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    A Floresta de Lantara

    Nazamura
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    Mensagem por Nazamura em Qui Set 19, 2019 6:31 am

    A Floresta de Lantara Floresta
    A caminhada floresta a dentro tem inicio, algumas pilhas de madeira marcam o fim da cidade e o inicio da trilha através do mato em direção a torre do arquimago Eron segue por outra estrada e não acompanha o grupo, Morrigan e sua raposa decidem seguir Ariela e Gin na esperança de aprender mais segredos de alquimia e de encontrar o ingrediente que falta para completar a poção que vai curar a elfa.

    Algumas horas de viagem ao som das laminas de Gin cortando o mato para abrir caminho quando a trilha se esvai chegam a uma pequena clareira por entre as árvores, sem muita vegetação ao redor, porem relativamente segura o bastante para fazer uma pausa, afinal sobre o sol das 13h qualquer esforço físico conta em dobro, e a luta na taverna cobra seu preço. Morrigan percebe que logo o efeito do analgésico iria terminar e que seria necessário ministrar algum outro.

    Examinando os arredores, Gin percebe alguns animais locais, mas nada de grave, não parece haver movimentação hostil. No entanto, a arvore de que necessitam para extrair a folha está próxima, cerca de 10 minutos trilha a dentro. Ele poderia ir sozinho recupera-la ou poderia ficar e proteger o grupo ou ainda poderia caçar os pequenos cervos e preparar a refeição, já q com a taverna destruia o guisado que estava ao fogo e logo seria servido como banquete se perdeu

    Algum tempo depois, os olhares aguçados elficos de Ariela detectam pequenos pedaços de um vestido branco em um arboreto próximo, e sua trilha continua na mesma direção

    A Floresta de Lantara Clareira

    caminhada:
    descrevam a jornada e caso decidam parar para acampar e se recompor descrevam também o que usaram ou se preferiram caçar ou talvez herborizar plantas comestíveis próximas afim de poupar suprimentos. Não há inimigos ou ameaças próximas, de forma que vocês podem aproveitar a parada.



    Eron segue a estrada de volta ao acampamento cigano, geralmente a adaga com o colar significa que ele fez o caminho de volta pra casa, Brigido alça voo e começa a rodear alguem que acena ao longe, era Miro, o lider do acampamento cigano, um homem grande com vestes druídicas estende a mão para o corvo que pousa nele. Em seguida reconhece Eron e caminhando até ele diz

    - Salve Eron, pelos Deuses eu encontrei-o aqui, nossa caravana foi atacada por uma nevoa estranha, conseguimos resistir, porem Jade foi levada por um grupo de homens encapuzados que a levaram nessa direção. Ela é sua noiva e minha filha, por isso lhe peço, encontre-a - Ele se recompõe e tentando manter a calma diz - Quando você e Tristan deixaram o acampamento para se aventurar Jade veio até minha carroça e começou a se lamentar, eu tentei acalma-la dizendo que era apenas mais uma aventura dos garotos e logo eles estariam em casa como das outras vezes. Eu não sei o que passa entre vocês, mas eu nunca vi ela tão abatida, porem dando sinais que ia cometer algum tipo de loucura. Logo veio a nevoa mistica, um grupo de salteadores apareceram, e a levaram, ela estava usando uma veste branca trabalhada.

    Miro toma folego e é visível seu ar de frustração

    - Pelo menos parece q ela foi esperta para marcar o caminho e eu estava seguindo sua trilha - diz apresentando a Eron alguns pedaços de vestido rasgado - Mas não posso continuar me aventurando sendo que tenho deveres para com o acampamento, por isso Eron, salve-a, encontre-a e a traga de volta.

    Nisso ele fica observando o companheiro, aguardando sua reação

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    Mensagem por Padre em Qui Set 19, 2019 8:03 pm

    Eron.
    Enquanto refletia sobre os recentes acontecidos, Eron não negava que se assustava com a própria naturalidade mediante a tanta morte e sofrimento, inclusive, já se conformava com a ideia de não estar tão afetado. Também imaginava o que Tristan tinha na cabeça para ter voltado sozinho e o deixado para trás, como se sua possível morte não fosse nada, por favor, seu amigo não era um covarde, andava com uma adaga, ele com certeza lhe devia uma explicação.

