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    Sob o Manto dos Uivos

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    Mensagem por Lnrd em Sex Jan 17, 2020 4:32 pm

    Sob o Manto dos Uivos Ab806b10





    "Contudo, à medida que avançava a terceira era do cativeiro de Melkor, os anões ficaram preocupados e falaram ao Rei Thingol, dizendo que os Valar não haviam erradicado totalmente os males do norte; e que agora os restantes, tendo por muito tempo se multiplicado nas trevas, voltaram a aparecer, perambulando livremente." (Tolkien, Quenta Silmarillion)




    Como a rês que, ignorante, caminha pacífica ao abate, a pequena comitiva marchava rumo à floresta ressequida, missão com mais cabeças do que se preveria inicialmente: iam Arthur e Bergil, os que despertaram-se no mesmo instante, na mesma desolação pútrida, e também Rossengwen, que, igualmente renascida no pôr-se de toda a esperança, encontrava agora novos pares.

    Mas acompanhava o grupo também a taciturna Ignastácia, a vestida para a guerra, e com ela vinha Axcelandria. Aquela última aliança, inusitada, anunciara-se apenas quando já encontravam-se às beiradas do acampamento.
    – Algo me diz que serei necessária – resumira ela depois de um acordar agourento, evitando entrar em detalhes.

    Isso porque a noite – ou o período de escuridão em que se decidira por sustar as tarefas coletivas – fora intranquila.

    Ao longe, lamentavam-se, ou será que riam-se?, os cães de Morgoth, cortando erráticos os ermos em matilhas fétidas que infestavam e afastavam tudo. Mas o problema havia sido os sonhos. Sonhos ruins.

    Havia angustia de se deitar e levantar na mesma ausência de luz, transformando o sono num intervalo desorientador. Passara-se cinco minutos ou 4 horas? E talvez por conta daquela inquietação – não fosse a vida às margens do fim desesperadora o suficiente –, imagens de horror assaltaram todo mundo do assentamento, deixando almas pesadas e corpos cansados. Nelas, criaturas espreitavam às sombras, sereias raivosas entoando canções de ódio para afundar de uma vez por todas aqueles navios fantasmas guiados por capitães em frangalhos. Aparentemente, nem ali, de olhos fechados, podiam encontrar descanso.

    O desjejum não fora agradável, um ensopado de cogumelos e sangue de warg fervido e sem tempero algum. Não era menos amargo que a conversa do encontro anterior.
    - Não há lugar seguro – lamentara a senhora a Arthur antes de se deitarem –. Há orcs e outros perigos. Dizem que algumas cidades não só se renderam, mas seus governantes se aliaram ao Inimigo em troca de clemência ao próprio povo... e algum poder para si.

    Tal informação era uma lástima terrível, mas não de todo inesperada. A Raça dos Homens era conhecida por ser mais suscetível à sedução pela corrupção. “E mesmo se houvesse, ainda há o perigo de chegar até lá. Nossa esperança é de nos mantermos longe de antigas estradas e ajuntamentos. As terras de Barin Norte e Barin do Sul são vastas e pode ser que haja aqui e ali algum esconderijo. Aproximarmo-nos da costa é uma opção, mas mais temerária. Saqueadores podem nos avistar. Mas não se preocupe, teríamos que nos perder muito para esbarrar nalguma cidadela dessas. A preocupação maior é com a movimentação de exércitos e batedores. Se eles nos acharem...” .

    Aquilo não fora a última má notícia que Arthur tivera que ouvir antes de achar algum canto para se acomodar.
    - Talvez, se revolver o solo com uma pá... Pois de Minas Tirith, o que a terra não engoliu, o vento e a chuva lavaram. No lugar, esperaria encontrar a fortaleza portuária de Torrealta do Oeste, ou o que tenha sobrado nos ataques. Mas essa era apenas a mais nova das fortificações a se erguer lá. Outras vieram antes. Mas pode ser que haja alguma catacumba perdida guardando segredos de outras eras... .    

    De anões e outros povos, o mesmo se dera, ela disse. Após o último dos elfos pegar o último dos barcos para Aman; depois de a vida do derradeiro retardatário ter se esvaído; não muito depois, as outras raças livres também desapareceram, sobrando apenas humanos e as guerras deles; e os Poderes não mais interferiram nas tramas em que eles próprios se enveredaram, por mais terríveis que fossem.

    Quando se colocaram em movimento, a Foice dos Valar seguia rasgando o céu sem Sol ou Lua, indicando-lhes as direções. Nuvens de fumaça que pareciam ter fogo dentro seguiam rumo ao Sul. A visão, já mais acostumada, ainda assim era dificultada naquela realidade lavada em cinza escuro e triste.

    Cada integrante da peregrinação trazia uma daquelas tochas de carvão vulcânico, assim como uma pederneira para acendê-la. Mas apenas a soldada metálica clareava o caminho. “Melhor economizarem”, pedira o camponês encarregado do estoque. Só cedera uma pedra para cada. Por sorte, tinham apenas dois dias de trilha pela frente – esperando que não demorassem a concluir se havia ou não água lá.

    Além de um cantil, receberam um pouco daquele bolo de viagem de cogumelos, minhocas e besouros, cujo sabor de terra não ajudava muito a refeição depressiva.
    Ganharam também cada uma espada de fio simples e um arco amador, além de roupas mais apropriadas à viagem – as quais, infelizmente, não eram armaduras em si.

    Ao menos poderiam se afundar sob capas e capuzes para descansar no trajeto, uma vez que seguiam leves, sem material de dormir ou cozinhar.

    Questionada sobre ser mais sábio dividir as armas que Ignastácia trazia, de qualidade indubitavelmente mais refinada, ela nem considerara tal questão. Pretendia ir e voltar com notícias sobre alguma fonte, mesmo que ela fosse a única a fazê-lo. Não iria diminuir as próprias chances de sobreviver ao apocalipse.
    – Essa terra deve ser tão estranha para você, Rossengwen – lançara Axcelia, puxando o assunto –. Disse que perdera a vida na distante de Guerra da Ira, quando Arda era ainda jovem, apesar de muito antiga.

