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    Ka II (SP) - Christiano Keller

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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 4 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Sailor Paladina em Sex Dez 20, 2019 2:48 pm

    Quando Ka puxa assunto sobre o mundo lá fora, ele percebe que Shan aprecia o assunto, mas confessa que a maioria do seu conhecimento era teórico a despeito de já ter saido de Onduth várias vezes. Contudo, as coisas que ele perguntou eram de conhecimento mundano e ele sabia as respostas. Na superfície havia uma variedade de reinos, alguns bem frios, com neve e gelo por todo o lugar. Invernia em Onduth era assim. Havia também lugares escaldantes com uma infinidade de areia. O Sol era uma estrela brilhante que aquecia as criaturas da superfície e gerava calor, as vezes até demais, mas nada aparentemente mortal. Só que era impossível olhar diretamente pra ele. A lua era sua contraparte, bem mais bonita, permitia ser vista e embelezava a noite como conheciam. Sobre os tipos de água, Shan diz que Ka deveria estar se referindo ao mar. A água era muito salgada e não servia pra beber, mas haviam pessoas que tomavam banho lá pra apaziguar o calor. Navios usavam o mar pra chegar em outros reinos pelo mundo. Nem todo mundo tinha recursos pra arcar com os custos de uma magia de teletransporte. As viagens eram longas, chatas e as vezes até perigosas. Hazama se intromete e diz que viera de um reino chamado Avalon. Não era muito do seu gosto, cheio de heróis metidos e regras. Até sentia um pouco de falta do Sol, mas para um especialista em agir nas sombras e lidar com negócios escusos, Onduth parecia o lugar ideal pra fazer residência. Além do que, ele era procurado pelas autoridades de lá. Avalon não é conivente com escravidão.
    - Que escrotice não permitir que os mais fortes dominem os mais fracos. Isso é uma lei da natureza... Não se muda isso!

    Sobre a sugestão de contratar uma consorte pra Shan, o drow fica pensativo, tentando encontrar sentido nas palavras do colega. Mas então após algum tempo de ponderação, ele pergunta a Ka sobre o princípio de pureza. Se não era ideal que duas pessoas que fossem ficar juntas, fossem ter seus corpos tocados pela primeira vez. Uma vez que ele havia sentido forte atração por Miss Fortuna, ele queria que sua primeira vez fosse com ela. Hazama segura uma vontade de explodir de tanto rir, mas se contém. Shan ignora o elfo por já conhecer seu comportamento tolo. O drow olha pra Ka e diz que preferia que não fosse por dinheiro, mas ficaria muito agradecido se ele o ajudasse a ter sua primeira vez com a sua musa. Não gosta da ideia de usar dinheiro pra ir cama com outras pessoas, nem mesmo pra treinar.
    - Podemos tratar disso depois? Talvez seja melhor focarmos na missão agora.

    Tanto Hazama como Shan balançam a cabeça positivamente com relação ao pedido de Ka de manterem seus trabalhos em sigilo.

    --

    Após a fala de Sysil'syth, tanto Hazama quanto Shan fazem uma pequena reverência, mas Ka prefere se informar mais a cerca dos detalhes e percebe mesmo que com dificuldade, que a medusa fica impressionada e de alguma forma contente quando ele faz as perguntas. Ela responde que um museu era provavelmente o nome dado a um prédio onde eles exibiam obras de arte ao público. Sysil'syth diz que não conhecia o layout da cidade, pois vivia no pântano, mas insiste que embora eles pudessem tentar qualquer coisa, evitassem conflito. Se a baronesa suspeitasse que foi alguém de fora, poderia achar que foi a pedido da medusa. A baronesa sabia que o rubi era dela. Hazama questiona o que havia de tão especial no rubi e Sysil'syth baixa a cabeça entristecida dizendo que a pedra deixava o portador imune ao seus poderes e capaz de comandá-la. Era perigoso permanecer nas mãos da baronesa. Hazama baixa um pouco o chapéu entendendo o dilema da serpente e diz que faria tudo para ajudá-la. Ka obviamente não engoliu essa, chegando inclusive a perceber um sorrisinho de canto de boca no rosto do "colega".
    - Obrigada, serei eternamente agradecida.

    Ka vai adiante e pergunta sobre a medusa, sobre a hostilidade das cobras em sua cabeça e sobre sexo. Nesse instante as cobras reagem com certa euforia, mas Ka percebe que elas se moviam conforme a expressão facial e comportamento dela. Não era de raiva, mas de quem se surpreendia com a ousadia alheia. Sysil'syth diz que tinha total controle das cobras da mesma forma que ele tinha sobre seus dedos. Podia controlar cada uma individualmente, ou até fazê-las dormirem, o que era essencial durante um banho. Uma vez que podia ver pelos olhos de cada uma delas, era incômodo quando a água cobria a visão. Quando mencione sexo, os olhos dela ficam arregalados. A medusa estava incrédula com o que ouvia:
    - Eu achava que Morticia era ousada, mas olha o topete desse rapaz!

    Sysil'syth volta a sua forma serpentina e usa a cauda pra agarrar Ka trazendo-o pra bem perto dela, acima do chão. Seus braços contidos o impediam de se mexer e o sibilo ameaçador das cobras não colaborava pra que ele tentasse. Suor derramava do rosto de Ka. O temor era natural, também pudera. Quem precisava de magia pra sentir medo naquela situação? Hazama observava tenso o desenrolar da situação e Shan chega a dizer "Mestra!?" A medusa fala baixinho no ouvido de Ka enquanto usa a mão para alisar pau dele sobre a calça de forma sutil.
    - Traga meu rubi e eu vou adorar realizar seus desejos... Humpf! Deixarei essa passar. Mas não traiam minha confiança!

    Sysil'syth coloca Ka novamente no chão com suavidade. De fato se não tivesse ido com a cara do ladino provavelmente o teria largado e deixado cair. Shan sugere que resolvessem logo o pedido de sua mestra em Nova Londres antes de resolverem o que tinham que fazer na velha. Visto que Havia três problemas pra Ka resolver em Velha Londres, a nomear Pythos, Malice e Sweeney Todd, talvez fosse mesmo a melhor opção. Hazama normalmente iria preferir fazer o contrário, mas depois do que ouviu, parecia extremamente inclinado em atender o desejo da medusa primeiro.
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    Mensagem por Christiano Keller em Sab Dez 21, 2019 6:15 pm

    Ka,

           Sobre a consorte para Shan, Ka deixa para depois sugerir uma mulher para conversar com ele. Não precisam se tocar, mas não ia dar certo se a Miss Fortuna tocar nele e sair por ai como um zumbi. Também não poderia ficar gaguejando se ela estiver com uma amiga. Por outro lado uma conversa poderia deixar o Shan mais habilidoso para falar o adequado, sem ficar falando bobagens. Ka sabia que até ele falava bobagens uma vez ou outra.

           Sysil'syth entregou o seu ponto fraco e Ka já prevê que seu colega terá que sofrer um acidente de trabalho em algum momento. Isso poderá ser no momento certo.
    Sysil'syth escreveu:- Traga meu rubi e eu vou adorar realizar seus desejos... Humpf! Deixarei essa passar. Mas não traiam minha confiança!
    Ka então responde para Sysil'syth.
           - Todos os seus desejos serão atendidos Sysil'syth. A sensação do abraço ao redor do corpo de Ka foi forte, intensa, deu um certo medo por conta da força e possibilidade dela não aceitar a ideia. Por outro lado Ka gostou do agrado e viu que Sysil'syth apenas queria sair por cima naquela situação. O odor intenso do local não permitiu a Ka sentir nenhum perfume, visto que ela tem tatuagens na face dos dois lados era certo que queria chamar atenção. Por um momento Ka imagina se ela gosta de ficar por cima sempre, mas quando seus pés tocam o chão com suavidade sua mente volta para a realidade. Ka logo concorda com os colegas em partir.

           Ka então comenta sobre seus planos com os colegas para ver o que podem fazer:
            1) Uma ação era ir até o museu e conhecer o lugar por dentro, como clientes. Podem então ver as coisas para pegar, já que estarão lá era possível pegar algo a mais para não entregar o assalto para apenas uma coisa. A disposição dos itens, altura da peça, guardas, magias, grades e armadilhas escondidas. Ka então montaria uma rota de entrada, um alvo de disfarce para dizer que foi lá pegar outra coisa, rota de saída e tinha algumas características para confirmar sobre a pedra.
           2) Para Ka há uma opção interessante sobre substituir a pedra por uma falsa. Poderia tentar enganar as pessoas do museu ao roubar outra coisa e deixar o local da pedra sem alteração, mas ela deve ter propriedades mágicas que precisará disfarçar. Assim Ka poderá fazer duas pedras substitutas, sendo que uma vai para o local no museu e a outra para entregar uma para Hazama como distração. Será que Shan poderia ajuda com isso?
           3) Ka ainda precisará pegar o detector que Hazama tem para encontrar Malice já que ela se trata da missão inicial de Idrolmi. Será necessário enganar o Hazama muito bem para conseguir isso.
           4) Do lado de fora do museu Nova Londres tem seus próprios desafios, já que não basta sair do prédio, é necessário ter uma rota de fuga pela cidade organizada com Shan caso se separem. Se Hazama falar algo, Ka dirá que Shan sabe como é a cidade e eles não. Com dicas podem evitar correr direto para o quartel da guarda ou para as mãos de uma criatura mortal.
           5) Agora se algo der errado, Ka também queria saber para onde poderia ser levado. Talvez um prédio da guarda ou prisão local, era necessário ficar preparado para tudo pois nem tudo dava certo.
           6) Entregar a pedra iria ser legal, Ka sabia que precisava colocar a pedra em um lugar a salvo de mãos bobas. Guardaria a pedra na cueca. No entanto precisava voltar com um pequeno presente para Sysil'syth de forma a mostrar que ficou pensando nela além da missão.

