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    Ka II (SP) - Christiano Keller

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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 5 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Sailor Paladina em Dom Fev 16, 2020 6:37 pm

    Offtopic: Persuasão 20(+10)=30 (acerto crítico).

    No momento da tensão, Ka tenta negociar com diplomacia. Sweeney aponta a faca pra Sham e recomenda que ele "desligasse" sua mágica, pois a sala estava enchendo de gás metano, fora o óleo no chão. E, convenientemente, apenas ele e sua refém estavam sob efeito de imunidade ao fogo. Ao saber disso Sham imediatamente cancela suas magias. De fato o chão e o ar estavam com um cheiro estranho, mas nem Ka nem Sham foram rápidos em discernir se era ambiente ou algo mais. Ka começa a falar bastante e a medida que construia seu argumento, ele percebia que as feições de Sweeney mudavam, de um psicopata pronto pra cometer uma loucura para a de uma pessoa em dúvida se o que fazia era o mais sensato a fazer. Aquele meio-elfo tinha um ponto. Na verdade vários deles. Todd larga Malice, que vai ao chão ainda sentindo espasmos de prazer e aperta um dispositivo na parede fazendo com que as portas e janelas se abram e o gás escape. A moça não responde a Ka e Todd explica porquê:
    - Não adianta tentar falar com ela. Aquela dupla esmigalhou a força de vontade dela. Ela apenas recebe ordens, geme e goza. Que final triste pra uma moça tão bonita.

    Malice com mente despedaçada:
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    Todd diz que a primeira vez que a encontrou, ela estava vindo em sua direção pela rua, nua e de olhos vazios, até que foi confrontado pela tal Açougueira pra guardá-la com ele. Malice não mudou seu comportamento desde então. O barbeiro guarda o estilete, cruza os braços e pergunta se aqueles dois tinham algum plano. Mas uma coisa era certa: queria aqueles dois bandidos mortos ou em cana. De preferência mortos. Sham diz que sua mestra precisava realmente ser avisada que a baronesa iria possivelmente lançar um ataque ao cemitério com a ajuda daqueles dois e que eles deveriam agir rápido. Todd comenta intrigado:
    - Mestra? Ataque ao cemitério? Um momento... Você quer dizer que o "grande prêmio" que aqueles cretinos se referem era a medusa? Ca-ra-lho... E você diz que ela é sua mestra? (diz apontando pra Sham). Quem são vocês, afinal? Aventureiros desses que salvam o mundo?

    Independente das respostas, Sham diz estar confiante de que sua mestra saberia lidar com a situação, tão logo soubesse da ameaça, mas o barbeiro o alerta de que não seria tão simples. A baronesa era uma feiticeira poderosa e tinha controle sobre o Estado, significando que podia mandar membros da guarda e oficiais de elite para um ataque poderoso. Fora o que aqueles dois bandidos podiam conseguir. Todd relembra que nem Hazama e nem Pete sabiam do que estava acontecendo no salão e que o ideal seria preparar algum tipo de armadilha pra quando eles voltassem. Só precisavam pensar em algo. Se a medusa fosse uma mestra nas artes mágicas, podiam usar isso a seu favor.
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    Mensagem por Christiano Keller em Qui Fev 20, 2020 1:58 pm

    Ka,

           Enquanto Todd falava sobre sobre a primeira vez que encontrou Malice um comentário chamou atenção de Ka. Ele disse "pela tal Açougueira", dizendo que a Pete era uma mulher, mas tem um pinto, o que faz dela uma coisa feia para Ka. Ainda mais, Ka lembra das drogas que fazem um efeito estranho que o mercador ofereceu na praça. Também há a tiara que está com Hazama que pode dar ordens de curto prazo, assim Malice deve ter sido capturada ou trocada por Hazama enquanto ele estava na cidade, depois da reunião com a medusa ele fez seus truques para negociar com o Todd. Portanto há algum tempo de vantagem ou de exposição.
           - Todd você está certo. Tenho um plano para transformar os dois em pedra, mas a gente pode pegar eles também. Sham, você consegue avisar sua mestra? É que penso que como ela ia sair de lá talvez eles usem a nós para encontrá-la além daquele aparelho que Hazama tem para rastrear. Será que Sham lembra do aparelho que HAzama comentou que usa para rastrear pessoas? Ka sabia que Todd era um assassino mas estava disposto a usar o barbeiro para livrar sua barra.
    Todd escreveu:- Mestra? Ataque ao cemitério? Um momento... Você quer dizer que o "grande prêmio" que aqueles cretinos se referem era a medusa? Ca-ra-lho... E você diz que ela é sua mestra? (diz apontando pra Sham). Quem são vocês, afinal? Aventureiros desses que salvam o mundo?
    Aventureiros para salvar o mundo? O cara pode ser louco, mas ainda bem que não é burro.
           - Aventureiros sim, mas salvar o mundo? Não. Só faço serviços para pegar a minha parte e acho que ando recebendo pouco. Ka queria se tornar o maior ladrão do mundo, mas isso era mais complicado do que parecia. Um bom ladrão talvez nunca seja reconhecido e Ka não queria ser reconhecido pelos seus roubos. Como o roubo ao museu, Ka fez o serviço mas é provável que seu rosto não apareça em todos os cantos.

           Ka faz uma pequena pausa ao olhar para a barbearia de Todd e finalmente conta seu plano:
           - Este é o meu plano e podemos adaptar pois não sou dono da verdade. Ka deixa claro que os presentes podem colaborar. Sham precisa avisar a sua mestra, acho que eles vão pra lá logo, o Hazama tem aquele objeto que ele usa para rastrear pessoas. Se ela sair com um portal pode frustar os atacantes deixando Hazama e "o" Açougueiro Pete com cara de bunda para a Baronesa. Ka para e olha para eles para ver alguma reação. Certamente ao falhar o plano eles precisam de uma distração, alguém que diga que a medusa foi embora para algum local que separe as forças da Baronesa dos dois. Novamente o Hazama vai usar o aparelho para indicar pra onde ela foi. Essa "fuga" ou distração deve ser algo que coloque os dois como alvo da Baronesa pois enquanto atacavam o cemitério por pedido deles a medusa ia embora para outro local na boa. A ideia da distração ou enganação serve para separar os dois grupos. Portanto Ka espera que um deles ou os dois retornem para a barbearia. Neste ponto penso que eles vão voltar para a barbearia para tirar satisfações ou mesmo pegar ela. Ai fica um local para a armadilha, só que como o Açougueiro é meio demônio acho que tem imunidade ao fogo. Então a gente precisa de outra coisa, talvez fumaça para distrair e meio que fazer ele se sentir bem levando ao erro. Mas a gente precisava de uma outra forma de ataque, talvez uma droga que o coloque de molho também como ficou essa ai pois o Açougueiro parece forte. A medusa pode fazer alguma ilusão e até o fogo poderia queimar as roupas e vendas, ai ele pode ser transformado em pedra. Assim usamos a capacidade de locomoção dela como vantagem para nós. Se ela for para longe e depois volta para a armadilha, temos uma oportunidade pois o Hazama não olha para aquela coisa o tempo todo. Alguma coisa a acrescentar? Ka aguarda um pouco para todos pensarem no que vão dizer. Talvez comprar alguma droga para usar no ar.

           Ka esperança que Sham possa avisar de forma mágica a Medusa lança no ar:
           - Se não usamos o plano B. Uma armadilha maior, com fumaça para distrair os atacantes, a presença do prêmio e alvos mais específicos pois não precisamos de todos os homens da Baronesa mortos terminando com uma fuga espetacular. Podemos até usar alguma criatura ou problema do cemitério para atacar os outros. Ka comenta de forma breve. Sabe Todd, depois disso tudo vou levar essa ai embora viva, mas por enquanto é melhor ela ficar aqui, certo? Ai posso dizer que ela foi testemunha para valorizar a história que vou contar. Sobre matar o Hazama e o Pete, ninguém precisa saber o que aconteceu e se você quiser pode levar a fama ou passar para alguém. Ka estava ansioso, com uma perspectiva de que o tempo está correndo contra eles.

