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    6) Rio de Sangue

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    Mensagem por Rebe em Seg Set 23, 2019 11:33 pm



    RIO DE SANGUE

    O Rio de Janeiro é uma cidade única em muitos aspectos entre os cainitas. Sabá e Camarilla coexistem desde o tempo da fundação da cidade. O clã Lasombra financiou a expedição de Gonçalo Coelho, que descobriu o futuro local do assentamento que se tornaria a grandiosa cidade, mas foi construída com a ajuda do clã Toreador. Ambos os lados lutaram entre si quando a cidade enriqueceu. A chegada de vários anciãos poderosos em 1807, após o exílio da corte portuguesa, resultou em um impasse. Uma trégua tácita foi estabelecida entre os Lasombra e os Toreador e o Rio foi transformado em uma cidade livre, projetada para ficar fora da Jyhad. A cidade se transformou em algo parecido com um resort de férias para os mortos-vivos, graças às suas ricas oportunidades de alimentação.

    No Rio moderno existe um arcebispo e um príncipe, além de um conselho composto pelos clãs Lasombra e Toreador. Suas áreas de influência não são detalhadas, mas sabe-se que A Máscara é mantida, com qualquer "material incriminador" sendo rapidamente destruído. O arcebispo é o lendário Lasombra Gratiano de Veronese , enquanto o último príncipe nomeado era um vampiro chamado Suarez, com bastante influência entre os lobisomens da região. Eles estimulam o Carnaval, com um código de conduta em toda a cidade, permitindo a livre troca de serviços e bens vampíricos. Isso não quer dizer que as relações sejam pacíficas. De fato, muitos membros de ambas as seitas usam o fato da neutralidade da cidade como um meio de caçar rivais sem enfrentar punição de sua própria seita. Os recém-chegados são submetidos à uma caçada ritualística. Membros de todos os clãs e seitas podem ser encontrados no Rio, lucrando com sua enorme população e grande fluxo de turistas, se alimentando sem medo de retaliação.

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    Mensagem por Rebe em Sab Set 28, 2019 11:29 pm



    Bruxo do Cosme Velho

    Bruxo do Cosme Velho é um epíteto consagrado a Machado de Assis. O termo ganhou força no meio literário quando Carlos Drummond de Andrade publicou o poema: "A um bruxo, com amor", no qual o poeta fez referência à casa (número 18) da rua Cosme Velho, situada no bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro, onde morou Machado de Assis. O poema toma a casa como ponto de partida, como um passaporte para a proximidade com Machado, e, a partir daí, faz um "passeio" pela obra do autor, do geral ao particular, sem, para tanto, manifestar uma loa ao homenageado, mas uma admiração profunda e respeitosa ao "bruxo".

    Um dos bairros residenciais mais elegantes do Rio, Cosme Velho fica nas encostas do morro do Corcovado, que é coroado pela imponente estátua do Cristo Redentor em estilo art déco no Parque Nacional da Tijuca. Em meio às trilhas, mirantes e cachoeiras do parque, há um bonde que vai até o topo, onde há vistas panorâmicas para a cidade. Escondido pela mata, o Largo do Boticário é uma charmosa praça com casas coloridas em estilo neocolonial.

    A noite cai lentamente pela Cidade Maravilhosa, à medida que as trevas ganham força a letargia do corpo de Lorenzo Villa se esvai. Seus olhos se abrem, estava seguro em seu refúgio, a pequena "fortaleza" no antigo Cosme Velho, em um casarão aparentemente "abandonado" na fachada, mas com o requinte apropriado para um Lasombra em seu interior. Ainda residia uma criatura sobrenatural no Cosme Velho, distante de qualquer texto do próprio Machado de Assis ou de Carlos Drummond de Andrade, e ele tinha sede de sangue.

    No iphone algumas mensagens do lacaio João Pedro (JP), moleque criado nas periferias do Rio de Janeiro, acostumado a fazer de tudo para sobreviver e se dar bem na vida. Filho de mãe solteira, nascido e criado na favela do Jacarezinho, sendo o terceiro filho de quatro e filho do segundo marido. De trombadinha a fogueteiro ele fez de tudo, com 12 já era fichado, de estupro a latrocínio. Serena observava ele com especial atenção e talvez tivesse abraçado ele, se não fosse pelo seu sangue sujo. Quando ela abraçou Lorenzo, João Pedro, ou JP como era conhecido, foi um presente, um brinquedo de grande utilidade, conhecedor das manhas e das ruas do Rio de Janeiro. Preso pelo laço de sangue e sedento por mais como a melhor droga que ele havia experimentado. JP é um típico carioca, moreno de olhos pretos esguio e bem magro, têm 19 anos, dentes brancos como pérolas e um semblante de malandro, antes de estar a serviço de Lorenzo ele utilizada uma bermuda tactel, a camisa presa na cintura, o tronco despido e chinelos de dedo. Mas agora se vê obrigado a estar sempre vestido de camisa social e calça jeans.

