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    Prólogo: Novos X-Men

    JPVilela
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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por JPVilela em Seg Jun 17, 2019 10:16 am

    @JPVilela escreveu:
    Tesla
    Andrey Sidorovich


    Do nada sentiu o impacto de algo que não conseguia identificar, no susto, acabou derrubando sua caneca ao mesmo tempo em que deixava um xingamento escapar pelos lábios por puro reflexo.

    - Blyat! - exclamou enquanto virava-se para ver o que havia acontecido, mesmo que a sensação de energia sendo absorvida pelo equipamento que vestia já deste uma boa ideia de qual era o caso.

    Noriko escreveu:- Não queria derrubar seu chazinho tranquilizante, mas não consegui resistir.

    Muitas vezes Andrey se questionava se andar com fones de ouvido era como se vestisse uma placa de “por favor venham me incomodar”, se era alguma convenção cultural daquele país ou algo do tipo. Respirou fundo, sabia que aquilo era só uma provocação da garota.  

    - Bom dia, Ashida… - disse desviando o olhar que por uns poucos instantes era fulminante, da garota para a caneca no chão, que agora só tinha os saquinhos de chá e algumas gotas de líquido dentro. O restante já estava sendo absorvido pelo chão por entre o gramado.

    O que não sabia a garota, era que ela tinha sorte… Se aquilo tivesse dado um curto em seu mp3 ou fones ela ia pagar.  Noriko se aproximava:

    Noriko escreveu:- Esse seu negócio aqui funciona bem mesmo, hein - bateu de leve no equipamento de absorção de energia. - Você sentiu alguma coisa, ou apenas se borrou de medo?

    Antes de ter seus poderes descobertos, Andrey já havia tomado alguns choques quando era criança, e em seu curso técnico, hoje em dia, pegar em um fio desencapado, colocar o dedo em uma tomada e coisas do gênero não lhe proporcionam nada além de um leve formigamento na área de contato. Uma sensação semelhante, mas ainda mais difusa foi o que ele sentiu momentos antes, além do impacto que foi o que lhe fez derrubar a caneca. Dificilmente  Noriko conseguiria o machucar com seus poderes, e o ucraniano achava que o contrário também seria o caso.

    -  Quase nada - respondeu dando de ombros, não sabia direito como lidar com essa rivalidade que diziam existir entre eles, mas a garota não o ajudava.

    Ela pegou a caneca do chão e disse que iria com ele até o refeitório para pegar outro chá. Lá, eles viram que alguns dos estudantes da turma Logan estavam reunidos em uma mesa e então resolveram se juntar a eles. Mancha Solar estava segurando o smartphone e comentando com os outros.

    Como não havia acontecido nada de ruim concordou em ir com a colega ao refeitório, onde via que vários conhecidos estavam reunidos em uma mesa, ele pegou uma cadeira vazia de outra mesa e sentou-se em silêncio ao lado de George para se inteirar das conversas.
    Sky
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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por Sky em Qua Jul 03, 2019 3:33 pm

    Beastgirl
    Sasorie Greene
    Instituto Xavier de Educação e Visibilidade Mutante
    7 horas


    -Ah, então era só pra me chamar pra te esmurrar? Achei que ia pedir dinheiro ou algo do tipo

    "Ou cigarros"


    Deu um sorriso irônico e acenou positivamente com a cabeça. Aquilo ia ser interessante, e o Pilha humana pelo menos não parecia alguém que Sasorie poderia machucar pra valer.

    De volta ao seu silêncio no jardim Sasorie tinha tempo pra voltar a pensar sozinha, mas não por um longo período.

    -Pois é Galinho, sem aula hoje - disse ao seu colega.

    -Ah é, os cigarros. Ok, vou pegar...só não fica dando bobeira com isso, e se alguém te pegar fumando eu nem te conheço

    Aquilo parecia troca de produtos numa prisão. Todo lugar meio que parecia uma prisão para Sasorie, mas a situação parecia pior ultimamente.

    Quando chegou o quarto viu aquela grande obra de arte feita em sua cama, e com certeza só poderia ter sido uma pessoa responsável...

    -Ah Patricinha, que bonitinho - pegou toda a sujeira em sua cama e jogou na dela. Daquele jeito o quarto inteiro ia acabar tendo cheiro de cerveja.

    Prontamente foi até o refeitório e localizou onde Cindy estaria sentada. Carregava um sorriso cínico no rosto.

    -Bom dia, meninas - disse colocando o pé sobre a mesa, bem ao lado de Cindy. Se Cindy estivesse com um prato de comida ou algo do tipo ela também pegaria algo nele com a mão e comeria.

    Unicórnio Invernal
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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por Unicórnio Invernal em Dom Jul 07, 2019 2:41 am

    Siren
    Cindy Hale

    Cindy ouvia estranhas batidas do lado de fora da parede de seu quarto. Primeiro  no quarto ao lado, depois na parede onde ficava a porta. Nada de anormal, afinal, quando os pessoal da escola acordava o caos era garantido. Cindy não iria perder tempo procurando saber do que se tratava. Precisava cuidar da aparência.

    Quanto ao lixo na cama da colega... Sabia que ela revidaria, era a cara dela fazer isso. Talvez jogar tudo na cama de Cindy? Quem sabe com essa atitude de Sasorie, a musicista pudesse denunciá-la para algum superior? Convencer algum professor a colocar a mutante de cabelos verdes em um lugar mais “apropriado” para toda sua imundice. Não se importava de trocar os lençóis da própria cama se isso acarretasse também na saída de Sasorie e sua bagunça do quarto, mas o cobertor a jovem guardou dobrado em cima do armário.

    Cindy se arrumou no banheiro e quando voltou ao quarto se deparou com os “capangas” da outra colega de quarto. Era complicado demais viver em um quarto com aquelas pessoas que não dão a mínima para higiene. Os ratinhos olharam para a mutante, que bufou ruidosamente em resposta, esperando que desaparecessem de uma vez dali e voltassem para os buracos de onde tinham saído. Vendo os animaizinhos subirem pelos móveis e se esconderem, Cindy se perguntava se não tinha nenhuma vaga sobrando em outro quarto com garotas mais asseadas como colegas. Era realmente pedir demais um pouco de limpeza?

    Só depois que os ratos desapareceram Cindy notou o pedaço de papel aberto no chão. Ela tinha juntado tudo o que Sasorie tinha deixado por aí e agora os ratos tinham trazido mais coisas para o chão do quarto? Francamente!

    A mutante juntou o papel para colocar com o resto da bagunça e notou que tinha algo escrito nele.

    Escuto sua música com meu coração.

    Cindy estremeceu. Era um bilhete para ela? De onde tinha vindo isso? Tinham passado por baixo da porta e algum dos ratos carregou até ali? Não achava que era obra de suas colegas de quarto.  Não fazia o feitio de nenhuma delas.

    Talvez poucos soubessem que as habilidades mutantes de Cindy não eram totalmente bem aceitas por ela. Tinha se acostumado com o fato de que sempre que tocasse um instrumento iria ativá-las, iria, de certo modo, controlar as pessoas, mas, no fundo, preferia que não fosse assim. Preferia que a música levasse as pessoas à criarem suas próprias impressões e emoções sobre a melodia, mas também havia algo de interessante em fazer isso por elas... Mas quando Cindy cantava era um desastre. Não, ela não queria nem lembrar sobre isso. Essa parte a garota não conseguia aceitar. Mesmo que amasse cantar, preferia ficar em silêncio para o resto de sua vida.

    Lendo pela segunda vez, receber um bilhete assim até que não era ruim. Tinha seu charme. Mas quem foi que escreveu isso? Era só comparar a escrita com o pessoal do... Instituto inteiro! Talvez não fosse tão simples assim... Mas se com certeza dava para eliminar muita gente já que não era todo mundo que conhecia a garota de cabelo rosa e ela também não ficava fazendo concertos para o instituto inteiro.

    Com curiosidade e um início de plano de ação, Cindy dobrou o bilhete e colocou no bolso da bermuda jeans saindo do quarto em seguida. Enquanto passava pelo corredor ouviu Glob em uma contagem regressiva que parou assim que a avistou não muito longe.

    - Bom dia, Cindy! - Ele disse com um sorriso. - Sabia que rosa também é a minha cor preferida?

    - Oh. – ela respondeu sem humor nenhum.
    Ele tinha escrito o bilhete? Estava perto do quarto e poderia ter passado o bilhete por baixo da porta, mas Cindy não estava nada convencida. Achava que a chance de ter sido Glob era bem pequena.

    – Que bom para você. – sorriu, apontando para ele de um jeito meio provocativo, mas já ia lhe dar as costas e ir embora bem depressa quando Fada a impediu, aparecendo de repente e começando a falar quase como se não precisasse respirar.

