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    Ka II (SP) - Christiano Keller

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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Sailor Paladina em Ter Nov 05, 2019 7:54 pm

    Ka sugere encontrar Ildromi já no dia seguinte e Oribel não se opõe. Na verdade estava ansiosa, afinal, se a aliada de sua irmã perdesse o posto, seria um belo golpe na escalada social dela. Uma pessoa a menos para lhe apoiar no conselho real. Sobre as testemunhas, convidar um dos parceiros de crime não seria uma boa ideia. Todos ali eram low profile e não iriam topar se expor, testemunhando contra alguém, ainda mais da alta classe. A elfa diz que a testemunha poderia ser o próprio marido de Ildromi. Um divórcio iria com certeza arruinar a reputação dela. Seria perigoso pra ele se passar como o amante e ser pego. De qualquer forma, não era algo que seria resolvido num único dia. Ka deveria conhecer melhor a tal mulher, ver o que ela faz tanto e marcar novos encontros. Ka encantado com o cheiro de sua amada, a abraça, beija e comenta baixinho em seu ouvido sobre Koyaan. Oribel faz uma expressão de lembrança. Realmente havia ficado tão chocada com os acontecimentos envolvendo Ochyllyss que preferia esquecer o tanto quanto pudesse. Um elfo adentra a sala com um violino e começa a tocar uma música suave que agrada a todos. Nekobesa e Y'shtoka dançam por alguns momentos. Lobo tenta convidar Mortalha para uma dança, mas a elfa recusa. Estranho tem mais sorte e consegue resultado positivo com Miss Fortuna. Oribel não perde a chance e puxa Ka para dançar também.
    - Isso aqui quase me lembra dos meus tempos de socialite. A diferença é que aqui estamos entre amigos, ao invés de cobras...

    Quando todos voltam aos seus assentos para saborear os binhos e quitutes, a música continuava, com outros temas. Oribel fica conversando com Y'shtoka enquanto Ka resolve abrir papo com seus colegas de trabalho. Estranho e Mortalha não tinham muito a comentar sobre os locais que Ka menciona, dizem que já tinham feitos serviços por lá, mas não gastaram muito tempo conhecendo o lugar. Lobo também diz o mesmo, mas rapidamente troca de assunto, comentando sobre algo muito pertinente que atrai a atenção do meio-elfo.
    - A propósito, Ka. Isso é seu nome ou um apelido? Ah que seja, tanto faz pra mim. Tu tem um rolé com a Ochyllyss né? Cara você tá com a faca e o queijo na mão e fica comendo pelas beiradas. Eu queria ter sua sorte. Vai se foder, sério!

    Ka fica confuso com aquela agressividade, mas ao mesmo tempo curioso com o que o colega queria dizer. Lobo tinha um jeito de falar meio "de gueto" usando gírias. Ele diz que a fama de "pegador" do Ka já era conhecida no submundo e que não sabia como uma elfa tão linda como Oribel aceitava ser traída. Era muito amor mesmo.
    - Cara. Vai na caolha lá e manda ela chupar teu pau. Na moral mesmo. Bota ela pra lamber suas botas. Ela é uma masoquista enrustida. Se tu não botar moral nela, ela vai matar tua namorada só de raiva. Quem avisa amigo é!

    Se perguntando porque ele próprio não fizera isso, Lobo diz que não era tão bonito assim. Além do que, ele era um zé ninguém pra Ochyllyss e a mesma já havia mostrado que tinha uma tara pelo meio-elfo.

    Ka termina o papo com Lobo e resolve ir no mais calado dos presentes na sala. O Shamanista observava a todos, mas rapidamente movia o olhar pra longe ao perceber que trocava de olhares com alguém. Quando Ka se aproxima, o rapaz fica meio nervoso e até 'vermelho' ao ser indagado. O Shamanista diz que nasceu na Velha Londres e não só conhecia a cidade de cabo a rabo, como passava maior parte do tempo no cemitério, tendo aulas com sua mestra Baba-Yaga. Um pouco gago, o elfo indaga Ka sobre suas motivações.
    - A ve-velha Londres não tem esse no-nome por nada. Foi abandonada pela maior parte da po-população *respira fundo*. A Nova Londres é um lugar muito melhor pra se visitar hoje. Vo-você tem ne-negócios por lá? Eu devo ir um dia desses...

    *após concluir conversa com o Shamanista*

    Ka se aproxima da Miss Fortuna. A elfa lança um olhar malicioso de aprovação pra Ka e diz que a sorte dela tava ótima naquela noite. Se perguntada sobre Grayditch a elfa diz que Ka estava com sorte. Ela era nativa de lá e conhecia praticamente todo mundo. Se tinha uma coisa que Ka havia percebido na moça é que ela adorava repetir a palavra sorte. Cabia apenas saber se ela era realmente tão sortuda quanto diziam por ai.

    Se a noite estivesse concluída pro ladino, ele iria repetir o trajeto que fez na primeira vez que pisou em Lacrimosa. Com sorte esbarraria no seu alvo.
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    Mensagem por Christiano Keller em Qua Nov 06, 2019 12:04 am

    Ka,

           Enquanto Ka conversa com o Lobo:
    Lobo escreveu:- Cara. Vai na caolha lá e manda ela chupar teu pau. Na moral mesmo. Bota ela pra lamber suas botas. Ela é uma masoquista enrustida. Se tu não botar moral nela, ela vai matar tua namorada só de raiva. Quem avisa amigo é!
           - Mas ela tem alguma coisa, um artefato mágico que congela as pessoas com a presença dela. Como é que passo pela magia pra dar uma surra de pinto nela? Não posso deixar ela ameaçar Oribel. Ka não podia acreditar que o que o Lobo falava era verdade. Ochyllyss uma masoquista enrustida? Até tinha um sentido, o salto, o perfume, a vontade de torturar, mas e o título de campeã? Diz ai, como sabe isso e a melhor forma de lidar com ela? Não estou muito por dentro do masoquismo. Ka tenta puxar papo para o Lobo falar mais e entregar mais informações. Vou ficar te devendo uma por essa informação. Agora sobre Oribel, bem, eu comeria o cu de todas as mulheres do mundo todo na maldade só pra ficar com ela.

           Com o Shamanista, Ka comenta que também precisa ir para velha Londres, mas também tem outros assuntos para resolver em Lacrimosa. Se forem juntos, poderiam se ajudar. Ka tenta deixar claro que é uma viagem profissional e busca uma forma de combinar o pagamento pelos serviços em ouro ou com furtos. Ka não tá nem ai para as escolhas de cada um, mas se questionado dirá que gosta de mulher, nem curte futanari.

           Quando conversa com Miss Fortuna a retribuição do olhar malicioso ocorre de forma discreta, Ka comenta que precisa ir pra Grayditch um dia destes para ver um serviço então poderiam ir juntos se ela quiser. A sorte parecia ter sorrido pra Ka também naquele momento, ou assim parece. Porém Ka ainda precisava resolver um ou dois problemas em Lacrimosa, Dirthmouth e em velha Londres antes de ir para Grayditch. Certo, não seria em breve, mas fazia parte do processo. Se perguntado sobre a sorte, Ka diria que ela tinha um cabelo escuto e bom gosto pra roupas de couro.

           Após a noite de festa com direito a detalhes adicionais com seus companheiros era hora de combinar com Oribel a abordagem a Ildromi e descobrir o que ela aprendeu sobre Y'shtoka. Ka também comentará o que o Lobo disse sobre Ochyllyss com algumas omissões, no caso sobre o masoquismo, a ameaça para Oribel e como faz para marcar sua presença. Evitará qualquer comentário sobre Ochyllyss ter uma queda por Ka.

           Para abordar Ildromi, Ka pede para Oribel uma roupa que fique bem e que ajude a ficar bem apresentável. Revisa o local que vai caminhar e sabendo que Oribel conhece bem a cidade, Ka pede dicas de locais para se esconder e uma eventual rota de fuga da casa dela. Como agradecimento para Oribel, Ka oferece uma noite de prazer. Um prazer intenso de longa duração apenas para Oribel pois tinha sede de beber os gemidos de amor vindos de sua boca.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Sailor Paladina em Qui Nov 07, 2019 12:56 pm

    * Conversando com o Lobo Solitário
    Ka aprecia as informações recebidas por Lobo e tenta arrancar algumas dicas a mais. Quando ele fala do item mágico, o elfo olha pro lado, mão no queixo e pensativo. Itens assim costumam ser ativados "a vontade". Provavelmente Ochyllyss só usava em situações específicas, quando acuada ou querendo passar grande impressão. Andar com uma aura de medo ativada o tempo todo por ai seria algo inconveniente até mesmo pra ela. Por acaso ela teria motivo pra usar se Ka estivesse sozinho? Quando Ka confunde os termos sexuais, Lobo dá uma risadinha irônica e diz pra o meio-elfo não confundir sadismo, que era o prazer de dominar e ferir com o masoquismo que era prazer de ser dominado ou sentir dor.
    - Veja só, pra ser campeã de um torneio, ela teve que apanhar pra caralho. Tu acha que ela não gostava? Não estranharia se ela curtisse ser dominada, mas posso estar enganado...

    Lobo diz que era uma situação arriscada, mas se a mulher tava ameaçando a vida de alguém que ele ama, até onde ele se arriscaria pelo bem dessa pessoa?
    - Eu recomendaria ir com um paladino, se tivéssemos paladinos em Onduth. hahahaha! Ou tenta conseguir um item mágico que proteja, sei lá! Mas enfim, bom saber. Vou cobrar hein?

    * Conversando com o Shamanista
    Quando menciona sobre uma parceria profissional e que curtia mulheres, o elfo miúdo coça a cabeça por instantes tentando entender e então suspira aliviado. Ele diz que não esperava outra coisa de Ka, "o conquistador" e que o invejava por isso.
    - Sa-sabe, como pode ver, eu não so-sou exatamente um galanteador. Sofro de extrema timidez e algumas pe-pessoas pensam que eu não go-gosto de romance.

    Ele pede pra falar baixinho no ouvido de Ka e diz que seu coração palpitava de amor por Miss Fortuna, mas jamais diria isso a ela pessoalmente.
    - Irônico como alguém po-pode ser imune ao me-medo, mas não inclui ti-timidez... Mas sim, po-posso te ajudar em Velha Londres. Não te cobraria por isso.

    Ka fala rapidamente com Miss Fortuna ao qual ela responde com um trago na cigarrilha e soltando uma nuvenzinha de fumaça em forma de coração que se dispersa ao tocá-lo. Quando todos vão para os seus quartos, Oribel e Ka se despem indo pra cama e começam os afagos e beijos aquecidos. Ka tenciona falar Ochyllyss, mas assim que diz "sobre a Och...", Oribel tapa os lábios dele com um dedo "Sssh!".
    - Fale de qualquer uma, menos dessa. Eu sugeri que você a encontrasse, mas mudei de ideia. Eu odeio essa mulher. Você pode pegar qualquer uma MENOS ELA.