    Textos codificados através de gírias e iniciais indicavam que algo de novo estava agitando a cidade, o suficiente para afugentar traficantes para favelas de facções rivais, forçando confrontos que não existiam motivo para existir. A televisão não relatava diferente, criminosos se matando, competindo com um governo que corroborava com uma política e polícia de enfrentamento. Nada de novo, a humanidade sempre se aniquilou por contra própria, ou assim sempre imaginaram, para quem observa por trás das cortinas, o espetáculo noturno sempre há uma perspectiva fascinante.

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    Mensagem por Wigl4f em Dom Set 29, 2019 12:24 am



    O Despertar

     Lorenzo abria os olhos e levava a mão ao celular como era seu costume, a luz do celular invadia o quarto. Passava pelas notificações e notícias e então verificar o seu whatsapp, mas um conflito nas favelas, as noites se tornaram cada vez mais tumultuadas e cheias de corpos, algo que ele não tinha o que reclamar. Viu a manga da camisa que tinha usado na noite anterior, estava rasgada pela sua última vítima, seu beijo não trazia qualquer prazer, somente horror e dor para aqueles que sofriam ele. Talvez fosse pela escuridão que tomava conta de Lorenzo, o Abismo o atraia para seu tentador aconchego e ele prontamente atendia seus desejos, havia se entregado aos fascínios da Tenebrosidade, disciplina exclusiva do clã Lasombra, que ele tanto se orgulhava de pertencer, talvez em sua morte fosse seu único verdadeiro amor era o amor ao seu clã.
     Ele levou a mão ao interruptor ao lado de sua cama e ascendeu a luz que tomou conta do seu quarto. Sua intimidade era tanta com as sombras que a luz o incomodava, talvez mais do que gostaria de admitir.
     Ele se levantou e tirou a roupa para então se preparar para a noite, tomou banho e passou um de seus perfumes importados, o dinheiro mortal era bom e útil e ele fazia proveito. Quando terminou seu ritual sentiu a besta que chamava para saciar seu apetite e ele não exitaria em alimentá-la.

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    Mensagem por Rebe em Sex Out 04, 2019 12:28 am



    Rock in Rio

    6) Rio de Sangue Rock-In-Rio_2019_400x400px

    Lorenzo se arrumava, estava belo e letal. O Cosme Velho ficava para trás, a imagem da cidade se distorcia à medida que acelerava sua kawasaki ninja.

    A noite carioca era agitada por si só, mas atualmente a cidade fervilhava com o acontecimento do Rock in Rio, seu convite para a noite de hoje estava em seu bolso, um presente de Serena. Sabia que Bon Jovi estaria se apresentando na noite de hoje, não que fosse um fã assíduo, mas jamais poderia recusar um presente de sua Senhora. Conhecia Serena e o Bon Jovi há tempo suficiente para ter ciência dos seus gostos musicais e ter praticamente visto o artista nascer, ascender e envelhecer e sem dúvida, em breve, morrer.



    "Shot through the heart
    And you're to blame
    Darling, you give love a bad name

    An angel's smile is what you sell
    You promise me heaven, then put me through hell
    Chains of love got a hold on me
    When passion's a prison, you can't break free

    You're a loaded gun
    There's nowhere to run
    No one can save me
    The damage is done

    Paint your smile on your lips
    Blood red nails on your fingertips
    A school boy's dream, you act so shy
    Your very first kiss was your first kiss goodbye"


    Sabia que Parque Olímpico na Barra da Tijuca estaria lotado, já verificando um local seguro para estacionar, até mesmo um vampiro tinha que ter sua precaução no Rio de Janeiro, além de que Lorenzo realmente gosta de sua moto. O show era um buffet para qualquer amaldiçoado na Cidade Maravilhosa, vários turistas vindo somente para o evento; adolescentes e jovens adultos, drogas, inconsequência e desaparecimentos justificados ou não-relatados... tudo o que um par de presas pode desejar, o quanto aguentar sugar.

    Por óbvio teriam outros imortais no evento, mas necessariamente nenhum como o Lasombra, era um barril de pólvora, sem dúvida com uma vigilância tanto da Camarilla quanto do Sabá, ninguém quer ter uma notícia sobre um "acidente" em meio ao festival.

