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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)

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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por mixuruquinha em Sex Dez 06, 2019 7:43 pm

    A resposta certa seria, Gambiru não sentiu nada, John K. já não mais segurava sua mão, Juninho corria logo atrás do irmão porém não havia sinais do loiro.
    Gambiru deu mais dois passos à frente durante a correria e pensou sobre deixar o rapaz para trás, pois assim ele e o caçula conseguiram escapar, mas... a culpa lhe bateu.

    Seria sua sina continuar abandonando seus companheiros por causa de seu próprio couro? Não, ele não queria isso.

    Deu meia volta, Gambiru não iria desistir tão facilmente dessa vez.
    - Continue! Já já te alcançamos! - Gritou em direção a Juninho que prosseguiu escapando da criatura.
    Gambiru não precisou correr muito até encontrar John K. no chão, os tremores pelos passos do ente estavam mais fortes, eles estavam perto.
    O kemono se abaixou e levantou John K. agarrando firme no seu braço, eles teriam de correr ainda mais rápido devido ao pequeno atraso.
    - Não vou te soltar, okay? Agora corre!
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por Nimaru Souske em Dom Dez 08, 2019 11:01 am

    Em meio a toda aquela correria e tendo visto John ficando pra trás, Juninho, com toda sua benevolência aprendida na abadia, continuou a correr para tentar salvar a própria vida. Suas pernas batiam rápido contra o solo, tão rápido que logo havia passado seu irmão e estava na frente do grupo... mas depois de escutar os gritos do kemono, ele entendeu que na verdade Gambiru estava voltando naquele caminho para procurar o galego.

    Juninho suou frio. Alguma estranha sensação lhe percorreu pela espinha e um calafrio lhe perturbou o corpo. Enfraquecera. Em meio a esse mal estar repentino que não sabia bem a causa, acabou tropeçando em algumas raízes que adornavam aquele chão e terminou seu movimento caindo de cara na terra úmida da floresta. Enquanto deitado ao chão, por alguns segundos, lembrou-se que o monstro ainda perseguia o grupo, esperando qualquer deslize deles para ter uma oportunidade de atacar, e que seu irmão iria dar de frente com o ente no caminho que estava trilhando.

    O que iria fazer diante daquilo?


    Gambiru sabia o que queria. Diferente de seu irmão, Gambiru agia por um instinto próprio: Fugia quando sabia que correr os riscos não iria valer a pena, não por medo. Mas, por algum motivo, naquele momento, fugir parecia não valer tanto a pena quanto antes. Parecia que sua vida não valia mais do que a vida do outro. Do que a vida de John K.

    Não teve que voltar muito no caminho para identificar o corpo de Juca deitado ao chão, de barriga para baixo, sem muito se mexer. Se aproximou do jovem e ao falar com o garoto não obteve resposta. Tentou tocá-lo para perceber se ele reagia de alguma forma, mas viu que parecia desacordado. Não conseguia precisar se estava muito ferido ou não... mas uma coisa sabia, tinha que sair imediatamente dali por causa do... do... Gambiru percebeu que se concentrara tanto em encontrar John que ignorara os passos do inimigo que lhes perseguiam, mas agora que prestara atenção novamente, não conseguia escutar mais aqueles passos pesados. Antes que tentasse erguer o galego desacordado, o kemono ergueu seus próprios olhos e viu uma imagem que não queria ter visto tão próxima de si.

    A poucos metros dos dois estava uma figura robusta, em tons marrons em seu corpo ornado com o verde vivo das folhas. O ente os encarava e em sua face não era possível encontrar a melhor das intenções.

    Ele iria atacar a qualquer momento.

    OFF:


    Juninho esta deitado no chão, logo o que ele vai fazer vai depender dele. Se quiser voltar, declare isso no próximo post, caso queira continuar correndo, terá que rolar os mesmos testes anteriores

    Procurar tem +5 de bônus e dificuldade DC 16

    Correr  tem bônus de +1 e dificuldadeDC 16

    Já Gambiru, terá que rolar iniciativa (+7) para ver se consegue reagir primeiro que o ser a sua frente. Depois disso, poderá reagir com uma batalha, tentando fugir ou outra opção da sua criatividade, só deixando claro que se tentar fugir o ente terá um ataque de oportunidade com bônus contra o seu personagem e, se quiser carregar o desacordado, terá que fazer um teste de força com dificuldade DC 14


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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por mixuruquinha em Seg Dez 09, 2019 12:24 pm

    Gambiru se esforçou mas não houve respostas de John K., estava provavelmente desacordado e a figura apenas alguns passos deles.