    Ao falar de Y'shtoka, Oribel diz que conhece muito bem essa noiva de Nekobese. Quando ele caiu em desgraça, perdendo o status e dinheiro que possuia, ela o largou e ficou vivendo de favores na alta sociedade de Lacrimosa. Porém ela sabia que esse tipo de existência não só era humilhante como provavelmente temporário, ainda mais se tratando de uma nekojin, numa sociedade comandada por elfas negras. Foi só saber que o 'ex' estava se recuperando, pra voltar pra ele. Uma puta de uma oportunista. Oribel não sabia o que Nekobese via naquela mulher. A elfa fita Ka nos olhos, o beija na boca com volúpia e sorri.
    - O que eu mais gosto em você é sua origem humilde. Ninguém pode me acusar de estar me aproveitando de você. Nosso amor é legítimo. Quando derrubarmos minha irmã, gostaria que nos mudássemos. Meu maior sonho é ver um luar frente a um enorme lago na superfície...

    Oribel diz que só viu a cena em pinturas, mas adoraria ver isso um dia, quando tudo estivesse terminado. Respirando perto do pescoço de Ka, deixando-o excitado, a elfa começa a cavalgar o falo do meio-elfo, enquanto o beija. Os seios fartos balançando ao alcance de sua língua, excitam Ka, que segura a cintura da amada, dando uns tapinhas na bunda dela pra que cavalgasse mais forte. Oribel então desce deitando de lado e erguendo apenas uma das pernas em L pra que Ka de joelhos a penetrasse mais fundo. Olhos revirados e linguinha de fora, mostravam que Oribel estava nas nuvens. Quando ela diz que vai gozar, Ka se deita sobre a elfa e se segura pra jorrar seu gozo no momento em que percebe Oribel contrair as pernas num orgasmo. O beijo de língua sela o amor firme daquele casal. Visto que Onduth a noite era eterna, quando acordasse bem descansado, Ka poderia partir em seus projetos. Mas não sem antes aproveitar um belo café da 'manhã' trazido na cama por sua amada.
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    Mensagem por Christiano Keller em Qui Nov 07, 2019 3:30 pm

    Ka,

           As informações do Lobo são interessantes. Ka não havia pensando em bater em Ochyllyss. Já a conversa com o Shamanista foi quase uma piada.

    Oribel escreveu:- Fale de qualquer uma, menos dessa. Eu sugeri que você a encontrasse, mas mudei de ideia. Eu odeio essa mulher. Você pode pegar qualquer uma MENOS ELA.
           - A única que desejo é você. Ka tinha um problema a resolver.

    Oribel escreveu:- O que eu mais gosto em você é sua origem humilde. Ninguém pode me acusar de estar me aproveitando de você. Nosso amor é legítimo. Quando derrubarmos minha irmã, gostaria que nos mudássemos. Meu maior sonho é ver um luar frente a um enorme lago na superfície...
           - Bom, vamos precisar escolher algum lugar. Parece que tem um lago sobre Lacrimosa na superfície, mas não conheço detalhes. Podemos planejar algum lugar diferente também. Sabe que vou atender aos seus desejos. Um lago é uma grande poça de água, mas o céu, esse sim parece um mistério para Ka. Viver no subterrâneo por tanto tempo é bem diferente de viver em um espaço aberto. Ka não pensa em se tornar um fazendeiro ou coisa similar, precisará de uma grana, propriedades ou títulos que rendam grana.

           Quando acorda e vê o café da 'manhã' trazido na cama por Oribel, Ka aproveita o momento. Ficar longe de casa o fez perder estes momentos importantes na vida.
           - Vem cá, você merece um prêmio pelo café da manhã. Ka beija a boca de Oribel, mas parte para o queixo, pescoço e roda até a orelha. Um prêmio gostoso. Ka passa as mãos pelo corpo de Oribel para aumentar sua sensibilidade, os beijos passam da orelha para o pescoço, ombro esquerdo, braço, seio esquerdo e o suga como uma criança faminta. Depois desce beijando a barriga, cintura de um lado ao outro e parte para a perna direita, a coxa até o joelho. Com um olhar de desejo Ka apenas olha para os olhos de Oribel e balança a cabeça num sinal de afirmação. Os beijos descem pela coxa direita até vulva. Cada pedaço do corpo de Oribel precisava de atenção das mãos de Ka, mas ali, a os lábios precisavam de lábios. Um processo lento, dedicado e saboroso acontecia entre as pernas de Oribel. Ka observa a correntinha para ver se estava no lugar. Ka só para ao dar uma ordem para Oribel. Goza pra mim. Ka então leva Oribel à loucura sugando e lambendo cada pedaço de sua vulva.

           Depois de fazer sua higiene e se preparar para encontrar com Ildromi, Ka pergunta:
           - Pareço alguém adequado para falar com a Ildromi? Algo que deva saber sa sociedade alta antes de partir? Ka estava pronto para ir. Confere o mapa e lembra que Ildromi o convidou para um chá um dia destes, bom. O dia chegou.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Ter Nov 12, 2019 10:41 pm

    Ka aparece arrumado e cheiroso pronto para seguir com o plano e recebe logo um elogio de sua amada fazendo um sinal de ok com a mão e uma piscadela de olho. Oribel diz que Ka não deveria tentar fingir ser alguém que não era. Provavelmente Ildromi esperava alguém humilde e não outro lambe-botas dos quais ela já deveria ter aos montes ao redor dela. A elfa se levanta e dá um abraço e beijo de língua em Ka, desejando-lhe boa sorte. Ka deixaa mansão e enquanto caminha pelo jardim, tem a impressão de estar sendo observado. Por estar em área supostamente segura, ele toma o tempo para observar ao redor e então foca seu olhar num pilar coberto de folhas que sustentava uma pequena estufa com mesas e cadeiras, próxima a uma fonte jorrando água intermitente. Ele percebe uma silhueta se mover por alguns instantes e isso faz com quem estivesse o observando se desse conta de que havia sido percebido. Uma pequena ventania sopra debaixo para cima onde a figura estava, fazendo algumas folhas voarem e eis que o ser misterioso se revela. Não era ninguém menos que a noiva de seu chefe que aparentemente aguardava uma oportunidade para falar com o subordinado a sós. A medida que ela se aproximava, Ka sentia a adaga em seu bolso querer saltar pra sua mão, mas por não haver ameaça real, ela continua guardada. A bela Nekojin para na frente dele e diz algo em sua língua natal, embora não fizesse ideia se Ka a entendia ou não e depois continua na linguagem élfica normal.
    - Hmm, elfinhos bonitos e ingênuos são meus favoritos... Ka, não é mesmo? Lembro de você na festa ontem a noite. Precisa cuidar mais desses olhares libidinosos, querido. Não pode sair galanteando a mulher do chefe na frente dele... faça por trás...

    Offtopic: Percepção 17+3=20 Sucesso.

    Ka não sabia se deveria interpretar aquelas palavras literalmente, mas o corpo daquela mulher e a voz sedutora, o deixaram excitado. Y'shtoka agradece o esforço que o meio-elfo estava fazendo para recuperar a reputação de seu chefe e diz que apreciaria poder lhe pagar com mais do que uma simples bolsa cheia de ouro. A Nekojin observa na direção do pau de Ka, percebendo o volume latejar por baixo da calça e tenciona tocá-lo, mas então muda a trajetória da mão e dá uns tapinhas no ombro dele, dando meia volta e indo embora. Ela diz pra Ka não olhar "agora", mas a esposa dele os observava da janela com a cortina meio aberta. Eles poderiam continuar sua conversa depois, se fosse de interesse do ladino. Ka era realmente um ímã de mulheres, o que as vezes era uma coisa boa e outras vezes nem sempre. Ka coloca o manto sobre a cabeça ativando seus poderes e deixa a mansão para caminhar na mesma rua que encontrou Ildromi a primeira vez. Ele passa algumas vezes pela rua, espera numa esquina, observa a passagem de várias pessoas ao redor, mas nenhum sinal da elfa. Tampouco podia se sentir observado visto que estando semi-invisível, não atraía olhares de pessoas que não eram do seu interesse. Ka decide tomar um drink numa das mesas exteriores de uma taverna próxima e após terminá-lo sem ver seu alvo, já pensava em declarar como dia perdido quando percebe a aproximação da dita cuja, andando sozinha com um pequeno guarda-chuva ornamentado pra completar seu look. Distraída, a elfa atravessa a rua, nariz empinado. Seria uma boa hora pra Ka agir, não fosse a aparição de uma pessoa que sai das sombras e fala com ela. As duas se entreolham, Idrolmi aparentemente oferece uma bolsa pra pessoa e recebe algo em troca. A figura sinistra faz uma reverência e começa a andar em outra direção sumindo de vista. Idrolmi então segue o caminho dela, deixando a área livre pra Ka abordá-la. Um garçom lhe distrai.
    - Gostaria de pedir mais alguma coisa, senhor?
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    Mensagem por Christiano Keller em Qua Nov 13, 2019 12:32 am

    Ka,

           Arrumado e cheiroso, isso era mais do que precisava, porém uma roupa melhor também cairia bem.
           - Por que eu não posso andar arrumado? Não estou fingindo ser outra pessoa, sou eu mesmo fora de um saco de batatas. Após o beijo, Ka responde: Já tenho sorte, tenho você. Ka então deixa o quarto e segue para a área comum.

           Após o papo com Y'shtoka, depois dela ir embora, Ka dá de ombros como se ela fosse louca. Tá dando na lata no meio do lugar, isso não é profissional. Quando Ka a encarou no local que a conheceu pois Ka sabia que Nekobese iria observar e agiu naturalmente como esperado, depois fez um sinal para o "dono" de que ela era gostosa. Ka sabia que Nekobese o vê como galinha ou mulherengo, precisava agir assim para manter a pose. Agora pegar a mulher de Nekobese, isso é outra história, pode prejudicar a situação na casa. Só falta ela resolver pular a cerca e ser pega como Ka deseja pegar suas concorrentes.

           Ao perceber que Idrolmi é abordada por uma figura sinistra Ka sabe que algo está acontecendo.
    Garçom escreveu:- Gostaria de pedir mais alguma coisa, senhor?
           - Obrigado, já vou.
           Ka paga a conta e segue pela rua, certamente alguém entregou uma informação para Idrolmi, talvez de que Ka gostaria de sacanear ela. Era possível achar a outra pessoa? Talvez não. Então Ka remove o capuz para aparecer e passa por Idrolmi num passo apertado. Se ela não o perceber, Ka irá até a esquina e olhará para os lados como perdido, para poder dizer novamente. "Olá" para minha salvadora.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Seg Nov 18, 2019 6:42 pm

    Ka olha na direção da pessoa que havia falado com Idrolmi, mas ela partiu na direção contrária e até podia ser vista ao longe (não agia de modo suspeito), mas se fosse até lá abordá-la, o meio-elfo perderia seu alvo principal. Optando por encontrar a elfa de nariz empinado, Ka tenta uma aproximação específica, mas a mulher não o vê. Ele então tenta nova abordagem o que faz Idrolmi tomar um susto repentino, fechando o guarda-chuva e ativando uma lâmina na ponta de cima. Seu olhar parecia desafiante, mas sua postura era de alguém nervosa que não sabia reagir em combate quando necessário. A adaga sequer treme como fizera quando perto de Y'shtoka.
    - Ah! Não ouse dar mais nem um passo, seu, seu... hm, eu te conheço de algum lugar, não?