    Quando Brígido largava seu ombro para ir de encontro a uma silhueta que se localizava próxima ao acampamento, estreitando os olhos, o jovem cigano finalmente conseguia ver.

    Miro, tsc.

    Sua cara de descontentamento era óbvia, chegando até o acampamento, mal era recepcionado, mal queria saber se estava bem, mal dizia se Tristan ou seus pais estavam bem, apenas um monte de fatos jogados no ar e uma missão sem sentido de uma pessoa. Cada palavra dita entrava em um ouvido e saía pelo outro, talvez os eventos de mais cedo o houvessem provido uma coragem e apatia que há muito tempo não despertava.

    De fato, achava tudo aquilo triste, afinal Jade, por mais que não fosse vista como uma noiva, ainda era vista como uma de suas mais queridas amigas e confidentes, mas, diferente do que Miro pensava, ela não era o centro de sua vida, não era assim que as coisas funcionavam, pelo menos não na cabeça dele. Jade estava viva, disso sabia, agora poderia dizer a mesma coisa sobre seus pais? E sobre Tristan? Ouvia o clamor de Miro, aquele mesmo que o havia espancado meses atrás, com evidente apatia, não interrompia o passo, não mudava sua expressão, da sua boca saía apenas um nome.

    Brígido! ━ Dizia ao corvo com um tom de seriedade que não comum, o corvo entenderia aquilo como uma ordem para que retornasse para o seu ombro e para Miro, direcionava apenas um olhar, um olhar cheio de ódio, mas ao mesmo tempo segurança, um olhar que transmitia mais de mil palavras e para Miro ficaria claro, algo também havia acontecido com Eron.

    Eu também estou bem, seu filha da puta. Pensava consigo mesmo antes de dar uma bela olhada no estado de sua moradia.

    Deixando o pai da garota para trás com aquela cara patética de frustração, finalmente respirava fundo e se dirigia calmamente acampamento adentro, na sua cabeça haviam mil pensamentos, não havia desistido da garota e provavelmente iria realizar a tal missão, mas também sabia que não era um ser superpoderoso. Primeiro? Iria verificar o estado dos seus pais e Tristan e depois...

    Cada coisa no seu tempo.

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    Mensagem por bcdomingues em Sab Set 21, 2019 2:41 pm


    Começaram a caminhada, com Gin à frente do grupo. Infelizmente o Bardo não apareceu na hora combinada, o que era uma perda na opinião do meio-elfo. Seus poderes poderiam ser úteis em algum momento, disso tinha certeza.

    A princípio a trilha era bem delineada. As madeiras no início mostravam que os locais utilizavam a floresta constantemente, se para caçar ou outra coisa não saberia dizer. De qualquer modo era sensato seguir essa trilha até onde poderia e, então, seguir seu caminho até a torre. Já havia traçado o mapa em sua cabeça e usaria suas habilidades e conhecimentos de florestas para levar seu grupo pela melhor rota.

    - Tentem manter a formação e façam silêncio. Não conheço tão bem essas terras e devemos ir com cautela. - Falou brevemente, arriscando um olhar para Ariela um pouco mais demorado antes de virar sua cabeça para a floresta. Ficaria atento a tudo à sua volta, como sempre fazia, tentando antever algum perigo.

    No entanto não precisava se preocupar tanto. Mesmo depois de um tempo, quando o mato ficou mais fechado e teve que sacar sua faca longa para ir criando um caminho, não pressentiu nenhum perigo próximo. Estava tudo normal com os sons de florestas e de alguma água correndo por ali perto. Até que, por fim, chegaram até uma clareira.

    Fez uma rápida inspeção ali, decidindo que não haveria perigo descansarem por um tempo, um pouco afastados da água da clareira. Passou isso ao grupo e esperava que tomassem isso como um bom sinal. Afinal, o descanso era essencial na jornada e precisavam comer um pouco. Procurando ao redor, observou as plantas e futas comestíveis, além de perceber caça abundante perto dali. Provavelmente não teria que se afastar tanto para caçar algo com relativa facilidade.

