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    No Carvalho Dourado

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    Soviet
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    No Carvalho Dourado

    Mensagem por Soviet em Sex Set 05, 2014 12:18 am

    24 de Eleint de 1372


    A neve não perdoava Lua Argêntea.

    A tempestade havia começado três dias atrás e não perdia o fôlego. Em alguns momentos o vento cessava e a intensidade da neve reduzia, mas era impossível iniciar uma viagem com a chance da tempestade voltar a qualquer momento. - Lorde Talos está furioso! - Disse um homem de idade avançada sentado em uma mesa junto com outros velhos, ao lado do balcão da estalagem. Eles jogavam uma partida de lufadas, alternando adversários a cada partida terminada. O Carvalho Dourado estava cheio, a lareira acesa e o lugar estava abafado. O Carvalho Dourado era um excelente lugar para se ficar, com comida e bebida boa e um bom atendimento, mas como o lugar não possuia telhado por causa do imenso carvalho que crescia no centro da estalagem, todos haviam descido para o porão, que era preparado para estas eventualidades. O cheiro de comida se misturava com a fumaça, o suor e o odor de cerveja quente e vinho mas, apesar do que parecia, não era de todo desagradável. Dentro do porão era quente.

    - Talos pode ficar furioso o tempo que quiser - o taverneiro retrucou - Os bons deuses da natureza estão conosco.

    O velho apenas acenou desdenhosamente com a mão e continuou atento ao seu jogo. Fred estava sentado em uma mesa cheia de desconhecidos. O halfling tinha chegado algumas horas antes da tempestade começar e desde então não tinha saído do Carvalho Dourado. Não que PingaCana se importasse com isso, mas o ladino tinha um trabalho a fazer. A duas mesas de distância de Fred, um pouco mais distante da lareira e próximo da escada que subia até o térreo, estava Ian. O mago saiu de Evereska e chegou em Lua Argêntea em um instante, mas a natureza fazia o seu papel em equilibrar as coisas. O draconato estaria sentado sozinho se não fosse a companhia de Synne. Provavelmente a aparência do mago havia assustado as pessoas, que preferiam se espremer um pouco em outras mesas e partilhar da companhia de Ian. O mago foi levado até o Carvalho Dourado por Synne, que Ian supos ser um lugar já conhecido por seu companheiro de viagem. O N'Tel'Quessir era, no mínimo, quiero demais, pois não tinha dito uma única palavra desde que ele e Ian se conheceram. Se comunicava apenas com expressões, movimentos de cabeça e com as mãos, geralmente apontando para algo que queria que o draconato visse.



    24 de Eleint de 1372


    Kordan estava sob a neve e o vento com Lavya debaixo de suas roupas.

    Caninos farejava o grande carvalho diante deles. O druida tinha chegado em Lua Argêntea a cerca de meia hora, e um dos guardas no Portão Novo lhe indicou o Carvalho Dourado como um bom lugar para esperar a tempestade passar antes de seguir viagem. O guarda não tinha como saber que Kordan era um druida de Shiallia, portanto ele não pode estragar a agradável surpresa que o druida teve. Além de ser uma estalagem, o Carvalho Dourado também era um templo dedicado à Dançarina das Florestas e, diante da gigantesca árvore e tomado pela neve, havia um altar com uma fruta dourada, o símbolo de Shiallia. Lavya colocou a cabeça para fora quando percebeu que Kordan estava parado. No início a fada incomodava, mas lovo o druida se acostomou com ela ali e era até bom em certos pontos, já que ambos se aqueciam, claro que em proporções bem diferentes.

    - Não é o símbolo de Shiallia? - Lavyia olhou para Kordan - Isso não foi uma coincidência, nós com certeza estamos no lugar onde deveríamos estar.

    Pela primeira vez a pequena fada demonstrou um lado que Kordan não imaginava que ela tinha, um lado religioso.
    Cyrus Leghorian
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Cyrus Leghorian em Dom Set 07, 2014 9:01 pm

    Kórdan usava um pesado manto de lã enrolado sobre o seu corpo para proteger-se do frio e o bordão servia como um apoio para vencer a neve acumulada nas ruas da cidade. Ele andava vagarosamente e deixava Caninos sempre ir à frente como uma espécie de batedor. Ao chegar em frente ao Carvalho Dourado, o druida passou a mão sobre a sua cabeça para espanar os flocos de neve emaranhados nos fios de cabelo e deixou um sorriso transparecer em seu rosto.

    - Você tem razão, Lavya. Este é o fruto dourado de Shiallia, o fruto que representa a beleza da vida e da procriação. O destino nos leva aos lugares certos, embora nem sempre pelos caminhos que traçamos. - Kórdan prestou uma reverência ao símbolo sagrado de sua deusa ali mesmo onde estava, e ao se levantar, disse: - Vamos entrar, Caninos deve estar com fome e eu não posso dizer que não estou, mas o frio me incomoda mais do que qualquer outra coisa.

