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    O sabor da esperança

    Christiano Keller
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    Mensagem por Christiano Keller em Qui Jun 27, 2019 11:03 pm

    @Srta. Moon

           Nishizawa partiu do acampamento de seu clã na floresta em direção a Harkwood, a cidade mais próxima. Seu irmão estava doente, acamado e sendo tratado pelas servas da família. Ele tinha episódios de febre, mas ela cedia, havia tosse, mas não muita, a medicina tradicional não resolvia seu problema e mesmo com magias de cura era impossível fazer ele ficar bom.
           Ele deveria ser o líder do Clã, um exemplo para todos de força, sabedoria e liderança. Porém a misteriosa doença tirou suas condições de liderar o Clã. Talvez ele estivesse casado, ou com filhos, mas a doença tirou tudo dele. No começo parecia uma gripe, nunca evoluiu para uma pneumonia, mas nunca sarou. Sua força passou a fraqueza, sua sabedoria passou a ser uma distração e sua liderança foi questionada.

           Em uma ação de extrema necessidade algo diferente precisava ser feito, apenas estúpidos ou loucos esperam um resultado diferente para uma mesma ação. Portanto Nishizawa decidiu fazer algo diferente, procurar a cura em algum outro lugar. Os recursos eram limitados e ao deixar o clã ela deixaria de ser um peso para a família, porém deveria se virar por sua própria conta. Haveria risco e recompensa, porém a vida de seu irmão era a única recompensa que realmente importava.
           Na mente de Nishizawa haviam dúvidas e perguntas. Ela tinha compromissos com seu estilo de vida, valores pessoais intrínsecos que não poderia ser questionados. Estes valores significavam tudo que havia de importante em sua vida. Seriam eles pontos fortes que a ajudariam a salvar seu irmão ou seriam pontos fracos que atrapalhariam sua jornada?

           Logo a frente estava a cidade, apenas uns 5 quilômetros de distância. Era possível ver parte da floresta terminando e dando espaço para plantações dos fazendeiros. Haviam muitas criaturas estranhas na região. Parte da floresta era vigiada pelos Elfos, isso era bom. Porém eles não poderiam estar em todos os lugares e os homens lagarto vindos do deserto rondavam a área as vezes. Manter fazendas e colheitas era algo complexo. Havia até um moinho logo mais no horizonte, distante do caminho para cidade e desinteressante. Mesmo com o vento as pás do moinho estavam paradas. A imagem era como de um quadro.

            Com o Sol no alto era possível dizer que havia passado em muito o momento do desjejum e faltava algum tempo para o almoço. Em mais de um encontro com pessoas pela estrada Nishizawa percebeu que homens ou mulheres carregavam sacos de farinha. Cada um tinha um, andando a sua velocidade, possivelmente retornando para casa após trocar grãos por farinha.

            Várias opções se passavam na mente de Nishizawa, uma pessoa recém chegada em uma estranha cidade deveria fazer o que? Durante a caminhada as opções passam em sua mente e agora ela deve escolher algo pra fazer. Os portões da cidade murada estão a apenas 200 metros. Há outras construções ao redor do muro, tanto próximas como afastadas, porém apenas do lado de dentro é que as pessoas estariam seguras dos perigos da mata.
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    Mensagem por Srta. Moon em Sex Jun 28, 2019 5:48 pm

           Já estava se acostumando com sua nova morada, como os demais de seu clã não abandonaram as tradições de seu povo, por ser um clã misto conseguiu refugio na floresta com apoio de outros elfos, assim que se estabeleceu na pequena área, restava somente reunir forças, para reaver seu antigo território.
         No momento teria que esperar fortalecer o clã novamente, reestruturar o novo lugar onde estavam morando, a pequena aldeia que se formou no lugar abrigava todo o clã sobrevivente, Nishizawa continuou com seus afazeres a vida se seguiu, pensava ela que seu irmão se tornaria o novo líder por direito, mas vendo o golpe que seu tio deu e sem poder fazer nada aceitou o resultado, sem contar que ele usava a desculpa da doença que de caiu sobre seu irmão.
           Ao passar do tempo menos satisfeito com o seu tio ela tomou uma iniciativa partiria em busca de uma cura para seu irmão, suas habilidades curativas além de seu conhecimento com ervas de nada adiantava.
            A jornada que tomou para si naquele no momento que saiu da proteção de seu lar, não a fariam perder sua essência, agora saindo da floresta e vendo a primeira cidade ao longe se lembrava do dia em que fugiu seu clã sempre foi orgulhoso e guerreiro, mas sua mão tomou uma decisão diferente optou pela sobrevivência do clã do que lutar uma coisa que a jovem nunca entendeu, questionou sua mãe apenas uma vez e não teve respostas do motivo da fuga.
    Mas graças a ela boa parte do clã sobreviveu ao menos àquela ramificação mista, mudou o foco de seus pensamentos ao ver as pessoas trabalhando, seguiu mais de perto algumas, não que tivesse com medo de algo, a ela sempre foi ensinado a não temer a morte, afinal uma Tsushuo sempre deve sorrir diante do perigo, coragem era uma das características lapidadas em todos, chegou perto para escutar as conversas enquanto caminhava em direção à cidade uma vez lá dentro procuraria por algum curandeiro, especialista em doenças para dizer pelos sintomas o que seu irmão poderia ter, estava vestida de forma elegante, o tecido de seda que usava  naquele momento poderia chamar muita atenção sobre si. Encarava aqueles bárbaros a sua volta rezando para que não tentassem nenhuma bobagem seria muito incomodo ter que machuca-los, mas talvez se colocassem no seu devido lugar de serviçais e a deixassem em paz.