    A velha cobria as roupas com um pano gasto, dum avermelhado escovado e desbotado. Não precisava de apoio, mas pegara uma vara de madeira, talvez da sustentação da própria barraca. Poderia ao menos usá-la para bater nalguma coisa. Tinha também à cintura uma lâmina e uma sacola de tralhas.

    “E das terras de Beleriand”, continuara, “pouca coisa restava mesmo nas épocas de Bergil. Das antigas terras Ossiriand, ou Lindon, apenas Forlindon e Harlindon restaram, além das próprias Montanhas Azuis, as Ered Luin, das quais hoje apenas vemos os cumes, ilhas de infames piratas. Mas as terras de cá não são de todo desconhecidas da sua gente, não é mesmo? Pois Cuiviénen, onde os Vanyar de Ingwë, os Noldor de Finwë e Teleri de Olwë pela primeira vez despertaram e viram as estrelas de Varda, ficava desse lado do mundo, em um lugar perdido para lá da Lakma do humilde mapa que puderam ver”.

    Da 1ª Era ela vinha, e das guerras que vieram depois pouco poderia saber. A Terra-Média dos outros dois era uma realidade afastada.
    - Mas nos diga mais, se quiser. Temos tempo e a conversa afasta da mente a lembrança do cansaço.

    Ignastácia claramente preferia o contrário. Novamente seguia muda, escondida sob a grande armadura. Falava mais através das armas ou, de quando em vez, apontava algo pelo caminho. Principalmente porque quanto mais seguiam, mais fácil era encontrar rastros daqueles animais pestilentos, principalmente agora que viam-se já às bordas dum emaranhado esquálido de galhos retorcidos. Restava entrar, mesmo sem garantia de tornar a sair.
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    Mensagem por Gelatto em Seg Jan 20, 2020 8:28 am

    Bergil

    Estava decidido irem até a floresta procurarem por água. Bergil Arthur, Ignastácia e a recém-chegada Rossengwen, a única representação de outros povos não humanos naquele momento. Recebeu roupas e manto de viagem, bem como uma espada bastante usada e um arco simples, além de um cantil d'água e um bolo de cogumelos e minhocas. Era difícil se acostumar com aquilo, mesmo com todo o treinamento nos ermos que Bergil teve em vida, mas quando a fome vinha, ela vencia sua relutância.

    Logo de manhã partiram, e, de último momento, Axcelandria se juntara à comitiva, temerosa por sonhos estranhos. E não era apenas ela atormentada pelos sonhos ruins, pois Bergil também tivera uma noite inquieta e outras mais pela frente. Era um novo mundo desolado, sem sol ou lua, que trazia aflição e preocupações, causava inquietação e pesadelos. Por um momento Bergil chega a comparar com os relatos da aparência de Mordor, mas naquela época, ainda haviam povos livres que não sucumbiram à sombra e traziam esperanças. Hoje são todos uma memória.

    Dois dias passaram como se fosse uma semana. O corpo parecia mais cansado do que antes ante o peso da depressão do mundo. E diante deles estava a floresta cujo objetivo era explorá-la em busca de uma fonte d'água.

    -"Então aqui estamos. Por favor, me deixem procurar trilhas ou algum sinal de perigo!"

    Tomava a frente e se aproximava da borda da floresta, vasculhando cuidadosamente o local em busca de algo que pudesse auxiliá-los ou alertá-los de algum perigo, como a presença da sombra ou alguma patrulha indesejável.
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    Mensagem por Christiano Keller em Ter Jan 21, 2020 12:54 am

    Arthur Blackbeer,

           Sobreviver na natureza parecia algo complexo naquelas condições. Água e comida, o básico não está disponível e as ameaças estão sempre presentes. Bergil se oferece para ver as coisas, mas Arthur também faz algo. A sobrevivência de todos estava em jogo.

           A abordagem de Ignastácia é a que Arthur julga ser a mais adequada para o momento, não precisam falar, precisam agir. As roupas são uma proteção mínima, talvez nunca encontrem algo melhor. Perto da mata, Arthur pega o arco com uma flecha e observa como poderia sobreviver melhor por ali.

    Teste:

    Sobrevivência na natureza 2
    Inteligência ou percepção também 2
    Christiano Keller efetuou 4 lançamento(s) de dados Sob o Manto dos Uivos D10 (d10.) :
    4 , 3 , 2 , 1
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    Mensagem por Pikapool em Sab Jan 25, 2020 3:55 pm

    Fëanya ná úpalpima, orenya ná úrácima!
    Seguindo com o grupo de exploração, eu mantinha-me em silencio até Axcelia dirigir-se a mim. Esbocei um sorriso e logo segui:

    - Sim, sim. Meu povo nunca sentiu necessidade em estabelecer algum vinculo com a Terra Media. Pelo menos até navegarem nos barcos dos Teleri para combater as forças de Morgoth. - Ponderei por um segundo. - Bem, creio que a partir dai eles tenham tido alguma importância por aqui. - Estava confusa, já que não sabia como a historia seguia após a Guerra da Ira. - Na verdade, eu presumo que tenhamos vencido a guerra... - Cocei a cabeça sem jeito.

    A conversa seguia até Bergil e Arthur prontificarem-se para encontrar por abrigo, água ou algum perigo. Eu estava apreensiva por desconhecer tudo ali, mas mantive-me em alerta para qualquer perigo que pudesse aproximar-se.
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    Mensagem por Lnrd em Dom Fev 02, 2020 12:05 pm

    Sob o Manto dos Uivos 4c402d10



    “Restam apenas três dos primeiros entes que caminhavam na floresta antes da Escuridão: só eu, Fangorn, Finglas e Fladrif, para lhes dar seus nomes élficos; vocês podem chamá-los de Mecha-de-Folha e Casca-de-Pele, se preferirem. E, de nós três, Mecha-de-Folha e Casca-de-Pele não são de muita utilidade para esse tipo de coisa. Mecha-de-Folha ficou sonolento, quase arvoresco, poderíamos dizer: pegou o costume de ficar parado sozinho, semi-adormecido, durante todo o verão, com a funda relva das campinas em volta dos joelhos. Ele é coberto por uma cabeleira de folhas. Costumava despertar no inverno; mas recentemente tem estado sonolento demais para fazer longas caminhadas até nesta época do ano. Casca-de-Pele vivia nas encostas das montanhas a oeste de Isengard. É ali que o pior problema aconteceu. Foi ferido pelos orcs e muitos entre seu pessoal e seus pastores de árvores foram mortos e destruídos” (Tolkien, As Duas Torres)

    Os dedos dos galhos pareciam tentar agarrar o vento, mas só conseguiam rasga-lo com as unhas, produzindo assobios agourentos.

