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    1.2. Through the Looking Glass

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    1.2. Through the Looking Glass Empty 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por Mellorienna em Seg Nov 11, 2019 5:07 pm





    Através do Espelho


    ??? | ???




    - Suicida idiota. - a ruiva deu um soco (muito leve) no ombro de Onnerb, mantendo uma expressão cuidadosamente controlada. Na outra mão, ela trazia uma espada curta desembainhada, mas que segurava com certa displicência. O Mago teve a nítida sensação de que, apesar de ter atravessado o portal azul primeiro, Scindia havia chegado até ali alguns segundos antes.

    Seja lá onde fosse ali. Estavam cercados por um mundo branco. Uma imensa planície a perder de vista, coberta por algo que lembrava neve, mas também lembrava areia - nem quente, nem frio. Apenas branco. O céu e a terra se mesclando em alvura sem fim. O único ponto de quebra daquela brancura imaculada era um poço de águas cristalinas talhado no chão. Como uma porta para um mundo de água.

    - Da próxima vez que decidir fazer algo estúpido, humano, não invoque meu dever como Guardiã da Fênix antes. - a elfa ruiva embainhou a espada, protegendo os olhos castanhos contra a luz (não se sabe de onde) que refletia contra o branco ao redor - Para onde diabos você arrast--- - a elfa parou de falar e puxou o arco, aprontando uma flecha.

    Seguindo o olhar de Scindia, Onnerb percebeu uma perturbação nas águas do poço cristalino. Uma imagem. Havia um grande pátio de pedra branca, por onde sopravam folhas acobreadas pelo Outono. E elfos indo e vindo, cuidando de suas vidas. Em roupas que - para Onnerb - seriam dignas da Corte de Elrond em Valfenda. Parecia haver comoção e burburinho, mas os sons estavam abafados pelo espelho d'água. Soldados se deslocavam por ali, e nobres e criados, enquanto uma elfa permanecia sentada, com um livro nas mãos - olhando através de uma janela. Diretamente para Onnerb e Scindia.

    O coração do Mago batia como uma tropa em marcha no peito, enquanto o reflexo da elfa de longos cabelos negros ondulava suavemente no poço cristalino. Era ela. A elfa que viu dormindo no esquife de cristal. Ali, ela usava uma espécie de sobretudo de lã branca que não deixava ver muito de suas formas. Mas Onnerb jamais esqueceria aquele rosto. Ainda mais agora, que ela o encarava diretamente. Os olhos dela estavam entre castanho claro e verde escuro, e brilhavam suavemente, como se iluminados pela Graça Divina.

    - Que raios está acontecendo aqui?! - Scindia sussurrou bem próxima de Onnerb, ainda com a flecha apontada para as águas cristalinas do poço.



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por bcdomingues em Qua Nov 13, 2019 2:09 pm





    Mirror mirror on the wall


    ??? | ???




    Viajou por pouco tempo através do limbo, não conseguindo absorver nada do entre mundos. Por fim seus pés tocaram chão firme e a primeira coisa que viu foi Scindia, apesar da mesma não ter entrado antes dele no portal. Ora essa, será que pelo poder ela viajou mais rápido? Apesar disso Onnerb estava feliz por ver ela ali naquele mundo com ele. O motivo, não saberia explicar.

    Scindia escreveu:Suicida idiota.
    - Sorriu com o soco de brincadeira em seu ombro. Percebia que a elfa estava se controlando, mas também estava intrigada com o mundo em que haviam saído. Ou seria uma dimensão alternativa? Ou outra realidade? Seus pensamentos viajavam.

    - Não achava que encontraria violência tão cedo. - Foi sua resposta após o soco em seu ombro. Ainda com seu meio sorriso, reparou que Scindia estava armada e mais preocupada do que curiosa com o mundo. O próprio Onnerb começou a olhar em volta, tentando decifrar o motivo dessa névoa em volta. Abaixou-se e pegou na mão o estranho material, tentando captar alguma essência mágica. Levantou-se, ainda olhando em volta com curiosidade. Estranhamente não se sentia ameaçado.

    Scindia escreveu:- Da próxima vez que decidir fazer algo estúpido, humano, não invoque meu dever como Guardiã da Fênix antes.

    - Guardiã da Fênix? - Repetiu, olhando para os belos olhos da elfa enquanto esta guardava sua espada. - O que exatamente você protege? - Realmente sua curiosidade estava aguaçada. O problema é que mais perguntas se assomavam das perguntas que ainda não obtivera respostas. Estava começando a ficar irritado com isso.

    Scin escreveu:- Para onde diabos você arrast---


    Quando esta puxou o arco, Onnerb olhou em volta. Parecia que o poço cristalino, a única coisa não envolvida pela névoa, estava agitado. Inclinou um pouco a cabeça.

    - Espere, não atire. - Disse, encostando de leve em seu umbro. Sentiu uma certa atração mágica pela energia da elfa, devido ao seu poder. Ou seria por outra coisa?

    Foi caminhando cautelosamente em direção ao poço e percebeu que lá havia uma imagem. Parecia algo tirado diretamente dos filmes de Peter Jackson. O mundo era lindo, belo e cheio de elfos. Uma beleza perfeita que só Valfenda poderia mostrar. Tentava ouvir o que as pessoas falavam, mas parecia que o poço não permitiria essa interação. Parecia, também, que Onnerb via esse mundo em uma memória, quase como uma Penseira, do Harry Potter.

    Eis que viu a elfa sentada com um livro. Uma elfa linda e muito familiar e que olhava diretamente para os dois, ignorando a cena que se desenrolava no Poço Penseira. Onnerb ficou paralisado, tentando analisar tudo da elfa que poderia. Desde seus cabelos, até o livro que ela lia. Era aquela elfa linda de sua visão. A mensagem que que tinha começado a captar devido a um ataque psíquico agora se manifestava nesse estranho mundo. estava fascinado pelos olhos dela, que pareciam ter todas e nenhuma cor. Além do brilho divino da bênção dos sacerdotes de ragnarok, o famoso melhor MMORPG de seu mundo.

    Scindia escreveu:- Que raios está acontecendo aqui?!

    Ela falou tão perto de Onnerb que o mago sentiu um leve frescor vindo de seu hálito direto no seu pescoço. Tentando esconder o arrepio que sentiu, virou-se para Scindia e respondeu no mesmo tom baixo que ela havia utilizado.

    - Não acho que ela nos fará mal. - Disse, aplicando pegando em seu braço e aplicando um pouco de pressão para que ela abaixasse o arco. - Eu já vi essa elfa em minha visão.. - Rapidamente lhe contou todo a sua visão, sobre a esquife de cristal e tudo mais que poderia se lembrar. Em seguida fez um aceno para Scindia antes de se virar para a elfa, se aproximando mais do Poço.

    - Olá. - Disse, olhando para a elfa. - Sou Onnerb. Quem é você? - Olhava com curiosidade para a elfa, ainda analisando tudo que poderia e atento para qualquer distúrbio mágico. - Qual o motivo de aparecer duas vezes para mim? Existe alguma mensagem que devo saber?



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por Mellorienna em Qua Nov 13, 2019 4:53 pm





    Através do Espelho


    ??? | ???



    Na visão exibida pelo poço, elfos iam e vinham, enquanto a elfa com o livro nas mãos se levantou, dizendo qualquer coisa a um dos passantes, que fez uma pequena reverência a passagem dela. Ia caminhando sem pressa, com a imagem refletida seguindo-a, como se cada janela, espelho d'água, ou gota de orvalho fosse uma fechadura por onde Onnerb e Scindia conseguiam espiar a moça. Porém, quando ela se distanciou dos pátios de pedra e ingressou em uma torre branca, a visão congelou.

    - Você viu aquilo?! - Scindia quase gritou, guardando a flecha na aljava e pendurando o arco nas costas quase em um só movimento - Viu a luz nos olhos dela?

    A Érennish tinha um certo tremor na voz, entre a reverência e a desconfiança. De fato, por mais elfa que a ruiva fosse, Onnerb podia perceber que ela não tinha aquela aura luminosa ao seu redor. Era linda e selvagem, com aqueles cabelos de fogo e aquele temperamento ácido, mas ela poderia muito bem ser humana, não fosse por alguns detalhes - como as orelhas. Porém, a elfa de cabelos negros, se não fosse elfa, jamais poderia ser humana. Ela pertencia, definitivamente, a outra classe de seres.

    - E você viu aquilo aqui?! - Scindia tocava a própria testa, praticamente pulando de excitação - Era o Diadema d---

    - Mago.

    A voz veio rolando pelo poço, atingindo diretamente os sentidos de Onnerb e Scindia. A Érennish arquejou, mordendo o lábio inferior para suprimir qualquer outra reação. Nas águas cristalinas, um enorme cômodo circular, sem nenhuma janela visível, com colunas de mármore e ouro sustentando um teto além da visão. E a elfa, encarando-os diretamente como antes.

    Agora que Scindia havia chamado atenção para esse detalhe, Onnerb notou que a moça usava uma espécie de coroa feita de um metal branco e brilhante, e que - no centro do ornamento - havia entrelaces semelhantes a uma ave estilizada, de asas abertas.

    - Eu vejo a morte nos seus olhos. - a elfa olhava para Scindia - E vejo reconhecimento. Em vocês dois. Mas nunca nos vimos. - lentamente, a elfa desabotoava o longo sobretudo que usava, jogando a peça fora do campo de visão do poço cristalino ao terminar de despi-la. Coberta em sedas translúcidas, pérolas e prata, era realmente uma visão de arder os olhos por não querer piscar nunca mais - Por que motivo um humano e uma elfa mortal cruzaram o espaço-tempo para estar aqui no dia em que meu irmão mais novo nos trouxe a bênção duvidosa de seu casamento com a Princesa Elisa de Bellenus?


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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por bcdomingues em Qui Nov 14, 2019 9:45 am





    Através do Espelho


    ??? | ???




    Pelo que conseguia observar, a elfa do Poço e de sua visão era tido com alguma autoridade pelos outros elfos dentro do Poço, aqueles que não conseguiam ver Onnerb. Começou, então, a imaginar que era algum tipo de sacerdotisa élfica, aquela que carrega o respeito e a esperança de seu povo consigo. Depois disso a visão mudou e se congelou depois que a misteriosa elfa entrou em uma torre branca.

    Scindia escreveu:- Você viu aquilo?! - Scindia quase gritou, guardando a flecha na aljava e pendurando o arco nas costas quase em um só movimento - Viu a luz nos olhos dela?

    - Sim, isso com certeza é estranho. - Respondeu, tentando pensar com rapidez. - Não era algo mágico, parecia algo muito natural.. Como se fosse uma bênção.