    OFF: Huahauaha Wu Jen seria tipo a profissão dela o nome é Nishizawa Hyang Tsushuo
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    Mensagem por Christiano Keller em Sex Jun 28, 2019 8:53 pm

    Nishizawa,

           A chegada até a cidade era de fato curiosa. Haviam camponeses na estrada, poucos, mas foi possível escutar algumas conversas.
           -- Temos pouca comida novamente. Os mercadores e produtores estão explorando os pobres de todas as formas. Agora com pouca comida é que vão abusar de todos.
           -- Não é assim, parece que atacaram alguns deles nos últimos meses e a comida que vinha de Simonton não está vindo mais.

           Os dois continuam falando de frivolidades sobre o trabalho deles no campo.
           -- Essa gente que distribui comida está ajudando a gente mesmo. Porém parece que até eles estão com problemas para arrumar comida nestes dias. Hoje havia apenas alguns sacos de farinha.
           -- Sim, mas não é como se você estivesse precisando, certo? Esse saco ai que você pegou vai ser um extra que ficará na sua casa por meses. Poderia alimentar uma família com isso.
           -- É, mas não precisa contar pra ninguém, tem gente com pouca comida por ai, então vou me garantir. Eles estão dando comida de graça mesmo.

           Estes dois param de falar por alguns instantes ponderando sua conversa e então voltam a falar sobre as restrições de suas vidas.

           Mais perto da entrada da cidade há uma carroça com um casal.
           -- Ai vem mais uma boca para ser alimentada. Esses elfos são cada vez mais esquisitos. Eles saem da floresta só vir aqui e mandar na gente. Toda esnobe e perfumada.
           -- Fale baixo, ela pode te ouvir.


           Entre outros comentários Nishizawa percebe que há um grupo de pessoas ressentidas com os produtores e ou mercadores. Alguém distribui comida aos necessitados.

           Os guardas da cidade são elfos, mas há também humanos entre eles. Uma vez dentro dos muros da cidade haviam lojas e tendas. Lá poderia escolher entre 4 opções disponíveis:
    1) Mais perto da entrada havia uma carroça, aparentemente um viajante que anunciava curas e remédios;
    2) Na feira de tendas havia uma mulher que vendia ervas e poções;
    3) Em uma parte da cidade havia uma construção em que havia atendimento médico para o povo, alguém fazia serviços de cura para as pessoas;
    4) Na parte rica da cidade havia uma espécie de hospital para a elite da cidade, que talvez atendesse Nishizawa ou não.

           Estes foram os locais informados para Nishizawa por um elfo na entrada da cidade. A informação foi bem sucinta, como se ele falasse sobre os locais da cidade para todos que vem até aquele portão. Porém ela sabia que aqueles não eram os únicos locais da cidade, até o último local foi dito de uma forma um pouco mais velada apenas pelo fato de ser meio elfo e estar bem vestida.

    OFF:

    Pensei que era o nome, não a classe de personagem. Wu Jen era a classe de mago oriental no AD&D... não sei o que virou depois disso.
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    Mensagem por Srta. Moon em Ter Jul 02, 2019 1:26 pm

      Seguia seu caminho por entre as pessoas era incrível como a maioria gostava de falar dos outros, ficou sabendo sobre possíveis ataques aos comerciantes e uma distribuição de sacos de farinha logo em seguida, isso realmente era estranho, nada vem de graça e por que não roubar os mercadores trocar seu produto por sacos de farinha logo em seguida distribui-la entre os famintos, pelo que viu aqueles servos estavam sendo explorados. Uma má administração de seu senhor.
       Em meio à conversa alheia ela não se agradou da dupla que estava tentando enganar a boa vontade de quem estava distribuindo aqueles sacos de farinha. Não chegou neles para exigir a devolução do mesmo iria comunicar aos guardas sobre o ato indigno daquele senhor. Mas a frente perto da entrada não deu muita importância a ofensa que recebeu da esposa do senhor condutor da carroça, em sua terra natal um servo nunca teria este tipo de atitude, deixou passar percebeu que aqueles bárbaros viviam realmente de uma forma totalmente caótica naquela região, provavelmente sem leis, ordem e honra.
       Quando chegou aos portões da cidade se apresentou a guarda, logo entregou tratou de corrigir uma falha, entregou a dupla de vigaristas que a seu ver o outro homem por ficar calado do ato desonroso de seu amigo também era cumplice de seu furto, querendo ou não, para ela aquilo era considerado um furto.
       Depois que o guarda informou onde ela poderia encontrar ervas, remédios, um possível curandeiro e o hospital da cidade ela apenas agradeceu cordialmente em seu idioma falava normalmente com o guarda, antes de seguir seu caminho ainda fez algumas perguntas que a deixou curiosa.
    -Os aldeões reclamam muito pelo pouco que ouvi, escutei de uma aldeã reclamando sobre a minha aparição na cidade, falou algo de "Eles saem da floresta só para mandar na gente" o que isso quer dizer e quem esta distribuindo tão generosamente sacos de trigo a estas pessoas? Aqui é seguro não estamos correndo perigo de algum tipo de revolta da parte dos aldeões?


