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    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante.

    Brazen
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    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Empty Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante.

    Mensagem por Brazen em Sab Jun 22, 2019 6:02 pm

    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. 1*zuMH3yaBbPEVw3PW2AzKNw

    Central de Recrutamento da Guilda dos Heróis, Cidade da Espada Brilhante, Reino de Samúria.

    Era o final de tarde e chovia de forma considerável, característico dessa época do ano. As ruas bem asfaltadas da gloriosa Cidade da Espada Brilhante, a terceira maior de Samúria, estavam encharcadas. O som distante do trovão podia ser ouvido ao longe mas não soava ameaçador. Era o meio do verão e o clima naqueles lados do Reinado se resumia entre um sol poderoso com surtos abuptros de chuva forte.

    Espada Brilhante havia ganhado esse nome graças a magnífica espada que jazia cravada no monumento localizado exatamente no centro da cidade, onde uma lindíssima praça havia sido construída. Reza a lenda que um grande herói do passado havia recebido tal artefato das mãos do próprio Primogênito para que um grande mal ancestral fosse derrotato. Tal tarefa foi conquistada com sucesso mas o campeão veio a falecer. A espada, cravada firmemente na pedra por ele antes de morrer, permenece ali intocada pelo tempo. Ninguém, do povo ou da nobreza,  seja por meios mágicos ou mundanos, conseguiu retirar a arma de seu local, sequer mover a pedra em que está cravada cujo material parece indestruível. Diz a lenda que apenas um verdadeiro escolhido pelo Deus da Justiça poderá realizar tal façanha para uma vez mais derrotar o mal ancestral.

    A cidade se desenvolveu a volta do monumento e hoje é uma das mais cosmopolitas do reino. Isso se deve também graças a localização, logo ali ao lado do monumento, da Central de Recrutamento da Guilda dos Heróis, onde maior parte dos candidatos se reune na esperança de conseguir uma vaga na tão prestigiada Guilda.

    Apesar da chuva, hoje é uma tarde celebração. No grande salão havia um modesto mas delicioso banquete sendo servido para cerca de 20 convidados, que ocupavam as diversas mesas. Muitos conversavam animadamente, outros adquiriam posturas mais discretas. O burburinho era crescente havia bastante barulho.


    ZAYNERA KABULT & EGARDA FOOT:

    - Isso é um grifo, moça? Vocês não são daqui, são?

    Zanyera desvia a atenção do seu copo de cerveja e encara o jovem que olhava atentamente para Faela, que afiava avidamente o bico e as guarras na mesa de madeira, arrancando grandes lascas. Talvez fosse interessante dar uma reprimenda ou algo para comer, pois não demoraria muito para que o filhote quebrasse a perna da mesa.

    O rapaz usava roupas simples de camponês e era bonito, alto, olhos amendoados e cabelos arrepiados. Devia ter sua idade, talvez fosse mais novo. Ele olhava com espanto para Faela, era obvio que nunca havia visto uma criatura dessas na vida. O que não era incomum, afinal eles costumavam habitar montanhas distantes.

    O questionamento interrompe a conversa animada que a bruxa estava tendo com sua amiga de longa data, a pequenina Egarda. Tudo era muito novo para ela, ela lembra que nunca havia ido tão longe de suas próprias terras. Espada Brilhante lhe encantava, era seu primeiro contato com o Reino de Samúria.


    RHUDZOK WOLFFURY:

    Era, no mínimo, incômodo estar entre tantos humanos. O orc ainda tinha vívida em sua mente os tempos de glória sangrenta com os antigos companheiros de matança. E agora estava entre o que, antes, chamava de inimigos.

    Tudo em nome de uma antiga dívida de sangue.

    "Há algo em você que pode ser usado. Talvez você não seja apenas esse animal que aparenta ser." - havia dito o homem que pressionava a lâmina contra seu pescoço nas arenas clandestinas de Mezara. O dono daquela espada, o homem na armadura prateada que o havia derrotado com absurda facilidade o encarava com dureza. "- Você lhe dar apenas uma chance de escolher."

    O homem que o derrotou era ninguém menos que Sir.Jonathan Storm, um dos líderes da Guilda. Você poderia ter escolhido morrer naquele momento, seria uma forma honrada. Mas você seguiu por outro caminho, o caminho que agora o trazia ali, misturado com aqueles humanos. Seria a sua redenção? Apenas o tempo dirá.


    - Que absurdo, agora a Guilda está aceitando animais entre as fileiras... - você se vira para encarar o homem sentado duas mesas atrás de você.


    ARIK LEBANNEN:

    - Altez...desculpe, não devo chamá-lo assim em público. Senhor, ainda há tempo de repensar sua decisão.

    O quinto filho da família real de Astoth não aguentava mais. A viagem foi longa e Jordan não parou por um minuto de tentar convecê-lo a desistir da idéia maluca de virar aventureiro e voltar para o conforto dos castelos e luxos da vida palaciana. O criado era seu amigo de infância, apenas dois anos mais novo e você sabia do seu temperamento, muitas vezes, fresco. Mas, no final das contas, ele e Zartan haviam decidido acompanhá-lo.

    - Ora Jordan, pare de reclamar! Dois meses de viagem e Arik não desistiu. Se eu fosse você, já teria voltado para casa. Talvez arrumem outro nobre para você limpar o penico!

    Ao contrário de Jordan, Zartan não havia tentado convencê-lo. Na verdade, para ser sincero, você não tinha idéia dos motivos que haviam trazido o filho do visconde até aqui. Ele simplesmente os havia encontrado por acaso na estrada, na calada da noite, obviamente voltando o prostíbulo. E não os largou mais.