    - Então.. - Disse para as duas, na sombra de uma árvore. - ..aquelas frutas e plantas (apontou para as mesmas) são comestíveis e pretendo caçar algo para comermos. Precisamos descansar um pouco, caso contrário nossa força não estará plena quando chegarmos até o destino. - Olhava sempre ao redor a medida que ia conversando, mapeando tudo em sua cabeça. - Estamos a uns 10 minutos do nosso destino, mas eu prefiro sempre estar totalmente preparado para alguma eventual surpresa.

    Em seguida se aproximou mais de Ariela, sentindo seu rosto ficar um pouco mais quente.

    - Se me permite, nobre Ariela. - Disse, esticando o braço e usando seus dedos com suavidade para analisar a ferida. Fez uma cara feia. - Sobrou um pouco da erva que usei anteriormente para amenizar o veneno. - Tirou o que havia sobrado e colocou na mão da elfa. - É melhor ferver um pouco de água com a erva dentro e banhar a ferida com ela. Isso deve ajudar um pouco mais e preciso que esteja forte para o que quer que enfrentemos a seguir, tudo bem? Vou caçar algo para comermos, então se puderem ir começando um fogo vamos adiantar bem nossa pausa aqui.

    Esperou uma resposta antes de se por de pé, guardar sua faca e sacar seu arco, preparando uma flecha. Utilizaria de seus dotes élficos e percepção para caçar algo próximo do acampamento improvisado. Assim não se afastaria tanto e poderia voltar a qualquer momento, o que não esperava acontecer. Afinal não conseguia sentir ou perceber nenhum perigo por aquelas partes, por enquanto.
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    Mensagem por Mellorienna em Sab Set 21, 2019 8:05 pm









    ARIELA





    Enquanto seguiam para o norte pela trilha usada para a extração de madeira, o cigano separou-se do grupo, rumando sozinho para o lado contrário. Sem esperar por pagamento e sem despedidas. Ariela teria franzido o cenho, mas não - Gin dava instruções sobre manterem-se juntos, atentos e silenciosos, e a Maga colocou-se em marcha junto do meio-elfo e da humana, sem nenhuma palavra.

    Aquela era uma estranha e admirável floresta. Muitas árvores eram tão semelhantes as que existiam em sua terra natal que poderia nomeá-las: carvalhos, faias, pinheiros. Porém, havia outras que jamais tinha visto, além de arbustos absolutamente desconhecidos e de milhares de cheiros estranhos e maravilhosos. A elfa caminhava entre a boticária e o ranger, mantendo o ritmo apesar do mal-estar que se espalhava por seu corpo. Ambos os nativos eram maiores e mais pesados que ela, cujos passos mal chegavam a perturbar as folhas pelo chão. Ariela ouviu o farfalhar alegre que os pés de Morrigan provocavam, e o som da lâmina de Gin ceifando um caminho quando a trilha se apagou: três era um bom número, mas não tinha certeza se conseguiriam ser realmente discretos, caso precisassem.

    Entretanto, a segurança do caminho fez com que relaxasse cada vez mais, se dando ao luxo de parar a cada poucos passos para observar mais de perto uma flor ou fruta desconhecida. Não tocou em nada - um envenenamento por vez, obrigada! - mas decorou o máximo de detalhes que podia. Às vezes, peguntavam a Morrigan sobre uma ou outra planta, enquanto Gin abria caminho com golpes precisos. Sabia que continuavam no rumo certo, porque a presença de sua espada a chamava através da distância, mas o meio-elfo era tão confiante que não teria duvidado dele mesmo que não houvesse esse compasso a guia-la. Sentia-se relaxar na presença dos nativos, apesar do frio que começava a retornar, anunciando o retorno da febre.

    Logo atingiram uma clareira e, entendendo que era ali que deveriam descansar, Ariela prontamente retirou do bolso de sua algibeira um colchonete bastante gasto, que estendeu à sombra de uma faia. Sentou-se com as costas apoiadas à árvore e respirou fundo, lutando contra a vontade de se cobrir com o manto negro. Não sabia muitas coisas sobre a arte da Cura, mas cobrir uma pessoa febril parecia uma má escolha, por pura lógica. Fechando os olhos, pensou que - a bem da verdade - não conhecia muitas coisas sobre arte nenhuma, com exceção da Arte. A Magia. Não sabia dançar e cantava bastante mal, razão pela qual nunca fazia qualquer uma das duas coisas na presença de ninguém. Não sabia fiar, nem bordar, nem desenhar ou pintar. E sua caligrafia era meramente legível. Das artes domésticas então, nem se fala! Era incapaz de cozinhar algo que não resultasse em um guisado marrom, pantanoso e com gosto de pé. Trezentos anos, e não sabia ordenhar vacas, embalar crianças ou preparar lembas. "Mas a Magia me libertou de tudo... até que a perdi" - apoiou a cabeça no tronco da faia e se deixou ficar ali, observando as plantas que Gin apresentou como comestíveis e vendo Morrigan se mover graciosamente pelo acampamento improvisado.

