Um fórum de RPG online no formato de PBF (Play by Forum).


    1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    bcdomingues
    Investigador
    bcdomingues
    Investigador

    Mensagens : 98
    Reputação : 13

    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Empty Re: 1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    Mensagem por bcdomingues em Qua Out 09, 2019 1:29 pm





    Posso pressentir o perigo e o caos


    Fui no banheiro / Norte




    Por sorte seu remedinho já estava começando a fazer efeito e sentia sua dor diminuir aos poucos. Sua respiração ia melhorando e não via mais necessidade de ficar totalmente dobrado para não gritar da dor incômoda que lhe acometia. Realmente a magia era algo bem perigoso nesse mundo. Certamente com três magias castadas o efeito em seu corpo seria catastrófico. Pelo que pôde medir, seu limite para conseguir se mover eram de duas magias, por enquanto, utilizando um descanso curto, com remédio, para passar os efeitos. De qualquer modo imaginava que ainda teria que descansar mais uns minutos a ponto de ter suas magias em uso novamente.

    ''Ora, parece até uma sessão de D&D com personagens em primeiros níveis.'' - Pensou, enquanto dedilhava seu canivete no bolso. - ''Se deixar o mago nível baixo tomar um soco já desmonta na hora.'' - Abanou a cabeça, pensando se não era melhor pegar 3 nivelzinhos de fighter para fazer aquele combinho maroto. - ''Saudades Gandalf.'' - Completou, saindo de seu devaneio e prestando melhor atenção no que acontecia à sua volta.

    Scindia escreveu:- Estão nesse mundo, mas não são daqui. - ela recitou as palavras do Mago para si mesma antes de se virar para Celty - Porém, não acredito que não exista algo que os conecte. Nada acontece por acaso em Serenia. Hellion mantém um pulso firme ao redor dos ciclos desse mundo.

    - Penso igual. - Disse simplesmente, olhando para Celty com o canto dos olhos enquanto a mesma se mantinha calada.

    Naquele instante parecia que o veneno no sistema de Lux estava bem ativo, fazendo o rapaz ter alguns pensamentos.. legais. Antes acreditava que ambos ele e Lux tinham a mesma idade, mas agora, vendo os efeitos da droga, percebeu que ele era um pouco mais novo do que aparentava. Sorrindo, olhou para Celty curioso. Tinha visto um filme muito bom algum tempo atrás chamado Jogador número 1 onde era sugerido que um dos personagens pudesse ser um cara peludo e gordo, de meia idade, chamado Chuck, que vivia no porão da mãe. Resolveu não pensar muito nesse assunto naquele momento.

    Lux escreveu:- AAaaaaa... mas mas o que está acontecendo aqui?

    - O curso natural da vida, meu amigo. - Reparou na bússola caindo na chão, revelando uma foto. Olhou curioso para ela por alguns segundos antes de voltar sua atenção para a elfa. Seria a família de Lux na vida real? De qualquer modo assim que se sentisse melhor na questão de invocar alguma magia, tentaria usar sua magia de Detectar Veneno em Lux afim de tentar tirar o líquido de seu sistema. Caso não fosse algo urgente, esperaria o efeito passar naturalmente.

    Scindia escreveu:- Estou esperando alguém. A magia que você sentiu... - ela olhava Onnerb diretamente agora - ... veio dela.

    - Quem é.. ela? - Perguntou, curioso, enquanto observava a elfa retornando à sua posição primária de vigia. Imaginava que seria uma conjuradora de magias bem mais poderosa que o próprio Onnerb e isso, por si só, era algo de extrema importância para o mago inciante. Observaria bem a nova pessoa que chegasse.

    Lux escreveu:- Maga? Mas não é o Onnerb o mago do grupo? Já não estou entendendo mais nada hehe.. hehe.. hehe... eu preciso ir ao banheiro

    Dessa vez realmente riu alto com o comentário final de seu companheiro. abaixando um pouco a cabeça. Ao menos serviu para quebrar bem o gelo do local.

    - Realmente Lux, um lugarzinho privado talvez fosse a melhor opção agora. - Disse, ainda rindo.

    Scindia final escreveu:Eu vim para buscar o kalarel e descobrir se é c'moar. E então voltar à floresta. - Onnerb sentiu uma fisgada profunda com aquelas palavras: a ruiva estava em Forte Norte para levar para a floresta uma criança (kalarel). Uma criança que poderia ser fruto da violência (c'moar) - Aqueles idiotas acharam que sim. Mas eu não fui capturada.

    - Oi? De que criança está falando? Ela tem alguma relação por ser fruto de alguma violência da cidade? Seria essa criança.. meio elfa?

    Ficou aguardando a resposta com novos pensamentos na cabeça. Matutou por alguns segundos antes de chegar a alguma conclusão.

    Celty escreveu:Nós vamos ajuda-la, mas nós também precisamos de suporte em seguida. Temos que encontrar um Rouxinol e só você pode nos ajudar, ficarei feliz em explicar mais, mas, você topa?

    - Também acho que podemos nos ajudar. - Completava a fala de Celty, ainda meio surpreso pela mulher ter mudado de ideia tão rapidamente. Imaginava que não estivesse rolando alguma manipulação e ficou de olho nela em busca de algum sinal. De qualquer modo continuou sua fala. - Não acho produtivo conversar mais com o Comendador e ainda bem, pois estava quase queimando aquele maldito. - Fechou sua mão na lembrança daquele cara nojento. - Gostaria que explicasse melhor o sue plano. O que a criança tem a ver com tudo?



    Mellorienna
    Mutante
    Mellorienna
    Mutante

    Mensagens : 558
    Reputação : 76
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1112.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/912.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/212.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1811.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/410.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2211.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Empty Re: 1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    Mensagem por Mellorienna em Qua Out 09, 2019 5:52 pm





    Fard' areismai


    Forte Norte | Verão



    Durante todo o delírio febril de Lux, a Érennish permaneceu de pé na viga do telhado, o queixo erguido de um modo orgulhoso. Celty e Onnerb riam das palavras que se atrapalhavam boca a fora do espadachim, mas a elfa apenas o encarava com aqueles olhos castanhos como brasas. Desviou os olhos por uma fração de segundo para a bússola caída - e a foto em seu interior - mas não manifestou reação. Não parecia haver muita suavidade e compaixão no coração de Scindia para com os Humanos.

    Nem mesmo respondeu às perguntas do Mago sobre quem seria a pessoa que estavam esperando ou sobre a natureza da criança que levaria para a mata. Apenas lançou a Onnerb um olhar que faria um iceberg parecer o verão nas Bahamas, e então se moveu alguns passos sobre a viga, ajustando uma posição de vigília que fazia mais sentido.

    Celty escreveu:Vamos lá, o que você precisa que nós façamos? Nós vamos ajuda-la, mas nós também precisamos de suporte em seguida. Temos que encontrar um Rouxinol e só você pode nos ajudar, ficarei feliz em explicar mais, mas, você topa?

    - Um rouxinol? Vocês são o quê? Ornitólogos? - a ruiva desviou os olhos de Lux para Celty.

    Onnerb escreveu:Também acho que podemos nos ajudar. Não acho produtivo conversar mais com o Comendador e ainda bem, pois estava quase queimando aquele maldito. Gostaria que explicasse melhor o seu plano. O que a criança tem a ver com tudo?