    Kórdan passou por seu lobo e deu duas batidas suaves á porta da estalagem.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Portuga em Qua Set 10, 2014 11:21 pm

    Ian estava acostumado em ser ignorado, boa parte de seus entes o fizeram, não ligava, sua fé e a vontade de continuar vivendo eram suficientes, gostaria claro de companhia e carinho mas não imploraria por isso. Ian já era orgulhoso outrora, característica típica dos elfos, agora com a mudança, um draconato, era mais ainda! Era orgulhoso mas isso não impedia de ser prestativo e sereno.

    E assim estava ele sentado ao lado de Synne, apreciando seu descanso numa conversa de olhares e gestos e assim fora por um bom tempo, nenhum exaltar de nenhum lado.

    Por fim, já bastante descansado, cortava o silêncio, com sua voz suave:

    -Hora de ir Synne, a caminhada ainda é longa, e nosso dever nos espera!
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por anderson em Qui Set 11, 2014 9:35 am

    Pingacana sabia ter uma missão mais importante do que ficar naquela estalagem gozando de boa companhia, comida e cerveja. Noutro momento, aqueles homens e mulheres com os quais estava a mesa seriam alvos de sua avareza. Lhes teria aplicado golpes e ficado com seu dinheiro, ou no mínimo lhes seria como um peso a mais fazendo vínculos empáticos, alianças e eles pagariam por toda a sua despesa. Não. Desta vez Fred estava tranquilo o suficiente para pagar seus próprios custos. Não que se algum bêbado de bom coração o fizesse ele deixaria de aceitar.

    Estava um frio de matar e a tempestade praticamente o obrigava a ficar por ali por mais tempo que o desejado. Aquela missão já lhe parecia difícil o suficiente. Fazê-la em meio à tempestade de neve não seria nada bom. O Halfling aguarda o máximo que pode para não sair sozinho e na tempestade. Enquanto isso ele vai desfrutando da companhia de pessoas e do calor que elas lhe proporcionam. Contava várias histórias na mesa. Histórias de bar que faziam o clima melhor. Todos riam.

    - ... Então o Nino saiu do quartinho com as calças na mão com aquela cara de dor e disse: Pô, gente. Urtiga, não. auhauahauhauahauhauhauahuahauh.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Soviet em Seg Abr 20, 2015 5:20 pm

    O cheiro de ensopado quente se misturava com o frio do outono, e Nuada não teve certeza sobre qual dos dois o acordou. Do que o elfo teve certeza foi que ele não acordou aonde provavelmente tinha dormido. A última coisa de que Nuada se lembra foi de virar um copo de alguma bebida forte com alguém que conhecera na noite anterior, e agora o elfo acordava sobre uma cama de palha em alguma cozinha. Uma dor leve agredia as têmporas do guerreiro, um gosto amargo e uma língua seca dominavam a boca de Nuada e, já que a cabeça do guerreiro ainda girava um pouco quando o elfo abria os olhos, Nuada evitou fazê-lo imediatamente. Ao redor o barulho das panelas raspando sobre pedra, o metal dos utensílios batendo contra a madeira e a conversa das mulheres não ajudavam nem um pouco.

    – Olha só quem acordou! – A voz estridente se sobressaia sobre o barulho – Levanta, Nuada! Nós precisamos de espaço aqui!

    Nuada olhou para a mulher e a reconheceu, apesar de não lembrar seu nome. Ela era corpulenta, tinha longos cabelos pretos preso em um rabo de cavalo e vista um avental de couro por cima de roupas comuns e desgastatadas. A mulher segurava uma batata enorme em uma das mãos e uma faca na outra.

    - Era pra você ter acordado com a cara sobre uma das mesas, mas eu te trouxe pra cá. Agora levanta e sai da minha cozinha!

    Nuada se arrastou para fora da cama com fios de palha preso em suas roupas e no cabelo, e seguiu para fora da cozinha. Nuada não sabia aonde estava, mas quando saiu da cozinha soube que ainda estava no Carvalho Dourado. O elfo também notou que o cheiro no porão chegava a ser opressor, uma mistura de essências que não eram nada agradáveis ao olfato. O guerreiro ficou apoiado por um tempo na porta da cozinha, esperando que a tontura passasse, ouvindo as risadas que vinham de uma mesa próxima. Nuada viu uma cadeira vazia ali perto e a puxou para si, enconstando-a na parede e fazendo o mesmo com sua cabeça e, mal tinha se sentado, o elfo viu uma figura desconhecida descer a escada com uma companhia não muito convencional.



    Todos explodiram em risos quando Fred terminou sua história. O halflin era praticamente o único a falar enquanto todos à sua volta apenas riam e secavam as lágrimas. Pinga Cana sabia como manter um pequeno público entretido, e ali haviam apenas um punhado de pessoas. Três homens e duas mulheres, todos humanos já de meia idade, aquele período da vida aonde os bons modos já não são mais algo importante. Um dos homens ria alto e dava tapas na própria barriga avantajada, as mulheres puxavam as saias enquanto se contorciam e outro homem sempre engasgava com a própria cerveja. O halfling não entendia o motivo do homem sempre dar um gole em sua caneca quando era claro que Fred estava terminando uma história.

