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    Prólogo - Primeiros passos...

    Kether
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    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Empty Re: Prólogo - Primeiros passos...

    Mensagem por Kether em Qui Jun 13, 2019 7:57 pm

    @Christiano Keller
    A mulher mais parecia uma boneca de marionete seguindo as instruções de Chris que a conduzia para fora do armário. Ela estava em catatonia, completamente fora da realidade. Porém quando o jovem advogado a toma em seus braços ela tira as mãos do rosto e ele pode perceber o tamanho dos ferimentos que iriam deixar cicatrizes o que poderia ser o fim da carreira da jovem.

    Ela se aninha no corpo do jovem e segue calada sem fazer nenhuma resistência aos comandos que Chris lhe passa com o toque.

    O sol começa a nascer e seus primeiros raios começam a romper a escuridão da noite...


    --------------
    @Caelestia

    O seminarista começa a fazer sua prece seguindo completamente a intuição, a emoção... a fé. Sem levar em conta nenhuma oração específica ou alguma doutrina que dissesse qual a forma correta ou errada de realizar qualquer coisa.

    Quase em transe na sua prece, Roberto que mantinha os olhos fechados enquanto “conversava” com seu Deus, ele sente um calor reconfortante o ar ao seu redor que estava frio e pesado começa a aquecer como se ele estivesse sendo envolvido por um manto como um bebê recém nascido.

    “Vinde a mim as criancinhas...” Ele escuta, não em seus ouvidos mas em seu coração que ardia em chamas.

    Aos poucos Roberto vai abrindo os olhos e então ele repara que está parado em frente a casa que a algum tempo atrás ele vira os vidros da janela explodir. Só que a casa estava vazia com uma placa de vende-se presa em sua porta.

    - Deseja conhecer a casa? - pergunta um rapaz vestido de terno cinza e chapéu. - Esta casa está a venda a algumas semanas, se desejar conhecer posso contar a história da família que vivia aqui.

    Roberto então percebe que sua mão está ferida devido a estar apertando com força um grande crucifixo num cordão de prata, exatamente igual ao cordão que o garoto usava.

    --------------
    @Artorias e @Pikapool
    Rio de Janeiro, 2 de Janeiro de 1929.
    08:16 da manhã.

    Heitor estacionava o seu carro próximo a Candelária, um molecote vendia o Vida Carioca edição da manhã, o detetive lhe dá algumas moedas como pagamento e olha a primeira página.

    Sua cabeça ainda sofria com as recordações de quando conhecera o repórter que assinava uma das matérias de capa.
    “Não é que o recruta estava certo!” - pensa rindo ao ler o nome do colunista, Rafael Lins.

    Ele então é levado para o dia no qual os dois então policiais conheceram o homem que era o responsável por ele estar a esta hora da manhã a caminho da mais tradicional confeitaria da cidade.

    [...]
    Rio de Janeiro, 2 de Janeiro de 1929.
    02:50 da manhã.

    Rafael deixava o corpo cair numa das poltronas do setor de prensa, ele estava satisfeito com o trabalho que ele havia entregue e com a sua primeira matéria de primeira página. Mas ele sabia que não poderia deixar o corpo descansar demais afinal aquele “bastardo” queria encontrá-lo pela manhã e ele havia aprendido que não era bom não atender a ele.

    Principalmente depois que ele recebeu o apadrinhamento daquele homem e com isso teve algumas portas abertas para ele.

    Os olhos cansados vencem a vontade e ele acaba cochilando, e neste breve cochilo sua consciência é levada para o dia no qual ele e o “carcamano” com quem servira no quartel da Polícia do Exército conheceram ele.

    [...]
    Quartel da Polícia do Exército, Vila Militar.
    06:00 da manhã.

    Haviam passado seis meses desde que Heitor e Rafael incorporaram na Polícia do Exército, eles sempre faziam rondas juntos. Com eles apenas mais quatro outros soldados passaram nos exames para a PE.

    Após receberem as ordens do oficial de dia, Heitor e Rafael seguiram para a sala onde trabalhavam com os outros membros da mesma turma. Eles estavam sozinhos na sala, no quadro de avisos estava a tabela com a escala de serviço. Cada dupla ficava de serviço dois dias e folgava um.

    Aquele era o primeiro dia de serviço e eles tinham que verificar uma denúncia de desvio de armas e munição do paiol do Regimento de Cavalaria Motorizada. Junto com a denúncia que era formado pelos depoimentos do armeiro do dia, do oficial do dia e dos conscritos que estavam responsáveis pela faxina do quartel.

    Uma coisa que marcou Rafael era que o armeiro do dia era um dos rapazes que se alistou com ele um rapaz chamado Luiz Vieira, e também o nome do oficial do dia o agora Sub Tenente Freitas. O fato de Freitas agora ser Sub Tenete chamou muito a atenção dos dois policiais, já que ele havia subido três postos em apenas seis meses.
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    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Empty Re: Prólogo - Primeiros passos...

    Mensagem por Christiano Keller em Qui Jun 13, 2019 10:44 pm

    Chris Ka,

           "Isto não é um sonho, é um pesadelo daqueles mala pra caramba."
    Ergo a mão para bater na mulher e tira-la do estado em que se encontra, porém a abaixo e volto a segurar suas mãos. Viro minha cabeça procurando algumas coisas pelo local, algemas ou cordas que estariam no meio dos brinquedos sob a cama poderiam servir para conter a mulher. No entanto também procuro por coisas que não fazem sentido ou são estranhas, sonhos tem coisas estranhas ou sem sentido em algum lugar.
           Pego a mulher, a trago para mais perto da cama a fim de pegar os brinquedos e garantir minha segurança.
           -- Venha para a este local mais macio. Preciso cuidar de você. Com ela perto da cama, tento puxar a caixa de brinquedos. "Estou agindo de forma racional, no entanto isso é um sonho e portanto deveria ser irracional. Quais os argumentos eu terei como advogado neste caso? Isso parece um caso complexo... isso é um sonho, um sonho"
           -- Uni duni te sala me min gue um sorvete colore para você. Uni duni te sala me min gue um sorvete colore para você. Uni duni te sala me min gue um sorvete colore para você. Uni duni te sala me min gue um sorvete colore para você. Uni duni te sala me min gue um sorvete colore para você. Uni duni te sala me min gue um sorvete colore para você. Uni duni te sala me min gue um sorvete colore para você. Uni duni te sala me min gue um sorvete colore para você. Uni duni te sala me min gue um sorvete colore para você. Uni duni te sala me min gue um sorvete colore para você, puxa o rabo do tatu quem saiu foi tu.