    A Érennish permaneceu calada por um longo tempo, deslizando os olhos pelas expressões de cada um. Nesse meio tempo, discretamente, Onnerb já havia obtido - às custas de uma renovada, imensa e terrível dor no estômago - informações sobre o estado geral de Lux. E não era nada bom. Lux havia sido envenenado com um composto derivado do veneno da aranha armadeira, ou seu equivalente naquele mundo de Serenia, e os efeitos nocivos progrediam rapidamente. Quando os pelos nas mãos começassem a aparecer, poderia ser tarde demais para salvar o companheiro!

    O único remédio que o Mago conhecia para o caso era a aplicação intravenosa de soro antiaracnídeo. Mas aquela uma tecnologia do mundo moderno. Era bastante improvável que houvesse algo do tipo em Forte Norte. Conceitos de saúde pública muito mais simples que aquele - como banhos regulares e saneamento básico adequado - já eram uma realidade distante por ali. Apesar de não reunir uma grande concentração de pessoas - menos que alguns bairros das grandes cidades da Terra - a cidade fedia de uma forma característica. Depois de um mês, a pessoa meio que se acostumava. Mas a Érennish, trazida até ali naquela manhã, torcia o nariz de tempos em tempos, provavelmente acostumada aos cheiros mais suaves das matas virgens.

    Por sua vez, Celty notava as gotas de suor frio se formando na testa do Conjurador, a pele assumindo um tom cada vez mais pálido. A Mentalista não sabia exatamente que truques arcanos Onnerb andava empregando por ali, mas a magia para pularem em segurança da janela certamente não havia sido a única. Ele parecia entender os termos estranhos - possivelmente élficos - que Scindia usava, como se do nada tivesse conseguido um peixe-babel. E olhava de Lux para a elfa ruiva, enquanto o silêncio crescia, reclamando respostas que talvez a Érennish não estivesse disposta a dar. Com o Espadachim apresentando efeitos adversos desde o ferimento no pescoço, e o Mago com aquela cara de quem desmaiaria a qualquer momento, Celty era a única em boas condições naquele trio.

    Quando parecia que a elfa não ia mesmo dizer mais nada, ela se sentou sobre a viga, apoiando-se com as mãos nas laterais do corpo:

    - A criança? não tem nada a ver com os planos de vocês. Kalarel é a minha missão. A de vocês envolve um canário ou coisa qualquer. Preciso levar embora a criança, porque Ilíria a aceitou. E ficando aqui, ela seria morta. - a Érennish cruzou os pés e passou ambas as mãos pelos vastos cabelos cor-de-fogo, enrolando-os em um coque enquanto continuava falando - Vocês não são daqui, mas já devem ter percebido que não há mestiços em Forte Norte. E não é porque nossas espécies não sejam capazes de procriar entre si. Elfos e Humanos não são tão diferentes assim. Nós somos... primos. Apesar disso, o fruto dessa união é um tabu em Bellenus, por causa da profecia. Sobre a qual não vou explicar, não percam tempo... - ela estreitou os olhos levemente, como uma gata má - Mas o que acontece é que o desejo não é incomum entre nossas raças. E num reino onde as elfas são escravas... existe espaço extra para a violência. Que parece existir em todos os mundos e em qualquer parte.

    Celty havia deixado claro que a realidade de onde vieram não era assim tão diferente, e Scindia parecia se basear nisso para encurtar por ali as explicações.

    - Mas, nem sempre é c'moar. Em tempos imemoriais, quando todas as raças se sentavam aos pés dos deuses, um Humano amou uma Elfa. E Hellion abençoou a união deles com uma maldição. Talvez o conceito pareça estranho para quem não conhece os deuses. Basicamente quer dizer que, até que o mundo tenha mudado tanto que o amor não seja mais infeliz entre Elfos e Humanos, ele se repetirá incessantemente. Em um ciclo de maldição inquebrável que já trouxe a morte aos deuses, que já destruiu impérios, e que escravizou toda uma raça... - havia um arrebatamento na voz de Scindia ao falar da história de seu povo, que logo se apagou ao focalizar novamente os rostos humanos de vocês - Meh... eu não sou uma Sábia e vocês não estão interessados. - ela se ergueu novamente, voltando ao estado vigilante de patrulha - Só precisam saber que a criança que eu vim buscar nasceu de uma Humana. Apesar disso, uma Lágrima de Ilíria - uma estrela cadente - cruzou os céus em direção ao Leste na noite em que veio ao mundo. Então, eu vim. Ilíria só chora por seu Povo. Ainda não sei se um Elfo violentou ou amou essa Humana. Descobrirei, porque é meu dever. Mas, seja como for, a criança volta comigo, pela honra da Mãe dos Elfos.

    Olhando diretamente para Celty agora, ela completou:

    - Se é verdade que pretendem ajudar, preciso que me conduzam para fora dos portões em segurança assim que eu tiver a criança. Uma Érennish não poderia sair em direção à floresta sem despertar suspeitas, a menos que estivesse na companhia de seus senhores. - mais uma vez aquele tom de quem cuspia uma palavra envenenada - Eu poderia abrir caminho com punhos e dentes, mas a criança é frágil. Seria melhor não arriscar. Em troca... - a elfa olhou para o Espadachim tresloucado e suando - ... eu garantirei que Lux receba a cura. E que vocês não morram antes de serem Testados. Mas, seja o que vocês querem com o tal passarinho, terá que esperar. Seu amigo não tem muito mais que meio dia de vida, no ritmo que está.

    Como se tudo já estivesse definido, a Érennish fez sinal para que permanecessem em silêncio. Dois ou três segundos depois, a porta do estábulo se abriu, revelando a silhueta de um homem bastante alto projetando uma sombra imponente construção a dentro. A figura envolta em luz do sol resplandecia em uma armadura de placas de metal, com uma longa capa azul profundo agitando-se suavemente quando a porta do estábulo fechou-se às suas costas. Não fosse o fato de aquela parecer uma liga metálica comum, até bastante gasta, a sensação era provavelmente idêntica a que alguém teria ao estar frente a frente com um dos Doze Cavaleiros de Ouro.

    E Celty poderia atestar, por sua longa vida!, que aquele era o homem mais bonito que ela já tinha visto.

    - Capitão. - a elfa ruiva saltou da viga, aterrizando sem produzir um som, deixando vocês entre ela e o Humano recém chegado.

    - Fard' areismai. - a voz de barítono tinha um calor profundo, que Celty não entendeu e Lux não se importava, deixando apenas para Onnerb a tradução simultânea que indicava que o Humano se referia à ruiva como uma mulher guerreira. O que pareceu agradar a elfa - O Diretor está na cidade. E com ele o Grão-Prior. - o Humano percorreu o trio com a expressão levemente fechada, antes de fixar os olhos em Celty, deitada sensualmente sobre o feno - Incrível. Como alguém com sua falta de carisma consegue converter alguém para a causa, Fard' areismai? - estendendo a mão para ajudar Celty a se levantar, apenas um pouco menos carrancudo que no começo, ele completou - Capitão Luke, Ordem do Escudo.


    bcdomingues
    Investigador
    bcdomingues
    Investigador

    Mensagens : 98
    Reputação : 13

    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Empty Re: 1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    Mensagem por bcdomingues em Sex Out 11, 2019 3:17 pm





    Babe Malvada


    Forte Norte | Úlcera sendo formada




    Após uma nova onda de dor consequente de mais um uso de magia, Onnerb havia descoberto o que Lux tinha no sistema. Descobrir, no entanto, era fácil. Viu que não poderia fazer nada a respeito desse tal líquido corrosivo no sistema de seu companheiro e suspirou, triste. Prontamente repassou o que o jovem Guerreiro tinha para todos e logo percebeu que a elfa sabia de uma cura. Isso fez sua mente cansada voltar a funcionar.