    Estavam encurralados, não havia muito o que fazer, era aceitar quais que fossem as ações do ente. Gambiru não pensou muito no calor do momento e se pôs à frente de John K., não que ele fosse conseguir defender o rapaz, mas quem sabe amenizar o impacto.

    A situação era desesperadora, mas diante do que fosse já era meio tarde pra tomar qualquer outra medida.

    Gambiru sorriu.

    Respirou fundo e esperou que a dor chegasse ao seu corpo, com os braços aberto à frente de John K. e olhou dentro dos olhos da besta a sua frente.
    -“Que seja”. - pensou consigo.

    A fraqueza do rapaz de certa forma fazia se recordar de outros tempos de sua vida, tempos que até o mesmo já tinha esquecido, e de um certo alguém.

    Talvez esse seria seu destino pelos seus pecados, Gambiru não iria abaixar a cabeça quanto a isso, não seria o homem que era se não encarasse (talvez até literalmente) de frente o que estava a sua espera.
    Não esperava misericórdia pelos seus atos.
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty A Noite do Nada

    Mensagem por Nimaru Souske em Dom Dez 22, 2019 12:13 am

    Aparentemente a resposta de Juninho diante de tudo aquilo foi:

    Nada.

    Ficou imóvel, paralisado diante de tudo que inundava sua mente. Não era possível saber se por medo, desespero ou indiferença, mas o mais novo dos irmãos apenas ficou deitado ao chão, com o rosto enfiado na terra fofa e escura. Por pouco não se machucara fisicamente, mas parecia que seu espírito havia se quebrado.

    Mais a frente, Gambiru não sabia o que se passava com o irmão... mas também não tinha tempo para pensar nisso, tinha seus próprios problemas para lidar.

    Ao notar que garoto de cabelos loiros estava desacordado, o jovem Kemono o agarrou pelos braços e tentou puxá-lo para si a fim de carregá-lo pelo resto do caminho... sem sucesso. Os braços de Gambs, que sempre foram mais acostumados a atirar coisas do que puxar, agora alcançavam sua capacidade muscular máxima na tentativa de salvar a vida de John enquanto a presença amedrontadora do Ente perseguidor claramente se aproximava.

    Era o fim ?

    As fibras musculares romperam pelo esforço. Os braços travaram. Os dedos abriram. A dor veio ao mais velho dos irmãos junto a imagem do corpo do galego que caia novamente ao chão, mas, dessa vez, praticamente aos pés do inimigo.

    Gambiru ergue os olhos e vê a figura robusta. Estava tão perto que podia até ouvir um leve ranger da madeira a cada respiração pesada do Ente. Seus olhos amarelados prendiam toda a atenção em meio aos tons azulados do escuro da relva.

    Tinha que agir. Como sempre, as pernas foram primeiro.

    Primeiro a direita, depois a esquerda. Logo, após um curto passo, Gambiru estava ainda mais perto do perseguidor que parecia analisar os movimentos do kemono que agora se colocava entre ele e o corpo desmaiado de John.

    Seus olhos se perderam na imensidão amarela dos olhos do Ente. Lá, via praticamente tudo que fizera em sua vida, não como se fosse julgado pelo ser a sua frente, mas como lembranças. Lembranças e medos projetos no inimigo e que, naquele momento, Gambiru abria seu peito para recebê-los.

    "Se tudo estiver na sua frente em algum momento, não vire as costas em direção ao nada."

    Não havia melhor lembrança para se ter naquele momento do que a primeira frase que aquele jovem havia escutado da boca de sua mãe logo após o desaparecimento do seu pai.

    Rosinha permaneceu firme. Seu filho também.