    Na mente de Ka a força e velocidade de Pythos deve fazer parte do plano, Hazama tem os artefatos de localizar, o de comandar e truques na manga que pelo menos viram alguns deles em combate quando viajaram para Velha Londres. A capacidade de esconder também é importante, talvez a Medusa possa usar a capa de Ka para desaparecer da vista de todos. Um movimento ousado mas incerto. A sorte estava lançada e Ka parece ter gasto boa parte dela ao conseguir Todd para seu lado.
    Os cinco sentidos precisavam ser usados, o cheiro do gás poderia entregar a armadilha explosiva, o piso molhado de produto inflamável, a posição das coisas na barbearia, a audição talvez entregue a armadilha tarde, mas a visão poderia mostrar a passagem das grades nas janelas e porta. Sim, atenção para os sentidos e pensamentos são passos importantes que Ka parecia ignorar de tempos em tempos, mas parecia mais atento agora.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Seg Fev 24, 2020 3:47 pm

    Ka disserta sobre seu plano, mas tanto Sham como Todd vêm com ressalvas importantes. Sham diz que Hazama não esperava que Ka ainda estivesse na cidade. Pra ele, o parceiro já tinha voltado pra casa, logo ele provavelmente não usaria o localizador pra achar Ka e o manteria focado na sua mestra. Desse modo, ele estava ciente em tempo real da localização de Sysil'syth. Se sua mestra saísse do cemitério, ele desconfiaria de algo. Não podiam subestimar a inteligência do elfo pela segunda vez. Se fossem preparar uma armadilha, seria melhor que ela não se movesse de lá. E ainda diz que se fosse pra alguém avisá-la de algum perigo que aquela pessoa fosse o próprio Ka, já que ele queria se redimir com ela de alguma forma. Todd diz que tanto Hazama como Pythos estavam cientes das armadilhas em sua barbearia e sempre que conversavam, o faziam no beco do lado de fora. O barbeiro também adiciona uma informação extra relevante pra Ka. Pythos não era imune a fogo. Ele mesmo lutou contra ela na primeira vez que discutiram. Todd perdeu a luta, mas conseguiu ferir a inimiga com uma lâmina aquecida. A cicatriz de marca à ferro na perna dela é de sua autoria. Jura que teve vontade de capar a maldita, mas não calculou bem seus movimentos, considerando a velocidade com que a guerreira atacava.
    - Essa pobre coitada foi estuprada analmente tantas vezes que chegou a regurgitar a porra dessa escrota.

    Ka ouve de Sham que os dois deveriam ir juntos ao cemitério conversar com Sysil'syth enquanto Todd os aguardaria ali. Se o barbeiro se movesse, era possível que Hazama também notasse. Não poderiam arriscar. Sua mestra era uma feiticeira poderosa, certamente poderia dar bons conselhos sobre a situação. Todd concorda com o plano e diz que por ele, Ka poderia levar a moça quando tudo estivesse terminado. Não diria um 'a' sobre a visita deles ao local. Numa coisa estavam certos, se era um plano em grupo, Sysil'syth deveria poder opinar também, ainda mais por ela ser a principal vítima no caso. Ka e Sham seguem de volta pro cemitério e diante do covil, ambos baixam suas cabeças, fechando os olhos enquanto o elfo chama sua mestra. A medusa demora mais do que o convencional a aparecer, fazendo com que Sham estranhasse o comportamento e por alguns instantes deixando Ka preocupado, mas eis que seu sibilo pode ser ouvido, o chão treme um pouco e logo a mesma surge em sua aparência majestosa. Ela toca a testa dos dois a sua frente, sua mão macia e quente desliza suave pelo rosto de Ka e então diz com sua voz encantadora.
    - Podem abrir os olhossss. Normalmente ssssó desativo meu olhar petrificante com o Rionzukhosha, mas decidi confiar em você.

    Sham olha pra Ka e faz um sinal com a mão dando total palavra pra ele pra que explicasse toda a situação, a qual Ka poderia excluir ou adicionar os detalhes que preferisse. Mas a medusa deixa claro alguns pontos relevantes: Ela possuia uma magia permanente em si mesma que a deixava invisível a meios mágicos de localização, o que significava que a única pista que todos que ouviram falar dela tinham de sua presença era o cemitério. Portanto, ela poderia se mover pra qualquer lugar por meio de teletransporte a vontade. Exceto talvez pra lugares protegidos contra teleportação, como o palácio da baronesa e suas proximidades. De fato, Morticia era a única entre os habitantes de Nova e Velha Londres, capaz de ser um desafio a altura da medusa. Com essa informação, Ka e Sham imaginam que Hazama poderia estar focando sua bússola em Todd ou Malice e se os dois se movessem, ele iria desconfiar.
    - Então aquele elfo arrogante planeja trazer os oficccciais da baronessssa ao meu covil? Que venham. Já providenciei minha mudançççça. Masss posssso posssstergar a viagem um pouquinho.

    Sysil'syth assume disfarce humanoide, sem as cobras na cabeça. Seu visual se assemelhava ao de Ka, com um manto cobrindo sua cabeça. O Shamanista parecia chocado com o que via.
    - Me-me-mestra, eu nu-nunca vi a se-senhora assim!

    Spoiler:
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    - Não é meu visual preferido. Prefiro minha forma natural. E aposto como o Ka também prefere, não é? (diz Sysil'syth novamente atiçando o ladino, alisando seu rosto suavemente).

    Offtopic: Sysil'syth joins the group
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    Mensagem por Christiano Keller em Qua Fev 26, 2020 1:43 am

    Ka,

           Enquanto ouvida as palavras de Todd na barbearia, Ka balança a cabeça confirmando os detalhes relevantes.
           - Verdade, verdade, sabia que você era um cara esperto. Então para evitar chamar a atenção deles, vocês ficam aqui.

           Na presença de Sysil'syth, Ka tem muita coisa para contar em pouco tempo.
    Sysil'syth escreveu:- Podem abrir os olhossss. Normalmente ssssó desativo meu olhar petrificante com o Rionzukhosha, mas decidi confiar em você.
           - Você demorou para aparecer... sabe que sou precavido, então só para garantir tenho uma pergunta pra você: quando você me segurou na última vez que nos encontramos, você fez algo que só eu percebi. Pode dizer o que foi? Ka sempre foi cauteloso. O poder especial de petrificação da medusa era algo diferente que Ka não conhece, mas o fato de não poder transformar os dois em pedra com a vantagem do tempo que Hazama e Pete tinham, todo cuidado é pouco.

           Se tudo correr bem e Sysil'syth for ela mesma, Ka acredita que fez a escolha certa ao demonstrar cautela. Por outro lado, se falhar, Ka sabe que tem um impostor em suas mãos. Tudo isso é parte do traço de personalidade suspeita e difícil de Ka.

           - Sysil'syth que bom que é você mesma. Você sabe o que eu gosto... hehe, mas temos assuntos importantes a tratar. Bom, vou tentar falar os fatos que sei e vamos tentar fazer algo. O Hazama e uma futanari chamada Pythos, vulgo açougueiro Pete querem quebrar sua vontade e te escravizar. Vão vender você ou te usar através da Idrolmi em Lacrimosa. Ka respira e segue: Pytos é um guerreiro meio demônio forte e veloz, mas já foi ferido por uma lâmina aquecida. Ele já ameaçou a mim e meus amigos antes. Hazama tem aquela coisa que você deu pra ele que pode fazer alguém obedecer suas ordens, a bússula que localiza as pessoas e uma droga que comprou na Nova Londres que derruba as pessoas. Sham e Ka viram Hazama lutar em combate mas sabiam que ele guardou cartas na manga. Então pensei no seguinte: se você sair com um portal pode frustar os atacantes deixando Hazama e "o" Açougueiro Pete com cara de bunda para a Baronesa. Sabe, estava aqui, agora não está mais. Ka faz gestos com as mãos movendo as coisas de um lugar para o outro. Certamente ao falhar o plano eles precisam de uma distração, alguém que diga que a medusa foi embora para algum local que separe as forças da Baronesa dos dois. Novamente o Hazama vai usar o aparelho para indicar pra onde você foi. Essa "fuga" ou distração deve ser algo que coloque os dois como alvo da Baronesa pois enquanto atacavam o cemitério por pedido deles você ia embora para outro local bela e plena. Neste ponto penso que eles vão voltar para a barbearia do Todd para tirar satisfações ou mesmo pegar a antiga refém de Hazama e Pythos. Ai fica um local para a armadilha no beco perto da barbearia. Assim seria um combate no estilo quarto contra dois. Ka deixa a ideia se firmar e completa: Você parece mais esperta que eu, então antes de dizer suas ideias, esse é o plano B. Uma armadilha maior, com fumaça para distrair os atacantes, a sua presença e alvos mais específicos pois não precisamos de todos os homens da Baronesa mortos terminando com uma fuga espetacular. Podemos até usar alguma criatura ou problema do cemitério para atacar os outros e melhorar nossas chances. Ka olha para a nova imagem da medusa e ainda assim altera o olhar entre os olhos e a boca.

