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    No Carvalho Dourado

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    Portuga
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Portuga em Qua Maio 13, 2015 9:17 pm

    Ian apenas observava todo aquele alvoroço com um sorriso de canto na sua boca draconiana, como se de alguma forma o calor daquele alvoroço o lembrasse de bons e velhos tempos...

    Ian consentira com um sinal de cabeça, concordando com Kordan, quando este disse que as estradas eram de todos...

    O dragão aproveitara esse tempo para estudar e avaliar aquelas pessoas...
    Elminster Aumar
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Elminster Aumar em Dom Maio 17, 2015 8:43 pm

    - Eu não sei.

    Kórdan ouviu a pergunta do elfo sobre como um druida podia se manter com os seus poderes caso ele se corrompesse. Ele estava sendo sincero: jovem como era, Kórdan não sabia de muitas coisas, inclusive sobre esta questão, que ele julgava um tanto indelicada. Talvez ele não seja mais um druida afinal de contas, pensou a respeito do Desertor das Árvores. Isso é possível? Deixar de ser algo que você nasceu para ser? De repente Kórdan havia ficado introspectivo, imerso em pensamentos profundos sobre tudo o que envolvia ser um druida. A conversa que rolava na mesa havia se tornado entediante e ele já não se via mais com tanta fome. Ele apenas permaneceu o tempo suficiente para que aquela pequena reunião encerrasse e ele então pudesse se retirar ao seu dormitório e ter uma boa noite de sono.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Soviet em Qui Maio 28, 2015 8:24 am

    Gerifalte foi a primeira a se aquietar diante de todos. Logo Ian viu sua mente dispersar em outros assuntos e Kórdan perdeu o interesse na conversa. Aos poucos todos os outros ficaram sem ter o que falar e a noite se deu por encerrada. Todos subiram para os seus quartos com exceção de Kórdan. O druida aproveitou o final da conversa para subir até o carvalho que vira quando chegou para rezar à Shiallia, para pedir suas bençãos e sua graça. O druida sentia-se afortunado por ter um lugar como aquele, mesmo longe de casa, para poder exercer sua fé. Depois de terminar suas orações, Kórdan se retirou para o seu quarto e seu tão esperado descanso.



    25 de Eleint de 1372

    Nuada foi o primeiro a acordar e descer para o desjejum. Olhando pela janela de seu quarto, o elfo viu um dia mais aberto que o anterior, o que deu certo ânimo ao guerreiro. Quase não haviam nuvens no céu e o sol brilhava, mas com um amarelo opaco e tímido. Apesar de não haver mais neve caindo, o vento gelado que invadia o quarto pelas frestas das janelas lembrava do frio que fazia lá fora. O porão estava completamente vazio, inclusive no cômodo que importava ao elfo, a cozinha. Nuada, para não ficar esperando em um porão vazio, subiu até a área comum para esperar alguém aparecer. Sentado sob o grande carvalho, Nuada pôde ver como a arquitetura do Carvalho Dourado era realmente algo simples, mas belo. O vão central, aberto para permitir o crescimento do carvalho, era forrado pelas janelas dos quartos dos andares superiores. Os corredores que davam acesso aos quartos frequentemente confudiam aqueles que subiam para seus quartos bêbados, já que eram todos iguais e "sem fim", dando voltas e mais voltas ao redor dos andares. A graça do lugar estava nos detalhes entalhados na madeira. Afrescos invocando Shiallia em sua maioria, mas alguns outros também homenageando outros deuses da natureza.

    Nuada divagava em pensamentos, em sua maioria formas de recuperar Amadrim, quando os N'Tel'Qessir começaram a dar sinal de vida. Poucos minutos depois o movimento começara na cozinha e logo os hóspedes acordaram, inebriados com o perfume de pão fresco. O guerreiro pegou uma mesa para si e logo aqueles com quem viajaria começaram a surgir no porão. Gerifalte, o halfling, o druida com seu lobo e sua companheira fada, que pousou sobre a mesa depois de lhe dirigir um olhar condenatório. Ian Dee logo chegou com Synne ao seu lado, que se sentou sem dizer uma palavra, é claro, e se serviu de um pedaço de pão, aonde passou uma porção exagerada de manteiga. - Bom dia! - cumprimentou um animado Aleric. Aquela provavelmente seria a última manhã em uma estalagem por um bom tempo, então era inteligente aproveitá-la.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Elminster Aumar em Seg Jun 01, 2015 10:26 pm

    O druida sentia-se com o vigor renovado após ter descansado durante a noite. Foi a primeira vez em muitos dias que ele dormiu com o conforto de uma cama e sem precisar se preocupar com animais selvagens ou bandidos de estrada. Logo que acordou, Kórdan espreguiçou-se todo, despertando no processo Caninos Cinzentos, e após ele se vestir e pegar as suas coisas, os dois desceram até o saguão da estalagem acompanhados da pequena Lavya. O druida deu um bom dia à todos com um simples gesto com a cabeça e permaneceu de pé, apoiado em seu bordão.

