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    Jornada Através da Noite

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    Mensagem por Lnrd em Sab Fev 01, 2020 1:58 pm

    Os dias – ou, mais precisamente, as noites – seguintes transcorreram sem maiores sobressaltos: nenhuma estranha carta trazendo anúncios enigmáticos; nenhum convite inusitado vindo de figuras excêntricas; nenhuma conversa aleatória levando a encontros impensáveis. Praticamente não saíram de dentro dos próprios quartos, permanecendo trancados e isolados conforme as instruções da chefe de segurança. A única visita que tinham era a do conhecido Gábor, sempre com seu estilo ímpar e ousado.

    Ele não trazia tão somente um rosto em meio àquela estranha solidão de gentes e informações. Sempre que vinha, trazia uma bolsa de sangue hospitalar e instruções para que aguardassem.

    Ao menos descobriram que, caso quisessem, poderiam passar o resto dos dias alimentando-se daquela forma, sem precisar se envolver em nenhum tipo de violência e invasão contra alma alguma.

    Isso é, se assim preferissem.

    Mas então finalmente alguma mudança chegara. Um bater diferente na porta, apenas anúncio da voz bela e harmônica que se seguiria.

    Para Ezra e Hugo, aquela era uma face nova e algo indefinível. Andrógina. Para Letícia, bastente mais familiar. “Olá”, dissera sempre que uma das portas das suítes individuais era aberta.
    - Prazer. Pode me chamar de Radiance – complementara àqueles que não conhecera anteriormente.

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    “Ah, minha querida", dissera quando encontrara a jovem vampira. "Há tanto a ser dito... mas teremos muito tempo para conversar. Enviaram-me para que levasse vocês a um passeio. Vamos, vamos. Não se acanhem. Se tudo sair como o previsto, teremos ainda várias paradas”. E, com aquele convite – na verdade uma ordem polida – , deixaram o hotel numa limousine.

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    Um rapaz abrira a porta do veículo e era ele quem agora dirigia com o grupo, cortando Santa Dômina - apesar de estar vestindo de forma tão luxuosa que mal era possível entender como podia se mover.

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    Pelos vidros das janelas, as ruas pareciam o grande aquário de um restaurante, peixes ainda vivos esperando apenas que fosse indicado qual deveria ser servido.

    Ou uma “televisão de cachorros”, com frangos girando apetitosamente.

    Pensamentos desumanizantes.

    A primeira parada fora próxima às margens do rio de Abril, numa curva após o Parque Central, no sentido de quem vai ao Centro Antigo, mas pela margem da Ilha do Mirante.

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    Bem próximo dali estava a beira-mar, onde Letícia havia deixado alguém importante à espera dela.
    Alguém que, a aquela altura, provavelmente nem lembrava dela, vítima de uma “lavagem cerebral” feita pelo agora parceiro, Ezra.

    Era um prédio simples, em frente a uma praça de bairro, com estilo passadista, de pilastras expostas. A parte de baixo era ocupada por um conjunto de lojas que, àquela hora, não reunia movimento alguém, já todas fechadas. Uma linha de janelas acima das portas parecia ser um andar em si, mas a companhia explicara que eram apenas a parte de cima dos estabelecimentos, “mezaninos”. Acima daquilo, apenas mais um andar, preenchido por escritórios igualmente fora do horário de funcionamento. Seriam provavelmente os únicos a circular no edifício.

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    Havia uma recepção no hall de entrada, mas já não havia mais ninguém ali. Curiosamente, nem vigia via-se por lá. Ao abrir a vidraça protegida por uma grade de correr, Radiance falara do sistema de alarmes, passando a senha.

    A segurança lá era toda automatizada, sem a necessidade de pessoas bisbilhotando.
    O único inconveniente eram as câmeras, mas... de qualquer forma, era interessante não atrair atenção ao próprio lar, fazendo coisas como arrastar um corpo ou coisa parecida.

    Não havia elevador, apenas dois lances de escadas. A porta que procuravam ficava a um canto, primeira do corredor: 101.

    O interior não era o que estavam esperando. Ao invés de uma sala comercial, o lugar havia sido convertido num apartamento.
    - Espero que tenham gostado da decoração. Uma estagiária do nosso escritório que fez. Ela tem... bem... senso de humor.

    O chão era de mármore preto e o concreto das paredes fora revestido de madeira decorativa escura. A iluminação era “direcional”, criando áreas bem iluminadas e outras de certa penumbra – sombras mais aconchegantes que agourentas.

    Em realidade, a responsável parecera tentar “revisitar” a ideia de um “covil sinistro”: era na verdade bastante “chique” e o tom fechado dava mais um sentido de elegância e modernidade às madeiras que qualquer outra coisa. Havia ainda quadros bastante “urbanos”, complementando o estranhamento. “Também compramos a sala ao lado, mas ainda não foi decidido o que será feito dela”.