    Ali perto de Sysil'syth, Ka podeia sentir sua mão, o perfume em meio aos odores terríveis do cemitério. A mente de Ka também procura descobrir se há mais alguma informação diferente sobre a nova ilusão de Sysil'syth.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Sex Fev 28, 2020 10:11 am

    Ka faz um pequeno teste de confiança com Sysil'syth e a medusa acha engraçado, elogiando a esperteza dele. Ela diz que após um tempo de consideração e levando em conta seu comprometimento para com ela e seu pupilo, talvez o rapaz merecesse uma segunda chance de ter seus desejos realizados. Mas só depois daquilo tudo estar resolvido. A briga dela com Mortícia já foi adiada várias vezes, mas agora que a baronesa resolveu quebrar o status quo e adicionar dois bispos ao tabuleiro, chegou a hora de mover a Rainha. Sham acha engraçado sua mestra usar referência ao jogo de tabuleiro que sua mestra o ensinou a jogar. Ka já ouvira falar de xadrez, mas por ser um jogo meio demorado, não era muito famoso nas ruas de Dirtmouth, de modo que o povo preferia baralho, dados ou dominós. Sysil'syth ouve o plano de Ka e sugere uma pequena alteração com base no que ele disse. Ela cria uma cópia ilusória de si mesma em sua forma serpentina e a move pra dentro de seu covil. A medusa diz que quando estiver controlando a ilusão, ficará surda e cega, portanto confiará sua vida àqueles dois rapazes. Quando os soldados da baronesa chegassem ao cemitério, apenas sua ilusão estaria lá. Os três iriam aguardar Hazama e Pythos na barbearia.
    - Se vocês confiam nesse barbeiro, então podemos nos esconder lá e quando os dois pilantras chegarem, recupero meus sentidos e os transformo em pedra, que tal? Parece um plano bem simples.

    Quando Sysil'syth olha pra Ka pra ver se o ladino concordava com o plano, ele tem outro vislumbre de Tharja, sente um aperto forte no coração e uma lágrima furtiva sai de seus olhos. O plano parecia perfeito até demais. Mas haveria algum custo? Os alertas de Tharja finalmente estavam se concretizando. Difícil mesmo era interpretá-los corretamente. Como a feiticeira havia dito, o futuro é cheio de incertezas e muda a todo momento, mas Ka tinha a vantagem de ter uma ideia do que poderia acontecer. Se Pythos e Hazama faziam parte do "diabo que mora nos detalhes" e Ochyllyss era o "amor possessivo que precisava ser sufocado com ira", então sobrava pro barbeiro e a medusa, a trégua por vingança que traria felicidade e remorso. Estava Ka preparado pro que desse e viesse?
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    Mensagem por Christiano Keller em Sex Fev 28, 2020 11:11 am

    Ka,

           Uma segunda chance parece algo muito bom e Ka não consegue disfarçar uma reação natural de seu corpo ao saber o que aquilo poderia significar. De maneira calma e tranquila Ka lembra da frase que aprendeu quando pequeno "apenas sorria a acene, sorriam e acenem rapazes" e torcia para não ficar um momento embaraçoso.

           O plano parecia bom, mas Ka diz para Sysil'syth:
           - Gosto do plano, mas não seria óbvio que eles tenham alguma forma de não serem transformados em pedra? Ka sorri de forma maliciosa e diz para Sysil'syth: Se eu quisesse submeter alguém que pode me transformar em pedra, certamente tomaria providências para não ser petrificado. Eu também tenho essa faca que me avisa quando há um perigo por perto, será que você poderia usar a faca para que ela a alerte para sair do transe? Eu também posso ficar ao seu lado e tocar seu corpo para te alertar. Ka estava disposto a fazer muitas coisas para resolver problemas. Pythos parecia um problema para Oribel, Hazama era um problema para conseguir seu plano com Idrolmi e também não aceitava os costumes de seu Lar em que as mulheres mandam. Por sua vez uma aliada como a esperta, poderosa e sensual Sysil'syth será muito importante.

    Sysil'syth escreveu:- Se vocês confiam nesse barbeiro, então podemos nos esconder lá e quando os dois pilantras chegarem, recupero meus sentidos e os transformo em pedra, que tal? Parece um plano bem simples.
           - É, a confiança é limitada. Ele é um assassino confesso e perigoso, mas tem um certo ego. Quando Pythos colocou ele pra trabalhar isso manchou sua reputação fazendo ele ir de cara foda para um mero servo. Então vamos nos livrar de um problema juntos, Pythos e Hazama. Ai vou pegar a refém que estava com Hazama e levar ela embora para atender a um pedido do Sr. Nekobese. Ka novamente compartilha mais informações do que deveria por conta de uma expectativa de sexo. Por que ele se abria tanto com as mulheres? Elas não podem usar ele assim ou Ka também não deve mais se entregar. Precisa ser duro, forte e dominante como fez com Oribel, como Hazama e Pythos fizeram com Malice... será que Ka queria se tornar o que ele combatia? Não, ele tinha um desejo, um chamado da sua Deusa que precisa ser atendido. A falta de Oribel e os dias sem sexo o faziam perder o controle.

           A visão de Tharja ainda é terrível mas verdadeira, talvez consiga passar na tenda por alguns minutos na volta.
           Para Ka, Pythos fazia parte da parte da frase "diabo que mora nos detalhes", mas Oribel tinha uma gêmea.
           A frase do "amor possessivo que precisava ser sufocado com ira" fazia algum sentido com Ochyllyss, mas talvez Oribel sentisse esse amor ou seja outra pessoa. Há tempos que Ka não falava com Ochyllyss, mas pediu uma reunião e precisava saber a resposta.
           Já a última parte que era "a trégua por vingança que traria felicidade e remorso" também poderia ser com Ochyllyss e agora estava fazendo uma trégua com Todd para vingar a Sysil'syth. Uma ação que trará felicidade e remorso.
           - Vamos, o tempo parece contra nós e eu ainda não sou imortal. Ka queria executar o plano, a ação iria acontecer no beco sujo.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Sex Mar 06, 2020 7:49 pm

    Ka comenta sobre a possibilidade de precaução por parte dos inimigos e Sysil'syth responde que existem poções raras e bem caras pra reverter o processo, mas não há como ser imune, a menos que a pessoa mantenha os olhos fechados. Eles só precisariam ser surpreendidos e ninguém além de Ka ou o Shamanista havia visto a medusa naquela forma humana. Eles tinham o fator surpresa a seu favor. Ka fala sobre sua adaga e Sysil'syth pede pra vê-la por alguns instantes, devolvendo-a logo após. A adaga não é capaz de despertar alguém que esteja dormente por meios não naturais. Sham diz a Ka que se Hazama visse qualquer um dos dois, ele iria desconfiar de algo e por tudo a perder. Precisariam confiar no Todd. O drow se mostrava bastante apreensivo com a ideia de deixar um assassino vigiando sua mestra enquanto ela estava vulnerável. Seria um "Salto da Fé", mas Sysil'syth parecia confiante de que tudo daria certo, esbanjando positividade. Na verdade o que mais preocupava Ka eram as visões de Tharja virando realidade, mas numa coisa ele e a medusa concordavam: Todd deveria estar mais inclinado a ajudá-los do que a dupla de traidores. O trio deixa o cemitério e segue de volta pra barbearia chegando lá cerca de quase uma hora depois. Sham e Sysil'syth aguardam na esquina enquanto Ka vai ao estabelecimento sempre observando os arredores pra garantir segurança. Olhando de soslaio pela janela de vidro (coisa fina naquela região) e vê Todd de costas arrumando o local. Em um canto da parede estava Malice, sentada e escorada, de cabeça baixa. Após umas batidinhas no vidro, Todd olha de canto de olho, percebe que era Ka e vem rapidamente até a porta para atendê-lo.
    - Demorou hein? Conseguiu avisar a medusa pra ela fugir?

