo estes deuses. Não isto tudo não era possível, não na Terra e na minha França.

    - Solaire de Astora... - balbucio repetindo fazendo eco a voz do jovem Adam durante a sua explicação.

    Realmente não estava mais na amada França, nem mesmo na Terra. Este local não era o futuro de minha terra natal, este era outro local! Onde nada do que havia sido ou significado talvez tivera existido. Este lugar era completamente alienígena para mim, como minh'alma imortal viera parar aqui? Por que eu havia sido retirado de meu descanso eterno? Eu era um morto mas assim como minhas companheiras não havia sucumbido às trevas, nós lutamos e chegamos até esta fogueira até a luz.

    - Então, no fim das contas, talvez haja realmente um propósito para estarmos aqui... Isso é, se não se tratar apenas de uma história de ninar. - Falou com seu tom cético e sempre metálico por estar sempre usando o seu elmo Ignastacia.

    - Chamo-me Eleonora. Estas vestes... Éramos chamadas de beguinas, praticávamos caridade e éramos muito religiosas, mas não freiras... Então, por favor, não me chames de irmã, pois não mereço tal título... Tinha o dom de curar as pessoas... Mas alguns descontentes me acusaram de bruxaria e fui condenada a morte... Por favor, não quero vos ofender, mas não sei onde estou e prefiro acreditar que Deus tenha um propósito para tudo isso. Portanto se me aceitares, gostaria de acompanha-los.

    Então ela não era uma noviça, mas sim uma beguina das terras belgas e se chamava Eleonora.

    - Sim, também acredito que Deus tem um proposito em suas ações e por isto que tenho uma atitude positiva frente esta nova provação que ele colocou em nosso caminho, acredito fortemente que é uma oportunidade de crescimento no caminho de volta para os seus braços e por isto temo que dar o nosso melhor e fazer tudo ao nosso alcance para trazer a luz para esse mundo tenebroso e triste.

    Ecoava Mewghoah com a beguina em sua fé em Cristos.

    Éramos três servos de Deus juntos naquela terra infestada de seres malignos, mas não era nossa terra natal não era mais as planícies Francesas ou Belgas nem mesmo os campos verdes da Escócia. Talvez nunca mais poderíamos retornar a encontrá-las. Mas Solaire de Astora havia nos dito que os heróis de atos lendários reviviam neste lugar por algum motivo. O que talvez tenha algo com esta profecia...

    - Mas e quanto ao atalho que mencionara antes? É o mesmo que leva a essa paragem ou devemos optar por um ou outro? - perguntou Ignastacia para Adan que antes de responder fora questionado por Mewghoah.

    - Adam, meu bom jovem, escutei atentamente a narração da cosmogonia deste mundo e fiquei aqui pensando, que ser tão poderoso que lançou essa maldição que colocou deuses para correr e se esconder a ponto de abandonarem a sua criação e corromper os seus quatro paladinos? E porque Solaire de Astora e seus companheiros libertaram esse pavoroso e maligno Viribus, afinal, foi esse Solaire quem nos recepcionou a este mundo e nos indicou a fortaleza de Sen como destino, será que enfrentaremos algum desses titãs ou o próprio Viribus? Se for, precisamos nos preparar melhor... O que você nos aconselha garoto, procurarmos este condado ou burguesia como você chama ou prosseguiremos pelo atalho? São caminhos muito diferentes, os dá para confluir os dois em uma só senda?

    Eu apenas observava o bombardeio de perguntas que a criança recebia como se ele fosse um criminoso ante um interrogatório, e até bem pouco tempo ele estava tímido ante estas pessoas completamente estranhas de seu convívio. Mas que possuíam apenas um ponto em comum que o mantinha aparentemente a favor de nós. Nós havíamos lhe salvo a vida.

    Então eu reparo que há um momento de silêncio onde as duas companheiras mais antigas observam Adam aguardando por suas respostas, me aproveito deste ínterim e me ponho a falar.

    - Me perdoe Senhora Eleonora, mas suas vestes me confundiram. - e lhe faço uma mesura e continuo.- Acredito que já podemos nos por em viajem para nossa próxima parada onde poderemos encontrar respostas e um lugar para que Adam fique em segurança. E quem sabe uma orientação e informações desta fortaleza onde podermos encontrar novamente Solaire.

