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Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

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Elminster Aumar
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Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Elminster Aumar em Sab Jun 14, 2014 12:11 am

O Rastro do Sinistro


12 de Mirkul, 1372

O dia amanhecera nublado na cidade de Marsember e só agora as nuvens timidamente ensaiavam se abrir para um céu ensolarado. As gaivotas que sobrevoavam com a brisa da manhã estavam em sintonia com os marinheiros que davam duro de si logo nas primeiras horas do dia. Um grupo de pescadores havia trazido focas da costa marítima de Cormyr, e os animais ia sendo abertos um a um para que a gordura fosse retirada e reutilizada como óleo para as lamparinas dos navios.

Luke Roosevelt, o Mammon, assistia o movimento do porto em cima do deque de seu novo navio, o Kraken do Mar. A prancha posta descia até o dique e os marujos não paravam de passar para lá e para cá carregando mantimentos suficientes para uma viagem de meses. Até o garoto Sean Dorean estava ajudando com o trabalho braçal. Ele havia ficado feliz por Roosevelt não ter se esquecido dele e principalmente por tê-lo tirado dos calabouços da Torre do Rei, e até por isso o jovem rapaz fazia a árdua tarefa de carregar as caixas com os mantimentos sem se queixar. Roosevelt duvidava que Dama da Noite teria o mesmo comportamento de Sean caso ela não tivesse desaparecido do mapa após o dia da falsa execução do Barba-Roxa.

O Kraken do Mar é um navio de guerra conhecido como dromond, que alia rapidez a um poderio de combate invejável. Construído para sustentar até duzentos homens, o dromond é equipado com duas fileiras de balestras a estibordo e a bombordo. Não dava para negar que Caldon D'Lyrandar havia sido generoso em dar um de seus melhores navios sob o comando de Roosevelt. Além do navio, ele havia ganhado uma máscara, um alquimista e uma tripulação de cem homens. Após quase uma dezena de dias terem se passado, eles estavam agora fazendo os últimos preparativos para desaportar da cidade. Dali de onde Roosevelt estava dava para ver a silhueta gigantesca do maior navio que ele já vira em sua vida, o Rainha Cormyriana, capitaneado pelo Capitão da Guarda Marinha, Caldon D'Lyrandar.

O Rainha Cormyriana

Foi com este navio colossal e armado com canhões - uma espécie de armas de disparo movida a pólvora - que Caldon havia capturado Barba-Roxa, cujo pirata era mantido preso em segredo já que a população acreditava que ele havia sido executado. Roosevelt permitiu-se demorar o seu olhar naquela grande obra de arquitetura: ela tinha mais de dez metros acima do nível do mar, com quatro mastros de velas em seu amplo deque superior. Na parte mais alta do mastro da proa, a bandeira com as cores de Marsember tremulava com o vento matutino. Além dos canhões, haviam quatro catapultas e uma dúzia de balestras sobre o deque. Os cormyrianos gostavam de se gabar que aquele era a maior embarcação de todo o Mar das Estrelas Cadentes.

Perdido em sonhos distantes envolvendo o Rainha Cormyriana, Roosevelt só percebeu a aproximação de Auremir Taneli quando este subira a prancha de embarque. Luke ainda não havia conhecido o almirante pessoalmente, mas Caldon já lhe falara dele. Auremir seria o imediato do Kraken do Mar, e embora este fosse um cargo de grande privilégio, ele não agradou ao almirante. Caldon pouco lhe falara sobre o "Mammon", a figura mascarada que se encontrava naquele momento no deque de um dos navios da frota da marinha. Tudo o que o seu capitão havia dito era que eles precisavam de um homem experiente como o Mammon para guiar a tripulação em direção a Sinistro, um morto-vivo pirata que estava aterrorizando a todos no Mar Interior.

E agora Auremir e Mammon se viam pela frente pela primeira vez desde que Roosevelt, disfarçado com a armadura da guarda imperial, tentara passar pelo almirante para chegar até a torre. Auremir, claro, não poderia relacionar aquele "soldado" com a figura imponente que estava lhe observando aproximar através dos olhos de sua máscara demoníaca.
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Edu em Sex Jun 20, 2014 10:13 pm

Auremir sobe meio que a contra gosto a prancha e embarca no navio. Era uma loucura o que o Caldon tava fazendo. Quem era esse homem apelidado "Mamom"? Ganhar o comando de um navio assim de graça era muita coisa. O pior de tudo era tido colocado como imediato desse novo capitão.

O Almirante andou pelo convés olhando bem para que sujeito com mascara. Parecia mas um sacerdote de um seita obscura que um capitão de um navio. Aquele mascara também lembrava a ele a paciencia cada vez menor que possuia com o seu superior. Já tinha acontecido a historia com o barba-roxa, agora essa invenção com esse sujeito estranho. A próxima não saberia qual seria a sua reação.

Aproxima-se do homem com mascara e se apresenta, meio que a contra gosto:

- Me chamo Auremir e fui designado por Caldon pra ser seu imediato aqui. Você é aquele a quem Caldon me falou, o "Mammom". Já lutará com esse homem chamado Sinistro? Que dizem ser morto.
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Jun 23, 2014 2:49 am

A semana que se passará foi completa com quase a mesma rotina todos os dias, Mammon se embasbacava com seu Kraken do Mar, o nome era tão imponente quanto o navio em si, então nem pensou em renomeá-lo, nas noites o pirata aproveitava o quê de melhor a cidade podia proporcionar, Caldon estava sendo generoso em muitos aspectos e aquela semana estava sendo bem aproveitada. Roosevelt tinha dormido todos os dias fora do navio, e todos os dias acordava em uma taverna ou bordel diferente, infelizmente nenhuma das meretrizes que traçou sabia do paradeiro da Dama da Noite.

