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    A maldição - O jogo

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    Mensagem por Raijecki em Qua Fev 26, 2020 9:40 am

    A Maldição - I


    Aquela taberna não tinha nada de especial, sua construção era um tanto quanto precária devido a rústica engenharia e também ao malcuidado da madeira bem como sua idade avançada. Não tinha nem uma simples melodia sendo tocada, apenas os sons de clientes insatisfeitos, da fraca lareira queimando e do forte vento empurrando neve contra as janelas fechadas. Estava ali desde a fundação daquela vila e já tinha presenciado todo o tipo de sujeitos ao longo dos tempos. Mas atualmente era apenas uma ponte para poucos comerciantes que precisavam desafiar o rigoroso inverno daquela região para assim abastecer as outras poucas vilas mais distantes, e claro, lucrar o que conseguirem. E agora também para aventureiros buscando a glória da vitória contra as forças do mal.

    - Brrrr... Puta que pariu, que espelunca! – Bravejava um suposto candidato a aventureiro a seus colegas de mesa. – Essa merda de lareira não esquenta porra nenhuma e nossas cervejas ainda não chegaram! – Concluía. Era apenas um garoto, não mais do que 16 anos na cara cheia de espinhas e dentes tortos e amarelados. Vestia uma armadura de cota de malha e tinha uma espada grande repousando ao lado de sua cadeira.

    - Acredito que pela cara despreocupada do taberneiro, vai demorar ainda mais... – Respondia uma garota sentada ao lado direito do rapaz, suas roupas e o grande livro aberto logo em sua frente entregava se tratar de uma maga. Sem falar em seu chapéu pontudo. – Mas posso fazer algo sobre o fogo... - Então para o alivio de todos os presentes no local, a moça esticava seu braço em direção a lareira que queimava lentamente alguns poucos pedaços de lenha e lançava uma modesta, porém bastante eficiente, bola de fogo. As chamas então aumentavam consideravelmente bem como o calor, mas o taberneiro esperneava.

    – Forasteiros idiotas! Não veem que temos pouca lenha?! Não adianta aumentar o fogo sem ter o que queimar! – Então ele se dirigia praguejando até a lareira e atirava de um pequeno montinho mais umas duas lenhas para que o fogo não se apagasse rapidamente.

    - Pouca lenha?! Vocês têm uma puta floresta como vizinha! – Exclamou revoltado o guerreiro. Era verdade, as vilas livres ficavam muito próximas da gigantesca e misteriosa floresta labirinto, então era estranho faltar lenha naquela região. Antes que o taberneiro abrisse a boca para retrucar o forasteiro guerreiro, um menino não aparentando ter mais de 12 anos surgia de outro cômodo com uma bandeja de madeira com quatro canecas cheias de cerveja e, se aproximando da mesa dos aventureiros, respondia cochichando em tom tristonho:

    - É a maldição... – Ele então servia as canecas, o que parecia acalmar um tanto os forasteiros aventureiros, que logo partiam para o gole, menos a maga que parecia interessada nas palavras do garoto. – Nenhum lenhador quer se meter naquela floresta desde que tudo começou... – Dizia, limpando o nariz escorrendo com a gola de sua suja camisa.

    - Mas vocês não fizeram um estoque para o inverno? – Perguntara um homem mais velho e barbudo, colega dos demais aventureiros e calado até então.  

    - Si-Sim...Mas meu pai disse que precisamos poupar poi- Então o taberneiro avançava até o garoto e o reprendia veementemente:

    - Bastião! Vá ajudar sua irmã e sua mãe na cozinha e pare de papo com esses forasteiros, se eles não estão gostando do serviço, basta caminhar mais 30 quilômetros até Vila Pinheiro! -  O garoto girava rapidamente sobre seus pés e corria como se algo terrível fosse acontecer se não chegasse a tempo até a cozinha, e o taberneiro voltava para seu balcão resmungando mais um pouco.

    - Hum, essa tal maldição está criando muito mais problemas do que eles previam, talvez podemos extorquir bastante o pessoal de Vila Pinheiro... – Comentava a última do quarteto agitado. Uma elfa pelo físico esguio, era provida de uma beleza de sangue, mas vestia roupas discretas e escuras, com um capuz escondendo parte de seu rosto. Outros bebiam e reclamavam do frio e da comida ruim, apesar da escassez de suprimentos, o volume maior de visitantes talvez colocasse mais tibares nos bolsos dos comerciantes daquelas vilas.

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    Imagem meramente ilustrativa

    Com certeza aquilo era um evento bastante extraordinário para as chamadas vilas livres, um dos pouquíssimos resquícios de liberdade em Arton, isso claro, se Tauron e seus seguidores não voltassem seus cascos grossos para aquela minúscula “utopia” de seus vizinhos. Vila caneca era a primeira chegada das vilas livres, e a estalagem/taberna/o que você precisar “Vento gelado” era a única opção para viajantes da localidade. Mesmo no verão, não era comum muitas pessoas visitarem aquela região, pois apesar de liberdade perante o Reinado e os Minotauros, a falta de mais controle e ordem gerava mais bandidos nas estradas, e a modesta e humilde infraestrutura das vilas não chamavam muita atenção. E por último, nada de mais acontecia ali. As pessoas nasciam, cresciam, sobreviviam e morriam nas vilas livres. Com sorte na caçada, umas mais largas que as outras.

    Porém um farto contrato em ouro do líder de Vila Pinheiro chamava vários aventureiros para lá. O alvo, uma suposta maldição que estaria assombrando a sinistra floresta labirinto e deixando um rastro de sangue cada vez maior.



