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    Em Ĵevurá

    Leomar
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    Mensagem por Leomar em Seg Mar 09, 2020 11:17 pm

    Em Ĵevurá IMG_20180201_161400

    Sol de matar! Em Fajr-Regno isto não é só uma força de expressão. Dizem que no verão, Fajr-Regno é quente como o inferno, isto é uma injustiça, pois existem cidades nos Infernos bem mais frias do que em Fajr-Regno.

    Estamos no mês do Lagarto, alto verão em Ĵevurá, faz 30° na sombra, e debaixo dos sóis quase 70°.

    Tá bom... Tá bom! Exagerei um pouco, não chega a 70°, mas tá quase. Durante a maior parte do dia, Hélius Flava (o sol amarelo) e Hélius Blua (o sol azul) podem ser vistos no mesmo céu, rindo de nossa cara, nos deixando uma noite de meras três horas. E claro, isto leva a outra beleza natural de Ĵevurá que é o agradável cheiro de homens e mulheres suadas por todos os cantos.

    Estamos na Iniciadora (o primeira dia da semana), dia de descanso para seguidores da Sagrada Conduta (doutrina de Anĝelina). Em Ĵevurá, desde o fim da ocupação por Gaja, as pessoas ficam em dúvida se devem fazer seu dia de descanso na Iniciadora como prega Anĝelina ou no Dia dos Deuses (sexto dia da semana) como normalmente seguem os adeptos de Piro. Nesta semana em especial os juízes da cidade disseram que o povo podia parar nos dois dias, e como a Terminadora (sétimo dia da semana) ficava entre os dois, muitos aproveitaram para celebrar Jara e fazer folga na Terminadora também.

    Ontem várias pessoas tiraram suas roupas azuis da gaveta e rezaram para Jara mandar uma chuva pra cidade. Humanos tendem a se converter muito rápido quando querem pedir algo para um deus. Infelizmente a deusa ainda não achou mérito nas orações e a chuva não veio.

    Mas o lado bom é que parece que até os problemas estão de folga. Faz quase uma semana que não se ouvem boatos de nenhum grande problema na cidade, e isto não é muito comum. Apenas hoje você ouviu falar que um pequeno grupo de goblinoides tentou chegar ao sul da cidade, mas só ficou sabendo disto quando as defesas da cidade já tinham resolvido o problema.

    A cidade está anormalmente quieta. Até os bêbedos, comuns em fins de semanas, parecem menos dispostos a causar tumulto. Longas filas de pessoas estão buscando água no aqueduto reverso ou reservatórios de distribuição*, mesmo com a água quente, a maioria não dispensaria um banho num dia como este.

    * O aqueduto reverso leva água em forma de vapor para quase todas as cidades grandes de Fajr-Regno, algumas pessoas buscam água direto em canais de coleta dele, mas a água sai praticamente fervendo. Boa parte da água vai para enormes reservatórios controlados pelos juízes, e neste caminho ela esfria um pouco, mas ainda está bem quente, cerca de 50°-60°, as pessoas coletam água nestes reservatórios e esperam ela terminar de esfriar em casa. Os juízes normalmente destinam metade ou mais da água dos reservatórios para as pequenas fazendas em redor da cidade, mesmo assim a distribuição para os civis tem sido considerada satisfatória pela maioria, com dias melhores e piores.

    Ĵevurá possui, próximo ao centro, uma praça com três fontes, que deram o "criativo" nome de "praça das fontes". Em dias quentes como hoje, as pessoas disputam a praça pra aproveitar e se molhar nas fontes que, pra variar, também são de água morna pra quente.

    Outra parte da cidade disputada num dia como hoje é o pequeno "bosque de paineiras" que fica no centro-sudeste da cidade. Como diz o nome, na área foram plantadas várias paineiras, e também algumas aroeiras, que dão uma sombra até boa e deixam o clima mais suportável. Quando as paineiras estão em franca floração, é um belo lugar para namorar, mas por enquanto só algumas poucas flores mais apressadas dão um tom rosa no lugar, mas sempre tem as flores apressadas, bem como as atrasadas, caprichos da natureza que fazem a natureza ter este ar de beleza.

    Você está relativamente próximo(a) da taverna "Quatro de Gládio", não é (nem de longe) a melhor taverna de Ĵevurá, mas é um lugar que você já foi algumas vezes, relativamente barato, e você pensa que talvez seja interessante pelo menos passar para beber algo, isto depois que terminar de fazer o que tiver de fazer na cidade por hoje.

    Em Ĵevurá Taverna

    rápidas observações escreveu:Off: Ĵevurá é uma cidade grande, e possui quase tudo que uma cidade grande possui: mercado, templos, praças, pequenas fazenda de criação ou plantação, alguns artistas de rua, lugares para avisos como missões com recompensas, casa de leilões, lugares para estudos místicos/mágicos, etc. Por ser um feriado, ou pela maioria ter declarado voluntariamente feriado, o movimento da cidade está bem menor, principalmente no mercado, mas as ruas também estão relativamente vazias, pois boa parte da população está escondendo dos sóis em casa. Portanto neste primeiro momento seu(sua) personagem tem liberdade de procurar o que quiser na cidade.
    OBS.: os acontecimentos no outro tópico, onde vocês esbarraram com outros personagens, se deram há vários meses, neste meio-tempo talvez vocês tenham se esbarrado por aí novamente ou não, de qualquer forma lembrarão que se viram pelo menos uma vez.

    @Christiano Keller:
    Você está há pelo menos dois anos em Fajr-Regno e já conhece os verões inclementes da região, ainda assim é difícil acostumar, sendo que Dafodil era uma cidade fria. Você e seus sócios só acenderiam a forja num dia como este em último caso, portanto não pensará em trabalho, a não ser talvez uma ou outra propaganda ocasional.

    Desde que chegou à Fajr-Regno, a vida de Ka tem sido relativamente tranquila, pelo menos em questão profissional. Você aportou em Heséd e a "estadia" no navio teve mais altos que baixos (como visto no final da outra aventura) e ficou um tempo trabalhando como ferreiro naval, trabalho que por sinal poderá exercer novamente caso surja oportunidade ou necessidade.

    Você inclusive ficou sabendo por conversas do dia-a-dia que Heséd anda precisando de muita coisa, e que a Corte dos Milagres tem mandado levas de aventureiros para lá em missões diversas.

    Fajr-Regno é muito rico de minérios, em especial metais, portanto é um lugar que não falta trabalho para ferreiros. O lado ruim é que a concorrência é grande, mas boa parte dos ferreiros concorrentes trabalham com trabalhos miúdos, o que te põe bem acima dos medianos mas abaixo dos grandes mestres, evitando problemas com os dois extremos.

    Dos ferreiros mais conhecidos em Ĵevurá está a família Feripeo, cujo patriarca é Marken Feripeo. A família se especializou em instrumentos musicais metálicos de alta qualidade, portanto também não são concorrentes de ferreiros normais. A família era muito rica antes da guerra tirar muito de seu poder, ainda assim continua rica, embora não muito como antes.

    A família Feripeo tem uma convivência boa com outros ferreiros e mineiros em geral, justamente por serem muito especializados. Há apenas mais outra oficina de instrumentos musicais, mas o nível de clientes de ambos são bem diferentes. Milken, filho de Marken, já foi à sua forja lhe passar trabalhos de purificação de minérios, e vocês já trocaram algumas mostras de ligas (mostras são barrinhas pequenas que usam pra testes e análises). A família Feripeo passa estes tipos de trabalhos para vários ferreiros, e também ficam de olho caso algum ferreiro ou ajudante se destaque a ponto de poder ser "roubado" para trabalhar com a família. Mas os ferreiros que interessam a eles não são os especializados em armas, então não há problema se tomarem alguns ajudantes de vocês.

