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    Mikaela II (SP) - Edu

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     Mikaela II (SP) - Edu  Empty Mikaela II (SP) - Edu

    Mensagem por Sailor Paladina em Sex 9 Ago - 20:43

    Epílogo
    Após o encontro divino que tivera com a Deusa Fenrir em pessoa, Mikaela tem suas curiosidades respondidas, além de receber alguns gracejos por suas ações. Devolvida a Erótika pra trilhar seus novos caminhos, a alta-sacerdotisa estava com um pé no reino de Prahna e outro na borda da Floresta do Sussurro. Olhando para trás, ela vê a névoa desaparecer, dando lugar a um número infindável de árvores, mas era o que havia na frente que capta sua atenção: uma enorme cidade a beira mar com muitas caravanas seguindo em sua direção e uma quantidade inesgotável de pessoas indo e saindo de lpa. De fato um notável contraste ver tanta gente sob aquele Sol quente com Shalana, que era coberta por árvores em quase toda a sua extensão. A cidade parecia uma miragem no horizonte, então uma boa caminhada estava garantida. Imagine um lugar, muito longe daqui, com camelos pra passear. É uma imensidão de cultura e expressão, é caótico, mas é um lar. Sopram ventos do leste e o Sol vem do oeste, os seus pés querem descansar. Pode vir e comprar, no tapete deitar a noite em Prahna vai chegar...

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    Início
    Mikaela não sabia por quê, mas tinha a impressão de estar ouvindo algum bardo cantar. Ela segue na direção das caravanas a fim de evitar surpresas no caminho e ao chegar percebe que as carruagens eram levadas por camelos, animais melhor preparados para o deserto. Por sorte a noite se aproximava, diminuindo a temperatura. Logo que passa pela entrada da cidade, ela sente que havia um perfume no ar e em cada bazar muitos temperos ardentes. Mas se pretendia comprar, era melhor pechinchar, pelas roupas das cores mais quentes. Ao andar por ali, ela deixa o som lhe invadir, era um lugar para aproveitar. Olhando bem ao redor, Mikaela sente alguma coisa errada. Parecia uma música em sua cabeça criando rima com as situações em que passava. Ela sente um sopro em sua nuca e se vira pra ver de onde vinha, apenas para ver um belo rapaz em túnica branca. Ele faz uma reverência e lhe dá as boas vindas a cidade. Embora pudesse ouvir sua bela voz, Mikaela percebe que ele não mexia os lábios. Suas palavras vinham diretamente em sua mente. Ele identifica-se como Mamoru e pergunta o nome dela. Também pede desculpas por estar perseguindo a clériga desde que ela se aproximou da cidade, mas era incapaz de recusar contato com beldades a primeira vista, sendo um assumido galanteador. Era ele quem sugestionava palavras em sua mente. Inclusive, pra um bardo, poder tocar no fundo da mente de seus ouvintes era um grande passo para o sucesso.
    ~ Seja muito bem-vinda a Abah, jovem sacerdotisa. Tenho bastante respeito ao culto do conhecimento, embora seja um fervoroso devoto de Solaris. Creio que os membros de sua igreja ficarão felizes em te ver e posso te levar até eles... ~

    Spoiler:
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    Mikaela mal havia chegado na cidade e já teve a oportunidade em primeira mão de ver como funcionavam as habilidades mentais daquele povo. Com sorte encontrara alguém bem intencionado. Antes de sequer dar a resposta ao rapaz sobre visitar a igreja de Fenrir ali, Mikaela ouve a voz grosseira de um humano negro de grande estatura lhe mandando sair do meio, pois ela bloqueava a passagem. Um grupo de quatro guerreiros armados com lanças, vestindo sungas e pedaços de armadura de couro, caminhava em direção a saída da cidade trazendo consigo uma jaula onde uma jovem moça em roupas clericais (provavelmente seguidora de Mitz) chorava pedindo por ajuda. Os transeuntes ou davam de ombros ou lamentavam, mas ninguém tomava uma atitude. Mamoru diz odiar ver como escravos podiam ser comprados ou vendidos em em Prahna, mas estavam dentro da lei. Aqueles homens provavelmente eram nativos de Jalakow e a insígnia em seus colares os identificavam como agentes do Rei.
    ~ Venha, vamos até sua igreja. Não fica muito longe.