    Me levanto e olho para o caminho de onde viemos enquanto tiro algum pó de minhas roupas.

    - Mewghoah, estou a lhe pedir desde o combate com aquela coisa. Tenha cuidado com as suas conjurações, as chamas são poderosas aliadas mas também inimigas cruéis. Por muito pouco aquela igreja de madeira não caiu em chamas no alto de nossas cabeças, seja comedida no uso delas para que não nos cause danos irreparáveis. De toda forma sem sua ajuda acredito que ainda estaríamos em combate com aquele demônio.

    Olho para Adam e me aproximo dele.

    - Se desejares posso tê-lo como meu escudeiro e ensiná-lo-ei a arte da esgrima e se tiver o dom, também poderei lhe ajudar com as artes passando para ti todo meu conhecimento como cavaleiro.
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    Mensagem por Artorias em Sex Maio 10, 2019 7:43 pm

    OFF – POST 3

    ON


    Histórias de tempos desconhecidos e de mitologias consideradas verdadeiras foram contadas, palavras proferidas frente a fogueira mágica, que recobrara suas consciências, soavam como crianças contando histórias de terror em acampamento para assustarem umas às outras, no entanto, com um agravante, eram reais.

    O som das brasas chamuscando fazia-os lembrar do calor do sol de verão, aquele clarão do céu azul celestial, sem nuvens cobrindo a vista, tais lembranças pareciam soar como ficção agora.


    [...]


    Ignastacia \"Immacolata" d'Argoliath escreveu:– Mas e quanto ao atalho que mencionara antes? É o mesmo que leva a essa paragem ou devemos optar por um ou outro?


    – São caminhos próximos... – Dizia o garoto com uma voz fraca que sumia ao terminar a frase.


    [...]


    Adam de Catarina aproxima-se de Eleonora e estende a mão consente a sua presença com um olhar meigo e triste por compaixão e empatia de entender o sofrimento e os conflitos internos que a senhorita estaria passando. Depois voltaria a sentar-se.


    [...]


    Mewghoah MacKenna escreveu:Adam, meu bom jovem, escutei atentamente a narração da cosmogonia deste mundo e fiquei aqui pensando, que ser tão poderoso que lançou essa maldição que colocou deuses para correr e se esconder a ponto de abandonarem a sua criação e corromper os seus quatro paladinos? E por que Solaire de Astora e seus companheiros libertaram esse pavoroso e maligno Viribus, afinal, foi esse Solaire quem nos recepcionou a este mundo e nos indicou a Fortaleza de Sen como destino, será que enfrentaremos algum desses titãs ou o próprio Viribus? Se for, precisamos nos preparar melhor...


    O menino arregala os olhos ao saber que conheceram Solaire de Artora e acaba falando com a voz mais firme até o momento – Ele é um herói! Mas que falhara em algumas escolhas por ignorância ou ingenuidade... Ele está indo para Fortaleza de Sem então... Hm... Cantigas dizem que aquela Fortaleza fora em uma determinada época a passagem do mundo humano para o mundo divino, sendo assim, o lugar de acesso para Anor Londo, a terra de Lord Gwyn... Talvez estivesse querendo assumir o papel de o morto-vivo escolhido para acabar com a maldição e encontrar sua redenção... –, divaga o garoto.


    [...]


    Guillaume de Retz escreveu:Se desejares posso tê-lo como meu escudeiro e ensiná-lo-ei a arte da esgrima e se tiver o dom, também poderei lhe ajudar com as artes passando para ti todo meu conhecimento como cavaleiro.


    Adam de Catarina reflete, depois de um tempo, acaba falando outra coisa, talvez tivesse esquecido da proposta do cavaleiro.


    – Melhor irmos, vós já estais revigorados!


    E então todos saem da caverna e deixam a fogueira divina para trás... Será que veriam outras futuramente? Poderiam pensar...


    [...]