    O único inconveniente que eles as vezes causam é que, por trabalharem muito com latão e bronze, a família Feripeo praticamente monopoliza toda compra de cobre, e o metal às vezes falta no mercado para vocês, obrigando comprar com a família deles por um preço maior que dos mineiros.

    Outra oficina conhecida na cidade, mas que também não lhe trás problema é a Rei de Chumbo, mas ela é especializada em ferramentas mais brutas: enxadas, arados, baús ou ferramentas que os próprios ferreiros não se dão o trabalho de fazer as próprias: bigornas, alicates, etc. É bem comum que muitos que trabalham como ajudantes de vocês também peguem bicos na Rei de Chumbo, ora afiando suas espadas, ora afiando as enxadas deles, aprendendo técnicas mais e menos rústicas.

    Resumindo, de forma geral você ainda não fez fama e fortuna, mas não passou dificuldades como passava na Ilha dos Exilados. Já recebe algum reconhecimento dos clientes.

    Ao mesmo tempo, também progrediu em magia a ponto de fazer pequenos truques. Sua progressão tem sido bem lenta, mas ficou definitivamente confirmado que você possui o dom, ainda que sua resistência continue sendo maior que a capacidade de canalização (prometo ver se libero algo sobre magia até o fim da semana, mas pelo menos alguns "truques" como usar magia pra esquentar o chá como Jussara fazia vai ter  Embarassed )

    Na cidade também tem templos da Igreja Cisne Branco, mesmo se não tiver se entusiasmado verdadeiramente a ponto de se tornar seguidor, você deve ter mantido o mínimo de contato com pessoas do templo, nem se for só para oferecer seus trabalhos para eles. E caso tenha interesse de saber como é outro templo, lá tem de todos os deuses. Assim como em Dafodil, membros da Corte dos Milagres não tem problemas com membros da Cisne Branco e vice-versa, porém as duas filiações aparentemente não trabalham em parceria como às vezes acontecia em Dafodil. Em Ĵevurá os adeptos das deusas-mães parecem ser mais conservadores e ritualistas, mais sérios e eruditos que os membros da ICB de Dafodil, isto pode trazer vantagens e desvantagens.

    Você pode explorar a cidade como quiser no primeiro dia. PROVAVELMENTE se sentirá um pouco tentado a ir na taverna Quatro de Gládio, mas não é obrigado ir se não quiser. A taverna é simples, não tem luxo mas não chega ser um pé-sujo; Como o dia está muito quente, tem bastante gente bebendo, seja álcool, seja suco ou chá. Embora não seja muito provável ver anjos na taverna, o lugar é suficientemente limpo para que um ou outro apareça por lá. Não há muitos anjos em Ĵevurá, mas tem muito mais do que em Dafodil. A maioria dos clientes da taverna está no balcão, então pode escolher qualquer uma das quatro mesas para sentar. Caso algum outro jogador tenha respondido antes, você verá o personagem dele(a) na taverna. Tem também um cantor com uma bandola tocando, não é do melhores, mas dá pra ouvir. Fora isto a taverna é totalmente normal, mediana o bastante para ser frequentada por vários tipos de pessoas, desde os mais pobres até alguns um pouco mais conhecidos.

    @Srta. Moon:
    Como súcubo e moradora de Fajr-Regno, você está acostumada ao calor, e ele não te incomoda tanto, ainda assim a ideia de passar boa parte do dia na sombra, numa banheira ou molhando os pés numa fonte não é desagradável.

    Em Fajr-Regno os demônios tem direitos de cidadães, desde que sigam algumas regras básicas estabelecidas por Piro (como não cultuar Ades ou tentar abrir portais para o Plano Infernal sem autorização) fora isto, se te pegarem matando ou roubando será julgada como as demais raças, mas ninguém pode lhe agredir só por ser demônio.

    Mas mesmo assim a maioria dos humanos evita ao máximo qualquer contato com demônios. Ĵevurá é uma cidade que, em comparação com outras de Fajr-Regno, possui poucos demônios, então é mais fácil ver situações de bastante preconceito. Além disto existem alguns anjos morando na cidade, não são muitos, algumas dezenas ou no máximo poucas centenas, ainda assim é possível esbarrar com um ou outro na rua, e por mais que ambos sejam cidadães perante a lei, anjos e demônios costumam não gostar de dividir o mesmo espaço.

    Se quiser, você provavelmente possui magia negra suficiente para criar uma ilusão de que é humana por algumas horas, caso queira usar este tipo de truque em alguns lugares da cidade. Mas tem muitos demônios que não se preocupam em usar este artifício, então ninguém achará extremamente incomum se andar por aí com sua verdadeira aparência.

    Nada de muito relevante aconteceu na cidade nos últimos dias, até porque os humanos resolveram esticar um ferido nos últimos três dias e tudo anda meio parado. Mas como demônio e maga negra você sentiu um leve "distúrbio" na mana negra vindo do oeste. Além disto alguns pequenos sonhos e intuições lhe dizem que algo deve estar acontecendo naquela direção. Você não sabe o que, mas tem sentimentos.

    Você não é oficialmente membro da Cour des Miracles (talvez nem tenha interesse, ou talvez tenha) mas vira e meche acha algum "bico" pra fazer com eles. O maior interesse da Corte enquanto escola são os magos rubro-negros e devotos de Piro, você não preenche os requisitos, mas ainda assim consegue ter alguns treinamentos semi-aleatórios com magos negros deles, o que ajudou a melhorar seu dom de magia. Sendo assim basicamente eles te toleram e você tolera eles em nome de interesses em comum.

    Você pode explorar a cidade como quiser no primeiro dia. PROVAVELMENTE se sentirá um pouco tentada a ir na taverna Quatro de Gládio, mas não é obrigada ir se não quiser. A taverna é simples, não tem luxo mas não chega ser um pé-sujo; Como o dia está muito quente, tem bastante gente bebendo, seja álcool, seja suco ou chá. Embora não seja muito provável ver anjos na taverna, o lugar é suficientemente limpo para que um ou outro apareça por lá. A maioria dos clientes da taverna está no balcão, então pode escolher qualquer uma das quatro mesas para sentar. Caso algum outro jogador tenha respondido antes, você verá o personagem dele(a) na taverna. Tem também um cantor com uma bandola tocando, não é do melhores, mas dá pra ouvir. Fora isto a taverna é totalmente normal, mediana o bastante para ser frequentada por vários tipos de pessoas, desde os mais pobres até alguns um pouco mais conhecidos.

    @Dycleal:
    Como íncubo, você tem resistência ao calor maior que humanos, ainda assim, acostumado que era ao frio de Dafodil, o calor de Ĵevurá ainda incomoda um pouco. No inverno é até agradável, pois o inverno deles é mais quente que Dafodil, mas estamos em pleno verão.

    O templo de Piro da cidade é bem menor que de Dafodil e a influência da Cour dos Miracles também é menor (embora ainda marcante) mas nestes anos que você está em Ĵevurá você se desenvolveu bastante. Ainda não controla tão bem a magia como gostaria, mas pararam de te chamar de wanamko, pois você (aparentemente) não é mais uma bomba relógio.

    Ainda é considerado novato na Corte dos Milagres, mas já deu tempo de fazer algumas amizades com mestres magos e espiritualistas da cidade. Você também já conhece pelo menos as coisas mais importantes da cidade, do continente, aprendeu bastante sobre história local e geral, bem como sobre religião. De forma bem grosseira, é como se na outra aventura você estivesse no ensino médio e agora está começando o segundo ano da faculdade.

    Mesmo Ĵevurá sendo uma cidade com muitos demônios, em comparação com outras cidades de Fajr-Regno ou com Dafodil, possui poucos demônios, então é mais fácil ver situações de bastante preconceito. Assim a maioria dos humanos evita ao máximo qualquer contato com demônios. Além disto existem alguns anjos morando na cidade, não são muitos, algumas dezenas ou no máximo poucas centenas, ainda assim é possível esbarrar com um ou outro na rua, e por mais que ambos sejam cidadães perante a lei, anjos e demônios costumam não gostar de dividir o mesmo espaço.