    Teste:

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    8
    Haveria um teste para acordar no final da música?
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    Mensagem por Pikapool em Sab Jun 15, 2019 5:12 am

    As palavras verdadeiras não são agradáveis e as agradáveis não são verdadeiras.
    Era apenas mais um dia comum no quartel e como sempre o Italiano fazia a rondas comigo. Sei que isso era o que ele desejava, mas para mim isso ainda era uma morte lenta e dolorosa a cada dia que eu abria os meus olhos. No entanto, começávamos aquele dia com uma investigação sobre desvio de armas e munição. Aquilo sim era algo bom em meio a todo aquele inferno. Eu amava investigar e trazer a verdade à tona.

    Meu humor melhorava instantaneamente e discretamente gesticulava com o polegar positivamente para Heitor. Porém, alguns nomes familiares chamavam minha atenção e ao descobrir que o Cabo Freitas agora era Sub Tenente gerava inquietação por minha parte. Já era estranho um mulato ser Cabo, mas como ele havia conseguido se tornar Sub Tenente em tão pouco tempo.

    - Hey Italiano. Seu amigo subir de patente tão rápido e de repente ter uma denúncia é um tanto quanto suspeito. - Disse ao deixar a sala após as ordens. - Tenho três perguntas a lhe fazer. Primeira pergunta: Está disposto a fazer a coisa certa? Segunda pergunta é: Tendo em mente que ele pode estar sob a asa de alguém grande, você estaria disposto a correr tal risco? Creio que possa ser algo perigoso. - Questionei Heitor.

    Deixei a pergunta número três no ar. Caso fosse questionado sobre ela responderia:

    - Terceira pergunta? Eu disse três? Acho que contei errado... - Concluindo com um sorriso de escarnio.
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    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Empty Re: Prólogo - Primeiros passos...

    Mensagem por Caelestia em Dom Jun 16, 2019 9:35 pm

    Não sentia mais a agonia de antes e muito menos as mãos frias que me agarravam pelas pernas. Uma sensação boa tinha tomado conta de mim. Não sei explicar, mas era quente e reconfortante, talvez como um abraço.

    Isso me encheu de coragem e segurança e resolvi abrir os olhos. Tudo havia mudado. A aparência do local, a iluminação, o som das pessoas nas ruas. Tudo parecia... normal.

    Olho em volta e me deparo com a casa onde havia encontrado o tal padre Merrin. Fiquei surpreso ao ver que a casa havia mudado. Parecia que fazia tempo que não havia ninguém morando no local.

    Estava pensando nisso quando um homem se aproxima e me convida para ver a casa e conhecer a história de seus antigos moradores. Me senti surpreso e confuso por constatar que a casa estava à venda.

    - "Será que eu imaginei aquilo tudo?" – Penso

    Quando ia responder ao homem, me dei conta de uma leve dor que sentia na mão. Percebi que a mantinha fechada com força e ao abri-la qual foi a minha surpresa ao constatar que estava ferida pelo do cordão de prata, que em meus delírios, havia visto em poder do menino.

    Respirei fundo, resignado.

    - "Se aquilo foi imaginação, então como? Como estou com este cordão?"

    Não que coisas estranhas acontecessem com frequência e dou graças a Deus por isso, mas foi inevitável pensar em minha mãe e nas coisas estranhas que aconteceram naquela época. Tudo aquilo havia feito com que eu não gostasse de mistérios. Ainda mais assim, estranhos. Estava fora do monastério hoje para ter certeza sobre minha fé e vocação. Talvez aquilo tudo tivesse um proposito e pensando assim sabia o que tinha que fazer.

    - Sim. Se puder me mostrar a casa. E tenho certeza que será interessante ouvir a história dela. – Digo enquanto guardo o cordão no bolso da calça e pego um lenço para limpar a mão.
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    Mensagem por Artorias em Seg Jun 17, 2019 5:28 pm

    Heitor Lombardi


    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Giphy


    "Esistiamo solo, ma possiamo scegliere il significato che vogliamo per le nostre vite."

    "Nós existimos apenas, mas podemos escolher o significado que queremos para nossas vidas."




    "Cavolo!" pensei, há algo muito estranho nessa denúncia, podia até sentir o cheiro. Estava compenetrado no meu primeiro dia, apenas quieto externamente, porém alvoroçado em meus pensamentos, quando meu companheiro tira-me de meu raciocínio.

    Rafael Lins escreveu:- Hey Italiano. Seu amigo subir de patente tão rápido e de repente ter uma denúncia é um tanto quanto suspeito.

    Cuspo para o lado e olho para baixo para ver os olhos de Rafael, já que eu era um pouco mais alto, e digo - Tem algo errado aí! Farabutto! Esse aí fez alguma coisa... -, passo a mão no rosto, como se quisesse esfregar um lenço para tirar o suor, mesmo que o rosto estivesse seco. Estava aborrecido.

    Rafael Lins escreveu:- Tenho três perguntas a lhe fazer. Primeira pergunta: Está disposto a fazer a coisa certa? Segunda pergunta é: Tendo em mente que ele pode estar sob a asa de alguém grande, você estaria disposto a correr tal risco? Creio que possa ser algo perigoso.