    - Cale a boca Zartan! E se jogarem alte...o senhor Arik em alguma masmorra suja e fedida? Esse é o tipo de coisa que espera quem entra nesse antro de...de...horrores!

    Zartan toma o resto da sua cerveja antes de responder.

    - Bem, numa coisa eu tenho que concordar com você, Jordan: a qualidade caiu. Olhe ali na frente. Que absurdo, agora a guilda está aceitando animais entre as fileiras...
    Zartan aponta o caneco vazio para um imenso orc que se sentava, sozinho, na mesa a frente. A criatura, enorme, vira sua cara de poucos amigos na direção de vocês três. Claramente havia ouvido o comentário indelicado de Zartan.


    ROBERT:

    Os imensos olhos amarelos de Soldado o encaram. Sua conexão com o animal permitia vê-lo com clareza, apesar de sua cegueira. Todo o resto era apenas vultos e auras.

    Você sentia um calor sendo emanado do símbolo divino talhado na porta do salão. Era um alívio sentir a presença de Daprhas. O verdadeiro. Você sabia que estava no lugar correto, pelo menos desta vez.

    Havia um trio de garotos na mesa ao lado que não parava de falar. Você precisa se esforça um pouco para conseguir ignorar e perder-se em seus próprios pensamentos novamente.

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    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Empty Re: Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante.

    Mensagem por Jasbi em Sab Jun 22, 2019 9:20 pm

    Se sentia bem andando fora de casa, estava animado quando chegou ao salão da Central de Recrutamento da Guild dos Heróis. Tinha um sorriso no rosto e sua postura era impecável. Havia pessoas de vários tipos ali, pessoas mais autênticas, com histórias de vida bem diferente das que ele era obrigado a conviver, provavelmente histórias mais árduas. Arik já estava cansado das tentativas de Jordan de levá-lo de volta. Até decidiram o acompanhar, mas não tinha jeito, Arik estava mais do que determinado a seguir seu caminho, queria ajudar as pessoas, ser mesmo um herói, fazer a diferença. Lançou um olhar repreensivo a Jordan quando esse quase o chamou de alteza. De certa forma o incomodava ser chamado assim todo tempo, então era libertador sair. Apoiou o cotovelo na mesa e apoiando a cabeça em sua mão o respondeu:

    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. PastAbsoluteArchaeocete-small

    - Quantas vezes vou ter que dizer? - Suspirou cansado, nem tinha paciência para explicar mais uma vez - E cuidado para não me chamar desse jeito...

    Mas Arik riu com o comentário de Zartan sobre Jordan. Nem sabia porque Zartan estava ali, mas tudo bem, desde que não o impedisse. Jordan no entanto continuou a reclamar. Arik franziu a sobrancelha, não gostava de ser subestimado. Mas chegava ser engraçado como Jordan enfatizava as partes sujo e fedida da masmorra, como se fosse a parte importante de se estar em uma masmorra.

    - Ei, ninguém vai me jogar numa masmorra, antes eu derrotaria eles.

    Arik não achava o lugar horrível como Jordan falava, na verdade era bem interessante. Quando o Zartan respondeu, Arik arregalou os olhos, ele tinha falado isso bem alto, lançou um olhar para o Orc e notou que ele tinha ouvido. Isso era péssimo, tudo que não queria era problemas, e se eles estragassem sua entrada na Guilda? Era o que o preocupava agora, não queria ser expulso. Achava estranho o Orc estar ali, mas se estava, devia ter algum motivo. E se não tivesse a guilda resolveria isso, acreditava nisso ao menos. Irritado, se levantou e sério disse encarando-o:

    - Zartan! Se vai me prejudicar é melhor ir embora. Se ele está aqui é porque tem um motivo, agora você estar aqui, eu não sei mesmo.


    Arik suspirou e colocou a mão na testa.
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    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Empty Re: Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante.

    Mensagem por Dycleal em Sab Jun 22, 2019 11:03 pm

    A expectativa de Zanyera foi controlada pelo primeiro gole da cerveja e a conversa a pequena Egarda estava bem animada entre as duas amigas, que se conheciam a tanto tempo, mas estavam separadas por uma boa temporada devido a última aventura da feiticeira e quando ela soube que a amiga estava saindo em direção a cidade da espada brilhante, a sua ansiedade foi a mil e este momento era muito especial para ela, aponto de não prestar muita atenção na sua querida Faela.

    E foi por causa da sua grifo filhote, que sua conversa foi interrompida, um garoto jovem e com roupa de camponês, pergunta se seu animal era um grifo e emenda com outra pergunta que era se as duas não eram dali.

    Apesar de interromper o papo entre as duas, a feiticeira achou o menino bonitinho e a interrupção dele lhe mostrou que Faela estava com fome e quase destruindo a mesa com suas garras afiadas e ela diz para o rapaz um afetuoso: - Oi, seguido de: - Eu me chamo Zanyera, minha amiga se chama Egarda e sim, A Faela é um grifo, bebê ainda, mais um grifo e si você for um bom rapaz pode arrumar algo para ela comer, pois está muito nervosa e com fome, pode arrumar a comidinha dela, querido?
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    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Empty Re: Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante.

    Mensagem por Caelestia em Seg Jun 24, 2019 9:39 pm

    Egarda estava encantada com o movimento do grande salão. Como boa exploradora que era, se mantinha atenta a tudo em volta, mesmo enquanto conversava com Zaynera.

    Ela ouvia as historias de aventuras que a amiga contava e ficou feliz quando pôde mostrar a ela alguns de seus mapas e os relatos de como conheceu cada um daqueles lugares.