    Ka diz que conseguiu avisá-la a tempo e que ela estava em segurança. Quando perguntado sobre seu outro colega, Ka aponta na direção de Sham e Syl que se aproximavam. Todd não reconhece a moça e pergunta quem ela era. Ka diz que era uma amiga de Sham, também pupila da medusa e que ela podia observar o cemitério a distância enquanto meditava. Sham e Syl percebem que Ka estava improvisando e entram no jogo dele. Todd dá de ombros, dizendo que era um risco trazer mais alguém pro plano, especialmente sem avisá-lo antes, mas já não era problema dele. Após o barbeiro apontar pra Malice e dizer que iria trazê-la lá fora pra quando Hazama chegasse, Syl pede a Todd que deixasse a moça lá e assume um disfarce ilusório ficando igual a meio elfa. O barbeiro coça a testa relembrando do perigo daquilo tudo, mas resolve confiar nos aliados. Sham e Ka entram na barbearia pra ficarem escondidos, enquanto Syl fica em posição de lótus, meditando do lado de fora próximo a porta. Todd não sabia, mas enquanto Syl meditava, na verdade ela estava projetando sua imagem real de medusa no covil dela, aguardando a chegada de soldados da baronesa. Minutos se passam, transeuntes passando pelo beco jogam esmolas pra Syl e até alguns clientes chegam para serem atendidos. Com Ka, Malice e Sham escondidos, tudo parecia "normal". Duas horas se passam, três, quatro e Sham já se perguntava se aquilo daria certo. Cerca de sete horas depois do início do plano, quando já se aproximava a hora de fechar seu estabelecimento, Todd ouve a voz de Syl.
    - Eles estão vindo...

    O barbeiro pega as chaves do local, estala os dedos sinalizando pra Ka e Sham e vai até o lado de fora, deixando a porta escorada. Todd olha pros lados, mas apenas vê Syl na mesma posição, sem nenhum sinal dos vilões. Incapaz de ver ou ouvir o que acontecia perto dela, Syl, continua falando. Ka e Sham podiam ouvir por estarem próximos da porta. Syl diz que um grupo de pessoas estava parado no portão do cemitério. Possuíam vendas nos olhos e lanças luminosas que causavam forte distração. Estavam parados e pareciam estar esperando alguma ordem para seguirem em frente. Poucos minutos depois naquela ansiedade, o trio ouve a voz faceira de Hazama vindo da entrada do beco. Todd fecha a porta e finge passar a chave, mas Ka percebe que a mesma ainda estava aberta. Todd observa com desinteresse a aproximação do alto elfo, cruzando os braços ao vê-lo.
    - Veio atrás da sua mercadoria, finalmente? Um cliente chegou a me perguntar o que eu fazia com uma meio-elfa em meu salão...
    - Oh, não se preocupe, Senhor Todd. Provavelmente está será a última vez que nos vemos.
    - É mesmo? E porq... *tump*

    Spoiler:
    Hazama faz um movimento de cabeça apontando pro outro lado e o barbeiro percebe do outro lado do beco a figura ostensiva de Pythos, batendo no chão, o cabo de uma lança em suas mãos.
    - Infelizmente no meu ramo de negócios, testemunhas são um problema que precisa ser eliminado...

    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 5 HqlcDNI

    - Entendi. Ei garota. Hora de acordar! - Diz Todd puxando os cabelos de Syl de modo a acordá-la depressa. Sysil'syth desperta do transe forçadamente e obviamente sem controle do seu poder olhando diretamente no rosto de Hazama que estava confuso com a atitude repentina do ex-parceiro. Sua reação é diferente do imaginado, visto que o elfo começa a gargalhar ao sentir seu corpo endurecendo e tornando-se pedra. - Hahaha, que ingenuidade a minha cair numa armadilha dessas. Você me surpreendeu... T...odd. Pyyyyt...

    Ao perceber que uma armadilha havia sido arranjada a futanari tiefling rapidamente arremessa sua lança na direção do barbeiro, mas este consegue desviar a tempo. Porém a lança atravessa em cheio o estômago de Sysil'syth e a ponta chega a partir alguns cacos do peito de Hazama.

    Spoiler:
    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 5 Cn0zRYM

    Furiosa Pythos avança na direção de Todd, mas este estava preparado dessa vez e saca uma arma estranha do seu colete, apontando diretamente pra virilha de Pythos que por não reconhecer a arma, ignora o perigo. Tratava-se de um mosquete, cujo disparo pega Pythos de surpresa. A futa cai horrorizada no chão urrando de dor com seu falo e seu escroto estourados em chamas e sangue.
    - MALDITOOOOOOOOOOOOOOoooooooooooooooo... Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah...
    - Foi-se seu maior orgulho...

    A rápida sucessão de eventos impedia reações mais rápidas dos que estavam de fora dos turnos. Ka abre a porta e vê a estátua de Hazama a sua frente, embora sua expressão de alegria na própria morte tirasse um pouco do prazer em vê-lo daquele jeito, mas aos seus pés estava Sysil'syth inconsciente com uma lança atravessada no corpo. Sham ao ver a cena, fica rapidamente nervoso e com seus braços brilhando, convoca magias de cura. O dano havia sido massivo pro corpo mais frágil que a medusa tinha no momento e teria sido fatal até mesmo em sua forma real.
    - Mestra! Aguente firme!

    Ka tinha a opção de segurar Sysil'syth nos braços e confortá-la ou aproveitar para dar um fim em Pythos que encontrava-se completamente indefesa, chorando a perda total de seus testículos. Todd não faria mais nada. O barulho de sua arma com certeza atrairia as autoridades pro local a qualquer instante. Uma coisa era certa: era o fim de sua vida reclusa e sua barbearia. Todd estava certo. Apitos podiam ser ouvidos. Ka tinha uma terceira opção: fugir enquanto era tempo ou encarar o resultado de tudo aquilo.
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 5 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Christiano Keller em Sab Mar 07, 2020 2:21 am

    Ka,

           A armadilha estava pronta e Ka estava ansioso. A faca estava na cintura, mas Ka também tem uma besta pois não pretendia manter contato corpo a corpo com seus inimigos já que não é um guerreiro. As coisas estavam prontas, todos posicionados e armas carregadas. As longas sete horas que se passaram na tocaia demoraram muito para passar. Na mente de Ka os vários eventos descritos por Tharja eram revisitados como alternativas de futuros diferentes. As coisas poderiam sair do jeito certo ou do jeito errado, mas qual era o jeito que Ka teria o melhor resultado eram as mais intrigantes. A troca de papéis poderia ser marcante nas visões.

           A visão de Malice presa e com sua vontade quebrada era até curiosa, fazer aquilo com alguém era um poder interessante, mas o tipo de poder que precisava ser bem usado. Agora ela não parecia mais nada além de uma escrava sexual. Não era o tipo de coisa que Ka via como fonte de prazer para uma escrava, faltava a vontade ou desejo de compartilhar o momento, o brilho no olho do desejo. Seria isso que Idrolmi via nas mulheres que tentava conquistar? Talvez uma mera forma de conseguir ter tal controle?

           (...)

           Quando a armadilha é disparada e a merda acontece Ka corre com a besta em mãos, um pequeno esbarrão derruba Hazama em direção ao chão. Talvez todo ou partes de sua figura de pedra fiquem despedaçadas piorando qualquer forma de recuperação. Ao correr na direção de Syl, Ka tenta um disparo em Pythos com sua besta. Era para pegar Pythos que haviam feito a armadilha, assim eliminaria um problema de sua vida. No entanto Syl estava ferida, poucos passos separavam a vida da morte e em cada um deles Ka mira como pode a besta em Pythos. Um disparo na corrida, talvez o disparo no momento de fraqueza, mas certamente não a garganta cortada. Ainda a passos de Sysil'syth que transformou Hazama em pedra Ka faz o disparo em Pythos na esperança de fazer um disparo fatal. Logo Ka solta a arma no ar e escorrega de olhos fechados parando ao lado de Sysil'syth, visto que uma medusa pode ser fatal mesmo após sua morte:
           - Sham, instruções. Segura em mim que vamos curar você. Será que Ka poderia fazer algo para ajudar? Talvez seguir instruções e remover a lança enquanto a magia de cura fazia seu efeito. Certamente a magia não poderia fechar o ferimento com a lança ainda de atravessado o corpo de Sysil'syth. Talvez Sham saiba alguma daquelas magias exóticas que trocam vida de um lugar para o outro que poderia fazer Ka ficar meio ferido, assim como Sysil'syth, assim é melhor dois pela metade do que um inteiro com um morto. As mãos de Ka tateiam o corpo de Sysil'syth em busca das instruções de Sham, seja para remover a lança, mover a cabeça ou qualquer coisa que consiga escutar.
           Distraído com Sysil'syth, Ka olha uma vez de relance para Pythos para conferir se estava ainda ali ou se já tinha fugido. Se aquela coisa ainda estiver viva precisava dar um jeito de mata-la logo. Ka então diz:
          - Sham, quando podemos sair daqui? Todd, é hora de irmos embora e parabéns pelo disparo. Ka sabia que para ir embora precisava ainda levar Malice de olhos fechados junto. A guarda da cidade logo chegaria até eles e isso será outro problema. O artefato mágico de Hazama seria tão importante para se ter, poderia rastrear Pythos para poder o matar de uma vez. Mais uma vez a visão de Tharja se profetiza, o remorso acontece deixando Pythos viver para salvar Sysil'syth ou ao matar Pythos e deixar Sysil'syth morrer. Uma visão do futuro que estava certa em todos os cenários naquele momento.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Sab Mar 07, 2020 2:05 pm