    Volto a encará-lo, ele tinha boas intenções e era certo que algo precisava ser feito - Digo sim para as duas perguntas, não tenho problemas com riscos... mas, e a terceira pergunta? -, questiono.

    Rafael Lins escreveu:- Terceira pergunta? Eu disse três? Acho que contei errado...

    Demonstro sinal de impaciência, Rafael era uma boa pessoa, mas não sou do tipo que se dá bem com companhias, depois falo - Tu conheces esse armeiro do dia? Pude notar que o nome lhe causara uma expressão de surpresa.

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    Mensagem por Kether em Ter Jun 18, 2019 2:31 pm

    @Christiano Keller
    Rio de Janeiro, 2 de Janeiro de 1929. - Largo da Carioca

    Christiano acabava de descer da condução e iria seguir a pé mesmo até a Confeitaria Colombo. Era difícil rejeitar um pedido de um homem como os pedidos de Arnolfo Rodrigues por isso ele havia saído de seu estabelecimento cheio de curiosidade.

    Desde que recebeu a mensagem entregue por um garoto de recados contratado pelo poderoso político o convidando para um café na Colombo com quinze dias de antecedência que Christiano se recorda, as vezes até acordado, do dia no qual o conheceu.

    Naquela época o Senador Arnolfo Rodrigues de Azevedo ainda era deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados. Quem poderia dizer que aquela jovem que sofreu um esgotamento mental era uma sobrinha próxima a ele!

    Nenhuma notícia naquela época fora publicada, nenhum esclarecimento solicitado pelas autoridades... Ele apenas apareceu no final do dia na porta de sua casa, se apresentou e apertou a sua mão dizendo que um dia ele iria lhe pedir um favor.

    Passaram-se alguns anos e o antigo advogado e hoje um comerciante que nem se recordava daquele dia...

    off:
    Antes de passarmos para o dia 2 de Janeiro, termina a cena anterior com as informações que eu coloquei nesta postagem informando que para surpresa do Cris, a jovem era sobrinha de um dos homens mais poderosos do Brasil.

    Mais umas informações:

    A garota iria ficar repetindo: - Os homens da janela...

    Não havia nenhum corte na testa do seu personagem, o que foi desenhado foi feito com o sangue da garota.




    --------------
    @Caelestia
    Rio de Janeiro, 1 de Janeiro de 1929.

    Roberto descia do navio, foi uma viagem longa desde Roma até o Brasil. Já faziam vários anos desde a última vez que ele viera ao país. A última vez foi quando ele fora ordenado e o Cardeal Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, ou somente Cardeal Arcoverde, o convidara para passar alguns dias, que se tornaram meses na capital do Brasil.

    Desta vez, ele não vinha a passeio o amigo e antigo professor havia solicitado ao Papa pessoalmente que dispusesse de um de seus investigadores. E como o padre Roberto era um ex aluno fora solicitado especificamente.

    Tudo o que ele sabia é que fora entregue ao Cardeal um pergaminho antigo que trazia uma provável profecia, mas aquilo fugia dos estudos do Cardeal.

    [...]

    Após aquele dia estranho Roberto entrou para o seminário e terminou a sua formação como padre e no dia de sua ordenação um de seus instrutores o Cardeal Arcoverde o convidou para conhecer a Capital do Brasil para onde ele retornaria e gostaria que o jovem conhecesse o povo de sua terra, principalmente as religiões africanas que eram praticadas no país principalmente uma nova chamada Umbanda.

    off:
    Antes de passarmos para o dia 2 de Janeiro.
    Aqui você pode descrever as impressões que o Roberto teve do Rio de Janeiro e as conclusões dele quanto a religião que os cariocas haviam criado. E as impressões que o Cardeal demonstrou sobre o Roberto.


    --------------
    @Artorias e @Pikapool

    Os dois policiais se encaminham até o Regimento onde ocorrera o roubo de armas e munições do paiol. Lá são recebidos pelo Primeiro Sargento Teixeira que o leva até a sala do Comandante Geral.

    Na ante sala eles são anunciados ao secretário do Comandante Geral, o segundo tenente Costa e Silva. Ele entra na sala e alguns minutos depois ele sai dando entrada para os dois policiais.

    Eles entram e prestam continência para o General Paulo Hermes e ele os convida para que se sentem.

    - Bom dia rapazes, vocês gostariam de um café ou água? - diz o oficial cordialmente.

    Após a resposta deles ele volta a falar.

    - Então senhores, no que eu posso ajudar?


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    Mensagem por Christiano Keller em Ter Jun 18, 2019 4:02 pm

    Chris Ka,

    Depois de prender a mulher para ela não se machucar novamente entendi que não era um sonho, mas a realidade. Uma terrível realidade. Passei a mão na testa para ver se estava machucado, mas o desenho estranho era sangue dela e não um corte na minha testa. Consegui chamar socorro médico pra moça, quando ela chegou dei uma gorjeta para as pessoas da ambulância e fomos para o hospital. Depois que ela estava sendo atendida e tal, avisei a família.

    A mulher teve um esgotamento nervoso... bateu o pino, ficou lelé. Aquilo tinha que acontecer comigo? Justamente no meu quarto? Bem depois do sexo? Era muito estranho todo o conjunto. Depois ela ficou repetindo sobre homens na janela. "homens na janela" o cacete, não tinha ninguém e tivesse cobraria ingresso. Bem que alguém ia pagar ingresso pra ver aquela biscate. Pior ainda era que a biscate era sobrinha de nada mais nada menos que um dos homens mais poderosos do país.

    O evento foi bem traumatizante, mas não sei o que me deixou com mais medo, a coisa toda a noite ou a visita que recebi no final do dia. Era o Tio dela e ele disse que eu lhe devia um favor. O Senador Arnolfo Rodrigues de Azevedo, o cara deu a impressão que devia ter me matado devagar com vários requintes bizarros mas ia deixar passar por que fui eu que avisei a família que a sobrinha tava internada. Que tipo de favor ele iria cobrar? Matar alguém? Esconder alguma sujeira brava? Nem conseguia imaginar.