    Cindy ouvia a garota enquanto as duas iam na direção do refeitório. Sabia que fada ia tecer uma rede interminável de reclamações sobre a superpopulação do lugar. Já tinha ouvido o discurso antes e até mesmo concordava com ele. A musicista ouvia parcialmente o que ela dizia e concordava enquanto prestava atenção nas pessoas que passavam por elas em busca de alguém que pudesse se acusar da autoria do bilhete apenas com alguma expressão facial.

    - Talvez o instituto fosse melhor se estivesse em Wakanda. – deu de ombros com a própria frase, ainda observando os companheiros de residência pelos quais passavam – Mas concordo que isso é uma bagunça. Só que, provavelmente, é melhor que esse pessoal esteja por aqui do que assustando os pobres humanos indefesos. – respondeu cheia de ironia – A escola para nós. O resto do planeta para eles.

    As duas chegaram ao refeitório, Cindy se serviu de dois copos de café, duas maçãs e uvas e foram sentar-se ao lado de dois dos garotos que residiam no quarto ao lado do de Cindy. Fada jogou a bandeja dela na mesa antes que Cindy se sentasse e causou um susto em vários dos jovens que estavam em volta. Ela gritou com um deles e sentou-se emburrada no banco. Irritação era um humor comum na mutante assim como o mal-humor recorrente de Cindy, por isso não lhe surpreendia muito, mesmo que a musicista não soubesse qual era o assunto.
    Ela só se sentou ao lado da garota alada e começou a beber uma das xícaras de café enquanto Mike se desculpava, George desaparecia e, em seguida, Mancha Solar mudava completamente o assunto, comentando das notícias, ou a falta delas. Cindy apenas suspirou em indignação em meio a um gole e outro da bebida. Não gostava de notícias em geral. Era comum esconderem coisas importantes e distorcerem aquilo que queriam, por isso preferia nem ler.

    Cindy sorriu discretamente com o comentário de Armadura. Claro que era bem exagerado, mas tinha vezes que pensava o mesmo. Aquele monte de conversa indo e vindo de todos os cantos costumava ajudar a deixar a mutante ainda mais mal-humorada. Ás vezes preferia ir para um canto isolado, pelo menos até terminar suas duas xícaras de café, pois depois disso seu humor ficava um pouco mais controlado. Era melhor ficar quieta ali do que começar a por lenha para atiçar seu lado rabugento.

    Quando viu o chumaço de cabelo verde se aproximando, Cindy deu um imenso gole no café, quase se engasgando. Precisava de mais cafeína para lidar com essa. Já vinha colocando os pés em cima da mesa bem do lado de Cindy e se servindo de sua maçã.

    - Por que não volta para a lata de lixo de onde você saiu? – resmungou entre goles da segunda xícara de café.

    Nem conseguia traçar direito seu plano de descobrir o autor ou autora do bilhete misterioso com a garota porquinha bem ao seu lado.
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    Mutante
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    Mensagem por Sky em Qua Jul 10, 2019 1:52 pm

    Beastgirl
    Sasorie Greene
    Instituto Xavier de Educação e Visibilidade Mutante
    7 horas


    Sasorie pegou o café de Sasorie e deu um gole também. Na verdade tomou todo o café que tinha restado.

    -Como eu vou ter uma lata de lixo se você ocupa tanto do espaço do quarto, rosinha? - sorriu de forma irônica.

    Se aproximou do rosto de Cindy.

    -Aliás a próxima vez que você jogar algo na minha cama eu jogo é você pela janela - ainda sorrindo se afastou e jogou a caneca na mesa.

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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por Unicórnio Invernal em Dom Jul 14, 2019 10:45 am

    Siren
    Cindy Hale

    Cindy observou enquanto Sasorie lhe ameaçava e tomava um de seus cafés sem esboçar nenhuma reação. Quando a mutante se afastou, a garota de cabelo rosa suspirou e deixou os ombros caírem, em seguida baixou a cabeça, em uma pequena encenação de esgotamento e decepção com o que viu.

    - Isso é tão injusto. - comentou para Megan, assim como para todos da mesa que estavam interessados em ouvir - Preciso conviver com uma pessoa tão violenta e expansiva quanto ela. Fica me ameaçando e ocupa o quarto todo, ainda por cima vindo aqui e colocando a culpa em mim. - suspirou, não esquecendo de colocar uma expressão triste em seu rosto enquanto observava a xícara de café ainda intacta.
    Gelatto
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    Mensagem por Gelatto em Seg Jul 15, 2019 9:37 am

    Karmeleon
    George Chameleon


    - Pedimos desculpas, Megan. Não é, George? Na próxima vez, corremos do lado de fora - já combinamos.

    George apareceu novamente, na real, ele nem saiu de lá, só ficou camuflado, mas seus colegas de quarto já sabiam dessa característica do mutante camaleão. Então ele apenas acena freneticamente a cabeça em concordância: -"Sim! Sim! Sim!"

    E ele quase desaparece novamente quando Sasorie e Cindy começam a trocar farpas novamente. Era nítido que elas se odiavam e ainda por cima dividiam o mesmo quarto. George se perguntava quando a tutoria iria perceber este pequeno equívoco.

    -"Por favor, não devemos brigar na escola!", mas as palavras de George saíam baixo e para dentro que ninguém ouvia.

    - Isso é tão injusto. - comentou para Megan, assim como para todos da mesa que estavam interessados em ouvir - Preciso conviver com uma pessoa tão violenta e expansiva quanto ela. Fica me ameaçando e ocupa o quarto todo, ainda por cima vindo aqui e colocando a culpa em mim. - suspirou[...]

    -"Ela me dá medo. Me lembra dos meus antigos amigos morloks. Mas tome cuidado, contar para algum tutor pode apenas piorar. Este tipo de pessoa odeia ser dedurado e são muito vingativos. Apenas a ignore. Um dia isso acaba.", meio encabulado, George aconselhava, afinal, alguém que sofreu bullying a vida toda era especialista no assunto.
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    Mensagem por ayana em Ter Jul 16, 2019 9:57 pm

    Novos X-Men
    Parte 2

    A parte da alma que Megan perdeu, na época em que esteve no Limbo, trouxe uma sensação de incompletude. Ficava visível nas ríspidas alterações de humor, quando essa parte que lhe faltava era preenchida por demônios. Embora o pedido de desculpas de Mike não fora suficiente para pacificar sua alma, ver George desaparecer aos poucos com a expressão de um cãozinho abandonado era de tocar o coração. O semblante sombrio saiu de cena assim que um discreto sorriso brotou em seus lábios. Nem era preciso dizer nada para que ele soubesse que estava perdoado.

    Noriko e Andrey se juntaram ao grupo e logo se integraram às conversas banais de uma manhã qualquer.

    - Vocês sabem o que o Evan tem? - perguntou Noriko para Andrey, George e Mike. - Ele me disse que não tinha acordado bem e que iria passar na enfermaria.

    - Ele não deve ser o único. Já faz horas que o Trevor tá trancado no banheiro - comentou Megan.

    - É mesmo? - disse Sooraya já se levantando da mesa. - Vou lá ver se ele está bem.

    - Toma cuidado, hein! - havia um tom debochado na voz de Roberto. - Vai que você descobre olhos escondidos nas regiões mais íntimas dele - começou a rir.

    Faísca, Armadura e Fada acharam engraçado o comentário. Assim como boa parte dos alunos, elas consideravam Ocular esquisito demais, o que o tornava um alvo preferencial de piadas. Em meio às risadas, Faísca exclamou:

    - Que droga, Roberto! Agora fiquei com a imagem do Trevor pelado na cabeça!

    De repente, Roberto também se levantou. Sua expressão estava mais séria agora. Alguém lhe perguntou para onde ele estava indo.

    - Fiquei preocupado com o Victor. Ele também tava se sentindo mal hoje de manhã.

    - Eita!

    "Será que é algum tipo de intoxicação?", alguns poderiam pensar.

    - Vou ver como ele tá e encontro com vocês mais tarde!

    Vendo que Pó também se afastava, depois de Mancha Solar ir embora, Megan virou-se para ela e disse:  

    - Não precisa ir lá, Sooraya. Daqui a pouco o Glob vai derrubar a porta.

    Sooraya foi mesmo assim, passou por Sasorie no corredor, mas antes de chegar ao banheiro onde Trevor estava, veio o estrondo do trinco da porta se arrebentando.

    - Eu não disse? - comentou Fada para os demais.

    Ao se virar para o lado, viu Sasorie se aproximando, visivelmente irritada, para tirar satisfação com Cindy. Durante alguns instantes a mesa ficou em silêncio, com a atenção voltada à troca de provocações entre as mutantes que dividiam o mesmo quarto. Para a maioria, não estava muito claro qual era o motivo da briga.