    Off: E finalmente começamos! Desculpa pelo atraso, mas consegui postar ainda hoje como prometido!  cheers  Seguinte, gostaria que vocês postassem descrevendo como ficaram sabendo do contrato e de como chegaram até vila caneca, que é onde fica a taberna onde vocês estão agora. Vocês decidem se querem começar já se conhecendo ou se preferem se conhecer em ON agora na taberna. Enfim, espero que se divirtam e fiquem livres – caso queiram - para adicionarem detalhes sobre a taberna e sobre os eventos de antes de chegarem ali.

    PS: Reiterando que se tiverem alguma dúvida ou sugestão, estou disponível pelo canal da nossa mesa no discord ou por MP aqui no fórum, podem me chamar que quando possível irei lhes ajudar!

    PS2: O @hylian infelizmente ainda está donte, então ele provavelmente irá entrar mais tarde na história, começamos desfalcados kkkk

     



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    Mensagem por Pikapool em Dom Mar 01, 2020 4:00 pm

    Limites são desculpas criadas por pessoas fracas que não estão disposta a lutar pelo que querem!
    Repentinamente a porta da taverna era aberta abruptamente e eu adentrava rapidamente. Fechei a porta e sacudi minha capa tirando a neve que nela estava. Enquanto ajeitava minhas roupas pude ver o olhar insatisfeito dos clientes.

    - Brrrr!! - Esfreguei as mãos e em seguida baforei sobre elas, para esquentá-las. - Taverneiro, uma refeição para uma pobre viajante cansada e faminta. - Segui até diante da lareira para aquecer-me. - Ah, e um pouco de musica para animar o ambiente. - Completei esboçando um sorriso.

    Logo sentia toda hospitalidade do local, quando o taverneiro apenas encarou-me de forma nada agradável, pelo menos sabia que tinha ouvido meu pedido. Vendo que não teria musica no recinto, girei em torno de mim observando a todos.

    - Bem, já que não há musica... Eu poderia providenciar algo se houver algum instrumento. - Abri os braços em questionamento. - Nada? Então, está bem.

    Vendo que o clima não melhoraria, resolvi aproximar-me daqueles que pareciam diferentes dos demais. Puxei uma cadeira e arrastei-a até a mesa do quarteto aventureiro. O som que a cadeira arrastada fazia incomodava a todos ali. Logo posicionava a cadeira ao lado da elfa misteriosa.

    - Olá conterrânea e amigos. - Digo ao sentar-me. - Oh, o que está lendo moça? - Puxo o livro de leve para tentar lê-lo. - Então, poderia juntar-me a vocês? - Completo com uma piscadela para eles.
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    Mensagem por Nimaru Souske em Dom Mar 01, 2020 6:28 pm

    "Onde existir pessoas precisando de ajuda, sempre irá ter alguém disposto a pagar e eu estarei lá para receber e ressarci-los com fé. A fé da Mãe Noite."

    Essa era a frase que regia a vida da Madre Lenna Kirch qual aprendera durante suas aulas no orfanato que crescera. Não a muito tempo, menos de um ano, saíra em peregrinação solitária sem um rumo definido com a simples tarefa de levar a mensagem de Tenebra para os necessitados e mostrá-los que a noite pode ser tão acolhedora e aconchegante quanto uma amorosa mãe. E assim foi, durante seu caminho, não conseguira muitas oportunidades de colocar suas habilidades à prova, muito menos recebera quaisquer quantidade de dinheiro pelas poucas oportunidades de demonstrar seus serviços.

    Mas em um momento, sem nenhum aviso, em sua frente surgira uma ótima oportunidade. Pelas ruas de alguma cidade que nem fizera questão de saber o nome, algumas pessoas comentavam o fato de que o líder de uma vila buscava aventureiros para ajudá-lo com problemas que estavam acontecendo com os seus arredores e que poderia lhes proporcionar recompensas.

    Era tudo que Lenna queria escutar.

    Partiu de imediato para o local indicado, apenas parando antes em uma taverna para descansar e estar em um estado apresentável quando se encontrasse com o líder da vila.

    Ao entrar na taverna, se encontrava completamente envolta com sua longa e escura capa negra, qual parecia negar e repudiar qualquer luz que tentasse se aproximar de quem a estivesse vestindo... mas aquilo era só impressão. Lenna Kirch observara com desdém o fogo que ardia forte na lareira e procurara uma mesa vazia, longe da maioria das pessoas que frequentavam o lugar. No caminho, se dera a liberdade de olhar alguns rostos para averiguar que tipo de pessoas estavam a rodeando.

    Realmente aquela vila parecia atrair tipos estranhos... e ela mesma não podia se excluir desse adjetivo.



    Roupa:


    A maldição - O jogo Ba1fce11





    Ao se sentar, retirou seu capuz para respirar melhor um ar que não era tão agradável, mas menos sufocantes que aquele debaixo de sua capa. Olhou ao redor procurando alguém que pudesse servi-la e encontrou uma mesa barulhenta com uma elfa tentando se enturmar com outros aventureiros... um tipo de atitude que talvez fosse bem oposto ao que Lenna costumava ter, então logos os ignorou e levantou o seu braço na esperança que alguém pudesse atendê-la.