           Havia muito a ser feito, Ka pretende usar as ideias de seus colegas também no processo.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Ter Dez 24, 2019 3:28 pm

    Com tudo acertado, Ka, Shan e Hazama partem para Nova Londres, passando novamente pelo cemitério e consequentemente pela Velha Londres. Graças ao seu manto, Ka não era observado, mas podia perceber que seus colegas tinham mil olhos voltados sobre eles, principalmente Hazama que sempre se vestia galante. Shan andando sem camisa e aquelas marcas rúnicas não colaborava muito para o processo de andar na maciota. Uma chuva fina caía infrequente, geralmente acompanhada de uma lufada de vento, causando um certo frio incômodo. Quando passam por uma esquina, Shan dá uns toques no ombro de Ka e aponta para uma rua específica no final da avenida. Aquela era a rua Fleet, onde o Sweeney Todd tinha a barbearia dele. Ka observa os locais ao redor e memoriza o endereço pra uso posterior. A atenção do trio é voltada para um tiefling escorado na parede que pergunta se eles não estavam a fim de uns produtos diferenciados. Hazama se interessa e pergunta o que o meio-demônio tinha a oferecer. O jovem tira do casaco algumas caixinhas com comprimidos e ampolas. Os efeitos variavam como alucinógenos, pílulas do sono, afrodisíacos e cigarros. Do outro lado da rua, dois elfos agarravam uma tiefling iniciando um estupro. Transeuntes que viam a cena apenas desviavam. o mercado diz pra os clientes observarem a cena por mais alguns segundos e a jovem vítima para de se debater, caindo no chão e contorcendo-se em orgasmos.
    - Essa pastilha eu chamo de Ecstasy. Você engole uma e passa uns dez minutos sentindo o maior orgasmo da sua vida, cara! Quinhentas pratas e tá na sua mão.

    Hazama apanha dos bolsos duas sacolinhas com cinquenta peças de ouro cada e diz "me vê duas dessas ai".
    - Mais um cliente feliz! Os senhores vão querer alguma coisa?

    Shan faz apenas um movimento negativo com a cabeça.

    O trio segue seu caminho com razoável tranquilidade. Embora estivessem sendo observados, eram homens e não pareciam gente bem apessoada o que ajudava a evitar encontros desagradáveis. Quando chegam até a rua inclinada que levaria a Nova Londres, eles são barrados por dois guardas que exigem credenciais pra poderem seguir caminho. Shan dá um passo a frente e faz um movimento suave e circular com as mãos.
    - Não tem problema a gente seguir por aqui.

    cenário e música tema:

    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 4 Z2HY9zU

    Os guardas se entreolham e concordam com o baixinho, saindo da frente e permitindo que o trio passasse. Hazama diz que um dia precisava aprender a fazer mágica. Por ser alto elfo provavelmente teria facilidade, mas nunca foi interessado em debruçar-se sobre livros pra aprender. A vida de crimes parecia mais seu estilo. Shan diz que não aprendeu magia com livros. Feiticeiros faziam acordos com dragões ou mestres demoníacos pra obter poderes mágicos. Hazama questiona se os poderes de Shan vinham da medusa e o rapaz confirma. Não parecia nenhum pouco incomodado em revelar essas informações ao elfo. Observando a cidade, Ka nota que a Nova Londres era parecida com Lacrimosa, tanto no formato de ruas e prédios como as pessoas que circulavam por ali. Tudo era mais organizado e limpo: Prostíbulos davam lugar a bordéis de luxo, antros de apostas, davam lugar a cassinos luxuosos. De fato, era como se Dirtmouth e Lacrimosa fossem vizinhas e não tivessem que atravessar a Encruzilhada pra alcançar uma a outra. Nobres que cruzavam o trio comentavam sem papas na língua. "Por Shadowlady, parece que abriram os portões do inferno!", "Acho que a baronesa precisa atualizar o padrão da gentalha que pode entrar aqui" e outras frases de cunho preconceituoso. Era possível ver a Velha Londres e o cemitério profanado lá embaixo. A visão de longe era bem mais bonita do que a realidade. Dado momento eles encontram os prédios mais chamativos da cidade: o Museu de Belas Artes, alvo de sua missão e o Palácio de Prata, residência da então baronesa Mortícia Addams. O museu parecia estar fechado no momento. Shan pergunta:
    - Pela placa de aviso, o museu vai abrir em quatro horas e permanecer aberto por mais oito. Qual é o plano?
    - Bom, podemos apressar as coisas e aproveitar que está fechado ou irmos devagar, esperar abrir, escoltar a área e voltar de novo quando fechar.

    Hazama diz que qualquer opção pra ele tava boa, mas preferia a segunda. Aproveitaria o tempo para encontrar alguma presa pra levar pra casa. Ou com sorte encontrava pistas sobre Malice por ali. Com um pouco de tempo reservado para si, Ka poderia copiar a ideia de Hazama e passear pela cidade ou avançar no plano a sua maneira. De um jeito ou de outro, pelas suas observações locais, Nova Londres parecia ser um lugar ideal pra morar no lugar de Lacrimosa. Longe de seus desafetos e a menos de meia hora entre dois ambientes com os quais estava acostumado a viver.
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    Mensagem por Christiano Keller em Sex Dez 27, 2019 1:19 am

    Ka,

           A cena na frente do mercador de alucinógenos é bem explicativa. Se o ataque era uma armação, aquilo parecia bem feito. Porém se não fosse uma armação o significado era que um ataque similar poderia acontecer com qualquer um. Os guardas ausentes para o ataque podem trabalhar com objetivos específicos na velha Londres ou o local pode ser apenas uma grande terra sem lei.
           Ao mercador Ka diz:
           - Agora não, mas posso encontrar você aqui novamente, certo? Ka não estava certo se precisava de uma pílula daquela, sabia que podia dar conta do recado, porém Hazama poderia colocar uma daquelas para Shan e Ka que os derrubará por 10 minutos. Ka agora procura ficar com a boca fechada a maior parte do tempo.

           Depois de passar pela fronteira, Ka comenta para Hazama:
           - Achei que sabia fazer mágicas, o que sabe fazer? Hazama não parecia do tipo Mago ou guerreiro, talvez fosse um ladino como Ka.

           Para Shan, Ka diz no momento adequado:
           - Então você convenceu os guardas? Acha que precisaremos disso para sair daqui também? Ou seja, precisamos sair junto com você? O plano de saída era importante.

           Quando falavam sobre o plano, Ka comenta com os dois:
           - Vamos devagar, vamos observar o local para ver como funciona fechado, depois vamos visitar por dentro. Shan, você chama muito atenção sem camisa, acha que pode ajudar com a rota de fuga? Acho que precisaremos de você para sair daqui. Hazama, você acha que pode providenciar uma distração? Algo que chame a atenção dos guardas quando precisarmos? Ka ainda queria trocar as jóias falsas pela verdeira. Queria deixar uma joia para Hazama sabendo que em algum momento seria enganado. Shan, pode falar sobre os estabelecimentos na região? Preciso ter ideia sobre o que fazem para poder pensar nos telhados deles ou se são locais para despistar os guardas. Ka queria mesmo saber se alguém poderia fazer as cópias da joia, mas não poderia perguntar diretamente. Lembrem que precisamos descansar um pouco antes de executar nosso plano. Será que Ka terá sonhos com a Medusa quando for descansar?

           Olhando para o museu Ka começa a trabalhar suas habilidades, logo coloca todas em prática:
    - Precisa descobrir se há guardas internos, externos, suas rondas, etc.
    - As janelas que poderia ver vão precisar de pontos correspondentes do lado de dentro para montar a arquitetura do local.
    - Observa saídas de água, esgoto, passagens que não estão em uso.
    - Já imagina onde vai passar para invadir e quem o veria se subir o muro de cada lado da construção.
    - Sempre há várias formas de entrar e sair de um local, algumas mais prazerosas que as outras. As sutilezas de uma entrada por cima podem requerer a abertura de uma passagem, como janelas ou portas. Uma passagem apertada por baixo, num cano pode precisar de um pouco de lubrificação e força para passar em locais apertados. Em ambos os casos é preciso paciência e um jeito especial.
    - Do lado de dentro as janelas precisam fazer par com as do lado de fora de forma a situar os locais de exposição, paredes ou divisórias.
    - Armadilhas podem fazer parte do lugar, talvez alguma coisa mágica.
    - Também é necessário pensar em como sair, pois ao pegar a joia muitas coisas podem acontecer.
    - Se grades podem descer, quais precisa bloquear para a fuga?
    - Se há possibilidade de colocarem uma barreira, precisava arrumar uma forma de escapar dela, seja por bloqueio ou por uma forma de desviar.
    - Ka também pensa em onde colocar a joia em seu corpo para evitar furtos, possivelmente na cueca em um bolso especial.
    - Usar o conhecimento aprendido enquanto observa o museu durante o dia para elaborar um plano de invasão e de fuga adequados.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Seg Dez 30, 2019 9:23 pm

    Ka pergunta se aquele vendedor tava sempre por ali e o mesmo responde que sim, a menos que os guardas estivessem passando. Costumava dar uns subornos vez ou outra, mas já havia sido pedido pra não abusar da sorte. Hazama diz que era da mesma safra de Ka, o que confirma as impressões do ladino. Ka pergunta a Shan como ele os fez passar pelos guardas e o colega diz que usa uma magia simples de "Encantar Pessoas". A magia deixa os alvos amigáveis e propensos a concordar com o lançador. Contudo havia um contra: o efeito acabava em uma hora e a pessoa afetada sabia que havia sido alvo de uma mágica assim. Porém, ele nunca usava a mágica com fins nocivos, então no máximo os guardas ficariam incomodados por terem sido feito de tolos, com a expectativa que nada realmente ruim tenha acontecido por essa falha deles. Hazama dá um sorrisinho maroto enquanto lembra aos parceiros que eles vieram até ali pra roubar algo caro, então com certeza eles seriam lembrados quando saíssem da cidade com o objetivo de sua vinda. O elfo ouve o plano de Ka e diz que arrumar distrações era sua especialidade.
    - Então fica acertado que o Ka vai entrar no museu e pegar o tal rubi, certo? Eu apenas peço que não me deixem aqui. Entendo que fui não fui a melhor companhia pra vocês nessa viagem, mas é que eu não sou muito de trabalhar em grupos...