    Firmou os pés no chão.

    Os braços se abriram esperando algo, uma pancada, uma perfuração, uma ardência ou até mesmo um abraço mortal, mas o que ele menos esperava aconteceu...

    Nada.

    Uma leve brisa da noite passou pelo seu corpo, entrando pela manga da camisa, acariciando seus braços de forma quase materna, enquanto o homem árvore a sua frente parecia fazer jus a sua origem, pois sua inércia era perfeita.  

    Parado, o Ente apenas observava Gambiru que aos poucos retomava seu fôlego após todas aquelas sensações que vieram de uma vez só a seu peito.

    Ambos passaram alguns segundos ali, rodeados pelas árvores e pela noite, parados. Sem muita reação.

    Mas logo o mundo caiu sob os ombros do Kemono. Lembrou-se de tudo que colocara a sua frente e que dependia de si. O irmão, o amigo, o amor, o eu, a mãe.

    Seu corpo estava pronto para agir de acordo com sua próxima decisão, seja ela qual for...

    Até mesmo, nada.
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por mixuruquinha em Dom Jan 05, 2020 8:56 pm

    Gambiru abaixou seus braços, sua mão poderia alcançar sua kokera e assim cravar no ente que estava a sua frente, mas... era isso o que ele queria?
    Mais uma vez o garoto se abaixou, contudo dessa vez colocou o rapaz de cabelos dourados em suas costas, era um pouco pesado mas Gambiru conseguia segurá-lo devidamente.
    A criatura ainda estava ali a sua frente, Gambiru não sabia o motivo daquela calmaria, ele dentre todos não a merecia.
    Lentamente Gambiru se curvou diante o ente, como se de alguma forma aquilo representasse o respeito que ele tinha pela criatura ter poupado a vida dos dois, não estava certo se isso iria poupar posteriormente mas naquele momento era o que bastava.
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por Nimaru Souske em Dom Jan 05, 2020 10:58 pm

    O Ente ficou parada como estava, observando atentamente os movimentos do kemono. Parecia até surpreso com algo.

    Rapidamente, Gambiru ergueu o jovem galego e o pôs em suas costas. Seus braços pareciam ter uma força que nem mesmo ele não acreditava que tinha, pós sem muita dificuldade ele já havia erguido o jovem diferente de momentos antes quando esses mesmos músculos falharam no movimento.

    Mas isso não importava no momento.

    Ao se ajoelhar perante o ser da floresta, o jovem sentiu apenas a pesada aproximação do seu, até então, perseguidor. Seus passos pesados faziam o chão da floresta tremer e seus rangidos incomodavam os ouvidos.

    Já bem perto de Gambiru, o ser ergueu seu grande braço e colocou a sua mão na cabeça do jovem que estava ajoelhado a sua frente. O kemono sentiu o que ele interpretou como um carinho em seus cabelos castanhos e isso o acalmou naquele momento. Tudo estava calmo.

    Estranhamente calmo.

    De repente, o que Gambiru não estava esperando aconteceu. Algo subia pelas suas pernas, puxando-as contra o solo, e rapidamente tomou todo seu corpo junto ao de John. Ao olhar para o seu próprio corpo, viu que vistosos cipós lhe prendiam o movimento e que, sem muita demora, já tomavam completamente seu corpo.

    Apertando.

    Estava ficando sem ar, ofegante, cada vez mais difícil de manter sua lucidez. Enquanto ia perdendo a consciência, cada vez mais ia sentindo um misto de sensações, boas e ruins, prazerosas e vergonhosas, em que nada entendia. A última coisa que sentira foi o calor do corpo que estava em suas costas ir se apagando, esfriando... talvez...

    morrendo...

    Escuro. frio.

    Sozinho.




    Nada.





    Gambiru primeiro sentiu a dor e, depois, as vinhas em seu corpo. Não estava mais perdendo a consciência, agora, acordava.

    Mas não conseguia abrir os olhos, como se algo tampasse seu rosto.