    Ainda que não estivessem exaltadas, a intuição de Armadura alertava que as duas poderiam sair no soco, por isso, aproximou-se delas pedindo para que se acalmassem. Era a mutante mais adequada para apartar uma briga que, felizmente, não ocorreu. Depois foi atrás de Sasorie quando ela encerrou a discussão com uma última ameaça e se afastou.

    - Ei, Sasorie - segurou no braço dela. - O que tá pegando entre vocês duas?

    - Bem… - ela prosseguiu após ouvir a resposta - tô achando que o Scott vai colocar vocês na mesma equipe. Quer apostar?

    Havia uma grande expectativa entre os estudantes da turma Logan para a formação de novas equipes. Além de se tornar oficialmente um X-Man, isso significava que teriam mais liberdade para deixarem o Instituto. Via de regra, para os alunos em geral, havia um toque de recolher a partir das 21 horas. Para antes desse horário, a recomendação era sempre sair acompanhado e evitar regiões com grande concentração de câmeras e de pessoas.  

    Na mesa, Megan colocou a mão no ombro de Cindy. Ouvindo suas lamentações, ficou pensando em como daria seu apoio incondicional à amiga. Primeiro concordou com tudo e depois disse se sentir aliviada por não dividir o quarto com alguém com o temperamento de Sasorie. George, que também se solidarizou com Cindy, complementou:

    - Ela me dá medo. Me lembra dos meus antigos amigos morloks. Mas tome cuidado, contar para algum tutor pode apenas piorar. Este tipo de pessoa odeia ser dedurado e são muito vingativos. Apenas a ignore. Um dia isso acaba.

    - O George tem razão - concordou Noriko. - E eu duvido muito que a Kitty faria alguma coisa a respeito, porque ela foi adotada pelo Logan desde que veio pra cá.

    - Pois é, mas parece que ela nem faz muita questão de ficar aqui, ainda mais agora que ele se foi - disse Megan em referência às vezes em que Sasorie fugiu do Instituto.

    Sooraya trouxe Trevor para o refeitório. Ele caminhava de cabeça baixa com o braço apoiado nos ombros dela. Seus incontáveis olhos estavam fechados e, às vezes, o corpo tinha alguns espasmos como se fosse um grande esforço mantê-los assim. Sentou-se ao lado de Mike e repetiu algumas vezes que não havia nada de errado além de um pouco de tontura.

    - Você deveria ter levado ele na enfermaria! - alguém gritou com Sooraya.  

    Um dos estudantes saiu correndo para buscar um pouco de água.

    - Eu tava bem… - fez uma pausa. - Tá tudo bem… - ele intercalava frases com períodos de respiração cada vez maiores. - Tem muita... luz... aqui…

    Trevor tateou a mão sobre a mesa como um cego que tem sede, mas não sabe onde o copo está. A outra mão foi parar no ombro de Mike, primeiro como um apoio para não cair, depois com uma pressão tal como se tentasse se levantar. Mesmo se tivesse conseguido, não teria evitado de vomitar no chão e de sujar um pouco a barra da calça de Mike. Enquanto colocava um líquido marrom avermelhado para fora, os olhos de seu corpo se abriram e começaram a lacrimejar. Formavam gotas, como o orvalho, que escorriam pela sua pele.  

    Noriko disse para Andrey que iria à enfermaria e, segundos depois, cruzou o refeitório como um raio. No caminho, ela derrubou - e eletrocutou - um mutante que estava em pé observando de longe.

    De repente, um casal de pombos passou voando e pousou sobre uma bandeja com restos de pão deixada no canto do refeitório. Só assim, alguns perceberam a presença de Lin em frente à porta que dava para a área externa. Segurando uma caixa de sapatos fechada, ela levou algum tempo para abrir espaço em meio à aglomeração de curiosos. Ao chegar perto dos colegas de sala, perguntou se eles sabiam o que estava acontecendo.
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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por JPVilela em Qui Jul 18, 2019 9:22 pm

    @JPVilela escreveu:
    Tesla
    Andrey Sidorovich




    Já terminando o conteúdo de uma nova caneca de chá extra forte, Andrey escutava um pouco de todo mundo conversando. As vezes gostava de só ficar ouvindo o que os outros falavam, e guardando suas opiniões para sí, quando em situações em grupo assim com assuntos aleatórios sendo discutidos por todos os lados. Embora gostasse de ouvir música alto no MP3, tinha uma ótima audição para os padrões dos humanos normais.

    Noriko escreveu:- Vocês sabem o que o Evan tem? - perguntou Noriko para Andrey, George e Mike. - Ele me disse que não tinha acordado bem e que iria passar na enfermaria.

    - Ele pulou da cama e foi direto para o banheiro vomitar… - respondeu virando para a colega- Mas é uma reação meio estranha de se ter como primeira coisa da manhã... Eu nunca tive um sonho tão ruim que me desse vontade de vomitar. - comentou com leve preocupação em seu semblante.  

    Em meio ao gole final do seu chá, via que Sasorie havia se juntado a mesa, sentando-se ao lado da outra garota de cabelo colorido, chamando a atenção de muita gente ali com seu jeitão. O colega translúcido aconselhava:

    George escreveu:-"Ela me dá medo. Me lembra dos meus antigos amigos morloks. Mas tome cuidado, contar para algum tutor pode apenas piorar. Este tipo de pessoa odeia ser dedurado e são muito vingativos. Apenas a ignore. Um dia isso acaba.", meio encabulado, George aconselhava, afinal, alguém que sofreu bullying a vida toda era especialista no assunto.

    ...Ou elas podiam resolver suas diferenças, como pessoas sensatas e maduras... começando uma briga ali mesmo! Pensava o estrangeiro, lembrando de todas as brigas que participava na época da escola… Não deixava barato quando um ou outro gopnik se achava o bastante para querer encrencar com ele… Ou com seus amigos.

    E além do mais… Briga de garotas eram sempre divertidas de assistir.

    Armadura escreveu:- Bem… - ela prosseguiu após ouvir a resposta - tô achando que o Scott vai colocar vocês na mesma equipe. Quer apostar?

    "De grandes rivalidades surgem as melhores amizades"... Ou alguma baboseira do tipo?

    De onde estava, não fez nada além de arrumar o cabelo com as mãos enquanto via do outro lado da mesa a garota de cabelos presos cor de rosa se lamentando para qualquer um que quisesse ouvir. Cindy Hale… Ela parecia ter sido uma atriz ou modelo… ou algo assim antes de se juntar ao instituto, ou ao menos era esse o leve preconceito que Andrey tinha com a colega. Para ele, Hale era do tipo que se não estivesse tão ocupada sendo chateada pela garota verde, estaria chateando outras pessoas,  sendo esnobe por aí, ou simplesmente fingindo que os outros não existem por ela ser boa demais para dividir ar com eles…

    É, não é um exagero dizer que o imigrante não ia muito com a cara dela, parecia alguém um tanto superficial… e sempre de mau humor. Pensava que a relação dela talvez fosse como a sua própria com Ashida: ela o chateava porque não tinha outras coisas interessantes para fazer e isso era, nossa… Deprimente. Parecia um monte de pré adolescentes em um internato…

    Andrey não tinha paciência para esse tipo de coisa. Só era uma pena que dormitórios eram separados entre homens e mulheres… Se não ele prontamente se voluntaria para trocar de quarto com a Cindy ou a Sasorie, para ficar mais próximo de uma certa pessoa que era colega daquelas duas…

    Logo mais se aproximavam mais pessoas ali da mesa, algo estava acontecendo com o Trevor... Ele parecia muito mal... Se segurando no Mike, parecia que se soltasse cairia duro no chão, e logo mais vomitou.

    Trevor escreveu:- Eu tava bem… - fez uma pausa. - Tá tudo bem… - ele intercalava frases com períodos de respiração cada vez maiores. - Tem muita... luz... aqui…

    Andrey levantou de onde estava e correu logo para um dos armários próximos, tirando de uma das gavetas que sabia que tinha lá uma toalha de mesa, rapidamente a desdobrou e colocou por cima do sujeito repleto de olhos... Talvez aquilo aliviasse o desconforto com a claridade dele. Não sabia muito mais o que fazer daquela situação a não ser jogar no colo de Mike um rolo de papel toalha que estava sobre outra mesa, dando de ombros ao colega quando seus olhares se cruzaram.

    Perguntou ao sujeito que estava passando mal para ver se ele queria ser levado para a enfermaria, como foi sugerido. Era uma estupidez terem trazido ele para o refeitório. E logo um pensamento cruzou sua mente, será que ele estava sentindo o mesmo que Evan? Tinha que voltar para o quarto para ver como que outro colega estava...

