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    01. Crise nas Infinitas Terras

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    Mensagem por Lnrd em Seg Ago 05, 2019 11:50 am

    01. CRISE NAS INFINITAS TERRAS

    2019 anos na contagem da Civilização Ocidental. 13º dia do 4º mês. 20h. Um sábado quente.

    Àquela altura o mundo não havia, ao menos alegadamente, acabado. Mesmo que fosse possível argumentar que as almas dignas tivessem já sido arrebatadas, seja por um Deus qualquer, seja por aliens. Apenas o resto ficara para trás.

    Numa faixa estendida à parede dum amplo salão de festas, lia-se (em letras garrafais):


    XVI ENCONTRO ANUAL DE VIGILANTES DE SANTA DÔMINA


    Em um canto, uma farta mesa com decoração temática sustentava vários aperitivos e canapés de aparência elegante. Eram bastante convidativos e pareciam caros demais para os bolsos presentes.

    Ao centro, cadeiras formavam uma mandala que dava ao ambiente a aparência de uma reunião dos Alcoólicos Anônimos. Ou qualquer grupo de autoajuda a ex-viciados ou pessoas em recuperação. A decoração, entretanto, era alegre e festiva. A organização havia sido atenciosa aos pequenos detalhes, com imagens de dias glória e recortes de jornais espalhados pelas paredes.

    Um balão estourara, lembrando de longe o disparo de um revolver.

    Algo difícil de não notar era que seja lá quem tivesse preparado tudo havia – claramente – superestimado a adesão àquele convite: o luxo de uma festa de casamento em um deprimente aniversário ao qual ninguém comparecera. Aquela era uma ocupação em franco declínio, umas poucas criaturas ou ainda crentes no potencial delas ou sem alternativa a não ser permanecer na luta.

    A cada ano, menos integrantes compareciam.

    Entre as poucas presenças, apenas uma parecia sinceramente animada. O que a dava um tom algo ridículo. “O pessoal deve estar bastante ocupado hoje, hein? Sábado é um dia agitado para o combate ao crime”. A tom de voz desagradável, o porte mirrado e o tom de pele escuro denunciavam a identidade do esquisito “Aurélius”, conhecido de uma ou duas caras ali. Isso considerando que aquele uniforme exagerado e pouco prático era diferente do exibido na última vez: com um grande “P” no peito, pedia agora para chamarem-no de “Prestidigitador” – por mais que ele mesmo se embolasse para pronunciar a palavra às vezes.

    Parecia não se dar conta de que eram a “última linha de resistência”. Seria o patrocinador daquela edição da reunião?

    Pulando o espaço de dois bancos vazios, o “City Ranger”. Era uma figura querida no meio, apesar de nunca “desligar” o “modo defensor”, sendo difícil engajar uma conversa “normal” com ele. Isso era desculpável, uma vez que tinha o costume de aparecer na “hora H”, sendo sempre uma ajuda valiosa.

    Trazia com ele o próprio mascote, o “Kaiju”: um simpático vira-latas de trajes militares.

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    01. Crise nas Infinitas Terras Gato_210


    Distante do círculo, mas atenta a toda a movimentação – qual rapina observando indefesas presas –, era possível encontrar a “Exterminadora”. De praxe, vestia a máscara favorita dela: uma cara entre o antissocial e o irônico, expressão de poucos amigos. Levava a tiracolo um capacete vermelho que combinava com alguns detalhes sobre a vestimenta preta que usava.

    Apesar de ter comparecido, parecia pronta para abandonar o grupo. “Que perda de tempo...” murmurara um tanto quanto alto. Era óbvio que não se via como parte daquele espetáculo decadente. Não, não ela. Estava ali para fazer a diferença. Custe o que custar.

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    Igualmente fora do círculo, mas numa área oposta, um herói mantinha-se isolado e de costas para aquilo tudo. Com a respiração embaçando o vidro de um janelão, observava o movimento da rua abaixo. Era o Senhor Oculto. Parecia compenetrado, perdido nos próprios pensamentos, distante de toda aquela situação vexatória.

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    Paradoxalmente, havia sido ele próprio a reforçar por mensagem o convite àquela ocasião – não descartando quem tenha levado um susto com aquilo: “Mas como ele conseguiu meu telefone?!?!”

    Nem todo mundo, obviamente, havia recebido tal solicitação. Devia contar com comparecimentos inesperados. E talvez até preferisse certas ausências.