    - Você conta uma história melhor que a outra, meu amigo! - Disse o homem que segurava a própria barriga, dando um tapa no ombro de Fred que o fez ir para a frente. Ian viu o final de sua frase ser engolida por sonoras risadas que vinham da mesa aonde um halfling contava histórias, mas Synne o ouviu. O N'Tel'Quessir balançou a cabeça negativamente para a cria de dragão e apontou com uma mão para a escada, aonde um homem descia acompanhado por um lobo. As vestes simples de Kórdan estavam cobertas de neve, assim como o pelo de Caninos. O silêncio foi tomando o lugar das risadas e da conversa conforme as pessoas viam o lobo e o mostravam para aqueles mais distraídos. Antes de alcançar o chão do porão, Kórdan sentiu todos os olhos da taverna sobre si e seu amigo.

    - Olá! - Lavya pulou de onde estava escondida, alçou vôo diante de todos e começou a falar com seu jeito característico – É muito bom nós termos chegado neste lugar! Está tão quentinho... Lá fora está muito frio!



    Cille havia chegado à Lua Argêntea, a Gema do Norte, no final da primavera. A cavaleira não tinha ouro o suficiente para conseguir um quarto em alguma estalagem, mas logo Cille conseguiu alguns trabalhos pequeno que pagavam o suficiente para conseguiu um quarto no Carvalho Dourado. O lugar era agradável, as pessoas não a incomodavam e Aleric, o dono do lugar, era uma pessoa gentil e atenciosa. Cille fazia serviços de segurança para um comerciante da cidade, mas ela raramente precisava pegar em armas neste trabalho. Claro que existia crime em Lua Argêntea, mas o lugar aonde a cavaleira trabalhava talvez fosse abençoado pelos deuses. Com a chegada do inverno o movimento tinha diminuido drasticamente, mas ainda havia trabalho para alguém disposto a usar os músculos.

    Mas, neste momento, Cille não tinha nada para fazer e a tempestade de neve fez a cavaleira escolher por ficar na estalagem desfrutando de um excelente vinho quente com especiarias. O lugar estava cheio mas isso não era incômodo. O que realmente tornava o lugar insuportável era o ar estagnado que cheirava de cerveja, suor, ensopado, carne assada e vinho. Cille estava sentada no balcão com seu vinho e uma travessa de batatas cortadas em fatias e cobertas com um excelente molho de hortelã. Cille era gentil e todos retribuiam a atitude, mas a cavaleira ainda não tinha feito amizades reais na cidade.

    Distraída com os próprios pensamento, Cille não notou quando um homem surgiu na escada descendo até o porão, só o notando quando o silêncio dominou o Carvalho Dourado. A cavaleira olhou para trás, depois para os lados e então viu a causa daquilo. Um homem, bem jovem, estava no pé da escada e um lobo o acompanhava. Mal Cille teve tempo de realmente olhar para o homem e seu animal e um ser pequeno, talvez do tamanho de seu punho fechado, surgiu de dentro das roupas do homem, permanecendo suspensa no ar com asas semelhantes àquelas dos insetos e cumprimentando todos com uma voz que parecia de uma criança de 4 ou 5 anos. Aleric notou que ninguém ali não sabia exatamente como agir, e tomou a frente de trás de seu balcão.

    - Sejam bem-vindos ao Carvalho Dourado! É um prazer tê-los aqui – O estalajadeiro saiu de onde estava e foi até os recém-chegados limpando as mãos com um pano e em seguida jogando-o sobre o ombro – Meu nome é Aleric e eu sou o proprietário desta estalagem, que também é um santuário de Shiallia – Aleric estendeu a mão para Kórdan, cumprimentando-o, mas não soube muito bem o que fazer quando se virou para a fada, mas Lavya sabia se virar muito bem, e fez uma reverência no ar e pegou o dedo indicador de Aleric com a mão, cumprimentando-o.

    - Muito prazer! - A voz da fada era dominada pela excitação. Kórdan não conseguiu conter um sorriso quando a ouviu – Meu nome é Lavya e eu sou uma fada da Floresta Alta! Este é Kórdan, também da Floresta Alta e sacerdote de Shiallia – Lavya apontou para Caninos, que estava sentado e com a língua para fora, parecendo mais um cachorro do que um lobo – E este aqui é Caninos, nosso estimado amigo e também da Floresta Alta! Estamos aqui e queremos uma cerveja!

    O silêncio durou mais alguns segundos, quando o lugar estourou em risos diante do pedido de Lavya. A natureza da fada não enchergou maldade em nada daquilo, e ela também começou a rir.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Allindur em Ter Abr 21, 2015 9:05 am

    Nuada sentia como se um halfling martelasse repetidamente sua cabeça, e o mundo girava ao seu redor. O elfo ignorou completamente o que ocorria no cômodo malcheiroso, olhou para cima e esperou por alguma medida de lucidez. A princípio tentou fechar os olhos, mas isso só piorou a coisa toda, então os manteve focados no teto. Seu estômago embrulhava, mas acreditava que o vômito não viria, então começou a considerar pedir algo para beber e comer, isso facilitaria a recuperação. Inseriu a mão em sua algibeira, apenas para encontrar...um número estranho de moedas, e um pedaço de papel dobrado. Retirou a nota, a desdobrou e leu.