    Viu uns bichos voando para dentro do refeitório e logo viu Lin se aproximando do grupo trazendo algo em uma caixa. Perguntava se eles sabiam o que estava acontecendo.

    - Ahh... Oi Lin. Tem algumas pessoas passando mal... - disse em um tom neutro se aproximando da garota - Bom dia. a cumprimentou colocando-se ao seu lado com as mãos na cintura olhando incomodado com a situação de Trevor.

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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por Unicórnio Invernal em Qui Jul 18, 2019 11:11 pm

    Siren
    Cindy Hale

    Cindy deu um meio sorriso à Megan com seu apoio e concordou com o comentário dela, em seguida ouviu o que George tinha a dizer, meneando a cabeça como se apoiando o comentário dele. Típica resposta do mutante Morlok. Era medroso, isso ela já sabia. Não estava esperando um conselho justamente dele, mas, no fundo, como Noriko apontou, George tinha razão sobre os superiores daquele grande grupo... Um tanto quanto incompetentes, mesmo que as palavras dos dois não tivessem sido essas. Por isso mesmo Cindy precisava contar mais com seus demais colegas (os que não se metiam demais nos assuntos dela, nem eram insuportáveis como Sasorie) quando começava a arranjar alguns problemas no instituto, afinal a jovem mutante é uma garota pequena e um tanto quanto péssima em brigas. De fato, a mutante Siren, como ela era conhecida ali, evitava ao máximo usar suas habilidades únicas. Em alguns casos, mesmo tendo se passado alguns anos, Cindy ainda podia ver aquele episódio horrível que aconteceu por sua culpa e marcou sua vida para sempre, entalhado nas suas memórias como uma cicatriz permanente.

    Era óbvio para Cindy que se quisesse Sasorie mais controlada tinha que fazer do seu jeito. Sem violência.

    Megan tinha razão. Sasorie não fazia questão de estar ali. Por isso precisava infernizar a existência de suas colegas de quarto? Não que Cindy achasse que as outras duas ligassem tanto... Mas já que Sasorie não fazia questão de estar ali ela podia muito bem ir para onde quer que preferisse estar e deixar os que não tem tantas opções assim com o pequeno conforto que conseguem por ali.

    Cindy bufou com seu mau humor quase sendo expelido pelos poros e terminou o resto da xícara de café que ainda lhe sobrava em um gole. Após terminar sua bebida ela notou que Sooraya trazia Trevor consigo para o refeitório como se ele não estivesse conseguindo andar por conta própria. A garota ficou observando o que era dito sobre o caso em silêncio. Não tinham recém falado que Victor e Evan não estavam bem também? Algo generalizado estava acontecendo então? Cindy se perguntava se algum mutante não estava provocando essas reações nesses garotos, afinal, com tantos mutantes com diferentes habilidades sob o mesmo teto a possibilidade lhe parecia bem plausível.

    Demorou segundos até que algumas pessoas fossem até Trevor para lhe ajudar como pudessem. Cindy levantou do banco em um pulo quando viu o garoto vomitar ali, tão perto dela. Com a possível epidemia de mutantes passando mal, o dia estava fadado a ser bem incômodo e Cindy não conseguiu conter o gemido de desagrado da situação após o pulo para longe. Com os ombros tensos, Cindy se afastou mais um pouco do grupo que se formava em volta do enfermo. Era absurdo que o pessoal se juntasse para ver um companheiro vomitando no meio do refeitório.

    Depois da cena ela tinha perdido o apetite, de qualquer jeito. Tentando se afastar disfarçadamente da multidão, Cindy notou a companheira de quarto na saída com uma caixa de sapatos na mão e lembrou de todos os ratos que estavam no quarto quando Cindy saiu do banheiro. Será que os roedores tinham algo a ver com os garotos que estavam passando mal?

    Cindy olhou para Megan uma última vez para ver o que a garota faria antes de se afastar completamente do tumulto e ir em direção à porta por onde Lin tinha acabado de passar.
    Sky
    Mutante
    Sky
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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por Sky em Ter Jul 23, 2019 4:14 pm

    [quote="Sky"]
    Beastgirl
    Sasorie Greene
    Instituto Xavier de Educação e Visibilidade Mutante
    7 horas


    Aquela era uma dança da qual Sasorie estava acostumada. Ela não saberia explicar porque ela faria isso, era algo mais inconsciente.
    Brigar com aqueles que ela poderia se aproximar não era só seu jeito de ser, era seu instinto natural como um lobo rosna para outros lobos como um aviso.

    Era só uma cama e a bagunça era dela mesmo, mas assim as garotas ficariam longe.

    Satisfeita com a cena Sasorie saiu e foi interrompida por Armadura.
    Ela era mais velha guarda, como ela, talvez fosse uma das que Sasorie não tinha tanto medo de ferir.

    - Ei, Sasorie - segurou no braço dela. - O que tá pegando entre vocês duas?

    -Hmm? Aquilo? - olhou para a colega - Coisa besta de colegas de quarto. Amanhã a gente já tem algo novo pra discutir e brigar feito adolescentes

    Não que Sasorie fosse contar sobre o quanto tinha conseguido trazer de cerveja pro quarto desde a última vez e porque ela gostava de irritar aqueles próximos.

    -Mesma equipe? - aquela informação fazia Sasorie mudar a postura de deboche pra um pouco mais séria - Que merda...digo, haha, era o que me faltava - voltou a postura de deboche.

    -A patricinha nunca ia acompanhar o meu ritmo. O Scott tinha que fazer que nem faziam com o Logan, carreira solo, ou na equipe maior

    A última coisa que queria eram as colegas de quarto perto quando ela estava no modo de combate.

    -Virar X-man...hmpf, metade dessas crianças aqui mal saiu das fraldas e o Scott já quer formar novas equipes. Se for pra ficar de babá dos outros eu fico melhor sozinha

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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por einherji em Qua Jul 24, 2019 2:17 pm

    Halifax
    Mike Savage

    Prestava atenção na conversa de todos e talvez até entendesse a necessidade de alguns ali preferirem um pouco mais de isolamento - era muita informação, o tempo todo. Não tinha uma pequena pausa para absorver o que acontecia - tudo só começava a jorrar no momento em que você acordava e ia assim até quando ia dormir. Não se incomodava com isso, mas com certeza não sabia metade do que deveria saber - justamente por conta da quantidade de informação que sempre eram jogadas para todos os lados, vindas de todos os lados e além disso, tinham também as coisas que era obrigação saber, como as aulas e tudo o que tinham que aprender sobre diversos aspectos. Nesse pouquíssimo tempo, conseguiu captar que tinham algumas pessoas doentes no instituto e que o problema de lotação afetava muito mais do que parecia, havia muitos mutantes na mansão que estavam sem qualquer tipo de supervisão e isso era um problema para os colegas mais tímidos ou mais fracos.

    Era óbvio que cedo ou tarde as pessoas erradas iam se estranhar e causar problemas reais. Pensou que talvez pudesse trazer isso a atenção de alguém no instituto - mas antes, deveria pensar numa solução - só levar a questão como um problema era uma iniciativa ruim. "Duvido muito que a Kitty faria alguma coisa a respeito", talvez fizesse - talvez nem sabia do que estava acontecendo, ele mesmo que convivia em um determinado círculo de pessoas não conseguia saber de tudo, era fácil de acreditar que a pessoa responsável por toda a escola também não soubesse de alguns detalhes. Não sabia também se alguém já tinha falado sobre os novos doentes, mas isso talvez fosse bom avisar - mesmo sem uma solução e-...

    - Opa. Tudo bem, Trevor?

    Seus pensamentos foram subitamente encerrados quando sentiu Trevor se apoiar em seus ombros. Não demorou muito para que fizesse uma pressão e conseguisse se manter em pé, se levantou rapidamente e o segurou de volta pelos ombros. Deixando que se apoiasse o quanto fosse necessário. Sim, seria bom levar a questão das doenças para alguém do instituto o quanto antes, parecia ser algo sério - Evan estava passando bem mal quando deixaram o quarto e agora Trevor.

    - Mas... Trevor?

    Viu Trevor vomitar e embora não fosse uma de suas coisas preferidas, não se incomodou - estava preocupado com o colega. Tão logo Andrey o cobriu com uma toalha - de onde estava, Mike também teve parte do corpo coberta. Ajudou Trevor à se sentar e ter um apoio em suas costas para que pudesse fazer menos força e então se desvencilhou da toalha que os cobria. Coçou a parte de trás da cabeça, pensando no que fazer em seguida. Olhou rapidamente para os colegas e por fim, disse.

    - Fiquem de olho nele, ok? Vou ver se algum professor pode ajudar.