    Após uma longa caminhada no interior da mata, os heróis deparam-se com um grande abismo e uma ponte que liga vossos guerreiros até outro lado, era o único meio para ir até outro lado, a ponte é deveras extensa, sua madeira meio podre e as cordas meio gastas, era possível sentir uma brisa forte vindo do abismo que fazia a ponte balançar um pouco e ranger. A névoa dificultava ver muito a frente, mas mesmo com essa dificuldade, era possível ver a ponta final da ponte.


    Capítulo X - Parte 2 88f32910


    OFF 2 - EDITADO:


    Na imagem tem corpos, então desconsiderem os corpos que aparecem na imagem.

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    Capítulo X - Parte 2 Empty Re: Capítulo X - Parte 2

    Mensagem por Caelestia em Sex Maio 10, 2019 11:35 pm

    A quanto tempo eles estava caminhando ela não sabia dizer.

    Apenas caminhava seguindo o ritmo dos demais que guiavam o caminho.

    Solaire de Astora... Lord Gwyn... Ela havia ouvido a explicação do garoto e mediante as circunstância, acreditando ser aquilo uma provação de Deus, havia aceitado o que foi dito como um objetivo a ser atingido, mas a verdade é que, não sabia se por sua mente ainda estar confusa ou se por desconhecimento, não conseguia se lembrar de já ter ouvido esses nomes antes, nem mesmo entre as culturas pagãs que conhecia.

    A mata sombria por onde caminhavam lhe causava uma estranha sensação ruim. Parecia tudo terrivelmente desolado demais para ela e aquilo lhe afligia.

    Tentando distrair a mente, pela primeira vez, se permitiu realmente observar, seus agora, companheiros de infortúnio.

    Um jovem que parecia um cavaleiro. Uma mulher com roupas bem diferentes do que ela conhecia, seria uma guerreira talvez, embora ela não se lembrasse de ver mulheres guerreiras vestidas daquela forma. E uma segunda mulher, que inicialmente só reconheceu desta forma depois que a ouviu falar, pois vestia uma pesada armadura que não deixava ver muita coisa. Ela também não se recordava de já ter visto mulheres com armaduras assim.

    A quanto tempo será que já estavam juntos? Ela lembrava vagamente de ouvir a grande guerreira falar sobre enfrentar demônios.

    “- Um grupo tão distinto... Nem parece que vivemos e morremos na mesma época... Ou será que não... E ainda tem este menino... Como uma criança, que deveria ser uma alma pura, pode conhecer tanto de um lugar sombrio e estranho como este? E se não for uma criança? Se estamos mesmo na morada dos impuros não poderia ser uma armadilha? ... Óh Deus, para que tipo de inferno me mandastes?” - Pensava.

    Eleonora rezava baixinho, suplicando a Deus por orientação, quando percebeu que o grupo havia parado.

    Estavam em frente a uma ponte. Uma ponte muito longa.

    Ela se aproximou o suficiente apenas para perceber que a ponte atravessava um grande precipício e que, se a mata sombria lhe causava uma sensação de aflição, esta não era nem próxima do temor que sentiu ao se imaginar atravessando aquela ponte em péssimo estado.

    Era nítido o estado podre em que as cordas e madeiras se encontravam e a neblina que a envolvia só contribuía para aumentar a sensação de insegurança e medo de pisar nela.

    Ela precisava se posicionar quanto a isso.

    - Perdoem-me mas a pouco não estava em condições de entender o que me falavam, por isso não lembro vossos nomes. Se puderes repetir...

    Eleonora se afastou mais da ponte olhando em volta enquanto falava novamente

    - Não creio que seja seguro atravessarmos por aí. Me parece que esta ponte nem sequer aguentaria nosso peso. – E olhando especificamente para o menino, diz - Será que não existe um outro caminho que nos leve ao nosso destino? Um que seja mais seguro?
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    Capítulo X - Parte 2 Empty Re: Capítulo X - Parte 2

    Mensagem por Kether em Sab Maio 11, 2019 2:57 pm

    Segui no final da fila deixando que Adam e Ignastacia seguissem na vanguarda, me preocupava o fato de que nosso inimigo estivesse vivo e retornasse ao nosso encalço. Ao ver o motivo de nossa parada observo bem as condições daquela ponte de corda, ela estava em péssimo estado.

