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    Lobo em pele de cordeiro

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    Mensagem por Tellurian em Seg Jan 27, 2020 2:41 pm

    Não havia muito tempo para pensar. Em breve o cavalariço acordaria. Mesmo amarrado e amordaçado, Akemi não tinha como prever quais seriam os movimentos do rapaz ao se encontrar em tal situação. Provavelmente, tentaria escapar. Caso conseguisse, soaria o alarme, e tudo então estaria perdido. Havia roupas ocidentais no guarda-roupa do cavalariço, e a jovem samurai decidiu vesti-las para se passar por um funcionário do castelo. Haviam roupas femininas, haviam roupas masculinas e femininas.

    Comparados a um Gi tradicional, as roupas masculinas eram desconfortáveis e limitavam muito seus movimentos. Calças, camisa de botão, colete, paletó, gravata e boina. O paletó parecia uma prisão. Seria impossível brandir uma espada de forma adequada com ele. Mas o maior perigo eram os sapatos. Eram de couro, e grande demais para os pequenos pés de Akemi. Caso precisasse se mover rapidamente, eles poderiam escorregar, tirando o equilibrio dela, e ainda assim a fazendo tropeçar.

    As roupas femininas eram compostas por um espartilho, um vestido com uma longa saia e um decote mais revelador do que qualquer outra coisa que Akemi já havia visto (Mulheres ocidentais se vestiam assim mesmo? Ou era parte da perversão do Senhor?) uma casaca que causava impressão de ser curta, apesar das longas mangas, uma touca de lã e sapatos de salto alto. Mais uma vez, os sapatos seriam perigosos demais, mesmo que esses fossem de um tamanho mais adequado. Talvez pudesse retirar os saltos. As roupas femininas pareciam permitir uma movimentação mais adequada, caso ela não se importasse em revelar sua identidade (e mais pele do que gostaria. Duvidava que as moças ocidentais se vestissem realmente daquela forma.)

    E ambas as roupas tinham um problema grave: onde ela esconderia a espada?
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    Mensagem por Larissa Aprill em Seg Fev 17, 2020 3:43 pm






    “As pessoas só irão entender umas às outras quando sentirem a mesma dor”



    Akemi estava parada em frente ao armário e encarava aquelas roupas estranhas. Sabia que não poderia demorar, os minutos eram cruciais naquele lugar.

    As roupas masculinas eram cheias de botões e camadas, o que dava uma sensação de sufocamento. Mas o pior eram os sapatos, seria impossível correr com eles.

    Ela deixou a roupa masculina de lado e analisou o vestido. Sua primeira impressão foi de espanto, pois a roupa deixaria seu corpo muito à mostra. Que japonesa aceitaria usar um vestido daquele jeito? E sentiu um arrepio na espinha de imaginar que isso fazia parte das perversões do senhor feudal.

    Então se ela usasse esse vestido, poderia chamar a atenção do homem para si e concluir seu plano. Nessa hora Akemi fez sua escolha baseada na raiva. E começou a trocar de roupa. Em relação a saia, Akemi achou ela confortável pois deixavam as pernas livres e conseguiu esconder a espada na cintura por dentro da roupa. Os sapatos seria impossível de usar, então ficou com os calçados que já estava acostumada.

    O problema maior foi o decote e o espartilho, demorou muito tempo pra conseguir fechar a roupa e além de se sentir nua, parecia que a roupa estava a impedindo de respirar fundo. Por fim ela fez um coque de lado e prendeu com qualquer acessório feminino que achasse por lá. Se tivesse tbm blush ou batom ela usaria um pouco no rosto, pra dar um toque mais feminino.

    Quando se sentiu pronta, ela pegou a chave do cavalariço  e escondeu em algum lugar da roupa e caminhou em direção ao castelo. Precisava pensar numa maneira de entrar no castelo e chegar aos aposentos reais. Talvez se ela fingisse de ser uma garota perdida e inocente daria certo.

    Akemi se aproximou dos guardas, ela mancava levemente e fez uma careta de dor.

    - Boa noite senhores...Acabei me atrasando pois me machuquei no caminho- E apoiava a mão na coxa, como se tivesse ferida.


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    Mensagem por Tellurian em Seg Mar 02, 2020 12:54 pm

    Akemi passara praticamente toda a sua vida sob a tutela e proteção de seu pai, protegida em sua casa. E, o breve período no qual saiu da proteção familiar para viver por conta própria, estava disfarçada de homem entre as fileiras do Shinsengumi. Portanto, era bastante fácil acabar esquecendo um detalhe bastante importante a respeito de si mesma: o quanto era bonita.

    Na verdade, Akemi tinha certa noção da própria beleza, pois lembrava do período que era a "bonequinha" da família Ishida. Os servos da casa frequentemente afirmavam que seu pai não teria nenhuma dificuldade em encontrar um bom marido para ela, de muitas posses e elevado título. Tal lembrança repugnava Akemi, e talvez por isso mesmo, ela nunca tenha aprendido o efeito que sua beleza tem nos homens.