    Se quiser, você provavelmente possui magia negra suficiente para criar uma ilusão de que é humano por algumas horas, caso queira usar este tipo de truque em alguns lugares da cidade. Mas tem muitos demônios que não se preocupam em usar este artifício, então ninguém achará extremamente incomum se andar por aí com sua verdadeira aparência.

    Você aprendeu ser discreto sobre seu dom branco; Continua estudando e buscando aperfeiçoar sua canalização, mas percebeu que não é bom que muitas pessoas saibam de sua capacidade, nem mesmo entre outros demônios da Cour des Miracles. É possível que dois ou três mestres magos ou espiritualistas da cidade tenham ganhado sua confiança para contar o segredo a eles, mas desde que saiu da Ilha dos Exilados você só treina magia branca em segredo (por enquanto).

    Nada de muito relevante aconteceu na cidade nos últimos dias, até porque os humanos resolveram esticar um ferido nos últimos três dias e tudo anda meio parado. Mas como demônio e mago negro você sentiu um leve "distúrbio" na mana negra vindo do oeste. Além disto alguns pequenos sonhos e intuições lhe dizem que algo deve estar acontecendo naquela direção. Você não sabe o que, mas tem sentimentos.

    Você pode explorar a cidade como quiser no primeiro dia. PROVAVELMENTE se sentirá um pouco tentado a ir na taverna Quatro de Gládio, mas não é obrigado ir se não quiser. A taverna é simples, não tem luxo mas não chega ser um pé-sujo; Como o dia está muito quente, tem bastante gente bebendo, seja álcool, seja suco ou chá. Embora não seja muito provável ver anjos na taverna, o lugar é suficientemente limpo para que um ou outro apareça por lá. A maioria dos clientes da taverna está no balcão, então pode escolher qualquer uma das quatro mesas para sentar. Caso algum outro jogador tenha respondido antes, você verá o personagem dele(a) na taverna. Tem também um cantor com uma bandola tocando, não é do melhores, mas dá pra ouvir. Fora isto a taverna é totalmente normal, mediana o bastante para ser frequentada por vários tipos de pessoas, desde os mais pobres até alguns um pouco mais conhecidos.

    @DariusNovadek:
    Durante o período de recuperação e também um tempo depois, Kate trabalhou ao lado da Anciã Velora. Mesmo sendo uma professora bem difícil, sem Velora, Kate no mínimo estaria incapacitada de usar magia novamente. Mas das facadas que levou, felizmente hoje só tem duas cicatrizes na altura do rim e útero. Embora Velora nunca tenha trabalhado de fato para a Cour des Miracles, ela sempre teve moral, mais do que muitos membros da Corte, e Kate pegou carona, sendo tratada e depois também treinada por magos vermelhos.

    Quando já tinha se recuperado, mas ainda estava na Ilha dos Exilados, você conheceu o íncubo Nadhull, e tem aqueles detalhes que te mandei por MP. Quando Keela foi mandada para Fajr-Regno, você resolveu que estava pronta para também conhecer o continente de Piro. Nadhull acabou vindo no mesmo barco, e vocês podem ou não ter conversado sobre aquilo que falei por MP.

    Na Ilha dos Exilados, você tinha lidado com climas que iam do muito quente ao muito frio. Em Ĵevurá não tem clima muito frio. Fajr-Regno de forma geral é quente em 90% do ano e 90% do território. Só nos desertos que a noite a temperatura cai de uma vez. Hoje é um dos dias em que o calor te agarrou por trás, montou nas suas costas e falou no seu ouvido: Hoje você é minha.

    Você pode explorar a cidade como quiser no primeiro dia. PROVAVELMENTE se sentirá um pouco tentada a ir na taverna Quatro de Gládio, mas não é obrigada ir se não quiser. A taverna é simples, não tem luxo mas não chega ser um pé-sujo; Como o dia está muito quente, tem bastante gente bebendo, seja álcool, seja suco ou chá. Embora não seja muito provável ver anjos na taverna, o lugar é suficientemente limpo para que um ou outro apareça por lá. A maioria dos clientes da taverna está no balcão, então pode escolher qualquer uma das quatro mesas para sentar. Caso algum outro jogador tenha respondido antes, você verá o personagem dele(a) na taverna. Tem também um cantor com uma bandola tocando, não é do melhores, mas dá pra ouvir. Fora isto a taverna é totalmente normal, mediana o bastante para ser frequentada por vários tipos de pessoas, desde os mais pobres até alguns um pouco mais conhecidos.

    Pikapool:
    A maioria dos anjos odeia Fajr-Regno no verão (boa parte deles odeia em qualquer época), mas você como nasceu no continente está acostumada com os verões rigorosos.

    O que não quer dizer que você goste deles. Hoje é um dos dias em que o calor te agarrou por trás, montou nas suas costas e falou no seu ouvido: Hoje você é minha.

    A maioria dos humanos tirou estes três dias para ficar a toa, e bem provavelmente você achou uma boa ideia pegar carona no fim de semana estendido deles. Hoje em especial parece um bom dia pra ficar o tempo todo embaixo de uma sombra ou molhar os pés numa fonte (tem gente que literalmente toma banho da fonte, embora sem tirar toda roupa, você como anjo é mais discreta, mas molhar os pézinhos tá valendo). Tomar sorvete também parece uma boa, difícil será evitar o resto da comida apimentada do continente.

    Como Ĵevurá é uma das cidades de Fajr-Regno mais próximas de Ajros (tem o Desfiladeiro Selvagem entre os dois continentes, mas muitos anjos conseguem voar de um continente ao outro) a cidade possui uma pequena comunidade de anjos. A maioria dos anjos abandonou Fajr-Regno quando Piro começou dar problemas para sua mãe, e na maioria das cidades do continente é raro ver um anjo, mas nas cidades mais ao sul, como Ĵevurá, vocês ainda marcam presença.

    Obviamente você deve conhecer uns vinte ou trinta destes anjos que também moram por aqui. A maioria dos anjos prefere ficar sempre no sul da cidade, e portanto a maioria dos demônios prefere evitar o sul da cidade. Apesar de Ajros não estar oficialmente em guerra contra Fajr-Regno, os ânimos entre os dois continente não é dos melhores, e muitos ajrenses gostariam de declarar guerra a Fajr-Regno ou no mínimo aos seguidores de Piro. Isto infelizmente incluem alguns anjos, o que deixa os anjos que não partilham do mesmo sentimento em posição incômoda. Azriel já tinha ouvido histórias de guerras que aconteceram entre anjos, mas são histórias de muitos milênios atrás, que talvez fossem até lendas. O pensamento de realmente ver um anjo matando outro não era nada agradável.

    Por algum motivo Azriel tem um mau pressentimento sobre algo vindo do oeste, talvez de Heséd, cidade vizinha a Ĵevurá, mas não consegue identificar as causas deste mau pressentimento.

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    Mensagem por Srta. Moon em Qui Mar 12, 2020 12:50 pm

    Arthorius havia lhe dado o dia de folga, sem saber o que fazer, saiu do Templo funerário para dar uma volta pela cidade com toda aquela lua torrando a todos. Não tinha para onde ir ou o que fazer, já que não havia mais serviços naquele dia pois toda a cidade estava aproveitando seu momento de preguiça.
    Não gostava de como os humanos administravam suas vidas tudo era um bom motivo para fugir de alguma tarefa, bom que seja não ficaria ali andando no sol e gastando seu tempo filosofando sobre coisas inúteis, semana passada havia dissecado um humano e percebeu que sua estrutura era fraca, carne e ossos, era nítido a sensação de medo que tinha dela e aos demais de sua espécie.
    Foi caminhando calmamente até o Bosque das Paineiras, pelo caminho novamente voltava a permanecer pensativa, mas o motivo agora era outro , era aquela sensação estranha que estava sentindo graças a sua mana, para falar a verdade achava muito complicado aquela coisa de mana multicolorida, magia é magia força-la a sua vontade e molda-la, isso deveria ser algo simples, mas pelo visto os deuses gostavam de complicar as coisas no final não importava bastava ter o conhecimento e poder para ir além do que os deuses a limitaram. Por fim pegou seu diário pessoal aquele era o 5º volume contendo suas anotações, por fim ela apenas procurou uma sombra por entre as árvores para sentar-se e rever seus estudos sobre anatomia, tinha que rever alguns tópicos pendentes sobre a autopsia de um centauro que fizera semana passada.