    OFF: Sim é tipo uma classe, peguei como base.... Vou perguntar antes de seguir para  a parte rica da cidade conhecer o hospital da Elite, se não der no vip vou ter que largar no do povão hauhauhauh e não dá para chegar de cara bem arrumada ali no do povão se não vendedor vai querer meter a faca dobrando os preços.
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    Mensagem por Christiano Keller em Ter Jul 02, 2019 6:45 pm

    Nishizawa,

           Após ouvir a pergunta de Nishizawa, o guarda levanta as sobrancelhas numa cara de "o que?".
           -- Você deve ter ficado longe desta cidade nos últimos anos.
           Aquilo era um fato, a fuga de sua terra natal não aconteceu por estradas pavimentadas e caminhos estruturados. Foram por meio de florestas e terrenos difíceis para garantir que não estavam sendo seguidos.
           -- Os reptilianos estão deixando o deserto e avançando sob a floresta. A cidade de Blythe caiu a alguns anos e essa aqui foi atacada a alguns meses, ai juntaram uma tropa para atacar os invasores. O líder da tropa... O soldado faz uma cara de quem não deveria comentar com a sua opinião particular sobre isso. vou resumir, eles morreram. Eles já não tinham mais soldados para defender as pessoas, então nós viemos pra cá honrar nossa aliança com os humanos. Agora não sei nada sobre distribuir sacos de trigo para as pessoas. Houve um chamado de soldados para o moinho mais cedo, só isso. O guarda suspira e completa: Sobre revolta de aldeões, não sei nada sobre isso, porém a situação deles está difícil, parece que alguns ladrões andaram atacando mercadores locais e a disponibilidade de comida está comprometida.
          O relato do soldado parece coerente com as histórias que Nishizawa escutou. Porém não fica claro para ela por que alguém atacaria os mercadores de comida, nem tão pouco por que alguém distribuiria comida. No entanto Nishizawa já percebia que alguma forma de revolta estava sendo plantada na mente do povo.

          Ao caminhar pela cidade até o local em que ficava o hospital de Elite era possível perceber que mesmo na melhor parte da cidade a diferença não era tão grande como as pessoas mais pobres deixavam transparecer. As semelhanças eram grandes, porém apesar de usarem os mesmos materiais a área melhor fazia algumas coisas simples porém impactantes. Não havia lixo no chão, as casas tinham uma camada de acabamento no exterior e o mato havia sido cortado. Só por isso o local já era mais agradável.
          O hospital estava identificado por uma cruz verde com algumas pessoas machucadas tomando sol na praça logo na frente do local. Algumas pessoas usando roupas brancas e bandagens estavam ali, aparentemente em recuperação. Na porta do hospital haviam 2 placas que apontavam para direita e esquerda, emergência (cortes, ossos quebrados, contusões) e doenças (tosse, nariz escorrendo, dor de barriga). Parecia que a opção óbvia era a parte de doenças. Do lado de dentro, uma senhora humana está parada logo na entrada, indaga:
          -- Olá senhorita, o que você tem?
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    Mensagem por Srta. Moon em Sex Jul 05, 2019 1:24 pm

       Escutava atenta ao que o soldado falava, pelo visto ele tinha uma opinião pessoal sobre seu líder no qual não teve a coragem de dividir, no pouco que comentou a deixou preocupada, não fugiu do massacre de sua terra natal para morrer nas mãos de um monte de bestas do deserto, o fato era que seu clã estava na floresta à mesma que provavelmente seria tomada aos poucos. Como sempre a vida nunca foi fácil para os Tsushuo, tempos de paz existiam só nos contos para as crianças dormirem a noite, com isso ela não ficava preocupada, ficava apreensiva por não estar com sua família para ajuda-los por isso não poderia perder mais nenhum segundo naquela entrada.

       De forma educada despediu-se dos soldados e seguiu para o hospital de elite com calma aparente ficava atenta a tudo a sua volta, prestava atenção até nos pequenos detalhes do dia a dia dos moradores locais, a diferença era visível entre a área nobre do resto da cidade, já mostrava uma grande falha na estrutura e distribuição de sua renda, era de se esperar que aquela cidade também caísse nas mãos dos reptilianos. Aquele lugar precisava desesperadamente de um líder competente e uma reformulação em sua estrutura básica.            
     
        Andando pelas ruas limpas era questão de tempo ver os servos da miséria se voltarem contra seus mestres, interrompeu seu pensamento focando no hospital a sua frente passou por entre os feridos e pela identificação que viu na placa seguiu para a ala de atendimento a doenças, frente e humana pediu educadamente para a mesma falar um pouco mais devagar. cumprimentava a mulher de forma educada tão logo seguiu a falar com calma.
    -Senhora, preciso de uma consulta, quero falar com o responsável, Doutor, curandeiro, xama seja ele o que for, estou a procura de uma cura para uma doença que desconheço e provavelmente por ser a especialidade da pessoa que atende aqui, ela poderia me ajudar  é questão de vida ou morte...
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    Mensagem por Christiano Keller em Sex Jul 05, 2019 2:05 pm

    Nishizawa,

           A enfermeira direciona a visitante até o final do corredor:
           -- Nordolin está no pátio ao final do corredor.