    De fato, Mikaela não tem problemas em encontrar a igreja de seu clero. O bardo inclusive, não querendo ser impertinente, diz que poderia deixá-la ir sozinha se estivesse sendo um incômodo. Chegando ao local, o prédio meio que deixava a desejar. Havia várias estantes, lotadas de livros, alguns faltando, outros sobre a mesa ou jogados no chão. Um elfo dormindo sobre a mesa, um rapaz humano batendo a cabeça numa escrivaninha querendo solucionar algum problema e lá no fundo uma moça meio-elfa de armadura praticava movimentos marciais. Um belo susto é dado a todos quando uma orc aparece na escada que levava aos fundos, berrando que o jantar estava pronto. Se Mamoru estivesse ali, ele constataria algo óbvio só de olhar: Aquela igreja tava uma bagunça da porra!
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    Mensagem por Edu em Ter 13 Ago - 15:21

    - Obrigada - responde ela a telepatia do rapaz.

    Ela sorri quando o rapaz sobre a sua devoção a Solaris e comenta:

    - É dá para perceber, pelos seus poderes psíquicos.

    Ela sai do caminho a muito contragosto no momento que os homens de Jalakow e quando olha a garota na jaula bota a mão na sua espada imediatamente. Queria ajudar a devota de Mitz.

    - Não tem nada que possamos fazer contra esses homens? Libertar a moça? Não tem como ficar olhando alguém ser levado como escravo assim, algo tem que ser feito! - se expressa Mikaela claramente incomodada e desgostosa com o que via.

    Com um pouco de convencimento e charme o rapaz dissuadiu da futa tomar qualquer atitude mais drástica, finalmente continuaram para o templo. No momento em que chegaram ao templo o queixo de Mikaela caiu ao ver a bagunça que estava instalada ali. Ela que já estava irritada com o que tinha visto na entrada da cidade, grita:

    - POSSO SABER PORQUÊ ESSE LUGAR ESTÁ UMA BAGUNÇA?!

    Ela começa a andar pelo lugar recolhendo os livro do chão e botando de volta nas prateleiras.

    - Porquê você não arrumaram isso? Isso é um templo de Fenrir e não um chiqueiro!

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    Mensagem por Sailor Paladina em Ter 13 Ago - 18:29

    Quanto a questão de Mikaela, Mamoru coça a cabeça de leve em dúvida e diz sim, era possível fazer algo, mas não oficialmente. Ela não era uma agente do governo Prahno, apenas uma visitante. Fora das cidades, ela talvez pudesse salvar a clériga se atacasse o grupo. O que um reino longiquo como Jalakow iria fazer? Reclamar da segurança? Não a toa mandaram guerreiros pra escoltar a mulher. Ademais, a culpa era possivelmente dela por ficar devendo dinheiro e ter que vender o corpo pra pagar. Sedo sacerdotisa de Mitz provavelmente pensou  que todo mundo era bonzinho no resto mundo, como acontece em Avalon e Yelena.
    - Mas veja pelo lado bom, eu fiquei sabendo que o Rei de Jalakow está procurando uma esposa. Sorte dela se tornar uma das Rainhas dele eu acho. Não acho que seja da minha conta...

    Mikaela entra no templo, vê aquela situação e aos berros faz com que todos se assustem (de novo!) e fiquem de pé em posição de sentido. O elfo meio afeminado então olha para a orc, depois pra Mika e suspira longamente baixando a cabeça.
    - Aaaaw, por que tá todo mundo de mal humor hoje? Devíamos recitar mais poemas...

    A guerreira meio-elfa dá de ombros e diz que aquilo tava assim desde que chegou fazia duas semanas.
    - Meu professor me mandou pra cá pra aprender técnicas de luta e forjaria, mas não disse nada que eu teria que ser autodidata!