    Era um recibo, atestando o pagamento de sua dívida de cinquenta peças de ouro com o boticário. Cinquenta peças?  Aquela dívida vinha incomodando-o, mas de onde tirara o dinheiro? Tateou os bolsos de seu casaco, e encontrou mais recibos. Vinte para o tintureiro, quarenta para o alfaiate, dez para um cocheiro. Parecia que todas as dívidas que vinha acumulando estavam pagas, e ele ainda tinha alguma prata de sobra nos bolsos. Dinheiro não caía do céu, então como pagara tudo isso? O susto da situação espantara toda a ressaca do ex-embaixador, exceto pela dor de cabeça, e ele levou o banco até o balcão de madeira para organizar os papéis adequadamente e tentar recordar o que houvera na noite anterior. Ele havia bebido mais que o normal, e coisas mais fortes que o normal, disso lembrava. De fato, havia andado a cidade toda, provavelmente pagando suas dívidas. Antes disso, havia falado com alguém...em uma loja...um empório? Não, um armazém...ou...uma casa de penhores! Uma das notas lhe chamou a atenção, e "Duzentas peças de ouro. Espada Longa da Corte Élfica.". Não. Ele só possuía uma espada de artesanato élfico, e não era uma espada longa, ou de corte, mas não era de se esperar que um humano soubesse diferenciar. Não, não, não Amadrim. Como ele podia ter vendido Amadrim?! Era o último resquício que possuía de seu legado! Havia abandonado tudo por essa terra de homens, e agora deixara Amadrim ir?

    O elfo golpeia o balcão em  raiva, rasgando os nós dos dedos, e marcando a madeira com sangue. O que fazer agora? O que? Não podia se desesperar, tinha de pensar com calma sobre isso. Vôo do Cisne fora vendida ontem, talvez tivesse algum tempo. Não muito, dada a raridade da espada, mas se conseguisse ouro rápido o bastante, poderia comprá-la de volta. Se a vendera por duzentas peças, talvez pudesse comprar por quatrocentas. Sim, era essa a taxa mais comum. Mas onde obteria quatrocentas peças de ouro tão rápido assim? Nuada olhou ao redor, buscando alguma iluminação, e notou com quem dividia o cômodo...

    -Aventureiros...
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Elminster Aumar em Ter Abr 21, 2015 10:22 am

    O frio ficou para trás, finalmente.

    O druida desceu ao porão ao lado de Caninos e Lavja, usando o seu bordão como apoio para vencer cada degrau. Kórdan sentia-se extremamente cansado, agora que chegara em algum lugar confortável para passar a noite. A viagem havia sido longa e a neve dificultara cada movimento, e pela primeira vez ele não estava pensando na missão sagrada que recebera. Ele só queria preencher a barriga com algo e ter uma boa noite de sono. Um homem veio recebê-lo, era o dono do lugar e ele lhe estendera a mão. Kórdan não estava acostumado com este tipo civilizado de cumprimento, e portanto o druida estendeu desconfiado a ponta do seu bordão ao invés da sua mão. Lavya fez o favor de apresentá-los, enquanto que o druida sentia-se um tanto incomodado com todos os olhares postos sobre eles.

    Dirigindo-se ao homem que viera recepcioná-los, Kórdan disse após as gargalhadas terem se cessado:

    - Traga-nos algo para comermos, por favor, eu e Caninos estamos mortos de fome. Qualquer pedaço de carne crua será o suficiente para o meu amigo.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Belaurel em Ter Abr 21, 2015 10:31 pm

    O amálgama de odores obscenamente forte pulsava em suas narinas, mas a Gerifalte não poderia achá-lo menos que agradável. Era mais que o cheiro de gente apinhada em um porão limpo mais infrequentemente que deveria ser: Era o cheiro de calor e vida humana, envolvendo a cavaleira com o mesmo ímpeto com o qual a tempestade golpeava Lua Argêntea.
    O silêncio inesperado sufocou tal familiaridade, e a mulher virou-se para procurar a origem de tal comoção. Toda a estranheza gerada pela presença da fada evaporou-se na velha indignação moral, surda e embotada pela viagem, mas ainda presente, que Cille tão bem conhecia. Suspirando um pouco, desceu a mão até a algibeira penosamente leve. Estava mais pobre que nunca, mas o norte jamais deixaria de oferecer trabalho.
    Uma cerveja para a pessoinha de asas e seus acompanhantes — disse, depositando a moeda sobre o balcão em um ressoar metálico, perdendo um segundo para se sobressaltar com o ataque aparentemente furioso de um elfo ao balcão. Por sorte seu vinho não tombou com o impacto.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Portuga em Sex Abr 24, 2015 7:55 pm

    Ian assistia a tudo, não rira daqueles acontecimentos, estava ali com um propósito, ajudar os seus na missão que fora dada além de querer voltar o quanto antes para sua mestra.