    Idrolmi retrai a faca de seu guarda chuva e se aproxima de Ka, dando uma volta ao redor dele, sentindo o cheiro de seu ombro e pescoço, para por instantes o observando de cima pra baixo com os olhos cerrados e então sorri.
    - Oh sim, eu me lembro de você! O mestiço bonito. Parou de andar com a gentalha, eu suponho?

    Spoiler:
    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 TwkqiAU

    Idromil sorri pra Ka e suspira com certo pesar, dizendo que o rapaz demorou muito para aceitar sua oferta e que estava muito ocupada cuidando de sua carreira política. Mas então ela olha pro alto, mão no queixo pensativa.
    - Contudo seria um tremendo desperdício, descartar um rapaz tão bonito e galante como você. Uma mulher da minha posição não se pode dar ao luxo de facilitar para a concorrência...

    A elfa entrega um cartão de visitas pra Ka e diz que se ele quisesse discutir negócios rentáveis que fizessem uso de seus talentos naturais, que fosse até a casa dela no dia seguinte. O cartão seria o sinal para os guardas saberem que ele estava sendo esperado.
    - Estarei contando com a sua presença. Se me der bolo novamente, irei tratar como uma ofensa pessoal! Hehehe. - Falo sério!

    Ildromi desliza suavemente sua mão pela face de Ka e dá uma piscadela de olho e num movimento rápido dá uma pegadinha no volume da calça dele dizendo um "humm" de aprovação. Caso Ka insistisse pra apressar algo ou pra conversar mais, a elfa recusaria com pesar. Estava realmente com pressa naquela hora.
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    Mensagem por Christiano Keller em Ter Nov 19, 2019 12:47 am

    Ka,

    Idrolmi escreveu:- Oh sim, eu me lembro de você! O mestiço bonito. Parou de andar com a gentalha, eu suponho?
    - Ainda preciso aprender mais sobre a vida em Lacrimosa e talvez possa aprender com a melhor que conheço. A frase era uma verdade, só que Ka não falava de Idrolmi e sim de Oribel.

    Idrolmi escreveu:- Estarei contando com a sua presença. Se me der bolo novamente, irei tratar como uma ofensa pessoal! Hehehe. - Falo sério!
    Ka segura o cartão na mão e pergunta:
    - Que horas? Pelo menos Ka sabia que horas tinha que passar lá e assim confirmava a presença.

    No entanto uma frase ficou na cabeça de Ka "Uma mulher da minha posição não se pode dar ao luxo de facilitar para a concorrência..." do que será que ela falava? Será que Oribel sabia sobre o que ela estava falando? Talvez Y'shtoka? Bem, o fato é que Ka tinha cerca de doze horas para se preparar para encontrar com Idrolmi. Era hora de regressar e conversar com Oribel sobre isso. De não resultar em nada, Ka perguntará para Y'shtoka sobre a frase de Idrolmi. No mais encontrará com Idrolmi se não for nada muito importante.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Qui Nov 21, 2019 7:40 pm

    Depois de acertar a hora com Idrolmi, Ka volta pra casa e tentar obter mais algum pedaço de informação com Y'shtoka e Oribel. Da noiva de seu chefe, ele ouve algo pessoal, naturalmente vindo de alguém que se acha o centro do mundo:
    - Humpf, obviamente se referia a minha pessoa. Miau, se essa piranha acha que será eleita baronesa, ela está muito enganada. Fssst. Continue seu bom trabalho, sim? Avise-me quando tudo estiver acertado.

    Oribel por outro lado, via a coisa de forma diferente e demonstra preocupação. Idrolmi era uma mulher de negócios. Subir socialmente com certeza ajudaria no seu empreendimento, mas ela com certeza se referia a outro tipo de coisa:
    - Pelo que investiguei dela, ela lida com negócios ilícitos e possui inimigos poderosos. Ela tem ódio especial por mulheres, mas um fraco por rapazes bonitos... como você. Eu tenho receio sobre sua segurança, querido. Tenha cuidado com essa mulher.

    Ka e Oribel passam o resto dia dia e noite juntos, aproveitando para passear no jardim da mansão, beber, conversar e namorar. Era um dos poucos momentos que podiam curtir juntos sem preocupações. No dia seguinte querendo chegar em ponto, Ka dá um beijo em Oribel e parte para o endereço no cartão, preferindo chegar mais cedo que o prometido.A mansão de Idrolmi era maior e mais luxuosa que a de Nekobese, com folga. Enquanto uns tinham muito, outros não tinham nada, como a grande parte da população de Dirtmouth por exemplo. Guardando o portão, um casal de tieflings mal encarados olham pra Ka. O ladino já tivera contato com a raça antes, a mesma de Pythos, só que aqueles dois não eram tão ameaçadores. Na verdade, podiam se passar como colegas de profissão.

    Spoiler:
    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 N6wQBDJ

    Ka mostra o cartão e a moça se aproxima, tomando-o da mão dele e fazendo um brilho passar pelo papel. "Confere." Diz ela fazendo um movimento com a cabeça pro rapaz abrir os portões. Idrolmi era realmente uma mulher refinada. Quando muitos ricaços contratariam dois idiotas pra cuidarem do seu portão, a pretensa baronesa tinha tieflings feiticeiros pra fazer o trabalho. Coisa fina. Ka leva cerca de quinze minutos pra atravessar o jardim, algo que na mansão do Nekobese levaria cerca de três. Durante a caminhada ele tem a ligeira impressão de ouvir o choro desesperado de alguma mulher, mas não conseguia discernir a direção. O silêncio vem antes que ele pudesse saber do que se tratava. Ao bater a porta, cuja altura permitiria a passagem de um gigante, uma elfa negra em roupa de serviçal a abre pede para Ka entrar. O meio-elfo fica extasiado com o desperdício excessivo de dinheiro em tantas frivolidades. Praticamente todos os móveis feitos de ouro, prata, rubis e diamantes. Após deixá-lo acomodado numa das poltronas, a moça ouve a voz de sua patroa, que descia pela direita, da dupla escadaria.
    - Volte para a cozinha, verme. Traga um chá para nossa visita.
    - Sim senhora...

    A elfa serviçal faz uma reverência e se vira voltando para a cozinha. Ka não consegue deixar de perceber que a roupa da serviçal, só cobria a parte da frente do corpo dela, deixando as pernas, bunda e costas, nuas. A bunda dela bastante marcada por marcas de chicote. Ildromi vem até Ka e abre um sorriso.
    - Estou deveras feliz que tenha aceito meu convite. Passei a noite pensando em você, sabia? Fale-me sobre você.

    Ildromi queria saber tudo sobre Ka, onde morava, onde nasceu, seus pais, qual era a raça da mãe e do pai, se ele já veio adulto pra Onduth ou ainda criança, se era casado ou solteiro, se tinha um emprego, se tinha problemas com as autoridades, religião etc. Era uma mulher bastante persuasiva e de certa forma intimidadora, mas apesar de tudo, se mostrava encantada com o ladino. Quanto mais ele falasse e mais ela ouvisse sua voz, mas propensa a gostar dele, ela ficaria. Ela diz que o motivo de ser tão inquisitiva era porque no mundo dos negócios, ela precisava ter cuidado com quem conversava. Seus aliados eram muito bem recompensados, enquanto os seus inimigos sofriam. A elfa cruza as pernas de forma sensual e observa Ka. Sua adaga não detectava qualquer sinal de perigo, indicando que ele, até o momento, não precisaria se preocupar de ser atacado.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Christiano Keller em Sex Nov 22, 2019 1:17 am

    Ka,

           Feiticeiros na porta, móveis de ouro, prata e pedras preciosas, aquilo era coisa fina. Ka até pensa em pegar uma grana por ali, mas precisava ficar melhor preparado pois poderia haver algum encantamento nos itens da casa. A empregada com parte das roupas apenas também mostrava que havia algum tipo de punição física para as pessoas. Muita coisa poderia dar errado e Ka tinha que aproveitar para se safar nessa hora. Nada melhor para se safar do que verdades incompletas e duplo sentido.
           O interrogatório de Idrolmi era curioso, parecia que tentava balizar mentiras e verdades, Ka se ligou nisso nas primeiras perguntas. As respostas então foram um tanto misturadas, cheias de verdades, mas um pouco ruins.

           - Nossa quantas perguntas, deixa eu tentar responder. Nas últimas semanas eu passei algum tempo morando em 4 pousadas diferentes em Vila Mantis, antes disso passei uns dias morando numa encruzilhada e antes em Dirthmouth. Morei bastante tempo em Dirthmouth. Aprendi a morar onde estou, não posso ficar apegado às coisas. Certamente devo morar perto da Velha Londres num futuro próximo. Ka disse verdades, mas coisas inconclusivas e não tão específicas.

           - Meus pais, minha mãe era de Onduth e meu pai, não sei. Ka sabia que seu pai havia fugido de Khas Modan, mas não era o caso de mencionar. Mas eu nasci em algum lugar entre Lacrimosa e Dirthmouth. Ka não sabia onde havia nascido, não se interessou em perguntar, tinha que comer e este tipo de coisa não coloca comida na barriga. Minha mãe era drow e meu pai era humano. Ka achava que o pai era humano, mas ele era estranho segundo comentários de sua mãe.
           - Passei a vida quando criança sempre em Onduth, nunca sai até a superfície. Ka sabia das suas aventuras quando criança em Dirthmouth. Sabe, desde pequeno tive que aprender a sobreviver em Dirthmouth, a cidade tem uma série de regras não escritas que mudam de acordo com os líderes do momento. Ka então deliberadamente mente sobre seu primeiro furto. Meu primeiro delito foi quando peguei uma maça na pousada de Horudak. Estava com fome, a maça estava sobre a fruteira e a porta estava aberta. Acho que ele nunca viu o que aconteceu. Aquele não foi o primeiro delito, mas foi um delito, talvez a única maça que Ka pegou. Ouro era muito melhor.

           - Se sou solteiro ou casado, isso parece uma curiosidade especial. O que posso dizer é que sou amarrado à minha palavra. Por exemplo a algumas semanas eu estava trabalhando e ai apareceu uma linda mulher que eu queria pegar. Sabe, aquela pegada forte, tapa, etc? Talvez não tão forte como ela gostaria. Bem, acontece que eu tava ocupado naquela hora pois havia prometido que faria algo e agora ela quer me matar. O caso de Ochyllyss era verdade, quem não pegaria uma pessoa como Ochyllyss? Mas Ka já havia dado sua palavra para Oribel, então não abriria mão de sua palavra. Ka também já tinha dado sua palavra para Oribel sobre outras coisas então, era aquilo que importava, sua palavra.