    - Além de saber da cura, essa elfa também sabe dos segredos da magia.. o segredo de controlar o Dom. - Pensou, novamente se dobrando com a mão na barriga. Com alguma sorte o remédio que tomou surtiria o efeito de melhorar seu estado. - Se eu for comparar com os jogos de RPG do meu mundo, eu usei três magias simples do primeiro nível e já estou vendo Cthulhu renascendo no meu estômago. Preciso fazer algo a respeito disso.

    Por fim preferiu escutar o diálogo que Scindia e Celty. Resolveu usar esse tempo para refletir melhor enquanto ouvia a história de sua mais nova companheira. Realmente o drama e a missão de Scindia pareciam ser causas nobres. Algo que não importava muito para Onnerb naquele momento, mas era um sentimento que podia respeitar vindo da elfa. Não falou mais até o momento final.

    Scindia escreveu:- Se é verdade que pretendem ajudar, preciso que me conduzam para fora dos portões em segurança assim que eu tiver a criança. Uma Érennish não poderia sair em direção à floresta sem despertar suspeitas, a menos que estivesse na companhia de seus senhores. - mais uma vez aquele tom de quem cuspia uma palavra envenenada - Eu poderia abrir caminho com punhos e dentes, mas a criança é frágil. Seria melhor não arriscar. Em troca... - a elfa olhou para o Espadachim tresloucado e suando - ... eu garantirei que Lux receba a cura. E que vocês não morram antes de serem Testados. Mas, seja o que vocês querem com o tal passarinho, terá que esperar. Seu amigo não tem muito mais que meio dia de vida, no ritmo que está.

    - Acredito que sua causa seja justa e quero te ajudar. Porém eu seria de melhor ajuda se pudesse controlar melhor esse poder dentro de mim. - Tentava olhar direto nos olhos da elfa. Não se intimidava com seu porte rígido e causa e sim estava admirado pela força interior que a mulher tinha, aliado com o desejo de cumprir seu objetivo. Respeitava-na e procurou transparecer isso. - Você poderia me ajudar com isso, já que posso concluir que sabe a algo a respeito dessas magias pelo que falou antes. Assim eu também posso ajudar melhor a sua causa. O que me diz? - Aguardou a resposta antes de novo membro chegar até o estábulo.

    Olhou para o homem que havia entrado e em seu devaneio registrou somente a imponência dele, com sua fronte séria e armadura completa

    - Aiolia, de leão.. - Sussurrou, balançando sua cabeça para expulsar a música nostálgica que havia tomado seu cérebro no momento.

    luke escreveu:- Fard' areismai. - a voz de barítono tinha um calor profundo, que Celty não entendeu e Lux não se importava, deixando apenas para Onnerb a tradução simultânea que indicava que o Humano se referia à ruiva como uma mulher guerreira. O que pareceu agradar a elfa - O Diretor está na cidade. E com ele o Grão-Prior. - o Humano percorreu o trio com a expressão levemente fechada, antes de fixar os olhos em Celty, deitada sensualmente sobre o feno - Incrível. Como alguém com sua falta de carisma consegue converter alguém para a causa, Fard' areismai? - estendendo a mão para ajudar Celty a se levantar, apenas um pouco menos carrancudo que no começo, ele completou - Capitão Luke, Ordem do Escudo.

    - Olá capitão Luke. - Disse, após o homem ajudar Celty a se levantar. - Diretor e Grão Pior, você diz? - Fazendo um leve maneio com a cabeça. - Desculpe, por você não falar baixo acredito que estivesse falando com todos nós. Me perdoe se fui rude ao ouvir. - Tentava se sentar de uma maneira mais aceitável, apesar de suor frio que escorria de sua testa. - Realmente a Fard' areismai não é de toda carismática, porém sua causa é verdadeira e podemos respeitar isso. Mas o que seria essa Ordem do Escudo que fala? O diretor e o Grão-Pior que citou seriam dessa Ordem? Sou Onnerb, aliás. - Completou, lembrando se apresentar somente no final.

    Após a resposta fez questão de completar.

    - A propósito, nosso companheiro aqui está envenenado. - Olhava mais para a elfa do que o capitão no momento. - Além do meu pedido, poderia salvar a vida do nosso pobre rapaz, por gentileza?



    Mellorienna
    Mutante
    Mellorienna
    Mutante

    Mensagens : 558
    Reputação : 76
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1112.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/912.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/212.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1811.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/410.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2211.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Empty Re: 1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    Mensagem por Mellorienna em Seg Out 28, 2019 5:50 pm





    The Evil That Men Do


    Forte Norte | Verão



    As coisas iam mal para Lux, confusas para Celty e - estranhamente - interessantes para Onnerb. Enquanto o veneno arrastava a mente do Espadachim para cada vez mais longe, o Mago tomava a frente das negociações com os NPCs do Mestre e conduzia o diálogo em uma direção potencialmente promissora. Ainda era meio da tarde, mas tanta coisa havia se desenrolado que Celty sentia que havia vivido 70 anos em 7 horas. E talvez houvesse...

    Teria sido bom ter tempo para entender melhor o que estava acontecendo. Teria sido bom contar com Lux, o estrategista do trio, em melhor forma mental naquele momento de decisões importantes a serem tomadas. Teria sido bom continuar aquele diálogo, descobrir porque havia um humano em full plate agindo amigavelmente com uma Érennish que - na melhor das hipóteses - poderia ser considerada ultra insolente.

    Teria sido bom.

    Mas, assim como um robô de brinquedo de que arrancassem a pilha, subitamente a brincadeira chegou ao fim. Havia um filme, da virada do milênio, em que pessoas conectavam-se a uma realidade artificial através de cabos presos às suas nucas. E quando esses cabos eram desconectados, a pessoa simplesmente caía - um boneco oco, sem tempo para últimas palavras, sem gritos de dor, sem chance de adeus.

    E caíram. Seria a morte? Ou apenas uma porta de saída?

    Celty:
    Primeiro, havia a escuridão. Quente e cheia de promessas. E então, alguém se apaixonou pela luz. E o que era sem forma, se revelou em um mundo jovem e luxuriante, por onde deuses e monstros caminhavam.

    In the land of gods and monsters, I was an angel living in the Garden of Evil.