Sean estava se portando bem, o jovem é um bom marujo e Roosevelt começava a formar uma amizade tão forte quanto a de Barba-Roxa, quem sabe os três formasse uma frota para explorar novos mares depois dessa missão, Mammon não pensava pequeno e já traçava planos futuros em sua mente.

As reivindicações de Roosevelt foram concretadas e o dia de desaportar chegou, neste dia Mammon ficou o dia inteiro a vista de seus marujos. O estilo de capitanear de Mammon sempre foi pouco ortodoxo, não falava com os marujos de baixo calão com muita frequência, esses só o ouviam antes de desaportar e muitas vezes só o ouviam e o via novamente quando chegavam em seu destino, normalmente se o vissem fora de sua cabine em alto-mar é por quê alguma coisa ruim havia acontecido, comportamento que acabava o tornando uma figura temida e inalcançável até mesmo para seus marujos.

No horizonte surge um monstro que aterrorizaria até mesmo o Kraken do Mar, a Rainha Cormyriana era um colossal navio forte, se toda aquela artilharia fosse usada de uma vez só, os canhões formariam uma luminosa parede de fogo que estraçalharia qualquer alvo que acertasse, dessa maneira estava justificado por quê Barba-Roxa tinha sido preso.

Roosevelt foi surpreendido com a figura de Auremir já bem próxima enquanto ainda analisava e sonhava com a Rainha Cormyriana. O homem não sabia, mas os dois já tinham se visto uma vez mais antes deste dia e não demora para ele se apresentar a Mammon, e logo depois dele se apresentar, Mammon continua.

- Que bom que já fui apresentado... Já o vi, mas nunca o enfrentei, pois se tivesse, ele já não seria mais um problema. Mammon fala com um tom forte e seco. - Se você será meu imediato, devemos clarear uma coisa antes de partir.

Roosevelt parava em frente de Auremir para começar a fazer algumas imposições para que não houvesse quebra na sua liderança durante a missão, pois isso poderia significar o fracasso de toda tripulação.

- Eu não permitirei que minha autoridade seja violada em frente aos marujos, se tiveres alguma opinião que contrarie minhas ordens, que me apresente antes em particular, ou depois... Sua função no navio é importante, mas lembre-se de quem está no comando, e lembre a Caldon também... Eu vou entregar a cabeça do Sinistro numa bandeja, mas terão que confiar em mim completamente, não existem leis no mar, se eu ou você parar para fazer o funeral de um de nossos marujos, o próximo funeral será o nosso... Espero que estás preparado para as barbáries do mar, com o coração empedrado e o sangue congelado... Caso contrário Caldon deve procurar outro Capitão, ou outro imediato!
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Edu em Ter Jun 24, 2014 4:54 pm

Auremir olha bem pra mascara do tal de Mammom. Ia ser uma viagem dificil aquela, já pressentia isso. As vezes tinha o faro quando alguma coisa ia dar errado. Caldon tinha exagerado e muito dessa vez, mas agora não podia mais voltar atrás.

- Nada com que eu não possa conviver. Espero que cumpra a sua promessa e traga a cabeça desse rejeitado da morte numa bandeja - Falando isso Auremir continua a avançar e se dirige popa do navio perto do leme.
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Elminster Aumar em Sab Jul 05, 2014 10:53 pm

- Bem-vindo à bordo, almirante! - disse o homem do leme. - Será bom navegar outra vez com o senhor.

Auremir não reconheceu aquele rosto, mas se o sujeito tava dizendo que já esteve numa embarcação com ele não tinha o por quê duvidar. Os preparativos finais para a partida foram finalizados perto do meio-dia, quando o sol estava alto e fustigando a pele dos marujos como um açoite mergulhado em brasa. Caldon D'Lyrandar havia passado as coordenadas por onde eles deviam seguir ao navegador Aeron, um homem experiente para lá dos seus quarenta anos, barba e cabelos bem delineados e uma postura régia. Sem maiores delongas, os marujos começaram a içar as velas e a levantar a âncora.

Um movimento no porto atraiu o olhar de Mammon. Alguém corria de forma apressada no meio da multidão e parecia querer chegar até o seu navio. A rampa de embarque já estava sendo retirada quando a pessoa alcançou os diques. Tratava-se de uma mulher. Apesar de não estar usando a máscara e no lugar do chapéu estar com uma bandana prendendo os seus cabelos, aquele rosto era inconfundível ao capitão do Kraken do Mar.

- Desculpe-me o atraso - disse a mulher ao recuperar o fôlego. - Estava resolvendo umas últimas pendências.