    Tinha uma rotina ali e não se aventurava muito por todos os cantos da mansão - mas tinha uma idéia de onde ficava a sala dos professores, ou onde comumente se encontravam. Como ainda estava no horário do café da manhã, era muito possível que ainda estivesse reunidos e não nas devidas salas e locais destinados a aulas. Se pudesse passar a informação para mais de uma pessoa, melhor ainda. Pegou o papel que recebeu de Andrey e passou rapidamente nas botas e barra da calça, tirando o que podia do bolçado recebido de Trevor. Daí, tentou abrir um espaço entre o amontado de alunos que assistia o ocorrido e seguir para o encontro de professores mais próximo.  
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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por Gelatto em Qui Jul 25, 2019 4:33 pm

    Karmeleon
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    George ouvia a conversa dos demais sobre a possível intoxicação e do estado de Evan, Trevor e Victor, além de algum outro aluno comentado nas outras mesas. George apenas balançava a cabeça positivamente enquanto Andrey explicava sobre Evan. Para o jovem garoto isso era sinal de algo que comeram mesmo, mas todos não haviam comido do mesmo lugar no dia anterior? Por que será que só alguns passaram mal? O garoto se perguntava em pensamentos, mas não conseguia se concentrar com toda aquela conversa.

    Então Sooraya trouxe Trevor para o refeitório, ele realmente tinha muitos olhos. Sempre que George desaparecia nas sessões de treino, que na maioria das vezes eram públicas e todos podiam assistir, ele sempre tinha a impressão que alguns dos olhos de Trevor o acompanhavam, mesmo camuflado. Este pensamento só lhe traz um calafrio repentino.

    E aí aconteceu o que era de se esperar: Trevor passou mal e despejou para fora o que ele não comeu hoje, algo marrom avermelhado. Todos se enojaram, e alguns foram atingidos por respingos. Ali, no refeitório, em meio a toda aquela comida, era realmente uma cena nojenta de se ver.

    George saltou para a parede instintivamente quando Trevor ameaçou vomitar primeiramente, e de lá não saiu. Então os pombos de Lin apareceram antes dela, perguntando se alguém sabia de algo.

    -"Vem Lin, sente-se com a gente!", dizia enquanto, sem sair da parede, ajeitava sua antiga cadeira para a colega. Lin era um pouco solitária e calada, muitas vezes preferindo a companhia de pequenos animais, dos quais alguns eram nojentos para os demais. Mas não para George, que convivia com todo tipo de animal desagradável nos esgotos. Para ele era até divertido brincar com os ratos de Lin, e, por isso, dava uma atenção especial à garota. -"Não sabemos o que está acontecendo, parece ser algum tipo de intoxicação. Evan acordou passando mal. Depois ficamos sabendo dos demais. Acho que é a comida. Acho que deveríamos evitar a comida por enquanto!"
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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por ayana em Dom Jul 28, 2019 7:28 pm

    Novos X-Men
    Parte 3

    Ainda que ninguém tivesse uma resposta, as pessoas ao redor, preocupadas, tentavam entender o que estava acontecendo. De uma hora para outra, compartilhavam o pressentimento coletivo que de se tratava de algum tipo de surto, tendo em vista que todos sabiam de alguém que começou a passar mal logo de manhã. O refeitório foi se esvaziando, em uma correria desordenada para ver se havia mais pessoas doentes nos banheiros. Outras correram para fora da mansão, temendo que fosse uma doença contagiosa.

    Alberto e Belinha, o casal de ratos agarrados nos chifres de Lin, gritavam para ela parar de mexer a cabeça. Eles quase foram atirados para longe, enquanto a mutante olhava para os lados à procura de alguém. Parou quando o olhar se fixou em George na parede. Não era sempre que alguém olhava para ele com uma expressão de alívio e satisfação.

    - Não sabemos o que está acontecendo, parece ser algum tipo de intoxicação. Evan acordou passando mal. Depois ficamos sabendo dos demais. Acho que é a comida. Acho que deveríamos evitar a comida por enquanto! - George disse depois de ajeitar uma cadeira para Lin se sentar.

    - Sim, tem alguma coisa de errado… - ela interrompeu a frase ao ouvir Mike dizer que iria atrás de algum professor. - Não, Mike, espera aí!

    Hisako, por outro lado, não estava disposta a esperar.

    - Vou levar o Trevor pra enfermaria - disse e ativou seu exoesqueleto psiônico.

    Ela o manteve coberto pela toalha de mesa e o levantou com o cuidado de alguém que segura um bebê. De fato, deitado nas enormes mãos psiônicas que quase formavam um berço, ele parecia bem menor e mais leve. As pessoas abriram caminho e, sentindo-se culpada por trazê-lo, Sooraya também se dirigiu à enfermaria.

    Quando Cindy começou a se afastar, Natural virou-se para ela e disse:

    - Lembra que eu comentei que o Alberto tinha encontrado uns ratos diferentes? - ela também olhou para Sasorie. - Então… vou precisar da ajuda de vocês... - e mais uma vez, encarou George com um sorriso cansado. - Na verdade, vou precisar da ajuda de todos vocês.

    - Tem alguma coisa a ver com as pessoas passando mal? - perguntou Megan.

    Lin suspirou e disse que não sabia. Em seguida, olhou para todos os colegas e murmurou para si mesma:

    - Acho que podemos formar uma boa equipe…

    - Do que você tá falando? - alguém perguntou.

    - Preciso da ajuda de vocês.

    - Isso você já disse…

    Convém destacar que Lin não era muito de se comunicar com sua própria espécie. Em situações como essa, ficava mais visível sua falta de prática e insegurança com as palavras.

    - É, eu já disse… então é melhor que vocês vejam primeiro.

    Ela tirou a tampa da caixa de sapatos. Megan virou o rosto para o lado, enojada, depois de ver que havia seis criaturas mortas lá dentro. Pareciam ratos rosados, sem pelos, com um par proeminente de dentes amarelados e pequenos nódulos na pele. Dois deles estavam unidos pelos rabos entrelaçados que formavam um nó. Outro tinha as patas com o tamanho bem desproporcional ao corpo. O mais branco de todos estava com os olhos vermelhos semiabertos.  

    - Encontrei todos eles mortos no jardim - ela se lamentou. - Parece uma nova espécie de rato. O Alberto me disse que eles chegaram em bando da noite pro dia. Eu quero me encontrar com eles e gostaria que vocês fossem comigo.

    - Aonde? - Megan perguntou.

    - Nos esgotos... - Lin respondeu olhando de soslaio para George.  

    - Ir no esgoto procurar essas criaturas nojentas? Sem chances.

    - E se foram eles que transmitiram alguma coisa para o Trevor? Pode ser que eles mesmos morreram por causa de alguma doença.

    - Bom, eu posso levar essas aberrações…

    Lin deu um soco na mesa e interrompeu Megan com um grito:

    - Eles não são aberrações! - ficou claro que se sentia sensibilizada pela morte daquelas criaturas repugnantes.

    - Ok, ok… - Megan fez um gesto de desculpas ao se sentir intimidada. - O que eu tava dizendo é que posso levar esses ratos pro Hank dar uma olhada.

    Mesmo concordando com Fada, era possível perceber que Lin estava decepcionada com a primeira dissidente, mas resolveu concentrar suas energias em convencer os demais colegas.

    - Até pensei em falar com os professores, mas agora eles devem estar bem ocupados. Além do mais, a gente já treinou várias vezes juntos e sei que estamos preparados pra uma missão desse tipo. Só preciso conversar com esses ratos e o Alberto sabe onde encontrá-los. O problema é que ele também me disse que viu algumas pessoas circulando pelos túneis. Acho que podem ser seus antigos colegas, George.

    Lin deixou a caixa de sapatos com Megan e esperou os colegas se manifestarem. Uma vez que poucos conheciam os esgotos, eles precisavam de um tempo para tomar as devidas precauções; em especial, decidir o que era necessário levar. Para isso, poderiam até pedir ajuda para algum professor se não houvesse a certeza de que seriam desautorizados de se envolver em qualquer missão; o que não seria uma medida arbitrária, ao contrário da formação do grupo que parecia obra do acaso.  
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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por Gelatto em Seg Jul 29, 2019 9:21 pm

    Karmeleon
    George Chameleon


    George ficou preocupado com o suspense que Lin fazia antes de explicar o que ela queria com eles. Formar uma equipe? O que ela tinha em mente? George corava - se é que era possível discernir isso sob sua pele escamosa -, cada vez que Lin olhava para ele. Imaginava o que ela tinha em mente até ela mostrar e explicar o conteúdo da caixa.