    Três desejaram ter criaturas a quem pudessem ensinar, com quem pudessem conversar, e que tivessem a chance de ver crescer. Outros três ofereceram presentes a esses criaturas. E os filhos dos filhos dessas criaturas ainda se sentavam aos pés dos deuses quando o Amor os condenou a todos. Celty não entendia muito bem onde estava enquanto a narrativa se desenrolava por sua mente. Mas ela soube que era ele assim que o viu. Aleph Bellenus. O sangue de Tzara, Mãe dos Anões, estava em sua mãos. O sangue de Ilíria, Mãe dos Elfos, escorria da lâmina de sua lança maldita. E por amor foram todos expulsos da face dos deuses, enquanto a Mãe dos Humanos foi banida para fora das esferas do mundo.

    E a violência os marcou, muitos deles. Aleph e tantos outros arrastaram-se em dor e agonia enquanto seus ossos torciam-se em novas e diabólicas formas. Marcados. Rebeldes. Assassinos. Permaneceram no litoral, e mandaram rumo ao deserto os que ainda eram Humanos. E através de desertos e pântanos, florestas e montanhas, chegaram os Humanos às terras férteis onde construíram seu lar. E a descendência de Aleph Bellenus proliferou sob o sol de Illion, que concedeu grandes habilidades aos filhos de sua irmã agora banida, e que jamais virou-se contra suas crianças.

    E já era próspero o Reino de Bellenus quando nasceu da família real uma princesa de cabelos de fogo - como a Leoa dos Deuses, Ariela, irmã de Aleph, que morreu virgem aos pés do Santuário. E a pequena princesa foi enredada na maldição de seu povo, e por amor fugiu de seu dever de sacerdotisa, por amor desposou um filho de Ilíria, por amor tomou dele o metal branco resplandecente sagrado para os elfos, e por amor entregou seu ventre - antes virgem - para gerar uma criança.

    E, quando morreu, por amor fez com que prometessem não separar a criança da aliança de alfirin. E a Mãe a recebeu em seu abraço, enquanto choravam pelo destino do Rei de Elfos e Humanos.

    Lux:
    Era inevitável o pensamento de que o veneno finalmente havia dado conta, e de que ia morrer. Sem rever sua amada. Sem trazer justiça à sua terra natal. Sem completar nenhuma missão que havia assumido.

    Olhou suas mãos. Estavam jovens como eram em casa. Levou um tempo para que percebesse que, ao invés do negrume do coma, estava em um ambiente iluminado. Em uma janela? Diante de si, havia duas elfas sentadas em ricas almofadas de seda que se espalhavam pelo chão de mármore coberto de tapetes. As duas eram jovens, mas a de cabelos cor de mel era um pouco mais velha que a outra, de cabelos platinados. Ambas cochichavam, mas Lux ouvia tão bem quanto se falassem ao pé de seu ouvido. Do outro lado da sala, um rapaz humano parecia concluir algum tipo de reparo na lareira - possivelmente envolvendo as grades de proteção, pelo barulho que fazia.

    A elfa de cabelos cor de mel olhava com certa severidade para a outra:

    - Linë, não é destino de uma Ohana amar. Não é destino de uma Ohana ter sonhos. Nós somos apenas aves exóticas, presas em uma gaiola de ouro. Cantamos para eles. E eles ficam encantados com nossas cores. Mas é só.

    Linë virou-se diretamente para Lux, que levou um susto... até perceber que ela não o enxergava. A elfa arrumava mechas soltas do cabelo platinado, e era realmente uma moça muito - muito - bonita. Olhando seu próprio reflexo no que Lux descobriu não ser uma janela, mas sim um espelho. E desviando os olhos azuis para o perfil do rapaz humano que suava com o trabalho pesado.

    - Eu ouço uma voz, Äýra. Uma voz dentro de mim. - Lux se impressionou com a voz da elfa, que era de uma doçura e suavidade que ele só havia conhecido em sonhos - Essa voz exige... demanda... ordena... - era evidente que o rapaz não podia ouvir o diálogo, mas ainda assim virou-se naquele momento para onde as duas elfas confabulavam em suas almofadas, e as íris dele eram de um castanho quase vermelho - ... que eu não o deixe sair. Mesmo que seja preciso prendê-lo aqui para sempre.

    De onde estava, no espelho, Lux viu o rapaz retomar o trabalho depois de secar a testa nas mangas da camisa surrada. Ele trazia no pescoço uma corrente simples, de couro, de onde pendia um pequeno aro de um material de aparência metálica, quase branco.

    Onnerb:
    Onnerb tinha plena certeza de que havia sido alvo de uma espécie de ataque psíquico. Não parecia se sentir mal, mas era impossível prever o que teria acontecido ao seu corpo. Entretanto, os detalhes físicos teriam que esperar. Precisava primeiro entender onde sua mente havia sido levada e porque era importante que estivesse ali.

    Aproximou-se de uma janela. Era uma torre. Não mais que cinco andares. Floresta por todos os lados. Cômodos vazios. Vazios há muito tempo. Tudo estava abandonado, empoeirado, tomado por teias de aranha. Mas sentia uma necessidade enorme de chegar ao alto da construção. E quando chegou, percebeu que estava sendo convocado.

    A sala circular era simples de tudo, menos pelo que havia bem em seu centro. Onnerb não pôde evitar pensar em contos de fadas. Um esquife de cristal reluzia arcos-íris nas paredes de pedra da torre. Dentro dele, deitada como quem está dormindo, a mais bela de todas as criaturas do mundo. Os olhos chegavam a arder, e Onnerb percebeu que não havia nem piscado desde que a viu. A Branca de Neve era na verdade morena clara, toda vestida de branco, com pequenas pérolas espalhadas por seus cabelos mais escuros que as asas dos anjos. E era elfa. E fantasticamente linda.

    O Mago andou ao redor do esquife de cristal algumas vezes. Testou se havia uma tampa, uma rachadura, qualquer coisa que o permitisse abri-lo. Nenhum acesso. Tentou todas as magias que conhecia - desde Abrir/Fechar até Bola de Fogo. Nenhum dano. Nada. A Princesa Elfa dormia, presa onde ninguém poderia alcançá-la.

    E foi então que Onnerb viu entrar pela janela da torre uma ave - parecida com um falcão, mas com penas bastante longas no rabo, em forma de gota - que reluzia como cobre. Atirando-se da janela através da ave, quando esta voou para fora, Onnerb se viu singrando o céu como em um sonho. Atravessando distâncias impossíveis com o mero pensamento de alcançar a ave de cobre, repentinamente o Mago parou. Diante de Scindia. Que segurava nas duas mãos uma estátua de cobre da ave, enquanto usava uma espécie de cocar de penas vermelhas e brancas no que parecia ser uma celebração Érennish.

    - Oh estão voltando! Graças à Ilíria!

    Retomando a consciência, Celty, Lux e Onnerb se viram deitados em um ambiente à meia luz, por onde o sol bastante avermelhado do fim da tarde se infiltrava através de persianas semicerradas de bambu. Estavam seminus, apenas em roupas de baixo, estirados em algo que lembrava um tatame. Sentada sobre os calcanhares, aos pés do trio, uma jovem elfa muito bonita, de cabelos prateados.

    - Vou chamar o Capitão e pedir à escrava de vocês que entre. Fiquem tranquilos. Estarão seguros aqui.

    A voz da mocinha elfa era doce como mel de favo e seu sorriso era inocente e brilhante quando atravessou as arcadas em direção ao que parecia ser um corredor dentro do Santuário das Ohana.