    Era um espaço simples e amplo, daqueles sem paredes dividindo as áreas: uma pequena entrada, a cozinha, uma sala de TV, uma “de estar” e uma “de jantar”.
    - Ao fundo, à esquerda, fica o banheiro e uma pequena biblioteca. Vão notar que ela veio equipada com um computador, mas jamais pesquisem nada sobre vampiros. E jamais toquem nesse assunto ao telefone. Protocolo de segurança.

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    Foi então que finalmente expusera o sentido de tudo aquilo. O conselho havia decidido que, daquele momento em diante, aquela seria a base do grupo. Deveriam a partir de agora dividir o mesmo espaço. “Ah! Não posso me esquecer da parte mais importante”.

    O lugar não possuía quartos, uma vez que a estrutura original não fora tão modificada assim. Ao menos até certo ponto. Na biblioteca, havia uma estante falsa. Abrindo-a, puderam encarar uma grade de ferro, quase como uma cela.
    No interior, embutidos nas paredes, uma fileira de grandes prateleiras.
    - Caixões. Vejam bem, é mais uma questão de segurança mesmo. Uma cama é algo vulnerável. E esses possuem tranca por dentro.
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    Mensagem por nahna em Sab Fev 01, 2020 8:18 pm




    Para Letícia, receber aquela primeira bolsa de sangue foi um alívio sem tamanho... Sabia que era sangue o que bebia, mas decidiu não pensar sobre o assunto... e nem poderia... jamais sentira sabor mais doce do que aquele...
    Lembrou-se das conversas com Iisa, sobre não fazer estragos... não atacar pessoas... não chamar atenção...
    Pensou se, de certo modo, aquele seria um paralelo de se tornar "domesticada"...

    Foram noite de isolamento, onde teve bastante tempo para pensar sobre sua condição atual... sobre as amizades deixadas para trás... e sobre o seu amor.
    Em algum momento, agradecera 'a Gábor. Ainda que pudesse não ter sido sua intenção original, suas ações salvaram sua vida... mesmo que essa não fosse uma decisão final.

    Em uma das noites seguintes, contudo, não era ele 'a sua porta, quando abriu, mas sim Radiance... Tinha focado tanto sua raiva sobre Jezabel, que não sabia o que pensar naquele momento.

    "- Olá..." - Respondeu com surpresa.
    "- Sim... Eu... Imagino que sim." - Concordou quando ela mencionou que tinham muito a conversar.
    Mas logo em seguida ela anunciou que deveriam fazer um passeio... Teria que ser outra hora então... - Deu um sorriso social, concordando.

    Entrou no carro com os demais, e sentou-se próxima 'a janela.
    Sentiu-se triste ao passar tão perto de sua antiga casa... Muitas saudades diferentes, mas ao mesmo tempo a sensação de que aquilo pertencia a outra vida.
    chegaram, enfim, ao seu destino. Observou a segurança e o aspecto geral do lugar...
    Apenas se interessou mais quando descobriu que aquele agora seria seu lar. Deveria dividir aquele estúdio com os outros...

    Como seria isso? Pensou algum tempo sobre a perspectiva, até ver os caixões...

    "- Caixões...?" - Repetiu surpresa.






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    Mensagem por gaijin386 em Sab Fev 01, 2020 10:37 pm

    No fim do jogo, peões e reis voltam para a mesma caixa.

    Antigo provérbio italiano


    - Prazer em conhece-la senhorita Radiance. Era óbvio que esse não era o nome dela de verdade, mas creio que na morte as pessoas tenham o direito de se reinventar como desejarem.

    Ezra viu-se então numa nova situação tirando agora seus novos conhecidos Gábor era o que ele estava tendo como professor da não vida e achara estranho que Kadir ainda não tivesse feito contato será que acontecera algo? Ainda mais que naquele ambiente fechado, ouElísio como lhe fora dito não havia membros de seu grupo ou melhor dizendo seita e seria de interesse que talvez ele procurasse se informar sobre isso.

    O ambiente era bom. Não era a sua casa, mas em todo caso era um ponto de encontro e covil. Claro que não gostou muito da ideia de caixões dado a obviedade da coisa, mas enfim o clichê serviria... A bolsa de sangue em si a principio causou repugnância, mas vencida a barreira de estranheza o néctar rubro lhe satisfazia.

    Na biblioteca vira os livros e bem eles eram seus amigos desde a tenra infância e agora o continuariam a ser e viu o computador e com um riso abafado refutou em sua mente uma pesquisa google sobre vampiros...