    “Bem”, começara o Prestidigitador, claramente feliz por estar entre pares. “Daqui duas semanas tem o POPCO-R-N”. Como era sabido da maioria, aquela era uma famosa convenção de adolescentes fãs de quadrinhos, animes e cultura pop em geral. Dentro dele, um espaço particularmente interessante àquela classe, o “Herocon”, setor voltado à “cultura heroica”. Lá, muitos cosplays vestiam-se como figuras da mídia ou inventavam personas para autoexpressão. Apesar do roleplay, ninguém ali realmente se arriscava na “profissão”. Justamente nesse sentido a participação de “exemplares legítimos” era requisitada. “Não é muito, mas são $150 de cachê. Quem quiser ir, é só colocar o nome na ficha...”. Melancólicas fotos para redes sociais com fãs das antigas e um tanto de pessoas meramente curiosas. Era uma forma típica de celebridades esquecidas conseguirem sobreviver à aposentadoria. Digna, apesar de algo triste.

    Enquanto falava, a prancheta de assinaturas circulava, recebendo os nomes a serem inclusos na divulgação.
    Afora o próprio "Prestidigitador", o "City Ranger" fora rápido em colocar o nome na lista.

    “Ah!”, voltou ele subitamente a pedir atenção. “O Artífice pediu pra circular esses panfletos aqui...”. Eram anúncios da reinauguração da “Sala de Guerra”, uma loja especializada em produtos de apoio ao combate ao crime: desde armas personalizadas a itens menos ortodoxos. Muitos uniformes ali haviam sido feitos, ou ao menos reparados, por ele – que não atuava nas ruas, mas sempre usara, desde o princípio, uma fantasia.
    - Ele pediu pra distribuir esses brindes aqui - eram “nadadeiras de mão”, simples, porém potencialmente úteis.

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    “Eu... eu... eu tenho algo que queria dizer”, iniciou o “City Ranger” de forma tímida, truncada, retirando desajeitadamente a máscara que lhe cobria a face. Ninguém ali tivera antes aquela intimidade e a reação geral estava mais para o espanto.

    Tinha um rosto absolutamente comum, daqueles que se perde facilmente na multidão ou na memória. Não era particularmente bonito ou feio, sagaz ou tonto. A única coisa realmente marcante era o fato de estar abatido. Bastante.
    - Eu... eu estou doente – Aquelas palavras causaram um desagradável silêncio de tensão. Vista aquela cena, não devia ser uma “gripe”.

    E não era.

    Após uma rodada de explicações sobre a condição que enfrentava, uma de difícil tratamento, virara-se para aquelas estranhas companhias com uma pergunta bastante direta.
    - Seria possível que... se cada colega doasse $50... Seria possível?


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    Mensagem por Shmul em Ter Ago 06, 2019 10:52 am

    Devido à dívida que tinha com Aurélius se viu na obrigação de ajudar na montagem do evento, obviamente apenas com seus músculos, pois não era um admirador daquela coisa de heróis, acreditando que os “contras”, leiam-se os riscos, eram enormes. Seu senso de decoração também era bastante precário e pouco refinado, mas o evento tinha bastante comida, bastante bebida e ofereceria um pequeno trabalho.

    Melancolicamente observava aquelas pessoas estranhas se reunirem e logo tratou de assinar a lista e garantir os $150,00, quando o tal do Ranger começou a explicar sua situação. Jack tinha míseros $14,00 na carteira para passar o resto do mês, sendo que estávamos apenas no décimo terceiro dia. “Puta merda!”, pensou. Se pagassem adiantado pelo evento do Herocon poderia talvez emprestar o valor pedido, e foi o que informou. – Bem, eu sinto muito pela sua situação, camarada, mas temo não poder cooperar, a menos que receba adiantado os $150,00 do evento. – e então fitou Aurélius para ver sua reação. Se tinha alguém que poderia ajudar o Ranger era ele.

    Continuou sentado com seu traje de Hércules e sua mascara que cobria apenas olhos, tal qual a do Robin, imaginando o quanto de comida sobraria e se ele poderia levar tudo para sua casa/trailer.
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    Mensagem por gaijin386 em Ter Ago 06, 2019 4:56 pm

    ... Não sei porque vim a isto? Parece uma convenção como de escritores de revistas... Quadrinistas? O que parece? Um monte de pessoas fantasiadas em um mesmo recinto? Alguma pilhéria ou piada de mau gosto... Era o que A alquimista pensava, pois quando recebera o convite ela pensava em um lugar soturno e planos para acabar com malfeitores e bem ... não algo chamado Herocon... Onde a vista de todos qualquer vigilante (o que eles eram) podia obviamente atrair seus inimigos em lugar só... Era algo completamente sem sentido na mente dela.