          O corredor parece gelado e o piso é liso, todas as paredes são lisas. Há algumas salas entre a recepção o os fundos, nas abertas há mesas e estantes com frascos. Um lance de escadas leva para cima e para baixo, indicando que o local é grande. Não há pacientes a vista naquela parte do caminho.

           Ao chegar ao pátio, Nishizawa é recebida por uma mulher.
           --Olá minha criança, que males a afligem? A mulher está tranquila e tem uma voz calma, porém sonsa. Nishizawa percebe uma falta de preocupação na elfa, talvez seja por confiança excessiva ou como alguém sem desafios. A aparência é jovem no entanto ela pode ter centenas de anos.
           Ao lado da parece no fundo do prédio há uma mesa de madeira com frascos de vidro abertos com uma porção de rolhas num balde. Uma vela comum está acesa e um bastão de cera está ao lado.

    Imagem ilustrativa:

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    Mensagem por Srta. Moon em Seg Jul 08, 2019 4:45 pm

    Assim ela seguiu pelo corredor como sempre andava calmamente e observando todo o lugar um costume que foi plantado em sua cabeça desde pequena, estar preparada para quase tudo, um lugar para fugir, invadir e assim por diante não deixava nenhum detalhe passar. Não teve mais tempo de sondar o resto do lugar já que havia sido interrompida por uma elfa, um tanto quanto estranha, deveria estar sob o efeito de alguma droga, ou era sonsa assim mesmo, a analisou de cima para baixo em comparação a sua mãe aquela criatura parecia frívola demais. “será que seria assim que ela mesma se tornaria em um ambiente de paz” foi o que pensou para si mesma.

    Em sua língua começou seu dialogo de forma tranquila, não sabia se aquela elfa era uma paciente demente do lugar ou a própria Nordolin.
    -Senhora preciso de sua ajuda para descobrir qual doença que desconheço está afligindo a saúde de meu irmão...Provavelmente seja uma doença local no qual não tenho conhecimento...No entanto a Senhora poderia me ajudar...Eu ficaria muito grata em sair daqui hoje com alguma esperança de saber ao menos que doença é esta que consome meu irmão...


    OFF: Tratando ela como uma maluca chapada e sem noção até o momento, mas respeitando mesmo assim pode ser a tal Nordolin, tem um ponto negativo com a minha personagem que não desfrutou da santa paz que ela esbanja ali...
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    Mensagem por Christiano Keller em Seg Jul 08, 2019 5:36 pm

    Nishizawa,

           -- Descreva a doença, porém saiba que é mais difícil fazer o diagnóstico a distância.
           Nishizawa tenta descrever a doença da melhor forma que conseguiu:
    Teste de medicina esotérica:

    Nível 11
    Se der 11 ou menos, descreve da maneira adequada, todos os sintomas relevantes.
    Se der 12 ou mais, descreve da maneira inadequada, talvez até sintomas errados.
    Christiano Keller efetuou 3 lançamento(s) de dados O sabor da esperança Dice (d6.) :
    4 , 3 , 2
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    Mensagem por Christiano Keller em Seg Jul 08, 2019 6:05 pm

    A descrição da doença surge na memória de Nishizawa de forma forte e marcante. Por um momento pensa em chorar pelos sentimentos que tem pelo irmão e seu sofrimento. Conforme segue a descrição da elfa aumenta a prestar a atenção em Nishizawa, começa distraída, no entanto quando há a descrição do primeiro remédio que ele tomou ela balança a cabeça afirmativamente, porém quando continua ela presta a atenção no remédio, seguinte, no seguinte, no seguinte, até que ela cita um e Nishizawa responde afirmativamente, então outro e mais outro. Neste momento a elfa está com a postura diferente, havia conquistado sua atenção.
           -- Então mesmo após todos estes tratamentos ele segue vivo, doente, mas vivo. As tosses o sangue e mesmo assim há pouca contaminação, isto é deveras interessante. Ao ver a face de Nishizawa ficar irritada com este comentário, ela complementa: Perdoe-me, é que após tanto tempo é difícil surgir alguma coisa nova. Já enfrentei praticamente todas as doenças que existem então minha vida sempre tem uma resposta para uma pergunta. Neste caso eu não tenho uma resposta certa para sua pergunta e isto instiga minha imaginação. Um momento por favor.
           A elfa caminha até um livro com anotações sobre a mesa. É um livro simples com várias anotações.
           -- Não posso ir ver seu irmão neste momento e como não o trouxe, imagino que não conseguem trazê-lo até mim. Siga estas instruções. Ela anota em um papel algumas coisas:
    Instruções:


    Ir até Simonton;
    Conseguir 10g gramas de Iodo (vamos chamar disso, tá?), avaliadas em 100 moedas de prata;
    O anão Balduin vende este material em Simonton; * ele não gosta de elfos
    Com o material em sua posse, retorne até o doente;
    Dilua a poção de Iodo 1 minuto antes de servir ao doente;
    após 30 minutos consiga uma amostra de 20 ml de sangue;
    Traga o sangue o mais rápido possível; *tempo é importante nesta parte
           Com um tom um pouco ríspido e duro:
           -- Sobre o anão e o iodo, sei que ele pode até mentir pra você, mas ele tem 50 kg do material escondidos em algum lugar. É importante que não fique mais de 5 minutos perto de uma pedra maior que 100 gramas, quando digo perto, digo 5 metros. Em pequenas quantidades isso ajuda a descobrir coisas, porém em grandes quantidades isso é mortal, não vai te matar rápido, talvez até consiga salvar seu irmão enquanto morre lentamente nos próximos 5 anos com dores horríveis. Fui clara?
           Ela aguarda um momento até ter certeza que a mensagem foi clara.