    Questionou a Gábor e também Radiance sobre Kadir e se não podiam sair devido a terem que esperar Andros conversar com eles...
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    Mensagem por Jim Jones em Dom Fev 02, 2020 3:25 pm

    As noites presos em seus quartos eram difíceis para mim, ficava nervoso de estar tanto tempo longe do meu ambiente de caça, de não conseguir fazer minhas maquinações empresariais livremente. Mesmo tendo conseguido uns dias alegando problemas pessoais ainda continuava a tentar trabalhar, é difícil para um viciado largar seu vicio entende? Acompanhava as noticias com meu celular e enviava direções para meus assistentes conduzirem as operações sem minha presença. Sempre tomando cuidado para não dar uma dica muito boa para não ser engolido por uma estrela em ascensão, é comum no ambiente em que trabalho que ao primeiro sinal de fraqueza explorem isso para passar por cima de ti. Comigo não iria acontecer.

    O sangue que me entregavam era diferente, estava estocado em bolsas de sangue, era frio e sem graça comparado ao sangue que bebi em minha transformação, mas ainda assim conseguia sentir que nutria meu corpo. Essa monotonia acaba quando bate a minha porta uma garota, eu acho que é uma garota pelo menos.

    -Prazer, Hugo. - falo e fico quieto em seguida. A acompanho até o lado de fora, pensando que finalmente estaríamos livres para fazer como bem entendêssemos.

    A viagem nos trás a um prédio comercial onde um dos apartamentos foi modificado de forma a ser uma especie de alojamento, um quartel-general se posso dizer para esse novo grupo composto por mim Ezra e Leticia. O que me surpreende mais é o fato de não termos quartos e camas, mas sim salas secretas e caixões. Nunca conseguirei esquecer o que me tornei, nunca me permitirão esquecer. Aquela mistura de sala do panico com mausoléu era um tanto interessante, o que faz pensar no que Gabor falou, sobre os problemas que sempre apareciam hora ou outra, a inquisição, anarquistas, mas o que mais me preocupou era aquele ultimo que ele não terminou de falar o que era.

    - Então dormiremos em caixões? Certo. Mas gostaria de saber quando poderemos nos mover por nós mesmos, quando deixaremos de ser "crianças"? Assim, eu tenho que atingir certos resultados onde trabalho.- Perguntava, minha vontade de voltar a andar livre era grande, de voltar ao meu trabalho, alem de tudo não conseguiria comprar muito tempo mais fora de atuação. Olho aos outro ao meu redor esperando que buscassem a liberdade de movimento assim como eu.
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    Mensagem por Lnrd em Sab Fev 08, 2020 3:37 pm

    Talvez como algo esperado, os caixões causaram certa impressão. Ao menos não começara a falar de alho e coisas do tipo.
    Radiance sorrira ao falar com Hugo, respondendo algo que dizia respeito a todos ali.
    - Uma escolha peculiar de palavras. De fato, em geral, nós chamamos de crianças vampiros que ainda não tenham completado, bem, ao menos uns quinze anos de morte. Mas não se preocupe. A partir de hoje terão mais liberdade para se moverem... quando não estiverem em missão.

    Ezra poderia então voltar a estudar mais livremente e, provavelmente, contatar seu mestre, Kadir. Hugo teria muito trabalho, uma vez que parte de seus negócios poderiam ser geridos quase normalmente por computadores ou encontros noturnos. E Letícias? Tentaria algum contato com amigos e familiares? Teria que obedecer Radiance ou Jezabel? O que faria de suas noites?

    A apresentação do lar não lhes tomara tanto tempo, apenas uma curta “tour” pelo covil designado por forças às quais, de agora em diante e por todo o sempre, teriam de se submeter. “Falando sinceramente”, dissera Radiance, “nada impede que tenham outro lugar secundário, caso ainda tenham uma casa para voltar ou algo do tipo. Mas vocês têm o compromisso de vigiar essa área e manter o local seguro”.
    - A próxima parada – continuou – será bem mais divertida, mas... – antes de prosseguir, parara para verificar as horas num relógio incomum, mistura e joia e obra de arte – ... acho que teremos de esperar um pouco.

    Nesse meio tempo, Radiance começara a falar sobre como eram as coisas daquele lado do pôr-do-sol e de seu nascer. “A eternidade é um tempo longo e nem todas as mentes estão preparadas pra isso. Passá-la dentro de uma torre, sem um propósito claro, não ajuda muito. Sem ofensa contra quem goste disso”.
    - Nossa pequena corte pode parecer uma amarra, mas ela é, na verdade, uma corda que nos guia na cegueira do mundo. Sem ela, ainda mais nos tempos atuais, seria difícil achar o caminho.