    - Perdoem-me mas a pouco não estava em condições de entender o que me falavam, por isso não lembro vossos nomes. Se puderes repetir... - diz Eleonora

    Eu que passava por ela a caminho da ponte neste momento respondo:

    - Sou Guillaume de Retz, cavaleiro francês. Morri em combate contra a Inglaterra em idos 8 dias de Setembro do ano de Nosso Senhor de 1429, fazia parte dos exercito que lutava ao lado de Joana d'Arc no cerco a Paris, quando tentávamos retomar nossa capital.

    - Não creio que seja seguro atravessarmos por aí. Me parece que esta ponte nem sequer aguentaria nosso peso. - diz Eleonora.

    Eu ainda estava verificando as cordas e condições da ponte. Cada vez mais estava certo de que esta ponte não iria suportar o meu peso e também o peso de Ignastacia. Já que usávamos armaduras de aço.

    - Concordo com a Senhora Eleonora.

    -Será que não existe um outro caminho que nos leve ao nosso destino? Um que seja mais seguro? - perguntou a beguina para Adam.

    Eu também esperava a resposta do jovem, mas reparei que as outras duas mulheres também avaliavam as condições da ponte, pensavam numa forma de atravessar este obstáculo. Me aproveitando deste momento comento com todos.

    - Este lugar não parece a Europa, onde estamos? Com certeza não é a minha amada França. E nunca antes ouvi falar de um mundo dos humanos e mundo dos deuses... Onde... não como é possível que pessoas da Europa possam estar neste lugar que não parece ser nossa terra natal. A cada momento mais acredito que estamos realmente no inferno e este lugar é a punição para nossos crimes sejam lá quais eles foram.
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    Mensagem por Dycleal em Sab Maio 11, 2019 11:48 pm

    Mewghoah ouve todos conversando e a jovem que chegou por último pede para que repitam os seus nomes e a duquesa imagina, que ela ainda não estava completamente lúcida quando se apresentaram e ouve, também, ela falar que são da mesma época e fica pensando, que épocas eram aquelas e que fatos eles referenciavam que ela nunca tinha ouvido e fica meditando e decide se reapresentar.

    A guerreira do fogo se levante e com uma mesura formal se apresenta: - Sou Mewghoah MacKenna, duquesa do clã dos MacKenna, reinei do rio Wallnet, até o grande vale do Rio Gladderburg e quando a morte marcou um encontro comigo tinha completado trinta e quatro primaveras e levei comigo pelo menos umas quatro mil almas de inimigos junto comigo e era o ano de nosso senhor Jesus Cristo de 739 contados do seu pretenso nascimento, datação só aceita nas highlands cristã.

    Para um pouco e diz: - Os eventos que vós falais, me são desconhecidos e essa França tem alguma coisa com os francos que governaram a Gália depois de Clóvis, que foi Cônsul romano honorário? Me expliquem um pouco no que a velha Europa se transformou.

    Enquanto espera as respostas, analisa as cordas da ponte e pisa nas tabuas colocando parcialmente o seu peso nelas e avaliando com a audição o ruído da madeira gemendo e após um pequeno intervalo de tempo ela vaticina: - A ponte não vai aguentar, esta muito deteriorada e nossas armas e armaduras são muito pesadas, talvez se for de um em um, mas é muito longo o vão desta ponte, não se tornaria viável... E volta a se sentar em uma pedra.
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    Mensagem por Lnrd em Dom Maio 12, 2019 8:27 pm

    "Ignastacia d'Argoliath", respondeu àquela Eleonora que se juntara ao grupo. O nome sobre o qual tinha os pensamentos debruçados, entretanto, era outro: Anor Londo.

    A criança mencionara novamente aquele lugar. No fundo de si a guerreira sabia que era para lá que estavam rumando sob o conselho de Solaire de Astora. A Fortaleza de Sen era apenas uma parada no caminho, se é que conseguiriam segui-lo até o fim – não só a possibilidade de encontros como aquele com a criatura do santuário poderiam encurtar a viagem, como a perspectiva de derrotarem dragões não era uma promessa deveras auspiciosa.
    A idade da temeridade, na qual provocaria sem titubear um exército, já havia ficado para trás. Muito para trás se levando em conta as eras que atravessara na cova.