    Quando o meio-elfo se aproximou, sempre tão educado, Ariela percebeu que ele estava corado. E era bonito. O esforço moderado de abrir a trilha havia feito com que o perfume dele se espalhasse como uma nuvem ao redor. Quando Gin pediu licença para tocar seu braço, Ariela apenas acenou positivamente com a cabeça, os olhos azuis celestes dela acompanhando os movimentos analíticos dele. O pequeno pontinho dourado-alaranjado, que antes estava próximo das íris dela, agora havia migrado para um ponto descendente. Exatamente como o Sol no céu.

    Só queria que você fizesse alguma coisa, Ariela... qualquer coisa.

    As palavras da Mãe da Luz ressoaram nos ouvidos da Maga a medida que Gin investigava o estado de seu ferimento. "Mais uma vez, mais um que você deixa ir, Ariela. Sem dizer uma palavra. Sem dizer o que sente". A elfa se retraiu levemente, mas não por causa da dor no antebraço. Todos mortos. A Mãe da Luz, Hannah, era tudo que as lendas diziam que uma elfa deveria ser: alta, bela, dançava como uma fada e cantava como as estrelas. A Deusa a havia escolhido como Mãe, quando toda a esperança de seu mundo residia no nascimento da Criança Prometida. Ariela havia chorado, pedido, implorado... para que fosse tomada no lugar de Hannah, para que a deixassem viver. Mas, como Grã-Mestra do Templo, era preciosa para a Deusa da Magia - enquanto Hannah, a melhor de todas as pessoas, era dispensável. Estava chorando quando Briar a encontrou nas sombras noturnas do jardim atrás da Universidade de Artes Ocultas. Consternado com a notícia de ter sido escolhido como Campeão da Magia, o paladino não se sentia honrado por ter sido escolhido como veículo para a gestação da Deusa pela Mãe da Luz. Ariela não entendia: Hannah era perfeita, e mais de uma vez sentiu a costumeira tristeza se ensaiar em seu coração ao vê-los rir juntos. "Mas não é ela que eu amo... Ariela...". Gin se afastou, falando algo sobre as ervas medicinais que havia empregado em seu ferimento. Ariela queria ouvir com atenção, mas tudo que ecoava em seus ouvidos eram suas próprias palavras, ditas mais de uma centena de anos atrás: "E isso faz alguma diferença?"

    Não, não para um paladino, conhecedor de seu dever. Não para ela, arquimaga de Mystra, mesmo que tivesse voltado a chorar quando Briar se foi, agora por outro motivo. E então Hannah havia surgido das sombras mais além, indignada porque - mais uma vez, segundo ela - Ariela via partir alguém de quem gostava, sem fazer o mínimo gesto para impedir. "E o que você queria que eu fizesse, Hannah? Que me jogasse nos braços do escolhido para ser o pai da Criança Prometida? Que pedisse para fugirmos juntos? Que arriscasse a sobrevivência da Magia no nosso mundo?"

    Só queria que você fizesse alguma coisa, Ariela... qualquer coisa.

    Mais de um século e meio se passou. A Mãe da Luz e o Campeão da Magia, mortos. A Criança Prometida, perdida. A Magia Selvagem rompendo as terras conhecidas. Uma jornada interminável através das estrelas infinitas. Campos e mais campos de sangue e morte. Para estar finalmente ali, no fim de todas as coisas.