    Pelo que esperavam? Havia um “toque de recreio”, hora na qual teriam a liberdade para agir? Ou aguardavam alguém? O tal Andros?
    - Cada vampiro possui aspirações, quando não obsessões, pessoais. Coisas às quais costumamos nos apegar, verdades e objetivos. A Fome que nos consome é mais que uma simples necessidade ou prazer. É uma Besta que nos impulsiona. Quem se deixa entregar a ela, deixando a Humanidade de lado, tem uma outra forma de morte. Não a do corpo, mas a do ego: suas memórias, sua personalidade, tudo o que você é. É literalmente tornar-se uma casca bestial que logo terá de ser posta no chão por nossos caçadores. Não apenas com a sobrevivência de nossos corpos temos que nos preocupar... .

    Aquele alerta era grave, apesar de não “novo” a todas as pessoas ali. “Imortal” era um termo superestimado. Por isso não se mantinham em isolamento, preferindo certos jogos políticos e outras formas de convivência mais ou menos amigáveis. Às vezes banquetes, às vezes entretenimento, quase sempre reuniões e problemas.
    - O ritual de beber é parte central de tudo isso – prosseguia, aparentemente chegando onde aquela introdução toda almejava –. Pra alguns é uma obrigação incômoda, apesar de prazerosa. Enquanto, pra outros, é um esporte. Ou ainda mais, um código moral. Com o tempo e o costume, rompê-lo é mais e mais difícil... .

    Iniciara uma espécie de listagem uma estranha aula de hábitos noturnos. Havia quem preferisse tomar à força o sangue de mortais, atacando vítimas inocentes que mal tinham tempo de reagir, ficando num estado de choque e confusão, e quem preferisse a impessoalidade de uma bolsa de sangue. E daquilo haviam provado.

    Radiance dissera conhecer quem tentasse se sustentar do fraco sangue de animais, inútil para vampiros com mais poder. Os métodos eram muito variados, desde quem só bebia de pessoas dormindo a raras vezes em que era permitido o risco de se manter uma família ignorante, da qual se sugava a energia em segredo. Ou ainda quem fazia isso com algum tipo de culto ou “tribo”, parasitando tais grupos.
    - Meu clã é famoso por seduzir presas e há ainda quem só beba de forma consensual. Bem, há quem siga pelo perigoso caminho de beber o sangue de outros vampiros, bem mais intenso e saboroso, mas isso pode ser muito, muito arriscado. De qualquer forma, nem sempre essas maneiras são auto excludentes, mas... A questão é que demandam habilidades distintas. E quanto mais as treinamos... .

    Conforme colocara, o que queria dizer com aquilo é que, fosse qual fosse o motivo, conhecera quem só se alimentasse de mendigos, um recorte curioso, como se dizendo que só os ricos merecem viver. Ou apenas sangue de virgens, como se aquilo fizesse alguma diferença real. O ponto da “lição”, entretanto, não era esse. O que importava era que tipo de “exercício” se estava praticando, se um para fortalecer o estômago ou um para se mover sorrateiramente.
    - Vamos brincar um pouco disso essa noite. Vamos caçar.

    Naquele momento exato, o interfone tocara. Sem muita demora, uma figura batera à porta do apartamento.

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    Mensagem por nahna em Seg Fev 10, 2020 8:00 pm




    Sentia-se uma pária...
    Aparentemente aqueles dois que seriam seus companheiros tinham um propósito por trás de sua transformação... Tinham algo de interesse aos seus "pais vampiros"... - Pensou.
    Ela era um acidente devido à monotonia da vida eterna... uma brincadeira irresponsável de imortais fúteis...
    Duvidava que tivesse algo a oferecer, mas deveria convencer os demais do contrário para continuar existindo.

    Por fim, acho curioso a escolha por caixões... Apenas esperava não se sentir aprisionada.
    Era reconfortante saber que poderia se alimentar daquela forma, se preferisse... bolsas de sangue.

    Ficou pensativa ao ouvir Radiance explicar sobre os instintos obscuros que os poderiam sufocar... e sobre reter sua humanidade.
    Pensava nisso com ironia... Humanidade... - Torceu o nariz, discretamente.






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    Mensagem por gaijin386 em Ter Fev 11, 2020 8:38 am

    Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
    Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
    E já quase adormecia, ouvi o que parecia
    O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.
    "Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
    É só isto, e nada mais."


    Edgar Allan Poe em O Corvo.