A mulher era bonita e atraiu também os olhares dos outros marinheiros. Usava botas e luvas de couro e tinha um conjunto de roupas em tons avermelhados cujo o corpete por cima do espartilho terminava num generoso decote. Os seus brincos de pérolas em cada orelha que desciam quase até os ombros também chamava a atenção. Ela era boa em se disfarçar, Mammon percebeu, mas não tanto a ponto de se livrar daqueles brincos que eram bastante chamativos. Sean, ao lado do capitão, disse sem nenhuma necessidade:

- É ela, capitão. Ela veio.
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Jul 07, 2014 3:37 am

Após a resposta de Auremir a sua imposição, Roosevelt sai da frente do almirante, não impedindo de fazer seu caminho que seguia até perto do leme, e foi nesse movimento de sair da frente de Auremir que seus olhos se fixaram a um movimento que acontecia no porto.

Roosevelt segue com os olhos todo o caminho que aquela figura fazia, era uma mulher muito bonita. "Que pedaço de carne é aquele... Guardaria com muito gosto dentro da minha cabine, te usaria a noite toda, vadia!" Uma risada tímida é solta após o pequeno devaneio. Roosevelt começa a olhar para os lados, suspeito que a mulher tivesse lido seus pensamentos, pois começava a parecer que a mulher estivesse se dirigindo com pressa até seu navio, e ficava cada vez mais próxima a imagem da mulher, por quê tanta pressa? Seus pensamentos não foram tão perversos para vir com passos furiosos daquele jeito.

Mammon começava até a temer levar uma bronca daquela mulher por causa de seus pensamentos, soava como loucura, mas Mammon apressa os marujos a retirarem a rampa de embarque logo, pois iriam partir agora mesmo. Não deu tempo de partir, a mulher chegou ainda quando a rampa estava sendo retirada. Roosevelt trata logo de se desculpar por seus pensamentos impuros, não era comum, mas só poderia ser uma bruxa para adivinhar o quê estava pensando.

- Me desculpe, não foi minha intensão e... Roosevelt atropela a fala da mulher, mas logo percebe que não se tratava do que imaginava, aquele rosto estava bem guardado em sua mente e rapidamente Sean confirma que desta vez não estava enganado, se tratava da Dama da Noite.

O raciocínio de Roosevelt teve um atraso de uns cinco segundos, até dar o sinal para os marujos estenderem novamente a rampa para a bela moça embarcar no navio. O capitão não raciocinava tão bem quando não era sua cabeça superior que estava raciocinando.

- Espero que tenha resolvido tudo, por quê nessa expedição você vai se escaldar mais no Sol, do quê ficar a sombra da Lua... Roosevelt fala com a Dama da Noite fazendo trocadilho com seu apelido. - Me espere na minha cabine. O capitão abre espaço para a mulher passar, apontando para sua cabine, onde a Dama da Noite deveria esperar até os últimos preparativos ficarem prontos.

- Eiii Eiiii Eiiii... Continuem com o trabalho, sem distração! Roosevelt dá sua primeira bronca na tripulação, quando percebe que ficavam olhando e comentando sobre a beleza da nova maruja até que ela entrasse na cabine do capitão.

O capitão fica supervisionando o trabalho dos subordinados para que nada fosse esquecido, e quando estivessem prontos para partir com a direção dada, Mammon vai até sua cabine, onde a Dama da Noite deveria esperar.
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Edu em Seg Jul 07, 2014 10:05 pm

Auremir não lembra do Marujo do leme que falou com ele. Deve ter navegado com ele a algum tempo atrás, mas rosto dele não lhe trazia nenhuma memoria, enfim, nada anormal.

- Será bom, navegar com você tambem - Disse Auremir sendo simpatico e fingido conhecer o homem do leme.

Estava olhando pras quatros direções procurando sentir como tava o vento e observando o tempo, quando entra a bordo uma mulher. " Pelo Bumbum de Ana Sapone!" exclamou ele em pensamento. Quem era a aquela mulher? Lembrava a ele uma atriz famosa do teatro das aves dançantes. Já tinha dormido com aquela algumas vezes depois das peças que assistia, mas isso era passado. Aquela mulher era presente e do jeito que aquele homem de mascara falara Auremir não dava uma noite pra ela naquele navio sem ser montada.
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Elminster Aumar em Qua Jul 09, 2014 12:21 am

A rampa é recolocada, e a mulher embarca no Kraken do Mar. Ela andava com graciosidade e os olhares dos marujos se voltavam para ela mesmo após a repreensão do capitão. Dama da Noite dirigiu-se até Roosevelt, como se não o conhecesse, e disse em tom de apresentação:

- Arveene Carmesin, ao seu dispor. Você tem um belo navio.

Ela fez uma breve reverência e se encaminhou até a cabine apontada por Roosevelt. Instantes depois, ele próprio seguiu os passos da mulher, e quando passou pela porta da cabine, deparou-se com Dama da Noite abrindo um pequeno baú sobre uma prateleira pendurada à parede do quarto pessoal de Roosevelt. Ela não pareceu constrangida ao ser pega xeretando as coisas do capitão, e continuou a mexer em outros itens que havia por ali, mas logo perdeu o interesse ao ver que não encontraria nada de muito valor ali.

- Não sei para que você me chamou para cá - disse Dama da Noite, virando-se para encarar Roosevelt -, mas eu já vou dizendo que não dormirei junto com o resto da tripulação. E nem com você, se essa era a sua esperança. Eu exijo uma cabine só para mim, onde eu não deverei ser perturbada por essa ralé de marinheiros.

Dama da Noite então se senta na cama de Roosevelt, e enquanto o seu olhar era direcionado a observar outros detalhes da cabine, os seus ouvidos estavam prontos para ouvir que o capitão queria falar com ela.