    OFF: ficar lá escorada na árvore estudando.
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    Mensagem por DariusNovadek em Sex Mar 13, 2020 11:13 am

    Kate ficou até mais tarde na cama, a noite tinha sido movimentada com Apis naquela cama, e por mais treinos com os magos vermelhos da Corte e com Keela, por vezes eram esses "movimentos" que Apis havia lhe ensinado que mais a cativava. Acordou antes de Apis, as duas entrelaçadas junto com as cobertas, o sol entrava pela janela, e Kate ja começava uma leve transpiração por causa do calor, mas mesmo assim preferiu ficar um tempo ali, com seus cabelos ruivos misturados aos cabelos negros de Apis. Kate não tinha aprendido muito viver uma vida de uma humana "normal", mas esses momentos eram os que ela mais gostava.

    Após um tempo levantou e foi arrumar a casa e a loja, nem Kate nem Apis prestavam culto a Angelina, então não tinha pra que não abrir a loja, mas não precisavam também abrir no primeiro horário. Porém logo após abrir Kate resolveu dar uma volta na cidade, o movimento estava baixo, e Kate nem era uma vendedora muito boa, as vezes Apis até preferia que ela desse uma volta pela cidade.

    Viver uma vida normal para Kate era muito entediante, sempre que Keela ou Icanor vinha com alguma missão, Kate ficava super entusiasmada, mas logo a missão era concluída e tudo voltava ao "normal". O movimento era fraco na cidade, e Kate aproveitou para pegar encher um cantil de água para levar para Apis mais tarde, elas tinham água para a semana, mas não custava nada pegar mais um pouquinho. Jogou algumas gotículas sobre sua face e seu peito para aliviar um pouco do calor.

    Quando passou ao lado da taverna se sentiu tentada a entrar, fazia tempo que não ia em nenhuma festa. Lembrou da primeira festa da Corte que foi, quando ainda nem fazia parte. Lembrou da quanto bebeu la, o quanto dançou, o quanto gostou. Aquela cidade precisava de uma festa daquelas, pensou em falar pro Icanor isso a próxima vez que o visse. E como não é de costume de Kate tentar resistir as suas tentações, entrou na taverna pra tomar alguma coisa gelada, e com álcool.

    Não planejava demorar muito ali, ainda voltaria para ajudar Apis a fechar a loja, mas uma ou duas bebidas não fariam mal a ninguém, entrou e viu se tinha alguém da corte que ela conhecesse, agora ja não era simplesmente uma menina desconhecida, tinha algumas pessoas que a conheciam. Se tivesse, irá sentar-se com essa pessoa, pra trocar um papo. Caso não tivesse ninguém, iria se sentar na mesa 1 de costas para a parede e de frente para a porta. Experiências que ganhou com a vida.
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    Mensagem por Dycleal em Sex Mar 13, 2020 2:47 pm

    Nadhull acordou disposto, afinal o calor não o incomodava como para a maioria, trabalhou pela manhã no seu laboratório, produzindo material para venda da semana e leu um pouco se preparando para ir ao templo de piro fazer suas exéquias.

    Após um almoço frugal se dirige ao templo onde ficou em contemplação e cantou no coral para completar a sua adoração. Passou na biblioteca para trocar uma ideia com os mestres espiritualistas e mestres magos da magia branca e organizou um plano de treino para o resto da tarde. Nadhull comenta com seus mestres que sentiu algumas emanações que indicam distúrbios na mana na direção oeste. E decide ir treinar ao norte, porém planeja sobrevoar próximo a região do distúrbio a fim de verificar se aumenta ou diminuir com a proximidade e tentar mapear seus limites e origens. Após os treinos exaustivos de mana branca, na solidão de um deserto, retorna para Jevura ao entardecer, observando o belo cair do sol no horizonte.

    O Incubo decide tomar uma cerveja gelada para relaxar e usar de magias de ilusão para mudar para uma aparência humana que usa quando se relaciona com o seu publico consumidor e senta-se na mesa 3 com as costas para a parede e olhando para a porta, cumprimenta os conhecidos presentes e puxa o capuz para se portar mais discreto e fica pensando em como a sua vida mudou nesse último ano e como aprendeu sobre piro, sobre si mesmo e sobre a sua dupla mana e o equilíbrio que desenvolveu entre elas... E curte aqueles momentos de relax.
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    Mensagem por Pikapool em Sab Mar 14, 2020 4:34 pm

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    Desde que acordara, voltei-me aos meus estudos, mas todo aquele calor não permitia que eu encontrasse conforto para tal ato. Geralmente todo aquele calor não incomodava-me, mas hoje parecia que havia algo no ar, como uma angustia inexplicada tomasse meu peito e causasse certa aflição. Por fim, desisti dos estudos e fui arrumar a casa e fazer o almoço.

    Mesmo tendo dedicado-me para fazer um almoço, mal toquei na comida. Aquele mau pressagio ainda pairava sobre mim. Sem animo para nada, sentei-me diante da janela com meu diário. Infelizmente, até mesmo o habitual não fluía.

    Algum tempo ocioso depois, finalmente troquei-me e fui dar uma volta pela cidade. Tudo estava mais "calmo" que o cotidiano. Mas com aquele calor que fazia, não era difícil de entender o porque. Eu mesma ansiava por algo que pudesse refrescar-me. Não muito longe dali encontrava-se a taverna Quatro de Gládio. Não era o melhor lugar de Ĵevurá, no entanto, eu poderia beber algo gelado e descansar na sombra.

    A taverna tinha um movimento considerável e até mesmo musica ao vivo. Senti os olhares ao adentrar o recinto. Certamente era de estranharem um anjo em um local como aquele. Olhei a minha volta à procura por um lugar sossegado para sentar-me. Ao fundo uma ruiva espaçosa ocupava uma grande mesa, talvez esperasse por seus companheiros. Depois de encará-la brevemente assenti com a cabeça para que não interpretasse de forma errada. A minha direita o belo vendedor da loja de alquimia que outrora eu visitara. Acenei com a mão, mas não esperava que se lembrasse de mim.

    Por fim, dirigi-me até uma mesa pequena no canto (mesa 2). Pedi um suco de frutas tropicais. Peguei meu diário da bolsa e o repousei sobre a mesa. Suspirei apoiando o queixo sobre as mãos, cantarolando junto ao menestrel de forma pensativa.
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    Mensagem por Leomar em Dom Mar 15, 2020 4:00 am

    MORTALHA

    Humanos patéticos se ajuntavam no bosque, alguns namorados ficavam vendo as primeiras flores rosas surgindo nas árvores, comerciantes ambulantes ambulavam por ali (e todos os outros lugares da cidade) e também vários bêbados.

    Apesar de todos os inconvenientes, o lugar ainda era relativamente tranquilo para ler e escrever sem ter alguém para perturbar.

    A não ser que algum bêbedo aparacesse, pois bêbados sabiam perturbar mesmo nas horas mais inconvenientes. E é óbvio que o destino caprichoso empurraria uma destas figuras para lá.

    Na árvore ao lado da árvore onde Mortalha sentara uma enorme súcubo se apóia pra vomitar. Mortalha reconhece a heroína da Corte, Keela, trançando as pernas sobre efeito do álcool. Feliz ou infelizmente ela também a vê sentada na sombra.