    Depois que respondeu deu uma breve olhada em Scindia, pois conseguia sentir a emoção em sua voz. Devido ao seu temperamento, não achava que seria tão fácil decifrar as emoções da elfa, mas não era isso que estava acontecendo. De fato a Érennish parecia reverenciar a elfa do poço, assim como os outros elfos no mundo entre espelhos, mas também carregava uma desconfiança na voz, como se não acreditasse no que estava vendo. Assim tão próximo de si, começou a perceber algumas diferenças entre as duas elfas. Scindia não tinha aquela graça divina e luminosidade da outra elfa. Porém carregava em si olhos duros e preparados, combinado com seu cabelo de fogo. De fato, por não ter esse lado frágil, Onnerb achava-na linda e selvagem. Totalmente oposta à elfa do poço. Essa era algo a mais, uma classe maior dos elfos que conhecia, tocada pela graça Divina.

    Scindia escreveu:- E você viu aquilo aqui?! - Scindia tocava a própria testa, praticamente pulando de excitação - Era o Diadema d---

    Quando ia perguntar sobre tamanha excitação veio a segunda voz.

    - Mago.

    Agora estavam em um cômodo muito semelhante àquele de sua visão. A elfa falava e parecia que sua voz vinha diretamente na mente de Onnerb. Tinha certeza que Scindia também teve uma experiência semelhante, devido a emoção que deixou transparecer. Agora sim podia ver o Diadema com mais clareza, depois de apontando por Scindia. A desenho nele era incrivelmente familiar para o mago.

    - Eu vejo a morte nos seus olhos. - a elfa olhava para Scindia - E vejo reconhecimento. Em vocês dois. Mas nunca nos vimos.

    - Mas também há vida. - Respondeu automaticamente a primeira parte da fala. Não sabia quem era a elfa, mas tentaria descobrir algumas respostas agora. - Você nunca nos viu, mas você apareceu em uma visão para mim. - Disse rapidamente enquanto tinha uma pausa na fala da elfa divina. - Você estava deitada e trancada em uma esquife sem nenhum meio de sair, aparentemente dormindo. Uma ave semelhante a essa no seu diadema me levou até Scindia aqui.. - Virou-se para a elfa com um sorriso. - O que poderia nos dizer a respeito disso? - Perguntou para a elfa.

    Infelizmente sua curiosidade foi momentaneamente esquecida quando a elfa se despiu de seu sobretudo. Onnerb não conseguia evitar de encarar aquela visão, estupefado. Era realmente uma visão divina.

    Por que motivo um humano e uma elfa mortal cruzaram o espaço-tempo para estar aqui no dia em que meu irmão mais novo nos trouxe a bênção duvidosa de seu casamento com a Princesa Elisa de Bellenus?

    Essa última fala fez com que sua curiosidade voltasse a todo vapor, seu anseio por respostas dominando sua mente novamente.

    - Viemos parar aqui por conta de um distúrbio que estava acontecendo em nosso mundo. - Começou, resolvendo adiantar a fala e ver no que dava. - Passamos por um portal e viemos parar aqui para tentar parar o fenômeno. - Olhou para Scindia para que ela confirmasse a história. - No entanto o fenômeno não era natural. Eu consegui sentir que uma força mágica poderosa era o causador de tamanha destruição, porém eu nada podia fazer para impedir aquela força. - Olhou para baixo, triste. Não gostava de se sentir impotente para resolver alguma situação. - A única solução que eu enxerguei foi tentar achar meios alternativos para acabar com essa ameaça. - Agora olhava direto para os belos olhos da elfa. - Você poderia nos ajudar? O que esse bênção duvidosa de seu irmão e o casamento da Princesa Elisa tem a ver com isso? Poderia ser isso a causa de tudo?



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por Mellorienna em Qui Nov 14, 2019 7:57 pm





    Através do Espelho


    Ossos do Tempo | Passado



    Onnerb escreveu:- Você nunca nos viu, mas você apareceu em uma visão para mim. - Disse rapidamente enquanto tinha uma pausa na fala da elfa divina. - Você estava deitada e trancada em uma esquife sem nenhum meio de sair, aparentemente dormindo. Uma ave semelhante a essa no seu diadema me levou até Scindia aqui.. - Virou-se para a elfa com um sorriso. - O que poderia nos dizer a respeito disso? - Perguntou para a elfa.

    Com um passo para o lado, a elfa de cabelos negros deixou que a imagem refletida no poço mostrasse o que havia às suas costas.

    - Isso? Foi isso que você viu? - o Esquife de Cristal dividia o espelho d'água com a elfa, inclinado em um ângulo de 45', de forma que estava quase de pé. Pelos olhos luminosos de estrelas da moça passou uma sombra que pareceu escurecer todo o cômodo onde ela estava por um instante - Ele não me deixaria presa. A menos que algo acontecesse a ele.

    Retirando o diadema, que passou a girar vagarosamente entre os dedos delicados, a elfa deixou de prestar atenção por um momento ao reflexo de Onnerb e Scindia - que o Mago pôde perceber que tremia levemente, sacudida por calafrios de emoção.

    Onnerb escreveu:- Viemos parar aqui por conta de um distúrbio que estava acontecendo em nosso mundo. - Começou, resolvendo adiantar a fala e ver no que dava. - Passamos por um portal e viemos parar aqui para tentar parar o fenômeno. - Olhou para Scindia para que ela confirmasse a história. - No entanto o fenômeno não era natural. Eu consegui sentir que uma força mágica poderosa era o causador de tamanha destruição, porém eu nada podia fazer para impedir aquela força.

    A elfa voltou a erguer os olhos para os dois, apertando o diadema com força entre as mãos.

    Onnerb escreveu:- A única solução que eu enxerguei foi tentar achar meios alternativos para acabar com essa ameaça. - Agora olhava direto para os belos olhos da elfa. - Você poderia nos ajudar? O que essa bênção duvidosa de seu irmão e o casamento da Princesa Elisa tem a ver com isso? Poderia ser isso a causa de tudo?

    - Pelo que eu pude entender, Mago, a ameaça a que você se refere sou eu.

    Com essa fala da elfa, Scindia imediatamente jogou-se de joelhos no chão, tremendo visivelmente - o que chamou atenção da moça no espelho d'água. Mas a ruiva não disse nada, mantendo a cabeça baixa, como se chorasse - ou rezasse.

    - Vocês não estão em outro mundo. - ela retomou a fala, ainda um pouco surpresa com a atitude da ruiva - Estão caminhando sobre os Ossos do Tempo. - então era isso aquela imensidão branca: ossos - É possível acessar outros universos a partir de onde estão. Mas não com seu nível de Poder. A Magia da Mãe dos Humanos é fraca através de sua prisão fora dos limites do Mundo. - Onnerb se lembrava muito claramente de jamais ter ouvido falar em uma "Mãe dos Humanos". As igrejas em Forte Norte eram muito específicas sobre a divindade ser masculina, chamada de Criador, com sua primeira Profetisa sendo Ariela Bellenus, cujos sobrinhos eram os fundadores da linhagem real - Por outro lado, o Dom de Ilíria permeia muitos de seus filh--- Criança, levante-se. Não tem necessidade nenhuma disso.

    Chamada pela elfa, Scindia ergueu o rosto. Estava pálida.

    - Érenn-Lia Ilíria ess-- essen. - Scindia gaguejou, ainda recusando-se a se levantar. Pelo que Onnerb se lembrava, aquele era um cumprimento.

    - Kalarel Ilíria essen. - "Ilíria esteja com você, criança". A elfa suspirou, resignada, ao perceber que nada moveria a ruiva do chão. Voltou os olhos para Onnerb novamente - Enfim. Visões. Portais. E a Fênix. - ela apontou para a ave no diadema - E vocês vêm até mim no dia exato em que... O amor vai nos condenar a todos, não é? A Maldição do Matador da Deusa vai alcançar Érenn. E não há nada que eu possa fazer para salvar meu povo...

    A elfa de cabelos negros pareceu genuinamente perturbada. Scindia começou a chorar em silêncio, ainda sem se levantar.

    - Mas, de alguma forma, presa no Esquife de Cristal, eu consegui trazê-los até aqui. A questão é: por que vocês? - os olhos dela tinham um brilho intenso e hipnotizante. Scindia abriu a boca para dizer algo, mas a outra elfa a calou com um gesto - Não! É perigoso interferir na linha do tempo. Com a visita de vocês, já sei mais do que deveria saber... muito mais do que deveria saber...

    Dando às costas aos dois, a elfa encarou o Esquife de Cristal por alguns minutos antes de se voltar lentamente para o reflexo no poço novamente:

    - Eu quero que me libertem. Um Humano. E uma Filha de Ilíria que nunca recebeu seu Alfirin. - ela recolocou o diadema de metal branco brilhante e Onnerb teve certeza que o tal alfirin era aquele material - Isso quer dizer que estou presa no Esquife de Cristal, mas não em Érenn. - os olhos castanhos de Scindia faltavam sair das órbitas - Fui levada. Por isso Lhandros não conseguiu me libertar. E se ele trancou o Reino... - a expressão da elfa se anuviou encarando Scindia, que chorava copiosamente - Eu sou a Chave de Érenn. E a Chave está perdida para vocês. É por isso que a morte caminha entre os Filhos de Ilíria. Mago! - virando-se para Onnerb, a elfa se aproximou do reflexo - Só existe uma forma de abrir o Esquife. Vocês precisam encontrar o Alfirin do meu irmão mais novo, Lhandros. Ele usou seu metal sagrado para forjar alianças. Uma, ele mantém consigo. A outra, entregou à sua esposa Humana, a Princesa Elisa de Bellenus. Ao reunir as duas alianças, coloquem sobre o Esquife de Cristal. E eu poderei sair.

    A elfa de cabelos negros parecia realmente aflita com toda a situação.

    - Há uma estátua de Fênix em cobre. Ela guiará vocês até mim. Mas será preciso uma gota do sangue da Família Real de Érenn para despertar a estátua. Encontrem Lhandros ou... ou algum descendente dele. - as águas do poço se agitaram, borrando a imagem da elfa, que se aproximou ainda mais do reflexo - As Pérolas de Vida me manterão ilesa dentro do Esquife, mas apenas enquanto durarem! Não sei quantas faltam, mas... suspeito que não muitas! Corremos contra o tempo! - saindo de foco, a voz da elfa chegava abafada como se estivesse a grande distância - Lhandros jamais perdoará os que me levaram. Haverá guerra e mortes sem fim se e----

    As águas se agitaram bruscamente e então serenaram, mostrando nada além do fundo branco do poço cristalino. Cerca de vinte metros a frente, um portal idêntico àquele por onde entraram erguia-se como se sempre tivesse estado ali, com seu brilho azulado refletindo nas lágrimas de Scindia.



