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    Em Ĵevurá

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    Mensagem por Leomar em Qua Maio 27, 2020 1:21 pm

    Kate anda toda torta até o pequeno oásis, tinha levado uma pancada feia e distendido alguns (muitos) músculos, não sabe nem como não quebrou nenhuma costela (será que não quebrou?).

    Ao entrar no poço de kalakes ela sente o fundo crocante estalando debaixo dos pés, como se estivesse pisando em várias folhas secas (mas que na verdade eram várias casquinhas de inseto, se é que eles podem ser chamados de insetos) e também sente várias pequenas pontadas das patas finas deles em seu pé.

    Ela respira fundo, ao levantar os braços sente dor nos músculos em volta das costelas, faz algumas caretas mas recusasse a gritar; Era uma humana criada entre demônios, tinha que parecer forte.

    Ao fazer a energia fluir, ela sente o corpo queimando enquanto a mana subia por sua coluna, dos chacras inferiores para os maiores. Era irônico que até mesmo quando usava sua magia da água ela sentisse o corpo queimando, mas usa afinidade primária era com o fogo.

    Respirar fundo e alongar. Kate nunca vai esquecer os exercícios básicos que Kevla e Keela tinham lhe ensinado com sua nada delicada didática, só de pensar suas pernas doíam dos alongamentos forçados. Kate nunca se daria ao luxo de esquecer de se exercitar frequentemente, ou seus músculos podiam perder a elasticidade ganhada às duras penas, e teria de ser forçada a recupera-la depois. Só de pensar nisto já podia imaginar o cheiro e o hálito sádico de Keela no seu cangote.

    À medida que a mana fluía em seu corpo, os músculos vão relaxando, e ela se recupera quase totalmente da distensão muscular. Percebe que a mana azul lhe ajuda bastante naquele lugar. É uma pena não ter recebido quase nenhum treinamento de magia de cura. Velora era poderosa, mas só sabia e ensinava magias ofensivas, Kevla também só conhecia magias de água ofensivas, o pouco que sabia sobre cura era de magia do ar. Além disto Kate treinava bem mais sua magia de fogo que da água, talvez poderia ter se livrado totalmente da distensão se soubesse mais sobre o poder curativo da água.

    Como imaginado, o poço era uma boa fonte de mana azul, mas não por causa unicamente da quantidade de água no meio do deserto: lagos e rios nem sempre tinham fontes de mana azul com aquele concentração. Perto do meio do poço a mana parecia ainda mais densa, mas Kate não vê nenhum objeto específico emanando esta mana (a não ser que estivesse enterrado).

    Uma coruja passa voando, pega um kalake com as garras e pousa numa distância segura de vocês para comê-lo. Concentrada no fluxo de mana Kate percebe os pequenos kalakes como pequenos pontos de mana no meio do nada. A concentração de mana no corpo deles devia ser mesmo muito densa, pois era algo extremamente difícil sentir assim a emanação de um corpo tão pequeno. Kate não conseguia sentir emanações da coruja, de Nadhull ou mesmo de Azriel que eram bem maiores. Fora o forte círculo dentro do poço e uma linha de pontos por onde os kalakes se orientavam, aquele lugar parecia um grande "nada energético".




    Off:
    Desculpe responder só para a Kate, mas @Dycleal e @Pikapool como vocês não tem dom da água, não conseguem sentir nada especial no local, por enquanto.
    Estão num vale, e tudo em volta é deserto, mas tem alguns morros e até montanhas em volta do vale, a visão de vocês é totalmente limpa até nos morros, nenhuma vegetação, apenas uma ou outra ave aparece voando. Caso queiram verificar a parte montanhosa joguem Percepção, caso contrário interajam entre si até ir para a vila (a descrição da vila que dei antes é basicamente a mesma pra vocês)

    Para o Ka, o que tinha a falar por enquanto passei no tópico de rolagens, por enquanto está sozinho na vila.

    @Srta. Moon vai avaliar os kalakes ou vai para a vila? Lá tem um cachorro da raça que queria amarrado perto da feira de carnes, tá quase sendo morto pra virar churrasquinho. Vai ajudá-lo?
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    Mensagem por DariusNovadek em Qua Maio 27, 2020 2:21 pm

    No calor do momento, Kate quase se esqueceu que tinha se machucado no combate. Mas não por muito tempo, logo nos primeiros movimentos as dores já lhe lembraram. Ao chegar no oásis, Kate consegue com sucesso sentir as manas fluírem através do seu corpo, e quase que cura as distensões musculares que teve. Kate gostava muito daquilo, era isso que a fazia praticar cada vez mais.

    Sentia seu corpo queimando mesmo usando a mana da água, era nítido que tinha uma afinidade maior com a mana do fogo, e por isso também tinha mais afinidade por Piro de que por Jara..

    A história sobre que os kalakes eram presentes dados por Jara só ficou mais real para Kate, ela via que aqueles pequenos "insetos" tinham uma concentração de mana muito densa para um bicho do tamanho deles, percebe também que perto do centro do lago a concentração de mana era maior, porém não tinha nenhum objeto ali.

