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    Uma radiante penumbra

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    Mensagem por Lnrd em Sex Dez 20, 2019 7:06 pm

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    "E o que exatamente ela está fazendo aqui?", reverberara à apresentação de Letícia. O tom de Válery era sério, mas parecendo mais guiado pela dúvida que pela reprovação em si. Devia haver algum motivo plausível para o fato inusitado dela estar a salvo no meio daquele bando.  
    - Estávamos prontos para Aduke e o candidato dele. Não esperávamos tanta gente.
    - Espero que não seja um problema, minha cara. Foi um encontro fortuito. Creio que esses jovens podem ajudar no meu argumento. Convido todos para estarem juntos e receberem a hospitalidade da casa.
    - E agora damos abrigo a... – Resmungara Jezabel, nalgum ponto beirando o infantil.

    A chefa de segurança concordara, convidando aquela “horda” a acompanha-la. Seja lá o que aguardasse no final, seria um espetáculo com grande plateia.

    O terraço da Torre Serracosta era dividido em quatro blocos, separados por um “teto verde” em forma de xis – ou cruz.

    O primeiro poderia ser descrito como uma entrada de presídio disfarçada de recepção de lux. Peças de arte e móveis de caros compunham a decoração tanto quanto os seguranças armados, as câmeras, as telas de vigia e os equipamentos para garantir que nada pegasse a “presidência” de surpresa. Temiam assaltos ou um ataque terrorista? Tratava-se aparentemente do único acesso àquele cume.

    Não havia sinal algum da figura berrante de Sakuya até o momento.

    Dirigiram-se à próxima ala, sem desperdiçar mais tempo no jardim suspenso. O vento era forte ali. Teria Hugo notado que ninguém se incomodara?

    Entraram no grande “hall”, um amplo salão dos que podiam ser convertidos no que viesse a calhar: espaço de festas, sala de jantar natalino,... ou tribunal. Sem muito o que competir aos olhos, era fácil ler de imediato a situação: numa grande poltrona central, quase como um trono, uma mulher de aparência jovem sentava-se, claramente a líder de tudo aquilo. Além, apenas uma presença elegante e altiva, à direita dela.

    Interromperam o que fosse que conversavam ao perceberem a aproximação daquela onda de gente.

    As visitas detiveram-se à frente da “chefe”, ao que Válery fez uma mesura e colocou-se ao lado direito dela, após anunciar os presentes:
    - Senhora Júpiter, trago aqui nosso membro Aduke e o protegido dele, Hugo Fernandes. Ele trouxe como convidados Jezabel e Gábor. Com eles, Ezra, apadrinhado de Kadir, e Letícia...
    - E quem seria “Letícia”? – questionara a figura de pé, com um olhar difícil de decifrar.
    - Respeitável Vincent... ela é o... o “acidente” de Jezabel e Radiance.

    Uma sobrancelha erguida em dúvida fora a única mudança de expressão visível. “Perdoem-me pela situação”, interferiu o homem mais velho. “Esses jovens são portadores de notícias que podem ajudar no meu pleito”.

    Aquilo não fora o suficiente para descartar a desconfiança, mas o pequeno conselho parecia disposto a ouvir o que estivesse a ser colocado lá. Logo, puseram-se a deliberar.
    - Aqui trago um homem de negócios, de ambição. Passei a observá-lo há algum tempo, de modo que creio que seja o momento de fazer valer meu direito a um discípulo.
    - Não é boa hora – interferira Vincent, como se fosse a força mais relutante ali, quem precisava de convencimento. Era como a voz a aconselhar a realiza – Muitos problemas recentemente, tensões diversas em vários campos... .
    - E mesmo assim Kadir teve direito a trazer alguém da escolha dele.
    - Sim – concordara.

    Vincent era difícil de definir. Tinha traços fortes, bastante marcantes, apesar de andróginos. Um rosto que tendia mais ao de uma mulher, mas falava de maneira bastante grave. Tinha um estilo único.

    Transitava entre o sedutor e o perigoso, uma rosa com espinhos de aço. O olhar gelava.

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    Já Júpiter era mais uma modelo dalgum tipo artístico e contemporâneo de moda. Dos tecidos ao cabelo, era pouco tradicional.
    - Deve saber o que é um "salto de fé". Jogar-se no abismo sem questionar. "Crer para ver" – tomava a palavra, assumindo a direção da situação. – Somos uma "família" de escopo mundial, unida por “laços inquebráveis de sangue”. Pode pensar nos "Maçons", nos "Illuminati" etc. Uma mistura de recursos financeiros e conhecimentos místicos – falava a sério, apesar de dizer coisas absurdas.

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    Continuara, mencionando crer que Aduke já havia introduzido-o à proposta. Estava sendo convidado a associar-se a um “clube” que tinha mais que recursos financeiros. Qualquer pessoa racional avaliaria aquilo como fantasia, apesar de considerar tentadora a oferta. Gente como aquela era responsável por erguer estados, apesar de excentricidades.

    Havia, porém, o farol de perigo permanente: gente rica e fanática era capaz de acobertar atrocidades inacreditáveis. A questão era se essa “capa” serviria para ajudar Hugo ou se seria usada contra ele.
    - Você pode não acreditar, é direito seu. Mas pode arriscar e entrar mesmo assim. O que somos? “Bruxos”? Impossível? Então o que temer? E você pode recuar, deixando de lado a oportunidade de ter acesso a todos os nossos recursos. Digo apenas isso: uma vez que revelemos a você o que somos, não há retorno. De forma alguma. Apenas garanto que mundo completamente diferente e inacessível se abrirá a você. Um que você nunca, nunca alcançaria na sua vida, não importa o quanto se esforce. Está ciente?