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por bcdomingues em Dom Nov 17, 2019 12:40 pm





    Através do Espelho


    Ossos do Tempo | Passado




    As respostas iam, finalmente, surgindo a medida que a conversa fluía. Era um tanto de informação para absorver, porém o mago fazia de tudo para tentar lembrar de tudo com sua devida importância.

    - Isso? Foi isso que você viu?

    - Exatamente..

    Ele não me deixaria presa. A menos que algo acontecesse a ele.

    Observador, o mago viu que a elfa estava pensando rapidamente, distraindo suas mãos com o que, provavelmente, seria um grande causador da siatuação.

    - Pelo que eu pude entender, Mago, a ameaça a que você se refere sou eu.

    Surpreso, mal percebeu que Scindia havia desmoronado ao seu lado. Já havia notado que aquela figura era uma personagem sagrada nas escrituras élficas e, mais estranho ainda, era algo que poderia ser do passado. Como mais explicar essa reverência quase beirando a infantilidade de sua companheira?

    - Hmm.. certo, então eu tive uma visão do presente, baseado em acontecimentos do passado? Mas se for culpa desse ser na minha frente então devo ignorar o que ela vai falar a seguir? Será que não é ela a verdadeira vilã de tudo? - Pensou, nos poucos segundos que viu a elfa divina pensando.

    - Vocês não estão em outro mundo. - ela retomou a fala, ainda um pouco surpresa com a atitude da ruiva - Estão caminhando sobre os Ossos do Tempo. - então era isso aquela imensidão branca: ossos - É possível acessar outros universos a partir de onde estão. Mas não com seu nível de Poder. A Magia da Mãe dos Humanos é fraca através de sua prisão fora dos limites do Mundo.

    - Oro? - Olhou em volta, para os ossos do tempo. Ficou um pouco perplexo com esse conceito, mas resolveu disfarçar. Ficou um pouco chateado com a possibilidade do Poder, mas que seu nível ainda não poderia alcançar. - Sim, estou em busca de mais poder para cumprir os objetivos impostos a mim. Mas não é uma tarefa fácil essa busca, viu? - Ficou momentaneamente quieto com a última fala. - ..Pera, Mãe dos Humanos?

    - Então será que os ensinamentos estão errados? - Pensou, notando o Dom de Ilíria que a elfa havia falado por último. - Talvez seja por isso que o conhecimento antigo seja tão disperso e os níveis de poder estejam baixos para os humanos nesse mundo. - Seus olhos iam de um lado a outro enquanto pensava. - Se fosse basear em um RPG normal eu já teria experiência suficiente para estar muitos níveis acima, mas talvez o conhecimento seja o mais indicado para subir de nível por aqui... hmm - Realmente, viajava nas ideias.

    Enfim. Visões. Portais. E a Fênix. - ela apontou para a ave no diadema - E vocês vêm até mim no dia exato em que... O amor vai nos condenar a todos, não é? A Maldição do Matador da Deusa vai alcançar Érenn. E não há nada que eu possa fazer para salvar meu povo...

    - Vem na sabedoria humana nessa hora, minha consagrada. - Sorria triste enquanto olhava para ela. - O amor sempre fode tudo.

    - Mas, de alguma forma, presa no Esquife de Cristal, eu consegui trazê-los até aqui. A questão é: por que vocês? - os olhos dela tinham um brilho intenso e hipnotizante. Scindia abriu a boca para dizer algo, mas a outra elfa a calou com um gesto - Não! É perigoso interferir na linha do tempo. Com a visita de vocês, já sei mais do que deveria saber... muito mais do que deveria saber...

    - Sim, já suspeitava que aqui seria o passado. - Disse, fazendo a elfa olhar para ele. - Essa interferência no passado terá consequências futuras. Mas devemos tentar mudar isso, não só pelo bem desse mundo mas também por nós, que estamos presos no seu mundo. Não sou daqui, afinal. Nem meus companheiros. - Olhou para elfa melhor, agora mais curioso. - Afinal, quem é você mesmo?

    Ficava aguardando a resposta, vendo a causadora de intrigas ocupar-se com seus próprios pensamentos. Subitamente ficou com vontade de comer uma pizza e jogar Pokemon.

    - Nossa, Pokemon - Pensou, sorrindo. - Faz um tempo que não jogo. Será que já lançou Sword and Shield? Pena que o Switch é muito caro.. - Balançou a cabeça, clareando sua mente. Não era hora para isso.

    - Eu quero que me libertem. Um Humano. E uma Filha de Ilíria que nunca recebeu seu Alfirin.

    Ficou quieto agora, mais sério. Ali estava a missão imposta pela causadora da porra toda no tempo presente. Será que acreditaria nela mesmo?

    Isso quer dizer que estou presa no Esquife de Cristal, mas não em Érenn. - os olhos castanhos de Scindia faltavam sair das órbitas - Fui levada. Por isso Lhandros não conseguiu me libertar. E se ele trancou o Reino...

    - Quem é Lhandros? Que reino trancado? - Já começava a se irritar pela falta de informações novamente.

    - Eu sou a Chave de Érenn. E a Chave está perdida para vocês. É por isso que a morte caminha entre os Filhos de Ilíria. Mago! - virando-se para Onnerb, a elfa se aproximou do reflexo - Só existe uma forma de abrir o Esquife. Vocês precisam encontrar o Alfirin do meu irmão mais novo, Lhandros. Ele usou seu metal sagrado para forjar alianças. Uma, ele mantém consigo. A outra, entregou à sua esposa Humana, a Princesa Elisa de Bellenus. Ao reunir as duas alianças, coloquem sobre o Esquife de Cristal. E eu poderei sair.

    - Aahm.. - Disse, agora ficando tudo um pouco mais claro. - Mas por qual motivo já não começou com tudo isso? Elfos.. vou te contar, heim. Pessoal enrolado. - Agora pensava na missão que estava sendo passada. Obviamente era difícil e, ao seu ver, não tinham muito tempo para isso. Mesmo que a elfa não respondesse quem era, obviamente era um ser ancestral que detinha o poder dos elfos e o poder para fazer mudanças no mundo.. pera, Galadriel?

    - Há uma estátua de Fênix em cobre. Ela guiará vocês até mim. Mas será preciso uma gota do sangue da Família Real de Érenn para despertar a estátua. Encontrem Lhandros ou... ou algum descendente dele.

    - Certo.. essa parte nem parece mais difícil que todas as outras. Tranquilo.

    As Pérolas de Vida me manterão ilesa dentro do Esquife, mas apenas enquanto durarem! Não sei quantas faltam, mas... suspeito que não muitas! Corremos contra o tempo! - saindo de foco, a voz da elfa chegava abafada como se estivesse a grande distância - Lhandros jamais perdoará os que me levaram. Haverá guerra e mortes sem fim se e----

    - Show, bem quando a coisa ia tomando as proporções mais perigosas o pessoal corta a conexão. Parece jogo online e a provedora da internet é aquela maldita NET do inferno. - Suspirou, se virando para Scindia.

    - Vamos, levante-se. - Mostrava um pouco de preocupação com ela, mais do que com a fala da elfa divina, quem quer que fosse ela. - Quem era ela, afinal? - Perguntou, ajudando-na a ficar de pé. Se permitisse também limparia um pouco das lágrimas da elfa durona. Iam caminhando lentamente até o portal aberto. Ficou tentado a levar um pouco dos ossos do tempo consigo, mas segurou esse ímpeto. Com certeza ia dar ruim.

    - Scindia, não sei o que está acontecendo, mas depois falamos disso. - Agora já estavam chegando perto do portal. - Mas eu prometo ajudar como puder. Obviamente a ser divina é importante para você e para seu mundo. Tudo está ficando mais claro para mim. - Olhava para o mundo claro onde estavam. Percebeu que havia feito uma piadinha ruim e involuntária. - Enfim, o que quero dizer e o que está claro para mim é que eu devo e vou te ajudar. Seu mundo também. Afinal, tudo parece estar ligado. - Olhou para a elfa ainda abalada com carinho. - O mais importante é que eu quero ajudar. Por minha vontade.

    Chegaram até o portal e passaram por ele juntos.

    - HOGWARTS!



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por Mellorienna em Seg Nov 18, 2019 5:35 pm





    Através do Espelho


    Ossos do Tempo | Passado



    Onnerb escreveu:- Vamos, levante-se. - Mostrava um pouco de preocupação com ela, mais do que com a fala da elfa divina, quem quer que fosse ela. - Quem era ela, afinal?

    Scindia aceitou a ajuda do Mago para se levantar e até mesmo permitiu que ele secasse um pouco das suas lágrimas, antes de começar a esfregar as costas das mãos pelo rosto, desajeitadamente. Com certeza a Érennish não era o tipo de pessoa acostumada a um acesso de choro, ainda mais na frente de um Humano, mas - apesar de nitidamente incomodada por ter chorado - não parecia capaz da aspereza de sempre.

    - Ela é... pelas Lágrimas de Ilíria, Onnerb!, ela é... a Chave de Érenn. - a elfa caminhava lentamente até o portal, de mãos dadas com o Mago, como se nem percebesse o que estava acontecendo ao redor. Havia uma luz febril em seus olhos terrosos de cílios molhados - Eu não sou uma Sábia, nem sou culta, e jamais tive acesso direto aos nossos registros sagrados. Mas qualquer Érennish, da menor criança ao mais ancião dos elfos livres, saberia reconhecer a Érenn-Lia. A Princesa que se sacrificou por nós e que é nossa única esperança de voltar para casa.

    Onnerb escreveu:- Scindia, não sei o que está acontecendo, mas depois falamos disso. Mas eu prometo ajudar como puder. Obviamente a ser divina é importante para você e para seu mundo. Tudo está ficando mais claro para mim.

    Sob o azul-mágico do portal, os cabelos vermelhos da elfa refletiam matizes púrpuras que realçavam seus olhos castanhos. Segurando a mão de Onnerb de forma a detê-lo por um instante, como se tivesse se esquecido de qualquer coisa fora daquelas terras, Scindia explicou:

    - A Fênix de Érenn não é uma "ser divina". Bem... talvez um pouco. Ela era a Sacerdotisa de Ilíria. Durante gerações, nós - os descendentes das primeiras crianças a escaparem do cativeiro nas cidades humanas, vagamos pelas matas escuras em busca da luz dos olhos dela. Essa missão é o que manteve meu povo unido e é o que aquece o coração daqueles de nós que ainda são escravos. Para encontrar a Érenn-Lia, ficamos em Bellenus. Porque o Reino Élfico se perdeu para sempre e apenas nós, as Crianças Raptadas, ainda podemos alcançar a Chave. Que é ela.

    O azul do portal espiralava e o olhar de Scindia se perdeu na distância branca dos Ossos do Tempo.

    - Ela é tudo que dizem as lendas, você viu? Tão bonita quanto a própria Ilíria...