    A princípio a intenção de Kate não era ficar muito tempo ali, mas aquela concentração de mana no centro a intrigou, então Kate foi até la e tentou cavar, com as mãos mesmo, o fundo do lago, para ver se a concentração de mana iria aumentar conforme cavasse mais. Aproveitou para mergulhar enquanto ia até o centro.
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    Mensagem por Dycleal em Qua Maio 27, 2020 3:44 pm

    Nadhull vê Kate chegando no oásis e aproveita para repetir suas desculpas pelo golpe de mana que a atingiu e pergunta se ela está se sentindo melhor. Olha para Azriel e diz: -Azriel, olhando seu perfil contra o horizonte, vejo que emoldurada por toda essa luz que as areias reflete no seu rosto, você fica mais linda e resplandecente! E se admira de sentir o sangue subir para seu rosto após falar isto.
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    Mensagem por Srta. Moon em Qua Maio 27, 2020 4:24 pm

    Seguiu com os demais que iriam para a vila.
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    Mensagem por Leomar em Dom Maio 31, 2020 4:42 pm

    No poço

    OBS.: o oásis tem cerca de dez metros de diâmetro, mas poucos centímetros de profundidade. É o bastante para muitos animais beberem por muitos dias, mas não dá pra mergulhar ali.

    Depois de se sentir melhor com os exercícios, Kate fica intrigada com a mana azul incomum no lugar, e procura a parte onde parece ser a fonte da emanação.

    (R.Oc. Q.I. 7,10 Perc 4,5)

    Cavando um pouco com as mãos ela não consegue sentir nada especial, e logo depois do primeiro centímetro de terra molhada a terra fica muito dura, impossível de cavar apenas com as mãos, Kate só consegue deixar as unhas sujas e lascadas. A mana parece entranhada na terra e na água, mas Kate está ainda longe de descobrir se consegue achar uma fonte.

    Nadhull e Azriel podem ver um grupo de semëks aparecendo pelas montanhas, provavelmente saindo de suas tocas e se dirigindo até a água onde estão.

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    Vocês estão num vale, a algumas centenas de metros a região possui vários montes, e a alguns quilômetros possui montanhas maiores. Semëks são lagartos grandes, do tamanho de cavalos, não costumam ser muito agressivos e podem até ser domesticados, mas era um rebanho selvagem (vocês veem cerca de dez, mas se tiver na hora deles procurarem água e comida o número pode duplicar ou triplicar rapidamente), (R.Oc. Q.I. 2,10) mesmo neste número é provável que o rebanho se mantenha a certa distância caso estejam só atrás de água (basicamente eles agiriam similar a um rebanho de bois, a única vantagem deles sobre vocês é a velocidade, são lagartos bem rápidos para o tamanho deles).

    Na vila

    Mortalha segue junto com Ka, enquanto ele prepara o corpo do kodo, ela fica vendo se tem algo interessante nos arredores. A parte que Ka fica trabalhando é um mercado de carne e dá pra entender porque o resto da cidade prefere que eles fiquem a certa distância.

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    Além do cheiro característico, até as ruas eram cobertas de óleo e sangue velho. (off: já viu aquele vídeo que andam divulgando sobre uma feira livre da China? Não vou por aqui que é meio nojento, mas é tipo aquilo, alguns animais sendo fervidos vivos, espetinhos de rato e morcego...).

    No meio daquilo, Mortalha vê um monte de pêlos amarrado num poste, olhando de perto parecia ter um cachorro dentro daquele emaranhado de pêlos sujos.

    Em Ĵevurá - Página 7 06343b98c751650f051efc44abdeaf5e

    O bicho estava sujo e magro, mas de longe parecia bonito como um enviado da morte (ou algo assim na mente dela). O cão dá um uivo chorado quando vê Mortalha; Num barraco próximo um velho gordo segurando um cutelo manda o cão calar a boca, pois "daqui a pouco eu acabo com você". Mesmo Mortalha tendo o coração negro e cheio de caroço, ela se sente tocada. Queria o cão para ela.

    ***

    Ka ajudava e fiscalizava o açougueiro para ver se ele não iria passar a perna no grupo. O trabalho era cansativo, mas dava para ver que iam conseguir muita carne, o palpite do açougueiro eram 45@ limpa, mesmo se nos próximos três dias metade disto ficasse ruim, ainda seria bastante carne para deixar o exército feliz. E nem foi uma caçada tão difícil (pelo menos não pra ele já que quem levou porrada foi só o Nadhull e a Kate Very Happy Very Happy )

    A questão era o que fazer com as sobras. Ka não gostava de desperdiçar nada, mesmo assim sabia que não teria tempo de vender todas as sobras. Alguém lhe oferece 30Ж por arroba pela parte intermediária (bagaceira). Se fosse separar e vender por si mesmo, Ka sabia que poderia fazer uns 40Ж/@ mas tinha que decidir se valeria a pena. (Tem umas 7@ só nesta parte)

    Mesmo os miúdos a carcaça dava para se tirar uma grana, principalmente se tivesse alguém ali que trabalhasse com alquimia, mas seria mais uma tarefa se fosse atrás deste pessoal, Ka pensa em se desfazer pelo menos desta parte (se quiser ser um pouco mais generoso, pode incluir parte da bagaceira tb) e procura uma "camponesa média" para doar as sobras. Não era muita comida, mas se ela fosse esperta, poderia vender até o que não era comestível. Ele acha uma assim com um filho adolescente que dão fim em tudo que ele deixar depois que Ka terminar sua parte de desossa.

    Ka paga o açougueiro com parte da carne boa e já aproveita para preparar algo para ele também. Era uma carne dura, mas boa, mesmo preparada sem muito cuidado, ele imagina como seria se preparada com o devido "carinho".