    E entre um relato e outro, sempre lançava um olhar aos demais ocupantes do salão, tentando imaginar quais deles poderiam formar, com ela e sua amiga, um grupo que dividiriam aventuras, caso fossem aprovadas na Guilda, claro.

    Poderia ter prestado mais atenção a um ou dois possíveis aventureiros, se o pequeno grifo de sua amiga não a estivesse deixando apreensiva.

    Egarda não tinha certeza se era fome ou tédio, mas de certo que o animal estava incomodado e por isso arrancava boas lascas da perna da mesa. E já podia imaginar o quanto elas chamariam atenção dos demais presentes no salão, quando por fim a mesa quebrasse e tudo sobre ela viesse ao chão.

    Estava prestes a dar um toque na amiga sobre a Faela, quando reparou que um jovem se aproximava delas, olhando espantado para o animal.

    Egarda, então, apenas se limitou a sorrir e apoiar um dos cotovelos na mesa e descansar seu rosto em sua mão, achando graça da amiga, enquanto esta tentava convencer o pobre rapaz conseguir comida para Faela.
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    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Empty Re: Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante.

    Mensagem por Lonely-Shadow em Seg Jun 24, 2019 9:49 pm

    A jornada até a cidade da Espada Brilhante havia sido árdua, mas não tanto quanto o que acompanhava Robert nos últimos tempos, aqueles eram tempos difíceis. Enquanto era guiado por uma alma caridosa pela cidade a caminho do centro de recrutamento da guilda, pode perceber que estava próximo a lendária espada, algo o dizia isso, mesmo não sendo capaz de identificar o monumento em meio a tantas pessoas e coisas nas ruas mas ao passar pelas portas soube que ali era o lugar certo, e isso fez com que o guerreiro respirasse aliviado pela primeira vez em muito tempo. Sentado em sua mesa com Soldado, o mesmo lhe encarava com uma certa ternura, e ao mesmo tempo sem explicar totalmente o que queria, Robert gostava de passar o tempo olhando para Soldado, afinal era a unica coisa que ele ainda conseguia enxergar no mundo e isso lhe dava alguma esperança de um dia voltar a ver as belezas da terra.

    Robert estava perdido em seus pensamentos admirando seu companheiro quando a conversa na mesa ao lado começou a interromper seu sossego, nada a ponto de o fazer reclamar com os jovens que só queriam ser felizes, mas definitivamente a ponto de o fazer pensar em trocar de mesa e ele ja estava a ponto de chamar alguém do estabelecimento para o ajudar a tal, quando um comentário ríspido e mais alto do que o resto da conversa passa por seus ouvidos aguçados.


    - Bem, numa coisa eu tenho que concordar com você, Jordan: a qualidade caiu. Olhe ali na frente. Que absurdo, agora a guilda está aceitando animais entre as fileiras...

    Mesmo se sentindo desconfortável com arrumar qualquer tipo de incidente ao chegar pela primeira vez em um local, não podia deixar algo assim passar, ainda mais em uma casa que ostentava o simbolo sagrado de Darthas em suas portas fazendo assim de lá, um local justo.

    Robert se levanta e caminha lentamente em direção a mesa e ao rapaz que fez o comentário, não sei antes tentar entender melhor o motivo de tal insulto e perceber um vulto muito maior do que o de uma pessoa comum, ao qual Robert atribuiu que seria dirigido o insulto. Antes de chegar ao jovem ele pode escutar a reprimenda do outro ao mesmo, ficando levemente aliviado ao saber nem todos os três compartilhavam daquele pensamento. Fazendo uma reverencia com as mãos juntas em sinal de paz, Robert leva calmamente a mão na direção do ombro do jovem que havia proferido o insulto e fala em tom sereno.


    --Não posso permitir que você fale assim em uma das casas de Darthas, porque profere comentários caluniosos sobre alguém que aparentemente não conhece?

    Enquanto aguardava, Robert tentava ler a aura dos envolvidos torcendo para que fosse apenas o comentário de um jovem inexperiente e mimado e não algo mais serio.

    off:
    Quero realizar um teste para sentir as auras.
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    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Empty Re: Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante.

    Mensagem por Pikapool em Ter Jun 25, 2019 10:30 am

    Afar parjikakun pros Zotan-lufutatar!
    A celebração era um tanto quanto enfadonha. Estava repleta de meros humanos a olharem torto para mim. Em outras épocas, eles estariam sentido o gosto do meu machado, mas esse era um novo tempo. Um tempo de honrar minha palavra para com Sir Jonathan Storm.

    Uma rápida olhada a minha volta e note que não era o único não humano por ali. Uma pequenina quase que escapa de meus olhos. Desconheço suas habilidades, mas seus iguais costumam ser excelentes gatunos. Acredito que não seria diferente com ela.

    Aproveitava toda a carne que podia comer e toda cerveja que podia tomar até que um dos humanos parecia querer perder a cabeça... Literalmente. Virei-me para ver encarar o jovem com demasiada coragem, pois tinha certeza que não era nem um pouco inteligente.

    Assoviei de forma estridente para alertar Bulzog para um possível combate. Abocanhei a carne de forma feroz e lancei os restos sobre a mesa, mas antes que pudesse levantar-me, notei a aproximação de outro humano que logo repreendia o jovem tolo. Voltei-me ao banquete e logo lancei um belo pedaço de carne a meu companheiro canídeo.

    - Por ora, vamos apenas aproveitar a comida, Bulzog! - Exclamei antes de voltar a comer.
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    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Empty Re: Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante.

    Mensagem por Brazen em Sab Jun 29, 2019 8:01 pm

    O rapaz sorri de forma tímida e sincera para Egarda e Zanyera.

    - Será um prazer. Espero que ela não fure minha mão! haha




    - Ei, ninguém vai me jogar numa masmorra, antes eu derrotaria eles.