    O humano encara Mikaela com os olhos arregalados e diz: é isso!
    - Palavra bonita pra um lugar feio, seis letras. CHIQUEiro! Hah! Eu sou um GÊNIO!

    A orquisa cozinheira se aproxima de Mikaela, a panela em seus braços exalava um ótimo cheiro de comida. Ela olha a sacerdotisa de cima pra baixo, a encara nos olhos e expressa satisfação.
    - Acho que a senhora é exatamente o que estamos precisando aqui. Servida?

    Caso aceitasse o convite para jantar, os membros se apresentam pra Mikaela, dizendo que cada um foi mandado para aquele templo pra estudarem e se profissionalizarem, mas o sacerdote que cuidava do lugar havia se ausentado há um mês sem dar mais notícias, então ficaram todos esperando ali. Por sorte o templo recebia ouro do governo pra se manter, mas o investimento poderia ser muito maior se fosse funcional. Mamoru questiona se Mikaela iria tentar consertar o lugar , se iria querer visitar o resto da cidade ou possivelmente se arriscar a arrumar encrenca com os Jalakowanos. Ele diz que iria voltar pra pousada onde trabalha (Estalagem Sol da Minha Vida), e que se a futa precisasse de um guia, ele teria o maior prazer de acompanhá-la, diz fazendo uma reverência e um tchauzinho com piscadela de olho. Mikaela teve a ligeira impressão de que o rapaz havia gostado dela um pouco além do padrão. Os quatro devotos ali presentes apenas jantavam, porém tecem comentários a cerca dos dois:
    - Vocês são namorados? (elfo; Kalel)
    - Eu nunca vou me acostumar com essas pessoas falando sem mexer os lábios. (humano; Darllan)
    - O que tem os Jalakowanos? (orquisa; Hulka)
    - Que armadura bonita a sua! (meio-elfa; Alleyne)

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    Mensagem por Edu em Sex 16 Ago - 23:00

    Acabou não tendo tempo para responder Mamoru, porquê logo chegou no templo e teve aquela cena toda. Ouvindo as respostas das pessoas ali ela suspirou, colocando a mão na testa e massageando a mesma.

    - Só porquê o responsável pelo lugar não está vocês deixa tudo como está e não cuidam de nada? Não é assim que as coisas funcionam - responde ela muito mais calma dessa vez e continua - A proposito aonde foi o clérigo responsável que não voltou até agora?

    Mikaela arregala os olhos para a reação do rapaz que a pouco tempo atrás estava batendo a cabeça na mesa. Fica sem fala uns segundos e decide se focar numa coisa mais produtiva. Tinha sido perguntado a ela se estava servida e a futa prontamente respondeu:

    - Com certeza, com o estado que eu encontrei esse lugar, comeria um boi para alivia o desgosto.

    Antes de se dirigir para comer respondeu a pergunta de Mamoru:

    - Não posso deixa o templo da minha deusa nesse estado, essa é a minha obrigação numero 1, depois vejo o que vou fazer.

    Já na mesa aproveitando da comida feita pela meio-orc ela responde a algumas perguntas:

    - Namorados? - Mikaela dá uma risada - mau troquei três palavras com Mamoru. O fato dele falar direto na minha mente me pareceu estranho também, mas desde que não esteja lendo os meus pensamentos tá bom. Eu que ele teria alguma dificuldade ao tentar, mas ninguém saber se pode conseguir ou não - Virando para a meio-orc Mikaela continua - Eles capturaram uma sacerdotisa de Mitz e a levaram como escrava.

    A futa olha para a própria armadura e lembra dos momentos inspiradores com Fenrir e queria que pudesse voltar no tempo.