    (R.Oc.) -> O R.Oc. foi bem ruim, portanto a impressão que tem da vila é algo bem pobre, talvez enxergue até como um lugar mais pobre do que realmente é, e por algum motivo também não vê ninguém ali como muito confiável. Sendo assim, não vê nada que desperte seu interesse, além do que já tido no outro tópico. E levando em conta que se trabalho demorará algumas horas e os outros estão no poço de kalakes a pouco tempo, talvez terá de esperá-los.
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    Mensagem por Srta. Moon em Seg Jun 01, 2020 1:28 pm

    Não via nada demais naquele lugar apernas seguiu com os demais no entanto o que chamou sua atenção foi o cão preso, sem muito o que fazer apenas pegou a criatura desatava a corda e já seguia seu caminho.
    -Pague com carne pelo cachorro e se ele não aceitar pague um preço justo pelo mesmo desconte da minha parte do pagamento... Falava isso ao KA enquanto segurava firme a corda com a criatura presa era melhor mante-la assim não queria sair correndo atras dela caso venha a fugir.


    OFF: pegar o cusco que amoleceu meu coração de aço Smile vou pagar com carne é uma troca justa ou parte do que ganhei de pagamento que está com não sei quem guardado???? Se não der tira iniciativa que vamos lutar.


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    Mensagem por Leomar em Ter Jun 02, 2020 10:31 am

    O cara com o cutelo vai atrás, vendo que a demônio passa a bola para um humano, fala para Ka:

    - Eu quero 20 kons de prata pelo cão.

    Ka sabia que o preço era muito maior do que valia. O cara em questão é um civil padrão, não parecia grande coisa, já estava velho (uns 40 anos) e gordo, e parecia desagradável.
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    Mensagem por Srta. Moon em Ter Jun 02, 2020 3:59 pm

    Apenas encarou o KA com carinha de choro, implorando para comprar o cachorro, provavelmente ela pegaria o animal de qualquer jeito e naturalmente seria na base da briga.
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    OFF: me apeguei ao Rex ...Fazer o que apelar para o coração de manteiga do KA, se não corre pq vou espancar o gordinho...
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    Mensagem por Christiano Keller em Ter Jun 02, 2020 5:33 pm

    Ka,

           A vila era suja, talvez fosse uma consequência da falta de água para higiene, mas ainda assim os padrões pareciam terríveis. O curioso em meio aos eventos considerados grotescos que acontecem ali era que as pessoas ainda estavam vivas mesmo após consumirem aquelas coisas. Pelo menos era sinal que poderiam preparar a comida para o exército e salvar vidas daquela forma. As formas de conservar a carne parecem importantes pois ela não será consumida imediatamente, então sal temperos e até alguma forma de alterar seu estado de cru para defumada seja relevante. Por sorte Ka sabia um pouco de culinária e teria a oportunidade de praticar alguma coisa, assim como aprender alguns truques com os moradores locais.
           Os cortes de carne passavam na mente de Ka. Carnes magras como Lagarto, filé mignon, coxão duro ou chã de fora, coxão mole ou chã de dentro, patinho, alcatra, maminha de alcatra e músculo. As carnes gordas: picanha, fraldinha, acém, capa de filé, filé de costela, contrafilé, ponta de agulha, paleta, aba de filé e pescoço. Era curioso como algumas das carnes mais nobres poderiam ser magras ou gordas, a parte em si que era mais importante.
           Os diversos animais e criaturas que estavam ali certamente seriam comida. Os camelos que estavam usando também, então era melhor ninguém ficar apegado com eles. Sobre os mesmos camelos as máscaras que usavam não poderiam ser removidas pois eram mágicas, mas o que preocupou Ka foram as pequenas rachaduras. Talvez o esforço seja responsável por isso, então precisava ficar atento. Um pequeno reparo com as sobras da capa poderiam evitar que alguma coisa rasgue. Ka sabia que não poderia remover as coisas, não planejava retirar nada, apenas desejava manter as peças no lugar com uma borda nova ao redor da existente.

           Quando terminam de separar a carne da bagaceira ainda haviam os ossos e o couro. Muitos dos cabos de armas são feitos de chifres de animais ou ossos. O fato de serem mais maleáveis que o metal permite uma pegada mais firme e menores ferimentos para as mãos por conta do uso. Talvez possa pensar em um novo martelo para vender ou usar, mas será que isso seria melhor para as armas mágicas? Sem muita certeza Ka pega uma peça para poder se preparar. Se não for útil poderia usar uma peça para uma faca nova.

           O calor pedia por bebida, então Ka busca por seu chá. Havia preparado o chá antes de começar a cortar a carne e houve tempo para perder o calor após a fervura. Certamente não poderia ficar frio, mas qualquer coisa que possa tirar o calor do deserto era muito boa. A única preocupação de Ka era não ficar preso em apenas um só sabor de chá, não tinha tantas coisas para desenvolver com aquilo além de uma memória sobre os aprendizados com Jussara em Dafodil. O chá era apenas um passa tempo para usar suas habilidades, não precisava gastar muito com aquilo.