    - Amiiiiiiga!! Que que vozê tá vazendo azi?

    Mortalha nunca foi amiga de Keela (que por sinal só ficava "amigável" quando bebia), aliás fazia um bom tempo, talvez meses, que nem mesmo tinha pego algum trabalho pra fazer pela Corte dos Milagres, mas conhecia a outra súcubo, e mesmo se tivesse trêbada, ninguém na cidade ignorava Keela, nem mesmo ela.

    - Toma'ti! Vozê té um potinho?

    Keela oferece um cantil com conhaque. Por oferece isto significa "pega o cantil e esfrega no seu nariz". Ao abaixar para oferecer ela cai no chão, ao pé da árvore bem do seu lado.

    AOS QUE ENTRARAM NA TAVERNA

    O movimento do lugar ainda não está muito forte, muitos entram, pedem uma caneca de conhaque ou chá, bebem e vão embora. Ali é fácil reparar todos que entram e saem, mas por enquanto não há ninguém que destaque, isto muda quando a anjo entra pois todos passam olhá-la.

    Kate, depois que entrou, não viu ninguém da Corte que realmente conhecesse, mas tinha três humanos no balcão, e um deles ela já tinha visto no exército, não conhecia o nome nem nada, mas sabia que trabalhava para a Corte. Pouco depois ela vê Nadhull entrar, o íncubo tinha aprendido em Ĵevurá disfarçar os chifres magicamente e as asas estavam protegidas pelo manto, se não o conhecesse, pareceria um humano comum, mas ele senta em outra mesa.

    Quando Azriel entra, reconhece o alquimista, mas como ele está sobre efeito de magia, ela não identifica de cara que ele é um demônio. Nadhull também reconhece que Azriel já entrara em sua loja uma ou duas vezes, fazia muitos meses e era apenas mais uma cliente que atendeu, mas uma anjo não tinha como ele esquecer.

    Mesmo não sendo a primeira vez que ia na taverna, e mesmo não sendo a única anjo a ir lá às vezes, todos os olhares ficam sobre ela. Querendo ou não, estes olhares eram comuns na cidade, pois não tinha como suas asas não chamarem atenção.

    Quando Azriel entra, vocês percebem que a taverna fica um pouco mais barulhenta, risadas e burburinho dos homens ficam mais altas, caso alguém pare para reparar isto, perceberão que os homens estão se analisando para ver quem irá se levantar primeiro para ir abordar a anjo.

    Nadhull:
    Em Ĵevurá os templos de Piro não são tão grandes como o de Dafodil, você frequenta mais o templo no noroeste da cidade, que é onde também vão algumas pessoas da Corte dos Milagres ou do exército. Tem um templo de Piro mais no centro que é mais frequentado por pessoas sem ligação com qualquer filiação. Além disto você conheceu uma base da Escola Atemense no sul da cidade.

    Pouquíssimas pessoas ainda usam a Escola Atemense como templo, pois normalmente ela só é procurada por quem quer aprender magia, mas você vai em cultos esporádicos que usa como desculpa para se aproximar de magos brancos discretamente.

    Acabou fazendo certa amizade com um de nome Gaspar, que lhe treina em segredo de tempos em tempos, foi a ele que você comenta sobre o distúrbio que sentiu. Você não consegue localizar a fonte, mas percebe que é algo bem pro lado de Heséd.
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    Mensagem por Pikapool em Dom Mar 15, 2020 11:47 am

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    Um pouco sonolenta espreguicei-me em minha cadeira. Ainda sem um único lampejo criativo, não havia escrito nada em meu diário. Podia simplesmente relatar meu dia até aquele momento, mas não via encanto naquele dia monótono. Talvez o que de maior relevância que ocorrera seria aquele mau pressagio. No entanto, ainda era inconsistente e poderia não ser nada além de um mal-estar qualquer.

    Ao fundo eu pude notar que a taverna tornava-se mais animada e certo rebuliço parecia mexer com os homens ali presentes. Certamente o álcool das bebidas começavam a alçar seus cérebros. Só esperava que isso não causasse nenhuma confusão. Ainda mais com todo aquele calor.

    Após beber mais um pouco daquele suco gelado, que parecia trazer uma paz ao meu corpo diante de tal clima infernal, mais uma vez perdia-me em meus pensamentos. E antes mesmo que desse-me conta, estava novamente cantarolando junto ao menestrel.
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    Mensagem por Dycleal em Dom Mar 15, 2020 12:10 pm

    Nadhull observa a anjo que entrara e reconhece a cliente que comprara algumas vezes na sua loja e ela acena para ele e senta-se em uma mesa próxima. O burburinho da taverna cresce e o incubo sente uma certa tensão e começa a pressentir que a anjo sozinha ali pode encontrar problemas com algum frequentador bêbado ou mais atirado e espera alguns segundos para ela beber seu suco e levanta-se, levando a sua caneca, aproxima-se e pergunta: - Você é minha cliente não é? Posso lhe fazer companhia, por alguns momentos?
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    Mensagem por DariusNovadek em Dom Mar 15, 2020 3:40 pm

    Kate apenas vê um cara que de relance lembrava ter visto na corte, mas prefere não puxar papo, as vezes era melhor ficar no seu canto tomando uma mesmo.

    Após um tempo, percebe o incubo que conheceu a um tempo atrás entrando, porém não tinha tanta intimidade assim com ele pra querer dividir a mesa com ele.. percebeu que ele estava usando feitiços para esconder seus chifres, o que Kate achava uma babaquice, Kate não tinha vergonha do que ela era, assim como os demônios também não deveria ter.. Talvez pela sua companhia frequente com demônios, aprendeu a gostar deles, e não tinha preconceito nenhum para com eles.

    O mesmo não podia se dizer com anjos.. Kate nunca tinha conversado com um, mas a inimizade entre anjos e demônios era tanta que Kate acabou se deixando levar um pouco por eles. Apesar disso, o que tinha era apenas um pé atrás com eles.

    Quando a Anja entrou, Kate prontamente percebeu, não só porque era uma Anja, mas também porque era bem linda, e principalmente porque ela ficou encarando Kate por muito tempo, muito tempo para o seu gosto, é claro.

    Kate chegou a fazer um movimento com a cabeça como quem quer dizer: "que foi? Tá querendo alguma coisa??" Mas logo a Anja fez um aceno e foi se sentar em outra mesa. Se Kate tivesse tomado algumas outras bebidas a mais, com certeza iria tirar satisfação com ela, pra ver se conhecia ela de algum lugar.. mas achou melhor não, e pediu mais uma bebida.

    Logo o burburinho na taverna começou a aumentar, e Kate já sabia que era por causa da Anja. Já passará por muitos momentos desse, em que os homens se achavam no direito de possui-la. Coitado deles.

    Logo sua teoria se confirma, o incubo que conhecia se sentou ao lado dela, com certeza estaria cortejando-a.

    Kate apenas observa de longe se aquela Anja iria deixar a coisa fluir ou se cortaria o mal pela raiz.
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    Mensagem por Pikapool em Dom Mar 15, 2020 11:50 pm

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    Ainda perdida em meus pensamentos e sem notar a aproximação de Nadhull, estremeci ao ser questionada. Levei minha mão esquerda ao peito, suspirei profundamente para recuperar-me do susto e logo ri sem graça daquela situação.

