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    Uma radiante penumbra

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    Mensagem por Lnrd em Seg Nov 11, 2019 1:08 pm

    "Clãs são... um pouco mais complicados", ensaiou Elija-Iisa frente à pergunta feita pouco antes de terem de se separar. Se tivesse tempo, Letícia entenderia o peso daquela divisão.

    A alusão a serem inimigas pairou no ar sem resposta direta. Era óbvio que a novata havia se apegado àquela que fora a primeira a estender-lhe a mão no meio da escuridão, mas havia um claro limite em relação àquilo que a vampira estava disposta a fazer para protegê-la. Não arriscaria o próprio "pescoço imortal".

    Em suma, mesmo se sobrevivesse, aquele não era um mundo gentil e as alianças baseavam-se em amarras políticas, disputas de interesses e regras diplomáticas. Violentas regras.

    Entraram no carro de Ezra, deixando a Brujah para trás. Gábor indicara as “Luzes” como destino o grupo.

    Aquele era o conhecido “bairro Asiático” da zona Sul, pouco depois do rio das Pedras. Era lar de toda a oposição inerente ao clichê: nalguns cantos, símbolos de diferentes tradições, indo da China ao Japão ou à Coreia do Sul. Noutros, inovações para todos os gostos, de artigos eletrônicos a moda e beleza. Mas aquilo era Santa Dômina, de modo que outra camada se somava.

    A da divisão social.

    Ao mesmo tempo que se podia encontrar produtos de ponta a preços absurdos, versões piratas de procedência muito questionável estavam logo à esquina. O que importava, de qualquer forma, eram as aparências.
    Num post nas redes, dificilmente se diferenciaria um original dum fake.

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    O que importava é que lá era indiferente estarem em 2019 – ou “quase 2020” nalgumas mentes mais dinâmicas.
    O que contava é que estavam no futuro.

    Era também a “Meca Fashion”, cuja avenida principal acumulava grifes internacionais de haute couture, salões com filas de espera de meses e clínicas das celebridades. Além, seletas agências de modelo das quais, prometia-se, os próximos grandes nomes da semana surgiriam. Um paraíso para se passear, almejar ou – apenas para um pequeno grupo – realmente consumir.

    Àquela hora, a iluminação artificial tornava o lugar simplesmente mágico.
    Pararam sob um sinal de trânsito.

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    Sob a arquitetura vanguardista da fachada de um centro de convenções, atendentes distribuíam amostras de champanhe – obviamente legitima – a quem tivesse ingresso para os desfiles da noite, uma verdadeira parada de ideias impressionantes na estranheza e ousadia.

    Enquanto jornalistas, especialistas, estudantes, artistas, gente do meio ou simplesmente curiosa juntava-se à porta, seja para entrar, seja para observar aquele inusitado movimento, uma recepcionista cansada segurava o segurar o choro ao sentir o salto destruindo dela os pés e a coluna. Já estava de pé e sorrindo fazia mais de 10 horas.

    Não que o retorno financeiro valesse tanto a pena.

    Garoava leve naquela noite.

    Seguiram em frente.

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    Passaram a “área das luzes”, a “Nova Tóquio”, com telões e letreiros luminosos ao estilo “Time Square”, “Shibuya Crossing”. Lojas 24h enfeitadas de neon ou lanternas tradicionais.

    Num canto, uma popular megastore de k-beauty brilhava e projetores e leds. Não era nada barata, mas definitivamente mais acessível que o resto.

    Virando a esquina, entretanto, já era possível perceber a mudança de clima. Em estabelecimentos menores, casas ultraespecializadas dominavam com produtos para todos os gostos e preços. Um grupo de adolescentes harajuku observava acessórios inspirados numa famosa franquia de animes que misturava robôs gigantes e problemas de saúde mental. Faziam barulho e chamavam a atenção de turistas visitando a localidade.

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    Aquele lugar era uma espécie de Disneylândia onde fantasias loucas pareciam possíveis de serem realizadas, onde se podia parecer e sero que se quisesse.

    Por baixo de toda aquela maquiagem, entretanto, o perigo rondava risonho, escolhendo a dedo a próxima vítima.
    - Aqui. Estacione aqui - pedira Gábor.