    Aos poucos foi identificando as sensações de seu corpo. Estava sentado em uma estranha cadeira, dura, nada confortável. Seu tronco e membros, incluindo sua calda, estavam todos amarrados à vinhas de árvore parecidas as que lhe prendiam a pouco tempo atrás. Não conseguia se movimentar. Vento frio passava por seus cabelos e arrepiavam seu corpo.

    Estavam de volta a um descampado. Será o mesmo que antes?

    Em meio a dúvidas, uma voz rompeu os pensamentos do filho mais velho de rosinha.

    A voz vinha imediatamente a sua frente, a uma distância considerável.

    - Sejam bem-vindos ao meu jantar. Espero que todos aproveitem bem o que temos a oferecer a vocês essa noite.  A voz vinha imediatamente a sua frente, a uma distância considerável.

    Era doce, educada e familiar.

    Era a voz de Flor.
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por mixuruquinha em Qua Jan 08, 2020 9:03 pm

    Gambiru não esperava aquilo, definitivamente não, foi tudo tão rápido quanto um piscar de olhos.

    Vinhas subiam pelo seu corpo, o apertando, restringindo tanto seu movimento e ar. Ele não conseguiu sentir nada além de desespero e antes que pudesse expressar algo, um grito que fosse, tudo escureceu.

    Adormeceu? Não tinha certeza.



    A sensação de sufocamento não era estranha para Gambiru, para ser sincero, aquilo o trazia certas recordações.
    As vinhas lembravam cordas, não tão ásperas, mas tinha pelo menos certeza que não havia como se mover.

    Lentamente sentira recobrando sua consciência por completo.

    Não precisou forçar seus membros, sentia o queimar que as aquelas plantas causava onde elas o prendia, seria burrice de sua parte tentar fazer algo sabendo as reações que estava costumado a ter, desde que ninguém fizesse nada com ele, estaria tudo bem. Não sentia a presença de John K., o que indicava que provavelmente estava afastado de Gambiru.

    Quando tentou abrir os olhos, mais uma surpresa, estava vendado. Um calafrio subia da ponta de seu rabo até sua cabeça, o sereno fazia com que seus pelos arrepiassem ao longo do corpo, não era possível identificar onde ele estava.

    E então a cereja do bolo.

    @Nimaru Souske escreveu: - Sejam bem-vindos ao meu jantar. Espero que todos aproveitem bem o que temos a oferecer a vocês essa noite.

    Claro, tinha que ser mesmo, essa desgraçada da eguinha pocotó, óbvio que isso era obra dela. Seu  sangue fervia de raiva por não ter atirado uma faca nela quando teve oportunidade.

    - Espero não ter chegado atrasado demais. - disse ironicamente.
    - Agora diga-me anfitriã, acho que isso não são modos de tratar um convidado seu, a que devo esse infortúnio?


    Sua mente estava a mil, tentava manter a postura, mas só de saber que estava encurralado e ‘exposto’ daquela maneira... ah... esperava ter um bom motivo para não enterrar a faca no pescoço dela uma vez livre.
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por Nimaru Souske em Qui Jan 16, 2020 2:22 pm

    - Não se preocupe, certifiquei-me de que ninguém chegasse atrasado. Limpou a garganta.  - E respondendo sua pergunta, sempre me preocupo em proporcionar para meus convidados a melhor das recepções...  fiquei sabendo que esta é a sua preferida.

    Um arrepio sobe pelo pescoço de Gambiru, como se alguém que antes não estava lá repentinamente estivesse bem próximo. Podia sentir uma respiração calma e quente tocar em sua pele e ouriçar seus pelos da orelha. Alguém estava atrás de seu corpo, em uma proximidade um tanto quanto incômoda, tanto que logo o olfato aguçado do kemono capturou uma forte fragrância vinda da misteriosa figura. Era forte e difícil de “degustar”, deixando o ar pesado entrar pelas narinas e se espalhar pelo corpo em uma sensação estranha, dolorida e atraente.

    Mas não era a primeira vez que Gambiru sentia aquele cheiro.

    - Espero que você me desculpe, acabei contando a minha amiga sobre seu segredinho.

    Era uma voz familiar, mas ao mesmo tempo desconhecida. Tinha tons graves que mais se aproximavam a tons masculinos, mas mantinham uma suavidade feminina que se misturava a melodia daquela voz.