    - Morrigan, você poderia conseguir água? O fogo não será um problema. - estalando os dedos, Ariela fez surgir uma bola de fogo logo acima de sua mão, que extinguiu com igual facilidade  - E... há algo ali, logo ali, vê? Nas árvores. Tecido branco. - Ariela apontou a pista que havia encontrado para seus companheiros de estrada, com uma ruga de preocupação se formando entre os olhos. Se algum goblin houvesse sobrevivido e arrastado uma refém para a mata... - Gin, Morrigan, há algum covil de goblinóides na região? Algum lugar onde possam se esc--- - o pensamento finalmente a alcançou - ... as ruínas.

    Erguendo-se com certa dificuldade, graças às dores e a febre, Ariela virou-se preocupada para o norte:

    - Morrigan, precisaremos do antídoto o mais rápido possível. A árvore que me envenenou não deve estar longe.




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    Mensagem por Jolie_Scarlatt em Seg Set 23, 2019 9:29 pm

    Morrigan caminhava com aquele grupo, admirando a paisagem a sua volta, ela estivera nos quatro cantos da região, mas nenhum deles era tão belo quanto aquela floresta, o som dos pássaros, o rastejar dos animais, o aroma floral e fresco, o cheiro da Madeira cortada, a floresta toda conversa com ela, e em cada toque q da Morrigan ela.sentia e conhecia a história daquela região. Sua raposa corria sempre a sua volta, livre, feliz, sentia -se em casa, caçava pequenos camundongos, brincava com as borboletas, era tudo tão mágico que deixava a alquimista absorvida por aquele momento que em alguns instantes tinha esquecido o porquê estava ali, foi quando ouviu a voz suave da pequena elfa Ariela pedindo por água.

    - O minha doce pequena, claro vou atrás de água para você, deixe me ver seu estado - ao verificar a Elfa Morrigan ficou preocupada com a situação e virou para o Gin e disse - precisamos ir rápido o efeito do remédio está passando e Ariela precisa do antídoto.

    Então a Alquimista seguiu a procura de alga para Ariela, preocupada com a situação da sua nova amiga.

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    Mensagem por Nazamura em Ter Set 24, 2019 9:27 am

    Gin parte para a caça enquanto Morrigan parte para procurar uma nascente ou corrego próximo.  Ariela permanecia sentada em seu colchonete abaixo da sombra percebendo que o veneno se espalhara pelo braço devido as ramificações negras a partir do corte, mas estava temporariamente contido. O coração de Ariela começa a bater em disparada embora a razão não conseguisse encontrar um motivo, seria o veneno? ou algo que lhe escapara a razão ?

    Depois de circundar o acampamento a cerca de 10m ao leste a Alquimista escuta o barulho da água seguindo sua raposa que a ajudou farejando o solo em busca de umidade. Tambem notou pequenos cogumelos venenosos crescendo nas arvores ribeirinhas junto com fungos e líquens e ela sabia que se pudesse tritura-los da maneira certa, conseguiria produzir tônicos e diversos tipos de infusão aproveitando-se disso ou talvez pó do sono se esmagasse os ingredientes corretamente, podendo retornar ao acampamento para preprar o remedio ou procurar por frutas para preparar a refeição, ficando a escolha da ação a tomar.

    O Ranger então nota um cervo a pastar tranquilamente e prepara-se para abatê-lo aproximando até 15m do animal sem que ele notasse, e quando estava com o animal na mira nota um grupo de pequenas criaturas verdes mais ao norte brigando pela posse de um artefato, ao que tudo indicava, uma espada elfica a julgar pelo desenho do punho e o acabamento na lâmina. Gin conseguiu contar 6 Goblins, eles ainda não o viram e a distancia visual conta uns 40m, impreciso para uma flecha.




    após deixar Miro na estrada falando sozinho, Eron enfim chega ao que sobrou do acampamento sendo reconstruído, mesas partidas, carroções arrebentados, flechas e sangue por toda a parte e feridos sendo socorridos pelos ciganos sobreviventes. O coração do menestrel dispara com um palpite de intuição que o leva correndo para sua tenda e seguindo o rastro de sangue carmesin o leva até seu pai mortalmente ferido e agonizando ao chão

    - E... Eron... meu filho... - dizia cuspindo sangue da adaga empalada em seu peito - Elas foram levadas, sua mãe Adora e Jade.. cof cof.. você... confie... Tristan.. não.. argh... - Com a mão direita segurando um pedaço de pergaminho de couro, ele entrega ao filho e exala seu ultimo suspiro.