           Durante sua pausa para beber, Ka viu um monte de pêlos amarrado num poste, olhando de perto parecia ter um cachorro dentro daquele emaranhado de pêlos sujos. O dono certamente pensava na janta, mas Mortalha se apegou ao animal.
    Cara com cutelo escreveu:- Eu quero 20 kons de prata pelo cão.
           - Vamos conversar. Você quer ser recompensado pelo animal, talvez um pouco de carne, um fígado aqui tem mais peso que o cão todo. Ka olha para Mortalha e diz para o homem: Por favor abaixa o cutelo, a demônio ali é da tal Corte dos Milagres e não quero virar um sapo ou outra criatura rastejante. Agora vamos falar sobre esse preço. Ka queria conversar, não precisava de um combate ali ainda mais por conta de um animal magro. O dinheiro era de Mortalha mesmo, mas Ka não perderia a oportunidade para negociar.
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    Mensagem por Pikapool em Qua Jun 03, 2020 3:33 am

    A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais!
    Estava fazendo algumas anotações quando ouvi o cortejo de Nadhull. Senti certa euforia e a temperatura por ali parecia aumentar. Não sei dizer, mas acredito que ruborizei na mesma hora. Rapidamente guardei meu diário e sem saber o que fazer ri para ele e tentei mudar de assunto.

    - O senhor Ka havia pediu para ficar atenta as plantas. Já que elas poderiam ser uteis. - Alcei voo tentando não encarar Nadhull. - Vou dar uma olhada ao redor. - No mesmo momento sai para procurar plantas.

    Depois de algum tempo notei vários lagartos vindo em direção ao oásis e prevendo que aquilo podia ser perigoso, tentei alertar meus companheiros.

    - Hey, pessoal! Olhem aquela manda vindo para cá. - Bradei apontando na direção dos semëks.
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    Mensagem por DariusNovadek em Qua Jun 03, 2020 11:30 am

    Kate se impressiona com aquele oásis, poderia ficar o dia inteiro ali, mas uma manada de semëks estragou o momento.. Assim que a anja avisou os dois, Kate disse:

    - Cara, se tivéssemos montados nesses lagartos, ja teríamos chegado no batalhão do exército... Mas, acho que minha cota de assassina de animais deu por hoje né?

    E soltou uma risadinha. Após isso molhou os cabelos com a água, aliás, se molhou toda, e bebeu água até não aguentar mais.. Após isso encheu o seu cantil com aquela água, e após isso seguiu em direção a ilha.
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    Mensagem por Dycleal em Qua Jun 03, 2020 6:46 pm

    Após a reação de Azriel, Nadhull sentiu que a tocava de alguma forma e se levanta e vai até a água e se molha, nos braços e no rosto. Mergulhar a cabeça e retira jogando os cabelos para trás quando ouve a anja apontando para um ponto e avisando que está vindo uma manada.

    Nadhull se sacode para jogar o excesso de água fora, bebe um pouco com as mãos em concha, seu cantil já está cheio e calça seu calçado e alça voo para ver melhor a manada que veem e diz para Kate: - Vem uma manada de semeks, uns 200 metros daqui e vindo rápido, acho melhor irmos embora... Tem uma inclinação de oferecer ajuda para Kate, mas sabe que com a lesão no osso não conseguiria carrega-la e voa em direção a vila, observando o resto do grupo e suas necessidades.
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    Mensagem por Christiano Keller em Sex Jun 05, 2020 2:43 am

    Ka,

          O homem ainda não estava satisfeito com a abordagem pacífica de Ka. Sem muita opção, Ka não gostava de intimidar as pessoas só que as vezes era preciso. Com um gesto da mão esquerda, Ka trás o olhar do açougueiro para si. A mão com a faca a coloca na cintura, mas parte para o martelo de batalha na cintura. O martelo com linhas de magia parece uma arma grande e intimidadora apenas com seu peso. É um martelo de forja também, não deixa de ser uma arma forte e pesada. Com uma postura mais agressiva e direta, o olhar penetrante busca a atenção do açougueiro que estava em Ka para receber sua mensagem, a coisa é séria.
          - Aê o maluco. Presta atenção, se você quer brigar com um demônio sozinho até pode mas se brigar com ela vai colocar minha vida em risco então vai ter que parar por ai. Pede um preço justo de 10 kons ou vou te amassar na porrada. Não quero sangrar por conta de um cachorro magro. Aquele valor parece justo e certamente era melhor que a oferta inicial. Agora Mortalha pode escutar quanto será o valor do animal e descontar da parte dela. Como o cão te daria carne, posso te pagar com carne também, assim tem carne fresca. Vamos repartir isso? Parte em carne e parte em dinheiro? Se bem que talvez seja melhor você pegar a carne, acho que terá mais carne em quantidade do que teria com o cão. Agora era mais operacional.

           Ka resolveria o problema com o ex-dono do cão e depois avisará Mortalha. Seu objetivo agora era resolver as partes da bagaceira e sair daquela cidade pobre. A carga logo estaria pronta e meio preparada. Ka acredita que meio pois a carne precisará de tempo para absorver o sal assim como temperos para ficar seca. Porém esse tempo de maturação pode acontecer enquanto é transportada para seu destino final. Ainda assim onde estarão seus colegas?

           Mais tarde Ka procura por Mortalha e o cão.
           - Quer dar algo para ele comer? Temos algumas carnes. Ele parece magro. Ka apenas busca avisar que acabou a negociação e que agora podem partir quando os amigos chegarem.