           - Um emprego? Eu me considero um autônomo, as vezes tenho vários serviços de uma mesma pessoa, mas diria que agora tenho dois, talvez três empregadores no momento. Se conseguir uma empregadora nova hoje vai ser legal. Mas minhas habilidades são um tanto exóticas. Algumas pessoas consideram que sou um arrombador, uma parte gosta do que sei fazer com a a boca, outras apenas gostam de que eu entre e saia várias vezes de locais específicos ou até apertados. Eu diria que a melhor parte da minha profissão é colocar um sorriso no rosto das pessoas. Um final feliz. Ka observa bem o rosto de Idrolmi com estes comentários.

           - Tenho que confessar que já tive meu caso com a lei, fui acusado de um crime que não cometi. Quem cometeu estava com Ka, mas não havia sido Ka quem cometeu o crime. Ka ainda lembra do folheto com sua face de procurado. Mas pra que falar de outros crimes menores ou específicos? Ninguém viu ou recaíram em outra pessoa, o importante era que Ka estava de boa. Falar que trabalhava para alguém para limpar sua ficha, mas que também sujava a ficha ao mesmo tempo era complexo, Ka parecia um equilibrista no alto de um muro que descia para o lado conveniente quando for conveniente.

           - Não sou lá uma pessoa religiosa. Eu não sou praticante, mas gostaria de aprender mais sobre Erotika e Shadowlady. No entanto, prefiro ouro pelos meus serviços em vez de aulas sobre religião. Talvez essa fosse a maior verdade que Ka disse durante o dia todo, porém era o tipo de verdade que te deixa sobre o muro pois da mesma forma que não se importava o suficiente para ir a uma celebração ainda se importava em conhecer as regras mais importantes para as duas deusas.

           - Sabe, algo que você não perguntou, mas eu vou falar, eu gosto de prestar atenção e valorizar as pessoas pelo seu esforço pessoal. Você tem cuidado, tem feiticeiros na porta, um jardim grande, organizou a entrada da casa para impressionar. O bom gosto da entrada parece ter um toque pessoal seu. Você também se preparou para nosso encontro, passou a noite pensando em mim, mas vejo que está com os cabelos preparados, unhas, sinto um cheiro de perfume, talvez algum tipo de creme hidratante, a roupa, sua postura e até deve ter dado ordens especificas de como a serviçal deveria atender-me. Ka observa Idrolmi para ver como ela reagirá a alguém que prestou atenção nos detalhes.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Sailor Paladina em Dom Nov 24, 2019 3:08 pm

    Ka fica bastante atento aos movimentos e expressões de sua questionadora e ironicamente aprende mais sobre ela, do que o inverso. Quando respondeu sobre onde morava, mostrando desapego ao lar, ele percebe que Idrolmi fica pensativa, levando o dedo indicador ao queixo como quem quisesse achar alguma utilidade na informação recebida. Quando ele fala dos pais, a elfa levanta as sobrancelhas adotando uma expressão de curiosidade. Humanos eram extremamente incomuns em Onduth. A parte que remete a vida difícil, criminalidade ou relacionamento são recebidos meio com descaso, "uhum, uhum, sei". Ela chega a fazer um biquinho de desprezo sobre ele ter tantos contratos nos ombros, mas abre um sorriso maligno quando usa duplo sentido sexual nas suas habilidades. Suas pernas se cruzam novamente dessa vez para o outro lado e sua face cora. Quando o ladino fala de seu problema com a lei, Idrolmi faz um movimento com a mão como se espanasse uma poeira inexistente do terno e diz que todo mundo passava por situações parecidas em algum momento na vida. Quando fala de religião, Ka nota ao mencionar aprender sobre Shadowlady, que as orelhas de Idrolmi ficam baixas e ela fecha as mãos. Ka lembra que Oribel reagia parecido quando tinha expectativas altas. A elfa tinha um símbolo de Shadowlady preso a um colar no seu pescoço, o que indicava que ela podia ser uma devota. Como golpe final, Ka começa uma sequência de elogios sobre todos os preparos da anfitriã e percebe que a pupila dos olhos dela se dilatam e sua respiração fica mais rápida. Mais um minuto e possivelmente ela arrancaria as próprias roupas e pularia em cima dele pra fazer um sexo selvagem. Porém...
    - Perdão madame, aqui está o chá que pediu.

    A serviçal coloca a bandeja na pequena mesa de cristal diante dos dois. Idrolmi usa uma magia de telecinese que surpreende Ka a princípio, afastando a mesinha e ordena que a moça ficasse de quatro entre eles. Assim que obedecida, a bandeja sobrevoa e repousa sobre as costas da serva. Ildromi pega sua xícara e espera que Ka fizesse o mesmo. '- O melhor da região' diz ela enquanto saboreia o chá. A elfa mostrava curiosidade no olhar de Ka, pra ver se ele estava de alguma forma ofendido pelo jeito que a serva era tratada e o fato de estar com marcas de chicote. Ildromi orderna que a serva responda porque havia recebido chicotadas. Ela diz baixinho que foi punida por desobediência e o fez por merecer. A patroa a manda repetir em voz alta, enquanto desfere um tapa na bunda dela:
    - Eu não ouvi. Fale mais alto!
    - Eu fui punida por desobediência! Fiz por merecer!

    Idrolmi abre um sorriso e volta sua atenção ao meio-elfo:
    - Onde paramos?'

    Para o azar do casal, mais uma interrupção. Batidas na porta fazem com que outra elfa serviçal apareça correndo e a abra. Quem entra é Hazama, que fica meio sem jeito ao ver que sua patroa tinha visitas, ainda mais alguém que ele havia encontrado antes. Um diálogo se inicia.

    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 Jyc0puf

    - Já falei que odeio ser interrompida, grrr.
    - Mil perdões, minha senhora. Não sabia que estava entrevistando alguém no salão. Pyra apenas disse que um recruta havia acabado de entrar. Eu tenho más notícias.
    - Ugh... Vá ao meu escritório, conversaremos quando eu terminar aqui. Platina será disciplinada depois.

    Ka percebe que Idrolmi havia ficado mal humorada e sua impressão se confirma quando a elfa derrama o chá na cabeça da serva prostrada na frente deles, dá um tapa na bunda dela e manda a pobre limpar o chão com a língua. Hazama segue para as escadas passando por trás de Idrolmi e cruza olhares com Ka, passando a mão pelo pescoço e serrando os dentes como se tivesse levando uma facada na garganta. Ka entende o sinal como um "fudeu, ela tá puta". Idrolmi volta seu olhar pra Ka. O sorriso dela trocado por um olhar de chateação por ter que fazer o rapaz passar por uma situação tão chata. A elfa parecia ter perdido o fio da meada e decide ser mais direta ao ponto.
    - Espero que nada disso tenha sido um incômodo pra você, Ka. Como te falei ontem, sou uma mulher de negócios. E preciso de homens competentes (ela enaltece a palavra) e elegantes trabalhando pra mim. Exijo prioridade máxima nos meus pedidos. Sua aparência, voz e eloquência parecem preencher quase todos os requisitos necessários, mas eu teria que por sua competência a prova...

    Idrolmi diz que se Ka lhe agradasse seria extremamente bem recompensado. Possuía influência com a Rainha e outros nobres da corte além de uma fortuna considerável, como ele provavelmente já tinha percebido. Como uma devota de Shadowlady, achava traição um crime imperdoável, mas ao mesmo tempo recompensava a lealdade com prêmios a altura. Ela acha justo que Ka soubesse no que iria trabalhar antes de aceitar o emprego e diz de antemão que caso ele recusasse a oferta, sua memória sobre aquela reunião seria apagada e nada demais aconteceria a ele. Simplesmente teriam tido um chá e uma conversa amigável. No caso de um sim, a elfa o mandaria ao seu escritório para aguardá-la enquanto ela disciplinava a segurança do portão.
    - Eu trabalho com captura e comércio de escravas mulheres ou futas. Quebro suas vontades e as treino para serem submissas, CUriers e contrabandistas. Trata-se de um mercado vermelho, mas se você quer ter influência e dinheiro hoje em dia é necessário empreendedorismo...

    Ildromi pega do bolso uma espécie de lápis preto e óculos escuros e segura na mão enquanto aguarda resposta de Ka.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Christiano Keller em Dom Nov 24, 2019 11:57 pm

    Ka,

           O sabor do chá parecia interessante. A escrava servindo como mesinha era um tanto desnecessário, mas se tivesse tanto dinheiro quem sabe? Ka talvez apenas usaria a escrava para outros fins que rendessem mais dinheiro. Os usos dos recursos devem ser diferentes quando se tem muito mais do que Ka imagina.

    Idrolmi escreveu:- Eu trabalho com captura e comércio de escravas mulheres ou futas. Quebro suas vontades e as treino para serem submissas, CUriers e contrabandistas. Trata-se de um mercado vermelho, mas se você quer ter influência e dinheiro hoje em dia é necessário empreendedorismo...
           - Bom, você parece que tem uma boa proposta. Gosto de empreender, desbravar novas oportunidades antes de consumir ou experimentar. O que oferece também parece interessante. Ka aponta para a escrava e as marcas de chicote. Há sempre quem gosta de dar e quem gosta de receber. Cada peça tem seu lugar no tabuleiro e como se encaixam por diversas vezes em jogo. Cada movimento pode ser planejado com antecedência ou ser executado de forma eficaz com aquilo que temos a frente de nossas mãos. Ka limpa a garganta e diz: Quero reforçar meu papel, não seu um guerreiro ou combatente, eu atuo por trás das pessoas nas sombras. Ka passa a língua nos lábios e olha nos olhos de Idrolmi. Aquele é Hazama, um dos seus colaboradores. Encontrei com ele uma vez, ele estava atrás de uma futa bem forte. Como pode ver eu não tenho força física como um guerreiro. Eu tenho outras habilidades como alguns dizem que minha língua é afiada no entanto apenas digo que a uso nos momentos e locais certos. Eu quero entrar no meio da sua organização e experimentar como é trabalhar para você. Eu valorizo a minha palavra e não poderia contar a ninguém sobre meus outros serviços, mas prioridade é sempre importante para as mulheres. Principalmente para aquelas com necessidades especiais, que reagem às coisas duras da vida mas que gostam de regojizar com os outros. Ka coloca a xícara de chá junto da xícara de Idrolmi. Então, vamos falar em como posso satisfazer seus interesses imediatos? Ka olha para o corpo de Idrolmi de cima até abaixo e então fita nos olhos dela.