    Ela ouviu o colega doente e em um tom monocórdio ela diz - O que seu médico disse que você tem?
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    Mensagem por Pikapool em Qua Ago 07, 2019 2:02 am

    Mesmo que as coisas estejam difíceis, sorria para seus inimigos saibam que você está de pé para vencer mais um obstaculo da sua vida!
    Aquela festa era totalmente o oposto do que eu tinha em mente quando fui convidada. E não bastasse alguns seres estranhos, ainda havia rostos familiares que faziam arrepender-me de ter vindo. Não sabia se a Exterminadora já havia me visto por aqui, mas sabia que isso ocorreria mais cedo ou mais tarde e certamente ela iria incomodar-me...

    Depois de um tempo foi anunciado um evento para os heróis. Não era nada glamouroso, mas $150 de cache para perder umas horinhas tirando foto com nerds não parecia ruim. Assinei meu codinome na ficha e a passei a prancheta adiante. Logo em seguida era anunciado uma loja especializada, pelo menos era algo de positivo e o brinde era um tanto quanto interessante. Certamente a loga desse tal Artífice merecia uma visita.

    Enquanto brincava com minhas nadadeiras de mão, fui surpreendida pelo City Ranger. Revelando sua identidade e seu estado de saúde. Encarei-o sem reação até que o mesmo pediu por doações. Levei a mão a algibeira presa ao sinto e dei-lhe os $50.

    - Espero que você melhor, City Ranger! - Disse em tom triste.

    Podia não conhecê-lo pessoalmente, mas ele era um ícone entre os defensores e não merecia tal destino. Abaixei e afaguei Kaiju, o fiel companheiro do City Ranger. Logo após fui pegar uma bebida para tentar relaxar um pouco.
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    Mensagem por Lnrd em Qui Ago 08, 2019 8:06 pm

    O curioso Prestidigitador fora um dos que, sem hesitar, contribuíra com dinheiro para o tratamento da doença daquele colega intitulado City Ranger. Era uma demonstração de que, por baixo das roupas equivocadas, havia uma pessoa de caráter decente.
    Ou ao menos uma cuja conta bancária que o permitia “pagar de bonzinho”.

    Um caminho bem mais tortuoso fora o escolhido por aquela chamada Exterminadora.

    Com um sonoro bufar, levantou-se de onde estava empoleirada e caminhou decidida, um verdadeiro furacão em direção à saída do salão. Não sem antes permitir-se uma pausa à mesa de quitutes.
    - Hum... nada mal. Nada mal mesmo. Ao menos nisso têm bom gosto. – e, deixando uma nota sob um copo de vidro vazio, prosseguiu naquele trote antissocial. Isso é, após lançar uma olhadela bastante enviesada, encarando friamente a “Gata”.

    A eletricidade que correra poderia ter alimentado a cidade. Com sobra.
    Não era necessário conhecer as duas para pegar no ar que havia alguma longa história entre elas.

    Felizmente – ao menos naquele momento – haveria paz, deixada no rastro dela ao abandonar por definitivo o recinto.

    Quando o "One-Punch Jack" interpelara o Prestidigitador, em relação ao qual parecia ser o mais íntimo ali presente, o excêntrico fantasiado respondeu de forma sincera, tentando ser otimista.
    - Olha, na real não posso responder por eles – e tal frase deixava subentendido que apenas estava fazendo a ponte, mas que não estava ele próprio na organização do vindouro “Herocon” –, mas tenho $50 que posso emprestar e depois pego quando te pagarem. Que tal assim? – E de tal maneira, virando-se para o adoentado, complementou – De qualquer forma, podemos conversar depois. Somos uma liga e não vamos deixar ninguém na mão... Não é, gente?

    Se tivesse terminado com aquele comentário, talvez não tivesse provocado a reação seguinte. Mas, infelizmente, acabara por tocar num tema delicado.
    -... e sempre tem o Apollo. Inclusive ele insistiu em pagar pela festa toda, apesar de não poder comparec...
    - Prefiro morrer – Respondera o Ranger duma forma inesperadamente seca para quem estava alegadamente à beira da morte. Talvez visse naquilo um último ato de dignidade.

    Reações como aquela a tal nome eram uma polêmica no meio. Como a maioria sabia, aquele era o codinome dum filantropo cuja identidade nunca fora revelada, apesar de ser considerado mundialmente um dos maiores heróis vivos.

    Era um dos únicos a ter uma estrela na “calçada da fama”.

    Por um lado, era reconhecidamente um combatente exímio e uma mente sagaz. Tinha um currículo deveras invejável, apesar de muitas vezes apelar para métodos indiretos ou mesmo para “terceirização”: era comum contratar combatentes para agirem a mando dele ou usar de inteligência e recursos sem fim para expor esquemas sombrio, de redes de tráfico humano a corrupção de figuras do poder. Sobre tal tripé – o homem em si, o uso de “vigilantes de aluguel” e um potente jogo de espionagem e contrainformação –, fizera enorme renome.