    Por isso, ficou surpresa com a diferença de tratamento que lhe foi dispensada pelos vigias. Ambos lançaram olhares invasivos e lascivos para a moça, de cima abaixo, focando principalmente no decote dela. Ambos sorriram e perguntaram se a moça precisava de ajuda. Um chegou até a se oferecer para carregá-la até o médico. Akemi dispensou a ajuda, afirmando que o Senhor estava esperando por ela. Diante de tal justificativa, os homens cessaram suas investidas sobre a moça e liberaram a passagem.

    Akemi subiu a ladeira lentamente. Fizera muito bem em não trocar os sapatos, porque não sabia como andaria naquela ladeira escorregadia usando salto alto. Após pouco mais de cinco minutos de caminhada, Akemi chegou à entrada de serviço do castelo. Estava trancada, mas foi possível destrancar a porta graças à chave encontrada com o cavalariço.

    A jovem samurai sentia o coração palpitar quando encaixou a chave de ferro na ampla fechadura. Ao girar, ouviu o mecanismo da trancar abrir com um sonoro "clec". A porta dupla de madeira estava com as dobradiças bem lubrificadas, pois Akemi conseguiu abri-las sem esforço e com pouco som, apesar de serem madeira maciça e enormes, quase vez e meia a altura da moça.

    A cozinha era ampla, e estava bem movimentada. Várias moças em trajes semelhantes aos de Akemi corriam para lá e para cá por entre bancadas repletas de ingredientes e temperos. Gritavam ordens umas para as outras enquanto preparavam diversas refeições. Aparentemente, Akemi chegou enquanto um banquete estava em andamento.
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    Mensagem por Larissa Aprill em Seg Mar 02, 2020 7:42 pm






    “As pessoas só irão entender umas às outras quando sentirem a mesma dor”


    Akemi se surpreendeu com a mudança de atitude dos guardas, já que eles estavam todos cheio de sorriso para a jovem. E ela percebeu os olhares para seu decote e cobriu com a mão enquanto corava levemente.

    - Com licença.

    A menina passou por eles e caminhou em direção ao castelo. Era impressionante como uma roupa mudava todo o contexto. E Akemi agradeceu naquele momento por ter nascido mulher e naquela missão esse fato seria essencial. Mas não deixava de ser irônico, já que sempre fugiu do título de princesa da família Ishida.

    Recordou brevemente do quanto era mimada e paparicada pelos empregados da sua casa. De como sua mãe fazia questão de deixar a filha bela e impecável para a sociedade e como seu pai a exibia como um troféu de negócios. Aquele pensamento lhe causou arrepios.

    Ela chegou em frente a uma porta grande, girou com facilidade a chave e se deparou com uma cozinha movimentada. Logo reconheceu o uniforme que as outras mulheres usavam. Aquele senhor feudal realmente era um pervertido.

    Aproveitando a agitação do local, ela rapidamente se infiltrou no meio e foi cumprir algum pedido. Poderia ser servir o chá ou levar algum prato na bandeja. O importante era conseguir chegar até o banquete e analisar a situação.

    Ela se preocupava em identificar o senhor feudal e as pessoas que estariam naquele banquete. Mas faria tudo de forma discreta, tentaria manter a cabeça baixa o máximo possível e responder o mínimo possível.


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    Mensagem por Tellurian em Qui Mar 05, 2020 3:14 pm

    A movimentação na cozinha era intensa. O cheiro de especiarias permeava o local de forma suave, contrastando com o cheiro de diversos pratos que fizeram o estômago de Akemi se apertar um pouco com a fome. Ela não tinha como negar que os pratos pareciam apetitosos. As hábeis cozinheiras do castelo preparavam um cardápio extenso, que chegava a contar com carnes assadas em brasa, um luxo além do alcance de praticamente toda a população comum japonesa. Akemi pôde perceber alguns artigos de importação também, como codornas e vinhos. O castelo estava recebendo alguma ocasião realmente especial.

    -"Você é a menina nova, não é? Que bom, pelo menos você é bonitinha. Rápido, leve o carrinho com vinhos e sirva os convidados!"- Uma senhora de idade, em seus sessenta e poucos anos, segurou Akemi pelos ombros com ambas as mãos enrugadas e a direcionou até um carrinho de serviço. Ela vestia os mesmos trajes ocidentais de Akemi, mas o dela não tinha decotes ou fendas na saia. Akemi não pôde deixar de pensar que talvez fossem assim que as governantas ocidentais se vestissem de verdade.

    O carrinho de vinho era grande e desajeitado, tinha cerca de dez garrafas distribuídas entre quatro prateleiras de madeira apoiadas em rodas. Uma roda aparentava estar empenada, fazendo o carrinho puxar para a direita. Akemi precisava andar devagar ao empurrar o carrinho, caso não quisesse derrubar o conteúdo. A governanta a empurrava, como se estivesse aflita para que a moça chegasse logo ao salão principal, e isso quase fez Akemi derrubar as garrafas.