    Hazama diz a Ka e Shan que iria providenciar para que as autoridades estivessem longe do museu durante o assalto e que os encontraria naquele ponto (onde o mercador de alucinógenos costumava ficar). Ele acena pros colegas e segue seu caminho. Aproveitaria o tempo extra pra encontrar pistas sobre Malice. Após Hazama se afastar, Ka fica mais a vontade para conversar com Shan. O drow concorda em vestir uma camisa pra chamar menos atenção e eles facilmente conseguem uma numa loja de roupas próxima. Sobre fazer uma cópia da jóia, Shan puxa Ka pelo braço virando pra uma direção onde ninguém olhava e mostra uma pequena ilusão em sua mão direita mostrando como era o rubi. Duas cobras entrelaçadas na vertical. Não seria nada fácil clonar um objeto assim, sem contar que era mágico e emanava uma aura ao seu redor perceptível aos olhos. Sem ter muito como ajudar no que concerne a invasão do local, Shan fica no aguardo enquanto Ka avalia toda a situação do museu e o trabalho que iria fazer. Após duas horas estudando a área ele sabe que:

    Offtopic: Investigação 1ª hora 2+3=5 (falha), 2ª hora: 13+3=16 (sucesso)
    - Havia guardas internos, mas os externos ele vê deixando o local aos poucos a medida que Hazama falava separadamente com cada um deles. O elfo sabia como chegar neles, parecendo um velho conhecido, dando risadas, apertos de mão e acenos quando o referido guarda deixava a cena.
    - As janelas estavam dispostas com grande espaço entre uma e outra e geralmente a pelo menos quatro metros do chão, como numa catedral.
    - O museu ficava no centro da cidade superior com quatro ruas cercando como uma encruzilhada. Bueiros estavam disponíveis nas ruas, mas longe do museu. Pessoas passavam pelas ruas a todo momento, então tentar entrar seria suspeito.
    - Escalar parecia o melhor jeito, mas precisava ser feito nos fundos, já que o museu ficava de costas para a caverna (imagem esquerda no post anterior).
    - Observando por dentro, pessoas saíam e entravam o tempo todo o que inviabilizava a presença de armadilhas. Todos os tesouros ficavam dentro de blocos de vidro e as pessoas se aproximavam pra ver e saíam. Nenhum roubo ocorrido desde a fundação.
    - Não havia nenhuma armadilha física aparente. Possivelmente tudo era por meio de mágica. Shan aparece e confirma essa suspeita. O museu borbulhava de magia pra todos os lados. Certamente seriam "vistos" fazendo o roubo, mas não necessariamente identificados.
    - Ka vê o rubi desejado por Sysil'syth, posicionado numa área nova do museu. Ao contrário de outros tesouros uma pequena cerca ao redor do bloco de vidro que cobria o pedestal, indicava aos visitantes para manterem distância.
    - O rubi era o único tesouro que possuía dois guardas vigilantes.

    Já fora do museu, as ruas estavam no ápice do agito, com toda a elite local passeando pelas ruas. Os guardas continuavam ausentes das vizinhanças. Faltavam pouco menos de duas horas pro museu fechar. Shan pergunta se Ka iria descansar no tempo livre. Não havia o menor sinal de Hazama ainda.
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    Mensagem por Christiano Keller em Ter Dez 31, 2019 1:13 am

    Ka,

    Tudo indicava que teria que ser um dos serviços especiais de Ka, entrar pelos fundos com cuidado até alcançar a glória.
    - Hazama você vai voltar com a gente. Diz Ka de forma firme. Ka apenas não conta o quanto precisava de Hazama para seus planos.

    Ka olhava o museu agora mas com cara de quem quer sair pelos fundos e não entrar. Ainda tinha algum tempo para o museu fechar e pensa em fazer algo inusitado.
    - Shan, você acha que conseguiria fazer os guardas lá dentro irem até a saída com você ou até entregar a joia pra nós. Pausa dramática. Pensei em fazer eles te seguirem quando fechar o museu e então eu saio pelos fundos. Sabe, eles podem acompanhar as pessoas para fora enquanto eu pego a peça. Isso faria Ka sair de fininho. Ka aguarda o comentário de Shan. Lógico que se não puder fazer eu entendo o risco. Ka apenas considera a possibilidade. Poderia sair mais rápido já que estava lá dentro.

    Se Shan não aceitar a ideia, Ka já tinha um plano em mente.
    Primeiro iria observar os fundos do local como quem gosta de ver as oportunidades. No momento certo que os guardas não estão olhando Ka avança até a lateral da divisa, com palavras de encorajamento encosta a mão devagar e segue na direção certa. Já sabia onde tinha que ir, o caminho claro em sua mente para chegar no local certo, a passagem certa. Do alto da janela precisava se livrar dos guardas e quebrar os vidros. Sim, não iria pegar apenas o rubi de Sysil'syth. Aquilo era um roubo ao museu, não apenas uma peça. Um disparo de pedras nos vidros para quebrar as proteções e distrair os guardas. Logo uma bomba de fumaça e o vidro do rubi. Ka não tinha a intenção de matar os guardas, mas se fosse preciso os pegará pelas costas antes de quebrar o vidro do rubi. Pedras arremessadas para vários lados funcionam como uma distração na fumaça. Um recipiente para transporte para esconder a pedra e cobrir seu brilho vão para o bolso secreto de Ka para evitar mãos leves.
    Era um plano, será que alguma parte dele funcionaria? Ka só pensava em chegar pelos fundos, entrar e sair o mais rápido possível. Em sua mente repassava o plano, várias e várias vezes entrando e saindo. Algumas vezes fazia o percurso mais lentamente, com toques em cada parte do trajeto, sempre entrando e saindo. Até que:
    - Shan, é hora do show. Hora de Ka executar o plano.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Qua Jan 08, 2020 7:10 pm

    Ka pergunta a Shan se daria certo usar o truque do charme uma vez mais, mas infelizmente o local estava repleto de círculos antimágica. Era inclusive a única magia intacta por lá. Ka decide estudar todas as entradas e saídas do museu e monta seu plano. Shan pergunta se era necessária a presença dele ali na hora, visto que ele não era nem de longe tão ágil quanto o colega e por instruções da própria mestra, deviam fazê-lo sem casualidades. Certo de que tudo estava pra sair como planejado, Ka se aproxima do tesouro e realiza seu plano: num momento de distração dos guardas, ele atira uma boleadeira no vidro que protegia o rubi, partindo apenas parte do bloco. Em seguida uma bomba de fumaça para cobrir o que tava acontecendo. Gritos de pessoas correndo começam a ecoar no museu, junto com uma sirene que perturbava os ouvidos de qualquer um. Ka tenta pegar o rubi, mas o mesmo estava engatado no suporte de tal maneira que ele não apenas é incapaz de puxar, como acaba se cortando no braço por causa dos vidros quebrados. Os guardas tossiam com a fumaça, mas ela logo se dispersaria. O nervosismo começava a tomar conta de Ka. Precisava pensar rápido porque o estrago já estava feito.
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    Mensagem por Christiano Keller em Sex Jan 10, 2020 12:29 am

    Ka,

           O vidro se quebrou em parte e Ka ainda se feriu na lateral. Pior que não sabia se havia sangue para o rastrearem depois. Os magos e seus truques sujos, com ações fora do controle das mãos das pessoas poderiam fazer coisas estranhas agora. O cubo de proteção parecia mais grosso do que Ka esperava, talvez as bolas tivessem alguma propriedade mágica inesperada ou desconhecida. O fato é que os estilhaços dos poucos pedaços que se soltaram caíram dentro do cubo. Quando o maldito Ruby não deslizou para a sua mão Ka praguejou de forma mental "Como é que alguém coloca a merda da pedra presa numa peça dessas?".

          Por sorte Ka prendeu a respiração para poder fazer as coisas na fumaça de forma adequada. Então usa uma de suas ferramentas de arrombar para quebrar parte dos dedos do suporte e retirar o rubi, assim como as bolas sem deixar evidências que esteve ali além do sangue. Com a peça em mãos, Ka a coloca num bolso "esperto" dentro da cueca ao caminhar silenciosamente para a janela. O caminhar pela fumaça era um movimento planejado, o piso estava preparado, sabia onde pisar. Os guardas também estavam começando a agir, mas avançaram na posição errada por conta do erro inicial, não para onde Ka foi em meio a fumaça. Truques da profissão, quase como uma mágica, fazer as pessoas olharem para algo que na verdade não está lá. Como jogar a moeda pra cima, mostrar as mãos livres e pegar a moeda de volta quando cai.