           Ka ainda observa os homens da região fazerem seus negócios. A sujeira da cidade é marcante e um dos homens chama sua atenção. Parece um dos mercadores.
    Um dos mercadores que chamou a atenção de Ka:
    Em Ĵevurá - Página 7 Oliver-Reed-in-Gladiator.jpg?q=50&fit=crop&w=740&h=370&dpr=1
           O homem era mais velho e experiente, suas palavras com os outros mercadores parecem mais sábias. Suas roupas não são tão nobres, mas todos ali são batalhadores. De alguma forma ele tem cara de ser um bom homem de negócios. Talvez possa ser um bom parceiro para Ka e seus amigos venderem seus produtos nos arredores de Jeruvá. De alguma forma Ka precisa começar a se tornar mais famoso, vender mais produtos e precisa desenvolver um tipo de rede de contatos própria.
           - Olá senhor. Estou aqui de passagem e me parece um grande mercador. Tenho uma forja em Jeruvá com amigos. Tem interesse em conseguir material lá ou até mesmo coletar pedidos aqui para comprar de alguém lá na cidade? Ka apenas estava enrolando, puxando assunto com o homem enquanto seus colegas não chegavam. Era uma forma de expandir seus contatos, se fazer conhecido.
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    Mensagem por Srta. Moon em Sex Jun 05, 2020 3:36 pm

    Mortalha permanecia entretida com o Rex, teria que dar um bom banho nele mais tarde, além de alimenta-lo. No entanto foi em direção ao KA, visivelmente irritada como sempre seguiu com o Rex pela coleira improvisada.
    -Entregue as dez moedas e um pouco de carne, quem sabe uma quantia no peso do Rex... Isso já é muita coisa...
    Seguiu com o Ka levando o Rex, não tinha mais o que fazer ali e nem negociar, logo agradecia de sua maneira ao KA. Seguiu com ele pelo lugar logo permanecia ao seu lado enquanto ele conversava com o estranho.


    OFF: Rex Adquerido (cachorro OK)
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    Mensagem por Leomar em Qui Jun 11, 2020 8:14 am

    Quando Ka dá uma dura no açougueiro o cara quase se encolhe. Apesar de gordo, não passava de um inútil. Mortalha ainda ajuda a atrapalhar sua negociação.

    "Demônios...!"

    Ka entrega dez moedas de prata:

    - É o que vai ganhar, dê-se por satisfeito! - O cara pega e vaza sem maiores problemas. (off: vou tirar os dez kons da ficha do Ka, depois ele acerta com Kate que ficou com a grana do trabalho)

    Por enquanto a vila só representava uma curta pausa e alguns pequenos incômodos, então Ka resolve falar com um mercador, aparentemente de armas, que era sua zona de conhecimento. O cachorro vai sendo puxado por Mortalha, ainda estava triste e desconfiado, mas não se faz de rogado quando Ka passa um pedaço de carne para Mortalha passar para ele. Embolado no próprio pelo, cabisbaixo, ele vai roendo a refeição oferecida.

    - Olá senhor. Estou aqui de passagem e me parece um grande mercador. Tenho uma forja em Ĵeruvá com amigos. Tem interesse em conseguir material lá ou até mesmo coletar pedidos aqui para comprar de alguém lá na cidade?

    - Bal'a dash, malanore! - Era uma expressão antiga, uma saudação para viajantes - Sim, sou mercador, e estou indo para Ĵevurá. Levo armas de Ĵevurá para Heséd há alguns anos. Me chamo Borêa Auror iba Weniburg iba Arzi Alzin.

    Ka observa a caravana de Borêa, os camelos levavam algumas peças de armaduras de couro, mas nenhuma arma, certamente deve ter vendido tudo em Heséd e estava voltando para arrumar mais. Tinha talvez cinco ou seis homens em sua caravana, estavam com cavalos de pelo castanho ou mais escuros, Borêa tinha uma égua um pouco mais clara que dos demais, Ka não entendia muito de raças, mas pareciam bons animais (ou, se achar que entende, pode fazer uma rolagem para descobrir o "status" dos animais).

    Borêa oferece uma xícara de taúna enquanto conversam. É um costume bem difundido comerciantes conversarem sempre bebendo café ou taúna. A taúna é uma bebida estimulante assim como o café, e tem gosto até parecido, mas é mais para o azedo, enquanto o café é mais para o amargo, e a taúna nem sempre precisa ser servida bem quente, embora aquela estava bem quente.

    - Tenho sim interesse em conhecer as forjas da cidade, faço muito vendas "em volume", mas temos sempre espaço para uma ou outra "em estilo". Qual sua especialidade?

    *em volume = artigos simples, de qualidade baixa, mas que vende rápido. / em estilo = qualidade mais alta e bem mais cara, sendo cada peça com alguma característica especial, mas ainda não são as mais caras. / entre os dois estilos têm as vendas "em padrão" que são boas sem chegar a ser especiais, e acima de todos tem o "em nome" que são armas bem específicas, fabricadas para pessoas bem específicas.

    ***

    Nadhull e Azriel chegam à vila (Kate provavelmente logo atrás), a vila é bem pequena, e possui poucas construções de verdade, a maior parte não passa de um acampamento não muito organizado. (off, alguém quer que eu repita a descrição da vila ou quer rolar alguma percepção focada?)

    Ka já tinha agilizado os preparativos com o corpo do kodo, provavelmente vocês não precisariam ficar muito tempo por ali. Ka conversava com um mercador, enquanto Mortalha segurava uma corda com alguma coisa peluda e suja amarrada, que parecia estar roendo um pedaço de carne.