    Porém, após cruzar a cozinha movimentada com a governanta aflita a empurrando e desviando das cozinheiras e ajudantes apressadas que iam e vinham, Akemi alcançou uma ampla porta de madeira, que foi aberta. Deu de cara com um corredor amplo, finamente decorado em estilo ocidental. Pinturas e esculturas decoravam as paredes de alvenaria, e o chão de pedra era finamente polido ao ponto de quase refletir a imagem de Akemi, e decorado com um grande tapete vermelho que seguia até o fim do corredor.

    no meio do corredor, a jovem samurai notou que escadas subiam à direita, enquanto cortinas azul-celeste cobriam a entrada do salão principal mais ao fundo, de onde vinha um doce som de piano. Quatro homens armados com espadas guardavam o corredor, um sob a escada e três juntos às cortinas de entrada do salão.
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    Mensagem por Larissa Aprill em Qui Mar 26, 2020 9:23 pm






    “As pessoas só irão entender umas às outras quando sentirem a mesma dor”


    Assim que entrou na cozinha os aromas da carne assada sendo preparado despertou a fome na jovem. E se assustou com a extravagância daquele banquete, pois havia itens que ela só tinha ouvido falar. Seu pai disse que eram caro demais por vir de outros países. Sendo assim uma realidade inalcançável para a maioria da população japonesa.

    Mas teve seus pensamentos interrompidos quando uma senhora abordou a menina e já foi empurrando Akemi para um carrinho de bebida. A menina fez um aceno com a cabeça confirmando que havia entendido o recado.

    O caminho percorrido pelas duas foi preocupante, a anciã empurrava Akemi que tentava controlar o carrinho e a todo instante as garrafas balançavam sobre as prateleiras. Com muita sorte todos saíram ilesos, incluindo as bebidas e a menina suspirou de alívio.

    Ao entrar no corredor a jovem parou surpresa. Tudo ao seu redor era luxuoso e ocidental, até o chão de pedra polida parecia estar perfeito. Era tanta decoração bela que por um momento a jovem se esqueceu que não estava nas terras nipônicas, já que aquele cenário parecia ter saído de um livro de contos de fadas europeus.

    Mas voltou a ficar alerta na presença dos guardas. Se frustrou ao perceber que o castelo era bem protegido, o que tornava sua missão muito mais difícil.

    Ela caminhou em direção ao salão principal e fez uma reverência aos guardas e aguardou ter o acesso liberado.


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    Mensagem por Tellurian em Seg Maio 04, 2020 9:53 am

    Os guardas não eram soldados disciplinados, isso Akemi podia ver. Muito provavelmente apenas mercenários contratados, ou nem isso, apenas valentões armados. Não tinham etiqueta, nem classe. Seguravam as suas espadas como se fossem porretes. O que estava sozinho guardando a escada apresentava claros sinais de sonolência, com os braços cruzados e a cabeça indo e vindo. Os outros três conversavam entre si, aparentemente com um deles resmungando sobre o horário extenso de serviço enquanto os outros dois o provocavam com brincadeiras que insinuavam que era preguiçoso. Quando Akemi se aproximou, o guarda da escada nem se moveu, provavelmente cochilando por um momento. Os outros três assoviaram e soltaram gracinhas a sua passagem. Um dos homens apalpou as nádegas de Akemi quando ela passou, enquanto soltava uma cantada desagradável.

    Quando ultrapassou as cortinas, a moça se deparou com um salão amplo e de gosto muito duvidoso. A arquitetura obviamente era originalmente tradicional dos castelos japoneses, com o fino trabalho de carpintaria característico do qual o país sempre se orgulhou. Mas o ocupante atual do castelo parece não compartilhar desse orgulho nacional e fez tentativas óbvias de simular os salões de um castelo europeu, erguendo muros de pedra que distoavam gritantemente da arquitetura original. Além disso, enfeitara estes muros com panos coloridos e sedas de cores berrantes.

    Era tudo de um gosto extravagante, exótico e... bom... ruim demais. O Senhor daquele castelo era de um mau gosto ímpar.

    Felizmente, a música distoava da péssima estética reinante. Era doce, harmoniosa e magistralmente tocada. As notas invocavam lembranças deliciosas para Akemi. Lembrava-lhe sobre a neve fresca que caía nos primeiros dias de inverno na casa de seu pai. Como os montes ficavam brancos e como o trenó de sua infância era rápido em deslizar pelos flocos finos de neve. Música ocidental era sempre tão gostosa de se ouvir? Akemi virou a cabeça e observou a fonte da música.

    No canto do salão, havia um longo piano de cauda, mas Akemi não conhecia tal instrumento. Não sabia ainda do que se tratava. Mas apreciava as notas aveludadas emitidas pelo instrumento. E admirou a habilidade do jovem estrangeiro que sentava-se desconfortavelmente ao piano. Trajava um fraque muito gasto, mas que combinava bastante com ele.

    E então Akemi percebeu que havia deixado sua mente divagar. Tinha uma missão que precisava cumprir urgentemente.

    Olhou a ponta da mesa, e viu o seu alvo. Estava sentado à cabeceira da mesa. Ria e gritava com seus convidados em um animado banquete, enquanto segurava uma coxa de frango com uma mão e as nádegas de uma jovem moça que estava sentada em seu colo com a mão direita. A moça trajava roupas idênticas às de Akemi e estava visivelmente desconfortável com a situação, mas nada podia fazer enquanto suportava os toque inapropriados de seu Senhor. Ela segurava uma grande garrafa de Sake, que aparentemente já estava vazia. Mas os comensais do banquete pelo jeito não permitiram que a moça se ausentasse para buscar mais.