          Escolado na arte da ladinagem e já tendo caído em truques do passado, Ka sabia que tinha uns golpes que não poderia cair mais. A carteira falsa sem grana para o ladrão. O saco de pedras que parecem moedas para distrair do local que guarda seu ouro. Porém também precisava de bolsos preparados, assim já que era da profissão de ladrões manjando dos truques. Pessoas habilidosas podem roubar as coisas dos seus bolsos e colocar de volta se não gostam do que encontram. Ka aprendeu isso quando duas irmãs reclamavam que ele não tinha nada. Ainda bobão pensou que estava se dando bem só que elas vasculharam seus bolsos e não tinha nada de valor. Seu lucro foi limitado a alguns beijos e à experiência. O vexame foi dividido, Ka era pobre e elas que escolheram um alvo errado.

          Um flash então passa pela mente de Ka. Como ele tinha as boleadeiras? Será que as mãos da senhora do destinho passaram por seu corpo desde seu coração, passando por sua barriga até sua virilha e depositaram bolas em seus bolsos? Será que uma entidade tão poderosa queria mais ousadia das ações de Ka? Quando a Senhora do destino se preocuparia com alguém como Ka? Qual seria o seu toque? A sensação das mãos mais poderosas do universo, talvez até mais poderosa que a Shadowlady e Erotika juntas, teriam tocado o corpo de Ka e ele nem percebeu? Ou a Medusa que quando agarrou Ka que colocou o presente lá para um momento especial como uma precisão do futuro? Sim, Sysil'syth, ela tocou Ka por alguns instantes, um toque atrevido e detalhado. Ela queria o sucesso da missão e apostou suas bolas mágicas em Ka. No entanto Ka pensa se são bolas mágicas mesmo ou são apenas um truque? No fim elas podem ser úteis.

           Se perceber a movimentação dos guardas, ou até na hora de fugir, Ka solta um comentário para tentar enganar os outros presentes ou seria apenas um blefe:
           - Na porta, o cara de azul. Nenhum deles estava de azul e Ka não poderia ficar com o ar preso por muito mais tempo.

           Ka logo escala na direção da janela e para o lado de fora do museu. Já sabia onde pisar e onde se apoiar para subir até a janela. As obras não tão protegidas servem de apoio para a escalada. A rota de fuga estava programada e Ka queria usar sua capa para poder desaparecer de todos ali. Era importante durante a fuga distrair os guardas novamente para que os presentes no museu fossem liberados. Algumas telhas indicando uma fuga para outra direção poderão fazer o serviço de direcionar os guardas para o outro lado da rua errada.

           Tudo aquilo pode dar certo ou errado conforme as mãos da senhora do destino atuem, Ka tinha um grande receio, o pequeno machucado que deixou sangue pra trás. Alguém poderia saber que Ka passou por ali, fazer uma mágica estranha para o localizar, logo era importante entregar o rubi para Sysil'syth, ela certamente poderia ajudar Ka... poderia, talvez não o ajude.

    Imagens ilustrativas:

    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 4 Empty-transparent-broken-crack-glass-box-cube-vector-12201303
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    Mensagem por Sailor Paladina em Ter Jan 14, 2020 11:13 am

    Offtopic:
    Ka tenta persuadir os guardas a seguirem um cara de azul. Mesmo certos da localização do rubi, eles seguem na direção contrária por reação. (Teste de Enganar): 15+10=25 sucesso).
    Os guardas tentam ver Ka na fumaça (Teste de Percepção Difícil com Desvantagem por causa da fumaça): 12 e 1; 1+10=11 falha.
    Ka escala a parede e desce do outro lado (Testes de Acrobacia): 4+7=13 sucesso. 18+7=25 sucesso.


    Com o braço sangrando, mas com o rubi em mãos, Ka consegue alcançar o chão do outro lado. Guardas distantes percebem a cena e gritam: "ali! peguem-no", mas Ka consegue rapidamente sumir entre os becos e pulando muros. Estava a salvo pelo menos por enquanto. De onde ele estava não tinha como ver ou contatar Shan ou Hazama. Precisava dar no pé dali de alguma forma, pois o roubo do maior tesouro da baronesa, aliado ao fato de que nunca realizaram tal ousadia antes, garantia que toda a guarda local iria procurar esse objeto. Não dava pra esperar. Outra coisa digna de nota era que o rubi emanava magia, parecendo uma lanterna vermelha, mesmo embaixo de um pano, anulando os efeitos do seu manto. Apenas uma parede ou teto serviam de cobertura pra luz. No momento, Ka estava no pequeno quintal de uma casa de três andares, o que lhe dava algum tempo e espaço pra planejar. Ka ouve uma voz infantil vir da janela acima dele no segundo andar. Era uma menina drow.
    - Ei moço! O que você tá fazendo na minha casa? Vou chamar o papai!
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    Mensagem por Christiano Keller em Qua Jan 15, 2020 12:04 am

    Ka,

    Na mente de Ka ainda falta um pouco para o ponto de encontro. O garoto na janela não é boa coisa, precisa de uma distração ou de lago que faça a luz desaparecer por enquanto. Então Ka busca por um vaso de fungos, talvez enterrando a pedra no vaso a luz desapareça. As pessoas tem estes fungos em casa, alguns deles são comuns e até tem luz própria. Se puder encontrar um daqueles exóticos, poderia esconder a joia no meio da realidade aparente. Se alguém olhar pode dizer que é a luz do seu fungo especial de decoração.

    - Garoto, já viu uma bomba de fumaça? Quer ver uma? Ka tenta ganhar tempo com o garoto enquanto tenta esconder a joia, mas também conseguir fugir. Não adianta meter a pedra num vaso que não consegue carregar, mas andar com uma luz forte no escuro é pedir para ser seguido. Se vir guardas apenas sorria e acene, ninguém quer jogar uma bomba de fumaça neles, certo? Será que o garoto irá colaborar? Vou pegar um vaso, vou deixar uma grana aqui, tá? Ka tira umas moedas do bolso para "pagar" pelo vaso.

    Ka então com algo razoável para esconder a joia foge dali tentando se esconder. Primeiro olha para o garoto, para uma brecha. Em seguida pista em uma mesa de fungos do lado de dentro do quintal e olha pelo muro. Com a barra limpa, sobre o pequeno vaso e pula para ficar sobre o muro. Logo Ka pode caminhar para a próxima casa da sequência. Com um gesto para o garoto prestar atenção, Ka apenas segue sem jogar a bomba de fumaça deixando o garoto na expectativa quando desaparece no final do muro que divide as casas.

    Na outra rua, Ka observa os dois lados antes de atravessar o campo aberto. Uma das casas do outro lado deve ser mais fácil de subir que as outras. Ka então escala o muro e passa pelo meio do muro que divide os lares. É uma fuga estranha para quem corre por telhados e agora pula muros com uma desculpa na ponta da língua. Muros de casas são locais perigosos, podem ter pessoas, animais, é necessário olhar primeiro e alterar rotas se o quintal for sombrio. Telhados são vazios e as pessoas não ficam olhado para cima o tempo todo.
    Um pouco mais distante do local, Ka busca por um telhado para poder fazer sua fuga normal. Se chegar ao ponto de encontro, Ka manterá a pedra no vazo, mas segurará a pedra na mão enterrada dentro do vaso. Não poderia deixar ninguém pegar a merda da pedra.
    A ambição de Ka fala alto por um momento e ele diz baixinho em outro quintal vazio:
    - Sysil'syth, pequei a pedra. Consegue vir me buscar? Shan comentou que ela tinha um poder de transporte. Será que ela escutaria Ka que agora tem o rubi em suas mãos? Ka aguarda um pouco até poder ver seu colega Shan no ponto de encontro.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Dom Jan 19, 2020 7:35 pm

    Offtopic:
    Investigação+3 6(+3)=9: Falha


    Ka tenta encontrar algo que sirva pra cobrir o rubi, mas naquela pressão de agir e com o garoto ameaçando chamar os pais, o ladino não encontrada nada. Como o garoto não parecia muito a fim de colaborar com um adulto estranho, ele some da janela. Ka não iria esperar pra ver o resultado, guardando o rubi embaixo do casaco e saltando entre os muros das casas., tentando cobrir o máximo de terreno sem ser visto. Ele chega a se deparar com cães de guarda, mas é rápido o bastante pra escapar deles por tê-los pego de surpresa. Ele chega até uma casa de esquina e ao olhar por sobre o muro, consegue ver após uma praça pública o local de encontro na esquina do outro lado. Tentando algum contato telepático com a medusa, Ka tenta chamar por ela, mas não obtém resposta. Não conhecia o funcionamento da pedra. Dado momento, ele põe novamente a cabeça por trás do muro, espreitando pra ver como estava o ambiente e consegue ver uma presença inesperada: Era Hazama, descendo a rua com uma moça presa a uma coleira, o seguindo logo atrás. Ele a puxava irritado e olhava pros lados com medo de ser parado por alguém. Olhando melhor, Ka reconhece Malice. Pelo visto o elfo tinha encontrado o que queria ali. O resto era lucro. Caso Ka decidisse acenar, Hazama seria capaz de vê-lo.

