Um fórum de RPG online no formato de PBF (Play by Forum).


  • Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.

Epílogo

Compartilhe
Elminster Aumar
Administrador
avatar
Administrador

Mensagens : 7802
Reputação : 30
Conquistas :
  • https://i11.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/211.png
  • https://i11.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1311.png
  • https://i11.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1012.png
  • https://i11.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/811.png
  • https://i11.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1212.png
  • https://i11.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1711.png
  • https://i11.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1413.png
  • https://i11.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/410.png
  • https://i11.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/1511.png
  • https://i11.servimg.com/u/f11/17/02/65/26/512.png

Epílogo

Mensagem por Elminster Aumar em Sab Nov 08, 2014 11:02 am

Epílogo


O mar tinha se fechado completamente à volta de Auremir, e estava tudo escuro e silencioso. A sereia continuava-o beijando, agarrada em seu corpo, e cada vez mais eles desciam para as profundezas sem que o almirante nada pudesse fazer. A pressão das águas começava a causar tanta dor nos tímpanos de Auremir que eles pareciam a ponto de estourar, mas o encanto da sereia não se desfez e ele continuou a afundar sem resistência.

Auremir estava num estado de semi-consciência quando sentiu uma vibração forte na água, e de repente viu o corpo da sereia ser empurrado para longe dele. O almirante então recuperou os seus sentidos, mas estava tão escuro lá no fundo do mar que ele só conseguia distinguir formas. Ele percebeu que estava tendo uma luta entre a sereia e um humanóide segurando uma arma de três pontas. Neste momento Auremir sentiu dois braços fortes que o agarrou por trás e começou a puxá-lo para cima, nadando a uma velocidade impressionante sob as águas.

Em instantes Auremir estava na superfície do mar, e o ar da noite foi um alívio aos seus pulmões. Então ele virou-se e viu quem o tinha salvado: era um ser parecido com um humano, mas não podia ser um pela forma que nadara. Ele tinha um corpo forte e musculoso, e sua pele era negra como ébano com exceção de algumas manchas brancas que pontilhavam por toda a sua estrutura corporal. Ele vestia um traje rasgado de pele e carregava uma porca armadura de couro sobre o torso, e a arma que trazia às costas era uma lança longa. Sem dizer nada, o ser apontou para uma rocha sobressalente do mar, onde Auremir poderia sentar e descansar, e foi isso que ele fez. A criatura subiu também na rocha, mas ficou de pé e em silêncio observando o mar.

Após alguns instantes, saiu do mar um elfo. Não era um elfo que Auremir estava acostumado a ver. Esse era um elfo do mar, tinha a pele azulada e orelhas que lembravam barbatanas. Ele carregava um tridente em mãos, e Auremir se deu conta então que fora ele que atacara a sereia.

- Você tem sorte de estar vivo – disse o elfo, logo depois subindo na rocha. – Eu sou Algeon Targalon, e este é Ootiliktik. Infelizmente não pudemos salvar os seus outros amigos que foram puxados pelas sereias; elas eram muitas, e nós, poucos. Estivemos seguindo uma embarcação por um longo trajeto, mas não era a que você estava. Estamos indo atrás de Sinistro e do Cajado de Arvandor, o cajado que pertence a morada do meu pai. Eu sei que você está cansado, então descanse, mas não teremos muito tempo. Logo precisaremos partir e alcançar a Baía dos Afogados, que é o destino de Sinistro.

Auremir percebeu que o elfo do mar, Algeon, já o havia colocado dentro de seu grupo como se ele tivesse aceitado ajudá-lo, mas o almirante não conseguiu dizer nada. Ele estava realmente cansado e seus ouvidos ainda doíam, então ele deitou-se sobre a rocha e adormeceu ali mesmo.




O rumo do Marlin Negro agora era decidido por Frac’Eido, Dampier e Celena, e eles estavam discutindo sobre o que fazer após a morte de Raggeti. O contra-mestre disse que havia seguido o rastro do assassino e que ele o levara até uma guilda de ladrões. Aparentemente o sacerdote Abbadon havia comprado o serviço desta guilda para executar Raggeti e ter para si o pedaço do mapa que levaria à tumba do Rei Pirata. A discussão foi demorada, pois nenhum dos três conseguia pensar em algum meio de adentrar a guilda à procura do sacerdote. A tripulação fora reduzida a apenas seis membros, e sendo tão poucos o melhor a fazer era sair dali antes que eles se tornassem também alvos dos assassinos.