    Gambiru sente o toque de mãos em sua cabeça, carinhosamente retirando o que lhe tapava a visão.

    - Ainda não sei porque usou isso neles... Falou a familiar figura em direção à Flor.

    Ela não demorou a respondê-lo.

    - Não tive escolha, não queria correr o risco que nossos convidados vissem o jantar antes que estivesse tudo pronto, mas agora não tem mais problema...

    Ao abrir os olhos,a  luminosidade do lugar gerou um tanto de incômodo aos olhos do kemono, que logo se acostumaram e focaram em seus arredores. Ele estava sentado na ponta de uma longa mesa de madeira bruta e, a sua frente, na outra ponta na mesa, estava Flor, com sua parte quadrúpede deitada em um larga e majestosa cadeira de maneira cravada com alguns símbolos, tal qual um trono.

    Era seu trono.

    Enquanto isso, sua parte mais humanoide permanecia ereta, olhando fixo para o convidado que acabara de acordar..

    Cadeiras iguais a que Gambiru estava sentado estavam dispostas aos lados da mesa, ao longo de toda sua extensão. Nelas, homens nus, amarrados e vendados, estavam sentados de maneira que pareciam no mínimo desacordados... talvez até mortos. Nas duas cadeiras dispostas mais perto de si estavam seus companheiros de viagens, ainda com suas roupas, mas tão desacordados quanto os outros homens ali presentes. John estava a sua esquerda e seu irmão Juninho a sua direita.

    Ao notar melhor o centro da mesa, Gambiru nota que algo escorre por ela em um fluxo constante. A madeira era talhada por toda sua extensão, como se imitasse os caminhos de um rio, e um líquido viscoso de tom escuro e esverdeado lentamente escorria por essas canaletas, iniciando seu caminho de uma fonte que se localizava em frente ao trono de Flor. Na frente de cada um dos homens convidados, estava uma folha verde do tamanho da palma da mão de um humano adulto. O jovem kemono olhou para sua frente e também viu uma folha.

    Era tudo muito confuso.

    Ainda sentia a presença atrás de si.

    Antes que Gambs pudesse juntar todos os detalhes que havia notado, novamente a voz de Flor lhe chama a atenção.

    - Seja bem-vindo ao meu jantar, espero que se sinta confortável assim como os outros que acordaram antes de você se sentiram e assim como seus amigos se sentirão quando acordarem.

    Pela primeira vez, o filho mais velho de rosinha viu aquela figura lilás sorrir com uma alegria que parecia transbordar sua face. Seus olhos brilhavam.

    Todos ali, conscientes ou inconscientes, esperavam as próximas palavras de Gambiru.
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por Lokihgf em Dom Fev 09, 2020 1:39 pm

    Juninho acorda, de forma lenta, sem saber o que estaria acontecendo, ele tenta abrir os olhos, mas percebe que está vendado, tenta mexer seus braços, mas percebe que está amarrado. Tenta fazer qualquer movimento de forma suave para que se houvesse alguém lhe observando, não notasse que tinha despertado. Com medo, e com tudo que passará em sua cabeça nesse momento desacordado, Juninho tenta respirar de forma controlada, para que seu coração ficasse mais calmo e parasse de pular pela guela.

    -Tem... Tem alguém aí? Irmão, você tá comigo? Se sim, me desculpe, não sei o que houve comigo.

    Juninho pronúncia tudo isso de uma forma trêmula, com preocupação.

    Juninho parece ter acordado de uma transe, não sabe bem mas... ele deixou de sentir parte das coisas que sentia antes, psicologicamente falando.
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Ih papai atualizado pro terror do carnaval

    Mensagem por mixuruquinha em Sab Fev 15, 2020 12:45 am

    @Nimaru Souske escreveu: ...fiquei sabendo que esta é a sua preferida.
    Gambiru estava cada vez mais confuso e irritado, o que Flor queria com aquele carnaval inteiro?
    Então sentiu uma brisa sobre seu pescoço, como se alguém estivesse logo atrás dele, uma respiração pairava sobre sua orelhas e então um toque quente e não demorou muito para que um aroma invadisse seu nariz sensível.