    A Madre estava calada durante todo o momento, mas aquilo não passava do habitual em lugares tão públicos.
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    Mensagem por nahna em Seg Mar 02, 2020 1:01 pm




    Leyka seguiu os boatos que percorriam toda a região, sobre uma floresta amaldiçoada... acontecimentos sinistros...
    Conhecia a história...
    Normalmente eram coisas corriqueiras, aumentadas pela superstição das pessoas comuns.
    Contudo, acabou por encontrando o contrato em busca de aventureiros... Teria boas moedas de recompensa, independentemente do que quer que fosse.

    Entrou naquela taverna antiga e fria, baixando o capuz do sobretudo branco que a protegia do frio, e revelando seus cabelos azulados.
    Seus olhos percorreram o lugar, procurando algum lugar vago onde pudesse se sentar.
    Caminhou pelo lugar e se sentou em uma mesa qualquer, esperando ser atendida.
    Apanhou entre suas coisas um pergaminho, sua pena e seu pequeno frasco de tinta, para registrar sua viagem até alí.






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    Mensagem por Raijecki em Qua Mar 04, 2020 3:44 pm

    A Maldição - II



    A elfa ladina adentrava rapidamente a taberna procurando se proteger do frio, e provavelmente esperava encontrar um lugar típico de suas aventuras, aconchegante e divertido, um verdadeiro local de descanso e lazer. Infelizmente aquilo era tudo menos isso, e sua recepção não poderia ser pior.

    - Sem música, não é época para festejar. Temos apenas cerveja, pão e carne seca, quatro tibares. – O taberneiro não estava nos melhores dias, isso claro, se não fosse sempre assim. Mas a elfa já poderia imaginar que a situação não era nada boa desde a suposta maldição atingir aquelas vilas, e a conversa nada amigável do taberneiro com os outros aventureiros próximos dela praticamente confirmava aquilo.

    TABERNEIRO:
    A maldição - O jogo 085bdda6081e96cce9be74d8c8b9f217

    Lúthriel detinha de uma personalidade extrovertida, e mesmo com a negativa para que alegrasse o ambiente, se esforçava para se enturmar, e se aproximava dos quatro aventureiros que reclamavam e bebiam em uma das mesas próximas a lareira.

    Ao cumprimenta-los, todos ali apenas acenavam com a cabeça, mas não pareciam se incomodar com a presença da elfa. Porém a atitude de puxar o livro da maga para si fora nada acertada, já que a moça bufava de reprovação e logo arrancava o livro de volta. Tudo o que Lúthriel conseguira ver é de que o livro se tratava de um tomo arcano, o que era lógico vindo de um mago, sempre estudiosos e aplicados naqueles conhecimentos.

    - Esse livro é meu! Quem pensa que é!? – Repreendia com vigor a maga, não parecendo nada com a garota calma de antes. Talvez não mexer com alguém pode que lançar bolas de fogo fosse uma boa dica.

    MAGA:

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    - Hahaha! A garota aí chegou agora e já conseguiu tirar a Lucy do sério! Taberneiro, uma bebida para ela por minha conta! – Dizia eufórico o guerreiro. O taberneiro retrucava instantaneamente:

    - 2 Tibares. – O jovem guerreiro então fechava sua feição e começava a contar as moedas, para depois avermelhar e admitir que não tinha condições de pagar para outra pessoa. – Haha, foi mal garota, mas estou com o dinheiro contado.... – Era isso ou o olhar fatal da maga para com ele o fizesse repensar sua atitude.

    GUERREIRO:

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    - Entendo sua atitude irmã de sangue... – Dizia a elfa com o capuz e roupas escuras. Olhando melhor e mais de perto, Lúthriel percebia que a mulher não tinha ou escondia um dos olhos com o auxílio de um pano e também possuía algumas cicatrizes. - Mas nosso grupo já tem uma especialista se é que me entende, portanto porque não- Então antes que pudesse completar a frase, uma mulher adentrava a taberna, vestindo uma capa tão negra como a noite, e parecia não querer se envolver com ninguém ali, apenas acenando para ser atendida. – Olha só, parece com sorte maninha, vá lá se enturmar com aquela estranha ali! – Então todos na mesa menos o mais velho que apenas se alimentava em silêncio, gargalhavam e voltavam aos goles de cerveja e mordidas de carne seca e pão.

    ELFA:

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    O CARA MAIS VELHO:

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    - A... A senhora deseja que leve seu pedido para outra mesa? – Dizia o garoto segurando uma bandeja com uma caneca de cerveja e um pedaço de carne seca e pão dormido a Lúthriel, aparentemente surgindo do nada, ou era porque ninguém ligava para crianças mesmo.

    Bastião:

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    Parecia até um chamado do destino pelas mãos de sua senhora Tenebra descobrir um contrato como aquele. A região passava por um rigoroso inverno e era raro ver alguns raios de luz durante os dias, o que facilitava e muito a vida da clériga da noite. Chegava já a tardinha a Vila Caneca, o ponto mais próximo do contrato, e resolvia se alojar na taberna “Vento Gelado”, já que esta era a única opção por ali.

    Ao entrar, reparou que todos olhavam em direção a ela, mesmo que esta nunca fosse sua intenção, passar desapercebida era uma dádiva em locais como aqueles pelo jeito. Decidiu então se sentar em uma mesa vazia longe o suficiente da lareira e chamar por algum atendente levantando seu braço após observar alguns aventureiros espalhafatosos bebendo em outra mesa perto dali.