    Nada disso era de fato importante se não conseguissem superar o pequeno obstáculo que se interpunha na senda daquelas quatro pessoas e meia.

    À beira do abismo, era consenso que evitar aquela ponte seria o mais inteligente a se fazer, porém havia a chance de não ser possível. Tudo dependia da reposta do menino.
    - Sua corda alcança o outro lado? - Perguntou ao cavaleiro, como se sugerisse outra opção caso Adan não soubesse de outra via plausível - Ou talvez haja uma árvore grande o suficiente para servir de passadiço - Disse examinando o ambiente ao redor, apesar de algo dizer que o barulho de um tronco sendo derrubado podia ser bastante indesejável naquela situação.

    Por um momento imaginou aquela floresta queimando como a igreja o fizera, concluindo que, se isso acabasse com outras criaturas demoníacas, não seria tão má coisa.
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    Mensagem por Artorias em Ter Maio 14, 2019 6:52 pm

    OFF – POST 4


    ON




    Guillaume de Retz escreveu:– Este lugar não parece a Europa, onde estamos? Com certeza não é a minha amada França. E nunca antes ouvi falar de um mundo dos humanos e mundo dos deuses... Onde... não... como é possível que pessoas da Europa possam estar neste lugar que não parece ser nossa terra natal. A cada momento mais acredito que estamos realmente no inferno e este lugar é a punição para nossos crimes sejam lá quais eles foram.

    Adam de Catarina parecia pensativo, mesmo sendo estudada com criação erudita, era apenas uma criança, aquela pergunta deixara ela em silêncio por um tempo pensando em algo que pudesse dizer, vacilou a voz inicialmente e nas sílabas seguintes conseguiu pronunciar de forma inteligível – Eu nunca ouvi falar de Europa, nem de França, contudo, alguns livros dizem que a história da humanidade passara por diversas transformações, muitos povos extinguidos, outros misturaram-se e a geografia alterara-se de época em época... –, parara para respirar um pouco, talvez ainda estivesse abalado pelos eventos ocorridos, depois retoma para dizer – Nem sempre os Deuses fizeram contato conosco, mas a partir de um momento as duas dimensões ganharam uma ponte, não sei bem como ocorrera isso...

    [...]

    Depois de um tempo o garoto cochichara no ouvido do Guillaume – Eu aceito a proposta de ser ensinado a lutar! –, depois se afastara do guerreiro, sem graça, abaixara a cabeça timidamente e colara-se na Mewghoah, que agia como uma nova mãe para ele.

    [...]

    Eleonora Van Heick escreveu:– Não creio que seja seguro atravessarmos por aí. Parece-me que esta ponte nem sequer aguentaria nosso peso. Será que não existe um outro caminho que nos leve ao nosso destino? Um que seja mais seguro?

    Mewghoah MacKenna escreveu:– A ponte não vai aguentar, esta muito deteriorada e nossas armas e armaduras são muito pesadas, talvez se for de um em um, mas é muito longo o vão desta ponte, não se tornaria viável...

    – Esse era o melhor caminho, para contornar levar-se-iam dias, isso sem contar nos riscos de Vazios aparecerem – Dizia o menino desapontado pelo estado da ponte, de fato seria mais perigoso e cansativo fazer qualquer outro caminho a partir dali.

    [...]

    Ignastacia \"Immacolata" d'Argoliath escreveu:– Sua corda alcança o outro lado? Ou talvez haja uma árvore grande o suficiente para servir de passadiço.

    Ignastacia tivera uma ideia interessante, mas não sabia que Guillaume gastara a corda na igreja e perdera-a com o incêndio... Eleonora olhara para si e pôde lembrar que carregava corda com ela, a sua extensão era considerável, mas não sabia se serviria para alcançar o outro lado.

    Ao olharem para os arredores não veem árvores suficientemente grandes para um passadiço.