    Aquilo gatilhou imagens em sua mente, memórias que não estavam apenas guardadas em sua cabeça, mas em seu corpo.
    @Nimaru Souske escreveu: - Espero que você me desculpe, acabei contando a minha amiga sobre seu segredinho.
    A voz era grave, um tom sensual, estranhamente familiar, provocativo... Ao sentir as mãos do estranho a trilhar seu rosto, seu coração disparou, não era possível que tudo aquilo fosse só coincidência. Seu rosto começara a queimar, o peito pesava, então sentiu o material da venda escorregar por suas bochechas revelando a mesa de madeira extensa com homens despidos, desmaiados e sentados nas cadeiras que acompanham o comprimento da mesa, e então revelou a figura que estava próxima a Gambiru.
    Um homem alto, esguio mas não magro seu peitoral estava exposto mostrando seus músculos, pele pálida levemente rosada e com cabelos longos tão loiros que eram praticamente brancos.

    @Nimaru Souske escreveu:- Ainda não sei porque usou isso neles... Falou a familiar figura em direção à Flor.
    Enquanto ele andava, o kemono sentiu como se um choque tivesse o atingido, poderia estar amarrado pelas plantas mas o verdadeiro nó estava em sua garganta, não conseguia processar, o ar escapou dos seus pulmões.

    - I-Inia? - em seu semblante, talvez o medo ou o alívio, era impossível descrever.

    Começou a forçar seu corpo contra as vinhas, era inevitável que não notassem, literalmente estava chocalhando a cadeira, como um animal desesperado para se soltar da coleira que o prende. Aquilo estava o machucando, deixara sua essência mais íntima de lado dominado pelo nervosismo. Acabou se soltando, mas então finalmente algo fez que momentaneamente fosse desviada sua atenção.

    @Lokihgf escreveu:- Tem... Tem alguém aí? Irmão, você tá comigo? Se sim, me desculpe, não sei o que houve comigo.

    Gambiru não desviou o olhar do homem de cabelos embranquecidos, mas finalmente percebeu que alguém próximo se encontrava ao seu lado.
    - Apenas fique quieto e deixe comigo.

    O Kemono então livre das plantas correu em direção a estranha figura sinistra masculina, logo não perdeu tempo para resolver algumas pendências com ele...
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    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Empty Re: Arrasta-pé & Correria (Aventura)

    Mensagem por Nimaru Souske em Dom Fev 16, 2020 7:05 pm

    Ao exclamar o nome da figura que lhe retirou a venda, Gambiru nota que passos passavam por sua lateral enquanto se revelava a imagem daquele que ao mesmo tempo lhe era familiar, mas por outro lado carregava um peso em sua imagem que fazia o kemono querer esquecer sua possível ligação com aquelas feições.

    Inia:


    Arrasta-pé & Correria (Aventura)  - Página 4 Boto110


    - Fico feliz em saber que não fui mais um aroma efêmero na sua vida. Depois conversamos para eu saber como devo lhe agradecer por tamanha honra... As palavras de Inia ficavam pelo caminho enquanto ele seguia em direção de Flor.

    - Que grande felicidade a minha em saber que meu convidado de honra conhece um dos nossos convidados recém chegados. Flor puxa a palavra para si. - Você deve se sentir lisonjeado, menino rato, pois já lhe considero mais importante do que quando chegara aqui só pelo fato de ter conseguido arrancar de Inia o seu nome de batismo. Ri ao pensar no fato que acabara de falar. O alto homem a acompanha com uma leve risada. - E o melhor é que você, Inia, vai poder ver a qualidade dos meus produtos sendo testada em alguém que já conhece a biologia, uma oportunidade e tanto para um colecionador como você. Eu não teria como ficar mais feliz.

    O boto continua sua lenta caminhada pela mesa e passa ao lado da cadeira onde se encontra Juninho. Não deixando o assunto morrer, logo devolve os elogios.