    Spoiler:
    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 4 M01T0Hb

    Não havia o menor sinal de Shan ali por perto. Alguns guardas passavam correndo na direção do museu enquanto transeuntes vinham na direção contrária.
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    Mensagem por Christiano Keller em Seg Jan 20, 2020 8:08 pm

    Ka,

           Ao ver Hazama, Ka abaixa a cabeça, precisava encontrar outra coisa para esconder o brilho mágico do rubi ou até tentar deixar a cidade. A casa era simples para a região, mas ainda era melhor que as casas da velha Londres e Dirthmouth. Tudo indicava que apenas os pobres tinham fungos e plantações em casa, os mais abastados da Nova Londres tinham outras formas de conseguir comida e seus enfeites de quintais eram diferentes dos que Ka imaginou. Uma área grande, aberta, aconchegante compõe o quintal assim como uma grade para a rua, uma passagem para a casa e mesas para uma refeição ou receber visitas. Tão pacata e tão funcional, a mesa e a cadeira ajudam a pular o muro de dentro para fora com facilidade. Porém a preocupação de Ka não está bem relacionada a sair da casa, está mais para o foco de luz em sua virilha.

           Talvez um senso de paranoia tome Ka, mas Hazama conseguiu pegar Malice muito rápido e muito fácil. Até onde Ka lembra, Malice estava com Pythos e ninguém anda com aquela roupa ou coleira tão fácil. Ka até podia supor o que aconteceu: Hazama encontrou Pythos, ofereceu Ka ou o rubi para Pythos em troca de Malice. Uma troca fácil, perversa e simples. Um eventual inimigo com um eventual prêmio, deflorar a medusa. Ka precisa sobreviver ao momento, entregar Malice par Idrolmi como única forma de conseguir se livrar dela no futuro e beneficiar Oribel.

           Só que Ka não vai entregar isso desta vez, estava disposto a lutar. O poder que Sysil'syth oferece pode mudar a situação dele no futuro, a ambição para conseguir esse tipo de ajuda é grande. A fuga, a corrida e a arte do desaparecimento são parte da profissão de Ka. Outra vantagem é que Ka sabia o modus operandi de Pythos e tinha ideia de quem o seguia. O ponto de encontro pode ser uma armadilha mortal do outro lado da praça, campo aberto para uma luz brilhante. Ka tenta se lembrar do tamanho de Pythos, era grande e forte, talvez grande demais para caber num cano de esgoto. O coração de Ka bate na velocidade normal sob pressão, mas cada batida conta um tempo precioso para decisão e para a fuga. Nova Londres ficava sobre a Velha Londres, a água e o esgoto descem, mas Ka não fazia ideia de onde iria parar. Por outro lado, o brilho do Rubi vai desaparecer dos olhos dos curiosos enterrado no cano de sujeira.

           Ka olha para o lado evitando a praça e buscando se alguém o viu ali na casa com o ponto luminoso na virilha. Voltar para seguir adiante, essa era a ideia, passo para tomar o impulso seria uma expressão errada já que Ka vai se meter em um buraco apertado. Quantas vezes Ka já passou em um buraco apertado apenas para se dar bem? Por um breve momento Ka tenta se lembrar das vezes que fez isso, mas aquela não era a hora nem o lugar para isso.

           Por uma grade da rua que leva para a praça, Ka procura uma tampa de esgoto. A bela tampa no meio da rua estava lá, pronta para ser aberta, livre de olhares suspeitos, mas ainda assim com algumas pessoas na região Ka decide correr o risco. Quando parece que as pessoas estão cuidando de suas vidas, Ka corre até ela. Por sorte Ka sabe abrir portas e passagens, uma tampa de esgoto não tem trancas portanto basta fazer uma alavanca como quem arromba uma porta para que ela se mova. A visão no buraco é tão clara quanto do lado de fora dele sob a terra. Agora Ka precisa seguir os canos na direção da praça e espiar a superfície de tempos em tempos.

           O cano que Ka escolhe é médio, certamente Pythos terá dificuldade para passar correndo assim como qualquer coisa grande. Por outro lado, o cheiro será marcante para o povo na cidade. Com o rubi devidamente guardado na frente do pau, Ka agora tem um foco de luz que faz todos olharem para lá, se o virem. Pelo cano, ao menos eles são retos, Ka segue na direção da praça e confere as saídas com discrição para ver onde está. Os canos tem saídas distantes umas das outras. Ka então escolhe uma saída em que pode ver o ponto de encontro mais de perto e fica preparado para partir tão logo veja Shan ou uma ameaça chegar.

           De certa forma as pessoas que o perseguiam estavam pensando em locais mais altos, casas ou telhados. Agora escondido num buraco, Ka se sente mais seguro e protegido. Quando Shan aparecer, e que seja logo, Ka dirá:

    - Psiu! Aqui.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Qui Jan 23, 2020 12:19 pm

    Ka evita aparecer diante de Hazama e temendo que o ponto de encontro tivesse se tornado uma armadilha, prefere adotar outro método de fuga. Após observar uma tampa de bueiro por tempo suficiente e encontrar o melhor momento pra fugir por ali, Ka pula o muro, abre a tampa e desce, fechando o bueiro por trás de si. Graças a sua capacidade de ver melhor no escuro, o caminho era tranquilo pra ele, embora nauseante. Todo o entulho iria para a Velha Londres, então era só questão de seguir o fluxo do esgoto. Nenhum habitante da Nova Londres, nem mesmo os guardas, desceriam por ali a menos que forçados ou intimidados. Após pelo menos uma hora navegando pelos caminhos sinuosos, escorregando em certas partes, e atravessando túneis onde a água suja subia até o nível da sua cintura. Enquanto na parte superior o caminho parecia tranquilo, o mesmo não podia ser dito da parte debaixo. Ratos, baratas, incluindo versões enormes podiam ser encontrados com frequência, por sorte ainda com o mesmo comportamento e fugindo com a aproximação de uma criatura maior. Porém, após ouvir um rugido monstruoso no final de um dos túneis e a água fazendo ondas em sua direção, Ka percebe que havia criaturas maiores que ele ali também. Era hora de voltar pra superfície e torcer pra que a barra tivesse limpa. Ele abre a tampa e rapidamente precisa baixar, pois uma carroça vem passando com a roda por cima.

    esgotos:
    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 4 JuQ2EXw

    Depois do ligeiro empecilho, Ka abre a tampa e sai. Estava em Velha Londres e portanto temporariamente seguro. O lugar era praticamente um espelho de Dirtmouth. Havia pessoas nas ruas, algumas até o observavam devido ao brilho do rubi, mas nenhuma se atreve a chegar perto ou entender o porquê. Ka levaria pelo menos mais uma hora pra chegar no cemitério de Sysil'syth, contudo, ele estava sozinho, sem saber o paradeiro do Shamanista ou de Hazama. Ele lembra que a medusa pediu que a missão fosse feita de maneira sutil, mas o que deveria ter sido um furto virou um assalto chamando a atenção do público. Com sorte não ligariam o incidente com a medusa, não de imediato, mas era questão de tempo, por ela ser a única interessada em obter o objeto (pelo menos no entendimento da baronesa). Seria interessante pra Ka voltar ao refúgio com tal notícia e sem seus parceiros? Outra coisa digna de levar em consideração: Velha Londres tinha dois dos criminosos mais procurados pela guarda Real: Pythos (que até então era uma identidade real do "Açougueiro Pete") e Sweeney Todd. Ka estava cercado de gente poderosa e com decisões importantes a tomar.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 4 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Christiano Keller em Sex Jan 24, 2020 1:14 am

    Ka,

           O plano não saiu como Ka desejava, mas nem tudo funciona como se espera. A nova parte da cidade parecia uma merda, mas agora não era hora de reclamar, era hora de encontrar com Sysil'syth. Pythos, Sweeney Todd, Shan e Hazama agora são apenas parte de uma equação complexa. Porém o componente mais importante para Ka era aquela luz brilhante em sua virilha.

           Ka volta para o refúgio de Sysil'syth sem seus parceiros, ia avisar a Medusa o mais rápido possível. Por um lado o roubo foi apenas um roubo, eles não foram implicados sobre o que aconteceu. Ka também se feriu deixando uma marca preocupante de sangue de um mestiço não relacionado com a medusa, o que poderia ligar ele a qualquer coisa ou a nada. Talvez o furto durante a noite fosse uma ideia melhor. Poderia ter sido mais discreto, deveria ter roubado mais itens além do Rubi, não executou o que planejou. A ordem havia sido tomada pelo caos.

           A mente de Ka pregava peças em seu comportamento que já foi mais estável e previsível. Potenciais aliados, como Hazama e Sham não passavam de ferramentas para seu uso. Seu amor por Oribel agora parecia tomado pela vontade de possuir uma Medusa, talvez a única Medusa. O caminhar pela Velha Londres, quase uma corrida o faz prestar atenção nas ameaças que o Sham avisou. Ele havia feito caminhos mais seguros para evitar locais problemáticos. Era importante Ka fazer o mesmo caminho, como uma rota de assalto ou furto.

          Enquanto seguia pelas ruas Ka pensava no dilema sobre ordem e caos. Seguir um plano, manter uma operação estável e determinada, aquilo era ordem. O caos era diferente, sem regras, sem planejamento fixo, talvez até com alguma coisa feita para saber que o resultado do plano seria o distúrbio. Oh sim, montar um plano não era necessariamente parte da ordem, mas o caos agradece se não houver um. Por outro lado como bombas de fumaça poderiam explodir cobrindo a fuga se não fossem colocadas no local com antecedência? A mente de Ka começa a entrar no eixo novamente. Talvez a sujeira o tivesse afetado? Não, o plano feito e não executado foi antes, foi a cidade. O luxo, a magia do lugar que atrapalhou os sensos de Ka. O certo estava errado e o errado estava certo sobre a magia, agora a mente de Ka precisava organizar isso. Precisava focar no que importava, Ka e seus desejos.