* * *


Lá fora, um garoto que estava próximo de Auremir comentou logo após o capitão e a mulher entrarem na cabine.

- Ela é bonita, não? Mas tira os olhos dela que eu a vi antes de você, e Roosevelt antes de mim, portanto sou o segundo da fila.

Auremir reconheceu aquele garoto. Era o mesmo garoto que foi levado por guardas da marinha até o capitão Caldon D'Lyrandar e que foi acusado de compactuar com piratas, o que era um crime imperdoável.
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Edu em Qua Jul 09, 2014 12:30 am

Auremir gargalha com a fala do garoto e responde:

- Garoto, essa não é unica mulher do mundo. Aprende uma coisa, mulher que aceita entrar num navio cheio de marujos subindo pelas paredes tem um veneno pior que a mais terrível das cobras. Essa daí só se mexe com um bom antidoto ou então pode se acabar ficando envenenado.

O almirante depois de ter respondido ao garoto volta a suas tarefas normalmente.
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Makaveli Killuminati em Qua Jul 09, 2014 3:38 am

O Capitão Mammon não se surpreendeu de ter pego a Dama da Noite bisbilhotando suas coisas, sinceramente, ele já esperava que ela estivesse vasculhando tudo que podia, não era o tipo dela ficar sentadinha esperando o Capitão chegar, tranquilamente, como uma pessoa educada o faria, então, pacientemente Mammon fica na frente da porta esperando ela perder o interesse por suas coisas.

- Se achou alguma coisa valiosa me avise, por quê não lembro onde ter guardado. Mammon falava sem nenhuma preocupação na voz, enquanto fechava e trancava a porta da cabine, logo depois retira a mascara do rosto e põe em cima da sua escrivaninha, deixando a Dama da Noite falar.

A Dama da Noite era realmente muito interessante, sempre confiante, cheia de si, sempre com bom humor, mas desta vez o Capitão não segura a gargalhada. - HA HA HA HA HA HA... HA HA HA!... Você... Você quer que eu... Roosevelt se curva tendo que se apoiar na mesa, estava sem ar e sua barriga doía de tanto rir, ele continuava rindo fazendo gestos com a mão como se fosse para ela parar de falar. Leva uns dois minutos para o Capitão se recuperar daquela cena e ficar de pé novamente.

- Acho que você não está muito acostumada com a vida em alto mar... Mammon caminha até em frente da sua escrivaninha, onde ficaria de frente para a Dama da Noite e senta-se em cima da escrivaninha, se apoiando para trás com os cotovelos na mesa, ele iria contar uma história para a Dama da Noite.

- Você me lembra uma outra maruja... Eu ainda não era um capitão, eu era jovem. Assim como você, ela tinha personalidade forte, sabia empunhar uma espada, ô se sabia! Roosevelt faz uma expressão de quem insinuava algo para a Dama da Noite, e continua... - Ela tinha sua cabine própria e era a única mulher da tripulação. As primeiras cinco noites não causou nenhum problema, sua presença chamava atenção, era óbvio que chamaria, mas nas primeiras cinco noites, como eu já disse, não causou nenhum problema... Na sexta noite um marujo foi até a cabine dela e tentou estuprá-la, não foi nenhum problema para ela, ela conseguiu controlá-lo, o problema que ela teve que matá-lo, por quê esse era o único jeito de parar aquele marujo... Roosevelt para a história para dar um gole no rum dentro do cantil que estava preso no seu cinto, mas continua... - No dia seguinte a tripulação já estava sabendo o quê tinha acontecido. O capitão teve que puni-la, afinal de contas ela matou outro marujo, é o quê se faz quando isso acontece quando um homem mata outro, ela recebeu tratamento igual, foram incontáveis chibatadas, o grito dela ecoou no navio e via-se nos olhos do capitão que aquela punição ele não queria a ela, mas assim tinha que ser... O problema foi que isso encorajou os marujos a tentarem fazer o mesmo que o falecido, esperavam que com aquela punição a mulher não fosse mais se defender... Algumas noites depois quatro marujos foram até a cabine dela e novamente ela se defendeu de mais uma tentativa de estupro... Os quatro homens caíram rapidamente, mas a luta foi barulhenta, os outros marujos acordaram e puderam perceber o quê estava ocorrendo, então foram até a cabine da mulher em disparada e puderam ver o banho de sangue que ela tinha feito... Ela deu azar que os quatro marujos que ela tinha matado naquela noite tinham muitos amigos dentro daquele navio...

Mammon faz uma pausa maior, dessa vez ele se levanta e prepara um caneco de rum para a Dama da Noite, entregando a ela o caneco e terminando a história. - O capitão não ouviu o barulho ou fingiu que não ouviu... Os marujos resolveram entre eles qual seria a punição da mulher pelas quatro mortes que ela causou naquela noite... A punição, enfim... Eles curraram ela a noite inteira, ela passou por todos os marujos, era mais de setenta marujos... Os que se negavam eram açoitados pela maioria que era favor a punição... Quando amanheceu, eles não tiveram trabalho nenhum em jogar o corpo dela no mar... Ela não conseguia nem mexer os braços, muito menos as pernas... O Capitão, nunca tocou no assunto. Mammon termina a história sem falar se participou ou não da punição a mulher, e esperava que a Dama da Noite tirasse algum entendimento daquilo.