    Quando notaram Akemi com o carrinho de garrafas, aplaudiram e a chamavam, com olhos lascivos e acenos cheios de dedos nojentos.
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    Mensagem por Larissa Aprill em Ter Maio 05, 2020 2:36 pm






    “As pessoas só irão entender umas às outras quando sentirem a mesma dor”


    Durante o tempo em que caminhou pelo saguão, a jovem percebeu a conduta desleixada dos soldados. Sua mente se animou ao começar a bolar um plano, precisava subir com o senhor feudal para o quarto, iria executá-lo e se não houvesse rota de fuga pela janela não teria problemas em lidar com quatros guardas.

    Ao se aproximar dos homens escutou os assobios e os comentários inapropriados, mas o pior foi sentir uma palpação nos glúteos. A reação que Akemi gostaria de ter era sacar a espada, que estava escondida na saia, e atravessar a garganta daquele homem imundo. Mas a jovem travou os dentes com ódio e apertou com tanta força a barra do carrinho que os nós dos dedos ficaram brancos. E seguiu em silêncio em direção ao salão.

    Ao entrar no salão Akemi tomou um susto com a primeira impressão, o teto e as vigas eram japoneses, mas as paredes tradicionais de papel de seda e madeira foram substituídas por pedras, o que deixava o ambiente mais escuro. E para piorar havia faixas de tecidos com cores espalhafatosas presas nos muros. Era mais um motivo para odiar aquele homem.

    Mas teve algo que chamou a atenção da garota. Um som até então desconhecido preencheu a sala, no início eram notas tensas que nem as emoções da Akemi, que começou a servir a bebida para os convidados. De repente a canção ficou viva e ela ficou encantada com a música, pois nunca escutou nada tão belo e profundo. E aos poucos embalada por aquela melodia, ela se lembrou de momentos que viveu com sua família, memórias que ela tinha esquecido e com apenas um toque musical voltou com uma intensidade impressionante.

    Akemi estava tão entretida e emocionada com a música que só voltou a realidade quando um homem pingarreou alto e estava com a taça levantada. A menina se desculpou e voltou a servir a mesa. De canto de olhos, pode ver um instrumento grande no canto da sala e um homem jovem e de cabelos castanhos estava tocado. Mentalmente a menina admitiu que ele era muito habilidoso.

    Quando se aproximou da ponta da mesa, a samurai deduziu que o homem que gritava e gesticulava muito era o senhor feudal. Akemi percebeu o incômodo da jovem que estava sendo apalpada por aquele homem asqueroso. Sentiu pena da jovem e raiva ao mesmo tempo. Então ela se aproximou do carrinho, aproveitou os momentos de distrações para esconder a eapada e pegou uma garrafa de saquê.

    E se deu conta que a vontade de matar era maior do que os pudores que tinha. Se queria atrair o senhor feudal para sua armadilha, precisaria ser muito mais do que uma servente. Teria que aceitar os olhares indecentes e as mãos bobas se quisesse atingir um bem maior.

    Akemi sempre teve uma grande determinação, algo que as vezes beirava a loucura, já que estava a tanto tempo fingindo ser alguém que não era. Ela já tinha percorrido um longo caminho para voltar atrás. E agora quebrar o tabu do seu corpo seria o próximo passo.

    Ela caminhou diretamente ao homem e falou de maneira firme.

    -Talvez o senhor deseje uma nova bebida e companhia.

    Ela iria servir o senhor feudal e se ele permitisse trocaria de lugar com a pobre garota.


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    Mensagem por Tellurian em Sex Maio 29, 2020 12:55 pm

    O Senhor do castelo sorriu lascivamente quando Akemi se ofereceu para ele. Os outros homens sorriram e aplaudiram a moça despudorada que acabara de chegar trazendo vinho, sake... e possivelmente outras delícias das quais poderiam desfrutar depois que seu Senhor estivesse satisfeito.

    Midori deu mais uma prova de seu comportamento grotesco quando apenas jogou a coxa de frango de volta na mesa, chupou os dedos gordurosos e então agarrou a cintura de Akemi com a mão asquerosa, puxando-a para seu colo, na perna oposta de onde a outra moça estava sentada. Porque escolher uma se estava em posição de ter ambas? Os bajuladores riram e gritavam gracejos sobre como estavam insatisfeitos do Senhor ter reservado as principais “iguarias” da mesa apenas para si, e Midori riu e gritou ordens para que trouxessem mais moças da cozinha para servir aos seus convidados. Segundo ele, ninguém “passaria fome” naquela noite, o que causou uma nova explosão de risadas e aplausos.

    Akemi sentia-se enojada. Era tratada como um quitute. Sentia a mão gorda, com dedos que mais pareciam salsichas, apalpar-lhe avidamente, buscando frestas nos tecidos do vestido sem sucesso, mas com persistência. Quando ela perdeu o equilíbrio e sentou-se sobre o colo de Midori, sentiu o cheiro de vinho e suor que emanava do homem, que imediatamente aproximou o rosto e farejou seu pescoço, como se provasse do perfume da moça. Sentiu náuseas, mas decidiu suportar pacientemente. Lamentava pelas moças que não podia ajudar e que estavam sofrendo abusos ali, bem na sua frente. Mas devia suportar. Se seus planos dessem certo, aquelas seriam as ultimas moças a sofrerem tal abuso. Ao fim da noite, todos estariam livres.