    Offtopic: Ataque com besta +7: 18+7=25 (Sucesso). Dano =1d8+4: (8)

    No nervosismo (e ira), Ka empurra a estátua de Hazama e dispara um tiro certeiro de sua besta na bunda dela, fazendo Pythos urrar de dor ainda mais, jurando vingança. O fato é que ela não conseguia sequer pensar em sair correndo, rolando no chão de dor. Os itens mágicos de Hazama, imunes a petrificação, caem aos pés do ladino, podendo ser pegos por ele. Sham diz pra Ka não remover a lança, pois como ela atravessava seus órgãos internos a faria sangrar ainda mais. Syl precisava acordar pra assumir sua forma normal e Sham diz que ela precisaria ser levada pro covil dela. O ferimento grave em sua forma humanoide a deixava inconsciente, mas não era fatal (ainda).  Todd, como legítimo conhecedor da fisiologia humanoide, diz a Ka que Syl deveria ser posta numa maca e movida devagar. Por conveniência ele possuía três em seu salão e vai até lá dentro buscar. O trio coloca Syl sobre a maca com cuidado. Embora inconsciente, a expressão do seu rosto mostrava dor extrema, com lágrimas escorrendo por sua face. A ilusão de Malice havia sumido, sua pele voltou a ser azulada com os cabelos pretos, e algumas cobras, porém as mesmas estavam inertes. Todd diz esperar não ser picado por elas, mas tanto Ka como Sham o tranquilizam sobre isso, visto que as cobras não eram independentes e obedeciam Syl.
    - Parem onde estão!

    Quando começavam a erguer a maca, o trio percebe que ambos os lados do beco estavam bloqueados por membros da guarda. Pythos aponta o dedo na direção do trio alegando que aqueles eram assassinos, que ela tentou pará-los, mas foi atingida e que precisava de cuidados médicos. Pythos se mostrava bem convincente naquela situação e os guardas logo empunham suas espadas se aproximando do trio. Parecia uma situação sem saída, quando de repente uma voz forte se faz ouvir. Uma voz familiar que de certa forma traz alívio e alento pra Ka. Por entre os guardas, aparece uma figura imponente vestindo a armadura da realeza. Um dos soldados até tenta argumentar, mas logo é colocado em seu devido lugar.
    - Afastem-se. Eu cuido da situação daqui pra frente.
    - Estamos aqui sob ordem da baronesa Mortícia!
    Spoiler:
    - Eu sou o Comandante Koyaan e represento a Rainha Almalexia. Psst. (sinal com a mão de "xô").

    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 5 6x9TbMU

    Os soldados se entreolham e dão dois passos pra trás em respeito e temor.
    - Belo trabalho amigo. Dois de uma vez só... Quem diria.

    Koyaan se aproxima de Pythos pisando na mão dela.
    - Seus dias de estupros terminaram, "Açougueiro Pete". E pelo que vejo, permanentemente. Alguém nos poupou trabalho de te capar. Farei questão de que permaneça viva e presa possivelmente sendo estuprada por outros prisioneiros...

    Voltando sua atenção pra Todd que apesar de tudo não soltou a maca em consideração aos parceiros, Koyaan continua.
    - Sweeney Todd, o assassino de nobres. Creio que fez sua última barba hoje. A forca te espera.

    Quando finalmente se dá conta do resto da cena, Koyaan vira sua atenção pra Ka.
    - Do que se trata isso tudo? Um elfo petrificado, uma moça com uma lança atravessada na barriga e... louvada seja a Rainha! Ela tem cobras na cabe... Que porr... Alguém me explique o que tá havendo, sim? Por que a baronesa convocou a guarda real pra eliminar uma medusa que ameaçava a cidade? Por acaso é essa que está aqui morrendo na minha frente?

    Koyaan não faz menção ao fato de Sham estar mantendo Sysil'syth viva por meio de sua magia de cura. Não o conhecia e tampouco o pequeno drow parecia ser de qualquer ameaça. Seu olhar apontava diretamente pra Ka, aguardando respostas. Todd fazia o mesmo, pois não fazia ideia que Ka conhecia seu algoz. Se o próprio ladino estivesse na maca, Todd provavelmente a largaria de ódio.
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    Mensagem por Christiano Keller em Ter Mar 10, 2020 10:17 pm

    Ka,

    Aquilo não era um bom sinal. Soldados chegaram muito rápido e Ka não conseguiu tirar a medusa dali na velocidade desejada. Para sorte ou azar, o próprio chefe da guarda estava ali. Ka tenta disfarçar para não entregar que trabalhava para Koyaan.

    - Comandante, vou te chamar de Comandante, certo? Tem muita coisa acontecendo mas quem você procura é o Açougueiro Pete. O açougueiro e seu amigo petrificado que tramaram contra esse homem aqui (Ka aponta para Todd sem dizer seu nome) além da nobresa. Eles atacaram essa mulher aqui (Ka aponta para medusa sem dizer seu nome) que precisa de tratamento médico urgente. Apesar do que parece essa mulher é nossa melhor pista para chegar até a medusa. No entanto a medusa não é uma ameaça para cidade, Pythos é o grande problema aqui. Tanto que temos uma meia medusa aqui.

    Ka faz uma pausa para recuperar o fôlego mas não deixa falarem:
    - Tem mais, o cara petrificado além de trabalhar com a Pythos prendia mulheres para serem estupradas e como essa aqui resistiu, eles a feriram. A lança de Pythos a atravessou mas ela estava no meio de uma transformação, por isso tem essas cobras. Agora precisamos salvar a mulher e acertar a transformação.
    - O barbeiro foi coagido pela Pythos a cometer crimes mas com nossa ajuda ele mesmo a capou. Certamente o Barbeiro é um homem brilhante mas não poderia enfrentar a Pythos sozinho. Certo Todd? A Pythos não disse para você me matar como o coagiu outras vezes?
    Ka mistura algumas verdades com algumas mentiras para tentar fazer uma barra limpa para Todd e desviar a atenção sobre a medusa. Havia uma transformação mas ninguém disse que era para a original.
    - Agora se deseja achar a medusa, nós podemos ir até o covil dela agora mesmo pois precisamos curar essa mulher e aí se descobrir algo posso dizer para os guardas para onde ela foi. Um bom cidadão sempre colabora com a guarda, não é Todd? Você só fazia barbas aqui tentando seguir com sua vida e não quer ser coagido pela Pythos.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Qui Mar 12, 2020 5:32 pm

    Koyaan começa a ouvir a história de Ka, mas tinha muita coisa ali que não estava batendo com o conhecimento dele. O barbeiro ainda injuriado com Ka não corrobora nada do que ele diz ou pergunta, preferindo manter-se calado. Koyaan esfrega parte da testa e dos olhos, como que incrédulo, mas de certo modo entende o nervosismo de seu agente. Com um movimento de mão, ele lança na área uma mágica de Zona da Verdade e pede para que cada um dos três desse sua versão da história, começando por Todd e depois Sham que até o momento não havia dito nada. Depois perguntaria novamente a Ka. O próprio elfo alerta que embora fosse possível mentir numa área protegida por Zona da Verdade, usando de grande força de vontade, qualquer tentativa de fazê-lo, com fracasso ou sucesso seria percebido por ele, logo, seria melhor contar logo a verdade ou omitir algo, o que seria desagradável e certamente diminuiria sua paciência. Todd faz um sinal pra Ka com a cabeça pra que ele baixasse a maca devagar e uma vez no chão, ele se volta a Koyaan e começa seu depoimento.