- Eu fui bem legal com você quando eu pedi para você esperar dentro da minha cabine... Você não sabe, mas isso te deu uma imunidade que te salvará a vida... Ou as pregas... Roosevelt olha para a Dama da Noite com a cara que ela sempre soava fazer, com aquela cara de superioridade que a própria Dama da Noite sempre fazia questão de mostrar, era importante para Mammon e para ela saber que quem estava no comando do navio, era ele e não ela.

Roosevelt começa a caminhar de braços abertos dentro da cabine, mostrando que a cabine era bem espaçosa, já adiantando a ela o quê iria lhe esperar.

- Essa cabine é bem espaçosa para duas pessoas... É o que posso te oferecer. Mammon volta a ficar de frente a Dama da Noite, lhe acariciando o rosto e falando com voz de deboxe. - Ahhh Arveene, eu não sou tão malvado assim.

O capitão do Kraken do Mar estava dando um presentão para Arveene, estava de bom humor com os presentes que a Marinha de Marsember tinha dado pra ele também.

- E então?... Vai querer essa imunidade que estou te oferecendo?... Ou vai fazer uma pilha de corpos dos homens que tentarão te estuprar lá fora?.. Por quê acredite, eles tentarão, e eu não poderei te ajudar!
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Elminster Aumar em Qui Jul 10, 2014 8:59 pm

- A cabine do navio de Barba-Roxa é bem mais interessante do que essa - disse Dama da Noite, o que não devia ser totalmente verdade, já que ela havia dito que nunca estivera em alto-mar e portanto era pouco provável que visitara alguma vez a cabine do Barba-Roxa. Mesmo assim ela disse para provocar Roosevelt, já que a sua cabine de fato não parecia ter grandes posses.

Quando Roosevelt começa a gargalhar diante da sugestão da mulher e se dobra de tanto rir, Dama da Noite pergunta fingindo inocência:

- Está com tosse ou falta de ar?

O capitão então se recupera, se apoia na escrivaninha e começa a narrar uma história. Dama da Noite cruza às pernas sentada na beira da cama e ouve o relato de Roosevelt. Ela parecia desinteressada no inicio da narrativa, mas logo Roosevelt consegue atrair a sua atenção com gestos e falas mais imperativas. O capitão conseguia cativar as pessoas a seu modo. Ao término da história, Dama da Noite não mostrou nenhuma reação negativa pela triste história narrada da mulher, ao contrário, ela sorriu de canto de boca, um sorriso misterioso, enigmático.

- Eu ouvi a sua história, Roosevelt, e agora você irá ouvir a minha.

Dama da Noite se ergue da cama, passa pelo capitão e contorna a escrivaninha, onde encontra uma garrafa de vinho e uma bandeja de prata com algumas taças de cristais. Ela separa duas taças, pega a garrafa e as enche com a bebida. Oferecendo uma das taças à Roosevelt e ficando com outra para si, ela começa a sua narrativa.

- Eu também conheço uma mulher que sofreu uma tentativa de estupro, só que na minha história, a mulher na verdade se trata de uma menina, com não mais do que dez anos de idade. Era uma garota de rua, mas que vivia a sua vida de forma digna. Uma noite em que ela caminhava só, quatro garotos, olha a coincidência de sua narrativa, vieram abordá-la num beco. Eram rapazes bem maiores do que ela, bem mais fortes, e eles a encurralaram. Disseram que iriam "brincar" com ela até que o sol nascesse, e foi isso o que fizeram. A garota gritou por ajuda, logicamente, mas não havia ninguém que se arriscaria para ajudá-la. Era uma garota pobre, indefesa, sem a quem recorrer por auxílio. Os rapazes fizeram o que quiseram com ela, e aquilo criou um trauma na menina por muitos anos. Como confiar nos homens depois de um episódio como aquele? E mais do que isso: como confiar em qualquer pessoa, quando ninguém se prontificou a ajudá-la no momento de maior necessidade? - Ela então bebeu de sua taça de vinho pela primeira vez, aproximando-se de Roosevelt. - Para a sorte dela, uma pessoa apareceu na sua vida e foi extremamente generosa com ela, tirando-a da rua e oferecendo um abrigo, e mais do que isso, um emprego. A esperança que havia se perdido, voltou em seu coração, e ela se recuperou, mas não 100%, pois ainda há muitos temores ocultos em seu coração...

Dama da Noite já estava tão próxima de Roosevelt que a última frase foi dita quase que como um sussurro. O capitão podia sentir o cheiro dela, o doce cheiro de uma mulher. Dama da Noite, ou Arveene, deu o passo que cobria a distância que separava ela de Roosevelt, e agora ela deixava o seu rosto ao lado do rosto do capitão, para poder-lhe sussurrar em seu ouvido.

- Se tentarem fazer algo contra mim, você vai me ajudar, não vai?

Roosevelt sentia o corpo dela colado ao seu, o seios de Arveene tocando o largo peito do capitão. E o cheiro de mulher presente, um cheiro que o capitão não provava há muito tempo...
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Makaveli Killuminati em Qui Jul 10, 2014 9:51 pm

O capitão fica impressionado pela naturalidade que a Dama da Noite reage a sua história, o quê o perturba um pouco por quê parecia que não tinha conquistado o quê queria com aquilo. Arveene também tinha uma história para contar ao capitão, que antes dela começar a contar imaginava que fosse vomitar mais de suas besteiras. Nitidamente, a mulher tinha um gosto mais requintado que o do pirata, que antes oferecia uma caneca de rum, era oferecido a ele uma taça de vinho, o Capitão não bebe ainda, iria esperar que a Dama da Noite conta-se sua história e desse o primeiro gole.