    -- Se der sorte pode tentar pegar uma carona na caravana de mercadores que segue para Simonton hoje. Como estou curiosa para saber mais sobre isso, pegue estas 3 poções de curar ferimentos. Talvez com elas possa mostrar algum valor para os mercadores.

    A elfa fica parada olhando para Nishizawa aguardando uma pergunta ou que vá perseguir seu objetivo.
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    Mensagem por Srta. Moon em Qui Jul 11, 2019 1:29 pm

    Apenas pegava o pedaço de papel, pensava inúmeras coisas dentre elas a possibilidade inimaginável de perder seu irmão isso não poderia acontecer. O resultado seria o fim de sua família, deixar o clã nas mãos de seu tio que só passa na boemia se desviando das tradições antigas, pior era o controle da guarda do clã nas mãos do seu filho, um exímio Samurai ambicioso, nunca pensei em conhecer um, mas o filho do seu tio era  sedento por poder, criado nas tradições mais antigas do clã ele é chamado de demônio por alguns.

    -Não tinha como traze-lo pois ele está muito debilitado, além de preso a seu quarto, não vai ser uma doença desconhecida do reino de vocês que vai matar um Tsushuo...

    Ela guarda o bilhete (leu se sabe ler??) muito bem protegido, presta atenção nas explicações da Senhora elfa a sua frente, e apenas concorda gesticulando com a cabeça sobre suas explicações. O anão chamado Balduin venderia de bom grado não existia a opção dele não vender nem que tivesse que usar da força ou mata-lo, afinal sua família vinha em primeiro lugar, mas rezava que não tivesse de usar a força.

    Inclinava-se frente à elfa agradecendo pelas poções, estava em divida com ela e sendo uma Tsushuo por sua honra um dia pagaria.

    -Obrigada pelas poções, estou em divida com a Senhora, pois como vê não disponho de muito recursos para lhe pagar, mas se um dia precisar de minha ajuda ou um lugar para ficar é só me chamar, que vou te levar para o refugio secreto da minha família na floresta...

    Despediu-se da elfa e seguiu seu caminho de encontro as caravanas de mercadores que seguissem para Simonton. Procurou a mais simples e civilizada para pedir carona (nada de orcs, meio-orcs, npcs com cara toda cheia de cicatrizes...sabe aqueles infelizes com cara de bandido)
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    Mensagem por Christiano Keller em Qui Jul 11, 2019 3:03 pm

    Nishizawa,

           Havia uma caravana que estava partindo para Simonton, tinha alguns elfos e alguns humanos. Havia comida na carga das 3 carroças e o chefe da caravana era um homem feio, mas com cara de honesto. Os elfos estavam com um uniforme diferente da guarda da cidade e caminhavam ao lado das carroças. Quando Nishizawa chega apressada procurando por uma caravana o homem olha para os elfos e estes balançam a cabeça num sinal de tanto faz.
           -- O que você fará para ajudar durante a viagem? Cozinha? Canta? Está muito arrumada para quem faz trabalhos domésticos e com pouca bagagem. Se estiver fugindo de casa procura outros caras. Havia sinceridade na voz do homem, não era rude e por alguma razão Nishizawa foi com a cara dele. O homem aos olhos de Nishizawa era prático e tinha uma tarefa para cumprir, se fosse teria que somar ao grupo e não atrasar a vida deles. Vamos, Simonton não vai vir até aqui rapazes. Moça, se quiser apenas seguir com a gente, não cobro, mas também não ajudo.
           Como a caravana estava em movimento o argumento teria que ser direto. As escolhas mais óbvias eram participar trabalhando da caravana ou seguir com eles, porém teria que conseguir comida e abrigo, o que talvez não desse o mesmo ritmo de viagem que eles teriam.
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    Mensagem por Srta. Moon em Seg Jul 15, 2019 9:08 am

    Depois de muito procura finalmente encontrava um pequeno grupo escoltados por elfos, não entendia muito bem o que estava acontecendo mas havia muitos elfos trabalhamdo naquela cidade e fora dela o que estava acontecendo, mais tarde tentaria tirar alguma informação útil daquele grupo de elfos, no mais seguiu para falar com quem parecia ser o contratante deles.
    -Me chamo Nishizawa, eu poderia tratar dos feridos, ou doentes caso alguém precise, sempre é bom ter alguém por perto que saiba algo sobre primeiros socorros e se os ferimentos forem graves demais usar alguma magia de cura... Se isso não for o suficiente posso lhe entregar também uma poção de cura...
    Esperou ele aceitar sua oferta assim que o fez tratou de seguir logo com eles pela estrada ou pela decência do seu contratante dentro de uma semi confortável carroça.