           Enquanto ordem e caos trabalhavam o dilema de como um seria o caminho do outro, a bondade e a maldade transitavam o mesmo caminho. Ser bom com Sysil'syth ou fazer maldades? O que seria de Malice naquela situação de escrava de Hazama? Sobre Sham, que ficou para trás no meio do rolo? Ka deveria ajudar aos outros ou deveria ajudar a si mesmo? Qual seria a linha do aceitável como dano colateral sobre suas decisões? A mente de Ka fazia muitas perguntas as quais não tinha respostas... talvez não se importasse em ter respostas. Ao ter respostas talvez devesse justificar suas escolhas para com os sentimentos de Oribel e talvez Ka apenas use como desculpa o fato de sair com outras a forma como encontra para ajudar sua... amada? Seria o que Ka sente por Oribel o amor?

           As ruas da Velha Londres era perigosas demais para ficar pensando nestas coisas, ainda mais o cemitério onde Sysil'syth ficava. Por sorte um pequeno truque com as mãos fazia aqueles que olhavam para Ka seguir seu dedo que apontava para a Luz, onde estava seu pau. No momento que olhavam com certa repulsa, Ka tinha tempo suficiente para sumir novamente. Os telhados baixos e fracos não eram a melhor passagem para Ka caminhar em fuga, mas serviam para sair de olhos das ruas. Muitos desconhecem as verdadeiras passagens que se formam sobre os telhados e muros conectados das casas, tornando as ruas um tipo de rio que precisa ser cruzado.

           Já o cemitério era algo mais traiçoeiro. No entanto Ka sabia o caminho estranho que havia feito com Sham. Uma pitada de medo parecia pegar no coração de Ka já que locais estranhos são realmente estranhos e perigosos. Porém Ka sabia que o cara tinha passado por ali sem suar. Então se ele o fez, Ka poderia fazer o mesmo caminho talvez um pouco mais assustado, mas nada preocupante. Sham nem precisou usar magia no Hazama ou no Ka, a única coisa diferente foi a venda, a qual Ka agora era portador do Rubi.

           Perto da entrada de Sysil'syth, Ka coloca a mão no bolso esperto e chama pelo nome dela. Ele não sabia, mas talvez precise de algo para fazer a magia funcionar.
           - Sysil'syth cheguei. Atento para não virar pedra, Ka coloca a mão no rubi mas de uma forma que se for petrificado ninguém quebre  seu corpo para segurar o rubi. Onde estava a Medusa? Parece que ela vem vindo um pouco descrente no que vê. Parece que ninguém conseguiu o Rubi antes, teria sido fácil demais? O ferimento e feitos de Ka não foram brincadeira.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 4 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Sailor Paladina em Sab Jan 25, 2020 12:29 am

    Ka chama por Sysil'syth e a medusa deixa seu covil cheia de expectativas, mas fica meio decepcionada com o que vê e ouve. Ka estava de olhos fechados e cabeça baixa para evitar a maldição petrificante e relata como ocorreu o assalto e o ferimento. O meio que usou para escapar estava óbvio no fedor que exalava. A medusa pede que o rubi he seja entregue e Ka estica o braço para entregar a ela. Tão logo Sysil'syth tem o objeto em mãos, ela o estilhaça. Ka ouve o barulho e olha de soslaio pro chão, vendo os cacos caírem e fica meio sem entender o porquê de tudo aquilo. A medusa estala os dedos e dois clarões surgem do nada, trazendo ninguém menos que Shan e Hazama, acompanhado de Malice. Hazama assim que se dá conta de onde estava, pega seu chapéu e atocha na cara de Malice enquanto se apressa em por a venda nos olhos. Shan alerta pra que nenhum deles olhasse pra sua senhora, nem mesmo com as vendas nos olhos. O rubi havia sido estilhaçado, significando que Sysil'syth tinha seu poder totalmente restaurado e a proteção mágica das vendas não funcionaria mais. Sysil'syth diz que subestimou o alto-elfo. Seu pupilo é os seus olhos longe daquele cemitério e ao observar o comportamento de Hazama, tinha certeza de que ele faria de tudo para controlar a medusa ao saber das "propriedades" do rubi. No final das contas, manteve-se desinteressado pelo objeto. Hazama estava de costas, virado pra Malice, mas responde cordialmente:
    - Sim, subestimou mesmo. Era óbvio que uma criatura majestosa como você não mandaria estranhos atrás de um objeto que pudesse dá-los controle absoluto sobre sua pessoa. Estava nos testando. Estou feliz que não vou precisar carregar meu parceiro em forma de pedra. Imagina as explicações que eu teria que dar!

    Hazama olha pra Ka com o sorriso maroto de sempre. Ele diz que possuía uma bússola mágica que indicava a direção de uma pessoa cujo rosto ele conhecesse, de modo que aproveitou a missão recebida pra ir atrás da moça que estava ali com ele. Não tendo mais o que fazer na cidade, poderia voltar pra casa. Sysil'syth diz que tanto Ka como Hazama mereciam uma recompensa pelo favor que fizeram. Como a busca não ocorreu como havia pedido, Ka não teria direito ao bônus extra que estava interessado e só poderia fazer um único pedido. Shan fala que Ka lhe perguntou uma vez sobre como ficar imune a magias de medo e a medusa diz que isso seria algo bastante simples. Entre alguns de seus objetos mágicos possuía uma conchinha que podia ser pendurada no ouvido. Com uma palavra mágica, ela emanava uma música suave que suprimia emoções, mas apenas no próprio usuário. Em outras palavras, ele ficaria imune a medo e encantamentos. Hazama fica inspirado com a descrição do item e pede uma contraparte. Um item que o permitisse "sugerir" as pessoas a obedecerem um determinado curso de ação. Sysil'syth diz que poderia arrumar algo similar na forma de uma tiara, mas que só funcionaria três vezes ao dia. O alto-elfo fica incrédulo que seu pedido seria sequer aceito e fica muito agradecido.
    - Até que acompanhá-lo em suas desventuras, valeram mais do que a pena, Ka. Pena que eu já terminei aqui e devo partir.

    Shan percebe que Ka estava sangrando e segura o braço dele enquanto passa a mão brilhante por cima da ferida. Tanto o corte quanto a ardência desaparecem e ele comenta:
    - O Ka veio atrás de algumas pessoas específicas aqui em Velha Londres. Ele me fez esse favor então eu vou ajudá-lo a achar quem ele procura.

    Sysil'syth pega uma sacolinha de sua cintura e entrega os objetos ao seu pupilo. Diz que irá preparar suas coisas e escolher um novo covil em Onduth ou quem sabe fora dele. Provavelmente a Baronesa iria colocar a guarda-real atrás dela e ela se tornaria uma fugitiva da lei.
    - Desejo sssssorte para vocêssss no futuro. Esssssa deve sssser a última vez que nos vemosss. Adeus...

    Em sua forma gigante de meio-serpente e meio-mulher, Sysil'syth deixa a cena voltando para o seu covil. O rastejado de seu corpo pode ser ouvido, dando certa tranquilidade a todos que enfim podiam abrir seus olhos e observar livremente. Hazama diz a Malice que ela podia abrir os olhos. Malice estava com os olhos em lágrimas. Queria dizer algo, suplicar por ajuda, mas sempre que tentava abrir a boca gemia. Suas pernas estavam meladas de fluidos vaginais. Era como se estivesse em constante estado de orgasmo e o fato de estar nua e encoleirada a envergonhava muito. Sequer olhava nos olhos dos outros. Hazama diz  que se conhecesse o rosto e os nomes daqueles que Ka queria encontrar, até poderia ajudá-lo, mas não era o caso.
    - Bom, te vejo em Lacrimosa, parceiro? Até breve...
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 4 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Christiano Keller em Sab Jan 25, 2020 2:53 am

    Ka,

           - Sysil'syth...
    Sem palavras Ka fica quieto. Não poderia dizer que suspeitava de Hazama e não poderia dizer que intencionalmente não o queria por perto para aquela missão pois temia por Sysil'syth. A falha no teste como Hazama disse "Era óbvio que uma criatura majestosa como você não mandaria estranhos atrás de um objeto que pudesse dá-los controle absoluto sobre sua pessoa" não era tão óbvio. Se poderia colocar sob controle e não estava sendo usado era que havia uma necessidade de preparo maior. No fim o rubi precisava sair do controle da Baronesa e ser levado para Sysil'syth, mas sem fazer como foi solicitado, não havia o bônus, a única razão pela qual se interessou em fazer a missão. Desta forma Ka não tinha o que queria.

           Ka falhou em suas duas missões mais importantes naquele momento. Não furtou o rubi como planejado nem capturou Malice com Hazama. Cego com a possibilidade de Hazama controlar Sysil'syth, Ka ignorou a ordem principal para fazer um furto e retornar com os dois para voltar só, sujo, fedido. A decepção tomava conta de seu coração. Até queria devolver o objeto que Sysil'syth entregou como prêmio pois não estava ali para isso.

           - Lacrimosa? Idrolmi não vai me aceitar quando voltar. A realidade atinge Ka que ele pode ter falhado em uma terceira missão ao mesmo tempo. Aquilo foi um golpe forte, avassalador. Sua mente o traiu de uma forma quase mortal.

           Ka então chama Sham:
           - Vamos embora, nadei até na merda para trazer esse rubi pra Sysil'syth pois considerava isso importante. Preciso de um banho só para poder tomar um banho se é que você me entende. A decepção era grande demais que Ka até pensa em usar o novo aparelho para tentar centrar sua mente.