    Jordan falha miseravelmente em conter um gritinho diante do olhar recebido por Rhudzok. Arik percebe o amigo tremer com vívido horror em seus olhos castanhos.


    - Aha! Isso eu pagaria para ver! - Zartan responde com incontida animação. - Mas não antes de eu te dar o troco do último duelo. Não vão te jogar em nenhuma masmorra antes de eu devolver a surra que levei naquela taver...

    Ele trava na mesma hora ao ver a assustadora fera que acompanha o orc. Bulzog atende ao chamado do mestre e solta um rosnado baixo em direção a mesa. Rhudzok sabia que bastaria apenas um comendo para que o monstruoso lobo gigante saltasse em disparada para comer carne humana e fresca...mas ele decide que não valeria a pena, deixando alguns restos da própria comida para seu companheiro. Bulzog, claramente frustrado, da uma última olhada para a mesa e parece perder o total interesse logo em seguida.


    --Não posso permitir que você fale assim em uma das casas de Darthas, porque profere comentários caluniosos sobre alguém que aparentemente não conhece?

    A mesa dos três rapazes é abordada por Robert. O paladino usa sua habilidade para desvendar os segredos por trás dos sentimentos do rapaz que havia proferido um comentário tão maldoso naquele local criado para honrar o heroísmo e a proteção do povo, dogmas tão queridos para o Deus da Justiça. O paladino sente o olhar dos três sobre si.

    A aura de Zartan treme com uma leve coloração laranja. Um sinal de estresse mas não de agressividade.

    - Não é minha intenção desrrespeitar os deuses nem a Guilda,  meu amigo crente. - há um levíssimo tom de deboche na afirmação. - A bebida é boa, talvez esteja afetando meu discernimento.Tentarei manter a boca fechada hehe.

    O jeito pomposo e debochado não deixa dúvidas de que é um nobre. Provavelmente o filho de um, levando-se em consideração que é um jovem, claramente perceptível graças ao tom de voz.



    Nesse momento a porta se abre e três figuras entram. O barulho de canecos e talheres se silencia imediatamente e as vozes que comemoravam e falavam a plenos pulmões vão diminuindo até desaparecerem por completo em segundos.

    Uma mulher de cabelos castanhos bem aparados, alta e de aparência severa era acompanhada por um homem por volta dos 40 anos que parecia estar em plena forma física. Os dois usavam armaduras completas e carregavam a o símbolo da Espada&Leão, o símbolo sagrado da Ordem de Daphras. O terceiro homem era bem jovem, usava um par de óculos enormes e um robe marrom.

    Você não sabiam quem era o jovem usando os robes mas os dois  primeiros eram bem conhecidos: Eliza Balmont e Jonathan Storm, membros do alto escalão da Guilda. Sua presença impõe respeito e um certo temor.

    Elisa faz uma saudação a todos os presentes. Ninguém nunca viu aquela mulher esboçar um sorriso que fosse. Jonathan permanece ao lado de braços curzados, os cabelos prateados e lisos presos em um rabo de cavalo que caía para trás de tão longo.

    - Companheiros - diz Elisa - venho felicitá-los por terem se unido a causa da Guilda! O mundo está mudando, nós sabemos muito bem disso. Nunca estivemos tão ocupados e com necessidade tão grande de mulheres e homens habilidosos e dispostos a cuidar da paz no Reinado. Saibam que vocês são uma grande ajuda nesses momentos de necessidade e comemorem esta noite pois entrar em nestas fileiras é uma conquista que vem com muita responsabilidade.


    Ela pigarreia e continua:


    - Dito isso, vamos ao ponto sem rodeios. Sua delegações chegaram. Comemorem hoje, sim, mas sem exageros pois amanhã a tarde estarão devidamente reunidos com seus companheiros de grupo em sua primeira missão oficial. Lucio...por favor, seja breve.

    O jovem de robe marrom retira dos bolsos algo parecido com uma pequena moeda dourada. Ele murmura algumas palavras e, magicamente, outras moedas douradas identicas aparecem na frente de cada um de vocês, junto com uma carta selada.

    Spoiler:


    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Light-prosperity-celebrating-canadas-diversity-1-oz-gold-coin-200-canada-2019

    - Esse é o símbolo da Guilda. O feitiço encrustado nessas moedas torna cada uma pessoal e instraferível. Ela os ajudará em momentos que precisarem se identificar. Caso outra pessoa tente utilizar seu símbolo, ele se desintegrará automaticamente. Mas usem-no sabiamente. Saibam que estão agindo em nome da Guilda agora e todos nós responderemos por suas ações, das menores às maiores. Na carta selada está sua delegação, descrevendo onde sua presença é necessária. Alguns viajarão para bem longe, por isso espero que não se demorem nos preparativos. Que as graças de Daphras de todos os deuses abençoem suas missões e que tragam muito orgulho ao legado da Guilda dos Aventureiros.

    Eles fazem uma mesura e se despedem. Demora alguns minutos antes que o salão seja novamente tomado pelos burburinhos, mas agora com uma agitação diferente. Alguns reclamações podem ser ouvidas de membros que, aparentemente, foram mandados para locais muito distantes.  Um homem se levanta, dizendo que precisa comprar roupas para enfrentar o frio de Winter. Ele é seguido por outros 5, provavelmente seus futuros companheiros na mesma delegação. O barulho aumenta conforme os grupos com as mesmas delegações vão se formando. Alguns se conhecem, a maioria não. Mas teriam que trabalhar juntos agora.