    Um garoto franzino e cabeludo surgia em sua frente com uma bandeja e lhe perguntava o que ela gostaria:

    - Ah... hãaa senhora, a senhora pode escolher uma mesa próxima da lareira se desejar e... Bem, temos apenas cerveja, pão e carne seca... São quatro tibares... – Ele parecia um tanto intimidado com a presença de Lenna e suas mãos tremiam ao segurar a bandeja de madeira. Talvez crianças fossem mais sensitivas as forças místicas, ou ele só era assim mesmo, vai saber.

    Após a resposta da clériga, ele saia em direção á elfa que tentava se enturmar com os outros, provavelmente aquele pedido era para ela, mas pela reação dos outros na mesa, ela precisaria procurar outro lugar para se sentar.

    - Já pediu e pagou?! Então aguarde que logo trago seu pedido... – Resmungava o taberneiro para Lenna, na mesma hora que mais uma pessoa adentrava o local e o mesmo se dirigia até ela resmungando sobre o aumento de pessoas ali.



    Leyka já entendia como aqueles contratos funcionavam, normalmente não eram nada demais, apenas alguns monstros ou seres de raças diferentes que os tolos humanos não sabiam como lidar e acabavam sempre em confronto. Por isso não titubeou e fora em busca de ganhar algumas boas moedas de ouro a mais em seu bolso.

    Chegara então a Vila Caneca, uma ponte para o destino final e local de origem do contrato, Vila Pinheiro. A única opção para descanso e alimentação era a taberna “Vento Gelado” e era lá que a feiticeira se encontrava.

    Ao adentrar o local, vira uma moça com uma capa negra e alguns supostos aventureiros bebendo e rindo em outras mesas. Então escolhera uma mesa e já puxava um pergaminho e uma pena. Um homem mais velho e barbudo e bigodudo, aparentemente o taberneiro se aproximava de sua mesa após dar sermão a moça do capuz negro e quando de fato chegava até ela, dizia em tom nada amigável:

    - Temos apenas carne seca, pão e cerveja. Vai querer? São quatro tibares. – Então aguardava sem muita paciência a resposta da feiticeira.

    ***

    Off: @Nimaru Souske rola um teste de percepção... Smile

     



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    Mensagem por Nimaru Souske em Qua Mar 04, 2020 9:06 pm

    Lenna não se importou muito com os olhares que atraíra, até porque sabia que a maioria das pessoas sempre desconfiam daqueles que se escondem na escuridão.

    "Pobres coitados, enganados pelo brilho, são tolos em acreditar que a luz vai fazer algo por eles..." Pensou sozinha.

    Ao ver a aproximação do garoto, a Madre lentamente virou sua cabeça na direção do jovem e olhou no fundo de seus olhos enquanto o mesmo falava. Seu rosto estava sério.

    - Estou confortável aqui, obrigada. Olhou para a bandeja que tremia nas mãos do garoto.- Só preciso de um copo de água, como imagino que não tenham vinho, e aceito o seu pão.

    Continuou olhando fundo nos olhos do menino. Não tinha um motivo muito específico para fazer aquilo, mas era quase como um costume seu. Incomodo para os outros, mas até divertido para ela.

    Acompanhou com os olhos o garoto se distanciando, olhou um pouco para a mesa da elfa, rezando para que ela não tentasse se aproximar da sua mesa, e enfim, olhou para o taberneiro que resmungava. Não reagiu a nada, apenas procurava algo que pudesse distrair um pouco sua atenção enquanto esperava seu pedido.
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    Mensagem por nahna em Qui Mar 05, 2020 11:03 am




    Dirigiu o olhar ao senhor barbudo. Ele refletia a taverna - pensou...
    Sorriu com uma simpatia simulada, aversa a falta de educação do sujeito.

    "- Gostaria de pão e cerveja então..." - Colocou as moedas na mesa.
    "- Também gostaria de ocupar um quarto, se ainda houver."
    "- Parece que os problemas da região estão atraindo muitos visitantes..."
    - Diz olhando ao redor.

    "- Obrigada." - Disse, se debruçando sobre o pergaminho.
    Escrevia sobre sua viagem, fazendo algumas pausas para observas as pessoas no lugar.
    Aquelas pessoas poderiam ser concorrentes ou parceiras...

    Observou o grupo de viajantes e sua aliança já formada.
    Olhou para a elfa que se aproximou do grupo, em dúvida se fazia parte ou tentava unir-se a eles. Tinha uma animosidade que não combinava com o lugar depressivo onde estavam...
    Olhou a senhora de cabelos negros... Parecia ter a seriedade e confiança certa para a tarefa...

    Apoiou o queixo na mão, pensativa.






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    Mensagem por Pikapool em Sab Mar 07, 2020 2:54 pm

    Limites são desculpas criadas por pessoas fracas que não estão disposta a lutar pelo que querem!
    O clima ali não era dos mais agradáveis, mas mesmo assim eu tentava dar alguma vida àquele lugar. No entanto a maga logo enfureceu-se. E quando questionada sobre quem eu era, apenas abri um largo sorriso e respondi de forma debochada.

    - Lúthriel, maga bonita. - Completo com uma piscadela.

    Apesar de tudo o jovem guerreiro parecia amistoso e até mesmo oferecia-se a pagar-me uma bebida. Infelizmente sua situação financeira não era das melhores. E logo a elfa no grupo dispensava-me.

    - Tudo bem. - Assenti. - Só esperava mais camaradagem de uma conterrânea. - Dei de ombros ao levantar. - Por isso a situação do povo élfico está como está. Essa atitude que antecipa a ruína. - Suspiro profundamente.

    Olhei por todo o salão à procura de alguém interessante. Ao pegar a cadeira prossegui.