Dampier, claro, se negou a fazer isso. Ele queria – mais do que isso, precisava – do mapa para remover a maldição de si e de seu povo. Os três resolveram retornar para a embarcação, e Jolly Roguers, Royce e Salaman entraram na discussão, mas nenhum dos três queria permanecer mais tempo no Portão Ocidental. Eles não pareciam ligar tanto assim para o suposto tesouro contido na tumba a partir do momento que suas vidas corriam um sério risco de morte. Sendo assim Dampier foi o único a ficar na cidade enquanto Frac’Eido e Celena comandaram o Marlin Negro de volta às ilhas dos piratas.  




O Senhora da Maré Profunda aportou na Ilha Dragão numa bela manhã. Barbarossa e seus homens haviam feito um bom lucro nas águas do Mar Interior com os seus saques, e agora era hora de desfrutar dele. Andariel era a única da tripulação que parecia contrariada com tudo aquilo, afinal ela não tinha os mesmos prazeres daqueles pobres homens e dias atrás ela viu a sua chance de alcançar Sinistro cair por terra. Os dias seguintes foram monótonos para Andariel, mas ela aguardou paciente uma nova oportunidade acontecer.

Enquanto a tripulação do Senhora se divertia na cidade pirata, Barbarossa tinha outros planos para ocupar o seu tempo. Ele precisava achar a cura para a sua doença ou seja lá o que aquele maldito fantasma havia posto nele. Levou dias até que Barbarossa conseguisse a informação de que havia um curandeiro num canto remoto da Ilha Dragão, e ele foi para lá atrás de seus serviços. Não foi difícil encontrar o homem que se dizia curandeiro. Era um homem estranho, de trejeitos esquisitos, mas ele fez o que chamou de “ritual da purificação”, e milagrosamente ou não Barbarossa passou a se sentir pleno novamente. O curandeiro, claro, cobrou o olho da cara, mas o velho lobo do mar achou justo cada moeda que teve que pagar.
Barbarossa finalmente estava com as suas forças renovadas.




Sean Dorean era o novo imediato do Kraken do Mar, e ele exultava alegria e confiança. Sean havia acabado de fazer 16 anos, e ele já tinha em mãos o segundo cargo mais alto do navio que tinha quase cem tripulantes. Ele devia isso à Roosevelt, que o fizera imediato, e o garoto prometeu não desapontá-lo. Incumbido da tarefa de amaciar os corsários de Marsember e mostrar a eles que uma vida livre de quaisquer obrigações – que nada mais era do que viver como pirata – não podia ser tão ruim quanto eles pensavam.

O papel da Dama da Noite foi mais sutil. Ela não gostava de se misturar com a ralé da tripulação, então o papel que ela tomou para si foi identificar os homens que tinham mais voz ativa dentre todos e que portanto poderiam representar uma maior ameaça a capitania de Mammon. Dama da Noite aproximava-se desses líderes e chegava até a ficar íntima deles, tudo com a intenção de fazê-los acreditar nas ambições de Roosevelt e na vida regada à pirataria.

Finalmente após alguns dias de viagem o Kraken do mar alcançou a Ilha Dragão, a maior e principal ilha de piratas de todo o Mar das Estrelas Cadentes. O extenso porto continha inúmeros navios sem bandeiras, navios de velas negras e vermelhas em sua maioria, e o Kraken era quase que um colosso perante àquelas embarcações mais humildes. A bandeira de Marsember que o navio carregava havia sido retirada do topo do mastro, mas mesmo assim a embarcação chamou a atenção de muitos piratas.

Liderados por Roosevelt e Dama da Noite, a tripulação desembarcou nos diques do Abrigo de Immurk. Havia muitas casas de madeira próximas da praia, especialmente tavernas, estalagens e lojas. Roosevelt caminhava por entre estas construções perguntando-se onde todos os seus homens poderiam se estabelecer quando viu um homem mal-encarado pregando um letreiro na estátua de um dos antigos reis piratas que figurava no mercado central. Isso chamou a atenção de muita gente, e Sean Dorean leu os dizeres em voz alta para àqueles que não sabiam ler. Eis os dizeres da placa:


Aye, patifes e cães sarnentos

Todos os capitães que aqui estiverem estão convocados para uma reunião n’O Esconderijo. O reino de ratos de Cormyr criou uma nova lei que impõe dever a qualquer embarcação militar que navegue legalmente pelas águas do Mar Interior a caçar e prender piratas. A coisa vai começar a feder, e diante desse cenário uma medida precisa ser tomada. Se você é capitão de um navio, apresente-se n’O Esconderijo no início da próxima dezena, e nos veremos lá.

Ass: porta-voz da Irmandade Pirata.
 

- Hi, hi, hi - Dama da Noite abafou a risada com a mão. - Parece que o nosso amigo Caldon D'Lyrandar já sabe que escapamos dele.

~ Continua na próxima aventura ~
  • Este Tópico está bloqueado. Você não pode editar as mensagens ou responder.

Data/hora atual: Seg Out 23, 2017 5:44 am