    Então, a guerreira suportou. Em momento algum Midori permitiu que partisse, forçando-a a permanecer sentada sobre seu colo durante todo o tempo em que esteve a mesa. Akemi rapidamente percebeu que coisas interessantes estavam sendo ditas. Aqueles homens subestimavam completamente as serviçais. Tinham certeza absoluta que nada que fosse dito na mesa teria utilidade a meras mulheres, mais afeitas ao trabalho na cozinha e incapazes de compreender as complexidades do jogo político e as estratégias intricadas da guerra.

    -“Me atrevo a dizer, Kanakura-sama, que o senhor é um gênio. Talvez o maior gênio militar de toda região Kansai! Não, de todo o Japão!”- dizia-lhe um homem visivelmente embriagado que sentava logo à esquerda de Midori. –“dizer ao Shinsengumi que os aliados dos camponeses são monarquistas! brilhante, brilhante! Assim, os próprios lobos vão se encarregar de conter a rebelião sem que o senhor precise mover um dedo!”

    -“Hohohoho! É verdade. A maioria das pessoas acha difícil pensar em uma estratégia tão sutil. Mas eu sou Kanakura Midori, o Herói dos Portões Imperiais! Mas isso não poderia ser possível sem a ajuda de seus homens, Yoshimoto-dono. A palavra de espiões da Terceira Divisão do Shinsengumi como o senhor vale muito!”- O Senhor do castelo se divertia com a bajulação e agradeceu ao elogio com um brinde e um longo gole.

    Akemi notou que o vinho era uma espada de dois gumes. Ao mesmo tempo que soltava a língua dos homens e os deixava mais a vontade para escancarar segredos militares na sua frente, ele também dissolvia seus pudores, e os toques nas moças ficavam cada vez mais ostensivamente eróticos. Midori ainda sofria em encontrar fendas nas várias camadas de roupas de Akemi, mas ela podia notar que as mãos dele já haviam entrado por entre os botões do vestido da outra jovem e agora ele apalpava-lhe os seios. A moça tinha o rosto completamente vermelho, e não sabia o que fazer além de conter as lágrimas de vergonha. Não demoraria até chegar a vez de Akemi. Ele já havia aproveitado o intervalo entre as risadas e impropérios para aproximar a boca asquerosa de seu pescoço e dar-lhe lambidas molhadas.

    Alguns dos homens já beijavam as moças que tinham em seus colos e tinham as mãos dentro de suas saias. Caso o vinho continuasse a fluir e os pudores continuassem a diminuir naquele ritmo, Akemi acabaria presa dentro de uma orgia. Talvez fosse um preço a se pagar por mais informações valiosas, mas será que sua honra era algo negociável? Não era uma kunoichi barata, era uma Samurai. Talvez pudesse encontrar uma forma de interromper a escalada sexual despudorada caso se oferecesse para ir com Midori a seus aposentos privados enquanto ele ainda achava tal pudor necessário. Isso com certeza secaria completamente a fonte de informações preciosas, mas manteria a honra de Akemi relativamente intacta.
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    Lobo em pele de cordeiro - Página 2 Empty Re: Lobo em pele de cordeiro

    Mensagem por Larissa Aprill em Sex Maio 29, 2020 8:40 pm






    “As pessoas só irão entender umas às outras quando sentirem a mesma dor”


    Akemi arqueou a sobrancelha surpresa quando viu o senhor feudal largar a comida na mesa e lhe puxar pela cintura. Ao sentar sobre a outra perna dele, a menina tentou se esquivar, mas ele apertava sua cintura com força. Então a samurai se acomodou da melhor maneira possível, mas que não ficasse com o corpo colado com aquele homem. E ela precisou se esforçar para colocar um sorriso no rosto, mesmo quando escutava que as mulheres seriam o banquete daquela noite.

    Akemi via o homem procurando uma brecha em sua roupa e o odor de vinho e suor embrulhou o estômago. E sentiu repulsa ao sentir aquele pervertido tão próximo do rosto. Enquanto ele a cheirava, Akemi agarrava a barra do vestido com força, precisava ser forte…. Precisava aguentar….

    Mas deu graças a Deus quando os homens começaram a conversar e as duas garotas ficaram em segundo plano. E se surpreendeu quando começaram a falar sobre planos militares. Seu coração começou a bater mais rápido, conforme as peças do quebra cabeça foram se encaixando.

    Akemi percebeu que aqueles lordes e principalmente o Kanakura fizeram o Shinsengumi de idiota. Enganaram o exército ao dizer que o povoado era monarquista. E ao escutar falar sobre a terceira divisão, Akemi chegou a tremer levemente, estavam falando da divisão do Saito.

    "Saito é uma das pessoas mais inteligentes do Shinsengumi. Então foi por isso que ele mandou eu e o Kaito disfarçados… ele queria confirmar a história dos rebeldes monarquistas antes."