    A verdade é que a ponte não parecia resistente para aguentar o peso das armaduras, mas somente as suas pessoas aparentemente aguentaria.

    [...]

    O dia era sempre noite nesse plano, mesmo na vitória das sombras, era possível contemplar o lindo brilho das estrelas, pequenas luzes que os fazem ter em mente que o bem ainda resiste e poderá vencer o mal.

    O ambiente ainda era sereno, sem barulho, sem qualquer tipo de inquietação e estranheza.

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    Mensagem por Kether em Ter Maio 14, 2019 10:23 pm

    Adam escreveu: – Eu nunca ouvi falar de Europa, nem de França, contudo, alguns livros dizem que a história da humanidade passara por diversas transformações, muitos povos extinguidos, outros misturaram-se e a geografia alterara-se de época em época... Nem sempre os Deuses fizeram contato conosco, mas a partir de um momento as duas dimensões ganharam uma ponte, não sei bem como ocorrera isso...

    Eu ouço a explicação do jovem e tento acreditar que tudo aquilo era verdade.

    Ignastacia escreveu:– Sua corda alcança o outro lado? Ou talvez haja uma árvore grande o suficiente para servir de passadiço.
    a

    - Infelizmente eu não a tenho mais, ficou na igreja que incendiou. Também não acho que vestidos em nossas armaduras poderemos atravessar mas se encontrarmos alguns cipós poderemos amarrar nossas armaduras e puxá-las assim poderemos vestir do outro lado do penhasco.

    Eu olho para o garoto que após sussurrar poucas palavras ao meu ouvido, corre para Mewghoah e aceno afirmativamente e digo:

    - Adam, venha comigo! Devemos encontrar alguma coisa que possamos utilizar para amarrar as nossas armaduras que ficarão arrumadas em nossas capas ou no saco de dormir que tenho na minha mochila.
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    Mensagem por Dycleal em Ter Maio 14, 2019 10:41 pm

    Mewghoah ouve a explicação sobre a extinção das nações como ela conhecera e pensa consigo mesma que enquanto existir, a escócia existirá nela e não se preocupa com aquilo e após aquela explicação do menino, ouve o Adam cochichar no ouvido do guerreiro e depois correr para o seu lado e ela o abraça e beija a sua cabeça.

    Logo os seus companheiros estão fazendo planos alternativos para superar o problema da fragilidade da ponte e o guerreiro chama Adam para ajuda-lo com uma tarefa do plano que arquitetara e Mewghoah se abaixa e diz: - Vá, vá com ele e mostre o seu valor! E fica pensando em formas de resolver a travessia.
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    Mensagem por Lnrd em Qui Maio 16, 2019 11:20 am

    A guerreira pensava em como sempre ouvira histórias de jornadas a reinos que, à época dela, haviam sido ocultados ou perdidos no tempo, permanecendo vivos apenas através de relatos. Era como se o mesmo se passasse naquele momento: não duvidara que a terra onde nascera existira, mas talvez mapa algum pudesse mostrar o caminho de volta – restava-lhes preservarem as próprias lendas, únicos resquícios do passado.

    Ademais, o mundo era afinal grande. Quem sabe, como recompensa, os deuses em Anor Londo pudessem apontar as direções certas.

    Para além do risco da queda no primeiro caminho e de monstros no segundo, o ambiente parecia tranquilo – o que dizia a Ignastacia para não baixar a guarda.

    A perceptiva de tirar a armadura e ser atacada na sequência ou ao chegar ao outro lado da fenda pareciam-lhe riscos reais. Tinha que contar que, mesmo sem proteção, ela parecia ser a mais robusta ali. Ao contrário, Mewghoah tinha a vantagem de não precisar entrar num combate corpo a corpo se usasse aquelas estranhas chamas dela. Uma das duas devia ir na vanguarda. Ou proteger a retaguarda.

    Observou Guillaume afastando-se com Adam. Não sabia das capacidades de combate de Eleonora, se é que possuía alguma, mas pensou que duas adultas estavam mais seguras que um adulto e uma criança. Pôs-se então ao encalço daqueles que iam à procura de cipós, ajudando-os na busca.
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