    - Talvez você possa pagar-me uma bebida outra hora, jovem guerreiro. Que bons ventos os guiem. - Saio carregando a cadeira e ao passar ao lado do cara mais velho, eu paro. - Ou melhor. Que Azgher ilumine vossos caminhos. - Volto-me para Bastião. - Por favor, siga-me.

    Seguindo em direção a mulher que trajava o manto negro, mais uma vez abria um largo sorriso e acenava para a mesma. E ao passar ao lado da garota sonhadora, depositei minha cadeira ao lado da dela e sentei-me e como anteriormente dava um leve puxão no pergaminho para tentar lê-lo.

    - Posso fazer-lhe companhia? O que está escrevendo ai? Você seria uma escriba? - Antes de qualquer resposta apenas agarro a mão dela e apresento-me. - Muito prazer moça bonita, Lúthriel ao seu dispor! - Mais uma vez volto-me para Bastião. - Pode deixar as coisas nessa mesa. Obrigada, gracinha. - Sorrio para a mesma.
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    Mensagem por nahna em Seg Mar 09, 2020 12:36 pm




    Estava distraída, recordando algumas irritações de viagem até aquele lugar, mas logo retornou ao presente com a surpresa de um cumprimento.
    Olhou para a elfa que se sentou à sua mesa. Tinha conhecido poucos elfos, mas gostava dos que tinha cruzado o caminho...

    "- Saudações, Lúthriel, sinta-se à vontade." - Respondeu cordialmente.
    "- Eu sou Leyka." - Sorriu com simpatia, sem se importar com o leve puxão no pergaminho, repousando a pena de lado.
    "- São apenas registros de viagem..."
    "- Um dia escreverei uma série de livros sobre minhas andanças por aqui e por ali, mas por hora são apenas isso... registros..."
    "- Sem a dramaticidade necessária para a narração de histórias empolgantes."


    OFF - Pergaminho:
    No pergaminho tem descrições cruas de dias, horários e algumas passagens de localização... tem alguns pequenos parágrafos com nomes de pessoas e uma breve descrição sobre as personalidades delas.

    "- E quanto a você?" - Perguntou curiosa.
    "- Se pude ouvir bem, possui talentos mais artísticos...?"

    Inclinou-se um pouco na direção de Lúthriel

    "- Mas vendo como você contrasta com esse lugar apático, imagino que esteja aqui também por causa do contrato... correto?"






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    Mensagem por Pikapool em Ter Mar 10, 2020 11:12 pm

    Limites são desculpas criadas por pessoas fracas que não estão disposta a lutar pelo que querem!
    Pelo menos alguém naquela taverna parecia dispor de um pouco de cordialidade. Naquele momento meu sorriso amistoso tornava-se verdadeiro e prosseguia respondendo.

    - Realmente o que eu faço é uma arte. - Pisquei para Leyka. - Mas tais habilidades infelizmente não se comparam as de um bardo. Estou mais para uma artista circense. - Dei uma grande mordida no naco de carne seca. - Pode servir-se. - Empurrei a comida para perto de Leyka.

    Fiquei ainda mais animada ao vela inclinar-se e questionar sobre um contrato. Era hora de reunir alguma informação e quem sabe encontrar algum auxilio para tal empreitada.

    - Na verdade, estou aqui fugindo de um molestador um tanto quanto influente. - Dei um gole na cerveja e tentei disfarçar ao sentir o gosto ruim. - Digamos que não tocará mais ninguém com aquela mão. - A caneca de cerveja desceu com certa força que respigou na mesa enquanto eu ria. - Então moça bonita? Conte-me mais sobre esse tal contrato? - Inclinei-me em direção a Leyka e antes que pudesse dizer algo, simplesmente completei. - Isso pode ser o inicio de suas historias. Com um participação especial de uma amiga élfica.
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    Mensagem por nahna em Sex Mar 13, 2020 11:44 am




    Olhou para a elfa, surpresa. Uma artista circense... mas pensou melhor... "Ou algo do tipo" poderia definir melhor habilidade que ela desconhecia.
    "- Fiquei mais curiosa agora... Não veio pelo contrato."
    "- Me alegra saber que forneceu a punição adequada para um molestador qualquer."
    - Sorriu.

    Agradeceu com um aceno a carne oferecida, mas não se serviu.
    Sorriu com o interesse pelo contrato, ainda que não fosse o seu objetivo.

    "- Escolheu um mal lugar para fugir... pessoas ao redor estão morrendo de mortes horríveis, pelo que soube." - Confidenciou.
    "- Há uma floresta nos arredores, que dizem ser amaldiçoada... Nem sempre sou muito crente quanto as superstições dos habitantes locais, então prefiro verificar com meus próprios olhos."
    "- Acredito que, assim como você, não tenho amigos aqui. Então se quiser fazer parte disso... Bem, não há porque não juntarmos esforços."
    - Sorri novamente.






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    Mensagem por Raijecki em Sab Mar 14, 2020 6:57 pm

    A Maldição - III



    A maga Lucy encarava em silencio com certa desconfiança para Lúthriel após a mesma revelar seu nome. Era nítida a reprovação com a atitude de pegar seu livro sem autorização, isso claro, se não fosse também por chamar atenção do jovem guerreiro ao seu lado. Este que corava de vergonha com a falta de dinheiro, mas logo voltava ao normal com os olhares da maga e da Elfa de capuz.