    Synne fizera um sinal apontando para o recém chegado, Ian olhara o sujeito estender seu bordão, não o conhecia, aproveitara a conversa silênciosa para dar de ombros, respondendo a companheira...não entendia o propósito daquele atraso, a fala de Vaenlys fora bem clara...
    anderson
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por anderson em Sab Abr 25, 2015 1:56 pm

    O frio espantava Pingacana e a conversa e risada aquecia. Havia dois quartos de hora que ele tentava fazer um estrago contando histórias no momento em que o homem colocava bebida em sua boca. Não queria a confusão. Só ia se divertir bastante quando a bebida jorrasse na cara de outra pessoa. Para isso estava atento a não ser a sua cara...

    A tempestade o obrigava a ficar ali e bebia e comia tranquilo contando histórias. Quando o homem e seu lobo desceram, ficou sobressaltado e não tirava os olhos do animal. Se ele passasse próximo a si iria subir na mesa. Já havia tido problemas com essas criaturas antes e não queria ter de novo. 

    Quando a criaturinha começou a falar, isto o relaxou. Ter num mesmo cômodo um ser racional menor que ele, era libertador. Ainda assim ficava de olho no lobo.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Soviet em Dom Abr 26, 2015 8:41 pm

    Kórdan viu quando uma mulher colocou uma moeda sobre o balção, oferecendo uma bebida à ele e Lavya. A moeda estalou contra o balcão na mesma hora em que Aleric voltava ao seu lugar. O estalajadeiro pegou a moeda enquanto gritava o pedido do druida e enchia uma caneca e... algo menor. Como Lavya conseguiria entrar nas canecas sem problema, Aleric julgou melhor colocar a cerveja para a fada em pequenos copos de barro, mas mesmo assim era muita cerveja. Seria como dar um balde de rum à um anão. O druida olhou ao redor procurando por uma mesa e a única com lugares livres era uma que estava quase em frente ao balcão, escontada na parede à esquerda da escada. Havia um homem sentado nela e de pé, ao seu lado, havia uma espécia de dragão-humano. Lavya percebeu a mesma coisa e voou na direção da mesa.

    - Vamos, Caninos! - O lobo levantou, mas olhou para Kórdan e ficou aonde estava. Lavya pousou sobre a mesa, olhou para os dois homens e sorriu. A aparência de Ian Dee em nada mudou o humor da fada. A cria de dragão já tinha lido alguma coisa sobre seres da floresta, mas nunca tinha visto sequer uma ilustração do que parecia ser Lavya. A fada tinha torso humanóide, com a pele que parecia ser verde e azul ao mesmo tempo, ambas de um tom muito sutil, e os cabelos eram um mar de fios verde musgo de onde surgiam duas longas antenas que faziam uma curva aguda para trás.. Os braços eram tão finos quanto gravetos e o peito um pouco mais largo que o dedão de Ian. Da cintura para baixo, o corpo da Lyvia lembrava um besouro. A carapaça era negro e brilhante, e a forma como ela protegia as asas era identica à dos besouros. A fada tinha quatro pernas, as duas dianteiras eram pequenas e as traseiras tinham o dobro do tamanho. Apesar do tamanho, os dois pares de pernas nasciam no mesmo ponto do abdômen, tinham joelhos que dobravam para cima, assim como o dos insetos, e terminavam em pés formados por três dedos dianteiros e um anterior, formando uma espécie de garra - Olá! Meu nome é Lavya, eu vou me sentar com vocês, com licença.

    Pinga Cana viu que a fada se dirigiu para a mesa aonde o dragão estava sentado junto de seu companheiro, assim como Cille e Nuada também, já que ambos estavam praticamente ao lado da mesa. O halfling já tinha notado que a relação daqueles dois era estranha. O dragão parecia ser o único que falava, já que o homem ao seu lado apenas acenava com a cabeça e fazia gestos com as mãos. Fred também notou que o dragão estava um tanto nervoso ou ansioso, isso o halfing não saberia dizer, mas era claro que ele queria deixar o Carvalho Dourado logo e seguir viagem para onde quer que fosse. Nuada ainda sentia sua cabeça doer, mas agora era muito mais pela estupidez que tinha cometido do que pela ressaca. O elfo vendera a única coisa que sobrara consigo de sua raça e precisava fazer o possível para recuperá-la. O guerreiro olhou ao redor e o que viu não parecia uma mera coincidência aos seus olhos. O forsateiro com o lobo e a fada, o dragão na mesa com seu amigo, a mulher sentada no balcão, talvez até mesmo o halfling contando piadas... Todos eles tinham suas peculiaridades, é claro, mas todos se pareciam, todos tinham cara de aventureiros e era essa a forma como o elfo recuperaria seu terouro.