    Ezra estava decerto mais tranquilo agora que estava fora daquele ambiente julgador e entre pessoas que estavam em situação semelhante a dele então o neófito prestou atenção nas palavras de Radiance ao fazer o tour no refugio e chegara a conclusão que passaria tempo ali, mas não abriria mão de seu lar a velha mansão ainda era seu centro de operações e aqui bem seria um ponto de encontro ou reunião com os outros, ainda não estava acostumado a ideia de grupo, pois sempre gostava de fazer as coisas por si mesmo e conforme suas ideias...

    Quando o momento permitisse ele contataria Kadir e bem ele deve dizer muitas coisas que não foram ditas na reunião no Elísio... E o interfone toca e como já dito por Poe uma visita que bate a meus umbrais ... Uma visita e nada mais... Talvez fosse Andros.
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    Mensagem por Jim Jones em Sex Fev 14, 2020 2:10 am

    Nós eramos de fato crianças então, na verdade estávamos mais para adolescentes, sem certa autonomia para respondermos por nossas ações, julgados pelos mais velhos ainda assim livres para termos nossas escolhas. Era confortavel saber que poderia me mover de forma mais solta, poder voltar aos meus afazeres profissionais. Pelo visto aquela base seria uma fortaleza conjunta do grupo, enquanto eu anda poderia guardar meu apartamento no centro, só precisaria de fazer algumas modificações. Pelo discurso o tempo corroía a "alma" e aqueles fracos e sem determinação se tornavam insanos com os seculos, eu precisaria de um motivo, um objetivo para continuar existindo. Interessante, ja havia pensado em um, uma escada, mais uma escada para eu subir degrau por degrau até o topo.

    A seguir ela fala dos hábitos dos vampiros a beber o sangue, cada um com sua particularidade, detalhes de uma necessidade, apenas um meio para um fim, uma forma de sustento, ainda assim estava tanto quanto receoso em me alimentar pela primeira vez de alguém ao vivo, e pelo que parecia seria hoje. O interfone tocava e um homem vem a porta, talvez aquele que vinha sendo mencionado o tempo todo, ainda assim era hora de caçar.
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    Mensagem por Lnrd em Sab Fev 15, 2020 12:10 pm

    “Erick Alexsander”, apresentara Radiance, de maneira casual. “Adorável, não?”, perguntara, mas não esperava verdadeiramente uma resposta. “Erick acaba de chegar à cidade e, como vocês, à nossa condição. Conhece pouco de ambas. Passará a morar aqui também. Espero que se deem bem. Especialmente com você, Letícia. Ele é um dos nossos”. Tal frase deixava a dúvida se era um companheiro a se aproximar ou uma cobra a temer. Mais importante, ainda não era o tal Andros.

    O rapaz cumprimentara a todos com uma mesura simples. Era difícil dizer o que se esperar dele apenas com uma olhada, nenhum gesto ou postura excepcionalmente marcante. Ou estaria dito ali que ainda se mantinha num terreno de cautela, sem expor-se mais do que o necessário àquele grupo de estranhos? Teriam tempo – muito – de se conhecer.

    Após as apresentações e últimos detalhes sobre a moradia, Radiance conduziu todos ao carro. Dessa vez seguiram para a Zona Norte, atravessando uma das pontes sobre o rio, até verem-se nas proximidades do Centro Antigo. Deixaram aquele veículo chamativo afastado e seguiram o resto a pé – o que não deixava de ser uma visão curiosa.

    Jornada Através da Noite F06a5010

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    A chamada “área histórica” possuía piso de paralelepípedos e um fustigante cheiro de mijo. Havia ruas desertas e muitas casas coloniais em situação deplorável, servindo de ponto de prostituição e consumo de drogas. Outras, entretanto, era melhor tratadas, com bares e restaurantes atraindo um público mais boêmio, vários turistas e golpistas se aproveitando deles. E festas.
    - Hoje é uma noite de caça. O que precisam saber sobre vocês é, primeiro... bem, algo que já devem ter sentido. Uma mordida bem aplicada não causa dor, pelo contrário: para a vítima, é um prazer inebriante, hipnotizante. Por isso o chamamos de Beijo. É uma sensação tão potente que mortais costumam se perder nele. Após iniciado, dificilmente conseguem lutar contra e, terminado, mal conseguem rememorar claramente o que aconteceu. Devem usar essa confusão a favor de vocês, uma vez que, se não tiverem visto suas presas, jamais conseguirão dizer que foram atacados por um vampiro. E, caso as vejam, provavelmente duvidarão do que aconteceu. É a mente humana. Mas não abusem disso. Há um limite pra tudo. E não esqueçam de lamber qualquer ferida. Isso fará com que marcas sejam apagadas.

    “No mais”, prosseguira naquele minicurso sobre as trevas, “lembrem-se da Máscara. Não deixem rastros, não chame a atenção. Não bebam o suficiente para matar e cuidado para não perderem o controle. Estarei aqui, ouvindo um pouco dessa música e curtindo o ambiente, caso tenham algum problema”.