    Agora ele veio cobrar o favor. Marcou a data e o lugar antes do natal de 1928. Muita antecedência para ser algo simples. Seria "aquele favor", do tipo que não poderia dizer nada além de "sim", no máximo se ele mandasse "pule" eu perguntaria "quão alto o senhor deseja?"
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    Mensagem por Pikapool em Sex Jun 21, 2019 5:55 am

    @Pikapool escreveu:
    As palavras verdadeiras não são agradáveis e as agradáveis não são verdadeiras.
    - Esse tal Luiz Vieira, foi um dos que se alistaram comigo. - Respiro profundamente antes de prosseguir. - Bem, se ele estas a fazer besteira, não deve ser muito inteligente. Afinal, os grande só estão a usá-lo como um simples peão descartável... - Coço a cabeça seguindo o Italiano rumo à nosso destino.

    [...]

    No regimento fomos recepcionados pelo Primeiro Sargento que nos guiou até a antessala do Comandante Geral. Não demorou para que fossemos recebidos pelo General Paulo Hermes. Paulo Hermes, parece nome de doença venérea. Deixei o Italiano tomar a frente enquanto tentava controlar minha expressão para não rir dos meus pensamentos idiotas.

    Após adentrarmos a sala e prestarmos continência, sentamo-nos e aproveitamos da cordialidade do General.

    - Bom dia General. Não. Muito obrigado, senhor. - Respondi recusando sua oferta.

    Ao nos questionar sobre o porque de estarmos ali, apenas deixei que Heitor tomasse partido. Enquanto isso aproveitei para olhar atentamente tudo a minha volta atras de alguma pista e também observei os trejeitos do General a procura de algo que pudesse indicar que ele poderia saber mais do que estava nos contando.
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    Mensagem por Kether em Sex Jun 21, 2019 10:28 am

    @Pikapool, por favor faça uma rolagem de Observar. No tópico "Nas mãos da entropia"
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    Mensagem por Caelestia em Sab Jun 22, 2019 8:41 pm

    Acho que eu nunca fiz uma viagem que parecesse tão demorada. Foram dias inteiros de mar revolto em que os passageiros não eram aconselhados a sequer ir ao convés. Dias inteiros chacoalhando dentro do navio, tendo minha bíblia e minhas orações como principais alentos aos momentos de tédio.

    Não o fiz, mas quando desci, a vontade que tive foi de beijar o chão, agradecendo por finalmente ter chegado.

    Nas mãos levava um pequeno papel com o endereço de uma hospedaria no bairro da Tijuca. E assim que consegui pegar o bonde que me levaria até lá, pude, mais uma vez, pensar no motivo que havia me trazido de volta ao Brasil.

    Tirei do bolso da calça uma carta, de fina caligrafia, onde se via o brasão de Arcoverde e o lema DOMINI FORTITUDO NOSTRA.

    Mais uma vez estava no Brasil. Mais uma vez no Rio de Janeiro. E mais uma vez à pedido de meu ex-professor.

    Eu conheci o cardeal Arcoverde no dia em que retornei ao seminário, após os estranhos acontecimentos que vivenciei no dia que passei fora dos muros da escola episcopal.

    Lembro de procurar um padre chamado Marco para conversar sobre o ocorrido. Queria saber se alguém conhecia o tal padre Merrin.

    Ao ouvir meu relato, padre Marco acabou por me apresentar ao Cardeal, dizendo que este poderia me orientar sobre o acontecido. E assim, mudando os planos iniciais de sua estadia na Santa Sé, o cardeal acabou por ficar e se responsabilizar pela minha tutoria nos estudos.

    Olho para as ruas por onde o bonde passa, tentando reconhecer algum lugar.

    Quantos anos fazia? Dez, talvez. Mas parecia que pouco havia mudado na cidade.

    Meu primeiro trabalho investigativo, após a ordenação, havia sido aqui no Rio e também foi a pedido do cardeal Arcoverde.

    A poucos anos havia surgido uma nova religião, chamada Umbanda. E aqueles que professavam essa fé, constantemente falavam de curas atribuídas ao que chamavam de "entidades" nomeadas por eles como caboclos e pretos velhos.

    Lembro-me da revolta do cardeal.

    "Blasfêmia". "Heresia. "Adoradores do oculto". Foram apenas alguns dos adjetivos dados por ele a tal Umbanda.

    Meu trabalho era avaliar as tais curas e desmenti-las.

    Devo confessar que de inicio fui tomado por um preconceito cego. Antes de ter efetivo contato com culturas e religiões tão diferentes da minha, eu tendia a achar que todas elas faziam mal aos seus praticantes. E nesses momentos lembrava de minha mãe e do tormento que ela viveu.

    Mas foram meses investigando e acompanhando a nova religião, o que acabaria por me moldar no que se refere as demais investigações de possessões e milagres que fiz posteriormente.

    "Mantenha a mente aberta", era o que eu sempre tentava me lembrar.

    Havia charlatanismo nas tais curas anunciadas pelos "caboclos"? Sim, havia. Mas havia também muita cura real.

    Se eu passei a acreditar nas tais entidades da Umbanda? Não. Mas reforçou minha crença na fé. Pois tenho certeza que, foi a fé dessas pessoas nas tais curas, que realmente operou o milagre.

    No final do meu relatório entregue ao cardeal Arcoverde, foi justamente essa a minha conclusão: a fé é o que movimentava aquelas pessoas e desde que elas professassem boas intenções, aquilo não soava como ameaça a igreja.

    A fé é algo muito poderoso. Acreditar é poderoso. Vi coisas se tornarem reais, apenas porque alguém acreditou nisso. Coisas boas e coisas muito ruins.

    Deus existe. Demônios existem. E o ser humano tem grande potencial para crer nos dois. Assim como a fé em Deus opera milagres, crer em coisas ruins abre portas perigosas. E eu prometi a mim mesmo, pela minha mãe, que irei desmascarar as mentiras e manter as possíveis reais portas ruins fechadas.