    Ian observou Synne estendendo a mão para a pequena fada, para cumprimentá-la. Logo Aleric chegou com as cervejas e Synne estendeu a mão para a cadeira enquanto olhava para Ian, um claro pedido para que o mago se sentasse. Imediatamente, como se ele e Synne tivessem combinado, um velho que jogava uma partida de um jogo com outros homens, olhou para o recém chegado e gritou com sua voz áspera.

    - Garoto, ainda tem muita neve lá fora? -  o velho falava com Kórdan, e o druida percebeu. Os outros o reconheceram como o mesmo que havia falado sobre Talos poucos minutos antes. Cille, que observava e ouvia tudo de seu lugar privilegiado no balcão, viu um pensamento surgir em sua mente. A cavaleira tinha uma vida razoável em Lua Argêntea, não tinha luxos, mas também não tinha necessidades, só que faltava algo nisso tudo. Cille sentia que estava desperdiçando seus talentos protegendo mercadorias em depósitos que nunca eram roubados e tinha um código para defender que era muito mais importante que qualquer especiaria calishita ou geringonça de Lantan, e ali, no porão do Carvalho Dourado, talvez estivesse a chance de Cille sair pelo mundo em causas mais justas. A cavaleira só precisava falar com estas pessoas.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Elminster Aumar em Ter Abr 28, 2015 8:45 pm

    O druida olhou para a moeda depositada no balcão e depois olhou para a mulher que havia feito aquele gesto. Ele não entendia o porquê dela estar sendo gentil com ele e com a Lavya, mas agradeceu ainda assim com um aceno humilde de cabeça. Kórdan havia chegado em Lua Argêntea cheio de desconfiança do que poderia encontrar numa cidade tão grande, mas ali, naquela pequena estalagem com o fruto de sua deusa, ele estava começando a se sentir em casa. Aquelas pessoas eram boas. Quando um velho desconhecido lhe perguntou sobre o tempo lá fora, ele respondeu com um sorriso se acentuando no rosto:

    - Sim, há um bocado de neve amontada nos topos das casas e nas ruas, e a neve continua a cair sem trégua. Com licença, eu vou me sentar com a minha amiga.

    Aquele lugar começava a lhe dar um ar acolhedor, e o druida se encaminhou até a mesa com Lavya e os outros dois ocupantes sentindo-se com o coração mais leve. Caninos Cinzentos acompanhou obedientemente os seus passos e se prostrou do lado de sua cadeira, sentando-se nas patas traseiras e esperando pela sua hora de abocanhar algo. Kórdan teve uma agradável surpresa ao ver que um dos ocupantes da mesa que ele tinha se sentado era uma criatura fascinante, muito semelhante a um dragão com traços humanoides. Ele observou-o com ávido interesse em fazer perguntas, mas calou-se ao perceber que aquilo seria uma intromissão à sua vida. Ele deu um gole em sua cerveja para disfarçar qualquer olhar mais demorado que ele tenha dado na cria de dragão, e então virou o seu rosto para Lavya, esperando que ela quebrasse o gelo para o início de uma conversa.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Allindur em Qua Abr 29, 2015 3:11 am

    Sim, era essa a sua solução. Nuada claramente não podia apenas sentar na mesa sem mais nem menos. Por mais que aquelas pessoas na mesa tão perto exalassem "aventureiro", ele precisava esperar uma deixa para se intrometer na conversa. Seus olhos varreram a sala em um segundo e ele percebeu a cavaleira ao seu lado. Ele já a havia visto, várias vezes naquela taverna nos últimos meses. Ela era forte e capaz, já notara seu trabalho, e não duvidava que estivesse se cansando do trabalho tedioso que a cidade devia oferecer. O elfo buscou em sua memória o nome da mulher e não demorou a encontrar. Torcendo para que ela não tivesse notado seu pequeno número com os bilhetes há pouco, o elfo aproveitou a proximidade entre os dois para cutucá-la com o cotovelo. Sua voz foi suave e urgente, denotando de forma clara seu interesse em não manter uma conversa em voz alta.

    -Ei, Gerifalte. Não és contratada aqui, então venho a presumir que és uma mercenária. Ocorre-me uma proposta, se mostra-se interessada.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Belaurel em Qua Abr 29, 2015 4:10 am

    A diferença proporcional entre a fada e seu copo fez Gerifalte reconsiderar brevemente sua decisão. Mas seu acompanhante lhe parecia mais sensato, de modo que a Cavaleira não se preocupou muito além do susto inicial.
    A menção à neve lhe inquietou. Gerifalte estava há tempo demais em Lua Argêntea, e, ainda que o trabalho local tenha lhe providenciado todo o conforto necessário, a guerreira precisaria partir em breve. No calor e nas conversas de taverna havia encontrado o efêmero, e por um tempo isso acalmou seu coração, mas ele logo voltou ao desassossego. O lugar de uma bastarda não era entre cerveja quente e brados cálidos, mas sobre pedregulho e aço frio. Ficar muito tempo no mesmo lugar seria arriscar um assassino de Brokengulf.
    O elfo interrompeu-lhe subitamente, e Gerifalte não demorou a se lembrar dele. De seus tempos de corte, a cavaleira desenvolvera uma desconfiança natural ante a tons demasiadamente suaves, mas havia visto o sujeito bêbado vezes o suficiente, e, se há algo que pode ser atestado em favor dos ébrios, é sua sinceridade.
    Posso ser uma mercenária, se esse é o título que o senhor me atribui — replicou-lhe, com um sorriso contido. Teria de ser cautelosa. Podia julgá-lo meio tolo pelas noites da taverna, mas é sempre incrivelmente fácil ofender um elfo — Eu até me diria filantropa, mas, infelizmente, tenho de comer. Pode apresentar sua proposta, senhor.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Allindur em Qua Abr 29, 2015 4:26 am