    A carta de cada um de vocês é pessoal, escrita em seu idioma nativo, mesmo aqueles que não podem ler entendem o significado das palavras ali contidas. Você e os demais membros de sua delegação devem se encaminhar para as terras do Baronato de Height, na fronteira de Samúria com o Reino de Winter. A Baronesa Johana vem pedindo desesperadamente a ajuda da Guilda para a solução de diversos desaparecimentos de camponeses.

    Embora as terras da baronesa não sejam conhecidas por vocês, existe uma estrada bem paviementada capaz de levá-los até as próximidades da fronteira com Winter em relativa segurança.

    EGARDA:

    Egarda, sendo uma entusisasta de mapas e viagens, pode rolar sua sorte para saber se há algo na sua coleção de mapas que pode ajudar na jornada.

    faça uma rolagem de ANALISAR  (2+2d6)


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    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Empty Re: Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante.

    Mensagem por Dycleal em Dom Jun 30, 2019 9:18 pm

    Enquanto espera o rapaz voltar com algo para Faela, três pessoas chegam na estalagem e logo um silêncio reina para ouvir a mulher com cara de poucos amigos com o velhote saradão dando cobertura ao lado e um rapaz franzino e com um robe marrom por perto.

    A mulher faz aquele discurso de praxe, vocês são maravilhosos e estão na guilda maravilhosa e divirtam-se com moderação que amanhã vocês irão se encontrar com sua morte, ou mais ou menos assim, a euforia da feiticeira, não a deixava se concentrar naquele palavreado todo, ela queria saber para onde a mandariam ir.

    Ela chama o carinha do robe marrom pelo nome de Lúcio, nome de peixe me parece e ele faz uma busca nos seus bolsos e acha uma moeda e fica resmungando não se sabe o que e de repente, aparece na frente da Egarda e da feiticeira uma moeda da hora, linda de morrer e uma carta endereçada de forma personalizada para cada um, e a mulher de poucos amigos diz que a moeda é o simbolo da guilda e o feitiço colocado nela a faz pessoal e intransferível e servirá para identificação, sendo destruída se usada por outra pessoa que não seja o dono. Ela diz que na carta está a nossa designação.

    Neste momento Zaynera não consegue prestar atenção em mais nada e abre, desesperada, o envelope e lê que vai para atender um pedido da baronesa Johana sobre uns camponeses que estão desaparecendo e que isso fica no baronato de Height, fronteira de Samúria com o reino de Winter e fica matutando onde diabos fica isto...

    E a feiticeira lembra que sua coleguinha, a Egarda, é fissurada em mapas e viajem e pergunta onde fica esse baronato e complementa: - Pelo amor de tudo que é sagrado, você também vai para as terras dessa baronesa, né? Não vai me deixar longe de você novamente e aguarda ansiosa a confirmação que serão colegas de missão e a localização de onde fica esse lugar e se distrai com a lembrança de que o rapaz está demorando com a comida de Faela....
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    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Empty Re: Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante.

    Mensagem por Jasbi em Dom Jun 30, 2019 9:38 pm

    Arik começava a ficar irritado com Zartan, não queria arrumar confusão na guilda dos heróis por causa de um rico esnobe. Arik olha para o Orc e percebe a fera rosnando, parecia que iria acontecer alguma coisa, mas por sorte, o Orc parecia não querer dar importância a isso. Arik o observou o homem (Robert) que se aproximou e repreendia Zartan. Achou curioso como ele veio defender o Orc, não era algo comum de se ver. Arik suspirou quando Zartan respondeu, esse cara não tinha jeito mesmo. Porém antes de continuar conversando, a atenção de Arik se voltou totalmente para os três que entraram na sala. Ficou curioso pela presença do terceiro homem. Enquanto ouve o que eles tem a dizer, Arik os observa com um semblante de admiração.

    Arik arregala os olhos surpreso quando as moedas aparecem magicamente com a carta. Depois balança a cabeça como se confirmasse cumprir com tudo que era dito pela Eliza Balmont. Ele lê a carta e verifica para onde foi mandado. Quando começam cada um a procurar seus futuros companheiros, Arik diz aos seus amigos:

    - Eu vou para as terras do Baronato de Height.

    E aproveita para se despedir dos seus amigos de uma maneira bastante formal:

    - Obrigado pela companhia, mas como sabem, preciso ir. É o caminho que escolhi - Se vira para Jordan - Eu agradeço sua preocupação, mas eu preciso fazer isso, sozinho. Então nada de me acompanhar dessa vez. Mas obrigado por ter ficado do meu lado até agora. Eu vou ficar bem, sei me virar.  

    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Aa308b1fe25a6999900d53e61d7dea5b--zen-wistalia-snow-white

    Após se despedir, Arik se levanta e se espreguiça por ter ficado muito tempo sentado. Olha ao redor observando os demais. Espera a reação de Jordan e Zartan. Depois que eles forem, Arik pretende seguir sem os dois a partir daqui e começar a pedir informação para saber como chegaria a esse lugar.

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    Mensagem por Caelestia em Dom Jun 30, 2019 11:09 pm

    Rolagem de analisar 2+2d6:
    Caelestia efetuou 2 lançamento(s) de dados Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Dice (d6.) :
    1 , 1
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    Mensagem por Caelestia em Seg Jul 01, 2019 8:04 am

    De repente as conversas cessaram e o salão ficou em silêncio.

    Egarda sabia, pelo barulho, que alguém havia entrado no salão e a julgar pela reação dos aventureiros que ali estavam, deveria ser alguém importante.

    Ela bufou, impaciente. Seu tamanho diminuto, em locais cheios como aquele, não era vantajoso de forma alguma. Então, para não chamar muita atenção, ficou sobre os joelhos, na cadeira, e se esticou afim de ver por sobre a cabeça das pessoas ali presentes.