    Nazamura
    Tecnocrata
    Nazamura
    Tecnocrata

    Mensagens : 468
    Reputação : 28
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Empty Re: 1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    Mensagem por Nazamura em Ter Out 29, 2019 10:59 am

    A Viagem Astral


    Será mesmo?

      "Chegou o meu fim, Adeus Phy-chan, eu vejo a luz... é um lugar tão bonito... e tem 2 elfas ali... o que?" - Por um instante, parecia que Lux estava atrás do espelho do era uma vez, vendo sem poder ser visto, ouvindo sem poder conversar, foi muito estranho - Quem você vai prender pra sempre? me deixa sair!! - Lux achou que o dialogo da elfa era sobre ele e começou a bater no espelho e reparou no homem consertando a lareira, o que será q ele tinha no pescoço?

    Linë escreveu:- Oh estão voltando! Graças à Ilíria!
    - Voltando... ah ? - Lux então olha para si e percebe que ele, bem como Oneerb estavam apenas de cueca - Oro... ?!? - e olhando ao redor vê que Celty está de calcinha e sutiã, seus olhos percorrem suas curvas e ele olha para o lado - Oroooo ??!

    Linë escreveu:- Vou chamar o Capitão e pedir à escrava de vocês que entre. Fiquem tranquilos. Estarão seguros aqui.

    Uma voz suave e doce chamou a atenção de Lux, a mesma voz melodiosa que ele ouvira por detrás do espelho - Espere eu... - mas a garota já havia saido corredor adentro do sanutario - Onnerb, Celty, alguem pode me explicar como viemos parar aqui? e porque eu estou vendo a garota do espelho falando com agente? - O coração de Lux estava palpitando, e ele se sentia mais saudavel, tentou sentar-se ao chão, olhando para suas próprias mãos - Estou vivo e me sinto bem, eu estava envenenado?

    Mas por um momento ele olha para o lado novamente vendo Celty de lingerie, cruza as pernas e coloca suas mãos por entre os joelhos flexionados e diz
    - Será que dá pra você por alguma roupa!
    bcdomingues
    Investigador
    bcdomingues
    Investigador

    Mensagens : 98
    Reputação : 13

    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Empty Re: 1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    Mensagem por bcdomingues em Qua Out 30, 2019 10:13 am





    Fé no pai que o post sai


    What? | Coma




    Tudo estava correndo bem, apesar de serem fugitivos em uma cidade onde não mandavam nada e estavam a mercê de uma elfa que estava mais inclinada em matar o trio do que propriamente ajudar. Mas, tirando isso, a conversa fluía e as negociações avançavam. Eis que veio o desligamento.

    A mente de Onnerb viajava pelo espaço e pelo limbo, observando coisas impossíveis e logo soube que estava em uma jornada entre mundos. Tão imediatamente chegou a essa conclusão e soube que havia sido alvo de um ataque mental, o que explicaria o motivo por estar nessa viagem astral no momento. Seu corpo foi deixado para trás, mas não havia tempo para se preocupar com isso agora. Uma visão se formava à sua frente.

    Uma torre, florestas em volta. Um mundo de RPG pronto para ser explorado, com infinitas possibilidades. Alguém convocava-no para a construção e não podia ignorar esse chamado, mesmo em ''sonho''. Entrou rapidamente pela torre, absorvendo tudo a sua volta. Não conhecia o lugar e, provavelmente, não era real. Uma visão não se encaixava ali, mas sim uma mensagem talvez. Alguém tentava lhe falar algo. Continuou caminhando até que encontrou a única coisa que havia ali na sala circular, a esquife.

    Feita de cristal, aquilo, por si só, já seria algo impressionante. No entanto a visão da mulher deitada dentro da esquife tirou tudo de sua mente. Seria aquela bela elfa quem havia lhe chamado até ali? Tentou de todas as maneiras quebrar o cristal, mas nem mesmo suas mais poderosas magias fizeram qualquer arranhão na prisão.

    - Devo ver, mas não devo alcançar? - Ponderou, andando em volta da esquife afim de pensar melhor. - Que tipo de mensagem querem me passar aqui?

    Eis que uma ave entrou pela janela. Uma ave-falcão com características muito peculiares. Penas longas, em gota, que reluziam em cobre.

    - Gotas e Cobre. Isso deveria me lembra algo? - Disse, seu olhar se desviando pela primeira vez da elfa presa na esquife. Não teve, no entanto, tempo para pensar em mais nada já que a ave saiu pela janela. Sem nem ponderar o quanto isso seria estranho, o mago se atirou pela janela atrás da criatura alada.

    Foi então que percebeu que podia voar e que seu pensamento era que comandava agora. Podia acelerar e reduzir sua velocidade como quisesse. Viajava rapidamente pelos céus e pelo tempo. Sorria por isso e pelo poder que havia conquistado naquele momento. No entanto tinha que alcançar a ave e chegou a velocidades absurdas. Durante algum tempo batalhou contra a distância até que parou, sendo recepcionado por algo que não esperava.

    - Scindia? O que faz aqui? - Perguntou, reparando na estátua semelhante a ave que estava caçando e tomando nota das roupas que vestia. - Isso é um teste? - Foi sua última pergunta antes de acordar subitamente em um local estranho.

    Acordou a logo se sentou, tentando e falhando em reconhecer onde estavam, A jovem elfa linda saiu às pressas, mas Onnerb mal prestava atenção em suas palavras, sua mente cheia do que acabara de vivenciar. Reparou em seus companheiros, não se importando muito por estarem em suas roupas íntimas no momento. Precisava tirar algumas conclusões.

    - Vocês também tiveram sonhos estranhos? - Perguntou após alguns segundos. - Acredito que tenhamos sofrido um ataque psíquico e não posso afirmar que o que vi é coisa minha ou algo que implantaram na minha mente. - Olhou para eles, esfregando os olhos para tentar espantar as visões da elfa perfeita, da ave e de Scindia com sua roupa de Érennish. - Parecia mais uma mensagem do que outra coisa.

    Não contou para seus companheiros o que havia visto naquele momento pois ainda tentava tirar suas próprias conclusões antes. Mas havia falado qual era a origem dos acontecimentos e, caso não soubesse, poderiam levar isso em consideração para pensarem melhor no que haviam passado. - Aliás, isso é Ohana? - Concluiu, finalmente olhando em volta e realmente vendo o local com olhos frescos.



    Mellorienna
    Mutante
    Mellorienna
    Mutante

    Mensagens : 558
    Reputação : 76
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1112.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/912.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/212.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1811.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/410.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2211.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Empty Re: 1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    Mensagem por Mellorienna em Qua Nov 06, 2019 4:52 pm





    How Our Fates Were Sealed


    Forte Norte | Verão



    Em meio à timidez por ver uma bela mulher em roupas de baixo e aos relatos sobre os sonhos (?) estranhos que tiveram, Lux e Onnerb levaram cerca de dois minutos para notar que Celty não despertava. Acercando-se da companheira de viagem, era possível perceber que a jovem parecia imersa em sono profundo, suas pálpebras pesadas escondendo o azul de seus olhos. Mas Celty mantinha a expressão tranquila de quem descansa em um sono sem sonhos, com a respiração rítmica a indicar - ao menos superficialmente - que estava tudo bem.