    Finalmente! Vou descer na próxima parada do bonde. Não vejo a hora de ter uma boa noite de sono
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    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Empty Re: Prólogo - Primeiros passos...

    Mensagem por Artorias em Qua Jun 26, 2019 7:20 pm

    Heitor Lombardi


    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Giphy


    "Esistiamo solo, ma possiamo scegliere il significato che vogliamo per le nostre vite."

    "Nós existimos apenas, mas podemos escolher o significado que queremos para nossas vidas."






    Rafael Lins escreveu:- Esse tal Luiz Vieira, foi um dos que se alistaram comigo. [...] Bem, se ele estas a fazer besteira, não deve ser muito inteligente. Afinal, os grande só estão a usá-lo como um simples peão descartável...

    Presto atenção nas informações passadas por Lins e nada era útil, apenas vocalizo um som sinalizando que ouvi - Hm.


    [...]

    Enquanto íamos ver o General, noto que Rafael começava a esboçar um semblante risonho, fico um pouco impaciente com este meu colega, "Seria melhor trabalhar sozinho." pensei.


    General Paulo Hermes escreveu:- Bom dia, rapazes, vocês gostariam de um café ou água?

    Respondo - Não, obrigado.


    General Paulo Hermes escreveu:- Então, senhores, no que eu posso ajudar?

    E sem delongas vou direto no assunto, olhando para os olhos do General fixamente, com certeza pisava em ovos, mas não havia outra forma de resolver tal situação - Eu, Heitor, e meu colega, Rafael, viemos notificar sobre nossas suspeitas envolvendo corrupção e desvio do arsenal dentro do nosso setor. Nossas suspeitas começam pelo Sub Tenente Freitas ter subido três postos em apenas seis meses, sendo que ele fora o oficial do dia no relatório de desaparecimento de armas e munição do paiol do Regimento de Cavalaria Motorizada. O que me leva a concluir que ele estaria envolvido nesse caso.


    OFF:


    Desculpas a demora o/

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    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Empty Re: Prólogo - Primeiros passos...

    Mensagem por Kether em Ter Jul 02, 2019 2:09 pm

    NPCs:
    Senador Arnolfo Rodrigues
    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Arnolfo-de-azevedo

    Cardeal Arcoverde
    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Cardeal%20arcoverde

    Rio de Janeiro, 2 de Janeiro de 1929.

    08:20


    Chris caminhava pelas largas calçadas do centro do Rio em direção ao encontro com o Senador. Ele passa por um garoto que trazia consigo alguns exemplares do periódico matutino com uma manchete do jornalista Rafael Lins, o mesmo que a alguns meses havia o procurado para falar sobre o comércio de bebidas ilegais. Parecia que este jornalista havia continuado com as investigações.

    O comerciante compra um exemplar do jornal, mais interessado naquela manchete para ver o que o tal Rafael havia descoberto. Ele se espanta ao ler que a matéria na verdade tratava de uma denúncia de desvios de verbas no Estado do Rio de Janeiro, parecia que a Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro em sua capital Niterói haviam armado um esquema de desvio de verba pública no projeto de construção de uma ponte que ligasse Niterói, capital do Estado do Rio de Janeiro, com a Cidade do Rio de Janeiro, capital do País.

    Este projeto já rodava desde 1875 e nunca saía da fase de projeto e havia se tornado um verdadeiro sorvedouro de dinheiro público com as mudanças constantes de escritórios de engenharia que a cada gestão que entrava solicitava novos estudos.

    Ele já chegava na Confeitaria Colombo quando passa por ele o Cardeal Arcoverde saindo da Colombo. O cardeal passa pelo comerciante e lhe dá um bom dia seguindo o seu caminho em direção a Candelária. Chris entra na confeitaria e olha ao redor procurando a pessoa com quem teria um encontro, por fim encontrando-o sentado a mesa no segundo pavimento.

    Ao encontrar o Senador ele segue até ele.

    O Senador se levanta quando Chris se aproxima e aperta-lhe a mão.

    - Bom dia senhor Ka.

    Ele aponta para uma das quatro cadeiras vazias dizendo.

    - Por favor acomode-se e vamos começando o café enquanto os outros não chegam.

    O Senador olha em seu relógio as horas

    - Me diga, senhor Ka, como estão os negócios de bebidas? Um passarinho me contou que recebeu a visita de um jornalista perguntando sobre esse assunto...

    08:25

    O padre Roberto Conti seguia de bonde até a confeitaria, as palavras do amigo e professor Arcoverde na reunião no dia anterior foram no mínimo estranhas.

    - Roberto, sei que eu te treinei para sempre duvidar daquilo que se mostrava para os seus sentidos. Para que sempre usasse a lógica para explicar os eventos. Mas desta vez eu vou precisar que você dê um salto de fé. Eu confio completamente na pessoa que você irá encontrar amanhã como tenho confiança em você. O Senador Arnolfo Rodrigues é um homem temente a Deus e um grande defensor da Igreja e dos valores familiares. Ele estará lhe aguardando para tomar o desjejum às 9 horas da manhã na Confeitaria Colombo. Aqui está o itinerário para chegar até lá da maneira mais fácil.

    Arcoverde entrega um papel para Roberto, mas a conversa com o Cardeal fora interrompida pois um padre que trabalhava como secretário do cardeal o chamava para uma reunião na diocese com padres locais e representantes do governo. Esta parte política não era uma que agradava a Roberto que muitas vezes pensava sobre o porquê da Igreja se intrometer em assuntos políticos e não manter a sua principal função que era a libertação da alma humana dos pecados.

    Roberto acordou cedo e saiu antes mesmo de tomar seu desjejum, pegou uma condução para a estação Dom Pedro II (antiga Central do Brasil), seguindo de lá de bonde até a Confeitaria Colombo seguindo as orientações passadas pelo Cardeal.