    Sem folhas para farfalhar, os galhos apenas gemiam e estalavam.

    Bergil é o primeiro a tentar explorar o limiar daquele cemitério da natureza antes de adentrarem-no de vez. Mais pegadas – nenhuma particularmente nova – fora tudo o que encontrara.

    Se havia algum sinal de água, devia estar mais fundo.

    A visão e os boatos sobre aquele resto de floresta clamavam obrigatoriamente por cautela, e assim Arthur o fizera, pronto armando-se contra qualquer emboscada. Mas, igualmente, se houvesse qualquer mal, talvez os aguardasse numa região mais densa.

    Um arrepio atingira a elfa – fora impressão ou, à distância, camuflado naquelas lúgubres flautas tocadas pelas árvores mortas, ouvira um uivo? –, dizendo que era melhor também armar-se.
    - É bom ficarmos juntos e de olhos abertos – dissera a anciã numa fala que, mesmo óbvia, parecia ser adequada, afastando a dúvida –. Fique na retaguarda, Ignastácia. Melhor os mais ágeis na frente.

    O caminho à frente era dificultoso, raízes expostas prontas para agarrarem-se aos pés como cadáveres tentando tragar os vivos para dentro da terra; constantemente tinham que dar a volta em grandes rochas ou procurar a melhor forma de ultrapassar alguma fenda; por sorte as estrelas lá estavam e, sem teto verde bloqueando-as, as duas nativas daqueles tempos pareciam saber onde estavam.

    De quando em vez, era possível ouvir um pássaro.

    Ao contrário de um sinal de que a vida ainda continuava, o canto daquelas aves era sinistro, como arautas da morte. Asas batendo camufladas na noite.
    - Olhos do mal - resmungara a soldada - o tempo todo espiando e aguardando.
    - Hummm... - Resmungara a Axcelandria - Prefiro que nos sigam. Aves podem servir de espiãs das forças malignas. Estaria mais preocupada se tivessem nos visto e ido em bando avisar seja lá quem for.

    E tudo era sequidão. Não havia sinal de umidade, nenhuma fonte para matar a sede de esperança daquele povo moribundo.

    Quanto mais avançavam, entretanto, outros elementos estranhos iam se somando ao cenário. Ossos.

    Eram costelas, crânios e outras partes que, sem grande esforço, percebia-se não serem humanos. Wargs não eram uma invenção da época de Rossengwen, mas era fácil distinguir os traços caninos monstruosos das criaturas que lá jaziam. Aqui e ali, algum pedaço mais fresco era bicado. Era possível mesmo que um pequeno ciclo se desenvolvesse ali: corpos alimentando insetos e larvas; estas alimentando as penas negras.
    - Estranho – comentara Ignastácia, mais como um pensamento ainda formando-se na mente –. Por que tantos ossos?
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    Mensagem por Christiano Keller em Qui Fev 06, 2020 12:18 am

    Arthur Blackbeer,

    Os ossos e restos no chão são estranhos, no entanto aquilo poderia ser resultado de duas coisas diferentes: animais ou armas. Arthur não sabia o que o preocupava mais, no entanto se um animal grande atacou os Wargs era diferente de vários animais pequenos. Por outro lado, armas iguais podem indicar um mesmo guerreiro, ou até vários. Com uma certa distância de segurança, mas perto o suficiente para ver os restos, Arthur tenta descobrir a diferença.

    Os golpes de armas são limpos e retos, enquanto os golpes de animais são mais separados, com marcas de dentes e garras. Talvez marcas no chão indiquem como as carcaças chegaram ali ou o que foi embora como ganhador.

    Portanto o Arco, Arthur faz sinal para os outros de que iria olhar os restos.

    Ao caminhar, Arthur também tenta perceber se estão subindo ou descendo, no geral a água desce, por outro lado para ter uma visão melhor deveriam subir primeiro para tentar localizar melhor para onde a água vai. Um processo complexo, mas é como ir ao centro do circulo para descobrir as extremidades, em vez de buscar a extremidade para percorrer o diâmetro.
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    Mensagem por Pikapool em Sab Fev 08, 2020 10:33 am

    Fëanya ná úpalpima, orenya ná úrácima!
    O discreto uivo junto aquela paisagem sinistra faziam meu coração acelerar e gerava alguns arrepios. Sem conhecimento da área e com medo de explorar a mesma, apenas empunhei meu arco e já preparei-o com uma flecha. Naquele momento as mãos tremulas certamente dificultaria o disparo, mas logo restabelecia-me. Afinal, eu precisava estar pronta para qualquer adversidade.

    Mais a frente, um "cemitério" fazia-me congelar por um instante. Os ossos indicavam que não eram humanos, pelo menos os que estavam mais amostra não eram de humanos. Perguntava-me se ali fazia parte de um território de caça ou se era um local de descarte. Eu acreditava ser pouco provável isso ser um local de caça. Sabia como os lobos eram assassinos naturais, com técnicas de caça semelhantes as humanas, mas porque eles trariam tudo para um único lugar?

    - Espero que esses lobos não estejam sendo cavalgados por orcs. - Deixo escapar meu pensamento. Quase de imediato a vermelhidão em minha face anuncia o constrangimento de dizer algo inapropriado para aquela hora.
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    Mensagem por Gelatto em Dom Fev 09, 2020 9:40 pm

    Bergil

    A sensação de Bergil para com aquele lugar era de cautela e temor. Se não fosse a necessidade de encontrar água para sobreviverem aos anos que virão, recomendaria não adentrar aquele lugar amaldiçoado. Mas o bom senso não era aplicado neste momento.