    - Você sabe que não gosto de viagem perdida, Flor. Se vim aqui é porque tinha certeza que você era a melhor no que faz com as ervas, principalmente essas que recolheu hoje. E isso é algo raro de admitir para mim que sou um aficionado pelas mais diversas poções. Termina a frase enquanto gira seu corpo para trás e olha pra Gambiru como se estivesse lembrando de algo.


    Juninho realmente havia conseguido que ninguém o escutasse acordando, mesmo que o mesmo estivesse praticamente transpirando o medo de não saber onde estava nem o que ocorria ao seu redor. Mas, em um momento de súplica por uma voz conhecida, falou para o nada, o mesmo nada escuro que conseguia enxergar com a venda em seus olhos. Talvez o nada lhe ecoasse de volta uma voz conhecida.

    Talvez Familiar.

    Buscava algo que confirmasse a presença do irmão ao seu lado e que, de alguma forma, ele pudesse lhe ajudar. Seus ouvidos já se preparavam para o tom de Gambiru, seu corpo tenso já se preparava para sentir o alívio tão desejado de não estar mais em meio ao totalmente desconhecido.

    E então, uma resposta lhe veio.

    - Sim, meu pequeno. Estamos todos aqui. Falou Florzinha, com uma voz que deixava levemente transparecer sua surpresa. - Fico feliz que tenha acordado junto ao seu irmão, mas não seja tão apressado quanto ele, sua vez já está pra chegar.

    Parecia que aquele garoto ter acordado surpreendeu a todos, de diferentes modos. Um breve silêncio pairou pela descampado, até que Inia parou o seu movimento e se virou até onde estava o recém acordado.

    O olhou por alguns poucos minutos até que iniciou sua caminhada até a sua cadeira, onde se localizou atrás. De lá, falou com Flor com um grande fascínio em sua voz.

    - Espere um pouco Flor, não acho certo que alguém com tamanha importância como esses irmãos tenham que esperar. Gambiru engole a seco pois tinha certeza que o Inia que conhecia não saberia quem é Juninho. - Veja bem esse rostinho tão especial e brilhante, acho que ele é digno de participar das festividades junto ao irmão. O homem usou sua grande e pálida mão para pegar o rosto de Juninho pelas bochechas e as apertar como se estivesse tratando um bebê, mas a força que utilizava chegava a machucar um pouco o interior da boca de juninho que, ao mesmo tempo que sentia dor, parecia sentir algo inusitado.

    Parecia atração, mesmo que ele não entendesse muito bem pelo o que.

    Inia e Flor pareciam focados na conversação sobre Juninho, o que fez com que uma oportunidade aparecesse para o kemono que, enquanto ambos conversavam, forçou as vinhas que lhe prendiam e agora estava solto.

    Em um pulo, saltou da cadeira e com algumas passadas largas e ligeiras, que só aqueles pés acostumados com carreira sabiam dar, já estava frente a frente com Inia. Flor viu tudo de longe mas não se mexeu, apenas continuou encarando o convidado que havia saído de seu assento.

    O homem de cabelos alvos e semblante calmo se virou para o filho mais velho de Rosinha, sem soltar o rosto do jovem acólito, e fechou os olhos de forma leve, como se cumprimentasse Gambiru.

    - Saudades, "meu" pequeno? Não seja tão mal educado com nossa anfitriã e se sente, por favor... Respirou fundo. - E não me vá reclamar para sua mãe sobre isso, dessa vez não tenho culpa de nada. Não fui eu que fui atrás da cria dela, vocês que fizeram questão de cair diretamente no meu colo. Ao terminar a sua frase, um sorriso que transbordava satisfação lentamente se formou no canto de sua boca ... um sorriso que Gambs conhecia bem, mesmo que agora estivesse em um rosto um pouco diferente.

    Enquanto fala com o kemono, Inia lentamente remove a venda que cobria os olhos de Juninho. Ele agora conseguia ver toda a situação da mesa e das pessoas ao redor, tanto as conscientes quanto as inconscientes.
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    Mensagem por mixuruquinha em Sab Mar 14, 2020 12:15 pm

    Suas emoções estavam mais confusas, um queimor subia pelo seu corpo, raiva, alívio, ódio, luxúria... Por que que Inia continuava o afetando desse jeito? Havia tantas coisas que queria perguntar, por que que ele foi embora? Como que ele estava naquela forma masculina? O que tinha então acontecido?
    Gambiru não conseguia processar o que estava acontecendo, era como uma tortura de sua própria cabeça o colocar naquele tipo de situação, mas ao escutar o nome de sua mãe saindo daquela boca suja acabou agindo por impulso e tentou dar um tapa em Inia.
    O kemono não poderia aceitar que aquele desgraçado falasse de Rosinha quando ele temia que o pior tivesse acontecido com ela.