    Erick concordara com aquilo e olhara ao redor, tentando decidir por qual caminho prosseguir. “Eu”, iniciou ele, “eu não sei direito como é isso... vocês preferem se separar ou tentar um ataque em grupo? Ou talvez duplas...”

    Spoiler:
    Se precisarem jogar dados (Intelligence ou Wits + Awareness ou Investigation pra procurer vítimas…), façam aqui http://www.novaerarpg.com/t5074-rolagens-de-dados
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    Mensagem por nahna em Sab Fev 15, 2020 5:47 pm




    Letícia virou-se para a porta e olhou para o novo elemento naquela sala. E então Radiance o apresentou... seria um novo companheiro... e mais ainda... era "um dos nossos"...
    Fitou-o com desconfiança, sem conseguir decidir o que pensar sobre isso... havia, contudo, aquela necessidade da compostura, semelhante à como Jezabel a tratara após a mudança de ventos...

    "- Seja bem vindo." - Disse-lhe com um aceno e um sorriso discreto.

    Logo em seguida partiram novamente... vira o movimento das pessoas com um olhar caçador... sentia-se mal com o pensamento.
    Sentiu-se um pouco estúpida, mas decidiu perguntar assim mesmo...

    "- Como saber onde... morder...?"






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    Mensagem por gaijin386 em Dom Fev 16, 2020 11:21 am

    A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido.

    Confúcio


    Ezra cumprimenta o recém chegado sem muito entusiasmo, mas não grosseiramente e sim com curiosidade. - Seja bem vindo. ele diz

    - Não deve ser algo difícil digo falar é mais fácil que fazer, mas o lugar mais indicado pelo que parece deve ser o pescoço... O problema é deixar a vitima a vontade, mas para você Leticia acho que vai ser mais fácil. Quanto a mim ... Bem eu creio que vou usar um ou dois truques. Disse em resposta a colega.

    - Bem como vai ser? Tipo parece auto escola... Sei que não vamos fazer lambança, mas desconfio que estaremos sendo vigiados para evitar problemas. Acho que a abordagem de pagar a bebida manjada, mas deve funcionar e devo tentar isso.
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    Mensagem por Jim Jones em Seg Fev 17, 2020 11:59 pm

    Recebemos um novo membro para nosso grupo, outra criança como nós, a principio ele era da "turminha" de Letícia, mas não sabia  ao certo qual clã eles pertenciam. -É um prazer..- digo esticando minha mão para cumprimentar o novato.

    Não tarda até chegarmos ao local de nossa primeira caçada, o centro antigo não era um dos locais o qual eu visitasse tanto, talvez na minha juventude. Hoje tudo que eu vejo é espaço desperdiçado, onde poderiam ser construídos arranha-céus, e o quanto de faturamento tais empreitadas trariam. Quando saímos meu companheiros começam a discutir como devemos agir, apenas aceno quando Ezra fala em morder o pescoço, parecia o mais lógico, pelo menos era o que a cultura pop nos faz pensar.

    - Não sei ao certo, gosto da ideia de Erick sobre agirmos em grupo ou duplas, alguém mais esta disposto ?- Espero para ver se alguém mais se dispõem, acredito que Erick, por ter dado a ideia prefira segui-la. Olho ao redor procurando pessoas, que estejam mais propicias, um grupo mais alcoolizado, alguém indo embora mais torto, passando por locais mais escuros, menos movimentados. Ainda não tinha pensado em uma abordagem, mas habilidades físicas nunca foram muito minha praia.

    off:
    -vou rolar aquele dado de wits+awareness. Outra coisa que eu queria saber é qual seria minha restrição ao sangue, de quem posso me alimentar?
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    Mensagem por gaijin386 em Ter Fev 18, 2020 5:05 pm

    É certo que não passo de um viajante, um peregrino nesta terra! Mas e vós, sereis mais?

    Johann Goethe


    Estou disposto a concordar com ideia de Erick e agir em grupo neste caçada, pois se algo der errado podemos ajudar o colega em risco. O bom Gábor até me deu umas dicas que posso colocar em prática.
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    Mensagem por Lnrd em Sex Fev 28, 2020 5:05 pm

    A ideia de estarem à solta naquelas ruas era ao mesmo tempo fascinante e assustadora. Tudo o que conheciam de si – suas experiências de existir – era como humanos, mas encontravam-se irremediavelmente separados deles por um abismo. Agora caçavam pessoas e viam-se desfilando em meio a vítimas, avaliando-as como garrafas de vinho, tentando imaginar qual conseguiriam roubar das prateleiras sem que ninguém visse e sem que tivessem que eliminar qualquer testemunha daquele crime corriqueiro.