    - Obrigada - sorri para a meio-elfa - foi um presente de alguém muito especial.
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    Mensagem por Sailor Paladina Hoje à(s) 14:40

    Enquanto jantam, os devotos colocam o papo em dia, respondendo as perguntas de Mikaela conforme esta as fazia. Após o sermão recebido, Kalel diz que todos ali são clérigos iniciantes com problemas pessoais a resolver e que vieram ao templo em busca de um guia, portanto incapazes de tomar a iniciativa. Quanto ao sumiço, Darllan diz que o professor Szalinski estava trabalhando em uma máquina que iria revolucionar o modo como a magia era vista hoje, mas que precisava de cobaias para seus experimentos e obviamente não usaria seus próprios alunos para tal. Quando perguntados sobre o que era tal máquina, Hulka, que era a mais antiga da equipe, diz que o professor mantinha tudo sob segredo, mas um dia teve uma chance de espiar rapidamente a sala dele quando foi levar seu almoço, e viu uma espécie de telescópio montado sobre uma mesa e uma bola de cristal numa das pontas. Sobre o comentário de leitura de mentes, os alunos dizem que ela não precisaria se preocupar com isso. Os  Prahnianos capazes disso ou eram oficiais de justiça conhecidos como Perscrutadores, ou totalmente proibidos de exercer o poder, sendo obrigados a usar um anel nulificador de poder psi.
    - É crime, ler mentes sem autorização judicial, com possibilidade de prisão perpétua! (Hulka).

    Sobre a sacerdotisa de Mitz, Hulka diz que escravos eram coisa razoavelmente comum em Prahna, quando envolve devedores ou criminosos em geral. Possivelmente a sacerdotisa havia mexido com quem não devia ou ficou devendo dinheiro a alguém.
    - Não se preocupe. Aqui não é como Karzek onde uma pessoa pode simplesmente tomar outra como escrava. Tem que ser oficializado com documento assinado. Provavelmente eles o tinham pra poderem andar por aqui.

    Terminada a janta, a orquisa fica feliz ao ver que todos apreciaram sua comida, mas assim como demonstrou alegria ao ver Mikaela, ela decide ir direto ao ponto, perguntando se futanari aceitaria comandar o templo até o retorno do professor. Se Mikaela pudesse ajudar os devotos com seus problemas, concedendo-lhes confiança, provavelmente o lugar iria progredir, chamar atenção de novos devotos e do governo local. Nada os alegraria mais do que se tornarem heróis locais ou terem seus medos resolvidos. Hulka diz que adoraria poder cozinhar para o Rei Hubalajad, mas para conseguir isso, só vencendo um torneio de culinária que a Capital Mundial do Comércio Lohan promovia uma vez por ano. Todos os participantes costumavam mandar os mesmos pratos com pequenas variações e dificilmente os vencedores eram diferentes. Hulka queria inovar e buscar um livro de receitas lendário que muitos cozinheiros ali acomodados no status quo, não se importavam de ir atrás. Alleyne dá uma risadinha provocadora e diz que sua colega pensava alto demais. Tudo o que a meio-elfa queria era sair numa missão de verdade, perigosa, com combates e tudo o mais. Quanto mais exóticos e de terras distantes os inimigos, melhor, assim poderia aprender sobre combate e estilos diferentes tanto de luta como de proteção. Darllan boceja com o cotovelo na mesa, apoiando o queixo com muito desinteresse.
    - Tudo o que eu queria era aprender mais sobre mistérios. Sei lá, entrar numa ruína abandonada e aprender sua história...

    O único que não diz nada é Kalel que apenas suspirava com olhar perdido no horizonte como se tivesse apaixonado e pensando nessa pessoa. Caso Mikaela tencionasse abordá-lo, Alleyne a avisaria:
    - Nem se incomode com o elfo. Ele é um caso perdido. Está apaixonado por um bardo humano cantor, mas não tem coragem de se declarar.

    Kalel sai do transe que estava e aumenta a voz em sua defesa. Ele falando em voz alta soava como normal pros padrões dos outros e bem mais baixo que o normal de Hulka cuja voz era meio rouca e estridente.
    - Você não entende, Alleyne. Eu sou um homem! Se eu fosse uma futanari como a senhorita Mikaela aqui, eu até pensaria no caso. Eu jamais suportaria a recusa. Arrasaria meu coração...
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