    O verso de tal moeda, entretanto, era o que mais causava desconforto entre pares. Enquanto “líder”, costumeiramente levava a maior parte dos créditos na mídia, por mais que – ao menos aparentemente – insistisse ser ele “só mais um na multidão”. Aquela modéstia, que muitos consideravam falsa, contrastava com os usos que fazia da própria popularidade, vendendo desde lanches fast-food a produtos de maquiagem a roupa íntima – sendo ele próprio o modelo estampado em outdoores.
    – A gente levando porrada e aquele mauricinho do caralho vendendo Barbie com a cara dele... . – resmungara o reclamante.

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    No caso, não o rosto em si, mas a máscara espelhada que servia de traço mais marcante no uniforme dele.

    Segundo entrevista num dos mais populares programas jornalísticos da TV, aquilo servia como metáfora, obrigando os bandidos a olharem o próprio reflexo de medo e vergonha ao encararem-no.

    Diante daquela inesperada fala, Aurélius tentara dissipar o clima. Apesar de dois dedos constrangido, insistiu que encontrariam alguma solução.
    Não seria a primeira vez que ajudava com despesas médicas de alguém.

    Afora a urgência da questão financeira, uma das figuras, uma cuja máscara de gás cobria completamente a identidade, parecera particularmente interessada na raiz do problema. Não sabendo se por educação ou por realmente querer ela aprofundar a discussão, o Ranger virou-se, respondendo à "Alquimista": “Eles... eles não sabem direito. É um quadro raro no sistema nervoso e... eles não sabem a que foi que desencadeou isso, provavelmente um fator externo. Vai ver tão usando kryptonita como agrotóxico agora, né?”. Ele ainda tentara brincar, mas conseguira apenas deixar um clima mais incômodo, como se algo sem a menor graça ou inapropriado tivesse sido proferido.Fosse como fosse, era sabido que a área noroeste de Santa Dômina, já ultrapassados os limites municipais, era terreno de conflito entre grandes fazendeiros e ONGs ambientalistas, tolos que acreditavam piamente terem chance numa longa queda de braço contra os poderes da política.

    Não se diferiam tanto de quem estava presente ali, crendo ter capacidade para fazer alguma diferença na “luta contra o mal”.

    - Bem, bem... . Alguém mais pretende colocar o nome na lista ou ajudar nosso companheiro? – de quem compareceram, apenas aquela saída dum apocalipse radioativo e o Senhor Oculto não haviam se alistado ou contribuído. Este último, afastado daquele núcleo de discussão, deixara de lado a janela, concentrando-se em acompanhar mudo o desenvolvimento da cena.
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    Mensagem por gaijin386 em Sab Ago 10, 2019 5:35 pm

    - Talvez seja um caso de ouvir mais de uma opinião médica... Talvez até tratamentos alternativos... Eu vou colocar o nome na lista e bem quando receber ai poderei ajudar nosso colega, pois infelizmente a boa sorte não me tem favorecido também, mas estou planejado algo que talvez me venha a permitir mais recursos. Alquimista diz em resposta e obviamente isso que eu disse significa que estou planejando sacanear algum laboratório da Pharmacon e bem dar uma mordida nos lucros deles.
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    Mensagem por Shmul em Qui Ago 15, 2019 11:36 am

    Ouviu atentamente os presentes no evento e apesar de entender o ponto de vista do Ranger, não concordava. Nunca teve "espaço" ou "oportunidade" para ser orgulhoso e na maior parte de sua existência realizou tarefas que a maioria das pessoas não tinham interesse em fazer ou ainda levando surras na rua e adquirindo apelidos por isso, como "Bolo de carne". Porém, se tinha uma coisa que Jack entendia era sobre resiliência e como (quase) nunca desistir.

    - Se a doença é rara como você diz, toda e qualquer ajuda deveria ser aceita. - disse em um momento que imaginou ser "oportuno", provavelmente logo apos a piada da kriptonita.

    Palavras não eram seu forte, e começava a suar nas palmas das mãos além de sentir a garganta seca. Imaginava se teria alguma bebida alcoólica no evento pois até então não havia localizado.