Ao contrário da Dama da Noite, Roosevelt se prende a história da jovem desde o começo, e logo percebe que a história que tinha contado para a Dama da Noite havia rendido algum resultado. A impressão que dava é que a Arveene estava contando sua própria história, pelo menos era assim que o Capitão estava digerindo. Roosevelt percebe que ela tinha dado um gole na sua taça de vinho, o que lhe faz imaginar que a Dama da Noite não iria trapacear desta vez, e logo a jovem continua sua história.

A mulher colava cada vez mais no corpo do pirata, que estava imóvel e calado, seu olhar não desgrudava dos olhos da Dama da Noite, que logo termina sua história sem responder ao que o capitão tinha perguntado. Ela se aproxima mais e sussurra no ouvido do capitão. A Dama da Noite não poderia ver, mas assim como no final da história contada por Roosevelt, Roosevelt também da um sorriso de canto de boca, talvez com um significado diferente do sorriso da Dama da Noite, mas satisfeito que não tinha gasto saliva a toa, a Dama da Noite parecia ter sentido aquela história de uma forma mais pessoal do que o capitão pirata poderia imaginar.

A pergunta proferida pela Dama da Noite é ouvida, mas o pirata fica em silêncio, tal como ficou durante toda a história que Arveene tinha contado. Com um movimento sutil, Roosevelt começa a desabotoar os três botões de sua camisa, retirando-a e derrubando "acidentalmente" a taça de vinho no chão. Roosevelt sabia que sua história estava fresca na mente da Dama da Noite, assim como a da Dama da Noite na sua. O capitão pirata segura uma das mãos de Arveene, e vagarosamente passa a mão da mulher em suas costas cheias de cicatrizes de chibatadas, tal como as costas dos marujos que rejeitaram a participar da punição da mulher na história que Roosevelt tinha contado, e esperava que com isso conquistasse definitivamente a confiança da Dama da Noite, entre outras coisas. Frac'Eido não sabia, mas o pirata lhe devia uma.
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Elminster Aumar em Dom Jul 13, 2014 2:49 pm

Roosevelt sente os dedos de Arveene trêmulos enquanto acariciavam as suas cicatrizes. A história narrada por Roosevelt de fato havia a tocado muito mais profundamente do que ele poderia ter imaginado a princípio, e o desfecho da história com as costas do capitão marcada pelas chibatadas dos marujos que se recusaram a estuprar a garota atingiu Arveene de um modo ímpar. Ela não parecia acreditar no que suas mãos estavam sentindo, nas marcas perpetuadas nas costas do capitão, e por um momento o silêncio entre os dois seguiu.

Assim como a taça de Roosevelt, Dama da Noite também deixou que a sua escorregasse de sua mão, e o vidro estilhaçou-se no piso e o conteúdo vermelho se esparramou pelo tapete, mas isso não importava. Dama da Noite direcionou o seu olhar ao Roosevelt como se tivesse vendo-o pela primeira vez, ou como se quisesse enxergar uma nova perspectiva. Seus rostos estavam a menos de um palmo de distância, a mão dela ainda às costas do pirata. E então Arveene abriu um sorriso, um sorriso verdadeiro e legitimo, bem diferente do que ela dera instantes atrás, e toda a tensão do momento evaporou-se. Dama da Noite abraçou Roosevelt e beijou-o como provavelmente nunca havia beijado homem algum.

Ainda envolvidos num abraço, Dama da Noite se desgrudou dos lábios do pirata e disse entre sorrisos, se lembrando de uma conversa que os dois tiveram no dia da falsa execução do Barba-Roxa:

- Está na hora de você me provar se é quente mesmo na cama, ou se só é bom em contar histórias.
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Makaveli Killuminati em Seg Jul 14, 2014 2:30 am

O plano do Capitão Roosevelt funcionou perfeitamente, a Dama da Noite ficou desguarnecida por um momento e o pirata não bobeou em fazer mais uma aliança, suas palavras penetraram nas lembranças mais obscuras de Arveene e suas cicatrizes garantiram a visão do primeiro sorriso verdadeiro da Dama da Noite, Roosevelt levaria aquelas histórias em sua mente até que elas se tornassem verdades absolutas. Maldito o dia em que foi motinado do Marlim Negro, que aquele dia seja apenas lembrado pela sua vingança que ainda viria, e não pelas cicatrizes em suas costas.

As mãos tremulas, o olhar, o sorriso, Roosevelt estava vivenciando a transformação da Dama da Noite para com sua pessoa, o quê de certa forma também o toca, não da maneira que Arveene tinha sido tocada, mas Roosevelt estava confuso e temeroso, aquela mulher poderia estar amolecendo o coração do pirata, um romance entre os dois poderia ser o abismo para o pirata, ou sua fortaleza, não estava claro ainda, mas o que estaria por vir nos próximos dias era muito preocupante. Quando Arveene beija o pirata, tudo esvaece, as preocupações somem, o pirata estava mais que disposto para passar aquele resto da manhã em sua cabine com a Arveene, como dois jovens que acabam de florescer em suas vidas adultas namorando pela primeira vez.