    Lúthriel confrontava aquela elfa, pois em sua ideia ela deveria ser respeitosa para um conterrânea, mas na verdade era o contrário e resolvia então devolver na mesma moeda e tocar na ferida muito recente de sua raça, a queda do império élfico, sabido por apenas alguns poucos seres em Arton e somente comentada como rumor pela maioria da população daquele continente.

    - Você tem uma língua afiada maninha, isso admito, mas você não é igual? Quantas vezes visitou nossa terra? Deixa eu adivinhar, nunca? Pois é, aqui é cada um por si, boa sorte, porque olhando para você, não lhe dou nem um dia nessas bandas... – Então começava a gargalhar e incentiva os outros na mesa – com exceção do mais velho – a fazer o mesmo. Ela parecia não ser do tipo sentimental e que se importava com sua própria raça, visto suas recentes opiniões.

    Então antes de puxar sua cadeira pelo salão – o que deixava o taberneiro extremamente incomodado -  Lúthriel se despedia desejando bons ventos para todos ali e percebia que o homem mais velho era nitidamente um seguidor de Azgher, pela áurea iluminada que ele emanava, portanto não perdeu tempo em deixar aquilo explicito, desejando – provavelmente ironicamente - que a divindade da luz os ajudasse.

    A elfa então seguia com “Bastião” até a mesa da moça dos cabelos azuis, sem antes sorrir para a sinistra e solitária de capuz da mesa mais afastada ao lado.

    - Aqui está senhora.... – Falava Bastião, deixando o pedido da bandeja de madeira rustica e mal-acabada em cima da mesa e saindo para atender a moça do capuz. Lúthriel é claro, agradecia como uma indireta para Bastião, dando a entender que percebera o seu segredo, algo que fazia a pobre criança sair ainda mais rápido até sua próxima cliente.  

    Ela estava livre para sua conversa com a aquela mulher, e parecia que teria uma recepção bem diferente de antes.



    - Ah.... Sim, quer dizer não, não temos vinho, mas já lhe trago o pão e a água! – Respondera o garoto a Lenna. Ele parecia bem incomodado com os olhares da madre, como se sentisse que algo pudesse ser percebido pela misteriosa mulher.

    Teste:
    Faz mais um teste de percepção e um de inteligência, CD 15 para o primeiro e 10 para o segundo. Falhar no primeiro invalida o segundo. Caso exceda a CD 15, você ouve a conversa de Leyka e Lúthriel sobre o contrato.

    Após ignorar categoricamente o taberneiro mal-humorado, apenas aguardou seu pedido rezando para que a Elfa extrovertida não resolvesse lhe importunar, o que parecia bem provável, caso a moça da mesa ao lado não tivesse chamado mais a sua atenção.

    Claro que antes da Elfa de fato chegar lá, ela se despedia dos outros aventureiros e revelava que o homem mais velho sentado próximo a lareira naquela mesa era na verdade um seguidor de Azgher, e só de ouvir aquilo uma repulsa era sentida pela madre seguidora de Tenebra. Aparentemente o homem não havia percebido a presença dela, então partiria de si a iniciativa caso desejasse fazer algo.

    - Aqui está senhora... – Dizia o garoto surgindo após servir a elfa, com o seu pedido de pão e água, e logo saia com pressa até a suposta cozinha.



    - Não vai encontrar acomodações melhores... – Dizia o taberneiro, em um raro semblante de felicidade apresentado ali. – Eu mesmo trarei seu pedido senhora, tudo fica 10 tibares. – Então ele entendia a mão para o pagamento e antes de sair em direção a cozinha respondia o comentário de Leyka sobre os problemas e visitantes da região. – São tempos difíceis, e esses idiotas... – Apontava para o grupo de aventureiros que haviam caçoado da elfa. – Só sabem beber e extorquir os mais inocentes em promessas falsas de proteção, espero que a senhora seja diferente... – Então se afastava fazendo sinal com a cabeça para Bastião que vinha em direção contrária com a elfa extrovertida. Talvez reservar um quarto era o que o taberneiro mais queria diante de toda a situação, visto que lucraria mais com um pacote completo.

    A elfa então se aproximava claramente tentando uma amizade, e se apresentava como Lúthriel. O jeito espalhafatoso e um tanto intrometido da mesma não incomodava Leyka, e as duas logo interagiam de modo mais natural, até acabarem discutindo sobre o tal do misterioso contrato da próxima vila.


    - Superstições idiotas... – Resmungava o taberneiro, que chegava com o pedido de Leyka e logo a servia. – Moro toda a minha vida aqui e nunca sequer ouvi falar sobre esta tal maldição, e agora aquele líder estrangeiro aparece e faz todo este alarde, para mim são só desculpas esfarrapadas para o real problema, bandidos. São com eles que vocês precisam lidar, estes malditos estão ferrando com todos os nossos estoques... -  Ele puxava de seu bolso uma chave de ferro e a entregava a Leyka. – Aqui está senhora, é o segundo do lado esquerdo do corredor, no segundo andar. – Então se retirava sem antes indicar a escadaria com seu indicador direito para ela.