    Para Letícia, aquela situação era totalmente inacreditável, uma vez que fora privada do direito de escolher. Já Ezra podia reconhecer aqui e ali as mesmas palavras que foram a ele ditas.
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    Mensagem por Jim Jones em Seg Dez 23, 2019 1:10 am

    Os ânimos se acalmam e adentramos para tratar com a chefia daquele clube. Mais arte, mais disposição física de dinheiro ali, pareciam estar prontos para a recepção de um príncipe, e armados para escoltar um. Uma entrada, uma saída. Acesso único a cabeça daquilo tudo. O vento forte era incomodo, me aperto um pouco em minha roupas e cruzos os braços, mas sem tentar parecer que estava com frio, os outros pareciam acostumados já com aquilo. O recinto estava mobilhado tal qual a sala do trono de um rei, com uma poltrona no centro, onde uma jovem se sentava, claramente a chefa da seita. Estranho alguém tão nova ser a grande pessoa por traz de tudo,mas não levo isso muito a fundo.

    Ouço o que, nas palavras de meu próprio apadrinhador, seria seu pleito para minha entrada no grupo. As duas figuras a minha rente não seriam o que eu pessoalmente veria como a alta cúpula de uma seita obscura,  a primeira vista pelo menos. Ao prestar atenção elas passavam um ar estranho, de poder, confiança plena em sua autoridade. Por um momento sinto minha espinha gelar quando a líder começa a falar. Quase penso em não levar a sério o que ela esta falando,mas me parecia que o único que não sabia no que estava me metendo ali era eu. Continuei quieto por um tempo, pensando na resposta, pensando se valia a pena o risco, seja ele qual for. Lembro do que aconteceu essa noite, em tudo que perdi na ultima jogada corporativa, no quanto tinha que reconquistar, para me manter no lugar. "Foda-se", pensei. Já vim até aqui agora vou ver até o fundo do poço. E se precisar fazer um trato com o diabo, que o faça.

    - Estou ciente. A partir daqui não haverá mais volta. Se depender de mim, esse pleito se concluiria de imediato, eu vim até aqui não vim? Então qual é o negócio? o que eu devo fazer?- Agora não tinha mais voltar, era tudo ou nada. Olho as pessoas ao redor e penso se fiz a escolha certa.
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    Mensagem por gaijin386 em Seg Dez 23, 2019 7:40 am

    O homem é definido como um ser que evolui, como o animal é imaturo por excelência.

    Friedrich Nietzsche


    Sim todas as vantagens de um clube só que sem ganhar as milhas de viagem... Estava ali frente a uma "corte" que fazia-se respeitar por tradicionalismos que não conhecia totalmente e temor, a algum tempo atrás se tivesse escutado tais coisas ele as teria tomado por chacota, mas hoje ele sinceramente tinha outra opinião e aqui estava sendo mensurado, julgado e analisado, ou seja, não podia pisar na bola, pois aqui não creio que te mandem embora apenas com um sinto muito, mas você não conseguiu a vaga. Estava esperando encontrar Kadir, mas não o havia visto ainda em lugar algum o que lhe era estranho afinal ele era seu "benfeitor" e se isso era uma apresentação formal era de se esperar que o mesmo aqui estivesse.

    - Assumo as responsabilidades advindas do que me tornei e mais as que me forem atribuídas por meus pares mais antigos. Diz tentando ser agradavel e bem estava ciente de que a sua "fraternidade" possui uma hierarquia rígida.
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    Mensagem por nahna em Seg Dez 23, 2019 10:44 am




    Estava muito claro as hostilidades de pensamento sobre sua presença naquele lugar... Eram as autoridades locais.
    Seu sangue teria gelado nas veias ao ouvir seu nome pronunciado daquele modo...
    "O acidente de Jezabel e Radiance"... Um acidente parecia algo muito pequeno para a monstruosidade cometida.
    E assim eram eles... Monstros sinistros com brincadeiras mortais. - Pensou com rancor.

    Manteve-se calada durante as apresentações. Sabia que entre todos ali, tinha a situação mais frágil.
    Apenas se apegava à uma esperança pequena... e agora ao apoio inesperado de outro, visando a aceitação de um pupilo.

    Observou Hugo, com fome... A respiração que inflava seu peito... o som do coração ainda ativo, bombeando seu sangue por todo o corpo. Quase podia sentir o calor emanando do seu corpo...

    Censurou-se, refreando esses pensamentos. Não podia dar qualquer passo em falso, ou seria morta definitivamente.






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    Mensagem por Lnrd em Seg Dez 30, 2019 11:59 pm

    “Parece que ele concorda”, declarou Vincent, num tom um tanto quanto desdenhoso, logo após a manifestação da ovelha de sacrifício. “E nós? O que pensamos disso?”, lançou em seguida. Estava em jogo agora se ele seria ou não aceito no “clube”.

    Gábor cutucou Ezra, sussurrando a ele. Àquele volume, Letícia talvez também pudesse escutar a conversa, mas o próprio interessado, Hugo, estava mais à frente naquele tribunal, sendo difícil pra ele escutar o que discutiam.
    - Aduke, Válery e Júpiter são clã Ventrue, a nossa versão da máfia italiana, dos gangsters norte-americanos, da yakuza japonesa, da tríade chinesa, da... você pegou. Às vezes agem como se fossem a própria Camarilla, e não só membros dela. Bem, de fato, às vezes é quase isso mesmo... .