            Ka percebeu o interesse de Idrolmi no jogo duplo, um jogo interessante e perigoso. Ao ver Hazama o perigo de encontrar uma futanari como Pythos, ou o açougueiro Pete, era grande. Ka não era um guerreiro e fazia uso de técnicas de ataques pelas costas ou jogo sujo por ai. Porém o perigo de ter sua mente apagada a qualquer momento também era grande e excitante. Será que Idrolmi perceberia a excitação de Ka em suas palavras ou em sua calça?
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    Mensagem por Sailor Paladina em Qui Nov 28, 2019 1:11 pm

    Idrolmi cerra os olhos quando Ka fala sobre Hazama, mas continua ouvindo em silêncio. Quando ele termina de falar ela guarda novamente os objetos que havia tirado do bolso. Provavelmente não via necessidade em usá-los. A elfa olha pro lado, pensativa e diz que não mandou o assecla ir atrás de futanari alguma e que o próprio teria que se explicar depois. Voltando seu olhar pra Ka, Ildromi diz que no seu ramo de trabalho, violência era apenas entre quatro paredes, se é que ele a entendia, logo o meio-elfo jamais teria que se preocupar em capturar alvos fora do seu escopo de habilidades. No entanto, se conseguisse, isso resultaria num bônus a altura da dificuldade. Nada mais gostoso pra Ildromi do que quebrar a vontade de uma fêmea resistente. Ela começa a divagar sobre quando uma vez teve uma paladina de Solaris em suas mãos. Quando antes era uma guerreira resoluta capaz de afrontar qualquer inimigo, hoje ela não passava de um capacho obediente, que fazia qualquer coisa por um pingo de sua atenção. Ela suspira e depois 'desperta' percebendo que havia se distraído.  Idrolmi diz que no momento não tinha nenhum alvo específico, mas apreciaria se Ka encontrasse alguém, seduzisse a moça e a trouxesse pra mansão fosse por vontade própria ou sob efeito de algum entorpecente já era um começo.
    - Enfim, vá ao meu escritório e espere lá com o Hazama. Temos que assinar os papéis e oficializar sua contratação. Mas primeiro, tenho que disciplinar uma empregada...

    Ka segue até o escritório seguindo as instruções de sua nova patroa. e encontra o alto-elfo sentado numa poltrona com aparência apreensiva. No entanto ao ver Ka sozinho, ele suspira e assume uma disposição mais relaxada.
    - Quem diria que nos veríamos de novo e em tais circunstâncias. Decidiu entrar pra família? (Se Ka tiver dito seu nome no primeiro encontro, Hazama irá mencionar).

    Antes que pudessem começar uma conversa, Hazama levanta rapidamente e vai até a cortina da janela, puxando um pouco de lado pra espiar lá fora e faz um sinal com os dedos chamando Ka.
    Se Ka for olhar:
    No jardim na frente da porta da mansão era possível ver Idrolmi e a tiefling que recebeu Ka no portão conversando. Não era possível ouvir a conversa, mas os gestos entregavam a situação. A tiefling é ordenada a virar de costas, baixar as calças até os pés e se inclinar. Um chicote de nove pontas surge magicamente nas mãos de Idrolmi que começa a bater na empregada. Após dez chibatadas, o chicote some, a tiefling passa a mão na bunda como se sentindo muita dor, veste as calças e vai embora na direção do portão. Ildromi entra de novo na mansão e Hazama volta pra poltrona.

    Havia uma segunda poltrona na sala. Caso Ka não estivesse sentado nela ainda, Idrolmi o diria para fazê-lo quando entrasse no aposento. Ela olha na direção de Hazama e pergunta quais eram as más noticias. Hazama diz que infelizmente seu alvo havia escapado.
    - E como diabos você deixa escapar uma mera meio-elfa bandida mequetrefe, Hazama? Está perdendo seu tato?
    - Infelizmente deparei me com uma intrusão inesperada, minha senhora. Havia marcado um encontro com a moça, mas quando cheguei no local não a encontrei...

    Hazama evita mencionar Ka, pois ainda estava incerto do nível de camaradagem entre ambos. Ele diz que Malice foi sequestrada por uma futanari que até pouco tempo atrás era conhecida como "o açougueiro Pete". Idrolmi começa a tamborilar os dedos na mesa e questiona Hazama se esse tal açougueiro poderia ser um agente a mando de seus concorrentes, mas o elfo a tranquiliza, dizendo que essa futa não passava de uma estupradora arrogante. Um sorriso de orelha a orelha com um olhar maldoso surge na face de Idrolmi, mas Hazama percebe e vai logo cortando o barato:
    - Oah oah oah, eu sei que isso te excitou, senhora, mas essa futa é muito cavala pra minha charrete.
    - Pffft. Se o problema for esse, eu procuro alguém mais capacitado. Tsk. Contudo, quero que você traga a Malice.
    - Sem problema. Eu já sei que ela foi na direção da Velha Londres. Não conheço muito de lá, mas é vivendo e aprendendo.
    - Certo então aproveite e leve o Ka com você. Vai ser uma interessante primeira missão pra ele. Está disponível, docinho?

    Caso Ka aceitasse, a dupla poderia partir quando ele tivesse pronto, desde que não levasse mais do que um dia.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Christiano Keller em Sex Nov 29, 2019 11:43 am

    Ka,

    Quando Idrolmi fala que violência é apenas entre quatro paredes, Ka balança a cabeça com um olha sacana. Os comentários sobre quebrar fêmeas resistentes pareciam relevantes, como algo da personalidade de Idrolmi, Ka faz questão de lembrar disso como uma informação importante, a paladina de Solaris que fazia qualquer coisa por atenção. A busca por atenção, puxar o saco de Idrolmi talvez fosse a porta para sua derrocada.

    A ideia da missão de Idrolmi era: seduzisse a moça e a trouxesse pra mansão fosse por vontade própria ou sob efeito de algum entorpecente já era um começo. Então poderia usar essa oportunidade para crescer.

    No escritório Ka fala "olá" para Hazama.
    Hazama escreveu:- Quem diria que nos veríamos de novo e em tais circunstâncias. Decidiu entrar pra família?
    - Sim, quando nos encontramos da primeira vez você chegou a pegar aquela futanari que levou a Malice? Ka olha pela janela e vê os eventos de punição.

    Ka senta na poltrona e escuta os comentários com as instruções. A sensação na poltrona era de poder, conforto e até de controle. O uso da assecla como mesa para o chá passa uma sensação de maldade, controle, dominação. Aspectos todos estes relevantes para Idrolmi. Ela parecia querer ter o controle de toda a situação, das coisas que as pessoas queriam ver e sentir. O sorriso de Idrolmi ao pensar em dobrar a vontade de uma futanari como Pythos era curioso, a busca por poder e controle também podem ser sua derrocada.
    - Sim, vamos até lá. Preciso comprar umas coisas para a viagem e acho que conheço alguém que pode servir de guia. Vamos explorar tudo para descobrir onde está Malice se isso lhe trará prazer, chefe. Usarei o guia como uma mão que ajuda a outra para encontrar o local em que o objetivo se encontra. Nunca mencionarei nada mais que o necessário para manter o segredo sobre o que fazemos apenas entre nós. Ka mais uma vez brincava com fogo.

    Após a reunião, Ka vai repor seu estoque de bombas de fumaça. Havia usado uma bomba para fugir da taverna com Malice, era bom estar preparado. Para encontrar com Hazama, Ka sugere um ponto de encontro perto da saída da cidade no horário do almoço seguinte e iria atrás do guia. O guia que Ka tem em mente é o Shamanista, talvez seja uma oportunidade de conversar com o cara, talvez aprender como ele não tinha medo das coisas mas se borrava para a Miss Fortuna ou mesmo virava o olhar quando encontrava alguém.

    Para manter sua descrição, logo quando Ka deixa a casa de Idrolmi, Ka usa a capa da invisibilidade para desaparecer. Busca por seu corpo detalhes ou marcas que possam entregar sua localização. Quando está seguro, desaparece no meio da cidade para apenas após dar uma volta chegar na casa de Nekobese. Lá falará com o Shamanista e Oribel. Permanecer escondido sempre era algo relevante para Ka.

    Com Oribel, Ka explica od detalhes da conversa com Idrolmi, sua missão até Velha Londres para com ela. Como poderiam explorar as fraquezas de Idrolmi? Parece que ela queria dobrar moças sob sua vontade, numa sociedade matriarcal isso era relevante. No entanto, isso não parecia expor a vergonha para ela ao ponto de perder seu cargo na sociedade. As punições também não faziam parte do que Ka considera um problema. Oribel saberia melhor esses detalhes da política de Onduth. Talvez explorar as questões sobre controle e dominação para com a pessoa errada ou até o descontrole se algo não funcionar do jeito esperado. Será que a mulher de Nekobese poderia ajudar com ideia sobre como derrubar Idrolmi?
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Sailor Paladina em Qui Dez 05, 2019 3:27 pm

    Após acertar os detalhes com Idrolmi e Hazama, Ka volta pra casa, mas não sem antes adquirir alguns instrumentos de trabalho com alguns contatos que possuía. Mais tarde em casa, Ka começa a conversar com Oribel sobre o desenrolar dos eventos e percebe o quanto a amada se sentia desconfortável com aquela conversa. Depois que ele termina de falar, Oribel tenta lembrá-lo de quando encontraram Idrolmi pela primeira vez em Lacrimosa e ela correu pra se esconder, após ter sido reconhecida. Envergonhada, ela baixa a cabeça e diz que já foi uma serva de Idrolmi e que foi lá que ela foi treinada pra ser uma Curier. Cansada de fazer entregas pra sua patroa, a elfa decidiu escapar. E foi com a ajuda de Y'shtoka que ela conseguiu se esconder em Dirtmouth. Era em nome desse favor que Oribel queria ajudar a nekojin a se tornar baronesa de Lacrimosa no lugar de Idrolmi. Y'shtoka sabia sobre os negócios escusos da rival, mas não poderia iniciar uma briga com ela, pois comprometeria a corrida dela pela posição. A Rainha não iria querer apontar duas pessoas problemáticas. Era importante que a nekojin não tivesse nada a ver com a denúncia. Oribel deixa uma lágrima rolar, mas encara Ka no olhos, pedindo desculpas por não ter contado nada disso pra ele antes. Ela não era expert em política, mas Y'shtoka sim. Tê-la como uma aliada seria pivotal pra alcançarem Origa. Ter acesso aos Jardins da Rainha e o Pico de Cristal facilitaria a busca pelos podres da sua irmã.
    - Eu tenho muita pena das outras mulheres que Idrolmi raptou. Eu queria arruinar o negócio dela, mas perder o baronato pra ela vai ser só um negócio não realizado... Vai além do meu conhecimento.