    Roberto desce do bonde e entra na Colombo, mas ele não conhecia o seu ilustre contato. Um rapaz, de boa aparência e com os cabelos bem escovados e barba bem feita e roupas extremamente alinhadas, que parecia ser um garçom do estabelecimento se aproxima do padre.

    - Bom dia senhor. Me chamo João, posso ajudar?

    - Bom dia. Sou o padre Roberto Conti, sou aguardado pelo senhor Arnolfo Rodrigues.

    - A claro! O Cardeal Arcoverde deixou o aviso que o senhor viria a procura do Senador. Por favor me acompanhe.

    Roberto segue o jovem garçom até o segundo pavimento da confeitaria onde encontra dois homens vestindo terno tomando o desjejum. Haviam ainda três cadeiras vagas. Um dos homens se levanta e é seguido pelo outro.

    - Senador, este é o padre Roberto Conti.

    O homem de óculos estende a mão para o padre.

    - É uma honra conhecer tão ilustre membro do clero, ainda mais quando sua indicação foi feita pelo próprio Cardeal do Brasil.

    Eles se cumprimentam e o jovem garçom se afasta "a francesa".

    - Padre Roberto Conti este é meu associado o senhor Chris Ka. Por favor se junte a nós no desjejum ainda hão de chegar dois convidados para nossa conversa.


    O político indica uma das cadeiras vagas para que ele escolha e se sente.

    8:30

    O detetive entrava na Confeitaria Colombo com pontualidade britânica.

    - Com licença...

    Heitor Lombardi ouviu uma voz conhecida.

    "Não acredito!", pensou ao se virar e dar de cara com Rafael Lins o jornalista e antigo parceiro da longínqua época de quartel.

    - Você! - disse novamente o jornalista ao reparar que o "carcamano" da época de quartel estava ali parado a sua frente.

    [...]
    Alguns anos atrás...

    As investigações que os dois soldados fizeram levaram até um grupo do quartel liderado por Freitas, o mulato amigo de Heitor. Mas quanto mais ele se aprofundavam mais difícil se tornava encontrar provas do envolvimento do oficial. Era uma manhã de sexta-feira, de meio expediente, quando as 11 horas da manhã um recruta chega com um envelope endereçado para os dois soldados.

    Heitor recebe o envelope e gesticula para Rafael se aproximar. O soldado ítalo-brasileiro despeja o conteúdo na mesa que dividiam na sala revelando um caderno na capa escrito LIVRO CAIXA e um segundo intitulado LIVRO RAZÃO ainda havia um bloco de anotações e um chaveiro com uma chave de armário identificada com a numeração 045E.

    Cada um dos soldados pega um dos livros e encontram provas de compras, vendas e movimentações do dinheiro das vendas das armas. No bloco de anotações uma lista de pagamentos em aberto, saldos devedores e encomendas.

    Alguém havia entregue todo o esquema para os dois policiais. Agora eles teriam apenas que encontrar para qual porta de armário aquela chave serviria.

    Sem pensar muito eles vão até o armário dos oficiais, direto no armário de Freitas e já não era uma surpresa a chave o destrancou. Era o que faltava para que eles comprovassem que ele estava envolvido. Ainda mais que no armário dele havia uma agenda de telefones que o próprio identificou como sendo dele mesmo.

    Os dois policiais levaram as provas e relatórios de sua investigação até os seus superiores. Mas o caso acaba não indo para frente.

    Não se sabe ao certo qual dos dois homens, ou se os dois, se insubordinaram e levaram o caso diretamente para um membro do ministério público civil o que ia de encontro ao código militar. Os outros membros da equipe de Heitor e Rafael acabaram presos por insubordinação e posteriormente sofreram processos administrativos que levaram a exoneração.

    Porém tanto Heito quanto Rafael tiveram suas fichas "limpadas", tendo seu desligamento do Exército sido registrado por tempo de serviço. Eles foram desligados em dias diferentes mas um fato ocorreu com ambos. Na saída do prédio do Ministério do Exército no centro do Rio havia um carro os aguardando e os levou, cada um no seu dia, para a Câmara dos Deputados onde foram levados até o gabinete do Presidente da Casa o Deputado Federal Arnolfo Rodrigues que explicou os motivos para que tivessem suas fichas limpas.

    [...]

    O Senador que tinha visão para a entrada do estabelecimento gesticula para o jovem atendente enquanto fala para os homens que estavam com ele.
    - Meus últimos convidados chegaram.

    João se aproxima dos dois homens, dava para sentir a tensão entre eles.

    - Senhores o Senador os aguarda. Se puderem me acompanhar...

    Do alto do segundo pavimento o jornalista e o detetive são acompanhados pelos olhos dos três homens, que por sua vez também são avistados pelos olhos treinados daqueles dois investigadores...
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    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Empty Re: Prólogo - Primeiros passos...

    Mensagem por Christiano Keller em Ter Jul 02, 2019 3:45 pm

    Chris Ka,

    08:21

          -- Olá, senhor, muito obrigado.
          -- Me diga, senhor Ka, como estão os negócios de bebidas? Um passarinho me contou que recebeu a visita de um jornalista perguntando sobre esse assunto...
          -- O senhor sabe como é, enquanto há demanda haverá oferta.

    08:25

          Outro dos convidados chega, Ka o saúda de maneira cortês. Porém fica quieto para deixar que a coisa se desenrole.

    08:30


          Outros convidados chegam, Ka os saúda de maneira cortês. Segue em silêncio. Que tipo de favor o Senador pediria para pessoas assim? Um deles é padre, os outros tem cara de soldados e Ka, seria o bode expiatório? Na cabeça de Ka se há um padre envolvido deve haver uma missa ou morte. O suor pode até começar a escorrer, mas Ka dirá que é o calor.
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    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Empty Re: Prólogo - Primeiros passos...