    “Aqui eles têm regras diferente de outras cidades. Kadir sozinho escolheu você, mas Aduke tem que convencer o próprio clã de que esse cara vale a pena”. A situação era ainda mais inusitada, conforme explicara. Júpiter era a “cabeça”, como uma matriarca daquela “linhagem”, então cabia a ela julgar. Mas ela também era a chefe dos vampiros de Santa Dômina, e não podia confundir os interesses. Tinha levar todo o contexto em conta. E Vincent estava lá justamente como uma opinião externa, para aconselhar. “Harpia”, fora o termo usada para descrever aquela função, que não se resumia a um cargo de conselho. “Vincent é quem indica quem é VIP ou não, quem é tratado bem e quem não. Vive de escutar as tramoias e conflitos internos. Se você fizer algo que lhe agrade, vai garantir que receba agrados por isso. Ou que tenha alguma punição se pisar na bola. É a criatura mais influente da ‘corte’. Favores são a coisa mais importante que temos nessa vida imortal, mais que dinheiro e essas coisas. Vincent é quem controla quem deve a quem”.

    Àquela altura, Aduke dirigia-se à “chefia”. Pedira então que Gábor se aproximasse.
    - Meu caro companheiro aqui alega ter tido uma visão. Diz que a ordem das coisas esta em perigo, mas que esse grupo de novatos, incluindo Hugo, evitaria isso.

    “Que tipo de perigo?”, questionara Vincent, de olhar desconfiado. De forma atrapalhada, o vidente explicara que fora acometido por visões confusas, das quais conseguira entender pouco. Mas que sentia uma grande pressão no peito, como se uma catástrofe estivesse se aproximando. “E Sakuya? Onde está? O que acha disso?”. Tudo o que sabia é que tinha ido buscar ajuda. E que ele não havia visto a mesma coisa.
    - Então temos um problema aqui. Ou vários. Você pode estar errado. E, se estiver certo, as coisas nem sempre acontecem como esperamos, não é mesmo? – ao falar aquilo, olhou para o resto dos presentes, que reagiram de uma forma esquisita, como se soubessem de algo que nenhum dos novatos tinha ideia ainda, algo que incomodava a todos –. Pode ser que o custo-benefício não seja tão interessante, e que possamos ignorar o que você disse.

    Naquele momento, mirou Letícia com olhos gelados, completando o pensamento: “ou podemos só apostar na metade. Aceitar Hugo não significa abrir os braços para a garota, por exemplo”. Jezabel sorriu em ato reflexo.

    Era tudo um grande impasse, um nó difícil de desmanchar.
    - O caso é complicado – finalmente se manifestar Júpiter – Acho que podemos decidi-lo em partes. Quando ao pleito de Aduke... ele será atendido. Mas lembre-se de que será responsável por ele enquanto ele não for um membro completo. Caso ele nos desagrade, podemos acabar com isso a qualquer momento. Ou caso você se desagrade dele e quiser abrir mão dele, da próxima vez que apresentar alguém não será tão fácil.

    Ele então fez uma mesura em agradecimento, olhando animadamente para o apadrinhado. “Esse é um ótimo momento. O negócio está fechado”. O executivo mais velho sorriu, pondo as mãos nos ombros do protegido, como se numa comemoração.

    E então saltou para cima dele num ataque repentino demais para ser evitado, agarrando-se a ele com toda a força dos braços. Como uma fera, prendeu os dentes no pescoço dele e o sacudiu como o faria um leão abocanhando a presa.

    A cena era violenta, mas estranhamente erótica, causando ao mesmo tempo repulsa e um intenso desejo de fazer parte daquilo, uma ânsia por fazer os papéis de caça e caçador, morder e receber a mordida profunda.

    Para além do terror, Hugo era invadido por uma vontade de derreter-se sob um último fio de calor enquanto sentia as extremidades do corpo esfriarem. Diz-se que pouco antes de se morrer de hipotermia há um intenso aconchego, uma vontade incontrolável de apenas deitar e dormir.
    Ali, naquele momento, aquilo era assim, mas muito mais. Um orgasmo derradeiro.

    Em poucos instantes, fora solto pesadamente no chão, uma trouxa sem forças para se mover, um viajante às portas da morte.
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    Mensagem por gaijin386 em Qui Jan 02, 2020 11:02 am

    "Os covardes morrem muito antes de sua verdadeira morte."

    - Júlio César


    @Lnrd escreveu: Gábor cutucou Ezra, sussurrando a ele. Àquele volume, Letícia talvez também pudesse escutar a conversa, mas o próprio interessado, Hugo, estava mais à frente naquele tribunal, sendo difícil pra ele escutar o que discutiam.
    - Aduke, Válery e Júpiter são clã Ventrue, a nossa versão da máfia italiana, dos gangsters norte-americanos, da yakuza japonesa, da tríade chinesa, da... você pegou. Às vezes agem como se fossem a própria Camarilla, e não só membros dela. Bem, de fato, às vezes é quase isso mesmo... .

    “Aqui eles têm regras diferente de outras cidades. Kadir sozinho escolheu você, mas Aduke tem que convencer o próprio clã de que esse cara vale a pena”. A situação era ainda mais inusitada, conforme explicara. Júpiter era a “cabeça”, como uma matriarca daquela “linhagem”, então cabia a ela julgar. Mas ela também era a chefe dos vampiros de Santa Dômina, e não podia confundir os interesses. Tinha levar todo o contexto em conta. E Vincent estava lá justamente como uma opinião externa, para aconselhar.  “Harpia”, fora o termo usada para descrever aquela função, que não se resumia a um cargo de conselho. “Vincent é quem indica quem é VIP ou não, quem é tratado bem e quem não. Vive de escutar as tramoias e conflitos internos. Se você fizer algo que lhe agrade, vai garantir que receba agrados por isso. Ou que tenha alguma punição se pisar na bola. É a criatura mais influente da ‘corte’. Favores são a coisa mais importante que temos nessa vida imortal, mais que dinheiro e essas coisas. Vincent é quem controla quem deve a quem”.

    Ezra sussurra de volta  - Mesmo os mortos não conseguem se livrar da burocracia que nos era incomoda quando vivos... Então quem bate o martelo da decisão é Júpiter é essa ai que não quero deixar zangada ...