    OFF: Oferecer meus serviços mágicos e uma poção de cura... já é muito não é todo mundo que pode transformar uma pedra em algo comestível...
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    Mensagem por Christiano Keller em Seg Jul 15, 2019 2:49 pm

    Nishizawa,

           Ao mencionar que poderia tratar dos feridos o homem arregala os olhos e faz uma cara de preocupação. O homem vira para um dos elfos numa expectativa de algum comentário, porém o elfo apenas ergue o antebraço movendo sua mão da coxa na direção da pergunta e com um movimento do pulso descarta a ideia de violência. O contratante faz uma cara de quem está obedecendo uma ordem e diz:
           -- OK, dê-me a poção e vamos. Meu nome é Oleg. Aquele é Maron na carroça do meio e o outro é Ulthor na retaguarda. Oleg então estica a mão para pegar a poção e colocar em seus pertences pessoais. Depois estica a mão para ajudar Nishizawa subir na carroça e seguem viagem.

           O clima está bom, não há muito vento e não há muitas nuvens no céu, a noite será fria mas seca o que deve facilitar fazer uma fogueira. O cheiro da carga é forte e marcante, havia milho debulhado a granel. Uma boa quantidade de comida estava presente nas carroças. Porém para Nishizawa algumas coisas estavam estranhas naquilo tudo. As pessoas haviam comentado sobre uma certa falta de comida, mas um dos homens com saco de farinha disse que não faltava, mas não custava pegar um saco. Se o homem na carroça com cara de chefe fosse o chefe, por que ele buscou informações com o elfo? Aquele milho assim, no saco duraria até Simonton? Porém tais pensamentos estavam ocorrendo após sair da cidade, a caravana já estava andando a alguns minutos e estavam sumindo de vista da cidade.
           Enquanto todos estavam ali calados havia uma outra caravana parada, eram 3 carroças iguais as que estavam usando e haviam alguns guardas com as carroças. Oleg para a carroça ao lado da outra e diz:
           -- Vamos para a outra carroça Nishigava, Nishifaga, a... vou te chamar de Nishi. Ele estica a mão para ajudar a mudança. Os guardas apenas se olham como se aquilo fosse combinado. As outras carroças tem uma carga de madeira, madeira boa. Essa carga parecia mais valiosa que os sacos de milho. Oleg e os outros cobrem a carga de madeira com o mesmo tecido que cobria os sacos de milho.
           Para Nishizawa em meio a tantos soldados a melhor escolha parecia apenas deixar seguir o fluxo. Eles não estavam incomodados com ela e estavam trocando a caravana. Em poucos minutos estavam todos em direção a Simonton novamente enquanto a carga de milho com os outros guardas seguiu para outra direção.

           -- Então Nishi, você não parece o tipo de mulher que joga ou faz apostas. O vai fazer em Simonton? Oleg estava puxando conversa, parecia entediado e olhava para a estrada, parecia que procurava algo. Quase como se estivesse esperando alguém sair do mato a qualquer momento.
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    Mensagem por Srta. Moon em Ter Jul 16, 2019 1:25 pm

    Não ficou muito contente em perder a poção, mas pelo seu irmão o fez, queria sair logo da cidade e chegar em Simonton, conseguir logo o remédio e voltar o mais rápido possível para ajudar seu irmão, ainda pensava como iria conservar seu sangue em uma viagem de retorno a curandeira isso teria que ser feito de forma rápida.
    Sorrindo apenas entregava a poção encarava os elfos pensando no que estava acontecendo ali, tinha algo de muito suspeito, mas precisava da carona não poderia perder seu tempo tentando descobrir o que estava acontecendo, só aceitava a ajuda do Oleg para subir na carroça.
    No entanto se mantinha atenta como sempre, tinha muita coisa fora do comum naquela caravana a falta de comida na cidade, o estranho foi a troca de carroças com o carregamento totalmente diferente. Pensando bem no que via tinha duas alternativas a primeira era a troca de produtos o alimento pela madeira em uma simples ação comercial entre mercadores, na pior das hipóteses um contrabando de um grupo no qual ela não conhecia mas parecia um bando de soldados ou mercenários bem organizados.
    Não tinha muita coisa para fazer além de seguir seu caminho com eles, perguntar sobre o que estava acontecendo cercada de possíveis inimigos seria um suicídio, no momento bastava apenas esperar e chegar logo a Simonton e pegar o que precisa o resto teria que ficar para depois.
    Aceitou novamente a ajuda do Oleg, sempre sorrindo e agradecendo, sentou-se calada a observar o que estava acontecendo, teve a nítida certeza que deveria ficar calada, no momento ninguém estava a incomodando e isso já bastava para ela seguir em frente, queria prestar atenção para onde estava indo a carroça com o trigo, mas Oleg a tirou de seus pensamento.
    Pausadamente com calma seguia seu dialogo com Oleg, contou o básico.
    -Compras, preciso de algumas especiarias e ervas medicinais, fui informada que eu poderia encontra-las em Simonton...
    Sentada de forma ereta ela se mantinha atenta a tudo a sua volta isso já tinha virado um habito, limpou o símbolo de seu clã na testa, não precisava chamar mais atenção do que estava chamando com suas roupas.
    -Então Senhor Oleg, vamos demorar para chegar em Simonton...Poderia me indicar alguma hospedaria ou lugar que eu possa passar alguns dias tranquilos por lá, eu não conheço nada em Siminton...



