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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)

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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por mixuruquinha em Sex Dez 06, 2019 7:43 pm

    A resposta certa seria, Gambiru não sentiu nada, John K. já não mais segurava sua mão, Juninho corria logo atrás do irmão porém não havia sinais do loiro.
    Gambiru deu mais dois passos à frente durante a correria e pensou sobre deixar o rapaz para trás, pois assim ele e o caçula conseguiram escapar, mas... a culpa lhe bateu.

    Seria sua sina continuar abandonando seus companheiros por causa de seu próprio couro? Não, ele não queria isso.

    Deu meia volta, Gambiru não iria desistir tão facilmente dessa vez.
    - Continue! Já já te alcançamos! - Gritou em direção a Juninho que prosseguiu escapando da criatura.
    Gambiru não precisou correr muito até encontrar John K. no chão, os tremores pelos passos do ente estavam mais fortes, eles estavam perto.
    O kemono se abaixou e levantou John K. agarrando firme no seu braço, eles teriam de correr ainda mais rápido devido ao pequeno atraso.
    - Não vou te soltar, okay? Agora corre!
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por Nimaru Souske em Dom Dez 08, 2019 11:01 am

    Em meio a toda aquela correria e tendo visto John ficando pra trás, Juninho, com toda sua benevolência aprendida na abadia, continuou a correr para tentar salvar a própria vida. Suas pernas batiam rápido contra o solo, tão rápido que logo havia passado seu irmão e estava na frente do grupo... mas depois de escutar os gritos do kemono, ele entendeu que na verdade Gambiru estava voltando naquele caminho para procurar o galego.

    Juninho suou frio. Alguma estranha sensação lhe percorreu pela espinha e um calafrio lhe perturbou o corpo. Enfraquecera. Em meio a esse mal estar repentino que não sabia bem a causa, acabou tropeçando em algumas raízes que adornavam aquele chão e terminou seu movimento caindo de cara na terra úmida da floresta. Enquanto deitado ao chão, por alguns segundos, lembrou-se que o monstro ainda perseguia o grupo, esperando qualquer deslize deles para ter uma oportunidade de atacar, e que seu irmão iria dar de frente com o ente no caminho que estava trilhando.

    O que iria fazer diante daquilo?


    Gambiru sabia o que queria. Diferente de seu irmão, Gambiru agia por um instinto próprio: Fugia quando sabia que correr os riscos não iria valer a pena, não por medo. Mas, por algum motivo, naquele momento, fugir parecia não valer tanto a pena quanto antes. Parecia que sua vida não valia mais do que a vida do outro. Do que a vida de John K.

    Não teve que voltar muito no caminho para identificar o corpo de Juca deitado ao chão, de barriga para baixo, sem muito se mexer. Se aproximou do jovem e ao falar com o garoto não obteve resposta. Tentou tocá-lo para perceber se ele reagia de alguma forma, mas viu que parecia desacordado. Não conseguia precisar se estava muito ferido ou não... mas uma coisa sabia, tinha que sair imediatamente dali por causa do... do... Gambiru percebeu que se concentrara tanto em encontrar John que ignorara os passos do inimigo que lhes perseguiam, mas agora que prestara atenção novamente, não conseguia escutar mais aqueles passos pesados. Antes que tentasse erguer o galego desacordado, o kemono ergueu seus próprios olhos e viu uma imagem que não queria ter visto tão próxima de si.

    A poucos metros dos dois estava uma figura robusta, em tons marrons em seu corpo ornado com o verde vivo das folhas. O ente os encarava e em sua face não era possível encontrar a melhor das intenções.

    Ele iria atacar a qualquer momento.

    OFF:


    Juninho esta deitado no chão, logo o que ele vai fazer vai depender dele. Se quiser voltar, declare isso no próximo post, caso queira continuar correndo, terá que rolar os mesmos testes anteriores

    Procurar tem +5 de bônus e dificuldade DC 16

    Correr  tem bônus de +1 e dificuldadeDC 16

    Já Gambiru, terá que rolar iniciativa (+7) para ver se consegue reagir primeiro que o ser a sua frente. Depois disso, poderá reagir com uma batalha, tentando fugir ou outra opção da sua criatividade, só deixando claro que se tentar fugir o ente terá um ataque de oportunidade com bônus contra o seu personagem e, se quiser carregar o desacordado, terá que fazer um teste de força com dificuldade DC 14


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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por mixuruquinha em Seg Dez 09, 2019 12:24 pm

    Gambiru se esforçou mas não houve respostas de John K., estava provavelmente desacordado e a figura apenas alguns passos deles.

    Estavam encurralados, não havia muito o que fazer, era aceitar quais que fossem as ações do ente. Gambiru não pensou muito no calor do momento e se pôs à frente de John K., não que ele fosse conseguir defender o rapaz, mas quem sabe amenizar o impacto.