    - Sim. Já fui a sua loja algumas vezes. - Esboçando um sorriso amigável, estendo a mão em direção a cadeira indicando para que se sentasse. - Prazer em conhecê-lo. Digo, formalmente. Sou Azriel. Como você se chama?
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    Mensagem por Dycleal em Seg Mar 16, 2020 5:02 pm

    O Incubo sente um certo constrangimento da moça, mas ele está acostumado a esse sentimento das moças tímidas diante da sua beleza e respeitará o seu pudor e diz: - Obrigado. Olha para a cadeira que ela aponta e sentando-se, continua: - Desculpe a ousadia de me dirigir a nobre jovem, mas percebi que si tiver uma companhia, evitará de ser perturbada por outros frequentadores, digamos, menos educados, portanto a minha vinda é pela tentativa de conhece-la melhor, conhecer esta minha tão boa cliente e se você sentir incomodada com a presença de um homem à sua mesa, posso chamar uma amiga para sentar conosco e tirar toda a aparência que posso macular a sua reputação, e diz mais baixo: - Aquela ruiva ali, se chama Kate, é uma maga do fogo e uma moça valorosa, podemos chama-la para compor a nossa mesa, ou se quiser, pode continuar cantarolando em paz, que saberei respeitar o seu espaço, aqui ou na minha mesa, apenas quero protege-la de incômodos.
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    Mensagem por Pikapool em Ter Mar 17, 2020 12:10 am

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    Ouvi atentamente todas as palavras daquele que alegava ser um tipo de protetor para mim e assenti com a cabeça. Porém, em nenhum momento ele se apresentara. Contudo, quando sussurrou sobre sua amiga. Algo chamou minha atenção.

    - Hmm, uma maga do fogo? - Virei-me para trás encarando-a com demasiada curiosidade. - Adoraria conhecer-lhe melhor. Mas também gostaria que apresentasse-me sua amiga. - Sorri e acenei para a ruiva antes de voltar-me para o rapaz na minha mesa. - Ela parece durona. Deve conhecer um truque ou dois de fogo.

    Guardei meu diário de volta na bolsa e peguei meu copo pronta para levantar e seguir o rapaz até a mesa de Kate. Mas antes que ele pudesse levantar-se. Coloquei minha mão sobre a dele e sussurrei:

    - Podemos nos conhecer melhor em um lugar mais tranquilo. - Completei manifestando um sorriso pueril e virtuoso.
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    Mensagem por Dycleal em Ter Mar 17, 2020 1:16 am

    Nadhull, antes de levantar diz: - Sim, ela é durona e você lembra que meu nome é Nadhull, né? Da "Oficina alquímica do Nadhull", que vem do meu nome mesmo... E concordo contigo, teremos tempo para nos conhecer em um lugar mais tranquilo, aparece mais tarde, na minha casa... E caminha com ela até a mesa da Kate e diz: - Kate, esta minha amiga, gostaria de lhe conhecer, algum problema de ficarmos aqui na sua mesa, conversando contigo?
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    Mensagem por Srta. Moon em Ter Mar 17, 2020 12:41 pm

      Não era seu dia de sorte, no entanto não acreditava no que estava vendo a toda poderosa Keela completamente bêbada. Pensou que teria um dia de sol exagerado e calmo para continuar com seus estudos, mas pelo visto teria que ajudar a tal Keela, não era uma criatura de fazer caridades, mas não podia deixar aquela infeliz jogada ali no chão ainda mais com todos os presentes olhando.
      Guardou o diário de anotações, e tratou de ajudar aquela bêbada, não gostava de bebida para falar a verdade não gostava de bêbados, deles poderia esperar apenas dor de cabeça. Passou o braço pela cintura da Keela, levantando ela e passou o braço da infeliz sobre seu pescoço, agora sim preparada para sair do seu canto de paz levou a infeliz para a corte dos Milagres, lá alguém  daria um jeito de bar um banho gelado na criatura, ou fazer seja lá o que for para passar um pouco a bebedeira dela.

    OFF: levar para sede dela e que se virem com ela por lá.
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    Mensagem por Christiano Keller em Ter Mar 17, 2020 1:56 pm

    Ka,

           O calor era algo do dia a dia de Ka já que trabalhar na forja era sempre quente, mas agora era quase ridículo de tão quente mesmo sem ficar perto da forja. O friozinho de Dafodil fazia falta para Ka e isso sempre o fazia pensar na sua cidade. Por três vezes mandou mensagens para seus amigos em Dafodil, era um luxo, mas Ka não tinha uma família e se deu a esse contato. Em alguns momentos Ka até pensou em convidar alguns deles para irem até a cidade, mas aquilo era complicado. Até Ka já pensava em mudar de local, porém se conseguir manter a forja ali em Ĵevurá e conseguir outra em Heséd ou até em Burnabad ai sim seria um belo passo.
           As amostras trocadas com Milken Feripeo indicavam algo que Ka já percebeu, a falta de padrões tanto nas qualidades como nas medidas. Essa oportunidade também era algo que poderia ser colocada em prática, pois ao tentar estabelecer padrões também ofereceria soluções para as forças da Cour des Miracles. Com coisas padronizadas tudo fica mais fácil, armas com mesmo peso, flechas, armaduras, tudo que se pode usar para construir ou reconstruir uma cidade. Forjas que entreguem soluções padronizadas também passariam a ser clientes mais regulares pois saberão o que se compra não importa onde é que se está. (McDonalds você sabe o que esperar em qualquer lugar do mundo)

           A manhã da iniciadora era uma oportunidade de ir ver os frequentadores da ICB, todos possíveis clientes. Ka finalmente dominou os textos do culto da ICB, mas não era lá um crédulo, estava lá pelos clientes. Só que precisava de muitos clientes, então também visitava o templo de Piro mais próximo. Entre uma conversa e outra após a celebração da manhã o calor começa a aumentar. A sede chama por uma bebida refrescante e Ka pensa em um lugar para se abrigar dos sóis, dois deles. A taverna Quatro de Gládio era um lugar simples, limpo o suficiente e que as vezes tinha lá uns clientes.
           Ka então chega ao balcão para pedir uma bebida, um hidromel. Algo fermentado tinha que ser limpo para poder fermentar direito, então pelo menos a bebida era pura. Enquanto é servido, Ka pode observar os pregos diferentes usados para fazer o balcão, assim como as peças de metal não tão padronizadas usadas por todos os lados.

           Com a mão faz um sinal para alguns conhecidos: @DariusNovadek, @pikapool e @Dycleal. Porém não esperava respostas, até o momento eram apenas conhecidos e isso é o que ser faz ao ser educado. Com a bebida em mãos, Ka segue para a mesa 2 e observa o local como um todo.

           O copo de hidromel é refrescante, a sombra na taverna é agradável e Ka começa a pensar em como poderia ficar rico ali. Os padrões podem ser uma boa, a falta de água talvez possa ser outra opção, canos podem ligar uma região mais distante e trazer água para cidade. Canos padronizados podem ser uma boa opção pois evitam que a água se perca pelo caminho com o calor. Porém quem poderia se interessar por essa ideia? Talvez seus conhecidos na engenharia naval? Talvez levar água salgada até um local e separar a água do sal marinho? Muitos precisam de sal para comer e tudo isso poderia gerar sal e água para a cidade de Ĵevurá.
           Era um plano, oferecer coisas padronizadas como armas e ferramentas. Se gostarem da ideia poderia lançar a coisa da água e sal com canos padronizados. A porta se abre e mais pessoas entram na taverna. Ka observa cada um deles, cada roupa, cada cheiro, o segredo estava nos detalhes já que apenas os ricos teriam perfumes para esconder o suor.

           Agora até as roupas de Ka estavam diferentes. Em vez de usar a armadura de ferro pesada para todo lado como era frio em Dafodil aquilo agora era impensável. Uma roupa de couro com placas de metal ainda protegem seu peito, a cabeça tem um tipo de touca para proteger do sol, a roupa de tecido cobre o corpo todo e parece loucura porém é necessário ficar abrigado do sol para evitar queimaduras. Outro truque curioso nas roupas é que há camadas diferentes, uma fica do lado de dentro molhada de suor para reter a água enquanto outra fica do lado de fora seca para proteção da luz do sol. Os pequenos truques de oficio são importantes para cada lugar em que se trabalha e para atender aos clientes mais exigentes que não estão dispostos a pagar mestres.