    Ele vê o ato de criação de um novo membro e fica com a sensação de deja vu, mas talvez agora que já vira mais daquele novo mundo ele estivesse anestesiado a certas coisas. Ezra então passa a escutar o que todos estão dizendo afinal o primeiro passo de evitar uma gafe é não comete-la ...
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    Mensagem por nahna em Sex Jan 03, 2020 3:08 pm




    Letícia sentiu um leve tremor percorrer seu corpo... Via que as coisas iam mal.
    Sentiu suas esperanças se esvairem quando foi levantada a possibilidade do seu descarte.
    Seus olhos percorreram o lugar, como que esperando algo novo que pudesse mudar aquele rumo, em vão.
    Era tudo um teatro bizarro de formalidades para o desempenho de suas monstruosidades...

    Sentiu medo ao cruzar olhares com a figura indecifrável de Vincent.

    Só então percebeu que o homem que os acompanhava seria convertido... A mordida era algo que ela ansiava por fazer...
    Estava com tanta fome que apenas o medo serviu de amarras para que ela não cometesse um erro derradeiro.
    Desviou o olhar, com dificuldades.

    Virou o rosto na direção de Ezra, ouvindo sua ponderação sobre os papéis desempenhados naquela sala.
    Acreditava que ele estava certo... e se assim fosse, tinha um pouco mais de chances do que se seu destino estivesse nas mãos de Vincent.
    Continuava viva por enquanto, e cabia à ela apenas esperar.
    Não havia fuga de lá, nem daquelas pessoas.






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    Mensagem por Jim Jones em Sex Jan 03, 2020 3:41 pm

    O pleito de Aduke dera certo, logo ele vem me parabenizar e retribuo o aperto de mãos, a comemoração. Um sorriso sutil estampado no rosto, um sorriso de um tubarão que encontrava novas águas, cheia de caça para se esbaldar. Um certo frio an espinha passa por mim e eu me lembro das palavras que me foram ditas "Uma vez conosco não poderá mais voltar atrás". Vejo meu padrinho e pouco antes de conseguir agradecer-lhe vejo pulando em cima de mim de uma forma feroz. como um reflexo eu tento segura-lo, mas é ineficiente. Sinto algo pontudo em meu pescoço, sangue começa a sair e Aduke não me largava. Tento esboçar alguma forma de retaliação, tira-lo de cima de mim, não pareço possuir força ou vontade para isso. Passo o olho por todos ali presentes, esperando alguma ajuda, em vão, logo não tenho mais forças para me manter acordado, para resistir.

    Frio, começava a sentir muito frio. Pouco a pouco meus dedos ficavam dormentes,  depois os membros. Deus, eu vou morrer? É assim que eu vou morrer? Sacrificado em uma especie de seita, que eu supostamente estaria entrando? Não pode ser. Lembro das palavras de meu mentor nos negócios ,"Alguns investimentos eram de mais risco que outros, mas esses são os que trazem maior retorno". Minhas ultimas energias se esvaiam, eu  era um saco morto, deitado as portas da pós vida.
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    Mensagem por Lnrd em Sex Jan 03, 2020 8:43 pm

    Estranhas orgias, caçadas humanas e outras perversões eram imputadas a ricos que não viam mais graça na vida ou que simplesmente sentiam que o dinheiro os colocava acima da lei e da moral mundana. Tudo ali aparentava ser um grande jogo tendo a cabeça de Hugo era o prêmio maior.
    E ele havia concordado.

    Mas não fora um tiro ou uma facada. Aquele ataque e a sensação que provocava eram... impossíveis.

    Drenado de sangue, o homem perigava tomar de Letícia o posto de primeira vítima da noite. Estava morrendo.

    Mas Aduke abaixou-se perto dele e, abrindo um rasgo no próprio pulso, encostou o sangue nos lábios do caído. “Beba”, ordenara. A única resposta que podia explicar aquilo era extremamente óbvia, e, mesmo assim, exatamente a qual normalmente se rejeitaria. a única a qual se evitaria
    - Nosso grande progenitor, diz-se, foi Cain, amaldiçoado como o primeiro fratricida da história. O vampiro original – Dissera Vincent, em uma voz ampla e que preenchia todo o salão como uma canção bárbara e sacra.  

    O resto da cidade não fazia ideia do que acontecia ali e, mesmo se lhes dissessem, não seria mais que uma história absurda, um novo “terraplanismo” – à diferença de que esta verdade era bastante tangível.
    - É aceito que Cain transformou Enoch, o Sábio, Irad, o Forte e Zilah, a Bela em criaturas iguais a ele, compartilhando o destino de parias. Bem, aqui e ali surgem outros nomes, mas esses três são tidos como a Segunda Geração.

    “O sangue deles, entretanto, era mais ‘ralo’ que o do senhor”, dissera, enquanto observava o corte de Aduke vazar pela boca do “candidato”. Sabia o quão doce era, mas não exatamente ao paladar. Era um sentimento que percorria todo o corpo e capturava a mente. Era melhor que qualquer outro prazer ou desejo que se lembrasse, ou melhor: depois dele, era difícil recordar de qualquer outro.-
    - Das crias de Zilah, três são lembrados até hoje, os “caçadores”: Absimilard, o monstruoso senhor dos Nosferatu; Set, a grande serpente do Egito; e Haqin dos Banu Haqim, ou Assamitas. Já Irad teria tomado para si ao menos cinco dos “reis-filósofos”: Brujah... bem, o primeiro, não o que tomou-lhe o lugar; Cappadocius; Laza Omri Baras, dos Lasombra; Dracian, o secreto, primeiro dos Ravnos; e Ventru, mais velho dos Ventrue – e aquilo dissera com uma reverência a Júpiter, antes de completar.