    A Gerifalte havia lhe dado atenção, e Nuada sabia que podia ter a ajuda dela agora, se mantivesse seu interesse. O elfo abaixou a  voz, obrigando a cavaleira a se aproximar e prestar mais atenção, e, dessa forma, estar mais sujeita a lhe acatar a sugestão. Um velho truque de diplomata.

    -Olhe para esta mesa, Afa'Dho. Suas aparências gritam "aventureiros", mas eu vejo muito pouco músculo, e muito pouco aço, não achas? Eu diria que eles não recusariam um par de cavaleiros bem armados e treinados. Diria ainda que temos mais chance juntos que competindo pela vaga.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Soviet em Qua Abr 29, 2015 4:06 pm

    - Eu disse! - o velho resmungou para Aleric - Lorde Talos está nervoso e somos nós que sofremos as consequências.

    O estalajadeiro agora organizava algumas garrafas de cerâmica e outros potes vazios sobre uma estante, e respondeu ao velho sem parar seu trabalho.

    - Se você falar sobre Talos aqui dentro mais uma vez, vai terminar seu jogo debaixo da neve. É isso o que você quer? - O velho lançou um olhar desafiador para Aleric, mas não disse mais nada e continuou seu jogo entre resmungos em voz baixa.

    - O que foi, Fred? - um dos homens à mesa com o halfling perguntou - Você ficou calado de repente.

    Do outro lado da taverna, Lavya continuava sem parar de falar - Nós estamos vindo da Floresta Alta, como vocês devem imaginar. É a primeira vez que eu saio da floresta, estou numa missão! - a fada apontou para o druida - Este é Kórdan! Ele é um servo de Shiallia e MUITO importante para esta missão - Lavya usava muito as mãos para se expressar, e nesse momento ela foi erguendo os braços como se revelasse algo grandioso entre eles - Você tem uma aparência curiosa, parece um humano ou um elfo, mas também um dragão. Por que você é assim? Quais os seus nomes?
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Belaurel em Sex Maio 01, 2015 2:27 am

    A tentativa do elfo de lhe dar voltas não passou despercebida à cavaleira. Poderia ter retribuído o movimento, mas decidiu-se por ceder ao seu jogo. Um falcão que se apresente com asa partida sempre causará assombro ao demonstrar-se capaz de voar.
    Mas é claro, elfo — disse-lhe, sob um tolo sorriso gentil — União é sempre mais forte que dissidência. Não se vai à linha de frente sem um escudo amigo, não?
    Gerifalte precisaria ser ainda mais cuidadosa com esse aí. Talvez fosse possível engendrar alguma lealdade após meses de dedicação, mas, até então, não se permitiria baixar a guarda.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por anderson em Sex Maio 01, 2015 3:51 pm

    - Nervoso! -Responde o Halfling. - Animais que de pé podem ficar maiores que eu me dão nervoso, mas ele parece concentrado lá. Podemos voltar às nossas histórias, certo? Então... Febarin, sempre ele, uma vez quis conhecer um puteiro...

    Pingacana estava dividindo a concentração em três coisas: A história, Os forasteiros, não que ele também não fosse e o lobo.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Portuga em Sab Maio 02, 2015 12:58 pm

    Ian já estava de pé praticamente pronto a ir embora e deixar aquele calado ser para trás, algo que começava a realmente incomoda-lo...logo quando se virava, se deparou com um ser esplêndido, um ser arcano com toda certeza, uma fada! Era linda! Nunca tinha visto nada igual tão de perto, as cores e traços que vira em seu livro não serviam nem para representar um esboço daquele ser...

    Logo o humanoide que usara a ponta do bordão também aparecera e seguido por seu animal...Ian continuava sem entender, entre os olhares recebidos pelos novos seres e do seu companheiro, percebera que apesar da intromissão destes, o silêncio ainda reinava... O que diabos Synne estava fazendo? Pensava já inquieto e incomodado com tal situação...

    Antes que sua boca pudesse sincronizar com sábias palavras que seriam dirigidas aquela situação e principalmente a desmiolada da Synne. Aleric trazia as cervejas e Synne dera a entender que de certa forma tinha aquilo tudo planejado...Assim Ian se acalmava um pouco ao mesmo tempo que passara a olhar de forma mais atenta o N'T'Quessir, não o conhecia e ebomra Lorde Elan, dissera que era de confiança, começara a pensar que aquele ser talvez fosse mais maquiavélico do que pensara...