    Imagens ilustrativas:
    Em Ĵevurá 2b60973cb9b335697aa26a451af36850
    Em Ĵevurá Ff93fb0b46d0b134dc8678af5b2258a8
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    Mensagem por Leomar em Qua Mar 18, 2020 7:01 am

    MORTALHA

    Keela era bem pesada, e arrastar aquele peso morto pela cidade, mesmo com ela ajudando um pouco (ficava em pé, mas mau andava) era um verdadeiro tormento. Na mente de Mortalha só aparecia a frase:

    "Por que, pelos Sete Círculos Infernais, eu estou ajudando ela mesmo?"

    Aquele era um bom momento para Mortalha pensar se acreditava ou não nas teorias dos Karmas.

    Enquanto iam cambaleando pelas ruas, as duas iam conversando. Ou melhor, Keela ia conversando sem parar, e Mortalha ia se perguntando se faltava muito e se a criatura não ia calar a boca.

    - blablabla endão, eu valei pra elisss: nós demoss di matá dodo mundo! Mass eliss oviru? Dãããooo!! Dinham di cê dipromádico tudo: vamu acabá cum esta guerra sem bais derrabamento di sangui! Quem im sã concença é contra derraber sangui dos inimigu? blablabla
    blablabla eu dô sentidu danta falta de matar alguma toisa blablabla
    blablabla então, dudo isso é parti du plano de Piro, as pessoa inda num indende sabe? blablabla Mas o plano é muitcho bão, indende? A dossa scola ela vai pegá o plano entende, e vai... que qui eu dava falando mesmo?
    blablabla indão, nóis que samos súcubo, indende, nóis samos blablabla, intão a gente podia proveitá isssto sabe, i andá junta cas outra sabe, pra, indende, a gente vai fazer o lance mais fácil si ficá junta qui separada, indende?


    Keela ia curvada sobre os ombros de Mortalha, até chegar perto do templo. Quando reconhece o templo, Keela passa a mão pela cintura de Mortalha e se endireita (o melhor que uma bêbada pode), tirando a outra súcubo do chão.

    - Ih! ô lá o demplo! Comu é que eu vim parar aqui besmo? Ah é, eu vim ti trazê aqui né miga?

    Mortalha protesta:

    - Ei! Sua doida! Me bota no chão! Eu não preciso de ajuda, você que precisa!

    - Vozê é uma boa miga! Por isto que eu ti troxe pra cá, eu dize qui a gente chegava rapidin né? Comu eu dize, vozê é uma súcubo, eu dambém sô uma súcubo, i a gente divia... Fazê aqueles lanci sabe, di súcubu junta, pra... pra... ah, intão, a genti chegô i eu vou ajudá você naquilo qui ozê tinha pedido pra eu, porque a genti é fratino!

    Um sacerdote humano e um íncubo veem a cena de Keela chegando carregando Mortalha agora quase nos ombros, ainda que bêbada ela continuava forte. Eles arqueiam as sobrancelhas pensando que diabos era isto, mas não pareciam surpresos com este tipo de cena.

    - Então! Esta aqui é minha irmã! Eu drouxe ela pra... Vozês sabem né? Intão, é pra ajudar ela com o que ela quer, i dar aquelas missão qui ela quer, sabi? Nãum fica ai parado rodandu seus merda, eu dive o maior trabalho pra trazê minha... irmã adé aqui...

    Eles falam alguma coisa um com o outro, e o íncubo ajuda Keela permanecer de pé. Sutilmente o sacerdote se aproxima de Mortalha, enquanto o outro tenta dialogar com Keela.

    - Olá! Que Piro lhe abençoe! Então você é uma das irmãs de Keela? Creio já tê-la visto alguma vez, mas deixe-me apresentar: Sou Radan, membro de sexto grau da Cour des Miracles. Em que posso ajudar a dama?
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    Mensagem por DariusNovadek em Qua Mar 18, 2020 11:33 am

    Enquanto bebia, percebia o movimento na mesa da anja, pelo jeito ela tinha acolhido a investida do íncubo, pelo jeito a anja estava aberta as investidas, no final das contas, anjos não eram tão puritanos como pregavam ser.. Kate se reclinava na cadeira de maneira confortável, porém bem desleixada. De repente, a anja acenou para ela e os dois começaram a vir em sua direção.

    Mas que diabos eles tão vindo pra ca?!?

    Nadhull escreveu:"- Kate, esta minha amiga, gostaria de lhe conhecer, algum problema de ficarmos aqui na sua mesa, conversando contigo?"

    Kate estranha um pouco ele vir falar com ela, conhecia Nadhull, mas só de vista basicamente, nada que transformasse aquela relação em relação de amizade. Kate se questiona se era realmente isso, ou se sua vida difícil fez ela se tornar mais difícil a se abrir com as pessoas. Bom, obviamente a segunda afirmação era verdade, mas de qualquer jeito, a anja devia ter tido um enorme interesse em Kate, pra fazer Nadhull vir falar com ela. Após um momento sem falar nada, Kate esboça um pequenino sorriso, para não parecer educada.

    - Claro.. Podem se sentar, só estou tomando algo pra relaxar aqui.. Ta muito calor la fora..

    Apesar das "visitas", Kate não se arruma na cadeira, continua desleixada. Olha pra anja, de cima a baixo.

    - Seu nome é? Nunca conversei com um anjo antes.. Sempre estou no meio dos demônios, te encomoda?
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    Mensagem por Srta. Moon em Qua Mar 18, 2020 4:49 pm

    Prestava atenção no que a Keela comentava bêbada, assim que a deixou ou foi deixada no templo, perguntou ao rapaz que aquela infeliz ficaria bem. Logo que certificou-se que não a veria mais tratou de conversar com o rapaz a sua frente comentou que sentiu algo de estranho em certo ponto sua mana estava meio que incomodada com a sensação estranha que vinha sentindo.
    Assim que terminou de dar sua explicação rápida, perguntou sobre o que a Keela havia falado reunir um grupo para que.
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    Mensagem por Leomar em Qua Mar 18, 2020 9:02 pm

    @Srta. Moon escreveu:Prestava atenção no que a Keela comentava bêbada, assim que a deixou ou foi deixada no templo, perguntou ao rapaz que aquela infeliz ficaria bem. Logo que certificou-se que não a veria mais tratou de conversar com o rapaz a sua frente comentou que sentiu algo de estranho em certo ponto sua mana estava meio que incomodada com a sensação estranha que vinha sentindo.
    Assim que terminou de dar sua explicação rápida, perguntou sobre o que a Keela havia falado reunir um grupo para que.

    Radan não se preocupa muito com Keela, aparentemente ela já ficou mais bêbada que aquilo outras vezes e sobreviveu.

    Em Ĵevurá 261685c78639ecbe2b6706b905c24987

    - Só espero que ela não vomite perto do...

    - Bleeeeerrrgghhh

    - Oh, pelos Infernos! Eu não vou limpar aquilo! - Vocês dois se afastam, enquanto você fala sobre o distúrbio mágico que sentiu. - Mmm, sim, entendo... Não é a primeira que comenta sobre o assunto. Estamos tentando ser discretos, mas como Keela te considera uma das irmãs dela, tudo bem.

    Alguns magos negros de nossa "escola" estão relatando este mesmo distúrbio na mana negra vindo do lado de Heséd. Ninguém sabe o que é, mas um aumento grande e repentino de mana negra nunca é coisa boa. Nós...
    - Ele para um pouco, provavelmente pensando o quanto é conveniente ou não conversar. - Nós finalmente temos mantido alguns portais inconvenientes fechados, permanentemente, e outros controlados. Tirando Ĵokonia, temos finalmente controle sobre a maioria dos demônios.

    La Cour des Miracles não dizia isto publicamente, mas os demônios em geral "sentiam" que a escola gostava de manter os demônios sobre observação e controle o máximo possível. Radan comentou sem rodeios imaginando que Mortalha já deveria ser uma convertida ou algo parecido, já que estava com Keela. Claramente ele não deveria dar muitos detalhes para qualquer neófito ou alguém de outra filiação.