    ***



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    Mensagem por Pikapool em Dom Mar 15, 2020 11:24 am

    Limites são desculpas criadas por pessoas fracas que não estão disposta a lutar pelo que querem!
    Conversava animada com minha nova amiga quando o taverneiro rabugento aproximava rezingando sobre superstições enquanto servia Leyka. Culpava o novo líder de desviar o foco dos ladrões da região. Ao meu ver, era uma implicação devido ao tal líder ser um forasteiro. Entregou uma chave de ferro para minha amiga e indicou onde seria o quarto e enquanto retirava-se apenas lancei algumas palavras ao vento:

    - Sera que essa maldição não recai somente sobre jovens garotas? - Apoiei os cotovelos na mesa e juntei as mãos em forma de telhado demonstrando estar segura de mim. Mesmo que fosse apenas um tiro no escuro. Observei a reação do taverneiro diante de tal comentário.
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    Mensagem por nahna em Ter Mar 17, 2020 10:03 am




    Leyka pagou a quantia, satisfeita com o surto de ânimo que o dinheiro trouxe àquele senhor.
    "- Agradeço." - Disse em resposta, continuando.
    "- Eu entendo..." - Olhou para o grupo de aventureiros sentados adiante. "- Alguma prova de cumprimento do contrato há de ser trazida, não se preocupe."
    "- Não tenho nenhuma intenção de outros arranjos além do que está escrito."


    Quando o taverneiro se afastou, Leyka questionou Lúthriel.
    "- Aquelas pessoas... pareceram pessoas capazes, aos seus olhos?"

    Logo o taverneiro volta e Leyka apanha a chave, agradecendo.
    "- Logo devemos começar a investigar o problema... não acredito que será difícil descobrir a causa dos ocorridos..."
    "- Quantas mortes houveram até agora...? Foram todas nessa floresta?"









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    Mensagem por Nimaru Souske em Qua Mar 18, 2020 11:15 am

    - Já imaginava... Estarei aqui esperando meu pedido. Respondeu ainda olhando para o garoto.

    Após isso, sentiu um alívio ao ver a elfa se dirigindo à outra mesa ocupada por uma mulher que acabara de chegar. Ao menos não teria que gastar sua fala com assuntos aleatórios com uma até então desconhecida. As duas na outra mesa pareciam se entender bem... mas aquela blasfêmia saída da boca da elfa incomodou profundamente os ouvidos da Madre.

    Respirou fundo, tentou ignorar a situação. Não conseguiu.

    Não sabia o que aquelas mulheres da mesa estavam conversando, mas enquanto esperava seu alimento Lenna disparou enquanto olhava para as duas.

    - Cuidado com o que deseja, Jovem elfa. Pedir para que um deus inútil acompanhe um homem pelo caminho é o mesmo que desejar que morra queimado... eu mesmo nunca desejaria algo assim para alguém... Termina sua frase enquanto bebe um gole da água recém chegada.

    Deixou as moedas referentes ao pagamento do garoto na mesa, perto de si, e o olhou nos olhos enquanto o mesmo recolhia o dinheiro. Lenna Kirch parecia reconhecer que algum pegado queimava dentro do jovem, mas não era hora de se preocupar com algo que parecia ser tão banal.

    Se concentrou em se alimentar do pão em sua frente.
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    Mensagem por Pikapool em Qua Mar 18, 2020 10:09 pm

    Limites são desculpas criadas por pessoas fracas que não estão disposta a lutar pelo que querem!
    Enquanto conversava com minha nova amiga. A mulher da mesa ao lado, proferiu algumas palavras duras sobre a divindade do clérigo. Joguei o corpo para trás na cadeira e sorrindo cordialmente prossegui:

    - Calma, moça sombria. Cada um tem suas crenças e acredita no que bem entender. - Inclinei a cabeça para a direita expondo meu pescoço. - Só creio que devemos respeitar uns aos outros. - Pondero por um breve instante. - Claro! Desde que as crenças alheias não interfiram nas nossas vidas. - Espreguiço na cadeira fazendo-a ficar apenas sob suas pernas traseiras, logo tiro os pés do chão fazendo-a voltar a sua posição e emitir um barulho desnecessário.
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    Mensagem por Nimaru Souske em Qui Mar 19, 2020 11:12 am

    - Sim, claro. Concordo que cada um pode querer estar errado livremente... só comentei que é perigoso desejar o que você desejou. Perdão se ofendeu. Lenna continua bebendo a sua água.

    Desce o corpo lentamente até a mesa e, logo após, leva o pão a boca e o morde levemente. Educada.

    Não queria buscar briga em uma taverna alheia com desconhecidas, mas acreditava mesmo no que falara sobre as declarações da Elfa. Era quase um insulto.
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    Mensagem por Pikapool em Qui Mar 19, 2020 5:58 pm

    Limites são desculpas criadas por pessoas fracas que não estão disposta a lutar pelo que querem!
    Ao ouvir as palavras "concordo que cada um pode querer estar errado livremente" da mulher da mesa ao lado, percebi que tratava-se de uma carola. Então, seria em vão qualquer argumento sobre o deus do clérigo.

    - Não ofendeu! - Sorrindo, aproveitei que a mesma estava a beber e levantei a caneca como a um brinde e logo bebi mais um pouco.
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    Mensagem por Nimaru Souske em Qui Mar 19, 2020 8:25 pm

    Sorrindo, Lenna Kirch ergue sua caneca de água, devolvendo a cordialidade da elfa, e da um grande gole para ajudar a descer pela garganta o pedaço de pão seco que estava mastigando.
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    Mensagem por Raijecki em Sex Mar 20, 2020 11:43 am

    A Maldição - IV




    Lenna tentara sem sucesso aguentar aquela blasfêmia que ouvira a animada elfa proferir de sua boca com a maior naturalidade do mundo. Mesmo respirando fundo, se concentrando o máximo que podia, teve de intervir na conversa das duas na mesa próxima e passar seu sermão diretamente a elfa.