    Erick decidira tentar a sorte naquele ataque de grupo. “Minha família... bem, acho que sei como fazer isso”. Talvez servisse de exemplo.

    Pensara em seguir a sugestão de Ezra e oferecer de pagar a bebida a alguém. Mas quem? Poderia tentar quem parecesse-lhe com disposição ao risco, à aventura; ou talvez alguém que julgasse passível de cair na sedução vampírica dele, não sendo um “mero galanteador”. Talvez aproximar-se de uma figura aparentasse frágil e solitária. Ou uma bêbada demais para recusar.

    Sim, aquilo parecia menos arriscado ou demorado.
    Spoiler:

    Não precisou procurar muito, uma vez que a noite naquele lugar era, de certa forma, feita para isso. Com duas latas nas mãos, aproximou-se de um rapaz encostado a uma parede, apoiando uma garrafa num batente de janela. O jovem tinha aparência cuidada, apesar de desalinhado. Isso parecia mais fruto da bebedeira do que de semanas dormindo na rua. O cheiro forte de cerveja não era muito agradável, mas ao menos não era o de dias sem banho.

    O vampiro tentou jogar com a lógica para aproximar-se.
    - Hey, cara. Tô indo embora já, mas tinha duas fichas ainda. Quer cerveja? Não vou conseguir tomar antes que esquente... .
    Spoiler:

    O desconhecido prontamente aceitara, com uma risada de satisfação. Não era todos os dias que alguém oferecia um presente desses a alguém que claramente gostava da coisa.

    Erick mirara de relance os companheiros, não dando a entender, ainda, que estava na companhia deles. Fizera com os olhos para que vigiassem.

    Ambos abriram os invólucros de alumínio, mas o monstro apenas encosta a beirada dele nos lábios. Começara uma conversa efusiva sobre as festas daquele lugar enquanto aguardava um momento em que o ambiente estivesse mais vazio.
    Foi quando decidiu despedir-se: “tá na minha hora”, disse, aproximando-se para um abraço.
    “Por que não? O cara é gente boa”, praticamente falava o sorriso daquele tolo. E foi nesse momento que aconteceu.

    Havia algo de “acelerado” nos movimentos de Erick, como se funcionasse numa velocidade acima do normal. Aquilo parecia algum tipo de poder. Mesmo assim, o homem obviamente não deixara de sentir aquele contato estranho, não só pela forma como aqueles braços o seguravam, mas pelo como o outro encostava o rosto do pescoço dele.

    Sentira apenas o flash de um prazer surreal.

    Antes que pudesse reagir, levava tapinhas no rosto.
    - Cara, você tá bem? Você ia desmaiando... .

    Ele o encarou de forma confusa, sem saber se afastava-se ou não. Em verdade, era uma reação comum de humanos ao receberem uma mordida, especialmente uma disfarçada – mesmo quando sabiam que havia algo estranho, a mente tentava dar sentido a algo impossível.
    - Eu... eu ia caindo?
    - Sim, sim. Melhor maneirar... .

    E, com aquelas palavras, foi afastando-se, virando na primeira esquina e aguardando o resto do pessoal.
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    Mensagem por gaijin386 em Dom Mar 01, 2020 9:25 am

    Depois, mais do que a dor, venceu a fome.

    Dante Alighieri


    Bom chegara a hora de colocar em prática o que havia aprendido então Ezra passa a observar ao redor procurando obviamente um bar já que seria sorte demais achar um transeunte passante como acabara de fazer Erick e claro tinha um gosto um pouco mais refinado, não tão alto, mas um pouco melhor...

    - Bem vamos tentar entrar em algum lugar?

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    Mensagem por nahna em Seg Mar 02, 2020 5:02 pm




    Observou como Erick se aproximou do rapaz... Era estranho pensar nele como uma presa...
    Contudo, havia certa excitação naquele momento, que imaginava poder comparar de fato com uma caçada.
    A simulação de empatia, a manipulação social no comportamento... até que seus movimentos se tornaram precisos e acelerados...
    Como era possível se mover daquele jeito...?

    Não tinha idéia sobre como conseguiria fazer aquilo. Seria algo natural?
    Não tinha nada de natural em seu estado, pensou.

    Olhou para Ezra e concordou.

    "- Sim... Também acho melhor." - Disse enquanto observava o entorno.