    Onnerb escreveu:- Enfim, o que quero dizer e o que está claro para mim é que eu devo e vou te ajudar. Seu mundo também. Afinal, tudo parece estar ligado. O mais importante é que eu quero ajudar. Por minha vontade.

    Scindia apertou gentilmente a mão de Onnerb, desviando os olhos para o Poço uma última vez antes de atravessar o portal com o Mago.

    Do outro lado, o choque inicial da semi-escuridão. Grandes copas de árvores perdiam-se em um teto de folhas fechado sobre os dois, que deixava passar pouquíssima luz da já escassa Lua Quebrada e do anel de asteroides que circundava o planeta.

    Antes que o Mago pudesse dizer qualquer coisa ou se mover um passo sequer, a Érennish fez sinal para que ele permanecesse em absoluto silêncio. Ela parecia farejar o ar e seus olhos élficos provavelmente haviam se adaptado quase instantaneamente a densa penumbra noturna. Movendo-se com cuidado e quase sem produzir qualquer som, ela guiou Onnerb pela mão, pé ante pé, para algum lugar a esquerda de onde estavam inicialmente. De tempos em tempos, parava, escutando o vento, em suspense silencioso. E, toda vez que achava que o Humano estava fazendo barulho demais, olhava para ele com olhos que fuzilavam, prometendo torturas impensáveis.

    Depois do que pareceu ser uma caminhada de 40km sobre cascas de ovos, chegaram ao que parecia ser uma toca de coelho tamanho família. A ruiva provavelmente conhecia bem onde o buraco ia dar, porque empurrou o Mago para dentro, sem dar a ele a chance de ousar fazer perguntas. Alguns segundos depois, se juntou a ele no túnel, que escorregava vertiginosamente, em curvas e quedas abruptas...

    ... até se abrir para uma pequena queda livre que terminava em um mergulho profundo em um lago subterrâneo.

    Roupas de Mago não eram exatamente adequadas à natação e, quando Onnerb conseguiu se estabilizar o suficiente para parar de afogar, Scindia estava sentada em uma pedra lisa que havia na margem do lago, molhada dos pés a cabeça, com as pernas dobradas sob o corpo dando a ela ares de Pequena Sereia. Uma Pequena Sereia badass.

    - A estátua da Fênix de cobre, que você disse ter visto em um sonho. A mesma estátua mencionada pela Érenn-Lia. Não sou uma Sábia, eu já disse. Ilíria não me concedeu o Dom, que é a arma que você usa. Tudo que sei fazer é caçar, brigar e matar.

    A Érennish despiu o casaco, exibindo a pele sem marcas que parecia contrastar tanto com seu histórico guerreiro. Tirou as botas também, desviando os olhos para o túnel por onde escorregaram para chegar até ali. Através do buraco, mesmo com todas as suas curvas e despenhadeiros, a luz da Lua se infiltrava. E, quando tocava a superfície do lago, refletia a forma exata da Lua Quebrada, a Lua de Ilíria.

    - Por isso, eu sou a Guardiã da estátua. Guardiã da Fênix. Mas nem por isso você sobreviveria se tentasse se aproximar dos Érennish no meio da noite. - colocando-se de pé e começando a despir a calça de couro de corça, a Érennish olhava de cima para o Mago ainda dentro d'água - Estaremos seguros aqui essa noite. Comece uma fogueira com o Dom. E tire as roupas. - dando as costas para o Humano, ela completou, já andando por ali para reunir gravetos - Para secar.



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por bcdomingues em Ter Nov 19, 2019 9:23 am





    Através do Espelho


    Ossos do Tempo | Passado




    Sentia que Scindia ia ficando um pouco mais a vontade ao redor do Mago. Ao menos ela permitiu que lhe ajudasse um pouco ao invés de acertar-lhe a têmpora com um soco. Depois de ajudá-la a se levantar iam caminhando lentamente até o portal.

    - Ela é... pelas Lágrimas de Ilíria, Onnerb!, ela é... a Chave de Érenn.

    - A chave de Érren.. - Pensou consigo mesmo, mal percebendo que andava de mãos dadas com a elfa e a proximidade que se encontravam. Parecia um comportamento um tanto natural e não se sentia envergonhado, mesmo conseguindo analisar cada detalhe do belo rosto de sua companheira.

    Scindia escreveu:- Eu não sou uma Sábia, nem sou culta, e jamais tive acesso direto aos nossos registros sagrados. Mas qualquer Érennish, da menor criança ao mais ancião dos elfos livres, saberia reconhecer a Érenn-Lia. A Princesa que se sacrificou por nós e que é nossa única esperança de voltar para casa.

    - Acho que não dei a devida importância então. - Disse, em tom de desculpas. - Porém as questões eram mais importantes do que a reverência necessária naquele momento.

    Depois dessa fala sua mente começou a trabalhar novamente.

    - Será que essa situação já aconteceu uma vez ou será que ela se sacrificou nesse passado onde estamos e quem foi o responsável por ajudá-la nesse sacrifício foram meus companheiros e eu? Um looping temporal eterno que coloca o mundo no eixo novamente.. e a roda do tempo vai se acertando. - Subitamente lembrou-se dos ótimos livros que estava lendo antes de acordar nesse mundo misterioso.

    Chegaram ao portal e Onnerb parou ao comando de Scindia, encarando-na com um sorriso no rosto.

    - A Fênix de Érenn não é uma "ser divina". Bem... talvez um pouco. Ela era a Sacerdotisa de Ilíria. Durante gerações, nós - os descendentes das primeiras crianças a escaparem do cativeiro nas cidades humanas, vagamos pelas matas escuras em busca da luz dos olhos dela. Essa missão é o que manteve meu povo unido e é o que aquece o coração daqueles de nós que ainda são escravos. Para encontrar a Érenn-Lia, ficamos em Bellenus. Porque o Reino Élfico se perdeu para sempre e apenas nós, as Crianças Raptadas, ainda podemos alcançar a Chave. Que é ela.

    - Agora entendo um pouco melhor o que os motiva. - Respondeu, com um aceno de cabeça. - Isso só mostra, mesmo, o quanto precisamos ajudar esse mundo e seu povo. - Olhou em volta para aquele mundo branco. - Talvez muita coisa dependa disso.

    - Ela é tudo que dizem as lendas, você viu? Tão bonita quanto a própria Ilíria...

    - Sim, mas falta ali uma beleza forte e doce, além da coragem que passei a associar a você. - Dessa vez ficou um pouco vermelho nas bochechas ao falar desse modo. Retribuiu o aperto de mão antes de entrarem no portal.

    A primeira reação do mago foi querer perguntar onde estavam, além de iluminar o caminho com alguma magia. Porém o instinto da elfa falou mais alto e ela manteve-no quieto e andando. Com certeza sua experiência e seus dons élficos estavam em pleno funcionamento e era mais sábio confiar em Scindia para esse tipo de situação. Por isso não protestou enquanto caminhava dolorosamente sem rumo por muitos quilômetros, além de tentar fazer o mínimo de barulho possível devido (por mais que nunca fosse admitir) ao medo de tomar uma bela porrada após os olhares raivosos.

    Por fim chegaram até a toca do coelho pernalonga após a mutação. Antes que pudesse perguntar qualquer coisa foi empurrado e se viu escorregando para o nada, antes do túnel se abrir em uma queda livre até um lago.. obviamente a mente do RPGista entrou no modo turbo. Até se emocionou com o que lembrou naquele momento.


    - Onde está a minha espada Glamdring nesse momento!? - Gritou, já procurando um monstro em chamas para ganhar uma EXP solo enquanto seus companheiros fugiam para Lórien. Porém logo acordou desse devaneio quando mergulhou no lago gelado. Debateu-se por algum tempo, suas vestes fazendo o peso da morte, até que conseguiu se estabilizar, saindo do lago e se deparando com uma bela cena saindo dos filmes falsos da Disney. Badass total.

    - A estátua da Fênix de cobre, que você disse ter visto em um sonho. A mesma estátua mencionada pela Érenn-Lia. Não sou uma Sábia, eu já disse. Ilíria não me concedeu o Dom, que é a arma que você usa. Tudo que sei fazer é caçar, brigar e matar.

    - O que, nesse mundo, talvez seja a maior das sabedorias. - Disse, com dificuldade, ao sair do lago. Tropeçava nas pedras enquanto ia tirando o excesso de água de suas vestes. - Onde estávamos quando voltamos? Qual o motivo de tamanha escuridão e silêncio, você poderia dizer?

    Parecia que não conseguia desviar os olhos enquanto a Érennish tirava o casaco e as botas. Onde, teoricamente, esperaria ver marcas de batalha só havia uma pele lisa e imaculada. Misterioso, no mínimo. Percebeu a elfa olhando para cima, mas só conseguia olhar para a superfície calma do lago, que refletia o céu acima. Realmente era uma visão espetacular.

    - Por isso, eu sou a Guardiã da estátua. Guardiã da Fênix. Mas nem por isso você sobreviveria se tentasse se aproximar dos Érennish no meio da noite.

    - Disso não tenho dúvidas. - Murmurou, agora começando a sentir um pouco de frio. Ficou um tanto travado quando viu que a elfa se despia cada vez mais. Deveria estar com uma cara muito idiota agora.

    - Estaremos seguros aqui essa noite. Comece uma fogueira com o Dom. E tire as roupas.

    - ..... -

    - Para secar.

    - Ah. - Balançou a cabeça, tirando suas vestes e roupas frias, estendendo-nas perto dos gravetos que Scindia havia reunido. Fazia de tudo para não olhar para a elfa agora. Para tentar se distrair resolveu fazer as chamas azuis que tanto gostava para manterem-nos aquecidos durante a noite.

    - Lacarnum Inflamari. - As chamas azuis eram belas e queimariam ao longo da noite, sem precisar alimentar o fogo com tamanha frequência.

    Sabendo que precisavam se manterem aquecidos, Onnerb se aproximou de onde Scindia havia sentado. O mago sentia seu próprio corpo tão quente que achava que poderia aquecer a caverna inteira naquele momento.

    - Scindia. - Disse, sentando-se ao seu lado e esticando seus dedos para o fogo. - Sinto que fomos, literalmente, jogados no meio de uma confusão que pode decidir o futuro de muitas pessoas. - Sorriu de lado. - Mas isso fez com que eu me encontrasse com você e, por isso, sou grato. - Agora olhava para os olhos da Érennish. Nunca estivera tão perto dela. - Vou ajudar no melhor das minha habilidades. Sinto que juntos podemos fazer a diferença, não sei dizer o motivo de eu achar isso.. Mas da próxima vez só me avise antes de me jogar por um buraco - Riu um pouco, mas manteve-se quieto poucos instantes depois, esperando por uma resposta. Absorvia todo o rosto da elfa agora, com seus cabelos de fogo ainda molhados fazendo as gotas escorrerem por suas bochechas e pescoço.