    Com a espada em mãos, adentrava em silêncio e devagar, analisando as pegadas antigas que confirmavam que este lugar foi abandonado e evitado por um tempo que não conseguia medir no momento. Aos poucos o grupo foi entrando, sob orientação da velha senhora, concordava em se manterem juntos. Havia raízes soltas, árvores retorcidas e sombras à espreita, e era perigoso se aventurar sozinho por aquele lugar desconhecido.

    Alguns pássaros e o vento eram os únicos sons que podiam ouvir naquele lugar em meio aos sussurros do grupo enquanto exploravam. Então, encontram algo. Não era a fonte d'água, a fonte da vida, mas uma fonte da morte, um cemitério de ossos de wargs.

    -"Parece ser um cemitério. Será para este lugar que os wargs veem quando estão para morrer? Não vejo outros tipos de ossos ou corpos que indicassem uma área de combate. A não ser que os wargs tenham lutado entre si...", Bergil deixa escapar suas opiniões.

    Arthur fizera um sinal que iria se aproximar para investigar os ossos. Bergil faz um sinal para os demais aguardarem, iria junto.

    -"Arthur, irei com você para te dar suporte! Peço aos demais que deem cobertura e fiquem atentos a ameaças!"
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    Mensagem por Lnrd em Seg Fev 10, 2020 1:04 am

    Sob o Manto dos Uivos 3f881110


    “E os homens viviam nas trevas e eram atormentados por muitos seres terríveis que Morgoth inventara nos tempos de seu domínio: demônios, dragões, bestas deformadas e os orcs imundos, que são arremedos dos Filhos de Ilúvatar. E era infeliz o quinhão dos homens” (Tolkien, Akallabêth)


    Como se necromantes praticando algum tipo de leitura de ossos, tentavam trazer o passado à vida, decifrando aquela cena para desvelar o futuro.

    O olhar atento às marcas indicava que não pareciam feitas por armas de qualquer tipo óbvio. A não ser que tratassem-se dalgum tipo mais arcaico, tacapes de ossos e outras brutalidades primordiais que dispensassem metais forjados. Mas se realmente um simples ataque animal, e não o feito de criaturas inteligentes, descartaria-se a tentativa de subjugar e domar aquelas criaturas, imposição de vontade necessária caso se almejasse transformá-las em montarias domesticadas. Por outro lado, caso os ferimentos fossem frutos de alguma raça pensante... só uma bastante poderosa.
    - Trols? – Murmurara a senhora, quase como se apenas pensando alto.

    Poderia igualmente ser o resultado de uma batalha por liderança. Se fosse assim, aquele era o lar de um warg suficientemente feroz para liderar toda a matilha, um oponente particularmente temível.

    Parados em meio àquelas evidências suspeitas, algo atraíra a súbita atenção geral: a aves de rapina, em uníssono, levantaram voo, como se afugentadas por algum movimento nas árvores. Mas não abandonaram o local, dedicando-se a formar círculos e espirais acima das cabeças do grupo.

    Esperavam, ansiosas, por banquetearem-se de carne fresca.

    Ignastácia cuidadosamente passara o escudo das costas para uma das mãos, ferro afiado brilhando na outra. Tentara não fazer muito barulho com aquele movimento.

    Axcelandria também reagira de maneira defensiva, mas de uma forma menos ostensiva: movendo a capa de lugar, deixara ver que, além do cajado improvisado, trazia consigo uma espada.

    Levara então os dedos ao cabo dela e os depositara imóveis lá,  entre o descanso e a atenção.
    - Essas não são terras para pessoas – ecoara uma voz cavernosa em meio às trevas, reverberando entre os monólitos de madeira como se fossem as colunas de uma cripta –. Essas são as árvores do Lobo de Morgoth, Draugmor Faedûr. Fujam, enquanto ainda é tempo – e uma espécie de risada gutural, quase rosnada por entre dentes, acompanhara aquela sentença. E souberam que alguma inteligência maligna operava ali.

    Um par de grandes olhos amarelados pareceram brilhar nas sombras.

    Fosse o que fosse, aquilo não parecia de todo humano, um tom pendendo entre o monstruoso e o demoníaco. Era possível que um orc fosse grande e forte o suficiente para lutar, munido apenas com garras e presas, contra wargs?

    A depender do que decidiriam fazer, logo poderiam descobrir.
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    Sob o Manto dos Uivos Empty Re: Sob o Manto dos Uivos

    Mensagem por Christiano Keller em Qui Fev 13, 2020 6:37 pm

    Arthur Blackbeer,

           A senhora diz:
    Senhora escreveu:- Trols?
           Criaturas grandes e fortes, dariam trabalho para matar, ainda mais sem luz do sol. Isso realmente seria um problema para o grupo, pois não poderiam fazer uma armadilha e não havia um prazo para ficarem seguros novamente quando o Sol banha o mundo. A escuridão eterna parece que faz parte da vida de todos naquele mundo. Um sentimento de tristeza parece ter acertado a todos naquela vida miserável e agora Arthur começa a entender porque. Não tinham cerveja, nem uma miserável gosta de cerveja.

           Quando as aves de rapina levantam mas não vão embora o sinal de que algo se aproxima estava dado. A coisa aparentemente deixava restos em seu caminho que serviria de alimento para as aves que estavam por ali. Talvez seja uma coisa ameaçadora e que não se importava em chamar atenção, isso sim era um problema.

           O som das palavras da criatura parecia um problema maior do que esperado, havia alguma inteligência ali. O momento de um combate parece se aproximar, porém Arthur não tinha certeza de seu alvo. Com as mãos já prontas no arco e flecha, resta apenas um movimento rápido para o disparo.

    OFF:
    Já vai rolar combate? Tô quase girando dados para o alvo.
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    Mensagem por Gelatto em Sex Fev 14, 2020 8:02 am

    Bergil

    O cemitério de ossos parecia o resultado de uma batalha. Em um primeiro momento, imaginou-se serem trolls, as únicas criaturas capazes de tal feito, ou talvez algum orc monstruoso, mas no final, um calafrio que percorre a espinha e as palavras guturais de um warg auto-intitulado Lobo de Morgoth, tiravam qualquer dúvida a respeito do que ali ocorrera.