           No caminho para Velha Londres, Ka conversa com Sham para saber como ele viu aquilo tudo. Qual foi a reação dos guardas e como ele se sentiu quando Ka fez aquilo. Sozinho com Sham, Ka comenta que a missão de Hazama era capturar fêmeas para Idrolmi e fazer elas se dobrarem para sua mestra. O alvo deles era a garota, Malice e não contava que encontraria a mestra de Sham, ainda mais uma mestra linda. Aquela era a razão de Ka ter ficado preocupado com Hazama, ele poderia querer capturar Sysil'syth em algum momento. Mesmo com a mudança de Sysil'syth já que Ka não contava com a bússola que Hazama tinha para localizar pessoas. Agora Sysil'syth poderia ser um alvo para o elfo e sua gangue em qualquer lugar do mundo. Para Ka o evento poderia ser interpretado como traição e precisava avisar Sysil'syth, só não sabia como.

           Após contar para Sham sobre Hazama, Ka esperava que Sham contaria para Sysil'syth aquilo de alguma forma. Na pousada Ka então vai se lavar pelo menos 3 vezes, sendo roupas e itens para se livrar da sujeira. Ka pede desculpa para Sham sobre largar ele para trás, ele não contava com a luz do Rubi e sabia que se ficasse com Sham na nova Londres ainda seriam um grande alvo. Ele entenderia se Sham desejasse abandonar o colega ali também.

           Em fim, limpo. Ka sabia que precisava até de roupas novas, mas a grana estava curta, precisaria improvisar. Desta vez Ka tinha que se manter com o plano da polícia. Descobrir o que o Sweeney Todd planejava na cidade. Sem chamar atenção, Ka conversa com as pessoas que trabalham ou moram perto de onde Sweeney Todd estava. A coleta de informações de forma persuasiva e enganosa precisa acontecer.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 4 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Sailor Paladina em Qua Fev 05, 2020 3:55 pm

    Enquanto observa Sysil'syth partir para o seu covil, Ka lamenta e reorganiza seus planos tendo a vista a sucessão de fracassos obtidos. Como único consolo, pelo menos a medusa tinha seus poderes totalmente restaurados, não estando mais sujeita a baronesa. Quando fala do trabalho de Hazama, Ka deixa Shan intrigado, afinal os dois eram parceiros, o que significava que Ka trabalhava com isso também na visão dele. Shan pergunta se foi por essa razão que Ka pediu sigilo sobre seus empregos daquela vez. Shan enfim confirma que Ka trabalhava pra mais alguém além do Nekobese. Ele não o culpa, afinal servia a outra pessoa também e com maior prioridade, com o diferencial de que Nekobese sabia disso. O nekojin considerava que as habilidades do drow pesavam a seu favor, além do que, era improvável que seus interesses colidissem. Caso Ka não tivesse trabalhando para patrões com interesses conflitantes, Shan não via problema. É nesse momento que Ka percebe a enrascada que estava. Ele servia a três patrões totalmente antagonistas. Um ladrão, um policial e uma contrabandista de escravos. E a cereja do bolo era estar apaixonado por uma drow e por uma medusa. Ka desperta de seu ligeiro devaneio e durante o trajeto pra Velha Londres faz mais revelações pessoais, deixando Shan cada vez mais curioso. Pra alguém tão anti-social como ele, aquilo parecia uma história de uma vida inteira de emoções. Sobre ter sido deixado pra trás lá em cima, Shan na verdade ri, intrigando Ka com sua reação:
    - Eu não fazia ideia de como atender o pedido da mestra de maneira sutil e fiquei na torcida para que você conseguisse. Pelo visto, você também teve dificuldade, mas imagine eu lá atirando relâmpagos e usando vinhas e plantas nos meus inimigos. Teria causado um estrago ainda pior, hahaha.

    O bom humor de Shan com relação ao ocorrido de certa forma gera um alívio pra Ka. Talvez as coisas não estivessem tão ruins que não pudessem piorar. O elfo diz que ficaria com Ka até o fim, pois já o considerava um amigo. Quando Ka revela sobre os planos de Hazama sobre Sysil'syth, Shan leva a mão ao queixo, pensativo. Ele diz que não imagina como um homem franzino daqueles poderia ter chances contra sua mestra, ainda mais agora que ela tinha seus poderes totalmente restabelecidos. Ouvir o ladino dizer que Sysil'syth era linda, deixa o Shamanista curioso, pois ele percebe que Ka estava sentindo algo mais além respeito pela mestra dele. Coçando a cabeça e tentando assimilar a informação, Shan pergunta se o colega sentia a mesma atração que ele sentia pela Miss Fortuna. A pergunta foi retórica. O drow sabia disso, mas precisava ouvir da boca de Ka.
    - Se o que você sente pela minha mestra for verdadeiro, eu posso falar com ela sobre isso. Mas e enquanto a senhorita Oribel?

    Shan deixa claro que sua senhora não era uma m"mulher da vida" e não ajudaria o amigo, se a única intenção dele fosse uma noitada com Sysil'syth. Se ele quisesse ter as duas, que pelo menos as tratasse com o devido respeito que mereciam. Embora o assunto tivesse sido desvirtuado, Ka sabia que Hazama era muito inteligente e ardiloso. Se o alto-elfo tinha planos de capturar a medusa, ele tinha grandes chances de conseguir se não fosse impedido a tempo. Teria que ficar de olho em movimentos suspeitos. Ka toma vários banhos e desfaz-se de suas roupas antigas. Shan consegue algum dinheiro com as joias que tinha e compra roupas novas pro colega. Ele diz que estão quites pela dica do colega em vestir algo mais apropriado na Nova Londres. Caminhando pelas ruas estreitas daquele bairro pobre. Shan pergunta a Ka se ele ainda se sentia "em casa" quando andava em lugares assim ou se a vida em Lacrimosa já havia o feito esquecer sua origem humilde. O próprio diz que se sente bastante deslocado em áreas populosas e preferia viver em florestas e pântanos. Plantas e animais eram sua companhia favorita, embora não se incomodasse com a presença de seres de sua própria espécie, especialmente quando amigos confiáveis. Ka conversa com algumas pessoas no caminho, mas ninguém comentava sobre o nome real do barbeiro, apenas o chamada pelo título de profissão.
    - Essa é a rua Fleet. Agora é só procurar o estabelecimento dele. Por que você tá procurando por ele em específico, afinal de contas? Devem haver barbeiros em Lacrimosa também.

    rua fleet:
    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 4 XQHhegs

    Shan faz a pergunta, mas depois pede desculpas. Não era de seu costume ser invasivo sobre a vida dos outros, mas era a primeira vez que se sentia confiante em fazer perguntas. Os dois olham do outro lado da rua e percebem que uma das lojas tinha tubos brancos e vermelhos rodopiando em cada lado da porta, o que dava um bonito enfeite. Uma placa simples, mas com escrita distinta apenas dizia: "Barbearia". Um cliente deixa o local alisando os dois lados do rosto com a palma e ante-palma da mão, faz um menear satisfeito com a cabeça e segue seu caminho, sugerindo que o ambiente era seguro. Shan toma a iniciativa de ir na frente, caso Ka nada dissesse. Pela janela era possível ver que dentro, tratava-se de um pequeno e humilde salão, mas bastante organizado e com todo o material exigido pela profissão. Caso optassem por entrar Ka e Shan são recebidos pelo dono do estabelecimento.

    Spoiler:
    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 4 9Nc82mw

    - Sejam bem-vindos a minha humilde barbearia. Vejo que são clientes novos, pois não me recordo de suas faces, muito menos alguém com o cabelo tão grande...

    Ao fim das palavras do homem, Ka tem um rápido vislumbre do rosto de Tharja e um calafrio sobre sua espinha. Porém a adaga não o alerta de perigo iminente algum. Talvez fosse algo referente as dicas que a moça lhe deu.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 4 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Christiano Keller em Seg Fev 10, 2020 10:54 pm

    Ka,

           ANTES

           
    Sham escreveu:- Eu não fazia ideia de como atender o pedido da mestra de maneira sutil e fiquei na torcida para que você conseguisse. Pelo visto, você também teve dificuldade, mas imagine eu lá atirando relâmpagos e usando vinhas e plantas nos meus inimigos. Teria causado um estrago ainda pior, hahaha.
           - Eu tinha um plano para fazer isso na surdina, deveria ter seguido o plano. Eu achei que Hazama poderia usar a peça para capturar Sysil'syth e fiquei afobado. Fiz merda e isso custou a ela seu lar. Ka estava arrependido daquilo. Eu evito confrontos diretos Shan, não sou um guerreiro, vivo nas sombras e é lá que devo permanecer. No entanto estou fazendo bobagens nos últimos dias. Podem ser as emoções, algo que pra você deve ser fácil de entender, as emoções as vezes atrapalham, as vezes ajudam. Estou aliviado com seu bom humor nessa situação. Ka estava tentando se organizar.

           
    Sham escreveu:- Se o que você sente pela minha mestra for verdadeiro, eu posso falar com ela sobre isso. Mas e enquanto a senhorita Oribel?
           - Sabe Sham, eu estou confuso. Gosto de Oribel e sinto falta dela, cada minuto longe dela sinto saudades que precisam ser aplacadas por outra emoção. Ao vir pra cá sabia que Hazama faria aquela moça sofrer, mas eu estava conformado com isso. Só que Sysil'syth não tinha nada com a situação ou o serviço de Hazama. Sua beleza exótica e poder acertaram fundo em minhas emoções e não poderia deixar que ela fosse vítima de Hazama. Ele tem truques na manga para capturar mulheres e fazer com que se dobrem. Também pensei que Sysil'syth se sentia tão sozinha quanto eu, pois é difícil para ela encontrar pessoas que não sejam transformadas em pedra. Não sei se conseguiria equilibrar um relacionamento com Sysil'syth e Oribel. Preciso dar tempo ao tempo e evitar que Hazama pegue Sysil'syth. Ka ainda estava confuso. Uma mulher dá muito trabalho, com duas, seria complicado.