    Até que ouviram um trovão.

    Ou o que pensaram ser um trovão.

    Aproximando-se da passagem por onde a elfa de cabelos prateados havia saído, Onnerb e Lux puderam ver um corredor de pedra polida que se abria em colunas na direção de um jardim interno, onde havia um pequeno lago pontuado por pedras estrategicamente posicionadas - de modo que uma pessoa poderia caminhar por sobre as águas com tranquilidade.

    Bem, poderia. Se o chão ao redor não estivesse subindo e descendo como ondas agitadas no mar, jogando pessoas aos gritos em todas as direções e ameaçando derrubar toda a construção. Algumas telhas de ardósia já voavam por ali, como pedaços afiados de morte, e as árvores do pomar das Ohana gemiam com os solavancos daquela espécie estranha - e letal - de terremoto.

    Humanos em armadura corriam por toda parte, caindo, levantando, gritando e sendo atingidos por detritos sacudidos violentamente pelo vento que uivava sobre Forte Norte. Pelo corredor, cambaleando com certa graciosidade apesar da testa franzida de desgosto, Scindia se aproximou no exato instante em que - do meio do pequeno e plácido laguinho - um jorro de lava e pedras quentes emergiu como um gêiser infernal.

    Antes que ela pudesse disser qualquer coisa, Linë surgiu por uma esquina, acenando para que a seguissem, enquanto mal se mantinha de pé. Era preciso surfar uma tormenta de terra e rochas para se mover por ali, e o terreno desconhecido tornava a locomoção ainda mais difícil.

    Apesar do perigo e do absurdo de estar em meio a uma catástrofe natural (?) de tamanha magnitude, Lux e Onnerb não puderam deixar de notar que Scindia não usava mais o algodão cru e áspero típico dos escravos: a elfa ruiva tinha os cabelos presos em uma longa e intrincada trança, e usava uma calça de couro macio de corsa com um colete do mesmo material completamente desabotoado, exibindo uma "blusa" que teria dificuldades para ser classificada como algo além de um sutiã, no mesmo couro caramelo. E trazia um arco longo preso às costas.

    - Vejam! Bem ali! - a Rouxinol de Prata, com sua voz macia, apontou para estruturas imensas de pedras flutuantes entre as árvores do bosque. Três grandes arcadas ovais, dentro das quais espiralavam cores específicas: tons de azul, vermelho e verde, respectivamente. Na pedra que encimava a estrutura de cada um dos enormes portais, um entalhe fundo preenchido de ouro onde se lia, no idioma Comum: APENAS UM MAIS UM, e os nomes Celty, Lux e Onnerb - em todos os três.

    - Essas passagens não existiam. Seja lá o que está acontecendo... - Linë tinha mesmo uma voz macia e delicada, mesmo tingida pela adrenalina do momento - ... vocês parecem ser a chave. Ou a causa.


    Nazamura
    Tecnocrata
    Nazamura
    Tecnocrata

    Mensagens : 468
    Reputação : 28
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Empty Re: 1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    Mensagem por Nazamura em Qui Nov 07, 2019 11:16 am

    O Impulsivo Lux




     
    - Celty-senpai... - Lux tenta se recompor e observa Celty por alguns segundos, ela estava dormindo um sono tão profundo que o fez lembrar de Philuffy - Até que quando ela está dormindo é tão kawaii... - A agitação de Lux se acalma por alguns instantes e ele automaticamente olha ao redor procurando por algo para cobri-la, encontra alguns panos e a cobre gentlimente sorrindo pra ela.

    Lux então se levanta e procura por suas roupas e suas armas, e enquanto se vestia começou a refletir os acontecimentos do dia, o fato de terem mudado totalmente o rumo da missão, seu envenenamento e seu "acidente" vergonhoso e agora estava dentro do santuário de Ohana rodeado por belas elfas e a rouxinol de prata, cuja doçura da voz e tez jovem e firme fazem Lux constantemente se recordar de Philuffy, pois ambas tem o mesmo temperamento. A Espada longa bastarda e negra herança seu irmão Lux a acomoda nas costas enquanto a broadsword azul que Philuffy lhe dera, ele a prende na bainha da cintura.

    - Bom e agora o que vamos... mas o que? - mal tiveram tempo de atravessar o corredor trabalhado que dava em um jardim bonito com um lago quando o chão começou a tremer

    The Story so Far... escreveu:Até que ouviram um trovão.Ou o que pensaram ser um trovão.

    - Terremoto!

    Lux deteve-se próximo a Onerb aguardando o que fazer, afinal, o mago do grupo sempre tinha uma carta na manga para momentos como esse. E em meio ao caos e ao panico generalizado com guardas caindo, construções desmoronando e gritarias de toda sorte surge Scindia no mesmo instante que o belo lago se transformou em um Geiser explosivo enquanto do outro lado na esquina aparece Linë acenando para que a seguissem

    - Scindia! Linë! afinal o que está acontecendo? - diz enquanto seguia pelo corredor indicado por Linë e então tenta puxar papo com Scinda enquanto corre - Que bom que você está bem. Você está muito bonita!

    Novamente o coração de Lux dispara em seus impulsos juvenis ao ver as belas curvas de Scindia, a elfa que eles haviam comprado, agora com seu top de couro que mais lembrava um sutiã, balançando com a física enquanto corriam, seus cabelos presos em trança revelavam seu pescoço e toda a curvatura do tronco e peitoral ficando a mostra deixando Lux ofegante. "Essas elfas são lindas! a Linë tem uma voz tão melodiosa, e Scindia tem uma beleza madura e " ... Lux perde o equilíbrio e cai de joelhos no chão

    - Droga de terremoto - diz tentando disfarçar que na verdade estivera no mundo da lua, batendo na calça para sacolejar a poeira e o arranhão

    Line escreveu:- Vejam! Bem ali! Essas passagens não existiam. Seja lá o que está acontecendo vocês parecem ser a chave. Ou a causa.

    - Portais para casa! - Lux poe-se em pé empolgado, lê rapidamente a inscrição e faz umas deduções malucas antes mesmo que Onnerb pudesse dizer qualquer coisa sabia ou sensata como era de seu costume. Lux age por impulso e segura a mão de Linë

    - Onnerb, cuide de Scindia e Celty, eu acho que cada cor tem a ver com um de nós, e parece que só podemos levar uma conosco, então eu protegerei a Linë.

    E logo após, inicia uma corrida com ela na direção do portal vermelho

    -Linë, eu te vi através do espelho enquanto estava dormindo, foi nitido! tinha até um homem consertando a lareira atrás de você e ele parecia olha-las, tinha algo metalico no pescoço dele. - A expressão de Lux muda para um tom mais sério - Eu não sei o que significou essa visão, mas sei que de alguma forma, eu tenho que proteger você. - E sorri quando completa - Eu nunca consideraria você ou a Scindia como aves exóticas presas em uma gaiola - disse para que ela tivesse a confirmação de que de fato, Lux estava atrás do espelho e ouvia tudo.