    A situação era desesperadora, mas diante do que fosse já era meio tarde pra tomar qualquer outra medida.

    Gambiru sorriu.

    Respirou fundo e esperou que a dor chegasse ao seu corpo, com os braços aberto à frente de John K. e olhou dentro dos olhos da besta a sua frente.
    -“Que seja”. - pensou consigo.

    A fraqueza do rapaz de certa forma fazia se recordar de outros tempos de sua vida, tempos que até o mesmo já tinha esquecido, e de um certo alguém.

    Talvez esse seria seu destino pelos seus pecados, Gambiru não iria abaixar a cabeça quanto a isso, não seria o homem que era se não encarasse (talvez até literalmente) de frente o que estava a sua espera.
    Não esperava misericórdia pelos seus atos.
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty A Noite do Nada

    Mensagem por Nimaru Souske em Dom Dez 22, 2019 12:13 am

    Aparentemente a resposta de Juninho diante de tudo aquilo foi:

    Nada.

    Ficou imóvel, paralisado diante de tudo que inundava sua mente. Não era possível saber se por medo, desespero ou indiferença, mas o mais novo dos irmãos apenas ficou deitado ao chão, com o rosto enfiado na terra fofa e escura. Por pouco não se machucara fisicamente, mas parecia que seu espírito havia se quebrado.

    Mais a frente, Gambiru não sabia o que se passava com o irmão... mas também não tinha tempo para pensar nisso, tinha seus próprios problemas para lidar.

    Ao notar que garoto de cabelos loiros estava desacordado, o jovem Kemono o agarrou pelos braços e tentou puxá-lo para si a fim de carregá-lo pelo resto do caminho... sem sucesso. Os braços de Gambs, que sempre foram mais acostumados a atirar coisas do que puxar, agora alcançavam sua capacidade muscular máxima na tentativa de salvar a vida de John enquanto a presença amedrontadora do Ente perseguidor claramente se aproximava.

    Era o fim ?

    As fibras musculares romperam pelo esforço. Os braços travaram. Os dedos abriram. A dor veio ao mais velho dos irmãos junto a imagem do corpo do galego que caia novamente ao chão, mas, dessa vez, praticamente aos pés do inimigo.

    Gambiru ergue os olhos e vê a figura robusta. Estava tão perto que podia até ouvir um leve ranger da madeira a cada respiração pesada do Ente. Seus olhos amarelados prendiam toda a atenção em meio aos tons azulados do escuro da relva.

    Tinha que agir. Como sempre, as pernas foram primeiro.

    Primeiro a direita, depois a esquerda. Logo, após um curto passo, Gambiru estava ainda mais perto do perseguidor que parecia analisar os movimentos do kemono que agora se colocava entre ele e o corpo desmaiado de John.

    Seus olhos se perderam na imensidão amarela dos olhos do Ente. Lá, via praticamente tudo que fizera em sua vida, não como se fosse julgado pelo ser a sua frente, mas como lembranças. Lembranças e medos projetos no inimigo e que, naquele momento, Gambiru abria seu peito para recebê-los.

    "Se tudo estiver na sua frente em algum momento, não vire as costas em direção ao nada."

    Não havia melhor lembrança para se ter naquele momento do que a primeira frase que aquele jovem havia escutado da boca de sua mãe logo após o desaparecimento do seu pai.

    Rosinha permaneceu firme. Seu filho também.

    Firmou os pés no chão.

    Os braços se abriram esperando algo, uma pancada, uma perfuração, uma ardência ou até mesmo um abraço mortal, mas o que ele menos esperava aconteceu...

    Nada.

    Uma leve brisa da noite passou pelo seu corpo, entrando pela manga da camisa, acariciando seus braços de forma quase materna, enquanto o homem árvore a sua frente parecia fazer jus a sua origem, pois sua inércia era perfeita.  

    Parado, o Ente apenas observava Gambiru que aos poucos retomava seu fôlego após todas aquelas sensações que vieram de uma vez só a seu peito.

    Ambos passaram alguns segundos ali, rodeados pelas árvores e pela noite, parados. Sem muita reação.

    Mas logo o mundo caiu sob os ombros do Kemono. Lembrou-se de tudo que colocara a sua frente e que dependia de si. O irmão, o amigo, o amor, o eu, a mãe.

    Seu corpo estava pronto para agir de acordo com sua próxima decisão, seja ela qual for...