    Processar aqueles nomes todos já seria difícil por si, e o choque da revelação só tornava as coisas mais irreais. Porém o mais difícil deveria ser prestar atenção a qualquer coisa do mundo ao redor enquanto se era submetido a emoções tão intensas quanto aquelas da transformação.

    Naquele momento, alguém mais se juntara à cena, permanecendo, entretanto, à distância. Vincent prosseguira:
    - Mas há quem diga que Ventru pertencera a Enoch, cuja prole dos “visionários” englobava a mítica figura de Arikel, às vezes chamada de Ishtar, Astarte, Inanna e outros tantos nomes, cabeça do clã Toreador; Malkav; e Saulot, o Salubri. Isso sem contar as crias prováveis dele, Ennoia dos Gangrel e o Velho, senhor dos Tzimisce.

    Uma ausência ali não passaria despercebida a Ezra. Nenhuma palavra sobre “Tremere”, nome repetido a ele algumas vezes. "Après moi, le déluge. Depois de mim, o dilúvio. Há discordâncias, mas essa teria sido a Terceira Geração, a qual, apesar de mais fraca que os próprios mestres, juntou-se e assassinou os próprios senhores, sendo, por sua vez, foi amaldiçoada por Cain antes do Grande Dilúvio. Cada um desses nomes é considerado antepassado de uma ‘linhagem’ própria, com dons e manchas próprios. Os 13 ‘clã’, dos quais nem todos chegaram aos dias de hoje, ao menos não em sua forma original”.
    - Nós, os Ventrue, os Toreadores, os Tremere, os Malkavianos, os Nosferatu... e os Banu Haqim somos a Camarilla, a grande Irmandade que protege os vampiros das ameaças externas e internas, da destruição física e daquela da mente – atravessara Júpiter, como representante maior daquela organização na cidade –. Oferecemos muito e, principalmente, não tiramos tudo de quem a nós se alia.
    - Nós temos Seis Tradições – e agora quem falava era Válery –: A Máscara dita que nunca se revelará a humanos. Disso depende nossa existência; o Domínio diz que deve respeito e obediência a quem manda no território. Disso depende a sua existência; a Progênie proíbe de transformar alguém sem autorização, um desvio passível de punição com a morte de criador e criatura – e, àquela fala, Jezabel não reagira, não movendo sequer um músculo. No final, realmente não era ela a responsável por Letícia, mas Radiance –; a Responsabilidade determina os crimes da cria recaem sobre o mestre, até que a primeira seja dada como “madura”. Por isso novatos pertencem a quem lhes transformou; a Hospitalidade diz que nunca se fará presente nalgum território sem se apresentar ao quem rege a cidade; a Destruição proíbe um vampiro de matar um igual, a não ser que a senhoria determine tal punição.

    “Acho que já basta”, declarara Júpiter “Temos outras questões a debater nessa noite, ainda mais agora que Sakuya está entre nós”. E lá, ao fundo, a criatura apenas acenou infantilmente.

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    - Então... em que parte havíamos parado? Por que a garota não está morta? – Inquirira Vincent, deixando de lado toda a cena de Hugo.
    - Estávamos... estávamos a ponto disso. Mas eu tive uma visão – repetiu Gábor – Grande perigo. Sangue, fogo, violência, morte. Vi essa torre. Vi Ezra e Letícia e outras pessoas. Quando vi o pupilo de Aduke, reconheci-o imediatamente... .
    - A Estrela Vermelha tornou-se visível nos céus e o senhor dos Ravnos parece ter despertado pra clamar sua prole. Os Sangue-Fino caminham de dia e... ao que tudo indica ainda estamos aqui, apesar desses serem os principais sinais do fim dos tempos. Se nem os mitos mais antigos parecem ser verdadeiros, por que devíamos confiar nessa sua “visão”?

    Nenhum dos jovens tinha ouvido falar daquelas coisas antes, mas tais palavras pareceram suficientes para calar Gábor, o que era uma péssima notícia para a garota.
    - Acho que seria uma punição interessante para Radiance e Jezabel terem que aguentar a garota andando por aí – disse subitamente Sakuya, provocando espanto a todos.
    - O quê?!?! – Virou-se a vampira que havia provocado toda aquela confusão ao disparar um revolver contra a humana na frente de todos, mesmo que por acidente – Você só pode ser maluco mesmo, Malkaviano.
    - Pelo menos por enquanto. Só como lembrete do motivo pelo qual receberam um rebaixamento. Depois podem descartar a moça, sei lá.

    Jezabel estava verdadeiramente horrorizada e, se não fosse a situação, provavelmente teria voado para cima daquele “moleque” intrometido que fazia cosplay de garotinha de anime.

    Os olhares variavam entre as duas figuras e a própria Letícia, a qual, apesar de ser o centro da questão, era tratada como algo sem opinião, todos falando dela, decidindo sobre ela viver ou morrer, como se ela nem estivesse lá. Até que... .
    - Talvez devessem ver se ela tem algo a dizer – completou Sakuya, um sopro de caos desbalanceando totalmente o protocolo daquele lugar.
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    Mensagem por gaijin386 em Seg Jan 06, 2020 10:41 am

    O coração do sábio, tal como o espelho, deve a tudo refletir, sem todavia macular-se.

    Confúcio


    Os olhos de Ezra assim como todos os demais agora estavam em Sakuya, pois o mesmo como representativo máximo dos Malkavianos na cidade daria peso as palavras de Gábor e assim normalizando a situação. O Albino não gostava de estar no centro das atenções e toda essa confusão estava lhe dando a evidência que ele tanto queria evitar...