    Ka opta por conseguir algum conselho de Y'shtoka. Pra sua sorte ela era bem fácil de encontrar, pelo menos quando era ele ou o próprio marido que a procuravam. Ela sempre arrumava um tempinho livre pra os dois. Ao saber sobre qual era o assunto, a gata pede que Ka a acompanhasse até o jardim, no mesmo lugar em que falaram da última vez. Oribel os havia espiado pela janela naquele dia e provavelmente o faria de novo. A elfa temia que seu pequeno segredo com a nekojin viria a tona a qualquer momento. O casal se acomoda diante de uma mesinha de granito em frente a uma fonte iluminada que jorrava água intermitente, dando um clima elegante ao lugar. Os dois são servidos por uma serva que traz um vinho suave e a gata aguarda que Ka a inteire sobre suas descobertas e intenções. Y'shtoka cruza as pernas, toma um gole sem tirar o olho de Ka e depois olha para o alto com um sorriso meio bobo e olhar distante.
    - Sabe Ka, eu posso parecer uma mulher fútil, mas sou bastante empática e não aprecio ver injustiças...

    Y'shtoka diz que teve pena de Oribel quando a viu ser humilhada por Idrolmi. Achou ainda mais deselegante da irmã dela a vender pra uma escravista. A princípio não iria se envolver no assunto, mas quando viu Origa se unir com Idrolmi pra derrubar seu pretendente na época (Ka entende que a gata falava de Nekobese); ela tomou isso como ofensa pessoal. Nekobese e Oribel compartilham uma história similar em que foram desprovidos de seu status e de tudo o que possuíam e no final, acabaram em Dirtmouth. E o mais irônico é que ambos viram em Ka, a oportunidade de dar a volta por cima. Foi difícil pra ela reencontrar o amado, pois jamais pisaria em uma favela, porém Lacrimosa era mais aceitável e o nekojin se mostrou inteligente em recuperar pelo menos uma parte de sua antiga glória.
    - Ser deserdado é algo muito duro pra alguém de alto pedigree. Mas vejo que ele não desistiu. Sua namorada no entanto, acho que perdeu a força de vontade por causa das torturas de Idrolmi.

    A nekojin diz que poderia ajudar com a escravista, mas sem querer parecer egoísta, preferia ver a inimiga perder a disputa primeiro. Idrolmi era uma feiticeira poderosa, mas sua fraqueza era o orgulho, algo que Ka havia notado. Perder a disputa não a deixaria menos rica ou influente, mas a deixaria abalada. E esse seria o momento perfeito pra atacarem. Y'shtoka pede que Ka continue com seu plano de se infiltrar nos negócios dela. A gata iria pensar num plano e depois verificar com Ka o que ele achava.

    Se não tivesse nada mais a ser discutido entre os dois, Ka iria tentar encontrar com o Shamanista. Ele é informado que o elfo franzino havia montado um laboratório no porão da mansão e segue até lá. Ka encontra o shamanista flutuando com as cicatrizes no seu corpo brilhando com luz quase cegante. A luz se apaga, o elfo ajeita o manto vermelho ao redor da cintura e percebe a presença de Ka:
    - Ah, oi. Precisa de algo? Eu sei que prometi te levar na minha cidade outro dia, mas minha professora requisitou minha presença. Vou ter que ir em Velha Londres, mais breve do que imaginava.

    Ka nota que o Shamanista não gaguejava mais. Possivelmente era apenas na presença de mulheres.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Christiano Keller em Qui Dez 05, 2019 8:40 pm

    Ka,

           Durante a conversa com Oribel muitas informações novas são reveladas e suspeitas confirmadas.
           - Querida, mas preciso saber de algo importante. Eu tenho dado a atenção que você espera para seu treinamento? Ficarei fora por mais alguns dias e não sei se você recebeu sua desejada cota de treinamento. Ka sabe que o trabalho é importante mas precisa dar atenção em vários aspectos para sua companheira. Muito mais que as necessidades básicas, segurança, precisa de estabilidade social, estima e auto-realização. Uma auto-realização que na visão de Ka seria fazer parte da corte novamente, precisava trabalhar nisso.

           Quando aos outros comentários sobre Origa, Ka sabia que Oribel poderia usar o ritual quando quiser para mandar um recado para Origa, mas era melhor num momento mais adequado para causar constrangimento. Sobre as escravas, Ka não poderia fazer muita coisa agora. Precisava ganhar confiança de Idrolmi para derrubar sua tentativa ao baronato. Era curioso que as duas já se conheciam, Y'shtoka e Oribel, mas até onde as duas estavam trabalhando juntas pois Oribel os espiou antes?

           A conversa com Y'shtoka ao ser no jardim, faz Ka usar a capa pois não queria ser viso por outras pessoas além de Y'shtoka e Oribel. Y'shtoka por sua vez confirmou o ponto fraco sobre o orgulho, talvez obter novas paladinas de Solaris para encontrarem sua amiga e derrubar o negócio de dentro pra fora fosse loucura, mas esses paladinos eram meio loucos. No entanto, ao saber que Y'shtoka pensaria em algo para ajudar depois e se conseguissem derruba-la era melhor que levar uma surra num bar. Agora o orgulho também poderia expor Idrolmi para perder seu cargo como Baronesa, porém como explorar o orgulho de alguém era algo que Ka precisava elaborar melhor.

           Ao final da conversa, Ka lança um comentário sutil.
           - Obrigado pela oportunidade baronesa, espero entrar em contato novamente em breve. Ka sorri.

           Quando Ka busca pelo Shamanista, logo menciona que também precisa ir para Londres em um serviço freelance. Poderiam ir os três até lá e quem sabe se ajudar para atingir alguns objetivos em comum.
           - Quem sabe podemos falar sobre algumas coisas que interessam aos dois? Percebi que você sabe sobre magias e eu não sei nada, porém poderia falar algumas coisas sobre garotas que talvez possam te ajudar. Assim conversamos um pouco durante a viagem, que tal? A gente só mantém os interesses do meu serviço freelance separado dos serviços de guia com você. Pode ser? Ka sabia que o universo mágico era algo muito pequeno em relação ao universo feminino, mas faria o possível para ajudar o Shamanista.

           Com tudo organizado, Ka partiria com o Shamanista para encontrar Hazama. Em caso de perguntas, Ka dirá que o Shamanista conhece Velha Londres e seus perigos, coisa que os dois poderiam aproveitar com um guia para evitar problemas naquela região.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Sailor Paladina em Sex Dez 13, 2019 7:55 pm

    Offtopic: Narrando aqui três cenas separadas. Pode postar por todas, que qualquer coisa incluo nos próximos posts o desenrolar delas

    Com tudo acertado pra viagem até a Velha Londres, Ka e o Shamanista se encontram com Hazama nos portões de Lacrimosa. O alto-elfo demonstra curiosidade sobre o baixinho que os acompanharia e admite ter pensado que era uma garota ao vê-lo de longe e se aproximar.
    - Franzino e de baixa estatura. Deve receber uns flertes acidentais, imagino?

    Shamanista responde que não era muito social e quando as pessoas o conheciam melhor, costumavam se afastar. Ka explica a Hazama sobre o colega e o elfo de língua solta já pergunta o nome real do baixinho.
    - As pessoas preferem nomes curtos ou fáceis de pronunciar, principalmente as mulheres. Você não vai muito longe com um nome grande assim. Que tal Shan? ou Shaman, sei lá?

    O Shamanista coça a cabeça confuso e olha pra Ka esperando uma opinião dele. Nunca chegou ao ponto de pensar sobre isso, visto que raramente o chamavam pra qualquer coisa. O trio segue pra o estábulo onde conseguem montarias a fim de encurtarem a viagem pra pelo menos dois dias. Eles passam pela Encruzilhada Esquecida e Ka percebe um adolescente correr na direção dele acenando. O moleque chega meio esbaforido, toma fôlego e lhe entrega uma carta. "- Ela mandou entregar ao senhor".

    Spoiler:
    Não pense que esqueci de você. No dia que sua namoradinha sair de Lacrimosa, a cabeça dela vai rolar, ou talvez até antes... Beijos."
    Ka reconhece a letra e até o perfume naquela carta. Seu passado continuava a lhe assombrar e agora iria viajar com receio de insegurança. Ainda na Encruzilhada Esquecida, Ka percebe uma fila razoável de pessoas na frente da cabana de Tharja. Pelo visto muita gente queria saber sobre seu futuro ou apenas dar uma pimbada. O Shamanista pergunta se aquilo era um bordel. Ele só conhecia o ambiente pelo nome, mas nunca foi em um.

    --

    O caminho até Velha Londres tem seus perigos. Criaturas das sombras, bandidos elfos, tieflings ou nekojins, animais selvagens de toda a sorte que podiam aparecer em Onduth chegam a surgir diante deles. Normalmente Ka e Hazama poderiam dar conta com alguma dificuldade desses problemas, precisando até fugir. Mas não era o caso dessa vez. Sempre que havia algum perigo, Shan (ou Shamanista ainda), envolvia os colegas com uma aura luminosa que os inspirava. Ka e Hazama sentiam-se capazes de sair no tapa com qualquer guerreiro que aparecesse no caminho, como se tivessem lutando pra salvar as pessoas que mais amavam. Tinham uma sensação de estarem invencíveis. Magia era realmente uma coisa útil.

    Offtopic: Magia Ampliar Habilidade nos dois. Destreza ampliada (Vantagem em todos os ataques e testes de Destreza).
    A meio caminho do destino, ele se hospedam numa taverna quando cansados. Uma moça drow vem atendê-los e o Shamanista fica completamente em silêncio. Ela pergunta se algum gato comeu a língua dele e Hazama não ajuda muito na situação.
    - Ah nosso amigo aqui é muito tímido, mas ele tá aprendendo como se relacionar. E então, você não gostaria de ajudar ele? Tipo, primeira vez dele, vocês curtem ensinar um novato não?

    A jovem sorri com a brincadeira de Hazama e comete o erro de tocar no shamanista. O drow diz uma palavra ininteligível mexendo os dedos e os olhos dela ficam completamente brancos. A moça começa a andar sem rumo parecendo uma zumbi até bater na parede. Ka estala os dedos na frente do Shamanista pra avisar pro colega parar com o que quer que ele estivesse fazendo e o rapaz cancela a concentração, fazendo com que a atendente despertasse sem entender nada do que tinha feito. O taverneiro fala com ira dizendo que magia era proibida ali. Outros presentes na parte do bar ficam olhando assustados.

    --

    A viagem continua na noite seguinte. Depois de mais algumas longas horas de viagem finalmente podiam ver a Velha e a Nova Londres a distância, sendo a nova no topo da montanha. Uma placa apontava para duas estradas, Uma delas levando para a parte alta, num caminho limpo e seguro, enquanto a outra que levava a velha cidade, cruzava um velho cemitério. Certamente o tal Cemitério das Almas Profanadas. O Shamanista diz o cemitério recebia esse nome porque há alguns anos atrás, um necromante fundou sua "escola" ali. Um experimento muito errado, levou a suposta morte dele e de todos os seus alunos. Quem tinha dinheiro pra se mudar pra cidade nova, se mudou. Os mais pobres não tiveram opção senão, ficar. Mas fora os ocasionais zumbis, esqueletos e fogos fátuos, não havia muito com o que se preocupar. A naturalidade com que o shaman falava isso era tudo menos reconfortante, deixando seus companheiros nervosos.