    OFF: tó ligadona no 220, tenho que chegar na cidade que nem sei o caminho ouse é a cidade mesmo hauhauah...
    OBS: Nunca mais pegar carona com estranho...comprar o meu cavalo e sair perdida mesmo ....
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    Mensagem por Christiano Keller em Ter Jul 16, 2019 4:34 pm

    Nishizawa,

           Oleg fez a pergunta para puxar a conversa, mas não prestou muita atenção no que Nishizawa dizia.
           -- Não sou de Simonton, não conheço a cidade direito. Apenas entrego a carga e volto com o que foi combinado, não ganho pra pagar hospedagem ou essas coisas chiques. Tenho família e faço isso por eles, não por mim. A resposta foi um choque para Nishizawa, aquele homem não era o responsável pela caravana. O caminho pra lá é fácil, basta seguir a estrada se encontrar o rio, não o atravesse. A cidade fica deste lado. São 4 dias pela estrada, muitos mais pela mata, e se encontrar o deserto, está indo para o lado errado e pode ser alvo de homens lagartos. Ao apontar para o horizonte era fácil de identificar onde estava a cidade apesar de não poder vê-la.

           Alguns minutos depois um camponês está tentando se esconder na mata do lado esquerdo. Nishizawa presta mais atenção na cena e consegue ver outros também. A caravana estava cercada de pessoas na mata. A turba deveria ter 50 pessoas. Um homem de capa verde sai da mata a frente e diz:
           -- Entregue a comida! Ele faz um sinal com as mãos para pararem.
           -- Comida, temos madeira! Grita Oleg e com um movimento das mãos descobre a carga. O movimento parecia ensaiado, como se ele esperasse por isso.
           -- Mentira!
           -- Verdade, veja!
           O homem de capa faz um sinal e um camponês sai do mato e confere a carroça.
           -- É madeira! Então olha ao redor fazendo sinal com a mão de que não havia o que buscavam.
           O homem de capa fica visivelmente bravo, mas vai embora e assim como ele a turba também vai embora em diferentes direções.

           Nishizawa passou um momento de preocupação e percebe que o guarda que Oleg parecia buscar confirmações desapareceu.
           -- Vamos embora. Desta vez os guardas que estavam no chão sobem nas carroças e a viagem segue. Moça, não sei como ele sabia que você não estava com eles. Estes malditos tem roubado comida, destruído fazendas e atrapalhado a distribuição de comida na cidade. Vários mercadores tem sido alvo destes idiotas, mas madeira assim é pesada e não tem utilidade. Essa armadilha fez com que eles entregarem algo, parece que há um informante em algum lugar, mas isso e coisa dos guardas. Vocês elfos são estranhos, mas eficientes e talvez eficazes. Lá estava Oleg falando, até dando explicações.
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    Mensagem por Srta. Moon em Ter Jul 23, 2019 1:18 pm

    Como previsto aquele senhor não era o responsável pela caravana isso estava ficando meio nítido ao velo sempre a buscar apoio em um dos elfos. anteriormente. Por fim achou melhor ficar calada e não fazer muitas perguntas sobre o que estava acontecendo no final poderia não gostar do que descobrisse e estaria se desviando de seu principal objetivo.
    Só agora tinha percebido a falta de um dos guardas o possível líder talvez, vendo o restante da guarda subir na carroças. prestou atenção no que Oleg comentou.
    -Qual o motivo que levam eles a fazer isso, só tem um objetivo que consigo pensar no momento com a pouca informação que tenho vinda de viajantes, já que possivelmente eles devem ter algum informante na cidade, mas isso não vem ao caso, não é problema meu só tenho que chegar a Simonton...e comprar o que preciso...
    Assim que terminou de falar apenas continuou observando o caminho, afastou o pensamento sobre as coisas que estavam acontecendo ali, no momento sua maior preocupação era a saúde do seu irmão.
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    Mensagem por Christiano Keller em Ter Jul 23, 2019 11:08 pm

    Nishizawa,

           A caravana seguia até Simonton. Todos fizeram acampamento durante a viagem e compartilharam a fogueira. Oleg se gabou de seu tempero especial, porém os guardas brigaram para fazer a comida nos dias seguintes dizendo que fariam melhor do que ele. Ninguém o desmentiu, mas ninguém deixou que ele chegasse perto da comida novamente. Em momentos em que os cocheiros e os guardas conversaram Nishizawa pode perceber os temas das conversas que eram variados. Haviam as conversas sórdidas sobre um prostíbulo da cidade em que uma elfa trabalhava, possivelmente alguém destituída de seus títulos e família; sobre os homens lagartos que andavam pela região e apesar dos guardas falarem que estavam lá para evitar que a invasão ocorresse nas terras da floresta os humanos não acreditavam; falaram sobre o ataque, as conjecturas sobre como as pessoas poderiam saber sobre eles ou porque atacaram outros mercadores; também falaram como a vida era boa na região, que havia comida na floresta e estavam em condições de ter paz se não houvesse disputa.
           O caminho pela estrada era bem marcado por placas e a trilha de terra batida era contínua. Nishizawa sabia que poderia fazer o caminho de volta sozinha, no entanto em mais de uma oportunidade teve a impressão de que havia algo escondido na mata, talvez apenas batedores ou espiões e por conta dos guardas ou da carga, a caravana não foi alvo de nenhum ataque.