    Bergil prepara sua espada, sacando-a da bainha, apenas procurando a origem daquela voz carregada de ódio e encontra um par de olhos amarelos nas sombras. Permanece encarando os olhos à espera de suas reais intenções. Não deixaria de ser abatido sem levar o gosto do aço para aquela criatura corrompida.
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    Mensagem por Pikapool em Dom Fev 16, 2020 1:52 am

    Fëanya ná úpalpima, orenya ná úrácima!
    Se já não estivesse receosa o bastante, uma voz tenebrosa chegava aos nossos ouvidos vindo das profundezas. Prontamente tentei sair sorrateiramente dentre as árvores para poder aguardar nosso visitante indesejado dar as caras para então surpreendê-lo com uma de minhas flechas.

    Naquele momento não importava-me se tal ser seria um orc, troll ou seja lá o que ele fosse. Ele era apenas um obstaculo para todas as pessoas que ansiavam por um lugar melhor para tentar sobreviver.
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    Mensagem por Lnrd em Seg Fev 17, 2020 7:23 pm

    Sob o Manto dos Uivos 6aa88010



    “Contudo, à medida que avançava a terceira era do cativeiro de Melkor, os anões ficaram preocupados e falaram ao Rei Thingol, dizendo que os Valar não haviam erradicado totalmente os males do norte; e que os restantes, tendo por muito tempo se multiplicado nas trevas, voltavam a aparecer, perambulando livremente.
    - Há feras cruéis na terra a leste das montanhas, e seus antigos parentes que moram por lá estão fugindo das planícies para as colinas” (Tolkien, Quenta Silmarillion)


    Conforme a situação escalava a um confronto inevitável, Ignastácia lançara um questionamento à sábia, pergunta retórica cuja resposta sabia bastante bem: “Essa coisa nos atacaria assim que virássemos as costas, não é?”. A outra acenara com a cabeça em concordância. “Uma boa luta é a estratégia mais eficiente quando não há estratégia alguma”, resumira a velha, esperando que tivessem o suficiente para resistir a seja lá quem fosse o inimigo.

    Finalmente sacara da bainha a precária espada que trazia do acampamento. Aquela era a única porta de saída possível.

    Do outro lado, a elfa discretamente afastava-se da cena, escondendo-se entre as árvores. Mas não só isso: pressentira que outras formas tentavam cerca-los nas sombras, algo que o resto logo descobriria.

    “Como queiram”, foram as palavras que obtiveram ao ignorarem o desconvite do servo de Morgoth. Elas foram seguidas de uma tenebrosa risada que persistira ainda por algum tempo após ser atirada na direção deles, ecos pegajosos em escárnio ao desafio, à ousadia de pretenderem lutar.

    Como um barco afundando em águas escuras, o par de olhos perdera-se no breu. Fez-se então silêncio, um longo e profundo vazio.

    O vento cessara, como se detido de seu caminho para testemunhar aquele embate. E de dentro do negrume infinito um longo e assustador uivo emergiu.

    Aves gritaram agitadas àquela trombeta, e logo escutaram, pelas costas, dois outros lamentos cresceram em coro.

    Numa velocidade enorme, duas sombras saltaram à área mais aberta, encarando ameaçadoramente o grupo. Eram lobos gigantes de pelos eriçados que espreitavam com olhares sinistros, esperando o momento certo para atacar. Não eram simples wargs como antes, cães desfigurados e monstruosos, abortos açoitados pela mão pútrida que os criara. Eram algo de outra natureza, lupinos de tamanho desproporcional, como se injetados de maldade e intenção.

    A voz que havia falado inicialmente agora, perdida na floresta, direcionara-se àquelas duas visões de pesadelo, comandando-as: “refestelem-se em carne humana, crias da escuridão”.

    “Carne humana”, ecoaram, mas não falando pelas bocas animalescas e cheias de dente. Pareciam dizer aquilo com os próprios olhos, forças demoníacas que viviam no interior das bestas.
    - Que abominações são essas? – Perguntara Ignastácia, incrédula.
    - Espíritos malignos habitando a pele de animais... .

    “Lobisomens”, concluía a senhora. “Da casta maldita de Draugluin e Carcharoth”.


    “E, antes que se passasse muito tempo, as criaturas nefastas chegaram até mesmo a Beleriand, por passagens nas montanhas, ou vindo do sul através da floresta escura. Havia lobos, ou criaturas que adotavam sua forma, e outros seres cruéis das sombras” (Tolkien, Quenta Silmarillion)

    Sob o Manto dos Uivos 5cbd7c10


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    Mensagem por Lnrd em Sex Fev 28, 2020 12:48 pm

    Sob o Manto dos Uivos 58302010



    “Nem todos os seus servidores e empregados são espectros! Há orcs e trolls, há wargs e lobisomens; houve e ainda há muitos homens, guerreiros e reis, que andam vivos sob o sol, e mesmo assim estão sob seu domínio. E o número desses homens cresce dia a dia”. (Tolkien, O Senhor dos Anéis)


    Como espessas nuvens de escura fumaça, meros sinais das brasas que queimavam dentro, os lobos gigantes avançaram. Arthur e Bergil encontravam-se no meio da clareira; Ignastácia e Axcelandria, separadas, a uma ponta; Rossengwen, por fim, aproveitara-se da camuflagem das árvores retorcidas, escondendo-se noutro lado.

    Ossos brancos pelo chão e penas pretas no ar pontuavam o cenário.

    As duas criaturas dividiram-se, um raio de vários ramos. Uma almejava as duas mulheres; outra partira aos dois homens.

    Esta última fora a que tivera menos sorte, sendo atingida pelas flechas velozes do comerciante, as quais mais uma vez mostraram-se armas de perigo. O inimigo tentara desviar-se, mas não fora rápido o suficiente.

    De toda a forma, espantava não pensarem como wargs, sabendo reconhecer o perigo de um arco.

    A investida, porém, mudara subitamente de direção ao que a Eldar se revelara, tentando ajudar contra os monstros. “Elfo”, uivara o lobisomem numa mistura do som da garganta do animal que era com a fala do espírito de treva que o movia.