    Numa contradição, as redondezas desses núcleos tornam-se subitamente agourentas e com baixa iluminação, armadilhas noturnas.

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    Mensagem por gaijin386 em Ter Nov 12, 2019 2:03 am

    Eu sou apenas um estranho em uma Terra estranha.

    Robert A. Heinlein


    Entre o caleidoscópico de cores que apareciam diante de Ezra e os letreiros com estranhas letras. De fato Ezra podia ler o latim, mas não essas letras... Sentia-se numa terra nova e estranha, embora essa noite está dentre uma das mais estranhas ele estaciona o carro como Gábor pediu e aguarda mais instruções. Ele não tentara puxar papo com a moça, afinal de fato até sentia-se mal que por uma quebra dita protocolar a mesma estivesse nessa situação.
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    Mensagem por nahna em Ter Nov 12, 2019 9:21 am




    Letícia seguiu com os olhos aquele mar de luzes...
    Em outra situação poderia se admirar, mas naquele momento sua mente estava ocupada por pensamentos mais sombrios.
    Ao longo do caminho pensou sobre seu possível e eminente fim, ao mesmo tempo que continuava a se consolar pela fome que sentia.
    Estava intimidada naquele carro com aqueles dois, que teriam sido seus carrascos, e traçava planos de fuga em sua mente.

    Como se houvesse escapatória...

    Se censurava ao pensar sobre o que fazer além dali... não queria se apegar a qualquer esperança.

    Ao invés disso, parou de pensar sobre si e passou a pensar em Radiance... e Jesabel...
    Enchia-se de ódio ao pensar sobre como se safariam de sua transgressão, ainda mais sabendo que todo o ocorrido tinha sido mera diversão.

    Ficou em silêncio por todo o caminho, até que finalmente o carro parou. Estava nervosa e em dúvida se realmente queria que isso acabasse logo.
    O que encontraria? Uma espécie de corte? Um covil repugnante?
    Nada dependia dela, acreditava... Era apenas uma espectadora de seu destino.






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    Mensagem por Lnrd em Dom Nov 17, 2019 3:01 pm

    Não era inesperado que, entre os murmúrios dos carros, as músicas de lojas e a cacofonia ruidenta a qual chamavam de “sinfonia da cidade”, idiomas estrangeiros somassem-se ao ambiente das Luzes: não só imigrantes e sua respectiva prole, mas havia turistas buscando conhecer os pontos famosos de Santa Dômina.

    Em suma, o local estava lotado.

    De crianças a assaltantes, era como ter um trio de raposas imerso numa imensa granja industrial. A caça chegava literalmente a esbarrar em seus ombros, indiferente ao perigo que corriam e à tentação que causavam.
    - Ah, antes que me esqueça: não cacem no território dos outros. Qualquer quebra da Máscara pode atrair atenção indesejada e atrapalhar a vida do “dono”. No mais, é considerado ofensivo.

    “Logo vão saber onde podem ou não agir... bem, ao menos quem sobreviver a hoje...” dissera Gábor e, enquanto caminhavam, não deixou de acrescentar um pensamento de particular interesse Letícia.
    - O Sakuya domina a maior parte, mas toda a coisa fashion da alta sociedade é de Jezabel.

    Seguiram pelas ruas e calçadas agitadas até virem-se numa região bem mais “underground”, uma passagem que, apesar de algumas portas de comércios, uma ou outra “casa de massagens”, era basicamente as costas, a área de carga e descarga do outro lado. Caçambas de lixo atraíam animais de rua. Mesmo que estes fossem humanos.

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    Havia uma fachada que se destacava ali. Era pequena, talvez mais “pobre” para estar naquele lugar, mesmo que muito colorida e completamente abarrotada. Não quaisquer coisas. No letreiro, lia-se “Yami Kawaii End Store”, não deixando claro a alguém de fora se aquela era uma referência ao nome dos donos, das coisas que vendia, da procedência de tudo ou o que fosse. O conteúdo, uma mistura às entre o curioso e o perturbador entre o “fofo” e o simplesmente “mórbido”.


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    Entraram, fazendo a sineta da porta soar.

    Era necessário andar com bastante cuidado para não esbarrar em nada. Havia, além do balconista distraído lendo uma revista, apenas uma pessoa espremida entre prateleiras.