           DEPOIS
           
    Sham escreveu:- Essa é a rua Fleet. Agora é só procurar o estabelecimento dele. Por que você tá procurando por ele em específico, afinal de contas? Devem haver barbeiros em Lacrimosa também.
           - É só vir, confirmar quem é e ir embora. Vou aproveitar e perguntar onde posso comprar uma daquelas navalhas para fazer higiene. Não preciso de nada mais que informações sem fazer perguntas. As ordens eram claras. Confirmar quem ele era, eventuais contatos e evitar combate. Os túneis escuros não eram um problema para Ka, mas muitos dos vilarejos são abertos até a crosta da montanha lá no alto. A rua Fleet é mais fechada no formato de um corredor. Um local propício para se organizar uma passagem de um lugar para o outro dentro dos estabelecimentos com apenas um furo na parede. Os negócios ao lado podem ser problemáticos também, ou servi de contatos próximos.

           Quando o cliente sai, Ka diz:
           - Viu, uma barbearia. Um local aparentemente normal e Ka ainda era um desconhecido. Torcia para este serviço ser rápido. A verdade era que não queria ir até lá. Tharja havia deixado dicas, que as aparências enganam, sufocar com ira e que uma trégua traz felicidade com remorso. Pythos parecia a parte de trégua que poderia estar por ali também.

           Ka olha para o homem e comenta:
           - Olá, estou de passagem e procuro um barbeiro pois sabem onde poderia encontrar uma boa navalha para higiene pessoal. Não sei se você vende um kit destes aqui ou pode recomendar um local para que eu compre. É que sei que barbeiros sabem onde tem as melhores navalhas para isso e meu kit ficou tão sujo que não quero arriscar usar ele novamente. Ka confirmou seu alvo e queria uma informação válida. Não poderia usar seu kit de higiene após andar pelo esgoto. Ka poderia não ser o cara mais inteligente do mundo, mas sabia que sujeira brava não combinava com ferimentos ou sangue.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Ter Fev 11, 2020 4:53 pm

    ANTES:
    Shan ouve o desabafo de Ka e põe a mão no seu ombro dizendo com sinceridade que o ladino era um bom amigo e leal. Que os dois podiam aprender muita coisa um com o outro. Assim como ele era bom com mulheres e com a sutileza, o druida era bom com magia e combate. Ele diz que todo mundo comete erros na vida e era assim que se aprendia a fazer melhor: errando e tentando de novo. Quando Ka fala sobre conviver com as duas, Shan tem um mindfuck repentino. Pra alguém que não conseguia ter uma mulher, ter duas parecia algo de outro mundo. Ka percebe como Shan fica paralisado no tempo com olhar perdido, tentando imaginar a situação. Ka estala os dedos e o rapaz volta a si com um sorriso no rosto de quem tinha imaginado coisas. Ele leva a mão ao queixo, pensativo e diz que a cultura entre as várias raças principalmente no que concerne relacionamento amoroso diferiam bastante entre uma e outra. Certamente sua mestra não iria procurar por um casamento em algum templo e fazer residência com Ka em algum centro urbano. Toparia um acasalamento desde que houvesse respeito mútuo, o que era principal. De fato, medusas eram solitárias, mas não porque eliminavam seus consortes, mas sim porque uma vida em casal não funcionava com alguém de sua raça. Ka poderia então ficar com Oribel também.
    - Olha Ka, se você realmente gosta da minha mestra, irei ajudá-lo com isso. Se o que você diz sobre esse tal Hazama for grave assim, tenho certeza que ela ficaria muito agradecida se você a protegesse de algum perigo.

    Shan dá um soquinho na palma da própria mão e diz com olhar firme de que tudo daria certo. Talvez fosse um positivismo assim que Ka precisava pra seguir em frente.

    TEMPO ATUAL:
    Sweeney Todd observa aqueles dois por instantes, suspira pesadamente e vai até a parte de trás de seu salão, mexendo em alguns armários onde de longe era possível ver que continham objetos comuns de qualquer barbearia. Ainda virado de costas, ele observa Ka e Shan pelo reflexo de sua lâmina e diz ainda em tom calmo.
    - Sabe... Eu não fiquei tanto tempo foragido da lei caindo em truques baratos como esse...

    A porta e janela são lacrados com barras de ferro formando celas, pegando Ka e Shan de surpresa. A adaga de Ka salta as suas mãos prontamente; As mãos de Shan começam a faiscar fogo e eletricidade. Todd diz que primeiro recebeu a visita de uma enorme tiefling futanari que alegava saber do seu histórico e que pra não ser entregue as autoridades, ele deveria esconder um "pacote vivo" em sua barbearia. Uma jovem moça meio-elfa suja e completamente em frangalhos mentalmente. Dias depois um alto elfo aparece dizendo que veio atrás do tal pacote e a leva embora. E quando ele pensa que tudo estava resolvido, os dois voltam pra deixá-la aqui por mais uns dias enquanto eles faziam um trato com a baronesa Mortícia pra capturar um "grande prêmio" ainda mais valioso. Todd dá um chute no armário debaixo, revelando uma mulher nua amarrada e amordaçada que é rapidamente reconhecida por Ka (como Malice) e Shan (como a garota acompanhada por Hazama). Todd diz que não faz ideia se aqueles dois eram aliados ou inimigos de Hazama e sua companheira, mas uma coisa era certa: Os crimes que ele cometeu são justificados. Ele eliminou gente importante que arruinou sua vida e não iria permitir que as autoridades o pegassem ou que fosse envolvido em crimes que não lhe diziam respeito. O barbeiro puxa Malice pelo cabelo e coloca a navalha próxima a garganta dela. A jovem estava semi-consciente.
    - Posso não dar conta de vocês dois numa luta, mas deem um passo errado e levo essa aqui comigo junto. Também tenho outros truques na manga!

    Embora a situação fosse de pressão, Sweeney Todd falava em tom tranquilo como se estivesse em uma reunião de negócios que poderia não sair bem pra qualquer dos lados, ao invés de uma situação de refém a beira de ser assassinado.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 4 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Christiano Keller em Qui Fev 13, 2020 12:07 am

    Ka,

           Enquanto Sweeney Todd falava, Ka só pensava no filho da puta do Hazama e da Futanari Pete. Não era muito de matar, mas isso entrava na lista. Precisava dar um jeito de matar eles em uma armadilha, mas isso era pra depois. Agora tinha que lidar com o barbeiro.

           A faca de alerta saltou para a mão e Ka já estava preocupado, mas Sweeney Todd parecia um homem de negócios. Enquanto aponta para cada um, Ka fala:
           - Sweeney, moça, amigo, podemos conversar? Você, Sweeney, parece ser um cara bastante razoável e esperto. Vamos constatar alguns fatos? Ka faz uma pausa para Sweeney prestar atenção. Fato 1 se as pessoas sabiam onde você estava, você nunca fugiu, apenas não deu trabalho suficiente para eles. Ka espera um momento breve para continuar: Fato 2 Eu vim até aqui confirmar se você estava tranquilo, de boa. Isso confirma o fato de que sabem de você. Fato 3 Se acontecer algo comigo, vão vir até você e vai ter que fugir mesmo. Fato 4 se eu for embora e disser que você está de boa, você continua aqui numa boa. Fato 5 eu realmente preciso de um kit de higiene pessoal novo e você parece o cara indicado para saber onde posso achar um. Ka deixa isso acentar e fala mais: Fato 6 você e eu somos peões neste jogo, por que? A futanari e o Hazama deixaram você guardando a moça. Fato 7 visitar um mero vigia pega mal pra minha carreira, mas se você soltar a moça, o mistério sobre você permanece. Visitar uma lenda, faz bem pra minha carreira. Fato 8 Se soltar a moça e abrir as grades, nós vamos embora, a lenda crescerá a cada dia. Fato 9 o pior cenário, você mata a moça e a gente luta. Todos vão dizer que você não era o cara importante na situação, trabalhava pra alguém, talvez digam que não foi nem você quem bolou a armadilha. Fato 10 Eu acho que você é esperto Todd. Você deveria ser reconhecido por isso. Pense nisso. Ka olha para Malice e diz: Você está inteira? Consegue confirmar as palavras dele?

           Ka limpa a garganta e diz para Sham sem olhar pra ele:
           - Então meu colega, sabe o que o Hazama fará, certo? Mandar um recado pode ser uma armadilha? A situação parece tensa. Quais outros truques Todd poderia ter na manda? Uma outra armadilha no local? Será que Ka conseguiria ver? Um teto falso, um chão frouxo, algo que se abra e solte coisas em nós.

           Em meio a tudo aquilo Ka lembra de Sysil'syth e como avisou que Hazama era perigoso. Não esperava que o safado fosse fazer aquilo desta forma. Ainda Pete estava junto, que parecia forte e capaz de uma boa briga. O grande poder de Sysil'syth era tornar tudo em pedra, mas haviam contra medidas. Ela também fazia portais e poderia fugir, mas a possibilidade de aqueles se darem bem novamente apenas irrita Ka. Será que Todd seria persuadido pelos fatos apresentados? Contra fatos não há argumentos e essa era a ideia de Ka. Para terminar a persuasão, Ka lança a brava:
           - Então, vamos resolver isso para manter nosso prestígio em alta? Você tem uma reputação melhor que a minha para cuidar. Persuadir e puxar o saco, coisas que fazem as pessoas tomarem decisões.
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