    A guerreira das armaduras e a velha senhora tentaram correr em socorro, mas estavam longe demais. Caindo sobre elfa com enormes dentes, a bocarra  conseguira causar graves ferimentos nela. Mas, em troca, recebera novos golpes, tanto de Arthur quanto da própria Primogênita, não fugindo à luta mesmo naquele estado.

    Soltando um grunhido de intensa dor, o ser partiu numa debandada floresta a dentro, voltando para a escuridão de onde viera.

    A outra besta tivera mais sorte, conseguindo desviar da espada do ranger, emanando uma estranha risada muda em boche à falha do guerreiro. Mas maré parecia ter virado a favor daqueles batedores, uma vez que agora eram cinco contra um.

    Por pouco tempo.

    Da mata seca, outros dois lobisomens surgiram, respondendo ao chamado anterior. “Elfo, elfo”, repetiam, salivando.

    Havia um estranho apetite do mal pelas carnes daquele povo, antigo inimigo das forças de Morgoth.
    - Cuidado! – dissera Ignastácia –. Essas coisas são mais ágeis e fortes que os cães deformados dos campos – superestimar as próprias chances de vitória poderia ser um erro mortal.

    Naquele momento, a voz oculta de entre-troncos voltara a falar, fazendo uma proposta indecorosa.
    - Vocês feriram minha cria e minha matilha feriu um de vocês. O elfo. Queremos o sangue dele. Ajoelhem-se perante as sombras e entreguem-nos essa oferenda. – “E saiam vivos”, complementou num rosnado profundo. Desta vez, o líder parecia disposto a entrar no combate.
    - E eu demando a você, domador de cachorros, que saia das sombras! Revele-se, servo de Bauglir, o Grande Traidor! – Respondera Axcelandria.

    E assim foi feito.

    De onde estava, lentamente caminhou, pata ante pata. Seu tamanho só era rivalizado pelo de Carcharoth, inimigo de Huan, fera que engolira a mão de Beren e a Silmaril que ela segurava. Tinha a expressão de um fogo frio, gélido e ardente.

    Como finalmente puderam confirmar, era em si um lobisomem, se não pai, ao menos “alfa” daquela matilha.
    - Eu sou o Lobo de Morgoth, Draugmor Faedûr – dissera novamente, reafirmando sua posição como escolhido de Inimigo –. Sou o Manto dos Uivos e cobrirei vocês com minha fúria se não abandonarem esse lugar agora.

    Sob o Manto dos Uivos D0ef0c10


    Ignastácia se retesara, e não eram necessárias palavras para entender o que pensava. Precisariam no mínimo de um grupo de caça para derrubar aquilo. Não tinham condições de fazer frente a uma coisa daquele tamanho.

    Não sairiam vivos daquele encontro, a não ser que pensassem rapidamente em algum plano milagroso.


    Sob o Manto dos Uivos 910f7710




    Spoiler:
    Bem, caso queiram simplesmente continuar a batalha, sigam aqui < https://www.novaerarpg.com/t5443p60-rolagens-de-dados#200573 >

    Independente disso, podem narrar as acontecimentos até o momento sob o ponto de vista de cada personagem – Rossengwen falar sobre a dor do ferimento e o último ataque dela, Bergil lamentar o golpe perdido etc.
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    Mensagem por Pikapool em Sab Fev 29, 2020 12:55 am

    Fëanya ná úpalpima, orenya ná úrácima!
    Parecia que minha pericia em combate era insuficiente diante de tal ameaça. Além de revelar minha posição e desperdiçar o ataque surpresa, ainda virei alvo daquelas criaturas vis.

    Em instantes, vi aquela besta sobre mim e logo senti suas presas perfurando e rasgando minha carne. Ante a tal dor e temendo por minha vida, recuei gritando em agonia e fúria, lancei a flecha com minhas próprias mãos. E por um milagre, aquilo o fez bramir e recuar.

    Olhei para os lado sem entender o que realmente acontecera. Mas estava aliviada. Infelizmente, logo o alivio dispersava com o surgimento de novos inimigos. E tudo tornava ainda pior quando o provável líder dos lobisomens surgiu pedindo pela minha cabeça. O ápice foi quando Axcelandria exigiu que o mesmo mostrasse sua face. Não podia ver claramente de onde estava, mas seu tamanho era monstruoso.

    Recostei ofegante na árvore ao meu lado. A visão estava turva e a dor insuportável. Naquele momento sabia que eu era apenas um empecilho para meus companheiros. Também sabia que não faríamos frente aos lobisomens. Eles não deveriam perder a vida por alguém que já estava quase morto. Respirei profundamente e mesmo não confiando naquele ser, prossegui.

    - A-aceitamos sua oferta! - Disse em voz alta. - Vocês, corram daqui por suas vidas. - Voltei-me ao grupo. - Foi uma honra, amigos! - Completo.

    Uma ultima vez, empunho o arco e prepara minha flecha.

    - Draugmor, perdoe-me por não acreditar em sua palavra. Então mesmo aceitando sua oferta, já adianto que não morrerei sem lutar. - Bradei com esforço. - Ganharei algum tempo antes que eles voltem a persegui-los. - Digo ao grupo enquanto sigo alguns passo em direção ao líder Draugmor.
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    Mensagem por Gelatto em Sab Mar 07, 2020 10:33 am

    Bergil

    Os olhos nas trevas se revelaram não wargs, mas lobisomens, crias de Morgoth e cheias de ódio.

    Bergil se posiciona, tentando dar cobertura para seus aliados, como uma barreira para impedir o avanço do inimigo. Mas da mesma forma que evitava as bocarras cheias de dentes afiados como adagas, o ranger também tinha seus ataques evitados pela ágil criatura. Mas seus aliados eram mais precisos.

    Tentou impedir que um dos lobisomens se movesse até Rossengwen, mas ele desviara na direção dela muitos metros antes e longe do alcance do ranger. E o primeiro ferimento desta estranha comitiva foi sofrido, com a elfa sendo mordida pela fera maldita.