    A figura estava lá, agachada num canto, quase esquecida, vendo produtos que estavam mais abaixo. Era mais um entre milhares de anônimos da megalópole.
    Gábor fez uma reverência e chamou-lhe o nome:
    - Primogênito Sakuya. Estes são Ezra, Tremere cria de Kadir, e Letícia, Toreador cria de... bem... é a paria de Radiance. A que deveria morrer.

    A figura levantou-se, com uma expressão pasma em incredulidade, ao mesmo tempo que poderia gerar igual sentimento. Estava, dos pés à cabeça, vestido daquela forma bizarra, incluindo um vestidinho de princesa, apesar do guia ter se referido a ele como “o Sakuya”.


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    - “Deveria” de “temos que matá-la” ou de “supostamente devia, mas não mais”? – a voz era grave e até um tanto quanto rouca, não parecendo alguém que tenta suavizar o tom, deixando-o mais delicado. Um contraste grande ao visual. – Se for a segunda opção, é muita estupidez sua trazê-la aqui.

    Falavam ignorando o atendente. Provavelmente tratava-se doutro vampiro, apesar de não ter dado atenção à conversa. De qualquer forma, aquele não era o detalhe mais importante. Sakuya prosseguiu.
    - Jezabel foi punida com a perda do território e está muito irritada. Se ela estiver pela área e encontrar a responsável por aqui, ainda mais estando marcada para morrer... . Porque ela ainda vive, Tremere? – Dissera, ignorando a própria condenada e o vampiro que tinha trazido todos àquela súbita confusão. Afinal, tal clã presava por pessoas inteligentes.
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    Mensagem por gaijin386 em Dom Nov 17, 2019 6:54 pm

    Então o rei ordenou que trouxessem a Daniel, e lançaram-no na cova dos leões. ... Disse Daniel “O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum”

    Daniel 6:22


    Ezra estava encostado na parede esperando não ser consultado, mas já que ocorreu ele não poderia esquivar-se e fez uma reverência de respeito, talvez porque Gábor em seu ato lhe fez lembrar que isto parece uma corte então decidira agir de acordo.

    - Vossa graça... Eu ainda sou novo nisto, mas a pouco Gábor diz que teve uma visão ... Não vou dizer que entendo os fatos, porque não seria verdade e não os entendo, mas me foi dito que os vaticínios malkavianos são reais e que ignora-los seria uma grande tolice. Mas interpreta-los ei algo que ainda estou a aprender. Diz Ezra com as mãos dentro dos bolsos.
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    Mensagem por nahna em Seg Nov 18, 2019 1:33 pm




    Letícia deslocou-se com seus captores por aquele mar inconsistente de cultas diferentes...
    Observava tudo, como que esperando que o perigo surgisse de qualquer lugar.
    Ao mesmo tempo, aquele caos parecia convidar para atacar os descuidados... Ah, como aquela fome lhe doía!
    Fechou suas expressões, tentando distarciar-se desse pensamento.
    A distância, contudo, tornou-se raiva ao ouvir que parte daquele território pertencia à Jezabel...
    Então ela era mesmo uma figura importante.

    Surpreendeu-se com um lugar em que entraram... não era nem de longe o que Letícia esperava.
    Esperava que fosse apenas uma fachada, mas logo descobriu que o Sakuya também não era nem perto do que imaginava...
    Mal pôde conter sua surpresa.

    Ficou quieta o tempo todo, enquanto falavam sobre ela como se não estivesse lá, até ouvir a única coisa que lhe trouxe alguma satisfação nas últimas noites...
    Jezabel tinha perdido seu território pelo que lhe fizeram... e que ela ainda estar "viva" seria uma afronta... Deu um sorriso discreto com o pensamento.
    Desejou ainda mais não encontrar seu fim ali...






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    Mensagem por Lnrd em Dom Nov 24, 2019 12:14 pm

    A figura ímpar de Sakuya ergueu uma sobrancelha, não escondendo o choque ao ouvir as palavras do neófito Tremere. Fizera um sumário rápido e direto o suficiente para que aquele Malkaviano compreendesse a dimensão do drama ali posto.
    Moveu então o rosto lentamente até encarar Gábor de frente.
    - Uma visão? E o que você viu?