    - Você me vê como um assassino de nobres, quando tudo que fiz foi justiça com minhas próprias mãos. Minha esposa e minha filha foram tomadas de mim, mortas por aquela criatura vil prostrada ali pelas minhas mãos. Descobri que a baronesa Mortícia tinha sido a mandante do crime. Sem provas concretas, a justiça virou as costas pra mim. Eliminei o marido e a irmã dela por vingança e mais ninguém. Ela tem uma filha, mas eu jamais mataria uma pessoa inocente. Não tenho remorso, pois acredito que fiz um favor a Londres removendo um delegado corrupto e uma juíza estelionatária que usam e abusam dos poderes que possuem. Isto, o senhor não vê. Deixei de viver no conforto da Nova Londres pra viver nessa favela, escondido da polícia até que o elfo petrificado aqui, trouxe uma moça (apontando pra Malice dentro do salão) exigindo que eu a escondesse ali, enquanto ele iria conversar com a baronesa sobre um grande prêmio. Se eu não obedecesse, ele revelaria minha presença a público. Eu não conhecia ele, mas tudo fez sentido quando a tal Pythos apareceu pra ir junto com ele. Eu a reconheci e a ataquei. Pena que a subestimei, ou teria vencido...

    Todd é interrompido por uma gargalhada de Pythos.
    - Você teria me vencido? Hahaha! Quanta arrogância... uuuugh, merda de dooor. Eu que subestimei você com a essa arma infernal. Você é um assassino sem causa Todd. Fui contratada pra matar sua família sim, mas recebi uma oferta melhor e elas estão vivas. Mas você nunca vai saber onde elas estão! Hahahaha! Uuuugh.
    - Quieta, estupradora. Guardas! Levem essa futanari daqui. Não poupem maus-tratos. Ela merece tudo do pior.
    - Espere! Minha família está...? Maldita, eu vou arrancar essa informação de você nem que eu tenha que...


    Koyaan age rápido e imobiliza Todd colocando algemas mágicas nele.
    - Tenho sua confissão e informações extras que podem me ajudar numa investigação pessoal que tenho contra Mortícia. Contudo, você continua sendo um assassino e será preso. Se sua família está viva, irei encontrá-la. Poderão visitá-lo na prisão. Guardas, levem esse daqui também!

    Voltando sua atenção para o Shamanista, Koyaan pergunta a ele o que um druida e uma medusa faziam ali no meio da cidade. Sham omite a parte sobre trabalhar com Ka e Nekobese, mas revela todo o resto, o que deixa o ladino meio receoso sobre como Koyaan veria tudo aquilo.
    - Essa daqui é Sysil'syth, minha mestra e uma medusa. Sempre vivemos pacificamente escondidos no pântano que permeia o cemitério, sem jamais interagir com transeuntes e até mesmo mantendo mortos vivos distantes para que pessoas que quisessem visitar os túmulos de seus parentes mortos pudessem fazê-lo em paz. Mas um dia a baronesa descobriu sobre minha mestra e criou um rubi mágico que anulava parte dos poderes da minha mestra. Sem poder sair do covil, ela me pediu pra visitar outra cidade, conhecer alguém de confiança e tentar convencê-lo a ajudar. Eu acabei conhecendo o Ka e como fizemos amizade, o apresentei a minha mestra pra que ele pudesse ajudá-la. Até que conseguimos tomar o rubi que estava no museu e minha mestra o quebrou restaurando os poderes dela, mas foi quando o Ka me contou que esse elfo tinha intenção de capturar minha mestra como um grande prêmio que ela topou participar de uma armadilha pra pegá-los. E aqui estamos. O resto, o senhor consegue imaginar.

    Koyann estava de braços cruzados ouvindo toda aquela história, mas nem tinha expressão de surpresa ou tampouco parecia duvidar de qualquer palavra. Na verdade ele parecia estar satisfeito como quem estivesse conseguindo concluir um intrincado quebra-cabeças. Levando a mão ao queixo e olhando pro alto, Koyaan diz:
    - Huuumm. Imaginei que estivessem envolvidos com o ataque ao museu. As coisas parecem fazer muito mais sentido agora, mas ainda faltam algumas respostas e tenho a enorme impressão de que apenas nosso amigo Ka aqui as detém, se dessa vez ele preferir ser sincero...

    Koyaan lembra a Ka que sabia que ele era um ladino metido com toda a estirpe de gente má-intencionada de Onduth, mas que topou aliviar pro lado dele, SE ele concordasse em trabalhar junto com a polícia e não estorvar seu trabalho. Seu serviço não era pegar peixes pequenos, mas sim criminosos importantes ou com poderes acima da média da polícia local. Embora tivesse sua identidade secreta revelada na frente de Sham, o druida não parece nenhum pouco incomodado. Na verdade ele até sorri, vendo aquele contrato com Koyaan como uma posição de status importante pro amigo. Certamente Ka poderia explicar melhor as coisas depois pra ele. Koyaan se volta novamente pra Ka e pergunta:
    - Muito bem, eu já sei que essa moça é a medusa, que ela foi ferida por Pythos, que ela petrificou esse elfo e que a medusa estacionada de frente aos meus guardas de elite no cemitério, não é a verdadeira. E também sei que Mortícia e esse elfo se referiam a ela como grande prêmio... O que eu quero saber é: Quem é essa garota ali dentro que parece desligada de tudo? Quem é esse elfo petrificado? E pra quem era o grande prêmio? Era pra ele ou pra Mortícia? Não poupe detalhes ou vou ter que te prender e deixar esses dois a própria sorte...

    Sysil'syth gemia de dor e Sham diz que o batimento cardíaco dela estava fraco. Koyaan diz que tão logo obtivesse as respostas que queria, eles estariam liberados para transitar por toda a Londres sem serem importunados pela baronesa, inclusive providenciaria uma carruagem pra agilizar o transporte. Contudo, antes de permitir que a medusa se recuperasse, ele precisava saber de toda a verdade. Ele faz questão de dizer que a vida da medusa estava nas mãos de Ka.
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    Mensagem por Christiano Keller em Qui Mar 12, 2020 9:21 pm

    Ka,

    Koyaan não sabia ser discreto, parecia Ka roubando o museu. Aquilo não parecia bom para o ladino. A zona da verdade era algo complicado, Ka não queria aparecer como empregado de Koyaan mas não tinha outro jeito.
    Ao ouvir a história de Todd, Ka pensa na pobre família do barbeiro. Um destino terrível poderia aguardar as duas nas mãos de Pythos. No entanto quando Ka fica sabendo que elas podem estar vivas, um nome vem a sua mente: Idrolmi. Ka até pensa em dizer para Todd sobre Idrolmi, mas faz um sinal na língua dos ladrões para dizer que está com ele em busca da família, "é nois mano". Ka não poderia julgar o Todd pelo o que ele fez, ele teria feito o mesmo, mataria para proteger sua família. Também teria tentado matar Pythos como ele tentou. Não há muito mais o que fazer quando Todd é preso, Ka apenas espera para poder falar.
    Sham entrega mais detalhes sobre a medusa. Bem, era ela lá mesmo, com a lança atravessando seu corpo e em necessidade de tratamento rápido. Ele fala que os três estão envolvidos, o que complica mais as coisas. A zona da verdade apenas obriga as pessoas a dizerem a verdade mas omitir coisas não perguntadas faz parte da arte. Talvez Sham optasse por omitir Nekobese já que não foi solicitado.
    - Comandante Koyaan, tem muita coisa para falar e talvez eu não fale na ordem certa pois não tenho certeza dela. A garota ali dentro é chamada de Malice, ela foi alvo da Pythos. A senhora Idrolmi mandou o elfo de pedra assim como eu atrás dela. Suspeito que Idrolmi esteja com a família de Todd, mas apenas suspeito. Como não conhecia Londres, nem a Velha nem a Nova, precisava da ajuda do Sham aqui. Então a gente veio até aqui. Antes de ir atrás do Todd, apareceu a história da gente ir atrás do Rubi no Museu. Ali fiquei sabendo da opressão da Morticia para com a Medusa e para com a Velha Londres. Do meu ponto de vista a medusa não é uma ameaça para as pessoas, ela é bem na dela mesmo. O que aconteceu depois foi que o alvo, Hazama, capturou Malice na Nova Londres e a manteve drogada. Mas eu acho que ele não a capturou, apenas a encontrou e bolou um plano para entregar a medusa para Idrolmi. Idrolmi gosta de dobrar as vontades das mulheres e as deixar daquele jeito.
    Ka faz uma pausa para recuperar o fôlego.
    - Logo mais o elfo armou para entregar a medusa, assim removeria aqueles que ajudavam o povo e irritavam a Morticia para conseguir uma mulher forte para Idrolmi destruir. Dois talvez três coelhos com uma cajadada, o grande prêmio ainda poderia ser dividido pois Pythos poderia estuprar a Medusa, entregar ela para Idrolmi, ajudar Morticia. Quando viemos falar com Todd, ele usava Malice conforme instruções do elfo e Pythos. Quase pegou a gente, mas ao reconhecer Malice sabia que tinha algo de errado. Passei ele no papo e ele ajudou a gente. Armamos para tirar a medusa de lá e vir pra cá. Parte da armadilha funcionou. Não saímos rápido o suficiente e medusa está gravemente ferida. Creio que é isso.