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    Mensagem por Wigl4f em Sex Out 04, 2019 5:01 pm





    ♪When she cries in the night Tommy whispers♪

    Lorenzo desligava a moto e descia enquanto observava a movimentação no estacionamento, a noite tinha apenas começado e com certeza teria que lidar com outros imortais, não era um problema. Ele levou a mão a jaqueta para ter certeza que não havia esquecido o convite, quando sentiu o volume preenchendo seu bolso pensou em Serena, não era amor que sentia por ela, mas quase uma devoção que o movia a obedecer seus desejos.
    Havia deixado os caros ternos italianos por essa noite, vestia uma camisa social branca fechada somente até a altura do peito, uma calça jeans com os joelhos rasgados e um tênio new balance preto, sua pele extremamente branca de um cadáver, mas não se importava, não tinha intenção alguma de parecer humano, pois já não era mais.
    Ele se dirigiu aos portões e entrou sem qualquer dificuldade, já podia ouvir o show do estacionamento e lá dentro a multidão estava agitada, a besta dentro dele se agitou, mas ele tinha que se manter controlado seria no mínimo indelicado saciar sua fome ali. Entendia a importância da máscara e não estava disposto a provocar a ira dos anciões.

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    Mensagem por Rebe em Qui Out 10, 2019 9:58 pm



    Serena

    Lorenzo Villa entrava no evento, as roupas facilitavam que se mesclasse tranquilamente à juventude, mas com olhos bem treinados e conhecimentos sobre os amaldiçoados ainda era possível distinguir um cainita do rebanho. O Lasombra não fazia a menor questão de disfarçar sua natureza vampírica para isso, apesar de dominar os aprendizados sobre o vitae o suficiente para se passar com um humano, ao menos temporariamente, em uma ocasião que considere necessária.

    A pulseira-ingresso junto ao pulso, ia caminhando pela "Cidade do Rock", a estrutura montada especialmente para o evento. Não era alguém extremamente belo, não foi em vida e não se tornou "Apolo" depois de morto. A expressão a fazia lembrar da sua Senhora, Serena, o fazendo abrir um sorriso, era um costume dela usar termos e gírias destoantes com o tempo local, ao mesmo tempo que estava longe de ser alguma quinquilharia obsoleta como os anciões da Camarilla.

    Lorenzo conseguia ver alguns vampiros percorrendo o evento, visivelmente um bando do Sabá e alguns outros que não conseguia distinguir a qual grupo ou clã pertenciam, mas isso não fazia diferença hoje, hoje era dia de rock. E eles aparentemente não conseguiam o ver, conseguia se camuflar bem na multidão, isso era uma vantagem.

    Voz: - Eu sabia que viria, quase não o reconheci, essa vestimenta moderna caiu bem em você, querido.

    A voz que surgia atrás de Lorenzo o assustava à priori, até reconhecer ser de Serena, sua progenitora. Se ainda fosse vivo, sentiria seu coração acelerando e uma pequena falta de ar ao preencher os pulmões, era um sentimento estranho que nunca havia experimentado em vida, era um amor que difícil descrição, até mesmo pelo mais brilhante poeta vivo, morto ou até mesmo morto-vivo.

    Serena vestia uma roupa elegante, inapropriada para o local, mas que caía muito bem nela. Seda pura, deslizando pela sua pele que mais parecia ter sido esculpida de um bloco de mármore. O batom vermelho combinando com a pashmina revelava sua ascendência oriental, além dos seus olhos um pouco "puxados", herança genética do seu povo que habitava próximo aos montes Urais, território que hoje pertence à Rússia.

    Serena: - Anciã sim, obsoleta jamais. — abria um sorriso ao ver o espanto de Lorenzo ao saber que seus pensamentos haviam sido lidos, as presas podiam ser vistas de forma brilhante, com seus dentes tão brancos quanto sua pele, só sendo rivalizado pelas jóias de prata pura que utilizava — Nós somos os príncipes da noite e o mundo é o nosso jardim, jamais se esqueça disso.

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    Mensagem por Wigl4f em Qua Out 23, 2019 10:59 am



    Criador e Criatura

    Lorenzo estava impressionado de ter sido pego de surpresa, raramente isso ocorria, mas quando percebeu de quem se tratava a presença percebeu que era apenas natural, não podia deixar de sentir uma atração quase que magnética por Serena, queria com todas suas forças agradá-la, não podia resistir ela tinha um poder sobre ele que transcendia qualquer coisa que sentiu em vida.
    - Mia Signora. Dizia com um sorriso no rosto quando fazia uma leve reverência com a cabeça.
    - Você está simplesmente... Perfeita. Dizia ao olha-la de cima a baixo. - A sua presença é uma surpresa realmente agradável e eu começava a achar que a noite seria um tédio. A presença humana provocava sua besta interior que se agitava estava sob controle, ao menos por enquanto, mas sua humanidade já estava distante e ele não tinha qualquer intenção de se passar por humano naquela noite.

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