    Era uma pergunta complexa, a qual o subordinado tentara resumir da melhor maneira que conseguira. Tentara descrever que o que vira e sentira, apesar de mal compreender o que se passara, referências vagas e confusas como alguém que acorda dum sonho e imediatamente esquece dele.
    - ... e foi como um trailer muito estranho e intenso, do tipo que você não entende nada, mas sabe que há pessoas em perigo e quem são os heróis.

    Naquele instante, um casal aparentemente perdido irrompeu pela porta. Observando melhor, pareciam turistas randômicos atraídos pela loja espalhafatosa e isolada. Fosse pela maneira que se vestiam ou não, parecendo mais daqueles que apenas entram para fotos, mas não adquirem nada, foram enxotados pelo balconista aos berros, mesmo sem se mover do lugar.

    Era difícil discernir se fizera aquilo para manter a privacidade da reunião ou se apenas por querer ler sua revista em paz.

    Sakuya aproximou-se de Letícia, penduricalhos coloridos chacoalhando no curto caminho que fizera. Abriu-lhe um enorme sorriso, fazendo uma reverência ao mesmo tempo efusiva e encabulada.
    - Ohayo-gozaimasu! – soltara numa expressão de “bom dia”, apesar da noite densa. Até a voz pareceu mudar, assumindo um tom infantilizado.

    Mas fora apenas um flash e logo passara.

    Cravou os olhos de maneira profunda, penetrando nos da vampira. Parecia procurar desnudar alguma coisa dentro dela. Em seguida, cerrou as próprias pálpebras, fechando-se num estado meditativo.

    Apesar de intensidade, aquela situação fora bastante rápida, até mesmo corrida. Quase como um médico que realiza uma consulta tão veloz que levanta suspeitas se realmente fizera o necessário.
    - Não. Nada. Não vejo coisa alguma – voltara a falar normalmente, sem a afetação de antes – Infelizmente, não sinto nada. Será só sua palavra. Se quiserem posso tentar convocar uma reunião para resolver a questão, mas garanto que será bem mais doloroso pra você, garota, se rejeitarem seu apelo. Se preferir, posso dar uma morte mais rápida e indolor agora mesmo.

    Gábor arregalou o olhar, não segurando a surpresa. Talvez menos pela proposta e mais por não ter conseguido uma confirmação do que prevera.
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    Mensagem por gaijin386 em Dom Nov 24, 2019 3:15 pm

    "- Nekan, Adonai!!! Papa Clemente... Cavaleiro Guillaume de Nogaret... Rei Filipe; Intimo-os a comparecerem perante o Tribunal do Juiz de todos nós dentro de um ano para receberdes o seu julgamento e o justo castigo. Malditos! Malditos! Todos malditos até a décima terceira geração de suas raças!!!"

    Jacques de Molay


    Antes ser ouvido a morrer calado era o Ezra pensava nesse momento e bem é o que escolheria se pudesse escolher ou se lhe fosse perguntado. No momento ele encostou-se na parede observando o colóquio de Gábor e Sakuya. Ele procurou evitar encarar a moça como se o olhar pudesse causar embaraço ou julgamentos.
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    Mensagem por nahna em Seg Nov 25, 2019 8:59 am




    Letícia observava a conversa, como algo surreal... Não conseguia raciocinar completamente que aquilo era uma discussão sobre sua morte...
    Sobressaltou-se, olhando os turistas sendo enxotados pelo balconista... não era um lugar muito respeitável, apesar de que aquela estranha figura parecia ter grande importância.

    Surpreendeu-se com a aproximação de Sakuya, e tentou esconder seu desconforto ao ser observada.
    Observou sua mudança de tom e comportamento... era quase um disfarce, e novamente constatou quanto desse mundo novo não conhecia.
    Então ele falou que não viu nada... e ela olhou para Gábor, pensando se teria sido um devaneio momentâneo que teria adiado seu fim.

    Tornou a olhar para Sakuya.

    "- Se houver a possibilidade, quero uma reunião..."
    "- Me importo menos com o fim que vou ter do que com a impunidade de Jezabel e Radiance."
    - Disse com rancor nas expressões.