    Spoiler:
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    O Shamanista diz que a Nova Londres era ocupada mais por drows arrogantes e exigentes, inspirados na baronesa local: Madame Mortícia Addams. Tudo era muito limpinho e organizado. Palavras de baixo calão, inaceitáveis. Vestimentas, sempre impecáveis. Enquanto na Velha Londres, toda a extirpe de gente que você encontraria em Dirtmouth, com um número especialmente grande de Tieflings. Nekojins, Duergares, Drows e mestiços eram comuns também. Ka e Hazama acompanham o Shamanista com o coração meio acelerado, pois a névoa no chão e os vultos frequentes não ajudavam em nada a manterem a calma. Eles chegam até a entrada de uma caverna que estranhamente era a 'porta' de uma larga mansão escura de aparência abandonada.
    "- Chegamos!" Diz o Shamanista que tira de sua bolsa três vendas e entrega uma pra Ka e outra pra Hazama. Ele bota a venda no rosto e fala:

    "- Se não for muito problema, por favor vistam essas vendas. Não é que minha senhora seja tímida, mas é que poções anti petrificação são caras e difíceis de se achar por ai...

    O Shamanista espera que os colegas vistam suas vendas antes de chamar sua senhora.
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    Mensagem por Christiano Keller em Sab Dez 14, 2019 2:50 am

    Ka,

           Sobre o nome do Shamanista, Ka também não havia pensado nisso. Algumas mulheres gostam de apelidos carinhosos, enquanto outras usam o nome, e como seu nome é curto não houve necessidade de reduções. Porém para apoiar o comentário de Hazama, que também tem um nome longo, Ka diz:
           - Bom, Shamanista, podemos te chamar de Shan? É um nome curto, não revela suas preferências deixando um certo mistério no ar para intrigar as mulheres e talvez obrigar que elas façam a pergunta pra você "Qual é seu nome Shan?". Assim é uma forma de puxar assunto. Há muitas formas de instigar uma mulher, mas Ka não queria abordar todas ao mesmo tempo com o Shan.

           O mensageiro de Ochyllyss. Mais uma ameaça, uma surpresa ou algo mais. Ka então diz para o moleque:
           - Minha resposta é que adorei o perfume e quero conversar. Pode falar pra ela? Ka não sabia se haveria resposta até Ochyllyss, mas não poderia só ficar quieto com aquilo. O problema ainda era que Oribel disse explicitamente: "ela não".
           Por outro lado, Ka lembrava das conversas com seus colegas e consulta Shan sobre alguns detalhes mágicos.
           - Shan, então, fiquei curioso sobre algo. Uma mulher que conheço é capaz de assustar as pessoas com um tipo de magia de medo. Há algo que nos torne imunes ao medo por alguns instantes? Talvez outra coisa por mais tempo. Não entendo de magia direito. Ka sondava opções pois nem sabia que tipo de magia ela usava.

           Sobre a fila na cabana de Tharja, Ka comenta:
           - Ali parece que é um tipo de pessoa que prevê o futuro e a fortuna das pessoas. Não é um bordel, mas se quiser podemos te levar até algum. Você não precisa fazer nada, mas é um local em que pode ter contato com mulheres para se soltar, quebrar o gelo. É muito comum que os homens façam e falem as coisas erradas. Apenas com experiência e instrução que aprendem a falar coisas mais adequadas. Se você falar com pelo menos uma mulher por dia já pode praticar a falar de forma normal. Ka limpa a garganta: Com moças da vida, pode praticar as coisas pagando pela aula. Por outro lado pode colocar uma meta de falar com uma mulher diferente por dia. Tem conversas que você vai querer evitar, como perguntar de que forma ela perdeu a família, ou coisas nojentas. Ka tentava incentivar o Shan a conversar.
           
           Na taverna, em um momento propício, Ka pergunta ao Shan:
           - Aquilo que aconteceu com a menina foi um instinto de auto defesa? Sabe, você vai precisar que as mulheres toquem em você. Acha que consegue ser tocado por alguma delas?Mais uma razão para treinar com alguma mulher. Sabe, não precisa fazer nada estranho, apenas encostar no braço pra começar. Havia um longo caminho a ser percorrido ali com o Shan.

           Sobre o cemitério:
           - Você conhece essas coisas a muito tempo, por isso não tem medo? Ou tem algum truque que você usa para evitar o medo? Um truque ou artefato, isso seria ótimo. Lembrei de outra coisa, você já ouviu falar de Sweeney Todd? Essa era o alvo de Ka, precisava saber mais sobre o alvo.

           Na entrada da caverna, Ka indaga:
           - Vamos colocar a venda, mas pode dizer se há algo que não devemos mencionar? Temas como beleza, répteis, cabelos, estão fora do assunto, certo? Hazama, entendeu? Ao colocar a venda, Ka pensa em Oribel e na última vez que usaram algum tipo de brinquedo sensorial. O pensamento intenso da pena passando pelo corpo, o chicote fazendo o estalo, o frio e o calor. Cada coisa passava uma mensagem marcante. Porém apenas depois haveria tempo para Ka se lembrar disso da maneira adequada.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Sab Dez 14, 2019 1:15 pm

    Ka concorda com a ideia de encurtar o nome do colega e este leva a mão ao queixo pensativo. Parecia uma boa ideia mesmo, ainda mais porque o nome real dele era ainda maior e mais complexo. "Shamanista" foi um apelido dado por Miss Fortuna, quando ela o viu usar mágica pela primeira vez. O que era engraçado, porque a palavra vinha de xamãs, feiticeiros selvagens normalmente encontrados no reino de Shalana. Como ele próprio era um feiticeiro meio antissocial, achou o apelido adequado, ainda mais vindo de alguém que ele gostava. Pena não ter aproveitado a chance pra uma aproximação. Hazama acha curioso o drow conhecer sobre Shalana. Acreditava que a maioria dos drows sequer sabia que havia um mundo inteiro lá fora. Sua arrogância é massacrada quando Shan lhe diz que já leu livros sobre todos os reinos de Erótika e visitou alguns. Sua mestra era uma feiticeira muito poderosa e conhecia magias de teletransporte, levando-o pra visitar alguns lugares em seu tempo de aprendizado.
    Hazama dá uma risadinha meio desconcertada e pede desculpas. Em resposta ao mensageiro, Ka diz que deseja rever Ochyllyss e pede pro menino dizer isso a ela. Ele coça a cabeça curioso e pergunta se Ka tinha certeza mesmo disso.
    - Ultimamente a senhorita Ochyllyss tem estado muito agressiva. Agride seus empregados todo dia. Mas todos morrem de medo dela e continuam obedecendo! Vou deixar o recado e correr!

    Ka questiona Shan sobre magias de medo e o drow fala com toda a propriedade. Sim existiam magias que faziam as pessoas sentirem medo, assim como certos monstros possuíam auras de efeito parecido. No caso de magias comuns, nada que uma contramagica não resolva. Era tão entendido no assunto que já anos não sabia o que era ter medo, exceto quando forçado a tê-lo por meios sobrenaturais mais poderosos do que o que podia enfrentar, por exemplo, sua mestra ou algum dragão ancião, que emanavam auras de medo. Embora tivesse sido uma informação elucidadora, Ka percebe um outro defeito crasso no colega: Ele era basicamente um palestrante. Não fazia de forma intencional, mas tinha mania de explicar tudo em um detalhe minuncioso ao invés de resumir pros mais leigos. Uma mulher acharia uma conversa com ele extremamente maçante. O rapaz citaria um livro completo sobre qualquer raça de Erótika se perguntando e acreditaria estar sendo interessante. Quando Ka lhe diz sobre mulheres pagas, Shan tem uma reação "mindfuck" como se fosse um assunto que incrivelmente ele nunca ouvira falar.
    - Co-como assim, mu-mulheres da vi-vida? Você pa-paga pra ela fi-ficar uma no-noite com você?

    Hazama pergunta o que diabos tava havendo com ele, se havia se engasgado ou algo do tipo e Ka explica a situação. Novamente sem muito tato para com situações envolvendo homens, o alto elfo diz que Ka devia levar Shan pra mansão da patroa. Ele iria sair no outro dia como um dominador profissional se tivesse o dinheiro. Shan olha confuso pra Ka, não tendo entendido o que Hazama quis dizer com isso. Hazama vai além e pergunta se a tal pessoa que lia a sorte ali pra toda aquela gente era mulher. Podia ser um alvo interessante pros negócios. E caso ele a conhecesse, seria ainda mais fácil. Ka percebia que ser um agente duplo ali era uma jogada perigosa. Por sorte nenhum dos dois companheiros citaram o nome de seus patrões, mas isso poderia acabar ocorrendo em algum momento inoportuno.

    --

    Em resposta ao ocorrido na taverna, Shan diz a Ka que foi intencional. Uma magia de 'Confusão' que deixa as pessoas desnorteadas por um minuto, nada que pudesse tê-la machucado. O rapaz se desculpa, mas como já havia dito, mulheres ainda são um tópico alienígena pra ele e seria melhor que elas viessem mais devagar. Parecia que a moça iria estuprá-lo dada a oportunidade. Pela primeira vez desde que o conheceu, Ka vê o Shamanista ser sincero sobre alguém, quando ele se volta pra Hazama com o olhar visivelmente irritado e diz que o alto elfo era arrogante, deselegante e chato. Tentando levar aquilo na brincadeira, Hazama devolve dizendo que só agia assim por brincadeira com outros homens. Shan diz que ele usou uma moça inocente nas suas 'brincadeiras' e que ela merecia respeito. Hazama assume uma faceta até então nunca vista por Ka.
    - Respeito!? Você tá falando sério? Mulheres nasceram pra lamber nossos pés. Eu respeito apenas aquelas que detém poder e mesmo assim, sou muito criterioso. Prefiro pensar que as uso para meus próprios propósitos...

    Spoiler:
    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 UET0pih

    Se o Shamanista fosse de sentir emoções por outras pessoas, estaria visivelmente irritado com a companhia daquele homem, porém a reação dele incomoda o próprio Hazama, que esperava uma reação mais enérgica, no mínimo ofendida do parceiro.
    - Ah entendi. Por um momento pensei que tivesse ofendido você. Menos mal.

    Hazama fica estático e sem palavras com a resposta, mas Shan apenas pede que Ka alugue o quarto. Preferia apenas descansar.