    Assim ele e a garota rumam portal a dentro.
    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Portal
    Padre
    Cavaleiro Jedi
    Padre
    Cavaleiro Jedi

    Mensagens : 206
    Reputação : 38

    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Empty Re: 1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    Mensagem por Padre em Qui Nov 07, 2019 9:04 pm

    Celty.
    Diante do questionamento da elfa sobre o tal "rouxinol" ponderou rapidamente sobre ser uma boa ideia contar a ela sobre o plano original deles e apesar de parecer ser o óbvio (principalmente para alguém tão vivida como Celty) a ideia de que segredos apenas levam a ruína, por algum motivo que não soube identificar na hora, apenas decidiu ficar calada e desviar o foco da conversa.

    Ornitólogos... Interessante que uma palavra como essa exista nesse mundo, mas não, nossa missão é algo diferente. ━ Disse sem demonstrar qualquer tipo de hesitação olhando diretamente nos olhos da Érennish com seriedade.

    Nesse período de silêncio de aparentemente análise da situação por parte dos quatro, Celty desviava sua atenção para Onnerb, sabia bem o que estava acontecendo com o companheiro, porém também sabia que independente do quão novo o rapaz fosse, ele era inteligente o suficiente para reconhecer os próprios limites, os olhos iam do Conjurador para a elfa com o pensamento de plena confiança que o companheiro não seria muito imprudente.

    O silêncio já havia passado a linha do estresse e havia começado a se tornar desagradável, Celty cruzou os braços ainda deitada no feno preparada para falar algo e acabar com aquilo, porém a elfa finalmente decidiu se mover, fazendo com que a mulher se acalmasse novamente em seu lugar.

    Ilíria? Deve ser alguma espécie de rainha ou divindade deles... E além do mais uma profecia, esse lugar é mais parecido com a Terra do que ela imagina, aposto que envolve uma criança milagrosa salvadora.

    A explicação seguia-se apenas confirmando as suposições da mulher, pelo menos, metade delas, que ouvia tudo com a mesma expressão séria e sem falar sequer um "A", ao ouvir as condições do plano que viria a seguir, parecia mais razoável para eles do que pra ela, mesmo que no final todos fossem conseguir exatamente o que queriam, levantando-se tomou a fala.

    A criança chegará segura seja lá para onde você for leva-la e contamos com você para ajudar Lux e para encontrarmos o Rouxinol.

    Em seguida, seguindo as instruções da garota permanecia em silêncio, enquanto ajeitava-se novamente no feno, seus olhos percorriam os arredores em busca de qualquer informação que pudesse indicar que o inimigo estava por perto e assim franziu o cenho ao perceber que a porta havia sido aberta. Péssima em combates, preparava-se para o pior já buscando possíveis rotas de fuga, ao mesmo tempo que não tirava os olhos da elfa torcendo para que ela não os deixasse na mão.

    Estar na frente daquele inimigo lhe causava uma sensação estranha, sentia-se pequena, sentia-se fraca, sentia-se tensa, mas... Ao mesmo tempo, não evitou de baixar a guarda ao enxergar quem era aquele homem em toda sua glória.

    "Capitão", então ele é um aliado, foi a conclusão mais óbvia, porém não fazia sentido em sua cabeça como alguém como ele, um humano, poderia estar acima dela em qualquer hierarquia que fosse, aparentemente, ainda tinham muito o que descobrir. A conversa entre os dois não entregada nenhuma informação que Celty considerasse relevante, porém em seguida Celty não escondia a timidez, corando sem perceber ao notar que ele fixava os olhos nela.

    Celty... Mercenária independente. ━ A voz saía embargada, o rosto continuava corado, porém, mesmo sem jeito ela aceitava a mão do homem. O que era com certeza aquela sensação? Nem ela saberia dizer, mas... Não era ruim. ━ Realmente ela não é carismática, mas, carisma nenhuma sustenta uma causa. ━ Dizia retomando o tom sério.

    Enquanto ouvia também o que Onnerb tinha a dizer, reprovava a tomada de decisão do rapaz de pedir ajuda e ele perceberia isso caso olhasse Celty nos olhos. Considerando que haviam acabado de fechar um trato om Érennish e a mesma não tinha muito paciência para a raça deles, pular por cima do combinado com ela era perigoso, considerando que já tinham fechado contrato para a cura de Lux. A mulher já se preparava para responder, era quando sua boca abria que nenhum som saía, a escuridão a envolvia com uma sensação inexplicável porém reconfortante e com uma leve sensação de nostalgia.

    O que é isso? A morte? Não...

    Seus olhos demoravam um pouco para se acostumar aquele mundo, tão gostoso e reconfortante, porém... A narrativa seguia de uma forma estranha, nebulosa, muita coisa acontecia dentro de poucos segundos chegava a deixa-la tonta, parecia que além da história, estava presa em uma espécie de transe, transe esse cortado pelo som do estrondoso trovão que finalmente a trazia de volta a realidade.

    Levantando-se de súbito, saltava de seja lá onde havia sido colocada, sozinha, no que parecia ser um grande desastre natural.

    O QUE É ISSO? ONDE É QUE EU ESTOU?


    bcdomingues
    Investigador
    bcdomingues
    Investigador

    Mensagens : 98
    Reputação : 13

    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Empty Re: 1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    Mensagem por bcdomingues em Sab Nov 09, 2019 11:44 am





    A Porta da Esperança, má oi


    SBT | Silvio Santos




    O não despertar de Celty era algo problemático naquele momento. Enquanto vestia suas roupas e pegava seu cajado, Onnerb tentou sentir o que poderia estar passando com sua companheira. Seu pensamento era que teria que despertá-la sem magias. Mais receoso quanto ao seu uso e sabendo dos limites, guardaria seu dom para quando fosse realmente necessário. Enquanto não usava, treinaria sua capacidades de sentir as magias e resolver os problemas com inteligência e pouco uso de seus poderes para que o seu corpo não sofresse com as consequências.

    Mesmo enquanto concluía esse complexo pensamento, a pânico foi instaurado. Seguiu pelo corredor com Lux para ver o caos reinando onde se encontravam. Algo que era para ser um local pacifico estava tomado por algo que parecia ser um desastre natural. Mas Onnerb sabia melhor. Aquilo era um acontecimento mágico e por isso aquilo lhe intrigava ainda mais.

    - Existe uma magia poderosa trabalhando nesse ambiente. - Disse, mais para si mesmo do que para qualquer pessoa que estivesse ao seu lado. Olhava em volta, mas não para ver a destruição, mas sim o fluxo de poder que fazia com que isso tudo fosse possível. Mesmo sabendo que era um acontecimento mágico, o poder para fazer tal feito era incalculável. Saiu de seu devaneio somente quando viu as elfas - Scindia com roupas que mais condiziam com sua posição - aproximando-se deles. Seguiu até os portais, ignorando o máximo que podia, o gêiser de morte que saía do lago. Parou na frente dos mesmos e se deligou de tudo em volta.

    - Aqui parece ser a maior concentração de poderes mágicos. - Falou alto enquanto sentia as ondas poderosas de poder. - Sim, isso está sendo causado por algum ser. Por qual motivo, ainda não sei dizer.

    - Essas passagens não existiam. Seja lá o que está acontecendo... - Linë tinha mesmo uma voz macia e delicada, mesmo tingida pela adrenalina do momento - ... vocês parecem ser a chave. Ou a causa.