    E então mais uivos e novos inimigos adentram a área. Bergil por um momento sente as esperanças se esvaírem, mas a luta pela sobrevivência fala mais alto e o ranger não se abala com esta situação. A balança ainda ainda não pendeu para nenhum dos lados, então, ainda há esperanças. Isso se o ranger conseguir acertar estas criaturas e não ficar brandindo sua espada em vão por aí. #BergilFrustrado.
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    Mensagem por Lnrd em Seg Mar 09, 2020 11:50 pm

    Sob o Manto dos Uivos 1d71a110




    "E Ilúvatar falou a Ulmo, e disse: - Não vês como aqui neste pequeno reino, nas Profundezas do Tempo, Melkor atacou tua província? Ele ocupou o pensamento com o frio severo e implacável, mas não destruiu a beleza de tuas fontes, nem de teus lagos cristalinos. Contempla a neve, e o belo trabalho da geada! Melkor criou calores e fogo sem limites, e não conseguiu secar teu desejo nem sufocar de todo a música dos mares. Admira então a altura e a glória das nuvens, e das névoas em permanente mutação; e ouve a chuva a cair sobre a Terra! E nessas nuvens, tu és levado mais para perto de Manwë, teu amigo, a quem amas” (Tolkien, Ainulindalë)


    Negros corvos gritaram numa estranha excitação, daquele círculo partindo. Abandonavam as copas das árvores como se em respeito o turno dos lobos. Eles comeriam primeiro; o banquete de restos viria apenas depois.

    Rossengwen optara pelo sacrifício, cordeiro caminhando ao encontro do grande cão. Mas possuía ela própria presas. E decidira não tombar sem usá-las.

    Correr. Deviam correr. Mas Bergil e Arthur não pareciam inclinados a isso.Venceriam, ou cairiam também.
    - Vá! – Falara Ignastácia de maneira imperiosa à senhora – O acampamento precisa de você!

    De toda a forma, Axcelandria parecia a menos capaz ali, uma morte inútil em um mundo já escasso de faróis de guiar jornadas.

    Draugmor pisara, avançando inevitável. Era a morte encarnada, temor que apenas a raça humana conhecia, sabendo-se impossível de escapa-lhe das mãos.

    O lobisomem e a elfa convergiam para um mesmo ponto, mas ao vê-la pronta para alvejá-lo com uma flecha, tenta derrubá-la ao chão, prendendo-a sob poderosas patas.

    Ao mesmo tempo, os outros inimigos partiram para cima dos alvos deles: um monstro tentando revidar o golpe perdido de Bergil; outro, aproveitando-se da situação para também atacá-lo.

    O último lobo mirara em Ignastácia, mas não consegue vencer as defesas dela – era cada vez mais óbvio que o resto do grupo precisava de melhores equipamentos.

    Um vento frio e úmido corria agora com certa força. Invisíveis na noite preta, nuvens de tempestade pareciam se aproximar.
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    Mensagem por Lnrd em Ter Mar 10, 2020 11:18 am

    Sob o Manto dos Uivos 4f4a6a10




    "[...] nem em toda a minha música estava contida a chuva que cai" (Tolkien, Ainulindalë)



    O Manto prometera, e sem tardar cumprira: usando de toda a sinistra corpulência dele, Draugmor se sobrepusera à primeira vítima.
    Atirada ao solo, a elfa tinha pesadas patas sobre ela, presa na pressão daquele peso descomunal.

    Distando poucos metros, a situação escalara a uma piora considerável: enquanto um dos inimigos originais revidava o ataque do mateiro com mordidas e arranhões, outro aproveitara para também avançar sobre ele.

    Aquela fúria dupla, não de meros predadores à procura de alimentos, mas de aberrações espalhando terror, fora demais. Belgil não conseguira se defender, à tormenta de uivos, tombando entre a vida e a morte – uma segunda morte.

    Por que o grupo havia sido devolvido às Terras dos Vivos, se não equipado para sobreviver à última batalha?

    Axcelandria, vendo o desespero da situação, não pudera abster-se, apesar dos protestos da protetora. Com a insólita espada a um punho, cajado na outra mão, partira para a luta, mas de uma forma diferente.
    Erguera os braços, fazendo-se imperiosa. “Eu te abjuro, espírito de trevas! Parta para o abismo, eu te comando! Pelo eco de Valaróma, pelos tremores de Nahar, fuja à sombra de Aldaron, cão-de-guarda de Utummo!”

    Com aquelas palavras, evocava Oromë, Caçador dos Valar e Senhor das Florestas. A velha parecera "crescer". Mas não se tratava de todo de algo físico: o espírito dela ardera, subjugando a alma maligna da criatura. Esta, tremera e ganira.

    Como espelho rachado, a própria imagem agora possuía uma cicatriz. Vacilando diante dos inimigos, dos irmãos e do mestre, correu em disparada. Humilhado, abandonara a batalha, vergonha da matilha.

    Então uma luz enfim acendeu naquele mundo: Ignastácia chocara-se com ferocidade contra o animal que viera pelo Norte, causando-lhe alguns ferimentos. Mas fora a flecha de Arthur, sempre favorecida pelo sopro de Manwë, que mais uma vez fizera a balança pender. Ferido, o cachorro também abandonara o campo, fugindo para longe.

    Não havia honra naqueles espíritos bestiais, reduzidos daquela forma ao desejo e ao instinto de feras.

    Mas como uma vela na tempestade, aquilo podia ser apenas uma esperança fugaz: Bergil incapacitado e Rossengwen imobilizada; restava apenas um último dos lobos menores...

    ... e Draugmor, o invencível.

    Sem folhas, os galhos agitavam-se e debatiam-se, movidos por mãos transparentes.
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    Mensagem por Lnrd em Qui Mar 19, 2020 3:10 pm

    Sob o Manto dos Uivos Clbnqo10




    "E do oeste às vezes vinha uma enorme nuvem ao entardecer, com a forma de uma águia, com as pontas das asas abertas para o norte e para o sul; e aos poucos ela assomava, encobrindo totalmente o pôr-do-sol; e a escuridão absoluta caía então nobre Númenor. E algumas das águias traziam raios sob as asas, e trovões reverberavam entre o céu e as nuvens". (Tolkien, Akallabêth)




    Enquanto Ignastácia e Axcelandria tentavam conter o Lobisomem mais próximo ao companheiro ferido, Arthur entrava em embate com o próprio “alfa” – que tentara instilar nele terror, rugindo numa terrível ameaça, a qual quase quebrara o homem.