    --

    No cemitério, Shan confirma o que Ka diz. Criaturas mortas-vivas daquele tipo não exalavam auras de medo como fantasmas e vampiros. Conhecendo-as por tanto tempo e seu modus operandi, não se preocupava mais com elas. Inclusive já sabia o caminho pra evitá-las. Bastava que seus colegas caminhassem próximo a ele. Quando perguntado sobre Sweeney Todd, Shan revela que se tratava de um barbeiro local, acusado de matar a esposa, foi banido de Nova Londres e agora vivia na Velha. Um homem de bons modos e educado, porém possuia ódio mortal pelos nobres. Matou o juiz que o condenou, além de toda a família e amigos do próprio. Era obcecado por vingança, o que o fez se tornar procurado pela justiça. Pessoalmente nunca o visitava visto que não tinha pelos no rosto, tampouco tinha interesse em cortar os cabelos, mas não era difícil contratar seus serviços se tivesse hora marcada.

    Em relação ao que dizer ou não dizer frente a senhora dele, Shan diz que nunca trouxe companhia em suas visitas e que aquela era a primeira vez. Contudo não havia regras especiais sobre o que falar. Sua senhora era até mais amigável do que o próprio drow, sendo seu único "defeito", o fato de ser uma Medusa e olhar diretamente em seus olhos, causava petrificação. Hazama ouve aquilo e veste a venda com bastante pressa. "- Taí uma mulher que eu respeito!".

    Ka coloca a venda, mas percebe que elas são mágicas permitindo que ele ainda conseguisse "enxergar", mas como se tudo ao seu redor, incluindo pessoas e ambiente como tracejados brancos em um fundo negro, simulando um rascunho de mapa. É assustador quando ele vê que o Shamanista chama por sua mestra e de dentro da caverna sai uma criatura com a metade inferior cobra e a metade superior mulher, de pelo menos dois metros e meio de altura e várias cobras menores no lugar dos cabelos.

    Spoiler:
    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 3b15lAY

    Um sibilo agudo de serpente pode ser ouvido com a aproximação da majestosa criatura que fala com voz arrastada na letra s.
    - Trouxe visitassss com você, Rionzukhosha? Homens bonitos... Eu gostei deles. Devem ter olhos tão bonitos quanto suas peles!

    A cauda dela era tão grande que consegue dar a volta no trio. Não era efeito mágico ou aura. Puro instinto de medo fazia o coração de Ka e Hazama palpitar horrores como se estivessem prestes a serem jantados ali mesmo. Com sua audição ímpar, a medusa pede que seus convidados fiquem tranquilos, pois não se alimentava de seres inteligentes, ainda mais tão bonitos quanto aqueles. Ela assume uma forma humanoide, com pernas normais. O Shamanista diz que seus amigos o chamavam de Shan, agora e que ele estava satisfeito com o nome. Isso deixa a Medusa satisfeita a julgar pela reação de seu rosto. Era estranho pra Ka ver as pessoas como se fossem um desenho animado, mas era melhor que não estar vendo nada. A Medusa se apresenta como Sysil'syth e diz estar muito agradecida por aqueles rapazes terem aceitado seu aluno como amigo. Ele era bastante solitário.
    - Então você foi atrásssss de ajuda para o meu pedido? Acha mesmo necessssário incomodar essstessss jovenssss rapazessss?
    - Na verdade eu estou apenas os guiando na cidade. Eles estão atrás de algumas mulheres específicas e como não conhecem o lugar...

    Sysil'syth se aproxima de Ka passando a mão suavemente em seu queixo. O barulho e o movimento das cobras na cabeça dela não lhe deixavam muito tranquilo. A medusa diz que precisava de um rubi específico que se encontrava incrustrado numa estátua localizada em Nova Londres. A tal estátua foi removida do pântano onde estava para o museu da atual baronesa como um prêmio a sua pessoa. A ousadia dessa mulher!
    - Meu pupilo não é ladino e provavelmente vai querer pegar essssssa joia à forçççça. Eu ficaria deverassss agradecida sssse puderem ajudá-lo nesssssa tarefa. Eu não quero romper minha tranquilidade aqui, por isssssso não faççço issssso eu messssma.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 3 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Christiano Keller em Dom Dez 15, 2019 12:26 am

    Ka,

           Já que Shan falou sobre outros reinos fora da caverna de Onduth, Ka aproveita para perguntar em algum momento sobre algum perigo idiota que deveria evitar. Talvez claridade, alguma água, variações de clima, ou algo relevante. Não precisava avisar que animais mordem, mas nas lendas de vampiros, eles morrem ao ver o sol. Toda água em Onduth era razoavelmente limpa pois saem da terra, mas será que há outras águas lá fora? Ka havia escutado sobre um local com muita água que usavam barcos para navegar. Aquilo deveria ser fácil, ninguém passaria sede, então precisava esclarecer algo básico.

           Depois de conversar com o mensageiro sobre Ochyllyss, Ka imagina algumas coisas em um tempo livre.
    Pensamentos +18:

    Ochyllyss precisava de um tratamento diferenciado. Ka queria um daqueles chicotes de cavalos, seria para poder dar umas chicotadas nela. Poderia chegar para conversar com uma magia do Shan preparada, colocar o chicote na mão e bater devagar procurando fazer mais barulho do que dor na palma da mão.
    Ka pensava em falar com Ochyllyss e dizer frases prontas como: "Quero falar com você", Slash, "Você sabe o que é isso.", Slash, "Você sabe como isso funciona", Slash, "Quero que escute o que tenho a dizer", Slash, "Você vai escutar", Slash, "Vamos lá pois tenho muito pra dizer pra você", Slash, Slash, logo Ka pode mostrar a mão vermelha para Ochyllyss. Se ela titubear, a frase "Sua palavra de segurança será: abóbora. Mas acho que você não vai querer dizer isso."
    Ka podia imaginar o chicote de açoitar cavalos passando perto do rosto de Ochyllyss e batendo na saboneteira esquerda. Slash. Então desce colado ao corpo pelo peito, mas bate no braço ou torço do lado esquerdo. Slash. Desce mais e bate outra vez. Slash. Atravessa a barriga devagar e bate no seio direito. Slash. Com a mão esquerda poderia dar um tapa e cobrir a buceta de Ochyllyss só pra ver se estava ficando molhada.
    Por mais interessante que o pensamento se torne, ainda era algo que precisa de mais detalhe. O plano não poderia ser tão preciso pois ela poderia simplesmente estragar tudo ao fazer algo diferente.

           Quando questionado sobre a cabana de Tharja, Ka diz uma meia verdade, diz que teve visões de uma realidade alterada, diferente, uma ilusão. Só que ficou com uma sensação estranha, pode ser um gordo peludo que ilude as pessoas com uma realidade fictícia para ganhar uns trocados. Não tinha jeito de mulher, a ilusão é de uma mulher, mas tem alguns erros no perfil, no comportamento.

           Quando Shan fala minuciosamente sobre várias coisas e Ka descobre o palestrante dentro dele, fica a oportunidade de uma dica.
           - Shan, você falou muito bem sobre isso e parece dominar o assunto, parabéns. Mas você viu quanto tempo eu fiquei quieto? As mulheres querem ser o centro das atenções, querem falar sobre elas e nós queremos saber sobre elas, certo? Então o que acha de treinar falar menos? Você pode lançar no ar que sabe mais, se ela quiser saber mais, certamente perguntará por mais. Só que usa isso para fazer ela falar, ela perguntar, pois quando ela mudar de assunto, você precisa mudar também. Como numa batalha, você precisa acompanhar seu alvo. Ka pensa um pouco mais sobre as dicas e depois surge o assunto das mulheres da vida. Shan, então, você entende o conceito de trabalhar por dinheiro? Eu acho que sim. Portanto há pessoas que fazem comida, arrumam madeira, ensinam, lavam roupa, constroem coisas, tudo por dinheiro, certo? Tem ai um grupo de pessoas que faz serviços por dinheiro. Essas pessoas podem te escutar, fazer massagem, serem massageadas e pelo preço certo, fazerem mais coisas. Coisas sexuais. Minha sugestão pra você. Contratamos uma para você conversar com ela, perder o medo. Quase como se a gente fosse colocar você perto de um animal para você aprender como ele se comporta. Neste caso o animal vai colaborar, na vida real algumas, várias, não vão colaborar, algumas até querem se fazer de difíceis mesmo. Ka espera pela oportunidade certa de arrumar uma prostituta para conversar com Shan.

           Quando Hazama menciona "nossa chefe", Ka solta um comentário genérico e com duplo sentido.
           - Ninguém precisa saber o que nós viemos fazer aqui. Então não vamos falar de chefe ou de serviços, certo? Isso tudo serve para o Shan e para Hazama. Se algum deles mencionar algo, Ka vai falar que não sabe de nada e não quer saber dos serviços de cada um pois não está ali para falar sobre trabalhos contratados.

           Ao que parece Ka teria que ir ao barbeiro. Já sabia o que iria falar com ele. Iria dizer que queria impedir que alguém da nobreza prosperasse. Não poderia dizer quem, para não ser um alvo fácil, mas queria saber como ele conseguiu fazer aquilo. Se poderia dar algum conselho para Ka poder levar pessoas nobres para a ruína. Nesta hora Origa vem a mente de Ka, a irmã que atrapalhou a vida de Oribel. Por um lado se isso não ocorresse, Ka não conheceria Oribel, mas por outro a traição da família é algo sujo e inadequado.

           A venda era algo estranho, Ka pensava em como seria a experiência de usar uma venda daquela com Oribel. Um brinquedo estranho, talvez não tão legal quanto a privação da visão num jogo de prazer, mas será que poderia ser interessante? Logo Ka muda de ideia ao ver a mestra de Shan. Assuntos mais importante tomavam conta da realidade. O toque da pele de cobra em Ka é interessante, a temperatura é diferente, a sensação é outra que nunca foi parte de seus sentidos. O cheiro do local também parece exótico, talvez a pele da Medusa tivesse um odor novo. O som, como um sotaque na voz da mulher é sensual em um primeiro momento, talvez como toda nova voz feminina. Porém até que Sysil'syth parece amigável, lógico que diante da proposta dela não poderia dizer não. Seria como dizer não e virar pedra.
           - Sysil'syth, eu disse certo? Eu posso ajudar, mas preciso conhecer mais sobre o local e a pedra. Algo bom seria bom ter alguém em quem colocar a culpa ou direcionar perseguidores. Por outro lado poderia tentar enganar ou persuadir a entregarem a joia se tiver alguma lenda local ou argumento que faça eles se borrarem de medo. Com um sorriso maroto. Também tenho curiosidades adicionais, mas não sei se devo perguntar. Ka queria saber algumas coisas como, se as cobras eram independentes ou se o morderiam se tentasse roubar um beijo, se poderia fazer sexo com ela naquela forma pois estava curioso em como seria tudo aquilo, mas deveria focar no serviço e perguntar por peças adicionais no local para despistar o crime, nomes de outros mandantes e condições de pena, cadeia ou fuga. Lógico que o medo de virar pedra fala alto no coração de Ka e talvez aquilo provoque uma certa excitação momentânea.
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