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    Mensagem por Nimaru Souske em Qua Abr 01, 2020 5:46 pm

    A tapa saiu furiosa contra Inia, mas nem de longe foi suficiente para machucá-lo. Ao invés disso, conseguiu desviar do previsível e desesperado golpe, fazendo com que a mão de Gambiru fosse em cheio no rosto de seu irmão que acabara de notar onde estavam. O kemono não entendia se era possível acertar seu irmão da posição que estava, mas foi algo tão repentino quando notou já estava com a palma da mão ardendo e vermelha pelo golpe, assim como o rosto de seu irmão.

    - Ahhh, o q-que está acontecendo? O quer é isso? Irmão? Juninho, assustado e confuso, mal conseguia falar enquanto o homem esguio lhe apertava as bochechas.

    Flor apenas observava tudo ao longe.

    - hm ? Exclamou o homem, para logo após dar boas risadas do movimento. - Não é hora nem lugar pra tentar me agradar com tapas, Gambs...

    Com um só movimento, prendeu os braços do jovem rapaz e o ergueu diante de si. Parecia até fácil para ele.

    - Não entendo porque está assim, chego a ficar um tanto quanto... decepcionado, talvez. Não planejava causar mal a vocês, nem ia interferir, mas resolvi só dar um gostinho ao seu irmão do que tínhamos antes... você não quer que ele se sinta bem como você se sentiu ? Inia olha diretamente para os olhos de Gambiru.


    Enquanto os dois irmãos interagiam com o aquele homem, Flor se ergueu de sua cadeira.

    - Está na hora. Falou, em tom baixo, quase que pra si mesma.

    Foi andando até a frente do loiro desmaiado e lá começou a entoar cânticos enquanto pegava as grande folhas da mesa e as preparava para receber o líquido esverdeado.
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    Mensagem por mixuruquinha Ontem à(s) 1:30 am

    Gambiru viu tudo passar diante de seus olhos muito rapidamente, uma hora sua mão acabara, mesmo que sem querer, de repousar sobre as bochechas bronzeadas de Juninho deixando os dois irmãos sem entender o que tinha acontecido, e mais uma vez sua mente parecia estar completamente vazia pois em seguida se viu preso praticamente há alguns centímetros de Inia que segurava seus braços.

    O homem pálido era indecente e sua proposta ainda mais, o kemono se via preocupado com seu irmão ao lado que estaria à mercê das brincadeiras e encantos do Inia sabendo o mesmo tinha já feito isso com Gambiru. O coração e cabeça do filho mais velho de Rosinha entrava em conflito pois ambas partes queriam coisas completamente diferentes vindo daquela figura misteriosa.

    Antes que seu coração o fizesse cometer algo, na sua visão periférica captou que Flor se movimentou indo em direção ao John que estava desacordado, em meio aquela confusão emocional tinha esquecido completamente do louro.

    Gambiru então teve uma ideia ligeira que foi mais rápida que bala de revólver, e pelo qual não se deu direito de pensar muito sobre porque era óbvio que não teria coragem de cometer-la segundos depois.
    Cuspiu na boca de Inia e se lançou para trás caindo na mesa chamando atenção dos anfitriões para si.
    - Antes de fazê-lo bem por que você não me faz bem? Pelos nossos velhos tempos e... - olhou diretamente para Flor. - que tal você se juntar a nós?

    Por fora Gambiru tentava de alguma forma ser mais atrativo para as figuras que se encontravam à mesa, mas por dentro Gambiru só pedia para que as figuras morderem a “isca” porque tudo o que ele queria era livrar seus companheiros de aventura.

    Ilustração do Post:


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