    - Hm, sim.. devemos nos secar. - Disse, um pouco tarde.



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por Mellorienna em Ter Nov 19, 2019 7:19 pm





    Através do Espelho


    Território Selvagem do Norte | Presente
    No relato de Scindia, a Guardiã da Fênix



    Onnerb escreveu:Onde estávamos quando voltamos? Qual o motivo de tamanha escuridão e silêncio, você poderia dizer?

    - Não estava mais escuro que o normal para uma noite na floresta, humano. - Scindia sorriu de forma debochada, observando o Mago tentar se livrar das roupas molhadas como se fosse algo vergonhoso de se fazer - E o silêncio era para evitar batedores. Estamos em território Érennish.

    Onnerb tinha uma expressão engraçada, nitidamente constrangido com alguma coisa. A ruiva criou suas teorias.

    Talvez, enquanto Mago, ele achasse que deveria se secar só com a força do pensamento (o que evidentemente era uma bobagem), e por isso tirar as roupas e estendê-las diante do fogo fosse algo que o diminuísse. Inclinou levemente a cabeça para acompanhar os movimentos de Onnerb enquanto conjurava o fogo e depois colocava as vestes para secar. Será que ele tinha sido Mago também em seu mundo original? Pelo pouco que conhecia das rotinas de um Conjurador, ele não tinha exatamente o porte de físico de quem se tranca o dia inteiro longe do Sol, com livros até o queixo.

    Talvez ele tivesse criado o fogo azul, ao invés de uma fogueira tradicional, só para deixar claro que, ensopado até os ossos ou não, ele era poderoso no Dom. A elfa sorriu para si mesma, achando divertido que ele se preocupasse em manter sua boa opinião, se é que era isso que estava havendo ali.

    - Ou seja, eu estou em casa. Reconheceria cada árvore, mesmo que tivesse ficado cega. E por isso sabia desse lugar. Que poucos sabem que existe. Onde você poderia passar a noite sem que fosse encontrado pelos Rangers e deixado pendurado pelo pescoço em um árvore a vista da cidade humana. - Onnerb se sentou ao lado dela e pareceu pensativo por um momento, fazendo com que a Érennish quase se arrependesse de insinuar que era ela quem o protegeria, não o contrário. Aparentemente, esse tipo de detalhe técnico fazia diferença na cultura dos Humanos.

    Tanto era assim que Onnerb sequer olhava para ela. A ruiva mordeu de leve o lábio inferior, incerta de como se desculpar por dizer a verdade.

    Onnerb escreveu:- Scindia. Sinto que fomos, literalmente, jogados no meio de uma confusão que pode decidir o futuro de muitas pessoas. - Sorriu de lado. - Mas isso fez com que eu me encontrasse com você e, por isso, sou grato.

    O Mago olhou diretamente para ela e todas as teorias que tinha criado se desfizeram como pó. Ele tinha um sorrisinho nos lábios que ressaltava o quanto ela era uma idiota. O quanto julgava precipitadamente. E o quanto estava, na verdade, assustada.

    Tinha implorado a um membro do Priorado de Ariela que ajudasse os três humanos, quando caíram repentinamente sobre o feno no celeiro. Por mais que o Capitão Luke fosse um simpatizante da causa abolicionista, no fim, ele não devia nada a ela. Mas ajudou. E ela poderia ter ido embora, seguido com sua missão, e nunca mais olhado para trás. Mas ficou. Por três dias e três noites velou pelo sono como um coma que os havia arrastado. E, quando ninguém podia vê-la, cantava músicas de seu povo para Onnerb, que dormia. No fim de tudo, tinha se atirado num maldito portal mágico que surgiu do chão para garantir que ele estaria seguro. E agora entregava ao Mago humano a localização de um abrigo seguro dentro do território Érennish.

    E não conseguia parar de pensar em como ele corou ao dizer que a achava corajosa. Beleza forte e doce, ele tinha dito, enquanto ainda caminhavam sobre os Ossos do Tempo. Será que o que era dito lá, por estar fora do Tempo, duraria para sempre?

    Onnerb escreveu:Vou ajudar no melhor das minha habilidades. Sinto que juntos podemos fazer a diferença, não sei dizer o motivo de eu achar isso.. Mas da próxima vez só me avise antes de me jogar por um buraco.

    Ele riu e a ruiva desviou os olhos para o fogo, com um meio sorriso nos lábios. Sentia a tensão crescer no silêncio que se seguiu. Lembrava de quando explicou a Onnerb sobre a existência das crianças mestiças, e como nem sempre elas eram fruto de atos violentos. Suas espécies não eram tão diferentes assim, ela se recordava de dizer, e um poderia acabar vindo a admirar os pontos onde eram parecidos. E achar atraente os pontos em que não eram.

    - Onnerb. - a ruiva afastou os cabelos molhados do rosto. Olhava diretamente para o Mago, olhos nos olhos, sentindo arder no corpo inteiro o desejo pelo calor dele. Em um gesto lento, quase manhoso, infiltrou-se no abraço de Onnerb, sentando-se com as costas apoiadas contra o peito do Mago e puxando os cabelos vermelhos por sobre o ombro - Acho que vou te jogar por um buraco de novo... - ela virou o rosto para encara-lo, radicalmente próximos como estavam, sentindo um arrepio percorrer toda sua pele.



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por bcdomingues em Qua Nov 20, 2019 4:16 pm





    Através do Espelho


    Território Selvagem do Norte | Presente
    No relato de Onnerb, o mago Boladão




    Scindia escreveu:- Não estava mais escuro que o normal para uma noite na floresta, humano. - Scindia sorriu de forma debochada, observando o Mago tentar se livrar das roupas molhadas como se fosse algo vergonhoso de se fazer - E o silêncio era para evitar batedores. Estamos em território Érennish.

    - Ah, obviamente. - Do jeito que andavam as coisas esperava algo muito pior do que somente o cair da noite na região dos Érennish. Resolveu ficar quieto ao ouvir a risada de Scindia.

    Onnerb não conseguia parar de olhar para Scindia e percebia muitos pensamentos por trás de seus olhos ferozes. Parecia haver ali uma espécie de brasa que deixava a beleza da elfa ainda mais em evidência. Essa confiança era algo dela; dela saber que poderia fazer o que quisesse já que tinha a habilidade e a força para tal. Mas também era um rosto quase impossível de decifrar. Seria afeto e carinho nos olhos dela? Ou seria a vontade de matar o Mago? Não saberia dizer e duvidava que um dia poderia.

    Mas podia ter certeza que, de um modo ou de outro, ela estava revendo os acontecimentos em sua cabeça, assim como o Mago. Não saberia dizer o motivo de querer ajudá-la ou por não ter ido embora e seguido seu próprio caminho, como era seu plano inicial. As coisas se desenvolveram tão naturalmente que mesmo ali, naquela situação que se encontrava, sentia-se confortável e que era ali onde deveria estar mesmo. A tensão entre ambos já era palpável quando a elfa falou seu nome.

    Onnerb.

    Arrepios corriam pelo seu corpo enquanto a elfa se encaixava em seu seu abraço, descansando suas costas em seu peito. Seu desejo e seu calor iam aumentando e, então, Onnerb descansou seus lábios em seus ombros, beijando levemente seu pescoço e orelha enquanto suas mãos corriam suavemente pelos seus braços. Parecia tão natural que não se sentia nervoso ou fazendo algo que não deveria estar fazendo. Na realidade estava se sentindo muito bem. Por fim suas mãos encontraram a cintura da elfa antes dela falar novamente e virar-se para ele.

    Acho que vou te jogar por um buraco de novo...

    - Esse é o aviso que eu precisava. - Sorriu mais uma vez, sentindo que seu rosto ficava cada vez mais vermelho com a proximidade da elfa. Por fim, não resistindo mais, inclinou sua cabeça para frente, encontrando os lábios da elfa. Sentia que tudo, finalmente, se encaixava no mundo. Quanto mais tempo passavam ali mais o universo fazia sentido para o Mago. Seu poder fervilhava dentro de si e o instinto começou a tomar conta de seu corpo. Suas mãos corriam suavemente, a princípio, pelo belo corpo da elfa antes de se ver passando uma de suas mãos pelos seus cabelos vermelhos (e puxando eles levemente) e, com a outra, deitando-na no chão próximo à lareira azul. Olhou para ela mais uma vez e sentia como arfava. Demorou-se mais alguns instantes no olhar antes de voltar ao mesmo ritmo de antes.

    Podremente vou deixar um vídeo do que ocorreu durante a noite TODA a seguir:




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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por Mellorienna em Qua Nov 20, 2019 6:24 pm





    Através do Espelho


    Território Selvagem do Norte | Presente



    Desde que Hellion condenou o mundo à Maldição do Matador da Deusa, elfos e humanos tinham encontrado laços nos braços uns dos outros milhares de vezes sob a Lua de Ilíria. Cega ou não, a Deusa dos Elfos sabia. Porque era sua própria maldição conhecer o fogo do coração de seus Filhos pelos Filhos Daquela Que Não Mais. E era sua redenção aceitar suas crianças, que aos Humanos eram repulsivas como um dia haviam sido para ela mesma. Crianças que carregavam a marca da Maldição. Crianças que carregavam a esperança de que, um dia, o Amor venceria tudo.

    No fim das contas, Hellion era um romântico.

    Scindia olhava o Mago dormir, sentindo algo se revirar em êxtase e pânico por dentro. A manhã já havia chegado lá fora quando Onnerb a aninhou contra o peito, deslizando suavemente pra um sono tranquilo. Porém, por mais plena de satisfação que a ruiva estivesse, não conseguia fechar os olhos. Estava absolutamente aterrorizada com a calma que sentia em seu coração, com as certezas que sua mente embalava, com o Destino terrível de se apaixonar por um Humano.

    Não era a primeira vez que tinha um homem. Tendo crescido livre, em uma sociedade matriarcal, era natural que - sendo adulta e saudável como era - já tivesse passado algum tempo na companhia de diferentes pessoas. E já tinha sido divertido antes, já tinha sido prazeroso, já tinha sido emocionante. Mas aquela era a primeira vez que sentia que um homem a tinha. E seu espírito livre gritava que saísse daquela gruta e deixasse Onnerb ali para morrer.

    É, nada era tão simples.

    Contou o tempo. A manhã já ia alta quando percebeu os sinais de que o Mago despertaria em breve. Desvencilhou-se dos braços dele com todo o cuidado de quem é muito boa em fugir de armadilhas. E acariciou o rosto de Onnerb, desejando que pudesse amá-lo e ser feliz para sempre. Contudo, antes que o humano acordasse, voltou as águas do pequeno lago, mergulhando por longos minutos onde tudo que havia era o silêncio de lágrimas que ninguém poderia ver.