    Ela queria continuar escutando a conversa, mas percebeu de canto de olho quando aquele homem abriu a blusa da outra jovem e começou a apalpar a pobre coitada na frente de todos. E com desespero olhou ao redor. Todos que tinham uma mulher como companhia estavam passando todos os limites de pudor e respeito. Eles agiam como animais no cio.

    Kanakura se aproximou de Akemi e começou a lamber as curvas do seu pescoço, enquanto apalpava o seio da outra mulher. Sua primeira reação é apoiar as mãos no peito dele e empurrá-lo para longe. Mas não poderia fazer isso, teria que ser muito racional nesse momento.

    Então Akemi cria coragem e acaricia a gola do kimono enquanto diz.

    - O senhor não gostaria de subir? Nós duas ficaríamos mais a vontades estando a sós com o senhor.

    Kanakura
    parece surpreso em um primeiro momento, mas em seguida sorri lascivamente.


    -"Oooh, temos uma afoita aqui. Pois bem, minha delícia. Não vou fazer vocês esperarem mais, devem estar ansiosas, pobrezinhas. Esta aqui já está no ponto, pelo visto"

    Ele tira a mão do seio da moça e coloca dentro da saia dela, provocando um grito que foi rapidamente contido. E se levanta, quase derrubando as duas no processo. Akemi ampara a garota e em apenas alguns segundos, ela pressionou os ombros da jovem com força e trocaram os olhares. Tentou transmitir que tudo ficaria bem.

    -"Pois muito bem, vamos até o quarto. Senhores, continuamos depois que eu saciar o apetite dessas duas. Sintam-se à vontade para prosseguir o banquete sem mim."

    Assim que o senhor feudal anunciou que iriam ao quarto, Akemi segurou as alças do carinho e tentou fazer uma voz sensual e tentadora.

    - Levarei as bebidas para continuarmos brindando no quarto.- Não dava tempo de conferir que a espada ainda estava escondida, mas rezou com todas as forças para que tivesse lá.

    O senhor dá uma risada e esfrega as mãos. Percebe-se que ele está ansioso para ver o talento de Akemi na cama, que até então parece promissor. Ele permite que a moça leve o carrinho até o quarto, enquanto segue molestando a outra moça durante o percurso, visivelmente excitado. E o trio sai do salão, retornando ao corredor. Os guardas engolem em seco vendo que Akemi se tornou a preferida de Midori, a jovem finge não ver o olhares lascivos e continua empurrando o carrinho para fora do salão.

    Quando ela para em frente às escadas e percebe que seu plano iria falhar começa a sentir um aperto do peito e a entrar em desespero. Ela não podia abandonar a espada do irmão para trás, mas também era impossível levar o carrinho.

    Ela sente que ia fraquejar e se entregar às lágrimas. Mas se lembra da forma maliciosa que os guardas a olharam e essa seria sua última esperança.  Akemi respira fundo tentando se recompor e percebe que o senhor feudal já subia as escadas com a outra jovem. Então ela se vira para os guardas e diz.

    -Isto é terrível... Não tenho forças para subir as escadas com esse carinho. E tenho certeza que o senhor Kanakura-sama ficará desapontado por que não continuaremos a nossa celebração lá no quarto.

    Os guardas se entreolham e ao mesmo tempo se voluntariam para ajudar. Mas o mesmo guarda que antes tinha apalpado Akemi carrega sozinho o carrinho pelos braços. Talvez para se mostrar másculo para a jovem ou para se redimir pelo gesto rude que teve no começo. De qualquer maneira, Akemi continua com seu teatro e agradece o guarda pela gentileza.

    No andar de cima havia um grande corredor com diversas portas. O quarto do Senhor ficava no fim do corredor, e tinha uma grande porta dupla de madeira. Akemi não viu soldados no andar superior, o que fez ela se alegrar e ter esperança de que o plano daria certo.

    O quarto era, como o resto do castelo, uma caricatura européia medieval. Paredes revestidas de pedra, tecidos espalhafatosos bordados com heráldica de simbologia duvidosa. Armas e armaduras européias adornavam o local. Uma grande cama com uma cortina de tecido estava no local.

    Assim que entra no quarto, a jovem estava tão afoita para acabar com aquilo de uma vez que baixou a guarda. Enquanto andava em direção ao carrinho onde a espada estava escondida, Kanakura se lança sobre ela e acaba a pressionando contra a parede.

    O homem asqueroso agarrou a jovem e a pressionou contra a parede e tentava a beijar a força, enquanto a jovem resistia em manter os lábios comprimidos. O senhor feudal ofegava como um porco, e as mãos gordas rasgavam o vestido da moça enquanto ele murmurava impropérios obscenos. Sorte da jovem que mantinha as faixas enroladas sobre os seios.

    Passado o susto inicial, a samurai reage. Usando suas habilidades de combate, Akemi flexiona os joelhos e dá o chute mais forte que conseguisse em suas partes íntimas. E antes que ele emitisse algum som ela o golpeia na garganta.

    A posição de agarramento era desconfortável para Akemi. Os golpes encaixaram e foram efetivos, mas a eficiência foi reduzida por conta da posição próxima demais. O golpe na virilha tirou a força das pernas dele, que desabou no chão. Akemi tenta correr até o carrinho, mas tropeça na saia. O homem a agarra pelo tornozelo e a arrasta pelo chão. E Midori começa a subir em Akemi, que sente o peso e a força do homem enquanto a puxa afastando do carrinho.