    Ao abrir o pergaminho, uma surpresa - o simbolo elfico desenhado era o mesmo que  Eron notou gravado na capa do grimório de magias de Ariela
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    Mensagem por Jolie_Scarlatt em Qua Set 25, 2019 10:29 pm

    Morrigan caminhava apressadamente para dentro da floresta a procura de uma nascente, seu passeio já não era prazeroso, pois estava preocupada com a pequena Ariela, pois seu estado não era dos melhores, e ela sabia que não demoraria para que o veneno estivesse espalhado pelo corpo todo. Entre uma arvore e outra, pequenas flores, animais observando Morrigan finalmente escuta o barulho de água, sua amiga raposa abre o caminho a sua frente e chega naquele rio tão cristalino quanto um lindo cristal, a alquimista podia ver os pequenos peixes dourados nadando aceleradamente por entre as pedras, e ao observar o ambiente via-se pequenas quedas de água, um verdadeiro paraiso.



    A alquimista tirou as sandálias, e começou a caminhar para dentro do riacho, deixando se refrescar com o gélido da água, até chegar em uma pedra que ficava no meio da travessia, sentou ali, tirou o cantil dourado, com algumas gravuras delicadamente esculpidas que carregava na sua bolsa de couro, e a  encheu, depois bebeu um pouco da água, molhou - se, esperou sua raposa também se refrescar e começou a voltar para onde estava Ariela, quando percebeu pequenos cogumelos próximo ao riacho.

     - ei amiguinha espera, acho que encontrei algo interessante aqui - disse para a raposa, então abaixou e começou a analisar os cogumelos - são venenosos, mas consigo arrancar sua essência, e se misturar com alguns ingredientes que tenho guardado consigo fazer um elixir para a nossa amiga envenenada.  

    Então a alquimista pegou sua adega da bolsa e cortou delicadamente alguns cogumelos, enrolou-os em um pedaço de pano e os guardou na bolsa, e saiu correndo de volta para o local onde estava Ariela. Chegando lá ainda eufórica disse para a pequenina. - encontrei ingredientes para fazer um elixir para você, enquanto isso toma beba água, está fresca. - e lhe entregou o cantil. 

    Ao dizer isso MOrrigan procurou um espaço que fosse mais plano possível e de preferencia sozinha, pois precisava de concentração, estendeu um pedaço de pano no chão, e de dentro da sua bolsa tirou potinhos, uma pequena tigela, desenrolou os cogumelos do pano, e com uma especie de canudo de madeira penetrou cada cogumelo delicadamente, e um liquido começou a cair na tigela, depois misturou o conteúdo dos potinhos, e  começou a mexer, cantando um cântico que somente ela entendia, e ficou ali mexendo na sua mistura por um longo tempo, o suficiente para sua raposa se acomodar do seu lado e dormir e o sol mudar de posição. 



    - pronto seu elixir está pronto, pode beber, você estará melhor - entregou sorrindo a pequena tigela para Ariela. 
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    Mensagem por bcdomingues em Qui Set 26, 2019 2:44 pm

    Não demorou muito para encontrar a caça do dia. Seus olhos e percepção Ranger levaram o meio elfo até um cervo. Aproximou-se sorrateiramente e já ia preparando uma flecha e uma oração quando notou o grupo de goblins.

    Com certa raiva pelas criaturas asquerosas, notou que elas brigavam por algo. Inclinou a cabeça para a lado e logo percebeu que era uma espada élifica. Ora, como uma arma de sua raça parou ali, na mãos de criaturas tão vis? Começou a fazer alguns cálculos rápidos, pois não pretendia deixa-los escapar com aquela relíquia. Mesmo que não fosse usar, sua honra não deixaria que largasse a lâmina para trás. Calculou 40 metros de distância em uma mata. Poderia se aproveitar da floresta e das distrações da mesma naquele momento.