    Seus olhos vívidos brilharam ao identificar Lady Eliza Balmont e Sir Jonathan Storm, duas grandes referências da Guilda. E a pequena só faltou se desequilibrar da cadeira quando, magicamente, uma moeda e uma carta, endereçadas ela, apareceram bem na sua frente.

    Ela ouviu com atenção todo o discurso e as instruções passadas pelos membros da Guilda e somente quando estes se despediram que ela se pôs a analisar o que haviam lhe entregue.

    Se deteve na moeda tempo o suficiente apenas para admirar a beleza da peça, mas logo a guardou. Sua ansiosidade morava na carta e em saber para onde seria enviada em sua primeira missão pela Guilda.

    Ela ainda estava abrindo o envelope, quando Zaynera praticamente deu um salto do seu lado, perguntando algo sobre terras de uma baronesa.

    A mulher falava rápido, lhe fazendo uma pergunta em cima de outra. Parecia ansiosa por saber se dividiram a mesma missão. Isso somado ao burburinho que havia retornado ao salão e Faela que havia voltado a tirar lascas da perna da mesa, a acabaram distraindo.

    Quando por fim conseguiu se concentrar no que lia, confirmou que seu destino de missão, assim como de sua amiga, era nas terras do Baronato de Height. Naquele momento, talvez devido ao tumulto do local e ao entusiasmo de Zaynera, Egarda não conseguiu lembrar  onde ficava aquele lugar e nem mesmo se o já tinha visto em algum dos mapas que levava consigo.

    Ela respirou fundo e sorrindo respondeu a amiga

    - Pode ficar tranquila, Zaynera. Me mandaram para o Baronato de Height também. Mas pelo menos agora, eu não estou lembrada de já ter visto estas terras em mapas.- Ela coça a cabeça e conclui curiosa.- Então já somos duas indo para lá, mas pelo que vejo na movimentação das pessoas, os grupos contam com mais aventureiros... Quem será que irá viajar conosco?

    Dizendo isso ela olhou em volta, observando a movimentação do local e teve uma ideia.

    Ela sorriu de forma travessa e ficou de pé em sua cadeira para poder ser melhor vista pelos demais ocupantes do salão. Mais uma das desvantagens de seu pequeno tamanho. Na verdade ela havia pensado em subir na mesa, mas temeu que as lascas que Faela arrancou da perna da mesa, pudessem derruba-la.

    Talvez isso não fosse lá muito educado ou apropriado, mas Egarda nunca foi muito de seguir regras mesmo.

    Ela pigarreou, erguendo a mão e sacudindo o envelope de sua missão, enquanto falava em voz alta.

    - Aqui! Aqui! Baronato de Height. Baronato de Height. Qual aventureiro também esta indo para lá?
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    Mensagem por Caelestia em Seg Jul 01, 2019 10:51 pm

    OFF// A pedido do @Brazen, nova rolagem de analisar

    ---

    ROLAGEM DE ANALISAR 2+2D6::
    Caelestia efetuou 2 lançamento(s) de dados Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Dice (d6.) :
    4 , 5

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    Mensagem por Pikapool em Ter Jul 02, 2019 12:27 pm

    Afar parjikakun pros Zotan-lufutatar!
    Assim que o salão silenciou notei que uma das presenças que haviam adentrado ao recinto era de Sir Jonathan Storm. Os outros dois deviam ser do mesmo nível que ele, mas para mim isso nada importava. Mantive-me comendo e bebendo enquanto eles discursavam. Pelo menos até ser surpreendido por uma moeda dourada junto a uma carta selada que brotaram do nada diante de mim. Rapidamente olhei de canto de olho para o jovem de robe marrom. Interessante saber dos detalhes dessa moeda. Certamente teria um cuidado especial para com ela.

    Eles mal saiam e eu já abria a carta para descobrir o que aguardava-me. Me destino era as terras de Height, a pedido de uma baronesa. Quem diria que eu ajudaria os humanos a solucionar um caso onde eles estariam desaparecendo. Ao ler que o local era na fronteira com o Reino de Winter, questionei-me se como o outro aventureiro, eu também precisaria de roupas de inverno.

    Logo ouvi a pequenina gritando sobre o Baronato de Height. Dei mais uma mordida arrancando um grande pedaço da carne e então levantei-me e caminhei até a mesa dela.

    - Eu também fui designado para o Baronato de Height. - Apenas observei Bulzog aproximar-se e cheirar a pequenina. - Sou Rhudzok e esse é Bulzog! Você conhece o local para onde iremos? - Aguardei a resposta dela.
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    Mensagem por Jasbi em Qui Jul 04, 2019 1:25 pm

    Arik tinha terminado de se despedir dos seus amigos quando ouviu uma voz alta e feminina mencionando o local em que tinha sido enviado. Ficou surpreso por ser uma halfling, e quando foi se encaminhar para lá, franziu as sobrancelhas quando orc chegou primeiro com sua fera. Isso não parecia muito bom, principalmente porque foi seu amigo que o insultou. De qualquer forma, precisava ir para este lugar, então Arik se aproximou delas e do grandão e disse:

    - Com licença, desculpe interromper - Sorriu amigável - Eu sou Arik, também estou indo para Baronato de Height.

    Arik lança um olhar para Rhudzok, depois para a feiticeira e o grifo também.

    - Também é a primeira vez irei neste lugar - Acrescentou tentando ser simpático.

    Ele fica esperando para ouvir a resposta da pequena halfing, também queria saber como e qual era o melhor jeito de chegar a Baronato.
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    Mensagem por Caelestia em Dom Jul 07, 2019 12:07 am

    Egarda, que até então estava animada e balançava a mão no ar, agitando a carta que continha sua missão, praticamente congelou quando viu que um grande orc e seu lobo caminhavam em sua direção.