    - "Vagabunda... Vou te domar te dando o que você gosta"

    A jovem sente o coração batendo rápido e a adrenalina correndo pelo corpo. O máximo que ela consegue fazer no momento é erguer um pouco o tronco e mirar uma cotovelada na lateral da cabeça do senhor feudal. Ela gira o corpo e pensa em dar um chute no homem para se afastar.

    -Me solta seu porco asqueroso.

    Ela acerta a cotovelada em cheio, e sente o corpo de seu adversário vacilar. Ela consegue girar o corpo e prepara o chute. Ela pensou que conseguiria, mas assim que ela gira o corpo, é surpreendida por um forte soco no queixo. Akemi observa que conseguiu fazer um corte no supercílio de Midori, mas ele continua consciente.

    Akemi sente a vista imediatamente escurecer. O maxilar inteiro doía, será que tinha quebrado alguma coisa? Pois sentia o gosto de sangue na boca e descendo pela garganta. Ela tenta se mexer mas os braços e pernas parecem não obedecer. Então o homem a golpeia novamente.

    Desta vez à visão fica turva e pontinhos brilhantes dançam sobre a visão da garota e ela faz um esforço descomunal para não perder a consciência. Midori se aproxima da jovem.

    -"Porco asqueroso, huh? Pois o porco asqueroso aqui vai comer você…. Até você lembrar seu lugar, sua puta suja."

    Ele rasga as faixas do torso de Akemi, expondo os seios da moça. E rapidamente começa a subir a saia e a rasgar os tecidos, em resposta a jovem com raiva cospe o sangue na cara dele.

    Mas Akemi não consegue mais mexer seu corpo apesar de estar consciente. Ela sente Midori rasgar suas roupas debaixo. Ela se vê indefesa quando ele abocanha os seus seios e sente uma fisgada de dor pelas mordidas. E percebe o quanto tinha sido tola.

    Akemi foi confiante demais ao achar que conseguiria se vingar sozinha. Ela se achava melhor do que os colegas do Shinsengumi, afinal estava infiltrada a tanto tempo sem ser descoberta e era melhor do que muitos na técnica com espada. Mas apesar de suas habilidades ela era apenas uma garota…. Uma garota tola que achou que conseguiria lutar contra um homem com o dobro do seu peso. Se ela fosse o Akira, teria vencido essa luta fácil, se fosse o Akira... ele não estaria dessa forma patética sendo violentada por aquele homem...

    " Akira …. Senchõ … me desculpe"

    Ela sente algumas lágrimas escorrendo pelo rosto. Tudo era culpa dela, ela tinha procurado por isso, então estava pagando o preço pelos seus erros. Midori se aproxima do seu rosto e inclina a cabeça da jovem pro lado enquanto dá uma lambida nojenta em suas lágrimas. Ele fica de joelhos enquanto desamarra os cordões da própria calça e fala de maneira nojenta.

    -"Vamos ao prato principal? Eu lembro que você estava ansiosa pra isso"

    Nesse momento Akemi vê a outra jovem, ela estava de joelhos encolhida num canto do quarto e parecia estar assustada. Akemi olhou diretamente para a jovem e começou a sentir a visão escurecer.

    - Me ajude...me aju... - Parou de falar ao sentir o  último tecido da roupa de baixo se rasgando com um puxão.

    Ela estava perdendo a consciência, sabia disso. Mas precisava se proteger, por mais que não conseguisse mover as pernas, tentou manter as coxas fechadas enquanto sentia o homem tentando forçar seu joelhos para abrir caminho. Aos poucos tudo ficou escuro a sua volta.

    O som de vidro se partindo fez Akemi abrir os olhos assustada. A moça também parecia assustada e ainda segurava o que restou do vaso na mão. O senhor feudal caiu para o lado, a cabeça lavada de sangue, ele estava vivo mas estava grogue no chão.

    Akemi vai cambaleando em direção ao carrinho e pega a espada. A consciência dela vai voltando aos poucos, mas sente que os braços e pernas estão pesados. Ela vê Kanakura se levantando e está cambaleando como um bêbado.

    -"U-uma espada? Q-quem é você? Vagabunda!"-  Ele tenta gritar por seus homens, mas está zonzo e a voz dele falha. Então vai cambaleando até uma parede, onde apanha uma espada europeia que estava exposta.

    Akemi tenta se fixar no chão e ficar reta.Aos poucos vai sentindo o corpo obedecendo seus comandos e desembainha a espada. Ela aponta na direção dele e responde com raiva.

    -Apenas saiba que que vou te matar. Seu porco imundo.

    A samurai entra em postura de luta e atinge o flanco dele que estava desprotegido. A jovem com uma espada na mão era melhor do que muitos guerreiros, mas por causa daquela noite sempre se lembraria do quanto sua constituição física era fraca se comparada a um homem.

    A espada entra facilmente na carne do senhor feudal que cospe sangue com o golpe, ele tenta revidar, mas a jovem desvia facilmente e ficam frente a frente. Akemi encosta a lâmina na garganta dele e o obriga a encará-la.