    Quando os olhos de Onnerb encontraram os dela, Scindia exibia aquele sorriso debochado característico, acenando para que ele entrasse na água.

    - Achei que dormiria o dia inteiro, humano. - ela ainda estava completamente nua, mas carregava uma trouxa feita com suas peças de roupa - Espero que saiba nadar, porque a saída é por um túnel subterrâneo de cerca de... hmm... - ela parecia calcular uma forma de descrever o tamanho do percurso que teriam que fazer sem ar para respirar - ... bom, é mais um buraco. E dos fundos.

    Scindia riu, apontando algum ponto impreciso no lado oposto do lago. Não havia qualquer traço de confusão em seus gestos ou palavras. Mais que nunca, ou tanto quanto sempre, a Guardiã da Fênix parecia estar inteiramente no comando.

    - Sairemos em outra caverna, à nordeste de onde estamos. De lá, é um trajeto curto até o primeiro acampamento do meu Povo. Não mais que 5km. Estaremos com eles no meio da tarde, se não formos interceptados antes. Seja como for, não se preocupe. A Érenn-Lia escolheu você para a demanda de encontrá-la. E quem guarda a Fênix guarda os que a Fênix escolher. - algo mudou nos olhos da elfa, como se houvesse palavras ali que queria dizer, mas que jamais seriam ditas - Vem. Daremos um jeito de secar de novo as roupas do outro lado.



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por bcdomingues em Qui Nov 21, 2019 8:55 am





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    Uma coisa ficou registrada na mente de Onnerb enquanto passavam-se horas da troca de experiência entre ambos: isso parecia tão certo e era tão natural para o Mago que chegou a ficar surpreso com isso em alguns momentos. Justo, não era tão velho no mundo real e não havia chegado a esse ponto com muitas garotas mas aquela noite foi algo que nunca havia conhecido antes. Naturalmente já tinha experimentado os prazeres e a diversão do ato, mas nunca houve essa conexão e essa intensidade antes.

    Exaurido, dormia profundamente e não ouviu quando Scindia se remexia e se levantava, olhando em volta e entrando na água. Acordou pouco tempo depois disso, esfregando os olhos e se esticando. Olhou para o lado e não viu a elfa de imediato, mas logo a voz dela fez com que olhasse para o lago.

    Scindia escreveu:Achei que dormiria o dia inteiro, humano.

    - Nem todos temos os dons naturais que você possui, elfa - Assim como ela, estava nu quando se levantou, com um sorriso no rosto. Começou a juntar suas roupas em uma trouxa. Já imaginava que teriam que atravessar o lago para saírem dali.

    Espero que saiba nadar, porque a saída é por um túnel subterrâneo de cerca de... hmm... - ela parecia calcular uma forma de descrever o tamanho do percurso que teriam que fazer sem ar para respirar - ... bom, é mais um buraco. E dos fundos.

    - Pelo jeito que fala esse não será tão prazeroso quanto o de ontem, certo? - Conversava enquanto amarrava todas as suas roupas, prendendo o seu cajado nas cordas da parte de trás da trouxa de roupas. Por fim extinguiu seu fogo azul e se encaminhou para a água enquanto a guardiã mostrava o ponto de destino. Não ficava receoso quanto a aparente confusão da elfa. Confiava nela, agora mais o que nunca. Tinha certeza que ela também estava intrigada com a conexão de ambos.

    Sairemos em outra caverna, à nordeste de onde estamos. De lá, é um trajeto curto até o primeiro acampamento do meu Povo. Não mais que 5km. Estaremos com eles no meio da tarde, se não formos interceptados antes. Seja como for, não se preocupe. A Érenn-Lia escolheu você para a demanda de encontrá-la. E quem guarda a Fênix guarda os que a Fênix escolher.

    - Então tenho certeza que estarei seguro. - Sorriu, enquanto entrava na água. - Mas você não precisa fazer tudo sozinha, estou aqui para ajudar. - Chegou perto dela e encarou-na nos olhos por alguns instantes. Em seguida deu um beijo nela, passando a mão por seus cabelos. - Bom dia.

    Vem. Daremos um jeito de secar de novo as roupas do outro lado.

    - Vou esperar por esse momento com afinco.



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por Mellorienna em Qui Nov 21, 2019 10:48 pm





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    Onnerb escreveu:- Então tenho certeza que estarei seguro. - Sorriu, enquanto entrava na água. - Mas você não precisa fazer tudo sozinha, estou aqui para ajudar. - Chegou perto dela e encarou-na nos olhos por alguns instantes. Em seguida deu um beijo nela, passando a mão por seus cabelos. - Bom dia.

    Ternura não era algo comum ao dia-a-dia de um guerreiro, ainda mais quando vinda de alguém que, supostamente, deveria ser um inimigo. Como todo e qualquer elfo descendente dos primeiros escravos a conseguirem fugir do cativeiro em Bellenus, a ruiva foi ensinada desde muito cedo a odiar e temer a Humanidade. E o fato de que Onnerb não era daquele mundo não excluía seu pertencimento a uma raça de bárbaros sanguinários que tin--- ah os lábios dele eram perfeitos. O beijo desarmou as inseguranças de Scindia, que não sabia como faria para lidar com o dia seguinte. Contudo, Onnerb parecia saber, e ela só queria descobrir o que mais o Mago tinha reservado para os dois.

    Porém, eles tinham que ir (tinham?). Alheio ao que causava nela, Onnerb sorria, distribuía carícias e provocava a elfa com promessas de mais do outro lado da caverna, além do túnel. E ela queria mais. E queria agora.

    A Lua de Ilíria já tinha conhecido a loucura intensa daquele encontro. E o Sol de Illion, refletido nas águas tépidas do lago, foi o próximo a cobrir de dourado os momentos preciosos de entrega apaixonada da Guardiã da Fênix, que suspirava incansavelmente o nome de Onnerb, desejando o calor dos braços dele - o calor do coração dele - para sempre.

    Depois de mais uma maratona daquelas, nadar pelo longo túnel seguindo a elfa nua de cabelos vermelhos teria sido um desafio quase impossível, se não fosse a Magia que o tornava adaptado ao meio aquático e o fato de que provavelmente a seguiria até as Portas do Inferno só pra vê-la sorrir daquele jeito. Scindia estava radiante, toda sereia coroada em fogo, nadando forte como se fadiga fosse algo que só acontece com as outras pessoas. Quando chegaram ao outro lado, emergindo em um lago um pouco maior, à luz da entrada larga de uma caverna, a Érennish beijou Onnerb de um jeito envolvente antes de saírem da água.

    O verão ajudava nas secagens necessárias e logo estavam a caminho, entre as árvores frondosas do território selvagem do Norte. A cada passo, a expressão de Scindia se tornava mais séria e a elfa, antes radiante e sorridente, voltava aos modos mais reservados e cheios de suspeitas.

    - Não olhe pras árvores. Estamos sendo observados. Há tempos. - ela manteve a caminhada no mesmo ritmo e logo estavam diante de um grande carvalho, onde uma escada de cordas dava acesso à subida pelo tronco largo - Fica perto. - ela apertou a mão de Onnerb por um segundo antes de iniciar a subida.

    Lá em cima, a visão de uma pequena vila entre as copas das árvores, com pontes pênseis funcionando como ruas e elfos por todos os lados. A arquitetura orgânica, em madeira e cipós, folhas largas e palha, dava ao lugar um ar fantástico. Circulando com familiaridade por ali, Scindia era cumprimentada por alguns com um toque na testa - semelhante a uma continência, porém mais fluida e suave - e por outros com o já esperado Ilíria essen.

    Após alguns minutos, a ruiva conduziu o Mago até o que parecia ser a construção central do lugar. De dentro dela, uma elfa de meia-idade de cabelos cor de trigo, envergando um cocar de penas brancas e vermelhas, surgiu com ares de séria reprovação nos olhos castanhos-terrosos.

    - M--- - Scindia tentou começar a falar, porém foi silenciada com um único gesto da mão da elfa mais velha, travando com força a mandíbula.

    - Imagino que o humano saiba falar por si mesmo. Deixe-nos.

    Scindia ergueu o queixo, pronta para contestar. Mas os olhos da elfa loira dobraram a vontade da mais jovem, que girou nos calcanhares, tomando um caminho para oeste através de uma das pontes, evitando deliberadamente olhar na direção de Onnerb.

    - Então, rapaz, o que pretende aqui?



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por bcdomingues em Sex Nov 22, 2019 5:16 pm





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    O beijo rendeu um olhar que Onnerb já começava a conhecer melhor. Um pequeno beijo de bom dia parecia, realmente, ter acordado a elfa e o mago se viu quase na obrigação de encontrar seus lábios com mais ternura e fervor ainda. Sorria enquanto Scindia se desarmava com ele, mas o mago percebendo que também ia dropando suas defesas quanto mais tempo passava com ela. A conexão dos dois foi sentida pelo sol do mundo após a lua ter completado mais uma noite, incentivando-os a mais uma maratona.

    Agora, já se encaminhavam para a abertura do túnel que seria a saída dali. Onnerb não conseguia tirar seus olhos da elfa e sorria a cada vez que seus olhos se encontravam. O que estava acontecendo?

    Esqueceu-se momentaneamente desses sentimentos quando viu a extensão por onde teriam que passar. Um pouco fadigado, o mago não teve dúvidas do que teria que fazer para sobreviver.

    - Adaptability: GillyWeed - Sussurrou as palavras e logo se viu adquirindo as qualidades aquáticas que precisava para se locomover sem nenhum problema pelos estreitos túneis do local. Até chegou a brincar um pouco com Scindia na água, tentando arrancar mais sorrisos daqueles belos lábios. Quando saíram para a entrada da caverna (depois que anulou sua magia) ainda rolou um beijo tenro entre os dois, quase como se não conseguissem se segurar.

    Porém isso mudou enquanto caminhavam. Onnerb podia sentir uma alteração mágica no ambiente e Scindia passou a ficar com um ar mais sério a cada passa que dava.

    - Não olhe pras árvores. Estamos sendo observados. Há tempos. - ela manteve a caminhada no mesmo ritmo e logo estavam diante de um grande carvalho, onde uma escada de cordas dava acesso à subida pelo tronco largo - Fica perto.

    Concordou brevemente com a cabeça a cada instrução, mantendo-se sempre ao seu lado. devolveu o breve aperto de mão, já se preparando para o pior.

    Porém o que viu lhe tirou o ar dos pulmões. Era simples, mas ao mesmo tempo belo: a vila dos elfos parecia tão naturalmente construída que suspeitava que esse seria mesmo o caso. Cada construção era adaptada para se encaixar com a natureza e tudo se moldava de acordo com isso. Não ficaria suspeito se tudo crescesse no ritmo da floresta em pé de igualdade a medida que desciam e iam se esgueirando pelas ruas do local. Observava enquanto a elfa era cumprimentada por muitos, mantendo-se calado, de cabeça baixa e com suas atenções redobradas. Tentava apreender e absorver o máximo que podia nesse breve tempo em que se deslocavam até a parte central do local.