Roosevelt estava em chamas e não pensou duas vezes em responder fisicamente o convite de Arveene. Ele a ergue em seus braços caminhando até a cama enquanto trocavam beijos, estirando-a no colchão, o pirata envolve a mulher ficando por cima dela, sufocando-a com o seu calor, beijos no pescoço e mordiscadas na orelha. Os marujos que esperassem, pois o Capitão demoraria para dar suas "boas-vindas" a nova maruja da tripulação, e levaria um tempo para desfrutar de suas qualidades.
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Elminster Aumar em Sab Jul 19, 2014 10:28 am

Foi bom.

As horas passaram-se rápidas enquanto Roosevelt desfrutava do calor de Dama da Noite, e o Kraken do Mar seguia o seu curso com Auremir botando os homens para trabalhar. A noite tinha chego, e Roosevelt estava deitado em sua cama onde um minuto antes estivera Arveene, mas a mulher se levantou da cama, nua como estava, e foi até o canto da cabine pegar os seus trajes e começou a se vestir. Roosevelt ficou só observando, inebriado ainda pelas sensações que se apoderaram em seu corpo nas últimas horas.

- Espero que tenha gostado - comentou Dama da Noite, apertando o espartilho em volta de seu corpo esguio. Ela terminou de se vestir, e antes de Roosevelt perguntar onde ela estava indo, Dama da Noite se virou a disse: - Ainda quero uma cabine só para mim. E será a cabine ao lado, para você não sentir muita falta de mim - ela deu um sorriso e então ergueu na mão direita uma chave. Era a chave de uma das cabines, e ela deve ter pego em algum momento que Roosevelt esteve distraído.

Não valia a pena discutir, e portanto Dama da Noite foi embora da cabine de Roosevelt, deixando-o a sós.

* * *

A Senhora da Maré Profunda vinha saqueando vários navios próximos da costa norte do Mar das Estrelas Cadente, enriquecendo-se cada vez mais com o ouro obtido dos saques. Eles saquearam bons navios, mas ainda não haviam pego um peixe verdadeiramente grande, uma pesca que deixaria todos os homens exultantes de felicidade. Mas a oportunidade apareceu em certo dia.

O próprio Capitão Barbarossa estava observando o horizonte sem fim de água através da luneta quando avistou uma embarcação de respeito, aquela que todos de sua tripulação ansiavam por saquear. A galé avistada era maior que a caravela de Barbarossa. Ela tinha velas douradas em seus mastros, e uma bandeira no ponto mais alto do navio tremulavam com o vento. O capitão não conhecia o símbolo daquela bandeira, mas suspeitava que fosse de uma nação que combatia os piratas. Já o casco era reforçado nas laterais, e na parte da proa, um monstro de tentáculos fora esculpido em tamanho megalomaníaco. Não era um navio mercante, e sim um navio de guerra, com quatro balestras e duas catapultas em volta de seu convés. Talvez fosse um peixe maior do que o Senhora poderia abocanhar...

Hendrik estava ao lado de Barbarossa, e ele viu um ponto negro no horizonte, mas não conseguia ver os detalhes que o seu capitão via através da lente poderosa da luneta.

- Quais são as ordens, capitão? - perguntou Hendrik, com a sua franja dourada balançando ao vento. Fazia sol e quase todos os marujos estavam em cima do convés, até mesmo a bruxa Andariel havia deixado a sua cabine naquele dia.

* * *

Auremir e Roosevelt estavam na cabine do navegador Aelthas Dusaer, onde os três estavam posicionados em volta de uma mesa com um mapa em cima. O navegador Dusaer apontava pelo caminho que eles deviam seguir.

- Sabemos que Sinistro foi por aqui, o que me leva a acreditar que ele tenha levado o seu barco em direção a Baía dos Afogados - o navegador pareceu estremecer com a suposição, e Auremir entendia o por quê. Dusaer explicou ao capitão: - Para chegarmos a baía, teremos que levar o navio por um pedaço estreito de mar, rodeado por paredões rochosos. Esse lugar é conhecido por ser um cemitério de embarcações. Dizem que todo tipo de fenômeno natural atinge o lugar, furacões, maremotos, redemoinhos, e eu já ouvi histórias que existem sereias vivendo em cavernas submersas.
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Lyvio em Sab Jul 19, 2014 11:36 am

A velha bruxa decidiu sair um pouco de sua cabine para tomar um ar e sol, durante esses dias ela trabalhou em poções e em itens alquímicos que poderiam ser úteis para a tripulação, ela saiu com uns 5 fracos em sua mão, cada um tinha um líquido azul marinho dentro dele, Barbarosa estava ocupado olhando sua luneta observando o que parecia ser um navio, a velha se aproxima de Hendrik que indagava a ordem do capitão e estica sua mão com um dos fracos para ele:

-Como prometido estou fazendo meu trabalho no navio, trouxe algo para você e alguns... Esta poção é uma poção de cura, se por acaso estiver muito ferido em combate tome-a e uma grande parte de seus ferimentos se curarão...

A velha então Vai até Hyn:

-Tome Hyn, uma poção de cura, caso necessário tome, ela curara uma boa parte de seus ferimentos.

A velha Dirige-se ao Ogro:

-Fiz algo para Você, é uma poção de cura você sem dúvida é a arma de combate do capitão, caso necessário tome isso vai ser de grande utilidade para se manter em combate.