    -"Nunca vi nenhum rato deste tipo nos esgotos. Nunca mesmo! Seriam também... mutantes? Como nós?", fantasiava. George não compreendia bem as coisas do povo da superfície, e sua imaginação completava estas lacunas.

    Gostou muito da ideia de uma missão nos esgotos! Lá era onde se sentia bem, seu habitat! Então era isso que Lin queria com ele, suas habilidades nos esgotos. Por um momento George ficou feliz, mas com um sentimento de tristeza. Sua imaginação imaginava outro motivo.

    Apesar das demais desistências, George não arredou o pé - que ainda estava pregado na parede evitando o chão do vômito de Trevor-, e aceitou ajudar Lin na sua busca pelos ratos mutantes. -"Pode contar comigo, Lin, vou te ajudar a encontrar estes ratos mutantes! E descobrir o que está acontecendo!", dizia, confiante.

    Lin escreveu:"-[...]Só preciso conversar com esses ratos e o Alberto sabe onde encontrá-los. O problema é que ele também me disse que viu algumas pessoas circulando pelos túneis. Acho que podem ser seus antigos colegas, George."
    -"Er... meus antigos colegas?..." George congelou por um instante, toda sua confiança se foi, seu corpo começou a tremer e ele procurava as palavras como podia -"... er... temos autorização dos professores?... devíamos falar com os professores primeiro!... ah, bem... não quero levar bronca..."
    Era nítido que a menção dos antigos colegas de George trouxeram lembranças desagradáveis. Ele ainda tinha medo deles, sofrera muito no passado, e encontrá-los agora não estava nos seus planos.
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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por einherji em Qui Ago 01, 2019 2:46 pm

    Halifax
    Mike Savage

    Parou no meio do caminho e retornou para ouvir o que ela tinha à dizer - era fácil de dizer que não fazia nenhum sentido o que estava sendo proposto, mas até tão pouco tempo atrás, não fazia sentido sangrar e explodir coisas. Podia ser verdade e podia muito bem fazer sentido - o ruim de tudo isso, é que se tudo se encaixasse, poderia ser perigoso e precisavam envolver os professores. Ao mesmo tempo, eles realmente tinham muita coisa para fazer e podiam contar com alguma ajuda dos alunos para resolver certas coisas, considerando que pudesse ser algo que os alunos - aqueles alunos ali, em específico - tivessem a capacidade de resolver. Em algumas situações bater de frente e explodir não era a linha de raciocínio mais adequada e não lembrava de ninguém ali que fosse um super gênio e pudesse analisar de forma científica os ratos bizarros, então era bem possível que se fossem resolver algo, seria na base da 'batida de frente e explosão'. Ponderou por alguns instantes depois de alguns terem se pronunciado e resolveu opinar.

    - Ok.

    Chegou mais próximo de todos ali, apoiou-se na mesa do refeitório colocando as duas mãos das mãos abertas. Estava receoso em sua confirmação, insistiu e repetiu.

    - Ok.

    Só então voltou a falar, deixando mais clara a sua opinião com relação ao plano. Era claro que estava tomando um risco e improvisando o que poderiam fazer naquela situação, mas ponderou que seria muito importante ter a ajuda de todos, ou do máximo de companheiros possíveis, caso realmente fosse uma missão perigosa.

    - Se formos, temos que ir todos que estão aqui. E temos que ir rápido - lembrem-se de que temos apenas a manhã livre, provavelmente vão sentir falta de alguém no período da tarde. Se não for assim, é melhor falar com os professores.

    Respirou fundo e passou os olhos pelos colegas, tentando sentir como suas palavras seriam absorvidas naquele momento - talvez fosse difícil convencer alguns ali a entrar no esgoto, viu como a maioria se afastou mesmo quando Trevor vomitou. Mas podia valer a pena para criar um vínculo maior, alguns ali poderiam estar dentro das mesmas equipes no futuro e do jeito que alguns se tratavam, ou tinham receio de como deviam se comportar, com certeza não daria certo.

    - Mas, falar com os professores pode ser um caminho ruim para nossos amigos. Eles podem achar que não é nada ou demorar para verificar. São só uns ratos estranhos ou morlocks - sem ofensa, George - nos esgostos. Nada que precisa da imediata atenção. O que vocês acham?
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    Mensagem por JPVilela em Sex Ago 02, 2019 4:54 pm

    @JPVilela escreveu:
    Tesla
    Andrey Sidorovich


    Lin escreveu:- Lembra que eu comentei que o Alberto tinha encontrado uns ratos diferentes? - ela também olhou para Sasorie. - Então… vou precisar da ajuda de vocês... - e mais uma vez, encarou George com um sorriso cansado. - Na verdade, vou precisar da ajuda de todos vocês.

    Ele ouviu direito? Ela estava mesmo pedindo ajuda ali para as pessoas? Muito bem, não precisava falar muito mais, Lin… O que quer que fosse, Andrey estava pré disposto a lhe ajudar… Ele simplesmente não conseguia resistir, ela era adorável e até onde sabia, não tinha nenhum namorado.

    Lin escreveu:- Acho que podemos formar uma boa equipe…

    Pode crer que sim, Lin… Pode crer que sim...

    O rapaz sorriu satisfeito com aquela última frase da moça com chifres que estava ao seu lado. Mas logo o sorriso se desfez para uma expressão de espanto e depois de curiosidade com o que ela revelaria a seguir: Dentro da caixa que carregava havia uma porção de criaturas estranhas e deformes que lembravam roedores… Não estranharia se se eles tivessem saindo diretamente de um banho na zona de exclusão em Chernobyl, mas estavam no continente errado.

    George logo se pronunciou:  

    George escreveu:-"Nunca vi nenhum rato deste tipo nos esgotos. Nunca mesmo! Seriam também... mutantes? Como nós?", fantasiava. George não compreendia bem as coisas do povo da superfície, e sua imaginação completava estas lacunas.

    Era uma possibilidade… Ou mutantes resultantes de experimentos, o que era muito mais preocupante. A garota não estava nem usando luvas para manipular aquela caixa com as carcaças… Ela podia se infectar se a teoria da suposta doença que estava atacando os colegas tivesse como vetor aquelas criaturas.

    Lin escreveu:- Encontrei todos eles mortos no jardim - ela se lamentou. - Parece uma nova espécie de rato. O Alberto me disse que eles chegaram em bando da noite pro dia. Eu quero me encontrar com eles e gostaria que vocês fossem comigo.... E se foram eles que transmitiram alguma coisa para o Trevor? Pode ser que eles mesmos morreram por causa de alguma doença.

    George escreveu:-"Pode contar comigo, Lin, vou te ajudar a encontrar estes ratos mutantes! E descobrir o que está acontecendo!", dizia, confiante.

    - Eu topo também, Lin! - Disse de bate pronto, assim que o colega escamoso se pronunciou.

    Mike escreveu:- Se formos, temos que ir todos que estão aqui. E temos que ir rápido - lembrem-se de que temos apenas a manhã livre, provavelmente vão sentir falta de alguém no período da tarde. Se não for assim, é melhor falar com os professores.

    Concordava com Mike, mas apenas em uma daquelas alternativas

    Mike escreveu:- Mas, falar com os professores pode ser um caminho ruim para nossos amigos. Eles podem achar que não é nada ou demorar para verificar. São só uns ratos estranhos ou morlocks - sem ofensa, George - nos esgostos. Nada que precisa da imediata atenção. O que vocês acham?

    - Precisamos deixar ao menos algum deles, ou dos veteranos sabendo que vamos nessa excursão para Georgelândia… - Andrey interveio tom mais sério do que o de costume -   Se encontrarmos algum problema maior lá? Ao menos precisam saber de nosso paradeiro, se não voltarmos antes das aulas da tarde. - tentava ser o adulto responsável, mesmo ansioso para ajudar Lin.

    Colocou-se de frente a garota, olhou para ela e depois para o conteúdo da caixa em suas mãos

    - Se o vetor desse problema for esses ratos - apontou para eles olhando nos dentes tortos e fora do lugar e logo em seguida de volta para a moça -  precisamos ter cuidado para não entrar em contato direto com eles… E outra... Ir para o ambiente de onde eles vieram, se eles vieram mesmo dos esgotos, é preocupante também. Quem garante que não vamos ficar doentes? - zelava pela sua própria segurança e das pessoas que estavam maquinando aquele plano.

    Olhava em volta para as pessoas que estavam ali, para ver quantas estavam na mesma página que ele sobre toda aquela situação... Via que a colega de cabelos rosa amarrados que tinha feito menção de sair ainda estava por ali, o ucraniano aproveitou:

    - Hale… - esperava estar correto nessa, ela não parecia do tipo que entraria em esgotos para investigar algo assim... apenas por curiosidade. Andou em direção a ela, até ficar mais próximo- Se demorarmos demais para voltar você pode, por favor, avisar aos professores? - inquiriu, curioso com a resposta da colega e já pronto para perguntar a outra pessoa ali que julgava não estar disposta e embarcar nessa expedição a mesma coisa.