    Procurou saber o local e horário do evento em que trabalhará e ficou a disposição de Aurélius até a reunião acabar.
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    Mensagem por Pikapool em Sab Ago 17, 2019 1:39 pm

    Mesmo que as coisas estejam difíceis, sorria para seus inimigos saibam que você está de pé para vencer mais um obstaculo da sua vida!
    Caminhava pelo salão de festas quando a Exterminadora começou com a cena. Suspirei aborrecida e assim que a atenção dele voltou-se a mim, eu sorri e levantando a taça para a mesma. Felizmente ela deixava o recinto sem causar confusões.

    Um figura naquele salão intrigava-me e discretamente aproximei-me furtivamente para não incomodá-lo. Assim que ele deixava a janela e concentrava-se nos acontecimentos, abordei-o.

    - O novo espetáculo despertou seu interesse, Senhor Oculto? - Disse parando ao lado dele.
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    Mensagem por Lnrd em Dom Ago 18, 2019 6:50 pm

    O dedicado Ranger não conseguira dispersar a expressão de contrariedade, um incômodo movido pela decepção. Era claro como cristal que esperara sair de lá com um maior lastro de segurança financeira, mas a baixa adesão ao encontro daquela noite interferira severamente nos planos dele.
    - Infelizmente, a grana é curta demais pra ficar nessa de tentativa e erro... – respondeu de uma maneira que soava bastante triste, apesar de apenas descrever a realidade –. Já me disseram que pode ser de tudo, desde poluição a agrotóxico e intoxicação medicamentosa. Vai essa história de vacina é verdade, né? Quem pode confiar nessas megacorporações...  - ajustou-se no banco, continuando naquele mesmo assunto - E já me recomendaram tudo. De cirurgia espiritual a simplesmente curtir os últimos meses de vida... enfim.

    A frustração era palpável, mas parecera ao menos superficialmente inclinado em consentir sobre ter o Apollo como um último recurso, como sugerira o “One-Punch”. Momentos de desespero requeriam medidas desesperadas. Ou isso, ou morrer afogado no próprio orgulho.
    Era uma decisão que só ele podia tomar.

    Apesar de tudo, o Apollo era uma figura importante e respeitada dentro do meio e, apesar de dedicar a maior parte do próprio tempo a “peixes grandes” – o que envolvia muito mais estratégia que músculos –, não raro havia dado “boas surras” em inimigos. Não era, nem de longe, apenas um “herói de fachada”.
    - Bem – voltou ele a dizer –, só tem mais um detalhe que preciso resolver... O cachorro. Se eu mo... bem, preciso de alguém que cuide dele. Até porque o tratamento vai ser bem pesado e não vou poder ter contato com nada que possa causar alguma infecção ou coisa do tipo.

    De forma relutante, ele completou o pensamento com a pergunta direta: “Será que alguém pode ficar com ele?”. Tal fora um momento de bastante pesar que só pudera expressar com uma voz embargada, lutando contra o choro. Mas era algo necessário.

    À margem daquilo, o Senhor Oculto sentiu a aproximação da Gata, acenando a ela com a cabeça, num sutil cumprimentar. Não era possível adivinhar a expressão que tinha por sob aquela máscara cravejada de falsos brilhantes, mas era fácil deduzir certa decepção nas palavras dele.
    - Bem, sendo sincero... esperava que mais gente atendesse ao meu chamado. Quero dizer, uma ou outra pessoa falou comigo que não poderia vir, mas... – ele fez um gesto com o rosto pétreo, como se indicando as pessoas do salão – A Exterminadora claramente não estava disposta a esperar; o Ranger está praticamente saindo de atividade; o Prestidigitador... bem... – sobre aquele último, não era preciso dizer que tinha dúvidas quanto às capacidades dele.

    Algum tempo depois, depois de deixar que Aurélius terminasse o que tinha para dizer e que o Ranger resolve as últimas pendências para o tratamento dele, dirigiu-se para mais perto do círculo, parando atrás do guerreiro enfermo. Lá, colocou uma mão sobre o ombro dele, passando-lhe discretamente uma nota de dinheiro, colocando-se então a pedir atenção de quem havia sobrado.
    - Boa noite, vigilantes de Santa Dômina. Creio que eu tenha entrado em contato com a maioria de quem ainda está ativo na cidade. Não, não os convidei aqui meramente para essa festa.... Preciso da ajuda de pessoas com os talentos de vocês para resolver uma questão grave.

    Spoiler:
    Sobre o cachorro, quem estiver interessado em ficar com ele, por favor jogue 3d6 na nossa área de rolagem de dados - http://www.novaerarpg.com/t5339-rolagens-de-dados -. Sigam normalmente as ações e no próximo posto dou o resultado.
    Porém tenham em mente que adotar o cachorro custa, envolvendo ração, cuidados médicos etc. um aumento de 50 no custo de vida mensal de vocês. Então pensem se querem ou não
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    Mensagem por gaijin386 em Seg Ago 19, 2019 10:49 am

    Alquimista já havia dito o que podia sobre a questão do ranger ... quando os recursos forem a ela generosos ela poderia ajudar, mas não antes e quanto a ao cachorro não se via como uma "dog person" e onde poderia encaixar espaço em sua vida para mantê-lo e ainda dar-lhe os devidos cuidados.