    - Talvez tenha razão. Mas também talvez não tenha. - Sabia que falava em enigmas, mas estava tentando pensar melhor.

    Seu primeiro pensamento foi tentar encontrar a origem do poder. Afinal não parecia que alguém poderia fazer tamanho estrago estando tão longe do local onde estivesse ocorrendo a mágica. Ou, então, talvez fosse uma das pessoas que estivesse por aqui? De qualquer modo tentava se concentrar nisso. Também poderia ser algo dentro dos portais.. Sim, fazia sentido. Nesse caso tentaria sentir qual portal fosse o mais poderoso dos três.

    Lux escreveu:- Onnerb, cuide de Scindia e Celty, eu acho que cada cor tem a ver com um de nós, e parece que só podemos levar uma conosco, então eu protegerei a Linë.

    Quando se deu conta o jovem guerreiro já estava quase entrando no portal.

    - Não, espere.. - Tarde demais. Na realidade não sabia o que esperar e esse ato de impulsividade despertou algumas ideias na cabeça de Onnerb. Se aproximou de Scindia calmamente.

    - Scindia, tem algo que devia saber.. - Rapidamente contou a última parte de seu visão para ela, a parte em que ela aparece com uma estátua de pássaro na mão.

    - Por isso não só nós, mas creio que você também seja uma peça importante em tudo que está acontecendo. Nosso encontro não foi por um acaso. - Olhou diretamente para os olhos dela. - Acho que você também deve nos acompanhar. Mas vá tirando suas conclusões, eu já volto.

    Fez seu caminho até o cômodo de onde saiu. Viu Celty, agora acordada, em um pouco de pânico. Sorriu para ela enquanto se aproximava.

    celty escreveu:━ O QUE É ISSO? ONDE É QUE EU ESTOU?

    - Bom, a situação não poderia ser pior minha companheira. Vamos rápido pelo corredor que vou te explicando a situação. Ah.. e não esqueça de suas roupas.. caso queira, claro.

    Nesses poucos minutos fora a situação parecia ter piorado. Tentou contar a Celty o máximo que podia, mas agora já não poderia mais adiar o que fariam. Chegou ao lado de Scindia novamente.

    - Seguinte, a conclusão que posso tomar é que devemos ver o que há por trás desses portais. Podemos até ser a chave ou a causa de tudo isso, mas eu estou inclinando mais pelo lado da consequência. Vou descobrir o segredo desse pequeno enigma.

    Pelos minutos que ficou ponderando, talvez o melhor a fazer fosse sentir qual portal acumulava o maior poder mágico. Seria nesse que pularia, sem hesitar. Caso não sentisse nada, de nenhum deles, chutaria no Azul mesmo. Gostava da cor. Virou-se para seus companheiros antes de ir.

    - Bom, fui. Façam como acharem melhor. Espero por vocês do outro lado. - Em um ato de impulsividade e coragem (talvez burrice), deu um breve aperto na mão de Scindia, olhando nos olhos dela e sorrindo. Afinal, por que não? Chegando perto do portal pulou nele, falando claramente as seguintes palavras:

    - HOGWARTS!

    Mellorienna
    Mutante
    Mellorienna
    Mutante

    Mensagens : 558
    Reputação : 76
    Conquistas :
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/411.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1112.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/912.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/212.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1811.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/410.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2211.png
    • https://i.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/2111.png

    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Empty Re: 1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    Mensagem por Mellorienna em Seg Nov 11, 2019 5:25 pm





    Knockin' on Heaven's door


    Forte Norte | Verão



    Celty não teve tempo pra absorver as informações, ou mesmo para tomar uma decisão. Os dois moleques, impulsivos e loucos como apenas a juventude era, atiraram-se um após o outro portais a dentro, cada um com uma elfa a tiracolo. Em instantes, o portal vermelho se fechou, tornando-se apenas uma arcada de pedra, sem nenhum brilho colorido dentro. E, sobre a pedra mais acima da construção, apareceu nitidamente LUX gravado. O mesmo com o azul, exceto pela gravação que, presumivelmente, exibia ONNERB.

    Só restava o portal verde, caso Celty decidisse entrar em algum. Ao redor, o bosque gemia enquanto as entranhas da terra eram reviradas por abalos sísmicos. Gritos inundavam a noite e, pouco além de onde estava, a Mentalista viu parte da muralha exterior do Santuário das Ohana ruir com estrondo.

    - Senhorita, é perigoso permanecer aqui. - a voz poderosa do Capitão Luke soou logo atrás de Celty. O homem emergia das árvores exibindo um bom número de arranhões, mas com as armas guardadas. Era mais provável que houvesse se machucado tentando ajudar as pessoas a escaparem da tragédia do que em uma possível luta - As árvores podem vir abaixo a qualquer moment--- O que são essas coisas?

    O homem indicou os portais com o queixo, dando um passo a mais na direção de Celty. Que não pôde deixar de notar que, apesar das construções humanas estarem se destruindo como um castelo de cartas, as árvores apenas gemiam com a passagem da tormenta - mas nenhuma havia sido realmente arrancada do solo.


    Padre
    Cavaleiro Jedi
    Padre
    Cavaleiro Jedi

    Mensagens : 206
    Reputação : 38

    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Empty Re: 1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    Mensagem por Padre em Ter Nov 12, 2019 7:05 pm

    Celty.
    Completamente acordada porém no meio do completo caos era difícil entender completamente o que estava acontecendo. Havia sido bombardeada com informações no suposto sonho e agora estava de novo em um completo caos, parte dela se perguntava se ainda estava em uma espécie de ilusão induzida.

    A tentativa frustrada de Onnerb que sumia na mesma velocidade que aparecia, de explicar tudo que havia acontecido só deixava as coisas mais difíceis do que já estavam, porém uma coisa ficava bem clara: Precisavam entrar naquele portal. Pegando seus pertences, o mais rápido que pode, carregava no ombro já que não havia tempo para vestir as roupas. O som que o bosque transmitia lhe trazia uma sensação ruim e isso era evidente pela feição de preocupação em seu rosto. Desfalecida também notava a queda da muralha do Santuário das Ohana e naquele ponto já se questionava se tudo aquilo valia a pena, a "missão" que já havia se perdido o significado, a jornada com a Érennish que sequer sabia onde estava e as atitudes irreais de seus companheiros, tudo aquilo a levava a questionar sobre o quão real era tudo aquilo.

    Fingindo não ter se assustado com a chegada imponente do Capitão Luke (agradecia por pelo menos ter um rosto conhecido naquele meio), encerrada a reflexão focando finalmente no que acontecia no dado momento.

    Aparentemente a minha presença e dos meus companheiros está causando... Isto. ━ Seus olhos percorriam as árvores com certa curiosidade. ━ Haviam três portais abertos, cada um pulou em um com as suas elfas, acredito que apenas sobraram nós e eu acho que já não tenho escolha, a pergunta que não quer calar, me acompanha, Capitão Luke?

    Oferecendo a mão para o rapaz, já ia lentamente se jogando no último portal.
    Conteúdo patrocinado


    1. O Roubo do Rouxinol de Prata - Página 2 Empty Re: 1. O Roubo do Rouxinol de Prata

    Mensagem por Conteúdo patrocinado


      Data/hora atual: Sab Dez 14, 2019 2:10 pm