    Nervoso ele fumava ... Nervoso ele escutava tudo menções a linhagens e outras histórias como uma tapeçaria com várias costuras e adendos e ainda mais curioso que de todos os fatos e menções não houve a palavra "Tremere".
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    Mensagem por nahna em Seg Jan 06, 2020 12:04 pm




    Escutou com atenção sobre aquele folclore... seria aquela a origem verdadeira dos vampiros, ou apenas um tipo de religião?
    Ouviu sobre os costumes... A ajuda de Iisa foi o bastante para que ela se mantivesse na linha, e mais uma vez ficou grata.
    Viu a reação de Jezabel e pensou sobre os acontecimentos até ali... Porque era ela que estava ali, se fora "criada" por Radiance?
    Seria Radiance responsabilidade de Jezabel?

    Outra vez sentiu o tremor percorrer-lhe com o questionamento de Vincent sobre o porque de ainda estar "viva"...

    Dessa vez, contudo, ficou aliviada pela presença de Sakuya, como um aliado improvável. De um modo estranho, intercedeu por ela.
    Sabia que sua sugestão fazia sentido ao perceber a indignação de Jezabel...
    Sentia-se subjugada ao ter a atenção sobre ela... Observando os presentes e as "autoridades" naquela sala, encarou a sugestão do Malkaviano como uma oportunidade de talvez não ser apenas um objeto à ser descartado...

    "- E-eu..." - Olhou para Jezabel, insegura.
    "- Eu despertei sem nenhuma explicação sobre a transformação que havia passado... Senti novos instintos me devorando... E os reprimi até aqui..."
    "- Mesmo desconhecendo as tradições que foram apresentadas agora... Eu respeitei cada uma delas."
    "- Até mesmo estou aqui, obedientemente aguardando que decidam meu destino."
    "- Eu não coloquei a... "Máscara"... em risco, mesmo com essa fome em mim e sem saber o que fazer..."


    Se calou em seguida, agora desbalanceada com o apego à vida.
    Continuou olhando os presentes, sem conseguir se fixar em nenhum por muito tempo.






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    Mensagem por Jim Jones em Qua Jan 08, 2020 4:51 am

    Sugado de meu sangue como um saco vazio, vejo um pulso em minha direção, pingando sangue. Instintivamente sou levado a ele, o sangue é tudo que vejo. Era apenas eu e aquele sangue nada mais. Logo meu vazio se expande com o som de palavras e a visão das coisas ao meu redor, ainda estava vivo, ali naquela reunião. Mentalmente repito tudo o que me falam, mas não paro de beber o sangue até ser mandado. A seita, acreditavam ser vampiros, e pouco a pouco não conseguia mais ver essa ideia como improvável. Ainda assim levaria algum tempo a me acostumar. As palavras de Vincent ressoavam em sua cabeça e o que falava ficava marcado em sua mente.

    Os 13 clãs, a Camarilla, As 6 tradições. Muitas palavras e termos desconhecidos me eram falados, todos ouvidos com atenção, mas dificilmente compreendidos por completo. Ao menos seriam gravados os pontos principais, para que eu pudesse pesquisar-los e me aprofundar neles mais tarde. O sangue era muito saboroso para que me concentrasse cem por cento no que estava sendo falado mesmo, aquele sangue preenchia a alma. Ouço Jupiter e os outros se afastarem, continuo ali, preso ao meu banquete de sangue. Não conseguindo ouvir muito bem do que eles tratavam.
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    Mensagem por Lnrd em Sex Jan 10, 2020 10:25 am

    Jezabel riu-se de forma desdenhosa, provocativa, logo em seguida à fala da garota.
    - Veem? Ela não tem nada a dizer, a oferecer. Não é digna de nenhum clã ou de merecer a imortalidade. É uma qualquer descartável. Não tem o que é preciso.

    As palavras eram duras e, até certo ponto, convincentes. Por que dar a ela um lugar entre aquelas criaturas que, mesmo sofrendo como amaldiçoadas, viviam o sonho de muitas outras. Experimentar várias vidas. Ter poderes para além das pessoas comuns.

    Mas ainda havia a proposta de Sakuya. Tornar-se um lembrete vivo da vergonha, estandarte da humilhação: toda a vez que alguém a encarasse, teria a mente levada ao erro de Jezabel e Radiance.

    Não era a melhor condição de se existir, reduzida a mero objeto e visada pelo ódio de figuras mais fortes. Mas era o melhor que conseguiria naquele cenário. Faz pouco tempo sonhava em construir a vida com o namorado. Agora via-se à beira de ter a própria história precocemente encerrada. Precisava rever as prioridades.

    E tudo isso “por enquanto”, como sugeriram. O que era um dado preocupante. Quanto isso seria? Viveria por alguns dias, meses ou anos, dada a natureza e o tempo expandido daquelas criaturas? Talvez até lá as coisas mudassem ou pudesse pensar um plano alternativo para si.

    Então novamente Sakuya interviu, como se falasse sobre fazer compras ou mudar um móvel de lugar.
    - Talvez o xerife encontre alguma serventia para ela. Sempre precisamos de peões contra os Sangue-Fino – e aquela definição de soldado só poderia significar uma coisa: alguém sacrificável numa guerra, enquanto generais observavam tudo de longe.

    Enquanto falavam, Aduke acalmava o pupilo. “Chega, neófito. Erga-se para a noite sem fim. Agora é um Vampiro”.

    Já Júpiter movera-se no banco, indicando que aproximava-se duma decisão. Não parecia muito inclinada em salvá-la. Antes, porém, questionou: “Há alguém que queira dizer mais alguma coisa sobre o assunto? Gábor?”

    Ele olhou ao redor, sentindo-se pressionado. Procurara por Ezra com o olhar, mesmo sabendo que ele nada podia fazer ali. Tudo teria sido bem mais fácil se aquela visão não o tivesse cortado. Ou se tivesse deixado Elijah-Iisa leva-la com os Anarquistas.