    - Se o que os magos intuem tiver fundamento, e deve ter, seja qual for o problema, é algo pior que algum demônio maldito abrindo um portal planar qualquer. Mandamos alguns grupos de batedores verificar, mas ainda não deu tempo de voltarem, e nossa rede de comunicação que vem de Heséd não relatou nada "mais anormal que a anormalidade normal de sempre".


    (pausa)

    - Então, tipo, estamos mandando grupos menores para Heséd, com dupla finalidade, enviar o que for possível de suprimentos para a parte da Cour que ainda está em guerra, e sondar o que for possível, enviando-nos informações. Precisamos de grupos confiáveis, porém discretos. Já que é uma irmã de Keela, você possui ou é capaz de montar um grupo assim?

    (off:) Mortalha tem alguma crença e respeito dos Karmas?




    NA TAVERNA

    Nadhull passa para a mesa da anjo, e depois os dois acabam passando para a mesa de Kate. Alguns homens se maldizem por não terem sido tão rápidos quanto Nadhull em tomar a iniciativa. Os olhares continuam todos voltados para a mesa de vocês, esperando uma segundo chance de abordagem ou o álcool subir um pouco mais para dar coragem.

    Kate e Nadhull, que possuem mais malícia de taverna, continuam observando o ambiente, mas por enquanto nenhum sinal de hostilidade aparece. O lugar está com movimento normal para uma tarde quente, nem vazio nem lotado.

    O taverneiro atende a mesa prontamente, soltando um sutil "Vocês estão todos bem?" que provavelmente passa batido para Azriel mas não pros outros dois. Pouco depois Ka entra na taverna, reconhece os três na outra mesa, cumprimenta mas senta-se na mesa ao lado, pedindo um hidromel.

    Em Ĵevurá a bebida mais tradicional é conhaque, seguida do uísque. Cerveja é mais difícil de encontrar, principalmente cerveja gelada, que acaba saindo mais cara que conhaque ou uísque. Hidromel também não é muito tradicional, mas como tem boa saída e preço muitos lugares fabricam seu próprio hidromel, e a Quatro de Gládio era um destes lugares.

    Além disto eles eram conhecidos pelo suco de umbu, além de outras opções para quem não consumia álcool, como suco de seriguela e cajá e alguns chá quentes e gelados, como o com sugestivo nome de "chá verde dos anjos". Uma das bebidas mais caras (além dos licores que são MUITO caros) é o misterioso suco vermelho extra gelado, feito de uma fruta que quase ninguém de Fajr-Regno conhece, e o taverneiro não diz o nome nem como consegue.

    (R.Oc.)

    O tocador de bandola continua se apresentando, embora praticamente ninguém pareça estar prestando muita atenção. Ele começa uma música triste. Kate a Azriel (caso estivessem prestando atenção na música) não gostam muito da mudança e a acham deprê demais, Nadhull (caso estivesse prestando atenção) até acha razoável.

    Kate e Ka sabiam que Nadhull era um íncubo, mas como ele se comporta de forma bastante educada, Azriel nem por um momento suspeita que seja um demônio (e provavelmente o resto da taverna também não, por enquanto a magia parecia perfeita). Entre os anjos, Azriel parecia um tanto ingênua e não era tão introvertida como outros de sua raça. Mas como os outros três até então não tiveram nenhum contato significativo com anjos, não sabiam bem o que esperar, a não ser o que ouviam falar sobre anjos. (nota: o breve contato com Nergal não conta pois ele fazia questão de dizer que não era um anjo típico).

    Ka - observações escreveu:Ka começa a pensar em como poderia ficar rico ali. Os padrões podem ser uma boa, a falta de água talvez possa ser outra opção, canos podem ligar uma região mais distante e trazer água para cidade. Canos padronizados podem ser uma boa opção pois evitam que a água se perca pelo caminho com o calor. Porém quem poderia se interessar por essa ideia?

    Ĵevurá, como muitas cidades de Fajr-Regno, era abastecida pelo aqueduto reverso, por isto, apesar de estar num lugar geograficamente seco, Ĵevurá não sofria com falta de água, embora esta fosse sempre regrada para continuar não faltando; Basicamente tinha água para todo mundo, mas não tinha muita água pra ninguém (a não ser talvez um ou outro muito rico). Em questão de canos, estes se limitavam a ir do aqueduto reverso para os grandes reservatórios da cidade e destes para as fazendas. Ninguém podia mexer na primeira parte, mas a segunda dava pra ser ampliada. O maior problema nem era a quantidade de água disponível, mas o fato das fontes de coleta serem quentes, já que a água era transportada em forma de vapor. Uma ampliação de condensadores faria mais diferença do que ampliar rede de encanamento (embora não descarte). Qualquer ideia criativa para esfriar a água também poderia render um bom lucro, ou ideias para se usar vapor de forma mais eficiente.

    Ĵevurá não possuía prefeitura, toda parte burocrática e política era decidida pela Suprema Assembléia dos Juízes. Uma intervenção envolvendo o aqueduto reverso teria que ser pedida nesta Assembléia, mas qualquer intervenção em nível domiciliar poderia ser resolvido com moradores diretamente.

    Talvez levar água salgada até um local e separar a água do sal marinho?

    Isto poderia funcionar em Heséd, mas Ĵevurá está mais longe do mar, não funcionaria aqui.

    Ka observa cada um deles, cada roupa, cada cheiro, o segredo estava nos detalhes já que apenas os ricos teriam perfumes para esconder o suor.

    Os frequentadores da Quatro de Gládios eram de medianos para baixo. Os realmente pé-rapados não apareciam ali, ou entravam, tomavam uma ou duas doses de cachaça e iam embora. Por outro lado também era raro alguém realmente com muita grana ir lá, a cliente mais bem-apessoada ali realmente é a anjo. Provavelmente era a única que tomava banho e trocava de roupa RIGOROSAMENTE todos os dias.

    Então, de forma geral, o cheiro que prevalecia no ambiente era de macho suado. Mas lembrando que ainda era um lugar razoável, onde a maioria se lavava umas quatro vezes por semana e trocava de roupa duas ou três vezes, tem vários lugares piores, onde passar mais de mês sem banho era comum.
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    Mensagem por Pikapool em Qua Mar 18, 2020 11:30 pm

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    A principio Kate parecia seria e até mesmo agressiva, mas mostrou-se cortês aceitando que fizéssemos companhia a ela.

    - Com licença. - Disse ao sentar-me.

    Percebi que a ruiva mediu-me de cima a baixo antes de iniciar a conversa.

    - Olá Kate. Sou Azriel, prazer em conhecê-la! - Estendo-lhe a mão. - Devido à minha doutrinação, confesso que tenho certa desconfiança dos demônios. No entanto, acredito profundamente que não devemos julgar ninguém pelas suas diferenças, e sim por suas atitudes. - Faço uma breve pausa. - Espero um dia conseguir superar essa desconfiança. - Sorrio e dou uma piscadela para Kate.

    Enquanto conversávamos um outro rosto familiar adentrava a taverna. Creio que o ferreiro Ka reconheceu-me e quando acenou, prontamente acenei de volta e assim que ele rumou até o balcão retomei a conversa.

    - Kate, Nadhull disse que você é uma maga do fogo. Eu também pratico um pouco. Sei que é inoportuno, mas gostaria de algumas dicas. Isso ajudaria muito em meus estudos. - Já tirava o diário da bolsa pronta para registrar qualquer ensinamento ou dica que a ruiva quisesse compartilhar.

    Antes que a mesma dissesse algo, notei uma melodia melancólica vinda do menestrel. Presumo que naquele momento franzi o nariz elevando um lado da boca, formando um meio sorriso em desaprovação. No entanto, assenti e prossegui voltando minha atenção para Kate.
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