    Ka acredita que contou tudo que tinha que contar.
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    Mensagem por Sailor Paladina em Sab Mar 14, 2020 1:46 am

    Koyaan ouve o depoimento de Ka e parecia bem mais satisfeito com o que era dito, principalmente por bater com alguns de seus informes. O comandante diz que suspeitava de Idrolmi, mas por ela ser uma mulher de negócios e com muitos contatos poderosos, sempre foi capaz de manter seus trabalhos ilícitos bem escondidos. E se ela conseguisse se tornar baronesa de Lacrimosa, nem mesmo ele poderia fazer algo contra ela. Seriam duas baronesas contra um oficial da Rainha. O fato do comandante saber de quem Idrolmi se tratava e estar razoavelmente a par dos negócios escusos dela eram uma vantagem inesperada pra Ka. Koyaan pergunta a Ka se ele conhecia Idrolmi pessoalmente ou até se seria capaz de falar com ela pessoalmente, sem levantar suspeitas. Poderia manter em sigilo o ocorrido com o capanga dela, pra que ela não desconfiasse que o meio elfo teve algo a ver com o fracasso dela.
    - Quero pegar Morticia e Idrolmi numa só tacada. Se ela estiver com a família do Todd, será fácil ligá-la a baronesa de Londres e a Rainha certamente irá decretar ordem de prisão para as duas.

    Ka via ali uma grande oportunidade de conseguir a vaga de baronesa pra Y'shtoka e ao mesmo tempo se vingar por Oribel. Havia um porém e Koyaan deixa isso bem claro: Idrolmi era muito inteligente e rapidamente saberia que seus planos em Londres falharam. Desconfiaria pesadamente pelo fato de Ka estar na mesma cidade e de Hazama não estar vivo. Teria que ser muito convincente pra fazê-la acreditar que ele não estava envolvido de uma forma ou de outra. Ka poderia levar Malice consigo, se isso fosse ajudar de algum modo. Sham diz que talvez eles conhecessem algumas pessoas que pudessem ajudar. O problema era que se eles soubessem que o Ka trabalhava para a polícia, todos os contatos dele iriam odiá-lo. Sham diz tentando minimizar a tensão:
    - Sua vida é muito empolgante, Ka. Cheia de riscos. Acho bem interessante acompanhá-lo e observar como você se sai de tantas encrencas.

    Koyaan ouve Sham dizer aquilo, tira seu elmo e coça a testa com aquela cara de "cada uma que eu escuto...". Ele leva a mão ao bolso e puxa uma espécie de apito e o assopra, muito embora nenhum som saia dele. Logo latidos de cães podem ser ouvidos se aproximando, junto com o som bruto das rodas metálicas de uma carroça pesada. A carruagem estaciona na saída do beco e Koyaan faz um movimento com as mãos erguendo a maca de Syl com magia. A maca flutua até a carroça e tanto Ka, como Sham sobem nela acompanhando a amiga. Koyaan diz pro cocheiro levar aquelas pessoas pro cemitério e aguardar o retorno deles.
    - Irei cuidar de outros assuntos. Preciso ter uma palavra com a baronesa Mortícia também. Não demorem a voltar pra Lacrimosa.

    Spoiler:
    Epílogo
    A carruagem atravessa Velha Londres sem interrupções e adentra o cemitério parando próximo ao covil. Com a proximidade de seu ambiente natural, Syl começa a se sentir um pouco melhor, a despeito de ainda ter a lança atravessada em seu estômago. Ka e Sham descem com ela que já consegue ficar de pé, embora com auxílio e o trio segue em direção à caverna, deixando Malice na carruagem com o cocheiro. Assim que chegam na entrada Syl afasta os dois rapazes, dá mais alguns passos e cancela sua forma humana, recuperando sua forma majestosa de mulher meio serpente. Ela arranca a lança e a parte no meio, jogando no chão. Por pura reação defensiva, tanto Ka como Sham tapam seus olhos, mas Sysil'syth os tranquiliza dizendo que desligou seu olhar petrificante. Sem cerimônias, a medusa se aproxima de Ka, segurando-o nos braços com facilidade e escorando seu rosto no dele de forma carinhosa. Syl olha pra Sham e diz a ele que dormisse na cidade hoje. Queria um momento a sós com o meio elfo em seus braços. Sham faz uma reverência e volta pra carruagem. Sem muitas opções, Ka é levado pra dentro do covil da medusa. O meio elfo fica impressionado como o ambiente interno da caverna era bem arrumado, contando com um cama digna de uma rainha, luminárias mágicas e um ar cheiroso de framboesa, um tipo de fruta bastante rara em Onduth. Deixando suas pernas em forma humana, Sysil'syth sobe na cama, sentada em posição sensual e diz:
    - Fazem muitos anosss que eu não faço amor... Se era esse o sssseu desejo, então serei sua esta noite. Obrigada por ssssalvar minha vida...


    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 5 3WAx66K

    Fim de Ka II

    OFFTOPIC:
    Spoiler:
    Ka alcançou o nível 6.
    Bússola de Ouro  (Item maravilhoso, raro, requer sintonia). Diga o nome de uma criatura familiar a você e você saberá a direção dela se ela estiver até 300 metros, não estiver disfarçada magicamente e não tiver 3 metros de água bloqueando seu caminho.
    Tiara Encantadora (Item maravilhoso, incomum, requer sintonia). Até 3x por dia, pode encantar uma pessoa que ambos possam se ver até 9 metros. O alvo faz um Teste de Sabedoria CD13. Se falhar, ficará encantado pelo lançador por 1h. Se tiver sucesso, não sabe da tentativa.
    *(Regra sobre itens mágicos sintonizados: Uma pessoa só pode sintonizar até três itens mágicos de cada vez. É necessário vestir/equipar o item por 1 hora pra fazer efeito).
    Nota: Pode postar uma conclusão e depois faremos alterações na sua ficha. Continua em Ka III
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    Ka II (SP) - Christiano Keller - Página 5 Empty Re: Ka II (SP) - Christiano Keller

    Mensagem por Christiano Keller em Qua Mar 18, 2020 1:46 pm

    Ka,

    Parece que Koyaan sabia mais do que ordenou Ka fazer. Ele já tinha pistas sobre Mortícia e estava intrigado por Idrolmi. Já os comentários sobre is riscos aumentarem, estes também eram certos. Idrolmi era muito inteligente e rapidamente saberá que seus planos em Londres tiveram uma perda inesperada. A ordem que deu para Ka era de ir atrás de Malice, missão dada era missão cumprida, visto que Malice estava ali. Era óbvio que Idrolmi desconfiará pelo fato de Ka ter ido para a mesma cidade que Hazama, mas ele não esta vivo. Ka sabia que deveria dizer uma verdade, de que sua missão era Malice, quem a encontrou foi Hazama, mas ele a deixou para trás ao tentar dar um passo maior que a perna para pegar uma Medusa. Ka não achou que deveria colaborar com Hazama, não era a ordem, não poderia falhar com Idrolmi pois sua carreira estava em jogo. Por outro lado se Hazama falou com Idrolmi neste meio tempo, ele não contou para Ka. No fim a medusa venceu Hazama. Ka sabia o que tinha que fazer para terminar sua missão e levou Malice de volta para Idrolmi, bem ai ela já sabe.
    São todos os aspectos da verdade, nenhum deles era mentira. A missão era Malice, não a Medusa. A Medusa era um prêmio, um passo maior que a perna em um combate. Hazama poderia ter capturado a Medusa, talvez, mas não era a ordem de Idrolmi, se no caminho perdessem Malice poderia haver um problema por não cumprir a ordem que foi dada. Ka tem sua reputação a firmar para entregar Malice para Idrolmi, uma reputação tanto com Idrolmi como para com outros, mas se não firmar sua reputação com Idrolmi a coisa complica. O risco desnecessário que Hazama assumiu foi sua derrocada, um risco que Ka não poderia aceitar. Se tivesse uma reputação firmada poderia se dar ao luxo de tomar riscos desnecessários com seus empregadores.