    - Isso é por todas as mulheres que você abusou.

    Ao cortar sua garganta o sangue de Midori jorra aos borbotões, lavando as caras tapeçarias que enfeitavam seu quarto em um forte tom carmesim. Ele leva ambas as mãos ao ferimento na garganta, como se tentasse segurar em si a vida que lhe esvaia aos jorros e tenta mais uma vez chamar os guardas, mas só o que sai são ruídos gorgolejantes que lembravam realmente o grunhir de um porco. Até que o corpo tomba, sem vida, com os olhos arregalados e incrédulos.

    Akemi limpa a espada com os frangalhos do kimono que usava e observa a jovem que deve ter visto aquela cena assustada.

    - Obrigado pela ajuda...eu me chamo Akemi...E precisamos sair o mais rápido daqui.

    Akemi se aproxima do carrinho de bebida e usa o sake para lavar o rosto e as mãos. E iria pedir ajuda para a jovem para carregarem o corpo do Karakura até a cama e o cobrirem com o lençol. E enquanto a samurai explica seu plano de fuga. Ela retirou o kimono de empregada e prendeu a espada na cintura com uma faixa de tecido que estava pendurado pelo quarto. Com outra parte da seda Pink ela enrolou o corpo nu como uma toalha.

    - A gente precisa sair daqui sem que ninguém desconfie do que aconteceu. - A menina parecia estar confiante, mas estava receosa por dentro

    A jovem pega uma garrafa do carrinho e fecha a porta do quarto atrás de si. Ao chegar próximo da escada onde está os guardas diz de uma maneira provocativa, enquanto entrega a bebida aos guardas.

    - Kanakura-sama é realmente um homem insaciável. Pelo menos conseguimos fazer ele dormir de cansaço. Então aproveitem a noite.

    Elas tentariam passar pelo guarda e se ninguém as parasse pelo caminho, chegariam até o celeiro onde Akemi guardou a roupa do Shinsengumi.


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    Lobo em pele de cordeiro - Página 2 Empty Re: Lobo em pele de cordeiro

    Mensagem por Tellurian em Ter Jul 21, 2020 4:34 pm

    Os guardas sorriem maliciosamente para Akemi quando ela lhes entrega a garrafa. A visão das moças nuas, enroladas apenas por lençóis e nada mais deixou os homens visivelmente excitados. Eles lhe fazem propostas indecorosas, dizendo que também gostariam de experimentar as delícias que Midori-sama havia acabado de desfrutar. O sorriso felino que Akemi deu em resposta não precisou de atuação. Ela de bom grado lhes daria exatamente as mesmas "delicías" que seu Senhor desfrutara, sem tirar nem pôr. Mas por mais que a moça fosse habilidosa, ela sozinha e nua contra um castelo inteiro não lhe era uma medida razoável.

    Moça inteligente que era, acariciou o peito do guarda, fazendo beicinho e dizendo que não poderia ainda, porque Midori a requisitara novamente. Mas que estava ansiosa para uma próxima oportunidade. O flerte e a promessa satisfizeram o guarda, que lhes deu passagem. Ele gritou aos seus companheiros do andar debaixo para que se juntassem a eles para sua própria celebração.

    O piano havia cessado, e a música doce que antes permeava o salão de jantar fora substituída por gemidos eróticos e gritinhos. Akemi percebeu que as coisas no salão evoluíram para uma orgia, como ela havia previsto. Nojento, mas contudo isso significava uma oportunidade. O salão estava desguarnecido, já que todos os soldados estavam bebendo no andar superior. Ela poderia aproveitar os homens bêbados de vinho e sexo para se aproveitar e eliminar os traidores corruptos da Terceira Divisão do Shinsengumi.

    Era arriscado, uma vez que não tinha como saber quanto tempo levaria para matar todos. A qualquer momento o corpo de Midori poderia ser descoberto e o alarme, soado. Estaria perdida caso já não estivesse empreendendo fuga a cavalo quando isso acontecesse.

    Porém, cada momento que aqueles porcos imundos permaneciam respirando era um insulto à honra do Shinsengumi.
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    Mensagem por Larissa Aprill em Seg Jul 27, 2020 1:45 pm






    “As pessoas só irão entender umas às outras quando sentirem a mesma dor”


    As duas garotas saíram do quarto e Akemi percebeu que conseguia atuar muito bem, pois ao escutar as propostas pervertidas dos guardas, quis sacar sua espada e rasgar as gargantas deles também. Mas invés disso, sorriu e entrou num joguinho de flerte.

    Ela viu os guardas se afastando e fez um gesto para a garota se apressar. Elas caminharam pelo saguão e percebeu que a música tinha parado, invés disso o som dos gemidos lhe causou arrepios.

    Por um momento um pensamento passou em sua mente. Poderia aproveitar esse momento para matar todos os traidores. Mas seria arriscado demais, a qualquer momento alguém poderia descobrir o corpo do senhor feudal lá no quarto.

    -Vamos... por aqui.

    A menina tenta fazer o caminho de volta, passando pela cozinha o mais rápido possível, já que a intenção é chegar até os estábulos novamente onde guardou a roupa do Shinsengumi.


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