    Mas a despeito daquilo, ele conseguira fazer as flechas cantarem novamente. Apenas não foram suficientes para abalar a besta.

    Agora Draugmor alternava o olhar entre o humano e a elfa, tentando decidir-se: se partisse para cima do desafiante, teria de soltá-la.

    A não ser que a matasse antes.

    Sem ter alternativa, encerraria o brincar com aquela “comida”. A boca escancarada, transbordando de presas, iria arrancar a cabeça dela.

    Mas fora como tempestade que encontra a montanha que o desfecho daquele embate viera, escala maior que a das vidas pueris que ali se encontravam. Se, a um lado, estava a impassível figura do Manto de Uivos, monólito erigido em sinal do apocalipse, do outro vinha a própria natureza manifesta em nuvens. Não se tratava de mera chuva.

    Num repentino relâmpago, tudo banhara-se em luz, brilho que jorrava iluminando a floresta morta. E por uma fração de instantes, pudera-se ver no céu a silhueta espantosa de uma enorme águia: não uma de ossos e penas, mas uma feita da matéria do ar em si.
    - Recua e parte, guardião do Sinistro Inimigo do Mundo! Pois teu espírito é inferior ao meu, e eu sou aquele dentre os Maiar que fala por Manwë – e a voz vinha do pássaro, falando por meio de trovões – Teus uivos contra mim nada podem!

    Àquele ultimato, o monstro diminuíra estremecido, ameaçando fugir. Mas o demônio que aquela pele habitava mostrara-se mais resistente, rosnando em desafio.

    Relâmpagos lamberam o solo com fogo em resposta.
    - Não te equivoques com ilusões! Pois as forças que vem comigo são as do verdadeiro Senhor de Arda!

    Ao reparar a terra esturricada pelos raios celestes, o Lobo dos Lobos não tivera opção a não ser ceder. Mas não sem protesto.
    - Arda tem um novo Senhor, ele se chama Morgoth! Abra os olhos e verá, das alturas, que essas terras não pertencem mais aos Poderes do Oeste. Quanto a esse grupo, que guardem minhas palavras: até o fim dos dias, por mais longe que forem, jamais esquecerei dos ferimentos que impuseram à minha matilha. Minha ira os alcançará – e com aquela jura de maldição afastou-se com o companheiro por entre os troncos famintos, noite a dentro.

    Tão logo a criatura perdeu-se de vista, a imagem nos céus aproximou-se mais, reduzindo-se em tamanho e murmurando em segredo.
    - Emudeçam e ouçam-me, pois as forças que me impulsionam até aqui não o farão por muito tempo, e eu despi-me de um corpo para vencer tamanha distância.

    Aquele espectro não se demoraria, desfazendo-se tão repentinamente quanto chegara. “Eu sou Eönwë, arauto do Rei. Aquilo que procuram aqui não encontrarão, mas no Oeste. Peguem seu povo e sigam sem tardar até a costa, onde o que lhes aguarda será revelado...”.

    Axcelandria ainda ensaiara dirigir-se a ele, mas não havia mais nada lá além de brisa e orvalho. Depois, uma fina chuva que passara a cair.

    A expressão da senhora era indescritível, abalada pela surpresa e inflamada pelas palavras.
    - O Oeste... o Oeste... – repetira sozinha, quase como se esquecendo que havia mais gente lá.

    Ignastácia retirara o capacete igualmente pasma, parecendo tremer ante àquela aparição. Havia presenciado um milagre.

    O encontro não havia findado por completo, perceberiam. Ao menos de alguma maneira.

    Três aves esquálidas, exaustas da viagem, vinham logo atrás do mensageiro ausente. Fosse de onde viessem, estavam visivelmente esgotadas. Tanto que duas, as maiores, simplesmente não aguentaram o término da jornada. Mortas, caíram.

    A última também as acompanhara, mas ainda arfava.

    Eram igualmente águias, mas verdadeiras, e carregavam um estranho volume.
    O embrulho caíra no chão pesadamente, difícil de definir, no escuro, do que se tratava.
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    Mensagem por Pikapool em Sex Mar 20, 2020 12:44 am

    Fëanya ná úpalpima, orenya ná úrácima!
    Não conseguia soltar-me diante de tal força da fera. O pavor começa a tomar conta do meu ser e já podia ouvir as batidas de meu coração. E mesmo diante do aterrorizante urro da besta, Arthur o encarava destemidamente. Infelizmente as flechas de Arthur não eram suficientes para combalir Draugmor.

    Por fim, vi sua imensa bocarra se abrir e surgir suas poderosas presas. O lobisomem cessara seu divertimento e isso anunciava meu fim. Indefesa, apenas fechei meus olhos e aceitei meu destino.

    Um som estridente de um súbito trovão fez-me estremecer. Logo uma voz trovejante ordenava o recuo da besta. Senti ele estremecer sobre mim e diminuir a força para prender-me. Abri os olhos enquanto a besta bradava impropérios e nos amaldiçoava. Também vi uma imensa águia formada pelas nuvens.

    Ele então indicou-nos o caminho e logo desapareceu dando lugar a chuva. Ainda no chão e ao perceber que todo aquele desespero havia passado. Chorei em silencio com minhas lagrimas sendo ocultadas pela chuva. Todos ali estavam abalados e espantados com tamanho acontecimento.

    O som de asas chamou minha atenção, pois, prontamente olhei aos céus a procura daquela aves negras agourentas. Em seguida um estrondo indicava que algo realmente pesado atingia o chão. Contudo, não era possível enxergar nada de onde eu estava. Tanto pela escuridão quanto pela posição onde encontrava-me. Levantei-me com dificuldade, meus ferimentos doíam a cada movimento, e segui até onde estava Bergil.

    Sentei-me ao lado do nobre guerreiro e apoiei sua cabeça em meu colo. Deixei que os demais averiguassem do que tratava-se aquele objeto que caíra a pouco.
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