    Ela então franziu as sobrancelhas (não dá pra ver por causa da mascara) sob as palavras de Aurélius e pensou Finalmente o real motivo.
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    Mensagem por Pikapool em Ter Ago 20, 2019 11:40 pm

    Mesmo que as coisas estejam difíceis, sorria para seus inimigos saibam que você está de pé para vencer mais um obstaculo da sua vida!
    Ouvia as palavras do Senhor Oculto e notava certo tom de desapontamento.

    - Sinto muito por isso. - Disse sem saber ao certo como prosseguir. - Temos que acreditar que mais pessoas irão abraçar a causa e em um futuro muitos outros como nós estarão dispostos a fazer a diferença. - Conclui pondo minha mão sobre seu ombro.

    Ao longe o Ranger fazia, o que talvez fosse seu ultimo, um pedido para que alguém cuidasse de seu fiel companheiro enquanto o mesmo submetia-se ao tratamento de sua doença.

    - Com licença Senhor Oculto. - Sorri para ele e segui para onde todos estavam. - Ranger, eu poderia cuidar de Kaiju até que você termine seu tratamento. O que me diz? - Sorri confiante e amorosamente para ele.

    Após todas as conclusões, a verdadeira razão para aquela reunião parecia começar emergir das sombras.
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    Mensagem por Shmul em Qua Ago 21, 2019 1:44 pm

    Mal tinha dinheiro para se alimentar, então achou prudente não adotar o animal, visto que não poderia arcar com as despesas.

    Apesar de ter ajudado em alguns preparativos do evento não havia sido apresentado formalmente ao Senhor Oculto. Seria ele quem havia bancado os “comes e bebes” ou Aurélius? Não tinha certeza.

    Aparentemente o motivo da reunião finalmente viria a tona, mas duvidava que tinha qualquer “talento” para resolver algo “grave”.

    Achou melhor permanecer em silencio enquanto encarava a mascara do interlocutor da vez.
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    Mensagem por Lnrd em Sex Set 27, 2019 11:43 pm





    “Na sua hora mais escura, eu tenho chamas secretas”




    O Sr. Oculto levou a mão à parte interna do casaco, tirando de lá uma arma. Não uma “de fogo”, “química” ou “branca”. Uma dum tipo completamente diferente: uma pasta de coloração amarela. Documentos.

    Todos sabiam que conhecimento era algo poderoso nas mãos daquele “herói” que trabalhava nas sombras, um músico tencionando cordas duma rede de informantes.

    Olhou para as poucas pessoas presentes – ou assim pareceu, considerando dele a face velada – e começou a abrir uma caixa contendo monstros que deveriam estar corroendo-o por:
    - Tenho refletido sobre esse caso faz alguns dias... . Recebi de uma fonte, que pediu anonimato, esse dossiê copiado de dentro da procuradoria de Santa Dômina pouco antes de os originais serem “perdidos” na burocracia interna.

    Ele ofereceu os papeis ao Ranger, que logo daria uma olhada e começaria a circulá-los de mão e mão. O que encontrariam lá, porém, era apenas uma forma mais detalhada do que o orador se adiantava a narrar.
    - É sobre um caso “corriqueiro” nessa cidade, o assassinato dum advogado. O estranho foi o modo como o caso foi subitamente encerrado e os envolvidos na investigação exonerados por motivos diversos. Aparentemente a polícia estava perto de descobrir algo importante, algo que minha fonte suspeita ser grande. Muito grande.

    Enquanto aquelas fotocópias circulavam, o Sr. Oculto decidira fazer o mesmo, como alguém que precisa mover-se enquanto pensa, andando de um lado para o outro sem pressa ou objetivo algum.
    - Eu não consigo ver, não consigo... achar o padrão. Mas também sinto que há algo estranho aí. O advogado em questão, Heitor Carlomagno, era um asqueroso típico, dos que escolhem clientes culpados sabendo que eles pagarão o que for preciso pra que ele encontre alguma forma de livrá-los da cadeira... alegar insanidade temporária, achar erros de tramitação que anulem provas, essas  coisas. Foi um serviço sujo, retalharam o cara todo... . Não sei como a mídia não fez um estardalhaço com isso. Quem preferir, não precisa ver as fotos, claro... . De qualquer forma, não foi uma simples eliminação. Quem fez isso queria dizer ou extravasar algo... .