    Quando se aproximam, obviamente as atenções são direcionadas para Azriel, demônios não chamam tanta atenção em Fajr-Regno, mas anjos são eventos a serem, no mínimo, admirados. Ver uma anjo tão perto de um demônio é algo que deixa as pessoas em volta desconfiadas e desconfortáveis.
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    Mensagem por Dycleal em Qui Jun 11, 2020 8:38 am

    Nadhull se aproxima da vila e vê que é apenas um acampamento melhorado e procura atentamente se teria alguém que pudesse ajuda-lo com sua lesão no punho. Enquanto procura dá algumas olhadelas para Azriel e comenta: - Acho que a visão de um anjo e um demônio, voando juntos, devem deixa-los bem confusos. E sorri imaginado os diálogos lá embaixo.
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    Mensagem por Leomar em Qui Jun 11, 2020 12:00 pm

    Kate permanece em uma das margens do poço enquanto os semëks se aproximam da outra, eles dariam uma montaria melhor que camelos, se conseguisse convencer pelo menos um deles deixar o rebanho.

    Semëks selvagens têm por instinto não se aproximar muito de humanos sem necessidade, portanto eles aproximam devagar ao verem a humana em pé do outro lado da fonte de água. Os animais mas ousados vão se aproximando, e como esperado, alguns alfas tomam dianteira, enquanto fêmeas e filhotes vão avançado em direção à água a medida que se sentem protegidos.

    Um semëk domesticado é assim:

    Em Ĵevurá - Página 7 Dc7474e37160bb993ded4bcf9a05641d

    Os semëks possuem apenas 6 dentes que sobressaem, 4 em cima e 2 embaixo, os demais são uma série de dentes pequenos, sendo assim as mordidas normalmente não são mortais para humanos, apenas doem bastante, suas garras fazem mais estrago que os dentes. Um semëk normalmente é incapaz de matar um humano adulto sozinho.

    Em pouco tempo já tem quatro alfas de frente para Kate, mostrando os dentes e batendo o rabo de forma ameaçadora, porém eles ficam a cerca de dois ou três metros de distância, um tenta chegar mais perto de lado, mas quando Kate fica de frente ele para. Enquanto não desse as costas para nenhum eles provavelmente não atacariam primeiro.

    Sua melhor chance seria desviar dos alfas e tentar aproximar de um beta ou filhote, mas estava complicado ali. (Pode tentar acrobacia e lidar com animais novamente, mas tem que passar nas duas).

    A alternativa seria tentar atrair um alfa, talvez usando sua ração pra viagem como oferta, ou confiando em sua "simpatia animal", para isto teria que descobrir qual dos quatro alfas era mais amigável. (se rolar "Lidar com animais" novamente seu alvo agora é 10 se jogar contra o grupo dos quatro. Se quiser escolher um deles, fica assim: o lagarto 1 é o mais a esquerda, depois vem o 2 e o 3 e o 4 é o que está mais a direita, um deles tem alvo maior e outro tem alvo menor, mas você ainda não sabe qual dos 4).

    Além dos quatro alfas, já tinha uns 20-25 lagartos se aproximando. Mais da metade do rebanho não atacaria de forma alguma, mas isolar algum do rebanho na força também estava fora de possibilidade.

    Kate poderia se afastar sem muitos riscos, desde que não virasse as costas, poderia até andar por perto do resto do rebanho se os alfas sentirem que não conseguem intimidá-la.
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    Mensagem por Christiano Keller em Qui Jun 11, 2020 4:07 pm

    Ka,

           Não é que KA estava com alguma sorte? O mercador lidava com armas assim como Ka e havia interesse na sua forja. Só o destino para fazer alguma coisa como aquela. O sorriso da face de Ka aumenta quando recebe a taúna para beber. Haveria uma oportunidade de negócio ali.
           - Obrigado pela taúna Borêa Auror iba Weniburg iba Arzi Alzin. Estamos tentando migrar de volume para estilo, ainda tenho poucos clientes interessados em estilo e maioria fica com vendas padrão. Veja este martelo que uso por exemplo, é uma ferramenta simples mas eficaz. Ka mostra seu martelo com as linhas guia. Este tem linhas guia para aqueles com algum poder mágico. Mas armas com estilo precisam de clientes certos ou alguém que conheça a clientela para poder oferecer a mercadoria adequada. Me parece que o senhor é o homem que eu procuro para poder vender muito mais. Tudo indica que Borêa Auror iba Weniburg iba Arzi Alzin é o homem que poderá vender peças de Ka e seus amigos muito bem. Ka então passa as informações sobre sua forja para que o mercador possa ir até lá falar com seus sócios. Um vendedor de armas seria uma ótima adição para suas operações. Ka certamente precisava de uma centena deles em cada lugar. Com as nossas armas e sua clientela, poderá vender essas armas para todos na região e ficará rico com umas belezas dessas. Diria que poderá escolher o lado que vai ganhar a guerra meu amigo mercador. No mínimo aquele que manterá a vitória. A escolha da palavra certa nessa hora era importante para mostrar a oportunidade que estava à porta de Borêa Auror iba Weniburg iba Arzi Alzin.
           Num momento adequado do bate papo, Ka também pergunta ao mercador:
           - Tem novidades sobre Heséd? Estou indo ou ia pra lá para procurar por mais pessoas como você. Talvez agora vá apenas fazer um passeio. Se conseguir um acordo com ele Ka certamente ficará mais tranquilo. Porém as vendas apenas vão aparecer lá na forja e Ka pode demorar para ver os resultados.

           Pelo visto Mortalha e seu monte de pelos estavam se dando de uma forma razoável. A comida ajudará o animal a se comportar de uma maneira melhor, visto que talvez tivesse fome ou até falta de carinho, porém animais ainda são animais mesmo que sejam domesticados. Ka tentará ser um bom amigo para o bicho pois não quer problemas com o animal roendo suas coisas.