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    Mensagem por Lnrd em Sex Nov 29, 2019 11:33 pm

    "A caçada é uma 'instituição sagrada'", afirmara Sakuya à garota. Era difícil discernir se a sério ou com toques de chacota. Fosse como fosse, seguiu, falando mais para si mesmo, pensando alto. "Engraçado é que associam o mal, que é o que nós somos, à subversão e coisas do tipo. Eu mesmo não conheço 'gente' mais apegada a regras que vampiros...".

    O balconista prosseguia ignorando o que se passava no interior da loja, enquanto o Malkaviano abria passagem entre o grupo, mirando o caminho da porta.
    - Construir uma rede alimentar é complexo, ainda mais com a Segunda Inquisição por aí... . Bem, não se compara a morrer, mas é uma punição severa e... Na verdade Jezabel só recebeu isso porque não é a primeira vez que causa problemas. Radiance se saiu melhor, não teve nenhum embargo, mas a corte não esqueces. Vai demorar até deixarem esse erro, você, para trás.

    Abriu a porta, sinetas chacoalhando.

    "Bem, se é o que deseja, convocarei o circo. Um pouco de agitação pode fazer a noite valer. Tipo um reality show com eliminações pra valer. Desculpe o senso de humor".

    De onde estavam, não havia estrelas visíveis. A claridade do chão era forte demais, discorcendo a vista.

    Aqueles pontos eram como facas distantes. Um pouco mais próximos e teriam mais sóis assassinos.
    - Leve todo mundo pra Torre, Gábor. Eu cuido do resto.

    "E tenha cuidado", acrescentou num conselho a não ser ignorado.

    Sem maiores explicações ou espaço para perguntas, simplesmente se afastou, sumindo em seguida numa esquina.

    Sem ter mais o que fazer, Gábor limitou-se a tentar traduzir um pouco do que fora dito, preparando Ezra e Letícia para o que estava por vir.
    - Ele deve tentar convocar um conselho com os Primogênito dos clãs. Bem, não é "de verdade" o primeiro vampiro de cada tipo na cidade, mas é o chefe atual de cada uma das "casas". São cinco oficialmente na Camarilla hoje em dia... .´Pode não parecer, mas Sakuya é uma figura de muito respeito. É o "profeta" da cidade. Provavelmente vão estar lá Vincent Rosacarlo, líder de vocês, Toreadores. Alguém muito educado, mesmo que seja pra te fazer se sentir um lixo... . Seja como for, se é como dizem, que vocês são a "alma" da família, Vincent representa bem isso. Todas as vantagens e prazeres da eternidade... . E, obviamente, Júpiter. Uma Ventrue. São a mente da coisa toda. Tipo a máfia. É bom esperar que esteja numa boa noite... .

    A situação dos dois "rapazes" era bem mais cômoda. Não estavam com a corda no pescoço. Mas havia zero garantia de que aquilo continuaria como estava. As coisas estavam se desenrolando de forma bem aleatória.

    Foi então que um calafrio pareceu sacudir Gábor, apesar de não possuir um corpo capaz de sentir a temperatura ao redor.
    - Vamos. Agora. Aqui não é seguro.
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    Mensagem por gaijin386 em Seg Dez 02, 2019 2:51 pm

    Para quê preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro.

    Confúcio


    Ezra antes de sair comprou cigarros e dois isqueiros, pois esta noite está sendo algo realmente estressante e gerando muitas coisas para que pensar... ao ouvir Gábor ele pensa sou um peixe pequeno num aquário com tubarões ... comporte-se.

    Ele segue Gábor e usa o isqueiro para acender um cigarro e involuntariamente apalpa o revolver no bolso interno do casaco...

    - Concordo. Mas ir para onde?
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    Mensagem por nahna em Ter Dez 03, 2019 1:50 pm




    Uma coisa aprendera sobre toda essa confusão... Eram alheios ao valor da vida, todos eles...
    Talvez não todos, pensou melhor, mas a maioria. Carecia de referências...
    Percebeu que nada ali estava ao seu controle, buscando um estranho afastamento.
    Seu destino estava nas mãos daqueles que não se importavam.

    Pensou sobre o que dissera Iisa... "Território inimigo"...

    Entrou no carro com os demais, conformada em apenas ir de lá para cá.
    O estranho Gábor pareceu ter uma reação anormal, e Letícia o observou com atenção, olhando para o outro homem em seguida.
    Esperou para ver o que fariam dalí...







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