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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por Unicórnio Invernal em Sex Ago 09, 2019 1:39 am

    Siren
    Cindy Hale
    Instituto Xavier de Educação e Visibilidade Mutante
    7 horas

    Enquanto a mutante se afastava, Lin se virou para ela e comentou sobre ter dito anteriormente que seus ratos tinha encontrado outros ratos. Cindy nem lembrava sobre isso, no momento em que isso tinha sido dito a garota estava mais dormindo do que acordada.

    Lin queria a ajuda de todos e Cindy só franziu as sobrancelhas, não querendo muito imaginar que tipo de ajuda envolveria ratos diferentes. A mutante continuou a pedir ajuda sem dizer o que queria e aparentemente sua personalidade peculiar deixava os mais agitados impacientes. Cindy já conhecia bem a garota e ficou esperando o que ela iria dizer só por curiosidade.

    Quando a caixa foi aberta, Cindy se afastou ainda mais, mal enxergando o conteúdo, mas o pouco que conseguiu ver já era muito mais que o suficiente para a jovem.

    Encontrar com ratos!!

    A mutante de pele morena revirou os olhos com a ideia da colega de quarto e precisou contar uma expressão de surpresa quando a palavra esgoto foi mencionada.

    O horror!

    Megan escreveu:- Ir no esgoto procurar essas criaturas nojentas? Sem chances.

    Não poderia concordar mais com Megan, pelo menos sobre aquelas criaturas dentro da caixa, mortas e deformadas. Com os ratos normais Cindy tinha quase se acostumado, pois viviam no quarto com elas.

    Mas enquanto Megan e Lin conversavam, a mutante de asas deu um jeitinho de irritar a de chifres e escapar do passeio no esgoto.

    Cindy suspirou vendo fada escapulir com a caixa de sapatos com cadáveres de ratos em mãos. Não estava interessada em tocar naquilo, mas ficou incomodada em ver a amiga aproveitar a primeira oportunidade para fugir dali.

    Lin continua, falando sobre professores ocupados. Cindy não poderia concordar menos. Como supervisores da imensa trupe, deviam ficar cientes de qualquer possível ameaça que pudesse acontecer, mesmo que se mostrasse um alarme falso. E também um passeio não era uma missão só porque ela queria. No entanto, a mutante de cabelos rosas não iria contra a visão de Lin. Não havia necessidade de argumentação ali. Lin poderia estar certa e poupar tempo indo direto a fonte do problema (embora Cindy não soubesse exatamente como os ratos poderiam ajudar a curar os garotos doentes), mas ela também poderia estar totalmente errada e aquele grupo iria perder muito tempo. Sem mais provas, eles teriam que contar com a sorte. Era o que Cindy achava.

    Alguns mutantes aceitaram, sem pensar, seguir o plano da mutante de chifres. George certamente aceitaria. Era o habitat dele. Estava familiarizado e seria um bom guia. Nada de errado nisso. Só estava inseguro, como sempre, em ter a aprovação necessária.

    Mike escreveu:- Se formos, temos que ir todos que estão aqui. E temos que ir rápido - lembrem-se de que temos apenas a manhã livre, provavelmente vão sentir falta de alguém no período da tarde. Se não for assim, é melhor falar com os professores.

    "Todos"?

    Ainda tinha muita gente no refeitório. Era isso mesmo? Cindy observava como o pessoal reagiria a toda essa ideia de excursão ao esgoto ainda mantendo um pouco de distancia entre ela e Lin.

    Mike escreveu:- Mas, falar com os professores pode ser um caminho ruim para nossos amigos. Eles podem achar que não é nada ou demorar para verificar. São só uns ratos estranhos ou morlocks - sem ofensa, George - nos esgostos. Nada que precisa da imediata atenção. O que vocês acham?

    Andrey escreveu:- Precisamos deixar ao menos algum deles, ou dos veteranos sabendo que vamos nessa excursão para Georgelândia… - Andrey interveio tom mais sério do que o de costume -   Se encontrarmos algum problema maior lá? Ao menos precisam saber de nosso paradeiro, se não voltarmos antes das aulas da tarde. - tentava ser o adulto responsável, mesmo ansioso para ajudar Lin.

    Cindy grunhiu baixinho com o que Andrey dizia. Ela achava que Andrey era um pouco mais esperto que isso, mas, pelo jeito, não estava muito certa sobre isso... Ao menos que ele tivesse um outro motivo para aceitar uma ideia inconsequente como a de Lin.

    A mutante voltou olhar para Lin, enquanto mantinha os braços cruzados.

    - Independente se os professores demorarem ou acharem que é nada, eu acredito que os professores devam ser avisados. - se manifestou em resposta a pergunta de Mike - Afinal, temos algumas pessoas doentes aqui. Pode não ser nada, como também pode ser algo grave. Melhor ser precavido e exagerado do que permitir que mais gente fique doente. - deixou todo o mau-humor que estava invadindo seu ser de lado para responder com seriedade.


    Cindy encara Andrey com uma expressão fechada enquanto ele lhe fazia o pedido sobre avisar professores.

    ...

    Demorou um pouco mais para lhe responder.

    - Sem problemas. - esboçou um sorriso nos lábios pintados de lilás.

    A garota não quis contrariar o pessoal que já parecia tão decidido, mas para ela, o que deveria ser feito antes de se jogarem de cabeça no esgoto, era uma investigação e interrogatório com as vítimas, aka o pessoal que tinha ficado doente naquela manhã. Para a moça de cabelos rosas, isso era o mais lógico de se fazer antes de se criar uma missão. Encontrar algo que ligasse os doentes entre si e começar desse ponto. Mas, no fundo, Cindy também esperava que Lin pudesse estar certa e assim resolvesse o problema bem rápido. Ela não queria ver todo mundo ali passando mal e vomitando.

    - Boa sorte na missão. - a garota desejou com um sorriso um pouco maior que o anterior, diminuindo seu mau humor depois que Andrey automaticamente lhe desqualificou da missão fedorenta.

    Sky
    Mutante
    Sky
    Mutante

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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por Sky em Qua Ago 14, 2019 8:02 pm

    Beastgirl
    Sasorie Greene
    Instituto Xavier de Educação e Visibilidade Mutante
    7 horas


    Havia algo no ar. Algo que deixava Sasorie tensa. Podia ser a paranóia de sempre, preocupada com as defesas frágeis daquela escola ou seus colegas inocentes demais para o mundo real...mas hoje era diferente. Era possível sentir que algo não estava certo.

    Algo cheirava mal.

    Sasorie parou quando viu os colegas doentes, o que parecia ser uma epidemia em formação.
    ”As merdas mais bizarras sempre rolam quando eu to nessa escola…”

    A garota ouvia com os braços cruzados a discussão e as evidências apresentadas por Lin. Deixou que ela demonstrasse sua raiva ao bater na mesa diante da situação.

    -Lin...eu sou a primeira pessoa a te zoar porque fala com os ratos. Mas tem noção que está pedindo pra a gente dar um pulo no esgoto pra falar com uns ratos mutantes? - cruzou os braços - Bem, se não for pra fazer algo idiota eu nem sairia mesmo

    Deu um sorriso sarcástico.

    -Ora ora, até o Verdinho quer dar um passeio nos esgotos - deu um soquinho forte no braço de George. Halifax era outro que concordava com a ideia, mesmo que Sasorie não o conhecesse muito bem pra ler o quão disposto ele estava em seguir nessa missão.

    Nada era simples com os X-men e a intuição de Sasorie dizia que esse não seria um passeio normal.
    ”O Pilha Humana também topou…”

    A única que tinha ficado de fora fora justo sua colega de quarto preferida. Cindy já tinha sido colocada como não participante, e era justamente quem Sasorie queria levar.

    Perder o controle num local fechado...só uma pessoa conseguiria para-la.

    -Muito bem, parece que os alunos exemplares resolveram tomar as rédeas da situação e fugir da escola por umas horinhas. Me sinto tão orgulhosa da má influência que eu exerço - dava um sorriso sarcástico, principalmente para Cindy - Então vamos logo, antes que vocês recuperem algum juízo. Aliás Cindy, essa uma oportunidade perfeita pra você conhecer o que é um chiqueiro já que reclama tanto do nosso quarto...ou está com medinho do esgoto?

    Tentava irritar com propósito dessa vez.

    -Hmmm entendo, que bom que a gente entende que você pode acabar quebrando uma unha ou sujando o cabelo lá embaixo, não é mesmo.