    Usaria o cervo não caçado para distrair os goblins em um primeiro momento. Assutaria o bicho com alguma pedra e se reposicionaria,ao contrário de onde o animal correria. Em seguida jogaria outras pedras ao redor dos goblins, es espaços de alguns metros entre os arremessos, para deixá-los confusos. Com isso esperava acertar algumas flechadas precisas e se utilizaria de velocidade para acharem que havia mais de um inimigo ao redor deles. Covardes, tinha esperança que os goblins corressem para a segurança e, nesse momento, caçaria o que tivesse segurando a espada. Caso eles resolvessem atacar, se movimentaria, tentando diminuir a quantidade de goblins com suas flechadas antes que os mesmos se agrupassem para atacar no corpo a corpo.

    - Que a bênção dos Valar me permita recuperar essa lâmina antes que essas criaturas imundas difamem mais o material sagrado. - Disse para si mesmo antes de iniciar o ataque.
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    Mensagem por Mellorienna em Qui Set 26, 2019 4:34 pm









    ARIELA





    Ariela foi deixada sozinha na clareira, enquanto Gin e Morrigan seguiam em busca de utilidades para o trio. Estava cansada, com frio mesmo sob o Verão implacável, envenenada e miserável. Mas já havia passado por dias piores. De sua posição, sentada no colchonete sob a grande faia, conjurou truques simples - limpou o chão com um gesto, reuniu madeira seca com outro, pedras em círculo ao redor e, com um estalar de dedos, o fogo crepitou na fogueira bem montada. Não era sua primeira vez, afinal.

    Quando Morrigan retornou, respeitou o silêncio e depois os cantos ritualísticos da ruiva. Uma luz coroava os cabelos em brasa da Boticária enquanto recitava palavras místicas desconhecidas para a Maga, e Ariela apenas observou, tomando notas mentais. O ritual parecia druídico, mas sabia tanto sobre Druidas quanto Druidas sabiam sobre Arcanismo, então...

    Bebeu a mistura preparada por Morrigan sem medo: tinha visto cogumelos e alguns pós, e possivelmente deveria estar preocupada (e se Morrigan fosse uma agente do inimigo?). Mas não estava. Ninguém ali a conhecia, ninguém conhecia sua missão. Com uma expressão suave no rosto élfico, Ariela disse:

    - Obrigada. - e Morrigan viu que o ponto dourado-alaranjado estava quase na borda das íris da Maga, como o Sol que buscava a linha poente no horizonte. Ela fechou os olhos, recostando a cabeça contra o tronco liso da faia, mantendo a respiração controlada de quem medita.

    O Sangue Antigo era forte na pequena Ariela. E menos de um quarto de hora havia se passado quando, abrindo os olhos repentinamente, ela virou a cabeça na direção da floresta, fitando um ponto além da visão em meio às árvores.

    - Som de luta. - em seus ouvidos, o sangue martelava como tambores de batalha - A Žetvarot está aqui. - colocando-se de pé em um salto, sentindo que o corpo respondia prontamente, a Maga convidou Morrigan a se juntar a ela com um gesto. E seguiu o clamor que ecoava pelas sombras verdes.

    Movendo-se com a costumeira furtividade de quem tem o peso de uma criança, porém com 300 anos de treinamento em andar nas pontas dos pés, Ariela se aproximou de onde se desenrolava o embate de Gin com um pequeno bando de goblins. A tática de guerrilha de selva do meio-elfo era eficiente, e as criaturas iam caindo uma a uma. Mas não foi isso o que fez surgir um raro sorriso nos lábios da elfa. A pequena figura da Maga deslizou das sombras das árvores para o meio do conflito, sorrindo como uma gata com um brinquedo novo, e - antes que os goblins remanescentes pudessem entender o que estava acontecendo, e antes que Gin tivesse tempo de se indignar com a loucura dela - Ariela ergueu a mão esquerda acima da cabeça e invocou:

    - Žetvarot... korose!

    Como um raio vivo de aço e morte, a espada se revirou nas mãos dos goblins, decepando membros e cabeças, abrindo barrigas e espalhando entranhas. Até que, com um silvo agudo, a arma singrou o ar como um dardo na direção da elfa, agitando os cabelos cor-de-luar de Ariela ao encaixar-se perfeitamente na mão esquerda que havia mantido erguida. A lâmina brilhava como mithril, nova como se jamais houvesse sido usada, impecável apesar da mortandade que havia deixado para trás. Assim como Ariela, pálida e pura donzela da guerra.