           A chegada até Simonton é tranquila, na parte da manhã. O último acampamento foi perto da cidade e Oleg comentou que fizeram isso para não pagar pela estadia.
           Na entrada da cidade haviam guardas que observavam quem vinha pela estrada, porém Simonton não tinha muralhas ao redor de todas as casas. Haviam quarteirões com casas distantes umas das outras ao longo da estrada até Simonton, apenas mais perto da muralha em si é que haviam mais casas, algumas até coladas nas outras. Nesta área da periferia a caravana vira em uma das ruas na direção do rio (direita) e segue até uma espécie de madeireira.
           -- Chegamos. Dizia Oleg. Os homens descem da carroça, então começam a descarregar a carga com cuidado e dificuldade. Nishi, ali, perto da fumaça preta da chaminé do ferreiro é que você deve encontrar o que procura. A guilda dos mercadores pode ajudar a encontrar o que quer que seja que você quer comprar. Oleg olha pra Nishizawa com uma face de interrogação, será que haveria algum outro comentário ou Nishizawa ajudaria a descarregar a carga?

    OFF:

    Se tiver alguma pergunta ou queira algo durante a viagem, basta colocar que comento.
    Se tiver perguntas sobre alguma coisa citada em que talvez tenha avançado muito, basta escrever que esclareço.
    Parei neste momento pois talvez queira fazer alguma outra interação com Oleg.
    A conversa na guilda seria algo de passagem em que imagino que peguntaria coisas sobre o anão, onde é a loja, etc, pode descrever a cena falando com uma mulher humana chamada Casandra. Se for perguntar só onde é, pode encerrar a cena falando que vai até a loja do anão.
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    Mensagem por Srta. Moon em Sex Jul 26, 2019 1:17 pm

    A viagem foi calma, e como de costume, Neshizawa mantinha-se atenta as conversas sempre era bom saber o que realmente estava acontecendo, mas Oleg pelo visto gostava de dar explicações em parte não muito útil, mas não deveria forçar nenhum tipo de interesse ou pergunta, isso poderia atrair atenção indesejada.
    A noite concordou que realmente não era saudável deixar o Oleg cozinhar, entre as conversas dos guardas ficou curiosa sobre a tal elfa, não admitia que sua raça se se rebaixa aquele ponto, bom sendo meio elfa ainda assim não lhe agradava a ideia do que a rapariga estava fazendo para sobreviver.
    No dia seguinte ainda permaneceu com a caravana fora da cidade, mais tarde quando chegou realmente a cidade, ajudou Oleg a descarregar outros pertences da carroça, no final apenas perguntava para os guardas onde ficava tal prostíbulo sem muita cerimonia, como sempre era direta no assunto, assim que terminou de ajudar agradeceu ao Oleg pela viagem.
    Quando chegou ao lugar indicado pelo Oleg, na tal guilda com Cassandra tirou suas duvidas além de perguntar onde o anão se escondia pediu mais informações sobre a cidade além de um lugar barato no qual poderia descansar.



    OFF: Perguntar onde esta o anão , e deixar a teu cargo me contar sobre algumas localidades especificas que poderei ter um pouco de ação além de ir lá no bordel sequestrar a elfa, pq ninguém mancha a honra da raça elfica assim pq não é uma rapariga da vida anã ò.ó
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    Mensagem por Christiano Keller em Sex Jul 26, 2019 4:15 pm

    Nishizawa,

    Enquanto caminhava até o local indicado por Oleg, Nishizawa recordava as conversas dos homens se desenrolaram durante a noite anterior. A tal Amanda, a elfa que trabalhava no prostíbulo havia sigo exilada sofrendo um tipo de stigma social, a razão da escolha da profissão não era comum para as elfas. Alguns deles comentaram sobre forças rebeldes que gostariam de derrubar o Rei Conval, como o lorde de Simonton queria ser neutro os rebeldes não eram lá tão expostos como em outras cidades rebeldes, porém eram mais expostos que em cidades leais ao rei. Muitas vezes todos demonstraram preocupações com os reptilianos e que Simonton também era próxima do deserto, porém não tão isolada como Harkwood.

    O local da guilda era bem localizado, perto de um ferreiro e de uma padaria, o que garantia fumaça em vários momentos para indicar o local a distância. Casandra era uma mulher de meia idade que trabalhava com documentos, certamente era alfabetizada, porém o local era uma espécie de ponto de informações para os mercadores locais. Lá havia um quadro com avisos e serviços que eram necessários por diferentes pessoas. Pelos presentes, muitos não eram alfabetizados e a maior função desempenhada era falar os serviços para as pessoas que passavam por ali.
    Após uma breve fila, Nishizawa tem a oportunidade de falar. Quando Nishizawa conversa com Casandra e pergunta por Balduin, a mulher reforça os avisos de Norondil e ainda diz que ele é um porco chauvinista. Sobre os serviços disponíveis, há alguns braçais, porém quando Nishizawa comenta sobre ação, Casandra fala sobre um serviço de exploração para buscar um tipo de madeira mais nobre mas o truque é andar na floresta sem virar comida de répteis, por apenas 50 moedas em 5 dias de trabalho. Havia um outro para conseguir algumas ervas, as quais Nishizawa sabia que eram alucinógenas, mas que também envolvia andar pela floresta e não virar comida de répteis por 50 moedas por todas as ervas. Nishizawa pensa que poderia fazer os dois serviços pelo trabalho de um. Há também um serviço de guarda costas num cassino local que paga 300 moedas por semana.

    Nishizawa agora sabia onde estava o anão, o prostíbulo, a estalagem barata perto dos estábulos dos viajantes e os serviços disponíveis.
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