    Até mesmo, nada.
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por mixuruquinha em Dom Jan 05, 2020 8:56 pm

    Gambiru abaixou seus braços, sua mão poderia alcançar sua kokera e assim cravar no ente que estava a sua frente, mas... era isso o que ele queria?
    Mais uma vez o garoto se abaixou, contudo dessa vez colocou o rapaz de cabelos dourados em suas costas, era um pouco pesado mas Gambiru conseguia segurá-lo devidamente.
    A criatura ainda estava ali a sua frente, Gambiru não sabia o motivo daquela calmaria, ele dentre todos não a merecia.
    Lentamente Gambiru se curvou diante o ente, como se de alguma forma aquilo representasse o respeito que ele tinha pela criatura ter poupado a vida dos dois, não estava certo se isso iria poupar posteriormente mas naquele momento era o que bastava.
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por Nimaru Souske em Dom Jan 05, 2020 10:58 pm

    O Ente ficou parada como estava, observando atentamente os movimentos do kemono. Parecia até surpreso com algo.

    Rapidamente, Gambiru ergueu o jovem galego e o pôs em suas costas. Seus braços pareciam ter uma força que nem mesmo ele não acreditava que tinha, pós sem muita dificuldade ele já havia erguido o jovem diferente de momentos antes quando esses mesmos músculos falharam no movimento.

    Mas isso não importava no momento.

    Ao se ajoelhar perante o ser da floresta, o jovem sentiu apenas a pesada aproximação do seu, até então, perseguidor. Seus passos pesados faziam o chão da floresta tremer e seus rangidos incomodavam os ouvidos.

    Já bem perto de Gambiru, o ser ergueu seu grande braço e colocou a sua mão na cabeça do jovem que estava ajoelhado a sua frente. O kemono sentiu o que ele interpretou como um carinho em seus cabelos castanhos e isso o acalmou naquele momento. Tudo estava calmo.

    Estranhamente calmo.

    De repente, o que Gambiru não estava esperando aconteceu. Algo subia pelas suas pernas, puxando-as contra o solo, e rapidamente tomou todo seu corpo junto ao de John. Ao olhar para o seu próprio corpo, viu que vistosos cipós lhe prendiam o movimento e que, sem muita demora, já tomavam completamente seu corpo.

    Apertando.

    Estava ficando sem ar, ofegante, cada vez mais difícil de manter sua lucidez. Enquanto ia perdendo a consciência, cada vez mais ia sentindo um misto de sensações, boas e ruins, prazerosas e vergonhosas, em que nada entendia. A última coisa que sentira foi o calor do corpo que estava em suas costas ir se apagando, esfriando... talvez...

    morrendo...

    Escuro. frio.

    Sozinho.




    Nada.





    Gambiru primeiro sentiu a dor e, depois, as vinhas em seu corpo. Não estava mais perdendo a consciência, agora, acordava.

    Mas não conseguia abrir os olhos, como se algo tampasse seu rosto.

    Aos poucos foi identificando as sensações de seu corpo. Estava sentado em uma estranha cadeira, dura, nada confortável. Seu tronco e membros, incluindo sua calda, estavam todos amarrados à vinhas de árvore parecidas as que lhe prendiam a pouco tempo atrás. Não conseguia se movimentar. Vento frio passava por seus cabelos e arrepiavam seu corpo.

    Estavam de volta a um descampado. Será o mesmo que antes?

    Em meio a dúvidas, uma voz rompeu os pensamentos do filho mais velho de rosinha.

    A voz vinha imediatamente a sua frente, a uma distância considerável.

    - Sejam bem-vindos ao meu jantar. Espero que todos aproveitem bem o que temos a oferecer a vocês essa noite.  A voz vinha imediatamente a sua frente, a uma distância considerável.

    Era doce, educada e familiar.

    Era a voz de Flor.
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por mixuruquinha em Qua Jan 08, 2020 9:03 pm

    Gambiru não esperava aquilo, definitivamente não, foi tudo tão rápido quanto um piscar de olhos.

    Vinhas subiam pelo seu corpo, o apertando, restringindo tanto seu movimento e ar. Ele não conseguiu sentir nada além de desespero e antes que pudesse expressar algo, um grito que fosse, tudo escureceu.

    Adormeceu? Não tinha certeza.



    A sensação de sufocamento não era estranha para Gambiru, para ser sincero, aquilo o trazia certas recordações.
    As vinhas lembravam cordas, não tão ásperas, mas tinha pelo menos certeza que não havia como se mover.

    Lentamente sentira recobrando sua consciência por completo.

    Não precisou forçar seus membros, sentia o queimar que as aquelas plantas causava onde elas o prendia, seria burrice de sua parte tentar fazer algo sabendo as reações que estava costumado a ter, desde que ninguém fizesse nada com ele, estaria tudo bem. Não sentia a presença de John K., o que indicava que provavelmente estava afastado de Gambiru.

    Quando tentou abrir os olhos, mais uma surpresa, estava vendado. Um calafrio subia da ponta de seu rabo até sua cabeça, o sereno fazia com que seus pelos arrepiassem ao longo do corpo, não era possível identificar onde ele estava.