    Os olhos da elfa encheram-se de uma luz imponente, brilhando com o fogo do Poder Verdadeiro, enquanto ela deslizava os dedos da mão livre pela folha da lâmina da espada. Ainda com aquele sorriso, que só se apagou quando Ariela embainhou a espada na cintura, extinguindo igualmente a luz impressionante de seus olhos azuis.

    - Hannon le. - era a primeira vez que a Maga usava a língua élfica para falar com Gin, mas aquele era um momento propício. Ele a havia carregado na taverna, a havia protegido da primeira onda de ataques, havia guiado até ali e agora era parcialmente responsável por reuni-la à sua espada. Agradecimentos eram de ordem - Graças a Morrigan, estou curada. E graças a você, Gin, a Žetvarot está de volta às minhas mãos. - ela se aproximou do meio-elfo, medindo-o com os olhos em busca de ferimentos. Mas ele parecia intacto - E agora posso completar minha missão. Pelo que ofereço a vocês dois minha gratidão inabalável como Grã-Mestra do Templ--- - Ariela interrompeu subitamente sua fala de agradecimento, virando a cabeça para um ponto a sudeste - Não estamos sozinhos...

    Com a mão apoiada ao punho da espada, a elfa esperou.



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    Mensagem por Padre em Sex Set 27, 2019 5:45 pm

    Eron.
    Na medida que o rapaz caminhava acampamento adentro, seu rosto se fechava mais em frustração pela incerteza do que havia acontecido ali, porém, controlado que era, guardava a sua raiva no fundo do coração para seja lá quem fosse o responsável por aquilo. Sua família estava ferida, independente de quem parenthood, todos ali compartilhavam algo que poucos tinham e vê-los ter aquele fim, era de cortar o coração.

    Sendo guiado pelo que parecia ser uma força maior, sentia as pernas tremerem ao chegar finalmente até a porta de sua tenda, a vista de seu pai agonizando ensanguentado no chão era de fato... Aterradora. Dando cada passo como se sentisse o peso do mundo nas pernas, chegava finalmente até perto dele, segurando sua mão, levava a mão direita até a cabeça do pai, onde afagando seu cabelos, deixava finalmente uma lágrima escorrer pelo seu rosto.

    Não fale nada, só vai piorar a situação, Papa. ━ Segurando mais forte a mão do pai, notava a adaga em seu peito, aquilo se tornar cada vez mais doloroso de assistir. Ainda mais, ao ouvir aquele nome... O que Tristan tinha a ver com aquilo? Era o que Eron se perguntava. ━ Tristan? Ele...

    Interrompia-se ao ver o pergaminho sendo oferecido, com um simbolo do qual Eron se lembrava muito bem.

    Então voltamos áquilo.

    Respirando fundo, se acalmando, enxugou as lágrimas dos olhos, soltou as mãos de seu pai, caminhou até a porta da tenda e a fechou de modo que os dois ganhassem certa privacidade, em seguida, caminhou novamente até o pai.

    Você não vai morrer, sei que não gosta disso, mas não é o momento para orgulho.

    Pegando sua cítara, buscava no fundo de sua mente as lembranças mais claras que tinha na mente de sua infância, como era estar com aquelas pessoas tão diferentes, mas que o amavam tão incondicionalmente, sua primeira apresentação, seu primeiro roubo, as primeiras vezes que eles de fato sentiam-se orgulhosos de Eron. Uma melodia tão bonita quando aquela relação começava a ecoar do instrumento, aquela energia de anteriormente o envolvia novamente com uma aura esverdeada e envolvente que saía de seu corpo, direto para o de seu pai.

    Apenas isso não basta, mas eu vou chamar um dos médicos para vir vê-lo para em seguida...

    A imagem de Ariela surgia em sua mente momentaneamente. Levantando-se, partiu para fora da tenda, onde imediatamente foi atrás de de um médico solicitando que o mesmo fosse até a tenda, suas habilidades eram boas, mas era necessária uma fusão de habilidades, ainda mais para algo tão grave. Após arranjar ajuda, sem sequer se despedir, partiu na direção da floresta novamente, dessa vez com o pergaminho em mãos, alguma bagagem que havia reunido na tenda e estava decidido, seu caminho teria que ser o mesmo que o daquele grupo inconveniente, era exatamente para onde iria.
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