    - A neve parou, e isso quer dizer que o momento é propício para iniciarmos a nossa longa jornada. - Kórdan disse aos demais, especialmente à Ian Dee, com quem ele mais conversara na noite anterior. Ele pensou melhor ao ver que alguns já haviam pedido algo para comer, e disse: - Eu estarei esperando por vocês lá fora da estalagem, junto com Caninos.

    Kórdan não queria perder aquela boa manhã para seguir viagem e ele tampouco se incomodava em ter que comer à beira da estrada. Sua expectativa quanto à sua missão e ao que ele encontraria na floresta corrompida apenas aumentava.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Belaurel em Qua Jun 03, 2015 11:49 pm

    Das últimas semanas, levantar-se da cama e renegar o calor das cobertas foi a maior batalha de Gerifalte, reflexão que surgiu como um motivo mais que razoável para apressar-se. Até então, a cavaleira havia se apresentado da maneira mais ordinária possível: em suas roupas de inverno - e desconsiderando o mangual sempre presente, embora inconspícuo - poderia ser facilmente confundida por qualquer leiteira ou tecelã de Lua Argêntea. Não mais. Quando desceu ao porão, estava encouraçada em sua indumentária de campo: Brúnia de aço bem polida, boldrié de couro lhe cingindo o quadril para sustentar suas armas e um grande escudo oblongo de metal preso às costas. A velha insígnia do escudo havia sido puída até que dela nada restasse, e uma branca ave de rapina agora abria asas em seu lugar.
    Cumprimentou seus novos companheiros com um sorriso caloroso, sendo, por sua vez, cumprimentada pelos dentes afiados do frio. Esperava que em algum momento sua carreira a levasse para o sul.
    Não se demorou junto ao pão: comeu o suficiente para ficar apenas um pouco mais que saciada. Sabia que a estrada traria suas privações.
    Se o assunto é urgente, não deveríamos nos demorar. O tempo está clemente agora, mas pode deixar de sê-lo nos próximos dias — anunciou, quando o druida quebrou o silêncio — Estou pronta para acompanhá-los em sua jornada— Não partiu junto ao homem, porém. Faria companhia aos colegas, sabendo que cada segundo passado juntos era necessário para a formação do laço que lhes seria vital no futuro.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por anderson em Sex Jun 05, 2015 11:28 am

    Pingacana desceu para encontrar o Elfo e sua companheira. Aleric já providenciava pão, café e outras coisas e o Halfling pediu de tudo. Era de uma raça comilona e sabia aproveitar as situações. Não sabia exatamente quanto tempo perderia em campanha, então comeu como se fosse a última refeição. Pão, queijo, Leite de cabra, geléia, frutas em geral. Pedira frutas que fizessem bem ao estômago. Queria aproveitar o sanitário do Carvalho, não que fosse algo elegante. Pegou as sobras e colocou num saco e em sua mochila. Ia comer assim que possível.

    Em seguida, pediu a Aleric, seu companheiro de viagem, que lhe conseguisse comida para cinco dias. No caminho para Lua Argêntea havia gastado toda a sua e precisava repor, se queria sobreviver. De posse disto ele se arrumou como precisava. A velha armadura de couro batido por baixo da roupa de frio. Por nada no mundo imitaria a mulher num frio destes. Estava pronta para um combate. Mal sabia ela que lutaria contra o frio primeiro.

    - Tá frio aí não? - Disse ele em tom de brincadeira, olhando para ela de baixo para cima, o que era comum...
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Portuga em Sex Jun 05, 2015 12:25 pm

    Ian havia estudado com afinco o livro e escrituras que sua mestra havia lhe deixado, lembrara dos seus novos companheiros de viagem, se sentia feliz, aquele alvoroço o fazia lembrar de bons momentos... sua mestra sempre lhe ensinara e não podia se imaginar sem seus ensinamentos, tanto tempo se passara e mesmo longe, ela ainda conseguia aguçar sua mente.

    Assim que os primeiros raios de sol iluminaram seu aposento, Ian se levantara, se arrumara como de costume e prepara seus poderes, revisando e decorando as equações e regras que moldavam a Trama, rapidamente estava pronto e assim descera as escadas de seu aposento até o salão do desjejum.

    Perceberá que não fora o primeiro, Nuada, o elfo da noite anterior, já se encontrava há espera dos outros, Ian o cumprimentou e fizera o mesmo com os outros que chegaram...

    Fizera um aceno positivo a Kórdan quando este lhe falou, talvez tivesse sem perceber, começado a absorver as manias de Synne...

    Ian estava pronto, desconfiava e confiava ao mesmo tempo em todos ali, e quanto antes terminasse aquela missão mas cedo voltaria pra casa e sua mestra, e mais cedo continuaria seus estudos e a missão de Bahamut...
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Allindur em Sab Jun 06, 2015 10:48 pm

    Nuada despertou cedo e tratou de se equipar. Havia trajado coletes, casacos e chapéus até então, mas dessa vez tratou de equipar toda sua armadura, incluindo aparatos para mantê-lo aquecido. Camisa de linho, casaco de lã, calças pesadas, botas e luvas. Armadura de escamas com saiote, manoplas, perneiras e ombreiras de aço. Uma pesada capa branca ajudaria a cortar o vento e aquecer-lhe. Tratou de rechear a mochila com tudo que precisaria: caneca, cantil pedra de amolar, óleo, panelas, corda, porta-mapas, saco de dormir, um pesado cobertor adequado para o inverno e rações para a viagem: pão, carne seca, queijo duro e vinho ralo. Coisas que dificilmente estragariam, mesmo que não fossem muito apetitosas. Firmou a algibeira e contou as moedas que ainda tinha, aproveitado para conferir seu giz. Pegou seu sabre, sua adaga e seu escudo, seu arco curto e uma aljava com vinte flechas com ponta de aço. Era tudo.