    Seus olhos estavam arregalados, mas não exatamente por medo, era mais a surpresa de ver um orc integrando a Guilda.

    Ela baixou a mão e aguardou enquanto ele se aproximava.

    Tentou prestar atenção enquanto o orc se apresentava, mas não conseguia se concentrar muito no que ele disse além dos nomes, uma vez que estava tensa, tentando se manter o mais quieta possível, com a proximidade do lobo que estava lhe farejando. Suspeitava que, se não estivesse em cima da cadeira, seria do tamanho do animal ou pouca coisa maior... menor ela realmente esperava não ser.

    O nariz do animal estava gelado e fazia cócegas. E ela quase desequilibrou e caiu da cadeira quando após cheira-la o animal bufou.

    Ela ficou espantada de inicio, mas depois riu. Quem era ela para julgar alguém pela aparência, quando ela mesma tinha que se esforçar para mostrar que seu tamanho não a desmerecia. E se ele, um orc, havia sido aceito na Guilda era porque deveria haver honra nele, certo? E ele não andaria com um animal tão grande e forte se não tivesse controle sobre ele, certo?

    Quando ia responder ao orc, um rapaz se aproximou, apresentando-se como Arik e dizendo que também havia sido designado para cumprir uma missão no Baronato de Height

    - Oras, que seja então! - ela respondeu enquanto acenava com a cabeça, cumprimentando o rapaz e o orc. - Sentem-se conosco. Eu sou Egarda e esta minha amiga, Zaynera. Aquela ali é Faela. Um grupo com humanos, halflings, orcs, lobos e grifos... Isso vai ser interessante. - Ela sorriu, enquanto voltava a sentar - Tenho uns mapas aqui. De cabeça eu não lembro desse lugar, mas deixe-me ver...

    Então ela coloca sua bolsa sobre a mesa, de onde tira diversos pergaminhos. Que depois de abertos, revelaram ser vários mapas.

    Ela se debruçou sobre eles por alguns instantes, até que achou o que procurava.

    - Ahá, aqui está! - Disse, apontando em um dos mapas. - Agora estou lembrada deste lugar... Height. Próximo de Winter, claro. Sim, lá também faz frio. Talvez seja bom providenciarmos um agasalho, para ficar mais confortável. Mas não chega nem perto do frio de Winter, sabe... - Ela analisa o mapa antes de concluir - Aqui tem uma rota das mais seguras por onde poderemos seguir. Nossas maiores preocupações aqui são ursos e lobos.

    E ela não pode deixar de olhar para o grande lobo e depois para o orc que o conduzia.
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    Mensagem por Dycleal em Dom Jul 07, 2019 12:44 pm

    Zaynera vê o orc se dirigindo para a mesa delas e vê também o lobo que o acompanha e fala no ouvido da Faela: - Calma ai nervosinha, não vá atacar ninguém. E a sua grifo parece estar mais interessada no pé da mesa do que nos chegantes

    A feiticeira não se preocupa com o orc, depois de sua mãe a ter criado para ser isca de capeta e os monges e monjas a acordarem as cinco da manhã para escovar dentes e fazer exercícios no frio e com pouca roupa, qualquer coisa seria fácil para ela e ao ouvir o grandão do orc se apresentar como Rhudzok e que seria um membro do grupo a mocinha diz: - Fala ai Rhudzok, se é da guilda é da família e se é do grupo, é nosso irmão e olhando para o lobo pergunta: - Ele deixa a gente afagar ele?
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    Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante. Empty Re: Prólogo - Encontro na Cidade da Espada Brilhante.

    Mensagem por Brazen em Dom Jul 07, 2019 2:52 pm

    @Dycleal

    Na confusão que se forma após anúncio, Zanyera percebe que o rapaz havia esquecido completamente de Faela. A feiticeira observa que, assim como várias outras pessoas no salão, havia se juntado a um grupo de aventureiros que em breve sairia para cumprir uma missão.

    Perdendo completamente a paciência, Faela larga o pé carcomido de madeira e alcança vôo, dando um giro no ar antes de pousar na mesa, com apenas um pedaço de pernil pela metade entre as duas. Sem cerimônia, o filhote ataca vorazmente a carne como se fosse sua presa abatiba.

    Zanyera se distrai por alguns segundos com a cena cômica do seu grifo atacando a comida, quando lembra-se das qualidades de sua amiga Egarda como exploradora e entusiasta de mapas.


    @Jasbi

    - Que seja então. - diz Zartan, dando de ombros. Já estava vermelho de bebiba - Obrigado pela companhia, mas eu que não vou me enfurnar na fronteira do reino com uma pedra enorme de gelo...junto com um orc. Burrrrrr... nem pensar. Prefiro o calor da Casa dos Prazeres de Madame Lastiff. Vamos embora Jordan, antes que você se cage nas calças.

    Zartan já começava a se levantar mas Arik percebe que Jordan estava estático em sua cadeira. Ele parece em dúvida por um momento,seus olhos indo do amigo de infância para o fanfarrão que o aguardava já de pé com braços cruzados.

    - Bem...acho que vou o Vossa Al...digo, com o Senhor Arik.

    - Você está louco? Você nem sabe lutar, seu retardado!

    - Sei atirar pedras muito bem. Acho que serve. - Jordan dá de ombros. - Além disso, se um membro de delegação se machucar, precisam de alguém para amarrar as feridas. Isso eu também sei fazer.

    Arik sabia disso muito bem. O amigo e criado não era um clérigo com poderes divinos de cura, mas tinha um bom conhecimento de medicina, que já havia usado algumas vezes para socorrer cavaleiros e soldados em acidentes com suas montarias ou quando se machucavam em treinamentos de combate.