    Por fim pararam e Onnerb viu uma figura de respeito sair da construção. Pelo respeito que emanava, suspeitava que fosse alguma figura de liderança central da vila. Confirmou um pouco de suas suspeitas quando viu o olhar de reprovação da elfa.

    - M--- - Scindia tentou começar a falar, porém foi silenciada com um único gesto da mão da elfa mais velha, travando com força a mandíbula.

    - Imagino que o humano saiba falar por si mesmo. Deixe-nos.

    - Ai, ai.. - Pensou, enquanto via Scindia acatando às ordens dadas. Logicamente, como esperava, o mago viu que ela contestaria tal demanda, mas ela pareceu pensar melhor e se retirou de lá, andando pesado. Assim como a elfa, Onnerb achou mais prudente não olhar para a mesma enquanto se afastava.

    elfa loira escreveu:Então, rapaz, o que pretende aqui?

    Percebeu subitamente a entonação com que havia falado. Não sabia quem era ou o quanto poderia confiar nela. Mas não desejava passar a ninguém o que pretendia fazer a missão que foi passada para Scindia e a ele. No entanto não mentiria. Era extremamente contra esse tipo de coisa.

    - Almare: Ilíria Essen. - Lembrava-se do cumprimento que havia aprendido anteriormente, mas também não deixaria o seu élfico aprendido por horas estudadas de Tolkien em vão.

    - Sou Onnerb e viemos aqui por conta de uma missão que nos foi confiada. - Disse para elfa de meia idade, olhando para os olhos dela. - Sei que não confia nos humanos, mas eu não sou como os que você conhece. - Tentava ser o mais verdadeiro possível, porém não queria revelar mais que o necessário. - Scindia e eu precisamos continuar em frente, mas provavelmente não conseguiremos sem ajuda. - Completou, quase como um pedido para a mesma entender.



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por Mellorienna em Sab Nov 23, 2019 9:57 am





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    A autoridade não respondeu ao cumprimento de Onnerb, deixando que o Mago falasse. Tudo que demonstrou foi um leve estreitar nos olhos, que seria imperceptível para muitos, mas não para ele, que já havia visto Scindia fazendo uma cara de brava bem semelhante.

    - Quantos "nós"! Com que familiaridade fala da Guardiã da Fênix, que até quatro dias atrás jamais tinha colocado os olhos em você. - a elfa entrou de volta na grande construção circular de onde havia saído, fazendo um gesto para que Onnerb a acompanhasse - Parece que ela o treinou bem, mas não o suficiente. - o tom de desdém também era bastante semelhante ao que Scindia usava - Você não é ninguém e não tem direito de se referir a ela pelo primeiro nome. Irá chama-la de Guardiã da Fênix ou de Filha da Líder. E não sei que esperanças loucas você nutriu, rapazinho, seguindo-a até aqui desse jeito, mas mesmo que você seja Aceito por Ilíria não haverá "nós" quando partir em sua missão. - a elfa loira era suave como um cutelo cego de açougueiro e direta como um soco na cara - Scindia tem obrigações para com os Érennish que um Humano jamais poderia entender. A realeza de vocês é feita de porcos que engordam às custas do povo. A nossa liderança é transmitida através dos tempos a mulheres treinadas para servir ao povo e cumprir seus deveres, acima de qualquer outra coisa. O que inclui rapazinhos e meia dúzia de noites de verão.

    Ouch.

    - Então, Onnerb - ela praticamente cuspiu o nome, como se fosse feito de veneno - contando com a sua discrição sobre os deslizes juvenis da minha filha, vou ser generosa e perguntar mais uma vez: o que você pretende aqui. E é melhor que deixe de lado as alegorias dessa vez, porque não sou conhecida pela minha grandiosa paciência.



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por bcdomingues em Seg Nov 25, 2019 1:54 pm





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    Reparou nos olhos estreitos que conhecia tão bem.

    - Aaaaah, os olhinhos cheios de ódio e reprovação. - Pensou, soltando uma baforada de riso pelo nariz. - Isso, com certeza, é genético. Não tem como imitar essa irritação e vontade de me bater.

    - Quantos "nós"! Com que familiaridade fala da Guardiã da Fênix, que até quatro dias atrás jamais tinha colocado os olhos em você.

    Ia ouvindo o tom e as semelhanças com Scindia a medida que caminhavam para a construção. Era justamente isso que queria, afinal não sabia quem poderia estar ouvindo em volta. Com certeza não falaria mais que o necessário no aberto.

    Parece que ela o treinou bem, mas não o suficiente.

    - Ou, talvez, o treinamento tenha sido suficiente. - Deixou a dica no ar.

    Você não é ninguém e não tem direito de se referir a ela pelo primeiro nome. Irá chama-la de Guardiã da Fênix ou de Filha da Líder. E não sei que esperanças loucas você nutriu, rapazinho, seguindo-a até aqui desse jeito, mas mesmo que você seja Aceito por Ilíria não haverá "nós" quando partir em sua missão.

    - Filha da líder, hã? - Pensou, enquanto se aproximavam da construção cada vez mais. - Sabia. Mas aí está novamente a Aceitação de Ilíria sendo citado para mim.. aliás, sendo citado pela mesma família. Será o destino? - Ao menos a vontade de xingar o mago era igual, tanto da filha quanto da mãe. Talvez ele inspirasse o ódio mesmo. Ao menos conseguia pensar enquanto a raiva saía.

    Scindia tem obrigações para com os Érennish que um Humano jamais poderia entender. A realeza de vocês é feita de porcos que engordam às custas do povo. A nossa liderança é transmitida através dos tempos a mulheres treinadas para servir ao povo e cumprir seus deveres, acima de qualquer outra coisa. O que inclui rapazinhos e meia dúzia de noites de verão.

    - Posso respeitar isso, líder. - Afirmou simplesmente, olhando para ela. - Todos nós temos nossas responsabilidades e não estou aqui para tirar a responsabilidade de ninguém. Só estou aqui para ajudar e, agora, para cumprir minha missão. - Hesitou por um momento e, logo no fim, conseguiu segurar sua língua para citar que ainda não tinham sido meia dúzias de noites ainda.

    - Então, Onnerb - ela praticamente cuspiu o nome, como se fosse feito de veneno - contando com a sua discrição sobre os deslizes juvenis da minha filha, vou ser generosa e perguntar mais uma vez: o que você pretende aqui. E é melhor que deixe de lado as alegorias dessa vez, porque não sou conhecida pela minha grandiosa paciência.

    Certificou-se de não ter ninguém em volta, mas, mesmo na construção em que estavam, poderiam ser escutados. Não conhecia a cidade e tinha certeza que sua missão teria que ser conhecida pelo menor número de pessoas possíveis. em resumo, não confiava em ninguém a não ser o pessoal de seu grupo, porém não viu escapatória com relação a líder na sua frente. Mesmo assim tomaria sua precauções. Não era mago a toa. Conjurou sua próxima magia em silêncio, nonverbally. Olhou para os olhos dela e deu um breve aceno antes de castar sua magia.

    - Mensagem.

    Por sorte era uma magia de baixo nível, mas não queria arriscar seu bem estar mais ainda. Assim tentou dosar, o máximo possível, o uso de seu poder mágico. Passou a mensagem diretamente para a líder, olhando nos olhos dela e falando diretamente com sua mente.

    - Líder.. Eu e Scindia entramos por um portal que nos levou até o passado. Especificamente para os Ossos do Tempo, lugar esse onde poderíamos acessar outras dimensões temporais caso eu tivesse poder. Lá encontramos a Sacerdotisa de Ilíria, vista através de Poço dimensional ou temporal, eu imagino. Acredito que sua filha possa te confirmar essa história. Tivemos uma conversa sobre uma visão que tive dela, que incluía Scindia. A Érenn-Lia, então, nos passou uma missão sagrada. Para Scindia e eu. Uma elfa e um humano, juntos. Precisamos encontrar o Alfirin do irmão mais novo da Chave de Éronn, Lhandros. Ele usou seu metal sagrado para forjar alianças. Uma, ele mantém consigo e deve estar com um de seus descendentes. A outra, entregou à sua esposa Humana, a Princesa Elisa de Bellenus ou, novamente, para algum descendente. Depois disso uma estátua em Fênix de Cobre despertada com sengue real nos levará até ela. Não sabemos nada disso e precisamos de ajuda. Ah.. e não foi a necessidade que nos uniu. Algo inexplicável nos atraiu e nos uniu e não sei nem dizer o que. O fato é que me importo com Scindia.

    Depois de transmitida a mensagem ela poderia falar com Onnerb diretamente, sem perigo de ser entreouvida por seu um efeito dessa mágica. Para disfarçar o silêncio, resolveu falar algo em voz alta.

    - Ah, antes de tudo. - Disse, com um certo sorriso no rosto. - Não sou um rapazinho qualquer para passar meia dúzia de noites com ninguém. - Depois, provavelmente, aceitaria as consequências dessas palavras de um modo que era melhor nem pensar. Mas, novamente, tentaria não passar o tamanho de sentimento que começava a nutrir por Scindia pelo perigo de ser ouvido por orelhas atentas e estranhas.



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por Mellorienna em Seg Nov 25, 2019 5:15 pm





    Através do Espelho


    Nação Érennish | Presente



    Por um longo momento, a Líder nada disse. Não pareceu particularmente surpresa com a Magia empregada por Onnerb, mas talvez fosse preciso matar um dragão com um cuspe para arrancar um arquear de sobrancelhas da elfa de meia-idade. Ela simplesmente ficou ali parada, olhos nos olhos com o Mago, mesmo quando ele a provocou em voz alta sobre não se tratar de um rapazinho qualquer. A Líder parecia procurar por algo nele... ou enxergar através dele. Seja como fosse, o tempo se arrastou inexoravelmente, e Onnerb foi obrigado a deixar a Magia desaparecer, antes que sustentá-la custasse um rim. Ainda assim, um leve mal estar se instalou por dentro do humano, arrastando-se como uma serpente oleosa por suas vísceras.

    Contrariando o senso comum, nem assim a Líder falou. Apenas indicou que Onnerb se sentasse em uma das grandes e confortáveis almofadas que estavam espalhadas sobre um tapete geométrico que cobria dois terços do chão. O canto indicado pela Líder, sob uma janela, chamou atenção do Mago para o fato de que não havia vidros, onde quer que olhasse.  Contudo, delicados vitrais de âmbar e outras resinas coloridas que não sabia nomear adornavam os batentes, como uma moldura preciosa. Em tudo ao redor havia o toque rústico do que é natural mesclado ao mais fino artesanato, em uma sintonia aconchegante. O sol que entrava na construção, filtrado por uma parte da copa da árvore em que se abrigava, era quente - mas não sufocante como na cidade humana, Forte Norte. Ali, o ar carregava certa umidade e perfume, e a brisa constante embalava a cidade sobre as árvores em uma dança imperceptível.