    Virou para Lin, dessa vez com o rosto sério.

    -A primeira coisa bizarra que rolar lá em baixo a gente sobe nem que eu tenha que te levar nos ombros - deu um soquinho no braço dela.


    -Vamos, X-losers - disse indicando para que começassem a se mover.


    ayana
    Cavaleiro Jedi
    ayana
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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por ayana em Dom Ago 18, 2019 7:34 pm

    Novos X-Men
    Parte 4

    - Vamos, X-losers

    - Calma, calma, espera um pouco… - foi o que Lin conseguiu dizer antes de entrar em um silêncio de reflexão.

    A equipe estava formada, no entanto, para ela, não estava completa. Manteve-se quieta à recusa de Cindy em participar, porque estava pensando no que diria para tentar convencê-la. Tinha consciência de que seria importante tê-la na equipe, apenas não conseguia se expressar. Era uma clara evidência de que não tinha nenhuma capacidade de liderança. Quando ia arriscar algumas palavras, chegou na mente de todos os mutantes do Instituto uma mensagem da diretora Kitty Pryde:

    "Preciso que, por favor, prestem atenção. Vários de nossos colegas ficaram doentes hoje de manhã. Se alguém estiver sentindo tontura, enjoo, febre ou dores no corpo, se dirija imediatamente à enfermaria. As atividades de manhã e de tarde estão suspensas, porque faremos exames em todo mundo, a começar pelas crianças mais novas. Iremos convocar cada um de vocês. Não se esqueçam de lavar bem as mãos e evitem consumir a água daqui. Obrigada pela atenção!"

    Após alguns instantes de silêncio absoluto, enquanto todos ouviam a mensagem, um mutante sentado em uma mesa próxima comentou:

    - Imagina o tempo que vai levar pra examinar todo mundo?

    - Pode crer, vai demorar pelo menos uns dois dias - respondeu outro se levantando.

    - Tá todo mundo muito paranoico. Quer apostar que não vai dar em nada? Deve ser alguma coisa estragada que essas pessoas comeram - ele também se levantou e seguiu despreocupado para fora do refeitório.

    - Se eles vão examinar todo mundo é porque é um problema sério - Lin aproveitou para trazer o assunto à mesa. - Cindy, a gente vai precisar da sua ajuda.

    No tom de voz, havia bastante confiança, como se fosse uma constatação tão óbvia quanto dizer que rosas são vermelhas, violetas são azuis e os humanos desejam a extinção da mutandade. Natural ficou em silêncio por um tempo, olhando nos olhos de Cindy, até notar que repetir o mesmo pedido estava longe de ser o bastante para convencê-la. Era necessário recorrer aos seus ajudantes.

    Lin pegou os dois ratos empoleirados em seus chifres e sussurrou algo para eles com uma desenvoltura bem diferente das frases travadas que usava ao se comunicar com os humanos. Os ratos ficaram sobre as duas patas, olhando nos olhos dela e acenando os focinhos como se fosse um motivo de grande orgulho seguir suas orientações. Se havia alguma aptidão para liderança em Lin, sem dúvidas, era com os ratos.

    Belinha e Alberto correram em cima da mesa. Ele pegou um caroço de pêssego e se posicionou perto de um prato de vidro; ela pegou uma moeda de dez centavos e ficou perto de um pires de porcelana.

    - Prestem atenção - Natural bateu três vezes o dedo na mesa.

    Os ratos começaram a bater com o caroço e a moeda no prato e no pires. A princípio eram ruídos desconexos e irritantes, mas aos poucos as batidas se encaixavam em um ritmo que lembrava vagamente uma música da irmã de Cindy.

    - Eles ouviram esse som nos esgotos, por isso gostaria que você fosse com a gente - disse para Cindy depois de interromper as percussões.

    Em seguida, ela se virou para George e comentou:

    - Achei isso muito estranho… vocês ficavam ouvindo música nos esgotos?

    De imediato, todos perceberam que uma mensagem telepática havia chegado na mente de Lin, quando ela levou a mão à cabeça e começou a olhar de maneira vaga para o teto. Sua expressão demonstrava insegurança mesmo em uma conversa telepática. Ao final da ligação, ela respirou fundo, bebeu um pouco de suco que alguém havia deixado na mesa e olhou para todos.

    - Vou precisar da ajuda de vocês - repetiu o mantra que usou sempre que introduzia um assunto diferente.

    - A Kitty me chamou porque já viu os ratos que eu achei. Preciso que vocês venham comigo, senão ela não vai me deixar ir nos esgotos.

    A possibilidade de proibirem a expedição deixava Lin bastante nervosa, por isso queria ficar o mais distante possível da diretora. Não saberia o que dizer. Não saberia mentir, nem mesmo esconder suas reais intenções. Se eles fossem contar a verdade, com certeza, seria mais adequado outra pessoa tomar a frente.

    - Se for pra falar sobre a nossa missão, precisamos mostrar que já temos tudo planejado, que somos uma equipe preparada. A melhor de todas! - disse com entusiasmo antes de voltar para seu estado habitual de insegurança. - Ou, pelo menos, a melhor que esteja disponível… e eu… bem… como já deu pra perceber, não sou a melhor pessoa pra promover a nossa equipe. Então, alguém tá disposto a assumir a liderança?

    Seria uma das poucas oportunidades para mostrar à diretora que estavam prontos para assumir grandes responsabilidades. À primeira vista, participar de uma expedição nos esgotos à procura de ratos não parecia a tarefa mais nobre. Mas poderia ser. Se for verdadeira a hipótese de que os ratos tinham alguma relação com o surto que se alastrou no Instituto, o que estava em jogo era a proteção do principal reduto de resistência da comunidade mutante. Em outras palavras, se a peste derrubá-los, a sequência traria o fim de toda uma espécie.

    Diante deste cenário, o peso de assumir a liderança era grande demais para qualquer um daqueles inexperientes jovens. Percorrer os esgotos era - de maneira literal e metafórica - um tiro no escuro. Poderiam se deparar com ameaças visíveis, como ratos mutantes ou os morlocks. Uma doença, por outro lado, não se detecta pelos sentidos. "E se alguém da equipe ficar doente?", era algo a se pensar. Uma pergunta que também conduzia à conclusão de que, sim, é possível ver uma doença, quando ela se manifesta no organismo daquele que é infectado. Mas aí, pode ser tarde demais.
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    Prólogo: Novos X-Men - Página 2 Empty Re: Prólogo: Novos X-Men

    Mensagem por JPVilela em Dom Ago 18, 2019 8:50 pm

    @JPVilela escreveu:
    Tesla
    Andrey Sidorovich


    Lin escreveu:- Se for pra falar sobre a nossa missão, precisamos mostrar que já temos tudo planejado, que somos uma equipe preparada. A melhor de todas! - disse com entusiasmo antes de voltar para seu estado habitual de insegurança. - Ou, pelo menos, a melhor que esteja disponível… e eu… bem… como já deu pra perceber, não sou a melhor pessoa pra promover a nossa equipe. Então, alguém tá disposto a assumir a liderança?

    Eu! - sem perder tempo, o imigrante deu um passo a frente ao mesmo tempo que dava um sonoro tapa no próprio peito. - Se todos estiverem de acordo, claro. - parou para pensar um pouco. Era óbvio que Andrey tinha pretensões de ser líder em qualquer grupo que pudesse participar. O homem se achava tão capaz, um grande gênio tático… Mesmo que fosse claro para os outros ali que ele não era essa última coca-cola do pacote, e praticamente qualquer um poderia levar aquele grupo para frente.

    Andrey continuava:

    - A diretora Pride não pode negar que temos aqui uma combinação bem sólida de habilidades… - analisava enquanto falava olhando nos olhos de cada uma de uma das pessoas do "grupo" para. Na verdade, os indivíduos que seriam mais importantes de um ponto estratégico para aquela "missão" eram além da própria Natural, que poderia se comunicar com os hipotéticos ratos mutantes Chernobyl, e: - ...George que conhece o ambiente a ser explorado e Greene, que tem os sentidos mais aguçados, tá, audição mais aguçada... Sei lá se você vai conseguir usar o ofato direito em um lugar assim…-   largou um sorriso debochado na direção da garota de cabelos verdes - Bem... Se é por falta de um porta voz para falar com a Diretora, podemos ir agora. - completou confiante dando uns tapinhas no ombro da Lin.

    Mas olhava para a Cindy, ainda esperava a resposta dela ao pedido da Lin... Não havia entendido o que era aquela pequena peça teatral que ela fez com seus bichinhos, mas as duas tinham mais intimidade por serem colegas de quarto... então deveria ser algo importante. Queria ver o que a garota que ele havia previamente eliminado tinha a dizer.

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