    Passou muito tempo esperando os companheiros, irrequieto e incomodado com a demora. Caminhou de um lado para o outro moveu a mobília, rabiscou nas mesas. Sabia que devia aproveitar enquanto ainda tinha o conforto da pousada, mas sabia que seu tempo era curto, e a cada hora que passava, corria a chance de perder Amadrim para sempre. Por fim, começaram a despertar. Nuada estava nervoso demais para sentir fome, mas forçou-se a comer bastante, de modo a economizar suas rações, e se pôs a sair da pousada junto com o druida, e esperar que os outros fossem junto. Estava calado e soturno, preocupado. Não a jornada o incomodava, mas a possibilidade de não ser rápido o bastante, ou de, no fim das contas, não conseguir ouro algum. Uma vez fora, ajoelhou-se na neve e abaixou a cabeça, deixando seus pensamentos se erguerem a Corellon. Hei-Corellon shar-shelevu. Suas memórias se erguiam a seus erros, a todas as noites de álcool e irresponsabilidade. Sabia que era sua culpa, mas clamava ao deus de seus pais para que o ajudasse a não desgraçar-se completamente.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Belaurel em Dom Jun 07, 2015 12:44 am

    Vendo o pequeno servir-se com tanta fartura, Gerifalte decidiu-se que não seria inadequado também surrupiar um pouco do desejum para as horas mais avançadas do dia. Decidiu-se por um modesto pedaço de queijo gorduroso e um punhado de morangos, que prontamente guardou na algibeira, enrolados em um trapo roto que um dia fora um gibão. Deixou como retribuição uma peça de prata sobre o balcão, ficando um pouco mais pobre. Passando pelo halfling, sorriu ao responder-lhe a pergunta.
    Está frio num raio de muitas milhas, meu amigo — não se abaixou para falar com ele - isso poderia ferir-lhe o orgulho, mas curvou ligeiramente os ombros — Estou contando com a estrada e com a conversa para me manter aquecida. Se nada me adiantar, tenho algumas roupas de frio na mochila. Mas você verá, uma boa marcha e alguns goles de cerveja espantam até o mais atroz dos ventos.
    Com um aceno amigável, a cavaleira encaminhou-se para a saída. Caminhava lenta o suficiente para permitir que quem quisesse a seguisse, mas também suficientemente rápido para não barrar o caminho de alguém.
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    Re: No Carvalho Dourado

    Mensagem por Soviet em Seg Jun 08, 2015 12:34 am

    Apesar do Carvalho Dourado ter seu interior aberto, Kórdan sentiu falta das paredes da estajagem no momento em que colocou os pés para fora. O vento que o atingiu cortava a pele como uma adaga gelada e mortal. Nuada logo sentiu o mesmo, e o já irritado elfo ficou ainda mais impaciente enquanto esperava pelos outros que terminavam de comer e enchiam suas mochilas com alimento. Enquanto o druida e Nuala esperavam do lado de fora, Aleric surgiu pela porta da estalagem com um saco de pano.

    - Provisões para a viagem de vocês - O estajadeiro estregou o saco para Kórdan - Me desculpem, mas eu não pude deixar de ouvir quando todos vocês estavam conversando e, se um sacerdote de Shiallia está partindo em uma missão, é meu dever ajudá-lo como posso. Também quero lhes dar isto - Aleric se agacha, pega algo atrás de si e se ergue novamente, com uma pequena pilha de peles. Elas são volumosas e de pêlos negros ou marrons - Para vocês não congelarem em alguma noite fria. Façam uma boa viagem, meus amigos, que A Dourada lhes acompanhe e abençoe.

    Aleric voltou aos seus afazeres, e os presentes do estalajadeiro fizeram o final da espera ser menos irritante. Kórdan abriu o saco e viu pães, carne seca, algumas frutas frescas e outras secas, além de algumas batatas e cebolas. Para um grupo daquele tamanho, havia duas boas refeições para dois ou três dias, mais se eles precisarem racionar. Logo estavam todos do lado de fora do Carvalho Dourado, preparados para a viagem que os esperava e a missão ao final dela. Sagrada para alguns, com fins menos nobres para outros. Recuperar um livro que está há anos no templo de Chantea que fica no interior das Árvores Noturnas e lidar com o desconhecido Desertor das Árvores e sua floresta amaldiçoada para isso.

    - Fim do Capítulo -
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    Re: No Carvalho Dourado

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      Data/hora atual: Seg Jul 16, 2018 9:19 pm