    Mensagem por Caelestia em Qui Jul 04, 2019 1:14 pm

    Roberto agradeceu ao senador e cumprimentou os dois homens. Sem ter alternativa, se sentou para aguardar a chegada dos demais convidados.

    Achou estranho o fato do cardeal não ter mencionado que haveria mais pessoas nessa reunião com o senador.

    Mais do que nunca o tal "salto de fé" lhe pareceu suspeito. Não imaginava em que poderia ser útil ao senador e aos demais homens. Só esperava que não fosse nada que envolvesse política.

    Não teve muito tempo para pensar no assunto ou mesmo para fazer qualquer pergunta, pois, menos de cinco minutos depois, dois homens entraram na Confeitaria e Roberto soube que eram os que faltavam para dar início a reunião.

    Ele resolve se manter em silêncio e apenas observa os demais convidados do senador enquanto aguarda, tentando não tirar conclusões precipitadas sobre o motivo de ter sido convidado para essa reunião.
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    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Empty Re: Prólogo - Primeiros passos...

    Mensagem por Pikapool em Seg Jul 08, 2019 12:37 am

    As palavras verdadeiras não são agradáveis e as agradáveis não são verdadeiras.
    Ao ver Lombardi, já concluía que algo poderia não estar certo devido ao nosso passado e a quem deveríamos encontrar.

    - Como vai Italiano? - Esbocei um sorriso estendendo-lhe a mão. - Você sabe que se não me cumprimentar, você vai ganhar um abraço caloroso. - Disse em tom sarcástico.

    Assim que adentramos o garçom prontamente nos recepcionou e nos levou a mesa onde fomos requisitados. Logo durante o caminho outro rosto familiar. Alguém que eu havia entrevistado e considerando meu histórico, ele podia ainda estar irritado. Mas o que mais chamou minha atenção foi a presença de um padre.

    - Olá, senhor. Como o senhor está? - Estendi a mão para o senador. - Padre. - Estendi-lhe a mão. E por fim, Chris Ka que parecia nervoso com algo. - A quanto tempo, senhor Ka. - Esbocei um sorriso malicioso ao estender-lhe a mão.

    Sentei-me junto a eles esperando para descobrir o porque fomos convocados.
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    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Empty Re: Prólogo - Primeiros passos...

    Mensagem por Kether em Qua Jul 10, 2019 7:48 pm

    Heitor aperta a mão do antigo colega de quartel e responde de forma breve:

    - Parece que você tem conseguido o destaque na profissão que escolheu.


    Então todos se apresentam e se sentam a mesa.

    - Podem se servir a vontade. - diz o senador enquanto se serve de mais uma caneca de café.

    Era nítido que todos ali se perguntavam o que aquele homem desejava com eles. O jovem que os servia se aproxima novamente agora trazendo uma valise que entrega para o senador. O homem aguarda um breve instante para o jovem se afastar, abre a pasta e pega um envelope camurça que coloca sob a mesa num espaço que estava estrategicamente vazio.

    - Acredito que todos estejam se perguntando o motivo que fez com que todos estivessem aqui reunidos, mais ainda o senhor Padre Roberto.

    Ele bebe um gole de seu café.

    - Eu solicitei para que todos estivessem aqui por conta de suas habilidades e de seus conhecimentos. Recentemente recebi de um sócio de um de meus empreendimentos algumas páginas de um aparente antigo livro. Mas não tenho conhecimento sobre o idioma no qual está escrito. Meu amigo o Cardeal Arcoverde me informou que o senhor padre é uma autoridade nesse assunto.

    O Senador toca no envelope olhando para o padre.

    - Quanto ao senhor Ka, o senhor é o proprietário de um prédio que será muito importante para que possamos nos reunir. Sem contar que os seus contatos podem ajudar nas investigações. E é neste exato ponto que os senhores Lombardi e Lins farão a diferença. Tenho mais algumas informações quanto a forma pelo qual o conteúdo deste envelope chegou até o meu poder.

    Ele arrasta o envelope na direção do centro da mesa.

    - Ainda não foi divulgado, nem passado para a imprensa. Então esta informação é nova e gostaria que por enquanto não viesse ao conhecimento do público em geral. Existem muitas pessoas que estão investindo pesado para que esta notícia fique abafada. Agora, sem mais delongas.

    Ele pega um copo com água e bebe um gole longo.

    - Foram encontrados uma série de corpos, e todos eles possuem o mesmo tipo de ferimento como causa da morte. Um objeto cortante de exatos 18,5 cm cravada em seus corações numa perfuração única e sem sinais de luta. Os rostos não demonstravam dor ou agonia, mas de acordo com o legista sinais de prazer e satisfação. Uma das vítimas é amiga de minha sobrinha Amanda, ela frequentava aquela religião... como se chama mesmo... Candomblé. Se não me engano foi esta que o senhor estudou não foi padre?


    O senador olha para o padre, depois para Chris, Heitor e Rafael.

    - O policial José Roberto Saldanha, é um amigo que receberá vocês caso achem necessário dar uma olhada no que a polícia já descobriu. No envelope há um bloco de anotações com indicações de como entrar em contato com ele sem que chamem a atenção. É claro que o senhor Lombardi é um profissional e estarei disposto a cobrir os custos da investigação e com os seus honorários.


    O Senador fecha a valise e a coloca de pé no chão ao seu lado esquerdo. Depois tira o relógio de bolso e consulta as horas.

    - Oh Senhor! Devo partir, tenho uma importante votação hoje no Senado. Liberação de verbas para a construção do Christo Redentor! Fiquem a vontade e o tempo que precisarem para se conhecerem e analisarem o conteúdo do envelope. Dentro de alguns dias eu entrarei em contato com os senhores, mas caso necessitem entrar em contato podem falar com o João. - ele fala e indica com a cabeça o jovem garçom que era o único garçom que havia se aproximado da mesa e de vocês.

    Conteúdo do envelope:

    Haviam 7 papiros de couro que faziam parte de algum livro muito antigo, com mais de 100 anos e não era difícil do padre Roberto Conti perceber. Além disso havia também uma chave estranha e um bloco de anotações com o nome do policial, o nome de um quartel e seu endereço.