    Concentrou-se. “Havia mais gente”, disse. “Rostos difíceis de definir”. “Uma rosa nascendo entre uma espada e um cajado”
    - O que você disse? – interrompeu a senhora daquele lugar. Vincent também pareceu estranhar aquela informação, trocando olhares com ela.

    Igualmente, Válery e Aduke reagiram de forma confusa, como se alguma sineta interna tivesse sido soada.
    - Ela não serve – repetiu Jezabel, ignorando aquela tensão –. Se precisarmos de soldados, procuremos alguém melhor. Ela não tem talento algum.
    - Ué?! E ainda assim vocês a convidaram para participar de uma apresentação fechada. – Apontou Sakuya, lembrando que algum talento dela havia chamado a atenção antes e que só agora ela “não valia nada” – Talvez devesse cantar para nós?!

    Aquela sugestão fora de hora fizera os olhos de Vincent brilharem. Era terrível pensar que o interesse não era no timbre de Letícia, mas em vê-la, nervosamente, tentar.
    - Sim. Cante – sorrira.
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    Mensagem por nahna em Sab Jan 11, 2020 11:02 am




    Nada parecia amenizar sua situação... Era um motivo de sobrevida muito fraco para se agarrar, o de viver para ser um vergonha para outros.
    Ainda que falasse de modo impessoal, vinha de Sakuya possíveis alternativas contra o seu fim, e isso modificou sua primeira impressão de estranheza.
    mas foi gabor, contudo, que falou algo que pareceu causar algum efeito... Algo que Letícia não pôde entender, mas que percebeu uma surpresa.

    Jezabel parecia aproveitar qualquer oportunidade para incitar o fim do debate, e seu próprio fim, consequentemente.
    Enfurecia-se ao ouvi-la falar que sequer tinha talento. Ao menos isso Letícia sabia que ainda tinha, ainda que a música parecesse algo distante agora.

    E então, em meio à toda aquela tempestade, veio a sugestão de cantar...
    Pareceu surreal ao ouvir, mas percebeu ao olhar para os demais que a ideia teria sido acatada.
    teria gelado o sangue se ainda fosse humana... Tinha passado por situação semelhante na sua derradeira apresentação... sozinha e improvisando...
    Mas na ocasião sua vida não dependia disso.

    Faria como fez naquela noite... Sequer tinha tempo para decidir uma abordagem melhor.



    Conforme começou a cantar, perceber que sua voz estava mais elástica... Parecia-lhe mais fácil de dominar os tons, fácil e prazeroso.
    Admirada, quase esqueceu-se de onde estava.

    Quase.






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    Mensagem por Jim Jones em Qui Jan 16, 2020 2:22 am

    O sangue era bom, bom demais, não queria parar, mas meu mestre me ordenara e eu era esperto o bastante para ouvi-lo. Me levanto não mais como um mortal, não mais como uma carcaça morta, como um senhor da noite, um predador da humanidade. Me levanto para ver o julgamento da garota que nos acompanhava, penso em dizer alguma coisa, mas ainda não tinha noção da condição dela e nem sabia como poderia ajudar. Quando o homem fala me viro a Aduke e pergunto baixo em seu ouvido.

    color=red]- Rosa? Cajado? Espada? É uma profecia, um código, ainda não entendo bem do que estão falando.[/color]

    Em seguida observo enquanto vejo a garota ser intimada a cantar. Fico um tanto surpreso com a forma que a garota cantava, mas não comento nada, dentro de minha cabeça uma palavra ressoava."Soldados, pra que eles precisam de solfados" .
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    Mensagem por gaijin386 em Qui Jan 16, 2020 9:51 am

    Calarei os maldizentes continuando a viver bem; eis o melhor uso que podemos fazer da maledicência.

    Platão


    Pobre garota... Condenada a um destino que não pediu e ainda julgada por ser apenas o que é e pelo azar do destino... Sorte a minha que Gábor viu o que viu seja verdade ou delírio... Vão julga-la agora pelo talento no canto? Ele pensa e após acabar o cigarro ele vai para perto de Gábor e sussurra - Percebo que os "grupinhos" de mesma linhagem estão reunidos e foram citados só não vejo o meu "grupinho" por aqui ou melhor nem citados fomos ... Isso é ruim não é?
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    Mensagem por Lnrd em Sex Jan 17, 2020 10:27 pm

    Gábor passou as vistas ao redor do salão e parecera pronto a dizer alguma coisa. Mas então deteve-se, como se percebendo algo que merecia ser mencionado antes:
    - Não foram? Achei que sim e... ah! – interrompeu-se de súbito, mudando novamente de rumo – Você diz na linhagem de Cain? Os Tremere, bem... não são um clã... no sentido comum... .

    Tentando sussurrar, explicara rapidamente que aquele grupo não era uma das linhagens originais. Eram em verdade uma parte dos magos da Ordem de Hermes – e isso o próprio Kadir mencionara – que coletaram sangue vampírico e com ele executado experimentos até amaldiçoarem-se eles próprios como criaturas "como nós". Não foram de início “mordidos”, não haviam caminhado antes do dilúvio.
    - Mas depois disso ficaram iguais a qualquer outro vampiro. Bem, ou quase... alguns não os aceitam mesmo, apenas suportam porque, bem, são muito fiéis e úteis à Camarilla. Se você for, tenho certeza de que te aceitarão também.

    E só após aquela curva, voltou à questão inicial sobre as ausências.
    - Não se preocupe. Pelo que entendi, a reunião mesmo era só Aduke, Júpiter, Vincent e o novato. O resto foi se agregando por causa dessa bagunça que eu fiz... . – E ali ele parecia arrependido, talvez não por ajudar alguém, mas porque havia imaginado que tudo seria consideravelmente mais simples. Afinal, acreditava ter uma "prova" em mãos.