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    Mensagem por Jim Jones em Qua Mar 04, 2020 2:47 am

    Erick começava os trabalhos, se alimentara do homem ali mesmo na rua, tão rápido e discreto que era impossível perceber, inumanamente rápido. Fico pensando se aquilo seria fruto de seu novo estado, só podia ser, havia sentido uma mudança em mim desde que fui abraçado, mais forte, mais ágil, mais convincente. Porém diferente de Erick não acreditava que conseguiria usar de tal agilidade assim em publico sem ser percebido. Ezra da a ideia de entrarmos em algum lugar. Aceno com a cabeça concordando.

    -Sim, também não me sinto muito confortavel fazendo isso assim a céu aberto.- Nunca tinha sido religioso, mas passava pela minha cabeça que seria melhor cometer essa sacrilégio onde havia alguma proteção contra julgamento divino sobre minha cabeça. Dentro de onde quer que decidíssemos ir eu procurava minha vitima, de preferencia que estivesse alcoolizada e sozinha.
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    Mensagem por Lnrd em Ter Mar 10, 2020 9:31 pm

    Jornada Através da Noite Reside10

    Era uma casa. Em verdade, o nome “mansão” era mais adequado, vários quartos espalhados horizontalmente e verticalmente, térreo e andar superior.

    Era uma “Residência Universitária”, como podia-se ler numa placa afixada à fachada de estilo elaborado, passadista.

    Rolava uma festa.

    Não estava particularmente cheia, mas o local era frequentado por gente muito diferente, desde pessoas mais “sérias” a mais “libertárias”, estudantes sem famílias com melhores condições ou sem tempo para empregos “full time”.

    Além, claro, de visitantes.

    Havia “algo” em Erick e Letícia que os fazia mais “encaixados” lá. Ezra talvez passasse por um “nerd esquisitão”. Já Hugo... um professor tentando interagir fora de sala?

    O espaço exterior possuía uns grupos escassos de pessoas conversando, talvez evitando a música alta do interior. Na varanda, mais algumas caras que iam de quem parecia nem ter idade para estar lá àquelas que se questionaria o motivo de ainda estarem lá.

    Não havia ninguém “na portaria”, não havendo aparente cobrança de ingressos.

    Dentro, a porta principal dava num grande salão com uma escada espiral no canto direito mais distante, e um corredor à frente, o qual se abria para vários quartos.

    Erick, já tendo se alimentado, falava com os outros: “vocês já conseguem despertar suas Disciplinas de Sangue?”.

    Gábor já havia dado algum tipo de introdução sobre aquilo a Ezra, o próprio já tendo usado alguma uma ou duas vezes. Já o resto... .
    - É um... instinto. Acho que “nasce” quando a gente vira... vocês sabem.

    Obviamente, era um ambiente sortido, de figuras apenas esperando tudo acabar para ir dormir a aquelas usando diferentes substâncias – lícitas ou não.

    Uma porta aberta; um canto mais escuro; uma frase a esmo: as possibilidades eram grandes.
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    Jornada Através da Noite Empty Re: Jornada Através da Noite

    Mensagem por gaijin386 em Qua Mar 11, 2020 10:22 am

    Eu sei Kung Fu...

    Neo em Matrix.


    Ezra observa o lugar atentamente e escuta o que Erick acabara de dizer e concorda meneando a cabeça e depois diz.
    - As vezes se você é tem a manha ou boa conversa você acaba nem precisando apelar para os truques, mas eu confesso que tê-los a mão me reconforta um pouco. Sobre os dons é como andar de bicicleta você não esquece e só melhora com a prática... Tem muitas possibilidades por aqui.

    OFF: Esquadrinhando o lugar com os olhos a procura de vitima potencial talvez uma nerd do tipo patinho feio, mas vamos ver o que encontramos afinal a ocasião faz o ladrão.
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    Mensagem por nahna em Sex Mar 13, 2020 10:07 am




    Letícia ficou desconfortável com sua própria ignorância ao ouvir sobre "Disciplinas do sangue"... Não tinha idéia sobre o que ele falava...
    Contudo, ela tinha sentido algo quando sua vida depender da pavorosa apresentação de canto, dias atrás... Seria algo como aquilo?

    Olhou a casa para onde seguiam, e quase esboçou um sorriso, mas ao mesmo tempo se censurando.
    Começava a pensar nas pessoas como comida? - Surpreendeu-se.

    "- Uma festa jovem..." - Olhou para Erick. "- Parece até fácil."
    "- Acho melhor nos separarmos do que parecermos um bando... certo?" - Olhou para os demais, esperando uma confirmação.

    Sentia-se em casa... Adorava festas e se preocupava em estar privada daquilo. Foi um alívio perceber que as festas continuariam...
    Não resistiu a entrar na casa, misturando-se com as pessoas.
    Por hábito, procurou onde serviam as bebidas, enquanto, sem conseguir evitar, olhava ao redor procurando qual seria sua presa.






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