Por fim, avelha vai até Barbarosa:

-Tome, uma poção de cura, vai ser de grande utilidade caso entremos em combate por qualquer motivo. E por falar nisso Barbarosa, você vai precisar de algum item alquímico para a tripulação? Fogo alquímico, bolsas de cola, de ácido, algum tipo de bastão, antidoto?

Indagava a velha enquanto cerrava os olhos tentando enxergar a embarcação mas estava muito longe.

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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Edu em Sab Jul 19, 2014 3:33 pm

Auremir estava parado olhando pra o mapa e apenas ouvido o homem Aelthas falar. Ele parecia receoso de alguma maneira em relação a travessia que iriam fazer pra chegar a baia dos afogados. Sobre fenômenos naturais era uma coisa perigosa mais certamente contornável. Agora sereias? Todo o homem que vivia no mar ouvia historia sobre esses seres e o encantamento que eles exerciam nos homens. Será que era só uma lenda ou verdade?

- Hm... Porquê nós nos concentramos apenas no cenário concreto que temos em mãos. Sereias até o momento são apenas lendas e nós não sabemos se elas vão estar lá ou não. Agora esses fenômenos naturais são certos, o que lhe pergunto senhor Aelthas é sem alguma forma de nós evitarmos eles?
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Makaveli Killuminati em Dom Jul 20, 2014 11:00 pm

Roosevelt se apresenta na cabine do navegador, onde estava também o Imediato Auremir e o Navegador Dusaer, o Capitão sempre estava com sua máscara no rosto nos raros momentos que saía da sua cabine e não foi diferente desta vez.

O navegador Dusaer estava temeroso com o caminho que o navio tinha que traçar, e logo trata de mostrar a opção que tinham, justificando em parte seu temor. Auremir não pareceu temer o quê estava por vir, Roosevelt certamente estava mais preocupado com as sereias do que com contratempos naturais, e responde com prontidão logo depois de Auremir.

- Que deselegante chamar o navegador Dusaer de burro na frente dele. Fala o capitão em tom de irônia, com sua voz rouca.

- Se tivesse caminho melhor, Dusaer não teria apresentado esta porcaria... Roosevelt falava tocando o indicador no mapa por várias vezes, como se estivesse revoltado.

- Estamos indo enfrentar uma tripulação de mortos, sereias são tão absurdas quanto o quê procuramos, e é até bom que os marujos enfrentem dificuldades e aberrações pelo caminho... Isso vai fazer ficarem mais cascudos quando tiverem que lutar com pessoas putrefatas. O melhor que podemos fazer é preparar a tripulação para não sucumbirem as sereias, se é que elas realmente existem... Roosevelt estava inquieto, e falava enquanto caminhava pela cabine do navegador, dando voltas na mesa onde estava o mapa.

- Quanto aos fenômenos naturais, temos um navio versátil e uma tripulação competente que pode contornar estas dificuldades... Faremos este trajeto perigoso sem as velas para não sofrer com os sopros fortes do vento entre os paredões, e o mais devagar possível para não chocar o casco nas rochas... Os senhores tem algo a acrescentar? Ou terminamos?
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por S2 Barbinharossa S2 em Ter Jul 22, 2014 5:21 pm

Barbarossa há muito ansiava por um bom saque, mas tinha em mente duas coisas: estava enfraquecido e outra era que seu oponente naquele momento era mais imponente que o próprio Senhora da maré profunda

Ao ouvir a pergunta de Hendrik, o velho lobo logo respondeu: - Traga Beagan aqui, quero conversar com ele.

Assim que o gnomo chega, o Barbarossa entrega sua luneta para o gnomo e indaga: - O que acha? podemos pegar um desses desprevenido?

Assim que a bruxa se aproxima ele responde: - Muito bom velhota - Pega sua poção e guarda - Espero que vc tenha muito fogo alquimico - aponta para a direção do navio que estava prestes a ser atacado.
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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

Mensagem por Lyvio em Ter Jul 22, 2014 7:10 pm

A velha responde rapidamente e ainda estava curiosa:

-Infelizmente não foram essas as prioridades capitão, a prioridade foi poções de cura para garantir a tripulação que seus homens mais fortes e seu capitão se mantenham de pé em um possível ataque, além disso, deixe-me dar uma olhada nesse navio...

Disse a velha já pegando a Luneta.

-Também quero opinar, a gana de vocês piratas e tão grande que as vezes ficam cegos quando atacam, não devemos nos precipitar...


Assim que ela observa volta-se para Barbarosa e sua expressão era visivelmente preocupada:

-Você está louco! É um navio de guerra, não podemos atacá-lo, dificilmente até chegaremos perto dele...Eu sugiro ainda que saiamos o mais rápido daqui, não sabemos a intenção deles...

A velha vira-se para seu corvo:

-Fuxo, voe até aquele navio pouse no mastro mais alto observe ele e me traga todas as informações que puder...Você vai nos dar as informações internas dele.

-Espionarrr, espionarrrr a mando da velha carcomidaaaaaa, velha carcomidaaaaa...

-Cale-se e obedeça, simples assim!

Imediatamente Fuxo ergue vôo a toda velocidade em direção ao navio, numa altura bem acima.

A velha vira-se para Barbarosa e completa:

-Espere o Fuxo Voltar com a informação acerca da tripulação antes de tomar alguma decisão...isso é o mais prudente a fazer...

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Re: Capítulo 6: O Rastro do Sinistro

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