    Com Sham, num momento posterior longe de Kaoyaan ou seus homens, Ka diz:
    - Vamos manter as coisas separadas, pode ser? Koyaan me colocou entre o martelo e a bigorna, não pretendo entregar meus amigos e ele está de olho em outras pessoas. Fico sendo chantageado pela polícia e logo isso pode acabar se tudo der certo para os planos do Nekobese. Ka não precisava dizer que Nekobese queria ser barão e a polícia daria menos trabalho para ele.

    Com Sysil'syth na caverna, Ka observa todo o local e diz:
    - Além de bonita tem bom gosto, isso é raro. Ainda tem algo de especial em você que pretendo descobrir.

    +18:
    A visão de Sysil'syth sobre a cama de forma sensual e provocante é muito reconfortante para alguém que estava quase morrendo a pouco tempo. As magias de cura são muito eficazes. A barriga estava firme com as curvas intactas. O olhar de Ka passeia pelo corpo subindo até os olhos de Sysil'syth antes de se mover. Quando se move, Ka olha para os lábios e para os olhos devagar a cada passo em direção até a cama. Os itens desnecessários ficam pelo chão, como bolsas, besta, espada, facas, etc. Ao pé da cama, apenas camisa e calça separam um do outro.
    Ka estende as mãos para segurar ambas as mãos de Sysil'syth e entrelaça os dedos num simbolo de união. As mãos servem de apoio para Ka subir sobre a cama descalço na mesma altura do rosto de Sysil'syth, buscando por um beijo. Antes de beijar, perto do rosto os olhares se cruzam, a boca próxima tem um chamariz do desejo, as mãos se fecham abrindo os braços dos dois para diminuir a distância entre os corpos, logo os tórax se encostam as mãos se soltam para um abraço e os lábios se juntam.
    Um primeiro beijo, uma sensação desconhecida entre os dois mas que permanecem com os lábios colados numa descoberta. A exploração dos lábios também é seguida pelas mãos que exploram as costas de Sysil'syth que passa a mão no corpo de Ka. Sysil'syth parece ter pressa e puxa a camisa de Ka que se afasta para poder passar a gola da camisa, mas então um sorriso maroto sem pressa surge na face de Ka. O beijo de língua começa, um beijo diferente pela língua de cobra, mas com sabor delicioso. A boca de Ka deslisa para o maxilar e com mordidas pelo lado esquerdo
    passa a beijar perto da orelha. Com uma leve mordida no lóbulo:
    - Que delícia.
    Ka começa a beijar o pescoço, a região da saboneteira, o ombro e o peito. Com a mão nas costas de Sysil'syth o sutiã se solta e Ka se afasta para retirar a peça. Ka então beija a boca de Sysil'syth, mas a mão direita passeia pela lateral do corpo pelas costas até a barriga para subir devagar pela frente. Os dedos tocam o seio e vão subindo com a mão cheia. Ka segura forte e provoca o mamilo para ver se Sysil'syth gosta disso. Algumas gostam, outras não, mas a reação de Sysil'syth era importante para saber o quanto brincará com eles. Como Ka deu atenção ao seio esquerdo a boca desce para o seio direito para ser beijado, sugado e entreter Sysil'syth ao máximo.
    Nas costas a mão esquerda passeia se esfregando e apertando um contra o outro para uma sensação maior de contato. A respiração mostra a excitação de cada um com pequenos gemidos de prazer. As mãos de Sysil'syth passam pelo corpo de Ka, as costas fortes, o tórax definido e forte. Com tanta atenção ao sugar, beijar e tocar, Ka usa a mão direita para descer até a vulva ainda coberta pela calcinha. A mão cobre tudo numa forma de posse e domínio temporário. Com a mão sobre o tecido, Ka bate de leve para estimular o local no mesmo ritmo das lambidas na boca.
    A mão segue para dentro da calcinha e cobre tudo novamente, agora pele com pele. Ka tenta descobrir quão excitada Sysil'syth estava naquele momento usando o dedo do meio na superfície, apenas para buscar umidade com uma leve pressão por toda a vulva. A mão sobre até a boca de Ka que passa o dedo na sua boca de forma sensual para o deixar mais molhado. Quando a mão desce, Ka usa o dedo úmido para tocar os lábios externos da vulva devagar, descendo todo o caminho do lado direito e subindo pelo esquerdo. A massagem começa pelos lábios externos enquanto a boca beija bebendo os gemidos, o peito contra o tórax é pressionado pela mão esquerda nas costas aproximando os dois.
    Ka então para de apertar o corpo de Sysil'syth contra o seu e se afasta um pouco. Com as mãos, Ka faz sinal de que vai remover a calcinha e deita Sysil'syth para tal. Ka levanta as pernas de Sysil'syth no ar e puxa a calcinha que vai para lateral da cama. Com beijos nos tornozelos, Ka começa a descer devagar beijando canela, panturrilha, joelho, coxas e barriga. As mãos seguram Sysil'syth firme e forte para arrumar a posição desejada e os beijos recomeçam da barriga para a vulva.
    A língua se faz presente e toca os lábios de Sysil'syth, os caminhos dos dedos agora são explorados de forma mais intima e sensível. Os lábios internos gritavam por atenção e são recebidos com ternura. Ka então usa a língua para dar atenção para toda a vulva, em especial para o local em que os lábios se juntam no topo, um ponto mais elevado que pode ficar até mais inchado de prazer. Sysil'syth parece se contorcer com os movimentos e o desejo de Ka por agradar, entreter. Os movimentos de Ka indicam que ele remove a calça enquanto beija os lábios da vulva de Sysil'syth. Após alguns minutos de lambidas intensas, Sysil'syth sente a temperatura do corpo subir e libera uma explosão contida.
    Naquele momento de prazer intenso as mãos de Sysil'syth passeiam pela cabeça de Ka até que o empurra para trás, aquele era o sinal para Ka levantar e começar a fazer amor de verdade. Ka entra devagar para dar um momento para Sysil'syth se habituar, mas entra até o fundo. Ainda cheia de desejo pelo climax recente, Ka aproveita para estocar Sysil'syth de forma curta e profunda. O sexo intenso começa com as mãos passando pelo corpo todo. Os beijos são uma fonte de alimentação para os gemidos de prazer. O cheiro de sexo toma conta do ar e o suor começa a escorrer pelo exercício. Ka então encosta sua testa na testa de Sysil'syth e começa a estocar de forma longa, entrando e saindo com a respiração ofegante. Os minutos se passam e a pulsação é forte. Ka levanta o tórax para poder levar a mão direita até a vulva de Sysil'syth e massagear a junção dos lábio, o ponto inchado de prazer.
    Logo o climax dos dois se aproxima. Ka estimula Sysil'syth para ela começar primeiro, a visão de prazer e desejo é o gatilho que faltava. O climax dos dois é intenso, forte. Porém era apenas o primeiro de muitos. Ka certamente tirou o atraso de Sysil'syth naquela noite de prazer.

    Na manhã seguinte, Ka e Sysil'syth se arrumavam para a partida. Antes de sair, Sysil'syth coloca Ka na cama e faz um boquete surpresa de despedida.

    Agraciado pela surpresa, Ka segue para encontrar Sham e retornar para Lacrimosa com Malice a tira colo. Encontrará Traja novamente pelo caminho.
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