    Havia ainda uma lista com 6 nomes, destes dois deles chamam a atenção de Ka:

    Sofia Rodrigues e Maria das Dores Pitanga

    Sofia Rodrigues, se fosse a mesma pessoa, poderia parente do Delegado Rodrigues que ele conheceu a algum tempo; Já Maria das Dores era uma "Irmã de Santo" de sua amiga Lúcia.

    Papiros e chave:

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    Prólogo - Primeiros passos... - Página 2 Empty Re: Prólogo - Primeiros passos...

    Mensagem por Christiano Keller em Qua Jul 10, 2019 9:58 pm

    Chris Ka,

           Ka olha para os presentes e pega o envelope:
           -- Bem, alguém tem que abrir isso.
           Ao abrir o envelope Ka separa o conteúdo, olha as folhas e passa para o padre, a chave é colocada sobre a mesa e a lista de nomes vai cobrir parte da chave na mesa.
           -- Minha nossa... não gostei do que vi. Não gostei mesmo. Ka suspira e completa: conheço 2 nomes da lista, Sofia e Maria. Após um momento enquanto a informação se acomoda. Se quiserem ir até nosso local de reuniões, acho que pode ser melhor do que conversar sobre estas coisas aqui. Seria bom alguém levar a chave separada dos papéis.
           Ka então fica parado esperando a coisa toda se acalmar. Observaria a reação dos outros para ver se ele foi o único chocado com as imagens ou se eles teriam algum comentário sobre aquilo.
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    Mensagem por Caelestia em Sab Jul 13, 2019 11:33 pm

    Eu poderia ter respondido ao senador, mas preferi ficar quieto e prestar absoluta atenção ao que o homem falava.

    Não via em que o meu conhecimento seria útil neste caso, até que, após a saída do senador, um dos homens que também havia sido convocado para a reunião, me passou as folhas do papiro.

    Eram sete e feitas de couro, um detalhe que me chamou atenção. Pois mesmo para livros antigos, não era algo lá muito comum de se ver.

    Em um apanhado geral, antes de analisar os detalhes e tentar reconhecer o que ali estava gravado, as imagens do que pareciam ser demônios e punhais, me passaram a ideia inicial de algum tipo de ritual, mas eu não poderia afirmar nada antes de estudar os símbolos mais detalhadamente.

    E ainda havia a chave.

    Estendi a mão e peguei a chave. Apesar do entalhe peculiar, também não posso afirmar que tinha ligação com o pergaminho.

    -- Minha nossa... não gostei do que vi. Não gostei mesmo. Ka suspira e completa: conheço 2 nomes da lista, Sofia e Maria. Após um momento enquanto a informação se acomoda. Se quiserem ir até nosso local de reuniões, acho que pode ser melhor do que conversar sobre estas coisas aqui. Seria bom alguém levar a chave separada dos papéis.

    - Desculpe... Senhor Ka, certo? Mas creio que o que temos para discutir pode ser feito aqui mesmo, por enquanto. Porque pelo que entendi, não temos quase nada ainda para falar sobre isso. - Volto a por a chave sobre a mesa. - O senador nos deu o envelope com papiros antigos e esta chave, nos falou sobre corpos, mas o que tudo isso tem a ver? Os papiros foram encontrados junto dos corpos? Haviam nos corpos símbolos que estão presentes nos papiros? Para mim, esta tudo muito vago.

    Eu puxo do bolso de minha calça meu velho caderninho de orações. Abro, e vou direto para a última folha, que esta em branco. Com um lápis começo a rabiscar um esboço da chave, tentando ao máximo copiar seus detalhes.

    - Contudo, não me oponho a ideia de que os papiros e a chave sejam separados. Mas para que eu possa dizer mais sobre eles, preciso antes analisa-los e fazer uma pesquisa. - Digo, enquanto observo os símbolos dos papiros e da chave. - Creio que seria bom os senhores tentarem ver o policial, que o senador deixou como contato, os detalhes do que aconteceu. Com essas informações, ai sim poderíamos nos reunir no local que o senhor indicar, senhor ka... E a propósito, sinto muito por suas amigas. - Digo esta última parte com verdadeiro pesar.

    @Kether:
    Rolagens medíocres a parte, tudo o que o Roberto conseguir descobrir olhando os papiros e a chave agora, por favor.
    Se reconhece algum simbolo ou o idioma. Se reconhece a ligação com alguma seita, coisas do tipo.
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    Mensagem por Christiano Keller em Dom Jul 14, 2019 12:30 am

    Chris Ka,

    -- Bem Padre, talvez seja normal para o senhor falar de corpos e defuntos no seu dia a dia. Eu não vou falar nada disso aqui num café ou padaria em que outros podem me ver e ouvir. O chefe pediu discrição e portanto serei discreto.
    Ka fica quieto, esperando os demais. No entanto já tomou sua decisão e não falará mais nada sobre o assunto num local público.
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    Mensagem por Pikapool em Dom Jul 14, 2019 3:15 am

    @Pikapool escreveu:
    As palavras verdadeiras não são agradáveis e as agradáveis não são verdadeiras.
    Despedi-me do senador e voltei-me toda atenção para aqueles papiros. Tentava analisar os detalhes minuciosamente na tentativa de reconhecer algo ali. As imagens pareciam representar um ritual, mas era apenas especulação de minha parte. Sentia que algo era familiar, porém, não sabia dizer o que. Enquanto os outros dialogavam, apenas ocorria-me que precisaria de uma boa biblioteca para tais pesquisas.

    Enquanto o padre conversava com o senhor Ka, olhei de canto de olho tentando ver se alguém estava prestando atenção e discretamente tentei por um dos papiros em meu bolso. Sabia que se conseguisse deixar o local com um deles seria de maior eficiência do que um local despreparado para tal pesquisa.
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