    Quando já havia perdido as esperanças de que a elfa tornaria a dizer alguma coisa, ela simplesmente começou a falar, como se aquela imensa pausa nunca tivesse acontecido:

    - Os Anões têm o Brigantium. Os Elfos, o Alfirin. E a Raça Humana? O que eles têm? - a Líder esperou um pouco, não por uma resposta, mas para que a dúvida se instaurasse profundamente na mente do Mago - Nenhuma ajuda será negada. Você terá acesso à estátua. Mas apenas quando souber o que fazer com ela. - a elfa parecia muito tranquila em sua almofada - Se não faz ideia de onde encontrar esse descendente, descubra. Essa é sua missão. Proteger a Estátua da Fênix é a missão da Guardiã. E garantir que vocês completem suas missões, é a minha. - ela se levantou, mas sinalizou para que ele continuasse sentado onde estava - Antes que você se pergunte porque não questionei suas bravatas pelo que são - bravatas - saiba, Mago: ninguém mente para mim duas vezes... - a Líder tinha uma tatuagem na parte interna do braço direito, que exibiu com discrição, como se estivesse apenas erguendo a mão para ajeitar os cabelos loiros - ... e você realmente acredita no que estava dizendo. Sobre os Ossos, a Fênix e todo o resto. Mas, como muitos homens, superestima seu valor.

    A Líder, já de pé, deu uma última olhada de cima no Mago, os lábios se torcendo em leve desdém.

    - Considere-se um convidado da Nação Érennish, Onnerb. Mas fique longe da minha filha.

    Ela saiu pela porta no exato instante em que a audição humana do Mago captou que algo estava acontecendo: uma agitação um pouco a leste, para onde diversos elfos armados até os dentes pareciam se dirigir.




    O lugar era certamente uma beleza, Lux não tinha dúvidas. Árvores frondosas, ar puro, canto de pássaros e elfas por todo lado. O problema era realmente o inconveniente de ter cinquenta flechas em arcos longos apontadas para sua cara, e pelo menos a metade de espadas curvas (seriam cimitarras?) formando um círculo de morte ao seu redor.

    Definitivamente, aquele estava sendo um dia cheio de altos e baixos para o Espadachim.

    Havia elfos e elfas entre os que ameaçavam tomar sua vida, todos parecendo bastante dispostos a reclamar a primeira gota de sangue. Quase oitenta guerreiros armados, mas mesmo assim o ímpeto poderia fazer com que Lux se jogasse alucinadamente para a batalha, confiando - como apenas os jovens confiam - que a Justiça de sua causa traria qualquer vitória. Entretanto, estava no meio de ponte pênsil, que se abria num abismo de pelo menos vinte metros até o chão. Tudo bem que era uma ponte larga o suficiente para que oitenta elfos pudessem ameaça-lo, mas a verdade é que a maior parte dos arqueiros estava em posição de sniper sobre construções anexas. É, as chances não eram muito boas.

    - Fale, Humano. Você tem trinta segundos. - uma elfa loira de cerca de cinquenta anos (em padrão humano) fez seu caminho por entre a multidão, que se abria a sua passagem. Usava um cocar de penas brancas e vermelhas, bastante semelhante ao visto em figuras de autoridade indígena na Terra. E tinha uma expressão de quem teve um dia ainda mais azedo que o de Lux - Depois disso, deixarei que o executem.




    Tatuagem no braço da Líder:
    1.2. Through the Looking Glass Kisspng-clip-art-justice-symbol-measuring-scales-computer-5ba37e46253180.1535049215374413501524

    OFF: Onnerb pode decidir ir ver a confusão e com isso presenciar a chegada de Lux. Mas esta não é uma ação obrigatória, é apenas uma opção. Ele pode ficar onde está (considere que há comida e água disponíveis), sair para explorar a cidade nas árvores ou mesmo ignorar a Líder e ir atrás da Scindia.

    Já o Lux, mais uma vez é discursar para sobreviver xD~
    Não há sinais da presença de Linë na cena, mas o Espadachim só viu aquele pequeno trecho do lugar, não podendo assumir conclusão nenhuma ainda.



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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por Nazamura em Seg Nov 25, 2019 9:49 pm

    (Lá) e de volta (outra vez) ao reino élfico

    Line?!!


     
    O estratagema da impulsividade deu certo finalmente, depois de tanto se lascar e de chorar até secar, de surtar o cabeção e de tentar até dar uma de Onnerb-junior, Lux enfim encolhe ficando no tamanho de um rato e escapa através do portal, nem teve tempo de agradecer a anã que já se retirara e o motivo dela ter ajudado em sua fuga logo se frustra quando tão logo realiza a travessia do umbral ele chega em um lugar paradisíaco.
    The story so far... escreveu:O lugar era certamente uma beleza, Lux não tinha dúvidas. Árvores frondosas, ar puro, canto de pássaros e elfas por todo lado.
    Elfas!?!

    Lux deixou escapar um sonoro e audível

    - LINËEEEE - e logo percebeu o tamanho de sua enrascada! mais de 80 guerreiros elfos marcharam em sua direção apontando armas e fazendo um circulo em volta do invasor - Lux! - seu ato impulsivo o colocou mais uma vez em apuros.

    Surge uma bela, porém imponente, figura elfica loira com uma cara de poucos amigos

    Elfa loira escreveu:- Fale, Humano. Você tem trinta segundos. Depois disso, deixarei que o executem.

    Era tanta informação (que Lux trouxe em fluxogramas) que o jovem guerreiro nem sabia por onde começar, mas como o tempo era curto, resolveu começar pelo final

    - Espere! os Klinquers dos anões enlouqueceram! - Diz Lux com as mãos pro alto e os olhos fechados como quem diz "eu morri, eu morri"... quando abre um dos olhos e vê que ainda continua vivo, dispara a falar sem respirar - Darkrime Delves saiu de Kazarov pelo portal que nos levou para lá para encontrar sua irmã - a fênix de érren. Linë foi atrás dele para detê-lo então o portal se fechou porque só poderiam viajar 2, sem antes dizer algo sobre um aprendiz de ferreiro. e eu fiquei, dai fui preso e um anão de armadura completa não acha que Delves construiu um exército de constructos para atacar os humanos, mas fui ajudado por uma anã que me fez atravesssar o portal e ela disse que os kilnquer tem um chefe com um coração de alfrin. Dai acabei vindo parar aqui. - Lux recompõe o folego e diz - Line! Line! onde ela está ?

    Lux dizia com lágrimas nos olhos de preocupação e arrependimento, estava sem suas armas, sem a bussola pra provar que é um viajante de portais, sem a lanterna, sem noticia dos amigos, apenas com a roupa do corpo e os olhos marejados cai de joelhos ao chão cobrindo os olhos

    - Eu disse pra ela ir no meu lugar,.... faltei com minha palavra..... para protegê-la, deixei a razão..... falar mais alto que meu sentimentos por ela... - Lux não conseguia conter-se e soluçava de tristeza, não importa se tinha 1 ou 200 homens prontos para mata-lo, ele precisava desabafar, ainda que fossem com seus carrascos, seu coração de adolescente apaixonado turbilhava de ingenuidade e culpa, paixão desenfreada e atitudes que não mais compraziam com quem ele costumava ser no reino de Arcadia - O estrategista. O amor mudou a mente do garoto, o amor que sentia por Linë - a rouxinol de prata. Ansiava em vê-la uma ultima vez antes de morrer.
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    1.2. Through the Looking Glass Empty Re: 1.2. Through the Looking Glass

    Mensagem por Mellorienna em Qua Nov 27, 2019 7:57 pm





    Através do Espelho


    Nação Érennish | Presente



    Quando Lux mencionou a Fênix de Érenn, diversos elfos rosnaram ameaças para ele, esticando as cordas dos arcos em um silvo arrepiante. É provável que, caso a Líder não estivesse ali, o Espadachim tivesse sido abatido sem maiores chances de explicar suas "blasfêmias". Havia um ódio que beirava o fanatismo religioso nos olhos dos Érennish, e foi com certa dificuldade que a Líder controlou a pequena multidão furiosa.

    - Ilíria testa minha paciência. - Lux chorava seu amor perdido emocionadamente, mas a elfa de meia-idade tinha os olhos gélidos de quem não se importava a mínima. Ou melhor, ela tinha a expressão de quem na verdade achava aquilo um problema - Tragam-no.

    Não houve tempo para que Lux protestasse - e talvez não fosse algo realmente sábio a se fazer. Uma guarda de elfos bastante altos e com olhos de lobo o guiou para a construção central da cidade nas árvores, onde a Líder entrou, ordenando que fossem deixados a sós. Lá dentro, o Espadachim se deparou com Onnerb, que parecia se preparar para um resgate improvável. A exaustão psicológica ameaçava arrastava Lux para um estado de apatia, mas o fogo se acendeu novamente no coração do jovem guerreiro com as palavras que se seguiram:

    - A elfa que você busca está segura. Ilíria a abençoou com o Dom da Cura e ela veio até nós como uma preciosa ajuda. Porém... - os olhos ferinos da Érennish loira deslizaram de Lux para Onnerb e de volta para Lux - ... ela não nasceu livre, mas agora é uma de nós. Não será subjugada aos desejos impróprios de nenhum homem, especialmente um Humano. Nunca mais. - a elfa era séria de dar medo, com aquele rosto bonito de expressão régia, como se nem o Apocalipse pudesse intimidá-la - Nem preciso questionar. Vocês dois estão nisso juntos. A missão. E essa... loucura juvenil.

    Por um segundo, a Líder pareceu cansada, como se o peso do mundo estivesse sobre seus ombros. Mas foi um instante fugaz, logo substituído pela autoconfiança meio arrogante de que se revestia.

    - Sei que você acredita no que estava dizendo, rapaz, mas a Fênix de Érenn tinha apenas um irmão. Mais novo. E ele não era um Anão, por óbvio. E muito menos tinha um nome Anão. - a loira se interrompeu, como se estivesse tentando se lembrar de alguma coisa - Lhandros. O nome do príncipe era Lhandros. É dito que ele se jogou do alto da Torre de Alfirin durante a Guerra de Érenn, quando os Humanos levaram a princesa da Torre de Ilíria, e por isso ele pensou que a irmã havia morrido. Assim, Érenn foi selada eternamente, até que a Chave fosse encontrada. - a Líder gesticulou de um Humano para o outro - Então. Devo me preparar para a chegada de um terceiro Príncipe Galante com estrelas nos olhos por causa de uma elfa, ou podemos começar a trabalhar?



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