    O jovem espadachim de sangue real sabia que Jordan era um cagão, mas não um inútil.

    - Ora, fod**** vocês dois! Eu vou para casa. Me mandem um cartão postal e a cabeça do Abominável Homem das Neves de presente!

    Sem cerimônia e sem olhar para trás, Zartan sai em disparada para a rua e Arik, livre do peso do irritante "amigo" e com Jordan a tira colo, vai procurar os demais membros de sua delegação.


    @Caelestia

    Em meio a toda a confusão, demorou alguns minutos para Egarda encontrar o que queria na sua coleção de mapas. Nesse meio tempo, o grupo ia se formando, o orc e seu imenso lobo se aproximaram juntamente com dois rapazes que estavam em uma mesa barulhenta.

    Egarda finalmente acha aquilo que estava procurando. Um mapa muito velho que havia adquirido de um colecionador quando ainda era criança e sonhava em viajar. O desenho era simples e o pergaminho estava rasgado em muitos lugares mas isso não importava. Mais uma prova de que sua bolsa de mapas nunca a decepcionaria. Egarda não sabia o motivo para os mapas mais atuais ignorarem o baronato, mas naquele específico estava marcado um pontinho, bem próximo a fronteira com as montanhas geladas de Winter.

    Egarda sabia que o caminho seria razoavelmente fácil no começo. Poderiam pegar uma das Estrada Reais, rotas bem demarcadas que saiam da capital de Samúria em direção a todos os reinos. Sua eficiência era bem atestada, pois todas as rotas passavam por cidades importantes, Espada Brilhante era uma delas.

    Mas o caminho seria longo. A Estrada Real só os levaria até um ponto. Winter era um reino selvagem e difícil de chegar. Height ainda fazia parte de Samúria mas sua proximidade com o reino gelado fazia sua demarcação difícil. Com o devido caminho conhecido, Egarda deixa o mapa na mesa e pega na sua bolsa um caderninho com diversas anotações. Lá ela descobre os detalhes sobre o clima e alguns perigos como ursos e lobos.

    @Pikapool

    Rhudzok percebe uma certa agitação em Bulzog. Ele também havia reconhedido o cavaleiro que derrotou seu mestre. Seus pelos se eriçam, ele rosna baixo. Enquanto Elisa falava, seu olhar cruza com o do cavaleiro. Bulzog da uma passo para trás. Assim como o orc, o lobo gigaante reconhecia a força do cavaleiro. Não era medo era, assim como Rhudzok também sentia, respeito. Apenas os fortes podem derrotar os fortes, uma filosofia que a vida havia ensinado muito bem ao ex gladiador.

    Rhudzok se junta a pequenina que chamava por aqueles que iam para o Baronato de Height. Ao se levantar, não pode deixar de notar os já conhecidos olhares de curiosidade e apreensão que sempre o acompanhavam quando caminhava nas cidades humanas. Mesmo naquele lugar onde todos os presentes vinham das mais distantes e diferentes origens, Rhudzok era um estranho. Uma fera. Quando chegou aqui na primeira vez, o apoio de Storm serviu para que pudesse caminhar livremente, mas agora as coisas poderiam mudar.

    Não que ele se importasse, é claro.

    Bulzog fareja seus novos companheiros, um por um. Alguns ficam apreensivos outros o encaram sem medo. Vocês ignoram o gritinho dado pelo humano magricela que acompanhava o espadachim. No final, o lobo gigante não rosna nem ataca ninguém. Era um bom sinal. Eles agora seriam sua tribo, mas isso você saberia após provar a força deles.


    @TODOS

    Enquanto Egarda vai falando sobre rotas, clima e perigos da viagem para o Baronato de Height, o salão vai esvaziando. Vocês são os últimos a permanecerem, com exceção de um ou outro criado que começa a fazer limpeza. O lugar fica silencioso e o som da chuva lá fora agora ecoava por todo o salão.

    Tap, tap, tap.
    Tap, tap, tap.


    Robert se aproxima do grupo, um homem usando uma armadura belíssima, seus passos metálicos ecoando pelo salão. Ao seu lado, andando graciosamente estava um lince quase tão grande quanto Bulzog. O lobo o encara. Soldado não desvia o olhar.

    - Bem, é curioso como as coisas são. Parece que é a vontade de Daphras que eu também vá para Height. Posso me juntar a vocês?

    O homem é cego, agora todos percebem isso claramente. Mas, de alguma forma, vocês notam que ele os observa de forma inclemente. É como se, apesar de sua condição, ele pudesse ver o interior de cada um de vocês.

    - Aliás, acho que devo me apresentar novamente. Meu nome é Robert, servo do Primogênito.

    Ele faz uma mesura respeitosa e, após todos o saudarem novamente, ele se senta em uma cadeira puxada por Jordan.

    Um silêncio completo cai sobre vocês naquele momento. A chuva lá fora para também. Havia uma solenidade ali. Como se alguma engrenagem cósmica tivesse sido posta em movimento. Como um ciclo que se fecha segundos antes de outro começar. Todos sentem, a seu próprio modo, que aquele momento era único.

    Abençoado ou amaldiçoado. Mas único. Uma voz sussurra no fundo da cabeça de cada um, ao mesmo tempo.


    Os deuses trabalham de formas misteriosas.




    Spoiler:

    Todo mundo junto, grupo formado. Smile Terminamos o nosso prólogo, pessoal.

    Vou fechas aqui e abrir um novo tópico para o início da jornada de vocês até o Baronato.

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      Data/hora atual: Seg Jul 22, 2019 4:59 am