    "Também não tem nenhum Nosferatu aqui", complementou. "Na verdade talvez seja melhor não vê-los agora". "E também nenhum Banu Haqim, se esse for o problema". Aquela conversa paralela foi interrompida quando do início do canto de Letícia, uma canção de beleza algo sobrenatural, não parecendo vir da boca de um humano – e não o era.

    Era do tipo de coisa que atraia navios ao naufrágio.

    Ao final da curta apresentação, Vincent acenou afirmativamente e sorriu, como se aprovando o que presenciara.
    - Então, ao contrário da opinião de nossa amiga, você tem mesmo talento... . Foi uma apresentação deveras inspiradora.

    Aquilo significava tudo. A perigosa figura que aconselhava a senhora da cidade havia gostado da voz dlea. “Pena que isso não é um show de talentos. Não vai ser uma música que vai salvar sua vida”. Era quase possível sentir a rival vibrando diante daquilo.

    E, com isso, aquela figura afastou-se um pouco, deixando o espaço aberto para a senhora. Antes, concluíra sua sentença: “Lavo minhas mãos”.

    Não opinaria mais naquilo. Tudo dependia da aprovação ou rejeição de Júpiter Serracosta.

    Naquele momento, Aduke se virara-se ao pupilo, captando dele o questionamento. “São... símbolos. A Rosa representa a beleza mortal dos Toreador. O Cajado e a Espada, a nobreza Ventrue. Não é uma profecia... é um... segredo. A família Serracosta, minha família, desde sempre vigiou e cuidou dos nossos herdeiros mortais. Aqui e ali escolhemos um para transformar também numa criatura da noite. Mas um de nós, de outra cidade, foi pego... por um Toreador, uma situação... delicada. Não havia como Gábor saber disso.

    Aquelas palavras não foram escutadas por Ezra ou Letícia, mas dentro em breve as histórias de todos, caso a visão fosse verdadeira, estariam entrelaçadas numa só. Ouvir aquilo talvez tivesse preparado a garota para o que viria em seguida.
    - Enquanto não penso noutra alternativa, a garota vive – declarou a cabeça de todos – Gábor, você deve entregar os três, Ezra, Hugo e Letícia aos cuidados de Andros para que decida como podem ser necessários. Agora deixem-nos.

    As reações de quem lá estava presente foram variadas, alguns mais, outros menos surpresos, ou mesmo satisfeitos, com a resolução temporária. A jovem não seria destruída, ao menos ainda.

    O retorno mais inusitado, entretanto, viera da invejosa Jezabel.
    - Ah... minha querida. Letícia. Uma pena essa confusão toda, aquela arma... não é mesmo? Bem, agora com tudo resolvido, talvez possamos ser amigas. Não concorda, Ezra? Tenho certeza que um rapaz tão distinto também deve achar que uma eternidade de paz é preferível a arder na boca do inferno para todo o sempre.

    Ela era tão afável quanto a delicada pata de um gatinho – das unhas nada se via até ser tarde demais.
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    Mensagem por gaijin386 em Sab Jan 18, 2020 7:08 pm

    A espécie humana é a única que sabe que tem de morrer.

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    - Entendi só checando pra ver se não estava mais encrencado do que antes, mas vou questionar Kadir sobre isso depois. Passa-se o momento de cantoria e claro as considerações posteriores e bem seja como for Leticia viveria mais uma noite e as repercussões disso iam começar a reverberar a partir de agora.

    Questionado por Jezabel sobre uma paz duradoura Ezra obviamente mantendo a compostura responde - Realmente prefiro evitar violências duradouras um caminho sábio.  Ele responde, mas na mente ele pensa Entretanto rancores são duradouros e bem o quanto pode durar o ressentimento para pessoas que não estão restritos as limitações de tempo?

    E se vira para Gábor novamente - Andros? Quem é esse?
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    Mensagem por nahna em Dom Jan 19, 2020 8:04 pm




    Após a breve cantoria, foi Vincent quem se pronunciou, mas embora anunciasse sua aprovação, eximiu-se de qualquer resolução.
    Era o retrato de sua situação desde que entrara naquele prédio... indefinida e frágil.
    Observou Júpiter com apreensão... Porém a resolução, embora favorável, não foi muito reconfortante. "Por enquanto..."
    Apesar de serem vampiros... criaturas eternas... parecia-lhe que suas resoluções eram sempre perenes.

    "- Obrigada, senhora." - Limitou-se a agradecer timidamente.

    Olhou para Gábor e deu-lhe um aceno de cabeça discreto, também em agradecimento.
    E então se surpreendeu ao ouvir Jezabel dirigir-se à ela.

    "- Sim, uma pena... foram grandes danos para nós... Mas o tempo cura tudo, não é?" - Deu um sorriso político.






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    Mensagem por Jim Jones em Ter Jan 21, 2020 1:16 am

    Ouço a resposta de meu novo mestre, mas ainda fico com certa duvida pelo que me lembrava ainda havia uma espada que eu não sabia o que significava. A garota viveria e aparentemente ficaríamos a cargo da mesma pessoa, um tal de Andros. Observo ao canto enquanto Jezebel fala conosco, me mantenho calado, era hora de observar e aprender. Por um segundo agradeço que Erza tenha perguntado sobre Andros.

    Continuo em silencio durante algum tempo, esperando as coisas se acalmarem um pouco. Estava um tanto quanto curioso sobre esse novo mundo onde entrara e o que em mim havia mudado. Era obvio para mim que algo em mim mudou, um sentimento estranha como fome ou sede, uma sensação de estar sempre a beira de um colapso ou ataque nervoso, como se uma fera respirasse aos meus ombros continuamente. Sera que eu seria essa besta?
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