           O barulho das pessoas na vila indica que um anjo e um demônio chegavam lado a lado, certamente Nadhull e Azriel. Seria hora de partir para nosso destino ou não? Ka ainda estava preocupado com a chuva da previsão que foi feita quando partiram.
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    Mensagem por Srta. Moon em Sex Jun 12, 2020 4:51 pm

    Seguiu com o KA, levando o Cusco junto, estava pensando onde poderia leva-lo para tomar um bom banho, ele estava precisando sem contar que ela também queria descansar em algum lugar.
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    Mensagem por Leomar em Dom Jun 14, 2020 9:39 pm

    obs.: vou respondendo o Ka porque a conversa dele não vai interferir nas ações de vocês e creio que estão todos acompanhando mesmo quem está com turno atrasado, já que a frequência no forum tá ok. Caso alguém precise de ajuda pode pedir no off ou Discord

    - Boa memória! Mas pode me chamar apenas por Borêa Auror, iba quer dizer que sou filho de Weniburg e neto de Arzi Alzin. - Os nomes não eram notórios bastante para serem conhecidos de Ka, então vocês continuam a conversa. Borêa Auror para de tomar taúna dizendo que quer evitar palpitações no peito se tomar demais, mas diz para Ka não ficar tímido se quiser beber mais, já que era novo. Ele anota o endereço da forja em Ĵevurá enquanto analisa o martelo de Ka.

    - Mm, sim... É uma ótima arma, boa empunhadura... - Ele sente o peso, gira na mão, olhando tudo com detalhes. - Uma escolha bastante incomum! Mesmo já tendo visto milhares de armas na vida, creio que é a primeira vez que vejo uma marreta de guerra com linhas-guia. Já vi até uma alabarda, mas martelo nunca! Com certeza é uma boa arma em estilo, poderia até se tornar uma arma "de nome".

    det linhas-guia:
    Já passei este vídeo antes para ilustrar questão de linha-guia, não lembro se para o Nadhull, de qualquer forma é bom para visualizar. Ao usar uma arma mágica ela pode deixar um "rastro" de mana seguindo seu movimento, como o leque no vídeo deixa.



    Armas específicas podem ser criadas para rastros bem específicos: enquanto o leque no vídeo deixa um rastro bem complexo, uma flecha deixa um rastro de forma de linha, que pode expandir em forma de cone também; um bastão pode ser girado para deixar um rastro em forma de círculo; um escudo reto pode projetar a mana em forma de parede; uma espada deixa o rastro em forma de arco, etc.

    Qual importância disto? Bom, em termos de jogo quase nenhuma, é mais detalhe e efeito visual, mas dá para imaginar uns efeitos legais se as rolagens forem boas. Por exemplo: o famoso "desviar balas com golpe de espada", aqui não serão balas, mas supondo um ataque com flecha ou pedra, usando uma espada sem efeito você tem que acertar o projétil em cheio, mas usando uma arma preparada, caso o projétil bata no rastro de mana, ele ainda é desviado. Uma das ideias é futuramente ter magias que ficam mais fáceis ou mais difíceis com uma arma ou artefato específico.

    Quanto mais balanceada a arma, mais fácil controlar/projetar, e também é mais fácil fazer esta projeção com armas menores. Um martelo é oposto disto, por isto é quase impossível alguém querer encantar justamente um martelo. Um martelo não é bom para criar um "rastro" de mana como outras armas, seu efeito seria liberar a magia somente na hora da porrada, e possivelmente/provavelmente projetar a energia em forma de círculo. Estando magicamente carregado, você pode bater o martelo no chão e causar uma onda em volta empurrando inimigos para trás, mas como é onda em círculo, corre o risco de ser afetado junto ou atingir amigos do lado também.

    Porém é possível encontrar outras formas diferentes ou mais eficientes de projetar a energia com martelo, mas terá de descobri-las.

    A maior utilização de linhas-guias são artefatos e joias, amuletos e escudos, depois adagas, que são leves e fáceis de serem bem balanceadas, depois bastões, depois espadas e por último de tudo armas desbalanceadas.

    Vocês trocam ideias padrões sobre qualidades de armas, linhas-guia, metais, etc.

    - O que possuir em padrão também nos interessará. Ironicamente, enquanto a guerra torna quase todo o comércio ruim, vendas de armas nunca param. A demanda é grande, porém a maioria só pode pagar pelo básico do básico, um desperdício para quem prefere trabalhar com qualidade ao invés de quantidade. Fazemos até muito dinheiro, mas eu preferiria poder fazer um BOM dinheiro ao invés de apenas muito, de vez em quando.

    (pausa)

    - Já tive uma clientela mais nobre, hoje negocio mais com o exército e milícias. Não posso reclamar, mas...


    Borêa Auror parece ter um ar um pouco melancólico, apesar da idade, as Guerras de Reconquista começaram há 98 anos, portanto, assim como você, ele não viu o período antes da guerra, mas já deve ter pensado mais de uma vez em como seria o mundo depois que as guerras acabassem. Talvez pense em histórias que nunca viveu, mas que foram contadas pelos pais dele.

    - Diria que poderá escolher o lado que vai ganhar a guerra meu amigo mercador.