    Já estava quase novamente de volta à janela quando parou diante do próprio reflexo misturado à imagem da cidade, seu rosto cravejado de estrelas contra a floresta de luzes que se assomava à frente.
    - O investigador chefe, Julian Veras, foi demitido, acusado de envolvimento com tráfico. Não está preso enquanto aguarda julgamento, mas deve estar assustado com a perspectiva de ir para a cadeia. Não é um bom lugar para se ir quando se costumava ser policial... . Ele, claro, alega inocência.

    O Prestidigitador parecia um tanto chocado ao folhear as imagens. Não parecia ter estômago para a vida real. Tirar gatos de árvores e ajudar velhinhas a atravessar a rua parecia ser mais o lugar dele.
    - Algumas frágeis pistas colocavam como suspeito um açougueiro sem antecedentes criminais, mas que vira o assassino da filha, cliente de Carlomagno, ser inocentado. A esposa, Marta Vilena, encontrou-o após este suicidar-se com um tiro. A arma desapareceu de dentro da delegacia antes de ser periciada e ela alega que ele nunca teve uma arma em casa. O próprio assassinado do advogado, como podem ver, foi com facas de carne.

    O homem de negro novamente virara-se para o centro do salão, reaproximando-se vagarosamente do resto da equipe de “vigilantes”.
    - A investigação foi encerrada coincidentemente quando um outro caso, aparentemente sem conexão alguma, também caiu nas mãos de Julian. Minha fonte não conseguiu obtê-los antes que também sumissem, mas resumiu que outro advogado foi morto de maneira bárbara por alguém “comum” prejudicado por ele. Um motorista, Alexander Ferreira, foi internado no manicômio da cidade após o crime, transtornado e falando em “acabar com o sistema corrupto”. Aparentemente enforcou-se dias depois... .

    Ele abaixou-se, fazendo carinho no cachorro que acabara de encontrar uma nova dona. O animal, sem saber nada do próprio destino ou sobre o do homem que o criara até então, apenas abanava o rabo contente.
    - Esse tipo de coisa acontece aos montes e a própria equipe de detetives devia se deparar com vários crimes semelhantes regularmente. Mas caso esses dois tivessem alguma conexão, ambos caírem nas mãos do mesmo grupo de trabalho pode ter parecido arriscado demais e alguém deve ter resolvido agir para abafar tudo. O que é muito suspeito e... Bem, eu poderia ficar aqui falando horas sobre teorias de conspiração, mas acho melhor deixa-las para quando tiver evidências menos vagas.

    Um silêncio perturbador seguiu-se à fala dele, como se um vácuo tivesse sido aberto no meio daquela "comemoração".
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    Mensagem por gaijin386 em Qua Out 02, 2019 3:51 pm

    Alchemist apenas absorveu a informação e ela era bem pesada ... Mas depois de todo esse tempo as pistas estariam todas contaminadas não é mesmo? Até talvez com um pouco de sorte tenha sobrado alguma coisa em laptops, lixeiras, celulares etc... Mas o que sugere que façamos? Se ainda fossem os sujos da Pharmacon eu teria certeza de culpa no cartório Diz em lembrança de sua própria vendetta contra o conglomerado farmacêutico.
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    Mensagem por Lnrd em Dom Out 06, 2019 8:06 pm

    A máscara estrelada do Senhor Oculto voltou a passear de um lado a outro, sondando a reação do grupo àquela enxurrada de informações.

    O Prestidigitador continuava visivelmente inquieto. Chegara a cochichar, provavelmente mais pensando alto, coisas como “enfim trabalho de verdade” e “mas é muito perigoso”. Não parecia de todo pronto ou apto para tomar uma decisão naquele momento.

    O Ranger escutara tudo como uma estátua, não esboçando nada que pudesse denunciar o que estava pensando. Apesar disso, era claro que, de todos, era o menos inclinado a entrar naquela situação: tinha um tratamento a seguir e aquele não era um momento bom. Ou será que passava o contrário na cabeça dele, uma última missão para deixar a vida e entra na história?

    Dos outros, a Alquimista fora a primeira a se manifestar.
    - No momento, não temos nenhuma pista concreta que possa ser seguida. Mas temos esses três pontos de partida: o delegado, a viúva e o hospício – respondeu à pergunta dela.