    Afinal mesmo sendo um ser calmo e humilde agora, já fora um elfo e agora um dragão de corpo, tinha o orgulho das duas raças a flor da pele, não gostava de ser surpreendido, nem deixado para trás naquele jogo ou seja lá o que fosse que Synne pensava...iria negar se perguntado, mas no fundo de sua alma sabia que isso era o que estava o irritando.

    Ian sentara e logo mais olhares, tando dos novos ali sentados como de outras mesas, ouvidos atentos, de repente um esboço de um sorriso surgia em seu labios, Lavya com seu jeito peculiar e aquelas perguntas, fizeram o draconato sorrir e voltar ao seu estado normal...

    Você é curiosa!? Já faz um tempo que não me perguntam tal coisa...as vezes até esqueço de minha atual aparência... falava com um certa alegria agora e começava a saborear a cerveja entre um gole e outro...

    Bem é uma história um pouco triste que no momento não quero lembrar de todos os detalhes, mas digamos que era uma vez, um elfo que seguiu o chamado de Bahamut, o bom deus dragão, e assim o outrora ser ascendeu sua alma ao preço de abandonar seu antigos traços raciais...Eu nasci de novo...para um novo começo e uma nova vida! falava olhando para Synne, atento a sua reação, se de repulsa, ou indiferente como até o momento...

    LYVIÚNVIDIR IANCAN DORIAN ERUNÁMO ERUVADHOR falava enchendo seu peito de orgulho Esse é meu nome, cada um representa gerações de minha história, mas podem me chamar de Lyvio ou Ian...

    Mais um gole e outro sorriso, geralmente tal assunto o faria triste, lembraria de seu passado, de sua mestra agora longe, mas de certa forma a tagarelice da fada e aqueles olhares o fizeram sentir bem, como se tivesse lugar naquela taverna.

    Também tenho uma pergunta, para você e seu amigo, falava olhando para Lavya e Kórdan que o examinava com os olhos, por mais que tentasse disfarçar, estava mais que acostumado com aquele tipo de olhar, o tivera nessa nova vida toda, embora aquele não parecesse julga-lo...mais um gole de cerveja.

    Parece que vocês conhecem bem as florestas da região, pelo menos foi o que deu a entender...Não quero ser rude, mas por acaso vocês conhecem ou saberiam nos informar o melhor caminho para Shanta Ahnvae?

    E sem querer ser rude, mas preciso perguntar isso mais baixo Ian gesticulava discretamente, pedindo silêncio com seu dedo e chamando seus ouvidos para mais perto da mesa Um druida poderoso vive naquele lugar, seu nome é Gwenc'hlan. Vocês sabem algo sobre ele?
    Elminster Aumar
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Elminster Aumar em Sab Maio 02, 2015 2:40 pm

    Kórdan não gostou de ter ouvido o nome de Talos naquele recinto. O Senhor das Tempestades era um inimigo declarado de várias igrejas de divindades bondosas e amantes da natureza, incluindo Shiallia, a matrona daquela estalagem e sua respectiva deusa. O estalajadeiro tratou de botar o velho em seu lugar, pelo que Kórdan se sentiu grato. Ele não queria se indispor com ninguém logo cedo à sua chegada ao lugar e depois de uma exaustiva viagem. O druida apoiou o seu bordão na própria mesa em que estava, e desatando a sua cimitarra da cintura, depositou-a com cuidado em cima da superfície da mesa.

    Como Kórdan achou que fosse acontecer, a querida Lavya começara a fazer perguntas ao humanoide em forma dracônica. Atento a todas as respostas do meio-dragão, ou seja lá o que ele fosse, o druida observou cada detalhe do que ele dizia, embora tentasse não olhá-lo por muito tempo para não ser mau interpretado. Nas vezes em que desviava os olhos do meio-dragão, Kórdan observava a segunda figura sentada à mesa, esta totalmente calada até então. Quando o meio-dragão citou o druida Gwenc'hlan, o interesse de Kórdan por aquela conversa subitamente mudou de foco. Gwenc'hlan vivia em Árvores Noturnas, o seu próximo destino. Ao meio-dragão, ele disse:

    - Eu não conheço caminho algum para Shanta Ahnvae, na verdade nunca sequer ouvi falar neste lugar. Mas já escutei algumas coisas de Gwenc'hlan... - o druida falava em voz baixa, imitando o tom usado pelo meio-dragão, que se nomeara Ian. - Ele é um druida de Grumbar e vive nas florestas ao norte daqui, mas sob outro nome. Se me permite saber, quais são as suas intenções com ele?

    Kórdan achava estranho o meio-dragão ter se referido ao druida com um nome que ele mesmo não usava há muito tempo, e ele estava curioso em descobrir o motivo do interesse de Ian no Desertor das Árvores.
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    Re: No Carvalho Dourado

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      Data/hora atual: Seg Abr 23, 2018 6:38 am