    - Isto está basicamente definido, o exército do continente já está empurrando Gaja cada vez mais para o norte. Será praticamente impossível não reconquistarmos totalmente Heséd, como fizemos com Ĵevurá. Só não posso dizer o mesmo de Burnabad. (pausa pensativa) Na verdade a guerra já acabou, mas sabe porque os exércitos ainda estão lutando? Porque ninguém quer pagar o preço da guerra. É uma estupidez humana: estão todos endividados, e sabem que quanto mais demorar para declarar o fim da guerra, mas endividados ficarão, mas como não querem pagar agora, vão empurrando a guerra, pensando em como não pagar os prejuízos.

    Apesar da guerra de certa forma beneficiá-lo, Borêa respondeu de forma bem menos entusiasmada do que Ka imaginava, mas há de convir que suas palavras pareciam ter pelo menos bastante sabedoria.

    - Tem novidades sobre Heséd?....

    Observações escreveu:Ka chegou a Fajr-Regno pelo porto de Heséd há dois anos, portanto conhece pelo menos um pouco a cidade. O tanto de meses que ficou lá antes de partir para Ĵevurá fica por sua conta. O mercador se concentrará em falar sobre o que mudou apenas no tempo que Ka saiu.

    Heséd é maior, e com certeza melhor que Dafodil, mas não era tão diferente quanto Ka gostaria, e por isto procurou algo mais em Ĵevurá.

    A mais notável diferença do Reino do Fogo para a Ilha dos Exilados é que no continente a escravidão é proibida. Claro que existem pequenas formas legais de se burlar a lei, e alguns prisioneiros de guerra são submetidos a uma condição bem parecida com a escravidão, mas ainda assim um pouco melhor, tanto que ao invés de serem chamados de escravos, são chamados de neliberas, e possuem alguns poucos direitos a mais que meros escravos. Entre demônios existem também vários tipos de "contratos de servidão" que não são exatamente igual a escravidão, embora também não seja exatamente liberdade... Seja como for, não se veem mercados de escravos em plena praça pública como tinha em Dafodil.

    Dafodil tinha o controle principal dividido entre La Cour des Miracles e o Yüksek Kan, isto não era muito diferente em Heséd que estava basicamente dividida entre o exército de Fajr-Regno ao sul e o de Gaja ao norte.

    Ka se lembra de achar Heséd uma cidade muito mais rica que Dafodil quando chegou, mas com o passar dos meses esta impressão já não é tão forte, Heséd agora parecia apenas "um tanto" melhor que Dafodil, mas ainda era uma cidade pobre, com boa parte dela em ruínas devido a guerra e uma boa parte da cidade cravada na borda do deserto.

    Heséd possuía menos demônios morando nela do que Ĵevurá (e até onde Ka sabia, menos que a maioria das cidades grandes de Fajr-Regno) e por isto, embora não tivessem muitos anjos morando lá, era mais fácil achar um anjo em Heséd do que em Ĵevurá. A população geral das duas cidades era quase igual, mas Heséd era maior, e portanto "menos cheia".

    Um dos pontos negativos de Ĵevurá em relação a sua vizinha era que as pessoas em Ĵevurá eram muito mais formais que as de Heséd, que mesmo sendo mais pobres, eram mais extrovertidos. Heséd também não era controlada por juízes, mas isto poderia ser visto tanto como vantagem como desvantagem dependendo de se a pessoa gostava ou não dos juízes. Seja como for, para um homem de negócios, Heséd poderia ser um pouco limitante.

    - Novidades tipo NOVIDAADE mesmo faz anos que não vejo nenhuma. Heséd parece que parou no tempo! Você provavelmente verá menos faixas verdes e negras na cidade, mas em compensação verá mais bandeiras cinzas. - Faixas verdes e negras são as principais cores das bandeiras dos exércitos de Gaja, portanto eles estão perdendo influência, bandeiras cinza por sua vez são indicações de doenças, praticamente nenhum lugar do mundo usava cinza em suas bandeiras por causa disto. - Atualmente, para cada fajrense que é morto, um gajano também morre, mas o muro continua no mesmo lugar, poucas pessoas ficam mudando de lado, e nenhum dos dois lados fez nenhum grande movimento no últimos três meses... Acho que nos últimos seis meses... É como se estivesse tudo travado! Agora, se estiver atrás de novidades mais simples, daqui alguns dias vai ter um evento de pesca do golgad num lugarzinho chamado Anta Gorda...

    - E pode me dizer algo sobre suprimentos do exército? - Ka pergunta, já que era ponto central de sua missão.

    - Ah, bem lembrado. O exército de Gaja está controlando a região principalmente porque tem conseguido deixar o exército de Piro passar fome. As principais fazendas foram tomadas, e ajuda de outras cidades bloqueadas. Por muito tempo eles acreditaram que isto os fariam ganhar a guerra, e poderiam estar certos, se não fosse a questão de que o exército de Gaja também está passando fome. Os dois lados estão perdendo mais do que ganhando.

    ***

    @Srta. Moon escreveu:estava pensando onde poderia leva-lo para tomar um bom banho

    Tem um pequeno veio de água a apenas algumas centenas de metros da vila, que termina num açude, bem mais perto do que o poço de Kalake está agora, é o local mais ideal, dá pra ir e voltar em poucos minutos. Mas na vila também tem UMA (e apenas uma) pousada, que neste momento tem UM (e apenas um) quarto que TALVEZ possa arrumar uma tina larga o bastante para dar banho nele (se for jogar uma aguinha no próprio corpo, aconselho jogar antes de dar banho nele), você pode pagar pelo banho sem necessariamente pagar pela estadia, até porque a noite de vocês vai ser curta e ainda demorará um bom tempo.
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