    ‘Investigar as condições desse suposto enforcamento e descobrir mais sobre a vida desse homem podem ajudar a acrescentar dados”, continuou ele, ponderando as possibilidades. “O mesmo com essa ‘Marta’. Talvez saber se o marido tinha se envolvido com alguma atividade ou pessoa estranha no período antes do ataque... . E, é claro, Julian. Falar com ele pessoalmente pode ser bastante esclarecedor... mas talvez ele esteja relutante em dizer qualquer coisa por conta do processo”.

    Enquanto continuava a aguardar mais manifestações, adiantou-se em algumas questões, na esperança de ajudar na decisão do grupo.
    - Bem, vou interpretar o seu interesse como um “aceite” à missão. Eu mesmo também devo ajudar, mas... bem, não trabalho bem em grupo. Enquanto vocês estiverem num dos alvos, eu tento o outro, seja lá qual for. Além disso, é provável que contemos com a participação de mais vigilantes, aqueles que não puderam vir hoje mas entraram em contato comigo. De qualquer forma, gostaria de reforçar isso: pessoas não aguentando mais e partindo para medidas desesperadas... e depois não conseguindo lidar com as consequências... há aos montes por aí. Mas esse subido desmantelo da operação policial... isso não me cheira nada, nada bem. E é preciso poder para afastar um delegado assim.
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    Mensagem por Shmul em Qua Out 09, 2019 2:19 pm

    A “ficha” de Jack sempre demorou mais que o comum para “cair”, e se não fosse pelo rosto assombrado dos demais presentes, não teria noção de quão poderosa podia ser a pessoa por trás destes casos.

    Mesmo tendo uma vida complicada e miserável, tinha muito a perder, porém sua honra “urrava” pela ânsia de ajudar os necessitados.

    Após analisar a documentação, levantou-se de pronto, fechou o punho de uma das mãos, levantando-a até a altura do queixo e disse: - Não temos tempo a perder! Eu considero tentarmos Julian, até por que ele pode dar mais detalhes das investigações, isso se ele cooperar, e assim balizaríamos melhor a entrevista com a viúva e com os psiquiatras do hospício. – e então arregalou os olhos com sua desenvoltura, visto que falar em público não era seu forte, e aguardou ansiosamente por uma resposta ao seu entusiasmo.
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    Mensagem por gaijin386 em Qua Out 09, 2019 2:35 pm

    - Posso faze-los cooperar... Se não forem voluntariosos... Diz em tom vago.
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    Mensagem por Lnrd em Seg Out 14, 2019 12:53 am

    A máscara do Sr. Oculto deteve-se na direção da Alquimista, como se o que quer que houvesse por trás dela estivesse processando a sugestão. Como seria o rosto dele?
    O homem, entretanto, não declarara o que havia julgado, se achado uma possibilidade digna ou uma "violação ética".

    Ele mesmo, em suas ações de espionagem, por vezes recorrera a soluções questionáveis.

    Aquele era, afinal, um mundo em que atos heroicos, duvidosos ou mesmo vilanescos dividiam uma linha tênue demais para se ter certeza sobre estar num ou outro território.

    O discurso de Jack parecera surtir efeito no benfeitor dele, Aurélius. Este, entretanto, desculpara-se dizendo que estava extremamente ocupado numa investigação, a qual não podia dar detalhes.
    - Para a segurança de vocês... .

    O Sr. Oculto e o Ranger, pela vez deles, também concordaram com aquela sugestão.
    - Passo as informações de contato pra vocês. O endereço é um condomínio fechado. Um delegado precisa desse tipo de vigilância. Apenas lembrem-se de que ele pode ser uma fonte e um aliado importante... mesmo que relutante em colaborar – dissera aquele que estava como “âncora” da missão.

    Já o adoentado disse que, infelizmente, não poderia se comprometer naquele momento. Apesar disso, tentaria fazer o possível pra auxiliar.

    Passadas aquelas discussões, o Prestidigitador insistiu para que se juntassem numa foto, um registro daquele momento histórico.

    Apesar daquele clima supostamente festivo, provavelmente seria a última vez que o grupo se reuniria naquela formação.

    Vigilantes morriam inesperadamente, seja de doença ou de maneiras mais violentas.

    Spoiler:
    [ Se quiserem continuar ainda alguma discussão por aqui, não tem problema. Mas a narrativa segue  aqui http://www.novaerarpg.com/t5457-02-o-demonio-na-garrafa#192188 [/url]

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    01. Crise nas Infinitas Terras Empty Re: 01. Crise nas Infinitas Terras

    Mensagem por gaijin386 em Ter Out 15, 2019 10:30 am

    OFF: Bem a gente já posta lá no tópico seguinte então?

    Bem então é isso? Eu creio que eu possa dar um tempo na minha cruzada e olhar isso que você está contando, Sr.Oculto. Espero que aquela lata velha funcione...

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