    Mas antes disso, enquanto a clériga de Tenebra ainda sofria de indignação, a feiticeira recebia as respostas do senhor taberneiro.  

    - A única prova que precisamos é a nossa vida voltar ao normal, lenhadores trazendo lenha, caçadores caça e comerciantes negociando. – Respondeu o taberneiro a Leyka, agora parecendo mais tristonho que mal-humorado. Toda aquela situação era refletida ali mesmo, naquela humilde taberna, seja pela falta de recursos bem como o mal humor tanto dos funcionários quanto de alguns clientes residentes daquela região. O que quer estava acontecendo, era sério e custava cada vez mais caro para os moradores das vilas livres.

    Após a breve saída do taberneiro para buscar o pedido de Leyka, o desgosto da madre da noite vinha à tona, e ela não chamava atenção somente de Lúthriel. Enquanto as duas tentavam se entender, o clérigo, antes calado e praticamente imóvel – se movera apenas para se alimentar e depois aparentava entrar em algum tipo de meditação – agora se movia bruscamente, levantando imediatamente após ouvir sua divindade ser insultada daquela forma, bem em sua frente.

    - Há! Imaginem a coincidência, em uma região assolada pela maldição da noite quem aparece insultando a verdadeira iluminação? – Apesar de ter levantado em movimentos um tanto agressivos, seu modo de falar era calmo e assertivo, como se fosse um padre ou sacerdote pregando sobre sua crença dentro de seu templo. Então ele apontava para Lenna e continuava. – Isso mesmo, uma escrava da noite! Agora longe de mim irmãos, querer induzi-los a pensar que ela tem algo a ver com tudo que vem acontecendo... – Logo concluía sua retórica contra Lenna e indicava se retirar a seus aposentos, os poucos clientes começavam a cochichar sem parar e encarar a madre como se ela fosse uma espécie de mal que precisava ser expurgado dali.

    Neste meio tempo, o taberneiro voltava com o pedido de Leyka e continuava com sua conversa, isso claro, sem deixar de lançar olhares raivosos para a moça do capuz negro da mesa próxima dali. Aquele clérigo parecia ter tocado em uma ferida muito dolorida, e fizera Lenna aparentar ser a causa para todos com extrema facilidade.

    - Assim esperamos senhora... não sabemos ao certo, pois o líder de Vila Pinheiro decretou isolamento imediato após os primeiros caçadores e lenhadores começarem a demandar e distribuir suas lendas e superstições, mas aparentemente tudo começou na floresta. – Então na hora de se retirar e antes que pudesse sequer pensar se pegava ou não o dinheiro da mulher sinistra, o taberneiro recebia uma indireta que não poderia ignorar, e a origem, é claro, teria de ser da elfa espalhafatosa.

    - Jovens, velhas, você já deveria saber elfa, visto que o seu tipo é o preferido de toda a escória, principalmente os chifrudos. – Talvez os demais não entendessem o que o taberneiro quis dizer, por estarem bêbados demais ou por desconhecerem o modo de vida sofrido que pessoas sem dinheiro suficiente para se proteger passavam. Mas aquelas palavras vinham como verdadeiras lâminas cortando as palavras e provocações da elfa.

    Para ela, era nítido agora o motivo para que “Bastião” estava travestido de garoto, mesmo dentro de sua própria casa. Quem mais sofria com bandidos, escravistas e malfeitores eram sempre as mulheres, e para aquele tipo idade ou etnia não importavam na hora dos abusos. Seu povo, em especifico as elfas, eram o alvo preferido dos tais “chifrudos” que o homem se referia. Os Minotauros praticavam escravidão desde sempre, e a raça que quase não envelhecia e provida de uma beleza sem igual era perfeita para seus haréns depravados.  

    Antes que os ânimos realmente se alterassem de apenas ânimos para algo mais sério, alguns gritos agudos eram ouvidos do lado de fora, abafados pela forte tempestade de neve que se assolava cada vez mais, se tornando incompreensíveis. Até que o estrondo da porta se abrindo violentamente revelava um homem encapuzado por uma capa que talvez fosse escura, mas já aparentava toda branca pela enorme quantidade de neve que cairá em si.

    - Mas o que!? – Esperneava o taberneiro, surpreso com aquela abrupta entrada. O homem tremia feito vara verde e logo caía em frente a porta entreaberta, esta que deixava o vento gelado invadir o local.

    - Monstros...Monstros nas estradas... – Murmurava o homem enquanto o taberneiro fechava a porta e Bastião o ajudava a se recompor perto da lareira.  Ao retirar o capuz, o taberneiro e alguns outros aldeões ali presentes reconheceram a figura. Ele aparentava ser de meia idade e possuía alguns poucos cabelos grisalhos.

    -  Rochar! Os bandidos te pegaram?! – Exclamou o taberneiro. Vários murmurinhos tomavam conta do modesto salão, e a maioria eram sobre como aquele homem chegara até ali, pois aparentemente era um morador de Vila Pinheiro e a mesma estava fechada a saídas por decreto de seu líder.

    - Eu...Ahhh...queria fugir... – Falava com extremas dificuldades, parecia machucado de algum modo, talvez sua roupa e capa estavam cobrindo o ferimento. – Alguém aqui pode fazer algo?! – Gritava o taberneiro, em esperança de que houvesse algum tipo de curandeiro por ali.

    Rochar:

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    ***

    Off: Galera, se forem se aproximar para analisar ou falar com o "Rochar", já façam um teste de percepção ou qualquer pericia que tiverem relativas a medicina ou análise, CD 10.




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