    E então a cereja do bolo.

    @Nimaru Souske escreveu: - Sejam bem-vindos ao meu jantar. Espero que todos aproveitem bem o que temos a oferecer a vocês essa noite.

    Claro, tinha que ser mesmo, essa desgraçada da eguinha pocotó, óbvio que isso era obra dela. Seu  sangue fervia de raiva por não ter atirado uma faca nela quando teve oportunidade.

    - Espero não ter chegado atrasado demais. - disse ironicamente.
    - Agora diga-me anfitriã, acho que isso não são modos de tratar um convidado seu, a que devo esse infortúnio?


    Sua mente estava a mil, tentava manter a postura, mas só de saber que estava encurralado e ‘exposto’ daquela maneira... ah... esperava ter um bom motivo para não enterrar a faca no pescoço dela uma vez livre.
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por Nimaru Souske em Qui Jan 16, 2020 2:22 pm

    - Não se preocupe, certifiquei-me de que ninguém chegasse atrasado. Limpou a garganta.  - E respondendo sua pergunta, sempre me preocupo em proporcionar para meus convidados a melhor das recepções...  fiquei sabendo que esta é a sua preferida.

    Um arrepio sobe pelo pescoço de Gambiru, como se alguém que antes não estava lá repentinamente estivesse bem próximo. Podia sentir uma respiração calma e quente tocar em sua pele e ouriçar seus pelos da orelha. Alguém estava atrás de seu corpo, em uma proximidade um tanto quanto incômoda, tanto que logo o olfato aguçado do kemono capturou uma forte fragrância vinda da misteriosa figura. Era forte e difícil de “degustar”, deixando o ar pesado entrar pelas narinas e se espalhar pelo corpo em uma sensação estranha, dolorida e atraente.

    Mas não era a primeira vez que Gambiru sentia aquele cheiro.

    - Espero que você me desculpe, acabei contando a minha amiga sobre seu segredinho.

    Era uma voz familiar, mas ao mesmo tempo desconhecida. Tinha tons graves que mais se aproximavam a tons masculinos, mas mantinham uma suavidade feminina que se misturava a melodia daquela voz.

    Gambiru sente o toque de mãos em sua cabeça, carinhosamente retirando o que lhe tapava a visão.

    - Ainda não sei porque usou isso neles... Falou a familiar figura em direção à Flor.

    Ela não demorou a respondê-lo.

    - Não tive escolha, não queria correr o risco que nossos convidados vissem o jantar antes que estivesse tudo pronto, mas agora não tem mais problema...

    Ao abrir os olhos,a  luminosidade do lugar gerou um tanto de incômodo aos olhos do kemono, que logo se acostumaram e focaram em seus arredores. Ele estava sentado na ponta de uma longa mesa de madeira bruta e, a sua frente, na outra ponta na mesa, estava Flor, com sua parte quadrúpede deitada em um larga e majestosa cadeira de maneira cravada com alguns símbolos, tal qual um trono.

    Era seu trono.

    Enquanto isso, sua parte mais humanoide permanecia ereta, olhando fixo para o convidado que acabara de acordar..

    Cadeiras iguais a que Gambiru estava sentado estavam dispostas aos lados da mesa, ao longo de toda sua extensão. Nelas, homens nus, amarrados e vendados, estavam sentados de maneira que pareciam no mínimo desacordados... talvez até mortos. Nas duas cadeiras dispostas mais perto de si estavam seus companheiros de viagens, ainda com suas roupas, mas tão desacordados quanto os outros homens ali presentes. John estava a sua esquerda e seu irmão Juninho a sua direita.

    Ao notar melhor o centro da mesa, Gambiru nota que algo escorre por ela em um fluxo constante. A madeira era talhada por toda sua extensão, como se imitasse os caminhos de um rio, e um líquido viscoso de tom escuro e esverdeado lentamente escorria por essas canaletas, iniciando seu caminho de uma fonte que se localizava em frente ao trono de Flor. Na frente de cada um dos homens convidados, estava uma folha verde do tamanho da palma da mão de um humano adulto. O jovem kemono olhou para sua frente e também viu uma folha.

    Era tudo muito confuso.

    Ainda sentia a presença atrás de si.

    Antes que Gambs pudesse juntar todos os detalhes que havia notado, novamente a voz de Flor lhe chama a atenção.

    - Seja bem-vindo ao meu jantar, espero que se sinta confortável assim como os outros que acordaram antes de você se sentiram e assim como seus amigos se sentirão quando acordarem.

    Pela primeira vez, o filho mais velho de rosinha viu aquela figura lilás sorrir com uma alegria que parecia transbordar sua face. Seus olhos brilhavam.

    Todos ali, conscientes ou inconscientes, esperavam as próximas palavras de Gambiru.
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